SUBJECT: Re: [ciencialist] Pesky Bee home work
FROM: "Pesky Bee" <peskybee2@gmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 20/01/2015 13:11

Calilzóvsky, prepare-se que vou dar um nó nos neurônios
de vossa excelência. Introduzirei uma piradíssima correlação
sintático-semântico-estranhafúrdia.
 
Tá certo, fundamental é o que fundamenta. É e pronto.
Mas o que estou a dizer é que, se tu pegas as coisaradas
que estão no quarto das coisas fundamentais, o que digo
é que podemos entrar nesse quarto e "ordenar" essas
coisaradas de acordo com algum critério de relevância.
Veja bem, dentro daquele quarto tudo é fundamental. Mas
lá dentro, tem coisas muitérrimamente fundamentais e
outras que são fundamentais, mas menos. E porque posso
vociferar tamanho barbarismo ideológico? (é aqui que a
porca torce o rabo).
 
Desde que a mecânica quântica deu as caras, no começo
do século passado, aqueles conceitos de sim/não,
presente/ausente, aqui/acolá ficaram muito mais fluidos.
Já não dá para incluir de forma definitiva alguma coisa
na categoria dos sim/não. Veja o caso daquele sujeito,
o cartunista (esqueci o nome) que na teoria é homem mas
se veste de mulher gosta dar uma mijada no banheiro das
fêmeas. Então o que proponho é que em tudo neste universo
devemos permitir uma "escala de gradações" para acomodar
esse inescapável conceituófilo de que as coisas lá embaixo
(nível quântico) são assim mesmo. Estarei eu surtando em
uma piradíssima arrotação textual?
 
*PB*
 
 
 
 
Sent: Tuesday, January 20, 2015 12:26 PM
Subject: [ciencialist] Pesky Bee home work
 


Prezada abelha iluminada.
Agora eu tenho que sair para me dedicar à medicina preventiva.
Enquanto isso peço-lhe a gentileza de levantar os diferentes signficados atribuidos pelos aurelianos do universo ao termo fundamental.
Antecipadamente grato.
Mtnos Calil
Ps. Quanto à sua contestação do espirito das árvores como uma coisa metafisica, vou consultar o autor do aforismo wiittgeinsteniano.

Em Ter 20/01/15 10:13, Pesky Bee peskybee2@gmail.com [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 
> Esqueci de informar que o terceiro está excluído. Portanto, ou é ou não é!
Quem falou? Porque excluir o pobre coitado do terceiro?
Não dá pena excluir o terceirófilo, coitadinho?
> Aproveito para informar a sra. que fundamental não tem nem “mais”,  nem “menos”, viu?
Mas é claro que tem! Para um prédio ser habitável ele precisa,
fundamentalmente, ter uma forte estrutura de suporte (alicerces)
e as janelas envidraçadas colocadas, entre outras coisas. Mas
embora as duas coisas sejam fundamentais, os alicerces são
"mais fundamentais" do que as janelófilas.
> A silaba amaiusculada não leva acento
Sou um rebelde ortográfico: a monosílaba tônica designadora do
orifício corrugado ínfero-lombar traseiro precisa, na minha
acepção, ter um acento para que suas propriedades peido-sonoras
possam ser celebradas quando lemos a dita palavra em um texto
qualquer.
> A nossa abelha iluminada disse que a origem da metafísica não tem nada a ver com o espírito das árvores.
Mas Calilzófilo, origem é uma coisa, e estado atual é outra.
Achar que as árvores tem espírito tem mais um cunho de
religiosidade e pensamento transcendente do que propriamente
de metafisicação. Basta tu pegares um filósofo pelo cangote e
pedir para ele lhe falar o que é metafísica (e não o que foi
ou a origem dela). Ele vai falar que essa porcariada de metafísica
tem como objetivo o desenvolvimento dos conceitos que fundamentam
nossa visão do universo. Os espíritos já sairam dessa.
E olhe lá: a origem das coisas nem sempre tem a ver com o estado
atual dessas coisas. Muito da química e da física atuais devem
bastante ao tipo de experimentacionice feita pela cambada dos
alquimistas há séculos.
*PB*
Sent: Monday, January 19, 2015 9:42 PM
Subject: Re: Re: [ciencialist] Pegadinhas da lógica com a abelha iluminada


Agora eu vou pegar no seu pé usando essa cor.
MC


Em Seg 19/01/15 13:55, Pesky Bee peskybee2@gmail.com [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:
Isso é uma pegadinha (    )     Não é uma pegadinha (    )
Defina pegadinha (hahahahahaha)
Esse textófilo pode ser pegadinha ou pode não ser.

a)Esqueci de informar que o terceiro está excluído. Portanto, ou é ou não é!
b) Pegadinha é um dos termos mais precisos já inventados e possui UM ÚNICO SIGNIFICADO (um milagre da linguagem!)

Só sei que é uma montanha de porcariada desgraçadamente deslavada. Primeiro porque metafísica é a tentativa de formalizar o universo, a existência, os conceitos mais fundamentais, etc., só com o auxílio do pensamento e da lógica, sem o uso de evidências.
 
Nossa senhora da Metafisica! Parabéns por ter vendido essa idéia cientificista para a nossa abelha que agora ficou mal iluminada. Mas a sra. não precisava exagerar tanto ao dizer que tem a função de formalizar os conceitos “mais” fundamentais. Aproveito para informar a sra. que fundamental não tem nem “mais”,  nem “menos”, viu?
 
Trata-se, portanto, de mera espeCÚlação de cunho privadístico (relativo a privadas, recém utilizadas por gente diarreica).
A silaba amaiusculada não leva acento.
 
A metafísica nasceu apenas quando a humanidade já tinha tempo (e tranquilidade) para ficar pensando em bobajaiadas.
Essa visão do nascimento da metafísica é metafísica porque a metafísica tem dentre outras funções a de tranquilizar a humanidade, a qual nunca teve e nunca terá tranquilidade.
 
Faria melhor o autor desse escarro textual se ele tivesse feito uma correlação entre o benefício de sobre-estimar atividades de ocorrências não intencionais (como árvores em
movimento, rugidos do vento, peidos dos coalas, etc.) e a maior sobrevivência da espécie. Em outros palavróides, se tivermos dois manés, um que exagera na interpretação
de um farfalhar de mato e outro que não está nem aí, o primeiro terá maior chance de sobreviver a um eventual ataque de predador enquanto que o segundo terá maior
chance de ser devorado pelo dito bichão. E mesmo que o tal do bicho não exista na maioria das vezes em que se ouve o barulhófilo, o custo (pelo menos naquela época) de ficar
com medinho dos barulhinhos da floresta é bem menor do que a chance de ser devorado por um tigre faminto.
A mesma linha de explicação (seleção natural) também poderia ser feita para o impedimento da fornicação entre membros da mesma família (com o frequente nascimento de filhotes
prá lá de estropiados). Vê-se portanto que o dito textófilo está contando uma historinha para boi dormir. E eu não sou boi, mas já estou quase nanando, hahahahahaha
 
Faltou explicar porque a seleção natural inventou que as árvores tinham espírito. Deixa eu perguntar para o autor do “texto-pegadinha?”

- Olá autor. A nossa abelha iluminada disse que a origem da metafísica não tem nada a ver com o espírito das árvores. Me parece que ela tem razão, pois como disse Einstein em certa ocasião esse medo apontado pelo sr. deu origem à religião. ( e não à metafísica).
Com o homem primitivo é o medo acima de tudo que evoca noções religiosas — medo da fome, das feras, da doença, da morte. Como neste estado de existência o conhecimento das relações causais está usualmente pouco desenvolvido, a mente humana cria seres ilusórios mais ou menos semelhantes a si própria de cujos desejos e actos dependem esses acontecimentos assustadores. Por isso, tentamos obter o favor destes seres realizando acções e oferecendo sacrifícios que, de acordo com as tradições passadas de geração em geração, os tornam favoráveis ou bem dispostos em relação aos mortais. Neste sentido, estou a falar de uma religião do medo”- Einstein, 1930

Autor – Fala para abelha que a origem da religião é a mesma da metafísica. Ambas têm no medo o seu DNA. Meta-fisica significa além do físico. O espírito que o homem primitivo atribuía às arvores era algo que ia além da madeira.  O homem primitivo já pensava metafisicamente, antes que os filósofos gregos fizessem a racionalização da religião, dando-lhe um caráter filosófico e retardando o desenvolvimento da ciência por muitos séculos.

Ok, sr. Autor. O que o sr.   fala tem sentido, seja ou não uma pegadinha.
Vamos ver o que abelha tem a dizer agora.
Obrigado!
Mtnos Calil

 

Em Seg 19/01/15 13:55, Pesky Bee peskybee2@gmail.com [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 
> Isso é uma pegadinha (    )     Não é uma pegadinha (    )
Defina pegadinha (hahahahahaha)
Esse textófilo pode ser pegadinha ou pode não ser. Só sei que
é uma montanha de porcariada desgraçadamente deslavada. Primeiro
porque metafísica é a tentativa de formalizar o universo, a
existência, os conceitos mais fundamentais, etc., só com o
auxílio do pensamento e da lógica, sem o uso de evidências.
Trata-se, portanto, de mera espeCÚlação de cunho privadístico
(relativo a privadas, recém utilizadas por gente diarreica).
A metafísica nasceu apenas quando a humanidade já tinha
tempo (e tranquilidade) para ficar pensando em bobajaiadas.
Faria melhor o autor desse escarro textual se ele tivesse
feito uma correlação entre o benefício de sobre-estimar
atividades de ocorrências não intencionais (como árvores em
movimento, rugidos do vento, peidos dos coalas, etc.) e a
maior sobrevivência da espécie. Em outros palavróides,
se tivermos dois manés, um que exagera na interpretação
de um farfalhar de mato e outro que não está nem aí, o
primeiro terá maior chance de sobreviver a um eventual
ataque de predador enquanto que o segundo terá maior
chance de ser devorado pelo dito bichão. E mesmo que o
tal do bicho não exista na maioria das vezes em que se ouve
o barulhófilo, o custo (pelo menos naquela época) de ficar
com medinho dos barulhinhos da floresta é bem menor do que
a chance de ser devorado por um tigre faminto.
A mesma linha de explicação (seleção natural) também poderia
ser feita para o impedimento da fornicação entre membros da
mesma família (com o frequente nascimento de filhotes
prá lá de estropiados). Vê-se portanto que o dito textófilo
está contando uma historinha para boi dormir. E eu não sou
boi, mas já estou quase nanando, hahahahahaha
*PB*
Sent: Monday, January 19, 2015 1:20 PM
Subject: [ciencialist] Pegadinhas da lógica com a abelha iluminada


Olá Pesky.
A queda do Victor na pegadinha do espaçotempo estimulou a criação das "Pegadinhas da Lógica" que consistem no seguinte: o leitor tem que identificar se uma frase ou texto é ou não é uma pegadinha.

Você acha que esse texticulo abaixo sobre o homem primitivo é uma pegadinha ou não? Por que?

"A metafisica deu uma contribuição decisiva  para a sobrevivência da humanidade da seguinte maneira: o homem primitivo desconhecia o mundo em que vivia e tinha pavor do desconhecido, como até hoje. Para enfrentar este medo ele atribuia aos objetos como as árvores um espirito metafisico. Esse espirito se assemelhava ao espirito que ele julgava possuir dentro dele próprio. Assim as árvores passavam a ser vistas como coleguinhas dele habitando um mundo cruel e perseguidor. Essa solução, porém não se aplicava aos seus colegas pré-humanos, pelo seguinte: organizados em tribos com cerca de 20 membros, os nossos pobres antepassados, para não viverem o tempo todo tomados por esse medo, invadiam as tribos vizinhas e aproveitavam a invasão para dar vasão  à sua ânsia selvagem de prazer sexual, estuprando as mulheres. E para ratificar (com "a" e não com "e") a sua superioridade, transformavam os homens derrotados em escravos. E quanto ao dominio do prazer sexual, a coisa ficou perigosa nas relações internas da tribo, com a prática do 'sexo com todos e para todos' (o inverso da guerra de todos contra todos). Foi então que algum indigena iluminado resolveu botar ordem neste barraco sexual, inventando a ética, que consistia em alguma regras, como a de não manter relações sexuais entre parentes. E até hoje o casamento entre primos na nossa sociedade semi-civilizada não é visto com muita simpatia"

Isso é uma pegadinha (    )     Não é uma pegadinha (    )
Razões:

IMPORTANTE: - Quem acertar ganha um crédito da lógica das casas Bahia que inaugurou no Brasil a metafisica da venda a prazo sem juros pelo mesmo preço à vista. E para quem acha que a metafisica não funciona, para acabar com essa crença equivocada, basta ver o sucesso destas casas.

Mtnos Calil - De pegadinha em pegadinha, caminhando rumo à matematização da linguagem.







.

Em Seg 19/01/15 10:53, Pesky Bee peskybee2@gmail.com [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 
> Já a definição de espaço requer um mergulho na metafisica...
Mergulho na metafísica?
Isso é equivalente a lavar os cabelos na privada logo
após ela ter sido usada por alguém com severa diarréia.
*PB*
Sent: Friday, January 16, 2015 3:38 PM
Subject: Re: [ciencialist] Uma definição lógico-matemática de ponto


 Já a definição de espaço requer um mergulho na metafisica, porque juntaram o tempo com espaço criando um novo "ente" chamado espaçotempo, além de existirem outras categorias de espaço, como o topológico.
Uia! Espaçotempo é agora metafísica! KKKKKKKKK! Chama o Victor!!



Ps. Os matemáticos inventaram os "conceitos primitivos" para se livrarem do trabalho de defini-los. Quando eles têm muita dificuldade de definir coisas da matemática, eles as qualificam de "conceitos primitivos".
Bem próprio de quem não entende lhufas de física e matemática...
 Não conseguiram juntar a lógica matemática com a lógica semântica. É claro que todos os conceitos podem ser definidos ou pelo menos conceituados.
Definir conceito ou conceituar conceito! Que salada... A discussão anterior, aliás, inacabada como todas as outras iniciadas pelo Mr. MC, serviu pra p*rra nenhuma
*BW*




Em Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2015 13:33, "Mtnos Calil" mtnoscalil@terra.com.br [ciencialist]" <ciencialist@yahoogrupos.com.br> escreveu:
 
Aí vai uma susgestão para a definição de ponto, inspirada na definição de conceito.
Conceito é a representação lógico-matematica da essência do objeto
Ex.: o conceito de árvore é uma representação de algumas características físicas da árvore que são suficientes para distingui-la como um objeto de existência única.
Ponto é a representação lógico-matemática de uma determinada localização no espaço.
Ex: quando duas retas se encontram, o local da sua intersecção chama-se ponto.

Obs. A textarada abaixo serviu de subsidio para a seleção dos seguintes conceitos que foram integrados na definição de ponto: intersecção, localização e espaco. Trata-se, porém de uma definição INCOMPLETA. Para ser completa (falta um termo para substituir completa, porque nenhuma definição pode ser completa, exceto a que for constituida por um único elemento - ou seja, por um único conceito)... para ser completa a definição de ponto  terá que apresentar a definição (ou alguns conceitos básicos) de cada um dos termos que a constituem. No caso, interesecção e localização são fáceis de definir. Já a definição de espaço requer um mergulho na metafisica, porque juntaram o tempo com espaço criando um novo "ente" chamado espaçotempo, além de existirem outras categorias de espaço, como o topológico.

Mtnos Calil

Ps. Os matemáticos inventaram os "conceitos primitivos" para se livrarem do trabalho de defini-los. Quando eles têm muita dificuldade de definir coisas da matemática, eles as qualificam de "conceitos primitivos". Não conseguiram juntar a lógica matemática com a lógica semântica. É claro que todos os conceitos podem ser definidos ou pelo menos conceituados.
- conceituado não no sentido de receber um significado e sim de receber palavras que expressam o significado). Para identificar (no sentido de perceber e compreender) tudo  que existe, nós usamos essa configuração trinitária: objeto, significado e palavra. No caso,  a palavra "ponto" expressa o objeto que chamamos ponto. O significado deste objeto (ou coisa)  está explicito em sua definição.



=====================================================

Subsidios consultados para a definição de ponto sugerida por MC

1. O ponto é um elemento conceitual, sem dimensões, sem forma — é uma abstração.
No entanto, o ponto é a ‘unidade’, a ‘base’ de toda a geometria.
O ponto (do latim punctos) refere-se, originalmente, a uma dada posição específica.
Não podendo definir ponto, podemos, no entanto, determiná-lo de várias maneiras, através da utilização do conceito de lugar geométrico ou da interseção de condições.
Duas retas complanares determinam um ponto, se forem concorrentes. Podemos dizer, então, que o ponto é o elemento que, simultaneamente, pertence às duas retas.

Este discurso é conveniente, na maioria das situações. Não há dúvida que duas retas concorrentes determinam um ponto e, se esse ponto é um ponto próprio, pode ser representado. Mas devemos alargar o conceito de ponto ao conceito de ponto impróprio.
O que será, então, um ponto impróprio? – É um ponto, da mesma maneira, mas a sua localização é tão distante que não o podemos representar.
Voltemos a duas retas, que, estabeleceremos serem complanares. Diremos, então, o seguinte: duas retas complanares determinam um ponto próprio, se forem concorrentes; determinam um ponto impróprio, se forem paralelas.

É evidente que estamos a alargar conceitos e não há contradição naquilo que acabámos de dizer. O ponto de concorrência de duas retas paralelas acontece no infinito, um outro conceito que devemos utilizar aqui e que podemos entender, justamente através desta situação. O infinito é aquilo que não tem representação possível, o lugar geométrico dos pontos impróprios, como é o caso do ponto de concorrência de duas retas paralelas.
Estamos habituados a pensar no infinito como qualquer coisa de muito grande ou muito distante — é o infinitamente grande, ou o infinitamente distante de que falamos. Mas é conveniente que consideremos, também, o infinitamente pequeno.
Imaginemos uma forma geométrica bem conhecida — o círculo. Se formos capazes de conceber um círculo de raio infinitamente pequeno, podemos aproximar-nos da noção de ponto. E se falarmos, do mesmo modo, de um quadrado de lados infinitamente pequenos, teremos concebido um ponto. Qualquer uma das situações é viável para descrever o que é um ponto, porque o ponto não depende da forma. O ponto é, sobretudo, o ‘onde’, a localização.
Graficamente, podemos observar um ponto sempre que duas retas forem concorrentes (a distância finita. A cada ponto daremos um nome — uma letra maiúscula do alfabeto latino (A, B, C, …, P….

Fonte: http://www.jamor.eu/gd/10o-ano/conceitos/ponto.html
 
2. In modern mathematics, a point refers usually to an element of some set called a space.
More specifically, in Euclidean geometry, a point is a primitive notion upon which the geometry is built. Being a primitive notion means that a point cannot be defined in terms of previously defined objects. That is, a point is defined only by some properties, called axioms that it must satisfy. In particular, the geometric points do not have any length, area, volume, or any other dimensionalattribute. A common interpretation is that the concept of a point is meant to capture the notion of a unique location in Euclidean space. – Wikipedia
 
3. Em Matemática, particularmente na Geometria e na Topologia, um ponto é uma noção primitiva pela qual outros conceitos são definidos. Um ponto determina uma posição no espaço. Na Geometria, pontos não possuem volume, área, comprimento ou qualquer dimensão semelhante. Assim, um ponto é um objeto de dimensão 0 (zero). Um ponto também pode ser definido como uma esfera de diâmetro zero.
Nos Elementos de Euclides, um ponto é definido como "o que não tem partes". Isto significa que o que caracteriza um ponto é a sua posição no espaço. Com o aparecimento dageometria analítica, passou a ser possível referir-se a essa posição através de coordenadas. – Wikipedia
4. O ponto médio é o ponto de equilíbrio de um segmento de reta. 1
Podemos definir o ponto médio como o ponto que divide o segmento de reta exatamente no meio tendo dois novos segmentos iguais. – Wikipedia
5. Os conceitos geométricos primitivos são os seguintes:
1.   Ponto: é o conceito geométrico primitivo fundamental. Euclides o definiu como "aquilo que não tem parte". Ou seja, para Euclides é o conceito de "parte", e não de "ponto", que é primitivo.
Imagine o ponto o menor que você puder. Diz-se que o ponto não tem dimensãoadimensional), ou seja, ele é tão ínfimo quanto quisermos, e não faz sentido mencionar qualquer coisa sobre tamanho ou dimensão do ponto. A única propriedade do ponto é a localização.
Representa-se o ponto por uma letra maiúscula qualquer do alfabeto latino.
2.   Linha: Imagine um pedaço de barbante sobre uma mesa, formando curvas ou nós sobre si mesmo: este é um exemplo de linha.
3.   Reta: É uma linha infinita e que tem uma única direção. Uma reta é o caminho mais curto entre dois pontos quaisquer.
4.   Superfície:
5.   Plano: Você pode imaginá-lo como uma folha de papel infinita. Um plano é uma superfície plana que se estende infinitamente em todas as direções. – Wikipedia



Em Qui 15/01/15 21:57, Mtnos Calil mtnoscalil@terra.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:
 

Legal Alberto.
Vamos então à logico-terapia nesta cor.


On Qui 15/01/15 20:39 , "'Alberto Mesquita Filho' albmesq@uol.com.br [ciencialist]" ciencialist@yahoogrupos.com.br sent:
 
Mtnos escreveu:
Olha o Aurélio de 1986: apresentou 44 definições de ponto.
Menos, Mtnos. Creio que você está cometendo aí algum tipo de psicopatologia linguística.
Maravilha. Isso significa que você está admitindo a existência desta enfermidade. Viva! Vamos ver direitinho qual foi o meu transtorno!
O dicionário eletrônico Houaiss (2009), por exemplo, afirma que um dicionário «pode fornecer, além das definições, informações sobre sinônimos, antônimos, ortografia, pronúncia, classe gramatical, etimologia etc.»
Claro que pode. O problema dos dicionários é que eles contribuiram para a proliferação das duas enfermidades básicas da linguagem: a sinonimia e a polissemia. Para quem estuda essa enfermidade, o Aurelio e o Webster estão (ou devem estar) entre os melhores do mundo porque apresentam uma radiografia fantástica de um mal eufemicamente chamado de ambiguidade pelos filósofos (resignados) da linguagem.
O Victor vai pular de alegria ao saber disso. Repito: quarenta e quatro!!! Eis aí um ótimo exemplo de esquizofrenia linguistica, mas que merece uma atenção especial.
Admitindo que você estivesse correto, e não está (você está deturpando o significado da palavra definição), não sei até que ponto isso caracterizaria uma esquizofrenia. Talvez isto sim mereça uma atenção especial.
Lamento, meu caro, mas o meu transtorno não foi tão grave a ponto de provocar uma sensação de euforia no Victor, em você e no W, que formam o trio dos insurgentes contra o rigor linguistico que estou propondo. Eu apenas usei o termo definição no lugar de conceito. Este foi o meu equivoco. A esquizofrenia linguistica no caso consistiu em a humanidade atribuir 44 diferentes significados a um mesmo termo, sendo que esse transtorno foi LEGITIMADO pelo Aurelião. (esse 44 signficados estão numerados - quase o dobro dos 23 atribuidos por ele  ao verbo sentir). A lógica-terapia propõe um redução drástica nesta "farra semântica".
O Aurélio deve ter batido o recorde mundial em termos de surto polissêmico.
Digamos então que o Aurélio é um excelente dicionário, haja vista ter efetuado uma compilação bastante extensa desta unidade léxica da língua portuguesa (ponto). [para os que não entenderam: polissêmico = que tem mais de um significado].
Explicado acima.
Mas do ponto geométrico ele só fala duas coisinhas:
a) Configuração geométrica sem dimensão, e que se caracteriza por sua posição.
b) Elemento com que se define axiomaticamente as propriedades dum espaço.
Poderíamos pensar na primeira (a) como definição, ainda que bastante questionável, porém a segunda (b) é apenas uma «informação» acessória (não definição) e a ilustrar a primeira. Lembro que axioma é algo não suscetível de demonstração.
Bom sinal! Então você já admite a possibilidade do termo "ponto" ser contemplado com uma definição. O seu parceiro Victor não vai gostar disso.
Por outro lado, vejamos o porquê desta característica axiomática: O ponto segundo (a) caracteriza-se por sua posição, não é mesmo? Mas que posição? Não seria a sua posição no espaço? Mas, segundo (b) o espaço é definido axiomaticamente pelo elemento ponto. Não estaria havendo aí uma certa circularidade? Mas o que é circularidade?
A posição é o conceito essencial da definição de ponto, inclusive fora da matemática. Mas o nosso desafio é construir uma definição para o ponto geométrico. E se já temos o "elemento essencial" que é a posição, essa construção é viável.
Segundo o Houaiss temos: circularidade (Rubrica lexicologia): «caráter da definição defeituosa que remete para outras palavras que, por sua vez, são definidas voltando-se ao conceito inicial, não havendo, na verdade, definição»
O nosso dever como defensores do máximo rigor linguistico requer que avaliemos o que os dicionários escrevem ao invés de citá-los como referência sem a devida justificativa. E para expor os males linguisticos quem seria melhor o Aurélio ou Houaiss?
Ou seja, o JVictor não está tão errado assim, não é mesmo? Agora sim, ele vai pular de alegria ao saber disso.
Nada contra você assumir a defesa dos membros do seu trio de insurgentes. Mas falta aprimorar a sua estratégia de defesa. Se me ocorrer alguma idéia que o ajude nesta missão, lhe encaminharei. Isso não é ironia, pois como você deve ter notado, o contraditório é o meu "alimento intelectual". Minha mente criou uma dependência crônica do contraditório. Por ora, a melhor ajuda que você pode dar o Victor é aproximá-lo do rigor linguistico que  está incomodando-o muito.
Bem, vou parar por aqui para não me tornar redundante.
[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
Eu adoraria que você criasse uma definição (ou conceito definitivo) do termo ponto, no âmbito da matemática. Assim eu ficaria livre desta carga semantóide.
M.Calil - Na marcha pela matematização da linguagem com a bandeira da TBHR - Teoria do Bom Humor Radical.
Ps1. Não me senti nada agredido por esta mensagem sua. E não tomei agora nenhuma cerveja que explicasse esta minha reação de leveza e bom humor. Agradeço por sua "suavidade na comunicação". (sem ironia).
Ps2. Você sabe se o Roberto Takata é matemático? E você é matemático?
Ps3. Agora eu tenho que carregar o Webster para guardar na estante... ufa... Tem 6 dedos de largura e mais de 2200 págs. Não sei o que levou a editora a cometer esse transtorno. Não poderiam fazer a coisa em 2 volumes?
************************************************************
From: Mtnos Calil
Sent: Thursday, January 15, 2015 6:39 PM
Subject: [ciencialist] Point is just "something", my dear PB
OXFORD:
"(In geometry) something having position but not spatial extent, magnitude, dimension, or direction, for example the intersection of two lines"
Viu, PB, assim o diciionário Oxford define o que é ponto... is something having position. Por isso precisamos ser tolerantes com as aberrações lógico-victorianas.
Vejamos o que  Webster internético diz:
"a geometric element that has zero dimensions and a location determinable by an ordered set of coordinates"
É o "element", viu? Something, element, algo...
Olha o Aurélio de 1986: apresentou 44 definições de ponto. O Victor vai pular de alegria ao saber disso. Repito: quarenta e quatro!!! Eis aí um ótimo exemplo de esquizofrenia linguistica, mas que merece uma atenção especial. O Aurélio deve ter batido o recorde mundial em termos de surto polissêmico. Mas do ponto geométrico ele só fala duas coisinhas:
a) Configuração geométrica sem dimensão , e que se caracteriza por sua posição.
b) Elemento com que se define axiomaticamente as propriedades dum espaço.
Agora eu vou pegar o dicionário Webster da minha estante que deve pegar uns 10 kgs. Pera aí...
Perdeu para o Aurélio: só tem 35 definições. Logo no inicio da lista ele dá a definição do ponto geométrico, mas à diferença do Aurélio não mencionou o termo geometria:
“Something thought of as having definitive position in space, but no size or shape; location; as, a straight line is the shortest distance between two points.
Como se nota, o conceito metafísico mais ousado de ponto foi este do Aurélio: configuração geométrica. Mas será que ele explica que bicho matemático é esse? Let me see... Ele explica sim, assim:
“Qualquer conjunto formado por pontos, linhas e superfícies; figura”.
Ele só se esqueceu de informar que um conjunto pode ser formado por um único elemento, no caso UM PONTO. Conjunto de um ponto??? Num sei não...
Então Aurélio  errou ao definir ponto como configuração geométrica – ponto pode ser  um elemento de uma configuração geométrica.
MAS A BOA NOTICIA É QUE OS MATEMÁTICOS FORAM MUITO DISCRETOS NA CONSTRUÇÃO DA DEFINIÇÃO DE PONTO, POIS EXISTEM POUCOS CONCEITOS INVENTADOS. Assim o nosso trabalho será muito facilitado. Mas precisamos de um matemático para acompanhar esta construção geométrica.
O ROBERTO TAKATA É MATEMÁTICO ALÉM DE SER UM EXÍMIO DESCASCADOR DE RABANETES?
Aguardamos essa informação extra-culinária
MC


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------=_NextPart_000_00)

SUBJECT: Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br,indianotransparencia@yahoogrupos.com.br
DATE: 20/01/2015 19:29

                                        Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem*   (1a. parte - 1 a 14) 
 
* Por matematização da linguagem entenda-se: “máximo possível de clareza e precisão na comunicação falada e escrita”
 
Observação: o nome dos autores das frases será omitido para evitar que os leitores sejam influenciados pela imagem positiva ou negativa que tenham a respeito de cada um deles.  As 14 frases a seguir foram construidas por 6 diferentes autores. 
 
1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos. 
2. Embora a ambiguidade seja inerente à linguagem, esse mal pode ser controlado de modo a evitar qualquer transtorno comunicacional. 
3. A metafisica deu uma contribuição decisiva  para a sobrevivência da humanidade da seguinte maneira: o homem primitivo desconhecia o mundo em que vivia e tinha pavor do desconhecido, como tem até hoje. Para enfrentar este medo ele atribuia aos objetos como as árvores um espírito metafísico. Esse espírito se assemelhava ao espírito que ele julgava possuir dentro dele próprio. Assim as árvores passavam a ser vistas como seus coleguinhas vivendo num mundo cruel e perseguidor.
4. O pensamento lógico-científico se formou antes do nascimento da ciência. 
5. A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado.  
6. O cientista virou um mito. E todo mito é perigoso, porque ele induz o comportamento e inibe o pensamento.  Se existe uma classe especializada em pensar de maneira correta (os cientistas), os outros indivíduos são liberados da obrigação de pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam. Quando o médico lhe dá uma receita você faz perguntas? Sabe como os medicamentos funcionam? Será que você se pergunta se o médico sabe como os medicamentos funcionam? Ele manda, a gente compra e toma. Não pensamos. Obedecemos. Não precisamos pensar, porque acreditamos que há indivíduos especializados e competentes em pensar. Pagamos para que ele pense por nós. E depois ainda dizem por aí que vivemos em uma civilização científica.
7. A aprendizagem da ciência é um processo de desenvolvimento progressivo do senso comum.  A ciência é uma metamorfose do senso comum. Sem ele, ela não pode existir. O senso comum e a ciência são expressões da mesma necessidade básica, a necessidade de compreender o mundo, a fim de viver melhor e sobreviver. 
8. Coisa alguma, em si mesma, se constitui como problema ou descoberta; ela pode ser um problema somente se produz perplexidade e incômodo a alguém, e será uma descoberta se aliviar alguém do peso do problema.
9. O conhecimento só ocorre em situações-problema. Quando não há problemas não pensamos, só usufruímos. 
10. Todo conhecimento tem uma finalidade. Saber por saber, por mais que se diga em contrário, não passa de um contra-senso.
11. 
Em ciência, como no senso comum, existe uma estreita relação entre ver com clareza e dizer com clareza. Quem não diz com clareza, não está vendo com clareza. Dizer com clareza é a marca do entendimento, da compreensão.
12.  A ciência é uma função da vida. Justifica-se apenas enquanto órgão adequado à nossa sobrevivência. Uma ciência que se divorciou da vida perdeu a sua legitimação. 
13. Senso comum é o pensamento lógico aplicado à vida quotidiana. 
14. 
É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.
 

SUBJECT: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
FROM: "Pesky Bee" <peskybee2@gmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 21/01/2015 10:07

> 1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos
 
Calilzófilo, posso ser um chato de galochas?
Eu diria que o importante na comunicação não é
nem o que queremos dizer nem o que efetivamente
dizemos, mas sim o que o ouvinte acaba depreendendo
do que vociferamos. Em outras palavrófilas, devemos
medir nossa eficácia comunicativa nos colocando
nos chinelos dos ouvintes. E segue um exemplo
horroroso disso (mas que acho divertidíssimo).
 
Suponha que um mendigo de rua, desses todo lascado
e estropiado, venha lhe perguntar o que é essa
tal de distribuição de probabilidade espacial na
localização de uma partícula. O mendigófilo ouviu
isso de uma conversa de dois pentelhos que saiam
da universidade. Como explicar isso para o
mendigófilo sem que as nádegas dele caiam ao chão?
Aqui vai uma tentativa:
 
Caro senhor mendigófilo, suponha que tu queiras dar
uma mijada naquele copo ali no chão, situado a um metro
de ti. Tu botas a vossa ferramenta para fora (isso se
já não estiver ao ar livre, hahahaha), mira o
copo e inicia o processo de descarga do líquido
amarelado e malcheiroso. Algumas vezes tu irás acertar
o copo, mas na maioria das vezes o inominável líquido
irá cair nas redondezas do copo. Pronto, isso é
essa danada da distribuição de probabilidades!
 
E isso me dá a ideia de abrir um curso de física
quântica para mendigos. Que grande ideia!
 
*PB*
 
 
 
 
Sent: Tuesday, January 20, 2015 7:29 PM
Subject: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 


                                        Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem*   (1a. parte - 1 a 14) 
 
* Por matematização da linguagem entenda-se: “máximo possível de clareza e precisão na comunicação falada e escrita”
 
Observação: o nome dos autores das frases será omitido para evitar que os leitores sejam influenciados pela imagem positiva ou negativa que tenham a respeito de cada um deles.  As 14 frases a seguir foram construidas por 6 diferentes autores.
 
1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos.
2. Embora a ambiguidade seja inerente à linguagem, esse mal pode ser controlado de modo a evitar qualquer transtorno comunicacional.
3. A metafisica deu uma contribuição decisiva  para a sobrevivência da humanidade da seguinte maneira: o homem primitivo desconhecia o mundo em que vivia e tinha pavor do desconhecido, como tem até hoje. Para enfrentar este medo ele atribuia aos objetos como as árvores um espírito metafísico. Esse espírito se assemelhava ao espírito que ele julgava possuir dentro dele próprio. Assim as árvores passavam a ser vistas como seus coleguinhas vivendo num mundo cruel e perseguidor.
4. O pensamento lógico-científico se formou antes do nascimento da ciência.
5. A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado. 
6. O cientista virou um mito. E todo mito é perigoso, porque ele induz o comportamento e inibe o pensamento.  Se existe uma classe especializada em pensar de maneira correta (os cientistas), os outros indivíduos são liberados da obrigação de pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam. Quando o médico lhe dá uma receita você faz perguntas? Sabe como os medicamentos funcionam? Será que você se pergunta se o médico sabe como os medicamentos funcionam? Ele manda, a gente compra e toma. Não pensamos. Obedecemos. Não precisamos pensar, porque acreditamos que há indivíduos especializados e competentes em pensar. Pagamos para que ele pense por nós. E depois ainda dizem por aí que vivemos em uma civilização científica.
7. A aprendizagem da ciência é um processo de desenvolvimento progressivo do senso comumA ciência é uma metamorfose do senso comum. Sem ele, ela não pode existir. O senso comum e a ciência são expressões da mesma necessidade básica, a necessidade de compreender o mundo, a fim de viver melhor e sobreviver.
8. Coisa alguma, em si mesma, se constitui como problema ou descoberta; ela pode ser um problema somente se produz perplexidade e incômodo a alguém, e será uma descoberta se aliviar alguém do peso do problema.
9. O conhecimento só ocorre em situações-problema. Quando não há problemas não pensamos, só usufruímos.
10. Todo conhecimento tem uma finalidade. Saber por saber, por mais que se diga em contrário, não passa de um contra-senso.
11.
Em ciência, como no senso comum, existe uma estreita relação entre ver com clareza e dizer com clareza. Quem não diz com clareza, não está vendo com clareza. Dizer com clareza é a marca do entendimento, da compreensão.
12.  A ciência é uma função da vida. Justifica-se apenas enquanto órgão adequado à nossa sobrevivência. Uma ciência que se divorciou da vida perdeu a sua legitimação.
13. Senso comum é o pensamento lógico aplicado à vida quotidiana.
14.
É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.
 

SUBJECT: ENC: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 21/01/2015 10:42

 

 

 

Realmente, dever-se-ia, também discutir outras inutilidades , como religião e filosofia ou a  pertinência da execução do brasileiro traficante, liberação geral  e irrestrita das drogas, entre outras coisas.  

 

Exceto, naturalmente, ciência.   Pois isto  acabou no ciencialist.

 

Agora,  sim, entre outras tolices, isto  um verdadeiro  febaclist:   “14. É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.

 

Minha resposta para a coisa acima é: Putz!,Putz!, Help!

 

Tô fora.

 

Victor.

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 10:07
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)

 

 

> 1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos

 

Calilzófilo, posso ser um chato de galochas?

Eu diria que o importante na comunicação não é

nem o que queremos dizer nem o que efetivamente

dizemos, mas sim o que o ouvinte acaba depreendendo

do que vociferamos. Em outras palavrófilas, devemos

medir nossa eficácia comunicativa nos colocando

nos chinelos dos ouvintes. E segue um exemplo

horroroso disso (mas que acho divertidíssimo).

 

Suponha que um mendigo de rua, desses todo lascado

e estropiado, venha lhe perguntar o que é essa

tal de distribuição de probabilidade espacial na

localização de uma partícula. O mendigófilo ouviu

isso de uma conversa de dois pentelhos que saiam

da universidade. Como explicar isso para o

mendigófilo sem que as nádegas dele caiam ao chão?

Aqui vai uma tentativa:

 

Caro senhor mendigófilo, suponha que tu queiras dar

uma mijada naquele copo ali no chão, situado a um metro

de ti. Tu botas a vossa ferramenta para fora (isso se

já não estiver ao ar livre, hahahaha), mira o

copo e inicia o processo de descarga do líquido

amarelado e malcheiroso. Algumas vezes tu irás acertar

o copo, mas na maioria das vezes o inominável líquido

irá cair nas redondezas do copo. Pronto, isso é

essa danada da distribuição de probabilidades!

 

E isso me dá a ideia de abrir um curso de física

quântica para mendigos. Que grande ideia!

 

*PB*

 

 

 

 

Sent: Tuesday, January 20, 2015 7:29 PM

Subject: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)

 



                                        Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem*   (1a. parte - 1 a 14) 
 
* Por matematização da linguagem entenda-se: “máximo possível de clareza e precisão na comunicação falada e escrita”
 
Observação: o nome dos autores das frases será omitido para evitar que os leitores sejam influenciados pela imagem positiva ou negativa que tenham a respeito de cada um deles.  As 14 frases a seguir foram construidas por 6 diferentes autores.
 
1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos.
2. Embora a ambiguidade seja inerente à linguagem, esse mal pode ser controlado de modo a evitar qualquer transtorno comunicacional.
3. A metafisica deu uma contribuição decisiva  para a sobrevivência da humanidade da seguinte maneira: o homem primitivo desconhecia o mundo em que vivia e tinha pavor do desconhecido, como tem até hoje. Para enfrentar este medo ele atribuia aos objetos como as árvores um espírito metafísico. Esse espírito se assemelhava ao espírito que ele julgava possuir dentro dele próprio. Assim as árvores passavam a ser vistas como seus coleguinhas vivendo num mundo cruel e perseguidor.
4. O pensamento lógico-científico se formou antes do nascimento da ciência.
5. A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado. 
6. O cientista virou um mito. E todo mito é perigoso, porque ele induz o comportamento e inibe o pensamento.  Se existe uma classe especializada em pensar de maneira correta (os cientistas), os outros indivíduos são liberados da obrigação de pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam. Quando o médico lhe dá uma receita você faz perguntas? Sabe como os medicamentos funcionam? Será que você se pergunta se o médico sabe como os medicamentos funcionam? Ele manda, a gente compra e toma. Não pensamos. Obedecemos. Não precisamos pensar, porque acreditamos que há indivíduos especializados e competentes em pensar. Pagamos para que ele pense por nós. E depois ainda dizem por aí que vivemos em uma civilização científica.
7. A aprendizagem da ciência é um processo de desenvolvimento progressivo do senso comum.  A ciência é uma metamorfose do senso comum. Sem ele, ela não pode existir. O senso comum e a ciência são expressões da mesma necessidade básica, a necessidade de compreender o mundo, a fim de viver melhor e sobreviver.
8. Coisa alguma, em si mesma, se constitui como problema ou descoberta; ela pode ser um problema somente se produz perplexidade e incômodo a alguém, e será uma descoberta se aliviar alguém do peso do problema.
9. O conhecimento só ocorre em situações-problema. Quando não há problemas não pensamos, só usufruímos.
10. Todo conhecimento tem uma finalidade. Saber por saber, por mais que se diga em contrário, não passa de um contra-senso.
11.
Em ciência, como no senso comum, existe uma estreita relação entre ver com clareza e dizer com clareza. Quem não diz com clareza, não está vendo com clareza. Dizer com clareza é a marca do entendimento, da compreensão.
12. 
A ciência é uma função da vida. Justifica-se apenas enquanto órgão adequado à nossa sobrevivência. Uma ciência que se divorciou da vida perdeu a sua legitimação.
13. Senso comum é o pensamento lógico aplicado à vida quotidiana.
14.
É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.
 


SUBJECT: Re: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 21/01/2015 12:27

Boa Pesky!
Um dos grandes problemas da comunicação é que não verificamos se o interlocutor entendeu o que estamos falando. 
Além do transtorno lógico "em si", pode ocorrer este distúrbio  narcisico:   nos usamos os outros para falar a nós mesmos, pouco importando, nestas situações se o outro entendeu ou não o que falamos. 
Outra técnica necessária para evitar confusão é:  " Estou usando a palavra....................... no seguinte sentido: ....................."

Veja se serve essa frase: 

15. Não basta ser lógico, claro e preciso na comunicação: é necessário verificar se o que falamos ou escrevemos está sendo compreendido parcial ou integralmente. 

Abraços sem o mau cheiro do seu experimento, que tive que deletar pois o mesmo estava exalando pela tela do computador. 

Mtnos Calil 

Ps. Se os filósofos fossem lógicos e precisos em sua comunicação, 80% dos textos de filosofia não teriam sido escritos. E ainda alguns dizem que a lógica é um ramo da filosofia. Agora colocaram a linguagem nos braços da filosofia. Coitada da linguagem: vai ficar perdida como nunca. 


Em Qua 21/01/15 10:07, Pesky Bee peskybee2@gmail.com [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 

> 1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos
Calilzófilo, posso ser um chato de galochas?
Eu diria que o importante na comunicação não é
nem o que queremos dizer nem o que efetivamente
dizemos, mas sim o que o ouvinte acaba depreendendo
do que vociferamos. Em outras palavrófilas, devemos
medir nossa eficácia comunicativa nos colocando
nos chinelos dos ouvintes. E segue um exemplo
horroroso disso (mas que acho divertidíssimo).

 ---------------CENSURADO----------- 
*PB*
Sent: Tuesday, January 20, 2015 7:29 PM
Subject: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)


                                        Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem*   (1a. parte - 1 a 14) 
 
* Por matematização da linguagem entenda-se: “máximo possível de clareza e precisão na comunicação falada e escrita”
 
Observação: o nome dos autores das frases será omitido para evitar que os leitores sejam influenciados pela imagem positiva ou negativa que tenham a respeito de cada um deles.  As 14 frases a seguir foram construidas por 6 diferentes autores.
 
1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos.
2. Embora a ambiguidade seja inerente à linguagem, esse mal pode ser controlado de modo a evitar qualquer transtorno comunicacional.
3. A metafisica deu uma contribuição decisiva  para a sobrevivência da humanidade da seguinte maneira: o homem primitivo desconhecia o mundo em que vivia e tinha pavor do desconhecido, como tem até hoje. Para enfrentar este medo ele atribuia aos objetos como as árvores um espírito metafísico. Esse espírito se assemelhava ao espírito que ele julgava possuir dentro dele próprio. Assim as árvores passavam a ser vistas como seus coleguinhas vivendo num mundo cruel e perseguidor.
4. O pensamento lógico-científico se formou antes do nascimento da ciência.
5. A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado. 
6. O cientista virou um mito. E todo mito é perigoso, porque ele induz o comportamento e inibe o pensamento.  Se existe uma classe especializada em pensar de maneira correta (os cientistas), os outros indivíduos são liberados da obrigação de pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam. Quando o médico lhe dá uma receita você faz perguntas? Sabe como os medicamentos funcionam? Será que você se pergunta se o médico sabe como os medicamentos funcionam? Ele manda, a gente compra e toma. Não pensamos. Obedecemos. Não precisamos pensar, porque acreditamos que há indivíduos especializados e competentes em pensar. Pagamos para que ele pense por nós. E depois ainda dizem por aí que vivemos em uma civilização científica.
7. A aprendizagem da ciência é um processo de desenvolvimento progressivo do senso comumA ciência é uma metamorfose do senso comum. Sem ele, ela não pode existir. O senso comum e a ciência são expressões da mesma necessidade básica, a necessidade de compreender o mundo, a fim de viver melhor e sobreviver.
8. Coisa alguma, em si mesma, se constitui como problema ou descoberta; ela pode ser um problema somente se produz perplexidade e incômodo a alguém, e será uma descoberta se aliviar alguém do peso do problema.
9. O conhecimento só ocorre em situações-problema. Quando não há problemas não pensamos, só usufruímos.
10. Todo conhecimento tem uma finalidade. Saber por saber, por mais que se diga em contrário, não passa de um contra-senso.
11.
Em ciência, como no senso comum, existe uma estreita relação entre ver com clareza e dizer com clareza. Quem não diz com clareza, não está vendo com clareza. Dizer com clareza é a marca do entendimento, da compreensão.
12.  A ciência é uma função da vida. Justifica-se apenas enquanto órgão adequado à nossa sobrevivência. Uma ciência que se divorciou da vida perdeu a sua legitimação.
13. Senso comum é o pensamento lógico aplicado à vida quotidiana.
14.
É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.
 

SUBJECT: Re: ENC: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 21/01/2015 12:31

Olá Victor. 
1. E por falar em tolices, veja esta: CIENCIA É TUDO AQUILO QUE SE MEDE COM REGUAS E RELÓGIOS. 
Imagino que você quiser dizer outra coisa. Senão quem mede a cintura e o nariz estaria fazendo ciência. 
2. Quem supervaloriza a ciência e ao mesmo tempo infravaloriza a lógica e a precisão na comunicação pode estar sofrendo de um grave transtorno mental, o que certamente não é o seu caso. 

Abraços
​M.Calil 


Em Qua 21/01/15 10:42, JVictor j.victor.neto@uol.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 

 

 

 

Realmente, dever-se-ia, também discutir outras inutilidades , como religião e filosofia ou a  pertinência da execução do brasileiro traficante, liberação geral  e irrestrita das drogas, entre outras coisas.  

 

Exceto, naturalmente, ciência.   Pois isto  acabou no ciencialist.

 

Agora,  sim, entre outras tolices, isto  um verdadeiro  febaclist:   “14. É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.

 

Minha resposta para a coisa acima é: Putz!,Putz!, Help!

 

Tô fora.

 

Victor.

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 10:07
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)

 

 

> 1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos

 

Calilzófilo, posso ser um chato de galochas?

Eu diria que o importante na comunicação não é

nem o que queremos dizer nem o que efetivamente

dizemos, mas sim o que o ouvinte acaba depreendendo

do que vociferamos. Em outras palavrófilas, devemos

medir nossa eficácia comunicativa nos colocando

nos chinelos dos ouvintes. E segue um exemplo

horroroso disso (mas que acho divertidíssimo).

 

Suponha que um mendigo de rua, desses todo lascado

e estropiado, venha lhe perguntar o que é essa

tal de distribuição de probabilidade espacial na

localização de uma partícula. O mendigófilo ouviu

isso de uma conversa de dois pentelhos que saiam

da universidade. Como explicar isso para o

mendigófilo sem que as nádegas dele caiam ao chão?

Aqui vai uma tentativa:

 

Caro senhor mendigófilo, suponha que tu queiras dar

uma mijada naquele copo ali no chão, situado a um metro

de ti. Tu botas a vossa ferramenta para fora (isso se

já não estiver ao ar livre, hahahaha), mira o

copo e inicia o processo de descarga do líquido

amarelado e malcheiroso. Algumas vezes tu irás acertar

o copo, mas na maioria das vezes o inominável líquido

irá cair nas redondezas do copo. Pronto, isso é

essa danada da distribuição de probabilidades!

 

E isso me dá a ideia de abrir um curso de física

quântica para mendigos. Que grande ideia!

 

*PB*

 

 

 

 

Sent: Tuesday, January 20, 2015 7:29 PM

Subject: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)

 



                                        Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem*   (1a. parte - 1 a 14) 
 
* Por matematização da linguagem entenda-se: “máximo possível de clareza e precisão na comunicação falada e escrita”
 
Observação: o nome dos autores das frases será omitido para evitar que os leitores sejam influenciados pela imagem positiva ou negativa que tenham a respeito de cada um deles.  As 14 frases a seguir foram construidas por 6 diferentes autores.
 
1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos.
2. Embora a ambiguidade seja inerente à linguagem, esse mal pode ser controlado de modo a evitar qualquer transtorno comunicacional.
3. A metafisica deu uma contribuição decisiva  para a sobrevivência da humanidade da seguinte maneira: o homem primitivo desconhecia o mundo em que vivia e tinha pavor do desconhecido, como tem até hoje. Para enfrentar este medo ele atribuia aos objetos como as árvores um espírito metafísico. Esse espírito se assemelhava ao espírito que ele julgava possuir dentro dele próprio. Assim as árvores passavam a ser vistas como seus coleguinhas vivendo num mundo cruel e perseguidor.
4. O pensamento lógico-científico se formou antes do nascimento da ciência.
5. A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado. 
6. O cientista virou um mito. E todo mito é perigoso, porque ele induz o comportamento e inibe o pensamento.  Se existe uma classe especializada em pensar de maneira correta (os cientistas), os outros indivíduos são liberados da obrigação de pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam. Quando o médico lhe dá uma receita você faz perguntas? Sabe como os medicamentos funcionam? Será que você se pergunta se o médico sabe como os medicamentos funcionam? Ele manda, a gente compra e toma. Não pensamos. Obedecemos. Não precisamos pensar, porque acreditamos que há indivíduos especializados e competentes em pensar. Pagamos para que ele pense por nós. E depois ainda dizem por aí que vivemos em uma civilização científica.
7. A aprendizagem da ciência é um processo de desenvolvimento progressivo do senso comum.  A ciência é uma metamorfose do senso comum. Sem ele, ela não pode existir. O senso comum e a ciência são expressões da mesma necessidade básica, a necessidade de compreender o mundo, a fim de viver melhor e sobreviver.
8. Coisa alguma, em si mesma, se constitui como problema ou descoberta; ela pode ser um problema somente se produz perplexidade e incômodo a alguém, e será uma descoberta se aliviar alguém do peso do problema.
9. O conhecimento só ocorre em situações-problema. Quando não há problemas não pensamos, só usufruímos.
10. Todo conhecimento tem uma finalidade. Saber por saber, por mais que se diga em contrário, não passa de um contra-senso.
11.
Em ciência, como no senso comum, existe uma estreita relação entre ver com clareza e dizer com clareza. Quem não diz com clareza, não está vendo com clareza. Dizer com clareza é a marca do entendimento, da compreensão.
12. 
A ciência é uma função da vida. Justifica-se apenas enquanto órgão adequado à nossa sobrevivência. Uma ciência que se divorciou da vida perdeu a sua legitimação.
13. Senso comum é o pensamento lógico aplicado à vida quotidiana.
14.
É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.
 


SUBJECT: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
FROM: "Pesky Bee" <peskybee2@gmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 21/01/2015 12:46

> Senão quem mede a cintura e o nariz estaria fazendo ciência
 
E aqueles que medem com régua as dimensões lineares do
oblongo prolongamento cilíndrico situado na metade da
altura dos indivíduos de sexo masculino? Seria isso
ciência? Será que sou cientista?
 
*PB*
 
 
 
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:31 PM
Subject: Re: ENC: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 


Olá Victor.
1. E por falar em tolices, veja esta: CIENCIA É TUDO AQUILO QUE SE MEDE COM REGUAS E RELÓGIOS.
Imagino que você quiser dizer outra coisa. Senão quem mede a cintura e o nariz estaria fazendo ciência.
2. Quem supervaloriza a ciência e ao mesmo tempo infravaloriza a lógica e a precisão na comunicação pode estar sofrendo de um grave transtorno mental, o que certamente não é o seu caso.

Abraços
​M.Calil


Em Qua 21/01/15 10:42, JVictor j.victor.neto@uol.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 

Realmente, dever-se-ia, também discutir outras inutilidades , como religião e filosofia ou a  pertinência da execução do brasileiro traficante, liberação geral  e irrestrita das drogas, entre outras coisas. 

Exceto, naturalmente, ciência.   Pois isto  acabou no ciencialist.

Agora, sim, entre outras tolices, isto um verdadeiro  febaclist:   “14. É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.

Minha resposta para a coisa acima é: Putz!,Putz!, Help!

Tô fora.

Victor.

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 10:07
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)

 

> 1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos

Calilzófilo, posso ser um chato de galochas?

Eu diria que o importante na comunicação não é

nem o que queremos dizer nem o que efetivamente

dizemos, mas sim o que o ouvinte acaba depreendendo

do que vociferamos. Em outras palavrófilas, devemos

medir nossa eficácia comunicativa nos colocando

nos chinelos dos ouvintes. E segue um exemplo

horroroso disso (mas que acho divertidíssimo).

Suponha que um mendigo de rua, desses todo lascado

e estropiado, venha lhe perguntar o que é essa

tal de distribuição de probabilidade espacial na

localização de uma partícula. O mendigófilo ouviu

isso de uma conversa de dois pentelhos que saiam

da universidade. Como explicar isso para o

mendigófilo sem que as nádegas dele caiam ao chão?

Aqui vai uma tentativa:

Caro senhor mendigófilo, suponha que tu queiras dar

uma mijada naquele copo ali no chão, situado a um metro

de ti. Tu botas a vossa ferramenta para fora (isso se

já não estiver ao ar livre, hahahaha), mira o

copo e inicia o processo de descarga do líquido

amarelado e malcheiroso. Algumas vezes tu irás acertar

o copo, mas na maioria das vezes o inominável líquido

irá cair nas redondezas do copo. Pronto, isso é

essa danada da distribuição de probabilidades!

E isso me dá a ideia de abrir um curso de física

quântica para mendigos. Que grande ideia!

*PB*

Sent: Tuesday, January 20, 2015 7:29 PM

Subject: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)



                                        Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem*   (1a. parte - 1 a 14) 
 
* Por matematização da linguagem entenda-se: “máximo possível de clareza e precisão na comunicação falada e escrita”
 
Observação: o nome dos autores das frases será omitido para evitar que os leitores sejam influenciados pela imagem positiva ou negativa que tenham a respeito de cada um deles.  As 14 frases a seguir foram construidas por 6 diferentes autores.
 
1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos.
2. Embora a ambiguidade seja inerente à linguagem, esse mal pode ser controlado de modo a evitar qualquer transtorno comunicacional.
3. A metafisica deu uma contribuição decisiva  para a sobrevivência da humanidade da seguinte maneira: o homem primitivo desconhecia o mundo em que vivia e tinha pavor do desconhecido, como tem até hoje. Para enfrentar este medo ele atribuia aos objetos como as árvores um espírito metafísico. Esse espírito se assemelhava ao espírito que ele julgava possuir dentro dele próprio. Assim as árvores passavam a ser vistas como seus coleguinhas vivendo num mundo cruel e perseguidor.
4. O pensamento lógico-científico se formou antes do nascimento da ciência.
5. A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado. 
6. O cientista virou um mito. E todo mito é perigoso, porque ele induz o comportamento e inibe o pensamento.  Se existe uma classe especializada em pensar de maneira correta (os cientistas), os outros indivíduos são liberados da obrigação de pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam. Quando o médico lhe dá uma receita você faz perguntas? Sabe como os medicamentos funcionam? Será que você se pergunta se o médico sabe como os medicamentos funcionam? Ele manda, a gente compra e toma. Não pensamos. Obedecemos. Não precisamos pensar, porque acreditamos que há indivíduos especializados e competentes em pensar. Pagamos para que ele pense por nós. E depois ainda dizem por aí que vivemos em uma civilização científica.
7. A aprendizagem da ciência é um processo de desenvolvimento progressivo do senso comum.  A ciência é uma metamorfose do senso comum. Sem ele, ela não pode existir. O senso comum e a ciência são expressões da mesma necessidade básica, a necessidade de compreender o mundo, a fim de viver melhor e sobreviver.
8. Coisa alguma, em si mesma, se constitui como problema ou descoberta; ela pode ser um problema somente se produz perplexidade e incômodo a alguém, e será uma descoberta se aliviar alguém do peso do problema.
9. O conhecimento só ocorre em situações-problema. Quando não há problemas não pensamos, só usufruímos.
10. Todo conhecimento tem uma finalidade. Saber por saber, por mais que se diga em contrário, não passa de um contra-senso.
11.
Em ciência, como no senso comum, existe uma estreita relação entre ver com clareza e dizer com clareza. Quem não diz com clareza, não está vendo com clareza. Dizer com clareza é a marca do entendimento, da compreensão.
12. 
A ciência é uma função da vida. Justifica-se apenas enquanto órgão adequado à nossa sobrevivência. Uma ciência que se divorciou da vida perdeu a sua legitimação.
13. Senso comum é o pensamento lógico aplicado à vida quotidiana.
14.
É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.
 


SUBJECT: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
FROM: "Pesky Bee" <peskybee2@gmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 21/01/2015 12:49

> Abraços sem o mau cheiro do seu experimento
 
Cheiro esse que seria um perfume divino, comparado ao
que está exalando agora mesmo do meu suvaco. E ainda
tem gente que nega o aquecimento global! Se tu
precisares fritar um ovo, é só atirá-lo na parede
de meu escritório. E aviso que acabei de concluir a
minha pós-graduação em engenharia de ambiente do
capiroto.
 
*PB*
 
 
 
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:27 PM
Subject: Re: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 


Boa Pesky!
Um dos grandes problemas da comunicação é que não verificamos se o interlocutor entendeu o que estamos falando.
Além do transtorno lógico "em si", pode ocorrer este distúrbio  narcisico:   nos usamos os outros para falar a nós mesmos, pouco importando, nestas situações se o outro entendeu ou não o que falamos.
Outra técnica necessária para evitar confusão é:  " Estou usando a palavra....................... no seguinte sentido: ....................."

Veja se serve essa frase:

15. Não basta ser lógico, claro e preciso na comunicação: é necessário verificar se o que falamos ou escrevemos está sendo compreendido parcial ou integralmente.

Abraços sem o mau cheiro do seu experimento, que tive que deletar pois o mesmo estava exalando pela tela do computador.

Mtnos Calil

Ps. Se os filósofos fossem lógicos e precisos em sua comunicação, 80% dos textos de filosofia não teriam sido escritos. E ainda alguns dizem que a lógica é um ramo da filosofia. Agora colocaram a linguagem nos braços da filosofia. Coitada da linguagem: vai ficar perdida como nunca.


Em Qua 21/01/15 10:07, Pesky Bee peskybee2@gmail.com [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 
> 1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos
Calilzófilo, posso ser um chato de galochas?
Eu diria que o importante na comunicação não é
nem o que queremos dizer nem o que efetivamente
dizemos, mas sim o que o ouvinte acaba depreendendo
do que vociferamos. Em outras palavrófilas, devemos
medir nossa eficácia comunicativa nos colocando
nos chinelos dos ouvintes. E segue um exemplo
horroroso disso (mas que acho divertidíssimo).

---------------CENSURADO-----------
*PB*
Sent: Tuesday, January 20, 2015 7:29 PM
Subject: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)


                                        Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem*   (1a. parte - 1 a 14) 
 
* Por matematização da linguagem entenda-se: “máximo possível de clareza e precisão na comunicação falada e escrita”
 
Observação: o nome dos autores das frases será omitido para evitar que os leitores sejam influenciados pela imagem positiva ou negativa que tenham a respeito de cada um deles.  As 14 frases a seguir foram construidas por 6 diferentes autores.
 
1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos.
2. Embora a ambiguidade seja inerente à linguagem, esse mal pode ser controlado de modo a evitar qualquer transtorno comunicacional.
3. A metafisica deu uma contribuição decisiva  para a sobrevivência da humanidade da seguinte maneira: o homem primitivo desconhecia o mundo em que vivia e tinha pavor do desconhecido, como tem até hoje. Para enfrentar este medo ele atribuia aos objetos como as árvores um espírito metafísico. Esse espírito se assemelhava ao espírito que ele julgava possuir dentro dele próprio. Assim as árvores passavam a ser vistas como seus coleguinhas vivendo num mundo cruel e perseguidor.
4. O pensamento lógico-científico se formou antes do nascimento da ciência.
5. A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado. 
6. O cientista virou um mito. E todo mito é perigoso, porque ele induz o comportamento e inibe o pensamento.  Se existe uma classe especializada em pensar de maneira correta (os cientistas), os outros indivíduos são liberados da obrigação de pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam. Quando o médico lhe dá uma receita você faz perguntas? Sabe como os medicamentos funcionam? Será que você se pergunta se o médico sabe como os medicamentos funcionam? Ele manda, a gente compra e toma. Não pensamos. Obedecemos. Não precisamos pensar, porque acreditamos que há indivíduos especializados e competentes em pensar. Pagamos para que ele pense por nós. E depois ainda dizem por aí que vivemos em uma civilização científica.
7. A aprendizagem da ciência é um processo de desenvolvimento progressivo do senso comumA ciência é uma metamorfose do senso comum. Sem ele, ela não pode existir. O senso comum e a ciência são expressões da mesma necessidade básica, a necessidade de compreender o mundo, a fim de viver melhor e sobreviver.
8. Coisa alguma, em si mesma, se constitui como problema ou descoberta; ela pode ser um problema somente se produz perplexidade e incômodo a alguém, e será uma descoberta se aliviar alguém do peso do problema.
9. O conhecimento só ocorre em situações-problema. Quando não há problemas não pensamos, só usufruímos.
10. Todo conhecimento tem uma finalidade. Saber por saber, por mais que se diga em contrário, não passa de um contra-senso.
11.
Em ciência, como no senso comum, existe uma estreita relação entre ver com clareza e dizer com clareza. Quem não diz com clareza, não está vendo com clareza. Dizer com clareza é a marca do entendimento, da compreensão.
12.  A ciência é uma função da vida. Justifica-se apenas enquanto órgão adequado à nossa sobrevivência. Uma ciência que se divorciou da vida perdeu a sua legitimação.
13. Senso comum é o pensamento lógico aplicado à vida quotidiana.
14.
É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.
 

SUBJECT: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
FROM: <oraculo@atibaia.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 21/01/2015 12:51

Guarda-chuvologia – o que é ciência.:- )
 
 
Dito isso, ciência começa com medir e mensurar, mas não é, claro, apenas isso, mas também isso. Sem medir e mensurar, tudo se torna subjetivo e opinativo, e consequentemente, pouco confiável (no sentido de compreender a realidade e nosso universo material).
 
E para não causar confusão, o universo material é tudo que existe, que tem evidências de existir, claro.:- )
 
Homero
 
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:46 PM
Subject: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 
 

> Senão quem mede a cintura e o nariz estaria fazendo ciência
 
E aqueles que medem com régua as dimensões lineares do
oblongo prolongamento cilíndrico situado na metade da
altura dos indivíduos de sexo masculino? Seria isso
ciência? Será que sou cientista?
 
*PB*
 
 
 
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:31 PM
Subject: Re: ENC: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 


Olá Victor.
1. E por falar em tolices, veja esta: CIENCIA É TUDO AQUILO QUE SE MEDE COM REGUAS E RELÓGIOS.
Imagino que você quiser dizer outra coisa. Senão quem mede a cintura e o nariz estaria fazendo ciência.
2. Quem supervaloriza a ciência e ao mesmo tempo infravaloriza a lógica e a precisão na comunicação pode estar sofrendo de um grave transtorno mental, o que certamente não é o seu caso.

Abraços
​M.Calil


Em Qua 21/01/15 10:42, JVictor j.victor.neto@uol.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 

Realmente, dever-se-ia, também discutir outras inutilidades , como religião e filosofia ou a  pertinência da execução do brasileiro traficante, liberação geral  e irrestrita das drogas, entre outras coisas. 

Exceto, naturalmente, ciência.   Pois isto  acabou no ciencialist.

Agora, sim, entre outras tolices, isto um verdadeiro  febaclist:   “14. É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.

Minha resposta para a coisa acima é: Putz!,Putz!, Help!

Tô fora.

Victor.

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 10:07
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)

 

> 1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos

Calilzófilo, posso ser um chato de galochas?

Eu diria que o importante na comunicação não é

nem o que queremos dizer nem o que efetivamente

dizemos, mas sim o que o ouvinte acaba depreendendo

do que vociferamos. Em outras palavrófilas, devemos

medir nossa eficácia comunicativa nos colocando

nos chinelos dos ouvintes. E segue um exemplo

horroroso disso (mas que acho divertidíssimo).

Suponha que um mendigo de rua, desses todo lascado

e estropiado, venha lhe perguntar o que é essa

tal de distribuição de probabilidade espacial na

localização de uma partícula. O mendigófilo ouviu

isso de uma conversa de dois pentelhos que saiam

da universidade. Como explicar isso para o

mendigófilo sem que as nádegas dele caiam ao chão?

Aqui vai uma tentativa:

Caro senhor mendigófilo, suponha que tu queiras dar

uma mijada naquele copo ali no chão, situado a um metro

de ti. Tu botas a vossa ferramenta para fora (isso se

já não estiver ao ar livre, hahahaha), mira o

copo e inicia o processo de descarga do líquido

amarelado e malcheiroso. Algumas vezes tu irás acertar

o copo, mas na maioria das vezes o inominável líquido

irá cair nas redondezas do copo. Pronto, isso é

essa danada da distribuição de probabilidades!

E isso me dá a ideia de abrir um curso de física

quântica para mendigos. Que grande ideia!

*PB*

Sent: Tuesday, January 20, 2015 7:29 PM

Subject: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)



                                        Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem*   (1a. parte - 1 a 14) 
 
* Por matematização da linguagem entenda-se: “máximo possível de clareza e precisão na comunicação falada e escrita”
 
Observação: o nome dos autores das frases será omitido para evitar que os leitores sejam influenciados pela imagem positiva ou negativa que tenham a respeito de cada um deles.  As 14 frases a seguir foram construidas por 6 diferentes autores.
 
1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos.
2. Embora a ambiguidade seja inerente à linguagem, esse mal pode ser controlado de modo a evitar qualquer transtorno comunicacional.
3. A metafisica deu uma contribuição decisiva  para a sobrevivência da humanidade da seguinte maneira: o homem primitivo desconhecia o mundo em que vivia e tinha pavor do desconhecido, como tem até hoje. Para enfrentar este medo ele atribuia aos objetos como as árvores um espírito metafísico. Esse espírito se assemelhava ao espírito que ele julgava possuir dentro dele próprio. Assim as árvores passavam a ser vistas como seus coleguinhas vivendo num mundo cruel e perseguidor.
4. O pensamento lógico-científico se formou antes do nascimento da ciência.
5. A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado. 
6. O cientista virou um mito. E todo mito é perigoso, porque ele induz o comportamento e inibe o pensamento.  Se existe uma classe especializada em pensar de maneira correta (os cientistas), os outros indivíduos são liberados da obrigação de pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam. Quando o médico lhe dá uma receita você faz perguntas? Sabe como os medicamentos funcionam? Será que você se pergunta se o médico sabe como os medicamentos funcionam? Ele manda, a gente compra e toma. Não pensamos. Obedecemos. Não precisamos pensar, porque acreditamos que há indivíduos especializados e competentes em pensar. Pagamos para que ele pense por nós. E depois ainda dizem por aí que vivemos em uma civilização científica.
7. A aprendizagem da ciência é um processo de desenvolvimento progressivo do senso comum.  A ciência é uma metamorfose do senso comum. Sem ele, ela não pode existir. O senso comum e a ciência são expressões da mesma necessidade básica, a necessidade de compreender o mundo, a fim de viver melhor e sobreviver.
8. Coisa alguma, em si mesma, se constitui como problema ou descoberta; ela pode ser um problema somente se produz perplexidade e incômodo a alguém, e será uma descoberta se aliviar alguém do peso do problema.
9. O conhecimento só ocorre em situações-problema. Quando não há problemas não pensamos, só usufruímos.
10. Todo conhecimento tem uma finalidade. Saber por saber, por mais que se diga em contrário, não passa de um contra-senso.
11.
Em ciência, como no senso comum, existe uma estreita relação entre ver com clareza e dizer com clareza. Quem não diz com clareza, não está vendo com clareza. Dizer com clareza é a marca do entendimento, da compreensão.
12. 
A ciência é uma função da vida. Justifica-se apenas enquanto órgão adequado à nossa sobrevivência. Uma ciência que se divorciou da vida perdeu a sua legitimação.
13. Senso comum é o pensamento lógico aplicado à vida quotidiana.
14.
É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.
 


SUBJECT: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
FROM: Tipoalgo <tipoalgo@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 21/01/2015 13:08

Nada melhor que "Leite de Magnésia" pra acabar com o futum do sovaco.
Não é pra tomar e sim passar nas axilas.
Pode diluí-la em água e acrescentar um pouco de sabão líquido (bem pouco).
Fica a dica, só continua fedendo se quiser, rsrsrsr.

Abraços Tipoalgo.


Em 21 de janeiro de 2015 12:49, 'Pesky Bee' peskybee2@gmail.com [ciencialist] <ciencialist@yahoogrupos.com.br> escreveu:
 

> Abraços sem o mau cheiro do seu experimento
 
Cheiro esse que seria um perfume divino, comparado ao
que está exalando agora mesmo do meu suvaco. E ainda
tem gente que nega o aquecimento global! Se tu
precisares fritar um ovo, é só atirá-lo na parede
de meu escritório. E aviso que acabei de concluir a
minha pós-graduação em engenharia de ambiente do
capiroto.
 
*PB*













SUBJECT: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
FROM: "Pesky Bee" <peskybee2@gmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 21/01/2015 13:30

> E para não causar confusão, o universo material é tudo que
> existe, que tem evidências de existir, claro.:- )
 
Homerão, antecipo que hoje estou com a macaca descabelada. Por
isso digo o que digo a seguir (e que, pela experiência passada,
deverá levar o Calilzófilo à loucura).
 
Tem uma coisa nessa ideia de "tudo que existe" que é
tremendamente estranhófila. O causo é que várias coisas
que assumimos que existem são, na verdade, objeto apenas
de uma "existência mental" dentro de nossas cacholas.
Vejamos um exemplinho bem safado: estou agora vendo uma folha
de uma árvore, e aposto minhas esferas inferiores que essa
folha existe. Posso chegar perto dela, botar um microscópio
em cima, medir seu peso, determinar suas dimensões e formato.
Claramente essa folha existe, e não precisa ser muito sábio
para notar isso. Existe e pronto!
 
Mas agora estou dentro de um helicóptero, a uns 500 metros
de altura, olhando para baixo. Vejo lá uma gigantesca floresta,
cheia de árvores das mais diversas espécies, em uma disposição
que, a princípio, parece bem randômica. Do meu lado eu
tenho um sujeito que leva a vida fritando pastéis. Nós dois
concordamos que estamos vendo uma floresta. Mas eu consigo
discernir uma peculiar formação de tipos de árvores, em um
arranjo não-intuitivo que depende, para ser perceptível, de
meu prévio conhecimento de polígonos irregulares. O fritador
de pastéis não consegue enxergar isso nem a pau. Desenvolvo
toda uma teoria científica para explicar porque esse padrão
se formou (incluindo questões como correntes de vento típicas,
variação na composição do solo, diferenças de iluminação solar,
etc. e tal). Então, nessa particular situação, eu posso dizer
que EXISTE uma formação não-randômica dessas árvores, enquanto
que para o pasteleiro isso não existe.
 
Ou seja, a existência desse fenômeno de arranjo específico
de árvores é uma consequência direta de um específico preparo
mental que eu tenho e que o pasteleiro não tem. Eu vejo e digo
que existe, pois tenho uma estrutura conceitual dentro de
minha cachola que suporta essa ideia de existência (existe
uma pequenutcha outra situação que são as formações regulares
esporádicas dentro de séries randômicas, mas isso fica para
outro dia).
 
Pronto! A confusão está formada! Porque isso significa que
a real existência de certas coisas depende enormemente do
estado mental (cognitivo) do zé mané que estiver observando
o universo. Resumindo, certas coisas só "existem" se o
observador for capaz de percebê-las, senão isso "não existe".
Será que eu estou malucóide e que devo ajudar o pasteleiro
a fritar os ditos cujos?
 
*PB*
 
 
 
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:51 PM
Subject: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 


Guarda-chuvologia – o que é ciência.:- )
 
 
Dito isso, ciência começa com medir e mensurar, mas não é, claro, apenas isso, mas também isso. Sem medir e mensurar, tudo se torna subjetivo e opinativo, e consequentemente, pouco confiável (no sentido de compreender a realidade e nosso universo material).
 
E para não causar confusão, o universo material é tudo que existe, que tem evidências de existir, claro.:- )
 
Homero
 
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:46 PM
Subject: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 
 

> Senão quem mede a cintura e o nariz estaria fazendo ciência
 
E aqueles que medem com régua as dimensões lineares do
oblongo prolongamento cilíndrico situado na metade da
altura dos indivíduos de sexo masculino? Seria isso
ciência? Será que sou cientista?
 
*PB*
 
 
 
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:31 PM
Subject: Re: ENC: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 


Olá Victor.
1. E por falar em tolices, veja esta: CIENCIA É TUDO AQUILO QUE SE MEDE COM REGUAS E RELÓGIOS.
Imagino que você quiser dizer outra coisa. Senão quem mede a cintura e o nariz estaria fazendo ciência.
2. Quem supervaloriza a ciência e ao mesmo tempo infravaloriza a lógica e a precisão na comunicação pode estar sofrendo de um grave transtorno mental, o que certamente não é o seu caso.

Abraços
​M.Calil


Em Qua 21/01/15 10:42, JVictor j.victor.neto@uol.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 

Realmente, dever-se-ia, também discutir outras inutilidades , como religião e filosofia ou a  pertinência da execução do brasileiro traficante, liberação geral  e irrestrita das drogas, entre outras coisas. 

Exceto, naturalmente, ciência.   Pois isto  acabou no ciencialist.

Agora, sim, entre outras tolices, isto um verdadeiro  febaclist:   “14. É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.

Minha resposta para a coisa acima é: Putz!,Putz!, Help!

Tô fora.

Victor.

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 10:07
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)

 

> 1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos

Calilzófilo, posso ser um chato de galochas?

Eu diria que o importante na comunicação não é

nem o que queremos dizer nem o que efetivamente

dizemos, mas sim o que o ouvinte acaba depreendendo

do que vociferamos. Em outras palavrófilas, devemos

medir nossa eficácia comunicativa nos colocando

nos chinelos dos ouvintes. E segue um exemplo

horroroso disso (mas que acho divertidíssimo).

Suponha que um mendigo de rua, desses todo lascado

e estropiado, venha lhe perguntar o que é essa

tal de distribuição de probabilidade espacial na

localização de uma partícula. O mendigófilo ouviu

isso de uma conversa de dois pentelhos que saiam

da universidade. Como explicar isso para o

mendigófilo sem que as nádegas dele caiam ao chão?

Aqui vai uma tentativa:

Caro senhor mendigófilo, suponha que tu queiras dar

uma mijada naquele copo ali no chão, situado a um metro

de ti. Tu botas a vossa ferramenta para fora (isso se

já não estiver ao ar livre, hahahaha), mira o

copo e inicia o processo de descarga do líquido

amarelado e malcheiroso. Algumas vezes tu irás acertar

o copo, mas na maioria das vezes o inominável líquido

irá cair nas redondezas do copo. Pronto, isso é

essa danada da distribuição de probabilidades!

E isso me dá a ideia de abrir um curso de física

quântica para mendigos. Que grande ideia!

*PB*

Sent: Tuesday, January 20, 2015 7:29 PM

Subject: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)



                                        Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem*   (1a. parte - 1 a 14) 
 
* Por matematização da linguagem entenda-se: “máximo possível de clareza e precisão na comunicação falada e escrita”
 
Observação: o nome dos autores das frases será omitido para evitar que os leitores sejam influenciados pela imagem positiva ou negativa que tenham a respeito de cada um deles.  As 14 frases a seguir foram construidas por 6 diferentes autores.
 
1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos.
2. Embora a ambiguidade seja inerente à linguagem, esse mal pode ser controlado de modo a evitar qualquer transtorno comunicacional.
3. A metafisica deu uma contribuição decisiva  para a sobrevivência da humanidade da seguinte maneira: o homem primitivo desconhecia o mundo em que vivia e tinha pavor do desconhecido, como tem até hoje. Para enfrentar este medo ele atribuia aos objetos como as árvores um espírito metafísico. Esse espírito se assemelhava ao espírito que ele julgava possuir dentro dele próprio. Assim as árvores passavam a ser vistas como seus coleguinhas vivendo num mundo cruel e perseguidor.
4. O pensamento lógico-científico se formou antes do nascimento da ciência.
5. A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado. 
6. O cientista virou um mito. E todo mito é perigoso, porque ele induz o comportamento e inibe o pensamento.  Se existe uma classe especializada em pensar de maneira correta (os cientistas), os outros indivíduos são liberados da obrigação de pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam. Quando o médico lhe dá uma receita você faz perguntas? Sabe como os medicamentos funcionam? Será que você se pergunta se o médico sabe como os medicamentos funcionam? Ele manda, a gente compra e toma. Não pensamos. Obedecemos. Não precisamos pensar, porque acreditamos que há indivíduos especializados e competentes em pensar. Pagamos para que ele pense por nós. E depois ainda dizem por aí que vivemos em uma civilização científica.
7. A aprendizagem da ciência é um processo de desenvolvimento progressivo do senso comum.  A ciência é uma metamorfose do senso comum. Sem ele, ela não pode existir. O senso comum e a ciência são expressões da mesma necessidade básica, a necessidade de compreender o mundo, a fim de viver melhor e sobreviver.
8. Coisa alguma, em si mesma, se constitui como problema ou descoberta; ela pode ser um problema somente se produz perplexidade e incômodo a alguém, e será uma descoberta se aliviar alguém do peso do problema.
9. O conhecimento só ocorre em situações-problema. Quando não há problemas não pensamos, só usufruímos.
10. Todo conhecimento tem uma finalidade. Saber por saber, por mais que se diga em contrário, não passa de um contra-senso.
11.
Em ciência, como no senso comum, existe uma estreita relação entre ver com clareza e dizer com clareza. Quem não diz com clareza, não está vendo com clareza. Dizer com clareza é a marca do entendimento, da compreensão.
12. 
A ciência é uma função da vida. Justifica-se apenas enquanto órgão adequado à nossa sobrevivência. Uma ciência que se divorciou da vida perdeu a sua legitimação.
13. Senso comum é o pensamento lógico aplicado à vida quotidiana.
14.
É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.
 


SUBJECT: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
FROM: "Pesky Bee" <peskybee2@gmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 21/01/2015 13:31

Tipoalgo, gratíssimo pela dica, vou empregá-la (mas apenas
quando a muié reclamar, porque tu sabes, a gente adora
sentir os nossos próprios cheiros estranhafúrdios).
 
*PB*
 
 
Sent: Wednesday, January 21, 2015 1:08 PM
Subject: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 


Nada melhor que "Leite de Magnésia" pra acabar com o futum do sovaco.
Não é pra tomar e sim passar nas axilas.
Pode diluí-la em água e acrescentar um pouco de sabão líquido (bem pouco).
Fica a dica, só continua fedendo se quiser, rsrsrsr.

Abraços Tipoalgo.

 
Em 21 de janeiro de 2015 12:49, 'Pesky Bee' peskybee2@gmail.com [ciencialist] <ciencialist@yahoogrupos.com.br> escreveu:
 
> Abraços sem o mau cheiro do seu experimento
 
Cheiro esse que seria um perfume divino, comparado ao
que está exalando agora mesmo do meu suvaco. E ainda
tem gente que nega o aquecimento global! Se tu
precisares fritar um ovo, é só atirá-lo na parede
de meu escritório. E aviso que acabei de concluir a
minha pós-graduação em engenharia de ambiente do
capiroto.
 
*PB*









 

 

SUBJECT: Mathematics Without Numbers
FROM: roberto.takata@bol.com.br
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 21/01/2015 13:34

Mathematics Without Numbers

http://www.jstor.org/stable/20026529?seq=1#page_scan_tab_contents

--------------


[]s,


Roberto Takata


SUBJECT: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
FROM: Tipoalgo <tipoalgo@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 21/01/2015 13:59

Valeu!
Outra coisa boa em se usar leite de magnésia nas axilas é poder usar uma mesma peça de roupa mais vezes sem incomodar os outros.
Quanto a gostar de cheiros "estranhafúrdios", digo que "gosto e fi-ó-fó cada um tem o seu", rsrsrsr.

Abraços Tipoalgo.
 

Em 21 de janeiro de 2015 13:31, 'Pesky Bee' peskybee2@gmail.com [ciencialist] <ciencialist@yahoogrupos.com.br> escreveu:
 

Tipoalgo, gratíssimo pela dica, vou empregá-la (mas apenas
quando a muié reclamar, porque tu sabes, a gente adora
sentir os nossos próprios cheiros estranhafúrdios).
 
*PB*
 
 
Sent: Wednesday, January 21, 2015 1:08 PM
Subject: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 


Nada melhor que "Leite de Magnésia" pra acabar com o futum do sovaco.
Não é pra tomar e sim passar nas axilas.
Pode diluí-la em água e acrescentar um pouco de sabão líquido (bem pouco).
Fica a dica, só continua fedendo se quiser, rsrsrsr.

Abraços Tipoalgo.

 
Em 21 de janeiro de 2015 12:49, 'Pesky Bee' peskybee2@gmail.com [ciencialist] <ciencialist@yahoogrupos.com.br> escreveu:
 
> Abraços sem o mau cheiro do seu experimento
 
Cheiro esse que seria um perfume divino, comparado ao
que está exalando agora mesmo do meu suvaco. E ainda
tem gente que nega o aquecimento global! Se tu
precisares fritar um ovo, é só atirá-lo na parede
de meu escritório. E aviso que acabei de concluir a
minha pós-graduação em engenharia de ambiente do
capiroto.
 
*PB*









 

 



SUBJECT: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem
FROM: <oraculo@atibaia.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 21/01/2015 14:24

Olá Pesky
 
Excelente colocação, e com isso nos aproximamos da teoria da informação.:- ) E se a coisa já está difícil agora, se o pessoal descambar de vez para essa área de estudo, informação, ai é que estamos bem arrumados.:- )
 
Um abraço.
 
Homero
 
Sent: Wednesday, January 21, 2015 1:30 PM
Subject: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 
 

> E para não causar confusão, o universo material é tudo que
> existe, que tem evidências de existir, claro.:- )
 
Homerão, antecipo que hoje estou com a macaca descabelada. Por
isso digo o que digo a seguir (e que, pela experiência passada,
deverá levar o Calilzófilo à loucura).
 
Tem uma coisa nessa ideia de "tudo que existe" que é
tremendamente estranhófila. O causo é que várias coisas
que assumimos que existem são, na verdade, objeto apenas
de uma "existência mental" dentro de nossas cacholas.
Vejamos um exemplinho bem safado: estou agora vendo uma folha
de uma árvore, e aposto minhas esferas inferiores que essa
folha existe. Posso chegar perto dela, botar um microscópio
em cima, medir seu peso, determinar suas dimensões e formato.
Claramente essa folha existe, e não precisa ser muito sábio
para notar isso. Existe e pronto!
 
Mas agora estou dentro de um helicóptero, a uns 500 metros
de altura, olhando para baixo. Vejo lá uma gigantesca floresta,
cheia de árvores das mais diversas espécies, em uma disposição
que, a princípio, parece bem randômica. Do meu lado eu
tenho um sujeito que leva a vida fritando pastéis. Nós dois
concordamos que estamos vendo uma floresta. Mas eu consigo
discernir uma peculiar formação de tipos de árvores, em um
arranjo não-intuitivo que depende, para ser perceptível, de
meu prévio conhecimento de polígonos irregulares. O fritador
de pastéis não consegue enxergar isso nem a pau. Desenvolvo
toda uma teoria científica para explicar porque esse padrão
se formou (incluindo questões como correntes de vento típicas,
variação na composição do solo, diferenças de iluminação solar,
etc. e tal). Então, nessa particular situação, eu posso dizer
que EXISTE uma formação não-randômica dessas árvores, enquanto
que para o pasteleiro isso não existe.
 
Ou seja, a existência desse fenômeno de arranjo específico
de árvores é uma consequência direta de um específico preparo
mental que eu tenho e que o pasteleiro não tem. Eu vejo e digo
que existe, pois tenho uma estrutura conceitual dentro de
minha cachola que suporta essa ideia de existência (existe
uma pequenutcha outra situação que são as formações regulares
esporádicas dentro de séries randômicas, mas isso fica para
outro dia).
 
Pronto! A confusão está formada! Porque isso significa que
a real existência de certas coisas depende enormemente do
estado mental (cognitivo) do zé mané que estiver observando
o universo. Resumindo, certas coisas só "existem" se o
observador for capaz de percebê-las, senão isso "não existe".
Será que eu estou malucóide e que devo ajudar o pasteleiro
a fritar os ditos cujos?
 
*PB*
 
 
 
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:51 PM
Subject: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 


Guarda-chuvologia – o que é ciência.:- )
 
 
Dito isso, ciência começa com medir e mensurar, mas não é, claro, apenas isso, mas também isso. Sem medir e mensurar, tudo se torna subjetivo e opinativo, e consequentemente, pouco confiável (no sentido de compreender a realidade e nosso universo material).
 
E para não causar confusão, o universo material é tudo que existe, que tem evidências de existir, claro.:- )
 
Homero
 
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:46 PM
Subject: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 
 

> Senão quem mede a cintura e o nariz estaria fazendo ciência
 
E aqueles que medem com régua as dimensões lineares do
oblongo prolongamento cilíndrico situado na metade da
altura dos indivíduos de sexo masculino? Seria isso
ciência? Será que sou cientista?
 
*PB*
 
 
 
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:31 PM
Subject: Re: ENC: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 


Olá Victor.
1. E por falar em tolices, veja esta: CIENCIA É TUDO AQUILO QUE SE MEDE COM REGUAS E RELÓGIOS.
Imagino que você quiser dizer outra coisa. Senão quem mede a cintura e o nariz estaria fazendo ciência.
2. Quem supervaloriza a ciência e ao mesmo tempo infravaloriza a lógica e a precisão na comunicação pode estar sofrendo de um grave transtorno mental, o que certamente não é o seu caso.

Abraços
​M.Calil


Em Qua 21/01/15 10:42, JVictor j.victor.neto@uol.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 

Realmente, dever-se-ia, também discutir outras inutilidades , como religião e filosofia ou a  pertinência da execução do brasileiro traficante, liberação geral  e irrestrita das drogas, entre outras coisas. 

Exceto, naturalmente, ciência.   Pois isto  acabou no ciencialist.

Agora, sim, entre outras tolices, isto um verdadeiro  febaclist:   “14. É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.

Minha resposta para a coisa acima é: Putz!,Putz!, Help!

Tô fora.

Victor.

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 10:07
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)

 

> 1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos

Calilzófilo, posso ser um chato de galochas?

Eu diria que o importante na comunicação não é

nem o que queremos dizer nem o que efetivamente

dizemos, mas sim o que o ouvinte acaba depreendendo

do que vociferamos. Em outras palavrófilas, devemos

medir nossa eficácia comunicativa nos colocando

nos chinelos dos ouvintes. E segue um exemplo

horroroso disso (mas que acho divertidíssimo).

Suponha que um mendigo de rua, desses todo lascado

e estropiado, venha lhe perguntar o que é essa

tal de distribuição de probabilidade espacial na

localização de uma partícula. O mendigófilo ouviu

isso de uma conversa de dois pentelhos que saiam

da universidade. Como explicar isso para o

mendigófilo sem que as nádegas dele caiam ao chão?

Aqui vai uma tentativa:

Caro senhor mendigófilo, suponha que tu queiras dar

uma mijada naquele copo ali no chão, situado a um metro

de ti. Tu botas a vossa ferramenta para fora (isso se

já não estiver ao ar livre, hahahaha), mira o

copo e inicia o processo de descarga do líquido

amarelado e malcheiroso. Algumas vezes tu irás acertar

o copo, mas na maioria das vezes o inominável líquido

irá cair nas redondezas do copo. Pronto, isso é

essa danada da distribuição de probabilidades!

E isso me dá a ideia de abrir um curso de física

quântica para mendigos. Que grande ideia!

*PB*

Sent: Tuesday, January 20, 2015 7:29 PM

Subject: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)



                                        Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem*   (1a. parte - 1 a 14) 
 
* Por matematização da linguagem entenda-se: “máximo possível de clareza e precisão na comunicação falada e escrita”
 
Observação: o nome dos autores das frases será omitido para evitar que os leitores sejam influenciados pela imagem positiva ou negativa que tenham a respeito de cada um deles.  As 14 frases a seguir foram construidas por 6 diferentes autores.
 
1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos.
2. Embora a ambiguidade seja inerente à linguagem, esse mal pode ser controlado de modo a evitar qualquer transtorno comunicacional.
3. A metafisica deu uma contribuição decisiva  para a sobrevivência da humanidade da seguinte maneira: o homem primitivo desconhecia o mundo em que vivia e tinha pavor do desconhecido, como tem até hoje. Para enfrentar este medo ele atribuia aos objetos como as árvores um espírito metafísico. Esse espírito se assemelhava ao espírito que ele julgava possuir dentro dele próprio. Assim as árvores passavam a ser vistas como seus coleguinhas vivendo num mundo cruel e perseguidor.
4. O pensamento lógico-científico se formou antes do nascimento da ciência.
5. A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado. 
6. O cientista virou um mito. E todo mito é perigoso, porque ele induz o comportamento e inibe o pensamento.  Se existe uma classe especializada em pensar de maneira correta (os cientistas), os outros indivíduos são liberados da obrigação de pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam. Quando o médico lhe dá uma receita você faz perguntas? Sabe como os medicamentos funcionam? Será que você se pergunta se o médico sabe como os medicamentos funcionam? Ele manda, a gente compra e toma. Não pensamos. Obedecemos. Não precisamos pensar, porque acreditamos que há indivíduos especializados e competentes em pensar. Pagamos para que ele pense por nós. E depois ainda dizem por aí que vivemos em uma civilização científica.
7. A aprendizagem da ciência é um processo de desenvolvimento progressivo do senso comum.  A ciência é uma metamorfose do senso comum. Sem ele, ela não pode existir. O senso comum e a ciência são expressões da mesma necessidade básica, a necessidade de compreender o mundo, a fim de viver melhor e sobreviver.
8. Coisa alguma, em si mesma, se constitui como problema ou descoberta; ela pode ser um problema somente se produz perplexidade e incômodo a alguém, e será uma descoberta se aliviar alguém do peso do problema.
9. O conhecimento só ocorre em situações-problema. Quando não há problemas não pensamos, só usufruímos.
10. Todo conhecimento tem uma finalidade. Saber por saber, por mais que se diga em contrário, não passa de um contra-senso.
11.
Em ciência, como no senso comum, existe uma estreita relação entre ver com clareza e dizer com clareza. Quem não diz com clareza, não está vendo com clareza. Dizer com clareza é a marca do entendimento, da compreensão.
12. 
A ciência é uma função da vida. Justifica-se apenas enquanto órgão adequado à nossa sobrevivência. Uma ciência que se divorciou da vida perdeu a sua legitimação.
13. Senso comum é o pensamento lógico aplicado à vida quotidiana.
14.
É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.
 


SUBJECT: Programa do Jô - Jô entrevista o matemático Artur Ávila
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 21/01/2015 20:56


http://globotv.globo.com/rede-globo/programa-do-jo/v/jo-entrevista-o-matematico-artur-avila/3833939/


Paulo



SUBJECT: Re: [ciencialist] Programa do Jô - Jô entrevista o matemático Artur Ávila
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 21/01/2015 21:22

Agradeço por essa informação. 
​Mtnos Calil 

Em Qua 21/01/15 20:56, psdias2 psdias2@yahoo.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:


http://globotv.globo.com/rede-globo/programa-do-jo/v/jo-entrevista-o-matematico-artur-avila/3833939/


Paulo



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SUBJECT: Re: [ciencialist] Programa do Jô - Jô entrevista o matemático Artur Ávila
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 21/01/2015 21:34

Olá Paulo, vou pedir para um doutorando da Univ. da California tentar falar com o Artur e pedir a opinião dele sobre a matematização

da linguagem. 

Abraços

M.Calil
 


​==========================================================================
Artur Avila, gênio moderno

Artur Avila

Artur Avila

Por Fernanda Hinke. Fotos de Alfredo Brant

Ontem, Artur Avila estava em todas as grandes mídias nacionais e internacionais: O Globo, Folha de S.Paulo, Revista Piauí, Le Monde, Le Figaro, The New York Times. Artur foi o primeiro brasileiro e latino-americano a receber a medalha Fields.

Artur Avila, gênio da matemática, se divide entre o eixo Rio de Janeiro/Paris. Artur é carioca, hoje naturalizado francês. Morando em Paris há 14 anos, ele trabalha sobre sistemas dinâmicos para a academia brasileira (Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, IMPA) e a francesa (Centre National de la Recherche Scientifique, CNRS).

PhD aos 21 anos e com mais de 50 artigos publicados ao longo da carreira, Artur vem acumulando prêmios importantes, entre eles a melhalha Fields, a mais prestigiosa recompensa pelo reconhecimento de trabalhos em matemática.

Artur Avila

Artur Avila

Artur não é o que se espera de um cientista. Ele possui uma personalidade única e gosta de pouquíssimas coisas, entre elas comer bem. Quando ele está no Rio ele trabalha na praia, no Leblon. Em Paris, seu local de trabalho é a cama.

Artur vive Paris de uma maneira peculiar. A beleza da cidade não o impressiona. Os confortos urbanos, como a facilidade do transporte público, também não chamam sua atenção. Artur não frequenta os museus, nunca foi ao Louvre e recentemente viu pela primeira vez a torre Eiffel de perto e achou a sua estrutura feia.

O Conexão Paris teve a oportunidade de entrevistá-lo e de acompanhá-lo durante a maratona de fotos e entrevistas na semana que antecedeu a entrega da medalha.

Artur Avila em Paris

Artur Avila em Paris

O CP o auxiliou também na escolha do terno – Dolce & Gabbana – para o evento oficial, indicou a melhor barbearia de Paris e reservou para ele uma sessão fotográfica. Em seguida, o entrevistamos. Não falamos sobre matemática e sim sobre seu lado B.

——-

Quando chegou em Paris?

Cheguei aqui no início dos anos 2000, nem havia defendido meu doutorado no Brasil. Quando cheguei, comecei a investigar como poderia me estabelecer por aqui. No segundo semestre de 2001, fiz meu pós-doc no Collège de France e na sequência fui contratado pelo CNRS. Desde então, vivo entre Paris e Rio.

Gosta de Paris?

Faz uma pergunta mais fácil (risos). Gosto de algumas coisas, outras não. A pergunta é muito complexa para uma resposta monossilábica. No geral, viver aqui é difícil, a vida é corrida, cansativa, as pessoas são duras.

Ok. Então me diz do que você menos gosta.

Muitas vezes tento pegar um táxi e se eles não querem te levar, simplesmente te ignoram. Tudo parece ser longe, você tem que fazer muitas baldeações no metrô. Os restaurantes tiram férias no verão, no almoço fecham cedo. Os happy hour também acabam cedo e daí fica tudo muito caro. Os bares são chatos, se você for homem e sair sozinho, nem sempre te deixam entrar. Uma vez eu estava em um pub, no Grand Boulevard, com um amigo e convidei outro. Mas o porteiro não o deixou entrar, mesmo sabendo que estávamos lá dentro o esperando. Era um dia de semana nada de especial acontecendo. Isso me tira do sério. Ah! Eu também não gosto do inverno. Eu nunca fico aqui no final do ano.

E do que você mais gosta?

Paris é muito charmosa, adoro andar pelas Ilhas de Saint Louis e La Cité, ver a Notre Dame, passear pelas pontes, pelo Sena. A partir de Paris, posso ir a qualquer lugar na Europa com trens saindo de dentro da cidade, isso facilita. O chocolate aqui é de qualidade.

Paris revela surpresas pontuais, recentemente me encontrei com o Gromov no metrô, um dos matemáticos mais respeitados do mundo, fiquei muito feliz.

O sistema de saúde é eficaz e me deixa tranquilo. E andar pelas ruas é seguro, você não precisa se preocupar por onde está andando.

Qual a grande diferença entre viver no Rio e em Paris?

No Rio eu me sinto mais saudável, vou mais à academia, à praia, faço tudo a pé. Em Paris, sinto falta de encontrar casas de sucos a cada esquina para tomar um açaí. E as pessoas fumam menos.

Você convive com os parisienses? Gosta ou não deles?

Convivo com brasileiros e franceses que vivem em Paris. Os parisienses “de berço” tem seus circuitos sociais já bem construídos, o que torna a interação mais difícil.

O que mudou nos seus hábitos parisienses ao longo destes 14 anos?

No início, eu frequentava ópera, teatros e concertos. Atualmente, prefiro coisas mais informais.

O que você faz atualmente para se divertir?

Vou a happy hour tomar coquetéis com os amigos do trabalho, vou à academia, às vezes me encontro com amigos brasileiros. Frequento bons e acessíveis restaurantes, mas não abro mão de ir uma ou duas vezes ao ano em um excelente restaurante.

Quais bons restaurantes de Paris você já experimentou?

Tour d’Argent, L’Ambroisie, Pierre Gagnaire, Guy Savoy, Grand Véfour.

Fale um pouco da sua rotina de trabalho em Paris?

Bom, passo uma média de 2 a 3 meses em Paris, depois um tempo similar no Rio. Mas viajo para vários lugares do mundo para participar de Congressos.

Em Paris, tenho dois escritórios: um na Universidade Paris VII, perto da Bibliothèque Nationale de France, e outro na Universidade Paris VI, em Jussieu.

Não gosto de ler para evoluir, quando vou aos meus escritórios, prefiro conversar com meus co-autores algumas horas por semana. Passo a maior parte do tempo em casa, na internet e, às vezes, resolvendo grandes problemas matemáticos.

As preferências de Artur

Um lugar: as Ilhas do Sena

Uma comida: magret de canard

Uma sobremesa: sorvete Bertilhon, cacau-whisky

Um restaurante sofisticado: Le Grand Véfour

Um restaurante com bom custo-benefício: Languedoc

Um vinho: Borgonha, especificamente o Gevrey-Chambertin

Uma cor que represente Paris: cinza

Um filme em Paris: O Último Tango…

Uma grande personalidade francesa: Henri Poincaré

Se você quiser saber o que Artur Avila faz como matemático, recomendamos a matéria escrita por seu amigo pessoal, João Moreira Salles, para a revista Piauí. Na sua opinião, esta é a única matéria realmente precisa sobre o seu trabalho.

http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-40/vultos-da-ciencia/artur-avila-tem-um-problema-

Em Qua 21/01/15 20:56, psdias2 psdias2@yahoo.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:


http://globotv.globo.com/rede-globo/programa-do-jo/v/jo-entrevista-o-matematico-artur-avila/3833939/


Paulo



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SUBJECT: O meu coração me diz Fundamental é ser feliz... viu Pesky?
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 21/01/2015 21:58

Minha amiga abelha iluminada. Sinto muito em ter que lhe informar que devido  aos avanços da matematização da linguagem que conta agora com duas psicólogas para controlar qualquer surto inesperado que venha a ocorrer conosco, eu vou ter que submeter seus conceitos ao nosso cruel triturador lógico. Espero contar com a sua não costumeira compreensão. Para isso você dispõe de um grande estoque de balas humorísticas para compensar a sua ira. Muito obrigado, então, por sua tolerância que imagino seja uma qualidade típica dos insetos sociais. Prossigo nesta cor tranquilizante.
Abraços quânticos, pero no mucho. 
M.Calil
 
=============================

1. Calilzóvsky, prepare-se que vou dar um nó nos neurônios  de vossa excelência. Introduzirei uma piradíssima correlação sintático-semântico-estranhafúrdia.
 
Fique tranquilo que os meus neurônios já conseguiram, depois de muitas assembleias, estabelecer um forte sistema defensivo contra nós e outras atividades asfixiantes.
 
2. Tá certo, fundamental é o que fundamenta. É e pronto.  Mas o que estou a dizer é que...
 
O inconsciente danado te pegou na “curva da racionalizacão”. Esse mecanismo de simulação é praticado com bastante frequência pelos humanos e pode ser identificado assim: “ concordo, mas...” Sempre que a conjunção adversativa “mas” (ou uma de suas coleguinhas contudo, porém e todavia) aparece ao lado do  verbo concordar isso significa que a concordância é do tipo faz de conta. Para fugir desta cilada basta você  repetir esta antes de dormir, durante 21 dias:  
 
NUNCA MAIS USAREI ESSA EXPRESSÃO NA MINHA VIDA: “CONCORDO, MAS”
 
E quando você concordar com um conceito e discordar de outro conceito emitidos pelo seu interlocutor, basta você informar que concorda com uma parte do discurso e discorda da outra, prosseguindo a conversa com pelo menos um dos pés linguísticos no chão.
 
3.  ...se tu pegas as coisaradas que estão no quarto das coisas fundamentais, o que digo é que podemos entrar nesse quarto e "ordenar" essas coisaradas de acordo com algum critério de relevância.
 
Isso sim: o termo relevância permite uma gradação entre o máximo de relevância (que coincide com o fundamental) e o minimo de relevância. Aí teria sentido você dizer que os alicerces de um prédio são mais relevantes do que as janelas – embora, obviamente, essa comparação é irrelevante. Aqui vale o ditado latino “Omnis comparatio claudicat” (“toda comparação falha”) que foi criado especialmente para o nosso sistema de matematização da linguagem. (preciso escrever rsrs depois desta encomenda feita para o latim? Ok: rsrsrs).
 
4. Veja bem, dentro daquele quarto tudo é fundamental. Mas  lá dentro, tem coisas muitérrimamente fundamentais e  outras que são fundamentais, mas menos.
 
Outra solução lógico-terapêutica para o seu fundamentalismo é usar a palavra essencial no lugar de fundamental. Aí vai ficar mais claro que o fundamental não tem gradação.
 
5. E porque posso  vociferar tamanho barbarismo ideológico? (é aqui que a
porca torce o rabo). Desde que a mecânica quântica deu as caras, no começo do século passado, aqueles conceitos de sim/não,  presente/ausente, aqui/acolá ficaram muito mais fluidos.
 
Eu sou fã da teoria quântica aplicada ao mundo social. Me apaixonei pelo principio da incerteza do Heisemberg. Mas, porém, contudo e todavia, existe uma confusão na cabeça de muitos adeptos da teoria quântica que colocam o mundo macroscópico no mesmo nivel do microscópico. Essa nivelação é linear e contradiz a própria teoria! No mundo macroscópico tudo que a sociedade humana precisa é de previsão baseada em planejamento. A humanidade está correndo o risco de naufragar, por falta de planejamento e de bom senso ou senso comum linear. Os nossos governantes e seus parceiros empresários desconhecem o principio elementar (e linear), só para citar um exemplo, segundo o qual  o território de uma cidade como São Paulo não poderia abrigar tantas pessoas, casas e automóveis tornando insuportável a vida de milhões de pessoas.
 
O mundo quântico marcado por essa configuração trinitária – caos, acaso e imprevisibilidade – só pode existir se ao lado dele existir o mundo linear. É a linearidade que mantém a devida distância entre a terra e o sol  para que eles consigam viver em harmonia, mantendo uma boa distância entre eles.  E ao contrário do que ocorre com sub-mundo esquizoide dos elétrons, você pode medir a distância entre o sol e a terra levando em conta a hora e o local em que eles se encontram. Se para a ciência a teoria quântica foi sensacional,  para os bilhões de pobres mortais que habitam esse planeta ela não serviu para resolver o problema “fundamental” da nossa espécie – sobrevivência em boas e lineares condições de vida.
 
6. Já não dá para incluir de forma definitiva alguma coisa na categoria dos sim/não. Veja o caso daquele sujeito, o cartunista (esqueci o nome) que na teoria é homem mas veste de mulher gosta dar uma mijada no banheiro das fêmeas. Então o que proponho é que em tudo neste universo devemos permitir uma "escala de gradações" para acomodar esse inescapável conceituófilo de que as coisas lá embaixo
(nível quântico) são assim mesmo. Estarei eu surtando em uma piradíssima arrotação textual?
*PB*
 
O sim/não existe para muitas coisas do mundo linear e até do mundo quântico. E o que falta ao homem é fazer uso da lógica linear que é bem mais simples do que a quântica. Porém, por mais simples que seja essa lógica, a sua aplicação requer que o sistema cérebro-mente esteja em boas condições de funcionamento, o que não está acontecendo com os nossos governantes, muitos dos quais se transformaram em  “psicopatas do poder” e aos quais os nossos cientistas estão submissamente rendidos. (com “r” e não com “v” para muitos e com “v” no lugar do “r”, para outros).  
 
Na verdade eles não governam – são governados por aqueles que detêm o poder econômico. Quando o homem inventou o dinheiro ele não sabia que se tornaria seu escravo. Agora está repetindo o erro com as máquinas. Quem nesse mundo pode viver hoje sem a maquininha do celular? A frequência com que as pessoas usam o celular e a quantidade de aparelhos desta categoria  existentes graças ao habilidoso marketing  da ditadura tecnológica, são claros indicadores da insanidade que vai se alastrando pelo planeta. Nomeei essa insanidade de esquizofrenia social. Mas quem escreveu o livro com este titulo foi a psicóloga Elza Pádua. E como a sociedade abomina a idéia de ser assim diagnosticada, a midia não quer saber do livro, ficando eu incumbido de promovê-lo. C’est la vie, mon ami.
 
=======================================
 A nossa abelha iluminada disse que a origem da metafísica não tem nada a ver com o espírito das árvores.
 
 7. Mas Calilzófilo, origem é uma coisa, e estado atual é outra.
 
Uai, tem gente que não sabe que a origem é uma coisa diferente de “estado atual”   Quem estiver sofrendo deste transtorno precisa da lógico-terapia com urgência.
 
 
8. Achar que as árvores tem espírito tem mais um cunho de religiosidade e pensamento transcendente do que propriamente de metafisicação. Basta tu pegares um filósofo pelo cangote e pedir para ele lhe falar o que é metafísica (e não o que foi ou a origem dela). Ele vai falar que essa porcariada de metafísica tem como objetivo o desenvolvimento dos conceitos que fundamentam nossa visão do universo. Os espíritos já sairam dessa. E olhe lá: a origem das coisas nem sempre tem a ver com o estado atual dessas coisas. Muito da química e da física atuais devem bastante ao tipo de experimentacionice feita pela cambada dos alquimistas há séculos.
 
Quer dizer então que na sua opinião químico-fisica o pensamento religioso não tem nada de metafísico? 

SUBJECT: Teoria da informacão e a matematização da linguagem + a visão randomica dos poligonos vegetais
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 21/01/2015 23:30

1. Para a matematização da linguagem é necessário que a teoria da informaçao considerada leve em conta os significados da comunicação verbal e não  apenas a quantidade de informações transmitidas ou processadas.  
2.  Existem mil formas  de se ver uma árvore. A existência da árvore não depende das formas com que cada um vê a árvore.
2.1. Na mente nada tem existência real. Em outras palavras: nada existe de fato. Uma parte da mente se ocupa com os objetos tal qual existem e outra parte se ocupa com a IMAGINAÇÃO. Através da imaginação a mente cria objetos que não existem na natureza e que podem ser construidos. 
2.2. "A imaginação é mais importante que o conhecimento"  - ( nome do autor omitido). 

Portanto, as árvores existem independente da visão randômica. 

MC

Em Qua 21/01/15 14:24, oraculo@atibaia.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 

Olá Pesky
Excelente colocação, e com isso nos aproximamos da teoria da informação.:- E se a coisa já está difícil agora, se o pessoal descambar de vez para essa área de estudo, informação, ai é que estamos bem arrumados.:- )
Um abraço.
Homero
Sent: Wednesday, January 21, 2015 1:30 PM
Subject: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 

> E para não causar confusão, o universo material é tudo que
> existe, que tem evidências de existir, claro.:- )
Homerão, antecipo que hoje estou com a macaca descabelada. Por
isso digo o que digo a seguir (e que, pela experiência passada,
deverá levar o Calilzófilo à loucura).
Tem uma coisa nessa ideia de "tudo que existe" que é
tremendamente estranhófila. O causo é que várias coisas
que assumimos que existem são, na verdade, objeto apenas
de uma "existência mental" dentro de nossas cacholas.
Vejamos um exemplinho bem safado: estou agora vendo uma folha
de uma árvore, e aposto minhas esferas inferiores que essa
folha existe. Posso chegar perto dela, botar um microscópio
em cima, medir seu peso, determinar suas dimensões e formato.
Claramente essa folha existe, e não precisa ser muito sábio
para notar isso. Existe e pronto!
Mas agora estou dentro de um helicóptero, a uns 500 metros
de altura, olhando para baixo. Vejo lá uma gigantesca floresta,
cheia de árvores das mais diversas espécies, em uma disposição
que, a princípio, parece bem randômica. Do meu lado eu
tenho um sujeito que leva a vida fritando pastéis. Nós dois
concordamos que estamos vendo uma floresta. Mas eu consigo
discernir uma peculiar formação de tipos de árvores, em um
arranjo não-intuitivo que depende, para ser perceptível, de
meu prévio conhecimento de polígonos irregulares. O fritador
de pastéis não consegue enxergar isso nem a pau. Desenvolvo
toda uma teoria científica para explicar porque esse padrão
se formou (incluindo questões como correntes de vento típicas,
variação na composição do solo, diferenças de iluminação solar,
etc. e tal). Então, nessa particular situação, eu posso dizer
que EXISTE uma formação não-randômica dessas árvores, enquanto
que para o pasteleiro isso não existe.
Ou seja, a existência desse fenômeno de arranjo específico
de árvores é uma consequência direta de um específico preparo
mental que eu tenho e que o pasteleiro não tem. Eu vejo e digo
que existe, pois tenho uma estrutura conceitual dentro de
minha cachola que suporta essa ideia de existência (existe
uma pequenutcha outra situação que são as formações regulares
esporádicas dentro de séries randômicas, mas isso fica para
outro dia).
Pronto! A confusão está formada! Porque isso significa que
a real existência de certas coisas depende enormemente do
estado mental (cognitivo) do zé mané que estiver observando
o universo. Resumindo, certas coisas só "existem" se o
observador for capaz de percebê-las, senão isso "não existe".
Será que eu estou malucóide e que devo ajudar o pasteleiro
a fritar os ditos cujos?
*PB*
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:51 PM
Subject: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)


Guarda-chuvologia – o que é ciência.:- )
Dito isso, ciência começa com medir e mensurar, mas não é, claro, apenas isso, mas também isso. Sem medir e mensurar, tudo se torna subjetivo e opinativo, e consequentemente, pouco confiável (no sentido de compreender a realidade e nosso universo material).
E para não causar confusão, o universo material é tudo que existe, que tem evidências de existir, claro.:- )
Homero
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:46 PM
Subject: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 

> Senão quem mede a cintura e o nariz estaria fazendo ciência
E aqueles que medem com régua as dimensões lineares do
oblongo prolongamento cilíndrico situado na metade da
altura dos indivíduos de sexo masculino? Seria isso
ciência? Será que sou cientista?
*PB*
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:31 PM
Subject: Re: ENC: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)


Olá Victor.
1. E por falar em tolices, veja esta: CIENCIA É TUDO AQUILO QUE SE MEDE COM REGUAS E RELÓGIOS.
Imagino que você quiser dizer outra coisa. Senão quem mede a cintura e o nariz estaria fazendo ciência.
2. Quem supervaloriza a ciência e ao mesmo tempo infravaloriza a lógica e a precisão na comunicação pode estar sofrendo de um grave transtorno mental, o que certamente não é o seu caso.

Abraços
​M.Calil


Em Qua 21/01/15 10:42, JVictor j.victor.neto@uol.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 

Realmente, dever-se-ia, também discutir outras inutilidades , como religião e filosofia ou a  pertinência da execução do brasileiro traficante, liberação geral  e irrestrita das drogas, entre outras coisas. 

Exceto, naturalmente, ciência.   Pois isto  acabou no ciencialist.

Agora, sim, entre outras tolices, isto um verdadeiro  febaclist:   “14. É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.

Minha resposta para a coisa acima é: Putz!,Putz!, Help!

Tô fora.

Victor.

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 10:07
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)

 

> 1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos

Calilzófilo, posso ser um chato de galochas?

Eu diria que o importante na comunicação não é

nem o que queremos dizer nem o que efetivamente

dizemos, mas sim o que o ouvinte acaba depreendendo

do que vociferamos. Em outras palavrófilas, devemos

medir nossa eficácia comunicativa nos colocando

nos chinelos dos ouvintes. E segue um exemplo

horroroso disso (mas que acho divertidíssimo).

Suponha que um mendigo de rua, desses todo lascado

e estropiado, venha lhe perguntar o que é essa

tal de distribuição de probabilidade espacial na

localização de uma partícula. O mendigófilo ouviu

isso de uma conversa de dois pentelhos que saiam

da universidade. Como explicar isso para o

mendigófilo sem que as nádegas dele caiam ao chão?

Aqui vai uma tentativa:

Caro senhor mendigófilo, suponha que tu queiras dar

uma mijada naquele copo ali no chão, situado a um metro

de ti. Tu botas a vossa ferramenta para fora (isso se

já não estiver ao ar livre, hahahaha), mira o

copo e inicia o processo de descarga do líquido

amarelado e malcheiroso. Algumas vezes tu irás acertar

o copo, mas na maioria das vezes o inominável líquido

irá cair nas redondezas do copo. Pronto, isso é

essa danada da distribuição de probabilidades!

E isso me dá a ideia de abrir um curso de física

quântica para mendigos. Que grande ideia!

*PB*

Sent: Tuesday, January 20, 2015 7:29 PM

Subject: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)



                                        Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem*   (1a. parte - 1 a 14) 
 
* Por matematização da linguagem entenda-se: “máximo possível de clareza e precisão na comunicação falada e escrita”
 
Observação: o nome dos autores das frases será omitido para evitar que os leitores sejam influenciados pela imagem positiva ou negativa que tenham a respeito de cada um deles.  As 14 frases a seguir foram construidas por 6 diferentes autores.
 
1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos.
2. Embora a ambiguidade seja inerente à linguagem, esse mal pode ser controlado de modo a evitar qualquer transtorno comunicacional.
3. A metafisica deu uma contribuição decisiva  para a sobrevivência da humanidade da seguinte maneira: o homem primitivo desconhecia o mundo em que vivia e tinha pavor do desconhecido, como tem até hoje. Para enfrentar este medo ele atribuia aos objetos como as árvores um espírito metafísico. Esse espírito se assemelhava ao espírito que ele julgava possuir dentro dele próprio. Assim as árvores passavam a ser vistas como seus coleguinhas vivendo num mundo cruel e perseguidor.
4. O pensamento lógico-científico se formou antes do nascimento da ciência.
5. A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado. 
6. O cientista virou um mito. E todo mito é perigoso, porque ele induz o comportamento e inibe o pensamento.  Se existe uma classe especializada em pensar de maneira correta (os cientistas), os outros indivíduos são liberados da obrigação de pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam. Quando o médico lhe dá uma receita você faz perguntas? Sabe como os medicamentos funcionam? Será que você se pergunta se o médico sabe como os medicamentos funcionam? Ele manda, a gente compra e toma. Não pensamos. Obedecemos. Não precisamos pensar, porque acreditamos que há indivíduos especializados e competentes em pensar. Pagamos para que ele pense por nós. E depois ainda dizem por aí que vivemos em uma civilização científica.
7. A aprendizagem da ciência é um processo de desenvolvimento progressivo do senso comum.  A ciência é uma metamorfose do senso comum. Sem ele, ela não pode existir. O senso comum e a ciência são expressões da mesma necessidade básica, a necessidade de compreender o mundo, a fim de viver melhor e sobreviver.
8. Coisa alguma, em si mesma, se constitui como problema ou descoberta; ela pode ser um problema somente se produz perplexidade e incômodo a alguém, e será uma descoberta se aliviar alguém do peso do problema.
9. O conhecimento só ocorre em situações-problema. Quando não há problemas não pensamos, só usufruímos.
10. Todo conhecimento tem uma finalidade. Saber por saber, por mais que se diga em contrário, não passa de um contra-senso.
11.
Em ciência, como no senso comum, existe uma estreita relação entre ver com clareza e dizer com clareza. Quem não diz com clareza, não está vendo com clareza. Dizer com clareza é a marca do entendimento, da compreensão.
12. 
A ciência é uma função da vida. Justifica-se apenas enquanto órgão adequado à nossa sobrevivência. Uma ciência que se divorciou da vida perdeu a sua legitimação.
13. Senso comum é o pensamento lógico aplicado à vida quotidiana.
14.
É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.
 


SUBJECT: Exstras terrestes e as religiões
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 22/01/2015 07:43

Exstras terrestes e as religiões

O lúcido  artigo do Nogueira enfoca um tema que sempre me chamou a atenção:  e se, realmente, houver vida outros planetas, vida inteligente? Como ficará o cristianismo?  A igreja vai ter que desatar um bocado de nós para justificar seus dogmas e suas crenças, baseadas num camarada que teve que ser crucificado para salvar a humanidade, dando a esta uma mensagem de dor, sofrimento, etc. Que é o ícone da religião cristã.

http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2014/10/02/as-religioes-e-os-extraterrestres/


Sds,

Victor.




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SUBJECT: Re: [ciencialist] O meu coração me diz Fundamental é ser feliz... viu Pesky?
FROM: "Pesky Bee" <peskybee2@gmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 22/01/2015 10:27

> e pode ser identificado assim: “ concordo, mas...”
 
Calilzóvsky, isso costuma ocorrer quando se concorda com a
tese principal mas achamos que ela não é suficiente para
abocanhar o escopo inteiro do problemóide. Por isso o "mas...",
sacou?
 
Outra solução lógico-terapêutica para o seu fundamentalismo é usar a palavra essencial no lugar de fundamental. Aí vai ficar mais claro que o fundamental não tem gradação
 
Mas Calilzóvsky, essencial ou fundamental, ambos admitem a
tal da gradação. Naquele quarto onde existem todas as coisinhas
que são necessárias ao conceito em questão podemos sim fazer
uma gradação. E tem mais: essa gradação varia conforme o
contexto do que se fala. Eu sei, é uma zona danada, mas
nós humanóides somos assim: mudamos nossa visão das coisaradas
conforme mudam esses contextos. O barato é lôco mermão!
 
O mundo quântico marcado por essa configuração trinitária – caos, acaso e imprevisibilidade
 
Calilzão, o barato é mais loco ainda! Porque essa questão
do acaso e da imprevisibilidade também ocorre em sistemas
macroscópicos. É a conhecida ciência dos sistemas complexos
e caóticos, uma bagunça federal (e o clima é um típico evento;
o funcionamento de nosso intestino é outro, como pude confirmar
hoje mesmo, hahahahaha).
 
Quer dizer então que na sua opinião químico-fisica o pensamento religioso não tem nada de metafísico?
 
Se eu fosse falar uma porcariada, diria que o pensamento
religioso pertence à categoria da "merdafísica". A questão
é que a metafísica "muderna" é atéia (ou pelo menos deveria
ser), não coloca nada de origem divina na questiúncula.
De qualquer maneira, não sou fã de metafísica, sempre
observo essa porcaria com "olhos de Nestor Cerveró", hahahahahaha
 
*PB*
 
 
 
Sent: Wednesday, January 21, 2015 9:58 PM
Subject: [ciencialist] O meu coração me diz Fundamental é ser feliz... viu Pesky?
 


Minha amiga abelha iluminada. Sinto muito em ter que lhe informar que devido  aos avanços da matematização da linguagem que conta agora com duas psicólogas para controlar qualquer surto inesperado que venha a ocorrer conosco, eu vou ter que submeter seus conceitos ao nosso cruel triturador lógico. Espero contar com a sua não costumeira compreensão. Para isso você dispõe de um grande estoque de balas humorísticas para compensar a sua ira. Muito obrigado, então, por sua tolerância que imagino seja uma qualidade típica dos insetos sociais. Prossigo nesta cor tranquilizante.
Abraços quânticos, pero no mucho.
M.Calil
 
=============================

1. Calilzóvsky, prepare-se que vou dar um nó nos neurônios  de vossa excelência. Introduzirei uma piradíssima correlação sintático-semântico-estranhafúrdia.
 
Fique tranquilo que os meus neurônios já conseguiram, depois de muitas assembleias, estabelecer um forte sistema defensivo contra nós e outras atividades asfixiantes.
 
2. Tá certo, fundamental é o que fundamenta. É e pronto.  Mas o que estou a dizer é que...
 
O inconsciente danado te pegou na “curva da racionalizacão”. Esse mecanismo de simulação é praticado com bastante frequência pelos humanos e pode ser identificado assim: “ concordo, mas...” Sempre que a conjunção adversativa “mas” (ou uma de suas coleguinhas contudo, porém e todavia) aparece ao lado do  verbo concordar isso significa que a concordância é do tipo faz de conta. Para fugir desta cilada basta você  repetir esta antes de dormir, durante 21 dias: 
 
NUNCA MAIS USAREI ESSA EXPRESSÃO NA MINHA VIDA: “CONCORDO, MAS”
 
E quando você concordar com um conceito e discordar de outro conceito emitidos pelo seu interlocutor, basta você informar que concorda com uma parte do discurso e discorda da outra, prosseguindo a conversa com pelo menos um dos pés linguísticos no chão.
 
3.  ...se tu pegas as coisaradas que estão no quarto das coisas fundamentais, o que digo é que podemos entrar nesse quarto e "ordenar" essas coisaradas de acordo com algum critério de relevância.
 
Isso sim: o termo relevância permite uma gradação entre o máximo de relevância (que coincide com o fundamental) e o minimo de relevância. Aí teria sentido você dizer que os alicerces de um prédio são mais relevantes do que as janelas – embora, obviamente, essa comparação é irrelevante. Aqui vale o ditado latino “Omnis comparatio claudicat” (“toda comparação falha”) que foi criado especialmente para o nosso sistema de matematização da linguagem. (preciso escrever rsrs depois desta encomenda feita para o latim? Ok: rsrsrs).
 
4. Veja bem, dentro daquele quarto tudo é fundamental. Mas  lá dentro, tem coisas muitérrimamente fundamentais e  outras que são fundamentais, mas menos.
 
Outra solução lógico-terapêutica para o seu fundamentalismo é usar a palavra essencial no lugar de fundamental. Aí vai ficar mais claro que o fundamental não tem gradação.
 
5. E porque posso  vociferar tamanho barbarismo ideológico? (é aqui que a
porca torce o rabo). Desde que a mecânica quântica deu as caras, no começo do século passado, aqueles conceitos de sim/não,  presente/ausente, aqui/acolá ficaram muito mais fluidos.
 
Eu sou fã da teoria quântica aplicada ao mundo social. Me apaixonei pelo principio da incerteza do Heisemberg. Mas, porém, contudo e todavia, existe uma confusão na cabeça de muitos adeptos da teoria quântica que colocam o mundo macroscópico no mesmo nivel do microscópico. Essa nivelação é linear e contradiz a própria teoria! No mundo macroscópico tudo que a sociedade humana precisa é de previsão baseada em planejamento. A humanidade está correndo o risco de naufragar, por falta de planejamento e de bom senso ou senso comum linear. Os nossos governantes e seus parceiros empresários desconhecem o principio elementar (e linear), só para citar um exemplo, segundo o qual  o território de uma cidade como São Paulo não poderia abrigar tantas pessoas, casas e automóveis tornando insuportável a vida de milhões de pessoas.
 
O mundo quântico marcado por essa configuração trinitária – caos, acaso e imprevisibilidade – só pode existir se ao lado dele existir o mundo linear. É a linearidade que mantém a devida distância entre a terra e o sol  para que eles consigam viver em harmonia, mantendo uma boa distância entre eles.  E ao contrário do que ocorre com sub-mundo esquizoide dos elétrons, você pode medir a distância entre o sol e a terra levando em conta a hora e o local em que eles se encontram. Se para a ciência a teoria quântica foi sensacional,  para os bilhões de pobres mortais que habitam esse planeta ela não serviu para resolver o problema “fundamental” da nossa espécie – sobrevivência em boas e lineares condições de vida.
 
6. Já não dá para incluir de forma definitiva alguma coisa na categoria dos sim/não. Veja o caso daquele sujeito, o cartunista (esqueci o nome) que na teoria é homem mas veste de mulher gosta dar uma mijada no banheiro das fêmeas. Então o que proponho é que em tudo neste universo devemos permitir uma "escala de gradações" para acomodar esse inescapável conceituófilo de que as coisas lá embaixo
(nível quântico) são assim mesmo. Estarei eu surtando em uma piradíssima arrotação textual?
*PB*
 
O sim/não existe para muitas coisas do mundo linear e até do mundo quântico. E o que falta ao homem é fazer uso da lógica linear que é bem mais simples do que a quântica. Porém, por mais simples que seja essa lógica, a sua aplicação requer que o sistema cérebro-mente esteja em boas condições de funcionamento, o que não está acontecendo com os nossos governantes, muitos dos quais se transformaram em  “psicopatas do poder” e aos quais os nossos cientistas estão submissamente rendidos. (com “r” e não com “v” para muitos e com “v” no lugar do “r”, para outros). 
 
Na verdade eles não governam – são governados por aqueles que detêm o poder econômico. Quando o homem inventou o dinheiro ele não sabia que se tornaria seu escravo. Agora está repetindo o erro com as máquinas. Quem nesse mundo pode viver hoje sem a maquininha do celular? A frequência com que as pessoas usam o celular e a quantidade de aparelhos desta categoria  existentes graças ao habilidoso marketing  da ditadura tecnológica, são claros indicadores da insanidade que vai se alastrando pelo planeta. Nomeei essa insanidade de esquizofrenia social. Mas quem escreveu o livro com este titulo foi a psicóloga Elza Pádua. E como a sociedade abomina a idéia de ser assim diagnosticada, a midia não quer saber do livro, ficando eu incumbido de promovê-lo. C’est la vie, mon ami.
 
=======================================
 A nossa abelha iluminada disse que a origem da metafísica não tem nada a ver com o espírito das árvores.
 
7. Mas Calilzófilo, origem é uma coisa, e estado atual é outra.
 
Uai, tem gente que não sabe que a origem é uma coisa diferente de “estado atual”   Quem estiver sofrendo deste transtorno precisa da lógico-terapia com urgência.
 
 
8. Achar que as árvores tem espírito tem mais um cunho de religiosidade e pensamento transcendente do que propriamente de metafisicação. Basta tu pegares um filósofo pelo cangote e pedir para ele lhe falar o que é metafísica (e não o que foi ou a origem dela). Ele vai falar que essa porcariada de metafísica tem como objetivo o desenvolvimento dos conceitos que fundamentam nossa visão do universo. Os espíritos já sairam dessa. E olhe lá: a origem das coisas nem sempre tem a ver com o estado atual dessas coisas. Muito da química e da física atuais devem bastante ao tipo de experimentacionice feita pela cambada dos alquimistas há séculos.
 
Quer dizer então que na sua opinião químico-fisica o pensamento religioso não tem nada de metafísico?

SUBJECT: Re: [ciencialist] Teoria da informacão e a matematização da linguagem + a visão randomica dos poligonos vegetais
FROM: "Pesky Bee" <peskybee2@gmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 22/01/2015 10:28

> Portanto, as árvores existem independente da visão randômica
 
Calilzófilo, segure tuas calças porque aqui vai mais uma
peskybeiada: dependendo do ponto de vista, as árvores
não existem, mano véio! E qual seria esse ponto de vista?
 
Oras, basta descermos até o nível molecular para as árvores
desaparecerem. Suponha que exista um micro-nano-ínfimo ET
capaz de só enxergar algumas poucas moléculas. Ele não consegue
"ver" nada com mais do que quinhentas moléculas. Pronto, esse
micro-ETzóide não sabe o que é árvore. Nem copo. Nem teclado.
Nem bunda da Kim Kardashian. Para ele, só existem agrupamentos
de moleculóides muito específicos. Então, imagina só se nós,
humanos de pipiu grande, estivermos em uma situação similar
(e não conseguimos enxergar estruturas foderosamente maiores).
Essas coisaradas imensóides não existem para nós! E portanto,
não existem para ninguém (pois não sabemos que essas coisas
podem existir de fato). É ou não é muita bateção de p... mental?
 
*PB*
 
 
 
Sent: Wednesday, January 21, 2015 11:30 PM
Subject: [ciencialist] Teoria da informacão e a matematização da linguagem + a visão randomica dos poligonos vegetais
 


1. Para a matematização da linguagem é necessário que a teoria da informaçao considerada leve em conta os significados da comunicação verbal e não  apenas a quantidade de informações transmitidas ou processadas. 
2.  Existem mil formas  de se ver uma árvore. A existência da árvore não depende das formas com que cada um vê a árvore.
2.1. Na mente nada tem existência real. Em outras palavras: nada existe de fato. Uma parte da mente se ocupa com os objetos tal qual existem e outra parte se ocupa com a IMAGINAÇÃO. Através da imaginação a mente cria objetos que não existem na natureza e que podem ser construidos.
2.2. "A imaginação é mais importante que o conhecimento"  - ( nome do autor omitido).

Portanto, as árvores existem independente da visão randômica.

MC

Em Qua 21/01/15 14:24, oraculo@atibaia.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 
Olá Pesky
Excelente colocação, e com isso nos aproximamos da teoria da informação.:- E se a coisa já está difícil agora, se o pessoal descambar de vez para essa área de estudo, informação, ai é que estamos bem arrumados.:- )
Um abraço.
Homero
Sent: Wednesday, January 21, 2015 1:30 PM
Subject: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 
> E para não causar confusão, o universo material é tudo que
> existe, que tem evidências de existir, claro.:- )
Homerão, antecipo que hoje estou com a macaca descabelada. Por
isso digo o que digo a seguir (e que, pela experiência passada,
deverá levar o Calilzófilo à loucura).
Tem uma coisa nessa ideia de "tudo que existe" que é
tremendamente estranhófila. O causo é que várias coisas
que assumimos que existem são, na verdade, objeto apenas
de uma "existência mental" dentro de nossas cacholas.
Vejamos um exemplinho bem safado: estou agora vendo uma folha
de uma árvore, e aposto minhas esferas inferiores que essa
folha existe. Posso chegar perto dela, botar um microscópio
em cima, medir seu peso, determinar suas dimensões e formato.
Claramente essa folha existe, e não precisa ser muito sábio
para notar isso. Existe e pronto!
Mas agora estou dentro de um helicóptero, a uns 500 metros
de altura, olhando para baixo. Vejo lá uma gigantesca floresta,
cheia de árvores das mais diversas espécies, em uma disposição
que, a princípio, parece bem randômica. Do meu lado eu
tenho um sujeito que leva a vida fritando pastéis. Nós dois
concordamos que estamos vendo uma floresta. Mas eu consigo
discernir uma peculiar formação de tipos de árvores, em um
arranjo não-intuitivo que depende, para ser perceptível, de
meu prévio conhecimento de polígonos irregulares. O fritador
de pastéis não consegue enxergar isso nem a pau. Desenvolvo
toda uma teoria científica para explicar porque esse padrão
se formou (incluindo questões como correntes de vento típicas,
variação na composição do solo, diferenças de iluminação solar,
etc. e tal). Então, nessa particular situação, eu posso dizer
que EXISTE uma formação não-randômica dessas árvores, enquanto
que para o pasteleiro isso não existe.
Ou seja, a existência desse fenômeno de arranjo específico
de árvores é uma consequência direta de um específico preparo
mental que eu tenho e que o pasteleiro não tem. Eu vejo e digo
que existe, pois tenho uma estrutura conceitual dentro de
minha cachola que suporta essa ideia de existência (existe
uma pequenutcha outra situação que são as formações regulares
esporádicas dentro de séries randômicas, mas isso fica para
outro dia).
Pronto! A confusão está formada! Porque isso significa que
a real existência de certas coisas depende enormemente do
estado mental (cognitivo) do zé mané que estiver observando
o universo. Resumindo, certas coisas só "existem" se o
observador for capaz de percebê-las, senão isso "não existe".
Será que eu estou malucóide e que devo ajudar o pasteleiro
a fritar os ditos cujos?
*PB*
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:51 PM
Subject: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)


Guarda-chuvologia – o que é ciência.:- )
Dito isso, ciência começa com medir e mensurar, mas não é, claro, apenas isso, mas também isso. Sem medir e mensurar, tudo se torna subjetivo e opinativo, e consequentemente, pouco confiável (no sentido de compreender a realidade e nosso universo material).
E para não causar confusão, o universo material é tudo que existe, que tem evidências de existir, claro.:- )
Homero
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:46 PM
Subject: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 
> Senão quem mede a cintura e o nariz estaria fazendo ciência
E aqueles que medem com régua as dimensões lineares do
oblongo prolongamento cilíndrico situado na metade da
altura dos indivíduos de sexo masculino? Seria isso
ciência? Será que sou cientista?
*PB*
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:31 PM
Subject: Re: ENC: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)


Olá Victor.
1. E por falar em tolices, veja esta: CIENCIA É TUDO AQUILO QUE SE MEDE COM REGUAS E RELÓGIOS.
Imagino que você quiser dizer outra coisa. Senão quem mede a cintura e o nariz estaria fazendo ciência.
2. Quem supervaloriza a ciência e ao mesmo tempo infravaloriza a lógica e a precisão na comunicação pode estar sofrendo de um grave transtorno mental, o que certamente não é o seu caso.

Abraços
​M.Calil


Em Qua 21/01/15 10:42, JVictor j.victor.neto@uol.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 

Realmente, dever-se-ia, também discutir outras inutilidades , como religião e filosofia ou a  pertinência da execução do brasileiro traficante, liberação geral  e irrestrita das drogas, entre outras coisas. 

Exceto, naturalmente, ciência.   Pois isto  acabou no ciencialist.

Agora, sim, entre outras tolices, isto um verdadeiro  febaclist:   “14. É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.

Minha resposta para a coisa acima é: Putz!,Putz!, Help!

Tô fora.

Victor.

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 10:07
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)

 

> 1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos

Calilzófilo, posso ser um chato de galochas?

Eu diria que o importante na comunicação não é

nem o que queremos dizer nem o que efetivamente

dizemos, mas sim o que o ouvinte acaba depreendendo

do que vociferamos. Em outras palavrófilas, devemos

medir nossa eficácia comunicativa nos colocando

nos chinelos dos ouvintes. E segue um exemplo

horroroso disso (mas que acho divertidíssimo).

Suponha que um mendigo de rua, desses todo lascado

e estropiado, venha lhe perguntar o que é essa

tal de distribuição de probabilidade espacial na

localização de uma partícula. O mendigófilo ouviu

isso de uma conversa de dois pentelhos que saiam

da universidade. Como explicar isso para o

mendigófilo sem que as nádegas dele caiam ao chão?

Aqui vai uma tentativa:

Caro senhor mendigófilo, suponha que tu queiras dar

uma mijada naquele copo ali no chão, situado a um metro

de ti. Tu botas a vossa ferramenta para fora (isso se

já não estiver ao ar livre, hahahaha), mira o

copo e inicia o processo de descarga do líquido

amarelado e malcheiroso. Algumas vezes tu irás acertar

o copo, mas na maioria das vezes o inominável líquido

irá cair nas redondezas do copo. Pronto, isso é

essa danada da distribuição de probabilidades!

E isso me dá a ideia de abrir um curso de física

quântica para mendigos. Que grande ideia!

*PB*

Sent: Tuesday, January 20, 2015 7:29 PM

Subject: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)



                                        Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem*   (1a. parte - 1 a 14) 
 
* Por matematização da linguagem entenda-se: “máximo possível de clareza e precisão na comunicação falada e escrita”
 
Observação: o nome dos autores das frases será omitido para evitar que os leitores sejam influenciados pela imagem positiva ou negativa que tenham a respeito de cada um deles.  As 14 frases a seguir foram construidas por 6 diferentes autores.
 
1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos.
2. Embora a ambiguidade seja inerente à linguagem, esse mal pode ser controlado de modo a evitar qualquer transtorno comunicacional.
3. A metafisica deu uma contribuição decisiva  para a sobrevivência da humanidade da seguinte maneira: o homem primitivo desconhecia o mundo em que vivia e tinha pavor do desconhecido, como tem até hoje. Para enfrentar este medo ele atribuia aos objetos como as árvores um espírito metafísico. Esse espírito se assemelhava ao espírito que ele julgava possuir dentro dele próprio. Assim as árvores passavam a ser vistas como seus coleguinhas vivendo num mundo cruel e perseguidor.
4. O pensamento lógico-científico se formou antes do nascimento da ciência.
5. A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado. 
6. O cientista virou um mito. E todo mito é perigoso, porque ele induz o comportamento e inibe o pensamento.  Se existe uma classe especializada em pensar de maneira correta (os cientistas), os outros indivíduos são liberados da obrigação de pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam. Quando o médico lhe dá uma receita você faz perguntas? Sabe como os medicamentos funcionam? Será que você se pergunta se o médico sabe como os medicamentos funcionam? Ele manda, a gente compra e toma. Não pensamos. Obedecemos. Não precisamos pensar, porque acreditamos que há indivíduos especializados e competentes em pensar. Pagamos para que ele pense por nós. E depois ainda dizem por aí que vivemos em uma civilização científica.
7. A aprendizagem da ciência é um processo de desenvolvimento progressivo do senso comum.  A ciência é uma metamorfose do senso comum. Sem ele, ela não pode existir. O senso comum e a ciência são expressões da mesma necessidade básica, a necessidade de compreender o mundo, a fim de viver melhor e sobreviver.
8. Coisa alguma, em si mesma, se constitui como problema ou descoberta; ela pode ser um problema somente se produz perplexidade e incômodo a alguém, e será uma descoberta se aliviar alguém do peso do problema.
9. O conhecimento só ocorre em situações-problema. Quando não há problemas não pensamos, só usufruímos.
10. Todo conhecimento tem uma finalidade. Saber por saber, por mais que se diga em contrário, não passa de um contra-senso.
11.
Em ciência, como no senso comum, existe uma estreita relação entre ver com clareza e dizer com clareza. Quem não diz com clareza, não está vendo com clareza. Dizer com clareza é a marca do entendimento, da compreensão.
12. 
A ciência é uma função da vida. Justifica-se apenas enquanto órgão adequado à nossa sobrevivência. Uma ciência que se divorciou da vida perdeu a sua legitimação.
13. Senso comum é o pensamento lógico aplicado à vida quotidiana.
14.
É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.
 


SUBJECT: Re: Extras terrestes e as religiões: os ps 2 e 3 ajudam a entender.
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 22/01/2015 11:04

Existe alguma relação lúcida entre a ciência, a religião, a salvação da humanidade  e a vida em outros planetas? 
Parece que estamos diante de um transtorno lógico de dimensão  psiquiátrica fora do alcance da lógico-terapia.
Temos aqui um bom exemplo de desarranjo sintático que consiste na reunião de frases que isoladamente têm sentido mas que sofrem de um terrivel desarranjo semântico quando utilizadas para formar um conjunto. 
Seria lúcido afirmar que  a semântica e a sintaxe constituem a estrutura básica do pensamento lógico (leia-se lúcido)? 
Mas se o significado atribuido às palavras é convencional e arbitrário, a lógica ficaria restrita à sintaxe porque a lógica só se estabelece através de conexões sintáticas? 

MC
Ps1. A formação do pensamento seria um objeto indicado para pesquisas cientificas? 

Ps2. Parece  que as réguas e relógios não encontraram ainda uma maneira de resolver os problemas da humanidade que resistem a um diagnóstico quantitativo e dependem do diagnóstico qualitiativo e portanto, não têm solução segundo a ótica cientificista numerológica. Como segundo a bio-etologia o homem é um animal regressivo, a impossibilidade de mensuração do transtorno salvacionista nos leva a uma conclusão bio-cientifica. 

Ps3. Se você estranhou a linguagem do Ps2 informo que ela foi inspirada num transtorno milenar do pensamento humano chamado filosofia, onde  ocorrem fenômenos curiosos como este :  os filósofos que criticam a metafísica fazem uso dela inconscientemente.  Esse t ranstorno é 
"meta-metafisico"  e não tem cura, pois a psicologia ainda não tem acesso às assembleias neuronais onde se estabeleceu essa desordem sistêmica.
 


Em Qui 22/01/15 07:43, JVictor j.victor.neto@uol.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 

O lúcido  artigo do Nogueira enfoca um tema que sempre me chamou a atenção:  e se, realmente, houver vida outros planetas, vida inteligente? Como ficará o cristianismo?  A igreja vai ter que desatar um bocado de nós para justificar seus dogmas e suas crenças, baseadas num camarada que teve que ser crucificado para salvar a humanidade, dando a esta uma mensagem de dor, sofrimento, etc. Que é o ícone da religião cristã.

http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2014/10/02/as-religioes-e-os-extraterrestres/


Sds,

Victor.



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SUBJECT: As formigas enxergam e formam conceitos, Mr. Bee.
FROM: Mtnos Calil <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 22/01/2015 14:46

Oi Bizófilo. 


Não se preocupe em sujar a minha roupa com suas idéias fezeadas. 

Como você sabe, as fezes contêm vários ingredientes para consumo humano, inclusive a água. Um dos psicopatas do poder resolveu financiar um sistema de purificação das fezes e apareceu na televisão bebendo essa água purificada. 

Assim não sendo,  me cabe purificar suas idéias fedorentas de modo a extrair delas algo útil, como por exemplo, essa frase simplória: 

 

EXISTEM MIL FORMAS DE SE VER UM OBJETO E JAMAIS NINGUÉM SABERÁ COMO É NA REALIDADE ESTE OBJETO. A razão desta dificuldade é óbvia: a visão de uma coisa (como a própria expressão sugere) não é igual à coisa vista.

 

Assim não sendo, você não precisava criar o fedorento micro-ETzóide, bastando recorrer a uma pobre e coitada formiguinha operária. (se existem classes sociais até entre as formigas, ainda tem gente neste mundo que quer acabar com a pobreza? fala pra eles estudarem bio-etologia). 


As formigas enxergam e a maioria delas dispõe de lentes compostas*, de modo que o aparelho visual das coitadas só lhes permite ver as coisas fragmentadas.

Imagino então que elas conseguem enxergar os fragmentos das folhas das árvores.

 

Se até para as formigas as árvores existem, você pode ter agora a certeza de que você e eu também existimos, tendo o privilégio de enxergar muito melhor que as formigas. O problema é que as formigas são dotadas de inteligência coletiva e nós os humanoides, somos dotados de uma burrice coletiva bastante diversificada e distribuída pelos ramos da esquizofrenia social. Mas temos a mesma coisa demoniaca possuida pelas formigas - que é o instinto de matara para sobreviver. E aqueles que não matamos, a exemplo do que fazem as formigas escravocratas, viram nossos servidores. 

 

 *Que foi isso? Um capricho da D.Evolução que estava distraída?

 

OLHA ONDE VOCÊ, ABELHA ILUMINADA, CONDUZIU MEU PENSAMENTO FRAGMENTADO E FRACTAL.

 

AS FORMIGAS POSSUEM UM SISTEMA CÉREBRO MENTE QUE LHES PERMITE FORMAR CONCEITOS ATRAVÉS DO BOM E DO MAU ODOR, DA MESMA FORMA QUE NÓS DISTINGUIMOS O ODOR DAS FEZES DO ODOR DE UM PERFUME FRANCÊS. OS CONCEITOS COMEÇAM A SER PROCESSADOS  NOS SENTIDOS E PODEM SER VISUAIS, SONOROS, OLFATIVOS, TÁTEIS E GUSTATIVOS.

O CONCEITO É A PRIMEIRA ARMA DE SOBREVIVÊNCIA DOS ANIMAIS, PORQUE ATRAVÉS DELES DISTINGUIMOS O QUE FAVORECE A EVOLUÇÃO (leia-se "a nossa, evolução",  que é um derivativo de "minha" - até as formigas são dominadas pelos genes egoistas). 

 

Para as formigas identificarem suas inimigas elas precisam de um conceito de formiga inimiga que é formado em seu cérebro através do odor. Odor x = inimigo. Isso não é conceito? Porque não? O conceito pode ser inconsciente e automatizado. As formigas não pensam? Se o gato Felix pensa ao calcular com precisão seus saltos, porque as formigas não teriam o mesmo direito animal? 


MC

On Qui 22/01/15 10:28 , "'Pesky Bee' peskybee2@gmail.com [ciencialist]" ciencialist@yahoogrupos.com.br sent:
 

> Portanto, as árvores existem independente da visão randômica
 
Calilzófilo, segure tuas calças porque aqui vai mais uma
peskybeiada: dependendo do ponto de vista, as árvores
não existem, mano véio! E qual seria esse ponto de vista?
 
Oras, basta descermos até o nível molecular para as árvores
desaparecerem. Suponha que exista um micro-nano-ínfimo ET
capaz de só enxergar algumas poucas moléculas. Ele não consegue
"ver" nada com mais do que quinhentas moléculas. Pronto, esse
micro-ETzóide não sabe o que é árvore. Nem copo. Nem teclado.
Nem bunda da Kim Kardashian. Para ele, só existem agrupamentos
de moleculóides muito específicos. Então, imagina só se nós,
humanos de pipiu grande, estivermos em uma situação similar
(e não conseguimos enxergar estruturas foderosamente maiores).
Essas coisaradas imensóides não existem para nós! E portanto,
não existem para ninguém (pois não sabemos que essas coisas
podem existir de fato). É ou não é muita bateção de p... mental?
 
*PB*
 
 
Sent: Wednesday, January 21, 2015 11:30 PM
Subject: [ciencialist] Teoria da informacão e a matematização da linguagem + a visão randomica dos poligonos vegetais
 


1. Para a matematização da linguagem é necessário que a teoria da informaçao considerada leve em conta os significados da comunicação verbal e não  apenas a quantidade de informações transmitidas ou processadas. 
2.  Existem mil formas  de se ver uma árvore. A existência da árvore não depende das formas com que cada um vê a árvore.
2.1. Na mente nada tem existência real. Em outras palavras: nada existe de fato. Uma parte da mente se ocupa com os objetos tal qual existem e outra parte se ocupa com a IMAGINAÇÃO. Através da imaginação a mente cria objetos que não existem na natureza e que podem ser construidos.
2.2. "A imaginação é mais importante que o conhecimento"  - ( nome do autor omitido).

Portanto, as árvores existem independente da visão randômica.

MC

Em Qua 21/01/15 14:24, oraculo@atibaia.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 
Olá Pesky
Excelente colocação, e com isso nos aproximamos da teoria da informação.:- E se a coisa já está difícil agora, se o pessoal descambar de vez para essa área de estudo, informação, ai é que estamos bem arrumados.:- )
Um abraço.
Homero
Sent: Wednesday, January 21, 2015 1:30 PM
Subject: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 
> E para não causar confusão, o universo material é tudo que
> existe, que tem evidências de existir, claro.:- )
Homerão, antecipo que hoje estou com a macaca descabelada. Por
isso digo o que digo a seguir (e que, pela experiência passada,
deverá levar o Calilzófilo à loucura).
Tem uma coisa nessa ideia de "tudo que existe" que é
tremendamente estranhófila. O causo é que várias coisas
que assumimos que existem são, na verdade, objeto apenas
de uma "existência mental" dentro de nossas cacholas.
Vejamos um exemplinho bem safado: estou agora vendo uma folha
de uma árvore, e aposto minhas esferas inferiores que essa
folha existe. Posso chegar perto dela, botar um microscópio
em cima, medir seu peso, determinar suas dimensões e formato.
Claramente essa folha existe, e não precisa ser muito sábio
para notar isso. Existe e pronto!

Mas agora estou dentro de um helicóptero, a uns 500 metros
de altura, olhando para baixo. Vejo lá uma gigantesca floresta,
cheia de árvores das mais diversas espécies, em uma disposição
que, a princípio, parece bem randômica. Do meu lado eu
tenho um sujeito que leva a vida fritando pastéis. Nós dois
concordamos que estamos vendo uma floresta. Mas eu consigo
discernir uma peculiar formação de tipos de árvores, em um
arranjo não-intuitivo que depende, para ser perceptível, de
meu prévio conhecimento de polígonos irregulares. O fritador
de pastéis não consegue enxergar isso nem a pau. Desenvolvo
toda uma teoria científica para explicar porque esse padrão
se formou (incluindo questões como correntes de vento típicas,
variação na composição do solo, diferenças de iluminação solar,
etc. e tal). Então, nessa particular situação, eu posso dizer
que EXISTE uma formação não-randômica dessas árvores, enquanto
que para o pasteleiro isso não existe.

Ou seja, a existência desse fenômeno de arranjo específico
de árvores é uma consequência direta de um específico preparo
mental que eu tenho e que o pasteleiro não tem. Eu vejo e digo
que existe, pois tenho uma estrutura conceitual dentro de
minha cachola que suporta essa ideia de existência (existe
uma pequenutcha outra situação que são as formações regulares
esporádicas dentro de séries randômicas, mas isso fica para
outro dia).

Pronto! A confusão está formada! Porque isso significa que
a real existência de certas coisas depende enormemente do
estado mental (cognitivo) do zé mané que estiver observando
o universo. Resumindo, certas coisas só "existem" se o
observador for capaz de percebê-las, senão isso "não existe".
Será que eu estou malucóide e que devo ajudar o pasteleiro
a fritar os ditos cujos?
*PB*
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:51 PM
Subject: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)


Guarda-chuvologia – o que é ciência.:- )
Dito isso, ciência começa com medir e mensurar, mas não é, claro, apenas isso, mas também isso. Sem medir e mensurar, tudo se torna subjetivo e opinativo, e consequentemente, pouco confiável (no sentido de compreender a realidade e nosso universo material).
E para não causar confusão, o universo material é tudo que existe, que tem evidências de existir, claro.:- )
Homero
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:46 PM
Subject: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 
> Senão quem mede a cintura e o nariz estaria fazendo ciência
E aqueles que medem com régua as dimensões lineares do
oblongo prolongamento cilíndrico situado na metade da
altura dos indivíduos de sexo masculino? Seria isso
ciência? Será que sou cientista?
*PB*
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:31 PM
Subject: Re: ENC: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)


Olá Victor.
1. E por falar em tolices, veja esta: CIENCIA É TUDO AQUILO QUE SE MEDE COM REGUAS E RELÓGIOS.
Imagino que você quiser dizer outra coisa. Senão quem mede a cintura e o nariz estaria fazendo ciência.
2. Quem supervaloriza a ciência e ao mesmo tempo infravaloriza a lógica e a precisão na comunicação pode estar sofrendo de um grave transtorno mental, o que certamente não é o seu caso.

Abraços
​M.Calil


Em Qua 21/01/15 10:42, JVictor j.victor.neto@uol.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 

Realmente, dever-se-ia, também discutir outras inutilidades , como religião e filosofia ou a  pertinência da execução do brasileiro traficante, liberação geral  e irrestrita das drogas, entre outras coisas. 

Exceto, naturalmente, ciência.   Pois isto  acabou no ciencialist.

Agora, sim, entre outras tolices, isto um verdadeiro  febaclist:   “14. É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.

Minha resposta para a coisa acima é: Putz!,Putz!, Help!

Tô fora.

Victor.

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 10:07
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)

 

> 1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos

Calilzófilo, posso ser um chato de galochas?

Eu diria que o importante na comunicação não é

nem o que queremos dizer nem o que efetivamente

dizemos, mas sim o que o ouvinte acaba depreendendo

do que vociferamos. Em outras palavrófilas, devemos

medir nossa eficácia comunicativa nos colocando

nos chinelos dos ouvintes. E segue um exemplo

horroroso disso (mas que acho divertidíssimo).

Suponha que um mendigo de rua, desses todo lascado

e estropiado, venha lhe perguntar o que é essa

tal de distribuição de probabilidade espacial na

localização de uma partícula. O mendigófilo ouviu

isso de uma conversa de dois pentelhos que saiam

da universidade. Como explicar isso para o

mendigófilo sem que as nádegas dele caiam ao chão?

Aqui vai uma tentativa:

Caro senhor mendigófilo, suponha que tu queiras dar

uma mijada naquele copo ali no chão, situado a um metro

de ti. Tu botas a vossa ferramenta para fora (isso se

já não estiver ao ar livre, hahahaha), mira o

copo e inicia o processo de descarga do líquido

amarelado e malcheiroso. Algumas vezes tu irás acertar

o copo, mas na maioria das vezes o inominável líquido

irá cair nas redondezas do copo. Pronto, isso é

essa danada da distribuição de probabilidades!

E isso me dá a ideia de abrir um curso de física

quântica para mendigos. Que grande ideia!

*PB*

Sent: Tuesday, January 20, 2015 7:29 PM

Subject: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)



                                        Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem*   (1a. parte - 1 a 14) 
 
* Por matematização da linguagem entenda-se: “máximo possível de clareza e precisão na comunicação falada e escrita”
 
Observação: o nome dos autores das frases será omitido para evitar que os leitores sejam influenciados pela imagem positiva ou negativa que tenham a respeito de cada um deles.  As 14 frases a seguir foram construidas por 6 diferentes autores.
 
1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos.
2. Embora a ambiguidade seja inerente à linguagem, esse mal pode ser controlado de modo a evitar qualquer transtorno comunicacional.
3. A metafisica deu uma contribuição decisiva  para a sobrevivência da humanidade da seguinte maneira: o homem primitivo desconhecia o mundo em que vivia e tinha pavor do desconhecido, como tem até hoje. Para enfrentar este medo ele atribuia aos objetos como as árvores um espírito metafísico. Esse espírito se assemelhava ao espírito que ele julgava possuir dentro dele próprio. Assim as árvores passavam a ser vistas como seus coleguinhas vivendo num mundo cruel e perseguidor.
4. O pensamento lógico-científico se formou antes do nascimento da ciência.
5. A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado. 
6. O cientista virou um mito. E todo mito é perigoso, porque ele induz o comportamento e inibe o pensamento.  Se existe uma classe especializada em pensar de maneira correta (os cientistas), os outros indivíduos são liberados da obrigação de pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam. Quando o médico lhe dá uma receita você faz perguntas? Sabe como os medicamentos funcionam? Será que você se pergunta se o médico sabe como os medicamentos funcionam? Ele manda, a gente compra e toma. Não pensamos. Obedecemos. Não precisamos pensar, porque acreditamos que há indivíduos especializados e competentes em pensar. Pagamos para que ele pense por nós. E depois ainda dizem por aí que vivemos em uma civilização científica.
7. A aprendizagem da ciência é um processo de desenvolvimento progressivo do senso comum.  A ciência é uma metamorfose do senso comum. Sem ele, ela não pode existir. O senso comum e a ciência são expressões da mesma necessidade básica, a necessidade de compreender o mundo, a fim de viver melhor e sobreviver.
8. Coisa alguma, em si mesma, se constitui como problema ou descoberta; ela pode ser um problema somente se produz perplexidade e incômodo a alguém, e será uma descoberta se aliviar alguém do peso do problema.
9. O conhecimento só ocorre em situações-problema. Quando não há problemas não pensamos, só usufruímos.
10. Todo conhecimento tem uma finalidade. Saber por saber, por mais que se diga em contrário, não passa de um contra-senso.
11.
Em ciência, como no senso comum, existe uma estreita relação entre ver com clareza e dizer com clareza. Quem não diz com clareza, não está vendo com clareza. Dizer com clareza é a marca do entendimento, da compreensão.
12. 
A ciência é uma função da vida. Justifica-se apenas enquanto órgão adequado à nossa sobrevivência. Uma ciência que se divorciou da vida perdeu a sua legitimação.
13. Senso comum é o pensamento lógico aplicado à vida quotidiana.
14.
É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.
 



SUBJECT: Re: [ciencialist] As formigas enxergam e formam conceitos, Mr. Bee.
FROM: "Pesky Bee" <peskybee2@gmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 22/01/2015 17:24

Oi Bizófilo.


Não se preocupe em sujar a minha roupa com suas idéias fezeadas.

Como você sabe, as fezes contêm vários ingredientes para consumo humano, inclusive a água. Um dos psicopatas do poder resolveu financiar um sistema de purificação das fezes e apareceu na televisão bebendo essa água purificada.

Assim não sendo,  me cabe purificar suas idéias fedorentas de modo a extrair delas algo útil, como por exemplo, essa frase simplória:

 

EXISTEM MIL FORMAS DE SE VER UM OBJETO E JAMAIS NINGUÉM SABERÁ COMO É NA REALIDADE ESTE OBJETO. A razão desta dificuldade é óbvia: a visão de uma coisa (como a própria expressão sugere) não é igual à coisa vista.

 

Assim não sendo, você não precisava criar o fedorento micro-ETzóide, bastando recorrer a uma pobre e coitada formiguinha operária. (se existem classes sociais até entre as formigas, ainda tem gente neste mundo que quer acabar com a pobreza? fala pra eles estudarem bio-etologia).


As formigas enxergam e a maioria delas dispõe de lentes compostas*, de modo que o aparelho visual das coitadas só lhes permite ver as coisas fragmentadas.

Imagino então que elas conseguem enxergar os fragmentos das folhas das árvores.

 

Se até para as formigas as árvores existem, você pode ter agora a certeza de que você e eu também existimos, tendo o privilégio de enxergar muito melhor que as formigas. O problema é que as formigas são dotadas de inteligência coletiva e nós os humanoides, somos dotados de uma burrice coletiva bastante diversificada e distribuída pelos ramos da esquizofrenia social. Mas temos a mesma coisa demoniaca possuida pelas formigas - que é o instinto de matara para sobreviver. E aqueles que não matamos, a exemplo do que fazem as formigas escravocratas, viram nossos servidores.

 

*Que foi isso? Um capricho da D.Evolução que estava distraída?

 

OLHA ONDE VOCÊ, ABELHA ILUMINADA, CONDUZIU MEU PENSAMENTO FRAGMENTADO E FRACTAL.

 

AS FORMIGAS POSSUEM UM SISTEMA CÉREBRO MENTE QUE LHES PERMITE FORMAR CONCEITOS ATRAVÉS DO BOM E DO MAU ODOR, DA MESMA FORMA QUE NÓS DISTINGUIMOS O ODOR DAS FEZES DO ODOR DE UM PERFUME FRANCÊS. OS CONCEITOS COMEÇAM A SER PROCESSADOS  NOS SENTIDOS E PODEM SER VISUAIS, SONOROS, OLFATIVOS, TÁTEIS E GUSTATIVOS.

O CONCEITO É A PRIMEIRA ARMA DE SOBREVIVÊNCIA DOS ANIMAIS, PORQUE ATRAVÉS DELES DISTINGUIMOS O QUE FAVORECE A EVOLUÇÃO (leia-se "a nossa, evolução",  que é um derivativo de "minha" - até as formigas são dominadas pelos genes egoistas).

 

Para as formigas identificarem suas inimigas elas precisam de um conceito de formiga inimiga que é formado em seu cérebro através do odor. Odor x = inimigo. Isso não é conceito? Porque não? O conceito pode ser inconsciente e automatizado. As formigas não pensam? Se o gato Felix pensa ao calcular com precisão seus saltos, porque as formigas não teriam o mesmo direito animal?


MC

On Qui 22/01/15 10:28 , "'Pesky Bee' peskybee2@gmail.com [ciencialist]" ciencialist@yahoogrupos.com.br sent:
 
> Portanto, as árvores existem independente da visão randômica
 
Calilzófilo, segure tuas calças porque aqui vai mais uma
peskybeiada: dependendo do ponto de vista, as árvores
não existem, mano véio! E qual seria esse ponto de vista?
 
Oras, basta descermos até o nível molecular para as árvores
desaparecerem. Suponha que exista um micro-nano-ínfimo ET
capaz de só enxergar algumas poucas moléculas. Ele não consegue
"ver" nada com mais do que quinhentas moléculas. Pronto, esse
micro-ETzóide não sabe o que é árvore. Nem copo. Nem teclado.
Nem bunda da Kim Kardashian. Para ele, só existem agrupamentos
de moleculóides muito específicos. Então, imagina só se nós,
humanos de pipiu grande, estivermos em uma situação similar
(e não conseguimos enxergar estruturas foderosamente maiores).
Essas coisaradas imensóides não existem para nós! E portanto,
não existem para ninguém (pois não sabemos que essas coisas
podem existir de fato). É ou não é muita bateção de p... mental?
 
*PB*
 
 
Sent: Wednesday, January 21, 2015 11:30 PM
Subject: [ciencialist] Teoria da informacão e a matematização da linguagem + a visão randomica dos poligonos vegetais
 


1. Para a matematização da linguagem é necessário que a teoria da informaçao considerada leve em conta os significados da comunicação verbal e não  apenas a quantidade de informações transmitidas ou processadas. 
2.  Existem mil formas  de se ver uma árvore. A existência da árvore não depende das formas com que cada um vê a árvore.
2.1. Na mente nada tem existência real. Em outras palavras: nada existe de fato. Uma parte da mente se ocupa com os objetos tal qual existem e outra parte se ocupa com a IMAGINAÇÃO. Através da imaginação a mente cria objetos que não existem na natureza e que podem ser construidos.
2.2. "A imaginação é mais importante que o conhecimento"  - ( nome do autor omitido).

Portanto, as árvores existem independente da visão randômica.

MC

Em Qua 21/01/15 14:24, oraculo@atibaia.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 
Olá Pesky
Excelente colocação, e com isso nos aproximamos da teoria da informação.:- E se a coisa já está difícil agora, se o pessoal descambar de vez para essa área de estudo, informação, ai é que estamos bem arrumados.:- )
Um abraço.
Homero
Sent: Wednesday, January 21, 2015 1:30 PM
Subject: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 
> E para não causar confusão, o universo material é tudo que
> existe, que tem evidências de existir, claro.:- )
Homerão, antecipo que hoje estou com a macaca descabelada. Por
isso digo o que digo a seguir (e que, pela experiência passada,
deverá levar o Calilzófilo à loucura).
Tem uma coisa nessa ideia de "tudo que existe" que é
tremendamente estranhófila. O causo é que várias coisas
que assumimos que existem são, na verdade, objeto apenas
de uma "existência mental" dentro de nossas cacholas.
Vejamos um exemplinho bem safado: estou agora vendo uma folha
de uma árvore, e aposto minhas esferas inferiores que essa
folha existe. Posso chegar perto dela, botar um microscópio
em cima, medir seu peso, determinar suas dimensões e formato.
Claramente essa folha existe, e não precisa ser muito sábio
para notar isso. Existe e pronto!
 
Mas agora estou dentro de um helicóptero, a uns 500 metros
de altura, olhando para baixo. Vejo lá uma gigantesca floresta,
cheia de árvores das mais diversas espécies, em uma disposição
que, a princípio, parece bem randômica. Do meu lado eu
tenho um sujeito que leva a vida fritando pastéis. Nós dois
concordamos que estamos vendo uma floresta. Mas eu consigo
discernir uma peculiar formação de tipos de árvores, em um
arranjo não-intuitivo que depende, para ser perceptível, de
meu prévio conhecimento de polígonos irregulares. O fritador
de pastéis não consegue enxergar isso nem a pau. Desenvolvo
toda uma teoria científica para explicar porque esse padrão
se formou (incluindo questões como correntes de vento típicas,
variação na composição do solo, diferenças de iluminação solar,
etc. e tal). Então, nessa particular situação, eu posso dizer
que EXISTE uma formação não-randômica dessas árvores, enquanto
que para o pasteleiro isso não existe.

Ou seja, a existência desse fenômeno de arranjo específico
de árvores é uma consequência direta de um específico preparo
mental que eu tenho e que o pasteleiro não tem. Eu vejo e digo
que existe, pois tenho uma estrutura conceitual dentro de
minha cachola que suporta essa ideia de existência (existe
uma pequenutcha outra situação que são as formações regulares
esporádicas dentro de séries randômicas, mas isso fica para
outro dia).

Pronto! A confusão está formada! Porque isso significa que
a real existência de certas coisas depende enormemente do
estado mental (cognitivo) do zé mané que estiver observando
o universo. Resumindo, certas coisas só "existem" se o
observador for capaz de percebê-las, senão isso "não existe".
Será que eu estou malucóide e que devo ajudar o pasteleiro
a fritar os ditos cujos?
*PB*
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:51 PM
Subject: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)


Guarda-chuvologia – o que é ciência.:- )
Dito isso, ciência começa com medir e mensurar, mas não é, claro, apenas isso, mas também isso. Sem medir e mensurar, tudo se torna subjetivo e opinativo, e consequentemente, pouco confiável (no sentido de compreender a realidade e nosso universo material).
E para não causar confusão, o universo material é tudo que existe, que tem evidências de existir, claro.:- )
Homero
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:46 PM
Subject: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)
 
> Senão quem mede a cintura e o nariz estaria fazendo ciência
E aqueles que medem com régua as dimensões lineares do
oblongo prolongamento cilíndrico situado na metade da
altura dos indivíduos de sexo masculino? Seria isso
ciência? Será que sou cientista?
*PB*
Sent: Wednesday, January 21, 2015 12:31 PM
Subject: Re: ENC: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)


Olá Victor.
1. E por falar em tolices, veja esta: CIENCIA É TUDO AQUILO QUE SE MEDE COM REGUAS E RELÓGIOS.
Imagino que você quiser dizer outra coisa. Senão quem mede a cintura e o nariz estaria fazendo ciência.
2. Quem supervaloriza a ciência e ao mesmo tempo infravaloriza a lógica e a precisão na comunicação pode estar sofrendo de um grave transtorno mental, o que certamente não é o seu caso.

Abraços
​M.Calil


Em Qua 21/01/15 10:42, JVictor j.victor.neto@uol.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 

Realmente, dever-se-ia, também discutir outras inutilidades , como religião e filosofia ou a  pertinência da execução do brasileiro traficante, liberação geral  e irrestrita das drogas, entre outras coisas. 

Exceto, naturalmente, ciência.   Pois isto  acabou no ciencialist.

Agora, sim, entre outras tolices, isto um verdadeiro  febaclist:   “14. É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.

Minha resposta para a coisa acima é: Putz!,Putz!, Help!

Tô fora.

Victor.

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 10:07
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)

 

> 1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos

Calilzófilo, posso ser um chato de galochas?

Eu diria que o importante na comunicação não é

nem o que queremos dizer nem o que efetivamente

dizemos, mas sim o que o ouvinte acaba depreendendo

do que vociferamos. Em outras palavrófilas, devemos

medir nossa eficácia comunicativa nos colocando

nos chinelos dos ouvintes. E segue um exemplo

horroroso disso (mas que acho divertidíssimo).

Suponha que um mendigo de rua, desses todo lascado

e estropiado, venha lhe perguntar o que é essa

tal de distribuição de probabilidade espacial na

localização de uma partícula. O mendigófilo ouviu

isso de uma conversa de dois pentelhos que saiam

da universidade. Como explicar isso para o

mendigófilo sem que as nádegas dele caiam ao chão?

Aqui vai uma tentativa:

Caro senhor mendigófilo, suponha que tu queiras dar

uma mijada naquele copo ali no chão, situado a um metro

de ti. Tu botas a vossa ferramenta para fora (isso se

já não estiver ao ar livre, hahahaha), mira o

copo e inicia o processo de descarga do líquido

amarelado e malcheiroso. Algumas vezes tu irás acertar

o copo, mas na maioria das vezes o inominável líquido

irá cair nas redondezas do copo. Pronto, isso é

essa danada da distribuição de probabilidades!

E isso me dá a ideia de abrir um curso de física

quântica para mendigos. Que grande ideia!

*PB*

Sent: Tuesday, January 20, 2015 7:29 PM

Subject: [ciencialist] Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem* (1 a 14)



                                        Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem*   (1a. parte - 1 a 14) 
 
* Por matematização da linguagem entenda-se: “máximo possível de clareza e precisão na comunicação falada e escrita”
 
Observação: o nome dos autores das frases será omitido para evitar que os leitores sejam influenciados pela imagem positiva ou negativa que tenham a respeito de cada um deles.  As 14 frases a seguir foram construidas por 6 diferentes autores.
 
1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos.
2. Embora a ambiguidade seja inerente à linguagem, esse mal pode ser controlado de modo a evitar qualquer transtorno comunicacional.
3. A metafisica deu uma contribuição decisiva  para a sobrevivência da humanidade da seguinte maneira: o homem primitivo desconhecia o mundo em que vivia e tinha pavor do desconhecido, como tem até hoje. Para enfrentar este medo ele atribuia aos objetos como as árvores um espírito metafísico. Esse espírito se assemelhava ao espírito que ele julgava possuir dentro dele próprio. Assim as árvores passavam a ser vistas como seus coleguinhas vivendo num mundo cruel e perseguidor.
4. O pensamento lógico-científico se formou antes do nascimento da ciência.
5. A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado. 
6. O cientista virou um mito. E todo mito é perigoso, porque ele induz o comportamento e inibe o pensamento.  Se existe uma classe especializada em pensar de maneira correta (os cientistas), os outros indivíduos são liberados da obrigação de pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam. Quando o médico lhe dá uma receita você faz perguntas? Sabe como os medicamentos funcionam? Será que você se pergunta se o médico sabe como os medicamentos funcionam? Ele manda, a gente compra e toma. Não pensamos. Obedecemos. Não precisamos pensar, porque acreditamos que há indivíduos especializados e competentes em pensar. Pagamos para que ele pense por nós. E depois ainda dizem por aí que vivemos em uma civilização científica.
7. A aprendizagem da ciência é um processo de desenvolvimento progressivo do senso comum.  A ciência é uma metamorfose do senso comum. Sem ele, ela não pode existir. O senso comum e a ciência são expressões da mesma necessidade básica, a necessidade de compreender o mundo, a fim de viver melhor e sobreviver.
8. Coisa alguma, em si mesma, se constitui como problema ou descoberta; ela pode ser um problema somente se produz perplexidade e incômodo a alguém, e será uma descoberta se aliviar alguém do peso do problema.
9. O conhecimento só ocorre em situações-problema. Quando não há problemas não pensamos, só usufruímos.
10. Todo conhecimento tem uma finalidade. Saber por saber, por mais que se diga em contrário, não passa de um contra-senso.
11.
Em ciência, como no senso comum, existe uma estreita relação entre ver com clareza e dizer com clareza. Quem não diz com clareza, não está vendo com clareza. Dizer com clareza é a marca do entendimento, da compreensão.
12. 
A ciência é uma função da vida. Justifica-se apenas enquanto órgão adequado à nossa sobrevivência. Uma ciência que se divorciou da vida perdeu a sua legitimação.
13. Senso comum é o pensamento lógico aplicado à vida quotidiana.
14.
É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.
 



SUBJECT: Lógica gramatical com o adversativo PB
FROM: Mtnos Calil <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 22/01/2015 18:12


Boa Pesky:  a sua resistência, no caso gramatical, alimenta um bom exercicio de lógica na comunicação.  Prossigo nesta cor.  


On Qui 22/01/15 10:27 , "'Pesky Bee' peskybee2@gmail.com [ciencialist]" ciencialist@yahoogrupos.com.br sent:
 

1. > e pode ser identificado assim: “ concordo, mas...”
 
Calilzóvsky, isso costuma ocorrer quando se concorda com a
tese principal mas achamos que ela não é suficiente para
abocanhar o escopo inteiro do problemóide. Por isso o "mas...",
sacou?

a) Já vi muitas vezes as pessoas usarem o "concordo mas..." quando a discussão tinha como foco unicamente a tese principal, ou uma única tese. 
b) E mesmo quando há concordância sobre alguns aspectos da tese e discordância em relação a outros, eu já apresentei a solução que repito agora: 
E quando você concordar com um conceito e discordar de outro conceito emitidos pelo seu interlocutor, basta você informar que concorda com uma parte do discurso e discorda da outra, prosseguindo a conversa com pelo menos um dos pés linguísticos no chão. Ufa... so simple, my dear fellow! 
 
2. Outra solução lógico-terapêutica para o seu fundamentalismo é usar a palavra essencial no lugar de fundamental. Aí vai ficar mais claro que o fundamental não tem gradação
 
Mas Calilzóvsky, essencial ou fundamental, ambos admitem a
tal da gradação. Naquele quarto onde existem todas as coisinhas
que são necessárias ao conceito em questão podemos sim fazer
uma gradação. E tem mais: essa gradação varia conforme o
contexto do que se fala. Eu sei, é uma zona danada, mas
nós humanóides somos assim: mudamos nossa visão das coisaradas
conforme mudam esses contextos. O barato é lôco mermão!

Na linguagem esquizofrênica o "barato é lôco". Mas na linguagem lógico-terapêutica a exatidão mutila a ambiguidade contextual. Há mais de dois mil anos alguém disse "Conhece-te a ti mesmo". Esse sábio conselho lógico-terapêutico é ignorado por 99,9% dos humanóides, incluindo  a nossa abelha iluminada cuja luz tem essa terrivel limitação: não atinge o inconsciente, que está a uma distância cósmica do consciente. As verdades matemáticas (ou seja, não metafísicas) são eternas enquanto existirem e não dependem de contextos ou sentextos. 
 
3. O mundo quântico marcado por essa configuração trinitária – caos, acaso e imprevisibilidade
 
Calilzão, o barato é mais loco ainda! Porque essa questão
do acaso e da imprevisibilidade também ocorre em sistemas
macroscópicos. É a conhecida ciência dos sistemas complexos
e caóticos, uma bagunça federal (e o clima é um típico evento;
o funcionamento de nosso intestino é outro, como pude confirmar
hoje mesmo, hahahahaha).

Eu opero com o acaso e a imprevisibilidade no mundo macro. O segredo para viver bem neste mundo é combinar o linear com o quântico, o imprevisivel com o previsível. Por exemplo, você não passará dos 120 anos de idade e com base nesta informação previsivel pode fazer um planejamento recheado de imprevisibilidades. INFORMAÇÃO PREVISIVEL? Se não existe isso é só fazer uma pequena mudança na frase.


4. Quer dizer então que na sua opinião químico-fisica o pensamento religioso não tem nada de metafísico?
 
Se eu fosse falar uma porcariada, diria que o pensamento
religioso pertence à categoria da "merdafísica". A questão
é que a metafísica "muderna" é atéia (ou pelo menos deveria
ser), não coloca nada de origem divina na questiúncula.
De qualquer maneira, não sou fã de metafísica, sempre
observo essa porcaria com "olhos de Nestor Cerveró", hahahahahaha
*PB*

Me explica por favor o que há de comum entre a metafísica atéia e a secular. Talvez essa
com-unhão explique a origem metafisica da religião e de manifestações para-religiosas dos nossos humanóides primitivos, a exem-plo do totem-ismo.Des-cul-pe por essa nova u-nhada. 

Obri- gado
MC

Ps. O esq-uarte-ja- mento    siste-mático    das pa-lavras  é um ó-timo exer-cí-cio  para lu-bri-ficar os neu-rô-nios que co-orde-nam as rel-ações men-tais. Pode ser feito mentalmente sem necessidade da palavra escrita. 
 
Sent: Wednesday, January 21, 2015 9:58 PM
Subject: [ciencialist] O meu coração me diz Fundamental é ser feliz... viu Pesky?


Minha amiga abelha iluminada. Sinto muito em ter que lhe informar que devido  aos avanços da matematização da linguagem que conta agora com duas psicólogas para controlar qualquer surto inesperado que venha a ocorrer conosco, eu vou ter que submeter seus conceitos ao nosso cruel triturador lógico. Espero contar com a sua não costumeira compreensão. Para isso você dispõe de um grande estoque de balas humorísticas para compensar a sua ira. Muito obrigado, então, por sua tolerância que imagino seja uma qualidade típica dos insetos sociais. Prossigo nesta cor tranquilizante.
Abraços quânticos, pero no mucho.
M.Calil
 
=============================

1. Calilzóvsky, prepare-se que vou dar um nó nos neurônios  de vossa excelência. Introduzirei uma piradíssima correlação sintático-semântico-estranhafúrdia.
 
Fique tranquilo que os meus neurônios já conseguiram, depois de muitas assembleias, estabelecer um forte sistema defensivo contra nós e outras atividades asfixiantes.
 
2. Tá certo, fundamental é o que fundamenta. É e pronto.  Mas o que estou a dizer é que...
 
O inconsciente danado te pegou na “curva da racionalizacão”. Esse mecanismo de simulação é praticado com bastante frequência pelos humanos e pode ser identificado assim: “ concordo, mas...” Sempre que a conjunção adversativa “mas” (ou uma de suas coleguinhas contudo, porém e todavia) aparece ao lado do  verbo concordar isso significa que a concordância é do tipo faz de conta. Para fugir desta cilada basta você  repetir esta antes de dormir, durante 21 dias: 
 
NUNCA MAIS USAREI ESSA EXPRESSÃO NA MINHA VIDA: “CONCORDO, MAS”
 
E quando você concordar com um conceito e discordar de outro conceito emitidos pelo seu interlocutor, basta você informar que concorda com uma parte do discurso e discorda da outra, prosseguindo a conversa com pelo menos um dos pés linguísticos no chão.
 
3.  ...se tu pegas as coisaradas que estão no quarto das coisas fundamentais, o que digo é que podemos entrar nesse quarto e "ordenar" essas coisaradas de acordo com algum critério de relevância.
 
Isso sim: o termo relevância permite uma gradação entre o máximo de relevância (que coincide com o fundamental) e o minimo de relevância. Aí teria sentido você dizer que os alicerces de um prédio são mais relevantes do que as janelas – embora, obviamente, essa comparação é irrelevante. Aqui vale o ditado latino “Omnis comparatio claudicat” (“toda comparação falha”) que foi criado especialmente para o nosso sistema de matematização da linguagem. (preciso escrever rsrs depois desta encomenda feita para o latim? Ok: rsrsrs).
 
4. Veja bem, dentro daquele quarto tudo é fundamental. Mas  lá dentro, tem coisas muitérrimamente fundamentais e  outras que são fundamentais, mas menos.
 
Outra solução lógico-terapêutica para o seu fundamentalismo é usar a palavra essencial no lugar de fundamental. Aí vai ficar mais claro que o fundamental não tem gradação.
 
5. E porque posso  vociferar tamanho barbarismo ideológico? (é aqui que a
porca torce o rabo). Desde que a mecânica quântica deu as caras, no começo do século passado, aqueles conceitos de sim/não,  presente/ausente, aqui/acolá ficaram muito mais fluidos.
 
Eu sou fã da teoria quântica aplicada ao mundo social. Me apaixonei pelo principio da incerteza do Heisemberg. Mas, porém, contudo e todavia, existe uma confusão na cabeça de muitos adeptos da teoria quântica que colocam o mundo macroscópico no mesmo nivel do microscópico. Essa nivelação é linear e contradiz a própria teoria! No mundo macroscópico tudo que a sociedade humana precisa é de previsão baseada em planejamento. A humanidade está correndo o risco de naufragar, por falta de planejamento e de bom senso ou senso comum linear. Os nossos governantes e seus parceiros empresários desconhecem o principio elementar (e linear), só para citar um exemplo, segundo o qual  o território de uma cidade como São Paulo não poderia abrigar tantas pessoas, casas e automóveis tornando insuportável a vida de milhões de pessoas.
 
O mundo quântico marcado por essa configuração trinitária – caos, acaso e imprevisibilidade – só pode existir se ao lado dele existir o mundo linear. É a linearidade que mantém a devida distância entre a terra e o sol  para que eles consigam viver em harmonia, mantendo uma boa distância entre eles.  E ao contrário do que ocorre com sub-mundo esquizoide dos elétrons, você pode medir a distância entre o sol e a terra levando em conta a hora e o local em que eles se encontram. Se para a ciência a teoria quântica foi sensacional,  para os bilhões de pobres mortais que habitam esse planeta ela não serviu para resolver o problema “fundamental” da nossa espécie – sobrevivência em boas e lineares condições de vida.
 
6. Já não dá para incluir de forma definitiva alguma coisa na categoria dos sim/não. Veja o caso daquele sujeito, o cartunista (esqueci o nome) que na teoria é homem mas veste de mulher gosta dar uma mijada no banheiro das fêmeas. Então o que proponho é que em tudo neste universo devemos permitir uma "escala de gradações" para acomodar esse inescapável conceituófilo de que as coisas lá embaixo
(nível quântico) são assim mesmo. Estarei eu surtando em uma piradíssima arrotação textual?
*PB*
 
O sim/não existe para muitas coisas do mundo linear e até do mundo quântico. E o que falta ao homem é fazer uso da lógica linear que é bem mais simples do que a quântica. Porém, por mais simples que seja essa lógica, a sua aplicação requer que o sistema cérebro-mente esteja em boas condições de funcionamento, o que não está acontecendo com os nossos governantes, muitos dos quais se transformaram em  “psicopatas do poder” e aos quais os nossos cientistas estão submissamente rendidos. (com “r” e não com “v” para muitos e com “v” no lugar do “r”, para outros). 
 
Na verdade eles não governam – são governados por aqueles que detêm o poder econômico. Quando o homem inventou o dinheiro ele não sabia que se tornaria seu escravo. Agora está repetindo o erro com as máquinas. Quem nesse mundo pode viver hoje sem a maquininha do celular? A frequência com que as pessoas usam o celular e a quantidade de aparelhos desta categoria  existentes graças ao habilidoso marketing  da ditadura tecnológica, são claros indicadores da insanidade que vai se alastrando pelo planeta. Nomeei essa insanidade de esquizofrenia social. Mas quem escreveu o livro com este titulo foi a psicóloga Elza Pádua. E como a sociedade abomina a idéia de ser assim diagnosticada, a midia não quer saber do livro, ficando eu incumbido de promovê-lo. C’est la vie, mon ami.
 
=======================================
 A nossa abelha iluminada disse que a origem da metafísica não tem nada a ver com o espírito das árvores.
 
7. Mas Calilzófilo, origem é uma coisa, e estado atual é outra.
 
Uai, tem gente que não sabe que a origem é uma coisa diferente de “estado atual”   Quem estiver sofrendo deste transtorno precisa da lógico-terapia com urgência.
 
 
8. Achar que as árvores tem espírito tem mais um cunho de religiosidade e pensamento transcendente do que propriamente de metafisicação. Basta tu pegares um filósofo pelo cangote e pedir para ele lhe falar o que é metafísica (e não o que foi ou a origem dela). Ele vai falar que essa porcariada de metafísica tem como objetivo o desenvolvimento dos conceitos que fundamentam nossa visão do universo. Os espíritos já sairam dessa. E olhe lá: a origem das coisas nem sempre tem a ver com o estado atual dessas coisas. Muito da química e da física atuais devem bastante ao tipo de experimentacionice feita pela cambada dos alquimistas há séculos.
 
Quer dizer então que na sua opinião químico-fisica o pensamento religioso não tem nada de metafísico?



SUBJECT: Animal Minds and the Possession of Concepts
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 22/01/2015 21:55

Prezados amigos e insurgentes do Ciencialist.
Estou dando atenção prioritária ao estudo do conceito por estas 4 principais razões, de acordo com a minha visão a respeito desta matéria que considero de fundamental importância:

 
1. A criação da palavra que distingue o homem de tudo o mais que existe no universo está intimamente associada ao conceito.
2. O conceito é a matéria prima do pensamento e da linguagem.
3. O conceito é a peça chave do conhecimento que o homem primitivo precisava adquirir para sobreviver, sendo que o futuro da humanidade está simbioticamente vinculado ao seu passado. 
4. O conceito é peça-chave para a formação dos processos de "Lógica e precisão na comunicação", (Matematização da Linguagem), que é o foco do nosso projeto em andamento. 

 
Mais detalhes importantes, e que colocam a questão num plano cientifico, estão nesta introdução de um artigo que estou traduzindo.(v.abaixo)

Abraços
Mtnos Calil 

 
Animal Minds and the Possession of Concepts
Albert Newen -  professor at Universitat Bochum (Germany
and Andreas Bartels - professor at Universitat Bonn (Germany).
http://www.cogs.indiana.edu/spackled/2012readings/newen.pdf

Introdução 

 Na literatura recente sobre conceitos, duas posições extremas relativas às  mentes dos animais são predominantes: a que os animais não possuem nem conceitos nem crenças, e a que alguns animais possuem conceitos, bem como crenças.
 
Uma característica desta controvérsia é a falta de consenso sobre os critérios para a posse de um conceito ou de ter um crença.  Para enfrentar este déficit, propomos uma nova teoria de conceitos que leva em conta  recentes estudos sobre o complexo  comportamento animal. O principal objetivo do artigo é apresentar uma teoria epistemológica de conceitos e defender uma teoria detalhada dos critérios para a aquisição de conceitos. A distinção entre representações  não-conceituais, conceituais e proposicionais é inerente a esta teoria. Assim, pode-se argumentar razoavelmente
que alguns animais, como por exemplo, papagaios cinzentos e macacos, operam em representações conceituais.
 
1. Introdução
 
É uma questão amplamente debatida se  animais com capacidades comportamentais complexas possuem conceitos e crenças. A questão de saber se os animais possuem conceitos ou crenças e habilidades básicas de linguagem fundamentalmente similares aos humanos é a base  de uma intensa  controvérsia multidisciplinar: o interesse dos filósofos na matéria deriva primariamente  da convicção de que os conceitos são um fator-chave para distinguir os seres humanos dos  animais não-humanos. Esta diferença cognitiva é então explorada para justificar distinções importantes no status ético do ser humano em oposição ao de outros animais.
 
obs. o termo status foi mantido como no original

Psicólogos (assim como os filósofos da mente) querem  descobrir como a mente humana funciona e como ela se diferencia da mente dos animais. Lingüistas (bem como os filósofos da linguagem) investigam se a capacidade de formar conceitos e crenças é limitada aos humanos e se esta capacidade pode ser vista como base para a competência linguística.

 Pesquisadores de animais visam compreender as espantosas habilidades cognitivas de ratos, aves e macacos  e têm como objetivo esclarecer como estes processos causais subjacentes se relacionam com as habilidades cognitivas humanas.
Todas estas abordagens pressupõem alguma noção de conceitos e muitas vezes levam a diferentes reivindicações  referentes à questão chave: será que os animais possuem conceitos ou crenças?


SUBJECT: Re: [ciencialist] Lógica gramatical com o adversativo PB
FROM: "Pesky Bee" <peskybee2@gmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 23/01/2015 11:54


Boa Pesky:  a sua resistência, no caso gramatical, alimenta um bom exercicio de lógica na comunicação. Prossigo nesta cor. 


On Qui 22/01/15 10:27 , "'Pesky Bee' peskybee2@gmail.com [ciencialist]" ciencialist@yahoogrupos.com.br sent:
 
1. > e pode ser identificado assim: “ concordo, mas...”
 
Calilzóvsky, isso costuma ocorrer quando se concorda com a
tese principal mas achamos que ela não é suficiente para
abocanhar o escopo inteiro do problemóide. Por isso o "mas...",
sacou?

a) Já vi muitas vezes as pessoas usarem o "concordo mas..." quando a discussão tinha como foco unicamente a tese principal, ou uma única tese.
b) E mesmo quando há concordância sobre alguns aspectos da tese e discordância em relação a outros, eu já apresentei a solução que repito agora:
E quando você concordar com um conceito e discordar de outro conceito emitidos pelo seu interlocutor, basta você informar que concorda com uma parte do discurso e discorda da outra, prosseguindo a conversa com pelo menos um dos pés linguísticos no chão. Ufa... so simple, my dear fellow!
 
2. Outra solução lógico-terapêutica para o seu fundamentalismo é usar a palavra essencial no lugar de fundamental. Aí vai ficar mais claro que o fundamental não tem gradação
 
Mas Calilzóvsky, essencial ou fundamental, ambos admitem a
tal da gradação. Naquele quarto onde existem todas as coisinhas
que são necessárias ao conceito em questão podemos sim fazer
uma gradação. E tem mais: essa gradação varia conforme o
contexto do que se fala. Eu sei, é uma zona danada, mas
nós humanóides somos assim: mudamos nossa visão das coisaradas
conforme mudam esses contextos. O barato é lôco mermão!

Na linguagem esquizofrênica o "barato é lôco". Mas na linguagem lógico-terapêutica a exatidão mutila a ambiguidade contextual. Há mais de dois mil anos alguém disse "Conhece-te a ti mesmo". Esse sábio conselho lógico-terapêutico é ignorado por 99,9% dos humanóides, incluindo  a nossa abelha iluminada cuja luz tem essa terrivel limitação: não atinge o inconsciente, que está a uma distância cósmica do consciente. As verdades matemáticas (ou seja, não metafísicas) são eternas enquanto existirem e não dependem de contextos ou sentextos.
 
3. O mundo quântico marcado por essa configuração trinitária – caos, acaso e imprevisibilidade
 
Calilzão, o barato é mais loco ainda! Porque essa questão
do acaso e da imprevisibilidade também ocorre em sistemas
macroscópicos. É a conhecida ciência dos sistemas complexos
e caóticos, uma bagunça federal (e o clima é um típico evento;
o funcionamento de nosso intestino é outro, como pude confirmar
hoje mesmo, hahahahaha).

Eu opero com o acaso e a imprevisibilidade no mundo macro. O segredo para viver bem neste mundo é combinar o linear com o quântico, o imprevisivel com o previsível. Por exemplo, você não passará dos 120 anos de idade e com base nesta informação previsivel pode fazer um planejamento recheado de imprevisibilidades. INFORMAÇÃO PREVISIVEL? Se não existe isso é só fazer uma pequena mudança na frase.
 
 
4. Quer dizer então que na sua opinião químico-fisica o pensamento religioso não tem nada de metafísico?
 
Se eu fosse falar uma porcariada, diria que o pensamento
religioso pertence à categoria da "merdafísica". A questão
é que a metafísica "muderna" é atéia (ou pelo menos deveria
ser), não coloca nada de origem divina na questiúncula.
De qualquer maneira, não sou fã de metafísica, sempre
observo essa porcaria com "olhos de Nestor Cerveró", hahahahahaha
*PB*

Me explica por favor o que há de comum entre a metafísica atéia e a secular. Talvez essa
com-unhão explique a origem metafisica da religião e de manifestações para-religiosas dos nossos humanóides primitivos, a exem-plo do totem-ismo.Des-cul-pe por essa nova u-nhada.

Obri- gado
MC

Ps. O esq-uarte-ja- mento    siste-mático    das pa-lavras  é um ó-timo exer-cí-cio  para lu-bri-ficar os neu-rô-nios que co-orde-nam as rel-ações men-tais. Pode ser feito mentalmente sem necessidade da palavra escrita.
 
Sent: Wednesday, January 21, 2015 9:58 PM
Subject: [ciencialist] O meu coração me diz Fundamental é ser feliz... viu Pesky?
 

Minha amiga abelha iluminada. Sinto muito em ter que lhe informar que devido  aos avanços da matematização da linguagem que conta agora com duas psicólogas para controlar qualquer surto inesperado que venha a ocorrer conosco, eu vou ter que submeter seus conceitos ao nosso cruel triturador lógico. Espero contar com a sua não costumeira compreensão. Para isso você dispõe de um grande estoque de balas humorísticas para compensar a sua ira. Muito obrigado, então, por sua tolerância que imagino seja uma qualidade típica dos insetos sociais. Prossigo nesta cor tranquilizante.
Abraços quânticos, pero no mucho.
M.Calil
 
=============================

1. Calilzóvsky, prepare-se que vou dar um nó nos neurônios  de vossa excelência. Introduzirei uma piradíssima correlação sintático-semântico-estranhafúrdia.
 
Fique tranquilo que os meus neurônios já conseguiram, depois de muitas assembleias, estabelecer um forte sistema defensivo contra nós e outras atividades asfixiantes.
 
2. Tá certo, fundamental é o que fundamenta. É e pronto.  Mas o que estou a dizer é que...
 
O inconsciente danado te pegou na “curva da racionalizacão”. Esse mecanismo de simulação é praticado com bastante frequência pelos humanos e pode ser identificado assim: “ concordo, mas...” Sempre que a conjunção adversativa “mas” (ou uma de suas coleguinhas contudo, porém e todavia) aparece ao lado do  verbo concordar isso significa que a concordância é do tipo faz de conta. Para fugir desta cilada basta você  repetir esta antes de dormir, durante 21 dias: 
 
NUNCA MAIS USAREI ESSA EXPRESSÃO NA MINHA VIDA: “CONCORDO, MAS”
 
E quando você concordar com um conceito e discordar de outro conceito emitidos pelo seu interlocutor, basta você informar que concorda com uma parte do discurso e discorda da outra, prosseguindo a conversa com pelo menos um dos pés linguísticos no chão.
 
3.  ...se tu pegas as coisaradas que estão no quarto das coisas fundamentais, o que digo é que podemos entrar nesse quarto e "ordenar" essas coisaradas de acordo com algum critério de relevância.
 
Isso sim: o termo relevância permite uma gradação entre o máximo de relevância (que coincide com o fundamental) e o minimo de relevância. Aí teria sentido você dizer que os alicerces de um prédio são mais relevantes do que as janelas – embora, obviamente, essa comparação é irrelevante. Aqui vale o ditado latino “Omnis comparatio claudicat” (“toda comparação falha”) que foi criado especialmente para o nosso sistema de matematização da linguagem. (preciso escrever rsrs depois desta encomenda feita para o latim? Ok: rsrsrs).
 
4. Veja bem, dentro daquele quarto tudo é fundamental. Mas  lá dentro, tem coisas muitérrimamente fundamentais e  outras que são fundamentais, mas menos.
 
Outra solução lógico-terapêutica para o seu fundamentalismo é usar a palavra essencial no lugar de fundamental. Aí vai ficar mais claro que o fundamental não tem gradação.
 
5. E porque posso  vociferar tamanho barbarismo ideológico? (é aqui que a
porca torce o rabo). Desde que a mecânica quântica deu as caras, no começo do século passado, aqueles conceitos de sim/não,  presente/ausente, aqui/acolá ficaram muito mais fluidos.
 
Eu sou fã da teoria quântica aplicada ao mundo social. Me apaixonei pelo principio da incerteza do Heisemberg. Mas, porém, contudo e todavia, existe uma confusão na cabeça de muitos adeptos da teoria quântica que colocam o mundo macroscópico no mesmo nivel do microscópico. Essa nivelação é linear e contradiz a própria teoria! No mundo macroscópico tudo que a sociedade humana precisa é de previsão baseada em planejamento. A humanidade está correndo o risco de naufragar, por falta de planejamento e de bom senso ou senso comum linear. Os nossos governantes e seus parceiros empresários desconhecem o principio elementar (e linear), só para citar um exemplo, segundo o qual  o território de uma cidade como São Paulo não poderia abrigar tantas pessoas, casas e automóveis tornando insuportável a vida de milhões de pessoas.
 
O mundo quântico marcado por essa configuração trinitária – caos, acaso e imprevisibilidade – só pode existir se ao lado dele existir o mundo linear. É a linearidade que mantém a devida distância entre a terra e o sol  para que eles consigam viver em harmonia, mantendo uma boa distância entre eles.  E ao contrário do que ocorre com sub-mundo esquizoide dos elétrons, você pode medir a distância entre o sol e a terra levando em conta a hora e o local em que eles se encontram. Se para a ciência a teoria quântica foi sensacional,  para os bilhões de pobres mortais que habitam esse planeta ela não serviu para resolver o problema “fundamental” da nossa espécie – sobrevivência em boas e lineares condições de vida.
 
6. Já não dá para incluir de forma definitiva alguma coisa na categoria dos sim/não. Veja o caso daquele sujeito, o cartunista (esqueci o nome) que na teoria é homem mas veste de mulher gosta dar uma mijada no banheiro das fêmeas. Então o que proponho é que em tudo neste universo devemos permitir uma "escala de gradações" para acomodar esse inescapável conceituófilo de que as coisas lá embaixo
(nível quântico) são assim mesmo. Estarei eu surtando em uma piradíssima arrotação textual?
*PB*
 
O sim/não existe para muitas coisas do mundo linear e até do mundo quântico. E o que falta ao homem é fazer uso da lógica linear que é bem mais simples do que a quântica. Porém, por mais simples que seja essa lógica, a sua aplicação requer que o sistema cérebro-mente esteja em boas condições de funcionamento, o que não está acontecendo com os nossos governantes, muitos dos quais se transformaram em  “psicopatas do poder” e aos quais os nossos cientistas estão submissamente rendidos. (com “r” e não com “v” para muitos e com “v” no lugar do “r”, para outros). 
 
Na verdade eles não governam – são governados por aqueles que detêm o poder econômico. Quando o homem inventou o dinheiro ele não sabia que se tornaria seu escravo. Agora está repetindo o erro com as máquinas. Quem nesse mundo pode viver hoje sem a maquininha do celular? A frequência com que as pessoas usam o celular e a quantidade de aparelhos desta categoria  existentes graças ao habilidoso marketing  da ditadura tecnológica, são claros indicadores da insanidade que vai se alastrando pelo planeta. Nomeei essa insanidade de esquizofrenia social. Mas quem escreveu o livro com este titulo foi a psicóloga Elza Pádua. E como a sociedade abomina a idéia de ser assim diagnosticada, a midia não quer saber do livro, ficando eu incumbido de promovê-lo. C’est la vie, mon ami.
 
=======================================
 A nossa abelha iluminada disse que a origem da metafísica não tem nada a ver com o espírito das árvores.
 
7. Mas Calilzófilo, origem é uma coisa, e estado atual é outra.
 
Uai, tem gente que não sabe que a origem é uma coisa diferente de “estado atual”   Quem estiver sofrendo deste transtorno precisa da lógico-terapia com urgência.
 
 
8. Achar que as árvores tem espírito tem mais um cunho de religiosidade e pensamento transcendente do que propriamente de metafisicação. Basta tu pegares um filósofo pelo cangote e pedir para ele lhe falar o que é metafísica (e não o que foi ou a origem dela). Ele vai falar que essa porcariada de metafísica tem como objetivo o desenvolvimento dos conceitos que fundamentam nossa visão do universo. Os espíritos já sairam dessa. E olhe lá: a origem das coisas nem sempre tem a ver com o estado atual dessas coisas. Muito da química e da física atuais devem bastante ao tipo de experimentacionice feita pela cambada dos alquimistas há séculos.
 
Quer dizer então que na sua opinião químico-fisica o pensamento religioso não tem nada de metafísico?


SUBJECT: Re: [ciencialist] Animal Minds and the Possession of Concepts
FROM: "Pesky Bee" <peskybee2@gmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 23/01/2015 11:57

Na literatura recente sobre conceitos, duas posições extremas relativas às  mentes dos animais são predominantes: a que os animais não possuem nem conceitos nem crenças, e a que alguns animais possuem conceitos, bem como crenças.
 
 
Prá variar, não li o restante do artiguelho, mas já digo que
essas duas posições extremas sobre conceitos estão devidamente
fundamentadas em diferentes definições da maldita palavrita
"conceito". Se conceito implicar em manter na mente uma descrição
sintático-linguística, aí só nós, humanóides, é que temos isso.
 
Mas se conceito implicar em um processo neural que reconhece
situações similares mesmo sem ter palavras para definir (coisa
que ocorre em nossa cachola e na de todos os mamíferos, por
exemplo), então não há como negar que conceitos estão presentes
em todas as mentes dessa animalada. Exemplo: vemos no céu, perto
do horizonte, umas coisaradas acinzentadas e um barulhófilo
ocasional e tonitruante. Tanto nós, humanos, quanto o macaquinho
do pelo de saco dourado vamos achar que vem chuva por aí....
 
*PB*
 
 
 
Sent: Thursday, January 22, 2015 9:55 PM
Subject: [ciencialist] Animal Minds and the Possession of Concepts
 


Prezados amigos e insurgentes do Ciencialist.
Estou dando atenção prioritária ao estudo do conceito por estas 4 principais razões, de acordo com a minha visão a respeito desta matéria que considero de fundamental importância:

 
1. A criação da palavra que distingue o homem de tudo o mais que existe no universo está intimamente associada ao conceito.
2. O conceito é a matéria prima do pensamento e da linguagem.
3. O conceito é a peça chave do conhecimento que o homem primitivo precisava adquirir para sobreviver, sendo que o futuro da humanidade está simbioticamente vinculado ao seu passado.
4. O conceito é peça-chave para a formação dos processos de "Lógica e precisão na comunicação", (Matematização da Linguagem), que é o foco do nosso projeto em andamento.

 
Mais detalhes importantes, e que colocam a questão num plano cientifico, estão nesta introdução de um artigo que estou traduzindo.(v.abaixo)

Abraços
Mtnos Calil

 
Animal Minds and the Possession of Concepts
Albert Newen - professor at Universitat Bochum (Germany
and Andreas Bartels - professor at Universitat Bonn (Germany).
http://www.cogs.indiana.edu/spackled/2012readings/newen.pdf

Introdução 

 Na literatura recente sobre conceitos, duas posições extremas relativas às  mentes dos animais são predominantes: a que os animais não possuem nem conceitos nem crenças, e a que alguns animais possuem conceitos, bem como crenças.
 
Uma característica desta controvérsia é a falta de consenso sobre os critérios para a posse de um conceito ou de ter um crença.  Para enfrentar este déficit, propomos uma nova teoria de conceitos que leva em conta  recentes estudos sobre o complexo  comportamento animal. O principal objetivo do artigo é apresentar uma teoria epistemológica de conceitos e defender uma teoria detalhada dos critérios para a aquisição de conceitos. A distinção entre representações  não-conceituais, conceituais e proposicionais é inerente a esta teoria. Assim, pode-se argumentar razoavelmente
que alguns animais, como por exemplo, papagaios cinzentos e macacos, operam em representações conceituais.
 
1. Introdução
 
É uma questão amplamente debatida se  animais com capacidades comportamentais complexas possuem conceitos e crenças. A questão de saber se os animais possuem conceitos ou crenças e habilidades básicas de linguagem fundamentalmente similares aos humanos é a base  de uma intensa  controvérsia multidisciplinar: o interesse dos filósofos na matéria deriva primariamente  da convicção de que os conceitos são um fator-chave para distinguir os seres humanos dos  animais não-humanos. Esta diferença cognitiva é então explorada para justificar distinções importantes no status ético do ser humano em oposição ao de outros animais.
 
obs. o termo status foi mantido como no original

Psicólogos (assim como os filósofos da mente) querem  descobrir como a mente humana funciona e como ela se diferencia da mente dos animais. Lingüistas (bem como os filósofos da linguagem) investigam se a capacidade de formar conceitos e crenças é limitada aos humanos e se esta capacidade pode ser vista como base para a competência linguística.

 Pesquisadores de animais visam compreender as espantosas habilidades cognitivas de ratos, aves e macacos  e têm como objetivo esclarecer como estes processos causais subjacentes se relacionam com as habilidades cognitivas humanas.
Todas estas abordagens pressupõem alguma noção de conceitos e muitas vezes levam a diferentes reivindicações  referentes à questão chave: será que os animais possuem conceitos ou crenças?


SUBJECT: Re: Re: [ciencialist] Animal Minds and the Possession of Concepts
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 23/01/2015 17:43

Muito bom, PB. Let’s go:
 
a) Não existe nenhuma possibilidade de uma "mente" formar conceitos sem a intervenção dos neurônios.  - a mente não existe: o que existe são processos mentais que depois de formados pelos neuronios podem controlar a atividade neuronal.  Palavras como mente e energia obviamente existem. Porém não representam nenhum fato ou coisa do mundo natural. São recursos linguísticos que servem para facilitar a compreensão de processos extremamente complexos.
 
b) A construção de uma definição de conceito deve obedecer a critérios passiveis de uma análise lógica, sem porém, nenhuma restrição à liberdade da imaginação. Portanto a avaliação das duas posições extremas não deve partir das definições que precisam também ter a sua consistência lógica examinada.
 
c) O ponto chave de qualquer definição lógica de conceito é a REPRESENTAÇÃO da coisa conceituada. Conceituar não significa atribuir um significado à coisa e sim FORMAR UM CONCEITO da coisa.  É hora de acabarmos com essa confusão linguística provocada pela sinonímia: IDEÍAS, CONCEITOS E SIGNIFICADOS SÃO TRÊS PALAVRAS COM SIGNIFICADOS DIFERENTES, sendo que obviamente, a palavra significado, como qualquer palavra, tem também o seu significado. A formação do conceito se dá através do processo de representação.
 
Pergunto se você discorda de alguma das colocações (ou frases) acima, não valendo apelar para o recurso do “concordo, mas...”
 
Pergunto também se o fato do Gato Felix, ouvir os trovões já seria suficiente para ele “concluir” ou “intuir” que a chuvarada está chegando?
 
*MC*
 

Em Sex 23/01/15 11:57, Pesky Bee peskybee2@gmail.com [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 

Na literatura recente sobre conceitos, duas posições extremas relativas às  mentes dos animais são predominantes: a que os animais não possuem nem conceitos nem crenças, e a que alguns animais possuem conceitos, bem como crenças.
 
Prá variar, não li o restante do artiguelho, mas já digo que
essas duas posições extremas sobre conceitos estão devidamente
fundamentadas em diferentes definições da maldita palavrita
"conceito". Se conceito implicar em manter na mente uma descrição
sintático-linguística, aí só nós, humanóides, é que temos isso.
Mas se conceito implicar em um processo neural que reconhece
situações similares mesmo sem ter palavras para definir (coisa
que ocorre em nossa cachola e na de todos os mamíferos, por
exemplo), então não há como negar que conceitos estão presentes
em todas as mentes dessa animalada. Exemplo: vemos no céu, perto
do horizonte, umas coisaradas acinzentadas e um barulhófilo
ocasional e tonitruante. Tanto nós, humanos, quanto o macaquinho
do pelo de saco dourado vamos achar que vem chuva por aí....
*PB*
Sent: Thursday, January 22, 2015 9:55 PM
Subject: [ciencialist] Animal Minds and the Possession of Concepts


Prezados amigos e insurgentes do Ciencialist.
Estou dando atenção prioritária ao estudo do conceito por estas 4 principais razões, de acordo com a minha visão a respeito desta matéria que considero de fundamental importância:

 
1. A criação da palavra que distingue o homem de tudo o mais que existe no universo está intimamente associada ao conceito.
2. O conceito é a matéria prima do pensamento e da linguagem.
3. O conceito é a peça chave do conhecimento que o homem primitivo precisava adquirir para sobreviver, sendo que o futuro da humanidade está simbioticamente vinculado ao seu passado.
4. O conceito é peça-chave para a formação dos processos de "Lógica e precisão na comunicação", (Matematização da Linguagem), que é o foco do nosso projeto em andamento.

 
Mais detalhes importantes, e que colocam a questão num plano cientifico, estão nesta introdução de um artigo que estou traduzindo.(v.abaixo)

Abraços
Mtnos Calil


 
Animal Minds and the Possession of Concepts
Albert Newen - professor at Universitat Bochum (Germany
and Andreas Bartels - professor at Universitat Bonn (Germany).
http://www.cogs.indiana.edu/spackled/2012readings/newen.pdf

Introdução 

 Na literatura recente sobre conceitos, duas posições extremas relativas às  mentes dos animais são predominantes: a que os animais não possuem nem conceitos nem crenças, e a que alguns animais possuem conceitos, bem como crenças.
 
Uma característica desta controvérsia é a falta de consenso sobre os critérios para a posse de um conceito ou de ter um crença.  Para enfrentar este déficit, propomos uma nova teoria de conceitos que leva em conta  recentes estudos sobre o complexo  comportamento animal. O principal objetivo do artigo é apresentar uma teoria epistemológica de conceitos e defender uma teoria detalhada dos critérios para a aquisição de conceitos. A distinção entre representações  não-conceituais, conceituais e proposicionais é inerente a esta teoria. Assim, pode-se argumentar razoavelmente
que alguns animais, como por exemplo, papagaios cinzentos e macacos, operam em representações conceituais.
 
1. Introdução
 
É uma questão amplamente debatida se  animais com capacidades comportamentais complexas possuem conceitos e crenças. A questão de saber se os animais possuem conceitos ou crenças e habilidades básicas de linguagem fundamentalmente similares aos humanos é a base  de uma intensa  controvérsia multidisciplinar: o interesse dos filósofos na matéria deriva primariamente  da convicção de que os conceitos são um fator-chave para distinguir os seres humanos dos  animais não-humanos. Esta diferença cognitiva é então explorada para justificar distinções importantes no status ético do ser humano em oposição ao de outros animais.
 

obs. o termo status foi mantido como no original

Psicólogos (assim como os filósofos da mente) querem  descobrir como a mente humana funciona e como ela se diferencia da mente dos animais. Lingüistas (bem como os filósofos da linguagem) investigam se a capacidade de formar conceitos e crenças é limitada aos humanos e se esta capacidade pode ser vista como base para a competência linguística.

 Pesquisadores de animais visam compreender as espantosas habilidades cognitivas de ratos, aves e macacos  e têm como objetivo esclarecer como estes processos causais subjacentes se relacionam com as habilidades cognitivas humanas.
Todas estas abordagens pressupõem alguma noção de conceitos e muitas vezes levam a diferentes reivindicações  referentes à questão chave: será que os animais possuem conceitos ou crenças?

SUBJECT: Ah, se pudesse inverter os papéis.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 23/01/2015 22:17

Ah, se pudesse inverter os papéis.

Eis a legalização de uma das formas mais graves da estupidez humana:

http://portalcorreio.uol.com.br/noticias/cidades/conflito/2015/01/23/NWS,253360,4,347,NOTICIAS,2190-LEI-FAZ-VAQUEJADA-ESPORTE-PARAIBA-DEFENSORES-ANIMAIS-PROTESTAM.aspx

Sds,

Victor.




Este email foi escaneado pelo Avast antivírus.
www.avast.com



SUBJECT: O mundo vai acabar, já, já.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 23/01/2015 23:31

O mundo vai acabar, já, já.

http://tvuol.uol.com.br/video/relogio-do-apocalipse-e-adiantado-e-humanidade-fica-perto-da-extincao-04028C9A3060D4995326


Isto é que é sensacionalismo escandaloso, alarmante. Esses caras deveriam estar presos, por propaganda enganosa. Vou denunciar ao PROCOM!.

Sds,

vICTOR.




Este email foi escaneado pelo Avast antivírus.
www.avast.com



SUBJECT: Re: [ciencialist] O mundo vai acabar, já, já.
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 24/01/2015 01:56

Vamos botar lógica neste assunto? Aí vai uma sugestão:  

1. Quem está correndo risco de extinção não é nem o mundo nem o planeta. É apenas a humanidade. 
2. Os mega empresários ignorantes aliados aos politicos também ignorantes, dentre os quais alguns psicopatas, estão sim, conduzindo a humanidade para a beira do abismo. Enquanto não chegamos lá vamos ter que tolerar o intolerável. 
3. Em torno das catastrofes climáticas provocadas pelo aquecimento global, por sua vez provocado por uma super-industrialização combinada com a super-população,  já se formou um consenso entre os cientistas  e os (des) governantes alienados mentais continuam fazendo do crescimento econômico uma prioridade mundial. Alguns agora  lamentam que a China reduziu seu crescimento anual para apenas 7,4%. em 2014.

4. Aí vão 3 exemplos do processo de auto-destruição em que está envolvido hoje  o "homo sapiens demens": 

a) 85 pessoas concentram riqueza equivalente à possuida por 3,5 bilhões, ou seja metade da população mundial 
b) A cidade de São Paulo continua crescendo em habitantes, edificios e automóveis, sendo claramente uma das métropoles mais esquizofrenicas do planeta, onde milhões de pessoas vão trabalhar espremidass em onibus e trens como gado. (eu ando de ônibus em São Paulo e ontem quase derrubaram o meu óculos na hora que fui descer - nos horários de pico, que cada vez mais se horizontalizam, as pessoas ficam amontoadas nas portas. 
A unica solução para civilizar esta cidade seria reduzir o número de habitantes, o que os governos federal, estadual e municipal nem cogitam. 
c) 
No Brasil o sistema de segurança pública está falido e mais de 90% dos responsáveis pelo crime de homicidio ou latrocinio não são presos, sendo que a maioria dos presidios viraram escola e base operacional  do crime organiizado. 

Mtnos Calil 
Ps1. O diagnóstico da tragédia em curso no Brasil e no mundo requer uma visão lógico-cientifica. Regressão, falsa religião do progresso, competição predatória e esquizofrenia social são alguns dos elementos fundamentais do processo de auto-destruição global em desenvolvimento. 
Ps2. Negar essa tragédia é uma boa forma  de  alimentá-la. É o que está fazendo a televisão, ao transformar a barbárie num espetáculo para o lazer doentio de milhões de telespectadores, ao mesmo tempo que faz a apologia do crime em nome da "liberdade de expressão e do direito de informação", dogmas de uma falsa e suicida democracia. 
​Ps3. Morto o comunismo, só restaria à humanidade civilizar o capitalismo, o que parece muito pouco provável. 


=========================================================

O fim do mundo está próximo! A depender do alerta emitido nesta quinta-feira pelo Boletim de Cientistas Atômicos (BAS, na sigla em inglês) ao adiantar em dois minutos o “Relógio do Apocalipse”, que agora marca três para meia-noite, vivemos uma situação tão perigosa quanto a da Guerra Fria. A última vez em que a situação esteve tão crítica foi em 1984, num momento em que o recrudescimento das hostilidades entre os EUA e a então União Soviética ameaçavam a humanidade com uma guerra nuclear. Desta vez, a principal ameaça vem do clima.

— Isto é sobre o fim da civilização como nós a conhecemos — disse Kennette Benedict, diretora-executiva do BAS. — A probabilidade de uma catástrofe global é muito alta, e as ações necessárias para reduzir os riscos são urgentes. As condições são tão ameaçadoras que estamos adiantando o relógio em dois minutos. Agora faltam três para a meia-noite.

A emissão de dióxido de carbono e outros gases está transformando o clima do planeta de forma perigosa, alertou Kennette, o que deixa milhões de pessoas vulneráveis ao aumento do nível do mar e a tragédias climáticas. Em comunicado, o BAS faz duras críticas aos líderes globais, que “falharam em agir na velocidade ou escala requerida para proteger os cidadãos de uma potencial catástrofe”.

O consultor e ambientalista Fabio Feldmann considera o alerta “bastante razoável” e destaca a falta de mobilização de governos e sociedades como o principal entrave.

— Se há um ano eu falasse sobre os riscos da crise hídrica em São Paulo, seria tachado de apocalíptico, mas veja a situação agora — disse Feldmann. — A realidade está superando as previsões científicas, mas não está colocando o tema na agenda. Esse é o drama.

ARMAS NUCLEARES AINDA ASSUSTAM

Além da questão climática, o BAS alerta sobre a modernização dos arsenais nucleares, principalmente nos EUA e na Rússia, quando o movimento ideal seria o de redução no número de ogivas. Estimativas mostram a existência de 16.300 armas atômicas no mundo, sendo que apenas cem seriam suficientes para causar danos de longo prazo na atmosfera do planeta.

“O processo de desarmamento chegou a um impasse, com os EUA e a Rússia aplicando programas de modernização das ogivas — minando os tratados de armas nucleares — e outros detentores se unindo nesta loucura cara e perigosa”, informou o BAS.

A organização pede que lideranças globais assumam o compromisso de limitar o aquecimento global a dois graus Celsius acima dos níveis pré-industriais e de reduzir os gastos com armamentos nucleares.

— Não estamos dizendo que é muito tarde, mas a janela para ações está se fechando rapidamente — alertou Kennette. — O mundo precisa acordar da atual letargia. acreditamos que adiantar o relógio pode inspirar mudanças que ajudem nesse processo.

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O BAS foi fundado em 1945 por cientistas da Universidade de Chicago (EUA) que participaram no desenvolvimento da primeira arma atômica, dentro do Projeto Manhattan. Dois anos depois, eles decidiram criar a iniciativa do relógio, para “prever” quão perto a humanidade estaria da aniquilação. Na época, a principal preocupação era com o holocausto nuclear, mas, a partir de 2007, a questão climática passou a ser considerada pelo grupo. As decisões de ajustar ou não o relógio são tomadas com base em consultas a especialistas, incluindo 18 vencedores do Prêmio Nobel.

Desde a criação, o “Relógio do Apocalipse” foi ajustado apenas 22 vezes. O momento mais crítico aconteceu em 1953, com o horário marcando 23h58m, por causa dos testes soviéticos e americanos com a bomba de hidrogênio. A assinatura do Tratado de Redução de Armas Estratégicas, em 1991, fez o relógio marcar 17 minutos para a meia-noite, a situação mais confortável até hoje.

O último ajuste do relógio aconteceu em 2012, para 23h55m, com o BAS alertando sobre os riscos do uso de armas nucleares nos conflitos do Oriente Médio e o aumento na incidência de tragédias naturais.

http://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/relogio-do-apocalipse-adiantado-para-23h57m-humanidade-fica-mais-perto-da-extincao-15123391

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Em Sex 23/01/15 23:31, JVictor j.victor.neto@uol.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 

http://tvuol.uol.com.br/video/relogio-do-apocalipse-e-adiantado-e-humanidade-fica-perto-da-extincao-04028C9A3060D4995326


Isto é que é sensacionalismo escandaloso, alarmante. Esses caras deveriam estar presos, por propaganda enganosa. Vou denunciar ao PROCOM!.

Sds,

vICTOR.



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SUBJECT: Revendo uma definição de pensamento
FROM: Mtnos Calil <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 24/01/2015 23:43

 Há cerca de 10 anos eu criei esse definição de pensamento que foi colocada no livrinho de lógica na comunicação humana. Essa definicão ilustra bem o conceito de definição como um conjunto de conceitos. Em relação ao conteúdo terei agora que fazer uma detalhada revisão, pelo seguinte:  esta definição não teve como subsídio nenhum livro ou artigo publicados na internet. Uma outra bibliografia foi montada nos últimos anos tendo a internet como fonte. De qualquer forma, qualquer coisa que escrevamos merece uma revisão depois de 10 anos. Por exemplo, o item 6 fala que existem apenas 2 modelos de pensamento, o que talvez seja um equívoco. 


                                               O  PENSAMENTO

1. O pensamento é uma atividade mental resultante do trabalho das células nervosas, que de alguma forma ainda não conhecida, atuam na produção integrada de conceitos.

2.  O pensamento tem origem na interseção de dois  processos, sendo um afetivo e outro intelectual. O processo afetivo consiste na afirmação (aceitação) ou negação (rejeição), por parte do sujeito pensante, de um objeto ou situação que se lhe apresenta de um modo agradável ou desagradável. O processo intelectual consiste na utilização da linguagem para expressar a afirmação ou negação. O sim e o não, em suas diferentes formas semiológicas pré-verbais, constituem as expressões mais elementares de pensamento

3. O pensamento é uma atividade de relação que associa objetos e processos, com base na percepção e na intuição. Percebemos os objetos e processos, captamos o seu significado através da intuição, formamos conceitos e estabelecemos uma relação ou  conexão lógica entre eles.

4. O pensamento precede a construção de qualquer forma lingüística, seja ela verbal ou não verbal, e se estrutura com base na percepção das relações conceituais. A linguagem, (verbal e não verbal) que em nenhum momento se confunde com o pensamento, tem a função, através de suas formas verbais e não verbais, de expressar o pensamento tornando-o comunicável.

5. O pensamento não é uma forma de conhecimento e sim um meio de aquisição e produção de conhecimentos e de verificação da estrutura lógica do conhecimento adquirido.

6. Só existem dois modelos de pensamento: o pensamento normal, estruturado com base na lógica e o pensamento patológico desvinculado da realidade, respeitadas as diferenças culturais entre os povos: por exemplo, o pensamento mágico é normal na cultura dos povos primitivos e patológico em nossa cultura.

7. O pensamento é uma atividade que se processa exclusivamente ao nível individual, de modo não linear e flexível, passando por diversos estágios de desenvolvimento ao longo da vida. Evolui do pensamento concreto para o abstrato e do pensamento indutivo para o dedutivo. Pode ser progressivo ou regressivo, sofrendo forte influência, positiva e negativa, da história emocional de cada indivíduo pensante.  

8. O pensamento, sendo atividade mental processada por seres pensantes, pode ser controlado, dirigido e transformado por seus pensadores. O produto da atividade de pensar são as idéias.

9. Através do pensamento e de seu produto (as idéias) o pensador pode controlar, dirigir e transformar suas emoções.

10. A função do pensamento é servir de instrumento para a organização e gerenciamento da vida, em todos os seus níveis.


Mtnos Calil 



SUBJECT: A ciência do pensamento
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 25/01/2015 13:03

Ensinar a pensar deveria ser uma das funções básicas das escolas. 
O pensamento até mereceu alguma atenção da ciência, mas não ao ponto de fazer do pensamento o foco para uma ciência em particular.
Em todas as escolas, de todos os niveis, deveria haver uma disciplina chamada pensamento. Uma criança de 10 anos (ou menos) pode começar a aprender a pensar sobre o pensamento. 
A grande maioria dos adultos não pensam por conta própria. 
A única coisa que eles têm e acionam com grande fervor e por vontade própria é o DESEJO. Mas fazem isso de forma automática, ou seja: sem submeter o desejo à avaliação lógica do pensamento. Pensar exige o dominio da lógica cujo aprendizado foi reservado aos filósofos  e, portanto, não para os habitantes do  mundo real. 

Nós SENTIMOS desejos e fazemos (mal) uso do pensamento apenas para realizar estes desejos. 
Se o pensamento fosse o foco do ensino e do aprendizado, talvez a humanidade não estaria descendo a ladeira rumo ao abismo como está acontecendo hoje.  
Dividiram as ciências em humanas e naturais. Essa divisão, por si, já releva como os cientistas não fizeram do pensamento o seu foco. Para eles a ciência se faz nos laboratórios, se basta a si mesmo no sentido da ação (ou da explicação). Para os cientistas não interessa o futuro da humanidade. Sequer o presente lhes interessa, quando o assunto é a qualidade de vida. QUALIDADE DE VIDA?  Isso não é assunto para nós cientistas, diriam eles. É assunto para os nossos governantes. 

Essa visão miope  dos cientistas é uma das causas das desgraças humanas. Eles só pensam o objeto de suas pesquisas, sendo que eles mesmos não se vêem como objeto de pesquisa alguma. Foram condicionados a olhar só para o mundo exterior onde estão os objetos de sua investigação, como se o homem não merecesse a menor atenção da ciência. Renderam-se (e alguns venderam-se) aos governantes que pagam as suas pesquisas, e que portanto, DECIDEM o que os cientistas devem fazer. 

Nem todos os cientistas pensam e agem  (mal)  desta maneira, mas a maioria esmagadora deles são ESPECIALISTAS numa determinada atividade cientifica. 

Todo esse detalhado estudo que estamos fazendo a respeito de termos chaves para o pensamento, como o de CONCEITO, não é de forma alguma um preciosismo linguistico como pode estar parecendo. O objetivo deste estudo está ligado a uma disciplina inexistente em nosso mundo escolar e acadêmico que tem por finalidade "ensinar a pensar" e "ensinar a viver", para assim preencher a lacuna deixada pelas universidades, através de uma "escola da vida e do pensamento". 

Abraços
Mtnos Calil 

Ps. O ato de pensar começa com a formação inconsciente dos conceitos. 

=========================================================

Em Sáb 24/01/15 23:43, Mtnos Calil mtnoscalil@terra.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 

 Há cerca de 10 anos eu criei esse definição de pensamento que foi colocada no livrinho de lógica na comunicação humana. Essa definicão ilustra bem o conceito de definição como um conjunto de conceitos. Em relação ao conteúdo terei agora que fazer uma detalhada revisão, pelo seguinte:  esta definição não teve como subsídio nenhum livro ou artigo publicados na internet. Uma outra bibliografia foi montada nos últimos anos tendo a internet como fonte. De qualquer forma, qualquer coisa que escrevamos merece uma revisão depois de 10 anos. Por exemplo, o item 6 fala que existem apenas 2 modelos de pensamento, o que talvez seja um equívoco. 

                                               O  PENSAMENTO

1. O pensamento é uma atividade mental resultante do trabalho das células nervosas, que de alguma forma ainda não conhecida, atuam na produção integrada de conceitos.

2.  O pensamento tem origem na interseção de dois  processos, sendo um afetivo e outro intelectual. O processo afetivo consiste na afirmação (aceitação) ou negação (rejeição), por parte do sujeito pensante, de um objeto ou situação que se lhe apresenta de um modo agradável ou desagradável. O processo intelectual consiste na utilização da linguagem para expressar a afirmação ou negação. O sim e o não, em suas diferentes formas semiológicas pré-verbais, constituem as expressões mais elementares de pensamento

3. O pensamento é uma atividade de relação que associa objetos e processos, com base na percepção e na intuição. Percebemos os objetos e processos, captamos o seu significado através da intuição, formamos conceitos e estabelecemos uma relação ou  conexão lógica entre eles.

4. O pensamento precede a construção de qualquer forma lingüística, seja ela verbal ou não verbal, e se estrutura com base na percepção das relações conceituais. A linguagem, (verbal e não verbal) que em nenhum momento se confunde com o pensamento, tem a função, através de suas formas verbais e não verbais, de expressar o pensamento tornando-o comunicável.

5. O pensamento não é uma forma de conhecimento e sim um meio de aquisição e produção de conhecimentos e de verificação da estrutura lógica do conhecimento adquirido.

6. Só existem dois modelos de pensamento: o pensamento normal, estruturado com base na lógica e o pensamento patológico desvinculado da realidade, respeitadas as diferenças culturais entre os povos: por exemplo, o pensamento mágico é normal na cultura dos povos primitivos e patológico em nossa cultura.

7. O pensamento é uma atividade que se processa exclusivamente ao nível individual, de modo não linear e flexível, passando por diversos estágios de desenvolvimento ao longo da vida. Evolui do pensamento concreto para o abstrato e do pensamento indutivo para o dedutivo. Pode ser progressivo ou regressivo, sofrendo forte influência, positiva e negativa, da história emocional de cada indivíduo pensante.  

8. O pensamento, sendo atividade mental processada por seres pensantes, pode ser controlado, dirigido e transformado por seus pensadores. O produto da atividade de pensar são as idéias.

9. Através do pensamento e de seu produto (as idéias) o pensador pode controlar, dirigir e transformar suas emoções.

10. A função do pensamento é servir de instrumento para a organização e gerenciamento da vida, em todos os seus níveis.

Mtnos Calil 


SUBJECT: Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem - (1 a 30)
FROM: Mtnos Calil <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 25/01/2015 23:25

   Frases, aforismos e aporias do curso de matematização da linguagem*                                      (1a. parte da 1a. edição - 1 a 30)  
Obs. as 14 primeiras frases já foram divulgadas anteriormente. 
 
* Por matematização da linguagem entenda-se: “máximo possível de clareza e precisão na comunicação falada e escrita”
 
Observação: o nome dos autores das frases será omitido para evitar que os leitores sejam influenciados pela imagem positiva ou negativa que tenham a respeito de cada um deles.  As 30 frases a seguir foram construidas por 10 diferentes autores. 
Mtnos Calil - Coordenador do Projeto de Matematização da Linguagem. 
 =======================================

1. O importante na comunicação não é o que queremos dizer e sim o que dizemos. 
2. Embora a ambiguidade seja inerente à linguagem, esse mal pode ser controlado de modo a evitar qualquer transtorno comunicacional. 
3. A metafísica deu uma contribuição decisiva para a sobrevivência da humanidade da seguinte maneira: o homem primitivo desconhecia o mundo em que vivia e tinha pavor do desconhecido, como tem até hoje. Para enfrentar este medo ele atribuía aos objetos como as árvores um espírito metafísico. Esse espírito se assemelhava ao espírito que ele julgava possuir dentro dele próprio. Assim as árvores passavam a ser vistas como seus coleguinhas vivendo num mundo cruel e perseguidor.
4. O pensamento lógico-científico se formou antes do nascimento da ciência. 
5. A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado.  
6. O cientista virou um mito. E todo mito é perigoso, porque ele induz o comportamento e inibe o pensamento.  Se existe uma classe especializada em pensar de maneira correta (os cientistas), os outros indivíduos são liberados da obrigação de pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam. Quando o médico lhe dá uma receita você faz perguntas? Sabe como os medicamentos funcionam? Será que você se pergunta se o médico sabe como os medicamentos funcionam? Ele manda, a gente compra e toma. Não pensamos. Obedecemos. Não precisamos pensar, porque acreditamos que há indivíduos especializados e competentes em pensar. Pagamos para que ele pense por nós. E depois ainda dizem por aí que vivemos em uma civilização científica.
7. A aprendizagem da ciência é um processo de desenvolvimento progressivo do senso comum.  A ciência é uma metamorfose do senso comum. Sem ele, ela não pode existir. O senso comum e a ciência são expressões da mesma necessidade básica, a necessidade de compreender o mundo, a fim de viver melhor e sobreviver. 
8. Coisa alguma, em si mesma, se constitui como problema ou descoberta; ela pode ser um problema somente se produz perplexidade e incômodo a alguém, e será uma descoberta se aliviar alguém do peso do problema.
9. O conhecimento só ocorre em situações-problema. Quando não há problemas não pensamos, só usufruímos. 
10. Todo conhecimento tem uma finalidade. Saber por saber, por mais que se diga em contrário, não passa de um contra-senso.
11. Em ciência, como no senso comum, existe uma estreita relação entre ver com clareza e dizer com clareza. Quem não diz com clareza, não está vendo com clareza. Dizer com clareza é a marca do entendimento, da compreensão.
12.  A ciência é uma função da vida. Justifica-se apenas enquanto órgão adequado à nossa sobrevivência. Uma ciência que se divorciou da vida perdeu a sua legitimação. 
13. Senso comum é o pensamento lógico aplicado à vida quotidiana. 
14. É um paradoxo que a Terra se mova ao redor do Sol e que a água seja constituída de dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana, que apenas agarra a aparência efêmera das coisas.

=============================================

15. Todo pensamento começa com um problema. Quem não é capaz de perceber e formular problemas com clareza não pode fazer ciência. 

16. A nossa linguagem conceitual tende a fixar as nossas percepções e, derivativamente, nosso pensamento e comportamento. Os conceitos definem a situação e o pesquisador responde a tal definição.

17. Alguns cognitivistas descreveram a linguagem como uma faculdade psicológica, um órgão mental, um sistema neural ou um módulo computacional. Mas prefiro o simples e banal termo “instinto”. Ele transmite a idéia de que as pessoas sabem falar mais ou menos da mesma maneira que as aranhas sabem tecer teias.

18. De tanto colocarem a ciência acima do senso comum, os cientistas acabaram por perdê-lo.

19. Cientista tem autoridade, sabe sobre o que está falando e os outros devem ouvi-lo e obedecê-lo. Daí que imagem de ciência e cientista pode e é usada para ajudar a vender cigarro. Veja, por exemplo, os novos tipos de cigarro, produzidos cientificamente. E os laboratórios, microscópios e cientistas de aventais imaculadamente brancos enchem os olhos e a cabeça dos telespectadores. E há cientistas que anunciam pasta de dente, remédios para caspa, varizes, etc. 

20. O cientista virou um mito. E todo mito é perigoso, porque ele induz o comportamento e inibe o pensamento. Se existe uma classe especializada em pensar de maneira correta (os cientistas), os outros indivíduos são liberados da obrigação de pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam. 

21. Quando o médico lhe dá uma receita você faz perguntas? Sabe como os medicamentos funcionam? Será que você se pergunta se o médico sabe como os medicamentos funcionam? Ele manda, a gente compra e toma. Não pensamos. Obedecemos. Não precisamos pensar, porque acreditamos que há indivíduos especializados e competentes em pensar. Pagamos para que ele pense por nós. E depois ainda dizem por aí que vivemos em uma civilização científica. 

22. Os economistas tomam decisões e temos de obedecer. Os engenheiros e urbanistas dizem como devem ser as nossas cidades, e assim acontece. Dizem que o álcool será a solução para que nossos automóveis continuem a trafegar, e a agricultura se altera para que a palavra dos técnicos se cumpra. Afinal de contas, para que serve a nossa cabeça? Ainda podemos pensar? Adianta pensar? 

23. A ciência não é um órgão novo de conhecimento. A ciência é a hipertrofia de capacidades que todos têm. Isto pode ser bom, mas pode ser muito perigoso. Quanto maior a visão em profundidade, menor a visão em extensão. A tendência da especialização é conhecer cada vez mais de cada vez menos.

24. Fernando Pessoa diz que “pensamento é doença dos olhos”. E verdade, mas nem toda. O mais certo seria “pensamento é doença do corpo”. Se os nossos olhos são bons, nem sequer nos lembramos disto: gastamos as nossas energias usufruindo o que vemos. Não nos lembramos de sapatos confortáveis, mas eles se tornam o centro da nossa atenção quando apertam um calo. Pensamos quando nossa ação foi interrompida. O pensamento é, no seu momento inicial, uma tomada de consciência de que a ação foi interrompida: este é o problema. Tudo o que se segue tem por objetivo a resolução do problema, para que a ação continue como dantes. 

25. O indivíduo pensa somente para continuar a ação interrompida. 

26. Em ciência, como no senso comum, existe uma estreita relação entre ver com clareza e dizer com clareza. Quem não diz com clareza, não está vendo com clareza. Dizer com clareza é a marca do entendimento, da compreensão. Enunciar com clareza o problema é indicar, antes de mais nada, de que partes ele se compõe. É a este procedimento que se dá o nome de análise. 

27. O sábio começa no fim; o tolo termina no começo. 

Nota explicativa do editor: a solução cientifica dos problemas requer o uso da imaginação que vislumbra o fim e não o começo. 

28. O mundo humano se organiza em torno de desejos. E aqui temos o ponto central de nossa grandeza e miséria. Porque é do desejo que surge a música, a literatura, a pintura, a religião, a ciência e tudo o que se poderia denominar criatividade. Mas é também do desejo que surgem as ilusões e os preconceitos. Esta é a razão por que a ciência, desde os seus primórdios, tratou de inventar métodos para impedir que os desejos corrompessem o conhecimento objetivo da realidade.

29. Toda ciência seria supérflua se a aparência, a forma das coisas, fosse totalmente idêntica à sua natureza. 

30. Os cientistas só buscam os fatos que são decisivos para a confirmação ou negação de suas teorias. Fatos são, para a ciência, como testemunhas num tribunal. Em si mesmos não possuem importância alguma. Sua função se resume a confirmar ou negar as alegações da promotoria. Ou da defesa. É isto que importa. E é disto que irá depender o réu. Um fato só tem significação na medida em que acrescenta ou diminui a plausibilidade de uma teoria. 

 


SUBJECT: Re: [ciencialist] A ciência do pensamento
FROM: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 26/01/2015 03:14

Olá Mitnos
 
Apesar da minha personalidade que, na sua opinião de leigo no assunto, chegou a ser considerada como «esquizóide», arrisco-me a dizer que concordo com boa parte do que você expôs em sua última msg (reproduzida abaixo). Aliás, creio que, em tempos remotos, já cheguei a postar, com outras palavras, muitos desses questionamentos, seja aqui na Ciencialist, seja em outras listas e/ou no meu site.
 
Vejo, não obstante, uma certa ambiguidade. Por um lado, você dá a entender que os adultos deveriam pensar por conta própria e que este deveria ser um dos objetivos da escola. Até aí concordo 100%. Porém, em dado momento de sua msg você afirma que para os cientistas não interessa o futuro da humanidade, e por aí vai. Acho que estamos frente a uma meia-verdade. Senão, vejamos:
 
Em primeiro lugar, e como já expus aqui a seu contragosto, você tem a mania de generalizar. Quero crer que você está expondo a maneira de agir de uma fração de cientistas, ainda que alguns destes ocupem postos importantes no Olimpo Acadêmico.
 
Em segundo lugar, você está confundindo alhos com bugalhos, ou seja: 1) o cientista em seu ato de criação, com 2) o cientista como ser social. Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa.
 
Vou citar aqui o pensamento de um grande cientista do século XX (Carlo Rubbia, prêmio Nobel de 1984) e que ilustra o que estou tentando dizer: «Nós somos a primeira etapa do sistema. Uma etapa absolutamente essencial, mas que é baseada, sobretudo, na falta de um fim específico. Outras pessoas retomarão o que fizemos, e serão elas que tornarão as coisas práticas. Sem nós, essas pessoas não existiriam, e nós, por outro lado, sem elas, não teríamos nenhuma razão de ser.»
 
Ou seja, o ato de criação exige isso: o pensar por conta própria, mesmo que seja sobre algo ainda não dotado de uma finalidade específica. Do contrário o cientista estaria fazendo exatamente aquilo que você critica: «rendendo-se e/ou vendendo-se aos governantes que pagam as suas pesquisas, e que portanto, decidem o que os cientistas devem fazer» (e muitos realmente fazem isso, mas não vamos generalizar).
 
Perceba o Carlo Rubbia ser social, nas duas últimas frases de seu pensamento. Note o quanto ele se preocupa sim com o futuro da humanidade, a ponto de concluir que, do contrário, ele «não teria nenhuma razão de ser».
 
Comento alguma coisa sobre isso no item 5.2 «Sobre o amadorismo em ciência - http://ecientificocultural.com.br/ECC3/metcien03.htm#amadorismo» do meu artigo «O método científico - http://ecientificocultural.com.br/ECC3/metcien01.htm».
 
Noto também uma certa aversão, de sua parte, à especialização. Sob certos aspectos você está certo [a especialização não deve obstaculizar uma cultura geral (aquela «visão míope» como você afirma) e nem mesmo a procura por outros caminhos]. Mas cuidado com o que você afirma, pois ninguém chegará a cura de uma determinada doença se não for um cientista especialista nesta doença, e isto vale também para outras áreas de atuação.
 
No mais parabéns pela msg que eu deveras gostei e estou apenas procurando fazer uma crítica construtiva e relacionada a temas deveras interessantes.
 
[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 
****************************************************************
From: "Mtnos Calil"
Sent: Sunday, January 25, 2015 1:03 PM
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Subject: [ciencialist] A ciência do pensamento
 
 

Ensinar a pensar deveria ser uma das funções básicas das escolas.
O pensamento até mereceu alguma atenção da ciência, mas não ao ponto de fazer do pensamento o foco para uma ciência em particular.
Em todas as escolas, de todos os niveis, deveria haver uma disciplina chamada pensamento. Uma criança de 10 anos (ou menos) pode começar a aprender a pensar sobre o pensamento.
A grande maioria dos adultos não pensam por conta própria.
A única coisa que eles têm e acionam com grande fervor e por vontade própria é o DESEJO. Mas fazem isso de forma automática, ou seja: sem submeter o desejo à avaliação lógica do pensamento. Pensar exige o dominio da lógica cujo aprendizado foi reservado aos filósofos  e, portanto, não para os habitantes do  mundo real.

Nós SENTIMOS desejos e fazemos (mal) uso do pensamento apenas para realizar estes desejos.
Se o pensamento fosse o foco do ensino e do aprendizado, talvez a humanidade não estaria descendo a ladeira rumo ao abismo como está acontecendo hoje. 
Dividiram as ciências em humanas e naturais. Essa divisão, por si, já releva como os cientistas não fizeram do pensamento o seu foco. Para eles a ciência se faz nos laboratórios, se basta a si mesmo no sentido da ação (ou da explicação). Para os cientistas não interessa o futuro da humanidade. Sequer o presente lhes interessa, quando o assunto é a qualidade de vida. QUALIDADE DE VIDA?  Isso não é assunto para nós cientistas, diriam eles. É assunto para os nossos governantes.

Essa visão miope  dos cientistas é uma das causas das desgraças humanas. Eles só pensam o objeto de suas pesquisas, sendo que eles mesmos não se vêem como objeto de pesquisa alguma. Foram condicionados a olhar só para o mundo exterior onde estão os objetos de sua investigação, como se o homem não merecesse a menor atenção da ciência. Renderam-se (e alguns venderam-se) aos governantes que pagam as suas pesquisas, e que portanto, DECIDEM o que os cientistas devem fazer.

Nem todos os cientistas pensam e agem  (mal)  desta maneira, mas a maioria esmagadora deles são ESPECIALISTAS numa determinada atividade cientifica.

Todo esse detalhado estudo que estamos fazendo a respeito de termos chaves para o pensamento, como o de CONCEITO, não é de forma alguma um preciosismo linguistico como pode estar parecendo. O objetivo deste estudo está ligado a uma disciplina inexistente em nosso mundo escolar e acadêmico que tem por finalidade "ensinar a pensar" e "ensinar a viver", para assim preencher a lacuna deixada pelas universidades, através de uma "escola da vida e do pensamento".

Abraços
Mtnos Calil

Ps. O ato de pensar começa com a formação inconsciente dos conceitos.


SUBJECT: Roberto Belisário, qual é seu e-mail atual?
FROM: bidual@gbl.com.br
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 26/01/2015 04:30

Caro Robero Belisário,
 
Gostaria de lhe enviar uma texto que escrevi para sua avaliação. Ocorre que email seu que eu tinha, do Terra.com.br, está retornado.
 
Você pode me enviar o seu novo email para cbasgm@gmail.com, meu atual email.
 
Um grande abraço,
 
Claudio Abreu

 



SUBJECT: O que é o inconsciente? Resposta: não se sabe.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 26/01/2015 07:14

O que é o inconsciente? Resposta: não se sabe.

Descrições de como o inconsciente funciona, segundo podemos perceber:

http://tab.uol.com.br/inconsciente/

Gostei.

Victor.




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SUBJECT: O stalinismo, em essência.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 26/01/2015 07:42

O stalinismo, em essência.

Para quem quiser saber o que foi o Stalinismo, sem precisar recorrer a filósofos e teorizadores daquela estupidez humana, ainda hoje defendida por certos intelectuais aloprados.

Só a genialidade de um Orwell conseguiria uma radiografia tão precisa e tão fácil de entender.

http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/2015/01/1578096-animacao-adapta-a-critica-de-george-orwell-ao-stalinismo.shtml

Sds,

Victor.




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SUBJECT: Re: [ciencialist] O que é o inconsciente? Resposta: não se sabe.
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 26/01/2015 10:05

Inconsciente são todos os processamentos que ocorrem do qual não temos consciência........hehehe


Em Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015 7:13, "'JVictor' j.victor.neto@uol.com.br [ciencialist]" <ciencialist@yahoogrupos.com.br> escreveu:


 
Descrições de como o inconsciente funciona, segundo podemos perceber:
Gostei.
Victor.



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SUBJECT: Re: Re: [ciencialist] A ciência do pensamento
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 26/01/2015 10:09

Obrigado Alberto. 
Vou fazer agora uma lista dos assuntos que você abordou nesta mensagem para depois pensar com calma e responder, eventualmente em várias mensagens porque o grupo não gosta de mensagens longas. Aliás esta é uma questão que para mim não está esclarecida - qual seria o tamanho razoavel para as mensagens? Um bom assunto para as réguas e relógicos do Victor.(rsrs) 

Assuntos recolhidos da sua mensagem: 

1. Esquizoidia (na comunicação) 
2. A responsabilidade social dos cientistas e a generalização sobre os cientistas rendidos ou vendidos. 
3. A especialização 
4. O seu artigo que vou ler 

Abraços
Mtnos Calil 

Ps. A humanidade está sendo conduzida até a beira do abismo pelos psicopatas do poder e seus aliados e subordinados (que não são psicopatas) 


Em Seg 26/01/15 03:14, Alberto Mesquita Filho albmesq@uol.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 

Olá Mtnos
Apesar da minha personalidade que, na sua opinião de leigo no assunto, chegou a ser considerada como «esquizóide», arrisco-me a dizer que concordo com boa parte do que você expôs em sua última msg (reproduzida abaixo). Aliás, creio que, em tempos remotos, já cheguei a postar, com outras palavras, muitos desses questionamentos, seja aqui na Ciencialist, seja em outras listas e/ou no meu site.
Vejo, não obstante, uma certa ambiguidade. Por um lado, você dá a entender que os adultos deveriam pensar por conta própria e que este deveria ser um dos objetivos da escola. Até aí concordo 100%. Porém, em dado momento de sua msg você afirma que para os cientistas não interessa o futuro da humanidade, e por aí vai. Acho que estamos frente a uma meia-verdade. Senão, vejamos:
Em primeiro lugar, e como já expus aqui a seu contragosto, você tem a mania de generalizar. Quero crer que você está expondo a maneira de agir de uma fração de cientistas, ainda que alguns destes ocupem postos importantes no Olimpo Acadêmico.
Em segundo lugar, você está confundindo alhos com bugalhos, ou seja: 1) o cientista em seu ato de criação, com 2) o cientista como ser social. Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa.
Vou citar aqui o pensamento de um grande cientista do século XX (Carlo Rubbia, prêmio Nobel de 1984) e que ilustra o que estou tentando dizer: «Nós somos a primeira etapa do sistema. Uma etapa absolutamente essencial, mas que é baseada, sobretudo, na falta de um fim específico. Outras pessoas retomarão o que fizemos, e serão elas que tornarão as coisas práticas. Sem nós, essas pessoas não existiriam, e nós, por outro lado, sem elas, não teríamos nenhuma razão de ser.»
Ou seja, o ato de criação exige isso: o pensar por conta própria, mesmo que seja sobre algo ainda não dotado de uma finalidade específica. Do contrário o cientista estaria fazendo exatamente aquilo que você critica: «rendendo-se e/ou vendendo-se aos governantes que pagam as suas pesquisas, e que portanto, decidem o que os cientistas devem fazer» (e muitos realmente fazem isso, mas não vamos generalizar).
Perceba o Carlo Rubbia ser social, nas duas últimas frases de seu pensamento. Note o quanto ele se preocupa sim com o futuro da humanidade, a ponto de concluir que, do contrário, ele «não teria nenhuma razão de ser».
Comento alguma coisa sobre isso no item 5.2 «Sobre o amadorismo em ciência - http://ecientificocultural.com.br/ECC3/metcien03.htm#amadorismo» do meu artigo «O método científico - http://ecientificocultural.com.br/ECC3/metcien01.htm».
Noto também uma certa aversão, de sua parte, à especialização. Sob certos aspectos você está certo [a especialização não deve obstaculizar uma cultura geral (aquela «visão míope» como você afirma) e nem mesmo a procura por outros caminhos]. Mas cuidado com o que você afirma, pois ninguém chegará a cura de uma determinada doença se não for um cientista especialista nesta doença, e isto vale também para outras áreas de atuação.
No mais parabéns pela msg que eu deveras gostei e estou apenas procurando fazer uma crítica construtiva e relacionada a temas deveras interessantes.
[ ]´s
Alberto

http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
****************************************************************
From: "Mtnos Calil"
Sent: Sunday, January 25, 2015 1:03 PM
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Subject: [ciencialist] A ciência do pensamento
 

Ensinar a pensar deveria ser uma das funções básicas das escolas.
O pensamento até mereceu alguma atenção da ciência, mas não ao ponto de fazer do pensamento o foco para uma ciência em particular.
Em todas as escolas, de todos os niveis, deveria haver uma disciplina chamada pensamento. Uma criança de 10 anos (ou menos) pode começar a aprender a pensar sobre o pensamento.
A grande maioria dos adultos não pensam por conta própria.
A única coisa que eles têm e acionam com grande fervor e por vontade própria é o DESEJO. Mas fazem isso de forma automática, ou seja: sem submeter o desejo à avaliação lógica do pensamento. Pensar exige o dominio da lógica cujo aprendizado foi reservado aos filósofos  e, portanto, não para os habitantes do  mundo real.

Nós SENTIMOS desejos e fazemos (mal) uso do pensamento apenas para realizar estes desejos.
Se o pensamento fosse o foco do ensino e do aprendizado, talvez a humanidade não estaria descendo a ladeira rumo ao abismo como está acontecendo hoje. 
Dividiram as ciências em humanas e naturais. Essa divisão, por si, já releva como os cientistas não fizeram do pensamento o seu foco. Para eles a ciência se faz nos laboratórios, se basta a si mesmo no sentido da ação (ou da explicação). Para os cientistas não interessa o futuro da humanidade. Sequer o presente lhes interessa, quando o assunto é a qualidade de vida. QUALIDADE DE VIDA?  Isso não é assunto para nós cientistas, diriam eles. É assunto para os nossos governantes.

Essa visão miope  dos cientistas é uma das causas das desgraças humanas. Eles só pensam o objeto de suas pesquisas, sendo que eles mesmos não se vêem como objeto de pesquisa alguma. Foram condicionados a olhar só para o mundo exterior onde estão os objetos de sua investigação, como se o homem não merecesse a menor atenção da ciência. Renderam-se (e alguns venderam-se) aos governantes que pagam as suas pesquisas, e que portanto, DECIDEM o que os cientistas devem fazer.

Nem todos os cientistas pensam e agem  (mal)  desta maneira, mas a maioria esmagadora deles são ESPECIALISTAS numa determinada atividade cientifica.

Todo esse detalhado estudo que estamos fazendo a respeito de termos chaves para o pensamento, como o de CONCEITO, não é de forma alguma um preciosismo linguistico como pode estar parecendo. O objetivo deste estudo está ligado a uma disciplina inexistente em nosso mundo escolar e acadêmico que tem por finalidade "ensinar a pensar" e "ensinar a viver", para assim preencher a lacuna deixada pelas universidades, através de uma "escola da vida e do pensamento".

Abraços
Mtnos Calil

Ps. O ato de pensar começa com a formação inconsciente dos conceitos.



SUBJECT: Re: [ciencialist] O que é o inconsciente? Resposta: não se sabe.
FROM: Tipoalgo <tipoalgo@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 26/01/2015 10:13

Com a prática correta podemos nos beneficiar desta fonte, mas o processo não é "determinístico", logo não passível de medições com "réguas e relógios"; mesmo assim pratico de quando em vez: algumas engenhocas surgem dessas práticas.

Abraços Tipoalgo.


2015-01-26 10:05 GMT-02:00 luiz silva luizfelipecsrj@yahoo.com.br [ciencialist] <ciencialist@yahoogrupos.com.br>:
 

Inconsciente são todos os processamentos que ocorrem do qual não temos consciência........hehehe


Em Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015 7:13, "'JVictor' j.victor.neto@uol.com.br [ciencialist]" <ciencialist@yahoogrupos.com.br> escreveu:


 
Descrições de como o inconsciente funciona, segundo podemos perceber:
Gostei.
Victor.



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SUBJECT: Re: [ciencialist] O mundo vai acabar, já, já.
FROM: "Pesky Bee" <peskybee2@gmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 26/01/2015 13:46

> 1. Quem está correndo risco de extinção não é nem o mundo nem o planeta. É apenas a humanidade
 
Calilzófilo, tem várias frentes de possível extinção
da humanidade, e uma delas já mencionei aqui: são os
malditos robôs inteligentóides de um futuro não tão
distante. Essa cambada pode acabar decidindo que nós,
humanos e abelhos, somos dispensáveis na sociedade que
eles estiverem criando.
 
Tem dois manés que estão bem preocupados com isso,
um é o Nick Bostrom e o outro é o Elon Musk. Entra com
esses nomes no ioutúbi e tu verás algumas palestras em
que esse pessoal desfia o novelo. E os argumentos dessa
cambada são, infelizmente, muito bons. O barato é lôco,
mano véio! Tamofú! Os filhos dos filhos de nossos netinhos
podem ser os últimos humanozinhos...
 
*PB*
 
 
 
Sent: Saturday, January 24, 2015 1:56 AM
Subject: Re: [ciencialist] O mundo vai acabar, já, já.
 


Vamos botar lógica neste assunto? Aí vai uma sugestão: 

1. Quem está correndo risco de extinção não é nem o mundo nem o planeta. É apenas a humanidade.
2. Os mega empresários ignorantes aliados aos politicos também ignorantes, dentre os quais alguns psicopatas, estão sim, conduzindo a humanidade para a beira do abismo. Enquanto não chegamos lá vamos ter que tolerar o intolerável.
3. Em torno das catastrofes climáticas provocadas pelo aquecimento global, por sua vez provocado por uma super-industrialização combinada com a super-população,  já se formou um consenso entre os cientistas  e os (des) governantes alienados mentais continuam fazendo do crescimento econômico uma prioridade mundial. Alguns agora  lamentam que a China reduziu seu crescimento anual para apenas 7,4%. em 2014.

4. Aí vão 3 exemplos do processo de auto-destruição em que está envolvido hoje  o "homo sapiens demens":

a) 85 pessoas concentram riqueza equivalente à possuida por 3,5 bilhões, ou seja metade da população mundial
b) A cidade de São Paulo continua crescendo em habitantes, edificios e automóveis, sendo claramente uma das métropoles mais esquizofrenicas do planeta, onde milhões de pessoas vão trabalhar espremidass em onibus e trens como gado. (eu ando de ônibus em São Paulo e ontem quase derrubaram o meu óculos na hora que fui descer - nos horários de pico, que cada vez mais se horizontalizam, as pessoas ficam amontoadas nas portas.
A unica solução para civilizar esta cidade seria reduzir o número de habitantes, o que os governos federal, estadual e municipal nem cogitam.
c)
No Brasil o sistema de segurança pública está falido e mais de 90% dos responsáveis pelo crime de homicidio ou latrocinio não são presos, sendo que a maioria dos presidios viraram escola e base operacional  do crime organiizado.

Mtnos Calil
Ps1. O diagnóstico da tragédia em curso no Brasil e no mundo requer uma visão lógico-cientifica. Regressão, falsa religião do progresso, competição predatória e esquizofrenia social são alguns dos elementos fundamentais do processo de auto-destruição global em desenvolvimento.
Ps2. Negar essa tragédia é uma boa forma  de  alimentá-la. É o que está fazendo a televisão, ao transformar a barbárie num espetáculo para o lazer doentio de milhões de telespectadores, ao mesmo tempo que faz a apologia do crime em nome da "liberdade de expressão e do direito de informação", dogmas de uma falsa e suicida democracia.
​Ps3. Morto o comunismo, só restaria à humanidade civilizar o capitalismo, o que parece muito pouco provável.


=========================================================

O fim do mundo está próximo! A depender do alerta emitido nesta quinta-feira pelo Boletim de Cientistas Atômicos (BAS, na sigla em inglês) ao adiantar em dois minutos o “Relógio do Apocalipse”, que agora marca três para meia-noite, vivemos uma situação tão perigosa quanto a da Guerra Fria. A última vez em que a situação esteve tão crítica foi em 1984, num momento em que o recrudescimento das hostilidades entre os EUA e a então União Soviética ameaçavam a humanidade com uma guerra nuclear. Desta vez, a principal ameaça vem do clima.

— Isto é sobre o fim da civilização como nós a conhecemos — disse Kennette Benedict, diretora-executiva do BAS. — A probabilidade de uma catástrofe global é muito alta, e as ações necessárias para reduzir os riscos são urgentes. As condições são tão ameaçadoras que estamos adiantando o relógio em dois minutos. Agora faltam três para a meia-noite.

A emissão de dióxido de carbono e outros gases está transformando o clima do planeta de forma perigosa, alertou Kennette, o que deixa milhões de pessoas vulneráveis ao aumento do nível do mar e a tragédias climáticas. Em comunicado, o BAS faz duras críticas aos líderes globais, que “falharam em agir na velocidade ou escala requerida para proteger os cidadãos de uma potencial catástrofe”.

O consultor e ambientalista Fabio Feldmann considera o alerta “bastante razoável” e destaca a falta de mobilização de governos e sociedades como o principal entrave.

— Se há um ano eu falasse sobre os riscos da crise hídrica em São Paulo, seria tachado de apocalíptico, mas veja a situação agora — disse Feldmann. — A realidade está superando as previsões científicas, mas não está colocando o tema na agenda. Esse é o drama.

ARMAS NUCLEARES AINDA ASSUSTAM

Além da questão climática, o BAS alerta sobre a modernização dos arsenais nucleares, principalmente nos EUA e na Rússia, quando o movimento ideal seria o de redução no número de ogivas. Estimativas mostram a existência de 16.300 armas atômicas no mundo, sendo que apenas cem seriam suficientes para causar danos de longo prazo na atmosfera do planeta.

“O processo de desarmamento chegou a um impasse, com os EUA e a Rússia aplicando programas de modernização das ogivas — minando os tratados de armas nucleares — e outros detentores se unindo nesta loucura cara e perigosa”, informou o BAS.

A organização pede que lideranças globais assumam o compromisso de limitar o aquecimento global a dois graus Celsius acima dos níveis pré-industriais e de reduzir os gastos com armamentos nucleares.

— Não estamos dizendo que é muito tarde, mas a janela para ações está se fechando rapidamente — alertou Kennette. — O mundo precisa acordar da atual letargia. acreditamos que adiantar o relógio pode inspirar mudanças que ajudem nesse processo.

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O BAS foi fundado em 1945 por cientistas da Universidade de Chicago (EUA) que participaram no desenvolvimento da primeira arma atômica, dentro do Projeto Manhattan. Dois anos depois, eles decidiram criar a iniciativa do relógio, para “prever” quão perto a humanidade estaria da aniquilação. Na época, a principal preocupação era com o holocausto nuclear, mas, a partir de 2007, a questão climática passou a ser considerada pelo grupo. As decisões de ajustar ou não o relógio são tomadas com base em consultas a especialistas, incluindo 18 vencedores do Prêmio Nobel.

Desde a criação, o “Relógio do Apocalipse” foi ajustado apenas 22 vezes. O momento mais crítico aconteceu em 1953, com o horário marcando 23h58m, por causa dos testes soviéticos e americanos com a bomba de hidrogênio. A assinatura do Tratado de Redução de Armas Estratégicas, em 1991, fez o relógio marcar 17 minutos para a meia-noite, a situação mais confortável até hoje.

O último ajuste do relógio aconteceu em 2012, para 23h55m, com o BAS alertando sobre os riscos do uso de armas nucleares nos conflitos do Oriente Médio e o aumento na incidência de tragédias naturais.

http://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/relogio-do-apocalipse-adiantado-para-23h57m-humanidade-fica-mais-perto-da-extincao-15123391

.

Em Sex 23/01/15 23:31, JVictor j.victor.neto@uol.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 

http://tvuol.uol.com.br/video/relogio-do-apocalipse-e-adiantado-e-humanidade-fica-perto-da-extincao-04028C9A3060D4995326


Isto é que é sensacionalismo escandaloso, alarmante. Esses caras deveriam estar presos, por propaganda enganosa. Vou denunciar ao PROCOM!.

Sds,

vICTOR.



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SUBJECT: Re: Re: Re: [ciencialist] A ciência do pensamento e o pensamento da ciência
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 26/01/2015 18:00

Pensar a ciência significa tomar a ciência como objeto do pensamento cientifico - e não do filosófico. 
Uma das razões determinantes do processo em marcha de auto-destruição da humanidade é o fato de os cientistas estarem desvinculados da relidade social como explica de forma eloquente Edgar Morin: 

"Mas então, que é a ciência? Aqui, devemos dar-nos conta de que esta pergunta não tem uma resposta científica: a ciência não se conhece cientificamente e não tem nenhum meio para conhecer-se cientificamente. Existe um método científico para considerar e controlar os objectos da ciência, mas não existe método científico para considerar a ciência como objecto de ciência, e ainda menos o cientista como sujeito deste objecto. Existem tribunais epistemológicos que, a posteriori e do exterior, pretendem julgar e avaliar as teorias científicas; existem tribunais filosóficos em que a ciência é condenada por defeito. Não existe ciência da ciência. Pode mesmo dizer-se que toda a metodologia científica, inteiramente dedicada à expulsão do sujeito e da reñexividade, mantém esta ocultação em si mesma. «Ciência sem consciência não passa de ruína da alma», dizia Rabelais. A consciência que falta aqui não é a consciência moral, é a consciência pura e simples, isto é, a aptidão para conceber-se a si mesma. Donde estas carências incríveis: como é que a ciência continua a ser incapaz-de conceber-se como praxis social? Como é incapaz, não apenas de controlar, mas também de conceber o seu poder de Inanipulação e a sua manipulação pelos poderes? Como é que os cientistas são incapazes de conceber a ligação entre a investigação «desinteressada» e a investigação do interesse? Por que razão são também totalmente incapazes de examinar em termos científicos a relação entre saber e poder? A partir daqui, se quisermos ser coerentes com o nosso objectivo, temos de assumir o problema da ciência da ciência."- Edgar Morin , O Método, vol. I. 
===================================================

Em Seg 26/01/15 10:09, Mtnos Calil mtnoscalil@terra.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 

Obrigado Alberto. 
Vou fazer agora uma lista dos assuntos que você abordou nesta mensagem para depois pensar com calma e responder, eventualmente em várias mensagens porque o grupo não gosta de mensagens longas. Aliás esta é uma questão que para mim não está esclarecida - qual seria o tamanho razoavel para as mensagens? Um bom assunto para as réguas e relógicos do Victor.(rsrs) 

Assuntos recolhidos da sua mensagem: 

1. Esquizoidia (na comunicação) 
2. A responsabilidade social dos cientistas e a generalização sobre os cientistas rendidos ou vendidos. 
3. A especialização 
4. O seu artigo que vou ler 

Abraços
Mtnos Calil 

Ps. A humanidade está sendo conduzida até a beira do abismo pelos psicopatas do poder e seus aliados e subordinados (que não são psicopatas) 



Em Seg 26/01/15 03:14, Alberto Mesquita Filho albmesq@uol.com.br [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 

Olá Mtnos
Apesar da minha personalidade que, na sua opinião de leigo no assunto, chegou a ser considerada como «esquizóide», arrisco-me a dizer que concordo com boa parte do que você expôs em sua última msg (reproduzida abaixo). Aliás, creio que, em tempos remotos, já cheguei a postar, com outras palavras, muitos desses questionamentos, seja aqui na Ciencialist, seja em outras listas e/ou no meu site.
Vejo, não obstante, uma certa ambiguidade. Por um lado, você dá a entender que os adultos deveriam pensar por conta própria e que este deveria ser um dos objetivos da escola. Até aí concordo 100%. Porém, em dado momento de sua msg você afirma que para os cientistas não interessa o futuro da humanidade, e por aí vai. Acho que estamos frente a uma meia-verdade. Senão, vejamos:
Em primeiro lugar, e como já expus aqui a seu contragosto, você tem a mania de generalizar. Quero crer que você está expondo a maneira de agir de uma fração de cientistas, ainda que alguns destes ocupem postos importantes no Olimpo Acadêmico.
Em segundo lugar, você está confundindo alhos com bugalhos, ou seja: 1) o cientista em seu ato de criação, com 2) o cientista como ser social. Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa.
Vou citar aqui o pensamento de um grande cientista do século XX (Carlo Rubbia, prêmio Nobel de 1984) e que ilustra o que estou tentando dizer: «Nós somos a primeira etapa do sistema. Uma etapa absolutamente essencial, mas que é baseada, sobretudo, na falta de um fim específico. Outras pessoas retomarão o que fizemos, e serão elas que tornarão as coisas práticas. Sem nós, essas pessoas não existiriam, e nós, por outro lado, sem elas, não teríamos nenhuma razão de ser.»
Ou seja, o ato de criação exige isso: o pensar por conta própria, mesmo que seja sobre algo ainda não dotado de uma finalidade específica. Do contrário o cientista estaria fazendo exatamente aquilo que você critica: «rendendo-se e/ou vendendo-se aos governantes que pagam as suas pesquisas, e que portanto, decidem o que os cientistas devem fazer» (e muitos realmente fazem isso, mas não vamos generalizar).
Perceba o Carlo Rubbia ser social, nas duas últimas frases de seu pensamento. Note o quanto ele se preocupa sim com o futuro da humanidade, a ponto de concluir que, do contrário, ele «não teria nenhuma razão de ser».
Comento alguma coisa sobre isso no item 5.2 «Sobre o amadorismo em ciência - http://ecientificocultural.com.br/ECC3/metcien03.htm#amadorismo» do meu artigo «O método científico - http://ecientificocultural.com.br/ECC3/metcien01.htm».
Noto também uma certa aversão, de sua parte, à especialização. Sob certos aspectos você está certo [a especialização não deve obstaculizar uma cultura geral (aquela «visão míope» como você afirma) e nem mesmo a procura por outros caminhos]. Mas cuidado com o que você afirma, pois ninguém chegará a cura de uma determinada doença se não for um cientista especialista nesta doença, e isto vale também para outras áreas de atuação.
No mais parabéns pela msg que eu deveras gostei e estou apenas procurando fazer uma crítica construtiva e relacionada a temas deveras interessantes.
[ ]´s
Alberto

http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
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From: "Mtnos Calil"
Sent: Sunday, January 25, 2015 1:03 PM
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Subject: [ciencialist] A ciência do pensamento
 

Ensinar a pensar deveria ser uma das funções básicas das escolas.
O pensamento até mereceu alguma atenção da ciência, mas não ao ponto de fazer do pensamento o foco para uma ciência em particular.
Em todas as escolas, de todos os niveis, deveria haver uma disciplina chamada pensamento. Uma criança de 10 anos (ou menos) pode começar a aprender a pensar sobre o pensamento.
A grande maioria dos adultos não pensam por conta própria.
A única coisa que eles têm e acionam com grande fervor e por vontade própria é o DESEJO. Mas fazem isso de forma automática, ou seja: sem submeter o desejo à avaliação lógica do pensamento. Pensar exige o dominio da lógica cujo aprendizado foi reservado aos filósofos  e, portanto, não para os habitantes do  mundo real.

Nós SENTIMOS desejos e fazemos (mal) uso do pensamento apenas para realizar estes desejos.
Se o pensamento fosse o foco do ensino e do aprendizado, talvez a humanidade não estaria descendo a ladeira rumo ao abismo como está acontecendo hoje. 
Dividiram as ciências em humanas e naturais. Essa divisão, por si, já releva como os cientistas não fizeram do pensamento o seu foco. Para eles a ciência se faz nos laboratórios, se basta a si mesmo no sentido da ação (ou da explicação). Para os cientistas não interessa o futuro da humanidade. Sequer o presente lhes interessa, quando o assunto é a qualidade de vida. QUALIDADE DE VIDA?  Isso não é assunto para nós cientistas, diriam eles. É assunto para os nossos governantes.

Essa visão miope  dos cientistas é uma das causas das desgraças humanas. Eles só pensam o objeto de suas pesquisas, sendo que eles mesmos não se vêem como objeto de pesquisa alguma. Foram condicionados a olhar só para o mundo exterior onde estão os objetos de sua investigação, como se o homem não merecesse a menor atenção da ciência. Renderam-se (e alguns venderam-se) aos governantes que pagam as suas pesquisas, e que portanto, DECIDEM o que os cientistas devem fazer.

Nem todos os cientistas pensam e agem  (mal)  desta maneira, mas a maioria esmagadora deles são ESPECIALISTAS numa determinada atividade cientifica.

Todo esse detalhado estudo que estamos fazendo a respeito de termos chaves para o pensamento, como o de CONCEITO, não é de forma alguma um preciosismo linguistico como pode estar parecendo. O objetivo deste estudo está ligado a uma disciplina inexistente em nosso mundo escolar e acadêmico que tem por finalidade "ensinar a pensar" e "ensinar a viver", para assim preencher a lacuna deixada pelas universidades, através de uma "escola da vida e do pensamento".

Abraços
Mtnos Calil

Ps. O ato de pensar começa com a formação inconsciente dos conceitos.



SUBJECT: Re: [ciencialist] O mundo vai acabar, já, já.
FROM: Hélio Carvalho <helicar_br@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 26/01/2015 18:14

Victor,

Ele disseram no dia 22 que faltavam apenas 3 minutos e já se passaram 4 dias.

Propaganda enganosa!
PROCOM neles!

:-)

Helio




De: "'JVictor' j.victor.neto@uol.com.br [ciencialist]" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015 23:31
Assunto: [ciencialist] O mundo vai acabar, já, já.

 

Isto é que é sensacionalismo escandaloso, alarmante. Esses caras deveriam estar presos, por propaganda enganosa. Vou denunciar ao PROCOM!.
Sds,
vICTOR.



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SUBJECT: Re: [ciencialist] afinal, o paradoxo de Olbers nunca foi um paradoxo
FROM: Hélio Carvalho <helicar_br@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 26/01/2015 19:11

Pessoal da C-list,

O Domingos Sávio publicou hoje mais um artigo sobre o "Paradoxo de Olbers" (noite escura):

Ele já tinha feito isto outras vezes e a última tinha sido em março de 2013,
 
E comentamos aqui em setembro de 2014.

Tem outro, anterior de 2008:


Nos artigos de 2008 e 2013 ele já tinha mostrado que um universo eterno e infinito, com as características médias observadas no nosso, o céu certamente teria um fundo escuro quando visto da Terra.

Ou seja: O fundo escuro não serve de prova que o universo é limitado no tempo e/ou no espaço.

Mas ele tinha colocado alguma dúvida sobre a visão a partir de um ponto dentro de um aglomerado de estrelas.

Nesta postagem atual, ele mostra que, mesmo neste ponto no aglomerado de estrelas, o céu teria um fundo escuro!


Abs.
Helio 



De: "Hélio Carvalho helicar_br@yahoo.com.br [ciencialist]" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quinta-feira, 11 de Setembro de 2014 22:30
Assunto: Re: [ciencialist] afinal, o paradoxo de Olbers nunca foi um paradoxo

 
Victor, Homero e todos,

Para completar MSG anterior

Um dos links recomendados na:
http://www.fisica.ufmg.br/~dsoares/cosmos/13/cosmos5.htm
tem algo que achei bem interessante.

Veja em:
André Tanus C. de Souza: A escuridão da noite - Um enigma do universo.
http://www.fisica.ufmg.br/~dsoares/ensino/1-09/andre-harrison.doc
Onde tem uma abordagem interessante sobre isto:

Atenção para um trecho que explica “A caixa de Harrison” que é o penúltimo parágrafo.

Uma outra discussão (tipo C-list) sobre o assunto em:
http://en.wikipedia.org/wiki/Talk%3AOlber's_paradox



Hélio

--------------------------------------------
Em qui, 11/9/14, Hélio Carvalho helicar_br@yahoo.com.br [ciencialist] <ciencialist@yahoogrupos.com.br> escreveu:

Assunto: Re: [ciencialist] afinal, o paradoxo de Olbers nunca foi um paradoxo
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Quinta-feira, 11 de Setembro de 2014, 13:39


Victor,



Este texto do Domingos Sávio é ótimo, mas mostrado deste
jeito fica muito difícil a leitura.

Além da perda da diagramação, as figuras se perdem neste
seu copyandpaste e o texto fica pobre.



É infinitamente melhor ler no original.

O link que você não colocou é:

http://www.fisica.ufmg.br/~dsoares/reino/noite.htm



Ver também:

http://www.fisica.ufmg.br/~dsoares/cosmos/13/cosmos5.htm

Onde tem outros links sobre o assunto.



Só para destacar a frase mais significativa deste texto que
você apresentou:

"A solução do 'paradoxo de Olbers' não
exclui a possibilidade de um universo infinito".

(Domingos S. L. Soares)



Hélio

SUBJECT: RES: [ciencialist] afinal, o paradoxo de Olbers nunca foi um paradoxo
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 26/01/2015 20:02

Ok, Hélio,

 

Muito acertados, seus comentários.

 

Boas leituras.

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 26 de janeiro de 2015 18:12
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] afinal, o paradoxo de Olbers nunca foi um paradoxo

 

 

Pessoal da C-list,

 

O Domingos Sávio publicou hoje mais um artigo sobre o "Paradoxo de Olbers" (noite escura):

 

 

 

 

 

 

COSMOS:26jan15

_____________________________________________26 de janeiro de 2015 Caros Amigos da Cosmologia, Mais uma vez abordo a questão da escuridão do céu noturno.

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Ele já tinha feito isto outras vezes e a última tinha sido em março de 2013,

 

 

 

 

 

 

COSMOS:15mar13

_____________________________________________15 de março de 2013 Caros Amigos da Cosmologia, Por que o céu é escuro à noite?

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E comentamos aqui em setembro de 2014.

 

Tem outro, anterior de 2008:

 

 

 

image

 

 

 

 

 

O enigma da escuridão do céu noturno

A escuridão da noite e o universo em que vivemos Domingos Sávio de Lima Soares 13 de março de 2008 Por que o céu é escuro à noite? O que este simples fato nos ensi...

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Nos artigos de 2008 e 2013 ele já tinha mostrado que um universo eterno e infinito, com as características médias observadas no nosso, o céu certamente teria um fundo escuro quando visto da Terra.

 

Ou seja: O fundo escuro não serve de prova que o universo é limitado no tempo e/ou no espaço.

 

Mas ele tinha colocado alguma dúvida sobre a visão a partir de um ponto dentro de um aglomerado de estrelas.

 

Nesta postagem atual, ele mostra que, mesmo neste ponto no aglomerado de estrelas, o céu teria um fundo escuro!

 

 

Abs.

Helio 

 

 


De: "Hélio Carvalho helicar_br@yahoo.com.br [ciencialist]" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quinta-feira, 11 de Setembro de 2014 22:30
Assunto: Re: [ciencialist] afinal, o paradoxo de Olbers nunca foi um paradoxo

 

 

Victor, Homero e todos,

Para completar MSG anterior

Um dos links recomendados na:
http://www.fisica.ufmg.br/~dsoares/cosmos/13/cosmos5.htm
tem algo que achei bem interessante.

Veja em:
André Tanus C. de Souza: A escuridão da noite - Um enigma do universo.
http://www.fisica.ufmg.br/~dsoares/ensino/1-09/andre-harrison.doc
Onde tem uma abordagem interessante sobre isto:

Atenção para um trecho que explica “A caixa de Harrison” que é o penúltimo parágrafo.

Uma outra discussão (tipo C-list) sobre o assunto em:
http://en.wikipedia.org/wiki/Talk%3AOlber's_paradox



Hélio

--------------------------------------------
Em qui, 11/9/14, Hélio Carvalho helicar_br@yahoo.com.br [ciencialist] <ciencialist@yahoogrupos.com.br> escreveu:

Assunto: Re: [ciencialist] afinal, o paradoxo de Olbers nunca foi um paradoxo
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Quinta-feira, 11 de Setembro de 2014, 13:39


Victor,



Este texto do Domingos Sávio é ótimo, mas mostrado deste
jeito fica muito difícil a leitura.

Além da perda da diagramação, as figuras se perdem neste
seu copyandpaste e o texto fica pobre.



É infinitamente melhor ler no original.

O link que você não colocou é:

http://www.fisica.ufmg.br/~dsoares/reino/noite.htm



Ver também:

http://www.fisica.ufmg.br/~dsoares/cosmos/13/cosmos5.htm

Onde tem outros links sobre o assunto.



Só para destacar a frase mais significativa deste texto que
você apresentou:

"A solução do 'paradoxo de Olbers' não
exclui a possibilidade de um universo infinito".

(Domingos S. L. Soares)



Hélio




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SUBJECT: Putin, Katy x Russia: é russo mesmo.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 26/01/2015 20:31

Putin, Katy x Russia: é russo mesmo.

Embora o assunto seja sobre história, não resisto em compartilhar o endereço a seguir, sobretudo para os que não acessam a UOL. Acredito que no universo de participantes  deste fórum haja pessoas que tiveram parentes trucidados por aqueles animais. Cuja sanha assassina  ainda persiste.  Tive um colega de trabalho que declarou, uma vez, numa discussão comigo, que não acreditava nesta besteira de holocausto, que tudo não passou de truques de americanos, etc. Bem, cortei relações com ele, definitivamente. Uma cara assim é perigoso, e não pode estar em nenhum meio humano e minimamente informado.

http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/the-new-york-times/2015/01/26/museu-de-auschwitz-tera-missao-de-explicar-as-novas-geracoes-o-que-aconteceu-la.htm

Mas a desculpa do Putin é furada. As relações entre Polônia e Russia não azedaram só por causa da Ucrânia. Há muitas décadas  que estão azedas, fedendo. Lembram-me de Katyn?   Pois é, ninguém foi punido por aquelas barbaridades.

Se alguém quiser reclamar de ofi  tópique, favor olhar para as últimas trocentas mensagens que por acá circularam!...

Victor.




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SUBJECT: Re: [ciencialist] Putin, Katy x Russia: é russo mesmo.
FROM: Hélio Carvalho <helicar_br@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 26/01/2015 21:49

Victor,

Isto é uma lista de ciências! (???)

...

Isto é uma lista de ciências? (!!!)

:-(

:-(

:-(

Helio



De: "'JVictor' j.victor.neto@uol.com.br [ciencialist]" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015 20:31
Assunto: [ciencialist] Putin, Katy x Russia: é russo mesmo.

 
Embora o assunto seja sobre história, não resisto em compartilhar o endereço a seguir, sobretudo para os que não acessam a UOL. Acredito que no universo de participantes  deste fórum haja pessoas que tiveram parentes trucidados por aqueles animais. Cuja sanha assassina  ainda persiste.  Tive um colega de trabalho que declarou, uma vez, numa discussão comigo, que não acreditava nesta besteira de holocausto, que tudo não passou de truques de americanos, etc. Bem, cortei relações com ele, definitivamente. Uma cara assim é perigoso, e não pode estar em nenhum meio humano e minimamente informado.
Mas a desculpa do Putin é furada. As relações entre Polônia e Russia não azedaram só por causa da Ucrânia. Há muitas décadas  que estão azedas, fedendo. Lembram-me de Katyn?   Pois é, ninguém foi punido por aquelas barbaridades.
Se alguém quiser reclamar de ofi  tópique, favor olhar para as últimas trocentas mensagens que por acá circularam!...
Victor.



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SUBJECT: Descobri o que a ciência não é!
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 26/01/2015 22:38

Em 2012, quando entrei no ciencialist comecei uma pesquisa para construir uma definição de ciência com a ajuda dos abnegados membros do grupo. Depois de muita pesquisa dentro e fora do grupo fiz uma relação de 24 definições, que estão aí embaixo. Inaugurei o brainstorm falando a bobagem segundo a qual a ciência é um método.  Como se tratava de um brainstorm, creio que posso ser perdoado por ter falado essa bobagem.  Em novembro de 2014 voltei ao ciencialist para continuar a pesquisa com o mesmo objetivo de construir uma definição para o termo ciência. Nos últimos 60 dias me deparei com muitas novas definições encontradas em vários livros e artigos, e que ainda não foram listadas. Eis que hoje, de repente, não mais que de repente, tive um lampejo, estalo, insight ou intuição e descobri o que a ciência não é. Essa descoberta já me permite, espero, chegar a uma definição de ciência.
Das 24 definições (ou conceitos) apresentados abaixo, só consegui encontrar traços semânticos para uma definição de ciência em 2 definições. Esses traços se expressaram nestas palavras
 
a) Ciência é processo ( Alberto de Mesquita Filho)
b) A régua e o relógio são apenas instrumentos para comprovar a ciência que foi feita abstratamente no cérebro ( Luiz Eduardo)   
 
No caminho da definição de ciência encontrei este aviso: “afaste-se de todas as formas de racionalização e concretude! O caminho da ciência está pavimentado de coisas abstratas, invisíveis e inesperadas”
 
Eu não sei o que é ciência mas já sei o que ela não é!
Sei também que a imaginação é pré-requisito fundamental da criação cientifica, como disse Einstein:  “A imaginação é mais importante que o conhecimento” – às vezes, né?
 
MC
Ps. Minhas hipóteses:
 
a) Ciência não é conhecimento, não é método.
b) É um processo não rigoroso que gera conhecimento dotado do máximo possível de rigor.
c) O conhecimento é resultado do processo e não deve ser confundido com o processo.
d)Todo conhecimento é cientifico. Não existe conhecimento artístico, religioso ou matemático e sim conhecimento que tem como objeto a arte, a religião ou a matemática.
e) Através de suas descobertas a ciência acrescenta novos conhecimentos sobre a arte, a religião ou a matemática. A afirmativa de que existe o conhecimento religioso é um contra-senso. Crença não é conhecimento. Descrença também não.
f) Um novo conhecimento não modifica a essência do conhecimento antigo. Se o conhecimento antigo foi rejeitado é porque não era um conhecimento. O conhecimento é um processo evolutivo que mantém as suas raízes. Da mesma forma que o todo está contido em suas partes, o conhecimento está contido em suas raízes.
 
===========================
 
 
1. Mtnos Calil   
Ciência é um método de aproximações sucessivas da realidade (ou da verdade).
 
2. Homero
Ciência é um método de gerar conhecimento confiável e embasado. Esse método pode variar, dentro de limites, conforme a área de estudo, sua natureza (mais ou menos concreta ou abstrata) e seu alcance.
 
3. Alberto Mesquita Filho  
Ciência é o processo pelo qual o homem se relaciona com os fenômenos universais que se sujeitam a esta regra científica fundamental: se em dadas condições, um determinado fenômeno, sempre que pesquisado, se repetiu, é de se admitir que em futuras verificações o mesmo suceda.
 
4. Pesky Bee
Ciência é uma metodologia de geração de modelos informacionais abstratos (matemáticos, textuais, diagramáticos) que precisam ser submetidos à confrontação e refutação empírica e que buscam coerência, parcimônia e abrangência.
 
5. Léo-Luiz Ferraz Neto  
Ciência, como um todo, é conhecimento organizado (isto é, ordenado e estruturado. Cada ciência particular é, em seu setor, a totalidade dos conhecimentos ordenados e relacionados uns com os outros segundo critérios coerentes e geralmente aceitos. A ciência pressupõe regularidade na natureza, isto é, relação recíproca e invariável dos elementos que participam dos fenômenos (lógica; causalidade ou determinismo; probabilidade); por isso toda ciência se compõe de conhecimentos fundamentados (o que não significa que sejam imutáveis) e que permitem previsões. Ciência tem estrutura, e nisso ela se distingue essencialmente de mera soma de informações, amontoado de fatos, mesmo que sejam ordenados. A estrutura decorre da uniformidade da natureza.
 
6. Victor        
Ciência é tudo que se pode medir com réguas e relógios.
 
7. Luiz Eduardo  - A régua e o relógio são apenas instrumentos para comprovar a ciência que foi feita abstratamente no cérebro.
 
8. Oxford American Dictionary     
Ciência é a atividade intelectual e prática que abarca a estrutura e o comportamento do mundo físico e do natural, por meio da observação e da experimentação.
 
9. Gercinaldo Moura           
Ramo do conhecimento sistematizado e organizado por princípios rígidos e regras específicas, seguindo uma metodologia cuidadosa de modo a obter resultados extremamente confiáveis e capaz de compreender, explicar e possivelmente reproduzir os fenômenos que se propõe a estudar.
 
10. G. Myrdal
A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado.
 
11. Thomas Khun
Ciência normal é a pesquisa  firmemente baseada em uma ou mais realizações cientificas passadas.
 
12. Poincaré             
A ciência é construída de fatos, como uma casa é de pedras.
 
 
13. Wikipédia
Em sentido amplo, ciência (do latim scientia, traduzido por "conhecimento") refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemáticos.      

14.Wikipédia 
Em sentido estrito, ciência refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tais pesquisas.
 
15.Wikipédia 
A ciência é o conhecimento ou um sistema de conhecimentos que abarca verdades gerais ou a operação de leis gerais especialmente obtidas e testadas através do método científico.
 
16. Bertrand Russel
Ciência é o que você sabe. Filosofia é o que você não sabe!
 
17. Albert Einstein
A ciência só pode determinar o que é, não o que 'deve ser', e fora de seu domínio permanece a necessidade de juízos de valor de todos os tipos.
 
18. Michel Blay
A ciência é o conhecimento claro e evidente de algo, fundado quer sobre princípios evidentes e demonstrações, quer sobre raciocínios experimentais, ou ainda sobre a análise das sociedades e dos fatos humanos.
 
19. Ander-Egg         
A ciência é um conjunto de conhecimentos racionais, certos ou prováveis, obtidos metodicamente, sistematizados e verificáveis,
que fazem referência a objetos de uma mesma natureza.
 
20.Trujillo Ferrari    
A ciência é todo um conjunto de atitudes e atividades racionais, dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado, capaz de ser submetido à verificação.
 
21. Anônimo
A ciência é um tipo de saber que estabelece objetividade de validade universal. Objetividade significa que as pessoas referem-se do mesmo modo a aspectos da realidade ou fenômenos de outra índole.
 
22.Anônimo  
A ciência é uma atividade que se propõe a demonstrar a verdade dos fatos experimentais e suas aplicações práticas.
 
23. Anônimo 
A ciência se caracteriza pelo conhecimento racional, sistemático, exato, verificável e, por conseguinte, falível.
           
24.Jacques Barzun                         
A ciência é, no mais estrito e melhor dos sentidos, uma gloriosa diversão.



SUBJECT: A neurobiologia e o Centro NeutroMat
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 27/01/2015 07:25

A neurobiologia e o Centro NeutroMat

Este artigo é de julho/14, e não lembro seo  reencaminhei  para vocês.  Não pesquisei a quantas andam as pesquisas, atualmente.

O vídeo é bastante esclarecedor. 

 

http://revistapesquisa.fapesp.br/2014/07/16/conexoes-dinamicas-2/

Sds,

Victor.




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SUBJECT: Re: [ciencialist] Descobri o que a ciência não é!
FROM: Aline Santos <haline_santos@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 27/01/2015 08:39

nossa! adorei essa coletânea de definições para ciência.
 ;)


De: "Mtnos Calil" mtnoscalil@terra.com.br [ciencialist]" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015 21:38
Assunto: [ciencialist] Descobri o que a ciência não é!



Em 2012, quando entrei no ciencialist comecei uma pesquisa para construir uma definição de ciência com a ajuda dos abnegados membros do grupo. Depois de muita pesquisa dentro e fora do grupo fiz uma relação de 24 definições, que estão aí embaixo. Inaugurei o brainstorm falando a bobagem segundo a qual a ciência é um método.  Como se tratava de um brainstorm, creio que posso ser perdoado por ter falado essa bobagem.  Em novembro de 2014 voltei ao ciencialist para continuar a pesquisa com o mesmo objetivo de construir uma definição para o termo ciência. Nos últimos 60 dias me deparei com muitas novas definições encontradas em vários livros e artigos, e que ainda não foram listadas. Eis que hoje, de repente, não mais que de repente, tive um lampejo, estalo, insight ou intuição e descobri o que a ciência não é. Essa descoberta já me permite, espero, chegar a uma definição de ciência.
Das 24 definições (ou conceitos) apresentados abaixo, só consegui encontrar traços semânticos para uma definição de ciência em 2 definições. Esses traços se expressaram nestas palavras
 
a) Ciência é processo ( Alberto de Mesquita Filho)
b) A régua e o relógio são apenas instrumentos para comprovar a ciência que foi feita abstratamente no cérebro ( Luiz Eduardo)   
 
No caminho da definição de ciência encontrei este aviso: “afaste-se de todas as formas de racionalização e concretude! O caminho da ciência está pavimentado de coisas abstratas, invisíveis e inesperadas”
 
Eu não sei o que é ciência mas já sei o que ela não é!
Sei também que a imaginação é pré-requisito fundamental da criação cientifica, como disse Einstein:  “A imaginação é mais importante que o conhecimento” – às vezes, né?
 
MC
Ps. Minhas hipóteses:
 
a) Ciência não é conhecimento, não é método.
b) É um processo não rigoroso que gera conhecimento dotado do máximo possível de rigor.
c) O conhecimento é resultado do processo e não deve ser confundido com o processo.
d)Todo conhecimento é cientifico. Não existe conhecimento artístico, religioso ou matemático e sim conhecimento que tem como objeto a arte, a religião ou a matemática.
e) Através de suas descobertas a ciência acrescenta novos conhecimentos sobre a arte, a religião ou a matemática. A afirmativa de que existe o conhecimento religioso é um contra-senso. Crença não é conhecimento. Descrença também não.
f) Um novo conhecimento não modifica a essência do conhecimento antigo. Se o conhecimento antigo foi rejeitado é porque não era um conhecimento. O conhecimento é um processo evolutivo que mantém as suas raízes. Da mesma forma que o todo está contido em suas partes, o conhecimento está contido em suas raízes.
 
===========================
 
 
1. Mtnos Calil   
Ciência é um método de aproximações sucessivas da realidade (ou da verdade).
 
2. Homero
Ciência é um método de gerar conhecimento confiável e embasado. Esse método pode variar, dentro de limites, conforme a área de estudo, sua natureza (mais ou menos concreta ou abstrata) e seu alcance.
 
3. Alberto Mesquita Filho  
Ciência é o processo pelo qual o homem se relaciona com os fenômenos universais que se sujeitam a esta regra científica fundamental: se em dadas condições, um determinado fenômeno, sempre que pesquisado, se repetiu, é de se admitir que em futuras verificações o mesmo suceda.
 
4. Pesky Bee
Ciência é uma metodologia de geração de modelos informacionais abstratos (matemáticos, textuais, diagramáticos) que precisam ser submetidos à confrontação e refutação empírica e que buscam coerência, parcimônia e abrangência.
 
5. Léo-Luiz Ferraz Neto  
Ciência, como um todo, é conhecimento organizado (isto é, ordenado e estruturado. Cada ciência particular é, em seu setor, a totalidade dos conhecimentos ordenados e relacionados uns com os outros segundo critérios coerentes e geralmente aceitos. A ciência pressupõe regularidade na natureza, isto é, relação recíproca e invariável dos elementos que participam dos fenômenos (lógica; causalidade ou determinismo; probabilidade); por isso toda ciência se compõe de conhecimentos fundamentados (o que não significa que sejam imutáveis) e que permitem previsões. Ciência tem estrutura, e nisso ela se distingue essencialmente de mera soma de informações, amontoado de fatos, mesmo que sejam ordenados. A estrutura decorre da uniformidade da natureza.
 
6. Victor        
Ciência é tudo que se pode medir com réguas e relógios.
 
7. Luiz Eduardo  - A régua e o relógio são apenas instrumentos para comprovar a ciência que foi feita abstratamente no cérebro.
 
8. Oxford American Dictionary     
Ciência é a atividade intelectual e prática que abarca a estrutura e o comportamento do mundo físico e do natural, por meio da observação e da experimentação.
 
9. Gercinaldo Moura           
Ramo do conhecimento sistematizado e organizado por princípios rígidos e regras específicas, seguindo uma metodologia cuidadosa de modo a obter resultados extremamente confiáveis e capaz de compreender, explicar e possivelmente reproduzir os fenômenos que se propõe a estudar.
 
10. G. Myrdal
A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado.
 
11. Thomas Khun
Ciência normal é a pesquisa  firmemente baseada em uma ou mais realizações cientificas passadas.
 
12. Poincaré             
A ciência é construída de fatos, como uma casa é de pedras.
 
 
13. Wikipédia
Em sentido amplo, ciência (do latim scientia, traduzido por "conhecimento") refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemáticos.      

14.Wikipédia 
Em sentido estrito, ciência refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tais pesquisas.
 
15.Wikipédia 
A ciência é o conhecimento ou um sistema de conhecimentos que abarca verdades gerais ou a operação de leis gerais especialmente obtidas e testadas através do método científico.
 
16. Bertrand Russel
Ciência é o que você sabe. Filosofia é o que você não sabe!
 
17. Albert Einstein
A ciência só pode determinar o que é, não o que 'deve ser', e fora de seu domínio permanece a necessidade de juízos de valor de todos os tipos.
 
18. Michel Blay
A ciência é o conhecimento claro e evidente de algo, fundado quer sobre princípios evidentes e demonstrações, quer sobre raciocínios experimentais, ou ainda sobre a análise das sociedades e dos fatos humanos.
 
19. Ander-Egg         
A ciência é um conjunto de conhecimentos racionais, certos ou prováveis, obtidos metodicamente, sistematizados e verificáveis,
que fazem referência a objetos de uma mesma natureza.
 
20.Trujillo Ferrari    
A ciência é todo um conjunto de atitudes e atividades racionais, dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado, capaz de ser submetido à verificação.
 
21. Anônimo
A ciência é um tipo de saber que estabelece objetividade de validade universal. Objetividade significa que as pessoas referem-se do mesmo modo a aspectos da realidade ou fenômenos de outra índole.
 
22.Anônimo  
A ciência é uma atividade que se propõe a demonstrar a verdade dos fatos experimentais e suas aplicações práticas.
 
23. Anônimo 
A ciência se caracteriza pelo conhecimento racional, sistemático, exato, verificável e, por conseguinte, falível.
           
24.Jacques Barzun                         
A ciência é, no mais estrito e melhor dos sentidos, uma gloriosa diversão.







SUBJECT: Re: [ciencialist] Descobri o que a ciência não é!
FROM: "Pesky Bee" <peskybee2@gmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 27/01/2015 10:31

Tem um tal de Pesky Bee que deu uma definição bem
legalzinha de ciência. Peraí... esse cara sou eu!
Que bom que é concordar consigo mesmo!
 
*PB*
 
 
Sent: Monday, January 26, 2015 10:38 PM
Subject: [ciencialist] Descobri o que a ciência não é!
 


Em 2012, quando entrei no ciencialist comecei uma pesquisa para construir uma definição de ciência com a ajuda dos abnegados membros do grupo. Depois de muita pesquisa dentro e fora do grupo fiz uma relação de 24 definições, que estão aí embaixo. Inaugurei o brainstorm falando a bobagem segundo a qual a ciência é um método.  Como se tratava de um brainstorm, creio que posso ser perdoado por ter falado essa bobagem.  Em novembro de 2014 voltei ao ciencialist para continuar a pesquisa com o mesmo objetivo de construir uma definição para o termo ciência. Nos últimos 60 dias me deparei com muitas novas definições encontradas em vários livros e artigos, e que ainda não foram listadas. Eis que hoje, de repente, não mais que de repente, tive um lampejo, estalo, insight ou intuição e descobri o que a ciência não é. Essa descoberta já me permite, espero, chegar a uma definição de ciência.
Das 24 definições (ou conceitos) apresentados abaixo, só consegui encontrar traços semânticos para uma definição de ciência em 2 definições. Esses traços se expressaram nestas palavras
 
a) Ciência é processo ( Alberto de Mesquita Filho)
b) A régua e o relógio são apenas instrumentos para comprovar a ciência que foi feita abstratamente no cérebro ( Luiz Eduardo)  
 
No caminho da definição de ciência encontrei este aviso: “afaste-se de todas as formas de racionalização e concretude! O caminho da ciência está pavimentado de coisas abstratas, invisíveis e inesperadas”
 
Eu não sei o que é ciência mas já sei o que ela não é!
Sei também que a imaginação é pré-requisito fundamental da criação cientifica, como disse Einstein:  “A imaginação é mais importante que o conhecimento” – às vezes, né?
 
MC
Ps. Minhas hipóteses:
 
a) Ciência não é conhecimento, não é método.
b) É um processo não rigoroso que gera conhecimento dotado do máximo possível de rigor.
c) O conhecimento é resultado do processo e não deve ser confundido com o processo.
d)Todo conhecimento é cientifico. Não existe conhecimento artístico, religioso ou matemático e sim conhecimento que tem como objeto a arte, a religião ou a matemática.
e) Através de suas descobertas a ciência acrescenta novos conhecimentos sobre a arte, a religião ou a matemática. A afirmativa de que existe o conhecimento religioso é um contra-senso. Crença não é conhecimento. Descrença também não.
f) Um novo conhecimento não modifica a essência do conhecimento antigo. Se o conhecimento antigo foi rejeitado é porque não era um conhecimento. O conhecimento é um processo evolutivo que mantém as suas raízes. Da mesma forma que o todo está contido em suas partes, o conhecimento está contido em suas raízes.
 
===========================
 
 
1. Mtnos Calil   
Ciência é um método de aproximações sucessivas da realidade (ou da verdade).
 
2. Homero
Ciência é um método de gerar conhecimento confiável e embasado. Esse método pode variar, dentro de limites, conforme a área de estudo, sua natureza (mais ou menos concreta ou abstrata) e seu alcance.
 
3. Alberto Mesquita Filho  
Ciência é o processo pelo qual o homem se relaciona com os fenômenos universais que se sujeitam a esta regra científica fundamental: se em dadas condições, um determinado fenômeno, sempre que pesquisado, se repetiu, é de se admitir que em futuras verificações o mesmo suceda.
 
4. Pesky Bee
Ciência é uma metodologia de geração de modelos informacionais abstratos (matemáticos, textuais, diagramáticos) que precisam ser submetidos à confrontação e refutação empírica e que buscam coerência, parcimônia e abrangência.
 
5. Léo-Luiz Ferraz Neto 
Ciência, como um todo, é conhecimento organizado (isto é, ordenado e estruturado. Cada ciência particular é, em seu setor, a totalidade dos conhecimentos ordenados e relacionados uns com os outros segundo critérios coerentes e geralmente aceitos. A ciência pressupõe regularidade na natureza, isto é, relação recíproca e invariável dos elementos que participam dos fenômenos (lógica; causalidade ou determinismo; probabilidade); por isso toda ciência se compõe de conhecimentos fundamentados (o que não significa que sejam imutáveis) e que permitem previsões. Ciência tem estrutura, e nisso ela se distingue essencialmente de mera soma de informações, amontoado de fatos, mesmo que sejam ordenados. A estrutura decorre da uniformidade da natureza.
 
6. Victor        
Ciência é tudo que se pode medir com réguas e relógios.
 
7. Luiz Eduardo  - A régua e o relógio são apenas instrumentos para comprovar a ciência que foi feita abstratamente no cérebro.
 
8. Oxford American Dictionary     
Ciência é a atividade intelectual e prática que abarca a estrutura e o comportamento do mundo físico e do natural, por meio da observação e da experimentação.
 
9. Gercinaldo Moura           
Ramo do conhecimento sistematizado e organizado por princípios rígidos e regras específicas, seguindo uma metodologia cuidadosa de modo a obter resultados extremamente confiáveis e capaz de compreender, explicar e possivelmente reproduzir os fenômenos que se propõe a estudar.
 
10. G. Myrdal
A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado.
 
11. Thomas Khun
Ciência normal é a pesquisa  firmemente baseada em uma ou mais realizações cientificas passadas.
 
12. Poincaré             
A ciência é construída de fatos, como uma casa é de pedras.
 
 
13. Wikipédia
Em sentido amplo, ciência (do latim scientia, traduzido por "conhecimento") refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemáticos.      

14.Wikipédia 
Em sentido estrito, ciência refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tais pesquisas.
 
15.Wikipédia 
A ciência é o conhecimento ou um sistema de conhecimentos que abarca verdades gerais ou a operação de leis gerais especialmente obtidas e testadas através do método científico.
 
16. Bertrand Russel
Ciência é o que você sabe. Filosofia é o que você não sabe!
 
17. Albert Einstein
A ciência só pode determinar o que é, não o que 'deve ser', e fora de seu domínio permanece a necessidade de juízos de valor de todos os tipos.
 
18. Michel Blay
A ciência é o conhecimento claro e evidente de algo, fundado quer sobre princípios evidentes e demonstrações, quer sobre raciocínios experimentais, ou ainda sobre a análise das sociedades e dos fatos humanos.
 
19. Ander-Egg         
A ciência é um conjunto de conhecimentos racionais, certos ou prováveis, obtidos metodicamente, sistematizados e verificáveis,
que fazem referência a objetos de uma mesma natureza.
 
20.Trujillo Ferrari    
A ciência é todo um conjunto de atitudes e atividades racionais, dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado, capaz de ser submetido à verificação.
 
21. Anônimo
A ciência é um tipo de saber que estabelece objetividade de validade universal. Objetividade significa que as pessoas referem-se do mesmo modo a aspectos da realidade ou fenômenos de outra índole.
 
22.Anônimo  
A ciência é uma atividade que se propõe a demonstrar a verdade dos fatos experimentais e suas aplicações práticas.
 
23. Anônimo 
A ciência se caracteriza pelo conhecimento racional, sistemático, exato, verificável e, por conseguinte, falível.
          
24.Jacques Barzun                         
A ciência é, no mais estrito e melhor dos sentidos, uma gloriosa diversão.



SUBJECT: Re: Re: [ciencialist] Descobri o que a ciência não é!
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 27/01/2015 11:31


PB : "Ciência é uma metodologia de geração de modelos informacionais abstratos (matemáticos, textuais, diagramáticos) que precisam ser submetidos à confrontação e refutação empírica e que buscam coerência, parcimônia e abrangência."

Olá PB
Desculpe interromper o seu prazer de concordar consigo mesmo.
Mas eu só queria entender...
E para entender a sua definição de ciência, eu precisaria saber qual é signficado que você está atribuindo a estes termos:

a) metodologia
b) modelo
c) modelo informacional

Existe algum espaço para a imaginação na sua definição de ciência?
Se possivel gostaria também de saber qual é o significado atribuido ao termo parcimônia que parece não combinar com abrangência.

Thanks a lot
MC

Ps. A discordância é um dos alimentos mais férteis da ciência.

Em Ter 27/01/15 10:31, Pesky Bee peskybee2@gmail.com [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 

Tem um tal de Pesky Bee que deu uma definição bem
legalzinha de ciência. Peraí... esse cara sou eu!
Que bom que é concordar consigo mesmo!
*PB*
Sent: Monday, January 26, 2015 10:38 PM
Subject: [ciencialist] Descobri o que a ciência não é!


Em 2012, quando entrei no ciencialist comecei uma pesquisa para construir uma definição de ciência com a ajuda dos abnegados membros do grupo. Depois de muita pesquisa dentro e fora do grupo fiz uma relação de 24 definições, que estão aí embaixo. Inaugurei o brainstorm falando a bobagem segundo a qual a ciência é um método.  Como se tratava de um brainstorm, creio que posso ser perdoado por ter falado essa bobagem.  Em novembro de 2014 voltei ao ciencialist para continuar a pesquisa com o mesmo objetivo de construir uma definição para o termo ciência. Nos últimos 60 dias me deparei com muitas novas definições encontradas em vários livros e artigos, e que ainda não foram listadas. Eis que hoje, de repente, não mais que de repente, tive um lampejo, estalo, insight ou intuição e descobri o que a ciência não é. Essa descoberta já me permite, espero, chegar a uma definição de ciência.
Das 24 definições (ou conceitos) apresentados abaixo, só consegui encontrar traços semânticos para uma definição de ciência em 2 definições. Esses traços se expressaram nestas palavras
 
a) Ciência é processo ( Alberto de Mesquita Filho)
b) A régua e o relógio são apenas instrumentos para comprovar a ciência que foi feita abstratamente no cérebro ( Luiz Eduardo)  
 
No caminho da definição de ciência encontrei este aviso: “afaste-se de todas as formas de racionalização e concretude! O caminho da ciência está pavimentado de coisas abstratas, invisíveis e inesperadas”
 
Eu não sei o que é ciência mas já sei o que ela não é!
Sei também que a imaginação é pré-requisito fundamental da criação cientifica, como disse Einstein:  “A imaginação é mais importante que o conhecimento” – às vezes, né?
 
MC
Ps. Minhas hipóteses:
 
a) Ciência não é conhecimento, não é método.
b) É um processo não rigoroso que gera conhecimento dotado do máximo possível de rigor.
c) O conhecimento é resultado do processo e não deve ser confundido com o processo.
d)Todo conhecimento é cientifico. Não existe conhecimento artístico, religioso ou matemático e sim conhecimento que tem como objeto a arte, a religião ou a matemática.
e) Através de suas descobertas a ciência acrescenta novos conhecimentos sobre a arte, a religião ou a matemática. A afirmativa de que existe o conhecimento religioso é um contra-senso. Crença não é conhecimento. Descrença também não.
f) Um novo conhecimento não modifica a essência do conhecimento antigo. Se o conhecimento antigo foi rejeitado é porque não era um conhecimento. O conhecimento é um processo evolutivo que mantém as suas raízes. Da mesma forma que o todo está contido em suas partes, o conhecimento está contido em suas raízes.
 
===========================
 
 
1. Mtnos Calil   
Ciência é um método de aproximações sucessivas da realidade (ou da verdade).
 
2. Homero
Ciência é um método de gerar conhecimento confiável e embasado. Esse método pode variar, dentro de limites, conforme a área de estudo, sua natureza (mais ou menos concreta ou abstrata) e seu alcance.
 
3. Alberto Mesquita Filho  
Ciência é o processo pelo qual o homem se relaciona com os fenômenos universais que se sujeitam a esta regra científica fundamental: se em dadas condições, um determinado fenômeno, sempre que pesquisado, se repetiu, é de se admitir que em futuras verificações o mesmo suceda.
 
4. Pesky Bee
Ciência é uma metodologia de geração de modelos informacionais abstratos (matemáticos, textuais, diagramáticos) que precisam ser submetidos à confrontação e refutação empírica e que buscam coerência, parcimônia e abrangência.
 
5. Léo-Luiz Ferraz Neto 
Ciência, como um todo, é conhecimento organizado (isto é, ordenado e estruturado. Cada ciência particular é, em seu setor, a totalidade dos conhecimentos ordenados e relacionados uns com os outros segundo critérios coerentes e geralmente aceitos. A ciência pressupõe regularidade na natureza, isto é, relação recíproca e invariável dos elementos que participam dos fenômenos (lógica; causalidade ou determinismo; probabilidade); por isso toda ciência se compõe de conhecimentos fundamentados (o que não significa que sejam imutáveis) e que permitem previsões. Ciência tem estrutura, e nisso ela se distingue essencialmente de mera soma de informações, amontoado de fatos, mesmo que sejam ordenados. A estrutura decorre da uniformidade da natureza.
 
6. Victor        
Ciência é tudo que se pode medir com réguas e relógios.
 
7. Luiz Eduardo  - A régua e o relógio são apenas instrumentos para comprovar a ciência que foi feita abstratamente no cérebro.
 
8. Oxford American Dictionary     
Ciência é a atividade intelectual e prática que abarca a estrutura e o comportamento do mundo físico e do natural, por meio da observação e da experimentação.
 
9. Gercinaldo Moura           
Ramo do conhecimento sistematizado e organizado por princípios rígidos e regras específicas, seguindo uma metodologia cuidadosa de modo a obter resultados extremamente confiáveis e capaz de compreender, explicar e possivelmente reproduzir os fenômenos que se propõe a estudar.
 
10. G. Myrdal
A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado.
 
11. Thomas Khun
Ciência normal é a pesquisa  firmemente baseada em uma ou mais realizações cientificas passadas.
 
12. Poincaré             
A ciência é construída de fatos, como uma casa é de pedras.
 
 
13. Wikipédia
Em sentido amplo, ciência (do latim scientia, traduzido por "conhecimento") refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemáticos.      

14.Wikipédia 
Em sentido estrito, ciência refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tais pesquisas.
 
15.Wikipédia 
A ciência é o conhecimento ou um sistema de conhecimentos que abarca verdades gerais ou a operação de leis gerais especialmente obtidas e testadas através do método científico.
 
16. Bertrand Russel
Ciência é o que você sabe. Filosofia é o que você não sabe!
 
17. Albert Einstein
A ciência só pode determinar o que é, não o que 'deve ser', e fora de seu domínio permanece a necessidade de juízos de valor de todos os tipos.
 
18. Michel Blay
A ciência é o conhecimento claro e evidente de algo, fundado quer sobre princípios evidentes e demonstrações, quer sobre raciocínios experimentais, ou ainda sobre a análise das sociedades e dos fatos humanos.
 
19. Ander-Egg         
A ciência é um conjunto de conhecimentos racionais, certos ou prováveis, obtidos metodicamente, sistematizados e verificáveis,
que fazem referência a objetos de uma mesma natureza.
 
20.Trujillo Ferrari    
A ciência é todo um conjunto de atitudes e atividades racionais, dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado, capaz de ser submetido à verificação.
 
21. Anônimo
A ciência é um tipo de saber que estabelece objetividade de validade universal. Objetividade significa que as pessoas referem-se do mesmo modo a aspectos da realidade ou fenômenos de outra índole.
 
22.Anônimo  
A ciência é uma atividade que se propõe a demonstrar a verdade dos fatos experimentais e suas aplicações práticas.
 
23. Anônimo 
A ciência se caracteriza pelo conhecimento racional, sistemático, exato, verificável e, por conseguinte, falível.
          
24.Jacques Barzun                         
A ciência é, no mais estrito e melhor dos sentidos, uma gloriosa diversão.



SUBJECT: Re: [ciencialist] Descobri o que a ciência não é!
FROM: <oraculo@atibaia.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 27/01/2015 11:54

Recursão infinita. Usando um termo da ciência da computação (que é ciência.:- ), informo que esta discussão entrou em recursão infinita há um longo tempo.
 
Como TODO termo é, em alguma medida, passível de ser abordado de diferentes formas ou alcance, como TODA definição não é final, mas tem valor prático (comunicar com o máximo de precisão, sem ser perfeita ou absoluta, dentro do assunto que se discute), é possível ficar eternamente fingindo “debater” os termos usados pelo interlocutor, sem jamais, jamais, chegar a lugar algum. E no processo parecer que se está tratando de grandes e importantes questões.:-)
 
Em filosofia esse defeito lógico tem um nome técnico, “embromation”, e sua definição mais precisa, “tertúlias flácidas para adormecer bovinos”. Separar cada termo usado pelo interlocutar, e “pedir esclarecimento”, resulta em uma recursão infinita, quase sempre circular, e sem propósito real, que não seja prolongar o agoniante debate para muito além de qualquer utilidade, eficácia ou sentido.
 
A discordância, sem sentido ou finalidade, é um dos mais tantalizantes mecanismos de fuga lógica jamais utilizado em discussões racionais.
 
Claro que depende do que quero dizer com “discordância”, qual o sentido de “mecanismos”, como defino “fuga” e “lógica”, e qual a natureza de meu entendimento de “finalidade”.:- )
 
Um abraço.
 
Homero
 
 
 
 
Sent: Tuesday, January 27, 2015 11:31 AM
Subject: Re: Re: [ciencialist] Descobri o que a ciência não é!
 
 


PB : "Ciência é uma metodologia de geração de modelos informacionais abstratos (matemáticos, textuais, diagramáticos) que precisam ser submetidos à confrontação e refutação empírica e que buscam coerência, parcimônia e abrangência."

Olá PB
Desculpe interromper o seu prazer de concordar consigo mesmo.
Mas eu só queria entender...
E para entender a sua definição de ciência, eu precisaria saber qual é signficado que você está atribuindo a estes termos:

a) metodologia
b) modelo
c) modelo informacional

Existe algum espaço para a imaginação na sua definição de ciência?
Se possivel gostaria também de saber qual é o significado atribuido ao termo parcimônia que parece não combinar com abrangência.

Thanks a lot
MC

Ps. A discordância é um dos alimentos mais férteis da ciência.

Em Ter 27/01/15 10:31, Pesky Bee peskybee2@gmail.com [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 
Tem um tal de Pesky Bee que deu uma definição bem
legalzinha de ciência. Peraí... esse cara sou eu!
Que bom que é concordar consigo mesmo!
*PB*
Sent: Monday, January 26, 2015 10:38 PM
Subject: [ciencialist] Descobri o que a ciência não é!


Em 2012, quando entrei no ciencialist comecei uma pesquisa para construir uma definição de ciência com a ajuda dos abnegados membros do grupo. Depois de muita pesquisa dentro e fora do grupo fiz uma relação de 24 definições, que estão aí embaixo. Inaugurei o brainstorm falando a bobagem segundo a qual a ciência é um método.  Como se tratava de um brainstorm, creio que posso ser perdoado por ter falado essa bobagem.  Em novembro de 2014 voltei ao ciencialist para continuar a pesquisa com o mesmo objetivo de construir uma definição para o termo ciência. Nos últimos 60 dias me deparei com muitas novas definições encontradas em vários livros e artigos, e que ainda não foram listadas. Eis que hoje, de repente, não mais que de repente, tive um lampejo, estalo, insight ou intuição e descobri o que a ciência não é. Essa descoberta já me permite, espero, chegar a uma definição de ciência.
Das 24 definições (ou conceitos) apresentados abaixo, só consegui encontrar traços semânticos para uma definição de ciência em 2 definições. Esses traços se expressaram nestas palavras
 
a) Ciência é processo ( Alberto de Mesquita Filho)
b) A régua e o relógio são apenas instrumentos para comprovar a ciência que foi feita abstratamente no cérebro ( Luiz Eduardo)  
 
No caminho da definição de ciência encontrei este aviso: “afaste-se de todas as formas de racionalização e concretude! O caminho da ciência está pavimentado de coisas abstratas, invisíveis e inesperadas”
 
Eu não sei o que é ciência mas já sei o que ela não é!
Sei também que a imaginação é pré-requisito fundamental da criação cientifica, como disse Einstein:  “A imaginação é mais importante que o conhecimento” – às vezes, né?
 
MC
Ps. Minhas hipóteses:
 
a) Ciência não é conhecimento, não é método.
b) É um processo não rigoroso que gera conhecimento dotado do máximo possível de rigor.
c) O conhecimento é resultado do processo e não deve ser confundido com o processo.
d)Todo conhecimento é cientifico. Não existe conhecimento artístico, religioso ou matemático e sim conhecimento que tem como objeto a arte, a religião ou a matemática.
e) Através de suas descobertas a ciência acrescenta novos conhecimentos sobre a arte, a religião ou a matemática. A afirmativa de que existe o conhecimento religioso é um contra-senso. Crença não é conhecimento. Descrença também não.
f) Um novo conhecimento não modifica a essência do conhecimento antigo. Se o conhecimento antigo foi rejeitado é porque não era um conhecimento. O conhecimento é um processo evolutivo que mantém as suas raízes. Da mesma forma que o todo está contido em suas partes, o conhecimento está contido em suas raízes.
 
===========================
 
 
1. Mtnos Calil   
Ciência é um método de aproximações sucessivas da realidade (ou da verdade).
 
2. Homero
Ciência é um método de gerar conhecimento confiável e embasado. Esse método pode variar, dentro de limites, conforme a área de estudo, sua natureza (mais ou menos concreta ou abstrata) e seu alcance.
 
3. Alberto Mesquita Filho  
Ciência é o processo pelo qual o homem se relaciona com os fenômenos universais que se sujeitam a esta regra científica fundamental: se em dadas condições, um determinado fenômeno, sempre que pesquisado, se repetiu, é de se admitir que em futuras verificações o mesmo suceda.
 
4. Pesky Bee
Ciência é uma metodologia de geração de modelos informacionais abstratos (matemáticos, textuais, diagramáticos) que precisam ser submetidos à confrontação e refutação empírica e que buscam coerência, parcimônia e abrangência.
 
5. Léo-Luiz Ferraz Neto 
Ciência, como um todo, é conhecimento organizado (isto é, ordenado e estruturado. Cada ciência particular é, em seu setor, a totalidade dos conhecimentos ordenados e relacionados uns com os outros segundo critérios coerentes e geralmente aceitos. A ciência pressupõe regularidade na natureza, isto é, relação recíproca e invariável dos elementos que participam dos fenômenos (lógica; causalidade ou determinismo; probabilidade); por isso toda ciência se compõe de conhecimentos fundamentados (o que não significa que sejam imutáveis) e que permitem previsões. Ciência tem estrutura, e nisso ela se distingue essencialmente de mera soma de informações, amontoado de fatos, mesmo que sejam ordenados. A estrutura decorre da uniformidade da natureza.
 
6. Victor        
Ciência é tudo que se pode medir com réguas e relógios.
 
7. Luiz Eduardo  - A régua e o relógio são apenas instrumentos para comprovar a ciência que foi feita abstratamente no cérebro.
 
8. Oxford American Dictionary     
Ciência é a atividade intelectual e prática que abarca a estrutura e o comportamento do mundo físico e do natural, por meio da observação e da experimentação.
 
9. Gercinaldo Moura           
Ramo do conhecimento sistematizado e organizado por princípios rígidos e regras específicas, seguindo uma metodologia cuidadosa de modo a obter resultados extremamente confiáveis e capaz de compreender, explicar e possivelmente reproduzir os fenômenos que se propõe a estudar.
 
10. G. Myrdal
A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado.
 
11. Thomas Khun
Ciência normal é a pesquisa  firmemente baseada em uma ou mais realizações cientificas passadas.
 
12. Poincaré             
A ciência é construída de fatos, como uma casa é de pedras.
 
 
13. Wikipédia
Em sentido amplo, ciência (do latim scientia, traduzido por "conhecimento") refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemáticos.      

14.Wikipédia 
Em sentido estrito, ciência refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tais pesquisas.
 
15.Wikipédia 
A ciência é o conhecimento ou um sistema de conhecimentos que abarca verdades gerais ou a operação de leis gerais especialmente obtidas e testadas através do método científico.
 
16. Bertrand Russel
Ciência é o que você sabe. Filosofia é o que você não sabe!
 
17. Albert Einstein
A ciência só pode determinar o que é, não o que 'deve ser', e fora de seu domínio permanece a necessidade de juízos de valor de todos os tipos.
 
18. Michel Blay
A ciência é o conhecimento claro e evidente de algo, fundado quer sobre princípios evidentes e demonstrações, quer sobre raciocínios experimentais, ou ainda sobre a análise das sociedades e dos fatos humanos.
 
19. Ander-Egg         
A ciência é um conjunto de conhecimentos racionais, certos ou prováveis, obtidos metodicamente, sistematizados e verificáveis,
que fazem referência a objetos de uma mesma natureza.
 
20.Trujillo Ferrari    
A ciência é todo um conjunto de atitudes e atividades racionais, dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado, capaz de ser submetido à verificação.
 
21. Anônimo
A ciência é um tipo de saber que estabelece objetividade de validade universal. Objetividade significa que as pessoas referem-se do mesmo modo a aspectos da realidade ou fenômenos de outra índole.
 
22.Anônimo  
A ciência é uma atividade que se propõe a demonstrar a verdade dos fatos experimentais e suas aplicações práticas.
 
23. Anônimo 
A ciência se caracteriza pelo conhecimento racional, sistemático, exato, verificável e, por conseguinte, falível.
         
24.Jacques Barzun                         
A ciência é, no mais estrito e melhor dos sentidos, uma gloriosa diversão.



SUBJECT: Re: Re: [ciencialist] Descobri o que a ciência não é!
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 27/01/2015 11:57

Não importa o significado! O que importa é que ficou elegante. Palavras rebuscadas servem para isso. Já viu aquela brincadeira na qual você pode escrever um discurso inteiro escolhendo palavras e frases a partir de uma biblioteca?

*BW*


Em Terça-feira, 27 de Janeiro de 2015 11:31, "Mtnos Calil" mtnoscalil@terra.com.br [ciencialist]" <ciencialist@yahoogrupos.com.br> escreveu:


 

PB : "Ciência é uma metodologia de geração de modelos informacionais abstratos (matemáticos, textuais, diagramáticos) que precisam ser submetidos à confrontação e refutação empírica e que buscam coerência, parcimônia e abrangência."

Olá PB
Desculpe interromper o seu prazer de concordar consigo mesmo.
Mas eu só queria entender...
E para entender a sua definição de ciência, eu precisaria saber qual é signficado que você está atribuindo a estes termos:

a) metodologia
b) modelo
c) modelo informacional

Existe algum espaço para a imaginação na sua definição de ciência?
Se possivel gostaria também de saber qual é o significado atribuido ao termo parcimônia que parece não combinar com abrangência.

Thanks a lot
MC

Ps. A discordância é um dos alimentos mais férteis da ciência.

Em Ter 27/01/15 10:31, Pesky Bee peskybee2@gmail.com [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:
 
Tem um tal de Pesky Bee que deu uma definição bem
legalzinha de ciência. Peraí... esse cara sou eu!
Que bom que é concordar consigo mesmo!
*PB*
Sent: Monday, January 26, 2015 10:38 PM
Subject: [ciencialist] Descobri o que a ciência não é!


Em 2012, quando entrei no ciencialist comecei uma pesquisa para construir uma definição de ciência com a ajuda dos abnegados membros do grupo. Depois de muita pesquisa dentro e fora do grupo fiz uma relação de 24 definições, que estão aí embaixo. Inaugurei o brainstorm falando a bobagem segundo a qual a ciência é um método.  Como se tratava de um brainstorm, creio que posso ser perdoado por ter falado essa bobagem.  Em novembro de 2014 voltei ao ciencialist para continuar a pesquisa com o mesmo objetivo de construir uma definição para o termo ciência. Nos últimos 60 dias me deparei com muitas novas definições encontradas em vários livros e artigos, e que ainda não foram listadas. Eis que hoje, de repente, não mais que de repente, tive um lampejo, estalo, insight ou intuição e descobri o que a ciência não é. Essa descoberta já me permite, espero, chegar a uma definição de ciência.
Das 24 definições (ou conceitos) apresentados abaixo, só consegui encontrar traços semânticos para uma definição de ciência em 2 definições. Esses traços se expressaram nestas palavras
 
a) Ciência é processo ( Alberto de Mesquita Filho)
b) A régua e o relógio são apenas instrumentos para comprovar a ciência que foi feita abstratamente no cérebro ( Luiz Eduardo)  
 
No caminho da definição de ciência encontrei este aviso: “afaste-se de todas as formas de racionalização e concretude! O caminho da ciência está pavimentado de coisas abstratas, invisíveis e inesperadas”
 
Eu não sei o que é ciência mas já sei o que ela não é!
Sei também que a imaginação é pré-requisito fundamental da criação cientifica, como disse Einstein:  “A imaginação é mais importante que o conhecimento” – às vezes, né?
 
MC
Ps. Minhas hipóteses:
 
a) Ciência não é conhecimento, não é método.
b) É um processo não rigoroso que gera conhecimento dotado do máximo possível de rigor.
c) O conhecimento é resultado do processo e não deve ser confundido com o processo.
d)Todo conhecimento é cientifico. Não existe conhecimento artístico, religioso ou matemático e sim conhecimento que tem como objeto a arte, a religião ou a matemática.
e) Através de suas descobertas a ciência acrescenta novos conhecimentos sobre a arte, a religião ou a matemática. A afirmativa de que existe o conhecimento religioso é um contra-senso. Crença não é conhecimento. Descrença também não.
f) Um novo conhecimento não modifica a essência do conhecimento antigo. Se o conhecimento antigo foi rejeitado é porque não era um conhecimento. O conhecimento é um processo evolutivo que mantém as suas raízes. Da mesma forma que o todo está contido em suas partes, o conhecimento está contido em suas raízes.
 
===========================
 
 
1. Mtnos Calil   
Ciência é um método de aproximações sucessivas da realidade (ou da verdade).
 
2. Homero
Ciência é um método de gerar conhecimento confiável e embasado. Esse método pode variar, dentro de limites, conforme a área de estudo, sua natureza (mais ou menos concreta ou abstrata) e seu alcance.
 
3. Alberto Mesquita Filho  
Ciência é o processo pelo qual o homem se relaciona com os fenômenos universais que se sujeitam a esta regra científica fundamental: se em dadas condições, um determinado fenômeno, sempre que pesquisado, se repetiu, é de se admitir que em futuras verificações o mesmo suceda.
 
4. Pesky Bee
Ciência é uma metodologia de geração de modelos informacionais abstratos (matemáticos, textuais, diagramáticos) que precisam ser submetidos à confrontação e refutação empírica e que buscam coerência, parcimônia e abrangência.
 
5. Léo-Luiz Ferraz Neto 
Ciência, como um todo, é conhecimento organizado (isto é, ordenado e estruturado. Cada ciência particular é, em seu setor, a totalidade dos conhecimentos ordenados e relacionados uns com os outros segundo critérios coerentes e geralmente aceitos. A ciência pressupõe regularidade na natureza, isto é, relação recíproca e invariável dos elementos que participam dos fenômenos (lógica; causalidade ou determinismo; probabilidade); por isso toda ciência se compõe de conhecimentos fundamentados (o que não significa que sejam imutáveis) e que permitem previsões. Ciência tem estrutura, e nisso ela se distingue essencialmente de mera soma de informações, amontoado de fatos, mesmo que sejam ordenados. A estrutura decorre da uniformidade da natureza.
 
6. Victor        
Ciência é tudo que se pode medir com réguas e relógios.
 
7. Luiz Eduardo  - A régua e o relógio são apenas instrumentos para comprovar a ciência que foi feita abstratamente no cérebro.
 
8. Oxford American Dictionary     
Ciência é a atividade intelectual e prática que abarca a estrutura e o comportamento do mundo físico e do natural, por meio da observação e da experimentação.
 
9. Gercinaldo Moura           
Ramo do conhecimento sistematizado e organizado por princípios rígidos e regras específicas, seguindo uma metodologia cuidadosa de modo a obter resultados extremamente confiáveis e capaz de compreender, explicar e possivelmente reproduzir os fenômenos que se propõe a estudar.
 
10. G. Myrdal
A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado.
 
11. Thomas Khun
Ciência normal é a pesquisa  firmemente baseada em uma ou mais realizações cientificas passadas.
 
12. Poincaré             
A ciência é construída de fatos, como uma casa é de pedras.
 
 
13. Wikipédia
Em sentido amplo, ciência (do latim scientia, traduzido por "conhecimento") refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemáticos.      

14.Wikipédia 
Em sentido estrito, ciência refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tais pesquisas.
 
15.Wikipédia 
A ciência é o conhecimento ou um sistema de conhecimentos que abarca verdades gerais ou a operação de leis gerais especialmente obtidas e testadas através do método científico.
 
16. Bertrand Russel
Ciência é o que você sabe. Filosofia é o que você não sabe!
 
17. Albert Einstein
A ciência só pode determinar o que é, não o que 'deve ser', e fora de seu domínio permanece a necessidade de juízos de valor de todos os tipos.
 
18. Michel Blay
A ciência é o conhecimento claro e evidente de algo, fundado quer sobre princípios evidentes e demonstrações, quer sobre raciocínios experimentais, ou ainda sobre a análise das sociedades e dos fatos humanos.
 
19. Ander-Egg         
A ciência é um conjunto de conhecimentos racionais, certos ou prováveis, obtidos metodicamente, sistematizados e verificáveis,
que fazem referência a objetos de uma mesma natureza.
 
20.Trujillo Ferrari    
A ciência é todo um conjunto de atitudes e atividades racionais, dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado, capaz de ser submetido à verificação.
 
21. Anônimo
A ciência é um tipo de saber que estabelece objetividade de validade universal. Objetividade significa que as pessoas referem-se do mesmo modo a aspectos da realidade ou fenômenos de outra índole.
 
22.Anônimo  
A ciência é uma atividade que se propõe a demonstrar a verdade dos fatos experimentais e suas aplicações práticas.
 
23. Anônimo 
A ciência se caracteriza pelo conhecimento racional, sistemático, exato, verificável e, por conseguinte, falível.
          
24.Jacques Barzun                         
A ciência é, no mais estrito e melhor dos sentidos, uma gloriosa diversão.





SUBJECT: Re: [ciencialist] Descobri o que a ciência não é!
FROM: "Pesky Bee" <peskybee2@gmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 27/01/2015 12:02

Como diria o açougueiro da esquina, vamos por partes.
 
metodologia: é método, sequência de procedimentos, listinha
de coisas a fazer. O que não quer dizer que de vez em quando
não se possa fazer algumas maluquices, claro. Muitas
descobertófilas em ciência acabam ocorrendo porque deu
um momento de "samba do crioulo doido" no cientista.
 
modelo e modelo informacional: uma representação (escrita,
em forma de bits, desenho em guardanapo, tatuagem na bunda
de uma periguete, etc.) que representa alguma coisa. Ou seja,
é uma informaçãozinha que "se faz passar" pela coisa real,
tal que possamos levar ela prá lá e prá cá, entortar, duplicar,
cortar pela metade, enfiar no rabo, etc., sem grandes encargos.
Veja como isso funciona pensando nessas operações feitas em um
diagrama genérico de um baita trem comparado com o veículo real.
 
> Existe algum espaço para a imaginação na sua definição de ciência?
 
Como não! Existe sim. E a imaginação é um dos importantes
itens que estão debaixo da categoria "metodologia". É aquele
momento do samba do crioulo doido mental, principalmente
quando o que se tem em mãos não consegue dar conta do
fenômeno que se está estudando. Aliás, boa parte dessas
coisaradas mentais ocorre em nível subconsciente. Só quando
essas porrinhas "afloram" para o consciente é que acabam
virando hipóteses a serem estudadas.
 
> ...parcimônia que parece não combinar com abrangência
 
Parecem antagônicos, né? Mas são complementares. Abrangência
significa explicar o maior número de fenômenos e coisaradas
que podemos distinguir neste universo. Um passarinho cagou
em uma semente antes de comê-la? Os biólogos evolucionistas
tem que explicar o porquê disso. Já a parcimônia ocorre
quando temos duas (ou três, dez, cinquenta) possíveis
explanações para determinado fenômeno, todas elas conseguindo
igualmente explicar as coisaradas. A parcimônia é aplicada
escolhendo-se aquela explanação mais informacionalmente
simplificada (menos hipóteses, menos diz-que-diz, etc.).
Claro que isso nem sempre é certeza de se escolher a
melhor, só que devemos apenas desistir dessa explanação
mais simplória caso ocorra algum factuóide novo que "essa
explanação já não consiga mais explanar" bem, e uma outra
um pouquinho mais complexa consiga. Aí jogamos a mais
simples na privada e ficamos com a ligeiramente mais
complexa.
 
Satisfiz vossa curiosidade sobre conceitos peskybeanos,
óh mestre Calilzóvsky?
 
*PB*
 
 
 
 
Sent: Tuesday, January 27, 2015 11:31 AM
Subject: Re: Re: [ciencialist] Descobri o que a ciência não é!
 



PB : "Ciência é uma metodologia de geração de modelos informacionais abstratos (matemáticos, textuais, diagramáticos) que precisam ser submetidos à confrontação e refutação empírica e que buscam coerência, parcimônia e abrangência."

Olá PB
Desculpe interromper o seu prazer de concordar consigo mesmo.
Mas eu só queria entender...
E para entender a sua definição de ciência, eu precisaria saber qual é signficado que você está atribuindo a estes termos:

a) metodologia
b) modelo
c) modelo informacional

Existe algum espaço para a imaginação na sua definição de ciência?
Se possivel gostaria também de saber qual é o significado atribuido ao termo parcimônia que parece não combinar com abrangência.

Thanks a lot
MC

Ps. A discordância é um dos alimentos mais férteis da ciência.

Em Ter 27/01/15 10:31, Pesky Bee peskybee2@gmail.com [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:

 
Tem um tal de Pesky Bee que deu uma definição bem
legalzinha de ciência. Peraí... esse cara sou eu!
Que bom que é concordar consigo mesmo!
*PB*
Sent: Monday, January 26, 2015 10:38 PM
Subject: [ciencialist] Descobri o que a ciência não é!


Em 2012, quando entrei no ciencialist comecei uma pesquisa para construir uma definição de ciência com a ajuda dos abnegados membros do grupo. Depois de muita pesquisa dentro e fora do grupo fiz uma relação de 24 definições, que estão aí embaixo. Inaugurei o brainstorm falando a bobagem segundo a qual a ciência é um método.  Como se tratava de um brainstorm, creio que posso ser perdoado por ter falado essa bobagem.  Em novembro de 2014 voltei ao ciencialist para continuar a pesquisa com o mesmo objetivo de construir uma definição para o termo ciência. Nos últimos 60 dias me deparei com muitas novas definições encontradas em vários livros e artigos, e que ainda não foram listadas. Eis que hoje, de repente, não mais que de repente, tive um lampejo, estalo, insight ou intuição e descobri o que a ciência não é. Essa descoberta já me permite, espero, chegar a uma definição de ciência.
Das 24 definições (ou conceitos) apresentados abaixo, só consegui encontrar traços semânticos para uma definição de ciência em 2 definições. Esses traços se expressaram nestas palavras
 
a) Ciência é processo ( Alberto de Mesquita Filho)
b) A régua e o relógio são apenas instrumentos para comprovar a ciência que foi feita abstratamente no cérebro ( Luiz Eduardo)  
 
No caminho da definição de ciência encontrei este aviso: “afaste-se de todas as formas de racionalização e concretude! O caminho da ciência está pavimentado de coisas abstratas, invisíveis e inesperadas”
 
Eu não sei o que é ciência mas já sei o que ela não é!
Sei também que a imaginação é pré-requisito fundamental da criação cientifica, como disse Einstein:  “A imaginação é mais importante que o conhecimento” – às vezes, né?
 
MC
Ps. Minhas hipóteses:
 
a) Ciência não é conhecimento, não é método.
b) É um processo não rigoroso que gera conhecimento dotado do máximo possível de rigor.
c) O conhecimento é resultado do processo e não deve ser confundido com o processo.
d)Todo conhecimento é cientifico. Não existe conhecimento artístico, religioso ou matemático e sim conhecimento que tem como objeto a arte, a religião ou a matemática.
e) Através de suas descobertas a ciência acrescenta novos conhecimentos sobre a arte, a religião ou a matemática. A afirmativa de que existe o conhecimento religioso é um contra-senso. Crença não é conhecimento. Descrença também não.
f) Um novo conhecimento não modifica a essência do conhecimento antigo. Se o conhecimento antigo foi rejeitado é porque não era um conhecimento. O conhecimento é um processo evolutivo que mantém as suas raízes. Da mesma forma que o todo está contido em suas partes, o conhecimento está contido em suas raízes.
 
===========================
 
 
1. Mtnos Calil   
Ciência é um método de aproximações sucessivas da realidade (ou da verdade).
 
2. Homero
Ciência é um método de gerar conhecimento confiável e embasado. Esse método pode variar, dentro de limites, conforme a área de estudo, sua natureza (mais ou menos concreta ou abstrata) e seu alcance.
 
3. Alberto Mesquita Filho  
Ciência é o processo pelo qual o homem se relaciona com os fenômenos universais que se sujeitam a esta regra científica fundamental: se em dadas condições, um determinado fenômeno, sempre que pesquisado, se repetiu, é de se admitir que em futuras verificações o mesmo suceda.
 
4. Pesky Bee
Ciência é uma metodologia de geração de modelos informacionais abstratos (matemáticos, textuais, diagramáticos) que precisam ser submetidos à confrontação e refutação empírica e que buscam coerência, parcimônia e abrangência.
 
5. Léo-Luiz Ferraz Neto 
Ciência, como um todo, é conhecimento organizado (isto é, ordenado e estruturado. Cada ciência particular é, em seu setor, a totalidade dos conhecimentos ordenados e relacionados uns com os outros segundo critérios coerentes e geralmente aceitos. A ciência pressupõe regularidade na natureza, isto é, relação recíproca e invariável dos elementos que participam dos fenômenos (lógica; causalidade ou determinismo; probabilidade); por isso toda ciência se compõe de conhecimentos fundamentados (o que não significa que sejam imutáveis) e que permitem previsões. Ciência tem estrutura, e nisso ela se distingue essencialmente de mera soma de informações, amontoado de fatos, mesmo que sejam ordenados. A estrutura decorre da uniformidade da natureza.
 
6. Victor        
Ciência é tudo que se pode medir com réguas e relógios.
 
7. Luiz Eduardo  - A régua e o relógio são apenas instrumentos para comprovar a ciência que foi feita abstratamente no cérebro.
 
8. Oxford American Dictionary     
Ciência é a atividade intelectual e prática que abarca a estrutura e o comportamento do mundo físico e do natural, por meio da observação e da experimentação.
 
9. Gercinaldo Moura           
Ramo do conhecimento sistematizado e organizado por princípios rígidos e regras específicas, seguindo uma metodologia cuidadosa de modo a obter resultados extremamente confiáveis e capaz de compreender, explicar e possivelmente reproduzir os fenômenos que se propõe a estudar.
 
10. G. Myrdal
A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado.
 
11. Thomas Khun
Ciência normal é a pesquisa  firmemente baseada em uma ou mais realizações cientificas passadas.
 
12. Poincaré             
A ciência é construída de fatos, como uma casa é de pedras.
 
 
13. Wikipédia
Em sentido amplo, ciência (do latim scientia, traduzido por "conhecimento") refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemáticos.      

14.Wikipédia 
Em sentido estrito, ciência refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tais pesquisas.
 
15.Wikipédia 
A ciência é o conhecimento ou um sistema de conhecimentos que abarca verdades gerais ou a operação de leis gerais especialmente obtidas e testadas através do método científico.
 
16. Bertrand Russel
Ciência é o que você sabe. Filosofia é o que você não sabe!
 
17. Albert Einstein
A ciência só pode determinar o que é, não o que 'deve ser', e fora de seu domínio permanece a necessidade de juízos de valor de todos os tipos.
 
18. Michel Blay
A ciência é o conhecimento claro e evidente de algo, fundado quer sobre princípios evidentes e demonstrações, quer sobre raciocínios experimentais, ou ainda sobre a análise das sociedades e dos fatos humanos.
 
19. Ander-Egg         
A ciência é um conjunto de conhecimentos racionais, certos ou prováveis, obtidos metodicamente, sistematizados e verificáveis,
que fazem referência a objetos de uma mesma natureza.
 
20.Trujillo Ferrari    
A ciência é todo um conjunto de atitudes e atividades racionais, dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado, capaz de ser submetido à verificação.
 
21. Anônimo
A ciência é um tipo de saber que estabelece objetividade de validade universal. Objetividade significa que as pessoas referem-se do mesmo modo a aspectos da realidade ou fenômenos de outra índole.
 
22.Anônimo  
A ciência é uma atividade que se propõe a demonstrar a verdade dos fatos experimentais e suas aplicações práticas.
 
23. Anônimo 
A ciência se caracteriza pelo conhecimento racional, sistemático, exato, verificável e, por conseguinte, falível.
         
24.Jacques Barzun                         
A ciência é, no mais estrito e melhor dos sentidos, uma gloriosa diversão.



SUBJECT: Re: [ciencialist] Descobri o que a ciência não é!
FROM: "Pesky Bee" <peskybee2@gmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 27/01/2015 12:09

> você pode escrever um discurso inteiro escolhendo palavras
> e frases a partir de uma biblioteca
 
pé... sapato... bunda... sapo... vôo... piscina... tetas...
grito... mulher... brava... gargalhadas... tapão... orelha
 
Será que consegui fazer um discurso com palavras aleatórias
que me apareceram na cachola?
 
*PB*
 
 
 
 
Sent: Tuesday, January 27, 2015 11:57 AM
Subject: Re: Re: [ciencialist] Descobri o que a ciência não é!
 


Não importa o significado! O que importa é que ficou elegante. Palavras rebuscadas servem para isso. Já viu aquela brincadeira na qual você pode escrever um discurso inteiro escolhendo palavras e frases a partir de uma biblioteca?

*BW*


Em Terça-feira, 27 de Janeiro de 2015 11:31, "Mtnos Calil" mtnoscalil@terra.com.br [ciencialist]" <ciencialist@yahoogrupos.com.br> escreveu:


 

PB : "Ciência é uma metodologia de geração de modelos informacionais abstratos (matemáticos, textuais, diagramáticos) que precisam ser submetidos à confrontação e refutação empírica e que buscam coerência, parcimônia e abrangência."

Olá PB
Desculpe interromper o seu prazer de concordar consigo mesmo.
Mas eu só queria entender...
E para entender a sua definição de ciência, eu precisaria saber qual é signficado que você está atribuindo a estes termos:

a) metodologia
b) modelo
c) modelo informacional

Existe algum espaço para a imaginação na sua definição de ciência?
Se possivel gostaria também de saber qual é o significado atribuido ao termo parcimônia que parece não combinar com abrangência.

Thanks a lot
MC

Ps. A discordância é um dos alimentos mais férteis da ciência.

Em Ter 27/01/15 10:31, Pesky Bee peskybee2@gmail.com [ciencialist] ciencialist@yahoogrupos.com.br escreveu:
 
Tem um tal de Pesky Bee que deu uma definição bem
legalzinha de ciência. Peraí... esse cara sou eu!
Que bom que é concordar consigo mesmo!
*PB*
Sent: Monday, January 26, 2015 10:38 PM
Subject: [ciencialist] Descobri o que a ciência não é!


Em 2012, quando entrei no ciencialist comecei uma pesquisa para construir uma definição de ciência com a ajuda dos abnegados membros do grupo. Depois de muita pesquisa dentro e fora do grupo fiz uma relação de 24 definições, que estão aí embaixo. Inaugurei o brainstorm falando a bobagem segundo a qual a ciência é um método.  Como se tratava de um brainstorm, creio que posso ser perdoado por ter falado essa bobagem.  Em novembro de 2014 voltei ao ciencialist para continuar a pesquisa com o mesmo objetivo de construir uma definição para o termo ciência. Nos últimos 60 dias me deparei com muitas novas definições encontradas em vários livros e artigos, e que ainda não foram listadas. Eis que hoje, de repente, não mais que de repente, tive um lampejo, estalo, insight ou intuição e descobri o que a ciência não é. Essa descoberta já me permite, espero, chegar a uma definição de ciência.
Das 24 definições (ou conceitos) apresentados abaixo, só consegui encontrar traços semânticos para uma definição de ciência em 2 definições. Esses traços se expressaram nestas palavras
 
a) Ciência é processo ( Alberto de Mesquita Filho)
b) A régua e o relógio são apenas instrumentos para comprovar a ciência que foi feita abstratamente no cérebro ( Luiz Eduardo)  
 
No caminho da definição de ciência encontrei este aviso: “afaste-se de todas as formas de racionalização e concretude! O caminho da ciência está pavimentado de coisas abstratas, invisíveis e inesperadas”
 
Eu não sei o que é ciência mas já sei o que ela não é!
Sei também que a imaginação é pré-requisito fundamental da criação cientifica, como disse Einstein:  “A imaginação é mais importante que o conhecimento” – às vezes, né?
 
MC
Ps. Minhas hipóteses:
 
a) Ciência não é conhecimento, não é método.
b) É um processo não rigoroso que gera conhecimento dotado do máximo possível de rigor.
c) O conhecimento é resultado do processo e não deve ser confundido com o processo.
d)Todo conhecimento é cientifico. Não existe conhecimento artístico, religioso ou matemático e sim conhecimento que tem como objeto a arte, a religião ou a matemática.
e) Através de suas descobertas a ciência acrescenta novos conhecimentos sobre a arte, a religião ou a matemática. A afirmativa de que existe o conhecimento religioso é um contra-senso. Crença não é conhecimento. Descrença também não.
f) Um novo conhecimento não modifica a essência do conhecimento antigo. Se o conhecimento antigo foi rejeitado é porque não era um conhecimento. O conhecimento é um processo evolutivo que mantém as suas raízes. Da mesma forma que o todo está contido em suas partes, o conhecimento está contido em suas raízes.
 
===========================
 
 
1. Mtnos Calil   
Ciência é um método de aproximações sucessivas da realidade (ou da verdade).
 
2. Homero
Ciência é um método de gerar conhecimento confiável e embasado. Esse método pode variar, dentro de limites, conforme a área de estudo, sua natureza (mais ou menos concreta ou abstrata) e seu alcance.
 
3. Alberto Mesquita Filho  
Ciência é o processo pelo qual o homem se relaciona com os fenômenos universais que se sujeitam a esta regra científica fundamental: se em dadas condições, um determinado fenômeno, sempre que pesquisado, se repetiu, é de se admitir que em futuras verificações o mesmo suceda.
 
4. Pesky Bee
Ciência é uma metodologia de geração de modelos informacionais abstratos (matemáticos, textuais, diagramáticos) que precisam ser submetidos à confrontação e refutação empírica e que buscam coerência, parcimônia e abrangência.
 
5. Léo-Luiz Ferraz Neto 
Ciência, como um todo, é conhecimento organizado (isto é, ordenado e estruturado. Cada ciência particular é, em seu setor, a totalidade dos conhecimentos ordenados e relacionados uns com os outros segundo critérios coerentes e geralmente aceitos. A ciência pressupõe regularidade na natureza, isto é, relação recíproca e invariável dos elementos que participam dos fenômenos (lógica; causalidade ou determinismo; probabilidade); por isso toda ciência se compõe de conhecimentos fundamentados (o que não significa que sejam imutáveis) e que permitem previsões. Ciência tem estrutura, e nisso ela se distingue essencialmente de mera soma de informações, amontoado de fatos, mesmo que sejam ordenados. A estrutura decorre da uniformidade da natureza.
 
6. Victor        
Ciência é tudo que se pode medir com réguas e relógios.
 
7. Luiz Eduardo  - A régua e o relógio são apenas instrumentos para comprovar a ciência que foi feita abstratamente no cérebro.
 
8. Oxford American Dictionary     
Ciência é a atividade intelectual e prática que abarca a estrutura e o comportamento do mundo físico e do natural, por meio da observação e da experimentação.
 
9. Gercinaldo Moura           
Ramo do conhecimento sistematizado e organizado por princípios rígidos e regras específicas, seguindo uma metodologia cuidadosa de modo a obter resultados extremamente confiáveis e capaz de compreender, explicar e possivelmente reproduzir os fenômenos que se propõe a estudar.
 
10. G. Myrdal
A ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado.
 
11. Thomas Khun
Ciência normal é a pesquisa  firmemente baseada em uma ou mais realizações cientificas passadas.
 
12. Poincaré             
A ciência é construída de fatos, como uma casa é de pedras.
 
 
13. Wikipédia
Em sentido amplo, ciência (do latim scientia, traduzido por "conhecimento") refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemáticos.      

14.Wikipédia 
Em sentido estrito, ciência refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tais pesquisas.
 
15.Wikipédia 
A ciência é o conhecimento ou um sistema de conhecimentos que abarca verdades gerais ou a operação de leis gerais especialmente obtidas e testadas através do método científico.
 
16. Bertrand Russel
Ciência é o que você sabe. Filosofia é o que você não sabe!
 
17. Albert Einstein
A ciência só pode determinar o que é, não o que 'deve ser', e fora de seu domínio permanece a necessidade de juízos de valor de todos os tipos.
 
18. Michel Blay
A ciência é o conhecimento claro e evidente de algo, fundado quer sobre princípios evidentes e demonstrações, quer sobre raciocínios experimentais, ou ainda sobre a análise das sociedades e dos fatos humanos.
 
19. Ander-Egg         
A ciência é um conjunto de conhecimentos racionais, certos ou prováveis, obtidos metodicamente, sistematizados e verificáveis,
que fazem referência a objetos de uma mesma natureza.
 
20.Trujillo Ferrari    
A ciência é todo um conjunto de atitudes e atividades racionais, dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado, capaz de ser submetido à verificação.
 
21. Anônimo
A ciência é um tipo de saber que estabelece objetividade de validade universal. Objetividade significa que as pessoas referem-se do mesmo modo a aspectos da realidade ou fenômenos de outra índole.
 
22.Anônimo  
A ciência é uma atividade que se propõe a demonstrar a verdade dos fatos experimentais e suas aplicações práticas.
 
23. Anônimo 
A ciência se caracteriza pelo conhecimento racional, sistemático, exato, verificável e, por conseguinte, falível.
         
24.Jacques Barzun                         
A ciência é, no mais estrito e melhor dos sentidos, uma gloriosa diversão.





SUBJECT: Re: [ciencialist] Descobri o que a ciência não é!
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 27/01/2015 13:10