Leo Sternbach, um químico que literalmente experimentava seus resultados

pesquisador segura molécula
O químico Leo Sternbach revelou em uma entrevista: “Eu experimentava tudo. Muitos medicamentos. Uma vez, na década de 60, fui mandado para casa por dois dias. Era um medicamento extremamente potente, não era um benzodiazepínico. Eu dormi por um longo tempo. Minha esposa estava muito preocupada.“.
Neste relato Sternbach comenta algo que é muito raro entre os pesquisadores. Experimentar em si próprio uma substância nova – e isso sem que tenha necessariamente passado por rigorosos testes em cobaias animais. Um risco voluntário e extremamente perigoso!

molécula de librium
Librium

Nascido em 1908, e falecido em setembro de 2005, Leo Sternbach era um dos principais químicos pesquisadores na área de medicamentos tranquilizantes da empresa Roche. E é considerado o responsável pela síntese do Clorodiazepóxido, comercializado como Librium, e que daria origem ao mundialmente famoso sedativo Valium (diazepam).
Na entrevista ele também revela que seu contato com o Valium foi um pouco menos pessoal; “[o Valium] Tem uns efeitos colaterais suaves. É também um bom medicamento para dormir. E é por isso que é abusado. Minha esposa não deixa tomá-lo”. A cautela e proibição da esposa ocorreu após o episódio relatado acima. E sua coragem com a química não vai até substâncias proibidas. “Eu gosto de [uísque] Scotch”, revelou ele, “Black Label. Ou Chivas Regal”.

molécula valium
Valium

Mesmo tendo a empresa Roche lucrado muitos milhões de dólares com a comercialização dos medicamentos obtidos a partir das mais de 200 patentes depositadas por Leo Sternbach; o químico não fez fortuna com isso. As patentes foram passadas para o controle da empresa pelo valor de apenas 1 dólar cada! Adicionado de três prêmios de 10.000 dólares por invenções lucrativas. Mas ele parecia não ter ambições financeiras e dizia estar feliz por trabalhar em algo entusiasmante na química. Deve ter sido efeito dos calmantes!
Observe que ele viveu até os 97 anos! Indicando que a aventura como cobaia humana parece não ter afetado a longevidade do químico.

Fontes: http://www.newyorker.com/magazine/2003/06/16/little-helper

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