SUBJECT: RE: RES: RES: RES: [ciencialist] Filosofia? Pra que serve isso, Sarafelli?
FROM: Verner Stranz <verner64@hotmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 21/12/2014 19:17

Mtnos, não sou teu perseguidor  nem disse que vc falou bobagens. Apenas realcei que o texto safarelliano é muuuito mais inteligível. Continuo acompanhando as msgs de vocês, e ambos abusam da dificuldade em colocar suas ideias de forma mais sucinta.



To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Sun, 21 Dec 2014 17:31:42 -0200
Subject: RES: RES: RES: [ciencialist] Filosofia? Pra que serve isso, Sarafelli?

 

Desculpe Sarafelli, pela brincadeira de mau gosto com o “parmenidico”.

Lembro apenas que a humanidade está caminhando para a beira do abismo enquanto filósofos e cientistas assistem essa marcha sentados em seus camarotes corporativos.

Abraços

M.Calil

 

Ps. Pede para o meu perseguidor abaixo informar quais as bobagens que eu falei, pois preciso do contraditório para lubrificar minhas sinapses.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sábado, 20 de dezembro de 2014 07:41
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RE: RES: RES: [ciencialist] Filosofia? Pra que serve isso, Sarafelli?

 

 

Safarelli, teu texto está milhões de anos luz à frente do arrazoado do Mtnos. Parabéns!


To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Fri, 19 Dec 2014 15:56:09 -0800
Subject: Re: RES: RES: [ciencialist] Filosofia? Pra que serve isso, Sarafelli?

 


Calil,


Ótimo, foi bem claro.


Mas considero que, primeiramente, sentimos o mundo e nossas necessidades diante dele, depois filosofamos, então, criamos métodos para orientar e amplificar, adequadamente, esse ato de filosofar em proveito da satisfação de novas necessidades. 


Não pelo fato de ter me chamado de Parmenídico, mas a verdade é que nunca aceitei ser rotulado, meu único rótulo, eu mesmo confeccionei, que é o de filósofo-físico, porém, não sou adepto de nenhuma filosofia ou ramo da física especificamente. 


Como disse, não tenho bandeiras a jurar, times a defender ou tribos a seguir, ou seja, não sou adepto dessa ou daquela filosofia, desse ou daquele método, ninguém é perfeito e todos, a meu ver, só conseguem recitar a metade da missa. O que faço é catar as melhores pedrinhas, as mais polidas, as mais brilhantes as mais raras, as que mais se encaixam no quebra-cabeça que desejo montar, do jeito que posso, com as ferramentas que disponho, e olha que são poucas.  


Quem me dera ter condições de fazer modelos refinados em meio a forrozeiros, comedores de "buchada de bode", plantadores de batatas, fofoqueiros e vendedores de panelas.  Quem me dera poder passar ileso por esse época arcaica, sem sequelas mentais.


Sarafelli









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SUBJECT: RE: [ciencialist] Essência como conceito absoluto
FROM: Verner Stranz <verner64@hotmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 21/12/2014 19:26

O que observo é sua tendência em verbalizar suas ideias, tenham as mesmas fundamento ou não. Citar a Wikipédia como fonte de conhecimento para tuas dúvidas não deixa de ser uma atitude reducionista. Procurar aprovação em textos de autores, por mais sábios que sejam, apenas é uma tentativa de validar teus conceitos(êpa!, palavra polêmica). Seria interessante conhecer tuas próprias ideias, algo bem mais interessante do que relacionar citações. Abraços céticos, verner.



To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Sun, 21 Dec 2014 17:06:06 -0200
Subject: [ciencialist] Essência como conceito absoluto

 

Respondendo a pergunta de Stranz Verner:

 

A essência como conceito absoluto? Onde você achou esta pérola?

================================================

 

Eu achei essa coisa surfando nas ondas e sinapses neuronais que formam o que chamamos de mente, e que não existe – só existem processos mentais. Nós, humanos adoramos substantivar o que não vemos porque temos ojeriza (ou medo? )do invisível. Deixa eu ver no google se alguém disse que a essência é um conceito absoluto. Ninguém... mas alguns consideram a energia como sendo conceito absoluto. Ora bolas, se a energia pode, porque a essência não poderia? Aproveito o ensejo para pedir ao potencial amigo que informe o significado que atribui à palavra energia. Obrigado!

 

Falta porém encontrar uma definição de conceito absoluto.

Se já encontrei, a perdi.

Let me see....

Achei: conceito absoluto é  aquele que não necessita de nenhum outro conceito para existir ( ou “ser”). Ele vale por si mesmo, reina no universo dotado de um poder absoluto.

 

Que você achou deste absolutismo, Verner?

 

Será que o significado é parente próximo do conceito? O conceito possui significado, mas será que o significado possui significado?

Deixa eu ver o que escrevi há alguns anos no livrinho de Lógica na Comunicação Humana, que já esqueci:

 

Seguindo o mesmo padrão que adotamos na definição de conceito como “representação lógico - matemática da essência de um objeto”, podemos definir o significado como "representação lógico - matemática da essência das palavras" (e dos demais signos). A generalizada imprecisão e ambigüidade que encontramos,  seja nos conceitos, seja nos significados, deve-se a falhas no processo de  elaboração lingüística. Todos os conceitos e significados, quando processados de maneira correta e minuciosa, atingem elevados níveis de precisão. E, quanto mais concreto for o significado de uma palavra, maior é a possibilidade de se atingir a exatidão, que é simultaneamente lingüística, lógica e matemática.

 

A exatidão é uma meta básica da linguagem. Sendo a palavra um instrumento criado para facilitar a comunicação social entre os homens, ela somente se torna útil se for compreensível a todos, e somente se torna compreensível a todos, se possuir um único significado, tão exato e indiscutível quanto os símbolos da matemática, como o número. Quando nos deparamos com o número 3, sabemos perfeitamente o que ele representa e o que não representa. Sabemos que o número 3 se distingue de todos os demais números e podemos expressá-lo usando a palavra "três". .... etc.

 

Mtnos Calil – TBHR – Teoria do Bom Humor Radical

 

Ps. O livro eletrônico citado só será impresso depois de passar pela trituração dos nossos sublimadores da guerra. Eu mesmo vou participar da trituração. Por exemplo escrevi que a exatidão é uma meta básica da linguagem. ERREI: o certo é: a exatidão deveria ser uma meta básica da linguagem.  (a palavra “meta” parece também  não ser muito matemática... vou ver se acho outra mais exata).

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 16:19
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RE: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 

 

A essência como conceito absoluto? Onde você achou esta pérola?


To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Thu, 18 Dec 2014 16:10:26 -0200
Subject: Re: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 

 

> Pode, porém existir alguns conceitos absolutos como por exemplo o da essência

 

Tu consegues definir o que seria essa tal de essência?

 

E enquanto tu estiveres debruçado nessa tarefa, valeria

conjecturar sobre o que seria a essência da essência.

E a essência é um conceito essencial ou é apenas

utilzinho de vez em quando? Por exemplo, quando um

pasteleiro limpa o ranho do nariz com a mão e logo

depois pega um pastel para servir a um cliente, qual

seria a essência desse comportamento? Será que mudaria

caso o cliente estivesse há 1 semana sem comer nada e

o pastel do sujeito fosse a única comida disponível?

Nossa, como as coisas são complicadas, hahahahaha

 

*PB*

 

 

 

Sent: Thursday, December 18, 2014 3:40 PM

Subject: RES: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 

 

Prezado Pibowsky.

Só fundamentalistas imaginam ser possível criar definições absolutas.

Peço então que me peça desculpas por ter me atribuído tamanha impropriedade BW começou a botar ordem na enrolação wikiana.

Abraços lógico-matemáticos

MC

 

Ps. Pode, porém existir alguns conceitos absolutos como por exemplo o da essência, injustamente combatido por alguns cientificistas.

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 15:32
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 

 

> o Wiki enrolou e não definiu o que a coisa é.

 

Calilzóvsky, não existe como definir uma coisa qualquer

de forma absoluta. Não dá, meu véio! Para qualquer

definição que tu profiras, sempre poderá haver um zé

mané que irá lhe dizer: "mas essa palavrita que tu

usástes na definição, tu não definistes o que ela é".

Aí tu vais tentar sossegar o zé mané definindo a maldita

da palavrita que ele questionou. E ele, em vez de sossegar,

vai pegar uma nova palavrita, da definição que tu falastes

e que, segundo ele, também requer uma definição. E isso

irá assim, de forma iterativa, até o dia em que a Gráça

Fóster ficar bonitinha!

 

> PB tem a propriedade de ser homem ou mulher

 

Mostro-lhe o que sou apenasmente em 23 centímetros

(mole), hahahahaha

 

*PB*

 

 

 

Sent: Thursday, December 18, 2014 1:43 PM

Subject: RES: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 



O Wiki informou que a energia é transferível através de interações fundamentais que podem ser convertidas para diferentes formas...

 

a)  Wiki qualificou as interações sem informar o que significa isso e o pior: adjetivou-as como  o termo fundamentais

b) Ninguém perguntou o que acontece com a energia que adora ser transferida para vários lugares...( ou transferir não implica localidade?) e sim O QUE É a energia. 

c) o Wiki enrolou e não definiu o que a coisa é. Essa coisa costuma ser chamada de “coisa em sim” para evitar que os distraídos fujam dela quando são solicitá-los a defini-la. A coisa em si é um pleonasmo. Na existe nenhuma coisa que não seja ela mesma, ou “em si”. A essência da coisa, mesmo não existindo serve para informar que é TUDO AQUILO QUE distingue todas as coisas entre si. Assim o que distingue o Pesky Bee se ele for homem, de qualquer pessoa do gênero feminino, é  a sua “essência de gênero”.

d) será que a energia é mesmo uma “propriedade” possuída pelos objetos?

e) dizer que o Pesky Bee tem uma propriedade, não informa obviamente, O QUE É o Pesky Bee. Ou informa? PB tem a propriedade de ser homem ou mulher.

 

Estou desconfiado que a energia não existe.

Para Leonardo Boff quem não existe é a matéria.

Vejamos como ele transferiu a energia do Einstein para o mundo metafísico Boffiano.

 

Matéria não existe, tudo é energia -  O título deste artigo diz uma obviedade para quem entendeu minimamente a teoria da relatividade de Einstein pela qual se afirma ser matéria e energia equivalentes.

 

A lógica boffiana se perdeu no campo energético, pois se uma de duas coisas não existem, só existe uma coisa. Então Einstein, para ser lógico deveria ter dito: isso a que os humanos chamam de matéria NÃO EXISTE, porque a matéria é apenas uma das FORMAS em que a energia se apresenta. E o Heisemberg também se encrencou quando disse que “O universo não é feito por coisas mas por redes  de energia vibracional”. Quer dizer então que as redes não são coisas?  Toda coisa para existir tem que ser material? Que a energia não é uma coisa pelo fato de toda coisa ser material dá para aceitar. Mas o que é a energia vibracional? Informar que  ela ter a qualidade de vibrar, não informa O QUE É ESSA COISA QUE NÃO É COISA .... ufa.... não é por isso que inventaram a matemática? Para criar significados sem palavras?

 

O Boff admitiu que a energia não tem “definição cientifica” – o que é pleonasmo, pois toda definição é cientifica por ser lógica. O que acontece é que chamam de “definição” o bla-bla-bla dos dicionaristas em torno do significados diferentes que o povo foi dando as palavras. Se uma mesma coisa tem 20 significados, ela teria 19 falsas definições e 1 verdadeira e no caso da energia, tem 0 (zero) definições.

 

Só faltou o Boff ter a humildade de dizer que ele, como todo  mundo, NÃO SABE O QUE É A ENERGIA CONCENTRADA OU DESCONCENTRADA.

Ou falei bobagem? Se falei, aguardo a generosa correção, pelo que agradeço antecipadamente.

 

MC – muito calmo, em brainstorm permanente porque a energia mental que não existe está em constante agitação atômica, durante 24 horas por dia.

 

 

 

--_9332ec8b-04d0-4




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SUBJECT: RE: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?
FROM: Verner Stranz <verner64@hotmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 22/12/2014 15:05

Deixei de citar o yoga, tb com técnicas de relaxamento e de meditação incríveis. O que me preocupa é que nós dois estamos concordando novamente, algo que requer um profundo estudo semântico-metafísico.



To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Mon, 22 Dec 2014 12:39:17 -0200
Subject: Re: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 

> Ou então procures qualquer adepto do budismo que ele te ensinará, facilmente,
> como descansar e como limpar a mente
 
Verdade verdadeira! O budismo tem isso de bom (retirando as
porcariadas religiosas) é a busca por um estado de
independência dos estímulos externos e também internos
(mentais). Essa busca (que a princípio parece até ser um
contrasenso) é na verdade uma incrível arma para "arrumar"
nossas transfudidas mentalidades pensamentóides desvairadas.
 
*PB*
 
 
Sent: Thursday, December 18, 2014 4:14 PM
Subject: RE: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?
 


Ou então procures qualquer adepto do budismo que ele te ensinará, facilmente, como descansar e como limpar a mente, sobrecarregada até as bordas do Mtnos(aliás, que significa Mtnos?)



To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Thu, 18 Dec 2014 15:37:43 -0200
Subject: Re: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 
 
> MC – muito calmo, em brainstorm permanente porque a energia mental
> que não existe está em constante agitação atômica, durante 24 horas por dia
 
Calilzófilo, meu véio de guerra, agora vou falar sério contigo.
Permita-me proferir algumas palavritas acerca dessa questão de
ficar em um constante estado de "energia mental". Isso é muito
ruim, meu véio!
 
Não estou dizendo que usar a cachola é ruim, digo que usá-la
SEMPRE em "full speed " é muito maléfico! Precisamos dar um
descanso mínimo para os neurônios, para que eles sosseguem um
pouco.
 
Então, dou-lhe uma dica que vale ouro: busque (gogléie) o conceito
de "mindfulness", é um tipo de meditação que leva pouco tempo
para se fazer e que amplia muito a capacidade mental (além
de dar ao sujeito uma chance de "desligar" esse danado
motorzinho mental que temos em cima do pescoço). Vá até o
Youtúbi e busque por "Jon Kabat-Zinn", tu vais aprender um
bocadáço de coisas utilérrimas para a vida mental.
 
*PB*
 
 
 
 
Sent: Thursday, December 18, 2014 1:43 PM
Subject: RES: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?
 


O Wiki informou que a energia é transferível através de interações fundamentais que podem ser convertidas para diferentes formas...

 

a)  Wiki qualificou as interações sem informar o que significa isso e o pior: adjetivou-as como  o termo fundamentais

b) Ninguém perguntou o que acontece com a energia que adora ser transferida para vários lugares...( ou transferir não implica localidade?) e sim O QUE É a energia. 

c) o Wiki enrolou e não definiu o que a coisa é. Essa coisa costuma ser chamada de “coisa em sim” para evitar que os distraídos fujam dela quando são solicitá-los a defini-la. A coisa em si é um pleonasmo. Na existe nenhuma coisa que não seja ela mesma, ou “em si”. A essência da coisa, mesmo não existindo serve para informar que é TUDO AQUILO QUE distingue todas as coisas entre si. Assim o que distingue o Pesky Bee se ele for homem, de qualquer pessoa do gênero feminino, é  a sua “essência de gênero”.

d) será que a energia é mesmo uma “propriedade” possuída pelos objetos?

e) dizer que o Pesky Bee tem uma propriedade, não informa obviamente, O QUE É o Pesky Bee. Ou informa? PB tem a propriedade de ser homem ou mulher.

 

Estou desconfiado que a energia não existe.

Para Leonardo Boff quem não existe é a matéria.

Vejamos como ele transferiu a energia do Einstein para o mundo metafísico Boffiano.

 

Matéria não existe, tudo é energia -  O título deste artigo diz uma obviedade para quem entendeu minimamente a teoria da relatividade de Einstein pela qual se afirma ser matéria e energia equivalentes.

 

A lógica boffiana se perdeu no campo energético, pois se uma de duas coisas não existem, só existe uma coisa. Então Einstein, para ser lógico deveria ter dito: isso a que os humanos chamam de matéria NÃO EXISTE, porque a matéria é apenas uma das FORMAS em que a energia se apresenta. E o Heisemberg também se encrencou quando disse que “O universo não é feito por coisas mas por redes  de energia vibracional”. Quer dizer então que as redes não são coisas?  Toda coisa para existir tem que ser material? Que a energia não é uma coisa pelo fato de toda coisa ser material dá para aceitar. Mas o que é a energia vibracional? Informar que  ela ter a qualidade de vibrar, não informa O QUE É ESSA COISA QUE NÃO É COISA .... ufa.... não é por isso que inventaram a matemática? Para criar significados sem palavras?

 

O Boff admitiu que a energia não tem “definição cientifica” – o que é pleonasmo, pois toda definição é cientifica por ser lógica. O que acontece é que chamam de “definição” o bla-bla-bla dos dicionaristas em torno do significados diferentes que o povo foi dando as palavras. Se uma mesma coisa tem 20 significados, ela teria 19 falsas definições e 1 verdadeira e no caso da energia, tem 0 (zero) definições.

 

Só faltou o Boff ter a humildade de dizer que ele, como todo  mundo, NÃO SABE O QUE É A ENERGIA CONCENTRADA OU DESCONCENTRADA.

Ou falei bobagem? Se falei, aguardo a generosa correção, pelo que agradeço antecipadamente.

 

MC – muito calmo, em brainstorm permanente porque a energia mental que não existe está em constante agitação atômica, durante 24 horas por dia.

 

 

 

 

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http://amaivos.uol.com.br/upload/amaivos/boff.jpg

Matéria não existe, tudo é energia

O título deste artigo diz uma obviedade para quem entendeu minimamente a teoria da relatividade de Einstein pela qual se afirma ser matéria e energia equivalentes. Matéria é energia altamente condensada que pode ser liberada como o mostrou, lamentavelmente, a bomba atômica. O caminho da ciência percorreu, mais ou menos, o seguinte percurso: da matéria chegou ao átomo, do átomo, às partículas subatômicas, das partículas subatômicas,  aos “pacotes de onda” energética, dos pacotes de onda, às supercordas vibratórias, em 11 dimensões ou mais, representadas como música e cor. Assim um elétron vibra mais ou menos quinhentos trilhões de vezes por segundo. Vibração produz som e cor. O universo seria, pois, uma sinfonia de sons e cores. Das supercordas chegou-se, por fim, à energia de fundo, ao vácuo quântico.

Neste contexto, sempre lembro de uma frase dita por W.Heisenberg, um dos pais da mecânica quântica, num semestre que deu na Universidade de Munique em 1968, que me foi dado seguir e que ainda me  soa aos ouvidos : “O universo não é feito por coisas mas por redes  de energia vibracional, emergindo de algo ainda mais profundo e sutil”. Portanto, a matéria perdeu seu foco central em favor da energia que se organiza em campos e redes.

Que é esse”algo mais profundo e sutil” de onde tudo emerge? Os físicos quânticos e astrofísicos chamaram de “energia de fundo” ou “vácuo quântico”, expressão inadequada porque diz o contrário do que a palavra “vazio” significa. O vácuo representa a plenitude de todas as possíveis energias e suas eventuais densificações nos seres. Dai se preferir hoje a expressão pregnant void “o vácuo prenhe” ou a“fonte originária de todo o ser” Não é algo que possa ser representado nas categorias convencionais de espaço-tempo, pois é algo anterior a tudo o que existe, anterior ao espaço-tempo e às quatro energias fundamentais, a gravitacional, a eletromagnética, a nuclear fraca e forte.

Astrofísicos imaginam-no como uma espécie de vasto oceano, sem margens, ilimitado, inefável,  indescritível e misterioso no qual, como num útero infinito, estão hospedadas todas as possibilidades e virtualidades de ser. De lá emergiu, sem que possamos saber porquê e como, aquele pontozinho extremamente prenhe de energia, inimaginavelmente quente que depois explodiu (big bang) dando origem ao nosso universo. Nada impede que daquela energia de fundo tenham surgido outros pontos, gestando também outras singularidades e outros universos paralelos ou em outra dimensão.

Com o surgimento do universo, irrompeu simultaneamente o espaço-tempo. O tempo é o movimento da flutuação das energias e da expansão da matéria. O espaço não é o vazio estático dentro do qual tudo acontece mas aquele processo continuamente aberto que permite as redes de energia e os seres se manifestarem. A estabilidade da matéria pressupõe a presença de uma poderosíssima energia subjacente que a mantém neste estado. Na verdade, nós percebemos a matéria como algo sólido porque as vibrações da energia são tão rápidas que não alcançamos percebê-las com os sentidos corporais. Mas para isso nos ajuda a física quântica, exatamente porque se ocupa das partículas e das redes de energia, que nos rasgam  esta visão diferente da realidade.

A energia é e está em tudo. Sem energia nada poderia subsistir. Como seres conscientes e espirituais, somos uma realização complexíssima, sutil e extremamente interativa de energia.

Que é essa energia de fundo que se manifesta sob tantas formas? Não há nenhuma teoria científica que a defina. De mais a mais, precisamos da energia para definir a energia. Não há como escapar desta redundância, notada já por Max Planck.

Esta Energia talvez constitua a melhor metáfora daquilo que significa Deus, cujos nomes variam, mas que sinalizam sempre  a mesma Energia subjacente. Já o Tao Te Ching (§ 4) dizia o mesmo do Tao: ”o Tao é um vazio em turbilhão, sempre em ação e inexaurível. É um abismo insondável, origem de todas as coisas  e unifica o mundo”.

A singularidade do ser humano é poder entrar em contacto consciente com esta Energia. Ele pode invocá-la, acolhê-la e percebê-la  na forma de vida, de irradiação e de entusiasmo.

Leonardo Boff com Mark Hathaway é autor de The Tao of Liberation. N.York(2010).

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 10:44
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 

> Desculpe lembrar ao meu cordial amigo, que faltou informar o significado

> que está atribuindo à palavra ENERGIA

 

Cortesia da Wikipédia:

 

    In physics, energy is a property of objects, transferable among
    them via fundamental interactions, which can be converted into
    different forms but not created or destroyed.

 

*PB*

 

 

 

Sent: Thursday, December 18, 2014 10:05 AM

Subject: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 




Desculpe lembrar ao meu cordial amigo, que faltou informar o significado que está atribuindo à palavra ENERGIA.

Peço-lhe a gentileza de não começar sua definição como fazem alguns, recorrendo a pseudo-soluções semânticas do tipo “Energia é tudo aquilo que...”

Obrigado

MC

 

Ps. Depois de conviver 18 anos com Freud, não consegui entender o que significa “energia psíquica”.  Se todo o mundo aceita essa teoria energética, a teoria do Safarelli, perdão, Sarafelli, tem chance também de ser aceita, desde que, é claro, um seja um dia, num futuro não remoto,  compreendida.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 09:25
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Re: Estamos sós, no Universo?

 

 

> Então também para não perder o costume, o que ou quem digita este texto?

 

Um punhado de átomos, formando moléculas orgânicas e

minerais, capaz de atividade autônoma, extraindo energia

através da transformação de moléculas orgânicas exteriores

em outras moléculas, mas com entropia maior (ou seja, bósta),

gerando comportamentos complexos a partir de intrincadas

interações sistêmicas, mas com componentes de aleatoriedade

capazes de provocar situações imprevisíveis quando da análise

inicial dessa gigantesca massa molecular. Viu só como é fácil?

 

*PB*

 

 

 

Sent: Tuesday, December 16, 2014 9:46 AM

Subject: RE: [ciencialist] Re: Estamos sós, no Universo?

 





Então também para não perder o costume, o que ou quem digita este texto?



To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Sun, 14 Dec 2014 14:28:13 -0800
Subject: [ciencialist] Re: Estamos sós, no Universo?

 

Oi Victor,

Para não perder o costume, ....

Eu não concordo contigo!!

Discordo deste teu ZERO.

Tenho certeza que este número é igual (ou maior) que 1.

Nós existimos!!!

Ou não???

Será??

Hélio

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SUBJECT: RE: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?
FROM: Verner Stranz <verner64@hotmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 22/12/2014 17:16

Deixei de citar o yoga, tb com técnicas de relaxamento e de meditação incríveis. O que me preocupa é que nós dois estamos concordando novamente, o que é altamente preocupante. Sugiro uma profunda análise semântica-metafísica.



To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Mon, 22 Dec 2014 12:39:17 -0200
Subject: Re: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 

> Ou então procures qualquer adepto do budismo que ele te ensinará, facilmente,
> como descansar e como limpar a mente
 
Verdade verdadeira! O budismo tem isso de bom (retirando as
porcariadas religiosas) é a busca por um estado de
independência dos estímulos externos e também internos
(mentais). Essa busca (que a princípio parece até ser um
contrasenso) é na verdade uma incrível arma para "arrumar"
nossas transfudidas mentalidades pensamentóides desvairadas.
 
*PB*
 
 
Sent: Thursday, December 18, 2014 4:14 PM
Subject: RE: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?
 


Ou então procures qualquer adepto do budismo que ele te ensinará, facilmente, como descansar e como limpar a mente, sobrecarregada até as bordas do Mtnos(aliás, que significa Mtnos?)



To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Thu, 18 Dec 2014 15:37:43 -0200
Subject: Re: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 
 
> MC – muito calmo, em brainstorm permanente porque a energia mental
> que não existe está em constante agitação atômica, durante 24 horas por dia
 
Calilzófilo, meu véio de guerra, agora vou falar sério contigo.
Permita-me proferir algumas palavritas acerca dessa questão de
ficar em um constante estado de "energia mental". Isso é muito
ruim, meu véio!
 
Não estou dizendo que usar a cachola é ruim, digo que usá-la
SEMPRE em "full speed " é muito maléfico! Precisamos dar um
descanso mínimo para os neurônios, para que eles sosseguem um
pouco.
 
Então, dou-lhe uma dica que vale ouro: busque (gogléie) o conceito
de "mindfulness", é um tipo de meditação que leva pouco tempo
para se fazer e que amplia muito a capacidade mental (além
de dar ao sujeito uma chance de "desligar" esse danado
motorzinho mental que temos em cima do pescoço). Vá até o
Youtúbi e busque por "Jon Kabat-Zinn", tu vais aprender um
bocadáço de coisas utilérrimas para a vida mental.
 
*PB*
 
 
 
 
Sent: Thursday, December 18, 2014 1:43 PM
Subject: RES: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?
 


O Wiki informou que a energia é transferível através de interações fundamentais que podem ser convertidas para diferentes formas...

 

a)  Wiki qualificou as interações sem informar o que significa isso e o pior: adjetivou-as como  o termo fundamentais

b) Ninguém perguntou o que acontece com a energia que adora ser transferida para vários lugares...( ou transferir não implica localidade?) e sim O QUE É a energia. 

c) o Wiki enrolou e não definiu o que a coisa é. Essa coisa costuma ser chamada de “coisa em sim” para evitar que os distraídos fujam dela quando são solicitá-los a defini-la. A coisa em si é um pleonasmo. Na existe nenhuma coisa que não seja ela mesma, ou “em si”. A essência da coisa, mesmo não existindo serve para informar que é TUDO AQUILO QUE distingue todas as coisas entre si. Assim o que distingue o Pesky Bee se ele for homem, de qualquer pessoa do gênero feminino, é  a sua “essência de gênero”.

d) será que a energia é mesmo uma “propriedade” possuída pelos objetos?

e) dizer que o Pesky Bee tem uma propriedade, não informa obviamente, O QUE É o Pesky Bee. Ou informa? PB tem a propriedade de ser homem ou mulher.

 

Estou desconfiado que a energia não existe.

Para Leonardo Boff quem não existe é a matéria.

Vejamos como ele transferiu a energia do Einstein para o mundo metafísico Boffiano.

 

Matéria não existe, tudo é energia -  O título deste artigo diz uma obviedade para quem entendeu minimamente a teoria da relatividade de Einstein pela qual se afirma ser matéria e energia equivalentes.

 

A lógica boffiana se perdeu no campo energético, pois se uma de duas coisas não existem, só existe uma coisa. Então Einstein, para ser lógico deveria ter dito: isso a que os humanos chamam de matéria NÃO EXISTE, porque a matéria é apenas uma das FORMAS em que a energia se apresenta. E o Heisemberg também se encrencou quando disse que “O universo não é feito por coisas mas por redes  de energia vibracional”. Quer dizer então que as redes não são coisas?  Toda coisa para existir tem que ser material? Que a energia não é uma coisa pelo fato de toda coisa ser material dá para aceitar. Mas o que é a energia vibracional? Informar que  ela ter a qualidade de vibrar, não informa O QUE É ESSA COISA QUE NÃO É COISA .... ufa.... não é por isso que inventaram a matemática? Para criar significados sem palavras?

 

O Boff admitiu que a energia não tem “definição cientifica” – o que é pleonasmo, pois toda definição é cientifica por ser lógica. O que acontece é que chamam de “definição” o bla-bla-bla dos dicionaristas em torno do significados diferentes que o povo foi dando as palavras. Se uma mesma coisa tem 20 significados, ela teria 19 falsas definições e 1 verdadeira e no caso da energia, tem 0 (zero) definições.

 

Só faltou o Boff ter a humildade de dizer que ele, como todo  mundo, NÃO SABE O QUE É A ENERGIA CONCENTRADA OU DESCONCENTRADA.

Ou falei bobagem? Se falei, aguardo a generosa correção, pelo que agradeço antecipadamente.

 

MC – muito calmo, em brainstorm permanente porque a energia mental que não existe está em constante agitação atômica, durante 24 horas por dia.

 

 

 

 

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http://amaivos.uol.com.br/upload/amaivos/boff.jpg

Matéria não existe, tudo é energia

O título deste artigo diz uma obviedade para quem entendeu minimamente a teoria da relatividade de Einstein pela qual se afirma ser matéria e energia equivalentes. Matéria é energia altamente condensada que pode ser liberada como o mostrou, lamentavelmente, a bomba atômica. O caminho da ciência percorreu, mais ou menos, o seguinte percurso: da matéria chegou ao átomo, do átomo, às partículas subatômicas, das partículas subatômicas,  aos “pacotes de onda” energética, dos pacotes de onda, às supercordas vibratórias, em 11 dimensões ou mais, representadas como música e cor. Assim um elétron vibra mais ou menos quinhentos trilhões de vezes por segundo. Vibração produz som e cor. O universo seria, pois, uma sinfonia de sons e cores. Das supercordas chegou-se, por fim, à energia de fundo, ao vácuo quântico.

Neste contexto, sempre lembro de uma frase dita por W.Heisenberg, um dos pais da mecânica quântica, num semestre que deu na Universidade de Munique em 1968, que me foi dado seguir e que ainda me  soa aos ouvidos : “O universo não é feito por coisas mas por redes  de energia vibracional, emergindo de algo ainda mais profundo e sutil”. Portanto, a matéria perdeu seu foco central em favor da energia que se organiza em campos e redes.

Que é esse”algo mais profundo e sutil” de onde tudo emerge? Os físicos quânticos e astrofísicos chamaram de “energia de fundo” ou “vácuo quântico”, expressão inadequada porque diz o contrário do que a palavra “vazio” significa. O vácuo representa a plenitude de todas as possíveis energias e suas eventuais densificações nos seres. Dai se preferir hoje a expressão pregnant void “o vácuo prenhe” ou a“fonte originária de todo o ser” Não é algo que possa ser representado nas categorias convencionais de espaço-tempo, pois é algo anterior a tudo o que existe, anterior ao espaço-tempo e às quatro energias fundamentais, a gravitacional, a eletromagnética, a nuclear fraca e forte.

Astrofísicos imaginam-no como uma espécie de vasto oceano, sem margens, ilimitado, inefável,  indescritível e misterioso no qual, como num útero infinito, estão hospedadas todas as possibilidades e virtualidades de ser. De lá emergiu, sem que possamos saber porquê e como, aquele pontozinho extremamente prenhe de energia, inimaginavelmente quente que depois explodiu (big bang) dando origem ao nosso universo. Nada impede que daquela energia de fundo tenham surgido outros pontos, gestando também outras singularidades e outros universos paralelos ou em outra dimensão.

Com o surgimento do universo, irrompeu simultaneamente o espaço-tempo. O tempo é o movimento da flutuação das energias e da expansão da matéria. O espaço não é o vazio estático dentro do qual tudo acontece mas aquele processo continuamente aberto que permite as redes de energia e os seres se manifestarem. A estabilidade da matéria pressupõe a presença de uma poderosíssima energia subjacente que a mantém neste estado. Na verdade, nós percebemos a matéria como algo sólido porque as vibrações da energia são tão rápidas que não alcançamos percebê-las com os sentidos corporais. Mas para isso nos ajuda a física quântica, exatamente porque se ocupa das partículas e das redes de energia, que nos rasgam  esta visão diferente da realidade.

A energia é e está em tudo. Sem energia nada poderia subsistir. Como seres conscientes e espirituais, somos uma realização complexíssima, sutil e extremamente interativa de energia.

Que é essa energia de fundo que se manifesta sob tantas formas? Não há nenhuma teoria científica que a defina. De mais a mais, precisamos da energia para definir a energia. Não há como escapar desta redundância, notada já por Max Planck.

Esta Energia talvez constitua a melhor metáfora daquilo que significa Deus, cujos nomes variam, mas que sinalizam sempre  a mesma Energia subjacente. Já o Tao Te Ching (§ 4) dizia o mesmo do Tao: ”o Tao é um vazio em turbilhão, sempre em ação e inexaurível. É um abismo insondável, origem de todas as coisas  e unifica o mundo”.

A singularidade do ser humano é poder entrar em contacto consciente com esta Energia. Ele pode invocá-la, acolhê-la e percebê-la  na forma de vida, de irradiação e de entusiasmo.

Leonardo Boff com Mark Hathaway é autor de The Tao of Liberation. N.York(2010).

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 10:44
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 

> Desculpe lembrar ao meu cordial amigo, que faltou informar o significado

> que está atribuindo à palavra ENERGIA

 

Cortesia da Wikipédia:

 

    In physics, energy is a property of objects, transferable among
    them via fundamental interactions, which can be converted into
    different forms but not created or destroyed.

 

*PB*

 

 

 

Sent: Thursday, December 18, 2014 10:05 AM

Subject: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 




Desculpe lembrar ao meu cordial amigo, que faltou informar o significado que está atribuindo à palavra ENERGIA.

Peço-lhe a gentileza de não começar sua definição como fazem alguns, recorrendo a pseudo-soluções semânticas do tipo “Energia é tudo aquilo que...”

Obrigado

MC

 

Ps. Depois de conviver 18 anos com Freud, não consegui entender o que significa “energia psíquica”.  Se todo o mundo aceita essa teoria energética, a teoria do Safarelli, perdão, Sarafelli, tem chance também de ser aceita, desde que, é claro, um seja um dia, num futuro não remoto,  compreendida.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 09:25
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Re: Estamos sós, no Universo?

 

 

> Então também para não perder o costume, o que ou quem digita este texto?

 

Um punhado de átomos, formando moléculas orgânicas e

minerais, capaz de atividade autônoma, extraindo energia

através da transformação de moléculas orgânicas exteriores

em outras moléculas, mas com entropia maior (ou seja, bósta),

gerando comportamentos complexos a partir de intrincadas

interações sistêmicas, mas com componentes de aleatoriedade

capazes de provocar situações imprevisíveis quando da análise

inicial dessa gigantesca massa molecular. Viu só como é fácil?

 

*PB*

 

 

 

Sent: Tuesday, December 16, 2014 9:46 AM

Subject: RE: [ciencialist] Re: Estamos sós, no Universo?

 





Então também para não perder o costume, o que ou quem digita este texto?



To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Sun, 14 Dec 2014 14:28:13 -0800
Subject: [ciencialist] Re: Estamos sós, no Universo?

 

Oi Victor,

Para não perder o costume, ....

Eu não concordo contigo!!

Discordo deste teu ZERO.

Tenho certeza que este número é igual (ou maior) que 1.

Nós existimos!!!

Ou não???

Será??

Hélio

------=extPart_000_

 


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SUBJECT: FW: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?
FROM: Verner Stranz <verner64@hotmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 23/12/2014 16:31



Repeteco.

From: verner64@hotmail.com
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Subject: RE: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?
Date: Mon, 22 Dec 2014 17:16:54 -0200

Deixei de citar o yoga, tb com técnicas de relaxamento e de meditação incríveis. O que me preocupa é que nós dois estamos concordando novamente, o que é altamente preocupante. Sugiro uma profunda análise semântica-metafísica.



To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Mon, 22 Dec 2014 12:39:17 -0200
Subject: Re: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 

> Ou então procures qualquer adepto do budismo que ele te ensinará, facilmente,
> como descansar e como limpar a mente
 
Verdade verdadeira! O budismo tem isso de bom (retirando as
porcariadas religiosas) é a busca por um estado de
independência dos estímulos externos e também internos
(mentais). Essa busca (que a princípio parece até ser um
contrasenso) é na verdade uma incrível arma para "arrumar"
nossas transfudidas mentalidades pensamentóides desvairadas.
 
*PB*
 
 
Sent: Thursday, December 18, 2014 4:14 PM
Subject: RE: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?
 


Ou então procures qualquer adepto do budismo que ele te ensinará, facilmente, como descansar e como limpar a mente, sobrecarregada até as bordas do Mtnos(aliás, que significa Mtnos?)



To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Thu, 18 Dec 2014 15:37:43 -0200
Subject: Re: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 
 
> MC – muito calmo, em brainstorm permanente porque a energia mental
> que não existe está em constante agitação atômica, durante 24 horas por dia
 
Calilzófilo, meu véio de guerra, agora vou falar sério contigo.
Permita-me proferir algumas palavritas acerca dessa questão de
ficar em um constante estado de "energia mental". Isso é muito
ruim, meu véio!
 
Não estou dizendo que usar a cachola é ruim, digo que usá-la
SEMPRE em "full speed " é muito maléfico! Precisamos dar um
descanso mínimo para os neurônios, para que eles sosseguem um
pouco.
 
Então, dou-lhe uma dica que vale ouro: busque (gogléie) o conceito
de "mindfulness", é um tipo de meditação que leva pouco tempo
para se fazer e que amplia muito a capacidade mental (além
de dar ao sujeito uma chance de "desligar" esse danado
motorzinho mental que temos em cima do pescoço). Vá até o
Youtúbi e busque por "Jon Kabat-Zinn", tu vais aprender um
bocadáço de coisas utilérrimas para a vida mental.
 
*PB*
 
 
 
 
Sent: Thursday, December 18, 2014 1:43 PM
Subject: RES: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?
 


O Wiki informou que a energia é transferível através de interações fundamentais que podem ser convertidas para diferentes formas...

 

a)  Wiki qualificou as interações sem informar o que significa isso e o pior: adjetivou-as como  o termo fundamentais

b) Ninguém perguntou o que acontece com a energia que adora ser transferida para vários lugares...( ou transferir não implica localidade?) e sim O QUE É a energia. 

c) o Wiki enrolou e não definiu o que a coisa é. Essa coisa costuma ser chamada de “coisa em sim” para evitar que os distraídos fujam dela quando são solicitá-los a defini-la. A coisa em si é um pleonasmo. Na existe nenhuma coisa que não seja ela mesma, ou “em si”. A essência da coisa, mesmo não existindo serve para informar que é TUDO AQUILO QUE distingue todas as coisas entre si. Assim o que distingue o Pesky Bee se ele for homem, de qualquer pessoa do gênero feminino, é  a sua “essência de gênero”.

d) será que a energia é mesmo uma “propriedade” possuída pelos objetos?

e) dizer que o Pesky Bee tem uma propriedade, não informa obviamente, O QUE É o Pesky Bee. Ou informa? PB tem a propriedade de ser homem ou mulher.

 

Estou desconfiado que a energia não existe.

Para Leonardo Boff quem não existe é a matéria.

Vejamos como ele transferiu a energia do Einstein para o mundo metafísico Boffiano.

 

Matéria não existe, tudo é energia -  O título deste artigo diz uma obviedade para quem entendeu minimamente a teoria da relatividade de Einstein pela qual se afirma ser matéria e energia equivalentes.

 

A lógica boffiana se perdeu no campo energético, pois se uma de duas coisas não existem, só existe uma coisa. Então Einstein, para ser lógico deveria ter dito: isso a que os humanos chamam de matéria NÃO EXISTE, porque a matéria é apenas uma das FORMAS em que a energia se apresenta. E o Heisemberg também se encrencou quando disse que “O universo não é feito por coisas mas por redes  de energia vibracional”. Quer dizer então que as redes não são coisas?  Toda coisa para existir tem que ser material? Que a energia não é uma coisa pelo fato de toda coisa ser material dá para aceitar. Mas o que é a energia vibracional? Informar que  ela ter a qualidade de vibrar, não informa O QUE É ESSA COISA QUE NÃO É COISA .... ufa.... não é por isso que inventaram a matemática? Para criar significados sem palavras?

 

O Boff admitiu que a energia não tem “definição cientifica” – o que é pleonasmo, pois toda definição é cientifica por ser lógica. O que acontece é que chamam de “definição” o bla-bla-bla dos dicionaristas em torno do significados diferentes que o povo foi dando as palavras. Se uma mesma coisa tem 20 significados, ela teria 19 falsas definições e 1 verdadeira e no caso da energia, tem 0 (zero) definições.

 

Só faltou o Boff ter a humildade de dizer que ele, como todo  mundo, NÃO SABE O QUE É A ENERGIA CONCENTRADA OU DESCONCENTRADA.

Ou falei bobagem? Se falei, aguardo a generosa correção, pelo que agradeço antecipadamente.

 

MC – muito calmo, em brainstorm permanente porque a energia mental que não existe está em constante agitação atômica, durante 24 horas por dia.

 

 

 

 

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http://amaivos.uol.com.br/upload/amaivos/boff.jpg

Matéria não existe, tudo é energia

O título deste artigo diz uma obviedade para quem entendeu minimamente a teoria da relatividade de Einstein pela qual se afirma ser matéria e energia equivalentes. Matéria é energia altamente condensada que pode ser liberada como o mostrou, lamentavelmente, a bomba atômica. O caminho da ciência percorreu, mais ou menos, o seguinte percurso: da matéria chegou ao átomo, do átomo, às partículas subatômicas, das partículas subatômicas,  aos “pacotes de onda” energética, dos pacotes de onda, às supercordas vibratórias, em 11 dimensões ou mais, representadas como música e cor. Assim um elétron vibra mais ou menos quinhentos trilhões de vezes por segundo. Vibração produz som e cor. O universo seria, pois, uma sinfonia de sons e cores. Das supercordas chegou-se, por fim, à energia de fundo, ao vácuo quântico.

Neste contexto, sempre lembro de uma frase dita por W.Heisenberg, um dos pais da mecânica quântica, num semestre que deu na Universidade de Munique em 1968, que me foi dado seguir e que ainda me  soa aos ouvidos : “O universo não é feito por coisas mas por redes  de energia vibracional, emergindo de algo ainda mais profundo e sutil”. Portanto, a matéria perdeu seu foco central em favor da energia que se organiza em campos e redes.

Que é esse”algo mais profundo e sutil” de onde tudo emerge? Os físicos quânticos e astrofísicos chamaram de “energia de fundo” ou “vácuo quântico”, expressão inadequada porque diz o contrário do que a palavra “vazio” significa. O vácuo representa a plenitude de todas as possíveis energias e suas eventuais densificações nos seres. Dai se preferir hoje a expressão pregnant void “o vácuo prenhe” ou a“fonte originária de todo o ser” Não é algo que possa ser representado nas categorias convencionais de espaço-tempo, pois é algo anterior a tudo o que existe, anterior ao espaço-tempo e às quatro energias fundamentais, a gravitacional, a eletromagnética, a nuclear fraca e forte.

Astrofísicos imaginam-no como uma espécie de vasto oceano, sem margens, ilimitado, inefável,  indescritível e misterioso no qual, como num útero infinito, estão hospedadas todas as possibilidades e virtualidades de ser. De lá emergiu, sem que possamos saber porquê e como, aquele pontozinho extremamente prenhe de energia, inimaginavelmente quente que depois explodiu (big bang) dando origem ao nosso universo. Nada impede que daquela energia de fundo tenham surgido outros pontos, gestando também outras singularidades e outros universos paralelos ou em outra dimensão.

Com o surgimento do universo, irrompeu simultaneamente o espaço-tempo. O tempo é o movimento da flutuação das energias e da expansão da matéria. O espaço não é o vazio estático dentro do qual tudo acontece mas aquele processo continuamente aberto que permite as redes de energia e os seres se manifestarem. A estabilidade da matéria pressupõe a presença de uma poderosíssima energia subjacente que a mantém neste estado. Na verdade, nós percebemos a matéria como algo sólido porque as vibrações da energia são tão rápidas que não alcançamos percebê-las com os sentidos corporais. Mas para isso nos ajuda a física quântica, exatamente porque se ocupa das partículas e das redes de energia, que nos rasgam  esta visão diferente da realidade.

A energia é e está em tudo. Sem energia nada poderia subsistir. Como seres conscientes e espirituais, somos uma realização complexíssima, sutil e extremamente interativa de energia.

Que é essa energia de fundo que se manifesta sob tantas formas? Não há nenhuma teoria científica que a defina. De mais a mais, precisamos da energia para definir a energia. Não há como escapar desta redundância, notada já por Max Planck.

Esta Energia talvez constitua a melhor metáfora daquilo que significa Deus, cujos nomes variam, mas que sinalizam sempre  a mesma Energia subjacente. Já o Tao Te Ching (§ 4) dizia o mesmo do Tao: ”o Tao é um vazio em turbilhão, sempre em ação e inexaurível. É um abismo insondável, origem de todas as coisas  e unifica o mundo”.

A singularidade do ser humano é poder entrar em contacto consciente com esta Energia. Ele pode invocá-la, acolhê-la e percebê-la  na forma de vida, de irradiação e de entusiasmo.

Leonardo Boff com Mark Hathaway é autor de The Tao of Liberation. N.York(2010).

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 10:44
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 

> Desculpe lembrar ao meu cordial amigo, que faltou informar o significado

> que está atribuindo à palavra ENERGIA

 

Cortesia da Wikipédia:

 

    In physics, energy is a property of objects, transferable among
    them via fundamental interactions, which can be converted into
    different forms but not created or destroyed.

 

*PB*

 

 

 

Sent: Thursday, December 18, 2014 10:05 AM

Subject: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 




Desculpe lembrar ao meu cordial amigo, que faltou informar o significado que está atribuindo à palavra ENERGIA.

Peço-lhe a gentileza de não começar sua definição como fazem alguns, recorrendo a pseudo-soluções semânticas do tipo “Energia é tudo aquilo que...”

Obrigado

MC

 

Ps. Depois de conviver 18 anos com Freud, não consegui entender o que significa “energia psíquica”.  Se todo o mundo aceita essa teoria energética, a teoria do Safarelli, perdão, Sarafelli, tem chance também de ser aceita, desde que, é claro, um seja um dia, num futuro não remoto,  compreendida.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 09:25
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Re: Estamos sós, no Universo?

 

 

> Então também para não perder o costume, o que ou quem digita este texto?

 

Um punhado de átomos, formando moléculas orgânicas e

minerais, capaz de atividade autônoma, extraindo energia

através da transformação de moléculas orgânicas exteriores

em outras moléculas, mas com entropia maior (ou seja, bósta),

gerando comportamentos complexos a partir de intrincadas

interações sistêmicas, mas com componentes de aleatoriedade

capazes de provocar situações imprevisíveis quando da análise

inicial dessa gigantesca massa molecular. Viu só como é fácil?

 

*PB*

 

 

 

Sent: Tuesday, December 16, 2014 9:46 AM

Subject: RE: [ciencialist] Re: Estamos sós, no Universo?

 





Então também para não perder o costume, o que ou quem digita este texto?



To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Sun, 14 Dec 2014 14:28:13 -0800
Subject: [ciencialist] Re: Estamos sós, no Universo?

 

Oi Victor,

Para não perder o costume, ....

Eu não concordo contigo!!

Discordo deste teu ZERO.

Tenho certeza que este número é igual (ou maior) que 1.

Nós existimos!!!

Ou não???

Será??

Hélio

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Este email está limpo de vírus e malwares porque a proteção do avast! Antivírus está ativa.

 




Este email está limpo de vírus e malwares porque a proteção do avast! Antivírus está ativa.


 


SUBJECT: FW: [ciencialist] Essência como conceito absoluto
FROM: Verner Stranz <verner64@hotmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 23/12/2014 16:32

Repeteco.



From: verner64@hotmail.com
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Subject: RE: [ciencialist] Essência como conceito absoluto
Date: Sun, 21 Dec 2014 19:26:21 -0200

O que observo é sua tendência em verbalizar suas ideias, tenham as mesmas fundamento ou não. Citar a Wikipédia como fonte de conhecimento para tuas dúvidas não deixa de ser uma atitude reducionista. Procurar aprovação em textos de autores, por mais sábios que sejam, apenas é uma tentativa de validar teus conceitos(êpa!, palavra polêmica). Seria interessante conhecer tuas próprias ideias, algo bem mais interessante do que relacionar citações. Abraços céticos, verner.



To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Sun, 21 Dec 2014 17:06:06 -0200
Subject: [ciencialist] Essência como conceito absoluto

 

Respondendo a pergunta de Stranz Verner:

 

A essência como conceito absoluto? Onde você achou esta pérola?

================================================

 

Eu achei essa coisa surfando nas ondas e sinapses neuronais que formam o que chamamos de mente, e que não existe – só existem processos mentais. Nós, humanos adoramos substantivar o que não vemos porque temos ojeriza (ou medo? )do invisível. Deixa eu ver no google se alguém disse que a essência é um conceito absoluto. Ninguém... mas alguns consideram a energia como sendo conceito absoluto. Ora bolas, se a energia pode, porque a essência não poderia? Aproveito o ensejo para pedir ao potencial amigo que informe o significado que atribui à palavra energia. Obrigado!

 

Falta porém encontrar uma definição de conceito absoluto.

Se já encontrei, a perdi.

Let me see....

Achei: conceito absoluto é  aquele que não necessita de nenhum outro conceito para existir ( ou “ser”). Ele vale por si mesmo, reina no universo dotado de um poder absoluto.

 

Que você achou deste absolutismo, Verner?

 

Será que o significado é parente próximo do conceito? O conceito possui significado, mas será que o significado possui significado?

Deixa eu ver o que escrevi há alguns anos no livrinho de Lógica na Comunicação Humana, que já esqueci:

 

Seguindo o mesmo padrão que adotamos na definição de conceito como “representação lógico - matemática da essência de um objeto”, podemos definir o significado como "representação lógico - matemática da essência das palavras" (e dos demais signos). A generalizada imprecisão e ambigüidade que encontramos,  seja nos conceitos, seja nos significados, deve-se a falhas no processo de  elaboração lingüística. Todos os conceitos e significados, quando processados de maneira correta e minuciosa, atingem elevados níveis de precisão. E, quanto mais concreto for o significado de uma palavra, maior é a possibilidade de se atingir a exatidão, que é simultaneamente lingüística, lógica e matemática.

 

A exatidão é uma meta básica da linguagem. Sendo a palavra um instrumento criado para facilitar a comunicação social entre os homens, ela somente se torna útil se for compreensível a todos, e somente se torna compreensível a todos, se possuir um único significado, tão exato e indiscutível quanto os símbolos da matemática, como o número. Quando nos deparamos com o número 3, sabemos perfeitamente o que ele representa e o que não representa. Sabemos que o número 3 se distingue de todos os demais números e podemos expressá-lo usando a palavra "três". .... etc.

 

Mtnos Calil – TBHR – Teoria do Bom Humor Radical

 

Ps. O livro eletrônico citado só será impresso depois de passar pela trituração dos nossos sublimadores da guerra. Eu mesmo vou participar da trituração. Por exemplo escrevi que a exatidão é uma meta básica da linguagem. ERREI: o certo é: a exatidão deveria ser uma meta básica da linguagem.  (a palavra “meta” parece também  não ser muito matemática... vou ver se acho outra mais exata).

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 16:19
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RE: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 

 

A essência como conceito absoluto? Onde você achou esta pérola?


To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Thu, 18 Dec 2014 16:10:26 -0200
Subject: Re: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 

 

> Pode, porém existir alguns conceitos absolutos como por exemplo o da essência

 

Tu consegues definir o que seria essa tal de essência?

 

E enquanto tu estiveres debruçado nessa tarefa, valeria

conjecturar sobre o que seria a essência da essência.

E a essência é um conceito essencial ou é apenas

utilzinho de vez em quando? Por exemplo, quando um

pasteleiro limpa o ranho do nariz com a mão e logo

depois pega um pastel para servir a um cliente, qual

seria a essência desse comportamento? Será que mudaria

caso o cliente estivesse há 1 semana sem comer nada e

o pastel do sujeito fosse a única comida disponível?

Nossa, como as coisas são complicadas, hahahahaha

 

*PB*

 

 

 

Sent: Thursday, December 18, 2014 3:40 PM

Subject: RES: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 

 

Prezado Pibowsky.

Só fundamentalistas imaginam ser possível criar definições absolutas.

Peço então que me peça desculpas por ter me atribuído tamanha impropriedade BW começou a botar ordem na enrolação wikiana.

Abraços lógico-matemáticos

MC

 

Ps. Pode, porém existir alguns conceitos absolutos como por exemplo o da essência, injustamente combatido por alguns cientificistas.

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 15:32
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 

 

> o Wiki enrolou e não definiu o que a coisa é.

 

Calilzóvsky, não existe como definir uma coisa qualquer

de forma absoluta. Não dá, meu véio! Para qualquer

definição que tu profiras, sempre poderá haver um zé

mané que irá lhe dizer: "mas essa palavrita que tu

usástes na definição, tu não definistes o que ela é".

Aí tu vais tentar sossegar o zé mané definindo a maldita

da palavrita que ele questionou. E ele, em vez de sossegar,

vai pegar uma nova palavrita, da definição que tu falastes

e que, segundo ele, também requer uma definição. E isso

irá assim, de forma iterativa, até o dia em que a Gráça

Fóster ficar bonitinha!

 

> PB tem a propriedade de ser homem ou mulher

 

Mostro-lhe o que sou apenasmente em 23 centímetros

(mole), hahahahaha

 

*PB*

 

 

 

Sent: Thursday, December 18, 2014 1:43 PM

Subject: RES: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 



O Wiki informou que a energia é transferível através de interações fundamentais que podem ser convertidas para diferentes formas...

 

a)  Wiki qualificou as interações sem informar o que significa isso e o pior: adjetivou-as como  o termo fundamentais

b) Ninguém perguntou o que acontece com a energia que adora ser transferida para vários lugares...( ou transferir não implica localidade?) e sim O QUE É a energia. 

c) o Wiki enrolou e não definiu o que a coisa é. Essa coisa costuma ser chamada de “coisa em sim” para evitar que os distraídos fujam dela quando são solicitá-los a defini-la. A coisa em si é um pleonasmo. Na existe nenhuma coisa que não seja ela mesma, ou “em si”. A essência da coisa, mesmo não existindo serve para informar que é TUDO AQUILO QUE distingue todas as coisas entre si. Assim o que distingue o Pesky Bee se ele for homem, de qualquer pessoa do gênero feminino, é  a sua “essência de gênero”.

d) será que a energia é mesmo uma “propriedade” possuída pelos objetos?

e) dizer que o Pesky Bee tem uma propriedade, não informa obviamente, O QUE É o Pesky Bee. Ou informa? PB tem a propriedade de ser homem ou mulher.

 

Estou desconfiado que a energia não existe.

Para Leonardo Boff quem não existe é a matéria.

Vejamos como ele transferiu a energia do Einstein para o mundo metafísico Boffiano.

 

Matéria não existe, tudo é energia -  O título deste artigo diz uma obviedade para quem entendeu minimamente a teoria da relatividade de Einstein pela qual se afirma ser matéria e energia equivalentes.

 

A lógica boffiana se perdeu no campo energético, pois se uma de duas coisas não existem, só existe uma coisa. Então Einstein, para ser lógico deveria ter dito: isso a que os humanos chamam de matéria NÃO EXISTE, porque a matéria é apenas uma das FORMAS em que a energia se apresenta. E o Heisemberg também se encrencou quando disse que “O universo não é feito por coisas mas por redes  de energia vibracional”. Quer dizer então que as redes não são coisas?  Toda coisa para existir tem que ser material? Que a energia não é uma coisa pelo fato de toda coisa ser material dá para aceitar. Mas o que é a energia vibracional? Informar que  ela ter a qualidade de vibrar, não informa O QUE É ESSA COISA QUE NÃO É COISA .... ufa.... não é por isso que inventaram a matemática? Para criar significados sem palavras?

 

O Boff admitiu que a energia não tem “definição cientifica” – o que é pleonasmo, pois toda definição é cientifica por ser lógica. O que acontece é que chamam de “definição” o bla-bla-bla dos dicionaristas em torno do significados diferentes que o povo foi dando as palavras. Se uma mesma coisa tem 20 significados, ela teria 19 falsas definições e 1 verdadeira e no caso da energia, tem 0 (zero) definições.

 

Só faltou o Boff ter a humildade de dizer que ele, como todo  mundo, NÃO SABE O QUE É A ENERGIA CONCENTRADA OU DESCONCENTRADA.

Ou falei bobagem? Se falei, aguardo a generosa correção, pelo que agradeço antecipadamente.

 

MC – muito calmo, em brainstorm permanente porque a energia mental que não existe está em constante agitação atômica, durante 24 horas por dia.

 

 

 

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SUBJECT: RE: RES: [ciencialist] A estranha ordem de Cristo para não comemorar o Natal!
FROM: Verner Stranz <verner64@hotmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 25/12/2014 09:02

Álvaro, concordo contigo. Mas nossa lista andava meio devagar, né? Ao menos agora tem 2 listeiros que a movimentam assás(!). Quanto ao moderador, sua excelência deve estar se debatendo entre o conceito(êpa!) se ele tem existência real ou se é uma mera manifestação do nada.



To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Thu, 25 Dec 2014 01:17:50 -0200
Subject: RES: [ciencialist] A estranha ordem de Cristo para não comemorar o Natal!

 

Tenho a dizer que essa lista já  foi mais séria e científica. Nos tempos de outrora uma mensagem como esta teria recebido no mínimo uma nota de censura do moderador. Mas os tempos de outrora se foram e, pelo, jeito, nem o moderador existe mais.

 

[ ]s

 

Alvaro

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 24 de dezembro de 2014 17:40
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] A estranha ordem de Cristo para não comemorar o Natal!

 




Nesta madrugada do dia 24 de dezembro de 2014, tive um sonho inesperado com Cristo, o que num primeiro momento me deu uma sensação incrível de estar comemorando o Natal na presença Dele. Mas logo que ele começou a falar recebi o maior choque onírico de toda a minha vida.

A Sua primeira frase foi:

“Não pense que eu vim encontrá-lo para comemorar o Natal. Eu tenho coisas mais sérias que Deus me mandou fazer”. A partir daí teve lugar um diálogo que levarei comigo até o túmulo.

Eu – Meu Deus, quer dizer então que comemorar o seu aniversário não é coisa séria?

Cristo – Porque seria? Que sentido teria essa comemoração?

Eu – Na minha opinião o principal sentido do Natal é a confraternização entre os homens, de acordo com o seu  mandamento “Ama a teu próximo como a ti mesmo”

Cristo – Este mandamento foi mal interpretado. Trocaram a palavra semelhante por próximo. Vocês humanos são muito espertinhos – como amar ao  semelhante é muito difícil, pois existem mais de 7 bilhões de semelhantes, vocês deram um jeitinho de amar apenas o próximo.

Eu – Como seria possível amar a tanta gente?

Cristo – A primeira atitude  do amor à humanidade seria acabar com a miséria. No entanto o que muitos de vocês fazem é tratar os animais como cães e gatos com muito mais amor do que tratam os miseráveis que perambulam pelas ruas ao lado de bichos também abandonados. O amor de vocês é dirigido a uma minoria. É um amor interesseiro, como é tão comum se ver nos casamentos.

Eu – Mas nem todas as pessoas casam por dinheiro.

Cristo – E quem lhe disse que o egoísmo só se manifesta através do dinheiro? O egoísta ama a si mesmo acima de todas as coisas e usa a família para alimentar o seu egoísmo.

Eu – Ah, então foi por isso que o sr. disse que tinha a missão de desintegrar a família?

Cristo – Desintegrar a família?  Cristo enviado por Deus com a missão de desintegrar a família? Que loucura é essa?

Eu – É o que está escrito na Bíblia. Veja:

"Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim  eu vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, e a nora de sua sogra; os inimigos da gente serão os próprios parentes. Quem amar o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem amar o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não tomar a sua cruz e não me seguir, não é digno de mim". (Mateus, 10:34 e seguintes).

Cristo – Mentira, mentira: eu jamais disse isso. Como alguém que diz “ama a teu próximo como a ti mesmo” poderia dizer uma barbaridade dessas?

Eu – Mas está escrito na Bíblia. Tudo que está na Bíblia não é a palavra de Deus?

Cristo – É claro que não, pois Deus teve que recorrer às mãos do homem para escrever.

Eu – Então tudo que está escrito na bíblia é falso?

Cristo – Aí de novo entrou a esperteza dos humanos – eles falsificaram uma parte das palavras de Deus, para assim enganar o povo.

Eu – Eles quem?

Cristo – Os sacerdotes que construíram as igrejas e os palácios para atender a sua sede de poder. A religião e as igrejas não foram feitas para o bem estar da humanidade. Deus não é religioso.

Eu – Mas os padres católicos não se sacrificaram ao abdicarem do prazer sexual?

Cristo – Mais uma enganação. Proibidos de casar muitos destes padres aderiram à pedofilia.

Eu – Conheço alguns padres que são simples e até pobres. Certa vez vi um padre católico cobrando apenas 10 reais para rezar num velório.

Cristo – Sim, existem alguns padres simples e pobres que servem ao marketing da igrejas que falam hipocritamente em simplicidade.

Eu – Na bíblia está escrito que o sr. disse que “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha” do que entrar um rico no reino dos céus. O sr. disse isso mesmo?

Cristo – Sim, eu disse e me arrependi.

Eu – Como assim? O sr. foi o porta-voz de Deus e se arrependeu de ter dito essa frase?

Cristo – Fui e continuo sendo porta-voz de Deus. Mas quando uso a palavra , estou sujeito aos erros dos humanos.

Eu – Por que o sr. se arrependeu de ter dito que os ricos não entram no reino dos céus?

Cristo – Me arrependi, porque os padres manipularam essa frase, sugerindo que apenas os pobres teriam acesso ao Paraíso onde viveriam eternamente felizes. Assim a pobreza foi institucionalizada pela Igreja.

Eu – Mas isso aconteceu com a Igreja Católica. Os protestantes e os evangélicos deram a devida importância à vida aqui na terra.

Cristo – É claro: fizeram isso em benefício próprio. Veja quanto ganham os bispos da Igreja Universal do Reino de Deus – De Deus ou do diabo?

Eu  (abalado) -   Meu Deus, porque escolheste a mim para ser castigado neste natal de 2014?

Cristo – Não é castigo! Você foi escolhido como mensageiro. Divulgue esse diálogo na internet.

Eu – Castigado ou não, esse encontro acabou com toda a alegria que eu queria transmitir para meus filhos, a quem só vejo de vez em quando. Passar o Natal com o coração carregado de tristeza?

Cristo – Se preferir ser egoísta como todos, se delicie com a ceia enquanto milhões de seres humanos passam fome, conforme a própria ONU informou – existem cerca de um bilhão de famintos e sub-nutritos no planeta. Não verás no mundo espécie mais cruel do que a humana.

Eu – E porque o sr. não vem de novo à Terra para acabar com esse egoísmo e crueldade dos homens?

Cristo – Sigo as instruções de Deus. Fizemos uma tentativa e o homem teve mais de 2000 anos para se regenerar e nada aconteceu.

Eu – Neste tempo houve muito progresso. Por exemplo a escravidão acabou.

Cristo – Será que acabou mesmo, ou apenas se modernizou? Hoje os homens são escravos do consumo. Eu vejo crianças de 5 anos com 20 pares de calçados enquanto outras vivem descalças e maltrapilhas. A felicidade foi colocada numa garrafa de coca-cola. Não há limite para essa loucura consumista e mercantil. Essa é a função principal do Natal – fazer o povo consumir, enquanto os miseráveis não têm o que comer.

Eu – Mas porque Deus sendo tão generoso não intervém para acabar com essas barbáries de violência, guerras, miséria, corrupção, poluição e  outras?

Cristo – Porque Deus, ao criar o homem,  adotou como principio a liberdade e concedeu aos humanos o livre-arbítrio que agora está impregnado no DNA  e não há como removê-lo.

Eu – Então a humanidade está condenada a se destruir?

Cristo – Pode ser que sim, pode ser que não. Isso vai depender de o homem adquirir o juízo necessário para controlar seus instintos. Precisamos aguardar mais dois mil anos para ver se a loucura humana vai ser devidamente controlada.

Eu – Tanto tempo assim? Eu me surpreendi com o Papa Francisco e alimentei a esperança de dias melhores ainda neste século.

Cristo – A esperança e a ilusão são parentes próximos. O Papa Francisco, de fato é o melhor de todos os papas que a Igreja Católica já teve. Mas ele não terá nenhum poder sobre os homens. Padres, bispos e cardeais não vão obedecer às suas ordens. Vão manobrar até que ele seja substituído por outro Papa corporativo. Além do luxo das igrejas-palácios, o Vaticano tem até um banco além de milhões de hectares de terra espalhados pelo mundo. A Igreja Católica é uma mega-corporação como outras. Nem o Papa Francisco nem Obama vão mudar o mundo.

Eu – O que devo fazer então neste Natal? Não devo ir ao encontro dos meus filhos?

Cristo – Pode ir sim, mas com estas duas condições:

a) Antes de ir envie para eles o nosso diálogo

b) No encontro da família, reserve um minuto de oração e lágrimas pelos miseráveis que não terão nenhum Natal para comemorar.

==================================================

Pérolas de Cristo

1. Quando tu orares, não sejas como os hipócritas; porque eles amam orar em pé nas sinagogas, e nos cantos das ruas, para serem vistos pelos homens. Não façais repetições inúteis como os gentios,  que acham que por muito falar serão ouvidos.

2. Quando jejuardes, não vos mostreis tristonhos, como os hipócritas; porque eles desfiguram seus rostos, para aos homens parecerem que jejuam.

5. Não junteis para vós tesouros na terra, onde e a traça e a ferrugem tudo gastam, e onde os ladrões invadem e roubam. É mais fácil é passar um camelo pelo buraco de uma agulha, do que entrar o rico no reino de Deus.

6. E porque tu observas o cisco que está no olho de teu irmão, e não enxergas a trave que está em teu olho?

7. Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho, que leva à perdição; e muitos são os que por ele entram. Porque estreita é a porta, e apertado o caminho, que leva à vida; e são poucos os que o acham.

8. Ama a teu próximo como a ti mesmo.

9. Nada há fora do homem que nele entre, que o possa contaminar; mas o que dele sai, isso é o que contamina ao homem.

10. Perdoai aqueles que se arrependerem do mal cometido.

 


Imagem removida pelo remetente.

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SUBJECT: RE: RES: [ciencialist] Sobre "as questões atávicas do conhecimento"
FROM: Verner Stranz <verner64@hotmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 25/12/2014 09:16

Jota Victor, permito-me colocar aqui uma concepção de Bertrand Russell, aliás bastante citado entre nós ultimamente: na ideia de morte, o medo maior é o da extinção, pois o homem prefere arder eternamente no inferno do que pensar-se extinto, sem identidade, sem "eu". Grande B. RussellEmoji



To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Wed, 24 Dec 2014 20:52:20 -0300
Subject: RES: [ciencialist] Sobre "as questões atávicas do conhecimento"

 

Como agora está se falando tudo por aquí, e de tudo, atribuo-me o direito de fazê-llo também, e do meu jeito. e podem meter o pau.

 

Uma pergunta, a vós filósofos, aliás, duas:

 

1a.) Se o homem fosse imortal, e soubesse que nada, nadica de nada, poderia fazê-lo "bater o chinelo", com se diz, ainda assim teria inventado esse negócio de divindade, santos, religião, seitas espiritualistas,  e coisas semelhantes?

 

 

2a) Não seria uma causa do estado religioso que assola a humanidade algo como o que ora exponho a seguir?

O  homem tem medo da morte e o  que supõe que venha depois da tal.  Pode é dizer que não tem, para dar uma de macho-cho-cho. Mas tem, ainda que inconscientemente, pois a mente tem um sistema de proteção que nos impede de pensar e - até - de racionalizar esta única verdade verdadeira.  Ou ela, também, como nossa própria existência(segundo alguns de vós) , não existe?....Eis a questão, to be or not to existir.

 

Pois bem, ante este fato, o medo da morte, ele, o homem,  criou todas as estruturas de sobrevivência mental, como:  filosóficas, religiosas, seitas, sacrifícios humanos ou não,  para agradar o sedento de sangue lá em cima, as estruturas sociais, e que tais. God, pai de Jisus, o próprio Jisus e as lendas a seu respeito, foram criadas, simplesmente por causa  dessa besterinha, que é  o medo da morte. Sem falar nos sabidões sacerdotes, de todos os credos gerados, que viram nisso uma moeda de poder, os mais inteligentes, claro.  Pelo que se encarregaram de fortificar o mito, ao longo das eras. Já  os mais burros continuaram fazendo o mesmo, mas acreditando mesmo que tudo aquilo é a mais pura das verdades...

Com améns e tudo o mais.

 

Sds,

Victor.

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 24 de dezembro de 2014 20:13
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Sobre "as questões atávicas do conhecimento"

 

 

Prezado Neville.

 

Minha idéia é a seguinte:  o pensamento começa com o conceito cuja formação em nossa mente se dá através da percepção. Se percebemos durante algumas vezes a lua ora de um tamanho, ora de outro, formam-se em nossa mente dois conceitos, referentes à lua em seus diferentes tamanhos. A associação das representaçöes mentais da lua em dois tamanhos leva o homem primitivo a pensar no como ou no porque isso acontece, dando assim origem ao pensamento lógico-cientifico. As perguntas como e porque são precedidas por meros pontos de interrogação ou exclamação. Esses pontos não tinham qualquer representação gráfica do tipo “?” e “!” e eram representados por expressões faciais de medo, de surpresa, de interrogação, de dúvida. Se o homem é produto da evolução de seres animais que o antecederam nada mais natural que ele se expressasse sem palavras.

 

Porém no seu inconformismo com o não saber – inclusive porque o desconhecido é uma fonte racional de medo – o homem primitivo tratava de arrumar explicações que aliviassem a sua angústia. Por isso atribuia aos objetos qualidades humanas, as quais,  bem ou mal ele conhecia. Essas qualidades antropomórficas teriam sido transformadas de modo a formar divindades. Diz-se que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, quando ocorreu exatamente o contrário. Nada mais natural (e por decorrência, lógico,  do que o homem projetar-se a si mesmo num mundo desconhecido. A religião, portanto foi precursora da filosofia, que por sua vez foi precursora do conhecimento cientifico. (prefiro o termo “conhecimento cientifico” ao termo “ciência” por se aproximar do conceito de processo. CONCEITO DE PROCESSO? NÃO – isso é um vicio de linguagem. O correto é a IDÉIA DE PROCESSO. A definição seria então um conjunto de ideias e não de conceitos? Tudo depende é claro da definição de conceito adotada. Se conceito não for a forma mais primitiva de conhecimento, baseada na representação mental do objeto percebido visualmente, precisamos então arrumar outro termo para usarmos no lugar de conceito.

 

Abraços

Mtnos Calil

 

Ps. Os homens atribuíram todo o poder – infinito mesmo – a Deus porque gostariam de ter esse poder, para assim enfrentarem com mais facilidade os seus inimigos naturais que deles exigiram tanto sacrifício para manter simplesmente a sobrevivência da espécie. Hoje o maior inimigo do homem é o próprio homem. Mas a origem desta inimizade é arcaica, pois os nossos antepassados que viviam em tribos tinham medo de serem invadidos por outras tribos, como se estas fossem de bichos. E assim as invasões se tornavam rotineiras, acabando se transformando em fontes de prazer. Prazer de matar, prazer de estuprar, prazer de escravizar. Essa busca ilimitada de prazer está conduzindo a humanidade para a beira do abismo. É a esquizofrenia social se globalizando.

 

 

 Livro de Urântia

http://www.urantia.org/pt/o-livro-de-urantia/documento-85-origens-da-adoracao

 

Documento 85

As Origens da Adoração


(944.1) 85:0.1 A RELIGIÃO primitiva teve uma origem biológica, um desenvolvimento evolucionário natural, independentemente das conjunções morais e de todas as influências espirituais. Os animais, mesmo os superiores, têm medos, mas não têm ilusões e, conseqüentemente, nenhuma religião. O homem cria as suas religiões primitivas dos próprios temores e por meio das suas ilusões.

(944.2) 85:0.2 Na evolução da espécie humana, a adoração, nas suas manifestações primitivas, apareceu muito antes que a mente do homem fosse capaz de formular os conceitos mais complexos de vida os quais agora, e futuramente, merecem ser chamados de religião. A religião primitiva tinha uma natureza totalmente intelectual e era baseada inteiramente em circunstâncias de relacionamento. Os objetos da adoração eram sempre sugestivos; consistiam de coisas da natureza que estavam à mão, ou ocupavam lugar bem comum na experiência dos urantianos primitivos de mentes simples.

(944.3) 85:0.3 Quando evoluiu além da adoração da natureza, a religião adquiriu raízes de origem espiritual; entretanto, foi ainda sempre condicionada pelo ambiente social. À medida que se desenvolveu a adoração da natureza, o homem imaginou conceitos de uma divisão do trabalho para o mundo supramortal; havia espíritos da natureza para os lagos, árvores, cachoeiras, chuva e centenas de outros fenômenos terrestres comuns.

(944.4) 85:0.4 Em uma época ou em outra, o homem mortal adorou tudo sobre a face da Terra, incluindo a si próprio. E adorou também tudo o que fosse imaginável, no céu e sob a superfície da Terra. O homem primitivo temia todas as manifestações de poder; e adorou a todos os fenômenos naturais que não podia compreender. As forças naturais poderosas, tais como as tempestades, enchentes, terremotos, deslizamentos de terra, vulcões, fogo, calor e frio, como observadas pelo homem, impressionaram em muito a sua mente em expansão. As coisas inexplicáveis da vida ainda são chamadas de “atos de Deus” e de “dispensações misteriosas da Providência”.

1. A Adoração de Pedras e Montanhas

(944.5) 85:1.1 O primeiro objeto a ser adorado pelo homem em evolução foi uma pedra. Hoje, o povo Kateri, do sul da Índia, ainda adora uma pedra, como o fazem numerosas tribos no norte da Índia. Jacó dormiu sobre uma pedra porque ele a venerava; e até mesmo a ungiu. Raquel escondia um bom número de pedras sagradas na sua tenda.

(944.6) 85:1.2 As pedras impressionaram o homem primitivo, primeiro, por serem extraordinárias, em vista do modo pelo qual tão subitamente apareciam na superfície de um campo cultivado ou um pasto. Os homens não levavam em conta a erosão, nem os resultados dos arados sobre o solo. As pedras também impressionaram muito aos povos primitivos, pela sua freqüente semelhança com animais. A atenção do homem civilizado detém-se em numerosas formações de pedras, nas montanhas que tanto se assemelham às faces de animais e mesmo de homens. Contudo, a influência mais profunda foi exercida pelos meteoros, os quais os humanos primitivos viam entrar na atmosfera, em uma grandiosidade flamejante. A estrela cadente era atemorizante para o homem primitivo, que acreditava com facilidade que aqueles riscos flamejantes marcavam a passagem de um espírito a caminho da Terra. Não é de causar surpresa que os homens fossem levados a adorar tais fenômenos, especialmente quando descobriram subseqüentemente os meteoros. E isso levou a uma reverência ainda maior a todas as outras pedras. Em Bengala muitos adoram um meteoro que caiu na Terra em 1 880 d.C.

(945.1) 85:1.3 Todos os clãs e tribos antigas tiveram as suas pedras sagradas; e a maior parte dos povos modernos manifesta uma certa veneração por alguns tipos de pedras — as suas jóias. Um grupo de cinco pedras foi reverenciado na Índia; na Grécia, um agrupamento de trinta delas; em meio aos homens vermelhos, era comum um círculo de pedras. Os romanos sempre atiravam uma pedra para o ar, quando invocavam Júpiter. Na Índia, até hoje, uma pedra pode ser usada como testemunha. Em algumas regiões, uma pedra pode ser empregada como um talismã da lei, e um transgressor pode ser levado ao tribunal pelo seu prestígio. Todavia, os simples mortais nem sempre identificam a Deidade com um objeto reverenciado com cerimônia. Tais fetiches são, muitas vezes, meros símbolos do objeto real da adoração.

(945.2) 85:1.4 Os antigos tinham uma consideração peculiar pelos orifícios nas pedras. Supunha-se que as rochas porosas fossem inusitadamente eficazes para curar doenças. As orelhas não eram perfuradas para o porte de pedras, mas as pedras eram colocadas ali para manter os furos das orelhas abertos. Mesmo nos tempos modernos, as pessoas supersticiosas fazem furos nas moedas. Na África, os nativos fazem grande alarde dos seus fetiches pelas pedras. De fato, em meio a todas as tribos e povos atrasados, as pedras são ainda mantidas sob uma veneração supersticiosa. A adoração das pedras ainda agora se encontra muito disseminada por todo o mundo. A pedra tumular é um símbolo sobrevivente de imagens e ídolos esculpidos, em vista das crenças nos fantasmas e espíritos dos companheiros que se foram.

(945.3) 85:1.5 A adoração de colinas veio depois da adoração da pedra, e as primeiras colinas a serem veneradas foram grandes formações de rochas. Em seguida, tornou-se hábito acreditar que os deuses habitavam nas montanhas, de um modo tal que as altas elevações de terras eram adoradas por mais essa razão. Com o passar do tempo, sendo associadas a certos deuses, certas montanhas tornavam-se sagradas. Os aborígines ignorantes e supersticiosos acreditavam que as cavernas levavam ao submundo, com os seus espíritos e demônios malignos e, ao contrário, as montanhas, eram identificadas com os conceitos, num desenvolvimento mais recente, das deidades e dos espíritos bons.

2. A Adoração de Plantas e Árvores

(945.4) 85:2.1 As plantas primeiro foram temidas e depois adoradas, por causa dos tóxicos que se derivavam delas. O homem primitivo acreditava que a intoxicação fazia com que alguém se tornasse divino. Supunham haver algo de inusitado e sagrado em tal experiência. Mesmo nos tempos modernos, o álcool é conhecido como “espírito”.

(945.5) 85:2.2 O homem primitivo via a semente germinando com um temor e um respeito supersticioso. O apóstolo Paulo não foi o primeiro a retirar lições espirituais profundas da semente germinando, e a pregar crenças religiosas sobre ela.

(945.6) 85:2.3 Os cultos de adoração de árvore estão nos grupos das religiões mais antigas. Todos os casamentos primitivos eram feitos sob as árvores e, quando as mulheres desejavam ter filhos, algumas vezes iam às florestas abraçar afetuosamente um robusto carvalho. Muitas plantas e árvores foram veneradas pelos seus poderes medicinais, reais ou imaginários. O selvagem acreditava que todos os efeitos químicos fossem devidos à atividade direta de forças sobrenaturais.

(945.7) 85:2.4 As idéias sobre os espíritos das árvores variavam muito entre as tribos e raças diferentes. Algumas árvores eram habitadas por espíritos afáveis; outras abrigavam espíritos cruéis e enganosos. Os finlandeses acreditavam que a maior parte das árvores era ocupada por espíritos bons. Os suíços há muito desconfiavam das árvores, acreditando que continham espíritos traiçoeiros. Os habitantes da Índia e da Rússia Oriental consideravam os espíritos das árvores como sendo cruéis. Os patagônios ainda adoram árvores, como o fizeram os semitas primitivos. Muito depois de cessarem de adorar as árvores, os hebreus continuaram a venerar as suas várias deidades dos bosques. Exceto na China, houve um culto universal à árvore da vida.

(946.1) 85:2.5 A crença de que a água, bem como os metais preciosos, debaixo da superfície da Terra, podem ser detectados por um divinatório ramo de madeira é uma lembrança dos antigos cultos às árvores. O mastro de Primeiro de maio, a árvore de Natal e a prática supersticiosa de bater na madeira perpetuam alguns dos antigos costumes de adoração das árvores e dos seus cultos mais recentes.

(946.2) 85:2.6 Muitas das formas mais primitivas de veneração da natureza combinaram-se a técnicas de adoração posteriores, em evolução, mas os tipos mais primitivos de adoração, ativados pelos espíritos ajudantes da mente, estavam funcionando muito antes de a natureza religiosa recém-despertada da humanidade se tornar plenamente sensível ao estímulo das influências espirituais.

3. A Adoração de Animais

(946.3) 85:3.1 O homem primitivo possuiu um sentimento peculiar e fraternal para com os animais superiores. Os seus ancestrais haviam vivido com eles e haviam, até mesmo, se acasalado com eles. No sul da Ásia acreditou-se primitivamente que as almas dos homens voltavam à Terra, na forma animal. Essa crença era um remanescente da prática ainda mais primitiva de adorar os animais.

(946.4) 85:3.2 Os homens primitivos reverenciavam os animais pelo seu poder e astúcia. Julgavam que os apurados sentidos do olfato e da visão de certas criaturas fosse um sinal de orientação espiritual. Os animais têm sido adorados por uma raça ou por outra, em um momento ou em outro. Entre esses objetos de adoração, estavam criaturas que foram consideradas como meio humanas e meio animais, tais como o centauro e a sereia.

(946.5) 85:3.3 Os hebreus adoravam serpentes até os dias do rei Ezequias; os indianos ainda mantêm relações amigáveis com as suas cobras caseiras. A adoração chinesa ao dragão é um remanescente dos cultos das cobras. A sabedoria da serpente era um símbolo da medicina grega e é ainda empregado como um emblema pelos médicos modernos. A arte do encantamento das cobras tem sido transmitida desde a época das xamãs femininas do culto de amor às cobras, e, como resultado das picadas diárias das cobras, elas tornavam-se imunes; de fato, se tornaram verdadeiras dependentes do veneno, sem o qual não podiam viver.

(946.6) 85:3.4 A adoração dos insetos e outros animais foi promovida por uma má interpretação da regra dourada — de fazer aos outros (toda a forma de vida) como gostaríeis que fosse feito a vós. Os antigos, certa época, acreditaram que todos os ventos seriam produzidos pelas asas de pássaros e, por isso, tanto temiam como adoravam todas as criaturas com asas. Os nórdicos primitivos julgavam que os eclipses eram causados por um lobo que devorara um pedaço do sol ou da lua. Os hindus freqüentemente mostram Vishnu com uma cabeça de cavalo. Muitas vezes, o símbolo de um animal representa um deus esquecido ou um culto extinto. Primitivamente, na religião evolucionária, o cordeiro tornou-se o animal típico do sacrifício, e a pomba, o símbolo da paz e do amor.

(946.7) 85:3.5 Na religião, o simbolismo pode ser bom ou mau, na mesma medida em que o símbolo substitui ou não a idéia original adorada. E o simbolismo não deve ser confundido com a idolatria diretamente, na qual o objeto material é direta e factualmente adorado.

4. A Adoração dos Elementos

(946.8) 85:4.1 A humanidade tem adorado a terra, o ar, a água e o fogo. As raças primitivas veneraram fontes e adoraram rios. E, ainda agora, na Mongólia, floresce o culto de um rio importante. O batismo tornou-se um cerimonial religioso na Babilônia, e os gregos praticavam o ritual anual do banho. Fácil era que os antigos imaginassem os espíritos residindo nas nascentes borbulhantes, nas fontes efusivas, nos rios fluentes e torrentes intensas. As águas em movimento causavam impressões vívidas nessas mentes simples, que acreditavam na animação dos espíritos e no poder sobrenatural. Algumas vezes, a um homem que se afogava era negado o socorro, por medo de ofender algum deus do rio.

(947.1) 85:4.2 Muitas coisas e numerosos acontecimentos têm funcionado como estímulos religiosos para povos diferentes, em épocas diferentes. Um arco-íris ainda é adorado por muitas das tribos das montanhas na Índia. Tanto na Índia quanto na África, o arco-íris é considerado como sendo uma cobra celestial gigantesca; os hebreus e os cristãos consideram-no o “arco da promessa”. Do mesmo modo, influências consideradas como benéficas, em uma parte do mundo, podem ser consideradas malignas em outras regiões. O vento oriental é um deus na América do Sul, pois traz a chuva; na Índia, é um demônio, porque traz a poeira e causa a seca. Os beduínos antigos acreditavam que um espírito da natureza produzia os redemoinhos de areia e, mesmo na época de Moisés, a crença em espíritos da natureza foi forte o suficiente a ponto de assegurar a sua perpetuação na teologia hebraica, como anjos do fogo, da água e do ar.

(947.2) 85:4.3 As nuvens, a chuva e o granizo têm sido todos temidos e adorados por numerosas tribos primitivas e por muitos dos cultos primitivos da natureza. As tempestades de vento com trovões e relâmpagos aterrorizavam o homem primitivo. Tão impressionado ele ficava com as perturbações dos elementos, que o trovão era considerado a voz de um deus irado. A adoração do fogo e o temor dos relâmpagos eram ligados um ao outro e foram bem disseminados entre muitos grupos primitivos.

(947.3) 85:4.4 O fogo esteve associado à magia nas mentes dos mortais dominados pelo medo. Um devoto da magia lembrará vividamente de um resultado por acaso positivo, na prática das suas fórmulas mágicas e, ao mesmo tempo, se esquece, indiferentemente, de uma série de resultados negativos, de fracassos absolutos. A reverência ao fogo atingiu o seu apogeu na Pérsia, onde perdurou por muito tempo. Algumas tribos adoravam o fogo como uma deidade em si; outras reverenciavam-no como o símbolo flamejante do espírito da purificação e da purgação das suas deidades veneradas. As virgens vestais eram encarregadas do dever de vigiar os fogos sagrados; e as velas, no século vinte, ainda queimam como uma parte do ritual de muitos serviços religiosos.

5. A Adoração de Corpos Celestes

(947.4) 85:5.1 A adoração de rochas, montanhas, árvores e animais desenvolveu-se naturalmente por meio da veneração amedrontada dos elementos, até a deificação do sol, da lua e das estrelas. Na Índia e em outros lugares, as estrelas eram consideradas como as almas glorificadas de grandes homens que haviam partido da vida na carne. Os cultuadores caldeus das estrelas consideravam-se como sendo os filhos do pai-céu e da mãe-terra.

(947.5) 85:5.2 A adoração da lua precedeu a adoração do sol. A veneração da lua esteve no seu auge durante a era da caça, enquanto a adoração do sol tornou-se a principal cerimônia religiosa das idades agriculturais subseqüentes. A adoração solar arraigou-se extensivamente na Índia, inicialmente, e ali perdurou por mais tempo. Na Pérsia, a veneração do sol deu origem ao culto mitraico posterior. Entre muitos povos, o sol foi considerado o ancestral dos seus reis. Os caldeus colocavam o sol no centro dos “sete círculos do universo”. Mais tarde, as civilizações honraram o sol, dando o seu nome ao primeiro dia da semana.

(947.6) 85:5.3 Supunha-se que o deus do sol fosse o pai místico dos filhos do destino, nascidos de uma virgem, os quais, de tempos em tempos, se outorgavam como salvadores das raças favorecidas. Esses infantes sobrenaturais eram sempre encontrados, à deriva, em algum rio sagrado, para serem resgatados de um modo extraordinário, depois do que cresceriam para tornar-se personalidades miraculosas e libertadores dos seus povos.

6. A Adoração do Homem

(948.1) 85:6.1 Tendo adorado tudo o mais sobre a face da Terra, e nos céus acima, o homem não hesitou em honrar a si próprio com tal adoração. O selvagem de mente simples não faz distinção clara entre as bestas, os homens e os deuses.

(948.2) 85:6.2 O homem primitivo tinha como supra-humanas todas as pessoas inusitadas e, assim, ele temia tais seres, a ponto de ter por eles um respeito reverente; em uma certa medida, literalmente os adorava. Até o fato de dar irmãos gêmeos à luz era considerado ou de muita sorte ou de muita falta de sorte. Os lunáticos, os epiléticos e os de mente débil eram freqüentemente adorados pelos seus semelhantes de mentes normais, que acreditavam que tais seres anormais eram resididos por deuses. Sacerdotes, reis e profetas foram adorados; os homens sagrados de outrora eram considerados como sendo inspirados pelas deidades.

(948.3) 85:6.3 Os chefes tribais eram deificados quando mortos. Posteriormente, almas que se distinguiram eramsantificadas depois de falecidas. A evolução, sem ajuda, nunca originou deuses mais elevados do que os espíritos glorificados, exaltados e evoluídos dos humanos mortos. Na evolução primitiva, a religião cria os seus próprios deuses. No curso da revelação, os Deuses formulam religiões. A religião evolutiva cria os seus deuses à imagem e semelhança do homem mortal; a religião reveladora busca evoluir e transformar o homem mortal à imagem e à semelhança de Deus.

(948.4) 85:6.4 Os deuses fantasmas, que se supõe serem de origem humana, deveriam distinguir-se dos deuses da natureza, pois a adoração da natureza fez evoluir um panteão — de espíritos da natureza elevados à posição de deuses. Os cultos da natureza continuaram a desenvolver-se junto com os cultos dos fantasmas, que surgiram posteriormente, e cada um exerceu uma influência sobre os outros. Muitos sistemas religiosos adotaram um conceito dual de deidade; os deuses da natureza e os deuses fantasmas; em algumas teologias, esses conceitos estão entrelaçados confusamente, como é ilustrado por Tor, um herói fantasma que foi também o mestre do relâmpago.

(948.5) 85:6.5 A adoração do homem pelo homem, todavia, teve o seu apogeu quando os governantes temporais exigiam uma grande veneração dos seus súditos e, para dar substância a essas exigências, reinvindicavam descender da deidade.

7. Os Ajudantes da Adoração e da Sabedoria

(948.6) 85:7.1 A adoração da natureza parece ter surgido natural e espontaneamente nas mentes dos homens e mulheres primitivos, e assim foi; mas, ao mesmo tempo, estava atuando sobre essas mesmas mentes primitivas o sexto espírito ajudante da mente, espírito este que foi outorgado a esses povos como uma influência orientadora dessa fase da evolução humana. E esse espírito esteve sempre estimulando o impulso da adoração da espécie humana, não importando quão primitiva a sua primeira manifestação pudesse ser. O espírito da adoração deu uma origem definida ao impulso da adoração, não obstante aquele medo animal motivasse a expressão da adoração, e aquela prática inicial houvesse sido centrada em objetos da natureza.

(948.7) 85:7.2 Deveis lembrar-vos de que o sentimento, e não o pensamento, foi a influência que guiou e controlou todo o desenvolvimento evolucionário. Para a mente primitiva, há pouca diferença entre temer, esquivar-se, honrar e adorar.

(948.8) 85:7.3 Quando o impulso da adoração está disciplinado e é dirigido pela sabedoria — do pensamento meditativo e experiencial — , então ele começa a desenvolver-se no fenômeno da verdadeira religião. Quando o sétimo espírito ajudante, o espírito da sabedoria, alcança uma ministração efetiva, então o homem em adoração começa a afastar-se da natureza e dos objetos naturais, para voltar-se para o Deus da natureza e para o Criador eterno de todas as coisas naturais.

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 24 de dezembro de 2014 19:37
Para: CList
Assunto: Re: [ciencialist] Livro: Os Impostores da História

 

 

Prezado Paulo

 

Não sei se foi conjuntura junguiana ou se foi proposital, mas, sua mensagem veio a calhar com a minha intenção de comentar -junto ao diálogo com o Calil- questões atávicas do nosso processamento mental. No filme do W. Herzog, há dois pontos que considero especialmente interessantes, indicando que o aprendizado é extremamente mais importante para sobrevivência de humanos do que para muitas outras espécies. 

Refiro-me à declaração do Kaspar Hause de que até a idade de 16 anos -apesar de não haver nenhuma deficiência fisiológia- nunca havia cogitado em ficar em pé, estando sempre "de quatro". 

Em relações a conceitos mentais, quando lhe perguntaram o que era maior, se a sua cela ou o mundo exterior (o qual  conhecia apenas través de uma fresta da janela) ele argumentou que a cela era maior, pois, para os 4 lados em que se virava ele via a cela , enquanto o exterior era apenas uma pequena parte de um dos lados.

 

Muito se discutiu a respeito deste suposto neto de Napoleão. O conceituado mestre da pedagogia moderrna, Lev Vygotski, usando o caso diz que "a relação do homem com o mundo não é uma relação direta, mas uma relação mediada, sendo que os sistemas simbólicos são os elementos intermediários entre o sujeito e o mundo; porém, tendo vivido no isolamento, K. Hauser não aprendeu nem internalizou este sistema simbólico que, para ele, não fazia sentido.

Somente depois de muito tempo convivendo com a comunidade de Nuremberg é que Kaspar Hauser começa a entender a relação simbólica e a relação de representatividade entre os signos e as coisas concretas".

 

O assunto é extenso e polêmico. Vamos aborda-lo aos poucos.

 

Abraços

NM

 

 

Em 23 de dezembro de 2014 19:44, psdias2 psdias2@yahoo.com.br [ciencialist] <ciencialist@yahoogrupos.com.br> escreveu:

A quem possa interessar:

Em 11/09/2004, postei uma pergunta sobre "crianças selvagens"
(https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/ciencialist/conversations/messages/40950),
que foi respondida pelo Kentaro Mori, com a sugestão do filme "O Enigma
de Kaspar Houser".

Na época, vi o filme (https://www.youtube.com/watch?v=LbR2SFsFbyQ), que
realmente é muito interessante...


Porém, a ciência do século XX e XXI  tem ajudado a desmentir, pelo menos
em parte, "histórias" como a de Kaspar Hauser, e outras:

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/os-grandes-impostores-da-historia


Paulo


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Enviado por: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
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SUBJECT: RE: RES: [ciencialist] Sobre "as questões atávicas do conhecimento"
FROM: Verner Stranz <verner64@hotmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 25/12/2014 09:43

Ih, JVictor, PEITO DE HOMEM, PARA NADA SERVE! Podes ser processado por homofobia, preconceito contra  a ternura existente entre homos.... he he he.



To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Thu, 25 Dec 2014 08:33:07 -0300
Subject: RES: [ciencialist] Sobre "as questões atávicas do conhecimento"

 

Respondo, yes.

 

 1a.) Se o homem fosse imortal, e soubesse que nada, nadica de nada, poderia fazê-lo "bater o chinelo", com se diz, ainda assim teria inventado esse negócio de divindade, santos, religião, seitas espiritualistas,  e coisas semelhantes?

M – Essa pergunta está desprovida de lógica cientifica. Se não está, me explique por favor porque.

A resposta está na própria pergunta! Não entendi essa de lógica científica nesta questão.

Se 1a. fosse o caso, para que diabos a preocupação e o medo com a morte, e coisa e tal?  Para quê fabricar ingressos para entrar na eternidade, se isto não existe, ou se não vai para lá, já que morrer não é sua praia?

Simples assim, diria Watson.

Mas me retiro, com todo respeito,  definitivamente, deste tipo de discussão. Não tem réguas e relógios, portanto, é como peito de homem, para nada serve.

Sds,

Victor.

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 24 de dezembro de 2014 21:13
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RES: [ciencialist] Sobre "as questões atávicas do conhecimento"

 

 

Vi - Como agora está se falando tudo por aquí, e de tudo, atribuo-me o direito de fazê-lo também, e do meu jeito e podem meter o pau.

M – Meu analista dizia essa frase extravagante:  convivamos gostosamente com nossas divergências. Prefiro isso do que meter o pau.

Vi - Uma pergunta, a vós filósofos, aliás, duas:

 1a.) Se o homem fosse imortal, e soubesse que nada, nadica de nada, poderia fazê-lo "bater o chinelo", com se diz, ainda assim teria inventado esse negócio de divindade, santos, religião, seitas espiritualistas,  e coisas semelhantes?

M – Essa pergunta está desprovida de lógica cientifica. Se não está, me explique por favor porque.

V - 2a) Não seria uma causa do estado religioso que assola a humanidade algo como o que ora exponho a seguir?

O  homem tem medo da morte e o  que supõe que venha depois da tal.  Pode é dizer que não tem, para dar uma de macho-cho-cho. Mas tem, ainda que inconscientemente, pois a mente tem um sistema de proteção que nos impede de pensar e - até - de racionalizar esta única verdade verdadeira.  Ou ela, também, como nossa própria existência(segundo alguns de vós) , não existe?....Eis a questão, to be or not to existir.

M – Nós existimos. O mundo existe. Simples assim.

V - Pois bem, ante este fato, o medo da morte, ele, o homem,  criou todas as estruturas de sobrevivência mental, como:  filosóficas, religiosas, seitas, sacrifícios humanos ou não,  para agradar o sedento de sangue lá em cima, as estruturas sociais, e que tais. God, pai de Jisus, o próprio Jisus e as lendas a seu respeito, foram criadas, simplesmente por causa  dessa besterinha, que é  o medo da morte. Sem falar nos sabidões sacerdotes, de todos os credos gerados, que viram nisso uma moeda de poder, os mais inteligentes, claro.  Pelo que se encarregaram de fortificar o mito, ao longo das eras. Já  os mais burros continuaram fazendo o mesmo, mas acreditando mesmo que tudo aquilo é a mais pura das verdades...Com améns e tudo o mais.

M – O desejo se manter vivo – que vai além do medo de morrer – é que explica a invenção da vida após a morte. E isso é assunto para a psicologia e não para a filosofia. Ainda hoje existe muita confusão (ou competição?) entre a filosofia e a psicologia.

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 24 de dezembro de 2014 20:13
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Sobre "as questões atávicas do conhecimento"

Prezado Neville.

Minha idéia é a seguinte:  o pensamento começa com o conceito cuja formação em nossa mente se dá através da percepção. Se percebemos durante algumas vezes a lua ora de um tamanho, ora de outro, formam-se em nossa mente dois conceitos, referentes à lua em seus diferentes tamanhos. A associação das representaçöes mentais da lua em dois tamanhos leva o homem primitivo a pensar no como ou no porque isso acontece, dando assim origem ao pensamento lógico-cientifico. As perguntas como e porque são precedidas por meros pontos de interrogação ou exclamação. Esses pontos não tinham qualquer representação gráfica do tipo “?” e “!” e eram representados por expressões faciais de medo, de surpresa, de interrogação, de dúvida. Se o homem é produto da evolução de seres animais que o antecederam nada mais natural que ele se expressasse sem palavras.

Porém no seu inconformismo com o não saber – inclusive porque o desconhecido é uma fonte racional de medo – o homem primitivo tratava de arrumar explicações que aliviassem a sua angústia. Por isso atribuia aos objetos qualidades humanas, as quais,  bem ou mal ele conhecia. Essas qualidades antropomórficas teriam sido transformadas de modo a formar divindades. Diz-se que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, quando ocorreu exatamente o contrário. Nada mais natural (e por decorrência, lógico,  do que o homem projetar-se a si mesmo num mundo desconhecido. A religião, portanto foi precursora da filosofia, que por sua vez foi precursora do conhecimento cientifico. (prefiro o termo “conhecimento cientifico” ao termo “ciência” por se aproximar do conceito de processo. CONCEITO DE PROCESSO? NÃO – isso é um vicio de linguagem. O correto é a IDÉIA DE PROCESSO. A definição seria então um conjunto de ideias e não de conceitos? Tudo depende é claro da definição de conceito adotada. Se conceito não for a forma mais primitiva de conhecimento, baseada na representação mental do objeto percebido visualmente, precisamos então arrumar outro termo para usarmos no lugar de conceito. 

Abraços

Mtnos Calil

Ps. Os homens atribuíram todo o poder – infinito mesmo – a Deus porque gostariam de ter esse poder, para assim enfrentarem com mais facilidade os seus inimigos naturais que deles exigiram tanto sacrifício para manter simplesmente a sobrevivência da espécie. Hoje o maior inimigo do homem é o próprio homem. Mas a origem desta inimizade é arcaica, pois os nossos antepassados que viviam em tribos tinham medo de serem invadidos por outras tribos, como se estas fossem de bichos. E assim as invasões se tornavam rotineiras, acabando se transformando em fontes de prazer. Prazer de matar, prazer de estuprar, prazer de escravizar. Essa busca ilimitada de prazer está conduzindo a humanidade para a beira do abismo. É a esquizofrenia social se globalizando.

 

 

 Livro de Urântia

http://www.urantia.org/pt/o-livro-de-urantia/documento-85-origens-da-adoracao

 

Documento 85

As Origens da Adoração


(944.1) 85:0.1 A RELIGIÃO primitiva teve uma origem biológica, um desenvolvimento evolucionário natural, independentemente das conjunções morais e de todas as influências espirituais. Os animais, mesmo os superiores, têm medos, mas não têm ilusões e, conseqüentemente, nenhuma religião. O homem cria as suas religiões primitivas dos próprios temores e por meio das suas ilusões.

(944.2) 85:0.2 Na evolução da espécie humana, a adoração, nas suas manifestações primitivas, apareceu muito antes que a mente do homem fosse capaz de formular os conceitos mais complexos de vida os quais agora, e futuramente, merecem ser chamados de religião. A religião primitiva tinha uma natureza totalmente intelectual e era baseada inteiramente em circunstâncias de relacionamento. Os objetos da adoração eram sempre sugestivos; consistiam de coisas da natureza que estavam à mão, ou ocupavam lugar bem comum na experiência dos urantianos primitivos de mentes simples.

(944.3) 85:0.3 Quando evoluiu além da adoração da natureza, a religião adquiriu raízes de origem espiritual; entretanto, foi ainda sempre condicionada pelo ambiente social. À medida que se desenvolveu a adoração da natureza, o homem imaginou conceitos de uma divisão do trabalho para o mundo supramortal; havia espíritos da natureza para os lagos, árvores, cachoeiras, chuva e centenas de outros fenômenos terrestres comuns.

(944.4) 85:0.4 Em uma época ou em outra, o homem mortal adorou tudo sobre a face da Terra, incluindo a si próprio. E adorou também tudo o que fosse imaginável, no céu e sob a superfície da Terra. O homem primitivo temia todas as manifestações de poder; e adorou a todos os fenômenos naturais que não podia compreender. As forças naturais poderosas, tais como as tempestades, enchentes, terremotos, deslizamentos de terra, vulcões, fogo, calor e frio, como observadas pelo homem, impressionaram em muito a sua mente em expansão. As coisas inexplicáveis da vida ainda são chamadas de “atos de Deus” e de “dispensações misteriosas da Providência”.

1. A Adoração de Pedras e Montanhas

(944.5) 85:1.1 O primeiro objeto a ser adorado pelo homem em evolução foi uma pedra. Hoje, o povo Kateri, do sul da Índia, ainda adora uma pedra, como o fazem numerosas tribos no norte da Índia. Jacó dormiu sobre uma pedra porque ele a venerava; e até mesmo a ungiu. Raquel escondia um bom número de pedras sagradas na sua tenda.

(944.6) 85:1.2 As pedras impressionaram o homem primitivo, primeiro, por serem extraordinárias, em vista do modo pelo qual tão subitamente apareciam na superfície de um campo cultivado ou um pasto. Os homens não levavam em conta a erosão, nem os resultados dos arados sobre o solo. As pedras também impressionaram muito aos povos primitivos, pela sua freqüente semelhança com animais. A atenção do homem civilizado detém-se em numerosas formações de pedras, nas montanhas que tanto se assemelham às faces de animais e mesmo de homens. Contudo, a influência mais profunda foi exercida pelos meteoros, os quais os humanos primitivos viam entrar na atmosfera, em uma grandiosidade flamejante. A estrela cadente era atemorizante para o homem primitivo, que acreditava com facilidade que aqueles riscos flamejantes marcavam a passagem de um espírito a caminho da Terra. Não é de causar surpresa que os homens fossem levados a adorar tais fenômenos, especialmente quando descobriram subseqüentemente os meteoros. E isso levou a uma reverência ainda maior a todas as outras pedras. Em Bengala muitos adoram um meteoro que caiu na Terra em 1 880 d.C.

(945.1) 85:1.3 Todos os clãs e tribos antigas tiveram as suas pedras sagradas; e a maior parte dos povos modernos manifesta uma certa veneração por alguns tipos de pedras — as suas jóias. Um grupo de cinco pedras foi reverenciado na Índia; na Grécia, um agrupamento de trinta delas; em meio aos homens vermelhos, era comum um círculo de pedras. Os romanos sempre atiravam uma pedra para o ar, quando invocavam Júpiter. Na Índia, até hoje, uma pedra pode ser usada como testemunha. Em algumas regiões, uma pedra pode ser empregada como um talismã da lei, e um transgressor pode ser levado ao tribunal pelo seu prestígio. Todavia, os simples mortais nem sempre identificam a Deidade com um objeto reverenciado com cerimônia. Tais fetiches são, muitas vezes, meros símbolos do objeto real da adoração.

(945.2) 85:1.4 Os antigos tinham uma consideração peculiar pelos orifícios nas pedras. Supunha-se que as rochas porosas fossem inusitadamente eficazes para curar doenças. As orelhas não eram perfuradas para o porte de pedras, mas as pedras eram colocadas ali para manter os furos das orelhas abertos. Mesmo nos tempos modernos, as pessoas supersticiosas fazem furos nas moedas. Na África, os nativos fazem grande alarde dos seus fetiches pelas pedras. De fato, em meio a todas as tribos e povos atrasados, as pedras são ainda mantidas sob uma veneração supersticiosa. A adoração das pedras ainda agora se encontra muito disseminada por todo o mundo. A pedra tumular é um símbolo sobrevivente de imagens e ídolos esculpidos, em vista das crenças nos fantasmas e espíritos dos companheiros que se foram.

(945.3) 85:1.5 A adoração de colinas veio depois da adoração da pedra, e as primeiras colinas a serem veneradas foram grandes formações de rochas. Em seguida, tornou-se hábito acreditar que os deuses habitavam nas montanhas, de um modo tal que as altas elevações de terras eram adoradas por mais essa razão. Com o passar do tempo, sendo associadas a certos deuses, certas montanhas tornavam-se sagradas. Os aborígines ignorantes e supersticiosos acreditavam que as cavernas levavam ao submundo, com os seus espíritos e demônios malignos e, ao contrário, as montanhas, eram identificadas com os conceitos, num desenvolvimento mais recente, das deidades e dos espíritos bons.

2. A Adoração de Plantas e Árvores

(945.4) 85:2.1 As plantas primeiro foram temidas e depois adoradas, por causa dos tóxicos que se derivavam delas. O homem primitivo acreditava que a intoxicação fazia com que alguém se tornasse divino. Supunham haver algo de inusitado e sagrado em tal experiência. Mesmo nos tempos modernos, o álcool é conhecido como “espírito”.

(945.5) 85:2.2 O homem primitivo via a semente germinando com um temor e um respeito supersticioso. O apóstolo Paulo não foi o primeiro a retirar lições espirituais profundas da semente germinando, e a pregar crenças religiosas sobre ela.

(945.6) 85:2.3 Os cultos de adoração de árvore estão nos grupos das religiões mais antigas. Todos os casamentos primitivos eram feitos sob as árvores e, quando as mulheres desejavam ter filhos, algumas vezes iam às florestas abraçar afetuosamente um robusto carvalho. Muitas plantas e árvores foram veneradas pelos seus poderes medicinais, reais ou imaginários. O selvagem acreditava que todos os efeitos químicos fossem devidos à atividade direta de forças sobrenaturais.

(945.7) 85:2.4 As idéias sobre os espíritos das árvores variavam muito entre as tribos e raças diferentes. Algumas árvores eram habitadas por espíritos afáveis; outras abrigavam espíritos cruéis e enganosos. Os finlandeses acreditavam que a maior parte das árvores era ocupada por espíritos bons. Os suíços há muito desconfiavam das árvores, acreditando que continham espíritos traiçoeiros. Os habitantes da Índia e da Rússia Oriental consideravam os espíritos das árvores como sendo cruéis. Os patagônios ainda adoram árvores, como o fizeram os semitas primitivos. Muito depois de cessarem de adorar as árvores, os hebreus continuaram a venerar as suas várias deidades dos bosques. Exceto na China, houve um culto universal à árvore da vida.

(946.1) 85:2.5 A crença de que a água, bem como os metais preciosos, debaixo da superfície da Terra, podem ser detectados por um divinatório ramo de madeira é uma lembrança dos antigos cultos às árvores. O mastro de Primeiro de maio, a árvore de Natal e a prática supersticiosa de bater na madeira perpetuam alguns dos antigos costumes de adoração das árvores e dos seus cultos mais recentes.

(946.2) 85:2.6 Muitas das formas mais primitivas de veneração da natureza combinaram-se a técnicas de adoração posteriores, em evolução, mas os tipos mais primitivos de adoração, ativados pelos espíritos ajudantes da mente, estavam funcionando muito antes de a natureza religiosa recém-despertada da humanidade se tornar plenamente sensível ao estímulo das influências espirituais.

3. A Adoração de Animais

(946.3) 85:3.1 O homem primitivo possuiu um sentimento peculiar e fraternal para com os animais superiores. Os seus ancestrais haviam vivido com eles e haviam, até mesmo, se acasalado com eles. No sul da Ásia acreditou-se primitivamente que as almas dos homens voltavam à Terra, na forma animal. Essa crença era um remanescente da prática ainda mais primitiva de adorar os animais.

(946.4) 85:3.2 Os homens primitivos reverenciavam os animais pelo seu poder e astúcia. Julgavam que os apurados sentidos do olfato e da visão de certas criaturas fosse um sinal de orientação espiritual. Os animais têm sido adorados por uma raça ou por outra, em um momento ou em outro. Entre esses objetos de adoração, estavam criaturas que foram consideradas como meio humanas e meio animais, tais como o centauro e a sereia.

(946.5) 85:3.3 Os hebreus adoravam serpentes até os dias do rei Ezequias; os indianos ainda mantêm relações amigáveis com as suas cobras caseiras. A adoração chinesa ao dragão é um remanescente dos cultos das cobras. A sabedoria da serpente era um símbolo da medicina grega e é ainda empregado como um emblema pelos médicos modernos. A arte do encantamento das cobras tem sido transmitida desde a época das xamãs femininas do culto de amor às cobras, e, como resultado das picadas diárias das cobras, elas tornavam-se imunes; de fato, se tornaram verdadeiras dependentes do veneno, sem o qual não podiam viver.

(946.6) 85:3.4 A adoração dos insetos e outros animais foi promovida por uma má interpretação da regra dourada — de fazer aos outros (toda a forma de vida) como gostaríeis que fosse feito a vós. Os antigos, certa época, acreditaram que todos os ventos seriam produzidos pelas asas de pássaros e, por isso, tanto temiam como adoravam todas as criaturas com asas. Os nórdicos primitivos julgavam que os eclipses eram causados por um lobo que devorara um pedaço do sol ou da lua. Os hindus freqüentemente mostram Vishnu com uma cabeça de cavalo. Muitas vezes, o símbolo de um animal representa um deus esquecido ou um culto extinto. Primitivamente, na religião evolucionária, o cordeiro tornou-se o animal típico do sacrifício, e a pomba, o símbolo da paz e do amor.

(946.7) 85:3.5 Na religião, o simbolismo pode ser bom ou mau, na mesma medida em que o símbolo substitui ou não a idéia original adorada. E o simbolismo não deve ser confundido com a idolatria diretamente, na qual o objeto material é direta e factualmente adorado.

4. A Adoração dos Elementos

(946.8) 85:4.1 A humanidade tem adorado a terra, o ar, a água e o fogo. As raças primitivas veneraram fontes e adoraram rios. E, ainda agora, na Mongólia, floresce o culto de um rio importante. O batismo tornou-se um cerimonial religioso na Babilônia, e os gregos praticavam o ritual anual do banho. Fácil era que os antigos imaginassem os espíritos residindo nas nascentes borbulhantes, nas fontes efusivas, nos rios fluentes e torrentes intensas. As águas em movimento causavam impressões vívidas nessas mentes simples, que acreditavam na animação dos espíritos e no poder sobrenatural. Algumas vezes, a um homem que se afogava era negado o socorro, por medo de ofender algum deus do rio.

(947.1) 85:4.2 Muitas coisas e numerosos acontecimentos têm funcionado como estímulos religiosos para povos diferentes, em épocas diferentes. Um arco-íris ainda é adorado por muitas das tribos das montanhas na Índia. Tanto na Índia quanto na África, o arco-íris é considerado como sendo uma cobra celestial gigantesca; os hebreus e os cristãos consideram-no o “arco da promessa”. Do mesmo modo, influências consideradas como benéficas, em uma parte do mundo, podem ser consideradas malignas em outras regiões. O vento oriental é um deus na América do Sul, pois traz a chuva; na Índia, é um demônio, porque traz a poeira e causa a seca. Os beduínos antigos acreditavam que um espírito da natureza produzia os redemoinhos de areia e, mesmo na época de Moisés, a crença em espíritos da natureza foi forte o suficiente a ponto de assegurar a sua perpetuação na teologia hebraica, como anjos do fogo, da água e do ar.

(947.2) 85:4.3 As nuvens, a chuva e o granizo têm sido todos temidos e adorados por numerosas tribos primitivas e por muitos dos cultos primitivos da natureza. As tempestades de vento com trovões e relâmpagos aterrorizavam o homem primitivo. Tão impressionado ele ficava com as perturbações dos elementos, que o trovão era considerado a voz de um deus irado. A adoração do fogo e o temor dos relâmpagos eram ligados um ao outro e foram bem disseminados entre muitos grupos primitivos.

(947.3) 85:4.4 O fogo esteve associado à magia nas mentes dos mortais dominados pelo medo. Um devoto da magia lembrará vividamente de um resultado por acaso positivo, na prática das suas fórmulas mágicas e, ao mesmo tempo, se esquece, indiferentemente, de uma série de resultados negativos, de fracassos absolutos. A reverência ao fogo atingiu o seu apogeu na Pérsia, onde perdurou por muito tempo. Algumas tribos adoravam o fogo como uma deidade em si; outras reverenciavam-no como o símbolo flamejante do espírito da purificação e da purgação das suas deidades veneradas. As virgens vestais eram encarregadas do dever de vigiar os fogos sagrados; e as velas, no século vinte, ainda queimam como uma parte do ritual de muitos serviços religiosos.

5. A Adoração de Corpos Celestes

(947.4) 85:5.1 A adoração de rochas, montanhas, árvores e animais desenvolveu-se naturalmente por meio da veneração amedrontada dos elementos, até a deificação do sol, da lua e das estrelas. Na Índia e em outros lugares, as estrelas eram consideradas como as almas glorificadas de grandes homens que haviam partido da vida na carne. Os cultuadores caldeus das estrelas consideravam-se como sendo os filhos do pai-céu e da mãe-terra.

(947.5) 85:5.2 A adoração da lua precedeu a adoração do sol. A veneração da lua esteve no seu auge durante a era da caça, enquanto a adoração do sol tornou-se a principal cerimônia religiosa das idades agriculturais subseqüentes. A adoração solar arraigou-se extensivamente na Índia, inicialmente, e ali perdurou por mais tempo. Na Pérsia, a veneração do sol deu origem ao culto mitraico posterior. Entre muitos povos, o sol foi considerado o ancestral dos seus reis. Os caldeus colocavam o sol no centro dos “sete círculos do universo”. Mais tarde, as civilizações honraram o sol, dando o seu nome ao primeiro dia da semana.

(947.6) 85:5.3 Supunha-se que o deus do sol fosse o pai místico dos filhos do destino, nascidos de uma virgem, os quais, de tempos em tempos, se outorgavam como salvadores das raças favorecidas. Esses infantes sobrenaturais eram sempre encontrados, à deriva, em algum rio sagrado, para serem resgatados de um modo extraordinário, depois do que cresceriam para tornar-se personalidades miraculosas e libertadores dos seus povos.

6. A Adoração do Homem

(948.1) 85:6.1 Tendo adorado tudo o mais sobre a face da Terra, e nos céus acima, o homem não hesitou em honrar a si próprio com tal adoração. O selvagem de mente simples não faz distinção clara entre as bestas, os homens e os deuses.

(948.2) 85:6.2 O homem primitivo tinha como supra-humanas todas as pessoas inusitadas e, assim, ele temia tais seres, a ponto de ter por eles um respeito reverente; em uma certa medida, literalmente os adorava. Até o fato de dar irmãos gêmeos à luz era considerado ou de muita sorte ou de muita falta de sorte. Os lunáticos, os epiléticos e os de mente débil eram freqüentemente adorados pelos seus semelhantes de mentes normais, que acreditavam que tais seres anormais eram resididos por deuses. Sacerdotes, reis e profetas foram adorados; os homens sagrados de outrora eram considerados como sendo inspirados pelas deidades.

(948.3) 85:6.3 Os chefes tribais eram deificados quando mortos. Posteriormente, almas que se distinguiram eramsantificadas depois de falecidas. A evolução, sem ajuda, nunca originou deuses mais elevados do que os espíritos glorificados, exaltados e evoluídos dos humanos mortos. Na evolução primitiva, a religião cria os seus próprios deuses. No curso da revelação, os Deuses formulam religiões. A religião evolutiva cria os seus deuses à imagem e semelhança do homem mortal; a religião reveladora busca evoluir e transformar o homem mortal à imagem e à semelhança de Deus.

(948.4) 85:6.4 Os deuses fantasmas, que se supõe serem de origem humana, deveriam distinguir-se dos deuses da natureza, pois a adoração da natureza fez evoluir um panteão — de espíritos da natureza elevados à posição de deuses. Os cultos da natureza continuaram a desenvolver-se junto com os cultos dos fantasmas, que surgiram posteriormente, e cada um exerceu uma influência sobre os outros. Muitos sistemas religiosos adotaram um conceito dual de deidade; os deuses da natureza e os deuses fantasmas; em algumas teologias, esses conceitos estão entrelaçados confusamente, como é ilustrado por Tor, um herói fantasma que foi também o mestre do relâmpago.

(948.5) 85:6.5 A adoração do homem pelo homem, todavia, teve o seu apogeu quando os governantes temporais exigiam uma grande veneração dos seus súditos e, para dar substância a essas exigências, reinvindicavam descender da deidade.

7. Os Ajudantes da Adoração e da Sabedoria

(948.6) 85:7.1 A adoração da natureza parece ter surgido natural e espontaneamente nas mentes dos homens e mulheres primitivos, e assim foi; mas, ao mesmo tempo, estava atuando sobre essas mesmas mentes primitivas o sexto espírito ajudante da mente, espírito este que foi outorgado a esses povos como uma influência orientadora dessa fase da evolução humana. E esse espírito esteve sempre estimulando o impulso da adoração da espécie humana, não importando quão primitiva a sua primeira manifestação pudesse ser. O espírito da adoração deu uma origem definida ao impulso da adoração, não obstante aquele medo animal motivasse a expressão da adoração, e aquela prática inicial houvesse sido centrada em objetos da natureza.

(948.7) 85:7.2 Deveis lembrar-vos de que o sentimento, e não o pensamento, foi a influência que guiou e controlou todo o desenvolvimento evolucionário. Para a mente primitiva, há pouca diferença entre temer, esquivar-se, honrar e adorar.

(948.8) 85:7.3 Quando o impulso da adoração está disciplinado e é dirigido pela sabedoria — do pensamento meditativo e experiencial — , então ele começa a desenvolver-se no fenômeno da verdadeira religião. Quando o sétimo espírito ajudante, o espírito da sabedoria, alcança uma ministração efetiva, então o homem em adoração começa a afastar-se da natureza e dos objetos naturais, para voltar-se para o Deus da natureza e para o Criador eterno de todas as coisas naturais.

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 24 de dezembro de 2014 19:37
Para: CList
Assunto: Re: [ciencialist] Livro: Os Impostores da História

 

 

Prezado Paulo

 

Não sei se foi conjuntura junguiana ou se foi proposital, mas, sua mensagem veio a calhar com a minha intenção de comentar -junto ao diálogo com o Calil- questões atávicas do nosso processamento mental. No filme do W. Herzog, há dois pontos que considero especialmente interessantes, indicando que o aprendizado é extremamente mais importante para sobrevivência de humanos do que para muitas outras espécies. 

Refiro-me à declaração do Kaspar Hause de que até a idade de 16 anos -apesar de não haver nenhuma deficiência fisiológia- nunca havia cogitado em ficar em pé, estando sempre "de quatro". 

Em relações a conceitos mentais, quando lhe perguntaram o que era maior, se a sua cela ou o mundo exterior (o qual  conhecia apenas través de uma fresta da janela) ele argumentou que a cela era maior, pois, para os 4 lados em que se virava ele via a cela , enquanto o exterior era apenas uma pequena parte de um dos lados.

 

Muito se discutiu a respeito deste suposto neto de Napoleão. O conceituado mestre da pedagogia moderrna, Lev Vygotski, usando o caso diz que "a relação do homem com o mundo não é uma relação direta, mas uma relação mediada, sendo que os sistemas simbólicos são os elementos intermediários entre o sujeito e o mundo; porém, tendo vivido no isolamento, K. Hauser não aprendeu nem internalizou este sistema simbólico que, para ele, não fazia sentido.

Somente depois de muito tempo convivendo com a comunidade de Nuremberg é que Kaspar Hauser começa a entender a relação simbólica e a relação de representatividade entre os signos e as coisas concretas".

 

O assunto é extenso e polêmico. Vamos aborda-lo aos poucos.

 

Abraços

NM

 

 

Em 23 de dezembro de 2014 19:44, psdias2 psdias2@yahoo.com.br [ciencialist] <ciencialist@yahoogrupos.com.br> escreveu:

A quem possa interessar:

Em 11/09/2004, postei uma pergunta sobre "crianças selvagens"
(https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/ciencialist/conversations/messages/40950),
que foi respondida pelo Kentaro Mori, com a sugestão do filme "O Enigma
de Kaspar Houser".

Na época, vi o filme (https://www.youtube.com/watch?v=LbR2SFsFbyQ), que
realmente é muito interessante...


Porém, a ciência do século XX e XXI  tem ajudado a desmentir, pelo menos
em parte, "histórias" como a de Kaspar Hauser, e outras:

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/os-grandes-impostores-da-historia


Paulo


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SUBJECT: FW: RES: [ciencialist] A estranha ordem de Cristo para não comemorar o Natal!
FROM: Verner Stranz <verner64@hotmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 25/12/2014 10:09





From: verner64@hotmail.com
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Subject: RE: RES: [ciencialist] A estranha ordem de Cristo para não comemorar o Natal!
Date: Thu, 25 Dec 2014 09:02:04 -0200

Álvaro, concordo contigo. Mas nossa lista andava meio devagar, né? Ao menos agora tem 2 listeiros que a movimentam assás(!). Quanto ao moderador, sua excelência deve estar se debatendo entre o conceito(êpa!) se ele tem existência real ou se é uma mera manifestação do nada.



To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Thu, 25 Dec 2014 01:17:50 -0200
Subject: RES: [ciencialist] A estranha ordem de Cristo para não comemorar o Natal!

 

Tenho a dizer que essa lista já  foi mais séria e científica. Nos tempos de outrora uma mensagem como esta teria recebido no mínimo uma nota de censura do moderador. Mas os tempos de outrora se foram e, pelo, jeito, nem o moderador existe mais.

 

[ ]s

 

Alvaro

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 24 de dezembro de 2014 17:40
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] A estranha ordem de Cristo para não comemorar o Natal!

 




Nesta madrugada do dia 24 de dezembro de 2014, tive um sonho inesperado com Cristo, o que num primeiro momento me deu uma sensação incrível de estar comemorando o Natal na presença Dele. Mas logo que ele começou a falar recebi o maior choque onírico de toda a minha vida.

A Sua primeira frase foi:

“Não pense que eu vim encontrá-lo para comemorar o Natal. Eu tenho coisas mais sérias que Deus me mandou fazer”. A partir daí teve lugar um diálogo que levarei comigo até o túmulo.

Eu – Meu Deus, quer dizer então que comemorar o seu aniversário não é coisa séria?

Cristo – Porque seria? Que sentido teria essa comemoração?

Eu – Na minha opinião o principal sentido do Natal é a confraternização entre os homens, de acordo com o seu  mandamento “Ama a teu próximo como a ti mesmo”

Cristo – Este mandamento foi mal interpretado. Trocaram a palavra semelhante por próximo. Vocês humanos são muito espertinhos – como amar ao  semelhante é muito difícil, pois existem mais de 7 bilhões de semelhantes, vocês deram um jeitinho de amar apenas o próximo.

Eu – Como seria possível amar a tanta gente?

Cristo – A primeira atitude  do amor à humanidade seria acabar com a miséria. No entanto o que muitos de vocês fazem é tratar os animais como cães e gatos com muito mais amor do que tratam os miseráveis que perambulam pelas ruas ao lado de bichos também abandonados. O amor de vocês é dirigido a uma minoria. É um amor interesseiro, como é tão comum se ver nos casamentos.

Eu – Mas nem todas as pessoas casam por dinheiro.

Cristo – E quem lhe disse que o egoísmo só se manifesta através do dinheiro? O egoísta ama a si mesmo acima de todas as coisas e usa a família para alimentar o seu egoísmo.

Eu – Ah, então foi por isso que o sr. disse que tinha a missão de desintegrar a família?

Cristo – Desintegrar a família?  Cristo enviado por Deus com a missão de desintegrar a família? Que loucura é essa?

Eu – É o que está escrito na Bíblia. Veja:

"Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim  eu vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, e a nora de sua sogra; os inimigos da gente serão os próprios parentes. Quem amar o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem amar o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não tomar a sua cruz e não me seguir, não é digno de mim". (Mateus, 10:34 e seguintes).

Cristo – Mentira, mentira: eu jamais disse isso. Como alguém que diz “ama a teu próximo como a ti mesmo” poderia dizer uma barbaridade dessas?

Eu – Mas está escrito na Bíblia. Tudo que está na Bíblia não é a palavra de Deus?

Cristo – É claro que não, pois Deus teve que recorrer às mãos do homem para escrever.

Eu – Então tudo que está escrito na bíblia é falso?

Cristo – Aí de novo entrou a esperteza dos humanos – eles falsificaram uma parte das palavras de Deus, para assim enganar o povo.

Eu – Eles quem?

Cristo – Os sacerdotes que construíram as igrejas e os palácios para atender a sua sede de poder. A religião e as igrejas não foram feitas para o bem estar da humanidade. Deus não é religioso.

Eu – Mas os padres católicos não se sacrificaram ao abdicarem do prazer sexual?

Cristo – Mais uma enganação. Proibidos de casar muitos destes padres aderiram à pedofilia.

Eu – Conheço alguns padres que são simples e até pobres. Certa vez vi um padre católico cobrando apenas 10 reais para rezar num velório.

Cristo – Sim, existem alguns padres simples e pobres que servem ao marketing da igrejas que falam hipocritamente em simplicidade.

Eu – Na bíblia está escrito que o sr. disse que “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha” do que entrar um rico no reino dos céus. O sr. disse isso mesmo?

Cristo – Sim, eu disse e me arrependi.

Eu – Como assim? O sr. foi o porta-voz de Deus e se arrependeu de ter dito essa frase?

Cristo – Fui e continuo sendo porta-voz de Deus. Mas quando uso a palavra , estou sujeito aos erros dos humanos.

Eu – Por que o sr. se arrependeu de ter dito que os ricos não entram no reino dos céus?

Cristo – Me arrependi, porque os padres manipularam essa frase, sugerindo que apenas os pobres teriam acesso ao Paraíso onde viveriam eternamente felizes. Assim a pobreza foi institucionalizada pela Igreja.

Eu – Mas isso aconteceu com a Igreja Católica. Os protestantes e os evangélicos deram a devida importância à vida aqui na terra.

Cristo – É claro: fizeram isso em benefício próprio. Veja quanto ganham os bispos da Igreja Universal do Reino de Deus – De Deus ou do diabo?

Eu  (abalado) -   Meu Deus, porque escolheste a mim para ser castigado neste natal de 2014?

Cristo – Não é castigo! Você foi escolhido como mensageiro. Divulgue esse diálogo na internet.

Eu – Castigado ou não, esse encontro acabou com toda a alegria que eu queria transmitir para meus filhos, a quem só vejo de vez em quando. Passar o Natal com o coração carregado de tristeza?

Cristo – Se preferir ser egoísta como todos, se delicie com a ceia enquanto milhões de seres humanos passam fome, conforme a própria ONU informou – existem cerca de um bilhão de famintos e sub-nutritos no planeta. Não verás no mundo espécie mais cruel do que a humana.

Eu – E porque o sr. não vem de novo à Terra para acabar com esse egoísmo e crueldade dos homens?

Cristo – Sigo as instruções de Deus. Fizemos uma tentativa e o homem teve mais de 2000 anos para se regenerar e nada aconteceu.

Eu – Neste tempo houve muito progresso. Por exemplo a escravidão acabou.

Cristo – Será que acabou mesmo, ou apenas se modernizou? Hoje os homens são escravos do consumo. Eu vejo crianças de 5 anos com 20 pares de calçados enquanto outras vivem descalças e maltrapilhas. A felicidade foi colocada numa garrafa de coca-cola. Não há limite para essa loucura consumista e mercantil. Essa é a função principal do Natal – fazer o povo consumir, enquanto os miseráveis não têm o que comer.

Eu – Mas porque Deus sendo tão generoso não intervém para acabar com essas barbáries de violência, guerras, miséria, corrupção, poluição e  outras?

Cristo – Porque Deus, ao criar o homem,  adotou como principio a liberdade e concedeu aos humanos o livre-arbítrio que agora está impregnado no DNA  e não há como removê-lo.

Eu – Então a humanidade está condenada a se destruir?

Cristo – Pode ser que sim, pode ser que não. Isso vai depender de o homem adquirir o juízo necessário para controlar seus instintos. Precisamos aguardar mais dois mil anos para ver se a loucura humana vai ser devidamente controlada.

Eu – Tanto tempo assim? Eu me surpreendi com o Papa Francisco e alimentei a esperança de dias melhores ainda neste século.

Cristo – A esperança e a ilusão são parentes próximos. O Papa Francisco, de fato é o melhor de todos os papas que a Igreja Católica já teve. Mas ele não terá nenhum poder sobre os homens. Padres, bispos e cardeais não vão obedecer às suas ordens. Vão manobrar até que ele seja substituído por outro Papa corporativo. Além do luxo das igrejas-palácios, o Vaticano tem até um banco além de milhões de hectares de terra espalhados pelo mundo. A Igreja Católica é uma mega-corporação como outras. Nem o Papa Francisco nem Obama vão mudar o mundo.

Eu – O que devo fazer então neste Natal? Não devo ir ao encontro dos meus filhos?

Cristo – Pode ir sim, mas com estas duas condições:

a) Antes de ir envie para eles o nosso diálogo

b) No encontro da família, reserve um minuto de oração e lágrimas pelos miseráveis que não terão nenhum Natal para comemorar.

==================================================

Pérolas de Cristo

1. Quando tu orares, não sejas como os hipócritas; porque eles amam orar em pé nas sinagogas, e nos cantos das ruas, para serem vistos pelos homens. Não façais repetições inúteis como os gentios,  que acham que por muito falar serão ouvidos.

2. Quando jejuardes, não vos mostreis tristonhos, como os hipócritas; porque eles desfiguram seus rostos, para aos homens parecerem que jejuam.

5. Não junteis para vós tesouros na terra, onde e a traça e a ferrugem tudo gastam, e onde os ladrões invadem e roubam. É mais fácil é passar um camelo pelo buraco de uma agulha, do que entrar o rico no reino de Deus.

6. E porque tu observas o cisco que está no olho de teu irmão, e não enxergas a trave que está em teu olho?

7. Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho, que leva à perdição; e muitos são os que por ele entram. Porque estreita é a porta, e apertado o caminho, que leva à vida; e são poucos os que o acham.

8. Ama a teu próximo como a ti mesmo.

9. Nada há fora do homem que nele entre, que o possa contaminar; mas o que dele sai, isso é o que contamina ao homem.

10. Perdoai aqueles que se arrependerem do mal cometido.

 


Imagem removida pelo remetente.

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SUBJECT: FW: RES: [ciencialist] Sobre "as questões atávicas do conhecimento"
FROM: Verner Stranz <verner64@hotmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 25/12/2014 10:09





From: verner64@hotmail.com
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Subject: RE: RES: [ciencialist] Sobre "as questões atávicas do conhecimento"
Date: Thu, 25 Dec 2014 09:16:57 -0200

Jota Victor, permito-me colocar aqui uma concepção de Bertrand Russell, aliás bastante citado entre nós ultimamente: na ideia de morte, o medo maior é o da extinção, pois o homem prefere arder eternamente no inferno do que pensar-se extinto, sem identidade, sem "eu". Grande B. RussellEmoji



To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Wed, 24 Dec 2014 20:52:20 -0300
Subject: RES: [ciencialist] Sobre "as questões atávicas do conhecimento"

 

Como agora está se falando tudo por aquí, e de tudo, atribuo-me o direito de fazê-llo também, e do meu jeito. e podem meter o pau.

 

Uma pergunta, a vós filósofos, aliás, duas:

 

1a.) Se o homem fosse imortal, e soubesse que nada, nadica de nada, poderia fazê-lo "bater o chinelo", com se diz, ainda assim teria inventado esse negócio de divindade, santos, religião, seitas espiritualistas,  e coisas semelhantes?

 

 

2a) Não seria uma causa do estado religioso que assola a humanidade algo como o que ora exponho a seguir?

O  homem tem medo da morte e o  que supõe que venha depois da tal.  Pode é dizer que não tem, para dar uma de macho-cho-cho. Mas tem, ainda que inconscientemente, pois a mente tem um sistema de proteção que nos impede de pensar e - até - de racionalizar esta única verdade verdadeira.  Ou ela, também, como nossa própria existência(segundo alguns de vós) , não existe?....Eis a questão, to be or not to existir.

 

Pois bem, ante este fato, o medo da morte, ele, o homem,  criou todas as estruturas de sobrevivência mental, como:  filosóficas, religiosas, seitas, sacrifícios humanos ou não,  para agradar o sedento de sangue lá em cima, as estruturas sociais, e que tais. God, pai de Jisus, o próprio Jisus e as lendas a seu respeito, foram criadas, simplesmente por causa  dessa besterinha, que é  o medo da morte. Sem falar nos sabidões sacerdotes, de todos os credos gerados, que viram nisso uma moeda de poder, os mais inteligentes, claro.  Pelo que se encarregaram de fortificar o mito, ao longo das eras. Já  os mais burros continuaram fazendo o mesmo, mas acreditando mesmo que tudo aquilo é a mais pura das verdades...

Com améns e tudo o mais.

 

Sds,

Victor.

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 24 de dezembro de 2014 20:13
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Sobre "as questões atávicas do conhecimento"

 

 

Prezado Neville.

 

Minha idéia é a seguinte:  o pensamento começa com o conceito cuja formação em nossa mente se dá através da percepção. Se percebemos durante algumas vezes a lua ora de um tamanho, ora de outro, formam-se em nossa mente dois conceitos, referentes à lua em seus diferentes tamanhos. A associação das representaçöes mentais da lua em dois tamanhos leva o homem primitivo a pensar no como ou no porque isso acontece, dando assim origem ao pensamento lógico-cientifico. As perguntas como e porque são precedidas por meros pontos de interrogação ou exclamação. Esses pontos não tinham qualquer representação gráfica do tipo “?” e “!” e eram representados por expressões faciais de medo, de surpresa, de interrogação, de dúvida. Se o homem é produto da evolução de seres animais que o antecederam nada mais natural que ele se expressasse sem palavras.

 

Porém no seu inconformismo com o não saber – inclusive porque o desconhecido é uma fonte racional de medo – o homem primitivo tratava de arrumar explicações que aliviassem a sua angústia. Por isso atribuia aos objetos qualidades humanas, as quais,  bem ou mal ele conhecia. Essas qualidades antropomórficas teriam sido transformadas de modo a formar divindades. Diz-se que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, quando ocorreu exatamente o contrário. Nada mais natural (e por decorrência, lógico,  do que o homem projetar-se a si mesmo num mundo desconhecido. A religião, portanto foi precursora da filosofia, que por sua vez foi precursora do conhecimento cientifico. (prefiro o termo “conhecimento cientifico” ao termo “ciência” por se aproximar do conceito de processo. CONCEITO DE PROCESSO? NÃO – isso é um vicio de linguagem. O correto é a IDÉIA DE PROCESSO. A definição seria então um conjunto de ideias e não de conceitos? Tudo depende é claro da definição de conceito adotada. Se conceito não for a forma mais primitiva de conhecimento, baseada na representação mental do objeto percebido visualmente, precisamos então arrumar outro termo para usarmos no lugar de conceito.

 

Abraços

Mtnos Calil

 

Ps. Os homens atribuíram todo o poder – infinito mesmo – a Deus porque gostariam de ter esse poder, para assim enfrentarem com mais facilidade os seus inimigos naturais que deles exigiram tanto sacrifício para manter simplesmente a sobrevivência da espécie. Hoje o maior inimigo do homem é o próprio homem. Mas a origem desta inimizade é arcaica, pois os nossos antepassados que viviam em tribos tinham medo de serem invadidos por outras tribos, como se estas fossem de bichos. E assim as invasões se tornavam rotineiras, acabando se transformando em fontes de prazer. Prazer de matar, prazer de estuprar, prazer de escravizar. Essa busca ilimitada de prazer está conduzindo a humanidade para a beira do abismo. É a esquizofrenia social se globalizando.

 

 

 Livro de Urântia

http://www.urantia.org/pt/o-livro-de-urantia/documento-85-origens-da-adoracao

 

Documento 85

As Origens da Adoração


(944.1) 85:0.1 A RELIGIÃO primitiva teve uma origem biológica, um desenvolvimento evolucionário natural, independentemente das conjunções morais e de todas as influências espirituais. Os animais, mesmo os superiores, têm medos, mas não têm ilusões e, conseqüentemente, nenhuma religião. O homem cria as suas religiões primitivas dos próprios temores e por meio das suas ilusões.

(944.2) 85:0.2 Na evolução da espécie humana, a adoração, nas suas manifestações primitivas, apareceu muito antes que a mente do homem fosse capaz de formular os conceitos mais complexos de vida os quais agora, e futuramente, merecem ser chamados de religião. A religião primitiva tinha uma natureza totalmente intelectual e era baseada inteiramente em circunstâncias de relacionamento. Os objetos da adoração eram sempre sugestivos; consistiam de coisas da natureza que estavam à mão, ou ocupavam lugar bem comum na experiência dos urantianos primitivos de mentes simples.

(944.3) 85:0.3 Quando evoluiu além da adoração da natureza, a religião adquiriu raízes de origem espiritual; entretanto, foi ainda sempre condicionada pelo ambiente social. À medida que se desenvolveu a adoração da natureza, o homem imaginou conceitos de uma divisão do trabalho para o mundo supramortal; havia espíritos da natureza para os lagos, árvores, cachoeiras, chuva e centenas de outros fenômenos terrestres comuns.

(944.4) 85:0.4 Em uma época ou em outra, o homem mortal adorou tudo sobre a face da Terra, incluindo a si próprio. E adorou também tudo o que fosse imaginável, no céu e sob a superfície da Terra. O homem primitivo temia todas as manifestações de poder; e adorou a todos os fenômenos naturais que não podia compreender. As forças naturais poderosas, tais como as tempestades, enchentes, terremotos, deslizamentos de terra, vulcões, fogo, calor e frio, como observadas pelo homem, impressionaram em muito a sua mente em expansão. As coisas inexplicáveis da vida ainda são chamadas de “atos de Deus” e de “dispensações misteriosas da Providência”.

1. A Adoração de Pedras e Montanhas

(944.5) 85:1.1 O primeiro objeto a ser adorado pelo homem em evolução foi uma pedra. Hoje, o povo Kateri, do sul da Índia, ainda adora uma pedra, como o fazem numerosas tribos no norte da Índia. Jacó dormiu sobre uma pedra porque ele a venerava; e até mesmo a ungiu. Raquel escondia um bom número de pedras sagradas na sua tenda.

(944.6) 85:1.2 As pedras impressionaram o homem primitivo, primeiro, por serem extraordinárias, em vista do modo pelo qual tão subitamente apareciam na superfície de um campo cultivado ou um pasto. Os homens não levavam em conta a erosão, nem os resultados dos arados sobre o solo. As pedras também impressionaram muito aos povos primitivos, pela sua freqüente semelhança com animais. A atenção do homem civilizado detém-se em numerosas formações de pedras, nas montanhas que tanto se assemelham às faces de animais e mesmo de homens. Contudo, a influência mais profunda foi exercida pelos meteoros, os quais os humanos primitivos viam entrar na atmosfera, em uma grandiosidade flamejante. A estrela cadente era atemorizante para o homem primitivo, que acreditava com facilidade que aqueles riscos flamejantes marcavam a passagem de um espírito a caminho da Terra. Não é de causar surpresa que os homens fossem levados a adorar tais fenômenos, especialmente quando descobriram subseqüentemente os meteoros. E isso levou a uma reverência ainda maior a todas as outras pedras. Em Bengala muitos adoram um meteoro que caiu na Terra em 1 880 d.C.

(945.1) 85:1.3 Todos os clãs e tribos antigas tiveram as suas pedras sagradas; e a maior parte dos povos modernos manifesta uma certa veneração por alguns tipos de pedras — as suas jóias. Um grupo de cinco pedras foi reverenciado na Índia; na Grécia, um agrupamento de trinta delas; em meio aos homens vermelhos, era comum um círculo de pedras. Os romanos sempre atiravam uma pedra para o ar, quando invocavam Júpiter. Na Índia, até hoje, uma pedra pode ser usada como testemunha. Em algumas regiões, uma pedra pode ser empregada como um talismã da lei, e um transgressor pode ser levado ao tribunal pelo seu prestígio. Todavia, os simples mortais nem sempre identificam a Deidade com um objeto reverenciado com cerimônia. Tais fetiches são, muitas vezes, meros símbolos do objeto real da adoração.

(945.2) 85:1.4 Os antigos tinham uma consideração peculiar pelos orifícios nas pedras. Supunha-se que as rochas porosas fossem inusitadamente eficazes para curar doenças. As orelhas não eram perfuradas para o porte de pedras, mas as pedras eram colocadas ali para manter os furos das orelhas abertos. Mesmo nos tempos modernos, as pessoas supersticiosas fazem furos nas moedas. Na África, os nativos fazem grande alarde dos seus fetiches pelas pedras. De fato, em meio a todas as tribos e povos atrasados, as pedras são ainda mantidas sob uma veneração supersticiosa. A adoração das pedras ainda agora se encontra muito disseminada por todo o mundo. A pedra tumular é um símbolo sobrevivente de imagens e ídolos esculpidos, em vista das crenças nos fantasmas e espíritos dos companheiros que se foram.

(945.3) 85:1.5 A adoração de colinas veio depois da adoração da pedra, e as primeiras colinas a serem veneradas foram grandes formações de rochas. Em seguida, tornou-se hábito acreditar que os deuses habitavam nas montanhas, de um modo tal que as altas elevações de terras eram adoradas por mais essa razão. Com o passar do tempo, sendo associadas a certos deuses, certas montanhas tornavam-se sagradas. Os aborígines ignorantes e supersticiosos acreditavam que as cavernas levavam ao submundo, com os seus espíritos e demônios malignos e, ao contrário, as montanhas, eram identificadas com os conceitos, num desenvolvimento mais recente, das deidades e dos espíritos bons.

2. A Adoração de Plantas e Árvores

(945.4) 85:2.1 As plantas primeiro foram temidas e depois adoradas, por causa dos tóxicos que se derivavam delas. O homem primitivo acreditava que a intoxicação fazia com que alguém se tornasse divino. Supunham haver algo de inusitado e sagrado em tal experiência. Mesmo nos tempos modernos, o álcool é conhecido como “espírito”.

(945.5) 85:2.2 O homem primitivo via a semente germinando com um temor e um respeito supersticioso. O apóstolo Paulo não foi o primeiro a retirar lições espirituais profundas da semente germinando, e a pregar crenças religiosas sobre ela.

(945.6) 85:2.3 Os cultos de adoração de árvore estão nos grupos das religiões mais antigas. Todos os casamentos primitivos eram feitos sob as árvores e, quando as mulheres desejavam ter filhos, algumas vezes iam às florestas abraçar afetuosamente um robusto carvalho. Muitas plantas e árvores foram veneradas pelos seus poderes medicinais, reais ou imaginários. O selvagem acreditava que todos os efeitos químicos fossem devidos à atividade direta de forças sobrenaturais.

(945.7) 85:2.4 As idéias sobre os espíritos das árvores variavam muito entre as tribos e raças diferentes. Algumas árvores eram habitadas por espíritos afáveis; outras abrigavam espíritos cruéis e enganosos. Os finlandeses acreditavam que a maior parte das árvores era ocupada por espíritos bons. Os suíços há muito desconfiavam das árvores, acreditando que continham espíritos traiçoeiros. Os habitantes da Índia e da Rússia Oriental consideravam os espíritos das árvores como sendo cruéis. Os patagônios ainda adoram árvores, como o fizeram os semitas primitivos. Muito depois de cessarem de adorar as árvores, os hebreus continuaram a venerar as suas várias deidades dos bosques. Exceto na China, houve um culto universal à árvore da vida.

(946.1) 85:2.5 A crença de que a água, bem como os metais preciosos, debaixo da superfície da Terra, podem ser detectados por um divinatório ramo de madeira é uma lembrança dos antigos cultos às árvores. O mastro de Primeiro de maio, a árvore de Natal e a prática supersticiosa de bater na madeira perpetuam alguns dos antigos costumes de adoração das árvores e dos seus cultos mais recentes.

(946.2) 85:2.6 Muitas das formas mais primitivas de veneração da natureza combinaram-se a técnicas de adoração posteriores, em evolução, mas os tipos mais primitivos de adoração, ativados pelos espíritos ajudantes da mente, estavam funcionando muito antes de a natureza religiosa recém-despertada da humanidade se tornar plenamente sensível ao estímulo das influências espirituais.

3. A Adoração de Animais

(946.3) 85:3.1 O homem primitivo possuiu um sentimento peculiar e fraternal para com os animais superiores. Os seus ancestrais haviam vivido com eles e haviam, até mesmo, se acasalado com eles. No sul da Ásia acreditou-se primitivamente que as almas dos homens voltavam à Terra, na forma animal. Essa crença era um remanescente da prática ainda mais primitiva de adorar os animais.

(946.4) 85:3.2 Os homens primitivos reverenciavam os animais pelo seu poder e astúcia. Julgavam que os apurados sentidos do olfato e da visão de certas criaturas fosse um sinal de orientação espiritual. Os animais têm sido adorados por uma raça ou por outra, em um momento ou em outro. Entre esses objetos de adoração, estavam criaturas que foram consideradas como meio humanas e meio animais, tais como o centauro e a sereia.

(946.5) 85:3.3 Os hebreus adoravam serpentes até os dias do rei Ezequias; os indianos ainda mantêm relações amigáveis com as suas cobras caseiras. A adoração chinesa ao dragão é um remanescente dos cultos das cobras. A sabedoria da serpente era um símbolo da medicina grega e é ainda empregado como um emblema pelos médicos modernos. A arte do encantamento das cobras tem sido transmitida desde a época das xamãs femininas do culto de amor às cobras, e, como resultado das picadas diárias das cobras, elas tornavam-se imunes; de fato, se tornaram verdadeiras dependentes do veneno, sem o qual não podiam viver.

(946.6) 85:3.4 A adoração dos insetos e outros animais foi promovida por uma má interpretação da regra dourada — de fazer aos outros (toda a forma de vida) como gostaríeis que fosse feito a vós. Os antigos, certa época, acreditaram que todos os ventos seriam produzidos pelas asas de pássaros e, por isso, tanto temiam como adoravam todas as criaturas com asas. Os nórdicos primitivos julgavam que os eclipses eram causados por um lobo que devorara um pedaço do sol ou da lua. Os hindus freqüentemente mostram Vishnu com uma cabeça de cavalo. Muitas vezes, o símbolo de um animal representa um deus esquecido ou um culto extinto. Primitivamente, na religião evolucionária, o cordeiro tornou-se o animal típico do sacrifício, e a pomba, o símbolo da paz e do amor.

(946.7) 85:3.5 Na religião, o simbolismo pode ser bom ou mau, na mesma medida em que o símbolo substitui ou não a idéia original adorada. E o simbolismo não deve ser confundido com a idolatria diretamente, na qual o objeto material é direta e factualmente adorado.

4. A Adoração dos Elementos

(946.8) 85:4.1 A humanidade tem adorado a terra, o ar, a água e o fogo. As raças primitivas veneraram fontes e adoraram rios. E, ainda agora, na Mongólia, floresce o culto de um rio importante. O batismo tornou-se um cerimonial religioso na Babilônia, e os gregos praticavam o ritual anual do banho. Fácil era que os antigos imaginassem os espíritos residindo nas nascentes borbulhantes, nas fontes efusivas, nos rios fluentes e torrentes intensas. As águas em movimento causavam impressões vívidas nessas mentes simples, que acreditavam na animação dos espíritos e no poder sobrenatural. Algumas vezes, a um homem que se afogava era negado o socorro, por medo de ofender algum deus do rio.

(947.1) 85:4.2 Muitas coisas e numerosos acontecimentos têm funcionado como estímulos religiosos para povos diferentes, em épocas diferentes. Um arco-íris ainda é adorado por muitas das tribos das montanhas na Índia. Tanto na Índia quanto na África, o arco-íris é considerado como sendo uma cobra celestial gigantesca; os hebreus e os cristãos consideram-no o “arco da promessa”. Do mesmo modo, influências consideradas como benéficas, em uma parte do mundo, podem ser consideradas malignas em outras regiões. O vento oriental é um deus na América do Sul, pois traz a chuva; na Índia, é um demônio, porque traz a poeira e causa a seca. Os beduínos antigos acreditavam que um espírito da natureza produzia os redemoinhos de areia e, mesmo na época de Moisés, a crença em espíritos da natureza foi forte o suficiente a ponto de assegurar a sua perpetuação na teologia hebraica, como anjos do fogo, da água e do ar.

(947.2) 85:4.3 As nuvens, a chuva e o granizo têm sido todos temidos e adorados por numerosas tribos primitivas e por muitos dos cultos primitivos da natureza. As tempestades de vento com trovões e relâmpagos aterrorizavam o homem primitivo. Tão impressionado ele ficava com as perturbações dos elementos, que o trovão era considerado a voz de um deus irado. A adoração do fogo e o temor dos relâmpagos eram ligados um ao outro e foram bem disseminados entre muitos grupos primitivos.

(947.3) 85:4.4 O fogo esteve associado à magia nas mentes dos mortais dominados pelo medo. Um devoto da magia lembrará vividamente de um resultado por acaso positivo, na prática das suas fórmulas mágicas e, ao mesmo tempo, se esquece, indiferentemente, de uma série de resultados negativos, de fracassos absolutos. A reverência ao fogo atingiu o seu apogeu na Pérsia, onde perdurou por muito tempo. Algumas tribos adoravam o fogo como uma deidade em si; outras reverenciavam-no como o símbolo flamejante do espírito da purificação e da purgação das suas deidades veneradas. As virgens vestais eram encarregadas do dever de vigiar os fogos sagrados; e as velas, no século vinte, ainda queimam como uma parte do ritual de muitos serviços religiosos.

5. A Adoração de Corpos Celestes

(947.4) 85:5.1 A adoração de rochas, montanhas, árvores e animais desenvolveu-se naturalmente por meio da veneração amedrontada dos elementos, até a deificação do sol, da lua e das estrelas. Na Índia e em outros lugares, as estrelas eram consideradas como as almas glorificadas de grandes homens que haviam partido da vida na carne. Os cultuadores caldeus das estrelas consideravam-se como sendo os filhos do pai-céu e da mãe-terra.

(947.5) 85:5.2 A adoração da lua precedeu a adoração do sol. A veneração da lua esteve no seu auge durante a era da caça, enquanto a adoração do sol tornou-se a principal cerimônia religiosa das idades agriculturais subseqüentes. A adoração solar arraigou-se extensivamente na Índia, inicialmente, e ali perdurou por mais tempo. Na Pérsia, a veneração do sol deu origem ao culto mitraico posterior. Entre muitos povos, o sol foi considerado o ancestral dos seus reis. Os caldeus colocavam o sol no centro dos “sete círculos do universo”. Mais tarde, as civilizações honraram o sol, dando o seu nome ao primeiro dia da semana.

(947.6) 85:5.3 Supunha-se que o deus do sol fosse o pai místico dos filhos do destino, nascidos de uma virgem, os quais, de tempos em tempos, se outorgavam como salvadores das raças favorecidas. Esses infantes sobrenaturais eram sempre encontrados, à deriva, em algum rio sagrado, para serem resgatados de um modo extraordinário, depois do que cresceriam para tornar-se personalidades miraculosas e libertadores dos seus povos.

6. A Adoração do Homem

(948.1) 85:6.1 Tendo adorado tudo o mais sobre a face da Terra, e nos céus acima, o homem não hesitou em honrar a si próprio com tal adoração. O selvagem de mente simples não faz distinção clara entre as bestas, os homens e os deuses.

(948.2) 85:6.2 O homem primitivo tinha como supra-humanas todas as pessoas inusitadas e, assim, ele temia tais seres, a ponto de ter por eles um respeito reverente; em uma certa medida, literalmente os adorava. Até o fato de dar irmãos gêmeos à luz era considerado ou de muita sorte ou de muita falta de sorte. Os lunáticos, os epiléticos e os de mente débil eram freqüentemente adorados pelos seus semelhantes de mentes normais, que acreditavam que tais seres anormais eram resididos por deuses. Sacerdotes, reis e profetas foram adorados; os homens sagrados de outrora eram considerados como sendo inspirados pelas deidades.

(948.3) 85:6.3 Os chefes tribais eram deificados quando mortos. Posteriormente, almas que se distinguiram eramsantificadas depois de falecidas. A evolução, sem ajuda, nunca originou deuses mais elevados do que os espíritos glorificados, exaltados e evoluídos dos humanos mortos. Na evolução primitiva, a religião cria os seus próprios deuses. No curso da revelação, os Deuses formulam religiões. A religião evolutiva cria os seus deuses à imagem e semelhança do homem mortal; a religião reveladora busca evoluir e transformar o homem mortal à imagem e à semelhança de Deus.

(948.4) 85:6.4 Os deuses fantasmas, que se supõe serem de origem humana, deveriam distinguir-se dos deuses da natureza, pois a adoração da natureza fez evoluir um panteão — de espíritos da natureza elevados à posição de deuses. Os cultos da natureza continuaram a desenvolver-se junto com os cultos dos fantasmas, que surgiram posteriormente, e cada um exerceu uma influência sobre os outros. Muitos sistemas religiosos adotaram um conceito dual de deidade; os deuses da natureza e os deuses fantasmas; em algumas teologias, esses conceitos estão entrelaçados confusamente, como é ilustrado por Tor, um herói fantasma que foi também o mestre do relâmpago.

(948.5) 85:6.5 A adoração do homem pelo homem, todavia, teve o seu apogeu quando os governantes temporais exigiam uma grande veneração dos seus súditos e, para dar substância a essas exigências, reinvindicavam descender da deidade.

7. Os Ajudantes da Adoração e da Sabedoria

(948.6) 85:7.1 A adoração da natureza parece ter surgido natural e espontaneamente nas mentes dos homens e mulheres primitivos, e assim foi; mas, ao mesmo tempo, estava atuando sobre essas mesmas mentes primitivas o sexto espírito ajudante da mente, espírito este que foi outorgado a esses povos como uma influência orientadora dessa fase da evolução humana. E esse espírito esteve sempre estimulando o impulso da adoração da espécie humana, não importando quão primitiva a sua primeira manifestação pudesse ser. O espírito da adoração deu uma origem definida ao impulso da adoração, não obstante aquele medo animal motivasse a expressão da adoração, e aquela prática inicial houvesse sido centrada em objetos da natureza.

(948.7) 85:7.2 Deveis lembrar-vos de que o sentimento, e não o pensamento, foi a influência que guiou e controlou todo o desenvolvimento evolucionário. Para a mente primitiva, há pouca diferença entre temer, esquivar-se, honrar e adorar.

(948.8) 85:7.3 Quando o impulso da adoração está disciplinado e é dirigido pela sabedoria — do pensamento meditativo e experiencial — , então ele começa a desenvolver-se no fenômeno da verdadeira religião. Quando o sétimo espírito ajudante, o espírito da sabedoria, alcança uma ministração efetiva, então o homem em adoração começa a afastar-se da natureza e dos objetos naturais, para voltar-se para o Deus da natureza e para o Criador eterno de todas as coisas naturais.

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 24 de dezembro de 2014 19:37
Para: CList
Assunto: Re: [ciencialist] Livro: Os Impostores da História

 

 

Prezado Paulo

 

Não sei se foi conjuntura junguiana ou se foi proposital, mas, sua mensagem veio a calhar com a minha intenção de comentar -junto ao diálogo com o Calil- questões atávicas do nosso processamento mental. No filme do W. Herzog, há dois pontos que considero especialmente interessantes, indicando que o aprendizado é extremamente mais importante para sobrevivência de humanos do que para muitas outras espécies. 

Refiro-me à declaração do Kaspar Hause de que até a idade de 16 anos -apesar de não haver nenhuma deficiência fisiológia- nunca havia cogitado em ficar em pé, estando sempre "de quatro". 

Em relações a conceitos mentais, quando lhe perguntaram o que era maior, se a sua cela ou o mundo exterior (o qual  conhecia apenas través de uma fresta da janela) ele argumentou que a cela era maior, pois, para os 4 lados em que se virava ele via a cela , enquanto o exterior era apenas uma pequena parte de um dos lados.

 

Muito se discutiu a respeito deste suposto neto de Napoleão. O conceituado mestre da pedagogia moderrna, Lev Vygotski, usando o caso diz que "a relação do homem com o mundo não é uma relação direta, mas uma relação mediada, sendo que os sistemas simbólicos são os elementos intermediários entre o sujeito e o mundo; porém, tendo vivido no isolamento, K. Hauser não aprendeu nem internalizou este sistema simbólico que, para ele, não fazia sentido.

Somente depois de muito tempo convivendo com a comunidade de Nuremberg é que Kaspar Hauser começa a entender a relação simbólica e a relação de representatividade entre os signos e as coisas concretas".

 

O assunto é extenso e polêmico. Vamos aborda-lo aos poucos.

 

Abraços

NM

 

 

Em 23 de dezembro de 2014 19:44, psdias2 psdias2@yahoo.com.br [ciencialist] <ciencialist@yahoogrupos.com.br> escreveu:

A quem possa interessar:

Em 11/09/2004, postei uma pergunta sobre "crianças selvagens"
(https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/ciencialist/conversations/messages/40950),
que foi respondida pelo Kentaro Mori, com a sugestão do filme "O Enigma
de Kaspar Houser".

Na época, vi o filme (https://www.youtube.com/watch?v=LbR2SFsFbyQ), que
realmente é muito interessante...


Porém, a ciência do século XX e XXI  tem ajudado a desmentir, pelo menos
em parte, "histórias" como a de Kaspar Hauser, e outras:

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/os-grandes-impostores-da-historia


Paulo


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SUBJECT: FW: RES: [ciencialist] Sobre "as questões atávicas do conhecimento"
FROM: Verner Stranz <verner64@hotmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 25/12/2014 10:10





From: verner64@hotmail.com
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Subject: RE: RES: [ciencialist] Sobre "as questões atávicas do conhecimento"
Date: Thu, 25 Dec 2014 09:43:46 -0200

Ih, JVictor, PEITO DE HOMEM, PARA NADA SERVE! Podes ser processado por homofobia, preconceito contra  a ternura existente entre homos.... he he he.



To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Thu, 25 Dec 2014 08:33:07 -0300
Subject: RES: [ciencialist] Sobre "as questões atávicas do conhecimento"

 

Respondo, yes.

 

 1a.) Se o homem fosse imortal, e soubesse que nada, nadica de nada, poderia fazê-lo "bater o chinelo", com se diz, ainda assim teria inventado esse negócio de divindade, santos, religião, seitas espiritualistas,  e coisas semelhantes?

M – Essa pergunta está desprovida de lógica cientifica. Se não está, me explique por favor porque.

A resposta está na própria pergunta! Não entendi essa de lógica científica nesta questão.

Se 1a. fosse o caso, para que diabos a preocupação e o medo com a morte, e coisa e tal?  Para quê fabricar ingressos para entrar na eternidade, se isto não existe, ou se não vai para lá, já que morrer não é sua praia?

Simples assim, diria Watson.

Mas me retiro, com todo respeito,  definitivamente, deste tipo de discussão. Não tem réguas e relógios, portanto, é como peito de homem, para nada serve.

Sds,

Victor.

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 24 de dezembro de 2014 21:13
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RES: [ciencialist] Sobre "as questões atávicas do conhecimento"

 

 

Vi - Como agora está se falando tudo por aquí, e de tudo, atribuo-me o direito de fazê-lo também, e do meu jeito e podem meter o pau.

M – Meu analista dizia essa frase extravagante:  convivamos gostosamente com nossas divergências. Prefiro isso do que meter o pau.

Vi - Uma pergunta, a vós filósofos, aliás, duas:

 1a.) Se o homem fosse imortal, e soubesse que nada, nadica de nada, poderia fazê-lo "bater o chinelo", com se diz, ainda assim teria inventado esse negócio de divindade, santos, religião, seitas espiritualistas,  e coisas semelhantes?

M – Essa pergunta está desprovida de lógica cientifica. Se não está, me explique por favor porque.

V - 2a) Não seria uma causa do estado religioso que assola a humanidade algo como o que ora exponho a seguir?

O  homem tem medo da morte e o  que supõe que venha depois da tal.  Pode é dizer que não tem, para dar uma de macho-cho-cho. Mas tem, ainda que inconscientemente, pois a mente tem um sistema de proteção que nos impede de pensar e - até - de racionalizar esta única verdade verdadeira.  Ou ela, também, como nossa própria existência(segundo alguns de vós) , não existe?....Eis a questão, to be or not to existir.

M – Nós existimos. O mundo existe. Simples assim.

V - Pois bem, ante este fato, o medo da morte, ele, o homem,  criou todas as estruturas de sobrevivência mental, como:  filosóficas, religiosas, seitas, sacrifícios humanos ou não,  para agradar o sedento de sangue lá em cima, as estruturas sociais, e que tais. God, pai de Jisus, o próprio Jisus e as lendas a seu respeito, foram criadas, simplesmente por causa  dessa besterinha, que é  o medo da morte. Sem falar nos sabidões sacerdotes, de todos os credos gerados, que viram nisso uma moeda de poder, os mais inteligentes, claro.  Pelo que se encarregaram de fortificar o mito, ao longo das eras. Já  os mais burros continuaram fazendo o mesmo, mas acreditando mesmo que tudo aquilo é a mais pura das verdades...Com améns e tudo o mais.

M – O desejo se manter vivo – que vai além do medo de morrer – é que explica a invenção da vida após a morte. E isso é assunto para a psicologia e não para a filosofia. Ainda hoje existe muita confusão (ou competição?) entre a filosofia e a psicologia.

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 24 de dezembro de 2014 20:13
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Sobre "as questões atávicas do conhecimento"

Prezado Neville.

Minha idéia é a seguinte:  o pensamento começa com o conceito cuja formação em nossa mente se dá através da percepção. Se percebemos durante algumas vezes a lua ora de um tamanho, ora de outro, formam-se em nossa mente dois conceitos, referentes à lua em seus diferentes tamanhos. A associação das representaçöes mentais da lua em dois tamanhos leva o homem primitivo a pensar no como ou no porque isso acontece, dando assim origem ao pensamento lógico-cientifico. As perguntas como e porque são precedidas por meros pontos de interrogação ou exclamação. Esses pontos não tinham qualquer representação gráfica do tipo “?” e “!” e eram representados por expressões faciais de medo, de surpresa, de interrogação, de dúvida. Se o homem é produto da evolução de seres animais que o antecederam nada mais natural que ele se expressasse sem palavras.

Porém no seu inconformismo com o não saber – inclusive porque o desconhecido é uma fonte racional de medo – o homem primitivo tratava de arrumar explicações que aliviassem a sua angústia. Por isso atribuia aos objetos qualidades humanas, as quais,  bem ou mal ele conhecia. Essas qualidades antropomórficas teriam sido transformadas de modo a formar divindades. Diz-se que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, quando ocorreu exatamente o contrário. Nada mais natural (e por decorrência, lógico,  do que o homem projetar-se a si mesmo num mundo desconhecido. A religião, portanto foi precursora da filosofia, que por sua vez foi precursora do conhecimento cientifico. (prefiro o termo “conhecimento cientifico” ao termo “ciência” por se aproximar do conceito de processo. CONCEITO DE PROCESSO? NÃO – isso é um vicio de linguagem. O correto é a IDÉIA DE PROCESSO. A definição seria então um conjunto de ideias e não de conceitos? Tudo depende é claro da definição de conceito adotada. Se conceito não for a forma mais primitiva de conhecimento, baseada na representação mental do objeto percebido visualmente, precisamos então arrumar outro termo para usarmos no lugar de conceito. 

Abraços

Mtnos Calil

Ps. Os homens atribuíram todo o poder – infinito mesmo – a Deus porque gostariam de ter esse poder, para assim enfrentarem com mais facilidade os seus inimigos naturais que deles exigiram tanto sacrifício para manter simplesmente a sobrevivência da espécie. Hoje o maior inimigo do homem é o próprio homem. Mas a origem desta inimizade é arcaica, pois os nossos antepassados que viviam em tribos tinham medo de serem invadidos por outras tribos, como se estas fossem de bichos. E assim as invasões se tornavam rotineiras, acabando se transformando em fontes de prazer. Prazer de matar, prazer de estuprar, prazer de escravizar. Essa busca ilimitada de prazer está conduzindo a humanidade para a beira do abismo. É a esquizofrenia social se globalizando.

 

 

 Livro de Urântia

http://www.urantia.org/pt/o-livro-de-urantia/documento-85-origens-da-adoracao

 

Documento 85

As Origens da Adoração


(944.1) 85:0.1 A RELIGIÃO primitiva teve uma origem biológica, um desenvolvimento evolucionário natural, independentemente das conjunções morais e de todas as influências espirituais. Os animais, mesmo os superiores, têm medos, mas não têm ilusões e, conseqüentemente, nenhuma religião. O homem cria as suas religiões primitivas dos próprios temores e por meio das suas ilusões.

(944.2) 85:0.2 Na evolução da espécie humana, a adoração, nas suas manifestações primitivas, apareceu muito antes que a mente do homem fosse capaz de formular os conceitos mais complexos de vida os quais agora, e futuramente, merecem ser chamados de religião. A religião primitiva tinha uma natureza totalmente intelectual e era baseada inteiramente em circunstâncias de relacionamento. Os objetos da adoração eram sempre sugestivos; consistiam de coisas da natureza que estavam à mão, ou ocupavam lugar bem comum na experiência dos urantianos primitivos de mentes simples.

(944.3) 85:0.3 Quando evoluiu além da adoração da natureza, a religião adquiriu raízes de origem espiritual; entretanto, foi ainda sempre condicionada pelo ambiente social. À medida que se desenvolveu a adoração da natureza, o homem imaginou conceitos de uma divisão do trabalho para o mundo supramortal; havia espíritos da natureza para os lagos, árvores, cachoeiras, chuva e centenas de outros fenômenos terrestres comuns.

(944.4) 85:0.4 Em uma época ou em outra, o homem mortal adorou tudo sobre a face da Terra, incluindo a si próprio. E adorou também tudo o que fosse imaginável, no céu e sob a superfície da Terra. O homem primitivo temia todas as manifestações de poder; e adorou a todos os fenômenos naturais que não podia compreender. As forças naturais poderosas, tais como as tempestades, enchentes, terremotos, deslizamentos de terra, vulcões, fogo, calor e frio, como observadas pelo homem, impressionaram em muito a sua mente em expansão. As coisas inexplicáveis da vida ainda são chamadas de “atos de Deus” e de “dispensações misteriosas da Providência”.

1. A Adoração de Pedras e Montanhas

(944.5) 85:1.1 O primeiro objeto a ser adorado pelo homem em evolução foi uma pedra. Hoje, o povo Kateri, do sul da Índia, ainda adora uma pedra, como o fazem numerosas tribos no norte da Índia. Jacó dormiu sobre uma pedra porque ele a venerava; e até mesmo a ungiu. Raquel escondia um bom número de pedras sagradas na sua tenda.

(944.6) 85:1.2 As pedras impressionaram o homem primitivo, primeiro, por serem extraordinárias, em vista do modo pelo qual tão subitamente apareciam na superfície de um campo cultivado ou um pasto. Os homens não levavam em conta a erosão, nem os resultados dos arados sobre o solo. As pedras também impressionaram muito aos povos primitivos, pela sua freqüente semelhança com animais. A atenção do homem civilizado detém-se em numerosas formações de pedras, nas montanhas que tanto se assemelham às faces de animais e mesmo de homens. Contudo, a influência mais profunda foi exercida pelos meteoros, os quais os humanos primitivos viam entrar na atmosfera, em uma grandiosidade flamejante. A estrela cadente era atemorizante para o homem primitivo, que acreditava com facilidade que aqueles riscos flamejantes marcavam a passagem de um espírito a caminho da Terra. Não é de causar surpresa que os homens fossem levados a adorar tais fenômenos, especialmente quando descobriram subseqüentemente os meteoros. E isso levou a uma reverência ainda maior a todas as outras pedras. Em Bengala muitos adoram um meteoro que caiu na Terra em 1 880 d.C.

(945.1) 85:1.3 Todos os clãs e tribos antigas tiveram as suas pedras sagradas; e a maior parte dos povos modernos manifesta uma certa veneração por alguns tipos de pedras — as suas jóias. Um grupo de cinco pedras foi reverenciado na Índia; na Grécia, um agrupamento de trinta delas; em meio aos homens vermelhos, era comum um círculo de pedras. Os romanos sempre atiravam uma pedra para o ar, quando invocavam Júpiter. Na Índia, até hoje, uma pedra pode ser usada como testemunha. Em algumas regiões, uma pedra pode ser empregada como um talismã da lei, e um transgressor pode ser levado ao tribunal pelo seu prestígio. Todavia, os simples mortais nem sempre identificam a Deidade com um objeto reverenciado com cerimônia. Tais fetiches são, muitas vezes, meros símbolos do objeto real da adoração.

(945.2) 85:1.4 Os antigos tinham uma consideração peculiar pelos orifícios nas pedras. Supunha-se que as rochas porosas fossem inusitadamente eficazes para curar doenças. As orelhas não eram perfuradas para o porte de pedras, mas as pedras eram colocadas ali para manter os furos das orelhas abertos. Mesmo nos tempos modernos, as pessoas supersticiosas fazem furos nas moedas. Na África, os nativos fazem grande alarde dos seus fetiches pelas pedras. De fato, em meio a todas as tribos e povos atrasados, as pedras são ainda mantidas sob uma veneração supersticiosa. A adoração das pedras ainda agora se encontra muito disseminada por todo o mundo. A pedra tumular é um símbolo sobrevivente de imagens e ídolos esculpidos, em vista das crenças nos fantasmas e espíritos dos companheiros que se foram.

(945.3) 85:1.5 A adoração de colinas veio depois da adoração da pedra, e as primeiras colinas a serem veneradas foram grandes formações de rochas. Em seguida, tornou-se hábito acreditar que os deuses habitavam nas montanhas, de um modo tal que as altas elevações de terras eram adoradas por mais essa razão. Com o passar do tempo, sendo associadas a certos deuses, certas montanhas tornavam-se sagradas. Os aborígines ignorantes e supersticiosos acreditavam que as cavernas levavam ao submundo, com os seus espíritos e demônios malignos e, ao contrário, as montanhas, eram identificadas com os conceitos, num desenvolvimento mais recente, das deidades e dos espíritos bons.

2. A Adoração de Plantas e Árvores

(945.4) 85:2.1 As plantas primeiro foram temidas e depois adoradas, por causa dos tóxicos que se derivavam delas. O homem primitivo acreditava que a intoxicação fazia com que alguém se tornasse divino. Supunham haver algo de inusitado e sagrado em tal experiência. Mesmo nos tempos modernos, o álcool é conhecido como “espírito”.

(945.5) 85:2.2 O homem primitivo via a semente germinando com um temor e um respeito supersticioso. O apóstolo Paulo não foi o primeiro a retirar lições espirituais profundas da semente germinando, e a pregar crenças religiosas sobre ela.

(945.6) 85:2.3 Os cultos de adoração de árvore estão nos grupos das religiões mais antigas. Todos os casamentos primitivos eram feitos sob as árvores e, quando as mulheres desejavam ter filhos, algumas vezes iam às florestas abraçar afetuosamente um robusto carvalho. Muitas plantas e árvores foram veneradas pelos seus poderes medicinais, reais ou imaginários. O selvagem acreditava que todos os efeitos químicos fossem devidos à atividade direta de forças sobrenaturais.

(945.7) 85:2.4 As idéias sobre os espíritos das árvores variavam muito entre as tribos e raças diferentes. Algumas árvores eram habitadas por espíritos afáveis; outras abrigavam espíritos cruéis e enganosos. Os finlandeses acreditavam que a maior parte das árvores era ocupada por espíritos bons. Os suíços há muito desconfiavam das árvores, acreditando que continham espíritos traiçoeiros. Os habitantes da Índia e da Rússia Oriental consideravam os espíritos das árvores como sendo cruéis. Os patagônios ainda adoram árvores, como o fizeram os semitas primitivos. Muito depois de cessarem de adorar as árvores, os hebreus continuaram a venerar as suas várias deidades dos bosques. Exceto na China, houve um culto universal à árvore da vida.

(946.1) 85:2.5 A crença de que a água, bem como os metais preciosos, debaixo da superfície da Terra, podem ser detectados por um divinatório ramo de madeira é uma lembrança dos antigos cultos às árvores. O mastro de Primeiro de maio, a árvore de Natal e a prática supersticiosa de bater na madeira perpetuam alguns dos antigos costumes de adoração das árvores e dos seus cultos mais recentes.

(946.2) 85:2.6 Muitas das formas mais primitivas de veneração da natureza combinaram-se a técnicas de adoração posteriores, em evolução, mas os tipos mais primitivos de adoração, ativados pelos espíritos ajudantes da mente, estavam funcionando muito antes de a natureza religiosa recém-despertada da humanidade se tornar plenamente sensível ao estímulo das influências espirituais.

3. A Adoração de Animais

(946.3) 85:3.1 O homem primitivo possuiu um sentimento peculiar e fraternal para com os animais superiores. Os seus ancestrais haviam vivido com eles e haviam, até mesmo, se acasalado com eles. No sul da Ásia acreditou-se primitivamente que as almas dos homens voltavam à Terra, na forma animal. Essa crença era um remanescente da prática ainda mais primitiva de adorar os animais.

(946.4) 85:3.2 Os homens primitivos reverenciavam os animais pelo seu poder e astúcia. Julgavam que os apurados sentidos do olfato e da visão de certas criaturas fosse um sinal de orientação espiritual. Os animais têm sido adorados por uma raça ou por outra, em um momento ou em outro. Entre esses objetos de adoração, estavam criaturas que foram consideradas como meio humanas e meio animais, tais como o centauro e a sereia.

(946.5) 85:3.3 Os hebreus adoravam serpentes até os dias do rei Ezequias; os indianos ainda mantêm relações amigáveis com as suas cobras caseiras. A adoração chinesa ao dragão é um remanescente dos cultos das cobras. A sabedoria da serpente era um símbolo da medicina grega e é ainda empregado como um emblema pelos médicos modernos. A arte do encantamento das cobras tem sido transmitida desde a época das xamãs femininas do culto de amor às cobras, e, como resultado das picadas diárias das cobras, elas tornavam-se imunes; de fato, se tornaram verdadeiras dependentes do veneno, sem o qual não podiam viver.

(946.6) 85:3.4 A adoração dos insetos e outros animais foi promovida por uma má interpretação da regra dourada — de fazer aos outros (toda a forma de vida) como gostaríeis que fosse feito a vós. Os antigos, certa época, acreditaram que todos os ventos seriam produzidos pelas asas de pássaros e, por isso, tanto temiam como adoravam todas as criaturas com asas. Os nórdicos primitivos julgavam que os eclipses eram causados por um lobo que devorara um pedaço do sol ou da lua. Os hindus freqüentemente mostram Vishnu com uma cabeça de cavalo. Muitas vezes, o símbolo de um animal representa um deus esquecido ou um culto extinto. Primitivamente, na religião evolucionária, o cordeiro tornou-se o animal típico do sacrifício, e a pomba, o símbolo da paz e do amor.

(946.7) 85:3.5 Na religião, o simbolismo pode ser bom ou mau, na mesma medida em que o símbolo substitui ou não a idéia original adorada. E o simbolismo não deve ser confundido com a idolatria diretamente, na qual o objeto material é direta e factualmente adorado.

4. A Adoração dos Elementos

(946.8) 85:4.1 A humanidade tem adorado a terra, o ar, a água e o fogo. As raças primitivas veneraram fontes e adoraram rios. E, ainda agora, na Mongólia, floresce o culto de um rio importante. O batismo tornou-se um cerimonial religioso na Babilônia, e os gregos praticavam o ritual anual do banho. Fácil era que os antigos imaginassem os espíritos residindo nas nascentes borbulhantes, nas fontes efusivas, nos rios fluentes e torrentes intensas. As águas em movimento causavam impressões vívidas nessas mentes simples, que acreditavam na animação dos espíritos e no poder sobrenatural. Algumas vezes, a um homem que se afogava era negado o socorro, por medo de ofender algum deus do rio.

(947.1) 85:4.2 Muitas coisas e numerosos acontecimentos têm funcionado como estímulos religiosos para povos diferentes, em épocas diferentes. Um arco-íris ainda é adorado por muitas das tribos das montanhas na Índia. Tanto na Índia quanto na África, o arco-íris é considerado como sendo uma cobra celestial gigantesca; os hebreus e os cristãos consideram-no o “arco da promessa”. Do mesmo modo, influências consideradas como benéficas, em uma parte do mundo, podem ser consideradas malignas em outras regiões. O vento oriental é um deus na América do Sul, pois traz a chuva; na Índia, é um demônio, porque traz a poeira e causa a seca. Os beduínos antigos acreditavam que um espírito da natureza produzia os redemoinhos de areia e, mesmo na época de Moisés, a crença em espíritos da natureza foi forte o suficiente a ponto de assegurar a sua perpetuação na teologia hebraica, como anjos do fogo, da água e do ar.

(947.2) 85:4.3 As nuvens, a chuva e o granizo têm sido todos temidos e adorados por numerosas tribos primitivas e por muitos dos cultos primitivos da natureza. As tempestades de vento com trovões e relâmpagos aterrorizavam o homem primitivo. Tão impressionado ele ficava com as perturbações dos elementos, que o trovão era considerado a voz de um deus irado. A adoração do fogo e o temor dos relâmpagos eram ligados um ao outro e foram bem disseminados entre muitos grupos primitivos.

(947.3) 85:4.4 O fogo esteve associado à magia nas mentes dos mortais dominados pelo medo. Um devoto da magia lembrará vividamente de um resultado por acaso positivo, na prática das suas fórmulas mágicas e, ao mesmo tempo, se esquece, indiferentemente, de uma série de resultados negativos, de fracassos absolutos. A reverência ao fogo atingiu o seu apogeu na Pérsia, onde perdurou por muito tempo. Algumas tribos adoravam o fogo como uma deidade em si; outras reverenciavam-no como o símbolo flamejante do espírito da purificação e da purgação das suas deidades veneradas. As virgens vestais eram encarregadas do dever de vigiar os fogos sagrados; e as velas, no século vinte, ainda queimam como uma parte do ritual de muitos serviços religiosos.

5. A Adoração de Corpos Celestes

(947.4) 85:5.1 A adoração de rochas, montanhas, árvores e animais desenvolveu-se naturalmente por meio da veneração amedrontada dos elementos, até a deificação do sol, da lua e das estrelas. Na Índia e em outros lugares, as estrelas eram consideradas como as almas glorificadas de grandes homens que haviam partido da vida na carne. Os cultuadores caldeus das estrelas consideravam-se como sendo os filhos do pai-céu e da mãe-terra.

(947.5) 85:5.2 A adoração da lua precedeu a adoração do sol. A veneração da lua esteve no seu auge durante a era da caça, enquanto a adoração do sol tornou-se a principal cerimônia religiosa das idades agriculturais subseqüentes. A adoração solar arraigou-se extensivamente na Índia, inicialmente, e ali perdurou por mais tempo. Na Pérsia, a veneração do sol deu origem ao culto mitraico posterior. Entre muitos povos, o sol foi considerado o ancestral dos seus reis. Os caldeus colocavam o sol no centro dos “sete círculos do universo”. Mais tarde, as civilizações honraram o sol, dando o seu nome ao primeiro dia da semana.

(947.6) 85:5.3 Supunha-se que o deus do sol fosse o pai místico dos filhos do destino, nascidos de uma virgem, os quais, de tempos em tempos, se outorgavam como salvadores das raças favorecidas. Esses infantes sobrenaturais eram sempre encontrados, à deriva, em algum rio sagrado, para serem resgatados de um modo extraordinário, depois do que cresceriam para tornar-se personalidades miraculosas e libertadores dos seus povos.

6. A Adoração do Homem

(948.1) 85:6.1 Tendo adorado tudo o mais sobre a face da Terra, e nos céus acima, o homem não hesitou em honrar a si próprio com tal adoração. O selvagem de mente simples não faz distinção clara entre as bestas, os homens e os deuses.

(948.2) 85:6.2 O homem primitivo tinha como supra-humanas todas as pessoas inusitadas e, assim, ele temia tais seres, a ponto de ter por eles um respeito reverente; em uma certa medida, literalmente os adorava. Até o fato de dar irmãos gêmeos à luz era considerado ou de muita sorte ou de muita falta de sorte. Os lunáticos, os epiléticos e os de mente débil eram freqüentemente adorados pelos seus semelhantes de mentes normais, que acreditavam que tais seres anormais eram resididos por deuses. Sacerdotes, reis e profetas foram adorados; os homens sagrados de outrora eram considerados como sendo inspirados pelas deidades.

(948.3) 85:6.3 Os chefes tribais eram deificados quando mortos. Posteriormente, almas que se distinguiram eramsantificadas depois de falecidas. A evolução, sem ajuda, nunca originou deuses mais elevados do que os espíritos glorificados, exaltados e evoluídos dos humanos mortos. Na evolução primitiva, a religião cria os seus próprios deuses. No curso da revelação, os Deuses formulam religiões. A religião evolutiva cria os seus deuses à imagem e semelhança do homem mortal; a religião reveladora busca evoluir e transformar o homem mortal à imagem e à semelhança de Deus.

(948.4) 85:6.4 Os deuses fantasmas, que se supõe serem de origem humana, deveriam distinguir-se dos deuses da natureza, pois a adoração da natureza fez evoluir um panteão — de espíritos da natureza elevados à posição de deuses. Os cultos da natureza continuaram a desenvolver-se junto com os cultos dos fantasmas, que surgiram posteriormente, e cada um exerceu uma influência sobre os outros. Muitos sistemas religiosos adotaram um conceito dual de deidade; os deuses da natureza e os deuses fantasmas; em algumas teologias, esses conceitos estão entrelaçados confusamente, como é ilustrado por Tor, um herói fantasma que foi também o mestre do relâmpago.

(948.5) 85:6.5 A adoração do homem pelo homem, todavia, teve o seu apogeu quando os governantes temporais exigiam uma grande veneração dos seus súditos e, para dar substância a essas exigências, reinvindicavam descender da deidade.

7. Os Ajudantes da Adoração e da Sabedoria

(948.6) 85:7.1 A adoração da natureza parece ter surgido natural e espontaneamente nas mentes dos homens e mulheres primitivos, e assim foi; mas, ao mesmo tempo, estava atuando sobre essas mesmas mentes primitivas o sexto espírito ajudante da mente, espírito este que foi outorgado a esses povos como uma influência orientadora dessa fase da evolução humana. E esse espírito esteve sempre estimulando o impulso da adoração da espécie humana, não importando quão primitiva a sua primeira manifestação pudesse ser. O espírito da adoração deu uma origem definida ao impulso da adoração, não obstante aquele medo animal motivasse a expressão da adoração, e aquela prática inicial houvesse sido centrada em objetos da natureza.

(948.7) 85:7.2 Deveis lembrar-vos de que o sentimento, e não o pensamento, foi a influência que guiou e controlou todo o desenvolvimento evolucionário. Para a mente primitiva, há pouca diferença entre temer, esquivar-se, honrar e adorar.

(948.8) 85:7.3 Quando o impulso da adoração está disciplinado e é dirigido pela sabedoria — do pensamento meditativo e experiencial — , então ele começa a desenvolver-se no fenômeno da verdadeira religião. Quando o sétimo espírito ajudante, o espírito da sabedoria, alcança uma ministração efetiva, então o homem em adoração começa a afastar-se da natureza e dos objetos naturais, para voltar-se para o Deus da natureza e para o Criador eterno de todas as coisas naturais.

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 24 de dezembro de 2014 19:37
Para: CList
Assunto: Re: [ciencialist] Livro: Os Impostores da História

 

 

Prezado Paulo

 

Não sei se foi conjuntura junguiana ou se foi proposital, mas, sua mensagem veio a calhar com a minha intenção de comentar -junto ao diálogo com o Calil- questões atávicas do nosso processamento mental. No filme do W. Herzog, há dois pontos que considero especialmente interessantes, indicando que o aprendizado é extremamente mais importante para sobrevivência de humanos do que para muitas outras espécies. 

Refiro-me à declaração do Kaspar Hause de que até a idade de 16 anos -apesar de não haver nenhuma deficiência fisiológia- nunca havia cogitado em ficar em pé, estando sempre "de quatro". 

Em relações a conceitos mentais, quando lhe perguntaram o que era maior, se a sua cela ou o mundo exterior (o qual  conhecia apenas través de uma fresta da janela) ele argumentou que a cela era maior, pois, para os 4 lados em que se virava ele via a cela , enquanto o exterior era apenas uma pequena parte de um dos lados.

 

Muito se discutiu a respeito deste suposto neto de Napoleão. O conceituado mestre da pedagogia moderrna, Lev Vygotski, usando o caso diz que "a relação do homem com o mundo não é uma relação direta, mas uma relação mediada, sendo que os sistemas simbólicos são os elementos intermediários entre o sujeito e o mundo; porém, tendo vivido no isolamento, K. Hauser não aprendeu nem internalizou este sistema simbólico que, para ele, não fazia sentido.

Somente depois de muito tempo convivendo com a comunidade de Nuremberg é que Kaspar Hauser começa a entender a relação simbólica e a relação de representatividade entre os signos e as coisas concretas".

 

O assunto é extenso e polêmico. Vamos aborda-lo aos poucos.

 

Abraços

NM

 

 

Em 23 de dezembro de 2014 19:44, psdias2 psdias2@yahoo.com.br [ciencialist] <ciencialist@yahoogrupos.com.br> escreveu:

A quem possa interessar:

Em 11/09/2004, postei uma pergunta sobre "crianças selvagens"
(https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/ciencialist/conversations/messages/40950),
que foi respondida pelo Kentaro Mori, com a sugestão do filme "O Enigma
de Kaspar Houser".

Na época, vi o filme (https://www.youtube.com/watch?v=LbR2SFsFbyQ), que
realmente é muito interessante...


Porém, a ciência do século XX e XXI  tem ajudado a desmentir, pelo menos
em parte, "histórias" como a de Kaspar Hauser, e outras:

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/os-grandes-impostores-da-historia


Paulo


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SUBJECT: FW: RES: [ciencialist] A estranha ordem de Cristo para não comemorar o Natal!
FROM: Verner Stranz <verner64@hotmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 25/12/2014 10:12





From: verner64@hotmail.com
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Subject: FW: RES: [ciencialist] A estranha ordem de Cristo para não comemorar o Natal!
Date: Thu, 25 Dec 2014 10:09:16 -0200





From: verner64@hotmail.com
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Subject: RE: RES: [ciencialist] A estranha ordem de Cristo para não comemorar o Natal!
Date: Thu, 25 Dec 2014 09:02:04 -0200

Álvaro, concordo contigo. Mas nossa lista andava meio devagar, né? Ao menos agora tem 2 listeiros que a movimentam assás(!). Quanto ao moderador, sua excelência deve estar se debatendo entre o conceito(êpa!) se ele tem existência real ou se é uma mera manifestação do nada.



To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Thu, 25 Dec 2014 01:17:50 -0200
Subject: RES: [ciencialist] A estranha ordem de Cristo para não comemorar o Natal!

 

Tenho a dizer que essa lista já  foi mais séria e científica. Nos tempos de outrora uma mensagem como esta teria recebido no mínimo uma nota de censura do moderador. Mas os tempos de outrora se foram e, pelo, jeito, nem o moderador existe mais.

 

[ ]s

 

Alvaro

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 24 de dezembro de 2014 17:40
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] A estranha ordem de Cristo para não comemorar o Natal!

 




Nesta madrugada do dia 24 de dezembro de 2014, tive um sonho inesperado com Cristo, o que num primeiro momento me deu uma sensação incrível de estar comemorando o Natal na presença Dele. Mas logo que ele começou a falar recebi o maior choque onírico de toda a minha vida.

A Sua primeira frase foi:

“Não pense que eu vim encontrá-lo para comemorar o Natal. Eu tenho coisas mais sérias que Deus me mandou fazer”. A partir daí teve lugar um diálogo que levarei comigo até o túmulo.

Eu – Meu Deus, quer dizer então que comemorar o seu aniversário não é coisa séria?

Cristo – Porque seria? Que sentido teria essa comemoração?

Eu – Na minha opinião o principal sentido do Natal é a confraternização entre os homens, de acordo com o seu  mandamento “Ama a teu próximo como a ti mesmo”

Cristo – Este mandamento foi mal interpretado. Trocaram a palavra semelhante por próximo. Vocês humanos são muito espertinhos – como amar ao  semelhante é muito difícil, pois existem mais de 7 bilhões de semelhantes, vocês deram um jeitinho de amar apenas o próximo.

Eu – Como seria possível amar a tanta gente?

Cristo – A primeira atitude  do amor à humanidade seria acabar com a miséria. No entanto o que muitos de vocês fazem é tratar os animais como cães e gatos com muito mais amor do que tratam os miseráveis que perambulam pelas ruas ao lado de bichos também abandonados. O amor de vocês é dirigido a uma minoria. É um amor interesseiro, como é tão comum se ver nos casamentos.

Eu – Mas nem todas as pessoas casam por dinheiro.

Cristo – E quem lhe disse que o egoísmo só se manifesta através do dinheiro? O egoísta ama a si mesmo acima de todas as coisas e usa a família para alimentar o seu egoísmo.

Eu – Ah, então foi por isso que o sr. disse que tinha a missão de desintegrar a família?

Cristo – Desintegrar a família?  Cristo enviado por Deus com a missão de desintegrar a família? Que loucura é essa?

Eu – É o que está escrito na Bíblia. Veja:

"Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim  eu vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, e a nora de sua sogra; os inimigos da gente serão os próprios parentes. Quem amar o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem amar o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não tomar a sua cruz e não me seguir, não é digno de mim". (Mateus, 10:34 e seguintes).

Cristo – Mentira, mentira: eu jamais disse isso. Como alguém que diz “ama a teu próximo como a ti mesmo” poderia dizer uma barbaridade dessas?

Eu – Mas está escrito na Bíblia. Tudo que está na Bíblia não é a palavra de Deus?

Cristo – É claro que não, pois Deus teve que recorrer às mãos do homem para escrever.

Eu – Então tudo que está escrito na bíblia é falso?

Cristo – Aí de novo entrou a esperteza dos humanos – eles falsificaram uma parte das palavras de Deus, para assim enganar o povo.

Eu – Eles quem?

Cristo – Os sacerdotes que construíram as igrejas e os palácios para atender a sua sede de poder. A religião e as igrejas não foram feitas para o bem estar da humanidade. Deus não é religioso.

Eu – Mas os padres católicos não se sacrificaram ao abdicarem do prazer sexual?

Cristo – Mais uma enganação. Proibidos de casar muitos destes padres aderiram à pedofilia.

Eu – Conheço alguns padres que são simples e até pobres. Certa vez vi um padre católico cobrando apenas 10 reais para rezar num velório.

Cristo – Sim, existem alguns padres simples e pobres que servem ao marketing da igrejas que falam hipocritamente em simplicidade.

Eu – Na bíblia está escrito que o sr. disse que “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha” do que entrar um rico no reino dos céus. O sr. disse isso mesmo?

Cristo – Sim, eu disse e me arrependi.

Eu – Como assim? O sr. foi o porta-voz de Deus e se arrependeu de ter dito essa frase?

Cristo – Fui e continuo sendo porta-voz de Deus. Mas quando uso a palavra , estou sujeito aos erros dos humanos.

Eu – Por que o sr. se arrependeu de ter dito que os ricos não entram no reino dos céus?

Cristo – Me arrependi, porque os padres manipularam essa frase, sugerindo que apenas os pobres teriam acesso ao Paraíso onde viveriam eternamente felizes. Assim a pobreza foi institucionalizada pela Igreja.

Eu – Mas isso aconteceu com a Igreja Católica. Os protestantes e os evangélicos deram a devida importância à vida aqui na terra.

Cristo – É claro: fizeram isso em benefício próprio. Veja quanto ganham os bispos da Igreja Universal do Reino de Deus – De Deus ou do diabo?

Eu  (abalado) -   Meu Deus, porque escolheste a mim para ser castigado neste natal de 2014?

Cristo – Não é castigo! Você foi escolhido como mensageiro. Divulgue esse diálogo na internet.

Eu – Castigado ou não, esse encontro acabou com toda a alegria que eu queria transmitir para meus filhos, a quem só vejo de vez em quando. Passar o Natal com o coração carregado de tristeza?

Cristo – Se preferir ser egoísta como todos, se delicie com a ceia enquanto milhões de seres humanos passam fome, conforme a própria ONU informou – existem cerca de um bilhão de famintos e sub-nutritos no planeta. Não verás no mundo espécie mais cruel do que a humana.

Eu – E porque o sr. não vem de novo à Terra para acabar com esse egoísmo e crueldade dos homens?

Cristo – Sigo as instruções de Deus. Fizemos uma tentativa e o homem teve mais de 2000 anos para se regenerar e nada aconteceu.

Eu – Neste tempo houve muito progresso. Por exemplo a escravidão acabou.

Cristo – Será que acabou mesmo, ou apenas se modernizou? Hoje os homens são escravos do consumo. Eu vejo crianças de 5 anos com 20 pares de calçados enquanto outras vivem descalças e maltrapilhas. A felicidade foi colocada numa garrafa de coca-cola. Não há limite para essa loucura consumista e mercantil. Essa é a função principal do Natal – fazer o povo consumir, enquanto os miseráveis não têm o que comer.

Eu – Mas porque Deus sendo tão generoso não intervém para acabar com essas barbáries de violência, guerras, miséria, corrupção, poluição e  outras?

Cristo – Porque Deus, ao criar o homem,  adotou como principio a liberdade e concedeu aos humanos o livre-arbítrio que agora está impregnado no DNA  e não há como removê-lo.

Eu – Então a humanidade está condenada a se destruir?

Cristo – Pode ser que sim, pode ser que não. Isso vai depender de o homem adquirir o juízo necessário para controlar seus instintos. Precisamos aguardar mais dois mil anos para ver se a loucura humana vai ser devidamente controlada.

Eu – Tanto tempo assim? Eu me surpreendi com o Papa Francisco e alimentei a esperança de dias melhores ainda neste século.

Cristo – A esperança e a ilusão são parentes próximos. O Papa Francisco, de fato é o melhor de todos os papas que a Igreja Católica já teve. Mas ele não terá nenhum poder sobre os homens. Padres, bispos e cardeais não vão obedecer às suas ordens. Vão manobrar até que ele seja substituído por outro Papa corporativo. Além do luxo das igrejas-palácios, o Vaticano tem até um banco além de milhões de hectares de terra espalhados pelo mundo. A Igreja Católica é uma mega-corporação como outras. Nem o Papa Francisco nem Obama vão mudar o mundo.

Eu – O que devo fazer então neste Natal? Não devo ir ao encontro dos meus filhos?

Cristo – Pode ir sim, mas com estas duas condições:

a) Antes de ir envie para eles o nosso diálogo

b) No encontro da família, reserve um minuto de oração e lágrimas pelos miseráveis que não terão nenhum Natal para comemorar.

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Pérolas de Cristo

1. Quando tu orares, não sejas como os hipócritas; porque eles amam orar em pé nas sinagogas, e nos cantos das ruas, para serem vistos pelos homens. Não façais repetições inúteis como os gentios,  que acham que por muito falar serão ouvidos.

2. Quando jejuardes, não vos mostreis tristonhos, como os hipócritas; porque eles desfiguram seus rostos, para aos homens parecerem que jejuam.

5. Não junteis para vós tesouros na terra, onde e a traça e a ferrugem tudo gastam, e onde os ladrões invadem e roubam. É mais fácil é passar um camelo pelo buraco de uma agulha, do que entrar o rico no reino de Deus.

6. E porque tu observas o cisco que está no olho de teu irmão, e não enxergas a trave que está em teu olho?

7. Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho, que leva à perdição; e muitos são os que por ele entram. Porque estreita é a porta, e apertado o caminho, que leva à vida; e são poucos os que o acham.

8. Ama a teu próximo como a ti mesmo.

9. Nada há fora do homem que nele entre, que o possa contaminar; mas o que dele sai, isso é o que contamina ao homem.

10. Perdoai aqueles que se arrependerem do mal cometido.

 


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SUBJECT: FW: RES: [ciencialist] Sobre "as questões atávicas do conhecimento"
FROM: Verner Stranz <verner64@hotmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 25/12/2014 10:12





From: verner64@hotmail.com
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Subject: FW: RES: [ciencialist] Sobre "as questões atávicas do conhecimento"
Date: Thu, 25 Dec 2014 10:09:39 -0200





From: verner64@hotmail.com
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Subject: RE: RES: [ciencialist] Sobre "as questões atávicas do conhecimento"
Date: Thu, 25 Dec 2014 09:16:57 -0200

Jota Victor, permito-me colocar aqui uma concepção de Bertrand Russell, aliás bastante citado entre nós ultimamente: na ideia de morte, o medo maior é o da extinção, pois o homem prefere arder eternamente no inferno do que pensar-se extinto, sem identidade, sem "eu". Grande B. RussellEmoji



To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Wed, 24 Dec 2014 20:52:20 -0300
Subject: RES: [ciencialist] Sobre "as questões atávicas do conhecimento"

 

Como agora está se falando tudo por aquí, e de tudo, atribuo-me o direito de fazê-llo também, e do meu jeito. e podem meter o pau.

 

Uma pergunta, a vós filósofos, aliás, duas:

 

1a.) Se o homem fosse imortal, e soubesse que nada, nadica de nada, poderia fazê-lo "bater o chinelo", com se diz, ainda assim teria inventado esse negócio de divindade, santos, religião, seitas espiritualistas,  e coisas semelhantes?

 

 

2a) Não seria uma causa do estado religioso que assola a humanidade algo como o que ora exponho a seguir?

O  homem tem medo da morte e o  que supõe que venha depois da tal.  Pode é dizer que não tem, para dar uma de macho-cho-cho. Mas tem, ainda que inconscientemente, pois a mente tem um sistema de proteção que nos impede de pensar e - até - de racionalizar esta única verdade verdadeira.  Ou ela, também, como nossa própria existência(segundo alguns de vós) , não existe?....Eis a questão, to be or not to existir.

 

Pois bem, ante este fato, o medo da morte, ele, o homem,  criou todas as estruturas de sobrevivência mental, como:  filosóficas, religiosas, seitas, sacrifícios humanos ou não,  para agradar o sedento de sangue lá em cima, as estruturas sociais, e que tais. God, pai de Jisus, o próprio Jisus e as lendas a seu respeito, foram criadas, simplesmente por causa  dessa besterinha, que é  o medo da morte. Sem falar nos sabidões sacerdotes, de todos os credos gerados, que viram nisso uma moeda de poder, os mais inteligentes, claro.  Pelo que se encarregaram de fortificar o mito, ao longo das eras. Já  os mais burros continuaram fazendo o mesmo, mas acreditando mesmo que tudo aquilo é a mais pura das verdades...

Com améns e tudo o mais.

 

Sds,

Victor.

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 24 de dezembro de 2014 20:13
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Sobre "as questões atávicas do conhecimento"

 

 

Prezado Neville.

 

Minha idéia é a seguinte:  o pensamento começa com o conceito cuja formação em nossa mente se dá através da percepção. Se percebemos durante algumas vezes a lua ora de um tamanho, ora de outro, formam-se em nossa mente dois conceitos, referentes à lua em seus diferentes tamanhos. A associação das representaçöes mentais da lua em dois tamanhos leva o homem primitivo a pensar no como ou no porque isso acontece, dando assim origem ao pensamento lógico-cientifico. As perguntas como e porque são precedidas por meros pontos de interrogação ou exclamação. Esses pontos não tinham qualquer representação gráfica do tipo “?” e “!” e eram representados por expressões faciais de medo, de surpresa, de interrogação, de dúvida. Se o homem é produto da evolução de seres animais que o antecederam nada mais natural que ele se expressasse sem palavras.

 

Porém no seu inconformismo com o não saber – inclusive porque o desconhecido é uma fonte racional de medo – o homem primitivo tratava de arrumar explicações que aliviassem a sua angústia. Por isso atribuia aos objetos qualidades humanas, as quais,  bem ou mal ele conhecia. Essas qualidades antropomórficas teriam sido transformadas de modo a formar divindades. Diz-se que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, quando ocorreu exatamente o contrário. Nada mais natural (e por decorrência, lógico,  do que o homem projetar-se a si mesmo num mundo desconhecido. A religião, portanto foi precursora da filosofia, que por sua vez foi precursora do conhecimento cientifico. (prefiro o termo “conhecimento cientifico” ao termo “ciência” por se aproximar do conceito de processo. CONCEITO DE PROCESSO? NÃO – isso é um vicio de linguagem. O correto é a IDÉIA DE PROCESSO. A definição seria então um conjunto de ideias e não de conceitos? Tudo depende é claro da definição de conceito adotada. Se conceito não for a forma mais primitiva de conhecimento, baseada na representação mental do objeto percebido visualmente, precisamos então arrumar outro termo para usarmos no lugar de conceito.

 

Abraços

Mtnos Calil

 

Ps. Os homens atribuíram todo o poder – infinito mesmo – a Deus porque gostariam de ter esse poder, para assim enfrentarem com mais facilidade os seus inimigos naturais que deles exigiram tanto sacrifício para manter simplesmente a sobrevivência da espécie. Hoje o maior inimigo do homem é o próprio homem. Mas a origem desta inimizade é arcaica, pois os nossos antepassados que viviam em tribos tinham medo de serem invadidos por outras tribos, como se estas fossem de bichos. E assim as invasões se tornavam rotineiras, acabando se transformando em fontes de prazer. Prazer de matar, prazer de estuprar, prazer de escravizar. Essa busca ilimitada de prazer está conduzindo a humanidade para a beira do abismo. É a esquizofrenia social se globalizando.

 

 

 Livro de Urântia

http://www.urantia.org/pt/o-livro-de-urantia/documento-85-origens-da-adoracao

 

Documento 85

As Origens da Adoração


(944.1) 85:0.1 A RELIGIÃO primitiva teve uma origem biológica, um desenvolvimento evolucionário natural, independentemente das conjunções morais e de todas as influências espirituais. Os animais, mesmo os superiores, têm medos, mas não têm ilusões e, conseqüentemente, nenhuma religião. O homem cria as suas religiões primitivas dos próprios temores e por meio das suas ilusões.

(944.2) 85:0.2 Na evolução da espécie humana, a adoração, nas suas manifestações primitivas, apareceu muito antes que a mente do homem fosse capaz de formular os conceitos mais complexos de vida os quais agora, e futuramente, merecem ser chamados de religião. A religião primitiva tinha uma natureza totalmente intelectual e era baseada inteiramente em circunstâncias de relacionamento. Os objetos da adoração eram sempre sugestivos; consistiam de coisas da natureza que estavam à mão, ou ocupavam lugar bem comum na experiência dos urantianos primitivos de mentes simples.

(944.3) 85:0.3 Quando evoluiu além da adoração da natureza, a religião adquiriu raízes de origem espiritual; entretanto, foi ainda sempre condicionada pelo ambiente social. À medida que se desenvolveu a adoração da natureza, o homem imaginou conceitos de uma divisão do trabalho para o mundo supramortal; havia espíritos da natureza para os lagos, árvores, cachoeiras, chuva e centenas de outros fenômenos terrestres comuns.

(944.4) 85:0.4 Em uma época ou em outra, o homem mortal adorou tudo sobre a face da Terra, incluindo a si próprio. E adorou também tudo o que fosse imaginável, no céu e sob a superfície da Terra. O homem primitivo temia todas as manifestações de poder; e adorou a todos os fenômenos naturais que não podia compreender. As forças naturais poderosas, tais como as tempestades, enchentes, terremotos, deslizamentos de terra, vulcões, fogo, calor e frio, como observadas pelo homem, impressionaram em muito a sua mente em expansão. As coisas inexplicáveis da vida ainda são chamadas de “atos de Deus” e de “dispensações misteriosas da Providência”.

1. A Adoração de Pedras e Montanhas

(944.5) 85:1.1 O primeiro objeto a ser adorado pelo homem em evolução foi uma pedra. Hoje, o povo Kateri, do sul da Índia, ainda adora uma pedra, como o fazem numerosas tribos no norte da Índia. Jacó dormiu sobre uma pedra porque ele a venerava; e até mesmo a ungiu. Raquel escondia um bom número de pedras sagradas na sua tenda.

(944.6) 85:1.2 As pedras impressionaram o homem primitivo, primeiro, por serem extraordinárias, em vista do modo pelo qual tão subitamente apareciam na superfície de um campo cultivado ou um pasto. Os homens não levavam em conta a erosão, nem os resultados dos arados sobre o solo. As pedras também impressionaram muito aos povos primitivos, pela sua freqüente semelhança com animais. A atenção do homem civilizado detém-se em numerosas formações de pedras, nas montanhas que tanto se assemelham às faces de animais e mesmo de homens. Contudo, a influência mais profunda foi exercida pelos meteoros, os quais os humanos primitivos viam entrar na atmosfera, em uma grandiosidade flamejante. A estrela cadente era atemorizante para o homem primitivo, que acreditava com facilidade que aqueles riscos flamejantes marcavam a passagem de um espírito a caminho da Terra. Não é de causar surpresa que os homens fossem levados a adorar tais fenômenos, especialmente quando descobriram subseqüentemente os meteoros. E isso levou a uma reverência ainda maior a todas as outras pedras. Em Bengala muitos adoram um meteoro que caiu na Terra em 1 880 d.C.

(945.1) 85:1.3 Todos os clãs e tribos antigas tiveram as suas pedras sagradas; e a maior parte dos povos modernos manifesta uma certa veneração por alguns tipos de pedras — as suas jóias. Um grupo de cinco pedras foi reverenciado na Índia; na Grécia, um agrupamento de trinta delas; em meio aos homens vermelhos, era comum um círculo de pedras. Os romanos sempre atiravam uma pedra para o ar, quando invocavam Júpiter. Na Índia, até hoje, uma pedra pode ser usada como testemunha. Em algumas regiões, uma pedra pode ser empregada como um talismã da lei, e um transgressor pode ser levado ao tribunal pelo seu prestígio. Todavia, os simples mortais nem sempre identificam a Deidade com um objeto reverenciado com cerimônia. Tais fetiches são, muitas vezes, meros símbolos do objeto real da adoração.

(945.2) 85:1.4 Os antigos tinham uma consideração peculiar pelos orifícios nas pedras. Supunha-se que as rochas porosas fossem inusitadamente eficazes para curar doenças. As orelhas não eram perfuradas para o porte de pedras, mas as pedras eram colocadas ali para manter os furos das orelhas abertos. Mesmo nos tempos modernos, as pessoas supersticiosas fazem furos nas moedas. Na África, os nativos fazem grande alarde dos seus fetiches pelas pedras. De fato, em meio a todas as tribos e povos atrasados, as pedras são ainda mantidas sob uma veneração supersticiosa. A adoração das pedras ainda agora se encontra muito disseminada por todo o mundo. A pedra tumular é um símbolo sobrevivente de imagens e ídolos esculpidos, em vista das crenças nos fantasmas e espíritos dos companheiros que se foram.

(945.3) 85:1.5 A adoração de colinas veio depois da adoração da pedra, e as primeiras colinas a serem veneradas foram grandes formações de rochas. Em seguida, tornou-se hábito acreditar que os deuses habitavam nas montanhas, de um modo tal que as altas elevações de terras eram adoradas por mais essa razão. Com o passar do tempo, sendo associadas a certos deuses, certas montanhas tornavam-se sagradas. Os aborígines ignorantes e supersticiosos acreditavam que as cavernas levavam ao submundo, com os seus espíritos e demônios malignos e, ao contrário, as montanhas, eram identificadas com os conceitos, num desenvolvimento mais recente, das deidades e dos espíritos bons.

2. A Adoração de Plantas e Árvores

(945.4) 85:2.1 As plantas primeiro foram temidas e depois adoradas, por causa dos tóxicos que se derivavam delas. O homem primitivo acreditava que a intoxicação fazia com que alguém se tornasse divino. Supunham haver algo de inusitado e sagrado em tal experiência. Mesmo nos tempos modernos, o álcool é conhecido como “espírito”.

(945.5) 85:2.2 O homem primitivo via a semente germinando com um temor e um respeito supersticioso. O apóstolo Paulo não foi o primeiro a retirar lições espirituais profundas da semente germinando, e a pregar crenças religiosas sobre ela.

(945.6) 85:2.3 Os cultos de adoração de árvore estão nos grupos das religiões mais antigas. Todos os casamentos primitivos eram feitos sob as árvores e, quando as mulheres desejavam ter filhos, algumas vezes iam às florestas abraçar afetuosamente um robusto carvalho. Muitas plantas e árvores foram veneradas pelos seus poderes medicinais, reais ou imaginários. O selvagem acreditava que todos os efeitos químicos fossem devidos à atividade direta de forças sobrenaturais.

(945.7) 85:2.4 As idéias sobre os espíritos das árvores variavam muito entre as tribos e raças diferentes. Algumas árvores eram habitadas por espíritos afáveis; outras abrigavam espíritos cruéis e enganosos. Os finlandeses acreditavam que a maior parte das árvores era ocupada por espíritos bons. Os suíços há muito desconfiavam das árvores, acreditando que continham espíritos traiçoeiros. Os habitantes da Índia e da Rússia Oriental consideravam os espíritos das árvores como sendo cruéis. Os patagônios ainda adoram árvores, como o fizeram os semitas primitivos. Muito depois de cessarem de adorar as árvores, os hebreus continuaram a venerar as suas várias deidades dos bosques. Exceto na China, houve um culto universal à árvore da vida.

(946.1) 85:2.5 A crença de que a água, bem como os metais preciosos, debaixo da superfície da Terra, podem ser detectados por um divinatório ramo de madeira é uma lembrança dos antigos cultos às árvores. O mastro de Primeiro de maio, a árvore de Natal e a prática supersticiosa de bater na madeira perpetuam alguns dos antigos costumes de adoração das árvores e dos seus cultos mais recentes.

(946.2) 85:2.6 Muitas das formas mais primitivas de veneração da natureza combinaram-se a técnicas de adoração posteriores, em evolução, mas os tipos mais primitivos de adoração, ativados pelos espíritos ajudantes da mente, estavam funcionando muito antes de a natureza religiosa recém-despertada da humanidade se tornar plenamente sensível ao estímulo das influências espirituais.

3. A Adoração de Animais

(946.3) 85:3.1 O homem primitivo possuiu um sentimento peculiar e fraternal para com os animais superiores. Os seus ancestrais haviam vivido com eles e haviam, até mesmo, se acasalado com eles. No sul da Ásia acreditou-se primitivamente que as almas dos homens voltavam à Terra, na forma animal. Essa crença era um remanescente da prática ainda mais primitiva de adorar os animais.

(946.4) 85:3.2 Os homens primitivos reverenciavam os animais pelo seu poder e astúcia. Julgavam que os apurados sentidos do olfato e da visão de certas criaturas fosse um sinal de orientação espiritual. Os animais têm sido adorados por uma raça ou por outra, em um momento ou em outro. Entre esses objetos de adoração, estavam criaturas que foram consideradas como meio humanas e meio animais, tais como o centauro e a sereia.

(946.5) 85:3.3 Os hebreus adoravam serpentes até os dias do rei Ezequias; os indianos ainda mantêm relações amigáveis com as suas cobras caseiras. A adoração chinesa ao dragão é um remanescente dos cultos das cobras. A sabedoria da serpente era um símbolo da medicina grega e é ainda empregado como um emblema pelos médicos modernos. A arte do encantamento das cobras tem sido transmitida desde a época das xamãs femininas do culto de amor às cobras, e, como resultado das picadas diárias das cobras, elas tornavam-se imunes; de fato, se tornaram verdadeiras dependentes do veneno, sem o qual não podiam viver.

(946.6) 85:3.4 A adoração dos insetos e outros animais foi promovida por uma má interpretação da regra dourada — de fazer aos outros (toda a forma de vida) como gostaríeis que fosse feito a vós. Os antigos, certa época, acreditaram que todos os ventos seriam produzidos pelas asas de pássaros e, por isso, tanto temiam como adoravam todas as criaturas com asas. Os nórdicos primitivos julgavam que os eclipses eram causados por um lobo que devorara um pedaço do sol ou da lua. Os hindus freqüentemente mostram Vishnu com uma cabeça de cavalo. Muitas vezes, o símbolo de um animal representa um deus esquecido ou um culto extinto. Primitivamente, na religião evolucionária, o cordeiro tornou-se o animal típico do sacrifício, e a pomba, o símbolo da paz e do amor.

(946.7) 85:3.5 Na religião, o simbolismo pode ser bom ou mau, na mesma medida em que o símbolo substitui ou não a idéia original adorada. E o simbolismo não deve ser confundido com a idolatria diretamente, na qual o objeto material é direta e factualmente adorado.

4. A Adoração dos Elementos

(946.8) 85:4.1 A humanidade tem adorado a terra, o ar, a água e o fogo. As raças primitivas veneraram fontes e adoraram rios. E, ainda agora, na Mongólia, floresce o culto de um rio importante. O batismo tornou-se um cerimonial religioso na Babilônia, e os gregos praticavam o ritual anual do banho. Fácil era que os antigos imaginassem os espíritos residindo nas nascentes borbulhantes, nas fontes efusivas, nos rios fluentes e torrentes intensas. As águas em movimento causavam impressões vívidas nessas mentes simples, que acreditavam na animação dos espíritos e no poder sobrenatural. Algumas vezes, a um homem que se afogava era negado o socorro, por medo de ofender algum deus do rio.

(947.1) 85:4.2 Muitas coisas e numerosos acontecimentos têm funcionado como estímulos religiosos para povos diferentes, em épocas diferentes. Um arco-íris ainda é adorado por muitas das tribos das montanhas na Índia. Tanto na Índia quanto na África, o arco-íris é considerado como sendo uma cobra celestial gigantesca; os hebreus e os cristãos consideram-no o “arco da promessa”. Do mesmo modo, influências consideradas como benéficas, em uma parte do mundo, podem ser consideradas malignas em outras regiões. O vento oriental é um deus na América do Sul, pois traz a chuva; na Índia, é um demônio, porque traz a poeira e causa a seca. Os beduínos antigos acreditavam que um espírito da natureza produzia os redemoinhos de areia e, mesmo na época de Moisés, a crença em espíritos da natureza foi forte o suficiente a ponto de assegurar a sua perpetuação na teologia hebraica, como anjos do fogo, da água e do ar.

(947.2) 85:4.3 As nuvens, a chuva e o granizo têm sido todos temidos e adorados por numerosas tribos primitivas e por muitos dos cultos primitivos da natureza. As tempestades de vento com trovões e relâmpagos aterrorizavam o homem primitivo. Tão impressionado ele ficava com as perturbações dos elementos, que o trovão era considerado a voz de um deus irado. A adoração do fogo e o temor dos relâmpagos eram ligados um ao outro e foram bem disseminados entre muitos grupos primitivos.

(947.3) 85:4.4 O fogo esteve associado à magia nas mentes dos mortais dominados pelo medo. Um devoto da magia lembrará vividamente de um resultado por acaso positivo, na prática das suas fórmulas mágicas e, ao mesmo tempo, se esquece, indiferentemente, de uma série de resultados negativos, de fracassos absolutos. A reverência ao fogo atingiu o seu apogeu na Pérsia, onde perdurou por muito tempo. Algumas tribos adoravam o fogo como uma deidade em si; outras reverenciavam-no como o símbolo flamejante do espírito da purificação e da purgação das suas deidades veneradas. As virgens vestais eram encarregadas do dever de vigiar os fogos sagrados; e as velas, no século vinte, ainda queimam como uma parte do ritual de muitos serviços religiosos.

5. A Adoração de Corpos Celestes

(947.4) 85:5.1 A adoração de rochas, montanhas, árvores e animais desenvolveu-se naturalmente por meio da veneração amedrontada dos elementos, até a deificação do sol, da lua e das estrelas. Na Índia e em outros lugares, as estrelas eram consideradas como as almas glorificadas de grandes homens que haviam partido da vida na carne. Os cultuadores caldeus das estrelas consideravam-se como sendo os filhos do pai-céu e da mãe-terra.

(947.5) 85:5.2 A adoração da lua precedeu a adoração do sol. A veneração da lua esteve no seu auge durante a era da caça, enquanto a adoração do sol tornou-se a principal cerimônia religiosa das idades agriculturais subseqüentes. A adoração solar arraigou-se extensivamente na Índia, inicialmente, e ali perdurou por mais tempo. Na Pérsia, a veneração do sol deu origem ao culto mitraico posterior. Entre muitos povos, o sol foi considerado o ancestral dos seus reis. Os caldeus colocavam o sol no centro dos “sete círculos do universo”. Mais tarde, as civilizações honraram o sol, dando o seu nome ao primeiro dia da semana.

(947.6) 85:5.3 Supunha-se que o deus do sol fosse o pai místico dos filhos do destino, nascidos de uma virgem, os quais, de tempos em tempos, se outorgavam como salvadores das raças favorecidas. Esses infantes sobrenaturais eram sempre encontrados, à deriva, em algum rio sagrado, para serem resgatados de um modo extraordinário, depois do que cresceriam para tornar-se personalidades miraculosas e libertadores dos seus povos.

6. A Adoração do Homem

(948.1) 85:6.1 Tendo adorado tudo o mais sobre a face da Terra, e nos céus acima, o homem não hesitou em honrar a si próprio com tal adoração. O selvagem de mente simples não faz distinção clara entre as bestas, os homens e os deuses.

(948.2) 85:6.2 O homem primitivo tinha como supra-humanas todas as pessoas inusitadas e, assim, ele temia tais seres, a ponto de ter por eles um respeito reverente; em uma certa medida, literalmente os adorava. Até o fato de dar irmãos gêmeos à luz era considerado ou de muita sorte ou de muita falta de sorte. Os lunáticos, os epiléticos e os de mente débil eram freqüentemente adorados pelos seus semelhantes de mentes normais, que acreditavam que tais seres anormais eram resididos por deuses. Sacerdotes, reis e profetas foram adorados; os homens sagrados de outrora eram considerados como sendo inspirados pelas deidades.

(948.3) 85:6.3 Os chefes tribais eram deificados quando mortos. Posteriormente, almas que se distinguiram eramsantificadas depois de falecidas. A evolução, sem ajuda, nunca originou deuses mais elevados do que os espíritos glorificados, exaltados e evoluídos dos humanos mortos. Na evolução primitiva, a religião cria os seus próprios deuses. No curso da revelação, os Deuses formulam religiões. A religião evolutiva cria os seus deuses à imagem e semelhança do homem mortal; a religião reveladora busca evoluir e transformar o homem mortal à imagem e à semelhança de Deus.

(948.4) 85:6.4 Os deuses fantasmas, que se supõe serem de origem humana, deveriam distinguir-se dos deuses da natureza, pois a adoração da natureza fez evoluir um panteão — de espíritos da natureza elevados à posição de deuses. Os cultos da natureza continuaram a desenvolver-se junto com os cultos dos fantasmas, que surgiram posteriormente, e cada um exerceu uma influência sobre os outros. Muitos sistemas religiosos adotaram um conceito dual de deidade; os deuses da natureza e os deuses fantasmas; em algumas teologias, esses conceitos estão entrelaçados confusamente, como é ilustrado por Tor, um herói fantasma que foi também o mestre do relâmpago.

(948.5) 85:6.5 A adoração do homem pelo homem, todavia, teve o seu apogeu quando os governantes temporais exigiam uma grande veneração dos seus súditos e, para dar substância a essas exigências, reinvindicavam descender da deidade.

7. Os Ajudantes da Adoração e da Sabedoria

(948.6) 85:7.1 A adoração da natureza parece ter surgido natural e espontaneamente nas mentes dos homens e mulheres primitivos, e assim foi; mas, ao mesmo tempo, estava atuando sobre essas mesmas mentes primitivas o sexto espírito ajudante da mente, espírito este que foi outorgado a esses povos como uma influência orientadora dessa fase da evolução humana. E esse espírito esteve sempre estimulando o impulso da adoração da espécie humana, não importando quão primitiva a sua primeira manifestação pudesse ser. O espírito da adoração deu uma origem definida ao impulso da adoração, não obstante aquele medo animal motivasse a expressão da adoração, e aquela prática inicial houvesse sido centrada em objetos da natureza.

(948.7) 85:7.2 Deveis lembrar-vos de que o sentimento, e não o pensamento, foi a influência que guiou e controlou todo o desenvolvimento evolucionário. Para a mente primitiva, há pouca diferença entre temer, esquivar-se, honrar e adorar.

(948.8) 85:7.3 Quando o impulso da adoração está disciplinado e é dirigido pela sabedoria — do pensamento meditativo e experiencial — , então ele começa a desenvolver-se no fenômeno da verdadeira religião. Quando o sétimo espírito ajudante, o espírito da sabedoria, alcança uma ministração efetiva, então o homem em adoração começa a afastar-se da natureza e dos objetos naturais, para voltar-se para o Deus da natureza e para o Criador eterno de todas as coisas naturais.

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 24 de dezembro de 2014 19:37
Para: CList
Assunto: Re: [ciencialist] Livro: Os Impostores da História

 

 

Prezado Paulo

 

Não sei se foi conjuntura junguiana ou se foi proposital, mas, sua mensagem veio a calhar com a minha intenção de comentar -junto ao diálogo com o Calil- questões atávicas do nosso processamento mental. No filme do W. Herzog, há dois pontos que considero especialmente interessantes, indicando que o aprendizado é extremamente mais importante para sobrevivência de humanos do que para muitas outras espécies. 

Refiro-me à declaração do Kaspar Hause de que até a idade de 16 anos -apesar de não haver nenhuma deficiência fisiológia- nunca havia cogitado em ficar em pé, estando sempre "de quatro". 

Em relações a conceitos mentais, quando lhe perguntaram o que era maior, se a sua cela ou o mundo exterior (o qual  conhecia apenas través de uma fresta da janela) ele argumentou que a cela era maior, pois, para os 4 lados em que se virava ele via a cela , enquanto o exterior era apenas uma pequena parte de um dos lados.

 

Muito se discutiu a respeito deste suposto neto de Napoleão. O conceituado mestre da pedagogia moderrna, Lev Vygotski, usando o caso diz que "a relação do homem com o mundo não é uma relação direta, mas uma relação mediada, sendo que os sistemas simbólicos são os elementos intermediários entre o sujeito e o mundo; porém, tendo vivido no isolamento, K. Hauser não aprendeu nem internalizou este sistema simbólico que, para ele, não fazia sentido.

Somente depois de muito tempo convivendo com a comunidade de Nuremberg é que Kaspar Hauser começa a entender a relação simbólica e a relação de representatividade entre os signos e as coisas concretas".

 

O assunto é extenso e polêmico. Vamos aborda-lo aos poucos.

 

Abraços

NM

 

 

Em 23 de dezembro de 2014 19:44, psdias2 psdias2@yahoo.com.br [ciencialist] <ciencialist@yahoogrupos.com.br> escreveu:

A quem possa interessar:

Em 11/09/2004, postei uma pergunta sobre "crianças selvagens"
(https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/ciencialist/conversations/messages/40950),
que foi respondida pelo Kentaro Mori, com a sugestão do filme "O Enigma
de Kaspar Houser".

Na época, vi o filme (https://www.youtube.com/watch?v=LbR2SFsFbyQ), que
realmente é muito interessante...


Porém, a ciência do século XX e XXI  tem ajudado a desmentir, pelo menos
em parte, "histórias" como a de Kaspar Hauser, e outras:

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/os-grandes-impostores-da-historia


Paulo


------------------------------------
Enviado por: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
------------------------------------

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Página de apoio
http://www.ciencialist.com


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Links do Yahoo Grupos

<*> Para visitar o site do seu grupo na web, acesse:
    http://br.groups.yahoo.com/group/ciencialist/

<*> Para sair deste grupo, envie um e-mail para:
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SUBJECT: RES: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 27/12/2014 16:42

E ONDE ESTÁ ESCRITO QUE A PSICOLOGIA, POR EXEMPLO, NÃO É CIÊNCIA?

SE ESTE GRUPO ESTÁ DEFINIDO COMO “LISTA DE DISCUSSÃO SOBRE CIÊNCIA” É ÓBVIO QUE AS DITAS CIÊNCIAS HUMANAS FAZEM PARTE DA PAUTA.

O QUE ACONTECEU É QUE O ESPIRITO CORPORATIVISTA FISICO-MATEMÁTICO ESTÁ QUERENDO IMPOR A SUA CONCEPÇÃO FUNDAMENTALISTA DE CIÊNCIA, BASEADA EM RÉGUAS E RELÓGIOS.

QUE MUDEM ENTÃO A DEFINIÇÃO DO GRUPO INFORMANDO QUE ELE É VOLTADO APENAS PARA AS CIÊNCIAS QUE USAM RÉGUAS E RELÓGIOS, NO MAIS ESTRITO SENSO DESTA VORACIDADE QUANTITATIVA.

EU SEGUIREI AS REGRAS (com prazer ou desprazer) DESDE QUE ELAS SEJAM INFORMADAS. ONDE ESTÁ ESCRITO QUE PSICOLOGIA NÃO É UMA CIÊNCIA ACEITA PELO GRUPO?

 

Mtnos Calil – Em defesa da liberdade de expressão do pensamento lógico-cientifico sem réguas e relógios.

 

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sábado, 27 de dezembro de 2014 15:42
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

 

NÃO !!!!!

 

Mas, qualquer um pode criar novo grupo no Yahoo (ou no google ou no Face ou ...).

Você tem toda liberdade para criar isto e para convidar também. Dê um nome diferente.

 

Quanto ao C-list, eu gostaria que fosse obedecido o preceito original:

 

"Trata-se de uma lista de discussão sobre ciência.
- Favor não debater religião e política neste grupo. - Quem enviar excesso de off-topic será moderado."

 

Hélio

 


De: "'Mtnos Calil' mtnoscalil@terra.com.br [ciencialist]" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Sábado, 27 de Dezembro de 2014 13:37
Assunto: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

 

Prezados amigos (no sentido social do termo – como de hábito a humanidade vai mudando o significado das palavras a seu bel prazer).

Em defesa desta libertinagem linguística, imagino que o cientista Steven Pinker diria que a linguagem é instintiva por natureza.

Em resposta eu diria que o que distingue o ser humano dos outros animais é exatamente a sua capacidade de controlar a libertinagem dos instintos.

O cérebro deu ao homem essa competência, mas ele resiste em aceitá-la porque simplesmente esse controle  conflita com o principio de prazer, sem o qual o homem não teria

sobrevivido. Assim entre o prazer e a ordem optamos, é claro pelo prazer. A ordem restringe a liberdade.

=====================================

 

Malgrado o pensamento em contrário dos amigos que só vêem ciência nos fenômenos que podem ser medidos com réguas e relógios, ainda existe muita gente neste mundo com vocação ou simpatia pela ciência que postulam pela ciência sem réguas e relógios. Essa gente tem interesse em discutir os “conceitos”  que supostamente têm valor cientifico nas chamadas ciências humanas. Como no meu entender essa gente merece o nosso respeito e consideração, proponho formarmos no Ciencialist duas divisões, uma voltada para as réguas e relógios e outra voltada para o pensamento lógico cientifico que embora não abomine as medições, considera que o processo de formação das ciências vai se desenvolvendo com diferentes graus e intensidades de medições.

 

Se o moderador no grupo não se manifestar a respeito, considerarei essa sugestão aprovada. Se o moderador quiser, eu posso fazer o trabalho voluntário de sub-moderador para as ciências humanas e humanóides.

 

Obrigado

Mtnos Calil

 

Ps. Segundo uma das correntes da divisão humanista sugerida, todos os fenômenos humanos são passiveis de estudo cientifico e muitos deles estão ainda muito longe de poderem ser medidos com réguas e relógios.

 

 

 


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SUBJECT: RES: [ciencialist] Matematizando o budismo + Tabela estatistica do bom humor
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 27/12/2014 17:18

Abelha Iluminada – Mas Calilzóvsky, tu não estás cáfundindo as coisas?

 

MC - Essa pergunta “não tem lógica”. Considero essa frase aspeada, do ponto de vista da forma, uma banalidade que desrespeita o valor “divino” da lógica. Digo divino porque a lógica é “a matriz e o motriz” de todo o pensamento cientifico que promoveu o desenvolvimento da humanidade. O que caberia no lugar desta pergunta é submeter ao debate as suas ideias a respeito das minhas, que estariam supostamente sendo “cáfundidas”.

 

Abelha Iluminada –Aquilo que chamamos de "mente" é uma manifestação (um sub-produto) da operação do cérebro.

 

MC –  Ao desqualificar a mente como “sub-produto” você está revelando, talvez inconscientemente,  a ideologia que supervaloriza os processos físicos e por decorrência, as ciências físicas em detrimento das ciências humanas que ainda não conseguiram submeter suas teorias ao veredicto das réguas e relógios

 

Abelha Iluminada - Então, é o cérebro o ponto fundamental de tudo.

 

MC – Olha que fundamentalismo abelhudo!  Agora você ficou parecendo  com os criadores da “Particula de Deus”. Mas não seria ela o ponto fundamental de tudo? Não, porque não existe este ponto, pois a existência de tudo depende da RELAÇÃO entre as coisas existentes e para a relação se formar é necessário pelo menos dois pontos.

 

Abelha Iluminada  - E a ideia é que a mente pode controlar o desempenho do cérebro, mas é melhor dizer assim: que o cérebro pode ser sensível ao que está ocorrendo dentro dele mesmo e propor formas alternativas de operação (em um ciclo de auto-realimentação). Em ainda outras palavras, o cérebro pode ser comparado a um computador capaz de programar a si mesmo (dentro de certos

limites, cráro!).

 

MC –

 

a) O cérebro pode ser sensível ao que está ocorrendo dentro dele mesmo? Simplificaste demais.  O cérebro é uma máquina tão fantástica quanto o universo. Possui bilhões e bilhões de membros que interagem através de estímulos internos e externos. O seu sistema (e funcionamento)  é caótico por natureza. Por decorrência, aquilo que chamamos mente é também caótico. E por isso,  caótica também é a sociedade humana. O desenvolvimento caótico do cérebro exige uma certa (que significa aqui incerta) ordem. Oopss... tá vendo, abelha iluminada, como você está iluminando a definição (considerada por alguns como sendo metafísica e segundo a qual o conceito é a representação mental e lógica-matemática da essência do objeto? >>> se o sistema cérebro-mente precisava de uma ferramenta para botar ordem nele próprio, aí criou-se a lógica, que tem como função primordial colocar ordem neste sistema. Quando por exemplo, organizamos as frases, estamos colocando as palavras numa determinada ordem, sendo essa ordem um dos elementos do “processo organizacional”. ( em tempo: “a” lógica não existe, da mesma forma que não existe “a” mente. O que existe são processos lógicos através dos quais os processos mentais se organizam. Mas essa organização é supervisionada por uma entidade misteriosa chamada EU. (ou self).

 

b) Essa analogia do cérebro com os computadores, que está na moda pode ao mesmo tempo ser útil e prejudicial, dependendo de como lidamos com ela. Por enquanto sobre a citada analogia é tudo que eu tenho a dizer.

 

Abelha Iluminada   - Vossa tese anti-budista está contrariada por inúmeros estudos científicos que afirmam exatamente o oposto. Meditar "no nada" (ou seja, buscar desligar a ruminação que ocorre espontaneamente no cérebro) é um processo capaz de aumentar a eficácia e o bem estar do mané que se disponha a fazer isso.

 

MC –

a)  Quero crer que  (no sentido de “espero que”)  você não entendeu minha colocação a qual não se encaixou na assembléia neuronal onde o seu (mal) entendimento foi processado. É óbvio que quando a gente cansa bastante o corpo muitas vezes a gente dorme mais algumas horinhas. Você não sabia disso?

b) Como o nada não existe meditar nele só é possível numa linguagem esquizóide. Porém eu vou considerar que o conhecimento da meditação só é possível através da prática, como ocorre com a psicanálise. Por ora vou me referir apenas aos transtornos linguísticos que aparecem nos textos de meditação. Pretendo fazer alguns meses desta coisa para depois falar do seu conteúdo. Mas já vou adiantando uma obviedade: ela não substitui nem a psicanálise nem a psicologia cognitiva.

 

Abelha Iluminada    - Mas a ideia da meditação mindfulness é justamente se concentrar em um aspecto trivial do corpo (geralmente a respiração) e buscar esquecer toda a porraiada dos pensamentóides bruxuleantes que vivem fornicando com nossa paz de espírito.

MC – Nada contra o termo “mindfulness” que está na moda. Porém, obviamente, CONCENTRAÇÃO NÃO É SINONIMO DE MEDITAÇÃO. Podemos nos concentrar na respiração ou meditar sobre ela. Mas do jeito que falam tanto em respiração, talvez estejam fazendo dela um “gadget” para a mitificação. O homem é um ser mitificador nato e a meditação já foi vitimada por essa vicissitude da natureza humana.  Repetindo:  concentrar, meditar e contemplar são termos que têm 3 sentidos “semantemáticos” (semântica+matemática) distintos.

 

Abelha Iluminada  -  Então falemos assim: quando se contempla a respiração de forma total (sem haver desvios de pensamentóides estranhafúrdios), o  resultado é um comprovado benefício para o mané.

 

MC – Para que esse totalitarismo meditatório? Se eu estiver “meditando” rodeado por algumas árvores onde um casal de pássaros namora cantando romanticamente, eu tenho que ignorar a existência deles? A “meditação” não me permite contemplar esse namoro vocal?  Peço que consulte seu mestre meditatório a respeito e me informe o parecer dele. Me ocorre fazer dois tipos de meditação: uma que contempla a minha respiração e outra que contempla a respiração musical dos pássaros.

  

Importante: a Teoria do Bom Humor Radical tem uma convergência com o budismo que vamos precisar examinar. Um dos pontos chaves desta convergência é o seguinte: como os pensamentos negativos não servem para resolver os problemas dos quais se originaram, para evitar que o mau humor ocupe espaço em nossa mente, basta expulsar instantaneamente a idéia negativa. Eliminar, remover ou expulsar implica sim uma meditação capaz de realizar duas tarefas:  identificar o invasor e expulsá-lo.

 

Abraços científicos humanizados

Mtnos Calil

 

Ps. Avisa seus amigos cientificistas que a qualidade de vida dos seres humanos depende do bom humor cuja presença em nosso sistema cérebro-mente pode ser até cronometrada, como informa a tabelinha  abaixo criada pelo meu sistema cérebro-mente. Vou ver agora se tem algo a respeito na internet.

Em português o resultado para “time sheet do bom humor” no google foi igual a zero. Mas em inglês apareceu uma tabela que vai abaixo da minha tabelinha e que dá uma boa idéia a respeito da tabela 2 do nosso time sheet que está sendo elaborada e que vai abordar o conteúdo dos pensamentos negativos.

 

TIME SHEET DO BOM HUMOR

                   Tabela I

 

Faixa horária

Alto

Médio

Baixo

1

 

 

 

2

 

 

 

3

 

 

 

4

 

 

 

5

 

 

 

6

 

 

 

7

 

 

 

8

 

 

 

9

 

 

 

10

 

 

 

11

 

 

 

12

 

 

 

 

Obs.

a)  A faixa horária é determinada pelo interessado, sendo constituída de 60 minutos. Assim ele terá 12 horas por dia para classificar seu estado de humor

b)  A tabela II incluirá as atividades executadas em cada faixa horárias.

 

 

Time Sheet ( Office Humor )

It has come to our attention recently that many of you have been turning in timesheets that specify large amounts of "Miscellaneous Unproductive Time" (Code 5309). However, we need to know exactly what you are doing during your unproductive time. Attached below is a sheet specifying a tentative extended job code list based on our observations of employee activities. The list will allow you to specify with a fair amount of precision what you are doing during your unproductive time. Please begin using this job-code list immediately and let us know about any difficulties you encounter.

Thank you,

Accounting

Attached: Extended Job-Code List
. . . . . . ..

Code Description
****************


> > 5316 - Useless Meeting
> > 5317 - Obstructing Communications at Meeting
> > 5318 - Trying to Sound Knowledgeable While in Meeting
> > 5319 - 
Waiting for Break
> > 5320 - Waiting for Lunch
> > 5321 - Waiting for End of Day
> > 5322 - Vicious Verbal Attacks Directed at Coworker
> > 5323 - Vicious Verbal Attacks Directed at Coworker While Coworker is Not Present
> > 5393 - Covering for Incompetence of Coworker Friend
> > 5400 - Trying to Explain Concept to Coworker Who is Not Interested in Learning
> > 5401 - Trying to Explain Concept to Coworker Who is Stupid
> > 5402 - Trying to Explain Concept to Coworker Who Hates You
> > 5481 - Buying Snack
> > 5482 - Eating Snack
> > 5500 - Filling Out Timesheet
> > 5501 - Inventing Timesheet Entries
> > 5502 - Waiting for Something to Happen
> > 5503 - Scratching Yourself
> > 5504 - Sleeping
> > 5510 - Feeling Bored
> > 5511 - Feeling Horny
> > 5600 - Complaining About Lousy Job
> > 5601 - Complaining About Low Pay
> > 5602 - Complaining About Long Hours
> > 5603 - Complaining About Coworker (See Codes #5322 & #5323)
> > 5604 - Complaining About Boss
> > 5605 - Complaining About Personal Problems
> > 5640 - Miscellaneous Unproductive Complaining
> > 5701 - Not Actually Present At Job
> > 5702 - Suffering from Eight-Hour Flu
> > 6102 - Ordering Out
> > 6103 - Waiting for Food Delivery to Arrive
> > 6104 - Taking It Easy While Digesting Food
> > 6200 - Using Company Resources for Personal Profit
> > 6201 - Stealing Company Goods
> > 6202 - Making Excuses After Accidentally Destroying Company Goods
> > 6203 - Using Company Phone to Make Long-Distance Personal Calls
> > 6204 - Using Company Phone to Make Long-Distance Personal Calls to Sell Stolen Company Goods
> > 6205 - Hiding from Boss
> > 6206 - Gossip
> > 6207 - Planning a Social Event (e.g. 
vacation, wedding, etc.)
> > 6210 - Feeling Sorry For Yourself
> > 6211 - Updating Resume
> > 6212 - Faxing Resume to Another Employer/Headhunter
> > 6213 - 
Out of Office on Interview
> > 6221 - Pretending to Work While Boss Is Watching
> > 6222 - Pretending to 
Enjoy Your Job
> > 6223 - Pretending You Like Coworker
> > 6224 - Pretending You Like Important People When in Reality They Are Jerks
> > 6238 - Miscellaneous Unproductive Fantasizing
> > 6350 - Playing Pranks on the New Guy/Girl
> > 6601 - Running your own 
Business on Company Time (See Code #6603)
> > 6602 - Complaining
> > 6603 - 
Writing a Book on Company Time
> > 6611 - Staring Into Space
> > 6612 - Staring At Computer Screen
> > 6615 - Transcendental Meditation
> > 6969 - Beating off in Broom Closet
> > 7281 - Extended Visit to the Bathroom (at least 10 minutes)
> > 7400 - Talking With Divorce Lawyer on Phone
> > 7401 - Talking With Plumber on Phone
> > 7402 - Talking With Dentist on Phone
> > 7403 - Talking With Doctor on Phone
> > 7404 - Talking With Masseuse on Phone
> > 7405 - Talking With House Painter on Phone
> > 7406 - Talking With Personal Therapist on Phone
> > 7419 - Talking With Miscellaneous Paid Professional on Phone
> > 7425 - Talking With Mistress/Boy-Toy on Phone
> > 7931 - Asking Coworker to Aid You in an Illicit Activity
> > 8000 - Recreational Drug Use
> > 8001 - Non-Recreational Drug Use
> > 8002 - Liquid Lunch
> > 8100 - Reading e-mail
> > 8102 - Laughing while reading e-mail

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 26 de dezembro de 2014 12:52
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Matematizando o budismo

 

 

> 1. Será mesmo que a mente pode controlar o cérebro?

 

 

A minha tese anti-budista, baseada em experimentos científicos, se opõe frontalmente à meditação do nada e diz o seguinte:  para enganar o cérebro a melhor coisa a fazer é cansar o corpo

 

Vossa tese anti-budista está contrariada por inúmeros

estudos científicos que afirmam exatamente o oposto.

Meditar "no nada" (ou seja, buscar desligar a ruminação

que ocorre espontaneamente no cérebro) é um processo

capaz de aumentar a eficácia e o bem estar do mané

que se disponha a fazer isso.

 

 

Fala para os budistas que meditar no nada não é possível, porque o verbo meditar é transitivo direto e só funciona com objetos

 

Mas a ideia da meditação mindfulness é justamente se concentrar

em um aspecto trivial do corpo (geralmente a respiração) e

buscar esquecer toda a porraiada dos pensamentóides bruxuleantes

que vivem fornicando com nossa paz de espírito.

 

> Fala pros budistas que o nome certo para a meditação é contemplação

 

Então falemos assim: quando se contempla a respiração de forma

total (sem haver desvios de pensamentóides estranhafúrdios), o

resultado é um comprovado benefício para o mané.

 

 

Putz, tem um montão de coisaradas que eu gostaria de falar,

mas as minhas duas esferas escrotais já deram um sinal de

alarme e estão ficando impacientes, e como teoricamente estou

em férias, vou ter que deixar o resto desse papóide para outro

momento. Baie, baie.

 

*PB*

 

 

 

Sent: Monday, December 22, 2014 2:57 PM

Subject: [ciencialist] Matematizando o budismo

 




Olá Pesky Bee.

 

1. Será mesmo que a mente pode controlar o cérebro?

Se pudesse a humanidade teria tido mais sucesso no relacionamento entre seus membros.

O cérebro é o transmissor dos instintos. Ele dá ordem à mente para executar as ordens instintivas.

Além disso ele tem uma programação rígida, sem a qual não conseguiria organizar minimamente  bilhões de neurônios. A programação é rígida e mínima. Se fosse máxima a teoria quântica não teria nascido.

 

2. Ocorre que essa programação para ser constante requer um tempo de vida neuronal maior do que Deus conferiu às nossas células nervosas. Com menos neurônios para controlar as horas de sono, os idosos são obrigados a dormir menos, e acabam por isso, adquirindo uma “insônia crônica”. A qualidade do sono não depende da quantidade de horas dormidas. Se o camarada dorme 5 ou 6 horas sem acordar nenhuma vez, podemos dizer que ele dorme no mesmo estado da meditação budista. O que o budismo não consegue é ressuscitar os neurônios falecidos antes da hora desejável.

A causa desta insônia crônica não é qualitativa, como o estresse ou a ansiedade e sim quantitativa.

 

A minha tese anti-budista, baseada em experimentos científicos, se opõe frontalmente à meditação do nada e diz o seguinte:  para enganar o cérebro a melhor coisa a fazer é cansar o corpo.

Quer dizer: se eu fizer meditação antes de dormir, corro o risco de dormir menos horas ainda. Note bem: a estratégia é CANSAR O CORPO, DESCANSANDO A MENTE E ENGANANDO O CÉREBRO.

 

 

3. Fala para os budistas que meditar no nada não é possível, porque o verbo meditar é transitivo direto e só funciona com objetos . Pergunta pra eles se eles podem criar neurônios imaginários que substituam os falecidos. So precisamos da ressurreição dos neurônios especializados no sono.

 

4. Estou mandando Cco para o meu futuro professor de meditação que espero não fique tão furioso comigo quanto o Victor, por causa da matematização da linguagem que desperta nele o TOC da polissemia.  

 

Abraços com calmazén.  – é o nome que eu inventei para um remédio mental budista.

Eu prefiro meditar nesta palavra do que no nada.

Feche os olhos, respire fundo e repita comigo >  calmazén, calmazén, calmazén.

 

MC = Muito Calmo

 

Ps.1 Fala pros budistas que o nome certo para a meditação é contemplação.

Ps2. Fala pro Sócrates que não adiantou nada o homem conhecer a si mesmo porque quem manda no homem é o cérebro que tem um exército de bilhões de soldados. Nem um milhão de Sócrates poderiam enfrentar esse exército.

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 22 de dezembro de 2014 12:37
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 

 

> São mais de 6 horas por dia de descanso sistêmico e sistemático.
> Você não acha isso suficiente?

 

Mano Calilzóvsky, é muito pouco! Eu nano cerca de 9 horas

por noite (e queria mais um pouquitinho).

 

> Quanto à meditação, pra variar,  quem inventou a coisa cometeu um grave

> lapso semântico, pois o objetivo da meditação é não meditar

 

É não, mano Calilzão. Pelo menos na mindfulness, o objetivo

é concentrar-se fortemente no... nada. Ou em alguma sensação

corpórea (a respiração é a preferida). A tal ponto que os

outros pensamentóides deixam de encher nosso saco, e aí

entramos em um estado altamente reparador (há dezenas de

estudos científicos demonstrando isso). Bagarái mesmo!

 

E quando um pensamentóide alienígena insiste em encher nosso

saco mental durante a meditabundação, a ideia é observá-lo

sem julgá-lo. É o que a cambada mindfulnerista chama de

"non-judgmental thinking".

 

*PB*

 

 

 

 

 

 

Sent: Sunday, December 21, 2014 5:50 PM

Subject: RES: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 





 

Olá Pesky Bee.

 

Enquanto durmo, eu deixo meu sistema cérebro mente bem à  vontade. São mais de 6 horas por dia de descanso sistêmico e sistemático.

Você não acha isso suficiente?

Quanto à meditação, pra variar,  quem inventou a coisa cometeu um grave lapso semântico, pois o objetivo da meditação é não meditar.

Ah... além de dar um descanso para a dupla cérebro-mente de mais de 6hs. diárias, eu recorro o tempo todo à TBHR – Teoria do Bom Humor Radical , que foi inspirada pelo seu humorismo.

Assim quando algum perseguidor do ciencialist me ataca eu recorro a essa bendita teoria e ao invés de ficar com raiva dos perseguidores eu imagino que eles são seres (ou entes?) frustrados e começo a rir.

E se tudo isso não bastasse, eu tenho uma sessão semanal com a minha psicoterapeuta onde eu posso estrebuchar à vontade, sobretudo nas semanas em que recebo ataques virais mais contun-dentes, que quase chegam a atingir meus dentes.  

 

Além disso vivo na  companhia de Freud, Maquiavel, Edgar Morin, Nietzsche e é claro, do Ludwig Wittgenstein.Nenhum deles é humorista- por isso tive que criar a TBHR, de modo que o pessimismo deles não me afeta.

 

*MC*

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 16:15
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RE: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 

 

Ou então procures qualquer adepto do budismo que ele te ensinará, facilmente, como descansar e como limpar a mente, sobrecarregada até as bordas do Mtnos(aliás, que significa Mtnos?)




To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Thu, 18 Dec 2014 15:37:43 -0200
Subject: Re: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 

 

> MC – muito calmo, em brainstorm permanente porque a energia mental

> que não existe está em constante agitação atômica, durante 24 horas por dia

 

Calilzófilo, meu véio de guerra, agora vou falar sério contigo.

Permita-me proferir algumas palavritas acerca dessa questão de

ficar em um constante estado de "energia mental". Isso é muito

ruim, meu véio!

 

Não estou dizendo que usar a cachola é ruim, digo que usá-la

SEMPRE em "full speed " é muito maléfico! Precisamos dar um

descanso mínimo para os neurônios, para que eles sosseguem um

pouco.

 

Então, dou-lhe uma dica que vale ouro: busque (gogléie) o conceito

de "mindfulness", é um tipo de meditação que leva pouco tempo

para se fazer e que amplia muito a capacidade mental (além

de dar ao sujeito uma chance de "desligar" esse danado

motorzinho mental que temos em cima do pescoço). Vá até o

Youtúbi e busque por "Jon Kabat-Zinn", tu vais aprender um

bocadáço de coisas utilérrimas para a vida mental.

 

*PB*

 

 

 

 

Sent: Thursday, December 18, 2014 1:43 PM

Subject: RES: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 

 

O Wiki informou que a energia é transferível através de interações fundamentais que podem ser convertidas para diferentes formas...

 

a)  Wiki qualificou as interações sem informar o que significa isso e o pior: adjetivou-as como  o termo fundamentais

b) Ninguém perguntou o que acontece com a energia que adora ser transferida para vários lugares...( ou transferir não implica localidade?) e sim O QUE É a energia. 

c) o Wiki enrolou e não definiu o que a coisa é. Essa coisa costuma ser chamada de “coisa em sim” para evitar que os distraídos fujam dela quando são solicitá-los a defini-la. A coisa em si é um pleonasmo. Na existe nenhuma coisa que não seja ela mesma, ou “em si”. A essência da coisa, mesmo não existindo serve para informar que é TUDO AQUILO QUE distingue todas as coisas entre si. Assim o que distingue o Pesky Bee se ele for homem, de qualquer pessoa do gênero feminino, é  a sua “essência de gênero”.

d) será que a energia é mesmo uma “propriedade” possuída pelos objetos?

e) dizer que o Pesky Bee tem uma propriedade, não informa obviamente, O QUE É o Pesky Bee. Ou informa? PB tem a propriedade de ser homem ou mulher.

 

Estou desconfiado que a energia não existe.

Para Leonardo Boff quem não existe é a matéria.

Vejamos como ele transferiu a energia do Einstein para o mundo metafísico Boffiano.

 

Matéria não existe, tudo é energia -  O título deste artigo diz uma obviedade para quem entendeu minimamente a teoria da relatividade de Einstein pela qual se afirma ser matéria e energia equivalentes.

 

A lógica boffiana se perdeu no campo energético, pois se uma de duas coisas não existem, só existe uma coisa. Então Einstein, para ser lógico deveria ter dito: isso a que os humanos chamam de matéria NÃO EXISTE, porque a matéria é apenas uma das FORMAS em que a energia se apresenta. E o Heisemberg também se encrencou quando disse que “O universo não é feito por coisas mas por redes  de energia vibracional”. Quer dizer então que as redes não são coisas?  Toda coisa para existir tem que ser material? Que a energia não é uma coisa pelo fato de toda coisa ser material dá para aceitar. Mas o que é a energia vibracional? Informar que  ela ter a qualidade de vibrar, não informa O QUE É ESSA COISA QUE NÃO É COISA .... ufa.... não é por isso que inventaram a matemática? Para criar significados sem palavras?

 

O Boff admitiu que a energia não tem “definição cientifica” – o que é pleonasmo, pois toda definição é cientifica por ser lógica. O que acontece é que chamam de “definição” o bla-bla-bla dos dicionaristas em torno do significados diferentes que o povo foi dando as palavras. Se uma mesma coisa tem 20 significados, ela teria 19 falsas definições e 1 verdadeira e no caso da energia, tem 0 (zero) definições.

 

Só faltou o Boff ter a humildade de dizer que ele, como todo  mundo, NÃO SABE O QUE É A ENERGIA CONCENTRADA OU DESCONCENTRADA.

Ou falei bobagem? Se falei, aguardo a generosa correção, pelo que agradeço antecipadamente.

 

MC – muito calmo, em brainstorm permanente porque a energia mental que não existe está em constante agitação atômica, durante 24 horas por dia.

 

 

 

 

.

 

 

 

http://amaivos.uol.com.br/upload/amaivos/boff.jpg

Matéria não existe, tudo é energia

O título deste artigo diz uma obviedade para quem entendeu minimamente a teoria da relatividade de Einstein pela qual se afirma ser matéria e energia equivalentes. Matéria é energia altamente condensada que pode ser liberada como o mostrou, lamentavelmente, a bomba atômica. O caminho da ciência percorreu, mais ou menos, o seguinte percurso: da matéria chegou ao átomo, do átomo, às partículas subatômicas, das partículas subatômicas,  aos “pacotes de onda” energética, dos pacotes de onda, às supercordas vibratórias, em 11 dimensões ou mais, representadas como música e cor. Assim um elétron vibra mais ou menos quinhentos trilhões de vezes por segundo. Vibração produz som e cor. O universo seria, pois, uma sinfonia de sons e cores. Das supercordas chegou-se, por fim, à energia de fundo, ao vácuo quântico.

Neste contexto, sempre lembro de uma frase dita por W.Heisenberg, um dos pais da mecânica quântica, num semestre que deu na Universidade de Munique em 1968, que me foi dado seguir e que ainda me  soa aos ouvidos : “O universo não é feito por coisas mas por redes  de energia vibracional, emergindo de algo ainda mais profundo e sutil”. Portanto, a matéria perdeu seu foco central em favor da energia que se organiza em campos e redes.

Que é esse”algo mais profundo e sutil” de onde tudo emerge? Os físicos quânticos e astrofísicos chamaram de “energia de fundo” ou “vácuo quântico”, expressão inadequada porque diz o contrário do que a palavra “vazio” significa. O vácuo representa a plenitude de todas as possíveis energias e suas eventuais densificações nos seres. Dai se preferir hoje a expressão pregnant void “o vácuo prenhe” ou a“fonte originária de todo o ser” Não é algo que possa ser representado nas categorias convencionais de espaço-tempo, pois é algo anterior a tudo o que existe, anterior ao espaço-tempo e às quatro energias fundamentais, a gravitacional, a eletromagnética, a nuclear fraca e forte.

Astrofísicos imaginam-no como uma espécie de vasto oceano, sem margens, ilimitado, inefável,  indescritível e misterioso no qual, como num útero infinito, estão hospedadas todas as possibilidades e virtualidades de ser. De lá emergiu, sem que possamos saber porquê e como, aquele pontozinho extremamente prenhe de energia, inimaginavelmente quente que depois explodiu (big bang) dando origem ao nosso universo. Nada impede que daquela energia de fundo tenham surgido outros pontos, gestando também outras singularidades e outros universos paralelos ou em outra dimensão.

Com o surgimento do universo, irrompeu simultaneamente o espaço-tempo. O tempo é o movimento da flutuação das energias e da expansão da matéria. O espaço não é o vazio estático dentro do qual tudo acontece mas aquele processo continuamente aberto que permite as redes de energia e os seres se manifestarem. A estabilidade da matéria pressupõe a presença de uma poderosíssima energia subjacente que a mantém neste estado. Na verdade, nós percebemos a matéria como algo sólido porque as vibrações da energia são tão rápidas que não alcançamos percebê-las com os sentidos corporais. Mas para isso nos ajuda a física quântica, exatamente porque se ocupa das partículas e das redes de energia, que nos rasgam  esta visão diferente da realidade.

A energia é e está em tudo. Sem energia nada poderia subsistir. Como seres conscientes e espirituais, somos uma realização complexíssima, sutil e extremamente interativa de energia.

Que é essa energia de fundo que se manifesta sob tantas formas? Não há nenhuma teoria científica que a defina. De mais a mais, precisamos da energia para definir a energia. Não há como escapar desta redundância, notada já por Max Planck.

Esta Energia talvez constitua a melhor metáfora daquilo que significa Deus, cujos nomes variam, mas que sinalizam sempre  a mesma Energia subjacente. Já o Tao Te Ching (§ 4) dizia o mesmo do Tao: ”o Tao é um vazio em turbilhão, sempre em ação e inexaurível. É um abismo insondável, origem de todas as coisas  e unifica o mundo”.

A singularidade do ser humano é poder entrar em contacto consciente com esta Energia. Ele pode invocá-la, acolhê-la e percebê-la  na forma de vida, de irradiação e de entusiasmo.

Leonardo Boff com Mark Hathaway é autor de The Tao of Liberation. N.York(2010).

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 10:44
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 

 

> Desculpe lembrar ao meu cordial amigo, que faltou informar o significado

> que está atribuindo à palavra ENERGIA

 

Cortesia da Wikipédia:

 

    In physics, energy is a property of objects, transferable among
    them via fundamental interactions, which can be converted into
    different forms but not created or destroyed.

 

*PB*

 

 

 

Sent: Thursday, December 18, 2014 10:05 AM

Subject: [ciencialist] O que é energia, Pesky Bee?

 





Desculpe lembrar ao meu cordial amigo, que faltou informar o significado que está atribuindo à palavra ENERGIA.

Peço-lhe a gentileza de não começar sua definição como fazem alguns, recorrendo a pseudo-soluções semânticas do tipo “Energia é tudo aquilo que...”

Obrigado

MC

 

Ps. Depois de conviver 18 anos com Freud, não consegui entender o que significa “energia psíquica”.  Se todo o mundo aceita essa teoria energética, a teoria do Safarelli, perdão, Sarafelli, tem chance também de ser aceita, desde que, é claro, um seja um dia, num futuro não remoto,  compreendida.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 09:25
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Re: Estamos sós, no Universo?

 

 

> Então também para não perder o costume, o que ou quem digita este texto?

 

Um punhado de átomos, formando moléculas orgânicas e

minerais, capaz de atividade autônoma, extraindo energia

através da transformação de moléculas orgânicas exteriores

em outras moléculas, mas com entropia maior (ou seja, bósta),

gerando comportamentos complexos a partir de intrincadas

interações sistêmicas, mas com componentes de aleatoriedade

capazes de provocar situações imprevisíveis quando da análise

inicial dessa gigantesca massa molecular. Viu só como é fácil?

 

*PB*

 

 

 

Sent: Tuesday, December 16, 2014 9:46 AM

Subject: RE: [ciencialist] Re: Estamos sós, no Universo?

 






Então também para não perder o costume, o que ou quem digita este texto?




To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Date: Sun, 14 Dec 2014 14:28:13 -0800
Subject: [ciencialist] Re: Estamos sós, no Universo?

 

Oi Victor,

Para não perder o costume, ....

Eu não concordo contigo!!

Discordo deste teu ZERO.

Tenho certeza que este número é igual (ou maior) que 1.

Nós existimos!!!

Ou não???

Será??

Hélio

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SUBJECT: Re: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist
FROM: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 27/12/2014 17:22

Olá Mtnos
 
A lista existe há 16 anos e NUNCA ficou caracterizado aqui que a ciência restringe-se ao que é medido através de réguas e relógios. Este é um pensamento do JVictor, já foi por demais debatido e jamais aceito como tal pela maioria dos participantes.
 
Apoio totalmente o Hélio quanto ao que ele disse em sua última mensagem  e acrescento: Você não está querendo discutir coisa nenhuma mas simplesmente aparecer. Ao invés de tentar modificar o que é nosso (mais de 900 associados) procure a sua turma (ou crie a sua lista).
 
Não é preciso responder, basta desaparecer. Feliz 2015.
 
[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 

SUBJECT: RES: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 27/12/2014 18:28

ME EXPLICA ENTÃO PORQUE VOCÊS QUEREM PROIBIR A VEICULAÇÃO DE MENSAGENS SOBRE PSICOLOGIA E LÓGICA APLICADA À COMUNICAÇÃO NUM GRUPO QUE SE PROPÕE DISCUTIR CIÊNCIA?

PORQUE NÃO QUERECEM CONCEDER UM ESPAÇO PARA A DISCUSSÃO DE CIÊNCIAS HUMANAS?

 

M.Calil

ps. Quanto à desqualificação nos termos  de “quer aparecer”,  ela faz parte da cultura “esculhambacional” do grupo (ou melhor de alguns membros do grupo), associada a um destempero emocional já amplamente manifestado. Como tenho dito, os debates com os quais tenho sido contemplado aqui têm sido muito úteis para a metodologia do treinamento de lógica na comunicação que estou formatando. ESTOU TRABALHANDO NUM PROJETO e a cada dia recolho subsídios para tanto. Em janeiro vou montar um relatório resumindo esses debates para publicação no site do Mãos Limpas e em outros sites. Enquanto recebo contribuições de alguns membros do grupo sou atacado por outros. Está aí um fenômeno de psicologia de grupo que merece uma avaliação cientifica. Queiram ou não, a psicologia é uma ciência, ainda que em formação.

 

Ps2. Essa resistência às ciências humanas é uma clara demonstração do espírito religioso que ainda paira nos meios científicos – isto se  este grupo  ser representativo da ciência vigente como parece ser.

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sábado, 27 de dezembro de 2014 17:23
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

 

Olá Mtnos

 

A lista existe há 16 anos e NUNCA ficou caracterizado aqui que a ciência restringe-se ao que é medido através de réguas e relógios. Este é um pensamento do JVictor, já foi por demais debatido e jamais aceito como tal pela maioria dos participantes.

 

Apoio totalmente o Hélio quanto ao que ele disse em sua última mensagem  e acrescento: Você não está querendo discutir coisa nenhuma mas simplesmente aparecer. Ao invés de tentar modificar o que é nosso (mais de 900 associados) procure a sua turma (ou crie a sua lista).

 

Não é preciso responder, basta desaparecer. Feliz 2015.

 

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com..br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

 




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SUBJECT: RES: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 27/12/2014 18:38

Caro Mtnos,

 

 

Primeiro: não é preciso que esteja escrita coisa alguma a esse respeito.  O próprio ramo que se autodefine, com propriedade, que nada tem de ciência.

 

Vamos fazer assim:

 

1 - Procure informar-se sobre o método científico, para ver quais os critérios que caracterizam ciência.

 

2- Agora, tente enquadrar a psicologia em qualquer um desses critérios.

 

Minha previsão científica: não conseguirá. Matematicamente, a probalibidade de não chegar a algum resultado positivo é esto: zero.

 

Algumas razões adicionais:

1 - a ciência importa-se com a descrição de como os fenômenos ocorrem, descrições estas que devem ser estritamente objetivas. Isto é, devem ser reproduzíveis em laboratório de maneira controlada. Os resultados não podem depender de um eu penso e eu acho, de minha filosofia de vida, de minha cultura ou de meus títulos de PHD e que tais, de minha inteligência ou de minha burrice,  ou mesmo de minhas crenças(ou de nenhuma crença): ou seja, busca-se objetividade absoluta. Na ciência não cabe a subjetividade, em suma.

 

2 - Não há nada  em psicologia - e seus derivados - que, sequer remotamente, aproxime-se da caracterização acima.

 

Em resumo:   crie um modelo de um "sistema psicológico" - algum aspecto do funcionamento da mente humana - escolha um aspecto qualquer psicológico para estudar, matematize-o, que é para dar o suporte teórico adequado, vá para o laboratório e mande brasa, reproduza o objeto do estudo à exaustão, mensurando os resultados. Com réguas e relógios. Se você ou qualquer um outro conseguir....

 

Não estou dizendo que você não siga com seus pensamentos, e coisa e tal. Mas, embora alguns participantes tenham se manifestado, de uma forma ou de outra - eu, inclusive - este fórum não é o lugar para discussão desta área do conhecimento - inutil como ciência, que ciência não é. Minha sugesta: você poderia criar - como já sugerido - até, uma nova lista de discussão apropriada ao mnister.

Onde os participantes podem deitar e rolar à vontade, apreciando, com propriedade, seus interessantes textos.  

 

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sábado, 27 de dezembro de 2014 15:42
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RES: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

 

E ONDE ESTÁ ESCRITO QUE A PSICOLOGIA, POR EXEMPLO, NÃO É CIÊNCIA?

SE ESTE GRUPO ESTÁ DEFINIDO COMO “LISTA DE DISCUSSÃO SOBRE CIÊNCIA” É ÓBVIO QUE AS DITAS CIÊNCIAS HUMANAS FAZEM PARTE DA PAUTA.

O QUE ACONTECEU É QUE O ESPIRITO CORPORATIVISTA FISICO-MATEMÁTICO ESTÁ QUERENDO IMPOR A SUA CONCEPÇÃO FUNDAMENTALISTA DE CIÊNCIA, BASEADA EM RÉGUAS E RELÓGIOS.

QUE MUDEM ENTÃO A DEFINIÇÃO DO GRUPO INFORMANDO QUE ELE É VOLTADO APENAS PARA AS CIÊNCIAS QUE USAM RÉGUAS E RELÓGIOS, NO MAIS ESTRITO SENSO DESTA VORACIDADE QUANTITATIVA.

EU SEGUIREI AS REGRAS (com prazer ou desprazer) DESDE QUE ELAS SEJAM INFORMADAS. ONDE ESTÁ ESCRITO QUE PSICOLOGIA NÃO É UMA CIÊNCIA ACEITA PELO GRUPO?

 

Mtnos Calil – Em defesa da liberdade de expressão do pensamento lógico-cientifico sem réguas e relógios.

 

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sábado, 27 de dezembro de 2014 15:42
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

 

NÃO !!!!!

 

Mas, qualquer um pode criar novo grupo no Yahoo (ou no google ou no Face ou ...).

Você tem toda liberdade para criar isto e para convidar também. Dê um nome diferente.

 

Quanto ao C-list, eu gostaria que fosse obedecido o preceito original:

 

"Trata-se de uma lista de discussão sobre ciência.
- Favor não debater religião e política neste grupo. - Quem enviar excesso de off-topic será moderado."

 

Hélio

 


De: "'Mtnos Calil' mtnoscalil@terra.com.br [ciencialist]" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Sábado, 27 de Dezembro de 2014 13:37
Assunto: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

 

Prezados amigos (no sentido social do termo – como de hábito a humanidade vai mudando o significado das palavras a seu bel prazer).

Em defesa desta libertinagem linguística, imagino que o cientista Steven Pinker diria que a linguagem é instintiva por natureza.

Em resposta eu diria que o que distingue o ser humano dos outros animais é exatamente a sua capacidade de controlar a libertinagem dos instintos.

O cérebro deu ao homem essa competência, mas ele resiste em aceitá-la porque simplesmente esse controle  conflita com o principio de prazer, sem o qual o homem não teria

sobrevivido. Assim entre o prazer e a ordem optamos, é claro pelo prazer. A ordem restringe a liberdade.

=====================================

 

Malgrado o pensamento em contrário dos amigos que só vêem ciência nos fenômenos que podem ser medidos com réguas e relógios, ainda existe muita gente neste mundo com vocação ou simpatia pela ciência que postulam pela ciência sem réguas e relógios. Essa gente tem interesse em discutir os “conceitos”  que supostamente têm valor cientifico nas chamadas ciências humanas. Como no meu entender essa gente merece o nosso respeito e consideração, proponho formarmos no Ciencialist duas divisões, uma voltada para as réguas e relógios e outra voltada para o pensamento lógico cientifico que embora não abomine as medições, considera que o processo de formação das ciências vai se desenvolvendo com diferentes graus e intensidades de medições.

 

Se o moderador no grupo não se manifestar a respeito, considerarei essa sugestão aprovada. Se o moderador quiser, eu posso fazer o trabalho voluntário de sub-moderador para as ciências humanas e humanóides.

 

Obrigado

Mtnos Calil

 

Ps. Segundo uma das correntes da divisão humanista sugerida, todos os fenômenos humanos são passiveis de estudo cientifico e muitos deles estão ainda muito longe de poderem ser medidos com réguas e relógios.

 

 

 


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SUBJECT: RES: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 27/12/2014 18:58

Prezado Victor.

 

1. A minha permanência neste grupo se deve ao fato de através do contraditório eu estar recebendo contribuições importantes para o “sistema LPC – lógica e precisão na comunicação”.

Não conheço lugar melhor para o contraditório do que este, apesar dos “surtos de esculhambação” dos quais tenho sido alvo e que só depõem contra os próprios esculhambadores.

 

2. Eu mesmo tenho dito que falta à psicologia o que eu chamaria agora de “Ordenamento cientifico”. Existem centenas de correntes psicológicas compondo um fenômeno de verdadeira “esquizofrenia cultural”. Porém como a ordem nasce da desordem, essa esquizofrenia é necessário para o avanço da psicologia como ciência.

 

3. É óbvio que existe entre os cientistas uma corrente de pensamento diferente da exposta por você abaixo. Aliás o próprio Alberto acabou de dizer que a maioria dos membros do grupo não concorda com a sua visão de ciência. Porém o que me ocorre agora lhe perguntar é o seguinte:

 

Independente da psicologia ser ou não uma ciência em formação, na sua opinião o trabalho de psicoterapia feito no mundo seria uma espécie de charlatanismo legitimado, ou você acha que a psicoterapia tem sido útil para muita gente neste mundo que sofre de problemas emocionais?

 

Abraços

Mtnos Calil

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sábado, 27 de dezembro de 2014 18:38
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RES: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

 

Caro Mtnos,

 

 

Primeiro: não é preciso que esteja escrita coisa alguma a esse respeito.  O próprio ramo que se autodefine, com propriedade, que nada tem de ciência.

 

Vamos fazer assim:

 

1 - Procure informar-se sobre o método científico, para ver quais os critérios que caracterizam ciência.

 

2- Agora, tente enquadrar a psicologia em qualquer um desses critérios.

 

Minha previsão científica: não conseguirá. Matematicamente, a probalibidade de não chegar a algum resultado positivo é esto: zero.

 

Algumas razões adicionais:

1 - a ciência importa-se com a descrição de como os fenômenos ocorrem, descrições estas que devem ser estritamente objetivas. Isto é, devem ser reproduzíveis em laboratório de maneira controlada. Os resultados não podem depender de um eu penso e eu acho, de minha filosofia de vida, de minha cultura ou de meus títulos de PHD e que tais, de minha inteligência ou de minha burrice,  ou mesmo de minhas crenças(ou de nenhuma crença): ou seja, busca-se objetividade absoluta. Na ciência não cabe a subjetividade, em suma.

 

2 - Não há nada  em psicologia - e seus derivados - que, sequer remotamente, aproxime-se da caracterização acima.

 

Em resumo:   crie um modelo de um "sistema psicológico" - algum aspecto do funcionamento da mente humana - escolha um aspecto qualquer psicológico para estudar, matematize-o, que é para dar o suporte teórico adequado, vá para o laboratório e mande brasa, reproduza o objeto do estudo à exaustão, mensurando os resultados. Com réguas e relógios. Se você ou qualquer um outro conseguir....

 

Não estou dizendo que você não siga com seus pensamentos, e coisa e tal. Mas, embora alguns participantes tenham se manifestado, de uma forma ou de outra - eu, inclusive - este fórum não é o lugar para discussão desta área do conhecimento - inutil como ciência, que ciência não é. Minha sugesta: você poderia criar - como já sugerido - até, uma nova lista de discussão apropriada ao mnister.

Onde os participantes podem deitar e rolar à vontade, apreciando, com propriedade, seus interessantes textos.  

 

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sábado, 27 de dezembro de 2014 15:42
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RES: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

 

E ONDE ESTÁ ESCRITO QUE A PSICOLOGIA, POR EXEMPLO, NÃO É CIÊNCIA?

SE ESTE GRUPO ESTÁ DEFINIDO COMO “LISTA DE DISCUSSÃO SOBRE CIÊNCIA” É ÓBVIO QUE AS DITAS CIÊNCIAS HUMANAS FAZEM PARTE DA PAUTA.

O QUE ACONTECEU É QUE O ESPIRITO CORPORATIVISTA FISICO-MATEMÁTICO ESTÁ QUERENDO IMPOR A SUA CONCEPÇÃO FUNDAMENTALISTA DE CIÊNCIA, BASEADA EM RÉGUAS E RELÓGIOS.

QUE MUDEM ENTÃO A DEFINIÇÃO DO GRUPO INFORMANDO QUE ELE É VOLTADO APENAS PARA AS CIÊNCIAS QUE USAM RÉGUAS E RELÓGIOS, NO MAIS ESTRITO SENSO DESTA VORACIDADE QUANTITATIVA.

EU SEGUIREI AS REGRAS (com prazer ou desprazer) DESDE QUE ELAS SEJAM INFORMADAS. ONDE ESTÁ ESCRITO QUE PSICOLOGIA NÃO É UMA CIÊNCIA ACEITA PELO GRUPO?

 

Mtnos Calil – Em defesa da liberdade de expressão do pensamento lógico-cientifico sem réguas e relógios.

 

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sábado, 27 de dezembro de 2014 15:42
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

 

NÃO !!!!!

 

Mas, qualquer um pode criar novo grupo no Yahoo (ou no google ou no Face ou ....).

Você tem toda liberdade para criar isto e para convidar também. Dê um nome diferente.

 

Quanto ao C-list, eu gostaria que fosse obedecido o preceito original:

 

"Trata-se de uma lista de discussão sobre ciência.
- Favor não debater religião e política neste grupo. - Quem enviar excesso de off-topic será moderado."

 

Hélio

 


De: "'Mtnos Calil' mtnoscalil@terra.com.br [ciencialist]" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Sábado, 27 de Dezembro de 2014 13:37
Assunto: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

 

Prezados amigos (no sentido social do termo – como de hábito a humanidade vai mudando o significado das palavras a seu bel prazer).

Em defesa desta libertinagem linguística, imagino que o cientista Steven Pinker diria que a linguagem é instintiva por natureza.

Em resposta eu diria que o que distingue o ser humano dos outros animais é exatamente a sua capacidade de controlar a libertinagem dos instintos.

O cérebro deu ao homem essa competência, mas ele resiste em aceitá-la porque simplesmente esse controle  conflita com o principio de prazer, sem o qual o homem não teria

sobrevivido. Assim entre o prazer e a ordem optamos, é claro pelo prazer. A ordem restringe a liberdade.

=====================================

 

Malgrado o pensamento em contrário dos amigos que só vêem ciência nos fenômenos que podem ser medidos com réguas e relógios, ainda existe muita gente neste mundo com vocação ou simpatia pela ciência que postulam pela ciência sem réguas e relógios. Essa gente tem interesse em discutir os “conceitos”  que supostamente têm valor cientifico nas chamadas ciências humanas. Como no meu entender essa gente merece o nosso respeito e consideração, proponho formarmos no Ciencialist duas divisões, uma voltada para as réguas e relógios e outra voltada para o pensamento lógico cientifico que embora não abomine as medições, considera que o processo de formação das ciências vai se desenvolvendo com diferentes graus e intensidades de medições.

 

Se o moderador no grupo não se manifestar a respeito, considerarei essa sugestão aprovada. Se o moderador quiser, eu posso fazer o trabalho voluntário de sub-moderador para as ciências humanas e humanóides.

 

Obrigado

Mtnos Calil

 

Ps. Segundo uma das correntes da divisão humanista sugerida, todos os fenômenos humanos são passiveis de estudo cientifico e muitos deles estão ainda muito longe de poderem ser medidos com réguas e relógios.

 

 

 


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SUBJECT: Re: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist
FROM: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 27/12/2014 19:57

Mtnos escreveu:
 
ME EXPLICA ENTÃO PORQUE VOCÊS QUEREM PROIBIR A VEICULAÇÃO DE MENSAGENS SOBRE PSICOLOGIA E LÓGICA APLICADA À COMUNICAÇÃO NUM GRUPO QUE SE PROPÕE DISCUTIR CIÊNCIA?
 
Vocês quem, cara pálida? Não generalize. Seja explícito. Uma coisa é não querer discutir, outra coisa é «querer proibir». Se alguns aqui querem proibir alguma coisa, isso é problema deles. Posso não concordar mas tenho que respeitar suas opiniões e não posso proibir que tentem proibir alguma coisa.
 

PORQUE NÃO QUERECEM CONCEDER UM ESPAÇO PARA A DISCUSSÃO DE CIÊNCIAS HUMANAS?

 

Porque é totalmente desnecessário. Aqui cada um cria seus espaços através de mensagens e isso tem acontecido nos últimos 15 ou 16 anos. Se as mensagens conseguirem atrair debatedores entre os mais de 900 associados que temos, as mesmas serão bem vindas. Do contrário aguente as queixas ou então vá procurar a sua turma.

 

Por outro lado, se as mensagens estiverem repletas de falsidades ou se incluirem interpretações sobre o que alguns pensam como sendo pensamentos da lista (e isto você faz a toda hora), neste caso é «minha opinião» tratar-se de uma mensagem nefasta ou nociva à nossa comunidade. E neste caso não deve ser proibida mas denunciada, agrade a você ou não.

 

ps. Quanto à desqualificação nos termos  de “quer aparecer”,  ela faz parte da cultura “esculhambacional” do grupo (ou melhor de alguns membros do grupo), associada a um destempero emocional já amplamente manifestado.

 

De fato. Este grupo sempre foi destemperado emocionalmente; é isso o que nos une e adoramos esculhambar os membros que não fazem parte dessa nossa cultura. Se isso lhe desagrada, repito: Procure a sua turma, pô!

 

Como tenho dito, os debates com os quais tenho sido contemplado aqui têm sido muito úteis para a metodologia do treinamento de lógica na comunicação que estou formatando. ESTOU TRABALHANDO NUM PROJETO e a cada dia recolho subsídios para tanto. Em janeiro vou montar um relatório resumindo esses debates para publicação no site do Mãos Limpas e em outros sites.

 

OK, faça a sua parte e seja feliz. Use e abuse da Ciencialist, mas procure não poluí-la com seus desinfetantes (limpadores de mão?) quilométricos. Não encare essa «não poluição» como uma proibição (Quem sou eu para proibir alguma coisa?), mas como uma sugestão.

 

 Enquanto recebo contribuições de alguns membros do grupo sou atacado por outros. Está aí um fenômeno de psicologia de grupo que merece uma avaliação cientifica. Queiram ou não, a psicologia é uma ciência, ainda que em formação.

 

OK, faça a sua contribuição escrevendo a sua opinião sobre a nossa lista no site Mãos Limpas ou onde quer que queira, mas não pretenda tratar nossa patologia pois nós não o contratamos como psicólogo da lista. Creio estarmos plenamente satisfeitos (se alguém não estiver é só se manifestar) com a nossa cultura esculhambacional e/ou com o nosso destempero emocional.

 

Ps2. Essa resistência às ciências humanas é uma clara demonstração do espírito religioso que ainda paira nos meios científicos – isto se  este grupo  ser representativo da ciência vigente como parece ser.

 

Essa resistência generalizada não existe a não ser na sua cabeça (interpretação pessoal). Se você gosta de interpretar então abra um consultório (caso seja psicólogo ou algo afim) ou escreva um livro e fale mal, mas fale de nós Smiley piscando.

 

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.


SUBJECT: RES: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 27/12/2014 21:31

Legal, Dr. Alberto. Agressões e ofensas pessoais à parte, a sua resposta nos permite definir algumas questões.

 

1. Ao invés de me defender das suas agressões, vou fazer delas uma referência para dar aqui e agora, um exemplo de  comunicação lógico-terapêutica do sistema LPC’s – Lógica e precisão na comunicação com suavidade.

 

2. A grande maioria das minhas mensagens têm recebido um interessante feed-back. E é por isso que não paro de escrever (até o dia 4 de janeiro, quando terminam minhas férias).

 

3. Como você disse “ Aqui cada um cria seus espaços através de mensagens e isso tem acontecido nos últimos 15 ou 16 anos”.

Então, enquanto eu tiver o “espaço de feed-back”com o qual tenho sido contemplado, continuarei no grupo.

4. Você disse: “ Este grupo sempre foi destemperado emocionalmente; é isso o que nos une e adoramos esculhambar os membros que não fazem parte dessa nossa cultura”

Essa esculhambação é rotineira no grupo e não se dirige apenas àqueles que não fazem parte da cultura esculhambacional. Se é o “destempero emocional” que une o grupo me ocorre a hipótese cientifica de o grupo estar sendo usado para uma catarse que substitui a psicoterapia. Portanto se trata de um “arranjo terapêutico” realmente curioso, engraçado e interessante. Esse fenômeno de psicologia de grupo é um excelente “case” para uma análise cientifica. Durante o ano de 2015, se eu tiver tempo, montarei um relatório para submeter à apreciação de um grupo de terapeutas, sem citar o nome dos pacientes. Porém, o que eu pretendo divulgarem breve no site do Mãos Limpas é o conteúdo lógico-cientifico e não psicopatológico das discussões. Essa divulgação terá o caráter de uma homenagem ao grupo Ciencialist. Assim estarei perto da orientação (masoquista)  segundo a qual devemos oferecer um dos lados da face quando a outra é esbofeteada. Mas não sentirei nenhum prazer neste suposto masoquismo. Confesso que estou surpreso com a minha reação tão bem humorada... vai ver que já assimilei a “cultura esculhambacional” vigente no grupo. Mas certamente isso é efeito do radicalismo da TBHR – Teoria do Bom Humor Radical.

5. Eu não interpreto nada... oops.. (removo a palavra nada). Tenho me referido costumeiramente ao vicio da “interpretacionice” praticado por filósofos, psicólogos e até cientistas. Eu estou me treinando para abolir do meu vocabulário algumas palavras, tais como:

·         Achar ( no sentido de pensar)

·         Filosofia (não achei – no sentido de localizar – um nome substituto, mas a idéia é que a filosofia hoje só tem valor quando apresenta ideias pré-cientificas).

·         Nada ( se não existe o nada, não tem sentido essa palavra existir no vocabulário do LPC).

·         Interpretar. 

·         Outras a definir.

Importante: essa exclusão de palavras nos obriga a redobrar a nossa atenção na linguagem, propiciando assim o seu melhor uso. Melhor = com mais lógica, clareza e precisão!

6. A sua idéia de que a psicopatologia do grupo não tem cura tem todo o  fundamento  porque o ser humano resiste tenazmente a mudanças comportamentais (uso essa expressão para simplificar o assunto, mas obviamente, tais mudanças exigem uma análise em profundidade dos traços de personalidade que não se modificam com os estímulos e respostas tão apreciados pelos behavioristas – a psicanálise é uma das ferramentas deste processo transformacional, assim como a psicologia cognitiva). Mas se for o caso, o estudo comportamental do grupo poderia ter como tema algo do gênero:  “A tenaz resistência à mudança manifestada por um grupo de discussão digital”. Poderia servir até como tema para uma tese de mestrado ou doutorado, se entre os supostos 900 membros do grupo tivéssemos um psicólogo interessado.

7. Eu não tenho prazer de falar mal de ninguém, sobretudo de um grupo que tem me dado um importantíssimo feed-back. Sobre este prazer o Gaiarsa, já falecido, escreveu um livro MUITO INTERESSANTE com este titulo – O TRATADO GERAL DAS FOFOCAS. (o bicho-homem é fofoqueiro por natureza). Eu aprendi nos meus 18 anos de análise a valorizar o positivo em detrimento do negativo. Portanto estou fixado nos aspectos positivos deste grupo, enquanto outros estão fixados nos meus aspectos negativos. (rsrsrs).

Muito obrigado pela atenção e feliz 2015

Mtnos Calil – Em campanha permanente contra todas as formas de engano e auto-engano.

Ps. Você poderia nos informar até  quando a história se repetirá tendo como principio o fato de que o elétron não é uma carga elétrica coulombiana e que a Terra se move?

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sábado, 27 de dezembro de 2014 19:58
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

 

Mtnos escreveu:

 

ME EXPLICA ENTÃO PORQUE VOCÊS QUEREM PROIBIR A VEICULAÇÃO DE MENSAGENS SOBRE PSICOLOGIA E LÓGICA APLICADA À COMUNICAÇÃO NUM GRUPO QUE SE PROPÕE DISCUTIR CIÊNCIA?

 

Vocês quem, cara pálida? Não generalize. Seja explícito. Uma coisa é não querer discutir, outra coisa é «querer proibir». Se alguns aqui querem proibir alguma coisa, isso é problema deles. Posso não concordar mas tenho que respeitar suas opiniões e não posso proibir que tentem proibir alguma coisa.

PORQUE NÃO QUERECEM CONCEDER UM ESPAÇO PARA A DISCUSSÃO DE CIÊNCIAS HUMANAS?

Porque é totalmente desnecessário. Aqui cada um cria seus espaços através de mensagens e isso tem acontecido nos últimos 15 ou 16 anos. Se as mensagens conseguirem atrair debatedores entre os mais de 900 associados que temos, as mesmas serão bem vindas. Do contrário aguente as queixas ou então vá procurar a sua turma.

Por outro lado, se as mensagens estiverem repletas de falsidades ou se incluirem interpretações sobre o que alguns pensam como sendo pensamentos da lista (e isto você faz a toda hora), neste caso é «minha opinião» tratar-se de uma mensagem nefasta ou nociva à nossa comunidade. E neste caso não deve ser proibida mas denunciada, agrade a você ou não.

ps. Quanto à desqualificação nos termos  de “quer aparecer”,  ela faz parte da cultura “esculhambacional” do grupo (ou melhor de alguns membros do grupo), associada a um destempero emocional já amplamente manifestado.

De fato. Este grupo sempre foi destemperado emocionalmente; é isso o que nos une e adoramos esculhambar os membros que não fazem parte dessa nossa cultura. Se isso lhe desagrada, repito: Procure a sua turma, pô!

Como tenho dito, os debates com os quais tenho sido contemplado aqui têm sido muito úteis para a metodologia do treinamento de lógica na comunicação que estou formatando. ESTOU TRABALHANDO NUM PROJETO e a cada dia recolho subsídios para tanto. Em janeiro vou montar um relatório resumindo esses debates para publicação no site do Mãos Limpas e em outros sites.

OK, faça a sua parte e seja feliz. Use e abuse da Ciencialist, mas procure não poluí-la com seus desinfetantes (limpadores de mão?) quilométricos. Não encare essa «não poluição» como uma proibição (Quem sou eu para proibir alguma coisa?), mas como uma sugestão.

 Enquanto recebo contribuições de alguns membros do grupo sou atacado por outros. Está aí um fenômeno de psicologia de grupo que merece uma avaliação cientifica. Queiram ou não, a psicologia é uma ciência, ainda que em formação.

OK, faça a sua contribuição escrevendo a sua opinião sobre a nossa lista no site Mãos Limpas ou onde quer que queira, mas não pretenda tratar nossa patologia pois nós não o contratamos como psicólogo da lista. Creio estarmos plenamente satisfeitos (se alguém não estiver é só se manifestar) com a nossa cultura esculhambacional e/ou com o nosso destempero emocional.

Ps2. Essa resistência às ciências humanas é uma clara demonstração do espírito religioso que ainda paira nos meios científicos – isto se  este grupo  ser representativo da ciência vigente como parece ser.

Essa resistência generalizada não existe a não ser na sua cabeça (interpretação pessoal). Se você gosta de interpretar então abra um consultório (caso seja psicólogo ou algo afim) ou escreva um livro e fale mal, mas fale de nós Smiley piscando.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com..br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.




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SUBJECT: RES: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist
FROM: "Alvaro Augusto" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 27/12/2014 23:08

Apoiado em dobro!

 

[ ]s

 

Alvaro

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sábado, 27 de dezembro de 2014 16:30
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 




Apoiado, Hélio!

 

*BW*

 

Em Sábado, 27 de Dezembro de 2014 15:42, "Hélio Carvalho helicar_br@yahoo.com.br [ciencialist]" <ciencialist@yahoogrupos.com.br> escreveu:

 

 

NÃO !!!!!

 

Mas, qualquer um pode criar novo grupo no Yahoo (ou no google ou no Face ou ...).

Você tem toda liberdade para criar isto e para convidar também. Dê um nome diferente.

 

Quanto ao C-list, eu gostaria que fosse obedecido o preceito original:

 

"Trata-se de uma lista de discussão sobre ciência.
- Favor não debater religião e política neste grupo. - Quem enviar excesso de off-topic será moderado."

 

Hélio

 


De: "'Mtnos Calil' mtnoscalil@terra.com.br [ciencialist]" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Sábado, 27 de Dezembro de 2014 13:37
Assunto: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

 

Prezados amigos (no sentido social do termo – como de hábito a humanidade vai mudando o significado das palavras a seu bel prazer).

Em defesa desta libertinagem linguística, imagino que o cientista Steven Pinker diria que a linguagem é instintiva por natureza.

Em resposta eu diria que o que distingue o ser humano dos outros animais é exatamente a sua capacidade de controlar a libertinagem dos instintos.

O cérebro deu ao homem essa competência, mas ele resiste em aceitá-la porque simplesmente esse controle  conflita com o principio de prazer, sem o qual o homem não teria

sobrevivido. Assim entre o prazer e a ordem optamos, é claro pelo prazer. A ordem restringe a liberdade.

=====================================

 

Malgrado o pensamento em contrário dos amigos que só vêem ciência nos fenômenos que podem ser medidos com réguas e relógios, ainda existe muita gente neste mundo com vocação ou simpatia pela ciência que postulam pela ciência sem réguas e relógios. Essa gente tem interesse em discutir os “conceitos”  que supostamente têm valor cientifico nas chamadas ciências humanas. Como no meu entender essa gente merece o nosso respeito e consideração, proponho formarmos no Ciencialist duas divisões, uma voltada para as réguas e relógios e outra voltada para o pensamento lógico cientifico que embora não abomine as medições, considera que o processo de formação das ciências vai se desenvolvendo com diferentes graus e intensidades de medições.

 

Se o moderador no grupo não se manifestar a respeito, considerarei essa sugestão aprovada. Se o moderador quiser, eu posso fazer o trabalho voluntário de sub-moderador para as ciências humanas e humanóides.

 

Obrigado

Mtnos Calil

 

Ps. Segundo uma das correntes da divisão humanista sugerida, todos os fenômenos humanos são passiveis de estudo cientifico e muitos deles estão ainda muito longe de poderem ser medidos com réguas e relógios.

 

 

 


Imagem removida pelo remetente.

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SUBJECT: Re: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist
FROM: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 27/12/2014 23:16

Mitnos escreveu:
Eu não interpreto nada... oops.. (removo a palavra nada). Tenho me referido costumeiramente ao vicio da “interpretacionice” praticado por filósofos, psicólogos e até cientistas.
 
Ou seja, você não só está generalizando um comportamento (uma falha gravíssima e que você comete constantemente) mas também está INTERPRETANDO esse comportamento como um vício. Smiley piscando Você interpreta tanto que nem percebe. E quer excluir do vocabulário um dos atributos que mais caracterizam as suas mensagens.
 
A sua idéia de que a psicopatologia do grupo não tem cura...
 
Essa é outra INTERPRETAÇÃO sua. Smiley piscando Eu não disse que não tem cura. Disse apenas que estamos satisfeitos com nosso status, e solicitei aos que não estão satisfeitos que se manifestassem.
 
Mas se for o caso, o estudo comportamental do grupo poderia ter como tema algo do gênero:  “A tenaz resistência à mudança manifestada por um grupo de discussão digital”.
 
Essa é mais outra INTERPRETAÇAO sua. Smiley piscando Eu não disse que o grupo  é resistente a mudanças, disse apenas que estamos satisfeitos com o nosso status. Agora, se o nosso status está lhe incomodando, o problema é seu e não nosso. OK, você está querendo nos modificar? Então, pelo menos até que isso venha a acontecer, aguente a nossa maneira de ser. Ou então vá procurar a sua turma.
 
Muito obrigado pela atenção e feliz 2015
 
Idem.
 
Mtnos Calil – Em campanha permanente contra todas as formas de engano e auto-engano.
 
Que mal pergunte, como você reconhece um engano? Não seria através de uma interpretação? Smiley piscando
 
Ps. Você poderia nos informar até  quando a história se repetirá tendo como principio o fato de que o elétron não é uma carga elétrica coulombiana e que a Terra se move?
 
Pelo visto você não entendeu o texto ou então está INTERPRETANDO-o Smiley piscando à sua maneira.
 
[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 
From: 'Mtnos Calil' [ciencialist]
Sent: Saturday, December 27, 2014 9:31 PM
Subject: RES: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist
 
 

Legal, Dr. Alberto. Agressões e ofensas pessoais à parte, a sua resposta nos permite definir algumas questões.

1. Ao invés de me defender das suas agressões, vou fazer delas uma referência para dar aqui e agora, um exemplo de  comunicação lógico-terapêutica do sistema LPC’s – Lógica e precisão na comunicação com suavidade.

2. A grande maioria das minhas mensagens têm recebido um interessante feed-back. E é por isso que não paro de escrever (até o dia 4 de janeiro, quando terminam minhas férias).

3. Como você disse “ Aqui cada um cria seus espaços através de mensagens e isso tem acontecido nos últimos 15 ou 16 anos”.

Então, enquanto eu tiver o “espaço de feed-back”com o qual tenho sido contemplado, continuarei no grupo.

4. Você disse: “ Este grupo sempre foi destemperado emocionalmente; é isso o que nos une e adoramos esculhambar os membros que não fazem parte dessa nossa cultura”

Essa esculhambação é rotineira no grupo e não se dirige apenas àqueles que não fazem parte da cultura esculhambacional. Se é o “destempero emocional” que une o grupo me ocorre a hipótese cientifica de o grupo estar sendo usado para uma catarse que substitui a psicoterapia. Portanto se trata de um “arranjo terapêutico” realmente curioso, engraçado e interessante. Esse fenômeno de psicologia de grupo é um excelente “case” para uma análise cientifica. Durante o ano de 2015, se eu tiver tempo, montarei um relatório para submeter à apreciação de um grupo de terapeutas, sem citar o nome dos pacientes. Porém, o que eu pretendo divulgarem breve no site do Mãos Limpas é o conteúdo lógico-cientifico e não psicopatológico das discussões. Essa divulgação terá o caráter de uma homenagem ao grupo Ciencialist. Assim estarei perto da orientação (masoquista)  segundo a qual devemos oferecer um dos lados da face quando a outra é esbofeteada. Mas não sentirei nenhum prazer neste suposto masoquismo. Confesso que estou surpreso com a minha reação tão bem humorada... vai ver que já assimilei a “cultura esculhambacional” vigente no grupo. Mas certamente isso é efeito do radicalismo da TBHR – Teoria do Bom Humor Radical.

5. Eu não interpreto nada... oops.. (removo a palavra nada). Tenho me referido costumeiramente ao vicio da “interpretacionice” praticado por filósofos, psicólogos e até cientistas. Eu estou me treinando para abolir do meu vocabulário algumas palavras, tais como:

·         Achar ( no sentido de pensar)

·         Filosofia (não achei – no sentido de localizar – um nome substituto, mas a idéia é que a filosofia hoje só tem valor quando apresenta ideias pré-cientificas).

·         Nada ( se não existe o nada, não tem sentido essa palavra existir no vocabulário do LPC).

·         Interpretar. 

·         Outras a definir.

Importante: essa exclusão de palavras nos obriga a redobrar a nossa atenção na linguagem, propiciando assim o seu melhor uso. Melhor = com mais lógica, clareza e precisão!

6. A sua idéia de que a psicopatologia do grupo não tem cura tem todo o  fundamento  porque o ser humano resiste tenazmente a mudanças comportamentais (uso essa expressão para simplificar o assunto, mas obviamente, tais mudanças exigem uma análise em profundidade dos traços de personalidade que não se modificam com os estímulos e respostas tão apreciados pelos behavioristas – a psicanálise é uma das ferramentas deste processo transformacional, assim como a psicologia cognitiva). Mas se for o caso, o estudo comportamental do grupo poderia ter como tema algo do gênero:  “A tenaz resistência à mudança manifestada por um grupo de discussão digital”. Poderia servir até como tema para uma tese de mestrado ou doutorado, se entre os supostos 900 membros do grupo tivéssemos um psicólogo interessado.

7. Eu não tenho prazer de falar mal de ninguém, sobretudo de um grupo que tem me dado um importantíssimo feed-back. Sobre este prazer o Gaiarsa, já falecido, escreveu um livro MUITO INTERESSANTE com este titulo – O TRATADO GERAL DAS FOFOCAS. (o bicho-homem é fofoqueiro por natureza). Eu aprendi nos meus 18 anos de análise a valorizar o positivo em detrimento do negativo. Portanto estou fixado nos aspectos positivos deste grupo, enquanto outros estão fixados nos meus aspectos negativos. (rsrsrs).

Muito obrigado pela atenção e feliz 2015

Mtnos Calil – Em campanha permanente contra todas as formas de engano e auto-engano.

Ps. Você poderia nos informar até  quando a história se repetirá tendo como principio o fato de que o elétron não é uma carga elétrica coulombiana e que a Terra se move?

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sábado, 27 de dezembro de 2014 19:58
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

Mtnos escreveu:

ME EXPLICA ENTÃO PORQUE VOCÊS QUEREM PROIBIR A VEICULAÇÃO DE MENSAGENS SOBRE PSICOLOGIA E LÓGICA APLICADA À COMUNICAÇÃO NUM GRUPO QUE SE PROPÕE DISCUTIR CIÊNCIA?

Vocês quem, cara pálida? Não generalize. Seja explícito. Uma coisa é não querer discutir, outra coisa é «querer proibir». Se alguns aqui querem proibir alguma coisa, isso é problema deles. Posso não concordar mas tenho que respeitar suas opiniões e não posso proibir que tentem proibir alguma coisa.

PORQUE NÃO QUERECEM CONCEDER UM ESPAÇO PARA A DISCUSSÃO DE CIÊNCIAS HUMANAS?

Porque é totalmente desnecessário. Aqui cada um cria seus espaços através de mensagens e isso tem acontecido nos últimos 15 ou 16 anos. Se as mensagens conseguirem atrair debatedores entre os mais de 900 associados que temos, as mesmas serão bem vindas. Do contrário aguente as queixas ou então vá procurar a sua turma.

Por outro lado, se as mensagens estiverem repletas de falsidades ou se incluirem interpretações sobre o que alguns pensam como sendo pensamentos da lista (e isto você faz a toda hora), neste caso é «minha opinião» tratar-se de uma mensagem nefasta ou nociva à nossa comunidade. E neste caso não deve ser proibida mas denunciada, agrade a você ou não.

ps. Quanto à desqualificação nos termos  de “quer aparecer”,  ela faz parte da cultura “esculhambacional” do grupo (ou melhor de alguns membros do grupo), associada a um destempero emocional já amplamente manifestado.

De fato. Este grupo sempre foi destemperado emocionalmente; é isso o que nos une e adoramos esculhambar os membros que não fazem parte dessa nossa cultura. Se isso lhe desagrada, repito: Procure a sua turma, pô!

Como tenho dito, os debates com os quais tenho sido contemplado aqui têm sido muito úteis para a metodologia do treinamento de lógica na comunicação que estou formatando. ESTOU TRABALHANDO NUM PROJETO e a cada dia recolho subsídios para tanto. Em janeiro vou montar um relatório resumindo esses debates para publicação no site do Mãos Limpas e em outros sites.

OK, faça a sua parte e seja feliz. Use e abuse da Ciencialist, mas procure não poluí-la com seus desinfetantes (limpadores de mão?) quilométricos. Não encare essa «não poluição» como uma proibição (Quem sou eu para proibir alguma coisa?), mas como uma sugestão.

 Enquanto recebo contribuições de alguns membros do grupo sou atacado por outros. Está aí um fenômeno de psicologia de grupo que merece uma avaliação cientifica. Queiram ou não, a psicologia é uma ciência, ainda que em formação.

OK, faça a sua contribuição escrevendo a sua opinião sobre a nossa lista no site Mãos Limpas ou onde quer que queira, mas não pretenda tratar nossa patologia pois nós não o contratamos como psicólogo da lista. Creio estarmos plenamente satisfeitos (se alguém não estiver é só se manifestar) com a nossa cultura esculhambacional e/ou com o nosso destempero emocional.

Ps2. Essa resistência às ciências humanas é uma clara demonstração do espírito religioso que ainda paira nos meios científicos – isto se  este grupo  ser representativo da ciência vigente como parece ser.

Essa resistência generalizada não existe a não ser na sua cabeça (interpretação pessoal). Se você gosta de interpretar então abra um consultório (caso seja psicólogo ou algo afim) ou escreva um livro e fale mal, mas fale de nós Smiley piscando.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com..br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.




SUBJECT: RES: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 28/12/2014 01:11

Muito bom, Dr. Alberto

Agradeço-lhe por mais essa contribuição  para a minha busca obsessiva pela precisão linguística.

 

1. Sobre a interpretacionice:  o verbo interpretar é sim usado GENERALIZADAMENTE. Não sou eu quem está generalizando. E quem me chamou a atenção para este transtorno linguístico foi meu analista que criticava a interpretação como um procedimento adotado pelos psicanalistas. (generalizadamente). Já faz um bom tempo que venho fazendo uma campanha sistemática contra o uso deste termo. (bom tempo é vago –faz cerca de 10 anos).

 

1.1. Qualificar este hábito como um transtorno linguístico ou vicio linguístico NÃO É uma interpretação e sim um diagnóstico.  Portanto a sua contribuição, Dr. Alberto, para significação do termo consistiu na análise comparativa entre interpretar e diagnosticar. Constatei agora que é necessário ressignificar o termo interpretação para justificar a tese da interpretacionice. A propósito: podemos dar uma opinião com ou sem intepretacionice.

 

2. Sobre a idéia da psicopatologia do grupo.

 

ACREDITE SE QUISER: QUANDO EU RELI O QUE ESCREVI PERCEBI INSTANTANEAMENTE  QUE MINHAS PALAVRAS NÃO CORRESPONDIAM AO QUE VOCÊ DISSE. DEIXEI DO MODO QUE ESTAVA ESPERANDO QUE VOCÊ DESSE O ALERTA.  ( Corrigindo: não foi quando eu RELI mas sim quando eu estava lendo o que estava escrevendo – a percepção gestaltica aqui não exigiu uma leitura a posteriori).

 

Você disse:

Este grupo sempre foi destemperado emocionalmente; é isso o que nos une e adoramos esculhambar os membros que não fazem parte dessa nossa cultura”

 

Eu respondi a isso assim:

A sua idéia de que a psicopatologia do grupo não tem cura tem todo o fundamento...

 

É evidente que essa idéia não foi sua.

Agradecendo a sua correção, faço-lhe agora esta pergunta:

 

“Considerando que o destempero emocional é um sintoma típico de transtorno emocional, na sua opinião este transtorno do grupo mereceria um debate visando a sua remoção, ou não? – Se não, porque? ”

 

 

3. Na sequencia eu disse:

 

 

“Mas se for o caso, o estudo comportamental do grupo poderia ter como tema algo do gênero:  “A tenaz resistência à mudança manifestada por um grupo de discussão digital”.

 

Veja agora a grave  transtorno interpretacional que você cometeu:

 

Essa é mais outra INTERPRETAÇAO sua. Eu não disse que o grupo  é resistente a mudanças, disse apenas que estamos satisfeitos com o nosso status.

 

Ora ora, pois pois. Está evidente que eu não disse que você disse o que eu disse.

O que você fez foi associar essa minha colocação à minha colocação anterior, atribuindo-lhe o mesmo equivoco interpretacional que eu havia cometido intencionalmente.

 

Cabe ainda lembrar que você disse:

Creio estarmos plenamente satisfeitos (se alguém não estiver é só se manifestar) com a nossa cultura esculhambacional e/ou com o nosso destempero emocional.

Ora, quem está “plenamente satisfeito” com sua conduta está DANDO A ENTENDER que não quer mudar essa conduta, o que justifica a hipótese (lógica) da resistência à mudança por mim levantada. Não usei o termo hipótese dada a evidência de que o homem resiste à mudança. Digo evidência porque durante muitos anos verifiquei essa resistência em 100% das pessoas, inclusive eu. Mas agora entendo essa frase do meu analista, antes de fechar o consultório – eu fui o ultimo paciente da clinica da  qual tinha saído toda uma equipe de profissionais. A frase dele foi essa, em tom de exclamação: PELO MENOS UM! Foram 18 anos trabalhando de muitas formas a minha mudança. Hoje minha resistência se inverteu e pode ser assim colocada: “Eu resisto tenazmente à idéia de que eu não preciso fazer mais nenhuma mudança”. E a experiência também revelou que até agora quase 100% das pessoas que esperam de mim alguma mudança, não admitem fazer nenhuma mudança! – é inacreditável!

 

Me refiro as mudanças de comportamento que requerem uma análise em profundidade. Se nem a análise em profundidade o povo quer, imagine então se vai querer fazer mudanças, baseadas em tais análises. Não é por outra razão que a humanidade está sendo conduzida para o abismo pelos psicopatas (ou apenas psiconeuróticos) do poder.

Porém, contudo e todavia eu opero com a estratégia quântica aplicada ao mundo social, com base neste triângulo> caos, acaso e imprevisibilidade. Milagres quânticos existem. Mas não vi nenhum sinal de que uma transformação quântica como esta possa ocorrer neste grupo. (ou em qualquer outro grupo humano localizado em qualquer lugar do planeta). Isso não é uma interpretação. Pode desqualificar o que eu estou dizendo, como opinião, hipótese mal fundamentada, etc. mas não como interpretação. Eu estou proibido pelo LPC de interpretar qualquer coisa!!! E se, inconscientemente, eu interpretar alguma coisa aqui, conto com o seu radar lógico para detectar o equivoco.  

 

4. Sobre o slogan “em campanha permanente contra todas as formas de engano ou auto-engano” você mal perguntou:

 

Que mal pergunte, como você reconhece um engano? Não seria através de uma interpretação?

 

O engano a que me refiro diz respeito à comunicação. Quando uma pessoa engana a outra conscientemente, ela está simplesmente mentindo. Mentiras não se interpretam para serem identificadas como tal. Quanto ao auto-engano se trata de um processo inconsciente motivado, por exemplo, pela necessidade de fugir à realidade que incomoda. Por exemplo: muitos brasileiros acham que a morte do PT representaria um enorme avanço para o nosso país. O que eu fiz agora foi uma ANÁLISE e não uma INTERPRETAÇÃO. Uma análise pode estar certa ou equivocada, mas se distingue da interpretação. O termo intepretação é mais subjetivo do que o termo análise. Porém a sua pergunta requer muitas linhas para ser bem respondida.

 

5. Sobre a sua história que se repetirá: vou reler a coisa para voltar ao assunto num outro momento.

 

Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

 

Abraços  Mil

Calil

 

===============================

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sábado, 27 de dezembro de 2014 23:16
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

 

Mitnos escreveu:

Eu não interpreto nada... oops.. (removo a palavra nada). Tenho me referido costumeiramente ao vicio da “interpretacionice” praticado por filósofos, psicólogos e até cientistas.

 

Ou seja, você não só está generalizando um comportamento (uma falha gravíssima e que você comete constantemente) mas também está INTERPRETANDO esse comportamento como um vício. Smiley piscandoVocê interpreta tanto que nem percebe. E quer excluir do vocabulário um dos atributos que mais caracterizam as suas mensagens.

 

A sua idéia de que a psicopatologia do grupo não tem cura...

 

Essa é outra INTERPRETAÇÃO sua. Smiley piscandoEu não disse que não tem cura. Disse apenas que estamos satisfeitos com nosso status, e solicitei aos que não estão satisfeitos que se manifestassem.

 

Mas se for o caso, o estudo comportamental do grupo poderia ter como tema algo do gênero:  “A tenaz resistência à mudança manifestada por um grupo de discussão digital”.

 

Essa é mais outra INTERPRETAÇAO sua. Smiley piscandoEu não disse que o grupo  é resistente a mudanças, disse apenas que estamos satisfeitos com o nosso status. Agora, se o nosso status está lhe incomodando, o problema é seu e não nosso. OK, você está querendo nos modificar? Então, pelo menos até que isso venha a acontecer, aguente a nossa maneira de ser. Ou então vá procurar a sua turma.

 

Muito obrigado pela atenção e feliz 2015

 

Idem.

 

Mtnos Calil – Em campanha permanente contra todas as formas de engano e auto-engano.

 

Que mal pergunte, como você reconhece um engano? Não seria através de uma interpretação? Smiley piscando

 

Ps. Você poderia nos informar até  quando a história se repetirá tendo como principio o fato de que o elétron não é uma carga elétrica coulombiana e que a Terra se move?

 

Pelo visto você não entendeu o texto ou então está INTERPRETANDO-o Smiley piscandoà sua maneira.

 

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com..br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

 

From: 'Mtnos Calil' [ciencialist]

Sent: Saturday, December 27, 2014 9:31 PM

Subject: RES: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

 

Legal, Dr. Alberto. Agressões e ofensas pessoais à parte, a sua resposta nos permite definir algumas questões.

1. Ao invés de me defender das suas agressões, vou fazer delas uma referência para dar aqui e agora, um exemplo de  comunicação lógico-terapêutica do sistema LPC’s – Lógica e precisão na comunicação com suavidade.

2. A grande maioria das minhas mensagens têm recebido um interessante feed-back. E é por isso que não paro de escrever (até o dia 4 de janeiro, quando terminam minhas férias).

3. Como você disse “ Aqui cada um cria seus espaços através de mensagens e isso tem acontecido nos últimos 15 ou 16 anos”.

Então, enquanto eu tiver o “espaço de feed-back”com o qual tenho sido contemplado, continuarei no grupo.

4. Você disse: “ Este grupo sempre foi destemperado emocionalmente; é isso o que nos une e adoramos esculhambar os membros que não fazem parte dessa nossa cultura”

Essa esculhambação é rotineira no grupo e não se dirige apenas àqueles que não fazem parte da cultura esculhambacional. Se é o “destempero emocional” que une o grupo me ocorre a hipótese cientifica de o grupo estar sendo usado para uma catarse que substitui a psicoterapia. Portanto se trata de um “arranjo terapêutico” realmente curioso, engraçado e interessante. Esse fenômeno de psicologia de grupo é um excelente “case” para uma análise cientifica. Durante o ano de 2015, se eu tiver tempo, montarei um relatório para submeter à apreciação de um grupo de terapeutas, sem citar o nome dos pacientes. Porém, o que eu pretendo divulgarem breve no site do Mãos Limpas é o conteúdo lógico-cientifico e não psicopatológico das discussões. Essa divulgação terá o caráter de uma homenagem ao grupo Ciencialist. Assim estarei perto da orientação (masoquista)  segundo a qual devemos oferecer um dos lados da face quando a outra é esbofeteada. Mas não sentirei nenhum prazer neste suposto masoquismo. Confesso que estou surpreso com a minha reação tão bem humorada... vai ver que já assimilei a “cultura esculhambacional” vigente no grupo. Mas certamente isso é efeito do radicalismo da TBHR – Teoria do Bom Humor Radical.

5. Eu não interpreto nada... oops.. (removo a palavra nada). Tenho me referido costumeiramente ao vicio da “interpretacionice” praticado por filósofos, psicólogos e até cientistas. Eu estou me treinando para abolir do meu vocabulário algumas palavras, tais como:

·         Achar ( no sentido de pensar)

·         Filosofia (não achei – no sentido de localizar – um nome substituto, mas a idéia é que a filosofia hoje só tem valor quando apresenta ideias pré-cientificas).

·         Nada ( se não existe o nada, não tem sentido essa palavra existir no vocabulário do LPC).

·         Interpretar. 

·         Outras a definir.

Importante: essa exclusão de palavras nos obriga a redobrar a nossa atenção na linguagem, propiciando assim o seu melhor uso. Melhor = com mais lógica, clareza e precisão!

6. A sua idéia de que a psicopatologia do grupo não tem cura tem todo o  fundamento  porque o ser humano resiste tenazmente a mudanças comportamentais (uso essa expressão para simplificar o assunto, mas obviamente, tais mudanças exigem uma análise em profundidade dos traços de personalidade que não se modificam com os estímulos e respostas tão apreciados pelos behavioristas – a psicanálise é uma das ferramentas deste processo transformacional, assim como a psicologia cognitiva). Mas se for o caso, o estudo comportamental do grupo poderia ter como tema algo do gênero:  “A tenaz resistência à mudança manifestada por um grupo de discussão digital”. Poderia servir até como tema para uma tese de mestrado ou doutorado, se entre os supostos 900 membros do grupo tivéssemos um psicólogo interessado.

7. Eu não tenho prazer de falar mal de ninguém, sobretudo de um grupo que tem me dado um importantíssimo feed-back. Sobre este prazer o Gaiarsa, já falecido, escreveu um livro MUITO INTERESSANTE com este titulo – O TRATADO GERAL DAS FOFOCAS. (o bicho-homem é fofoqueiro por natureza). Eu aprendi nos meus 18 anos de análise a valorizar o positivo em detrimento do negativo. Portanto estou fixado nos aspectos positivos deste grupo, enquanto outros estão fixados nos meus aspectos negativos. (rsrsrs).

Muito obrigado pela atenção e feliz 2015

Mtnos Calil – Em campanha permanente contra todas as formas de engano e auto-engano.

Ps. Você poderia nos informar até  quando a história se repetirá tendo como principio o fato de que o elétron não é uma carga elétrica coulombiana e que a Terra se move?

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sábado, 27 de dezembro de 2014 19:58
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

Mtnos escreveu:

ME EXPLICA ENTÃO PORQUE VOCÊS QUEREM PROIBIR A VEICULAÇÃO DE MENSAGENS SOBRE PSICOLOGIA E LÓGICA APLICADA À COMUNICAÇÃO NUM GRUPO QUE SE PROPÕE DISCUTIR CIÊNCIA?

Vocês quem, cara pálida? Não generalize. Seja explícito. Uma coisa é não querer discutir, outra coisa é «querer proibir». Se alguns aqui querem proibir alguma coisa, isso é problema deles. Posso não concordar mas tenho que respeitar suas opiniões e não posso proibir que tentem proibir alguma coisa.

PORQUE NÃO QUERECEM CONCEDER UM ESPAÇO PARA A DISCUSSÃO DE CIÊNCIAS HUMANAS?

Porque é totalmente desnecessário. Aqui cada um cria seus espaços através de mensagens e isso tem acontecido nos últimos 15 ou 16 anos. Se as mensagens conseguirem atrair debatedores entre os mais de 900 associados que temos, as mesmas serão bem vindas. Do contrário aguente as queixas ou então vá procurar a sua turma.

Por outro lado, se as mensagens estiverem repletas de falsidades ou se incluirem interpretações sobre o que alguns pensam como sendo pensamentos da lista (e isto você faz a toda hora), neste caso é «minha opinião» tratar-se de uma mensagem nefasta ou nociva à nossa comunidade. E neste caso não deve ser proibida mas denunciada, agrade a você ou não.

ps. Quanto à desqualificação nos termos  de “quer aparecer”,  ela faz parte da cultura “esculhambacional” do grupo (ou melhor de alguns membros do grupo), associada a um destempero emocional já amplamente manifestado.

De fato. Este grupo sempre foi destemperado emocionalmente; é isso o que nos une e adoramos esculhambar os membros que não fazem parte dessa nossa cultura. Se isso lhe desagrada, repito: Procure a sua turma, pô!

Como tenho dito, os debates com os quais tenho sido contemplado aqui têm sido muito úteis para a metodologia do treinamento de lógica na comunicação que estou formatando. ESTOU TRABALHANDO NUM PROJETO e a cada dia recolho subsídios para tanto. Em janeiro vou montar um relatório resumindo esses debates para publicação no site do Mãos Limpas e em outros sites.

OK, faça a sua parte e seja feliz. Use e abuse da Ciencialist, mas procure não poluí-la com seus desinfetantes (limpadores de mão?) quilométricos. Não encare essa «não poluição» como uma proibição (Quem sou eu para proibir alguma coisa?), mas como uma sugestão.

 Enquanto recebo contribuições de alguns membros do grupo sou atacado por outros. Está aí um fenômeno de psicologia de grupo que merece uma avaliação cientifica. Queiram ou não, a psicologia é uma ciência, ainda que em formação.

OK, faça a sua contribuição escrevendo a sua opinião sobre a nossa lista no site Mãos Limpas ou onde quer que queira, mas não pretenda tratar nossa patologia pois nós não o contratamos como psicólogo da lista. Creio estarmos plenamente satisfeitos (se alguém não estiver é só se manifestar) com a nossa cultura esculhambacional e/ou com o nosso destempero emocional.

Ps2. Essa resistência às ciências humanas é uma clara demonstração do espírito religioso que ainda paira nos meios científicos – isto se  este grupo  ser representativo da ciência vigente como parece ser.

Essa resistência generalizada não existe a não ser na sua cabeça (interpretação pessoal). Se você gosta de interpretar então abra um consultório (caso seja psicólogo ou algo afim) ou escreva um livro e fale mal, mas fale de nós Smiley piscando.

[ ]´s
Alberto
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Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.







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SUBJECT: RES: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist - assunto resolvido!
FROM: "Mtnos Calil" <mtnoscalil@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 28/12/2014 01:17

Pronto ! a proposta de criar uma divisão humanistica no grupo foi rejeitada.

4 pessoas se manifestaram e tudo indica que a maioria dos que não se manifestaram tem a mesma opinião cientificista.

Assunto resolvido!

Obrigado pelo feed-back.

MCalil

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sábado, 27 de dezembro de 2014 23:09
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RES: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

 

Apoiado em dobro!

 

[ ]s

 

Alvaro

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sábado, 27 de dezembro de 2014 16:30
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 





Apoiado, Hélio!

 

*BW*

 

Em Sábado, 27 de Dezembro de 2014 15:42, "Hélio Carvalho helicar_br@yahoo.com.br [ciencialist]" <ciencialist@yahoogrupos.com.br> escreveu:

 

 

NÃO !!!!!

 

Mas, qualquer um pode criar novo grupo no Yahoo (ou no google ou no Face ou ....).

Você tem toda liberdade para criar isto e para convidar também. Dê um nome diferente.

 

Quanto ao C-list, eu gostaria que fosse obedecido o preceito original:

 

"Trata-se de uma lista de discussão sobre ciência.
- Favor não debater religião e política neste grupo. - Quem enviar excesso de off-topic será moderado."

 

Hélio

 


De: "'Mtnos Calil' mtnoscalil@terra.com.br [ciencialist]" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Sábado, 27 de Dezembro de 2014 13:37
Assunto: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

 

Prezados amigos (no sentido social do termo – como de hábito a humanidade vai mudando o significado das palavras a seu bel prazer).

Em defesa desta libertinagem linguística, imagino que o cientista Steven Pinker diria que a linguagem é instintiva por natureza.

Em resposta eu diria que o que distingue o ser humano dos outros animais é exatamente a sua capacidade de controlar a libertinagem dos instintos.

O cérebro deu ao homem essa competência, mas ele resiste em aceitá-la porque simplesmente esse controle  conflita com o principio de prazer, sem o qual o homem não teria

sobrevivido. Assim entre o prazer e a ordem optamos, é claro pelo prazer. A ordem restringe a liberdade.

=====================================

 

Malgrado o pensamento em contrário dos amigos que só vêem ciência nos fenômenos que podem ser medidos com réguas e relógios, ainda existe muita gente neste mundo com vocação ou simpatia pela ciência que postulam pela ciência sem réguas e relógios. Essa gente tem interesse em discutir os “conceitos”  que supostamente têm valor cientifico nas chamadas ciências humanas. Como no meu entender essa gente merece o nosso respeito e consideração, proponho formarmos no Ciencialist duas divisões, uma voltada para as réguas e relógios e outra voltada para o pensamento lógico cientifico que embora não abomine as medições, considera que o processo de formação das ciências vai se desenvolvendo com diferentes graus e intensidades de medições.

 

Se o moderador no grupo não se manifestar a respeito, considerarei essa sugestão aprovada. Se o moderador quiser, eu posso fazer o trabalho voluntário de sub-moderador para as ciências humanas e humanóides.

 

Obrigado

Mtnos Calil

 

Ps. Segundo uma das correntes da divisão humanista sugerida, todos os fenômenos humanos são passiveis de estudo cientifico e muitos deles estão ainda muito longe de poderem ser medidos com réguas e relógios.

 

 

 


Imagem removida pelo remetente.

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SUBJECT: Re: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist
FROM: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 28/12/2014 02:02

Olá Mtnos
 
Vou demorar para responder a esta msg pois ela exige longas reflexões e estarei viajando nos próximos dias. Levarei o notebook e se sobrar um tempo responderei de onde estiver.
 
Feliz 2015 a você e a todos da lista.
 
[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 
 
 
Sent: Sunday, December 28, 2014 1:11 AM
Subject: RES: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist
 
 

Muito bom, Dr. Alberto

Agradeço-lhe por mais essa contribuição  para a minha busca obsessiva pela precisão linguística.

1. Sobre a interpretacionice:  o verbo interpretar é sim usado GENERALIZADAMENTE. Não sou eu quem está generalizando. E quem me chamou a atenção para este transtorno linguístico foi meu analista que criticava a interpretação como um procedimento adotado pelos psicanalistas. (generalizadamente). Já faz um bom tempo que venho fazendo uma campanha sistemática contra o uso deste termo. (bom tempo é vago –faz cerca de 10 anos).

1.1. Qualificar este hábito como um transtorno linguístico ou vicio linguístico NÃO É uma interpretação e sim um diagnóstico.  Portanto a sua contribuição, Dr. Alberto, para significação do termo consistiu na análise comparativa entre interpretar e diagnosticar. Constatei agora que é necessário ressignificar o termo interpretação para justificar a tese da interpretacionice. A propósito: podemos dar uma opinião com ou sem intepretacionice.

2. Sobre a idéia da psicopatologia do grupo.

ACREDITE SE QUISER: QUANDO EU RELI O QUE ESCREVI PERCEBI INSTANTANEAMENTE  QUE MINHAS PALAVRAS NÃO CORRESPONDIAM AO QUE VOCÊ DISSE. DEIXEI DO MODO QUE ESTAVA ESPERANDO QUE VOCÊ DESSE O ALERTA.  ( Corrigindo: não foi quando eu RELI mas sim quando eu estava lendo o que estava escrevendo – a percepção gestaltica aqui não exigiu uma leitura a posteriori).

Você disse:

Este grupo sempre foi destemperado emocionalmente; é isso o que nos une e adoramos esculhambar os membros que não fazem parte dessa nossa cultura”

Eu respondi a isso assim:

A sua idéia de que a psicopatologia do grupo não tem cura tem todo o fundamento...

É evidente que essa idéia não foi sua.

Agradecendo a sua correção, faço-lhe agora esta pergunta:

“Considerando que o destempero emocional é um sintoma típico de transtorno emocional, na sua opinião este transtorno do grupo mereceria um debate visando a sua remoção, ou não? – Se não, porque? ”

3. Na sequencia eu disse:

“Mas se for o caso, o estudo comportamental do grupo poderia ter como tema algo do gênero:  “A tenaz resistência à mudança manifestada por um grupo de discussão digital”.

Veja agora a grave  transtorno interpretacional que você cometeu:

Essa é mais outra INTERPRETAÇAO sua. Eu não disse que o grupo  é resistente a mudanças, disse apenas que estamos satisfeitos com o nosso status.

Ora ora, pois pois. Está evidente que eu não disse que você disse o que eu disse.

O que você fez foi associar essa minha colocação à minha colocação anterior, atribuindo-lhe o mesmo equivoco interpretacional que eu havia cometido intencionalmente.

Cabe ainda lembrar que você disse:

Creio estarmos plenamente satisfeitos (se alguém não estiver é só se manifestar) com a nossa cultura esculhambacional e/ou com o nosso destempero emocional.

Ora, quem está “plenamente satisfeito” com sua conduta está DANDO A ENTENDER que não quer mudar essa conduta, o que justifica a hipótese (lógica) da resistência à mudança por mim levantada. Não usei o termo hipótese dada a evidência de que o homem resiste à mudança. Digo evidência porque durante muitos anos verifiquei essa resistência em 100% das pessoas, inclusive eu. Mas agora entendo essa frase do meu analista, antes de fechar o consultório – eu fui o ultimo paciente da clinica da  qual tinha saído toda uma equipe de profissionais. A frase dele foi essa, em tom de exclamação: PELO MENOS UM! Foram 18 anos trabalhando de muitas formas a minha mudança. Hoje minha resistência se inverteu e pode ser assim colocada: “Eu resisto tenazmente à idéia de que eu não preciso fazer mais nenhuma mudança”. E a experiência também revelou que até agora quase 100% das pessoas que esperam de mim alguma mudança, não admitem fazer nenhuma mudança! – é inacreditável!

Me refiro as mudanças de comportamento que requerem uma análise em profundidade. Se nem a análise em profundidade o povo quer, imagine então se vai querer fazer mudanças, baseadas em tais análises. Não é por outra razão que a humanidade está sendo conduzida para o abismo pelos psicopatas (ou apenas psiconeuróticos) do poder.

Porém, contudo e todavia eu opero com a estratégia quântica aplicada ao mundo social, com base neste triângulo> caos, acaso e imprevisibilidade. Milagres quânticos existem. Mas não vi nenhum sinal de que uma transformação quântica como esta possa ocorrer neste grupo. (ou em qualquer outro grupo humano localizado em qualquer lugar do planeta). Isso não é uma interpretação. Pode desqualificar o que eu estou dizendo, como opinião, hipótese mal fundamentada, etc. mas não como interpretação. Eu estou proibido pelo LPC de interpretar qualquer coisa!!! E se, inconscientemente, eu interpretar alguma coisa aqui, conto com o seu radar lógico para detectar o equivoco. 

4. Sobre o slogan “em campanha permanente contra todas as formas de engano ou auto-engano” você mal perguntou:

Que mal pergunte, como você reconhece um engano? Não seria através de uma interpretação?

O engano a que me refiro diz respeito à comunicação. Quando uma pessoa engana a outra conscientemente, ela está simplesmente mentindo. Mentiras não se interpretam para serem identificadas como tal. Quanto ao auto-engano se trata de um processo inconsciente motivado, por exemplo, pela necessidade de fugir à realidade que incomoda. Por exemplo: muitos brasileiros acham que a morte do PT representaria um enorme avanço para o nosso país. O que eu fiz agora foi uma ANÁLISE e não uma INTERPRETAÇÃO. Uma análise pode estar certa ou equivocada, mas se distingue da interpretação. O termo intepretação é mais subjetivo do que o termo análise. Porém a sua pergunta requer muitas linhas para ser bem respondida.

5. Sobre a sua história que se repetirá: vou reler a coisa para voltar ao assunto num outro momento.

Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

Abraços  Mil

Calil

===============================

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sábado, 27 de dezembro de 2014 23:16
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

Mitnos escreveu:

Eu não interpreto nada... oops.. (removo a palavra nada). Tenho me referido costumeiramente ao vicio da “interpretacionice” praticado por filósofos, psicólogos e até cientistas.

Ou seja, você não só está generalizando um comportamento (uma falha gravíssima e que você comete constantemente) mas também está INTERPRETANDO esse comportamento como um vício. Smiley piscandoVocê interpreta tanto que nem percebe. E quer excluir do vocabulário um dos atributos que mais caracterizam as suas mensagens.

A sua idéia de que a psicopatologia do grupo não tem cura...

Essa é outra INTERPRETAÇÃO sua. Smiley piscandoEu não disse que não tem cura. Disse apenas que estamos satisfeitos com nosso status, e solicitei aos que não estão satisfeitos que se manifestassem.

Mas se for o caso, o estudo comportamental do grupo poderia ter como tema algo do gênero:  “A tenaz resistência à mudança manifestada por um grupo de discussão digital”.

Essa é mais outra INTERPRETAÇAO sua. Smiley piscandoEu não disse que o grupo  é resistente a mudanças, disse apenas que estamos satisfeitos com o nosso status. Agora, se o nosso status está lhe incomodando, o problema é seu e não nosso. OK, você está querendo nos modificar? Então, pelo menos até que isso venha a acontecer, aguente a nossa maneira de ser. Ou então vá procurar a sua turma.

Muito obrigado pela atenção e feliz 2015

Idem.

Mtnos Calil – Em campanha permanente contra todas as formas de engano e auto-engano.

Que mal pergunte, como você reconhece um engano? Não seria através de uma interpretação? Smiley piscando

Ps. Você poderia nos informar até  quando a história se repetirá tendo como principio o fato de que o elétron não é uma carga elétrica coulombiana e que a Terra se move?

Pelo visto você não entendeu o texto ou então está INTERPRETANDO-o Smiley piscandoà sua maneira.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com..br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

From: 'Mtnos Calil' [ciencialist]

Sent: Saturday, December 27, 2014 9:31 PM

Subject: RES: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

Legal, Dr. Alberto. Agressões e ofensas pessoais à parte, a sua resposta nos permite definir algumas questões.

1. Ao invés de me defender das suas agressões, vou fazer delas uma referência para dar aqui e agora, um exemplo de  comunicação lógico-terapêutica do sistema LPC’s – Lógica e precisão na comunicação com suavidade.

2. A grande maioria das minhas mensagens têm recebido um interessante feed-back. E é por isso que não paro de escrever (até o dia 4 de janeiro, quando terminam minhas férias).

3. Como você disse “ Aqui cada um cria seus espaços através de mensagens e isso tem acontecido nos últimos 15 ou 16 anos”.

Então, enquanto eu tiver o “espaço de feed-back”com o qual tenho sido contemplado, continuarei no grupo.

4. Você disse: “ Este grupo sempre foi destemperado emocionalmente; é isso o que nos une e adoramos esculhambar os membros que não fazem parte dessa nossa cultura”

Essa esculhambação é rotineira no grupo e não se dirige apenas àqueles que não fazem parte da cultura esculhambacional. Se é o “destempero emocional” que une o grupo me ocorre a hipótese cientifica de o grupo estar sendo usado para uma catarse que substitui a psicoterapia. Portanto se trata de um “arranjo terapêutico” realmente curioso, engraçado e interessante. Esse fenômeno de psicologia de grupo é um excelente “case” para uma análise cientifica. Durante o ano de 2015, se eu tiver tempo, montarei um relatório para submeter à apreciação de um grupo de terapeutas, sem citar o nome dos pacientes. Porém, o que eu pretendo divulgarem breve no site do Mãos Limpas é o conteúdo lógico-cientifico e não psicopatológico das discussões. Essa divulgação terá o caráter de uma homenagem ao grupo Ciencialist. Assim estarei perto da orientação (masoquista)  segundo a qual devemos oferecer um dos lados da face quando a outra é esbofeteada. Mas não sentirei nenhum prazer neste suposto masoquismo. Confesso que estou surpreso com a minha reação tão bem humorada... vai ver que já assimilei a “cultura esculhambacional” vigente no grupo. Mas certamente isso é efeito do radicalismo da TBHR – Teoria do Bom Humor Radical.

5. Eu não interpreto nada... oops.. (removo a palavra nada). Tenho me referido costumeiramente ao vicio da “interpretacionice” praticado por filósofos, psicólogos e até cientistas. Eu estou me treinando para abolir do meu vocabulário algumas palavras, tais como:

·         Achar ( no sentido de pensar)

·         Filosofia (não achei – no sentido de localizar – um nome substituto, mas a idéia é que a filosofia hoje só tem valor quando apresenta ideias pré-cientificas).

·         Nada ( se não existe o nada, não tem sentido essa palavra existir no vocabulário do LPC).

·         Interpretar. 

·         Outras a definir.

Importante: essa exclusão de palavras nos obriga a redobrar a nossa atenção na linguagem, propiciando assim o seu melhor uso. Melhor = com mais lógica, clareza e precisão!

6. A sua idéia de que a psicopatologia do grupo não tem cura tem todo o  fundamento  porque o ser humano resiste tenazmente a mudanças comportamentais (uso essa expressão para simplificar o assunto, mas obviamente, tais mudanças exigem uma análise em profundidade dos traços de personalidade que não se modificam com os estímulos e respostas tão apreciados pelos behavioristas – a psicanálise é uma das ferramentas deste processo transformacional, assim como a psicologia cognitiva). Mas se for o caso, o estudo comportamental do grupo poderia ter como tema algo do gênero:  “A tenaz resistência à mudança manifestada por um grupo de discussão digital”. Poderia servir até como tema para uma tese de mestrado ou doutorado, se entre os supostos 900 membros do grupo tivéssemos um psicólogo interessado.

7. Eu não tenho prazer de falar mal de ninguém, sobretudo de um grupo que tem me dado um importantíssimo feed-back. Sobre este prazer o Gaiarsa, já falecido, escreveu um livro MUITO INTERESSANTE com este titulo – O TRATADO GERAL DAS FOFOCAS. (o bicho-homem é fofoqueiro por natureza). Eu aprendi nos meus 18 anos de análise a valorizar o positivo em detrimento do negativo. Portanto estou fixado nos aspectos positivos deste grupo, enquanto outros estão fixados nos meus aspectos negativos. (rsrsrs).

Muito obrigado pela atenção e feliz 2015

Mtnos Calil – Em campanha permanente contra todas as formas de engano e auto-engano.

Ps. Você poderia nos informar até  quando a história se repetirá tendo como principio o fato de que o elétron não é uma carga elétrica coulombiana e que a Terra se move?

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sábado, 27 de dezembro de 2014 19:58
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

Mtnos escreveu:

ME EXPLICA ENTÃO PORQUE VOCÊS QUEREM PROIBIR A VEICULAÇÃO DE MENSAGENS SOBRE PSICOLOGIA E LÓGICA APLICADA À COMUNICAÇÃO NUM GRUPO QUE SE PROPÕE DISCUTIR CIÊNCIA?

Vocês quem, cara pálida? Não generalize. Seja explícito. Uma coisa é não querer discutir, outra coisa é «querer proibir». Se alguns aqui querem proibir alguma coisa, isso é problema deles. Posso não concordar mas tenho que respeitar suas opiniões e não posso proibir que tentem proibir alguma coisa.

PORQUE NÃO QUERECEM CONCEDER UM ESPAÇO PARA A DISCUSSÃO DE CIÊNCIAS HUMANAS?

Porque é totalmente desnecessário. Aqui cada um cria seus espaços através de mensagens e isso tem acontecido nos últimos 15 ou 16 anos. Se as mensagens conseguirem atrair debatedores entre os mais de 900 associados que temos, as mesmas serão bem vindas. Do contrário aguente as queixas ou então vá procurar a sua turma.

Por outro lado, se as mensagens estiverem repletas de falsidades ou se incluirem interpretações sobre o que alguns pensam como sendo pensamentos da lista (e isto você faz a toda hora), neste caso é «minha opinião» tratar-se de uma mensagem nefasta ou nociva à nossa comunidade. E neste caso não deve ser proibida mas denunciada, agrade a você ou não.

ps. Quanto à desqualificação nos termos  de “quer aparecer”,  ela faz parte da cultura “esculhambacional” do grupo (ou melhor de alguns membros do grupo), associada a um destempero emocional já amplamente manifestado.

De fato. Este grupo sempre foi destemperado emocionalmente; é isso o que nos une e adoramos esculhambar os membros que não fazem parte dessa nossa cultura. Se isso lhe desagrada, repito: Procure a sua turma, pô!

Como tenho dito, os debates com os quais tenho sido contemplado aqui têm sido muito úteis para a metodologia do treinamento de lógica na comunicação que estou formatando. ESTOU TRABALHANDO NUM PROJETO e a cada dia recolho subsídios para tanto. Em janeiro vou montar um relatório resumindo esses debates para publicação no site do Mãos Limpas e em outros sites.

OK, faça a sua parte e seja feliz. Use e abuse da Ciencialist, mas procure não poluí-la com seus desinfetantes (limpadores de mão?) quilométricos. Não encare essa «não poluição» como uma proibição (Quem sou eu para proibir alguma coisa?), mas como uma sugestão.

 Enquanto recebo contribuições de alguns membros do grupo sou atacado por outros. Está aí um fenômeno de psicologia de grupo que merece uma avaliação cientifica. Queiram ou não, a psicologia é uma ciência, ainda que em formação.

OK, faça a sua contribuição escrevendo a sua opinião sobre a nossa lista no site Mãos Limpas ou onde quer que queira, mas não pretenda tratar nossa patologia pois nós não o contratamos como psicólogo da lista. Creio estarmos plenamente satisfeitos (se alguém não estiver é só se manifestar) com a nossa cultura esculhambacional e/ou com o nosso destempero emocional.

Ps2. Essa resistência às ciências humanas é uma clara demonstração do espírito religioso que ainda paira nos meios científicos – isto se  este grupo  ser representativo da ciência vigente como parece ser.

Essa resistência generalizada não existe a não ser na sua cabeça (interpretação pessoal). Se você gosta de interpretar então abra um consultório (caso seja psicólogo ou algo afim) ou escreva um livro e fale mal, mas fale de nós Smiley piscando.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com...br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.







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SUBJECT: Desambiguação linguística.
FROM: Neville <villem99@gmail.com>
TO: CList <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 28/12/2014 02:03

Caro MC

Como você já adiantou vários pontos -com os quais, ao menos em parte,  eu concordo- abandono o item 5 e pulo diretamente para os ítens 15, 16,17,18  (dos 27 que pretendia expor).

Antes, porém, como a raiz do assunto envolve regras de comportamento individual em comunicações de conhecimentos técnicos e ciêntíficos - como é o caso dos participantes desta lista- me permita comentar específicamente o modo como costumeiramente você apresenta os textos e proposituras. 
a) Recordando a anedota do diálogo entre surfistas, não é de bom tom iniciar uma discussão incluindo -de forma velada ou não- crítica ou restrição ao "morus" vigente no ambiente. Não que seja o seu caso, mas, genericamente, há que se ter um alter-ego melhor desenvolvido do que o dos participantes das torcidas "organizadas" de futebol .
b) Há também que não se confundir dois aspectos das costumeiras mensagens: a forma coloquial, pessoal e idiosincrática em que possam estar apresentadas,  e o conteúdo cognitivo objetivamente visado no comunicado.  
c) Há também que se tolerar respeitar a liberdade de opinião. Propostas impositivas geralmente não são simpáticas.
d) Particularmente, caso ainda não tenha o lido, recomendo enfaticamente uma obra prima do conto simbólico,  traduzida como "A conversão do Diabo", do L. Andreiev. (Vale a pena. Caso queira, posso enviar-lhe uma cópia).
e) Se você estranhou algumas das considerações acima, tome esse conto como paradigma existencial, após o que poderá recomendar à sua analista o cultivo de tubérculos.

Isto posto, passo diretamente ao 15 (com expectativa de não ter de chegar ao 27).

15- Concordo que a qualidade dos textos de informação cognitiva, muitas vezes, carecem de aperfeiçoamento. Mas, há que se fazer distinção e observar que há grande diferença entre áreas específicas. Na Filosofia e nas Humanas, exagerando um pouco, cada autor tem seu próprio dicionário de termos e de proposições. Alias, boa parte do espaço da literatura filosófica é ocupado na tentativa inglória de decifrar e interpretar as proposituras de cada autor. Aqui, as definições terminológicas não são consensuais, (o que é diferente de considera-las "ambíguas")  
Já na área das ciências aplicadas, isto é pouco frequente, posto que existe uma grande objetividade e consenso nas definições usadas. Aqui, o que se costuma reclamar não é sobre ambiguidade ou ausência de logicidade. As dificuldades decorrem principalmente da falta de clareza expositiva e -isto sim é grave- de impropriedades terminológicas, ou seja, erro no uso e troca contextual de vocábulos. De qualquer modo, também não se trata de ambiguidade vernacular e sim de erro simples e puro. 
É obvio que falhas e erros podem ocorrer esporadicamente, mas sua quantidade é que dá maior ou menor valor ao autor e ao editor da divulgação cognitiva.  (Note que há regras formais bastante rígidas a serem obedecidas, como,  por exemplo, a norma ABNT  NBR-14724,  que cuida desde  a cor e formato do papel, tamanho das letras,  sequência dos tópicos, disposição das referências, anexos, adendos, etc.) Além disso há todo um processo de análises de conteúdo, verificações e revisões e chancelamento, que devem ser observados antes da divulgação oficial.
Isto posto, torna o questão da desambiguação um aspecto de menor relevancia dentro do atual "estado da arte" das comunicações cognitivas oficiais. 

16- Outro ponto que me causa engulhos é o uso espúrio da expressão "lógico-matemático" aplicada como qualificador da construção verbal, como se isto emprestasse algum rigor ou valor ao conteúdo da proposição.  Também, como você mesmo argumenta, nas palavras de B.Russel, Matemática e Lógica são inseparáveis e assim torna-se redundante e quase pleonástica a sua junção na aplicação proposta.

17- O uso do termo "matemático", na forma apresentada, também não faz sentido, pois parece sugerir que deva ser atribuído um número ao significado de cada palavra ou proposição, o que é uma hipótese útil apenas para ser usarda em memória de super-computadores.  Aliás, há uma universidade americana (não lembro do nome) que fez algo no gênero, produzindo e vendendo teoremas fabricados "ad-hoc" por um computador -ao módico preço de  $15 dólares cada-  para que o comprador os batize com seu nome ou qual bem entender. No caso, o que o computado faz é montar uma proposição aleatória e verificar se ela é compatível com um conjunto de outras afirmações pré-estabelecidas. Possuem disponíveis um grande estoque de teoremas ainda sem nome (e também sem importância) suficientes para satisfazer a vaidade de muitos autores. 
Isso me lembra a anedota do congresso de piadistas, cujas piadas eram numeradas para simplificar a apresentação.
No caso, o importante é salientar que símbolos numéricos e palavras são entes de categorias distintas. Enquanto números refletem quantidades abstratos, as palavras traduzem uma gama indelevel de sentimentos e emoções com significado diferente para cada indivíduo. Seria estranho um poeta ou um cantor recitar uma sequencia de números e afirmar que trata de um poema. 

18- Com estas considerações (e muitas outras que deixo de apresentar) proponho o abandono da proposta de desambiguaçuação semântica lógico-matemática e sugiro (bonito nome !) discurtir algo mais simples e profíquo  (também subjacente à presente discussão), qual seja, as "hipóteses sobre o processo de construção do pensamento verbal", ao qual, creio, que entre outros, o Peski-Bee possa trazer também importante contribuição. 
Aguardo sua adesão.

Abraços
NM 


SUBJECT: RES: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 28/12/2014 08:36

Caro Mtnos,

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sábado, 27 de dezembro de 2014 17:59
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RES: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

 

Prezado Victor.

 

1. A minha permanência neste grupo se deve ao fato de através do contraditório eu estar recebendo contribuições importantes para o “sistema LPC – lógica e precisão na comunicação”.

[JVictor]: Ok.

Não conheço lugar melhor para o contraditório do que este, apesar dos “surtos de esculhambação” dos quais tenho sido alvo e que só depõem contra os próprios esculhambadores.

[JVictor] : Ok.

2. Eu mesmo tenho dito que falta à psicologia o que eu chamaria agora de “Ordenamento cientifico”. Existem centenas de correntes psicológicas compondo um fenômeno de verdadeira “esquizofrenia cultural”. Porém como a ordem nasce da desordem, essa esquizofrenia é necessário para o avanço da psicologia como ciência.

[JVictor] : Ordenamento científico, como qualquer outro ordenamento, em termos de configuração, não caracteriza sistema algum como ciência. Embora pareça. A Cosmologia, por exemplo, inserida no contexto da ciência, sendo uma consequência da RG, com suporte matemático consistente e tudo o mais, não é, contudo, considerada uma ciência, segundo o que se entende por ciência.  Os principais modelos que existem hoje, embora montados sobre dados observacionais, fartos e diversificado, não permitem  simulações em laboratórios, não se pode manusear os modelos de qualquer maneira, de modo a reproduzir, de maneira controlada, o que se observa.  Ou seja, o respaldo teórico deve acompanhado, inexoravelmente, das contrapartidas experimentais. E mais:  e não é por falta de recursos tecnológicos, de réguas e relógios, que não se consiga isto, mas pela própria natureza do que a Natureza botou em nossas mãos... E olhe que a cosmologia tem uma estrutura "um poquito" diferente da psicologia, quase chegando lá. Mas não chega, então...

 

3. É óbvio que existe entre os cientistas uma corrente de pensamento diferente da exposta por você abaixo. Aliás o próprio Alberto acabou de dizer que a maioria dos membros do grupo não concorda com a sua visão de ciência. Porém o que me ocorre agora lhe perguntar é o seguinte:

 

Independente da psicologia ser ou não uma ciência em formação, na sua opinião o trabalho de psicoterapia feito no mundo seria uma espécie de charlatanismo legitimado, ou você acha que a psicoterapia tem sido útil para muita gente neste mundo que sofre de problemas emocionais?

[JVictor] Desculpe, mas não há psicologia como ciência em formação, embora muitos profissionais advoguem esse sonho, incluindo uma linda, competente e inteligente sobrinha minha, psicóloga e autora de trabalhos a respeito. 

Claramente, ela não concorda comigo e não  mais falamos a respeito.

Não sei se  há charlatanismo  legitimado, ou o que isto signifique.  Sei, contudo,  que há  muita crença envolvida nisso e, também, a  vontade de ajudar o próximo, usando esse ramo do conhecimento. E, pela sugestão, aproveitando as potencialidades da mente, até conseguem. Sei também que há profissionais sérios e tudo o mais, mas, claramente,  isto nada tem a ver com ciência.

É preciso separar as coisas.

Todas as ações nessa área   estão baseadas, intrínsecamente, na subjetividade nossa de cada dia. Tanto é que há inúmeras correntes de pensamento que teorizam causas diferentes para um mesmo comportamento, etc.  Ou não?  E estas diferenças, simplesmente, não podem ser eliminadas usando os resultados fornecidos por equipamentos fundamentais e indispensáveis nos processos do método científico, que chamo, genericamente de:  réguas e relógios.

Você pode até contra-argumentar: mas, em ciência, também não há disso? Por exemplo,  as teoria de gravitação de Newton e de Einstein, ambas consideradas no contexto da ciência,  têm estruturas matemáticas bem diferentes, pressupostos básicos, idem. E agora? Não são pensamentos diferentes para descrever os mesmo fenômenos?

Minha resposta: sim.

Mas, estabelecidos os limites de validade de cada uma, as duas coincidem nos resultados obtidos com réguas e relógios.  Uma das razões é que os modelos construídos permitem previsões e  são controlados. Como é para ser em ciência.

9,8 m/s2 , que lhe mantém confortável sobre a superfície terrestre, e lhe diz que você está sempre em movimento em direção às profundas do centro da Terra, é uma consequência de ambas. Simples assim.

Não estudei esses negócios psicologia, psicanálise, etc,  mas lí o suficiente para minha beleza  e foi por isso que formei  minha "jumentice" de hoje, como diria um certo troll aloprado que passour por aquí.

Sds,

Victor  

 

Abraços

Mtnos Calil

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sábado, 27 de dezembro de 2014 18:38
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RES: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

 

Caro Mtnos,

 

 

Primeiro: não é preciso que esteja escrita coisa alguma a esse respeito.  O próprio ramo que se autodefine, com propriedade, que nada tem de ciência.

 

Vamos fazer assim:

 

1 - Procure informar-se sobre o método científico, para ver quais os critérios que caracterizam ciência.

 

2- Agora, tente enquadrar a psicologia em qualquer um desses critérios.

 

Minha previsão científica: não conseguirá. Matematicamente, a probalibidade de não chegar a algum resultado positivo é esto: zero.

 

Algumas razões adicionais:

1 - a ciência importa-se com a descrição de como os fenômenos ocorrem, descrições estas que devem ser estritamente objetivas. Isto é, devem ser reproduzíveis em laboratório de maneira controlada. Os resultados não podem depender de um eu penso e eu acho, de minha filosofia de vida, de minha cultura ou de meus títulos de PHD e que tais, de minha inteligência ou de minha burrice,  ou mesmo de minhas crenças(ou de nenhuma crença): ou seja, busca-se objetividade absoluta. Na ciência não cabe a subjetividade, em suma.

 

2 - Não há nada  em psicologia - e seus derivados - que, sequer remotamente, aproxime-se da caracterização acima.

 

Em resumo:   crie um modelo de um "sistema psicológico" - algum aspecto do funcionamento da mente humana - escolha um aspecto qualquer psicológico para estudar, matematize-o, que é para dar o suporte teórico adequado, vá para o laboratório e mande brasa, reproduza o objeto do estudo à exaustão, mensurando os resultados. Com réguas e relógios. Se você ou qualquer um outro conseguir....

 

Não estou dizendo que você não siga com seus pensamentos, e coisa e tal. Mas, embora alguns participantes tenham se manifestado, de uma forma ou de outra - eu, inclusive - este fórum não é o lugar para discussão desta área do conhecimento - inutil como ciência, que ciência não é. Minha sugesta: você poderia criar - como já sugerido - até, uma nova lista de discussão apropriada ao mnister.

Onde os participantes podem deitar e rolar à vontade, apreciando, com propriedade, seus interessantes textos.  

 

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sábado, 27 de dezembro de 2014 15:42
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RES: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

 

E ONDE ESTÁ ESCRITO QUE A PSICOLOGIA, POR EXEMPLO, NÃO É CIÊNCIA?

SE ESTE GRUPO ESTÁ DEFINIDO COMO “LISTA DE DISCUSSÃO SOBRE CIÊNCIA” É ÓBVIO QUE AS DITAS CIÊNCIAS HUMANAS FAZEM PARTE DA PAUTA.

O QUE ACONTECEU É QUE O ESPIRITO CORPORATIVISTA FISICO-MATEMÁTICO ESTÁ QUERENDO IMPOR A SUA CONCEPÇÃO FUNDAMENTALISTA DE CIÊNCIA, BASEADA EM RÉGUAS E RELÓGIOS.

QUE MUDEM ENTÃO A DEFINIÇÃO DO GRUPO INFORMANDO QUE ELE É VOLTADO APENAS PARA AS CIÊNCIAS QUE USAM RÉGUAS E RELÓGIOS, NO MAIS ESTRITO SENSO DESTA VORACIDADE QUANTITATIVA.

EU SEGUIREI AS REGRAS (com prazer ou desprazer) DESDE QUE ELAS SEJAM INFORMADAS. ONDE ESTÁ ESCRITO QUE PSICOLOGIA NÃO É UMA CIÊNCIA ACEITA PELO GRUPO?

 

Mtnos Calil – Em defesa da liberdade de expressão do pensamento lógico-cientifico sem réguas e relógios.

 

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
Enviada em: sábado, 27 de dezembro de 2014 15:42
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

 

NÃO !!!!!

 

Mas, qualquer um pode criar novo grupo no Yahoo (ou no google ou no Face ou ....).

Você tem toda liberdade para criar isto e para convidar também. Dê um nome diferente.

 

Quanto ao C-list, eu gostaria que fosse obedecido o preceito original:

 

"Trata-se de uma lista de discussão sobre ciência.
- Favor não debater religião e política neste grupo. - Quem enviar excesso de off-topic será moderado."

 

Hélio

 


De: "'Mtnos Calil' mtnoscalil@terra.com.br [ciencialist]" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Sábado, 27 de Dezembro de 2014 13:37
Assunto: [ciencialist] Divisão do grupo Ciencialist

 

 

Prezados amigos (no sentido social do termo – como de hábito a humanidade vai mudando o significado das palavras a seu bel prazer).

Em defesa desta libertinagem linguística, imagino que o cientista Steven Pinker diria que a linguagem é instintiva por natureza.

Em resposta eu diria que o que distingue o ser humano dos outros animais é exatamente a sua capacidade de controlar a libertinagem dos instintos.

O cérebro deu ao homem essa competência, mas ele resiste em aceitá-la porque simplesmente esse controle  conflita com o principio de prazer, sem o qual o homem não teria

sobrevivido. Assim entre o prazer e a ordem optamos, é claro pelo prazer. A ordem restringe a liberdade.

=====================================

 

Malgrado o pensamento em contrário dos amigos que só vêem ciência nos fenômenos que podem ser medidos com réguas e relógios, ainda existe muita gente neste mundo com vocação ou simpatia pela ciência que postulam pela ciência sem réguas e relógios. Essa gente tem interesse em discutir os “conceitos”  que supostamente têm valor cientifico nas chamadas ciências humanas. Como no meu entender essa gente merece o nosso respeito e consideração, proponho formarmos no Ciencialist duas divisões, uma voltada para as réguas e relógios e outra voltada para o pensamento lógico cientifico que embora não abomine as medições, considera que o processo de formação das ciências vai se desenvolvendo com diferentes graus e intensidades de medições.

 

Se o moderador no grupo não se manifestar a respeito, considerarei essa sugestão aprovada. Se o moderador quiser, eu posso fazer o trabalho voluntário de sub-moderador para as ciências humanas e humanóides.

 

Obrigado

Mtnos Calil

 

Ps. Segundo uma das correntes da divisão humanista sugerida, todos os fenômenos humanos são passiveis de estudo cientifico e muitos deles estão ainda muito longe de poderem ser medidos com réguas e relógios.

 

 

 


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