SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
FROM: "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 10/07/2012 17:49

Meu amigo, o que você faz acordado às 4 da manhã? Espero que não tenha sido por causa da famigerada partícula!

Esses efeitos de "boostrap" são bastante comuns em física. Na relatividade geral, por exemplo, o campo gravitacional produz energia gravitacional. Esta energia, sendo equivalente à matéria, é fonte do próprio campo gravitacional. Na cromodinâmica quântica, uma teoria mais bem estabelecida do que a teoria do boson de Higgs, os quarks atuam sobre si mesmos por meio da "força colorida".

Quanto ao fim da ciência, o próprio Hawking (que perdeu US$ 100 para Gordon Kane por ter apostado que o bH nunca seria achado) escreveu o livro "O fim da Física", um livrinho de menos de 100 páginas. Faz tempo que o li, mas, pelo que lembro, Hawking argumentava que depois que se obtivesse a grande unificação (via supercordas ou coisa parecida), nada mais haveria para fazer em física teória. Lord Kelvin também fez dessas, no final do século XIX. Poucos anos depois Planck deu origem à teoria quântica e Einstein formulou a relatividade...

[ ]s

Alvaro Augusto


Em 10/07/2012 04:07, JVictor escreveu:

Álvaro,

O link que dsp está quebrado. Mas usei o nome do artigo indicado indicado e o Google entregou as informações de que trata.

 

Mal comparando:  é algo como vc está num deserto, com muita fome, comer um pedaço da batata da perna, e ela se auto-regenerar. Se a moda pega...

Se o bóson de Higgs já é um osso duro de roer, do ponto de vista mesmo de sua existência, com essa característica, também prevista e esquematizada, já são dois ossos, um maior e mais duro que o outro. Aliás, vice-versa...

No eletromagnetismo, nos mecanismos da reação da radiação, surgem  indícios teóricos de coisas assim;  parece o boost strap, como acontece em certos circuitos amplificadores em eletrônica.

 

Num passado recente, alguns luminares da ciência chegaram a vaticinar o fim da ciência, que não haveria muito mais o que descobrir. Que tudo estaria quase pronto e acabado.

Mas o que vemos agora é que não é nada disso, ante o que vem se descortinando. Aliás, o que temos mesmo de muitíssimo concreto são inúmeras perguntas, cujo número só faz aumentar, a cada uma dessas revelações.  

Não tem jeito: quanto  mais se sabe, menos se sabe...

 

John Hogan(O Fim da Ciência, Companhia das Letras) que se repense, mas a ciência nunca esteve tão longe de chegar ao fim.

 

Agora sim,  insônia aumentou. Ah, bH, bH, se te pego,  do jeito que estou pensando...

 

Sds,

Victor.

 

 

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de alvaug
Enviada em: segunda-feira, 9 de julho de 2012 20:48
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH

 

 

De acordo com a figura que aparece em http://en.wikipedia.org/wiki/File:Elementary_particle_interactions.svg, o Higgs pode interagir consigo mesmo.

[ ]s

Alvaro Augusto

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu
>
> Uma pergunta com sério risco de ser idiota :
>  
> O fato do boson de Higgs dotar ele mesmo de massa pode ser considerado uma auto-referência na teoria do modelo-padrão ?
>  
> Abs
> Felipe
>
>
> ________________________________
> De: luiz silva <luizfelipecsrj@...>
> Para: ListadeCiência <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
> Enviadas: Segunda-feira, 9 de Julho de 2012 11:00
> Assunto: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
>
>
> Gostaria da opinião dos mais "entendidos", principalmente com relação ao que ele fala da massa do BH e do que confere massa ao BH.
>
> http://oglobo.globo.com/ciencia/descoberta-coloca-teoria-do-boson-de-higgs-na-berlinda-5409585
>
> Abs
> Felipe
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SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
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DATE: 10/07/2012 22:03

Ola Alvaro,
 
Pelo que lembro, a questão do fim da fisica que vc citou de Hawking se referia ao Teorema de Godel que acabaria com qqer esperança de uma teoria final, ele demonstrava que a ciência não tem como se livrar da autoreferencia.
 
Mas o  Álvaro, esta interação do BH com ele mesmo é similar a interação entre dois eletrons diferentes, ou mais ou menos como se um eletron interagisse com seu proprio campo ?

Outra coisa, qual a relação do BH com o gráviton? Se o gráviton não for achado, isto terá algum impacto no modelo padrão ?
 
Abs
Felipe
 
De: Alvaro Augusto (L) <alvaro@lunabay.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Terça-feira, 10 de Julho de 2012 17:49
Assunto: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
 
Meu amigo, o que você faz acordado às 4 da manhã? Espero que não tenha sido por causa da famigerada partícula! Esses efeitos de "boostrap" são bastante comuns em física. Na relatividade geral, por exemplo, o campo gravitacional produz energia gravitacional. Esta energia, sendo equivalente à matéria, é fonte do próprio campo gravitacional. Na cromodinâmica quântica, uma teoria mais bem estabelecida do que a teoria do boson de Higgs, os quarks atuam sobre si mesmos por meio da "força colorida". Quanto ao fim da ciência, o próprio Hawking (que perdeu US$ 100 para Gordon Kane por ter apostado que o bH nunca seria achado) escreveu o livro "O fim da Física", um livrinho de menos de 100 páginas. Faz tempo que o li, mas, pelo que lembro, Hawking argumentava que depois que se obtivesse a grande unificação (via supercordas ou coisa parecida), nada mais haveria para fazer em física teória. Lord Kelvin também fez dessas, no final do século XIX. Poucos anos depois Planck deu origem à teoria quântica e Einstein formulou a relatividade... [ ]s Alvaro Augusto Em 10/07/2012 04:07, JVictor escreveu:
Álvaro,
O link que dsp está quebrado. Mas usei o nome do artigo indicado indicado e o Google entregou as informações de que trata.
 
Mal comparando:  é algo como vc está num deserto, com muita fome, comer um pedaço da batata da perna, e ela se auto-regenerar. Se a moda pega...
Se o bóson de Higgs já é um osso duro de roer, do ponto de vista mesmo de sua existência, com essa característica, também prevista e esquematizada, já são dois ossos, um maior e mais duro que o outro. Aliás, vice-versa...
No eletromagnetismo, nos mecanismos da reação da radiação, surgem  indícios teóricos de coisas assim;  parece o boost strap, como acontece em certos circuitos amplificadores em eletrônica.
 
Num passado recente, alguns luminares da ciência chegaram a vaticinar o fim da ciência, que não haveria muito mais o que descobrir. Que tudo estaria quase pronto e acabado.
Mas o que vemos agora é que não é nada disso, ante o que vem se descortinando. Aliás, o que temos mesmo de muitíssimo concreto são inúmeras perguntas, cujo número só faz aumentar, a cada uma dessas revelações.  
Não tem jeito: quanto  mais se sabe, menos se sabe...
 
John Hogan(O Fim da Ciência, Companhia das Letras) que se repense, mas a ciência nunca esteve tão longe de chegar ao fim.
 
Agora sim,  insônia aumentou. Ah, bH, bH, se te pego,  do jeito que estou pensando...
 
Sds,
Victor.
 
 
 
 
 
 
De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de alvaug
Enviada em: segunda-feira, 9 de julho de 2012 20:48
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
 
 
De acordo com a figura que aparece em http://en.wikipedia.org/wiki/File:Elementary_particle_interactions.svg, o Higgs pode interagir consigo mesmo.

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Alvaro Augusto

--- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, luiz silva mailto:luizfelipecsrj@... escreveu
>
> Uma pergunta com sério risco de ser idiota :
>  
> O fato do boson de Higgs dotar ele mesmo de massa pode ser considerado uma auto-referência na teoria do modelo-padrão ?
>  
> Abs
> Felipe
>
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> De: luiz silva mailto:luizfelipecsrj@...
> Para: ListadeCiência <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> Enviadas: Segunda-feira, 9 de Julho de 2012 11:00
> Assunto: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
>
>
> Gostaria da opinião dos mais "entendidos", principalmente com relação ao que ele fala da massa do BH e do que confere massa ao BH.
>
> http://oglobo.globo.com/ciencia/descoberta-coloca-teoria-do-boson-de-higgs-na-berlinda-5409585
>
> Abs
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SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
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DATE: 10/07/2012 22:12

Aliás Alvaro,
 
Pq já é dado que o BH foi efetivamente encontrado; pelo que li pode ser uma outra partícula e o argumento do Novello é esse, em função da massa encontrada (ou entendi errado?).
 
Abs
Felipe

De: Alvaro Augusto (L) <alvaro@lunabay.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Terça-feira, 10 de Julho de 2012 17:49
Assunto: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
 
Meu amigo, o que você faz acordado às 4 da manhã? Espero que não tenha sido por causa da famigerada partícula! Esses efeitos de "boostrap" são bastante comuns em física. Na relatividade geral, por exemplo, o campo gravitacional produz energia gravitacional. Esta energia, sendo equivalente à matéria, é fonte do próprio campo gravitacional. Na cromodinâmica quântica, uma teoria mais bem estabelecida do que a teoria do boson de Higgs, os quarks atuam sobre si mesmos por meio da "força colorida". Quanto ao fim da ciência, o próprio Hawking (que perdeu US$ 100 para Gordon Kane por ter apostado que o bH nunca seria achado) escreveu o livro "O fim da Física", um livrinho de menos de 100 páginas. Faz tempo que o li, mas, pelo que lembro, Hawking argumentava que depois que se obtivesse a grande unificação (via supercordas ou coisa parecida), nada mais haveria para fazer em física teória. Lord Kelvin também fez dessas, no final do século XIX. Poucos anos depois Planck deu origem à teoria quântica e Einstein formulou a relatividade... [ ]s Alvaro Augusto Em 10/07/2012 04:07, JVictor escreveu:
Álvaro,
O link que dsp está quebrado. Mas usei o nome do artigo indicado indicado e o Google entregou as informações de que trata.
 
Mal comparando:  é algo como vc está num deserto, com muita fome, comer um pedaço da batata da perna, e ela se auto-regenerar. Se a moda pega...
Se o bóson de Higgs já é um osso duro de roer, do ponto de vista mesmo de sua existência, com essa característica, também prevista e esquematizada, já são dois ossos, um maior e mais duro que o outro. Aliás, vice-versa...
No eletromagnetismo, nos mecanismos da reação da radiação, surgem  indícios teóricos de coisas assim;  parece o boost strap, como acontece em certos circuitos amplificadores em eletrônica.
 
Num passado recente, alguns luminares da ciência chegaram a vaticinar o fim da ciência, que não haveria muito mais o que descobrir. Que tudo estaria quase pronto e acabado.
Mas o que vemos agora é que não é nada disso, ante o que vem se descortinando. Aliás, o que temos mesmo de muitíssimo concreto são inúmeras perguntas, cujo número só faz aumentar, a cada uma dessas revelações.  
Não tem jeito: quanto  mais se sabe, menos se sabe...
 
John Hogan(O Fim da Ciência, Companhia das Letras) que se repense, mas a ciência nunca esteve tão longe de chegar ao fim.
 
Agora sim,  insônia aumentou. Ah, bH, bH, se te pego,  do jeito que estou pensando...
 
Sds,
Victor.
 
 
 
 
 
 
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Enviada em: segunda-feira, 9 de julho de 2012 20:48
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
 
 
De acordo com a figura que aparece em http://en.wikipedia.org/wiki/File:Elementary_particle_interactions.svg, o Higgs pode interagir consigo mesmo.

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Alvaro Augusto

--- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, luiz silva mailto:luizfelipecsrj@... escreveu
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> Uma pergunta com sério risco de ser idiota :
>  
> O fato do boson de Higgs dotar ele mesmo de massa pode ser considerado uma auto-referência na teoria do modelo-padrão ?
>  
> Abs
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> De: luiz silva mailto:luizfelipecsrj@...
> Para: ListadeCiência <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> Enviadas: Segunda-feira, 9 de Julho de 2012 11:00
> Assunto: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
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> Gostaria da opinião dos mais "entendidos", principalmente com relação ao que ele fala da massa do BH e do que confere massa ao BH.
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> Abs
> Felipe
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SUBJECT: Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
FROM: "Homero" <oraculo@atibaia.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 10/07/2012 22:40

Luiz: "  Pq já é dado que o BH foi efetivamente encontrado; pelo que li pode ser uma outra partícula e o argumento do Novello é esse, em função da massa encontrada (ou entendi errado?). "

Poder, pode. Tudo pode. A probabilidade, entretanto, varia. Em ciência não se costuma vender a ideia de certeza absoluta, mas este da descoberta do boson de Higgs está em 99,99, ou Sigma 5 (ou quase 5), o que dá uma dose grande de confiabilidade nos resultados.

E as divergências esperadas (sempre, sempre é preciso refazer e repetir estudos e experimentos em ciência) apontam para coisa mais espantosas ainda que o Boson de Higgs, não para sua ausência simplesmente.

Se o Boson não for o de Higgs, será outra coisa mais interessante ainda, talvez muitos bosón, que criam o campo de Higgs. 

Um abraço.

Homero



--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu
>
> Aliás Alvaro,
>  
> Pq já é dado que o BH foi efetivamente encontrado; pelo que li pode ser uma outra partícula e o argumento do Novello é esse, em função da massa encontrada (ou entendi errado?).
>  
> Abs
> Felipe
>
>
> ________________________________
> De: Alvaro Augusto (L) alvaro@...
> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Enviadas: Terça-feira, 10 de Julho de 2012 17:49
> Assunto: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
>
>
>  
>
> Meu amigo, o que você faz acordado às 4 da manhã? Espero que não tenha sido por causa da famigerada partícula! Esses efeitos de "boostrap" são bastante comuns em física. Na relatividade geral, por exemplo, o campo gravitacional produz energia gravitacional. Esta energia, sendo equivalente à matéria, é fonte do próprio campo gravitacional. Na cromodinâmica quântica, uma teoria mais bem estabelecida do que a teoria do boson de Higgs, os quarks atuam sobre si mesmos por meio da "força colorida". Quanto ao fim da ciência, o próprio Hawking (que perdeu US$ 100 para Gordon Kane por ter apostado que o bH nunca seria achado) escreveu o livro "O fim da Física", um livrinho de menos de 100 páginas. Faz tempo que o li, mas, pelo que lembro, Hawking argumentava que depois que se obtivesse a grande unificação (via supercordas ou coisa parecida), nada mais haveria para fazer em física teória. Lord Kelvin também fez dessas, no final do século
> XIX. Poucos anos depois Planck deu origem à teoria quântica e Einstein formulou a relatividade... [ ]s Alvaro Augusto Em 10/07/2012 04:07, JVictor escreveu:
> Álvaro,
> >O link que dsp está quebrado. Mas usei o nome do artigo indicado indicado e o Google entregou as informações de que trata.
> > 
> >Mal comparando:  é algo como vc está num deserto, com muita fome, comer um pedaço da batata da perna, e ela se auto-regenerar. Se a moda pega...
> >Se o bóson de Higgs já é um osso duro de roer, do ponto de vista mesmo de sua existência, com essa característica, também prevista e esquematizada, já são dois ossos, um maior e mais duro que o outro. Aliás, vice-versa...
> >No eletromagnetismo, nos mecanismos da reação da radiação, surgem  indícios teóricos de coisas assim;  parece o boost strap, como acontece em certos circuitos amplificadores em eletrônica.
> > 
> >Num passado recente, alguns luminares da ciência chegaram a vaticinar o fim da ciência, que não haveria muito mais o que descobrir. Que tudo estaria quase pronto e acabado.
> >Mas o que vemos agora é que não é nada disso, ante o que vem se descortinando. Aliás, o que temos mesmo de muitíssimo concreto são inúmeras perguntas, cujo número só faz aumentar, a cada uma dessas revelações.  
> >Não tem jeito: quanto  mais se sabe, menos se sabe...
> > 
> >John Hogan(O Fim da Ciência, Companhia das Letras) que se repense, mas a ciência nunca esteve tão longe de chegar ao fim.
> > 
> >Agora sim,  insônia aumentou. Ah, bH, bH, se te pego,  do jeito que estou pensando...
> > 
> >Sds,
> >Victor.
> > 
> > 
> > 
> > 
> > 
> > 
> >De:ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de alvaug
> >Enviada em: segunda-feira, 9 de julho de 2012 20:48
> >Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> >Assunto: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
> > 
> > 
> >De acordo com a figura que aparece em http://en.wikipedia.org/wiki/File:Elementary_particle_interactions.svg, o Higgs pode interagir consigo mesmo.
> >
> >[ ]s
> >
> >Alvaro Augusto
> >
> >--- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, luiz silva mailto:luizfelipecsrj@ escreveu
> >>
> >> Uma pergunta com sério risco de ser idiota :
> >>  
> >> O fato do boson de Higgs dotar ele mesmo de massa
> pode ser considerado uma
> auto-referência na teoria do modelo-padrão ?
> >>  
> >> Abs
> >> Felipe
> >>
> >>
> >> ________________________________
> >> De: luiz silva mailto:luizfelipecsrj@
> >> Para: ListadeCiência <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> >> Enviadas: Segunda-feira, 9 de Julho de 2012 11:00
> >> Assunto: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
> >>
> >>
> >> Gostaria da opinião dos mais "entendidos",
> principalmente com
> relação ao que ele fala da massa do BH e do que confere
> massa ao BH.
> >>
> >> http://oglobo.globo.com/ciencia/descoberta-coloca-teoria-do-boson-de-higgs-na-berlinda-5409585
> >>
> >> Abs
> >> Felipe
> >>
> >
>

SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 10/07/2012 22:44

É, mais lendo parece qeu efetivamente encontraram EXATAMENTE O BH; pelo que entendi pode ser exaamente isso que vc falou...uma coisa mais espantosa ainda.
 
De: Homero <oraculo@atibaia.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Terça-feira, 10 de Julho de 2012 22:40
Assunto: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
 
Luiz: "  Pq já é dado que o BH foi efetivamente encontrado; pelo que li pode ser uma outra partícula e o argumento do Novello é esse, em função da massa encontrada (ou entendi errado?). "

Poder, pode. Tudo pode. A probabilidade, entretanto, varia. Em ciência não se costuma vender a ideia de certeza absoluta, mas este da descoberta do boson de Higgs está em 99,99, ou Sigma 5 (ou quase 5), o que dá uma dose grande de confiabilidade nos resultados.

E as divergências esperadas (sempre, sempre é preciso refazer e repetir estudos e experimentos em ciência) apontam para coisa mais espantosas ainda que o Boson de Higgs, não para sua ausência simplesmente.

Se o Boson não for o de Higgs, será outra coisa mais interessante ainda, talvez muitos bosón, que criam o campo de Higgs. 

Um abraço.

Homero


--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu>> Aliás Alvaro,>  > Pq já é dado que o BH foi efetivamente encontrado; pelo que li pode ser uma outra partícula e o argumento do Novello é esse, em função da massa encontrada (ou entendi errado?).>  > Abs> Felipe> > > ________________________________> De: Alvaro Augusto (L) alvaro@...> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br > Enviadas: Terça-feira, 10 de Julho de 2012 17:49> Assunto: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH> > >   > > Meu amigo, o que você faz acordado às 4 da manhã? Espero que não tenha sido por causa da famigerada partícula! Esses efeitos de "boostrap" são bastante comuns em física. Na relatividade geral, por exemplo, o campo gravitacional produz energia gravitacional. Esta energia, sendo equivalente à matéria, é fonte do próprio campo gravitacional. Na cromodinâmica quântica, uma teoria mais bem estabelecida do que a teoria do boson de Higgs, os quarks atuam sobre si mesmos por meio da "força colorida". Quanto ao fim da ciência, o próprio Hawking (que perdeu US$ 100 para Gordon Kane por ter apostado que o bH nunca seria achado) escreveu o livro "O fim da Física", um livrinho de menos de 100 páginas. Faz tempo que o li, mas, pelo que lembro, Hawking argumentava que depois que se obtivesse a grande unificação (via supercordas ou coisa parecida), nada mais haveria para fazer em física teória. Lord Kelvin também fez dessas, no final do século> XIX. Poucos anos depois Planck deu origem à teoria quântica e Einstein formulou a relatividade... [ ]s Alvaro Augusto Em 10/07/2012 04:07, JVictor escreveu: > Álvaro, > >O link que dsp está quebrado. Mas usei o nome do artigo indicado indicado e o Google entregou as informações de que trata. > >  > >Mal comparando:  é algo como vc está num deserto, com muita fome, comer um pedaço da batata da perna, e ela se auto-regenerar. Se a moda pega... > >Se o bóson de Higgs já é um osso duro de roer, do ponto de vista mesmo de sua existência, com essa característica, também prevista e esquematizada, já são dois ossos, um maior e mais duro que o outro. Aliás, vice-versa... > >No eletromagnetismo, nos mecanismos da reação da radiação, surgem  indícios teóricos de coisas assim;  parece o boost strap, como acontece em certos circuitos amplificadores em eletrônica. > >  > >Num passado recente, alguns luminares da ciência chegaram a vaticinar o fim da ciência, que não haveria muito mais o que descobrir. Que tudo estaria quase pronto e acabado. > >Mas o que vemos agora é que não é nada disso, ante o que vem se descortinando. Aliás, o que temos mesmo de muitíssimo concreto são inúmeras perguntas, cujo número só faz aumentar, a cada uma dessas revelações.   > >Não tem jeito: quanto  mais se sabe, menos se sabe... > >  > >John Hogan(O Fim da Ciência, Companhia das Letras) que se repense, mas a ciência nunca esteve tão longe de chegar ao fim. > >  > >Agora sim,  insônia aumentou. Ah, bH, bH, se te pego,  do jeito que estou pensando... > >  > >Sds, > >Victor. > >  > >  > >  > >  > >  > >  > >De:ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de alvaug> >Enviada em: segunda-feira, 9 de julho de 2012 20:48> >Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br> >Assunto: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH > >  > >  > >De acordo com a figura que aparece em http://en.wikipedia.org/wiki/File:Elementary_particle_interactions.svg, o Higgs pode interagir consigo mesmo.> >> >[ ]s> >> >Alvaro Augusto> >> >--- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, luiz silva mailto:luizfelipecsrj@ escreveu> >>> >> Uma pergunta com sério risco de ser idiota :> >>  > >> O fato do boson de Higgs dotar ele mesmo de massa> pode ser considerado uma> auto-referência na teoria do modelo-padrão ?> >>  > >> Abs> >> Felipe> >> > >> > >> ________________________________> >> De: luiz silva mailto:luizfelipecsrj@> >> Para: ListadeCiência <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> > >> Enviadas: Segunda-feira, 9 de Julho de 2012 11:00> >> Assunto: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH> >> > >> > >> Gostaria da opinião dos mais "entendidos",> principalmente com> relação ao que ele fala da massa do BH e do que confere> massa ao BH.> >> > >> http://oglobo.globo.com/ciencia/descoberta-coloca-teoria-do-boson-de-higgs-na-berlinda-5409585> >> > >> Abs> >> Felipe> >> > >>

SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Não é nada, não é nada, dá num tudo.
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DATE: 10/07/2012 22:52

Ola Homero,

Somente para esclarecer : a questão do batido não foi para dar a entender que está ultrapassado, mas sim que em nossas conversas, isto é um senso comum; e por isso, como falei anteriormente, o "provar" e não provar. 

"Eu também tenho certeza de que não existe deus, e mais ainda um deus na forma apresentada pelas religiões.:-) Isso não me faz arrogante, apenas entendo que, a partir de probabilidades desprezíveis, e na absoluta falta de evidênias, é uma psição segura, sem muito risco. 

Se digo que admito a "possibilidade" de existência, é apenas por ser o mais lógico, mais racional, já que certezas "absolutas" são pouco razoáveis.

Mas o problema é que não importa o que Dawkins diga, alguém vai tirar de contexto, distorcer, e apresentar como "evidência" contrária e como ataque. Por exemplo, é comum que a frase de Dawkins, colocando o que eu disse acima, sobre ser possível a existência de deus, seja apresentada por criacionistas assim: "até Dawkins admite que deus pode existir"!

A resposta de Dawkins a um repórter, que você apresenta, é uma dessas situações. Ele, como eu, apenas respondeu que sim, tem certeza, que embora não seja absoluta, é suficiente nesse caso, de que deus não existe. É isso que significa ser ateu de toda forma.

Eu aposto minha vida nisso, e não é retórica, é concreta essa aposta, já que se o deus cristão existir, corro o risco de ir para o Inferno por toda eternidade.:-) Mas tenho certeza de que não vou.:-)

Você não gosta de Dawkins. Como muitos que tentam manter a fé, ainda que frágil, a posição racional, forte, bem embasada, deste o incomoda, parece um "ataque" a sua posição, como se ele dissesse "ei, quem crê é tolo".

Por isso parece ver coisas nas alegações de Dawkins que nem sempre estão lá. E tende a acreditar nas acusações que lê contra ele, a priori.

A atitude de Dawkins é forte, combativa, mas quase nunca agressiva. O "quase" é porque somos todos humanos, e algumas vezes a estupidez, por exemplo de criacionistas, pode tirar as pessoas do sério.:-). Seus atos, textos, livros, etc, refletem o risco e o perigo que a ignorância religiosa tem apresentado recentemente."

 
Não gosto da atitude dele, de coisas que li e vi no youtube. Somente isso; com relação à racionalidade e a "fé fragil", fiz meus comentários no email para o Alberto.
 
Abs
Felipe 
De: Homero <oraculo@atibaia.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Sábado, 7 de Julho de 2012 16:48
Assunto: [ciencialist] Re: Não é nada, não é nada, dá num tudo.
 
Olá Luiz

Luiz: "A questão da negaitiva generica já esta batida :) por isso "provar" e não provar!!"

Argumentos não ficam "batidos", eles são refutados, ou se mantém validos. Sei que é irritante ter um argumento que se mantém impedindo que use um argumento atraente (mas falso) sobre provar que deus não existe, mas é assim que a logica funciona.:-).

O ônus, de toda forma, é provar existência, não inexistência. 

Luiz: "Não acho que seja assim. Uma coisa é o conhecimento cientifico, outra coisa é a atitude frente ao mesmo. Dawkins já declarou ter certeza de que não existe um criador (dentro de uma ranking que ele mesmo criou, se não me engano, e que vai de 1 a 6) em uma entrevista com um cético famoso (esqueci o nome dele); e nem especificou o tipo (espinoza, etc). "

Eu também tenho certeza de que não existe deus, e mais ainda um deus na forma apresentada pelas religiões.:-) Isso não me faz arrogante, apenas entendo que, a partir de probabilidades desprezíveis, e na absoluta falta de evidênias, é uma psição segura, sem muito risco. 

Se digo que admito a "possibilidade" de existência, é apenas por ser o mais lógico, mais racional, já que certezas "absolutas" são pouco razoáveis.

Mas o problema é que não importa o que Dawkins diga, alguém vai tirar de contexto, distorcer, e apresentar como "evidência" contrária e como ataque. Por exemplo, é comum que a frase de Dawkins, colocando o que eu disse acima, sobre ser possível a existência de deus, seja apresentada por criacionistas assim: "até Dawkins admite que deus pode existir"!

A resposta de Dawkins a um repórter, que você apresenta, é uma dessas situações. Ele, como eu, apenas respondeu que sim, tem certeza, que embora não seja absoluta, é suficiente nesse caso, de que deus não existe. É isso que significa ser ateu de toda forma.

Eu aposto minha vida nisso, e não é retórica, é concreta essa aposta, já que se o deus cristão existir, corro o risco de ir para o Inferno por toda eternidade.:-) Mas tenho certeza de que não vou.:-)

Você não gosta de Dawkins. Como muitos que tentam manter a fé, ainda que frágil, a posição racional, forte, bem embasada, deste o incomoda, parece um "ataque" a sua posição, como se ele dissesse "ei, quem crê é tolo".

Por isso parece ver coisas nas alegações de Dawkins que nem sempre estão lá. E tende a acreditar nas acusações que lê contra ele, a priori.

A atitude de Dawkins é forte, combativa, mas quase nunca agressiva. O "quase" é porque somos todos humanos, e algumas vezes a estupidez, por exemplo de criacionistas, pode tirar as pessoas do sério.:-). Seus atos, textos, livros, etc, refletem o risco e o perigo que a ignorância religiosa tem apresentado recentemente.

Luiz: "Homero, quando partimos para uma batalha, uma causa,  não é muito dificil nos deixarmos levar, e cometermos alguns deslizes pelas nossa convicções. Dawkins e Krauss são humanos e não estão imunes a isso!ou será que por serem homens da ciencia, vc acha que não?! "

Por isso eu prefiro a ciência a filosofia (sem falar na bobagem da teologia.:-), seus mecanismos de controle das falhas humanas estão sempre se ampliando, refinando. Sim, são humanos, e como disse acima, as vezes podem sair do sério frente a absurdos e tolices. Mas os argumentos é que importam, as evidências.

Assim como eles, você é humano, e ver suas crenças mais queridas confrontadas, pode provocar esse "estranhamento" que parece ver nesses autores. Que eu não vejo. Pelo contrário, gosto bastante e acho profundamente razoáveis, lógicos, precisos.

Luiz: "Então, não acho que seja espantalho; e meratmente um julgamento, fruto das proprias atitudes dos mesmos. E tenho certeza que não vamos concordar qto a este ponto."

Sim, tenho certeza de que não vamos.:-) Acho as atitudes de Dawkins mais que corretas, e seu esforço contra a barbárie da crença cega, mitos ancestrais, e em defesa do pensamento racional (contra o pensamento mágico) importante e totalmente válida.

Mas para mim é mais fácil, não são minhas crenças pessoais que são atacadas, e eu penso da mesma forma que eles, então não sinto o mesmo estranhamento que você ao ler o que escrevem, ou ver seus videos.

O importante, o que acho importante, é que tudo vai passar, mas o trabalho real, o conhecimento real, concreto, material, produzido por Dawkins e Krauss vai sobreviver, dar frutos, servir de base para novos conhecimentos. E as crenças acabam desaparecendo, ou substituídas por outras crenças sem base.

Como Newton, profundamente religioso, com trabalhos em diversas áreas, como alquimia, interpretação de textos biblicos, etc, mas que de todo seu trabalho só sobrou o que fez com a física, de forma científica, e sem usar deus ou seres imaginários, espero que o mesmo se dê com os que produzem conhecimento hoje.

Um abraço.

Homero

PS: Você leu os livros de Dawkins? Desvendando o Arco Iris, por exemplo, junto com outro livro seminal de Sagan, Mundo Assombrado Pelos Demônios, poderia desfazer muito de seus preconceitos e estranhamentos com o autor, e ver uma faceta muito mais interessante, que a que é apresentada por seus inimigos.





--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu>> Ola Homero,>  > A questão da negaitiva generica já esta batida :) por isso "provar" e não provar!!>  > Não acho que seja assim. Uma coisa é o conhecimento cientifico, outra coisa é a atitude frente ao mesmo. Dawkins já declarou ter certeza de que não existe um criador (dentro de uma ranking que ele mesmo criou, se não me engano, e que vai de 1 a 6) em uma entrevista com um cético famoso (esqueci o nome dele); e nem especificou o tipo (espinoza, etc). >  > A postura de Krauss no video é claramente pregatória; o uso que ele faz do "nada" é, em minha opinião, claramente enganatório, no sentido de mostrar para seus leitores, um pulico geral que terá nele uma autoridade: aqui seus crentes, a ciência ja provou que o universo pode surgir do mesmo nada que vcs tanto usam para criticar as teorias cientificas...... >  > Minha acusação (e de outros - estavam nos links que enviei) é exatamente essa postura frente ao conhecimento científico (nada, no caso). E em minha opinião, o David foi brilhante na sua crítica(mais que os outros que estavam nos links).>  > Homero, quando partimos para uma batalha, uma causa,  não é muito dificil nos deixarmos levar, e cometermos alguns deslizes pelas nossa convicções. Dawkins e Krauss são humanos e não estão imunes a isso!ou será que por serem homens da ciencia, vc acha que não?! >  > Vejo uma grande relutância nas criticas - ou protecionismo - com relação a estes expoentes, aqui e em outras listas. Novamente, por isso falei que este dois pesos e duas medidas para "julgar" os comportamentos me incomoda.>  > E o engraçado foi a reação de Krauss às críticias do David; pelo que li. bem parecida com a dos seus inimigos qdo confrontados....>  > Então, não acho que seja espantalho; e meratmente um julgamento, fruto das proprias atitudes dos mesmos. E tenho certeza que não vamos concordar qto a este ponto.>  > Abs> Felipe>   > > ________________________________> De: Homero oraculo@...> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br > Enviadas: Sexta-feira, 6 de Julho de 2012 23:21> Assunto: [ciencialist] Re: Não é nada, não é nada, dá num tudo.> > >   > > Luiz: "  O problema é que certos cientistas como Krauss e Dwakins querem usar a ciência para "provar" que Deus não existe;  "> > Não, Luiz, precisa parar com essa acusação, que é um espantalho criado por "inimigos" de Dawkins e outros que se posicionam de forma firme em relação a essa questão.> > O que tanto Dawkins, quanto Krauss, tentam demonstrar, é que não é preciso deus para explicar coisas. Como Laplace ao ser inquirido por Napoleão, que queria saber porque não havia menção a deus em seu livro: Sire, eu não precisei dessa hipótese.> > Dawkins, Krauss, eu, etc, sabem que não se provam negativas genéricas. Não se pode provar, é uma impossibilidade lógica, que deus não existe. Mas se pode demonstrar que algumas definições de deus, como o deus cristão, não são coerentes, racionais, ou que são impossíveis, no formato apresentado. E também se pode provar que as "provas lógicas" são falhas ou incorretas.> > Mas, repito, não se pode provar a inexistência genérica de deus, "algum deus". Não se pode provar, por exemplo, que um deus incompreensível criou este universo há 5 minutos, e irá destruí-lo daqui a 5 minutos, só como "teste", e todas as suas, nossas, memórias, são ilusões igualmente criadas há 5 minutos.> > O livro de Krauss, por exemplo, analisa o surgimento do universo "do nada". Mesmo que ele tenha razão, mesmo que ele possa provar seu ponto, isso apenas indica a desnecessidade de um "deus", não a inexistência deste. Ele pode existir, e ter observado o surgimento do universo, do nada, em interferir ou ter alguma opinião a respeito.:-).> > O problema, Luiz, está "do outro lado". Muitos dos que creem não se sentem confortáveis com um deus assim, eles "precisam" que existam motivos, evidências, para conseguir manter a fé. Religiões precisam. Precisam que o Universo "precise" de um deus, que seu surgimento seja "misterioso", de forma que possam "enfiar" seu deus nas lacunas do conhecimento sobre esse surgimento.> > Não sei se leu Deus, Um Delírio, de Dawkins, mas é a mesma coisa. Ele analisa as alegações de quem crê, os "argumentos lógicos" para um deus específico, ou para a existência de "algo". Não prova a inexistência, mas a falha desses argumentos, a desnecessidade dessa "hipótese", como Laplace.> > Nada impede que quem crê continue crendo, e diga, "bem, não há evidências, não há provas lógicas, não há provas ou indícios, e ninguém provou que deus não existe, mas eu sinto em meu coração que existe e continuo a acreditar." > > Infelizmente (ou felizmente.:-) isso não é muito fácil para nossa mente racional, e muitos dependem das lacunas, das pretensas evidências para manter a crença.> > Cientistas, a ciência, pode mostrar que deus é desnecessário como explicação, não que não exista.> > Homero> > > > > > > > > > --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva luizfelipecsrj@ escreveu>> Ola Victor,>  > Não concordo com vc. >  > O que o doc deixa claro é o que é que a física considera nada, que na realidade não é nada. O fato de eu explicar o meu entendimento sobre um conceito pre-existente não me faz ter razão ou autoridade sobre o mesmo. >  > A questão de confusões e não entendimentos vem exatamente da discordância com relação ao conceito e, principalmente, a forma de utilização do mesmo.>  > De forma muito competente, o David Albert deixa isso muito claro em sua crítica ao  Krauss . O problema é que certos cientistas como Krauss e Dwakins querem usar a ciência para "provar" que Deus não existe; isto fica muito claro assistindo as palestras feitas para a divulgação do livro. E por essa razão Krauss foi acusado de ser intelectualmente desonesto com os seus leitores, pricipalmente o com relação ao publico geral.>  > Abs>> Felipe>  > > > ________________________________> De: JVictor j.victor.neto@ Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br > Enviadas: Sexta-feira, 6 de Julho de 2012 15:55> Assunto: [ciencialist] Não é nada, não é nada, dá num tudo.> >   > Olá,>  > Vejam esse excelente episódio do seriado Through the Wormhole, narrado por Morgan Freeman. É o 5º episódio  de um seriado, que já vai na 3ª Temporada.> O nada, tão propalado por tantos, e tão mal interpretado por outros tantos, é, simplesmente, tudo. Só que, devido ao equilíbrio, à indolência cósmica, expressa, também, por suas santas simetrias, tudo se passa como se fosse um nada mesmo.  Que não é, conforme provam as flutuações que me fizeram estar aqui, agora, escrevendo...  O relato do filme, nota 10 para ele, deixa muitas coisas bastante claras, e ajudará a entender as adaptações literárias e os encaixes, competentes,  feitos pelo Lawrence, em seu novo livro. Que já> provocou abalos de nivel 6,5 na escala de terremotos. >  > http://www.seriesfree.biz/2012/07/through-the-wormhole-s03e05-what-is-nothing/>  > Sds,> Victor.>  > .>>

SUBJECT: Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
FROM: "Homero" <oraculo@atibaia.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 10/07/2012 23:01

Informações interessantes sobre a probabilidade de ser mesmo o BH:

http://hypescience.com/boson-de-higgs-calculos-independentes-aumentam-a-significancia-da-descoberta/

Homero

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu
>
> É, mais lendo parece qeu efetivamente encontraram EXATAMENTE O BH; pelo que entendi pode ser exaamente isso que vc falou...uma coisa mais espantosa ainda.
>  
>
> ________________________________
> De: Homero <oraculo@...>
> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Enviadas: Terça-feira, 10 de Julho de 2012 22:40
> Assunto: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
>
>
>  
>
> Luiz: "
>  Pq já é dado que o BH foi efetivamente encontrado; pelo que li pode ser uma outra partícula e o argumento do Novello é esse, em função da massa encontrada (ou entendi errado?). "
>
> Poder, pode. Tudo pode. A probabilidade, entretanto, varia. Em ciência não se costuma vender a ideia de certeza absoluta, mas este da descoberta do boson de Higgs está em 99,99, ou Sigma 5 (ou quase 5), o que dá uma dose grande de confiabilidade nos resultados.
>
> E as divergências esperadas (sempre, sempre é preciso refazer e repetir estudos e experimentos em ciência) apontam para coisa mais espantosas ainda que o Boson de Higgs, não para sua ausência simplesmente.
>
> Se o Boson não for o de Higgs, será outra coisa mais interessante ainda, talvez muitos bosón, que criam o campo de Higgs. 
>
> Um abraço.
>
> Homero
>
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@> escreveu>> Aliás Alvaro,>  > Pq já é dado que o BH foi efetivamente encontrado; pelo que li pode ser uma outra partícula e o argumento do Novello é esse, em função da massa encontrada (ou entendi errado?).>  > Abs> Felipe> > > ________________________________> De: Alvaro Augusto (L) alvaro@> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br > Enviadas: Terça-feira, 10 de Julho de 2012 17:49> Assunto: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH> > >   > > Meu amigo, o que você faz acordado às 4 da manhã? Espero que não tenha sido por causa da famigerada partícula! Esses efeitos de "boostrap" são bastante comuns em física. Na relatividade geral, por exemplo, o campo gravitacional produz energia gravitacional. Esta energia, sendo equivalente à matéria, é fonte do próprio campo gravitacional. Na cromodinâmica quântica, uma teoria mais bem estabelecida do
> que a teoria do boson de Higgs, os quarks atuam sobre si mesmos por meio da "força colorida". Quanto ao fim da ciência, o próprio Hawking (que perdeu US$ 100 para Gordon Kane por ter apostado que o bH nunca seria achado) escreveu o livro "O fim da Física", um livrinho de menos de 100 páginas. Faz tempo que o li, mas, pelo que lembro, Hawking argumentava que depois que se obtivesse a grande unificação (via supercordas ou coisa parecida), nada mais haveria para fazer em física teória. Lord Kelvin também fez dessas, no final do século> XIX. Poucos anos depois Planck deu origem à teoria quântica e Einstein formulou a relatividade... [ ]s Alvaro Augusto Em 10/07/2012 04:07, JVictor escreveu: > Álvaro, > >O link que dsp está quebrado. Mas usei o nome do artigo indicado indicado e o Google entregou as informações de que trata. > >  > >Mal comparando:  é algo como vc está num deserto, com muita fome, comer um pedaço da batata da
> perna, e ela se auto-regenerar. Se a moda pega... > >Se o bóson de Higgs já é um osso duro de roer, do ponto de vista mesmo de sua existência, com essa característica, também prevista e esquematizada, já são dois ossos, um maior e mais duro que o outro. Aliás, vice-versa... > >No eletromagnetismo, nos mecanismos da reação da radiação, surgem  indícios teóricos de coisas assim;  parece o boost strap, como acontece em certos circuitos amplificadores em eletrônica. > >  > >Num passado recente, alguns luminares da ciência chegaram a vaticinar o fim da ciência, que não haveria muito mais o que descobrir. Que tudo estaria quase pronto e acabado. > >Mas o que vemos agora é que não é nada disso, ante o que vem se descortinando. Aliás, o que temos mesmo de muitíssimo concreto são inúmeras perguntas, cujo número só faz aumentar, a cada uma dessas revelações.   > >Não tem jeito: quanto  mais se sabe, menos se sabe... > >  >
> >John Hogan(O Fim da Ciência, Companhia das Letras) que se repense, mas a ciência nunca esteve tão longe de chegar ao fim. > >  > >Agora sim,  insônia aumentou. Ah, bH, bH, se te pego,  do jeito que estou pensando... > >  > >Sds, > >Victor. > >  > >  > >  > >  > >  > >  > >De:ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de alvaug> >Enviada em: segunda-feira, 9 de julho de 2012 20:48> >Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br> >Assunto: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH > >  > >  > >De acordo com a figura que aparece em http://en.wikipedia.org/wiki/File:Elementary_particle_interactions.svg, o Higgs pode interagir consigo mesmo.> >> >[ ]s> >> >Alvaro Augusto> >> >--- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, luiz silva mailto:luizfelipecsrj@ escreveu> >>> >> Uma pergunta com sério risco de ser idiota :> >>  > >> O fato do boson de Higgs dotar ele mesmo de massa> pode
> ser considerado uma> auto-referência na teoria do modelo-padrão ?> >>  > >> Abs> >> Felipe> >> > >> > >> ________________________________> >> De: luiz silva mailto:luizfelipecsrj@> >> Para: ListadeCiência <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> > >> Enviadas: Segunda-feira, 9 de Julho de 2012 11:00> >> Assunto: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH> >> > >> > >> Gostaria da opinião dos mais "entendidos",> principalmente com> relação ao que ele fala da massa do BH e do que confere> massa ao BH.> >> > >> http://oglobo.globo.com/ciencia/descoberta-coloca-teoria-do-boson-de-higgs-na-berlinda-5409585> >> > >> Abs> >> Felipe> >> > >>
>



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
FROM: "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 10/07/2012 23:37

Ainda não consegui achar o livro do Hawking (deve estar escondido no meio de alguns outros...), mas talvez tenha a ver com Gödel mesmo.

Quanto à auto-interação do elétron, ela existe até mesmo na eletrodinâmica clássica, originando várias maneiras de tratá-la. Mas o caso do bóson de Higgs é diferente. O elétron, ao interagir consigo mesmo, não dá origem à sua carga elétrica, mas o Higgs dá origem à própria massa.

O gráviton, uma partícula de massa nula e spin 2, surge quando se tenta tratar a gravitação no âmbito de uma teoria quântica de campos. O Modelo Padrão trata apenas das interações eletromagnética, forte e fraca, não da gravitação, e poderá sobreviver caso o gráviton não seja achado.

[ ]s

Alvaro Augusto


Em 10/07/2012 22:03, luiz silva escreveu:
Ola Alvaro,
 
Pelo que lembro, a questão do fim da fisica que vc citou de Hawking se referia ao Teorema de Godel que acabaria com qqer esperança de uma teoria final, ele demonstrava que a ciência não tem como se livrar da autoreferencia.
 
Mas o  Álvaro, esta interação do BH com ele mesmo é similar a interação entre dois eletrons diferentes, ou mais ou menos como se um eletron interagisse com seu proprio campo ?

Outra coisa, qual a relação do BH com o gráviton? Se o gráviton não for achado, isto terá algum impacto no modelo padrão ?
 
Abs
Felipe
 
De: Alvaro Augusto (L) <alvaro@lunabay.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Terça-feira, 10 de Julho de 2012 17:49
Assunto: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
 
Meu amigo, o que você faz acordado às 4 da manhã? Espero que não tenha sido por causa da famigerada partícula! Esses efeitos de "boostrap" são bastante comuns em física. Na relatividade geral, por exemplo, o campo gravitacional produz energia gravitacional. Esta energia, sendo equivalente à matéria, é fonte do próprio campo gravitacional. Na cromodinâmica quântica, uma teoria mais bem estabelecida do que a teoria do boson de Higgs, os quarks atuam sobre si mesmos por meio da "força colorida". Quanto ao fim da ciência, o próprio Hawking (que perdeu US$ 100 para Gordon Kane por ter apostado que o bH nunca seria achado) escreveu o livro "O fim da Física", um livrinho de menos de 100 páginas. Faz tempo que o li, mas, pelo que lembro, Hawking argumentava que depois que se obtivesse a grande unificação (via supercordas ou coisa parecida), nada mais haveria para fazer em física teória. Lord Kelvin também fez dessas, no final do século XIX. Poucos anos depois Planck deu origem à teoria quântica e Einstein formulou a relatividade... [ ]s Alvaro Augusto Em 10/07/2012 04:07, JVictor escreveu:
Álvaro,
O link que dsp está quebrado. Mas usei o nome do artigo indicado indicado e o Google entregou as informações de que trata.
 
Mal comparando:  é algo como vc está num deserto, com muita fome, comer um pedaço da batata da perna, e ela se auto-regenerar. Se a moda pega...
Se o bóson de Higgs já é um osso duro de roer, do ponto de vista mesmo de sua existência, com essa característica, também prevista e esquematizada, já são dois ossos, um maior e mais duro que o outro. Aliás, vice-versa...
No eletromagnetismo, nos mecanismos da reação da radiação, surgem  indícios teóricos de coisas assim;  parece o boost strap, como acontece em certos circuitos amplificadores em eletrônica.
 
Num passado recente, alguns luminares da ciência chegaram a vaticinar o fim da ciência, que não haveria muito mais o que descobrir. Que tudo estaria quase pronto e acabado.
Mas o que vemos agora é que não é nada disso, ante o que vem se descortinando. Aliás, o que temos mesmo de muitíssimo concreto são inúmeras perguntas, cujo número só faz aumentar, a cada uma dessas revelações.  
Não tem jeito: quanto  mais se sabe, menos se sabe...
 
John Hogan(O Fim da Ciência, Companhia das Letras) que se repense, mas a ciência nunca esteve tão longe de chegar ao fim.
 
Agora sim,  insônia aumentou. Ah, bH, bH, se te pego,  do jeito que estou pensando...
 
Sds,
Victor.
 
 
 
 
 
 
De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de alvaug
Enviada em: segunda-feira, 9 de julho de 2012 20:48
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
 
 
De acordo com a figura que aparece em http://en.wikipedia.org/wiki/File:Elementary_particle_interactions.svg, o Higgs pode interagir consigo mesmo.

[ ]s

Alvaro Augusto

--- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, luiz silva mailto:luizfelipecsrj@... escreveu
>
> Uma pergunta com sério risco de ser idiota :
>  
> O fato do boson de Higgs dotar ele mesmo de massa pode ser considerado uma auto-referência na teoria do modelo-padrão ?
>  
> Abs
> Felipe
>
>
> ________________________________
> De: luiz silva mailto:luizfelipecsrj@...
> Para: ListadeCiência <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> Enviadas: Segunda-feira, 9 de Julho de 2012 11:00
> Assunto: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
>
>
> Gostaria da opinião dos mais "entendidos", principalmente com relação ao que ele fala da massa do BH e do que confere massa ao BH.
>
> http://oglobo.globo.com/ciencia/descoberta-coloca-teoria-do-boson-de-higgs-na-berlinda-5409585
>
> Abs
> Felipe
>

 



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
FROM: "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 11/07/2012 00:14

Uma coisa que estou achando estranha é a falta de informações ao público sobre o spin do provável bH. Não adianta só a partícula ser um boson (i.e., spin inteiro) com massa aproximada de 126 GeV. Para que a partícula seja o bH, o spin deve ser nulo. Alguém sabe de algo sobre o spin do bóson do CERN?

[ ]s

Alvaro Augusto


Em 10/07/2012 22:44, luiz silva escreveu:
É, mais lendo parece qeu efetivamente encontraram EXATAMENTE O BH; pelo que entendi pode ser exaamente isso que vc falou...uma coisa mais espantosa ainda.
 
De: Homero <oraculo@atibaia.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Terça-feira, 10 de Julho de 2012 22:40
Assunto: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
 
Luiz: "  Pq já é dado que o BH foi efetivamente encontrado; pelo que li pode ser uma outra partícula e o argumento do Novello é esse, em função da massa encontrada (ou entendi errado?). "

Poder, pode. Tudo pode. A probabilidade, entretanto, varia. Em ciência não se costuma vender a ideia de certeza absoluta, mas este da descoberta do boson de Higgs está em 99,99, ou Sigma 5 (ou quase 5), o que dá uma dose grande de confiabilidade nos resultados.

E as divergências esperadas (sempre, sempre é preciso refazer e repetir estudos e experimentos em ciência) apontam para coisa mais espantosas ainda que o Boson de Higgs, não para sua ausência simplesmente.

Se o Boson não for o de Higgs, será outra coisa mais interessante ainda, talvez muitos bosón, que criam o campo de Higgs. 

Um abraço.

Homero


--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu>> Aliás Alvaro,>  > Pq já é dado que o BH foi efetivamente encontrado; pelo que li pode ser uma outra partícula e o argumento do Novello é esse, em função da massa encontrada (ou entendi errado?).>  > Abs> Felipe> > > ________________________________> De: Alvaro Augusto (L) alvaro@...> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br > Enviadas: Terça-feira, 10 de Julho de 2012 17:49> Assunto: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH> > >   > > Meu amigo, o que você faz acordado às 4 da manhã? Espero que não tenha sido por causa da famigerada partícula! Esses efeitos de "boostrap" são bastante comuns em física. Na relatividade geral, por exemplo, o campo gravitacional produz energia gravitacional. Esta energia, sendo equivalente à matéria, é fonte do próprio campo gravitacional. Na cromodinâmica quântica, uma teoria mais bem estabelecida do que a teoria do boson de Higgs, os quarks atuam sobre si mesmos por meio da "força colorida". Quanto ao fim da ciência, o próprio Hawking (que perdeu US$ 100 para Gordon Kane por ter apostado que o bH nunca seria achado) escreveu o livro "O fim da Física", um livrinho de menos de 100 páginas. Faz tempo que o li, mas, pelo que lembro, Hawking argumentava que depois que se obtivesse a grande unificação (via supercordas ou coisa parecida), nada mais haveria para fazer em física teória. Lord Kelvin também fez dessas, no final do século> XIX. Poucos anos depois Planck deu origem à teoria quântica e Einstein formulou a relatividade... [ ]s Alvaro Augusto Em 10/07/2012 04:07, JVictor escreveu: > Álvaro, > >O link que dsp está quebrado. Mas usei o nome do artigo indicado indicado e o Google entregou as informações de que trata. > >  > >Mal comparando:  é algo como vc está num deserto, com muita fome, comer um pedaço da batata da perna, e ela se auto-regenerar. Se a moda pega... > >Se o bóson de Higgs já é um osso duro de roer, do ponto de vista mesmo de sua existência, com essa característica, também prevista e esquematizada, já são dois ossos, um maior e mais duro que o outro. Aliás, vice-versa... > >No eletromagnetismo, nos mecanismos da reação da radiação, surgem  indícios teóricos de coisas assim;  parece o boost strap, como acontece em certos circuitos amplificadores em eletrônica. > >  > >Num passado recente, alguns luminares da ciência chegaram a vaticinar o fim da ciência, que não haveria muito mais o que descobrir. Que tudo estaria quase pronto e acabado. > >Mas o que vemos agora é que não é nada disso, ante o que vem se descortinando. Aliás, o que temos mesmo de muitíssimo concreto são inúmeras perguntas, cujo número só faz aumentar, a cada uma dessas revelações.   > >Não tem jeito: quanto  mais se sabe, menos se sabe... > >  > >John Hogan(O Fim da Ciência, Companhia das Letras) que se repense, mas a ciência nunca esteve tão longe de chegar ao fim. > >  > >Agora sim,  insônia aumentou. Ah, bH, bH, se te pego,  do jeito que estou pensando... > >  > >Sds, > >Victor. > >  > >  > >  > >  > >  > >  > >De:ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de alvaug> >Enviada em: segunda-feira, 9 de julho de 2012 20:48> >Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br> >Assunto: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH > >  > >  > >De acordo com a figura que aparece em http://en.wikipedia.org/wiki/File:Elementary_particle_interactions.svg, o Higgs pode interagir consigo mesmo.> >> >[ ]s> >> >Alvaro Augusto> >> >--- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, luiz silva mailto:luizfelipecsrj@ escreveu> >>> >> Uma pergunta com sério risco de ser idiota :> >>  > >> O fato do boson de Higgs dotar ele mesmo de massa> pode ser considerado uma> auto-referência na teoria do modelo-padrão ?> >>  > >> Abs> >> Felipe> >> > >> > >> ________________________________> >> De: luiz silva mailto:luizfelipecsrj@> >> Para: ListadeCiência <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> > >> Enviadas: Segunda-feira, 9 de Julho de 2012 11:00> >> Assunto: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH> >> > >> > >> Gostaria da opinião dos mais "entendidos",> principalmente com> relação ao que ele fala da massa do BH e do que confere> massa ao BH.> >> > >> http://oglobo.globo.com/ciencia/descoberta-coloca-teoria-do-boson-de-higgs-na-berlinda-5409585> >> > >> Abs> >> Felipe> >> > >>



SUBJECT: Uma fala do Higgs.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 11/07/2012 08:35

Olá,

 

https://www.youtube.com/watch?v=B-doU2Ojtmo&feature=player_embedded

 

Infelizmente, não tenho ouvidos para o inglês falado(embora, ainda, responda a uma aceitável faixa dos 20 khz da faixa auditiva que lhe foram destinados...).

Fazer o quê?

 

Podem assistir e comentar o teor da conversa?

 

Sds,

Victor.


SUBJECT: A Marreta Nuclear e a Engenharia para Humanos
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO: undisclosed-recipients:;
BCC: ciencialist@yahoogroups.com
DATE: 11/07/2012 09:03

rússia história guerra curiosidades  A Marreta Nuclear e a Engenharia para Humanos

rússia história guerra curiosidades  A Marreta Nuclear e a Engenharia para Humanos

É um conto russo bom demais para ser verdadeiro:

“Em 1980, quando um grupo de oficiais inspetores do Estado-Maior visitando o quartel-general das Forças de Mísseis Estratégicos perguntou ao general Georgy Novikov o que ele faria se recebesse a ordem de lançar mísseis mas o cofre contendo os códigos de lançamento falhasse em abrir, Novikov disse que ele ‘arrebentaria a tranca do cofre com a marreta’ que ele mantinha próxima”.

Talvez nenhum outro projeto de engenharia deva ser tão resistente a falhas, ao pior do que os mais impensáveis erros humanos possam provocar, do que o sistema que guarda códigos de lançamentos de mísseis nucleares. Se há algo que jamais pode falhar, é a engenharia do sistema de lançamento de mísseis nucleares.

E no entanto, os russos contam a história de que não só o general em comando no quartel-general da Força de Mísseis Estratégicos mantinha à mão uma marreta para arrebentar o cofre, como ao saber disso seus superiores decidiram que:

“No momento os inspetores criticaram severamente a resposta do general, mas o oficial superior do Estado-Maior disse que Novikov estaria agindo corretamente [ao recorrer à marreta para arrebentar o cofre]. Desde então, a marreta tem estado em serviço no quartel-general das Forças de Mísseis na cidade fechada de Vlasikha, na região de Moscou”.

A história lembra a fábula da caneta espacial – americanos teriam investido milhões para criar uma caneta que funcionasse em microgravidade, enquanto russos teriam solucionado a questão usando um simples lápis.

São excelentes histórias, mas seriam verdadeiras? O que a marreta nuclear pode dizer sobre o futuro da humanidade?

Continue lendo…

http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/marreta-nuclear-55212


SUBJECT: RES: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 11/07/2012 09:51

Alvaro,

 

Spin do bH – notícias e xeretagens.

 

Dois links, para ajudar a diminuir o colesterol...

 

http://www.physicsforums.com/showthread.php?t=276724

 

http://arxiv.org/abs/hep-ph/0102023

 

Sds,

Victor.

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Alvaro Augusto (L)
Enviada em: quarta-feira, 11 de julho de 2012 00:15
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH

 

 

Uma coisa que estou achando estranha é a falta de informações ao público sobre o spin do provável bH. Não adianta só a partícula ser um boson (i.e., spin inteiro) com massa aproximada de 126 GeV. Para que a partícula seja o bH, o spin deve ser nulo. Alguém sabe de algo sobre o spin do bóson do CERN?

[ ]s

Alvaro Augusto


Em 10/07/2012 22:44, luiz silva escreveu:

É, mais lendo parece qeu efetivamente encontraram EXATAMENTE O BH; pelo que entendi pode ser exaamente isso que vc falou...uma coisa mais espantosa ainda.

 

De: Homero <oraculo@atibaia.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Terça-feira, 10 de Julho de 2012 22:40
Assunto: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH

 

Luiz: "  Pq já é dado que o BH foi efetivamente encontrado; pelo que li pode ser uma outra partícula e o argumento do Novello é esse, em função da massa encontrada (ou entendi errado?). "

 

Poder, pode. Tudo pode. A probabilidade, entretanto, varia. Em ciência não se costuma vender a ideia de certeza absoluta, mas este da descoberta do boson de Higgs está em 99,99, ou Sigma 5 (ou quase 5), o que dá uma dose grande de confiabilidade nos resultados.

 

E as divergências esperadas (sempre, sempre é preciso refazer e repetir estudos e experimentos em ciência) apontam para coisa mais espantosas ainda que o Boson de Higgs, não para sua ausência simplesmente.

 

Se o Boson não for o de Higgs, será outra coisa mais interessante ainda, talvez muitos bosón, que criam o campo de Higgs. 

 

Um abraço.

 

Homero

 

 

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu>> Aliás Alvaro,>  > Pq já é dado que o BH foi efetivamente encontrado; pelo que li pode ser uma outra partícula e o argumento do Novello é esse, em função da massa encontrada (ou entendi errado?).>  > Abs> Felipe> > > ________________________________> De: Alvaro Augusto (L) alvaro@...> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br > Enviadas: Terça-feira, 10 de Julho de 2012 17:49> Assunto: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH> > >   > > Meu amigo, o que você faz acordado às 4 da manhã? Espero que não tenha sido por causa da famigerada partícula! Esses efeitos de "boostrap" são bastante comuns em física. Na relatividade geral, por exemplo, o campo gravitacional produz energia gravitacional. Esta energia, sendo equivalente à matéria, é fonte do próprio campo gravitacional. Na cromodinâmica quântica, uma teoria mais bem estabelecida do que a teoria do boson de Higgs, os quarks atuam sobre si mesmos por meio da "força colorida". Quanto ao fim da ciência, o próprio Hawking (que perdeu US$ 100 para Gordon Kane por ter apostado que o bH nunca seria achado) escreveu o livro "O fim da Física", um livrinho de menos de 100 páginas. Faz tempo que o li, mas, pelo que lembro, Hawking argumentava que depois que se obtivesse a grande unificação (via supercordas ou coisa parecida), nada mais haveria para fazer em física teória. Lord Kelvin também fez dessas, no final do século> XIX. Poucos anos depois Planck deu origem à teoria quântica e Einstein formulou a relatividade... [ ]s Alvaro Augusto Em 10/07/2012 04:07, JVictor escreveu: > Álvaro, > >O link que dsp está quebrado. Mas usei o nome do artigo indicado indicado e o Google entregou as informações de que trata. > >  > >Mal comparando:  é algo como vc está num deserto, com muita fome, comer um pedaço da batata da perna, e ela se auto-regenerar. Se a moda pega... > >Se o bóson de Higgs já é um osso duro de roer, do ponto de vista mesmo de sua existência, com essa característica, também prevista e esquematizada, já são dois ossos, um maior e mais duro que o outro. Aliás, vice-versa... > >No eletromagnetismo, nos mecanismos da reação da radiação, surgem  indícios teóricos de coisas assim;  parece o boost strap, como acontece em certos circuitos amplificadores em eletrônica. > >  > >Num passado recente, alguns luminares da ciência chegaram a vaticinar o fim da ciência, que não haveria muito mais o que descobrir. Que tudo estaria quase pronto e acabado. > >Mas o que vemos agora é que não é nada disso, ante o que vem se descortinando. Aliás, o que temos mesmo de muitíssimo concreto são inúmeras perguntas, cujo número só faz aumentar, a cada uma dessas revelações.   > >Não tem jeito: quanto  mais se sabe, menos se sabe... > >  > >John Hogan(O Fim da Ciência, Companhia das Letras) que se repense, mas a ciência nunca esteve tão longe de chegar ao fim. > >  > >Agora sim,  insônia aumentou. Ah, bH, bH, se te pego,  do jeito que estou pensando... > >  > >Sds, > >Victor. > >  > >  > >  > >  > >  > >  > >De:ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de alvaug> >Enviada em: segunda-feira, 9 de julho de 2012 20:48> >Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br> >Assunto: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH > >  > >  > >De acordo com a figura que aparece em http://en.wikipedia.org/wiki/File:Elementary_particle_interactions.svg, o Higgs pode interagir consigo mesmo.> >> >[ ]s> >> >Alvaro Augusto> >> >--- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, luiz silva mailto:luizfelipecsrj@ escreveu> >>> >> Uma pergunta com sério risco de ser idiota :> >>  > >> O fato do boson de Higgs dotar ele mesmo de massa> pode ser considerado uma> auto-referência na teoria do modelo-padrão ?> >>  > >> Abs> >> Felipe> >> > >> > >> ________________________________> >> De: luiz silva mailto:luizfelipecsrj@> >> Para: ListadeCiência <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> > >> Enviadas: Segunda-feira, 9 de Julho de 2012 11:00> >> Assunto: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH> >> > >> > >> Gostaria da opinião dos mais "entendidos",> principalmente com> relação ao que ele fala da massa do BH e do que confere> massa ao BH.> >> > >> http://oglobo.globo.com/ciencia/descoberta-coloca-teoria-do-boson-de-higgs-na-berlinda-5409585> >> > >> Abs> >> Felipe> >> > >>

 

 


SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 11/07/2012 11:01

lmebro de ter lido, inclusive, que a euforia no dia da apresentação deixou alguns dos apresentadores visivelmente irritados!!

De: Homero <oraculo@atibaia.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Terça-feira, 10 de Julho de 2012 23:01
Assunto: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
 
Informações interessantes sobre a probabilidade de ser mesmo o BH:

http://hypescience.com/boson-de-higgs-calculos-independentes-aumentam-a-significancia-da-descoberta/

Homero

--- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu
>
> É, mais lendo parece qeu efetivamente encontraram EXATAMENTE O BH; pelo que entendi pode ser exaamente isso que vc falou...uma coisa mais espantosa ainda.
>  
>
> ________________________________
> De: Homero <oraculo@...>
> Para: mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br
> Enviadas: Terça-feira, 10 de Julho de 2012 22:40
> Assunto: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
>
>
>  
>
> Luiz: "
>  Pq já é dado que o BH foi efetivamente encontrado; pelo que li pode ser uma outra partícula e o argumento do Novello é esse, em função da massa encontrada (ou entendi errado?). "
>
> Poder, pode. Tudo pode. A probabilidade, entretanto, varia. Em ciência não se costuma vender a ideia de certeza absoluta, mas este da descoberta do boson de Higgs está em 99,99, ou Sigma 5 (ou quase 5), o que dá uma dose grande de confiabilidade nos resultados.
>
> E as divergências esperadas (sempre, sempre é preciso refazer e repetir estudos e experimentos em ciência) apontam para coisa mais espantosas ainda que o Boson de Higgs, não para sua ausência simplesmente.
>
> Se o Boson não for o de Higgs, será outra coisa mais interessante ainda, talvez muitos bosón, que criam o campo de Higgs. 
>
> Um abraço.
>
> Homero
>
>
> --- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@> escreveu>> Aliás Alvaro,>  > Pq já é dado que o BH foi efetivamente encontrado; pelo que li pode ser uma outra partícula e o argumento do Novello é esse, em função da massa encontrada (ou entendi errado?).>  > Abs> Felipe> > > ________________________________> De: Alvaro Augusto (L) alvaro@> Para: mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br > Enviadas: Terça-feira, 10 de Julho de 2012 17:49> Assunto: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH> > >   > > Meu amigo, o que você faz acordado às 4 da manhã? Espero que não tenha sido por causa da famigerada partícula! Esses efeitos de "boostrap" são bastante comuns em física. Na relatividade geral, por exemplo, o campo gravitacional produz energia gravitacional. Esta energia, sendo equivalente à matéria, é fonte do próprio campo gravitacional. Na cromodinâmica quântica, uma teoria mais bem estabelecida do
> que a teoria do boson de Higgs, os quarks atuam sobre si mesmos por meio da "força colorida". Quanto ao fim da ciência, o próprio Hawking (que perdeu US$ 100 para Gordon Kane por ter apostado que o bH nunca seria achado) escreveu o livro "O fim da Física", um livrinho de menos de 100 páginas. Faz tempo que o li, mas, pelo que lembro, Hawking argumentava que depois que se obtivesse a grande unificação (via supercordas ou coisa parecida), nada mais haveria para fazer em física teória. Lord Kelvin também fez dessas, no final do século> XIX. Poucos anos depois Planck deu origem à teoria quântica e Einstein formulou a relatividade... [ ]s Alvaro Augusto Em 10/07/2012 04:07, JVictor escreveu: > Álvaro, > >O link que dsp está quebrado. Mas usei o nome do artigo indicado indicado e o Google entregou as informações de que trata. > >  > >Mal comparando:  é algo como vc está num deserto, com muita fome, comer um pedaço da batata da
> perna, e ela se auto-regenerar. Se a moda pega... > >Se o bóson de Higgs já é um osso duro de roer, do ponto de vista mesmo de sua existência, com essa característica, também prevista e esquematizada, já são dois ossos, um maior e mais duro que o outro. Aliás, vice-versa... > >No eletromagnetismo, nos mecanismos da reação da radiação, surgem  indícios teóricos de coisas assim;  parece o boost strap, como acontece em certos circuitos amplificadores em eletrônica. > >  > >Num passado recente, alguns luminares da ciência chegaram a vaticinar o fim da ciência, que não haveria muito mais o que descobrir. Que tudo estaria quase pronto e acabado. > >Mas o que vemos agora é que não é nada disso, ante o que vem se descortinando. Aliás, o que temos mesmo de muitíssimo concreto são inúmeras perguntas, cujo número só faz aumentar, a cada uma dessas revelações.   > >Não tem jeito: quanto  mais se sabe, menos se sabe... > >  >
> >John Hogan(O Fim da Ciência, Companhia das Letras) que se repense, mas a ciência nunca esteve tão longe de chegar ao fim. > >  > >Agora sim,  insônia aumentou. Ah, bH, bH, se te pego,  do jeito que estou pensando... > >  > >Sds, > >Victor. > >  > >  > >  > >  > >  > >  > >De:mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br [mailto:mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br] Em nome de alvaug> >Enviada em: segunda-feira, 9 de julho de 2012 20:48> >Para: mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> >Assunto: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH > >  > >  > >De acordo com a figura que aparece em http://en.wikipedia.org/wiki/File:Elementary_particle_interactions.svg, o Higgs pode interagir consigo mesmo.> >> >[ ]s> >> >Alvaro Augusto> >> >--- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, luiz silva mailto:luizfelipecsrj@ escreveu> >>> >> Uma pergunta com sério risco de ser idiota :> >>  > >> O fato do boson de Higgs dotar ele mesmo de massa> pode
> ser considerado uma> auto-referência na teoria do modelo-padrão ?> >>  > >> Abs> >> Felipe> >> > >> > >> ________________________________> >> De: luiz silva mailto:luizfelipecsrj@> >> Para: ListadeCiência <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> > >> Enviadas: Segunda-feira, 9 de Julho de 2012 11:00> >> Assunto: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH> >> > >> > >> Gostaria da opinião dos mais "entendidos",> principalmente com> relação ao que ele fala da massa do BH e do que confere> massa ao BH.> >> > >> http://oglobo.globo.com/ciencia/descoberta-coloca-teoria-do-boson-de-higgs-na-berlinda-5409585> >> > >> Abs> >> Felipe> >> > >>
>


SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 11/07/2012 11:06

Mas como se dá a interação entre o BH e o gráviton´? Minha dúvida é : o graviton só pode gerar a gravidade se existir o boson que de massa as coisas, ou ele pode dar origem a gravidade sem o boson ? mas se isso for possivel, como ele irá dar origem a gradvidade, se as particulas nao tem massa para serem atraidas umas pelas outras ?
 
Eu sempre pensei que um eletron não pudesse interagir com o campo gerado por ele mesmo. Ou tra coisa, o eletron nunca foi detectado ?
 
Abs
Fel.ipe

De: Alvaro Augusto (L) <alvaro@lunabay.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Terça-feira, 10 de Julho de 2012 23:37
Assunto: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
 
Ainda não consegui achar o livro do Hawking (deve estar escondido no meio de alguns outros...), mas talvez tenha a ver com Gödel mesmo.Quanto à auto-interação do elétron, ela existe até mesmo na eletrodinâmica clássica, originando várias maneiras de tratá-la. Mas o caso do bóson de Higgs é diferente. O elétron, ao interagir consigo mesmo, não dá origem à sua carga elétrica, mas o Higgs dá origem à própria massa.O gráviton, uma partícula de massa nula e spin 2, surge quando se tenta tratar a gravitação no âmbito de uma teoria quântica de campos. O Modelo Padrão trata apenas das interações eletromagnética, forte e fraca, não da gravitação, e poderá sobreviver caso o gráviton não seja achado.[ ]sAlvaro AugustoEm 10/07/2012 22:03, luiz silva escreveu:
Ola Alvaro,
 
Pelo que lembro, a questão do fim da fisica que vc citou de Hawking se referia ao Teorema de Godel que acabaria com qqer esperança de uma teoria final, ele demonstrava que a ciência não tem como se livrar da autoreferencia.
 
Mas o  Álvaro, esta interação do BH com ele mesmo é similar a interação entre dois eletrons diferentes, ou mais ou menos como se um eletron interagisse com seu proprio campo ?

Outra coisa, qual a relação do BH com o gráviton? Se o gráviton não for achado, isto terá algum impacto no modelo padrão ?
 
Abs
Felipe
 
De: Alvaro Augusto (L) mailto:alvaro@lunabay.com.br
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Terça-feira, 10 de Julho de 2012 17:49
Assunto: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
 
Meu amigo, o que você faz acordado às 4 da manhã? Espero que não tenha sido por causa da famigerada partícula! Esses efeitos de "boostrap" são bastante comuns em física. Na relatividade geral, por exemplo, o campo gravitacional produz energia gravitacional. Esta energia, sendo equivalente à matéria, é fonte do próprio campo gravitacional. Na cromodinâmica quântica, uma teoria mais bem estabelecida do que a teoria do boson de Higgs, os quarks atuam sobre si mesmos por meio da "força colorida". Quanto ao fim da ciência, o próprio Hawking (que perdeu US$ 100 para Gordon Kane por ter apostado que o bH nunca seria achado) escreveu o livro "O fim da Física", um livrinho de menos de 100 páginas. Faz tempo que o li, mas, pelo que lembro, Hawking argumentava que depois que se obtivesse a grande unificação (via supercordas ou coisa parecida), nada mais haveria para fazer em física teória. Lord Kelvin também fez dessas, no final do século XIX. Poucos anos depois Planck deu origem à teoria quântica e Einstein formulou a relatividade... [ ]s Alvaro Augusto Em 10/07/2012 04:07, JVictor escreveu:
Álvaro,
O link que dsp está quebrado. Mas usei o nome do artigo indicado indicado e o Google entregou as informações de que trata.
 
Mal comparando:  é algo como vc está num deserto, com muita fome, comer um pedaço da batata da perna, e ela se auto-regenerar. Se a moda pega...
Se o bóson de Higgs já é um osso duro de roer, do ponto de vista mesmo de sua existência, com essa característica, também prevista e esquematizada, já são dois ossos, um maior e mais duro que o outro. Aliás, vice-versa...
No eletromagnetismo, nos mecanismos da reação da radiação, surgem  indícios teóricos de coisas assim;  parece o boost strap, como acontece em certos circuitos amplificadores em eletrônica.
 
Num passado recente, alguns luminares da ciência chegaram a vaticinar o fim da ciência, que não haveria muito mais o que descobrir. Que tudo estaria quase pronto e acabado.
Mas o que vemos agora é que não é nada disso, ante o que vem se descortinando. Aliás, o que temos mesmo de muitíssimo concreto são inúmeras perguntas, cujo número só faz aumentar, a cada uma dessas revelações.  
Não tem jeito: quanto  mais se sabe, menos se sabe...
 
John Hogan(O Fim da Ciência, Companhia das Letras) que se repense, mas a ciência nunca esteve tão longe de chegar ao fim.
 
Agora sim,  insônia aumentou. Ah, bH, bH, se te pego,  do jeito que estou pensando...
 
Sds,
Victor.
 
 
 
 
 
 
De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de alvaug
Enviada em: segunda-feira, 9 de julho de 2012 20:48
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
 
 
De acordo com a figura que aparece em http://en.wikipedia.org/wiki/File:Elementary_particle_interactions.svg, o Higgs pode interagir consigo mesmo.[ ]sAlvaro Augusto--- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, luiz silva mailto:luizfelipecsrj@... escreveu>> Uma pergunta com sério risco de ser idiota :>  > O fato do boson de Higgs dotar ele mesmo de massa pode ser considerado uma auto-referência na teoria do modelo-padrão ?>  > Abs> Felipe> > > ________________________________> De: luiz silva mailto:luizfelipecsrj@...> Para: ListadeCiência <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> > Enviadas: Segunda-feira, 9 de Julho de 2012 11:00> Assunto: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH> > > Gostaria da opinião dos mais "entendidos", principalmente com relação ao que ele fala da massa do BH e do que confere massa ao BH.> > http://oglobo.globo.com/ciencia/descoberta-coloca-teoria-do-boson-de-higgs-na-berlinda-5409585> > Abs> Felipe>

 

SUBJECT: Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 11/07/2012 14:52

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...>
> Mas como se dá a interação entre o BH e o gráviton´?

Ninguém sabe. Não se sabe nem se grávitons existem. E não se sabe muito das propriedades dos bósons de Higgs. Nem dos grávitons (exceto que grávitons devem ter spin 2).

Mas há modelos propostos, e.g.:
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0370269310006404
http://prd.aps.org/abstract/PRD/v77/i2/e024001
--------

> Minha dúvida é : o graviton só pode gerar a gravidade se existir o
> boson que de massa as coisas, ou ele pode dar origem a gravidade sem
> o boson ?

Grávitons, no sentido estrito, não geram gravidade. São partículas que *medeiam* interações do tipo gravitacional. Como fótons são partículas que medeiam interações do tipo eletromagnético. A interação com grávitons não está restrito a se ter massa. Fótons são partículas sem massa, mas interagem com grávitons.

> Outra coisa, o eletron nunca foi detectado ?

Hein?

Roberto Takata



SUBJECT: Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 11/07/2012 14:56

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Alvaro Augusto (L)"
> Alguém sabe de algo sobre o spin do bóson do CERN?

Por eliminação, deve ser ter spin 0:
http://cdsweb.cern.ch/record/1428413/
--------

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: "A Universe From Nothing", by Lawrence Krauss
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 11/07/2012 15:01

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...>
> Esse modelo de tunelamento emerge do mesmo "nada" do Krauss ?

Hein?

Roberto Takata



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
FROM: "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 11/07/2012 15:06

Thnaks!

[ ]s

Alvaro Augusto


Em 11/07/2012 14:56, roberto escreveu:
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Alvaro Augusto (L)"
>> Alguém sabe de algo sobre o spin do bóson do CERN?
> Por eliminação, deve ser ter spin 0:
> http://cdsweb.cern.ch/record/1428413/
> --------
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>
>
>



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 11/07/2012 15:20

É..alguém disso isso aqui na lista, eu acho (com relação ao eletron nao ter sido detectado, achei bem estranho) ...
 
Abs
Felipe

De: roberto <roberto.takata@bol.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 11 de Julho de 2012 14:52
Assunto: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
 
--- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...>
> Mas como se dá a interação entre o BH e o gráviton´?

Ninguém sabe. Não se sabe nem se grávitons existem. E não se sabe muito das propriedades dos bósons de Higgs. Nem dos grávitons (exceto que grávitons devem ter spin 2).

Mas há modelos propostos, e.g.:
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0370269310006404
http://prd.aps.org/abstract/PRD/v77/i2/e024001
--------

> Minha dúvida é : o graviton só pode gerar a gravidade se existir o
> boson que de massa as coisas, ou ele pode dar origem a gravidade sem
> o boson ?

Grávitons, no sentido estrito, não geram gravidade. São partículas que *medeiam* interações do tipo gravitacional. Como fótons são partículas que medeiam interações do tipo eletromagnético. A interação com grávitons não está restrito a se ter massa. Fótons são partículas sem massa, mas interagem com grávitons.

> Outra coisa, o eletron nunca foi detectado ?

Hein?

Roberto Takata


SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: "A Universe From Nothing", by Lawrence Krauss
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 11/07/2012 15:21

O que sofre tunelamento ? alguma estrutura do tipo que Krauss usa em seus argumentos ?

De: roberto <roberto.takata@bol.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 11 de Julho de 2012 15:01
Assunto: [ciencialist] Re: "A Universe From Nothing", by Lawrence Krauss
 
--- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...>
> Esse modelo de tunelamento emerge do mesmo "nada" do Krauss ?

Hein?

Roberto Takata


SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
FROM: "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 11/07/2012 16:51

O elétron foi a primeira partícula subatômica a ser descoberta (J.J. Thompson, 1896).

[ ]s

Alvaro Augusto


Em 11/07/2012 15:20, luiz silva escreveu:
É..alguém disso isso aqui na lista, eu acho (com relação ao eletron nao ter sido detectado, achei bem estranho) ...
 
Abs
Felipe

De: roberto <roberto.takata@bol.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 11 de Julho de 2012 14:52
Assunto: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
 
--- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...>
> Mas como se dá a interação entre o BH e o gráviton´?

Ninguém sabe. Não se sabe nem se grávitons existem. E não se sabe muito das propriedades dos bósons de Higgs. Nem dos grávitons (exceto que grávitons devem ter spin 2).

Mas há modelos propostos, e.g.:
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0370269310006404
http://prd.aps.org/abstract/PRD/v77/i2/e024001
--------

> Minha dúvida é : o graviton só pode gerar a gravidade se existir o
> boson que de massa as coisas, ou ele pode dar origem a gravidade sem
> o boson ?

Grávitons, no sentido estrito, não geram gravidade. São partículas que *medeiam* interações do tipo gravitacional. Como fótons são partículas que medeiam interações do tipo eletromagnético. A interação com grávitons não está restrito a se ter massa. Fótons são partículas sem massa, mas interagem com grávitons.

> Outra coisa, o eletron nunca foi detectado ?

Hein?

Roberto Takata




SUBJECT: Re: "A Universe From Nothing", by Lawrence Krauss
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 11/07/2012 20:06

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...>
> O que sofre tunelamento ? alguma estrutura do tipo que Krauss usa em
> seus argumentos ?

Não sei qual exatamente o argumento de Krauss. Mas sobre o que sofre tunelamento, isso varia de acordo com o modelo. Alguns trabalhos que indiquei anteriormente trabalha com um nada em que não há espaço-tempo estruturado nem matéria ou energia.

Roberto Takata



SUBJECT: Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 12/07/2012 01:15

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...>
> É..alguém disso isso aqui na lista, eu acho (com relação ao eletron
> nao ter sido detectado, achei bem estranho) ...

Não vi ninguém dizer isto aqui na lista. A única coisa que me lembro é vc perguntando:
http://br.groups.yahoo.com/group/ciencialist/message/82637
------------

Mas nas mensagens apensadas ninguém havia mencionado a partícula. Só no link com o texto do Belisário, mas lá não se diz que elétrons não foram detectados.
http://cienciaseadjacencias.blogspot.com.br/2012/07/boson-de-higgs-ajuda-jornalistas.html
------------

Roberto Takata



SUBJECT: Re: [ciencialist] Não é nada, não é nada, dá num tudo.
FROM: José Renato Terra <jrma@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 12/07/2012 08:52


Homero escreveu: A atitude de Dawkins é forte, combativa, mas quase nunca agressiva. O "quase" é porque somos todos humanos, e algumas vezes a estupidez, por exemplo de criacionistas, pode tirar as pessoas do sério.:-). Seus atos, textos, livros, etc, refletem o risco e o perigo que a ignorância religiosa tem apresentado recentemente."
 
José Renato alerta: Não são só a ignorância, a estupidez e a violência religiosa que apresentam riscos de entraves ao conhecimento humano. Em qualquer grupo onde elas são significativas causam os mesmos problemas no desenvolvimento da Ciência que busca, não apenas a tecnologia e o utilitarismo mais imediato, mas e principalmente conhecer a essência e detalhes do tudo que parece ser originado de coisa alguma, do nada.
[]s
José Renato
...........................................
 
----- Original Message -----
From: luiz silva
Sent: Tuesday, July 10, 2012 10:52 PM
Subject: Re: [ciencialist] Re: Não é nada, não é nada, dá num tudo.
Ola Homero,

 
Somente para esclarecer : a questão do batido não foi para dar a entender que está ultrapassado, mas sim que em nossas conversas, isto é um senso comum; e por isso, como falei anteriormente, o "provar" e não provar. 

"Eu também tenho certeza de que não existe deus, e mais ainda um deus na forma apresentada pelas religiões.:-) Isso não me faz arrogante, apenas entendo que, a partir de probabilidades desprezíveis, e na absoluta falta de evidênias, é uma psição segura, sem muito risco. 

Se digo que admito a "possibilidade" de existência, é apenas por ser o mais lógico, mais racional, já que certezas "absolutas" são pouco razoáveis.

Mas o problema é que não importa o que Dawkins diga, alguém vai tirar de contexto, distorcer, e apresentar como "evidência" contrária e como ataque. Por exemplo, é comum que a frase de Dawkins, colocando o que eu disse acima, sobre ser possível a existência de deus, seja apresentada por criacionistas assim: "até Dawkins admite que deus pode existir"!

A resposta de Dawkins a um repórter, que você apresenta, é uma dessas situações. Ele, como eu, apenas respondeu que sim, tem certeza, que embora não seja absoluta, é suficiente nesse caso, de que deus não existe. É isso que significa ser ateu de toda forma.

Eu aposto minha vida nisso, e não é retórica, é concreta essa aposta, já que se o deus cristão existir, corro o risco de ir para o Inferno por toda eternidade.:-) Mas tenho certeza de que não vou.:-)

Você não gosta de Dawkins. Como muitos que tentam manter a fé, ainda que frágil, a posição racional, forte, bem embasada, deste o incomoda, parece um "ataque" a sua posição, como se ele dissesse "ei, quem crê é tolo".

Por isso parece ver coisas nas alegações de Dawkins que nem sempre estão lá. E tende a acreditar nas acusações que lê contra ele, a priori.

A atitude de Dawkins é forte, combativa, mas quase nunca agressiva. O "quase" é porque somos todos humanos, e algumas vezes a estupidez, por exemplo de criacionistas, pode tirar as pessoas do sério.:-). Seus atos, textos, livros, etc, refletem o risco e o perigo que a ignorância religiosa tem apresentado recentemente."

 
Não gosto da atitude dele, de coisas que li e vi no youtube. Somente isso; com relação à racionalidade e a "fé fragil", fiz meus comentários no email para o Alberto.
 
Abs
Felipe 
De: Homero <oraculo@atibaia.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Sábado, 7 de Julho de 2012 16:48
Assunto: [ciencialist] Re: Não é nada, não é nada, dá num tudo.
 
Olá Luiz

Luiz: "A questão da negaitiva generica já esta batida :) por isso "provar" e não provar!!"

Argumentos não ficam "batidos", eles são refutados, ou se mantém validos. Sei que é irritante ter um argumento que se mantém impedindo que use um argumento atraente (mas falso) sobre provar que deus não existe, mas é assim que a logica funciona.:-).

O ônus, de toda forma, é provar existência, não inexistência. 

Luiz: "Não acho que seja assim. Uma coisa é o conhecimento cientifico, outra coisa é a atitude frente ao mesmo. Dawkins já declarou ter certeza de que não existe um criador (dentro de uma ranking que ele mesmo criou, se não me engano, e que vai de 1 a 6) em uma entrevista com um cético famoso (esqueci o nome dele); e nem especificou o tipo (espinoza, etc). "

Eu também tenho certeza de que não existe deus, e mais ainda um deus na forma apresentada pelas religiões.:-) Isso não me faz arrogante, apenas entendo que, a partir de probabilidades desprezíveis, e na absoluta falta de evidênias, é uma psição segura, sem muito risco. 

Se digo que admito a "possibilidade" de existência, é apenas por ser o mais lógico, mais racional, já que certezas "absolutas" são pouco razoáveis.

Mas o problema é que não importa o que Dawkins diga, alguém vai tirar de contexto, distorcer, e apresentar como "evidência" contrária e como ataque. Por exemplo, é comum que a frase de Dawkins, colocando o que eu disse acima, sobre ser possível a existência de deus, seja apresentada por criacionistas assim: "até Dawkins admite que deus pode existir"!

A resposta de Dawkins a um repórter, que você apresenta, é uma dessas situações. Ele, como eu, apenas respondeu que sim, tem certeza, que embora não seja absoluta, é suficiente nesse caso, de que deus não existe. É isso que significa ser ateu de toda forma.

Eu aposto minha vida nisso, e não é retórica, é concreta essa aposta, já que se o deus cristão existir, corro o risco de ir para o Inferno por toda eternidade.:-) Mas tenho certeza de que não vou.:-)

Você não gosta de Dawkins. Como muitos que tentam manter a fé, ainda que frágil, a posição racional, forte, bem embasada, deste o incomoda, parece um "ataque" a sua posição, como se ele dissesse "ei, quem crê é tolo".

Por isso parece ver coisas nas alegações de Dawkins que nem sempre estão lá. E tende a acreditar nas acusações que lê contra ele, a priori.

A atitude de Dawkins é forte, combativa, mas quase nunca agressiva. O "quase" é porque somos todos humanos, e algumas vezes a estupidez, por exemplo de criacionistas, pode tirar as pessoas do sério.:-). Seus atos, textos, livros, etc, refletem o risco e o perigo que a ignorância religiosa tem apresentado recentemente.

Luiz: "Homero, quando partimos para uma batalha, uma causa,  não é muito dificil nos deixarmos levar, e cometermos alguns deslizes pelas nossa convicções. Dawkins e Krauss são humanos e não estão imunes a isso!ou será que por serem homens da ciencia, vc acha que não?! "

Por isso eu prefiro a ciência a filosofia (sem falar na bobagem da teologia.:-), seus mecanismos de controle das falhas humanas estão sempre se ampliando, refinando. Sim, são humanos, e como disse acima, as vezes podem sair do sério frente a absurdos e tolices. Mas os argumentos é que importam, as evidências.

Assim como eles, você é humano, e ver suas crenças mais queridas confrontadas, pode provocar esse "estranhamento" que parece ver nesses autores. Que eu não vejo. Pelo contrário, gosto bastante e acho profundamente razoáveis, lógicos, precisos.

Luiz: "Então, não acho que seja espantalho; e meratmente um julgamento, fruto das proprias atitudes dos mesmos. E tenho certeza que não vamos concordar qto a este ponto."

Sim, tenho certeza de que não vamos.:-) Acho as atitudes de Dawkins mais que corretas, e seu esforço contra a barbárie da crença cega, mitos ancestrais, e em defesa do pensamento racional (contra o pensamento mágico) importante e totalmente válida.

Mas para mim é mais fácil, não são minhas crenças pessoais que são atacadas, e eu penso da mesma forma que eles, então não sinto o mesmo estranhamento que você ao ler o que escrevem, ou ver seus videos.

O importante, o que acho importante, é que tudo vai passar, mas o trabalho real, o conhecimento real, concreto, material, produzido por Dawkins e Krauss vai sobreviver, dar frutos, servir de base para novos conhecimentos. E as crenças acabam desaparecendo, ou substituídas por outras crenças sem base.

Como Newton, profundamente religioso, com trabalhos em diversas áreas, como alquimia, interpretação de textos biblicos, etc, mas que de todo seu trabalho só sobrou o que fez com a física, de forma científica, e sem usar deus ou seres imaginários, espero que o mesmo se dê com os que produzem conhecimento hoje.

Um abraço.

Homero

PS: Você leu os livros de Dawkins? Desvendando o Arco Iris, por exemplo, junto com outro livro seminal de Sagan, Mundo Assombrado Pelos Demônios, poderia desfazer muito de seus preconceitos e estranhamentos com o autor, e ver uma faceta muito mais interessante, que a que é apresentada por seus inimigos.





--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu>> Ola Homero,>  > A questão da negaitiva generica já esta batida :) por isso "provar" e não provar!!>  > Não acho que seja assim. Uma coisa é o conhecimento cientifico, outra coisa é a atitude frente ao mesmo. Dawkins já declarou ter certeza de que não existe um criador (dentro de uma ranking que ele mesmo criou, se não me engano, e que vai de 1 a 6) em uma entrevista com um cético famoso (esqueci o nome dele); e nem especificou o tipo (espinoza, etc). >  > A postura de Krauss no video é claramente pregatória; o uso que ele faz do "nada" é, em minha opinião, claramente enganatório, no sentido de mostrar para seus leitores, um pulico geral que terá nele uma autoridade: aqui seus crentes, a ciência ja provou que o universo pode surgir do mesmo nada que vcs tanto usam para criticar as teorias cientificas...... >  > Minha acusação (e de outros - estavam nos links que enviei) é exatamente essa postura frente ao conhecimento científico (nada, no caso). E em minha opinião, o David foi brilhante na sua crítica(mais que os outros que estavam nos links).>  > Homero, quando partimos para uma batalha, uma causa,  não é muito dificil nos deixarmos levar, e cometermos alguns deslizes pelas nossa convicções. Dawkins e Krauss são humanos e não estão imunes a isso!ou será que por serem homens da ciencia, vc acha que não?! >  > Vejo uma grande relutância nas criticas - ou protecionismo - com relação a estes expoentes, aqui e em outras listas. Novamente, por isso falei que este dois pesos e duas medidas para "julgar" os comportamentos me incomoda.>  > E o engraçado foi a reação de Krauss às críticias do David; pelo que li. bem parecida com a dos seus inimigos qdo confrontados....>  > Então, não acho que seja espantalho; e meratmente um julgamento, fruto das proprias atitudes dos mesmos. E tenho certeza que não vamos concordar qto a este ponto.>  > Abs> Felipe>   > > ________________________________> De: Homero oraculo@...> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br > Enviadas: Sexta-feira, 6 de Julho de 2012 23:21> Assunto: [ciencialist] Re: Não é nada, não é nada, dá num tudo.> > >   > > Luiz: "  O problema é que certos cientistas como Krauss e Dwakins querem usar a ciência para "provar" que Deus não existe;  "> > Não, Luiz, precisa parar com essa acusação, que é um espantalho criado por "inimigos" de Dawkins e outros que se posicionam de forma firme em relação a essa questão.> > O que tanto Dawkins, quanto Krauss, tentam demonstrar, é que não é preciso deus para explicar coisas. Como Laplace ao ser inquirido por Napoleão, que queria saber porque não havia menção a deus em seu livro: Sire, eu não precisei dessa hipótese.> > Dawkins, Krauss, eu, etc, sabem que não se provam negativas genéricas. Não se pode provar, é uma impossibilidade lógica, que deus não existe. Mas se pode demonstrar que algumas definições de deus, como o deus cristão, não são coerentes, racionais, ou que são impossíveis, no formato apresentado. E também se pode provar que as "provas lógicas" são falhas ou incorretas.> > Mas, repito, não se pode provar a inexistência genérica de deus, "algum deus". Não se pode provar, por exemplo, que um deus incompreensível criou este universo há 5 minutos, e irá destruí-lo daqui a 5 minutos, só como "teste", e todas as suas, nossas, memórias, são ilusões igualmente criadas há 5 minutos.> > O livro de Krauss, por exemplo, analisa o surgimento do universo "do nada". Mesmo que ele tenha razão, mesmo que ele possa provar seu ponto, isso apenas indica a desnecessidade de um "deus", não a inexistência deste. Ele pode existir, e ter observado o surgimento do universo, do nada, em interferir ou ter alguma opinião a respeito.:-).> > O problema, Luiz, está "do outro lado". Muitos dos que creem não se sentem confortáveis com um deus assim, eles "precisam" que existam motivos, evidências, para conseguir manter a fé. Religiões precisam. Precisam que o Universo "precise" de um deus, que seu surgimento seja "misterioso", de forma que possam "enfiar" seu deus nas lacunas do conhecimento sobre esse surgimento.> > Não sei se leu Deus, Um Delírio, de Dawkins, mas é a mesma coisa. Ele analisa as alegações de quem crê, os "argumentos lógicos" para um deus específico, ou para a existência de "algo". Não prova a inexistência, mas a falha desses argumentos, a desnecessidade dessa "hipótese", como Laplace.> > Nada impede que quem crê continue crendo, e diga, "bem, não há evidências, não há provas lógicas, não há provas ou indícios, e ninguém provou que deus não existe, mas eu sinto em meu coração que existe e continuo a acreditar." > > Infelizmente (ou felizmente.:-) isso não é muito fácil para nossa mente racional, e muitos dependem das lacunas, das pretensas evidências para manter a crença.> > Cientistas, a ciência, pode mostrar que deus é desnecessário como explicação, não que não exista.> > Homero> > > > > > > > > > --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva luizfelipecsrj@ escreveu>> Ola Victor,>  > Não concordo com vc. >  > O que o doc deixa claro é o que é que a física considera nada, que na realidade não é nada. O fato de eu explicar o meu entendimento sobre um conceito pre-existente não me faz ter razão ou autoridade sobre o mesmo. >  > A questão de confusões e não entendimentos vem exatamente da discordância com relação ao conceito e, principalmente, a forma de utilização do mesmo.>  > De forma muito competente, o David Albert deixa isso muito claro em sua crítica ao  Krauss . O problema é que certos cientistas como Krauss e Dwakins querem usar a ciência para "provar" que Deus não existe; isto fica muito claro assistindo as palestras feitas para a divulgação do livro. E por essa razão Krauss foi acusado de ser intelectualmente desonesto com os seus leitores, pricipalmente o com relação ao publico geral.>  > Abs>> Felipe>  > > > ________________________________> De: JVictor j.victor.neto@ Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br > Enviadas: Sexta-feira, 6 de Julho de 2012 15:55> Assunto: [ciencialist] Não é nada, não é nada, dá num tudo.> >   > Olá,>  > Vejam esse excelente episódio do seriado Through the Wormhole, narrado por Morgan Freeman. É o 5º episódio  de um seriado, que já vai na 3ª Temporada.> O nada, tão propalado por tantos, e tão mal interpretado por outros tantos, é, simplesmente, tudo. Só que, devido ao equilíbrio, à indolência cósmica, expressa, também, por suas santas simetrias, tudo se passa como se fosse um nada mesmo.  Que não é, conforme provam as flutuações que me fizeram estar aqui, agora, escrevendo...  O relato do filme, nota 10 para ele, deixa muitas coisas bastante claras, e ajudará a entender as adaptações literárias e os encaixes, competentes,  feitos pelo Lawrence, em seu novo livro. Que já> provocou abalos de nivel 6,5 na escala de terremotos. >  > http://www.seriesfree.biz/2012/07/through-the-wormhole-s03e05-what-is-nothing/>  > Sds,> Victor.>  > .>>

SUBJECT: Videoteca do Instituto de Física da USP
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 12/07/2012 10:06

Para quem gostou dos vídeos do CBPF, dê uma olhada
também no site do Instituto de Física da USP (áudios, vídeos, para
iniciantes e iniciados):

http://video.if.usp.br/

Vejam, por exemplo, a página do "Convite à Física":

http://video.if.usp.br/convite-%C3%A0-f%C3%ADsica

Obs.: No horário em que tentei entrar, apareceram vários erros, em
alguns dos links,
que me pareceram ser algum problema de programação (software) do site.
Mas em várias páginas consegui acessar os links para download. O
problema agora
é encontrar tempo para ver tudo isso :)

Paulo


SUBJECT: Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
FROM: "Homero" <oraculo@atibaia.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 12/07/2012 13:29

Mais alguns dados sobre o BH, e como é preciso cautela para validar a descoberta:

http://hypescience.com/particula-de-deus-pode-ser-um-impostor/

Homero

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Homero" <oraculo@...> escreveu
>
> Luiz: " Pq já é dado que o BH foi efetivamente encontrado; pelo
> que li pode ser uma outra partícula e o argumento do Novello é
> esse, em função da massa encontrada (ou entendi errado?). "
> Poder, pode. Tudo pode. A probabilidade, entretanto, varia. Em
> ciência não se costuma vender a ideia de certeza absoluta, mas
> este da descoberta do boson de Higgs está em 99,99, ou Sigma 5 (ou
> quase 5), o que dá uma dose grande de confiabilidade nos resultados.
> E as divergências esperadas (sempre, sempre é preciso refazer e
> repetir estudos e experimentos em ciência) apontam para coisa mais
> espantosas ainda que o Boson de Higgs, não para sua ausência
> simplesmente.
> Se o Boson não for o de Higgs, será outra coisa mais interessante
> ainda, talvez muitos bosón, que criam o campo de Higgs.
> Um abraço.
> Homero
>
>
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@>
> escreveu
> >
> > Aliás Alvaro,
> >
> > Pq já é dado que o BH foi efetivamente encontrado; pelo que li
> pode ser uma outra partícula e o argumento do Novello é esse, em
> função da massa encontrada (ou entendi errado?).
> >
> > Abs
> > Felipe
> >
> >
> > ________________________________
> > De: Alvaro Augusto (L) alvaro@
> > Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> > Enviadas: Terça-feira, 10 de Julho de 2012 17:49
> > Assunto: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
> >
> >
> >
> >
> > Meu amigo, o que você faz acordado às 4 da manhã? Espero que
> não tenha sido por causa da famigerada partícula! Esses efeitos
> de "boostrap" são bastante comuns em física. Na relatividade
> geral, por exemplo, o campo gravitacional produz energia gravitacional.
> Esta energia, sendo equivalente à matéria, é fonte do
> próprio campo gravitacional. Na cromodinâmica quântica, uma
> teoria mais bem estabelecida do que a teoria do boson de Higgs, os
> quarks atuam sobre si mesmos por meio da "força colorida". Quanto
> ao fim da ciência, o próprio Hawking (que perdeu US$ 100 para
> Gordon Kane por ter apostado que o bH nunca seria achado) escreveu o
> livro "O fim da Física", um livrinho de menos de 100 páginas. Faz
> tempo que o li, mas, pelo que lembro, Hawking argumentava que depois que
> se obtivesse a grande unificação (via supercordas ou coisa parecida),
> nada mais haveria para fazer em física teória. Lord Kelvin
> também fez dessas, no final do século
> > XIX. Poucos anos depois Planck deu origem à teoria quântica e
> Einstein formulou a relatividade... [ ]s Alvaro Augusto Em
> 10/07/2012 04:07, JVictor escreveu:
> > Álvaro,
> > >O link que dsp está quebrado. Mas usei o nome do artigo indicado
> indicado e o Google entregou as informações de que trata.
> > >
> > >Mal comparando: é algo como vc está num deserto, com muita
> fome, comer um pedaço da batata da perna, e ela se auto-regenerar. Se
> a moda pega...
> > >Se o bóson de Higgs já é um osso duro de roer, do ponto de
> vista mesmo de sua existência, com essa característica, também
> prevista e esquematizada, já são dois ossos, um maior e mais duro
> que o outro. Aliás, vice-versa...
> > >No eletromagnetismo, nos mecanismos da reação da radiação,
> surgem indícios teóricos de coisas assim; parece o boost strap,
> como acontece em certos circuitos amplificadores em eletrônica.
> > >
> > >Num passado recente, alguns luminares da ciência chegaram a
> vaticinar o fim da ciência, que não haveria muito mais o que
> descobrir. Que tudo estaria quase pronto e acabado.
> > >Mas o que vemos agora é que não é nada disso, ante o que vem
> se descortinando. Aliás, o que temos mesmo de muitíssimo concreto
> são inúmeras perguntas, cujo número só faz aumentar, a cada
> uma dessas revelações.
> > >Não tem jeito: quanto mais se sabe, menos se sabe...
> > >
> > >John Hogan(O Fim da Ciência, Companhia das Letras) que se repense,
> mas a ciência nunca esteve tão longe de chegar ao fim.
> > >
> > >Agora sim, insônia aumentou. Ah, bH, bH, se te pego, do jeito
> que estou pensando...
> > >
> > >Sds,
> > >Victor.
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >De:ciencialist@yahoogrupos.com.br
> [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de alvaug
> > >Enviada em: segunda-feira, 9 de julho de 2012 20:48
> > >Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> > >Assunto: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
> > >
> > >
> > >De acordo com a figura que aparece em
> http://en.wikipedia.org/wiki/File:Elementary_particle_interactions.svg,
> o Higgs pode interagir consigo mesmo.
> > >
> > >[ ]s
> > >
> > >Alvaro Augusto
> > >
> > >--- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, luiz silva
> mailto:luizfelipecsrj@ escreveu
> > >>
> > >> Uma pergunta com sério risco de ser idiota :
> > >>
> > >> O fato do boson de Higgs dotar ele mesmo de massa
> > pode ser considerado uma
> > auto-referência na teoria do modelo-padrão ?
> > >>
> > >> Abs
> > >> Felipe
> > >>
> > >>
> > >> ________________________________
> > >> De: luiz silva mailto:luizfelipecsrj@
> > >> Para: ListadeCiência <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > >> Enviadas: Segunda-feira, 9 de Julho de 2012 11:00
> > >> Assunto: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
> > >>
> > >>
> > >> Gostaria da opinião dos mais "entendidos",
> > principalmente com
> > relação ao que ele fala da massa do BH e do que
> confere
> > massa ao BH.
> > >>
> > >>
> http://oglobo.globo.com/ciencia/descoberta-coloca-teoria-do-boson-de-hig\
> gs-na-berlinda-5409585
> > >>
> > >> Abs
> > >> Felipe
> > >>
> > >
> >
>



SUBJECT: RES: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 12/07/2012 14:24

Caro Paulo,

 

Muito bom, esse acervo.  Estou baixando todos, para depois converter e gravar em DVD.

Espero poder assistir o máximo  desses vídeos.

Tem até aulas de matemática do Prof. Fleming!

 

Uma riqueza.

 

Sds,

Victor.

 

 

 

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de psdias2
Enviada em: quinta-feira, 12 de julho de 2012 10:06
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

 

Para quem gostou dos vídeos do CBPF, dê uma olhada
também no site do Instituto de Física da USP (áudios, vídeos, para
iniciantes e iniciados):

http://video.if.usp.br/

Vejam, por exemplo, a página do "Convite à Física":

http://video.if.usp.br/convite-%C3%A0-f%C3%ADsica

Obs.: No horário em que tentei entrar, apareceram vários erros, em
alguns dos links,
que me pareceram ser algum problema de programação (software) do site.
Mas em várias páginas consegui acessar os links para download. O
problema agora
é encontrar tempo para ver tudo isso :)

Paulo


SUBJECT: O IMPA e a Matemática brasileira
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 12/07/2012 19:37

http://www.advivo.com.br/materia-artigo/o-impa-e-a-matematica-brasileira


SUBJECT: Re: O IMPA e a Matemática brasileira
FROM: "Roberto Belisario" <belisarioroberto@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 12/07/2012 21:10


Muito bom, isso. Pesquisa em matemática é uma coisa vastamente desconhecida do público em geral (é abstrata, suas inovações andam a passo mais lento e boa parte do público acha que a matemática já está "pronta") e por isso essa entrevista vem muito a calhar.

Belisário

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, psdias2 <psdias2@...> escreveu
>
> http://www.advivo.com.br/materia-artigo/o-impa-e-a-matematica-brasileira
>




SUBJECT: RES: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 13/07/2012 07:31

Álvaro,

 

Estou assistindo as aulas do Prof. Fleming. São completas e prá lá de boas. Ví , também, uma de Roldão da Rocha, a primeira, sobre os grupos de Lie.

 Estava com saudades dos bancos da escola!...

Até onde vi, são completas, no tamanho que não cansa.

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Alvaro Augusto (L)
Enviada em: sexta-feira, 13 de julho de 2012 14:28
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

 

Obrigado pelo link. Muito bons os vídeos, se bem que um pouco pequenos.

[ ]

Alvaro Augusto

Em 12/07/2012 10:06, psdias2 escreveu:
> Para quem gostou dos vídeos do CBPF, dê uma olhada
> também no site do Instituto de Física da USP (áudios, vídeos, para
> iniciantes e iniciados):
>
> http://video.if.usp.br/
>
> Vejam, por exemplo, a página do "Convite à Física":
>
> http://video.if.usp.br/convite-%C3%A0-f%C3%ADsica
>
> Obs.: No horário em que tentei entrar, apareceram vários erros, em
> alguns dos links,
> que me pareceram ser algum problema de programação (software) do site.
> Mas em várias páginas consegui acessar os links para download. O
> problema agora
> é encontrar tempo para ver tudo isso :)
>
> Paulo
>
>
>


SUBJECT: Re: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP
FROM: "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 13/07/2012 10:28

Obrigado pelo link. Muito bons os vídeos, se bem que um pouco pequenos.

[ ]

Alvaro Augusto



Em 12/07/2012 10:06, psdias2 escreveu:
> Para quem gostou dos vídeos do CBPF, dê uma olhada
> também no site do Instituto de Física da USP (áudios, vídeos, para
> iniciantes e iniciados):
>
> http://video.if.usp.br/
>
> Vejam, por exemplo, a página do "Convite à Física":
>
> http://video.if.usp.br/convite-%C3%A0-f%C3%ADsica
>
> Obs.: No horário em que tentei entrar, apareceram vários erros, em
> alguns dos links,
> que me pareceram ser algum problema de programação (software) do site.
> Mas em várias páginas consegui acessar os links para download. O
> problema agora
> é encontrar tempo para ver tudo isso :)
>
> Paulo
>
>
>



SUBJECT: Metal e matemática
FROM: "brudna" <brudna@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 13/07/2012 10:33

Mais uma daquelas uniões da matemática com a música.

Um clássico uso da proporção áurea (Phi)
http://scienceblogs.com.br/massacritica/2012/07/metalmatica/

Até
Luís Brudna
luisbrudna@gmail.com
--



SUBJECT: RES: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 13/07/2012 16:08

O Prof. Rivelles dá um curso sobre a TCC, módulo EFT8.  Já conhecia alguns trabalhos dele, sobre o assunto e sobre RG. Mas não desconfiava que era tão bom professor, didático e objetivo, inserindo os conceitos na hora certa.

Muito agradável e maneiro.

Assistí a primeira aula até o momento que em que inicia a fala acerca de lagrangeanos.

Então o som tomou doril!.. Baixei o vídeo novamente, mas continuou.

 

A pergunta é:  alguém o assistiu, e tem o vídeo virgem, sem esse buraco sonoro?

Se sim, poderia enviar-me, por obséquio?

 

Sds,

 

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de JVictor
Enviada em: quinta-feira, 12 de julho de 2012 14:24
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RES: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

 

Caro Paulo,

 

Muito bom, esse acervo.  Estou baixando todos, para depois converter e gravar em DVD.

Espero poder assistir o máximo  desses vídeos.

Tem até aulas de matemática do Prof. Fleming!

 

Uma riqueza.

 

Sds,

Victor.

 

 

 

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de psdias2
Enviada em: quinta-feira, 12 de julho de 2012 10:06
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

 

Para quem gostou dos vídeos do CBPF, dê uma olhada
também no site do Instituto de Física da USP (áudios, vídeos, para
iniciantes e iniciados):

http://video.if.usp.br/

Vejam, por exemplo, a página do "Convite à Física":

http://video.if.usp.br/convite-%C3%A0-f%C3%ADsica

Obs.: No horário em que tentei entrar, apareceram vários erros, em
alguns dos links,
que me pareceram ser algum problema de programação (software) do site.
Mas em várias páginas consegui acessar os links para download. O
problema agora
é encontrar tempo para ver tudo isso :)

Paulo


SUBJECT: RES: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 13/07/2012 16:08

Paulo,

 

O vídeo da primeira aula do Prof. Rivelles, TCC, está sem som, a partir da da fala sobre langrangeano(por volta dos 2/3 do vídeo).  Você ou alguém mais teria esse vídeo com som, até o fim?

Pena, pois o curso é muito bom.

 

Sds,

Victor.

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de psdias2
Enviada em: quinta-feira, 12 de julho de 2012 10:06
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

 

Para quem gostou dos vídeos do CBPF, dê uma olhada
também no site do Instituto de Física da USP (áudios, vídeos, para
iniciantes e iniciados):

http://video.if.usp.br/

Vejam, por exemplo, a página do "Convite à Física":

http://video.if.usp.br/convite-%C3%A0-f%C3%ADsica

Obs.: No horário em que tentei entrar, apareceram vários erros, em
alguns dos links,
que me pareceram ser algum problema de programação (software) do site.
Mas em várias páginas consegui acessar os links para download. O
problema agora
é encontrar tempo para ver tudo isso :)

Paulo


SUBJECT: RES: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 13/07/2012 19:48

Bacana mesmo a palestra sobre mágica do Prof. de comp Marco Gubitoso,

Curioso como ele é apaixonado pela arte e usa isso como analogia com a  ciência!

Quem não assistiu, vale a pena.

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de JVictor
Enviada em: sexta-feira, 13 de julho de 2012 16:09
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RES: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

 

Paulo,

 

O vídeo da primeira aula do Prof. Rivelles, TCC, está sem som, a partir da da fala sobre langrangeano(por volta dos 2/3 do vídeo).  Você ou alguém mais teria esse vídeo com som, até o fim?

Pena, pois o curso é muito bom.

 

Sds,

Victor.

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de psdias2
Enviada em: quinta-feira, 12 de julho de 2012 10:06
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

 

Para quem gostou dos vídeos do CBPF, dê uma olhada
também no site do Instituto de Física da USP (áudios, vídeos, para
iniciantes e iniciados):

http://video.if.usp.br/

Vejam, por exemplo, a página do "Convite à Física":

http://video.if.usp.br/convite-%C3%A0-f%C3%ADsica

Obs.: No horário em que tentei entrar, apareceram vários erros, em
alguns dos links,
que me pareceram ser algum problema de programação (software) do site.
Mas em várias páginas consegui acessar os links para download. O
problema agora
é encontrar tempo para ver tudo isso :)

Paulo


SUBJECT: Re: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP
FROM: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/07/2012 07:12

Olá Victor
 
De fato, o vídeo está com defeito e creio que não há o que fazer a não ser consultar o produtor do vídeo.
 
Como equivalente, existe o curso “Teoria de Campos na forma lagrangiana” do prof. Nivaldo A. Lemos, da UFF, e que pode ser encontrado no YouTube em http://www.youtube.com/results?search_query=Teoria+de+Campos+na+forma+lagrangiana&oq=Teoria+de+Campos+na+forma+lagrangiana&gs_l=youtube-reduced.12...10027.10027.0.11374.1.1.0.0.0.0.155.155.0j1.1.0...0.0...1ac.EhvfTZf78xU
 
[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 
From: JVictor
Sent: Friday, July 13, 2012 4:08 PM
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Subject: RES: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP
 
 

Paulo,

O vídeo da primeira aula do Prof. Rivelles, TCC, está sem som, a partir da da fala sobre langrangeano(por volta dos 2/3 do vídeo).  Você ou alguém mais teria esse vídeo com som, até o fim?

Pena, pois o curso é muito bom.

Sds,

Victor.

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de psdias2
Enviada em: quinta-feira, 12 de julho de 2012 10:06
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

Para quem gostou dos vídeos do CBPF, dê uma olhada
também no site do Instituto de Física da USP (áudios, vídeos, para
iniciantes e iniciados):

http://video.if.usp.br/

Vejam, por exemplo, a página do "Convite à Física":

http://video.if.usp.br/convite-%C3%A0-f%C3%ADsica

Obs.: No horário em que tentei entrar, apareceram vários erros, em
alguns dos links,
que me pareceram ser algum problema de programação (software) do site.
Mas em várias páginas consegui acessar os links para download. O
problema agora
é encontrar tempo para ver tudo isso :)

Paulo


SUBJECT: RES: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/07/2012 08:20

Grande Alberto,

 

É. Baixei um segunda vez e o defeito persistiu.  Acho que durante algum tempo o operador esqueceu de apertar o botão do som.

Grato pela informação. Não conheço o vídeo do Nivaldo. Mas conheço seu livro, que já meio que resenhei aqui e o recomendei, que me ajudou a desobscurecer alguns aspectos da Mec. Analítica.  O vídeo deve ter a mesma qualidade de exposição do livro. Isto é, excelente.

Bem, vou lá, baixar o do Nivaldo.

 

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: sábado, 14 de julho de 2012 07:12
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

 

Olá Victor

 

De fato, o vídeo está com defeito e creio que não há o que fazer a não ser consultar o produtor do vídeo.

 

Como equivalente, existe o curso “Teoria de Campos na forma lagrangiana” do prof. Nivaldo A. Lemos, da UFF, e que pode ser encontrado no YouTube em http://www.youtube.com/results?search_query=Teoria+de+Campos+na+forma+lagrangiana&oq=Teoria+de+Campos+na+forma+lagrangiana&gs_l=youtube-reduced.12...10027.10027.0.11374.1.1.0.0.0.0.155.155.0j1.1.0...0.0...1ac.EhvfTZf78xU

 

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

 

From: JVictor

Sent: Friday, July 13, 2012 4:08 PM

To: ciencialist@yahoogrupos.com.br

Subject: RES: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

 

Paulo,

O vídeo da primeira aula do Prof. Rivelles, TCC, está sem som, a partir da da fala sobre langrangeano(por volta dos 2/3 do vídeo).  Você ou alguém mais teria esse vídeo com som, até o fim?

Pena, pois o curso é muito bom.

Sds,

Victor.

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de psdias2
Enviada em: quinta-feira, 12 de julho de 2012 10:06
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

Para quem gostou dos vídeos do CBPF, dê uma olhada
também no site do Instituto de Física da USP (áudios, vídeos, para
iniciantes e iniciados):

http://video.if.usp.br/

Vejam, por exemplo, a página do "Convite à Física":

http://video.if.usp.br/convite-%C3%A0-f%C3%ADsica

Obs.: No horário em que tentei entrar, apareceram vários erros, em
alguns dos links,
que me pareceram ser algum problema de programação (software) do site.
Mas em várias páginas consegui acessar os links para download. O
problema agora
é encontrar tempo para ver tudo isso :)

Paulo


SUBJECT: LHC - Pra que serve?
FROM: José Renato Terra <jrma@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/07/2012 13:00

Há quatro anos Alberto chamava atenção para as idéias, pesquisas e teorias
que inicialmente parecem ser conhecimentos inócuos e dispensáveis...
[]s
José Renato
...........................................

----- Original Message -----
From: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@uol.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Saturday, May 24, 2008 12:53 AM
Subject: Re: [ciencialist] LHC - Pra que serve?
......................................................................


> ----- Original Message -----
> From: "Luis Brudna"
> Sent: Friday, May 23, 2008 3:51 PM
> Subject: [ciencialist] LHC - Pra que serve?
>
>> Será que o pessoal da Ciencialist poderia me ajudar com argumentos
>> bons em defesa do LHC? :-)
>
> Não sei se irei ajudá-lo, mas vou expor o que escrevi há algum tempo.
> O texto está mais voltado à teorização, mas serve também para
> justificar experimentações aparentemente "estratosféricas". (o texto
> todo pode ser lido a partir de
> http://ecientificocultural.com/ECC2/FilCien/metcien01.htm ):
>
> "Parece-me que muitos, dentre aqueles que produziram conhecimentos
> científicos de elevada qualidade, jamais concordariam com este
> objetivismo kuhniano. Citarei apenas três, mas não me parece ser
> impossível expandir esta relação para a casa das centenas ou mesmo dos
> milhares.
>
> Uma das frases célebres de um grande cientista do século XX, Carlo
> Rubbia, poderá ser encontrada em meio a entrevistas que deu logo após
> ter recebido o prêmio Nobel de física, em 1984: "Nós somos a primeira
> etapa do sistema. Uma etapa absolutamente essencial, mas que é
> baseada, sobretudo, na falta de um fim específico. Outras pessoas
> retomarão o que fizemos, e serão elas que tornarão as coisas práticas.
> Sem nós, essas pessoas não existiriam, e nós, por outro lado, sem
> elas, não teríamos nenhuma razão de ser." O segundo exemplo
> relaciona-se a um dos maiores --senão o maior-- cientistas do século
> XIX, que teria dito algo semelhante e a fazer parte do folclore
> científico. Conta-se que Faraday, ao ser interrogado sobre as
> finalidades de uma de suas teorias, teria respondido com outra
> pergunta: Para que serve uma criança ao nascer? Há quem ilustre essa
> história com outra versão e não é impossível que ambas tenham de fato
> acontecido. RUMJANEK (2004), por exemplo, narra o episódio com as
> seguintes palavras: ... o então ministro das finanças da Inglaterra,
> William Gladstone, teria perguntado ao cientista: "Está tudo muito
> bem, mas para que serve a indução eletromagnética?" A resposta de
> Faraday: "Eu não sei, mas um dia o senhor poderá cobrar impostos sobre
> isso." A história mostrou que Faraday estava com a razão. As teorias
> de Faraday alicerçaram quase toda a tecnologia do século XX. Se hoje
> um determinado país pretender eliminar os impostos conseqüentes à
> aplicação tecnológica das idéias de Faraday, este país estará se
> condenando à insolvência em poucos meses. Para concluir, reproduzo o
> pensamento de um físico teorizador português, João MAGUEIJO (2003), e
> deixo o mesmo para a reflexão dos leitores: a ciência só vale a pena
> na medida em que nos é permitido perder-nos na selva do desconhecido.
>
> Outro ponto a demonstrar a importância do amadorismo para a ciência
> relaciona-se ao clima ou ao ambiente em que se deflagraram as grandes
> revoluções científicas da era moderna. Muito mais do que a falência
> dos paradigmas, considerados por alguns como os agentes causais dos
> chamados períodos revolucionários, o que a história nos mostra é
> exatamente o oposto: a maioria das revoluções teve em comum o fato de
> se originar fora da jurisdição onde tais paradigmas eram dogmatizados
> e/ou cultuados. Einstein, por exemplo, escreveu seus principais
> trabalhos (relatividade restrita, efeito fotoelétrico e efeito
> browniano) na qualidade de funcionário secundário de um departamento
> de patentes, ou seja, como um físico amador. Mayer e Carnot, o
> primeiro como profissional médico e o segundo como profissional
> engenheiro, indiferentes ao academicismo vigente, forneceram as bases
> para a revolução em física que, na primeira metade do século XIX, deu
> origem à termodinâmica. Faraday foi outro cientista amador que somente
> chegou a ser aceito nos meios acadêmicos após ter fornecido as bases
> para a concretização do eletromagnetismo, o que acabou acontecendo
> graças aos trabalhos de Maxwell. Há ainda aqueles que, por motivos
> diversos, deixaram seus afazeres rotineiros de lado, podendo assim se
> dedicar a um livre-pensar alheio aos paradigmas acadêmicos. Os
> melhores exemplos são Charles Darwin, em sua viagem no Beagle
> (1831-1836), financiada por seu pai, e Isaac Newton, que iniciou uma
> revolução na física no annus mirabilis (1666), o ano em que as
> universidades da Inglaterra fecharam suas portas em virtude da peste
> negra. Digno de nota é o fato de Newton, ao retornar à universidade,
> ter sido obrigado, para atender a uma obrigação contratual, a deixar
> de lado esses estudos por mais de dez anos, a fim de que pudesse se
> dedicar com afinco ao aprendizado de teologia.
>
> [ ]´s
> Alberto
> http://ecientificocultural.com/indice.htm
> Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
> coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.



SUBJECT: Partículas "conversam" a 10 mil vezes a velocidade da luz
FROM: José Renato Terra <jrma@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/07/2012 13:11

Por que a velocidade máxima no universo continua a ter como limite a velocidade do fóton, se algo no "emaranhamento quântico" se comunica cerca de dez mil vezes a velocidade da luz?
[]s
José Renato
.....................................................
 
[ O efeito utilizado pela equipe suíça é conhecido pelos cientistas como “emaranhamento quântico”, e ocorre quando duas partículas são preparadas de tal forma que qualquer alteração numa delas afeta a outra instantaneamente, não importa a distância que as separa. A velocidade de 10.000 vezes a da luz, determinada pelos físicos de Genebra, é o limite mínimo para que o sinal seja “instantâneo”. ]
......................................................
 
Ambiente Brasil - 14 / 08 / 2008
 
Partículas 'conversam' a 10.000 vezes a velocidade da luz

Emitindo pares de fótons - partículas de luz - ao longo de uma fibra óptica estendida entre as cidades suíças de Satingny e Jussy, cientistas do Grupo de Física Aplicada da Universidade de Genebra determinaram que um fóton, chegando a um extremo da linha, é capaz de reagir instantaneamente a uma manipulação realizada no parceiro que foi para o lado oposto, a 18 km de distância. Os pesquisadores calcularam que, se essa reação for resultado de uma comunicação entre as partículas, o sinal teria de viajar a, no mínimo, 10.000 vezes a velocidade da luz.

“Trata-se de uma violação do espírito, se não da letra”, da Teoria da Relatividade de Einstein, que diz que nada pode viajar mais depressa que a luz, diz o físico Terence Rudolph, do Imperial College London, em comentário ao experimento suíço. Tanto a descrição da experiência quanto o comentário de Rudolph estão publicados na edição desta semana da revista Nature.

O efeito utilizado pela equipe suíça é conhecido pelos cientistas como “emaranhamento quântico”, e ocorre quando duas partículas são preparadas de tal forma que qualquer alteração numa delas afeta a outra instantaneamente, não importa a distância que as separa. A velocidade de 10.000 vezes a da luz, determinada pelos físicos de Genebra, é o limite mínimo para que o sinal seja “instantâneo”.

Nos anos 30, Albert Einstein havia usado a possibilidade - então, apenas teórica - do emaranhamento para atacar a teoria quântica, referindo-se ao efeito como uma “ação fantasmagórica à distância”. Para o descobridor da relatividade, qualquer teoria que abrisse essa brecha teria de ser, necessariamente, incompleta. Einstein não aceitava a interpretação dominante para a mecânica quântica, que afirma que alguns aspectos da natureza não podem ser conhecidos com precisão total, mas apenas como probabilidades.

No entanto, avanços feitos ao longo do século 20 mostraram que o emaranhamento é real. Ele já foi confirmado em vários experimentos realizados nos últimos anos, e está na base da tecnologia da computação quântica.

“Sabemos que as partículas que representam os bits quânticos, ou q-bits, precisam adquirir, durante o processamento da informação, certo grau de emaranhamento para que a computação quântica seja mais eficiente que computação clássica”, explica o físico brasileiro Marcio Cornelio, atualmente na Unicamp. Cientistas acreditam que computadores quânticos serão capazes de realizar cálculos muito mais rapidamente que computadores normais, ou clássicos, além de resolver problemas que estão fora do alcance das máquinas atuais.

O experimento suíço traz mais um argumento ao debate entre as diferentes interpretações da mecânica quântica. Uma das hipóteses levantadas em oposição à idéia de que certos fenômenos só podem ser descritos como probabilidades é a das “variáveis ocultas” - todo fenômeno teria uma descrição precisa, mas que estaria, de certa forma, escondida. Se as variáveis ocultas existissem, no entanto, o emaranhamento quântico só seria possível se as partículas se comunicassem entre si, ajustando suas variáveis.

“Concluímos que o limite mínimo que estabelecemos para a velocidade da hipotética ação fantasmagórica à distância é tão alto que a existência desta ação não é plausível”, diz Nicolas Gisin, um dos autores do artigo na Nature. Cornelio concorda: “Se tal ação à distância existisse, ela teria que ser muitas vezes mais rápida que a luz, o que violaria a teoria da relatividade. Essa é mais uma evidência de que tais variáveis não devem existir”.

O emaranhamento não viola a “letra” da relatividade porque, por si só, o fenômeno não permite a transmissão de sinais de comunicação mais depressa que a luz - não seria possível, por exemplo, usar partículas emaranhadas para criar um telefone celular instantâneo. “O emaranhamento não pode ser usado para comunicar unidades de informação escolhidas por uma pessoa, exatamente porque os eventos correlacionados por ele são aleatórios, fora do controle humano. Se os eventos fossem determinísticos, seria possível usar o fenômeno para comunicação clássica mais rápida que a luz”, o que violaria a relatividade, diz Gisin.

Mas se as partículas não trocam sinais entre si, como o emaranhamento quântico é possível? Como uma partícula “sabe” que sua parceira, a quilômetros de distância, foi manipulada?

“Eu diria que as partículas simplesmente estão correlacionadas”, diz Cornelio. “Como não é possível transmitir informação usando apenas partículas emaranhadas, não há necessidade de uma 'saber' o estado da outra e vice versa. Existe apenas uma correlação estranha, que não pode ser descrita pela física clássica”. (Fonte: Estadão Online)
 

SUBJECT: RES: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/07/2012 14:58

Olá,

 

Durante a madrugada assisti a alguns vídeos.

 

Não me contenho e vou comentar algumas impressões, ante o que vi.

 

I Há uns professores que, logo na primeira aula, impõem, de maneira natural e compulsória, o seguinte: o aluno, 1) lamenta o término da aula; e, 2),  fica ansioso para que chegue a hora das aulas seguintes.

 

II Há uns professores que, logo na primeira aula, impõem, de igual maneira, o seguinte: o aluno, 1) fica com a sensação de que o corpo está ali, mas a alma cismou de voar, voar; 2)  enche-se de desinterêsse pela matéria, tal a maneira como foi apresentada; 3)  lamenta quando se aproxima a hora da próxima aula.

Infelizmente, tem uma presença a marcar, créditos a cumprir, essas coisas burocráticas, mas necessárias.

 

Até onde assisti, os professores Fleming, Nivaldo e Rivelles e Piza pertencem à correspondem à descrição I. Quem quiser fazer uma revisão rápida e agradável dos assuntos que manuseiam, sem dores, eis a oportunidade. Com uma enooooooooooorme vantagem:  direito a replay...ilimitado.

 

E há ao  menos um outro, dos que assisti,  que, com boa dose de favor, equadra-se na descrição II;  mas não digo qual foi para não ferir suscetibilidades. Não precisarão dessa fofoca para descobrir, se fizerem imersões por lá.  E não creio que seja devido ao fato de o professor ser relativamente jovem, sem experiência, coisa e tal.  É uma pena, pois o assunto que o moço tratou  é importante demais para física, no que tange a coisas envolvendo ....epa!, quase abro o  jogo, para deixar nas mãos dele. Espero que aqueles alunos tenham srecuperado...Coitados deles!

 

 

Sds,

Victor.

 

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: sábado, 14 de julho de 2012 07:12
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

 

Olá Victor

 

De fato, o vídeo está com defeito e creio que não há o que fazer a não ser consultar o produtor do vídeo.

 

Como equivalente, existe o curso “Teoria de Campos na forma lagrangiana” do prof. Nivaldo A. Lemos, da UFF, e que pode ser encontrado no YouTube em http://www.youtube.com/results?search_query=Teoria+de+Campos+na+forma+lagrangiana&oq=Teoria+de+Campos+na+forma+lagrangiana&gs_l=youtube-reduced.12...10027.10027.0.11374.1.1.0.0.0.0.155.155.0j1.1.0...0.0...1ac.EhvfTZf78xU

 

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

 

From: JVictor

Sent: Friday, July 13, 2012 4:08 PM

To: ciencialist@yahoogrupos.com.br

Subject: RES: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

 

Paulo,

O vídeo da primeira aula do Prof. Rivelles, TCC, está sem som, a partir da da fala sobre langrangeano(por volta dos 2/3 do vídeo).  Você ou alguém mais teria esse vídeo com som, até o fim?

Pena, pois o curso é muito bom.

Sds,

Victor.

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de psdias2
Enviada em: quinta-feira, 12 de julho de 2012 10:06
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

Para quem gostou dos vídeos do CBPF, dê uma olhada
também no site do Instituto de Física da USP (áudios, vídeos, para
iniciantes e iniciados):

http://video.if.usp.br/

Vejam, por exemplo, a página do "Convite à Física":

http://video.if.usp.br/convite-%C3%A0-f%C3%ADsica

Obs.: No horário em que tentei entrar, apareceram vários erros, em
alguns dos links,
que me pareceram ser algum problema de programação (software) do site.
Mas em várias páginas consegui acessar os links para download. O
problema agora
é encontrar tempo para ver tudo isso :)

Paulo


SUBJECT: Fw: [ciencialist] Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
FROM: José Renato Terra <jrma@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/07/2012 14:59

Felipe escreveu: [ Num passado recente, alguns luminares da ciência chegaram
a
vaticinar o fim da ciência, que não haveria muito mais o que descobrir. Que
tudo
estaria quase pronto e acabado. ]
................................................
Lembro que Aristóteles também cometeu conclusão semelhante...
Tudo já está inventado: máquinas, roldanas, espelhos concavos e convexos,
eixo sem fim, engrenagens, polias, catapultas, pinhão, roda, prensa,
ferramentas, alavanca, remos, vela, barcos, arado, lentes, cálculos,
aquaduto, carneiro hidráulico, etc. e etc. Agora o ser humano pode filosofar
e desfrutar a vida sem o penoso trabalho braçal.
E parece-me que mais a frente algum presuçoso irá repetir essa estupidez...
[]s
José Renato
..........................................

----- Original Message -----
From: "Homero" <oraculo@atibaia.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Thursday, July 12, 2012 1:29 PM
Subject: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH


Mais alguns dados sobre o BH, e como é preciso cautela para validar a
descoberta:

http://hypescience.com/particula-de-deus-pode-ser-um-impostor/

Homero

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Homero" <oraculo@...> escreveu
>
> Luiz: " Pq já é dado que o BH foi efetivamente encontrado; pelo
> que li pode ser uma outra partícula e o argumento do Novello é
> esse, em função da massa encontrada (ou entendi errado?). "
> Poder, pode. Tudo pode. A probabilidade, entretanto, varia. Em
> ciência não se costuma vender a ideia de certeza absoluta, mas
> este da descoberta do boson de Higgs está em 99,99, ou Sigma 5 (ou
> quase 5), o que dá uma dose grande de confiabilidade nos resultados.
> E as divergências esperadas (sempre, sempre é preciso refazer e
> repetir estudos e experimentos em ciência) apontam para coisa mais
> espantosas ainda que o Boson de Higgs, não para sua ausência
> simplesmente.
> Se o Boson não for o de Higgs, será outra coisa mais interessante
> ainda, talvez muitos bosón, que criam o campo de Higgs.
> Um abraço.
> Homero
>
>
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@>
> escreveu
> >
> > Aliás Alvaro,
> >
> > Pq já é dado que o BH foi efetivamente encontrado; pelo que li
> pode ser uma outra partícula e o argumento do Novello é esse, em
> função da massa encontrada (ou entendi errado?).
> >
> > Abs
> > Felipe
> >
> >
> > ________________________________
> > De: Alvaro Augusto (L) alvaro@
> > Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> > Enviadas: Terça-feira, 10 de Julho de 2012 17:49
> > Assunto: Re: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
> >
> >
> >
> >
> > Meu amigo, o que você faz acordado às 4 da manhã? Espero que
> não tenha sido por causa da famigerada partícula! Esses efeitos
> de "boostrap" são bastante comuns em física. Na relatividade
> geral, por exemplo, o campo gravitacional produz energia gravitacional.
> Esta energia, sendo equivalente à matéria, é fonte do
> próprio campo gravitacional. Na cromodinâmica quântica, uma
> teoria mais bem estabelecida do que a teoria do boson de Higgs, os
> quarks atuam sobre si mesmos por meio da "força colorida". Quanto
> ao fim da ciência, o próprio Hawking (que perdeu US$ 100 para
> Gordon Kane por ter apostado que o bH nunca seria achado) escreveu o
> livro "O fim da Física", um livrinho de menos de 100 páginas. Faz
> tempo que o li, mas, pelo que lembro, Hawking argumentava que depois que
> se obtivesse a grande unificação (via supercordas ou coisa parecida),
> nada mais haveria para fazer em física teória. Lord Kelvin
> também fez dessas, no final do século
> > XIX. Poucos anos depois Planck deu origem à teoria quântica e
> Einstein formulou a relatividade... [ ]s Alvaro Augusto Em
> 10/07/2012 04:07, JVictor escreveu:
> > Álvaro,
> > >O link que dsp está quebrado. Mas usei o nome do artigo indicado
> indicado e o Google entregou as informações de que trata.
> > >
> > >Mal comparando: é algo como vc está num deserto, com muita
> fome, comer um pedaço da batata da perna, e ela se auto-regenerar. Se
> a moda pega...
> > >Se o bóson de Higgs já é um osso duro de roer, do ponto de
> vista mesmo de sua existência, com essa característica, também
> prevista e esquematizada, já são dois ossos, um maior e mais duro
> que o outro. Aliás, vice-versa...
> > >No eletromagnetismo, nos mecanismos da reação da radiação,
> surgem indícios teóricos de coisas assim; parece o boost strap,
> como acontece em certos circuitos amplificadores em eletrônica.
> > >
> > >Num passado recente, alguns luminares da ciência chegaram a
> vaticinar o fim da ciência, que não haveria muito mais o que
> descobrir. Que tudo estaria quase pronto e acabado.
> > >Mas o que vemos agora é que não é nada disso, ante o que vem
> se descortinando. Aliás, o que temos mesmo de muitíssimo concreto
> são inúmeras perguntas, cujo número só faz aumentar, a cada
> uma dessas revelações.
> > >Não tem jeito: quanto mais se sabe, menos se sabe...
> > >
> > >John Hogan(O Fim da Ciência, Companhia das Letras) que se repense,
> mas a ciência nunca esteve tão longe de chegar ao fim.
> > >
> > >Agora sim, insônia aumentou. Ah, bH, bH, se te pego, do jeito
> que estou pensando...
> > >
> > >Sds,
> > >Victor.
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >De:ciencialist@yahoogrupos.com.br
> [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de alvaug
> > >Enviada em: segunda-feira, 9 de julho de 2012 20:48
> > >Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> > >Assunto: [ciencialist] Re: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
> > >
> > >
> > >De acordo com a figura que aparece em
> http://en.wikipedia.org/wiki/File:Elementary_particle_interactions.svg,
> o Higgs pode interagir consigo mesmo.
> > >
> > >[ ]s
> > >
> > >Alvaro Augusto
> > >
> > >--- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, luiz silva
> mailto:luizfelipecsrj@ escreveu
> > >>
> > >> Uma pergunta com sério risco de ser idiota :
> > >>
> > >> O fato do boson de Higgs dotar ele mesmo de massa
> > pode ser considerado uma
> > auto-referência na teoria do modelo-padrão ?
> > >>
> > >> Abs
> > >> Felipe
> > >>
> > >>
> > >> ________________________________
> > >> De: luiz silva mailto:luizfelipecsrj@
> > >> Para: ListadeCiência <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > >> Enviadas: Segunda-feira, 9 de Julho de 2012 11:00
> > >> Assunto: Entrevista do Mario Novello Sobre o BH
> > >>
> > >>
> > >> Gostaria da opinião dos mais "entendidos",
> > principalmente com
> > relação ao que ele fala da massa do BH e do que
> confere
> > massa ao BH.
> > >>
> > >>
> http://oglobo.globo.com/ciencia/descoberta-coloca-teoria-do-boson-de-hig\
> gs-na-berlinda-5409585
> > >>
> > >> Abs
> > >> Felipe
> > >>
> > >
> >
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SUBJECT: RES: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/07/2012 16:24

Bolas, pequena correção no texto. Lá.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de JVictor
Enviada em: sábado, 14 de julho de 2012 14:58
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RES: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

 

Olá,

 

Durante a madrugada assisti a alguns vídeos.

 

Não me contenho e vou comentar algumas impressões, ante o que vi.

 

I Há uns professores que, logo na primeira aula, impõem, de maneira natural e compulsória, o seguinte: o aluno, 1) lamenta o término da aula; e, 2),  fica ansioso para que chegue a hora das aulas seguintes.

 

II Há uns professores que, logo na primeira aula, impõem, de igual maneira, o seguinte: o aluno, 1) fica com a sensação de que o corpo está ali, mas a alma cismou de voar, voar; 2)  enche-se de desinterêsse pela matéria, tal a maneira como foi apresentada; 3)  lamenta quando se aproxima a hora da próxima aula.

Infelizmente, tem uma presença a marcar, créditos a cumprir, essas coisas burocráticas, mas necessárias.

 

Até onde assisti, os professores Fleming, Nivaldo e Rivelles e Piza correspondem à descrição I. Quem quiser fazer uma revisão rápida e agradável dos assuntos que manuseiam, sem dores, eis a oportunidade. Com uma enooooooooooorme vantagem:  direito a replay...ilimitado.

 

E há ao  menos um outro, dos que assisti,  que, com boa dose de favor, enquadra-se na descrição II;  mas não digo qual foi para não ferir suscetibilidades. Não precisarão dessa fofoca para descobrir, se fizerem imersões por lá.  E não creio que seja devido ao fato de o professor ser relativamente jovem, sem experiência, coisa e tal.  É uma pena, pois o assunto de que o moço tratou  é importante demais para física,  (no que tange a coisas envolvendo ....epa!, quase abro o  jogo), para deixar nas mãos dele. Espero que aqueles alunos tenham recuperado...Coitados deles!

 

 

Sds,

Victor.

 

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Alberto Mesquita Filho
Enviada em: sábado, 14 de julho de 2012 07:12
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

 

Olá Victor

 

De fato, o vídeo está com defeito e creio que não há o que fazer a não ser consultar o produtor do vídeo.

 

Como equivalente, existe o curso “Teoria de Campos na forma lagrangiana” do prof. Nivaldo A. Lemos, da UFF, e que pode ser encontrado no YouTube em http://www.youtube.com/results?search_query=Teoria+de+Campos+na+forma+lagrangiana&oq=Teoria+de+Campos+na+forma+lagrangiana&gs_l=youtube-reduced.12...10027.10027.0.11374.1.1.0.0.0.0.155.155.0j1.1.0...0.0...1ac.EhvfTZf78xU

 

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.

 

From: JVictor

Sent: Friday, July 13, 2012 4:08 PM

To: ciencialist@yahoogrupos.com.br

Subject: RES: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

 

Paulo,

O vídeo da primeira aula do Prof. Rivelles, TCC, está sem som, a partir da da fala sobre langrangeano(por volta dos 2/3 do vídeo).  Você ou alguém mais teria esse vídeo com som, até o fim?

Pena, pois o curso é muito bom.

Sds,

Victor.

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de psdias2
Enviada em: quinta-feira, 12 de julho de 2012 10:06
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

Para quem gostou dos vídeos do CBPF, dê uma olhada
também no site do Instituto de Física da USP (áudios, vídeos, para
iniciantes e iniciados):

http://video.if.usp.br/

Vejam, por exemplo, a página do "Convite à Física":

http://video.if.usp.br/convite-%C3%A0-f%C3%ADsica

Obs.: No horário em que tentei entrar, apareceram vários erros, em
alguns dos links,
que me pareceram ser algum problema de programação (software) do site.
Mas em várias páginas consegui acessar os links para download. O
problema agora
é encontrar tempo para ver tudo isso :)

Paulo


SUBJECT: Re: Partículas "conversam" a 10 mil vezes a velocidade da luz
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 14/07/2012 22:24

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, José Renato Terra <jrma@...>
> Por que a velocidade máxima no universo continua a ter como limite a
> velocidade do fóton, se algo no "emaranhamento quântico" se comunica
> cerca de dez mil vezes a velocidade da luz?

Por que "comunicam" é entre aspas, assim como "conversam".

O texto tem o trecho esclarecedor:
> O emaranhamento não viola a "letra" da relatividade porque, por si
> só, o fenômeno não permite a transmissão de sinais de comunicação
> mais depressa que a luz - não seria possível, por exemplo, usar
> partículas emaranhadas para criar um telefone celular instantâneo.
> "O emaranhamento não pode ser usado para comunicar unidades de
> informação escolhidas por uma pessoa, exatamente porque os eventos
> correlacionados por ele são aleatórios, fora do controle humano. Se
> os eventos fossem determinísticos, seria possível usar o fenômeno
> para comunicação clássica mais rápida que a luz", o que violaria a >relatividade, diz Gisin.
> < http://noticias.ambientebrasil.com.br:80/noticia/?id=40027 >
-------------

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Prof. V.Rivelles-USP
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 15/07/2012 21:22

Olá,

bH : Comentários de um grande profissional da ciência brasileira.  Veja a página do V.Rivelles, abaixo.  A página principal dá uma idéia do trabalho que o Prof. Rivelles faz em física.

 

http://rivelles.blogspot.com.br/2012/07/o-higgs-foi-descoberto-o-que-acontece.html

 

Sds,

Victor.

 

 


SUBJECT: RES: [ciencialist] Prof. V.Rivelles-USP
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 16/07/2012 09:02

Olá,

 

Reportagem “crônica” do dia.

 

Aproveitando o link sobre Mecânica Analítica, de Nivaldo A.Lemos, disponibilizado por A.Mesquita, fui atrás do que havia mais a respeito de suas aulas na internet, sobre o assunto. E encontrei muito, muita coisa prá lá de boa.

Bem, praticamente, aborda, em vídeos-aula, praticamente tudo o que está em seu livro. É muito material didático de muitíssimo boa qualidade; do ponto de vista didático, é imperdível, como diria o saudoso Léo; do ponto de vista de conteúdo, cobre todo o assunto, que é absolutamente indispensável para quem curte e pratica física teórica. As aulas são muito detalhadas, facilmente assimiláveis  por todos que detenham um mínimo dos pré-requesitos necessários, como cálculo diferencial básico, tipo I e II e igualmente um conhecimento básico também de mec. Newtoniana.  Também, nem tudo pode ser de grátis...

Suspeito que a maioria de vocês ainda podem ter notícias dessas coisas de antão. Mas essas “notícias” poderão ser rapidamente atualizadas.

 

Um aparte:

(E sabem que sairá ganhando? Todos nós. E sabem quem sairá perdendo, com esses esforços? Ele, o Alzheimer desgraçado, que muito gosta de mentes indolentes, que se ocupa de poucas coisas. Aliás, o bom mesmo para retardá-lo é aprender algo simples, como: chinês, japonês, ou russo.  Aliás, acho que irei de japonês, qualquer ano desses que virão. Essas formulações de matemática também is good.  Perigo: encontrar Deus em algum ponto de inflexão.)

 

A obra de Nivaldo, uma autoridade científica nessa área,  expressa em seu livro,  já não fica atrás de nenhuma outra, de qualquer um dos figurões muito sabidos da área, como os clássicos Goldstein ou J.W.Leech.

 

A física teórica agradece.

 

Com Nivaldo na lousa(ainda sou do tempo de falar lousa...), a mecânica analítica fica parecendo coisa de menino brincar, tão fácil surge na ponta de seu giz e de sua fala precisa e objetiva. Muito bacana mesmo. Quem não faz disso seu dia a dia, como é o meu caso, acaba esquecendo  coisas importantes do formalismo. Como é meu outro caso, também...

Esses vídeos são uma maneira agradável e rápida de repor lacunas que neurônios desertores levaram com eles. E tudo à distância de um click.

 

Outro aparte:

(Para o estudante, contudo, isto não dispensa o livro, por causa das listas de exercícios, essenciais à fixação do que foi visto e compreendido. Compreender apenas é suficiente apenas em parte. Tem que ralar, se quiser pregar essas coisas na cabeça.)

 

 

Sds,

Victor.

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de JVictor
Enviada em: domingo, 15 de julho de 2012 21:22
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Prof. V.Rivelles-USP

 

 

Olá,

bH : Comentários de um grande profissional da ciência brasileira.  Veja a página do V.Rivelles, abaixo.  A página principal dá uma idéia do trabalho que o Prof. Rivelles faz em física.

 

http://rivelles.blogspot.com.br/2012/07/o-higgs-foi-descoberto-o-que-acontece.html

 

Sds,

Victor.

 

 


SUBJECT: Bóson de Higgs: possíveis divergências das previsões teóricas
FROM: "Roberto Belisario" <belisarioroberto@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 16/07/2012 09:54

Fala, moçada. Tentei analisar aqui uns sinais, ainda que prematuros, de que o comportamento do provável bóson de Higgs detectado pode estar divergindo um pouco das previsões teóricas. Teremos finalmente chegado aos limites do Modelo Padrão? Temos que esperar o LHC fornecer mais dados até o fim do ano para termos mais certeza de que isso não é um mero artefato estatístico, mas já há cientistas preocupados e excitados.

http://afisicasemove.blogspot.com.br/2012/07/o-boson-de-higgs-esta-indicando-teorias.html

Abraços,
Belisário




SUBJECT: RES: [ciencialist] Bóson de Higgs: possíveis divergências das previsões teóricas
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 16/07/2012 15:03

Belisário,

 

Deixei no blog as poucas e misomenos traçadas linhas:

É isso. Bela pesquisa e competentes informações. Mas, como já informado pelos próprios cientistas envolvidos na pesquisa, não há dados suficientes, ainda,  para conclusões mais confiáveis. Mas a confiança na teoria e a de que o trabalho continuado acabará fornecendo-os, em medida adequada,  é muito grande.

As pobres conclusões, que até o momento puderam ser inferidas,  são, com certeza, "... devido a baixa estatística".

Pois até onde pude chegar, e pelo que li de diversas fontes e analistas,  não senti o cheiro de fiascos operacionais no processo, como o evento a respeito da velocidade do neutrino. Se bem que, neste último caso, não houve surpresas, em realidade.

 

 

Sds,

Victor.

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Roberto Belisario
Enviada em: segunda-feira, 16 de julho de 2012 09:54
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Bóson de Higgs: possíveis divergências das previsões teóricas

 

 

Fala, moçada. Tentei analisar aqui uns sinais, ainda que prematuros, de que o comportamento do provável bóson de Higgs detectado pode estar divergindo um pouco das previsões teóricas. Teremos finalmente chegado aos limites do Modelo Padrão? Temos que esperar o LHC fornecer mais dados até o fim do ano para termos mais certeza de que isso não é um mero artefato estatístico, mas já há cientistas preocupados e excitados.

http://afisicasemove.blogspot.com.br/2012/07/o-boson-de-higgs-esta-indicando-teorias.html

Abraços,
Belisário


SUBJECT: RES: [ciencialist] LHC - Pra que serve?
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 16/07/2012 19:49

JR,

 

Que mal me pergunte, mas a que tipo de conhecimento  você ora associa à tirada de Faraday?

 

Ou seja, qual o conhecimento de agora que você acha que é inútil, ou que acha que um  ou alguns de nós assim o classifica?

 

Desculpe, mas é que nãao alcancei vossa mensagem.

 

Sds,

Victor.

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de José Renato Terra
Enviada em: sábado, 14 de julho de 2012 13:01
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] LHC - Pra que serve?

 

 

Há quatro anos Alberto chamava atenção para as idéias, pesquisas e teorias
que inicialmente parecem ser conhecimentos inócuos e dispensáveis...
[]s
José Renato
...........................................

----- Original Message -----
From: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@uol.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Saturday, May 24, 2008 12:53 AM
Subject: Re: [ciencialist] LHC - Pra que serve?
......................................................................

> ----- Original Message -----
> From: "Luis Brudna"
> Sent: Friday, May 23, 2008 3:51 PM
> Subject: [ciencialist] LHC - Pra que serve?
>
>> Será que o pessoal da Ciencialist poderia me ajudar com argumentos
>> bons em defesa do LHC? :-)
>
> Não sei se irei ajudá-lo, mas vou expor o que escrevi há algum tempo.
> O texto está mais voltado à teorização, mas serve também para
> justificar experimentações aparentemente "estratosféricas". (o texto
> todo pode ser lido a partir de
> http://ecientificocultural.com/ECC2/FilCien/metcien01.htm ):
>
> "Parece-me que muitos, dentre aqueles que produziram conhecimentos
> científicos de elevada qualidade, jamais concordariam com este
> objetivismo kuhniano. Citarei apenas três, mas não me parece ser
> impossível expandir esta relação para a casa das centenas ou mesmo dos
> milhares.
>
> Uma das frases célebres de um grande cientista do século XX, Carlo
> Rubbia, poderá ser encontrada em meio a entrevistas que deu logo após
> ter recebido o prêmio Nobel de física, em 1984: "Nós somos a primeira
> etapa do sistema. Uma etapa absolutamente essencial, mas que é
> baseada, sobretudo, na falta de um fim específico. Outras pessoas
> retomarão o que fizemos, e serão elas que tornarão as coisas práticas.
> Sem nós, essas pessoas não existiriam, e nós, por outro lado, sem
> elas, não teríamos nenhuma razão de ser." O segundo exemplo
> relaciona-se a um dos maiores --senão o maior-- cientistas do século
> XIX, que teria dito algo semelhante e a fazer parte do folclore
> científico. Conta-se que Faraday, ao ser interrogado sobre as
> finalidades de uma de suas teorias, teria respondido com outra
> pergunta: Para que serve uma criança ao nascer? Há quem ilustre essa
> história com outra versão e não é impossível que ambas tenham de fato
> acontecido. RUMJANEK (2004), por exemplo, narra o episódio com as
> seguintes palavras: ... o então ministro das finanças da Inglaterra,
> William Gladstone, teria perguntado ao cientista: "Está tudo muito
> bem, mas para que serve a indução eletromagnética?" A resposta de
> Faraday: "Eu não sei, mas um dia o senhor poderá cobrar impostos sobre
> isso." A história mostrou que Faraday estava com a razão. As teorias
> de Faraday alicerçaram quase toda a tecnologia do século XX. Se hoje
> um determinado país pretender eliminar os impostos conseqüentes à
> aplicação tecnológica das idéias de Faraday, este país estará se
> condenando à insolvência em poucos meses. Para concluir, reproduzo o
> pensamento de um físico teorizador português, João MAGUEIJO (2003), e
> deixo o mesmo para a reflexão dos leitores: a ciência só vale a pena
> na medida em que nos é permitido perder-nos na selva do desconhecido.
>
> Outro ponto a demonstrar a importância do amadorismo para a ciência
> relaciona-se ao clima ou ao ambiente em que se deflagraram as grandes
> revoluções científicas da era moderna. Muito mais do que a falência
> dos paradigmas, considerados por alguns como os agentes causais dos
> chamados períodos revolucionários, o que a história nos mostra é
> exatamente o oposto: a maioria das revoluções teve em comum o fato de
> se originar fora da jurisdição onde tais paradigmas eram dogmatizados
> e/ou cultuados. Einstein, por exemplo, escreveu seus principais
> trabalhos (relatividade restrita, efeito fotoelétrico e efeito
> browniano) na qualidade de funcionário secundário de um departamento
> de patentes, ou seja, como um físico amador. Mayer e Carnot, o
> primeiro como profissional médico e o segundo como profissional
> engenheiro, indiferentes ao academicismo vigente, forneceram as bases
> para a revolução em física que, na primeira metade do século XIX, deu
> origem à termodinâmica. Faraday foi outro cientista amador que somente
> chegou a ser aceito nos meios acadêmicos após ter fornecido as bases
> para a concretização do eletromagnetismo, o que acabou acontecendo
> graças aos trabalhos de Maxwell. Há ainda aqueles que, por motivos
> diversos, deixaram seus afazeres rotineiros de lado, podendo assim se
> dedicar a um livre-pensar alheio aos paradigmas acadêmicos. Os
> melhores exemplos são Charles Darwin, em sua viagem no Beagle
> (1831-1836), financiada por seu pai, e Isaac Newton, que iniciou uma
> revolução na física no annus mirabilis (1666), o ano em que as
> universidades da Inglaterra fecharam suas portas em virtude da peste
> negra. Digno de nota é o fato de Newton, ao retornar à universidade,
> ter sido obrigado, para atender a uma obrigação contratual, a deixar
> de lado esses estudos por mais de dez anos, a fim de que pudesse se
> dedicar com afinco ao aprendizado de teologia.
>
> [ ]´s
> Alberto
> http://ecientificocultural.com/indice.htm
> Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
> coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.


SUBJECT: Re: RES: [ciencialist] Bóson de Higgs: possíveis divergências das previsões teóricas
FROM: "Roberto Belisario" <belisarioroberto@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 16/07/2012 21:11


Então. Além do que respondi lá, acho que ainda é cedo para dizermos o que é devido ou o que não é devido a baixa estatística, justamente por causa da suposta baixa estatística... Porém, a estatística do decaimento fóton-fóton não é tão baixa assim. Contribuiu com um nível de confiança de 4,1 sigmas para a identificação do Higgs (v. p. ex., pág. 64 do seminário do Incandela - https://indico.cern.ch/conferenceDisplay.py?confId=197461 , arquivo PDF, pág. 64). E é justamente onde apareceu o maior desvio com relação à teoria (mais de 2 sigmas de distância, v. pág. 100). De qualquer forma, o melhor é deixarmos alcançarem o padrão científico de cinco sigmas também para esses aspectos.

Belisário

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "JVictor" <j.victor.neto@...> escreveu
>
> Belisário,
>
>
>
> Deixei no blog as poucas e misomenos traçadas linhas:
>
> É isso. Bela pesquisa e competentes informações. Mas, como já informado
> pelos próprios cientistas envolvidos na pesquisa, não há dados suficientes,
> ainda, para conclusões mais confiáveis. Mas a confiança na teoria e a de
> que o trabalho continuado acabará fornecendo-os, em medida adequada, é
> muito grande.
>
> As pobres conclusões, que até o momento puderam ser inferidas, são, com
> certeza, "... devido a baixa estatística".
>
> Pois até onde pude chegar, e pelo que li de diversas fontes e analistas,
> não senti o cheiro de fiascos operacionais no processo, como o evento a
> respeito da velocidade do neutrino. Se bem que, neste último caso, não houve
> surpresas, em realidade.
>
>
>
>
>
> Sds,
>
> Victor.
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
> Em nome de Roberto Belisario
> Enviada em: segunda-feira, 16 de julho de 2012 09:54
> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Assunto: [ciencialist] Bóson de Higgs: possíveis divergências das previsões
> teóricas
>
>
>
>
>
> Fala, moçada. Tentei analisar aqui uns sinais, ainda que prematuros, de que
> o comportamento do provável bóson de Higgs detectado pode estar divergindo
> um pouco das previsões teóricas. Teremos finalmente chegado aos limites do
> Modelo Padrão? Temos que esperar o LHC fornecer mais dados até o fim do ano
> para termos mais certeza de que isso não é um mero artefato estatístico, mas
> já há cientistas preocupados e excitados.
>
> http://afisicasemove.blogspot.com.br/2012/07/o-boson-de-higgs-esta-indicando
> -teorias.html
>
> Abraços,
> Belisário
>




SUBJECT: Re: LHC - Pra que serve?
FROM: "Roberto Belisario" <belisarioroberto@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 16/07/2012 21:36


Muita gente justifica tais pesquisas com argumentos do tipo da pesquisa básica, que pode virar alguma coisa extraordinária no futuro que aumentarão o bem-estar material das pessoas. Eu, particularmente, acho que não será o caso (pelo menos não diretamente) nem da física de altas energias, nem da cosmologia (ainda que surpresas acontecem). No máximo, o LHC poderá contribuir com spin-offs - formação e aperfeiçoamento de engenheiros, técnicos, educação científica, que, aí sim, será usada para fins imprevisíveis. O que, aliás, já é uma grande coisa. O retorno pode até cobrir os US$ 9 bilhões em algum momento.

Porém, a justificativa que governos e editoriais de jornais costumam dar é: "a conquista inestimável da compreensão do universo". Acho que isso também é validíssimo. Trata-se, na verdade, de um aspecto da cultura. Pois conhecer os esquemas já feitos sobre o funcionamento da Natureza é cultura. Se conhecer o trabalho dos pré-socráticos ou dos chineses antigos é cultura, então conhecer o conteúdo da física de partículas também é. Não faz parte de todas as culturas ideias sobre a origem do mundo? A teoria do Big-Bang, por exemplo, vem justamente interferir nessa parte integrante de toda cultura. Ora, europeus investem pesadíssimo em cultura. Quem já passeou por lá viu. Museus, conservação e reconstituição de prédios históricos (reconstruíram o que puderam depois da II Guerra!), pesquisas arqueológicas, histórico-culturais, conservação de documentos, espetáculos de toda espécie etc. E investem também em pesquisas sobre a natureza da Natureza. Cultura.

Assim, além de todos os motivos próprios à ciência pelos quais ela deve ser conhecida, ela também partilha com a cultura todos os motivos pelos quais esta última deve ser adquirida.

Mudando de assunto sem mudar, tudo isso é também outra resposta à pergunta "por que as pessoas deveriam se interessar por ciência?". Além das tradicionais "para aumentarem sua capacidade crítica", "para exercer melhor sua cidadania", "para ter conhecimento de causa para garantir que os legisladores legislem em benefício da sociedade" etc., há também "porque ciência é cultura": é interessante saber o que diz a mecânica quântica e de onde ela vem pelas mesmas razões (também) que as pelas quais é bom ler Hermann Hesse ou ouvir Chico Buarque (ou o que for de sua preferência).

Vivemos numa era tão tecnicista e materialista que sentimos obrigação de arrumar uma justificativa material para tudo o que sentimos necessidade de justificar. Mas há outras justificativas. Exite também o "bem-estar imaterial das pessoas".

Belisário

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, José Renato Terra <jrma@...> escreveu
>
> Há quatro anos Alberto chamava atenção para as idéias, pesquisas e teorias
> que inicialmente parecem ser conhecimentos inócuos e dispensáveis...
> []s
> José Renato
> ...........................................
>
> ----- Original Message -----
> From: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...>
> To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
> Sent: Saturday, May 24, 2008 12:53 AM
> Subject: Re: [ciencialist] LHC - Pra que serve?
> ......................................................................
>
>
> > ----- Original Message -----
> > From: "Luis Brudna"
> > Sent: Friday, May 23, 2008 3:51 PM
> > Subject: [ciencialist] LHC - Pra que serve?
> >
> >> Será que o pessoal da Ciencialist poderia me ajudar com argumentos
> >> bons em defesa do LHC? :-)
> >
> > Não sei se irei ajudá-lo, mas vou expor o que escrevi há algum tempo.
> > O texto está mais voltado à teorização, mas serve também para
> > justificar experimentações aparentemente "estratosféricas". (o texto
> > todo pode ser lido a partir de
> > http://ecientificocultural.com/ECC2/FilCien/metcien01.htm ):
> >
> > "Parece-me que muitos, dentre aqueles que produziram conhecimentos
> > científicos de elevada qualidade, jamais concordariam com este
> > objetivismo kuhniano. Citarei apenas três, mas não me parece ser
> > impossível expandir esta relação para a casa das centenas ou mesmo dos
> > milhares.
> >
> > Uma das frases célebres de um grande cientista do século XX, Carlo
> > Rubbia, poderá ser encontrada em meio a entrevistas que deu logo após
> > ter recebido o prêmio Nobel de física, em 1984: "Nós somos a primeira
> > etapa do sistema. Uma etapa absolutamente essencial, mas que é
> > baseada, sobretudo, na falta de um fim específico. Outras pessoas
> > retomarão o que fizemos, e serão elas que tornarão as coisas práticas.
> > Sem nós, essas pessoas não existiriam, e nós, por outro lado, sem
> > elas, não teríamos nenhuma razão de ser." O segundo exemplo
> > relaciona-se a um dos maiores --senão o maior-- cientistas do século
> > XIX, que teria dito algo semelhante e a fazer parte do folclore
> > científico. Conta-se que Faraday, ao ser interrogado sobre as
> > finalidades de uma de suas teorias, teria respondido com outra
> > pergunta: Para que serve uma criança ao nascer? Há quem ilustre essa
> > história com outra versão e não é impossível que ambas tenham de fato
> > acontecido. RUMJANEK (2004), por exemplo, narra o episódio com as
> > seguintes palavras: ... o então ministro das finanças da Inglaterra,
> > William Gladstone, teria perguntado ao cientista: "Está tudo muito
> > bem, mas para que serve a indução eletromagnética?" A resposta de
> > Faraday: "Eu não sei, mas um dia o senhor poderá cobrar impostos sobre
> > isso." A história mostrou que Faraday estava com a razão. As teorias
> > de Faraday alicerçaram quase toda a tecnologia do século XX. Se hoje
> > um determinado país pretender eliminar os impostos conseqüentes à
> > aplicação tecnológica das idéias de Faraday, este país estará se
> > condenando à insolvência em poucos meses. Para concluir, reproduzo o
> > pensamento de um físico teorizador português, João MAGUEIJO (2003), e
> > deixo o mesmo para a reflexão dos leitores: a ciência só vale a pena
> > na medida em que nos é permitido perder-nos na selva do desconhecido.
> >
> > Outro ponto a demonstrar a importância do amadorismo para a ciência
> > relaciona-se ao clima ou ao ambiente em que se deflagraram as grandes
> > revoluções científicas da era moderna. Muito mais do que a falência
> > dos paradigmas, considerados por alguns como os agentes causais dos
> > chamados períodos revolucionários, o que a história nos mostra é
> > exatamente o oposto: a maioria das revoluções teve em comum o fato de
> > se originar fora da jurisdição onde tais paradigmas eram dogmatizados
> > e/ou cultuados. Einstein, por exemplo, escreveu seus principais
> > trabalhos (relatividade restrita, efeito fotoelétrico e efeito
> > browniano) na qualidade de funcionário secundário de um departamento
> > de patentes, ou seja, como um físico amador. Mayer e Carnot, o
> > primeiro como profissional médico e o segundo como profissional
> > engenheiro, indiferentes ao academicismo vigente, forneceram as bases
> > para a revolução em física que, na primeira metade do século XIX, deu
> > origem à termodinâmica. Faraday foi outro cientista amador que somente
> > chegou a ser aceito nos meios acadêmicos após ter fornecido as bases
> > para a concretização do eletromagnetismo, o que acabou acontecendo
> > graças aos trabalhos de Maxwell. Há ainda aqueles que, por motivos
> > diversos, deixaram seus afazeres rotineiros de lado, podendo assim se
> > dedicar a um livre-pensar alheio aos paradigmas acadêmicos. Os
> > melhores exemplos são Charles Darwin, em sua viagem no Beagle
> > (1831-1836), financiada por seu pai, e Isaac Newton, que iniciou uma
> > revolução na física no annus mirabilis (1666), o ano em que as
> > universidades da Inglaterra fecharam suas portas em virtude da peste
> > negra. Digno de nota é o fato de Newton, ao retornar à universidade,
> > ter sido obrigado, para atender a uma obrigação contratual, a deixar
> > de lado esses estudos por mais de dez anos, a fim de que pudesse se
> > dedicar com afinco ao aprendizado de teologia.
> >
> > [ ]´s
> > Alberto
> > http://ecientificocultural.com/indice.htm
> > Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
> > coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
>




SUBJECT: Re: LHC - Pra que serve?
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 16/07/2012 21:55

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Roberto Belisario"
> Porém, a justificativa que governos e editoriais de jornais costumam
> dar é: "a conquista inestimável da compreensão do universo". Acho
> que isso também é validíssimo. Trata-se, na verdade, de um aspecto
> da cultura.

O problema é justificar o montante de USD 9 bi em termos de cultura. O quanto a cultura avançou com isso? Valeria investir o mm valor em um museu? Em uma expedição de escavação na região mesopotâmica?

Faço uma argumentação mais longa aqui:
http://genereporter.blogspot.com.br/2010/02/ciencia-e-prioridade-parte-1.html

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: LHC - Pra que serve?
FROM: "Roberto Belisario" <belisarioroberto@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 16/07/2012 22:23


Acho que isso são falsas dicotomias, pelo menos na medida em que estamos considerando o aspecto "cultura" da ciência. Pois, sob esse aspecto, é como questionar o investimento em um conjunto de museus se perguntando se o mesmo montante não poderia ser investido na recuperação de um conjunto de edifícios históricos. O caso é que precisa-se das duas coisas. Agora, quanto o LHC contribui para a cultura, isto é, no caso, para a ciência? Bem, isso só saberemos depois que vermos o que saiu dele... E, mesmo assim, é inquantificável. E sim, tudo isso envolve a dimensão política, como você aponta no seu blog. Na verdade, há várias dimensões envolvidas - política, científica, econômica, social. Bicho de sete cabeças. Estou aqui sonando a tecla da dimensão cultural, da qual é raro alguém se lembrar, pelo menos explicitamente.

Belisário

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "roberto" <roberto.takata@...> escreveu
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Roberto Belisario"
> > Porém, a justificativa que governos e editoriais de jornais costumam
> > dar é: "a conquista inestimável da compreensão do universo". Acho
> > que isso também é validíssimo. Trata-se, na verdade, de um aspecto
> > da cultura.
>
> O problema é justificar o montante de USD 9 bi em termos de cultura. O quanto a cultura avançou com isso? Valeria investir o mm valor em um museu? Em uma expedição de escavação na região mesopotâmica?
>
> Faço uma argumentação mais longa aqui:
> http://genereporter.blogspot.com.br/2010/02/ciencia-e-prioridade-parte-1.html
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>




SUBJECT: Re: LHC - Pra que serve?
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 16/07/2012 22:35

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Roberto Belisario"
> Pois, sob esse aspecto, é como questionar o investimento em um
> conjunto de museus se perguntando se o mesmo montante não poderia
> ser investido na recuperação de um conjunto de edifícios históricos.

A questão posta (qdo se fala em valor cultural) é menos essa de investir em A ou B do que: vale a pena investir USD 9 bi em uma determinada empreitada cultural?

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: LHC - Pra que serve?
FROM: "Roberto Belisario" <belisarioroberto@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 17/07/2012 20:41


É que não é só cultural, né... ela tem *também* implicações culturais.
Belisário

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "roberto" <roberto.takata@...> escreveu
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Roberto Belisario"
> > Pois, sob esse aspecto, é como questionar o investimento em um
> > conjunto de museus se perguntando se o mesmo montante não poderia
> > ser investido na recuperação de um conjunto de edifícios históricos.
>
> A questão posta (qdo se fala em valor cultural) é menos essa de investir em A ou B do que: vale a pena investir USD 9 bi em uma determinada empreitada cultural?
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>




SUBJECT: BarraPet 4.0, VaraPet 3.0 e Reuso de água da máquina de lavar roupas.
FROM: Tipoalgo <tipoalgo@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 17/07/2012 21:00

Olá a todos.

Três novas engenhocas:


Estou gostando em reusar a água da máquina de lavar roupas para a descarga do vaso sanitário, principalmente nesse período sem chuvas aqui em brasília.

Abraços
Tipoalgo


SUBJECT: RES: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 18/07/2012 06:53

Olá, Hélio

 

Encontrei a foto no endereço: http://www.maxborn.net/index.php?page=filmnews.

 

Mas não obtive  êxito quando busquei o “home movie”, na mesma página acima.  Veja se consegue. E comente, se for o caso.

Também fiquei curioso.

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Hélio Carvalho
Enviada em: quarta-feira, 18 de julho de 2012 13:29
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.

 

Victor,

 

Where is the link to "home movie"???

 

Hélio

 

De: JVictor <j.victor.neto@uol.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 18 de Julho de 2012 8:30
Assunto: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.

 

 

 

Olá,

 

1)      Todos os da foto estão, com 100% de certeza, mortinhos da silva...alguma dúvida? É, “parece” que nem os gênios escapam...

2)      Einstein parece que está com furúnculo na parte direita do traseiro. Notam o esforço dissimulado para aliviar a pressão?...Notam a inclinadinha dissimulada?

3)      Madame Curie está linda. Parece minha mãe. Com a diferença de que não era tããão inteligente como...

4)      Pauli está observando a cabeça de de Broglie, assim, meio de bandinha,  e pensando: ô testinha grande da “muzenga”. Devem ser as ondas de matéria de seus sabidos neurônios, confinadas  na parte frontal de sua caixa pensante.

5)      Lorentz fez um esforço danado para ficar bonito. E ficou.

6)      O sentar não empertigado de Planck sugere que está impaciente: “...vamos logo, moço, tira logo isso que estou com as costas doendo!...”

7)      Mas logo a seguir o clarão da então moderna máquina fotográfica, com direito a uma lufada de fumaça, trouxe o alívio esperado.

8)      E parece que um pai,  de Dirac ou Compton, andou visitando a residência do outro, na ausência deste...

9)      Resumindo: não se fazem mais físicos como antigamente.

 

 

 

 

Institut International de Physique Solvay

One of the most famous photos in the history of physics captures the illustrious participants at the fifth Solvay Conference in Brussels, October 1927. Twenty-nine physicists, the main quantum theorists of the day, came together to discuss the topic “Electrons and Photons”. Seventeen of the 29 attendees were or became Nobel Prize winners.

Following is a “home movie” shot by Irving Langmuir, (the 1932 Nobel Prize winner in chemistry). It captures 2 minutes of an intermission in the proceedings. Twenty-one of the 29 attendees are on the film. The film opens with quick shots of Erwin Schrödinger and Niels Bohr. Auguste Piccard of the University of Brussels follows and then the camera re-focuses on Schrödinger and Bohr.

The voice-over is by Nancy Thorndike Greenspan.

Sds,

Victor.

 


SUBJECT: The rebelds da ciência - foto famosa.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 18/07/2012 08:30

 

 

Olá,

 

1)      Todos os da foto estão, com 100% de certeza, mortinhos da silva...alguma dúvida? É, “parece” que nem os gênios escapam...

2)      Einstein parece que está com furúnculo na parte direita do traseiro. Notam o esforço dissimulado para aliviar a pressão?...Notam a inclinadinha dissimulada?

3)      Madame Curie está linda. Parece minha mãe. Com a diferença de que não era tããão inteligente como...

4)      Pauli está observando a cabeça de de Broglie, assim, meio de bandinha,  e pensando: ô testinha grande da “muzenga”. Devem ser as ondas de matéria de seus sabidos neurônios, confinadas  na parte frontal de sua caixa pensante.

5)      Lorentz fez um esforço danado para ficar bonito. E ficou.

6)      O sentar não empertigado de Planck sugere que está impaciente: “...vamos logo, moço, tira logo isso que estou com as costas doendo!...”

7)      Mas logo a seguir o clarão da então moderna máquina fotográfica, com direito a uma lufada de fumaça, trouxe o alívio esperado.

8)      E parece que um pai,  de Dirac ou Compton, andou visitando a residência do outro, na ausência deste...

9)      Resumindo: não se fazem mais físicos como antigamente.

 

 

 

 

Institut International de Physique Solvay

One of the most famous photos in the history of physics captures the illustrious participants at the fifth Solvay Conference in Brussels, October 1927. Twenty-nine physicists, the main quantum theorists of the day, came together to discuss the topic “Electrons and Photons”. Seventeen of the 29 attendees were or became Nobel Prize winners.

Following is a “home movie” shot by Irving Langmuir, (the 1932 Nobel Prize winner in chemistry). It captures 2 minutes of an intermission in the proceedings. Twenty-one of the 29 attendees are on the film. The film opens with quick shots of Erwin Schrödinger and Niels Bohr. Auguste Piccard of the University of Brussels follows and then the camera re-focuses on Schrödinger and Bohr.

The voice-over is by Nancy Thorndike Greenspan.

Sds,

Victor.

 


SUBJECT: Re: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
FROM: Hélio Carvalho <helicar_br@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 18/07/2012 09:28

Victor,
 
Where is the link to "home movie"???
 
Hélio

De: JVictor <j.victor.neto@uol.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 18 de Julho de 2012 8:30
Assunto: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
 
 
 
Olá,
 
1)      Todos os da foto estão, com 100% de certeza, mortinhos da silva...alguma dúvida? É, “parece” que nem os gênios escapam...
2)      Einstein parece que está com furúnculo na parte direita do traseiro. Notam o esforço dissimulado para aliviar a pressão?...Notam a inclinadinha dissimulada?
3)      Madame Curie está linda. Parece minha mãe. Com a diferença de que não era tããão inteligente como...
4)      Pauli está observando a cabeça de de Broglie, assim, meio de bandinha,  e pensando: ô testinha grande da “muzenga”. Devem ser as ondas de matéria de seus sabidos neurônios, confinadas  na parte frontal de sua caixa pensante.
5)      Lorentz fez um esforço danado para ficar bonito. E ficou.
6)      O sentar não empertigado de Planck sugere que está impaciente: “...vamos logo, moço, tira logo isso que estou com as costas doendo!...”
7)      Mas logo a seguir o clarão da então moderna máquina fotográfica, com direito a uma lufada de fumaça, trouxe o alívio esperado.
8)      E parece que um pai,  de Dirac ou Compton, andou visitando a residência do outro, na ausência deste...
9)      Resumindo: não se fazem mais físicos como antigamente.
 
 
 
 
Institut International de Physique Solvay
One of the most famous photos in the history of physics captures the illustrious participants at the fifth Solvay Conference in Brussels, October 1927. Twenty-nine physicists, the main quantum theorists of the day, came together to discuss the topic “Electrons and Photons”. Seventeen of the 29 attendees were or became Nobel Prize winners.
Following is a “home movie” shot by Irving Langmuir, (the 1932 Nobel Prize winner in chemistry). It captures 2 minutes of an intermission in the proceedings. Twenty-one of the 29 attendees are on the film. The film opens with quick shots of Erwin Schrödinger and Niels Bohr. Auguste Piccard of the University of Brussels follows and then the camera re-focuses on Schrödinger and Bohr.
The voice-over is by Nancy Thorndike Greenspan.
Sds,
Victor.
 

SUBJECT: Re: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 18/07/2012 11:09

Ola Victor,
 
Calro qeu não se fazem mas físiscos como antes...hoje se faz somente ciência hard, como diria o saudoso Leo!!! Estes, além de tudo, eram grandes folósofos. Se preocupavam em analisar as consequências filosóficas das teorias que estavam surgindo.....
 
Mas hj, como estamos virando cada vez mais autômatos, isto não é sequer bem visto.....
 
Abs
Felipe

De: JVictor <j.victor.neto@uol.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 18 de Julho de 2012 8:30
Assunto: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
 
 
 
Olá,
 
1)      Todos os da foto estão, com 100% de certeza, mortinhos da silva...alguma dúvida? É, “parece” que nem os gênios escapam...
2)      Einstein parece que está com furúnculo na parte direita do traseiro. Notam o esforço dissimulado para aliviar a pressão?...Notam a inclinadinha dissimulada?
3)      Madame Curie está linda. Parece minha mãe. Com a diferença de que não era tããão inteligente como...
4)      Pauli está observando a cabeça de de Broglie, assim, meio de bandinha,  e pensando: ô testinha grande da “muzenga”. Devem ser as ondas de matéria de seus sabidos neurônios, confinadas  na parte frontal de sua caixa pensante.
5)      Lorentz fez um esforço danado para ficar bonito. E ficou.
6)      O sentar não empertigado de Planck sugere que está impaciente: “...vamos logo, moço, tira logo isso que estou com as costas doendo!...”
7)      Mas logo a seguir o clarão da então moderna máquina fotográfica, com direito a uma lufada de fumaça, trouxe o alívio esperado.
8)      E parece que um pai,  de Dirac ou Compton, andou visitando a residência do outro, na ausência deste...
9)      Resumindo: não se fazem mais físicos como antigamente.
 
 
 
 
Institut International de Physique Solvay
One of the most famous photos in the history of physics captures the illustrious participants at the fifth Solvay Conference in Brussels, October 1927. Twenty-nine physicists, the main quantum theorists of the day, came together to discuss the topic “Electrons and Photons”. Seventeen of the 29 attendees were or became Nobel Prize winners.
Following is a “home movie” shot by Irving Langmuir, (the 1932 Nobel Prize winner in chemistry). It captures 2 minutes of an intermission in the proceedings. Twenty-one of the 29 attendees are on the film. The film opens with quick shots of Erwin Schrödinger and Niels Bohr. Auguste Piccard of the University of Brussels follows and then the camera re-focuses on Schrödinger and Bohr.
The voice-over is by Nancy Thorndike Greenspan.
Sds,
Victor.
 

SUBJECT: Déficit da atenção - prejuízos para a aprendizagem.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 18/07/2012 12:12

Olá,

 

Sei que alguns de vocês têm conhecimentos de psicologia e psiquiatria.

Esse problema, diagnosticado por alguns como déficit de atenção, realmente prejudica o aprendizado.

Que podem agregar ao que é discutido no artigo?  Tenho um interesse particular num possível caminho para conduzir o assunto.

 

 

http://teoriadetudo.blogfolha.uol.com.br/2012/07/18/psicologos-psiquiatras-e-o-deficit-de-atencao/

 

 

Sds,

Victor.


SUBJECT: Re: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
FROM: "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 18/07/2012 12:35

Caro Victor,

Como as coisas mudam, não é? No recente seminário do CERN, no qual foi anunciada a descoberta do provável bóson de Higgs, havia um sujeito de camiseta e calção na parte da frente!

Quanto a não se fazer mais físicos como antigamente, a coisa é muito mais complexa. Por exemplo, duvido que muitos graduandos ou pós-graduandos em física tenham sequer chegado ao ponto de serem barrados nos Congressos Solvay, pois aqueles eventos eram fechadíssimos. Por exemplo, Louis de Broglie, um nobre francês, teria sido barrado em um deles e, furioso, decidiu que teria um artigo aprovado no próximo (o que de fato aconteceu; de Broglie participou do quinto Congresso Solvay, com o artigo que lhe daria o Nobel em 1929). Hoje as coisas são mais democráticas e as únicas maneiras de barrar pessoas em um evento do porte de um Solvay seria elevando o preço (o que deixaria muito mais do que uma pessoa furiosa) ou limitando o número de assentos. Por exemplo, veja um relato interessante de um dos participantes do recente seminário do CERN: http://physicsact.wordpress.com/2012/07/04/higgs-finalmente-seminario-comentado/ (a primeira imagem é curiosíssima e teria deixado qualquer um dos participantes do 5° Solvay de cabelo em pé).

Outra coisa é que a física tornou-se hoje um grande empreendimento, especialmente nos países desenvolvidos. Em 1927 a física era um empreendimento puramente acadêmico, que demoraria ainda vários anos para começar a mostrar suas garras (na II Guerra). Hoje Einstein não conseguiria aprovar seus artigos de 1905 em nenhuma publicação, a não ser que concordasse em fornecer referências e em corrigir alguns erros de cálculo. Além disso, todos os artigos publicados em 1927 são hoje publicados em uma semana, talvez em um dia, o que torna a competição muito mais difícil, tornando também mais difícil o surgimento de um Einstein, de um Heisenberg, de um Pauli.

[ ]s

Alvaro Augusto


Em 18/07/2012 08:30, JVictor escreveu:


SUBJECT: Re: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 18/07/2012 13:22

Ola Álvaro,
 
O maior numero de "participantes" e maior competição não deveria produzir um efeito contrário ? Ou seja, mais Einsteins e similares.
 
Abs
Felipe

De: Alvaro Augusto (L) <alvaro@lunabay.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 18 de Julho de 2012 12:35
Assunto: Re: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
 
Caro Victor,Como as coisas mudam, não é? No recente seminário do CERN, no qual foi anunciada a descoberta do provável bóson de Higgs, havia um sujeito de camiseta e calção na parte da frente! Quanto a não se fazer mais físicos como antigamente, a coisa é muito mais complexa. Por exemplo, duvido que muitos graduandos ou pós-graduandos em física tenham sequer chegado ao ponto de serem barrados nos Congressos Solvay, pois aqueles eventos eram fechadíssimos. Por exemplo, Louis de Broglie, um nobre francês, teria sido barrado em um deles e, furioso, decidiu que teria um artigo aprovado no próximo (o que de fato aconteceu; de Broglie participou do quinto Congresso Solvay, com o artigo que lhe daria o Nobel em 1929). Hoje as coisas são mais democráticas e as únicas maneiras de barrar pessoas em um evento do porte de um Solvay seria elevando o preço (o que deixaria muito mais do que uma pessoa furiosa) ou limitando o número de assentos. Por exemplo, veja um relato interessante de um dos participantes do recente seminário do CERN: http://physicsact.wordpress.com/2012/07/04/higgs-finalmente-seminario-comentado/ (a primeira imagem é curiosíssima e teria deixado qualquer um dos participantes do 5° Solvay de cabelo em pé).Outra coisa é que a física tornou-se hoje um grande empreendimento, especialmente nos países desenvolvidos. Em 1927 a física era um empreendimento puramente acadêmico, que demoraria ainda vários anos para começar a mostrar suas garras (na II Guerra). Hoje Einstein não conseguiria aprovar seus artigos de 1905 em nenhuma publicação, a não ser que concordasse em fornecer referências e em corrigir alguns erros de cálculo. Além disso, todos os artigos publicados em 1927 são hoje publicados em uma semana, talvez em um dia, o que torna a competição muito mais difícil, tornando também mais difícil o surgimento de um Einstein, de um Heisenberg, de um Pauli.[ ]sAlvaro AugustoEm 18/07/2012 08:30, JVictor escreveu:


SUBJECT: Re: [ciencialist] Bóson de Higgs: possíveis divergências das previsões teóricas
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 18/07/2012 13:38

Eu tenho que confessar : to torcendo para que não seja o BH!!! Fico imaginando o que esataria por vir......
 
Aliás, já existem programas trabalhando com uma física sem o BH ? Entendo que o que o Novello falou em sua entrevista não seja exatamente um programa de pesquisa....ou to errado ?
 
Abs
Felipe

De: Roberto Belisario <belisarioroberto@gmail.com>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Segunda-feira, 16 de Julho de 2012 9:54
Assunto: [ciencialist] Bóson de Higgs: possíveis divergências das previsões teóricas
 
Fala, moçada. Tentei analisar aqui uns sinais, ainda que prematuros, de que o comportamento do provável bóson de Higgs detectado pode estar divergindo um pouco das previsões teóricas. Teremos finalmente chegado aos limites do Modelo Padrão? Temos que esperar o LHC fornecer mais dados até o fim do ano para termos mais certeza de que isso não é um mero artefato estatístico, mas já há cientistas preocupados e excitados.

http://afisicasemove.blogspot.com.br/2012/07/o-boson-de-higgs-esta-indicando-teorias.html

Abraços,
Belisário


SUBJECT: Re: [ciencialist] Bóson de Higgs: possíveis divergências das previsões teóricas
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 18/07/2012 13:49

Ola Belisário,
 
Não entendi muito bem :
 
"Há ainda uma distância incômoda na massa medida do bóson de Higgs, de 125,3 GeV (gigaelétron-volts, uma unidade de medida de energia apropriada para partículas subatômicas, que pode também, com um pouco de "abuso de linguagem" corrente entre os físicos, ser usada para massa). A teoria não prevê, na verdade, a massa do bóson, mas ela contém uma relação entre ela e a massa de duas outras partículas, o W e o quark top (este observado apenas em 1995). A partir dessa relação e das massas dessas duas senhoras, a massa do bóson deveria ser de 94 GeV. Mas lembremos que o que importa não são tanto os números em si, mas as margens de erro ao seu redor. Nesse caso, o resultado do LHC caiu bem em cima do limite da margem de erro de um sigma da previsão "teórica". Tecnicamente, isso não invalida a teoria, mas alguns cientistas estão preocupados (ou excitados!) e esperam ansiosamente pelos dados mais precisos dos próximos meses."
 
Qual a margem de erro trabalhada no LHC para que uma diferença de 31 GeV (33%) na massa possa ter caído dentro dos limites ?  Lembro que um documentário sobre a TRG falava que Einstein tinha cometido erros nos seus cálculos iniciais para o desvio da luz em campo gravitacional que, se fosse testado no Eclipse, falsearia a TRG; e o erro era bem pequeno.
 
Abs
Felipe

De: Roberto Belisario <belisarioroberto@gmail.com>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Segunda-feira, 16 de Julho de 2012 9:54
Assunto: [ciencialist] Bóson de Higgs: possíveis divergências das previsões teóricas
 
Fala, moçada. Tentei analisar aqui uns sinais, ainda que prematuros, de que o comportamento do provável bóson de Higgs detectado pode estar divergindo um pouco das previsões teóricas. Teremos finalmente chegado aos limites do Modelo Padrão? Temos que esperar o LHC fornecer mais dados até o fim do ano para termos mais certeza de que isso não é um mero artefato estatístico, mas já há cientistas preocupados e excitados.

http://afisicasemove.blogspot.com.br/2012/07/o-boson-de-higgs-esta-indicando-teorias.html

Abraços,
Belisário


SUBJECT: RES: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 18/07/2012 13:56

Tenho de concordar com você em alguns aspectos.

 

Agora, “(a primeira imagem é curiosíssima e teria deixado qualquer um dos participantes do 5° Solvay de cabelo em pé).“ : bem, sob algum viés, nem só os cabelos...

Sds,

Victor.

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Alvaro Augusto (L)
Enviada em: quarta-feira, 18 de julho de 2012 12:35
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.

 

 

Caro Victor,

Como as coisas mudam, não é? No recente seminário do CERN, no qual foi anunciada a descoberta do provável bóson de Higgs, havia um sujeito de camiseta e calção na parte da frente!

Quanto a não se fazer mais físicos como antigamente, a coisa é muito mais complexa. Por exemplo, duvido que muitos graduandos ou pós-graduandos em física tenham sequer chegado ao ponto de serem barrados nos Congressos Solvay, pois aqueles eventos eram fechadíssimos. Por exemplo, Louis de Broglie, um nobre francês, teria sido barrado em um deles e, furioso, decidiu que teria um artigo aprovado no próximo (o que de fato aconteceu; de Broglie participou do quinto Congresso Solvay, com o artigo que lhe daria o Nobel em 1929). Hoje as coisas são mais democráticas e as únicas maneiras de barrar pessoas em um evento do porte de um Solvay seria elevando o preço (o que deixaria muito mais do que uma pessoa furiosa) ou limitando o número de assentos. Por exemplo, veja um relato interessante de um dos participantes do recente seminário do CERN: http://physicsact.wordpress.com/2012/07/04/higgs-finalmente-seminario-comentado/ (a primeira imagem é curiosíssima e teria deixado qualquer um dos participantes do 5° Solvay de cabelo em pé).

Outra coisa é que a física tornou-se hoje um grande empreendimento, especialmente nos países desenvolvidos. Em 1927 a física era um empreendimento puramente acadêmico, que demoraria ainda vários anos para começar a mostrar suas garras (na II Guerra). Hoje Einstein não conseguiria aprovar seus artigos de 1905 em nenhuma publicação, a não ser que concordasse em fornecer referências e em corrigir alguns erros de cálculo. Além disso, todos os artigos publicados em 1927 são hoje publicados em uma semana, talvez em um dia, o que torna a competição muito mais difícil, tornando também mais difícil o surgimento de um Einstein, de um Heisenberg, de um Pauli.

[ ]s

Alvaro Augusto


Em 18/07/2012 08:30, JVictor escreveu:

 


SUBJECT: RE: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
FROM: Thiago Guimarães <guimaraesbsb@hotmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 18/07/2012 13:56

 
E a colaboração científica?
Esquecem que boa parte das descobertas anteriormente feitas, inclusive o Princípio da Incerteza,
surgiram de colaborações reconhecidas.
 
Uma maior competição não prejudicaria então a colaboração científica?
 
Thiago
 

To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: luizfelipecsrj@yahoo.com.br
Date: Wed, 18 Jul 2012 09:22:18 -0700
Subject: Re: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.

 
Ola Álvaro,
 
O maior numero de "participantes" e maior competição não deveria produzir um efeito contrário ? Ou seja, mais Einsteins e similares.
 
Abs
Felipe

De: Alvaro Augusto (L) <alvaro@lunabay.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 18 de Julho de 2012 12:35
Assunto: Re: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
 
Caro Victor,Como as coisas mudam, não é? No recente seminário do CERN, no qual foi anunciada a descoberta do provável bóson de Higgs, havia um sujeito de camiseta e calção na parte da frente! Quanto a não se fazer mais físicos como antigamente, a coisa é muito mais complexa. Por exemplo, duvido que muitos graduandos ou pós-graduandos em física tenham sequer chegado ao ponto de serem barrados nos Congressos Solvay, pois aqueles eventos eram fechadíssimos. Por exemplo, Louis de Broglie, um nobre francês, teria sido barrado em um deles e, furioso, decidiu que teria um artigo aprovado no próximo (o que de fato aconteceu; de Broglie participou do quinto Congresso Solvay, com o artigo que lhe daria o Nobel em 1929). Hoje as coisas são mais democráticas e as únicas maneiras de barrar pessoas em um evento do porte de um Solvay seria elevando o preço (o que deixaria muito mais do que uma pessoa furiosa) ou limitando o número de assentos. Por exemplo, veja um relato interessante de um dos participantes do recente seminário do CERN: http://physicsact.wordpress.com/2012/07/04/higgs-finalmente-seminario-comentado/ (a primeira imagem é curiosíssima e teria deixado qualquer um dos participantes do 5° Solvay de cabelo em pé).Outra coisa é que a física tornou-se hoje um grande empreendimento, especialmente nos países desenvolvidos. Em 1927 a física era um empreendimento puramente acadêmico, que demoraria ainda vários anos para começar a mostrar suas garras (na II Guerra). Hoje Einstein não conseguiria aprovar seus artigos de 1905 em nenhuma publicação, a não ser que concordasse em fornecer referências e em corrigir alguns erros de cálculo. Além disso, todos os artigos publicados em 1927 são hoje publicados em uma semana, talvez em um dia, o que torna a competição muito mais difícil, tornando também mais difícil o surgimento de um Einstein, de um Heisenberg, de um Pauli.[ ]sAlvaro AugustoEm 18/07/2012 08:30, JVictor escreveu:



SUBJECT: Re: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
FROM: "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 18/07/2012 16:31

Talvez devesse, mas não produz. Hoje, ao contrário do que acontecia no tempo de Einstein, o sistema é muito mais formal e centrado na "cultura do PhD". Não dá nem para pensar no funcionário de um Departamentos de Patentes publicando um artigo em um periódico internacional.

[ ]s

Alvaro Augusto


Em 18/07/2012 13:22, luiz silva escreveu:
Ola Álvaro,
 
O maior numero de "participantes" e maior competição não deveria produzir um efeito contrário ? Ou seja, mais Einsteins e similares.
 
Abs
Felipe

De: Alvaro Augusto (L) <alvaro@lunabay.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 18 de Julho de 2012 12:35
Assunto: Re: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
 
Caro Victor,Como as coisas mudam, não é? No recente seminário do CERN, no qual foi anunciada a descoberta do provável bóson de Higgs, havia um sujeito de camiseta e calção na parte da frente! Quanto a não se fazer mais físicos como antigamente, a coisa é muito mais complexa. Por exemplo, duvido que muitos graduandos ou pós-graduandos em física tenham sequer chegado ao ponto de serem barrados nos Congressos Solvay, pois aqueles eventos eram fechadíssimos. Por exemplo, Louis de Broglie, um nobre francês, teria sido barrado em um deles e, furioso, decidiu que teria um artigo aprovado no próximo (o que de fato aconteceu; de Broglie participou do quinto Congresso Solvay, com o artigo que lhe daria o Nobel em 1929). Hoje as coisas são mais democráticas e as únicas maneiras de barrar pessoas em um evento do porte de um Solvay seria elevando o preço (o que deixaria muito mais do que uma pessoa furiosa) ou limitando o número de assentos. Por exemplo, veja um relato interessante de um dos participantes do recente seminário do CERN: http://physicsact.wordpress.com/2012/07/04/higgs-finalmente-seminario-comentado/ (a primeira imagem é curiosíssima e teria deixado qualquer um dos participantes do 5° Solvay de cabelo em pé).Outra coisa é que a física tornou-se hoje um grande empreendimento, especialmente nos países desenvolvidos. Em 1927 a física era um empreendimento puramente acadêmico, que demoraria ainda vários anos para começar a mostrar suas garras (na II Guerra). Hoje Einstein não conseguiria aprovar seus artigos de 1905 em nenhuma publicação, a não ser que concordasse em fornecer referências e em corrigir alguns erros de cálculo. Além disso, todos os artigos publicados em 1927 são hoje publicados em uma semana, talvez em um dia, o que torna a competição muito mais difícil, tornando também mais difícil o surgimento de um Einstein, de um Heisenberg, de um Pauli.[ ]sAlvaro AugustoEm 18/07/2012 08:30, JVictor escreveu:



SUBJECT: Re: [ciencialist] Dficit da ateno - prejuzos para a aprendizagem.
FROM: "Pesky Bee" <peskybee2@gmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 18/07/2012 17:14

Essa é uma briga da boa. Os dois lados têm pontos importantes.
 
Uma análise da questão envolveria uma textarada que provavalmente
não caberia neste email. Só adianto que é preciso extremo
cuidado com o rumo que as coisas estão tomando no âmbito
da psiquiatria. Em muitos casos, está sendo colocado sob
medicação quem não tem necessariamente um desvio importante.
Agregue-se a isso o fato de que não se conhece bem como
funcionam esses medicamentos. Ou seja, podemos hoje estar
fazendo o equivalente às sangrias que eram praxe na medicina
do séc. IX. Os efeitos colaterais muitas vezes superam
os incômodos dos desajustes que pretendiam corrigir. E ainda
existe o famigerado interesse das indústrias farmacêuticas,
que complica mais ainda essa questão toda.
 
Contudo, é preciso reconhecer que existem casos graves em
que medicação psiquiátrica é realmente necessária. O que
é nitidamente condenável é o alargamento do espectro de
pessoas que deveriam tomar alguma coisa. O mundo não pode
ser nivelado na média.
 
*PB*
 
 
 
 
 
From: JVictor
Sent: Wednesday, July 18, 2012 12:12 PM
Subject: [ciencialist] Déficit da atenção - prejuízos para a aprendizagem.
 


Olá,

 

Sei que alguns de vocês têm conhecimentos de psicologia e psiquiatria.

Esse problema, diagnosticado por alguns como déficit de atenção, realmente prejudica o aprendizado.

Que podem agregar ao que é discutido no artigo?  Tenho um interesse particular num possível caminho para conduzir o assunto.

 

 

http://teoriadetudo.blogfolha.uol.com.br/2012/07/18/psicologos-psiquiatras-e-o-deficit-de-atencao/

 

 

Sds,

Victor.


SUBJECT: RE: [ciencialist] Déficit da atenção - prejuízos para a aprendizagem.
FROM: Thiago Guimarães <guimaraesbsb@hotmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 18/07/2012 17:35

 
Essa é uma "briga" que a "neurociência" não compra.
Porque simplesmente não há evidências de tal doença
e a "neurociência" não vai entrar numa briga perdida.
 
O que há, na verdade, são sinais e sintomas objetivos
(e subjetivos, evidentemente) da existência de certas
alterações psico-patológicas.
 
Psicólogos e psiquiatras se esquecem, na maioria das vezes,
que tais doenças nem sempre são de ordem "cognitiva", mas
de outas ordens mais confusas no universo das capacidades
mentais. Ou seja, são de ordem emocional, em grande parte.
 
A velocidade das informações e a grande confusão da racionalidade
pós-moderna, mostrada por Zygmunt Bauman em Amor Líquido:
Sobre a Fragilidade dos Laços Humanos com certeza tem um
peso extremamente importante nesses assuntos.
 
O que é evidente: pergunte a um menino da "roça" se ele sabe o
que é TDAH. Pergunte a ele se pelo menos vai a escola ou se
"gosta" de ir a escola.
 
Enfim, é uma complexidade do cão.
 
Thiago
 
 
 
 

To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: peskybee2@gmail.com
Date: Wed, 18 Jul 2012 17:14:19 -0300
Subject: Re: [ciencialist] Déficit da atenção - prejuízos para a aprendizagem.

 
Essa é uma briga da boa. Os dois lados têm pontos importantes.
 
Uma análise da questão envolveria uma textarada que provavalmente
não caberia neste email. Só adianto que é preciso extremo
cuidado com o rumo que as coisas estão tomando no âmbito
da psiquiatria. Em muitos casos, está sendo colocado sob
medicação quem não tem necessariamente um desvio importante.
Agregue-se a isso o fato de que não se conhece bem como
funcionam esses medicamentos. Ou seja, podemos hoje estar
fazendo o equivalente às sangrias que eram praxe na medicina
do séc. IX. Os efeitos colaterais muitas vezes superam
os incômodos dos desajustes que pretendiam corrigir. E ainda
existe o famigerado interesse das indústrias farmacêuticas,
que complica mais ainda essa questão toda.
 
Contudo, é preciso reconhecer que existem casos graves em
que medicação psiquiátrica é realmente necessária. O que
é nitidamente condenável é o alargamento do espectro de
pessoas que deveriam tomar alguma coisa. O mundo não pode
ser nivelado na média.
 
*PB*
 
 
 
 
 
From: JVictor
Sent: Wednesday, July 18, 2012 12:12 PM
Subject: [ciencialist] Déficit da atenção - prejuízos para a aprendizagem.
 


Olá,

 

Sei que alguns de vocês têm conhecimentos de psicologia e psiquiatria.

Esse problema, diagnosticado por alguns como déficit de atenção, realmente prejudica o aprendizado.

Que podem agregar ao que é discutido no artigo?  Tenho um interesse particular num possível caminho para conduzir o assunto.

 

 

http://teoriadetudo.blogfolha.uol.com.br/2012/07/18/psicologos-psiquiatras-e-o-deficit-de-atencao/

 

 

Sds,

Victor.



SUBJECT: RE: [ciencialist] Re: LHC - Pra que serve?
FROM: Verner Stranz <verner64@hotmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 18/07/2012 17:50

Belisario, vc citou em msg anterior a necessidade de releitura de H Hesse, o que a propósito fiz há dias atrás. Ele realmente defende essa maneira de pensar, principalmente em O JOGO DAS CONTAS DE VIDRO, que eu acho ser ao qual vc se refere. Eu achei o livro imensamente enfadonho, verborrágico. Poderia ter dito a sua mensagem com 10% da palavras gastas, desperdício. A idéia de uma nobreza de espírito, numa comunidade assexuada e sem mulheres, em que atritos devem ser conduzidos com extrema delicadeza pessoal, é fascinante até se tornar numa idealização irrealizável.
 

To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: belisarioroberto@gmail.com
Date: Tue, 17 Jul 2012 23:41:04 +0000
Subject: [ciencialist] Re: LHC - Pra que serve?

 

É que não é só cultural, né... ela tem *também* implicações culturais.
Belisário

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "roberto" <roberto.takata@...> escreveu
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Roberto Belisario"
> > Pois, sob esse aspecto, é como questionar o investimento em um
> > conjunto de museus se perguntando se o mesmo montante não poderia
> > ser investido na recuperação de um conjunto de edifícios históricos.
>
> A questão posta (qdo se fala em valor cultural) é menos essa de investir em A ou B do que: vale a pena investir USD 9 bi em uma determinada empreitada cultural?
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>



SUBJECT: RES: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 18/07/2012 17:53

Felipe/Álvaro,

 

Álvaro: Talvez devesse, mas não produz.

 

Victor: Certamente, minha opinião pode ser considerada ingênua. Aguento o tranco.

O sistema, maior número de participantes e maior competição,  não produzem “ mais Einsteins e similares.”, como supõe o Felipe.  Podem produzir, sim, profissionais muito bem centrados, prepará-los para enfrentar o desconhecido usando sua mente e suas ferramentas, de maneira muito eficiente.  Há muitos cientistas de primeira linha, mundo afora. Os pós, pós, pós...pós dos pós têm o objetivo de munir o interessado de todas as condições possíveis. E até mesmo pensadores como Hawking, Penrose, Raychaudhuri, James Hartle, De Witten, Hoyle e tantos outros nesse nível..

Mas,  mesmo estes estão algo longe de serem uns:  Einstein, Dirac, Heisenberg, Pauli, Bohr, Newton; ou,  na matemática,  um Lagrange, Euler ou Hamilton, entre outros. Incorporar uma teoria, como uma segunda realidade pessoal, não faz Einsteins ou qq dos citados.

 

Num outro e-mail, foi isto que quis significar com  a frase “não se fazem mais físicos como antigamente”.

 

Sei lá, talvez eu esteja superestimando demais.

 

Sds,

Victor.   

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Alvaro Augusto (L)
Enviada em: quarta-feira, 18 de julho de 2012 16:31
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.

 

 

Talvez devesse, mas não produz. Hoje, ao contrário do que acontecia no tempo de Einstein, o sistema é muito mais formal e centrado na "cultura do PhD". Não dá nem para pensar no funcionário de um Departamentos de Patentes publicando um artigo em um periódico internacional.

[ ]s

Alvaro Augusto


Em 18/07/2012 13:22, luiz silva escreveu:

Ola Álvaro,

 

O maior numero de "participantes" e maior competição não deveria produzir um efeito contrário ? Ou seja, mais Einsteins e similares.

 

Abs

Felipe

 

De: Alvaro Augusto (L) <alvaro@lunabay.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 18 de Julho de 2012 12:35
Assunto: Re: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.

 

Caro Victor,Como as coisas mudam, não é? No recente seminário do CERN, no qual foi anunciada a descoberta do provável bóson de Higgs, havia um sujeito de camiseta e calção na parte da frente! Quanto a não se fazer mais físicos como antigamente, a coisa é muito mais complexa. Por exemplo, duvido que muitos graduandos ou pós-graduandos em física tenham sequer chegado ao ponto de serem barrados nos Congressos Solvay, pois aqueles eventos eram fechadíssimos. Por exemplo, Louis de Broglie, um nobre francês, teria sido barrado em um deles e, furioso, decidiu que teria um artigo aprovado no próximo (o que de fato aconteceu; de Broglie participou do quinto Congresso Solvay, com o artigo que lhe daria o Nobel em 1929). Hoje as coisas são mais democráticas e as únicas maneiras de barrar pessoas em um evento do porte de um Solvay seria elevando o preço (o que deixaria muito mais do que uma pessoa furiosa) ou limitando o número de assentos. Por exemplo, veja um relato interessante de um dos participantes do recente seminário do CERN: http://physicsact.wordpress.com/2012/07/04/higgs-finalmente-seminario-comentado/ (a primeira imagem é curiosíssima e teria deixado qualquer um dos participantes do 5° Solvay de cabelo em pé).Outra coisa é que a física tornou-se hoje um grande empreendimento, especialmente nos países desenvolvidos. Em 1927 a física era um empreendimento puramente acadêmico, que demoraria ainda vários anos para começar a mostrar suas garras (na II Guerra). Hoje Einstein não conseguiria aprovar seus artigos de 1905 em nenhuma publicação, a não ser que concordasse em fornecer referências e em corrigir alguns erros de cálculo. Além disso, todos os artigos publicados em 1927 são hoje publicados em uma semana, talvez em um dia, o que torna a competição muito mais difícil, tornando também mais difícil o surgimento de um Einstein, de um Heisenberg, de um Pauli.[ ]sAlvaro AugustoEm 18/07/2012 08:30, JVictor escreveu:

 

 


SUBJECT: Re: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
FROM: Neville Martins <villem99@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 18/07/2012 18:24

É minha gente ! O filé já foi. Agora só sobrou osso duro de roer.

NM
====

Em 18 de julho de 2012 13:22, luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br> escreveu:


Ola Álvaro,
 
O maior numero de "participantes" e maior competição não deveria produzir um efeito contrário ? Ou seja, mais Einsteins e similares.
 
Abs
Felipe

De: Alvaro Augusto (L) <alvaro@lunabay.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 18 de Julho de 2012 12:35
Assunto: Re: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
 
Caro Victor,Como as coisas mudam, não é? No recente seminário do CERN, no qual foi anunciada a descoberta do provável bóson de Higgs, havia um sujeito de camiseta e calção na parte da frente! Quanto a não se fazer mais físicos como antigamente, a coisa é muito mais complexa. Por exemplo, duvido que muitos graduandos ou pós-graduandos em física tenham sequer chegado ao ponto de serem barrados nos Congressos Solvay, pois aqueles eventos eram fechadíssimos. Por exemplo, Louis de Broglie, um nobre francês, teria sido barrado em um deles e, furioso, decidiu que teria um artigo aprovado no próximo (o que de fato aconteceu; de Broglie participou do quinto Congresso Solvay, com o artigo que lhe daria o Nobel em 1929). Hoje as coisas são mais democráticas e as únicas maneiras de barrar pessoas em um evento do porte de um Solvay seria elevando o preço (o que deixaria muito mais do que uma pessoa furiosa) ou limitando o número de assentos. Por exemplo, veja um relato interessante de um dos participantes do recente seminário do CERN: http://physicsact.wordpress.com/2012/07/04/higgs-finalmente-seminario-comentado/ (a primeira imagem é curiosíssima e teria deixado qualquer um dos participantes do 5° Solvay de cabelo em pé).Outra coisa é que a física tornou-se hoje um grande empreendimento, especialmente nos países desenvolvidos. Em 1927 a física era um empreendimento puramente acadêmico, que demoraria ainda vários anos para começar a mostrar suas garras (na II Guerra). Hoje Einstein não conseguiria aprovar seus artigos de 1905 em nenhuma publicação, a não ser que concordasse em fornecer referências e em corrigir alguns erros de cálculo. Além disso, todos os artigos publicados em 1927 são hoje publicados em uma semana, talvez em um dia, o que torna a competição muito mais difícil, tornando também mais difícil o surgimento de um Einstein, de um Heisenberg, de um Pauli.[ ]sAlvaro AugustoEm 18/07/2012 08:30, JVictor escreveu:






--

NM
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SUBJECT: Re: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
FROM: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 18/07/2012 18:28

Acrescento: Quase todas as grandes revoluções científicas aconteceram fora das universidades.
 
Alguns exemplos importantes:
 
1) Teorias de Einstein: funcionário secundário de um departamento de patentes.
2) Teorias de Faraday – físico amador até ser reconhecido por Maxwell como um gênio do amadorismo científico.
3) Termodinâmica - 1a. Lei –> Mayer, médico.
4) Termodinâmica - 2a. Lei –>Carnot, engenheiro não pertencente ao Olimpo Acadêmico.
5) Darwin: Sua principal teoria foi elaborada quando em viagem no Beagle, viagem esta financiada por seu pai.
6) Newton: Revolucionou a física no «annus mirabilis» (1666), o ano em que as universidades da Inglaterra fecharam suas portas em virtude da peste negra. Ao voltar à universidade foi OBRIGADO a deixar suas ideias revolucionárias de lado por cerca de dez anos, a fim de que pudesse se dedicar ao aprendizado de teologia.
 
Creio que a MQ (com exceção das idéias de Einstein e de Broglie já citadas em msgs anteriores) é uma das exceções a confirmar a regra (Planck, Bohr, Pauli etc).
 
[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 
******************************************************
From: Alvaro Augusto (L)
Sent: Wednesday, July 18, 2012 4:31 PM
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Subject: Re: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
 
 

Talvez devesse, mas não produz. Hoje, ao contrário do que acontecia no tempo de Einstein, o sistema é muito mais formal e centrado na "cultura do PhD". Não dá nem para pensar no funcionário de um Departamentos de Patentes publicando um artigo em um periódico internacional.

[ ]s

Alvaro Augusto


Em 18/07/2012 13:22, luiz silva escreveu:
Ola Álvaro,
 
O maior numero de "participantes" e maior competição não deveria produzir um efeito contrário ? Ou seja, mais Einsteins e similares.
 
Abs
Felipe
 
De: Alvaro Augusto (L)
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 18 de Julho de 2012 12:35
Assunto: Re: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
 
Caro Victor,Como as coisas mudam, não é? No recente seminário do CERN, no qual foi anunciada a descoberta do provável bóson de Higgs, havia um sujeito de camiseta e calção na parte da frente! Quanto a não se fazer mais físicos como antigamente, a coisa é muito mais complexa. Por exemplo, duvido que muitos graduandos ou pós-graduandos em física tenham sequer chegado ao ponto de serem barrados nos Congressos Solvay, pois aqueles eventos eram fechadíssimos. Por exemplo, Louis de Broglie, um nobre francês, teria sido barrado em um deles e, furioso, decidiu que teria um artigo aprovado no próximo (o que de fato aconteceu; de Broglie participou do quinto Congresso Solvay, com o artigo que lhe daria o Nobel em 1929). Hoje as coisas são mais democráticas e as únicas maneiras de barrar pessoas em um evento do porte de um Solvay seria elevando o preço (o que deixaria muito mais do que uma pessoa furiosa) ou limitando o número de assentos. Por exemplo, veja um relato interessante de um dos participantes do recente seminário do CERN: http://physicsact.wordpress.com/2012/07/04/higgs-finalmente-seminario-comentado/ (a primeira imagem é curiosíssima e teria deixado qualquer um dos participantes do 5° Solvay de cabelo em pé).Outra coisa é que a física tornou-se hoje um grande empreendimento, especialmente nos países desenvolvidos. Em 1927 a física era um empreendimento puramente acadêmico, que demoraria ainda vários anos para começar a mostrar suas garras (na II Guerra). Hoje Einstein não conseguiria aprovar seus artigos de 1905 em nenhuma publicação, a não ser que concordasse em fornecer referências e em corrigir alguns erros de cálculo. Além disso, todos os artigos publicados em 1927 são hoje publicados em uma semana, talvez em um dia, o que torna a competição muito mais difícil, tornando também mais difícil o surgimento de um Einstein, de um Heisenberg, de um Pauli.[ ]sAlvaro AugustoEm 18/07/2012 08:30, JVictor escreveu:
 


SUBJECT: Re: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
FROM: "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 18/07/2012 21:34

Caro Alberto,

Alguns adendos:

1. A maior obra de Einstein, a relatividade geral, foi elaborada quando ele era professor da Universidade de Berlin e diretor do Instituto Kaiser Wilhelm.
2. Faraday, embora desprovido de formação acadêmica, sempre esteve ligado ao Royal Institution, vindo mais tarde a ser apontado como primeiro professor fulleriano de química.
3. Newton, embora oficialmente tenha escrito os Principia naquelas "férias" de Cambridge, em 1666, provavelmente não teria publicado o trabalho (totalmente reescrito) se não fosse a pressão de seus colegas e sua ligação com a Universidade. Na verdade, Newton era daqueles que, tendo feito uma descoberta, guardava-a em uma gaveta e, quando alguém publicava coisa semelhante, aparecia para dizer: "êpa, mas eu fiz isso antes!". Como as questões de prioridade não eram bem estabelecidade na época, e como Newton era mais conhecido, geralmente ele ganhava (a não ser quando o oponente era Leibnitz).

Quanto a Darwin, trata-se de um ponto fora de qualquer curva que se possa imaginar. Imagine alguém submetendo um projeto de pesquisa (ao CNPq, por exemplo), no qual consta: "vou precisar de material de análise, uma viagem ao redor do mundo e aproximadamente 20 anos de pesquisa para concluir o projeto....".

Também é possível citar como contra-exemplo os casos de várias descobertas feitas dentro de Universidades:

1. A Eletrodinâmica Quântica (Feynman, entre Princeton e Cornel; Schwinger, em Harvard; Tomonaga, na Universidade de Tóquio; Dyson, em Princeton).
2. A Cromodinâmica Quântica (Gell-Mann, no Caltech; Zweig, na Universidade de Michigan).
3. A unificação eletrofraca (Salam, entre Cambridge e Paquistão; Glashow, entre Harvard e Berkeley; Weinberg, em Berkeley).
4. A penicilina (Fleming, no Royal Mary College, etc., e outros pesquisadores).
5. O DNA (Watson e Crick, em Cambridge).

Esses são os exemplos que me ocorrem no momento, mas, pesquisando um pouco mais, tenho certeza que muitos outros surgirão.

[ ]s

Alvaro Augusto



Em 18/07/2012 18:28, Alberto Mesquita Filho escreveu:
Acrescento: Quase todas as grandes revoluções científicas aconteceram fora das universidades.
 
Alguns exemplos importantes:
 
1) Teorias de Einstein: funcionário secundário de um departamento de patentes.
2) Teorias de Faraday – físico amador até ser reconhecido por Maxwell como um gênio do amadorismo científico.
3) Termodinâmica - 1a. Lei –> Mayer, médico.
4) Termodinâmica - 2a. Lei –>Carnot, engenheiro não pertencente ao Olimpo Acadêmico.
5) Darwin: Sua principal teoria foi elaborada quando em viagem no Beagle, viagem esta financiada por seu pai.
6) Newton: Revolucionou a física no «annus mirabilis» (1666), o ano em que as universidades da Inglaterra fecharam suas portas em virtude da peste negra. Ao voltar à universidade foi OBRIGADO a deixar suas ideias revolucionárias de lado por cerca de dez anos, a fim de que pudesse se dedicar ao aprendizado de teologia.
 
Creio que a MQ (com exceção das idéias de Einstein e de Broglie já citadas em msgs anteriores) é uma das exceções a confirmar a regra (Planck, Bohr, Pauli etc).
 
[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
 
******************************************************
From: Alvaro Augusto (L)
Sent: Wednesday, July 18, 2012 4:31 PM
Subject: Re: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
 
 

Talvez devesse, mas não produz. Hoje, ao contrário do que acontecia no tempo de Einstein, o sistema é muito mais formal e centrado na "cultura do PhD". Não dá nem para pensar no funcionário de um Departamentos de Patentes publicando um artigo em um periódico internacional.

[ ]s

Alvaro Augusto


Em 18/07/2012 13:22, luiz silva escreveu:
Ola Álvaro,
 
O maior numero de "participantes" e maior competição não deveria produzir um efeito contrário ? Ou seja, mais Einsteins e similares.
 
Abs
Felipe
 
De: Alvaro Augusto (L)
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 18 de Julho de 2012 12:35
Assunto: Re: [ciencialist] The rebelds da ciência - foto famosa.
 
Caro Victor,Como as coisas mudam, não é? No recente seminário do CERN, no qual foi anunciada a descoberta do provável bóson de Higgs, havia um sujeito de camiseta e calção na parte da frente! Quanto a não se fazer mais físicos como antigamente, a coisa é muito mais complexa. Por exemplo, duvido que muitos graduandos ou pós-graduandos em física tenham sequer chegado ao ponto de serem barrados nos Congressos Solvay, pois aqueles eventos eram fechadíssimos. Por exemplo, Louis de Broglie, um nobre francês, teria sido barrado em um deles e, furioso, decidiu que teria um artigo aprovado no próximo (o que de fato aconteceu; de Broglie participou do quinto Congresso Solvay, com o artigo que lhe daria o Nobel em 1929). Hoje as coisas são mais democráticas e as únicas maneiras de barrar pessoas em um evento do porte de um Solvay seria elevando o preço (o que deixaria muito mais do que uma pessoa furiosa) ou limitando o número de assentos. Por exemplo, veja um relato interessante de um dos participantes do recente seminário do CERN: http://physicsact.wordpress.com/2012/07/04/higgs-finalmente-seminario-comentado/ (a primeira imagem é curiosíssima e teria deixado qualquer um dos participantes do 5° Solvay de cabelo em pé).Outra coisa é que a física tornou-se hoje um grande empreendimento, especialmente nos países desenvolvidos. Em 1927 a física era um empreendimento puramente acadêmico, que demoraria ainda vários anos para começar a mostrar suas garras (na II Guerra). Hoje Einstein não conseguiria aprovar seus artigos de 1905 em nenhuma publicação, a não ser que concordasse em fornecer referências e em corrigir alguns erros de cálculo. Além disso, todos os artigos publicados em 1927 são hoje publicados em uma semana, talvez em um dia, o que torna a competição muito mais difícil, tornando também mais difícil o surgimento de um Einstein, de um Heisenberg, de um Pauli.[ ]sAlvaro AugustoEm 18/07/2012 08:30, JVictor escreveu:
 



SUBJECT: Re: [ciencialist] Partículas "conversam" a 10 mil vezes a velocidade da luz
FROM: José Renato Terra <jrma@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 18/07/2012 22:04

[ "O emaranhamento não pode ser usado para comunicar unidades de informação
escolhidas por uma pessoa, exatamente porque os eventos correlacionados por
ele são aleatórios, fora do controle humano." ]

Takata, o argumento do texto destacado acima - de que o fenômeno do
emaranhamento quântico *não permite* a transmissão de sinais de comunicação
mais rápido que o das ondas eletromagnéticas no "vácuo" - não é suficiente
para que o fenômeno da interação ou comunicação (com ou sem aspas) observado
nas duas partículas deixe de ocorrer entre as partículas quando separadas. A
mudança ocorrida em uma partícula emaranhada a outra também ocorrerá na
outra de forma dita instantânea, cerca de dez mil vezes a velocidade da luz.
Que há uma comunicação ou interação entre elas é fato, como e por que isso
ocorre e o meio ou forma dessa comunicação ainda é desconhecido.
[]s
José Renato
ET. Quando foram feitas as primeiras tentativas para medir a velocidade da
luz no ar, usando dispositivos semelhantes a engrenagens dentadas em
rotação, dispostas a uma distância de cerca de 2 quilômetros, chegou-se à
conclusão de que a velocidade da luz era infinita!
...........................................

----- Original Message -----
From: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Saturday, July 14, 2012 10:24 PM
Subject: [ciencialist] Re: Partículas "conversam" a 10 mil vezes a
velocidade da luz


--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, José Renato Terra <jrma@...>
> Por que a velocidade máxima no universo continua a ter como limite a
> velocidade do fóton, se algo no "emaranhamento quântico" se comunica
> cerca de dez mil vezes a velocidade da luz?

Por que "comunicam" é entre aspas, assim como "conversam".

O texto tem o trecho esclarecedor:
> O emaranhamento não viola a "letra" da relatividade porque, por si
> só, o fenômeno não permite a transmissão de sinais de comunicação
> mais depressa que a luz - não seria possível, por exemplo, usar
> partículas emaranhadas para criar um telefone celular instantâneo.
> "O emaranhamento não pode ser usado para comunicar unidades de
> informação escolhidas por uma pessoa, exatamente porque os eventos
> correlacionados por ele são aleatórios, fora do controle humano. Se
> os eventos fossem determinísticos, seria possível usar o fenômeno
> para comunicação clássica mais rápida que a luz", o que violaria a
> >relatividade, diz Gisin.
> < http://noticias.ambientebrasil.com.br:80/noticia/?id=40027 >
-------------

[]s,

Roberto Takata



------------------------------------

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SUBJECT: Re: [ciencialist] LHC - Pra que serve?
FROM: José Renato Terra <jrma@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 18/07/2012 23:59

Victor, o comentário de Alberto Mesquita alerta para a necessidade dos projetos científicos terem um suporte de marketing. Eu presumo que há necessidade urgente dos projetos de alto custo apresentarem algum resultado que aliviasse a pressão dos cidadãos que pagam por eles, visto que há uns três anos estão amargando descontrole econômico que prejudica tanto a população da Europa como a do resto do mundo. Para manter o canal de dinheiro para esses projetos é necessário contar com o interesse e apoio da conhecida como "opinião pública". Os grupos que são contra os gastos com o CERN ficam falando sozinhos devido a simpatia gerada por essas divulgações coordenadas por especialistas em comunicação de massa. A pergunta em Assunto mostra que a ignorância sobre os projetos do CERN pode prejudicar sua continuidade. Por tabela, o artigo de Mesquita também mostra que idéias geradas por "amadores" - ou pessoas de fora dos centros de excelência acadêmica e tecnológica - que se revelam revolucionárias para o conhecimento da realidade, da Ciência.
[]s
José Renato
.......................................  
----- Original Message -----
From: JVictor
Sent: Monday, July 16, 2012 7:49 PM
Subject: RES: [ciencialist] LHC - Pra que serve?
 
JR,

Que mal me pergunte, mas a que tipo de conhecimento  você ora associa à tirada de Faraday?

Ou seja, qual o conhecimento de agora que você acha que é inútil, ou que acha que um  ou alguns de nós assim o classifica?

Desculpe, mas é que não alcancei vossa mensagem.

Sds,

Victor.

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de José Renato Terra
Enviada em: sábado, 14 de julho de 2012 13:01
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] LHC - Pra que serve?

 

 

Há quatro anos Alberto chamava atenção para as idéias, pesquisas e teorias
que inicialmente parecem ser conhecimentos inócuos e dispensáveis...
[]s
José Renato
...........................................

----- Original Message -----
From: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@uol.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Saturday, May 24, 2008 12:53 AM
Subject: Re: [ciencialist] LHC - Pra que serve?
......................................................................

> ----- Original Message -----
> From: "Luis Brudna"
> Sent: Friday, May 23, 2008 3:51 PM
> Subject: [ciencialist] LHC - Pra que serve?
>
>> Será que o pessoal da Ciencialist poderia me ajudar com argumentos
>> bons em defesa do LHC? :-)
>
> Não sei se irei ajudá-lo, mas vou expor o que escrevi há algum tempo.
> O texto está mais voltado à teorização, mas serve também para
> justificar experimentações aparentemente "estratosféricas". (o texto
> todo pode ser lido a partir de
> http://ecientificocultural.com/ECC2/FilCien/metcien01.htm ):
>
> "Parece-me que muitos, dentre aqueles que produziram conhecimentos
> científicos de elevada qualidade, jamais concordariam com este
> objetivismo kuhniano. Citarei apenas três, mas não me parece ser
> impossível expandir esta relação para a casa das centenas ou mesmo dos
> milhares.
>
> Uma das frases célebres de um grande cientista do século XX, Carlo
> Rubbia, poderá ser encontrada em meio a entrevistas que deu logo após
> ter recebido o prêmio Nobel de física, em 1984: "Nós somos a primeira
> etapa do sistema. Uma etapa absolutamente essencial, mas que é
> baseada, sobretudo, na falta de um fim específico. Outras pessoas
> retomarão o que fizemos, e serão elas que tornarão as coisas práticas.
> Sem nós, essas pessoas não existiriam, e nós, por outro lado, sem
> elas, não teríamos nenhuma razão de ser." O segundo exemplo
> relaciona-se a um dos maiores --senão o maior-- cientistas do século
> XIX, que teria dito algo semelhante e a fazer parte do folclore
> científico. Conta-se que Faraday, ao ser interrogado sobre as
> finalidades de uma de suas teorias, teria respondido com outra
> pergunta: Para que serve uma criança ao nascer? Há quem ilustre essa
> história com outra versão e não é impossível que ambas tenham de fato
> acontecido. RUMJANEK (2004), por exemplo, narra o episódio com as
> seguintes palavras: ... o então ministro das finanças da Inglaterra,
> William Gladstone, teria perguntado ao cientista: "Está tudo muito
> bem, mas para que serve a indução eletromagnética?" A resposta de
> Faraday: "Eu não sei, mas um dia o senhor poderá cobrar impostos sobre
> isso." A história mostrou que Faraday estava com a razão. As teorias
> de Faraday alicerçaram quase toda a tecnologia do século XX. Se hoje
> um determinado país pretender eliminar os impostos conseqüentes à
> aplicação tecnológica das idéias de Faraday, este país estará se
> condenando à insolvência em poucos meses. Para concluir, reproduzo o
> pensamento de um físico teorizador português, João MAGUEIJO (2003), e
> deixo o mesmo para a reflexão dos leitores: a ciência só vale a pena
> na medida em que nos é permitido perder-nos na selva do desconhecido.
>
> Outro ponto a demonstrar a importância do amadorismo para a ciência
> relaciona-se ao clima ou ao ambiente em que se deflagraram as grandes
> revoluções científicas da era moderna. Muito mais do que a falência
> dos paradigmas, considerados por alguns como os agentes causais dos
> chamados períodos revolucionários, o que a história nos mostra é
> exatamente o oposto: a maioria das revoluções teve em comum o fato de
> se originar fora da jurisdição onde tais paradigmas eram dogmatizados
> e/ou cultuados. Einstein, por exemplo, escreveu seus principais
> trabalhos (relatividade restrita, efeito fotoelétrico e efeito
> browniano) na qualidade de funcionário secundário de um departamento
> de patentes, ou seja, como um físico amador. Mayer e Carnot, o
> primeiro como profissional médico e o segundo como profissional
> engenheiro, indiferentes ao academicismo vigente, forneceram as bases
> para a revolução em física que, na primeira metade do século XIX, deu
> origem à termodinâmica. Faraday foi outro cientista amador que somente
> chegou a ser aceito nos meios acadêmicos após ter fornecido as bases
> para a concretização do eletromagnetismo, o que acabou acontecendo
> graças aos trabalhos de Maxwell. Há ainda aqueles que, por motivos
> diversos, deixaram seus afazeres rotineiros de lado, podendo assim se
> dedicar a um livre-pensar alheio aos paradigmas acadêmicos. Os
> melhores exemplos são Charles Darwin, em sua viagem no Beagle
> (1831-1836), financiada por seu pai, e Isaac Newton, que iniciou uma
> revolução na física no annus mirabilis (1666), o ano em que as
> universidades da Inglaterra fecharam suas portas em virtude da peste
> negra. Digno de nota é o fato de Newton, ao retornar à universidade,
> ter sido obrigado, para atender a uma obrigação contratual, a deixar
> de lado esses estudos por mais de dez anos, a fim de que pudesse se
> dedicar com afinco ao aprendizado de teologia.
>
> [ ]´s
> Alberto
> http://ecientificocultural.com/indice.htm
> Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
> coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.


SUBJECT: Re: Partículas "conversam" a 10 mil vezes a velocidade da luz
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 19/07/2012 01:18

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, José Renato Terra <jrma@...> >
> para que o fenômeno da interação ou comunicação (com ou sem aspas)
> observado nas duas partículas deixe de ocorrer entre as partículas
> quando separadas.

Com aspas. Sem aspas não é um fenômeno real.

> ET. Quando foram feitas as primeiras tentativas para medir a
> velocidade da luz no ar, usando dispositivos semelhantes a
> engrenagens dentadas em rotação, dispostas a uma distância de cerca
> de 2 quilômetros, chegou-se à conclusão de que a velocidade da luz
> era infinita!

Referências, por favor. Nos tempos de Galeliu, Roemer já tinha indicações, por meio de observações astronômicas de tempo de eclipse da lua de Júpiter, que a velocidade da luz era finita - e com razoável precisão de 296 mil km/s.

Apropo, vc já arranjou as referências abaixo?
1) Citação de um pensador grego que viveu há mais de 3 mil anos;
2) Um grupo de pensadores gregos (q viveu há mais de 3 mil anos) que elaborou a
tese de que o Universo foi criado a partir do nada;
3) Mostrar que essa tese é a que deu origem ao modelo da origem do Universo por
tunelamento a partir do nada.
4) Citação de um outro tal antigo estudioso que pensou na origem do universo a
partir de uma singularidade.
5) Apresentação das observações e cálculos de Aristarco para o
modelo heliocêntrico.
http://br.groups.yahoo.com/group/ciencialist/message/82588

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: [ciencialist] Dficit da ateno - prejuzos para a aprendizagem.
FROM: "Pesky Bee" <peskybee2@gmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 19/07/2012 10:27

> Essa é uma "briga" que a "neurociência" não compra.
> Porque simplesmente não há evidências de tal doença
> e a "neurociência" não vai entrar numa briga perdida.
 
Mais ou menos, né Thiagão? Porque casos graves de qualquer
dos disturbios psiquiátricos são amplamente replicáveis.
Há sim falta de conhecimento sobre o "modus operandi"
dessas enfermidades, mas muito já foi feito. Análises
usando fMRI de cérebros de esquizofrênicos já conseguem
mostrar muito do processo ocorrendo. Então, é questão
de tempo para essas coisaradas serem devidamente
explicadas. A questão é que o nível explanatório necessário
deve chegar às interações moleculares, e aí a coisa
é complexa mesmo. Mas que vamos chegar lá, disso não
tenho dúvidas.
 
Mas isso não salva a "barra" de alguns psiquiatras atuais que
querem enfiar medicamentos em todo mundo. Grosso modo,
esses manés são como pedreiros que só usam uma marreta como
ferramenta. Aí alguém chega no consultório dele dizendo
"óia, estou com esta agulhazinha enfiada no meu dedinho,
tu podes me ajudar"? E o nêgo ajuda, dando uma marretada
no dedinho do infeliz.
 
*PB*
 
 
 
 
Sent: Wednesday, July 18, 2012 5:35 PM
Subject: RE: [ciencialist] Déficit da atenção - prejuízos para a aprendizagem.
 



Essa é uma "briga" que a "neurociência" não compra.
Porque simplesmente não há evidências de tal doença
e a "neurociência" não vai entrar numa briga perdida.
 
O que há, na verdade, são sinais e sintomas objetivos
(e subjetivos, evidentemente) da existência de certas
alterações psico-patológicas.
 
Psicólogos e psiquiatras se esquecem, na maioria das vezes,
que tais doenças nem sempre são de ordem "cognitiva", mas
de outas ordens mais confusas no universo das capacidades
mentais. Ou seja, são de ordem emocional, em grande parte.
 
A velocidade das informações e a grande confusão da racionalidade
pós-moderna, mostrada por Zygmunt Bauman em Amor Líquido:
Sobre a Fragilidade dos Laços Humanos com certeza tem um
peso extremamente importante nesses assuntos.
 
O que é evidente: pergunte a um menino da "roça" se ele sabe o
que é TDAH. Pergunte a ele se pelo menos vai a escola ou se
"gosta" de ir a escola.
 
Enfim, é uma complexidade do cão.
 
Thiago
 
 
 
 

To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: peskybee2@gmail.com
Date: Wed, 18 Jul 2012 17:14:19 -0300
Subject: Re: [ciencialist] Déficit da atenção - prejuízos para a aprendizagem.

 
Essa é uma briga da boa. Os dois lados têm pontos importantes.
 
Uma análise da questão envolveria uma textarada que provavalmente
não caberia neste email. Só adianto que é preciso extremo
cuidado com o rumo que as coisas estão tomando no âmbito
da psiquiatria. Em muitos casos, está sendo colocado sob
medicação quem não tem necessariamente um desvio importante.
Agregue-se a isso o fato de que não se conhece bem como
funcionam esses medicamentos. Ou seja, podemos hoje estar
fazendo o equivalente às sangrias que eram praxe na medicina
do séc. IX. Os efeitos colaterais muitas vezes superam
os incômodos dos desajustes que pretendiam corrigir. E ainda
existe o famigerado interesse das indústrias farmacêuticas,
que complica mais ainda essa questão toda.
 
Contudo, é preciso reconhecer que existem casos graves em
que medicação psiquiátrica é realmente necessária. O que
é nitidamente condenável é o alargamento do espectro de
pessoas que deveriam tomar alguma coisa. O mundo não pode
ser nivelado na média.
 
*PB*
 
 
 
 
 
From: JVictor
Sent: Wednesday, July 18, 2012 12:12 PM
Subject: [ciencialist] Déficit da atenção - prejuízos para a aprendizagem.
 


Olá,

 

Sei que alguns de vocês têm conhecimentos de psicologia e psiquiatria.

Esse problema, diagnosticado por alguns como déficit de atenção, realmente prejudica o aprendizado.

Que podem agregar ao que é discutido no artigo?  Tenho um interesse particular num possível caminho para conduzir o assunto.

 

 

http://teoriadetudo.blogfolha.uol.com.br/2012/07/18/psicologos-psiquiatras-e-o-deficit-de-atencao/

 

 

Sds,

Victor.

 

SUBJECT: RE: [ciencialist] Déficit da atenção - prejuízos para a aprendizagem.
FROM: Thiago Guimarães <guimaraesbsb@hotmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 19/07/2012 13:33

> Grosso modo, esses manés são como pedreiros que só usam uma marreta como
> ferramenta.
 
hahaha
É mais ou menos isso. O dentista diz assim: tá com pobrema no dente "fio"?
Não tem pobrema, a gente arranca fora.
 
> Mas que vamos chegar lá, disso não tenho dúvidas.  
Eu também acredito nisso, até porque não posso acreditar que certas
"ciências" estejam fadadas e "mortas". Eu não seria capaz de tal asneira.
 
Por outro lado, você bem sabe o quanto sou cético em relação aos atuais métodos :)
 
Thiago
 

To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: peskybee2@gmail.com
Date: Thu, 19 Jul 2012 10:27:38 -0300
Subject: Re: [ciencialist] Déficit da atenção - prejuízos para a aprendizagem.

 
> Essa é uma "briga" que a "neurociência" não compra.
> Porque simplesmente não há evidências de tal doença
> e a "neurociência" não vai entrar numa briga perdida.
 
Mais ou menos, né Thiagão? Porque casos graves de qualquer
dos disturbios psiquiátricos são amplamente replicáveis.
Há sim falta de conhecimento sobre o "modus operandi"
dessas enfermidades, mas muito já foi feito. Análises
usando fMRI de cérebros de esquizofrênicos já conseguem
mostrar muito do processo ocorrendo. Então, é questão
de tempo para essas coisaradas serem devidamente
explicadas. A questão é que o nível explanatório necessário
deve chegar às interações moleculares, e aí a coisa
é complexa mesmo. Mas que vamos chegar lá, disso não
tenho dúvidas.
 
Mas isso não salva a "barra" de alguns psiquiatras atuais que
querem enfiar medicamentos em todo mundo. Grosso modo,
esses manés são como pedreiros que só usam uma marreta como
ferramenta. Aí alguém chega no consultório dele dizendo
"óia, estou com esta agulhazinha enfiada no meu dedinho,
tu podes me ajudar"? E o nêgo ajuda, dando uma marretada
no dedinho do infeliz.
 
*PB*
 
 
 
 
Sent: Wednesday, July 18, 2012 5:35 PM
Subject: RE: [ciencialist] Déficit da atenção - prejuízos para a aprendizagem.
 



Essa é uma "briga" que a "neurociência" não compra.
Porque simplesmente não há evidências de tal doença
e a "neurociência" não vai entrar numa briga perdida.
 
O que há, na verdade, são sinais e sintomas objetivos
(e subjetivos, evidentemente) da existência de certas
alterações psico-patológicas.
 
Psicólogos e psiquiatras se esquecem, na maioria das vezes,
que tais doenças nem sempre são de ordem "cognitiva", mas
de outas ordens mais confusas no universo das capacidades
mentais. Ou seja, são de ordem emocional, em grande parte.
 
A velocidade das informações e a grande confusão da racionalidade
pós-moderna, mostrada por Zygmunt Bauman em Amor Líquido:
Sobre a Fragilidade dos Laços Humanos com certeza tem um
peso extremamente importante nesses assuntos.
 
O que é evidente: pergunte a um menino da "roça" se ele sabe o
que é TDAH. Pergunte a ele se pelo menos vai a escola ou se
"gosta" de ir a escola.
 
Enfim, é uma complexidade do cão.
 
Thiago
 
 
 
 

To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: peskybee2@gmail.com
Date: Wed, 18 Jul 2012 17:14:19 -0300
Subject: Re: [ciencialist] Déficit da atenção - prejuízos para a aprendizagem.

 
Essa é uma briga da boa. Os dois lados têm pontos importantes.
 
Uma análise da questão envolveria uma textarada que provavalmente
não caberia neste email. Só adianto que é preciso extremo
cuidado com o rumo que as coisas estão tomando no âmbito
da psiquiatria. Em muitos casos, está sendo colocado sob
medicação quem não tem necessariamente um desvio importante.
Agregue-se a isso o fato de que não se conhece bem como
funcionam esses medicamentos. Ou seja, podemos hoje estar
fazendo o equivalente às sangrias que eram praxe na medicina
do séc. IX. Os efeitos colaterais muitas vezes superam
os incômodos dos desajustes que pretendiam corrigir. E ainda
existe o famigerado interesse das indústrias farmacêuticas,
que complica mais ainda essa questão toda.
 
Contudo, é preciso reconhecer que existem casos graves em
que medicação psiquiátrica é realmente necessária. O que
é nitidamente condenável é o alargamento do espectro de
pessoas que deveriam tomar alguma coisa. O mundo não pode
ser nivelado na média.
 
*PB*
 
 
 
 
 
From: JVictor
Sent: Wednesday, July 18, 2012 12:12 PM
Subject: [ciencialist] Déficit da atenção - prejuízos para a aprendizagem.
 


Olá,

 

Sei que alguns de vocês têm conhecimentos de psicologia e psiquiatria.

Esse problema, diagnosticado por alguns como déficit de atenção, realmente prejudica o aprendizado.

Que podem agregar ao que é discutido no artigo?  Tenho um interesse particular num possível caminho para conduzir o assunto.

 

 

http://teoriadetudo.blogfolha.uol.com.br/2012/07/18/psicologos-psiquiatras-e-o-deficit-de-atencao/

 

 

Sds,

Victor.

 


SUBJECT: Re: Déficit da atenção - prejuízos para a aprendizagem.
FROM: "mauro" <bombaspr@hotmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 20/07/2012 18:00



> http://teoriadetudo.blogfolha.uol.com.br/2012/07/18/psicologos-psiquiatras-e-o-deficit-de-atencao/

"Os psicólogos parecem ter uma parcela de razão em sua crítica de que os mecanismos biológicos por trás do transtorno ainda são em grande parte um mistério. O próprio DSM não arrisca dizer muito sobre a patogênese do TDAH. Mas as dúvidas sobre a neurobiologia do problema não implicam que o transtorno seja uma doença necessariamente "inventada"."

Mauro: Hoje existe essa 'febre' de TDAH.

Parece ser bastante comum as pessoas se auto-diagnosticarem com o
problema, sobretudo porque *todos nós* temos momentos de desatenção.
Encontrar uma doença que explique porque o colega ao lado parece
conseguir se concentrar melhor (ou ter mais conhecimento do que nós)
parece nos confortar, sobretudo porque isola a possibilidade de falta
de empenho da nossa parte.

Outro motivo que faz do TDAH uma coqueluche é o fato das escolas terem
passado a repassar o relatório escolar como se fosse um diagnóstico.
Na verdade ele faz parte do diagnóstico, mas é ridículo dar tanto
valor para opinião da Tia... É preciso testes psicométricos,
conhecimento do histórico clinico, testes lingüísticos, o relatório
escolar e principalmente um teste neurológico antes de bater o
martelo (embora crianças com TDAH tenham um comportamento nítido *em
todos os momentos e em qualquer situação*).

Existe uma diferença física no cérebro destas (normalmente) crianças.
O hipocampo é um pouco maior, a amigdala mais ativa e as vias que
ligam esta área mais voltada ao emocional com o córtex frontal (onde
racionalizamos) é um pouco mais delgada do que outras crianças. Isto
faz com que ela seja mais susceptível aos seus impulsos emocionais e
que seu comportamento seja menos influenciado perante argumentos
racionais. Mas veja que todas as crianças tem essa fisiologia um pouco
diferente do adulto, e tenderão a modificar-se com o passar dos anos
(assim como com aquela criança com TDAH). Este é o principal motivo de
se enquadrar toda e qualquer criança no TDAH, pelo menos em certas
ocasiões... Há uma falha no critério usado pelas pedagogas da vida.

Todas as crianças estão mais sujeitas a reagirem com intensidade a
estímulos que estejam ligados a reação de defesa, fuga, medo e
novidade. E neste ultimo caso, a reação a novidades, faz com que os
portadores de TDAH super-estimulem outra região chamada núcleo
acumbens, intimamente ligada a sensação de prazer -- e aí ninguém
pega mais o pestinha.

Entretanto é preciso segurar as rédeas destas crianças, não por conta
dele poder quebrar o vaso da sala, mas porque seu atual comportamento
pode lhe causar danos tanto no momento presente quanto no futuro. Por isso se recorre a remédios que controlem um pouco os efeitos, por ex. através de psicoestimulantes, regulados caso a caso bem como no decorrer do tempo para que haja um certo equilíbrio equivalente ao que se espera de sua idade.

Inté+
Mauro




SUBJECT: 27/07/2012 - São Paulo, SP - Debate sobre ceticismo com Benjamin Radford
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 21/07/2012 16:02

"Folha promove debate sobre ceticismo com Benjamin Radford; inscreva-se" http://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/agendafolha/1123247-folha-promove-debate-sobre-ceticismo-com-benjamin-radford-inscreva-se.shtml
------------

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Deus, nos espantos da matemática! Eis o que dizem.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 22/07/2012 08:49

Olá,

 

A matemática e a física têm fornecido munição para a “prova” da existência de Deus.

 

Em física, Maupertuis , que era matemático e astrônomo, chamado de “Sir Isaac Maupertuis”  por Voltaire(que, depois, deletou esse apelido quando escangalhou com a vida do homem, por pura “ignorância” e pedantismo...), atribuiu o seu competente princípio da mínima ação(primeiro princípio variacional)  como prova do poder e da sabedoria de God(o God é por minha conta, o resto foi o Nivaldo, pág.231, que relatou). Aliás, muitos físicos e matemáticos, produtores de conhecimentos científicos, se pelavam de medo do inferno, e tentavam associar a ciência, como a viam,  à existência de um designer.  Para se salvarem. Que de bestas nada tinham.

Coisas das épocas.

 

Em matemática, talvez a “evidência” mais famosa seja esta, que acabo de encontrar no publica tudo Youtube.

 

http://www.youtube.com/watch?v=nbF4bw_hpWc

 

É espantoso. Gostaria de saber(além das idéias que tenho a respeito)  como um matemático desses encontra tanta regularidade e tanta generalidade num “mero” procedimento” matemático.

(Bem, é que a matemática é assim mesmo, até parece que tem “vida própria”...).

Pergunto-me, enfim, o que motiva um matemático como Fibonacci a descobrir algo tão fantástico do tipo?

 

Sds,

Victor.

 

 

 

 

 


SUBJECT: Chamada CNPq/VALE S.A. Nº 05/2012 - Forma-Engenharia
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 22/07/2012 09:20

A quem possa interessar:


Prezado(a) Professor(a),

O Brasil enfrenta o grande desafio de crescer num cenário econômico internacional bastante desfavorável. Para tanto deve focar na inovação para poder competir, explorando, de forma sustentável, nossos recursos naturais e sociais.

Entretanto um gargalo se destaca neste processo: o déficit de profissionais ligados às áreas tecnológicas e de engenharias.

Buscando atuar neste ponto o CNPq e a VALE S.A. lançaram a Chamada Forma-Engenharia, cujo período de inscrição foi prorrogado para 14 de agosto de 2012, e que busca estimular a formação de engenheiros no Brasil, combatendo a evasão nos primeiros anos dos cursos de engenharia e despertando o interesse vocacional dos alunos de ensino médio pela profissão.

Para tanto, busca-se uma forte interação entre as Instituições de Ensino Superior e as Escolas do ensino médio por meio de projetos incluindo ações como: projeto de pesquisa; estruturação de centros de ciências, museus e parques; eventos e exposições; novas metodologias e materiais educativos; produção de conteúdo para divulgação em rádios e TVs universitários; trabalhos em equipe que estimule a participação em competições e olimpíadas, dentre outros, sempre focados nas áreas de engenharia.

As propostas selecionadas nesta Chamada serão contempladas com recursos financeiros concedidos ao Coordenador do projeto e bolsas.

A equipe de projeto contará com um Estudante de graduação em engenharia, um Professor de ensino médio e de dois a quatro Alunos de ensino médio da mesma escola deste professor, todos com direito a bolsas.

O papel do Professor é fundamental, pois além de identificar os Alunos com melhor perfil para o projeto, permitirá reforçar a interação entre a Instituição de Ensino Superior (Executora) e a Escola (Co-Executora) parceira no projeto. Para tanto, este professor receberá uma bolsa Apoio Técnico em Extensão no País - ATP-B, no valor de R$ 400,00/mês.

Lembre-se que as inscrições foram prorrogadas e serão encerradas no próximo dia 14 de agosto e que o projeto deve ser submetido pelo Professor da Instituição de Ensino Superior. Procure um professor num curso de engenharia buscando a sua inclusão, de seus alunos e da sua escola num projeto.

Maiores informações podem ser obtidas acessando o link da Chamada:

http://www.cnpq.br/web/guest/chamadas-publicas;jsessionid=9C80AE983C73104B5363ECB9D0165F64?p_p_id=resultadosportlet_WAR_resultadoscnpqportlet_INSTANCE_0ZaM&filtro=abertas&detalha=chamadaDivulgada&idDivulgacao=1081

Veja, também, o vídeo institucional da Chamada:

https://www.youtube.com/watch?v=ErMDSiisfjU&list=UUXs3LHxIwbfr5_HrySsGXTA&index=1&feature=plcp

Veja as condições de enquadramento estabelecidas na Chamada e seus Anexos e as dúvidas esclarecidas nas Perguntas Mais Freqüentes (Frequently Asked Questions - FAQ) (http://resultado.cnpq.br/9797218716182886). Informações adicionais pelo e-mail chamada05-2012@cnpq.br.

Equipe Gestora da Chamada Forma-Engenharia
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq


SUBJECT: Conhecimento perigoso
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 22/07/2012 10:50

Olá,

 

Competente vídeo de História da Ciência, que analisa o pensamento de verdadeiros gênios, revolucionários da ciência: Cantor, Boltzman, Alan Turing e Gödel.

 

Suspeito que pouquíssimos conhecem o trabalho de David Malone. Senão, já teria sido postado por aqui.  Imperdível. Imperdível, é o que digo!

 

http://www.youtube.com/watch?v=gIhpAM08qfA

 

Dois deles partiram para o suicídio, no que lograram êxito. Um acabou morrendo de loucura crônica, que foi o Cantor, que via no conceito de infinito aquilo que pobres coitados como eu e outros só vêm uma contagem que nunquinha acaba; outro teve surtos mentais diversas vezes.  Uma desgraça para tanta riqueza mental.

Não teve psiquiatra  que desse jeito.

Mas não acho que a loucura tenha a ver com a genialidade.

Só quando resolvem se meter com filosofia e religião!... Oops!

 

Sds,

Victor.

 

 


SUBJECT: RE: [ciencialist] Conhecimento perigoso
FROM: Thiago Guimarães <guimaraesbsb@hotmail.com>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 22/07/2012 17:01



> Só quando resolvem se meter com filosofia e religião!... Oops! 

Hahahah, E você Victor, sempre com as suas "espetadas", né?
Vou evocar aqui o nosso amigo Heidegger para pronunciar algumas
palavras sobre o assunto:

"Os homens estão sempre transcendendo e isso significa enlouquecer". 
(Martin Heidegger) 

A filosofia é inerente ao humano e imantente às ciências. Embora tantos queiram
propositalmente fazer parecer o contrário.

Thiago



To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: j.victor.neto@uol.com.br
Date: Sun, 22 Jul 2012 10:50:14 -0300
Subject: [ciencialist] Conhecimento perigoso

 

Olá,

 

Competente vídeo de História da Ciência, que analisa o pensamento de verdadeiros gênios, revolucionários da ciência: Cantor, Boltzman, Alan Turing e Gödel.

 

Suspeito que pouquíssimos conhecem o trabalho de David Malone. Senão, já teria sido postado por aqui.  Imperdível. Imperdível, é o que digo!

 

http://www.youtube.com/watch?v=gIhpAM08qfA

 

Dois deles partiram para o suicídio, no que lograram êxito. Um acabou morrendo de loucura crônica, que foi o Cantor, que via no conceito de infinito aquilo que pobres coitados como eu e outros só vêm uma contagem que nunquinha acaba; outro teve surtos mentais diversas vezes.  Uma desgraça para tanta riqueza mental.

Não teve psiquiatra  que desse jeito.

Mas não acho que a loucura tenha a ver com a genialidade.

Só quando resolvem se meter com filosofia e religião!... Oops!

 

Sds,

Victor.

 

 



SUBJECT: Debate com Benjamin Radford nesta sexta-feira (27/07) – Auditório Folha
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO: undisclosed-recipients:;
BCC: ciencialist@yahoogroups.com
DATE: 22/07/2012 19:25

Debate com Benjamin Radford nesta sexta-feira (27/07) – Auditório Folha


br at holy love  paranormal destaques ceticismo

Folha de São Paulo promove nesta sexta-feira (27), às 15h, um debate sobre ciência, ceticismo e ateísmo nos Estados Unidos com Benjamin Radford, editor adjunto da revista Skeptical Inquirer, publicação do Comitê para Investigação Cética (CSI), organização fundada em 1976 por cientistas, acadêmicos e divulgadores de ciência incluindo Carl Sagan, Isaac Asimov, Stephen Jay Gould, James Randi e Martin Gardner, entre outros.

Radford é um dos principais investigadores da organização, tendo conduzido pesquisas apoiadas na ciência em fenômenos como supostos psíquicos, fantasmas e casas mal-assombradas, exorcismos, milagres, OVNIs, reencarnação, círculos no trigo e muitos outros tópicos. Como autor, publicou seis livros e centenas de artigos, mantendo colunas em sítios on-line como LiveScience.com e Discovery News, tendo colaborado também em publicações como o Wall Street JournalNew York Times e Wired.

Ele será entrevistado por Reinaldo José Lopes, editor de "Ciência+Saúde" da Folha, Kentaro Mori, editor do site "Ceticismo Aberto", e pela plateia.

Haverá tradução simultânea para todos os participantes que necessitarem.

Para participar, basta se inscrever pelo telefone (11) 3224-3473, das 14h às 19h, ou enviar nome, RG e telefone para o e-mail eventofolha@grupofolha.com.br, indicando o evento com Benjamin Radford no dia 27/07.

DEBATE SOBRE CETICISMO COM BENJAMIN RADFORD 
QUANDO Sexta-feira (27/07/2012), às 15h 
ONDE Auditório da Folha 
ENDEREÇO Alameda Barão de Limeira, 425, 9º andar, metrô Santa Cecília, São Paulo 
QUANTO Grátis

http://www.ceticismoaberto.com/ceticismo/7738/debate-com-benjamin-radford-nesta-sexta-feira-2707-auditrio-folha


SUBJECT: Manifestações marcam início de reunião anual de cientistas no Maranhão
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 22/07/2012 23:35

http://m.folha.uol.com.br/ciencia/1124248-manifestacoes-marcam-inicio-de-reuniao-anual-de-cientistas-no-maranhao.html
---------------

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Darwin vai às compras e outras coisas
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 23/07/2012 07:52

Eis uma visão nada ortodoxa da evolução à La Darwin.  Única existente, diga-se.

 

 “Psicólogo usa teoria de Darwin para fazer sátira da sociedade de consumo

REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE "CIÊNCIA+SAÚDE"

Especialistas em marketing e consumidores têm um bocado a aprender com o psicólogo evolucionista Geoffrey Miller, autor de "Darwin Vai às Compras". Daí a gostar do que o cientista tem a dizer vai uma bela distância.

Isso porque a obra, no fundo, é uma bem-humorada sátira da moderna sociedade de consumo, embora seja um tipo nada convencional de sátira -usa um dos mais sólidos fundamentos da ciência, a teoria da evolução, para mostrar como a gana de consumir é meio ridícula, além de contraproducente.

Miller faz isso usando um método já consagrado pelos outros psicólogos que aplicam as ideias de Darwin à compreensão do comportamento humano.

A psicologia evolucionista tem um ponto de partida difícil de questionar: o de que os seres humanos, tal e qual outros animais, tiveram sua mente e suas propensões de comportamento moldadas pela principal moeda de troca da evolução, o sucesso reprodutivo.

Trocando em miúdos: boa parte do que parecem esquisitices da nossa espécie não passam de estratégias herdadas de nossos ancestrais para apregoar boa qualidade genética e, assim, obter parceiros e gerar descendentes.

"Apregoar" é a palavra-chave. Em quase todas as espécies animais já estudadas, essa sinalização, para que seja aceita por parceiros e rivais, precisa implicar um custo -em tese, quanto mais custoso o sinal de qualidade, mais confiável ele é.

CAUDA DE PAVÃO

Miller aplica essa ideia ao chamado consumo conspícuo (visível) -produtos que custam uma fábula, mas são famosos por sua precisão (iPhones), beleza (quadros de Picasso) ou potência (SUVs).

Em síntese, esses produtos seriam apenas versões não biológicas das caudas dos pavões ou das galhadas dos cervos. Servem para alardear características importantes para atrair parceiros de alto nível: disponibilidade de recursos, bom gosto, inteligência e até consciência social (ninguém adere a marcas chiques de "consumo sustentável" só porque é bonzinho, mas também pela necessidade de se mostrar bonzinho e -digamos- atrair gatinhas de pendores ambientalistas).

A sacada de Miller é justamente mostrar como os vários aspectos do consumismo funcionam como sinalizadores dos vários tipos de qualidades evolutivas.

Agora, a má notícia: para o pesquisador, apesar de todo o gasto com esses sinais, eles são indicadores que, na busca por parceiros, raramente ganham dos atributos naturais que a evolução nos lega de nascença: inteligência, beleza, sensibilidade e bom humor.

Valeria a pena, segundo ele, direcionar esforços pessoais e da sociedade para deixar de lado o consumo conspícuo, taxando a obsolescência programada e o desperdício e adotando estratégias para impressionar os outros gastando pouco ou nada -fabricando seus próprios móveis ou comprando roupa boa em brechós, digamos.

Não é exatamente a mensagem que os departamentos de marketing estão doidos para ouvir.”

 

Bem, aproveito para fazer o questionamento a seguir.

E se a evolução do universo obedecer aos mesmos princípios evolucionistas dos quais surgiram a vida, em todas as suas formas, inclusive a consciência, a inteligência(em todas as suas formas)?  Afinal, a vida terrestre é apenas um produto, casual,  pontual, da  máquina evolutiva,  Darwiniana.  Somos filhos do caos, o resultado de explosões colossais. A evolução do Universo sugere, segundo penso,  que estamos no estágio em que estamos em vista do próprio estado evolutivo em que ele (Universo) se encontra. (Isto não quer dizer que o Universo não seria o que é se nós, simplesmente, não existíssemos.) Quanto ao contrário...

 

Sds,

Victor.

 

 

 


SUBJECT: Toxoplasma, mais um companheiro de viagem. Clandestino.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 23/07/2012 17:34

Deu na AS:

 

“Toxoplasma: A Ligação Entre Parasita e Suicídio Protozoário unicelular pode alterar comportamento de humanos e levar hospedeiros a atentar contra a própria vida
por Christie Wilcox

http://www2.uol.com.br/sciam/img/px_branco.gif

Biblioteca de Imagens de Saúde Pública do CDC

http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/img/o_lado_negro_do_toxoplasma_a_ligacao_entre_parasita_e_suicidio_1__2012-07-12115659.jpg

Toxoplasma gondii no fluido ascítico de ratos.

http://www2.uol.com.br/sciam/img/px_branco.gif

O Toxoplasma gondii é provavelmente o parasita mais interessante do planeta. Esse protozoário unicelular vive e se reproduz no organismo de gatos, produzindo células ovais que se movem com os movimentos intestinais dos felinos e são eliminadas nas fezes, prontas para infectar outros animais que entrarem em contato com os dejetos do animal. Uma vez em seu novo hospedeiro, o parasita adquire forma de cisto e se aloja em vários tecidos, incluindo os cerebrais. Mas o Toxoplasma só pode continuar seu ciclo de vida e atingir a fase adulta se conseguir entrar no organismo do gato. E o parasita evoluiu de modo a garantir que isso aconteça: a infecção por Toxoplasma altera o comportamento de ratos, por exemplo, fazendo-os perder o medo de cheiro de gatos (alguns chegam até a sentir atração sexual com o odor) ao sequestrar as rotas neuroquímicas no cérebro dos roedores.  

Os ratos, porém, não são as únicas vítimas do Toxoplasma: cerca de 1/3 da população mundial carrega esses parasitas na cabeça. E já que o Toxoplasma não tem problemas para afetar ratos, que têm cérebro semelhante ao nosso, cientistas querem saber como o parasita afeta o nosso órgão, que é grande e complexo. Por mais de uma década pesquisadores investigaram de que maneira essa criatura unicelular afeta a forma como pensamos e descobriram que, como previsto, o Toxoplasma altera o comportamento humano e pode ter influência sobre diferenças culturais entre nações.

A ideia de que esse pequeno parasita possa influencia nossa mente é antiga, mas acreditava-se que os efeitos colaterais da infecção fossem relativamente inofensivos. Agora, porém, há cada vez mais evidências de que as consequências psicológicas da infecção são muito mais sombrias do que pensávamos.

Em 2003, E. Fuller Torrey, do Instituto de Pesquisas Médicas Stanley, em Maryland, e seus colegas perceberam que mulheres infectadas com quantidades altas de Toxoplasma apresentavam maior tendência a ter filhos esquizofrênicos. A hipótese levantada para esse fenômeno é que ainda que na maioria das pessoas infectadas o Toxoplasma tenha efeitos reduzidos, em algumas as mudanças são mais pronunciadas. E a ideia ganhou força: outro artigo descobriu, por exemplo, que antipsicóticos funcionavam tão bem quanto medicamentos antiparasíticos para restaurar o comportamento normal de ratos infectados, confirmando as similaridades entre problemas psicológicos e infecção por toxoplasma.

Seguindo as pesquisas com pacientes psiquiátricos, cientistas descobriram uma ligação entre suicídio de pessoas que já apresentavam transtornos mentais e infecção parasítica. De maneira semelhante, um estudo descobriu que países com altas taxas de infecção por Toxoplasma apresentavam também altas taxas de suicídio – mas a conexão entre os dois era fraca e não havia evidência direta de que mulheres que cometeram suicídio estavam infectadas.”

 

Só me lembro de algo desagradável, que já me ocorreu. E vou contar. Por anos a fio convivi com dores de estômago, úlceras das boas e gordas,  que os médicos diagnosticavam como de fundo nervoso, estresse e cia, e me receitavam, além de regimes alimentares pastosos e frios e algumas panacéias médicas,  eventuais conversinhas com psicólogos, que eram os que sabiam como expurgar o inferno e substituí-lo pelo nirvana. Bem, never aconteceu, ao menos comigo.  Após alguns anos, e já aqui no Recife, me indicaram um médico, especialista nestas coisas de estômago e adjacências. No primeiro exame, a indicação de uma endoscopia, que ele mesmo realizava, pois acabara de concluir especialização nesse mister. Fê-lo.

Coisinha ruim, goela a dentro, quase no seco; sofri mais que bode embarcado. Bem, o importante e animador foi o resultado seguinte: que úlcera que nada!. Era uma tal de bactéria, de nome H.Piloris(acho que é assim que se escreve, não lembro mais). Alguns medicamentos para combater a hospedeira, durante umas poucas semana, e pronto. A tal tomou doril. E, até hoje, não houve recidiva.

 

Agora vêem estas notícias:  inquisiqueiras psicológicas versus protozázio usurpador. Que poderá ser expulso dos organismos através de drogas, e não de conversa fiada.  Só há um problema: tenho uma sobrinha que é psicóloga atuante. Já estou pensando em um novo emprego para ela. Tem que arranjar outra lavagem de roupa, correndo!.

Quanto ao protozoário, despejado de seu tugúrio animal, vai ter que enfrentar, ainda, a ira  de tantos desempregados.

 

Bem, o bom é que o parasita pode até justificar minha burrice. Bela desculpa, pois!.

 

Sds,

Victor.

 


SUBJECT: Marcelo Gleiser explica o bóson de Higgs, no Canal Livre
FROM: "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 23/07/2012 21:21


http://www.band.com.br/canallivre/videos.asp

[ ]s

Alvaro Augusto



SUBJECT: Re: Marcelo Gleiser explica o bóson de Higgs, no Canal Livre
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 24/07/2012 00:46

O título é meio enganoso. De uma hora de entrevista, deixam ele falar sobre o bóson por menos de 20 minutos. E nem explica propriamente.

Aliás, mania de jornalista de interromper linhas de raciocínio mais complexo. Fica tudo superficial e sem nexo.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@...>
> http://www.band.com.br/canallivre/videos.asp
>
> [ ]s
>
> Alvaro Augusto
>




SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Marcelo Gleiser explica o bóson de Higgs, no Canal Livre
FROM: Hélio Carvalho <helicar_br@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 24/07/2012 08:58

Oi todos, 
 
O Marcelo continua a chamar silício de silicone (é o vício do Inglês).
Será que ningém vai corrigi-lo?
 
No mais, concordo com o Roberto. Os jornalistas ficam com aquela vaidade de querer mostrar a todo momento que sabem alguma coisa, pelo menos o básico, sobre o assunto. Isto atrapalha bastante.
 
Hélio 


De: roberto <roberto.takata@bol.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Terça-feira, 24 de Julho de 2012 0:46
Assunto: [ciencialist] Re: Marcelo Gleiser explica o bóson de Higgs, no Canal Livre
 
O título é meio enganoso. De uma hora de entrevista, deixam ele falar sobre o bóson por menos de 20 minutos. E nem explica propriamente.

Aliás, mania de jornalista de interromper linhas de raciocínio mais complexo. Fica tudo superficial e sem nexo.

[]s,

Roberto Takata

--- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@...>
> http://www.band.com.br/canallivre/videos.asp
>
> [ ]s
>
> Alvaro Augusto
>


SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Marcelo Gleiser explica o bóson de Higgs, no Canal Livre
FROM: "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 24/07/2012 10:23

Ele teria conseguido explicar o bóson, se os jornalistas tivessem deixado...

[ ]s

Alvaro Augusto


Em 24/07/2012 00:46, roberto escreveu:
> O título é meio enganoso. De uma hora de entrevista, deixam ele falar sobre o bóson por menos de 20 minutos. E nem explica propriamente.
>
> Aliás, mania de jornalista de interromper linhas de raciocínio mais complexo. Fica tudo superficial e sem nexo.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@...>
>> http://www.band.com.br/canallivre/videos.asp
>>
>> [ ]s
>>
>> Alvaro Augusto
>>
>



SUBJECT: Entrevista com o primatologista Russell Mittermeier
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 24/07/2012 10:51

Interessante personalidade:

http://globotv.globo.com/globo-news/globo-news-miriam-leitao/t/todos-os-videos/v/presidente-da-conservacao-internacional-fala-sobre-sua-relacao-especial-com-o-brasil/2006177/


Paulo


SUBJECT: Bactéria virtual
FROM: Neville Martins <villem99@gmail.com>
TO: Acropolis <Acropolis_@yahoogrupos.com.br>, ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 24/07/2012 17:14

A simulação se organismos vivos está camunhando mais répido do que se esperava.

O nome do organismo é Mycoplasma genitalium, um unicelular que vive no trato genital e nas vias aéreas. Ele já tem uma “ficha corrida” na ciência: teve seu genoma completamente decifrado (525 genes, contra aproximadamente 20.500 do ser humano), e foi notícia quando criaram um cromossomo artificial para ele, em 2008.

Por ter um genoma tão pequeno e já mapeado, o M. genitalium foi escolhido para ser simulado em computador. Ainda assim, a tarefa de programar o computador envolveu a introdução da informação contida em cerca de 900 trabalhos científicos para que o modelo computacional pudesse simular seus 28 processos celulares conhecidos, como a replicação do DNA e a divisão celular.

--

NM
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SUBJECT: RE: [ciencialist] Bactéria virtual
FROM: Thiago Guimarães <guimaraesbsb@hotmail.com>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 24/07/2012 18:13


Wow!
Estamos engatinhando para a ciência do futuro!
Isso sim é uma pequena descrição totalmente "positiva" da realidade.

Thiago


To: Acropolis_@yahoogrupos.com.br; ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: villem99@gmail.com
Date: Tue, 24 Jul 2012 17:14:23 -0300
Subject: [ciencialist] Bactéria virtual

 

A simulação se organismos vivos está camunhando mais répido do que se esperava.

O nome do organismo é Mycoplasma genitalium, um unicelular que vive no trato genital e nas vias aéreas. Ele já tem uma “ficha corrida” na ciência: teve seu genoma completamente decifrado (525 genes, contra aproximadamente 20.500 do ser humano), e foi notícia quando criaram um cromossomo artificial para ele, em 2008.

Por ter um genoma tão pequeno e já mapeado, o M. genitalium foi escolhido para ser simulado em computador. Ainda assim, a tarefa de programar o computador envolveu a introdução da informação contida em cerca de 900 trabalhos científicos para que o modelo computacional pudesse simular seus 28 processos celulares conhecidos, como a replicação do DNA e a divisão celular.

--

NM
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SUBJECT: RES: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 24/07/2012 18:47

Olá, todos.

 

Estou, dentro de minhas disponibilidades, vendo  os vídeos da Videoteca da USP, no endereço postado por Paulo.


Hoje vi o vídeo relativo ao seminário do Prof. João E. Steiner, intitulado Buracos Negros Super Massivos e seus Espelhos , de 24.08.2011.

 

A palestra dele é muito rica, sem ser maçante nem enfadonha.É bastante interessante para todos aqueles com um mínimo de interesse em saber o que é um buraco negro, se existe, se é mera conjetura matemática, coisas do tipo.  Particularmente, após esse vídeo, mudei minha concepção sobre buracos negros. Fiquei um pouco menos ignorante no assunto.

Segundo mostra o pesquisador(sim,  ele é pesquisador atuante, com descobertas e desenvolvimentos importantes na área), os buracos negros são uma realidade, parte configurativa do cosmos, havendo uma espécie de simbiose entre galáxias e buracos negros,  numa correlação bem definida.

 

Bem, esta nota é para motivar os que ainda não assistiram, pois digo que vale a pena o tempo despendido na tarefa,  em todos os sentidos.

 

 

Sds,

Victor.

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de psdias2
Enviada em: quinta-feira, 12 de julho de 2012 10:06
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

 

Para quem gostou dos vídeos do CBPF, dê uma olhada
também no site do Instituto de Física da USP (áudios, vídeos, para
iniciantes e iniciados):

http://video.if.usp.br/

Vejam, por exemplo, a página do "Convite à Física":

http://video.if.usp.br/convite-%C3%A0-f%C3%ADsica

Obs.: No horário em que tentei entrar, apareceram vários erros, em
alguns dos links,
que me pareceram ser algum problema de programação (software) do site.
Mas em várias páginas consegui acessar os links para download. O
problema agora
é encontrar tempo para ver tudo isso :)

Paulo


SUBJECT: Re: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP
FROM: Neville Martins <villem99@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 24/07/2012 20:12

Caro Victor

Há um livrinho do Isaac Asimov, acho que de 1968,  chamado "O colapso do universo" , que apesar de desatualizado continua interessantíssimo pela clareza como expõe a ação gravitacional no universo.

NM
==========  

Em 24 de julho de 2012 18:47, JVictor <j.victor.neto@uol.com.br> escreveu:


Olá, todos.

 

Estou, dentro de minhas disponibilidades, vendo  os vídeos da Videoteca da USP, no endereço postado por Paulo.


Hoje vi o vídeo relativo ao seminário do Prof. João E. Steiner, intitulado Buracos Negros Super Massivos e seus Espelhos , de 24.08.2011.

 

A palestra dele é muito rica, sem ser maçante nem enfadonha.É bastante interessante para todos aqueles com um mínimo de interesse em saber o que é um buraco negro, se existe, se é mera conjetura matemática, coisas do tipo.  Particularmente, após esse vídeo, mudei minha concepção sobre buracos negros. Fiquei um pouco menos ignorante no assunto.

Segundo mostra o pesquisador(sim,  ele é pesquisador atuante, com descobertas e desenvolvimentos importantes na área), os buracos negros são uma realidade, parte configurativa do cosmos, havendo uma espécie de simbiose entre galáxias e buracos negros,  numa correlação bem definida.

 

Bem, esta nota é para motivar os que ainda não assistiram, pois digo que vale a pena o tempo despendido na tarefa,  em todos os sentidos.

 

 

Sds,

Victor.

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de psdias2
Enviada em: quinta-feira, 12 de julho de 2012 10:06
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

 

Para quem gostou dos vídeos do CBPF, dê uma olhada
também no site do Instituto de Física da USP (áudios, vídeos, para
iniciantes e iniciados):

http://video.if.usp.br/

Vejam, por exemplo, a página do "Convite à Física":

http://video.if.usp.br/convite-%C3%A0-f%C3%ADsica

Obs.: No horário em que tentei entrar, apareceram vários erros, em
alguns dos links,
que me pareceram ser algum problema de programação (software) do site.
Mas em várias páginas consegui acessar os links para download. O
problema agora
é encontrar tempo para ver tudo isso :)

Paulo






--

NM
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SUBJECT: RE: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP
FROM: Thiago Guimarães <guimaraesbsb@hotmail.com>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 24/07/2012 21:11


Victor, poderia disponibilizar o vídeos para nós, meros mortais? 
Ou indicar uma fonte onde possamos consegui-lo.
Fiquei bastante curioso.

Thiago


To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: villem99@gmail.com
Date: Tue, 24 Jul 2012 20:12:13 -0300
Subject: Re: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 
Caro Victor

Há um livrinho do Isaac Asimov, acho que de 1968,  chamado "O colapso do universo" , que apesar de desatualizado continua interessantíssimo pela clareza como expõe a ação gravitacional no universo.

NM
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Em 24 de julho de 2012 18:47, JVictor <j.victor.neto@uol.com.br> escreveu:


Olá, todos.

 

Estou, dentro de minhas disponibilidades, vendo  os vídeos da Videoteca da USP, no endereço postado por Paulo.


Hoje vi o vídeo relativo ao seminário do Prof. João E. Steiner, intitulado Buracos Negros Super Massivos e seus Espelhos , de 24.08.2011.

 

A palestra dele é muito rica, sem ser maçante nem enfadonha.É bastante interessante para todos aqueles com um mínimo de interesse em saber o que é um buraco negro, se existe, se é mera conjetura matemática, coisas do tipo.  Particularmente, após esse vídeo, mudei minha concepção sobre buracos negros. Fiquei um pouco menos ignorante no assunto.

Segundo mostra o pesquisador(sim,  ele é pesquisador atuante, com descobertas e desenvolvimentos importantes na área), os buracos negros são uma realidade, parte configurativa do cosmos, havendo uma espécie de simbiose entre galáxias e buracos negros,  numa correlação bem definida.

 

Bem, esta nota é para motivar os que ainda não assistiram, pois digo que vale a pena o tempo despendido na tarefa,  em todos os sentidos.

 

 

Sds,

Victor.

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de psdias2
Enviada em: quinta-feira, 12 de julho de 2012 10:06
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

 

Para quem gostou dos vídeos do CBPF, dê uma olhada
também no site do Instituto de Física da USP (áudios, vídeos, para
iniciantes e iniciados):

http://video.if.usp.br/

Vejam, por exemplo, a página do "Convite à Física":

http://video.if.usp.br/convite-%C3%A0-f%C3%ADsica

Obs.: No horário em que tentei entrar, apareceram vários erros, em
alguns dos links,
que me pareceram ser algum problema de programação (software) do site.
Mas em várias páginas consegui acessar os links para download. O
problema agora
é encontrar tempo para ver tudo isso :)

Paulo






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NM
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SUBJECT: RES: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 24/07/2012 22:29

Thiago,

 

 

Eis onde pode encontrar tudo. Estes endereços foram fornecidos por Paulo.

Lá, você pode acessar ou a página onde há cursos(alguns avançados, acho que para o pessoal de mestrado, pós-graduação)  ou a página com 139 vídeos envolvendo seminários sobre diversos ramos da física: astronomia, cosmologia, relatividade, física quântica, biologia, etc.

Um verdadeiro baú do tesouro.  

 

http://video.if.usp.br/

Vejam, por exemplo, a página do "Convite à Física":

http://video.if.usp.br/convite-%C3%A0-f%C3%ADsica

 

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Thiago Guimarães
Enviada em: terça-feira, 24 de julho de 2012 21:11
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RE: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

 

 

Victor, poderia disponibilizar o vídeos para nós, meros mortais? 

Ou indicar uma fonte onde possamos consegui-lo.

Fiquei bastante curioso.

Thiago

 


To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: villem99@gmail.com
Date: Tue, 24 Jul 2012 20:12:13 -0300
Subject: Re: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

Caro Victor

 

Há um livrinho do Isaac Asimov, acho que de 1968,  chamado "O colapso do universo" , que apesar de desatualizado continua interessantíssimo pela clareza como expõe a ação gravitacional no universo.

 

NM

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Em 24 de julho de 2012 18:47, JVictor <j.victor.neto@uol.com.br> escreveu:

 

Olá, todos.

 

Estou, dentro de minhas disponibilidades, vendo  os vídeos da Videoteca da USP, no endereço postado por Paulo.


Hoje vi o vídeo relativo ao seminário do Prof. João E. Steiner, intitulado Buracos Negros Super Massivos e seus Espelhos , de 24.08.2011.

 

A palestra dele é muito rica, sem ser maçante nem enfadonha.É bastante interessante para todos aqueles com um mínimo de interesse em saber o que é um buraco negro, se existe, se é mera conjetura matemática, coisas do tipo.  Particularmente, após esse vídeo, mudei minha concepção sobre buracos negros. Fiquei um pouco menos ignorante no assunto.

Segundo mostra o pesquisador(sim,  ele é pesquisador atuante, com descobertas e desenvolvimentos importantes na área), os buracos negros são uma realidade, parte configurativa do cosmos, havendo uma espécie de simbiose entre galáxias e buracos negros,  numa correlação bem definida.

 

Bem, esta nota é para motivar os que ainda não assistiram, pois digo que vale a pena o tempo despendido na tarefa,  em todos os sentidos.

 

 

Sds,

Victor.

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de psdias2
Enviada em: quinta-feira, 12 de julho de 2012 10:06
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

 

Para quem gostou dos vídeos do CBPF, dê uma olhada
também no site do Instituto de Física da USP (áudios, vídeos, para
iniciantes e iniciados):

http://video.if.usp.br/

Vejam, por exemplo, a página do "Convite à Física":

http://video.if.usp.br/convite-%C3%A0-f%C3%ADsica

Obs.: No horário em que tentei entrar, apareceram vários erros, em
alguns dos links,
que me pareceram ser algum problema de programação (software) do site.
Mas em várias páginas consegui acessar os links para download. O
problema agora
é encontrar tempo para ver tudo isso :)

Paulo

 



 

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NM

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SUBJECT: FlangePet
FROM: Tipoalgo <tipoalgo@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 25/07/2012 08:28

Olá a todos.

Mais uma engenhoca "da hora":

http://tipoalgo.blogspot.com.br/2012/07/flangepet.html

Aplicação imediata no sistema que reusa a água da máquina de lavar roupas.

Abraços
Tipoalgo




SUBJECT: Astronomia
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 25/07/2012 11:20

Duas entrevistas bacanas, com os profissionais citados.

Estimulanste.

 

Prof. J.Steiner:

http://www.youtube.com/watch?v=gTlEwsU9c4E

 

Damineli:

 

http://www.youtube.com/watch?v=SGeXnyqKhyo&feature=relmfu

 

Sds,

 

Victor.

 

 


SUBJECT: Vou embora para Atlantis.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 25/07/2012 12:21

Olá,

 

O endereço http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6008511-EI301,00-Fisicos+chineses+calculam+a+data+para+o+fim+do+universo.html

 

 Relata trabalho de cientistas chineses em cosmologia.

 

Tenho a ligeira impressão de que não estaremos mais por aqui quando o Universo pifar...após esses “poucos” 16,7 bi que restam.

 “Os pesquisadores chineses criaram uma nova parametrização - que chamaram de Ma-Zhang - e a combinaram a um método (chamado de Monte Carlo via Cadeias de Markov) para chegar à conclusão de que, com o que sabemos da energia escura e no pior cenário possível, o universo ainda tem 16,7 bilhões de anos.

Seguindo o cenário do Big Rip, a força de repulsão da energia escura irá aos poucos superar as demais forças, como a gravidade. As estrelas e planetas iriam perder a ligação e acabariam por se afastar. Conforme os chineses, as estrelas da Via Láctea iriam se separar cerca de 32,9 milhões de anos antes do Big Rip. Dois meses antes do fim, a Terra perderia sua ligação com o Sol. Faltando cinco dias, a Lua nos deixaria. Somente 28 minutos antes de tudo acabar, o Sol seria destruído. Nos últimos minutos, quando faltarem apenas 16 para a Grande Ruptura, a Terra vai explodir. Por fim, as próprias ligações entre átomos e partículas não vão mais suportar e assim terá acabado o universo. Ainda bem que falta muito tempo.”

 

Sds,

Victor.

 

 


SUBJECT: Re: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.
FROM: "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 25/07/2012 12:36

Gostei da precisão dos cálculos: "faltando 16 minutos para a Grande Ruptura"...

[ ]s

Alvaro Augusto


Em 25/07/2012 12:21, JVictor escreveu:

Olá,

 

O endereço http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6008511-EI301,00-Fisicos+chineses+calculam+a+data+para+o+fim+do+universo.html

 

 Relata trabalho de cientistas chineses em cosmologia.

 

Tenho a ligeira impressão de que não estaremos mais por aqui quando o Universo pifar...após esses “poucos” 16,7 bi que restam.

 “Os pesquisadores chineses criaram uma nova parametrização - que chamaram de Ma-Zhang - e a combinaram a um método (chamado de Monte Carlo via Cadeias de Markov) para chegar à conclusão de que, com o que sabemos da energia escura e no pior cenário possível, o universo ainda tem 16,7 bilhões de anos.

Seguindo o cenário do Big Rip, a força de repulsão da energia escura irá aos poucos superar as demais forças, como a gravidade. As estrelas e planetas iriam perder a ligação e acabariam por se afastar. Conforme os chineses, as estrelas da Via Láctea iriam se separar cerca de 32,9 milhões de anos antes do Big Rip. Dois meses antes do fim, a Terra perderia sua ligação com o Sol. Faltando cinco dias, a Lua nos deixaria. Somente 28 minutos antes de tudo acabar, o Sol seria destruído. Nos últimos minutos, quando faltarem apenas 16 para a Grande Ruptura, a Terra vai explodir. Por fim, as próprias ligações entre átomos e partículas não vão mais suportar e assim terá acabado o universo. Ainda bem que falta muito tempo.”

 

Sds,

Victor.




SUBJECT: Re: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 25/07/2012 13:14


Ola Victor,

Mas e depois disso ? O que vai acontecer com a Energia escura ?

Abs
Felipe




De: JVictor <j.victor.neto@uol.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 25 de Julho de 2012 12:21
Assunto: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.

 
Olá,
 
 
 Relata trabalho de cientistas chineses em cosmologia.
 
Tenho a ligeira impressão de que não estaremos mais por aqui quando o Universo pifar...após esses “poucos” 16,7 bi que restam.
 “Os pesquisadores chineses criaram uma nova parametrização - que chamaram de Ma-Zhang - e a combinaram a um método (chamado de Monte Carlo via Cadeias de Markov) para chegar à conclusão de que, com o que sabemos da energia escura e no pior cenário possível, o universo ainda tem 16,7 bilhões de anos.
Seguindo o cenário do Big Rip, a força de repulsão da energia escura irá aos poucos superar as demais forças, como a gravidade. As estrelas e planetas iriam perder a ligação e acabariam por se afastar. Conforme os chineses, as estrelas da Via Láctea iriam se separar cerca de 32,9 milhões de anos antes do Big Rip. Dois meses antes do fim, a Terra perderia sua ligação com o Sol. Faltando cinco dias, a Lua nos deixaria. Somente 28 minutos antes de tudo acabar, o Sol seria destruído. Nos últimos minutos, quando faltarem apenas 16 para a Grande Ruptura, a Terra vai explodir. Por fim, as próprias ligações entre átomos e partículas não vão mais suportar e assim terá acabado o universo. Ainda bem que falta muito tempo.”
 
Sds,
Victor.
 
 



SUBJECT: RE: RES: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP
FROM: Thiago Guimarães <guimaraesbsb@hotmail.com>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 25/07/2012 13:44

 
Olá Victor, obrigado!
Às aulas :)
 
Thiago
 

To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: j.victor.neto@uol.com.br
Date: Tue, 24 Jul 2012 22:29:50 -0300
Subject: RES: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

Thiago,

 

 

Eis onde pode encontrar tudo. Estes endereços foram fornecidos por Paulo.

Lá, você pode acessar ou a página onde há cursos(alguns avançados, acho que para o pessoal de mestrado, pós-graduação)  ou a página com 139 vídeos envolvendo seminários sobre diversos ramos da física: astronomia, cosmologia, relatividade, física quântica, biologia, etc.

Um verdadeiro baú do tesouro.  

 

http://video.if.usp.br/

Vejam, por exemplo, a página do "Convite à Física":

http://video.if.usp.br/convite-%C3%A0-f%C3%ADsica

 

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Thiago Guimarães
Enviada em: terça-feira, 24 de julho de 2012 21:11
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RE: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

 

 

Victor, poderia disponibilizar o vídeos para nós, meros mortais? 

Ou indicar uma fonte onde possamos consegui-lo.

Fiquei bastante curioso.

Thiago

 


To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: villem99@gmail.com
Date: Tue, 24 Jul 2012 20:12:13 -0300
Subject: Re: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

Caro Victor

 

Há um livrinho do Isaac Asimov, acho que de 1968,  chamado "O colapso do universo" , que apesar de desatualizado continua interessantíssimo pela clareza como expõe a ação gravitacional no universo.

 

NM

==========  

Em 24 de julho de 2012 18:47, JVictor <j.victor.neto@uol.com.br> escreveu:

 

Olá, todos.

 

Estou, dentro de minhas disponibilidades, vendo  os vídeos da Videoteca da USP, no endereço postado por Paulo.


Hoje vi o vídeo relativo ao seminário do Prof. João E. Steiner, intitulado Buracos Negros Super Massivos e seus Espelhos , de 24.08.2011.

 

A palestra dele é muito rica, sem ser maçante nem enfadonha.É bastante interessante para todos aqueles com um mínimo de interesse em saber o que é um buraco negro, se existe, se é mera conjetura matemática, coisas do tipo.  Particularmente, após esse vídeo, mudei minha concepção sobre buracos negros. Fiquei um pouco menos ignorante no assunto.

Segundo mostra o pesquisador(sim,  ele é pesquisador atuante, com descobertas e desenvolvimentos importantes na área), os buracos negros são uma realidade, parte configurativa do cosmos, havendo uma espécie de simbiose entre galáxias e buracos negros,  numa correlação bem definida.

 

Bem, esta nota é para motivar os que ainda não assistiram, pois digo que vale a pena o tempo despendido na tarefa,  em todos os sentidos.

 

 

Sds,

Victor.

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de psdias2
Enviada em: quinta-feira, 12 de julho de 2012 10:06
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Videoteca do Instituto de Física da USP

 

 

Para quem gostou dos vídeos do CBPF, dê uma olhada
também no site do Instituto de Física da USP (áudios, vídeos, para
iniciantes e iniciados):

http://video.if.usp.br/

Vejam, por exemplo, a página do "Convite à Física":

http://video.if.usp.br/convite-%C3%A0-f%C3%ADsica

Obs.: No horário em que tentei entrar, apareceram vários erros, em
alguns dos links,
que me pareceram ser algum problema de programação (software) do site.
Mas em várias páginas consegui acessar os links para download. O
problema agora
é encontrar tempo para ver tudo isso :)

Paulo

 



 

--

NM

======================

 

 



SUBJECT: Re: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.
FROM: Hélio Carvalho <helicar_br@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 25/07/2012 14:32

Felipe,
 
Você tem sempre a pergunta certa!
Parabéns!!
 
Outra pergunta é: Quem gera esta tal "energia"???
 
Hélio

De: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
Para: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Enviadas: Quarta-feira, 25 de Julho de 2012 13:14
Assunto: Re: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.
 

Ola Victor,

Mas e depois disso ? O que vai acontecer com a Energia escura ?

Abs
Felipe



De: JVictor <j.victor.neto@uol.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 25 de Julho de 2012 12:21
Assunto: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.
 
Olá,
 
 
 Relata trabalho de cientistas chineses em cosmologia.
 
Tenho a ligeira impressão de que não estaremos mais por aqui quando o Universo pifar...após esses “poucos” 16,7 bi que restam.
 “Os pesquisadores chineses criaram uma nova parametrização - que chamaram de Ma-Zhang - e a combinaram a um método (chamado de Monte Carlo via Cadeias de Markov) para chegar à conclusão de que, com o que sabemos da energia escura e no pior cenário possível, o universo ainda tem 16,7 bilhões de anos.
Seguindo o cenário do Big Rip, a força de repulsão da energia escura irá aos poucos superar as demais forças, como a gravidade. As estrelas e planetas iriam perder a ligação e acabariam por se afastar. Conforme os chineses, as estrelas da Via Láctea iriam se separar cerca de 32,9 milhões de anos antes do Big Rip. Dois meses antes do fim, a Terra perderia sua ligação com o Sol. Faltando cinco dias, a Lua nos deixaria. Somente 28 minutos antes de tudo acabar, o Sol seria destruído. Nos últimos minutos, quando faltarem apenas 16 para a Grande Ruptura, a Terra vai explodir. Por fim, as próprias ligações entre átomos e partículas não vão mais suportar e assim terá acabado o universo. Ainda bem que falta muito tempo.”
 
Sds,
Victor.
 
 

SUBJECT: RES: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 25/07/2012 15:39

Felipe/Hélio,

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Hélio Carvalho
Enviada em: quarta-feira, 25 de julho de 2012 14:33
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.

 

 

Felipe,

 

Você tem sempre a pergunta certa!

Parabéns!!

 

Outra pergunta é: Quem gera esta tal "energia"???

 

Victor:  Quem? Não há um quem. Diria que a origem de tudo é o espaço, a natureza, a casualidade. As flutuações quânticas.

Ah, mas poderia ainda perguntar: e “quem” gera o espaço, flutuações quânticas e tudo o mais relacionado? E antes das flutuações, à la Guth? 

E o que permitiu esses desequilíbrios, que deram causa,  supostamente,  ao Universo, tal qual conhecemos hoje? E outros porquês e porquês.

Em minha não abalizada opinião, pensar nessas coisas a nada leva, pois transcende a capacidade mental do humano, e por questões biológicas, estruturais, por defeito de projeto...  São as eternamente questões circulares,  tipo o TERetorno, de Poincaré,  ou as buscas do significado mais profundo de Infinito, que já levaram dois ao suicídio: Nietzsche e Cantor...

 

 

 

 

Hélio

 

De: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
Para: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Enviadas: Quarta-feira, 25 de Julho de 2012 13:14
Assunto: Re: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.

 

 

Ola Victor,

 

Mas e depois disso ? O que vai acontecer com a Energia escura ?

 

Victor:  Eis uma bela questão. Mas não sei a resposta. E duvido que alguém saiba. O que podemos fazer é conjecturar. Mas não me animo a isso, no momento.

Só sei que os recheios conhecidos do Universo são insuficientes para explicar seu atual status, segundo dados colhidos. Isto é vero. Daí, a hipótese de matéria escura e energia escura, para ajustar a teoria existente ao que se observa, ao que se mede. Sem introduzir coisas assim as contas não batem.

E não se sabe o que é cada uma dessas coisas escuras.

E nem imagino qual será sua influência, ante o caos que supostamente ocorrerá  dentro de 16,7 bilhões de anos.

Isto é, como ela se comportará durante o colapso.

 

 

Sds,

Victor.

 

 

Abs

 

 

Felipe

 

 

 

De: JVictor <j.victor.neto@uol.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 25 de Julho de 2012 12:21
Assunto: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.

 

Olá,

 

 

 Relata trabalho de cientistas chineses em cosmologia.

 

Tenho a ligeira impressão de que não estaremos mais por aqui quando o Universo pifar...após esses “poucos” 16,7 bi que restam.

 “Os pesquisadores chineses criaram uma nova parametrização - que chamaram de Ma-Zhang - e a combinaram a um método (chamado de Monte Carlo via Cadeias de Markov) para chegar à conclusão de que, com o que sabemos da energia escura e no pior cenário possível, o universo ainda tem 16,7 bilhões de anos.

Seguindo o cenário do Big Rip, a força de repulsão da energia escura irá aos poucos superar as demais forças, como a gravidade. As estrelas e planetas iriam perder a ligação e acabariam por se afastar. Conforme os chineses, as estrelas da Via Láctea iriam se separar cerca de 32,9 milhões de anos antes do Big Rip. Dois meses antes do fim, a Terra perderia sua ligação com o Sol. Faltando cinco dias, a Lua nos deixaria. Somente 28 minutos antes de tudo acabar, o Sol seria destruído. Nos últimos minutos, quando faltarem apenas 16 para a Grande Ruptura, a Terra vai explodir. Por fim, as próprias ligações entre átomos e partículas não vão mais suportar e assim terá acabado o universo. Ainda bem que falta muito tempo.”

 

Sds,

Victor.

 

 


SUBJECT: RES: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 25/07/2012 15:56

Não é por nada não, mas bem que poderiam ser 16,25 minutos!...Para a gente ganhar um tempinho!

Estava mesmo esperando um comentário a respeito.  

Mas, brincadeira à parte,  creio que essa “gozação” pode não ter sido uma gozação intencional, pois devem ter feito milhares de simulações  computacionais e, dentro dos dados astronômicos fornecidos ao programa usado na simulação,  esta tenha sido uma resposta correta. Do ponto de vista do programa, no que, parece,  são muito fortes, os 16 minutos podem estar ok.

Afinalesta é a tal  da uma informação que exige muito segurança, e muita coragem, para ser divulgada!

Agora, se a previsão irá se concretizar...Será outra história.

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Alvaro Augusto (L)
Enviada em: quarta-feira, 25 de julho de 2012 12:36
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.

 

 

Gostei da precisão dos cálculos: "faltando 16 minutos para a Grande Ruptura"...

[ ]s

Alvaro Augusto


Em 25/07/2012 12:21, JVictor escreveu:

Olá,

 

O endereço http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6008511-EI301,00-Fisicos+chineses+calculam+a+data+para+o+fim+do+universo.html

 

 Relata trabalho de cientistas chineses em cosmologia.

 

Tenho a ligeira impressão de que não estaremos mais por aqui quando o Universo pifar...após esses “poucos” 16,7 bi que restam.

 “Os pesquisadores chineses criaram uma nova parametrização - que chamaram de Ma-Zhang - e a combinaram a um método (chamado de Monte Carlo via Cadeias de Markov) para chegar à conclusão de que, com o que sabemos da energia escura e no pior cenário possível, o universo ainda tem 16,7 bilhões de anos.

Seguindo o cenário do Big Rip, a força de repulsão da energia escura irá aos poucos superar as demais forças, como a gravidade. As estrelas e planetas iriam perder a ligação e acabariam por se afastar. Conforme os chineses, as estrelas da Via Láctea iriam se separar cerca de 32,9 milhões de anos antes do Big Rip. Dois meses antes do fim, a Terra perderia sua ligação com o Sol. Faltando cinco dias, a Lua nos deixaria. Somente 28 minutos antes de tudo acabar, o Sol seria destruído. Nos últimos minutos, quando faltarem apenas 16 para a Grande Ruptura, a Terra vai explodir. Por fim, as próprias ligações entre átomos e partículas não vão mais suportar e assim terá acabado o universo. Ainda bem que falta muito tempo.”

 

Sds,

Victor.

 

 


SUBJECT: Re: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.
FROM: "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 25/07/2012 18:32

Energia escura é a encarnação moderna da "constante cosmológica lambda", que Einstein inseriu em suas equações para manter estacionário um Universo que insistia em se expandir. Só que agora a constante tem o papel inverso, i.e., de acelerar a expansão, conforme indicam as observações. O problema é que ninguém tem ideia de qual seja a origem dessa energia (daí o adjetivo "escura", no sentido de "desconhecida").

Obs.: não confundir "energia escura" com "matéria escura", que é outra coisa.

[ ]s

Alvaro Augusto

Em 25/07/2012 14:32, Hélio Carvalho escreveu:
Felipe,
 
Você tem sempre a pergunta certa!
Parabéns!!
 
Outra pergunta é: Quem gera esta tal "energia"???
 
Hélio

De: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
Para: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Enviadas: Quarta-feira, 25 de Julho de 2012 13:14
Assunto: Re: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.
 

Ola Victor,

Mas e depois disso ? O que vai acontecer com a Energia escura ?

Abs
Felipe



De: JVictor <j.victor.neto@uol.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 25 de Julho de 2012 12:21
Assunto: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.
 
Olá,
 
 
 Relata trabalho de cientistas chineses em cosmologia.
 
Tenho a ligeira impressão de que não estaremos mais por aqui quando o Universo pifar...após esses “poucos” 16,7 bi que restam.
 “Os pesquisadores chineses criaram uma nova parametrização - que chamaram de Ma-Zhang - e a combinaram a um método (chamado de Monte Carlo via Cadeias de Markov) para chegar à conclusão de que, com o que sabemos da energia escura e no pior cenário possível, o universo ainda tem 16,7 bilhões de anos.
Seguindo o cenário do Big Rip, a força de repulsão da energia escura irá aos poucos superar as demais forças, como a gravidade. As estrelas e planetas iriam perder a ligação e acabariam por se afastar. Conforme os chineses, as estrelas da Via Láctea iriam se separar cerca de 32,9 milhões de anos antes do Big Rip. Dois meses antes do fim, a Terra perderia sua ligação com o Sol. Faltando cinco dias, a Lua nos deixaria. Somente 28 minutos antes de tudo acabar, o Sol seria destruído. Nos últimos minutos, quando faltarem apenas 16 para a Grande Ruptura, a Terra vai explodir. Por fim, as próprias ligações entre átomos e partículas não vão mais suportar e assim terá acabado o universo. Ainda bem que falta muito tempo.”
 
Sds,
Victor.
 



SUBJECT: Re: Vou embora para Atlantis.
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 25/07/2012 19:13

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Alvaro Augusto (L)"
> Energia escura é a encarnação moderna da "constante cosmológica
> lambda", que Einstein inseriu em suas equações para manter
> estacionário um Universo que insistia em se expandir.

Mais ou menos. Porque a natureza da energia escura pode ser - e parece que é (em função dos dados que indicam variação nas taxas de aceleração) - dinâmica.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Vou embora para Atlantis.
FROM: "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 25/07/2012 20:00

Em 25/07/2012 19:13, roberto escreveu:
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Alvaro Augusto (L)"
>> Energia escura é a encarnação moderna da "constante cosmológica
>> lambda", que Einstein inseriu em suas equações para manter
>> estacionário um Universo que insistia em se expandir.
> Mais ou menos. Porque a natureza da energia escura pode ser - e parece que é (em função dos dados que indicam variação nas taxas de aceleração) - dinâmica.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>
>
Exato. Mas lambda é constante em determinado intervalo de tempo. Por
isso o modelo cosmológico atual é denominado "Lambda-CDM", onde CDM
significa "Cold Dark Matter".

[ ]s

Alvaro


SUBJECT: Re: RES: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.
FROM: Hélio Carvalho <helicar_br@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 25/07/2012 21:42

Oi Victor,

Se eu coloco uma carga negativa perto de uma positiva fixada no laboratório, surge uma força que acelera a primeira no sentido da segunda. O ser humano INVENTOU o conceito de energia potencial para expressar a previsão de movimento da carga.
Este conceito não faz sentido se não há matéria.

No caso da tal "energia escura", QUEM (qual ou quais objetos) gera esta energia???

O ser humano INVENTOU o conceito de energia para ser mais uma forma de quantificar o movimento de matéria (cinética) ou a previsão do movimento de matéria (potencial). Mas depois, esta invenção, começou a ter vida real e independente e se voltou contra o seu criador (o ser humano - tenho que explicar para o Victor não achar que é outra coisa).
:-)

Agora, em 16,7 bilhões de anos, não satisfeita em destruir seu criador destruirá até a própria matéria da qual ela dependia para existir. Talvez ela dirá para a matéria:
"Eu sou mais eu, e para provar que tenho vida em mim mesmo e não dependo de você para existir, TOMA!!!!"
:-)

Hélio

PS.
Segundo este modelo, a Terra, a Lua e o Sol vão estar firmes até quase o final. Isto é melhor do que antes.
No pai dos burros (Wikipédia) dizia que a Terra teria SÓ 5 bi pela frente (ganhamos 11,7 bi).
:-)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fim_do_planeta_Terra


De: JVictor <j.victor.neto@uol.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 25 de Julho de 2012 15:39
Assunto: RES: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.

 
Felipe/Hélio,
 
De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Hélio Carvalho
Enviada em: quarta-feira, 25 de julho de 2012 14:33
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.
 
 
Felipe,
 
Você tem sempre a pergunta certa!
Parabéns!!
 
Outra pergunta é: Quem gera esta tal "energia"???
 
Victor:  Quem? Não há um quem. Diria que a origem de tudo é o espaço, a natureza, a casualidade. As flutuações quânticas.
Ah, mas poderia ainda perguntar: e “quem” gera o espaço, flutuações quânticas e tudo o mais relacionado? E antes das flutuações, à la Guth? 
E o que permitiu esses desequilíbrios, que deram causa,  supostamente,  ao Universo, tal qual conhecemos hoje? E outros porquês e porquês.
Em minha não abalizada opinião, pensar nessas coisas a nada leva, pois transcende a capacidade mental do humano, e por questões biológicas, estruturais, por defeito de projeto...  São as eternamente questões circulares,  tipo o TERetorno, de Poincaré,  ou as buscas do significado mais profundo de Infinito, que já levaram dois ao suicídio: Nietzsche e Cantor...
 
 
 
 
Hélio
 
De: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
Para: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Enviadas: Quarta-feira, 25 de Julho de 2012 13:14
Assunto: Re: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.
 
 
Ola Victor,
 
Mas e depois disso ? O que vai acontecer com a Energia escura ?
 
Victor:  Eis uma bela questão. Mas não sei a resposta. E duvido que alguém saiba. O que podemos fazer é conjecturar. Mas não me animo a isso, no momento.
Só sei que os recheios conhecidos do Universo são insuficientes para explicar seu atual status, segundo dados colhidos. Isto é vero. Daí, a hipótese de matéria escura e energia escura, para ajustar a teoria existente ao que se observa, ao que se mede. Sem introduzir coisas assim as contas não batem.
E não se sabe o que é cada uma dessas coisas escuras.
E nem imagino qual será sua influência, ante o caos que supostamente ocorrerá  dentro de 16,7 bilhões de anos.
Isto é, como ela se comportará durante o colapso.
 
 
Sds,
Victor.
 
 
Abs
 
 
Felipe
 
 
 
De: JVictor <j.victor.neto@uol.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 25 de Julho de 2012 12:21
Assunto: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.
 
Olá,
 
 
 Relata trabalho de cientistas chineses em cosmologia.
 
Tenho a ligeira impressão de que não estaremos mais por aqui quando o Universo pifar...após esses “poucos” 16,7 bi que restam.
 “Os pesquisadores chineses criaram uma nova parametrização - que chamaram de Ma-Zhang - e a combinaram a um método (chamado de Monte Carlo via Cadeias de Markov) para chegar à conclusão de que, com o que sabemos da energia escura e no pior cenário possível, o universo ainda tem 16,7 bilhões de anos.
Seguindo o cenário do Big Rip, a força de repulsão da energia escura irá aos poucos superar as demais forças, como a gravidade. As estrelas e planetas iriam perder a ligação e acabariam por se afastar. Conforme os chineses, as estrelas da Via Láctea iriam se separar cerca de 32,9 milhões de anos antes do Big Rip. Dois meses antes do fim, a Terra perderia sua ligação com o Sol. Faltando cinco dias, a Lua nos deixaria. Somente 28 minutos antes de tudo acabar, o Sol seria destruído. Nos últimos minutos, quando faltarem apenas 16 para a Grande Ruptura, a Terra vai explodir. Por fim, as próprias ligações entre átomos e partículas não vão mais suportar e assim terá acabado o universo. Ainda bem que falta muito tempo.”
 
Sds,
Victor.
 
 



SUBJECT: Re: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.
FROM: "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 25/07/2012 21:47

"Energia escura" é apenas uma denominação provisória, muitíssimo provisória, para algo que faz com que o Universo se expanda de maneira acelerada e não de maneira uniforme como preveem as equações de Einstein sem lambda. Para a matéria escura, há candidatos. Para a energia escura, ainda não.

[ ]s

Alvaro Augusto


Em 25/07/2012 21:42, Hélio Carvalho escreveu:
Oi Victor,

Se eu coloco uma carga negativa perto de uma positiva fixada no laboratório, surge uma força que acelera a primeira no sentido da segunda. O ser humano INVENTOU o conceito de energia potencial para expressar a previsão de movimento da carga.
Este conceito não faz sentido se não há matéria.

No caso da tal "energia escura", QUEM (qual ou quais objetos) gera esta energia???

O ser humano INVENTOU o conceito de energia para ser mais uma forma de quantificar o movimento de matéria (cinética) ou a previsão do movimento de matéria (potencial). Mas depois, esta invenção, começou a ter vida real e independente e se voltou contra o seu criador (o ser humano - tenho que explicar para o Victor não achar que é outra coisa).
:-)

Agora, em 16,7 bilhões de anos, não satisfeita em destruir seu criador destruirá até a própria matéria da qual ela dependia para existir. Talvez ela dirá para a matéria:
"Eu sou mais eu, e para provar que tenho vida em mim mesmo e não dependo de você para existir, TOMA!!!!"
:-)

Hélio

PS.
Segundo este modelo, a Terra, a Lua e o Sol vão estar firmes até quase o final. Isto é melhor do que antes.
No pai dos burros (Wikipédia) dizia que a Terra teria SÓ 5 bi pela frente (ganhamos 11,7 bi).
:-)


De: JVictor <j.victor.neto@uol.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 25 de Julho de 2012 15:39
Assunto: RES: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.

 
Felipe/Hélio,
 
De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Hélio Carvalho
Enviada em: quarta-feira, 25 de julho de 2012 14:33
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.
 
 
Felipe,
 
Você tem sempre a pergunta certa!
Parabéns!!
 
Outra pergunta é: Quem gera esta tal "energia"???
 
Victor:  Quem? Não há um quem. Diria que a origem de tudo é o espaço, a natureza, a casualidade. As flutuações quânticas.
Ah, mas poderia ainda perguntar: e “quem” gera o espaço, flutuações quânticas e tudo o mais relacionado? E antes das flutuações, à la Guth? 
E o que permitiu esses desequilíbrios, que deram causa,  supostamente,  ao Universo, tal qual conhecemos hoje? E outros porquês e porquês.
Em minha não abalizada opinião, pensar nessas coisas a nada leva, pois transcende a capacidade mental do humano, e por questões biológicas, estruturais, por defeito de projeto...  São as eternamente questões circulares,  tipo o TERetorno, de Poincaré,  ou as buscas do significado mais profundo de Infinito, que já levaram dois ao suicídio: Nietzsche e Cantor...
 
 
 
 
Hélio
 
De: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
Para: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Enviadas: Quarta-feira, 25 de Julho de 2012 13:14
Assunto: Re: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.
 
 
Ola Victor,
 
Mas e depois disso ? O que vai acontecer com a Energia escura ?
 
Victor:  Eis uma bela questão. Mas não sei a resposta. E duvido que alguém saiba. O que podemos fazer é conjecturar. Mas não me animo a isso, no momento.
Só sei que os recheios conhecidos do Universo são insuficientes para explicar seu atual status, segundo dados colhidos. Isto é vero. Daí, a hipótese de matéria escura e energia escura, para ajustar a teoria existente ao que se observa, ao que se mede. Sem introduzir coisas assim as contas não batem.
E não se sabe o que é cada uma dessas coisas escuras.
E nem imagino qual será sua influência, ante o caos que supostamente ocorrerá  dentro de 16,7 bilhões de anos.
Isto é, como ela se comportará durante o colapso.
 
 
Sds,
Victor.
 
 
Abs
 
 
Felipe
 
 
 
De: JVictor <j.victor.neto@uol.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 25 de Julho de 2012 12:21
Assunto: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.
 
Olá,
 
 
 Relata trabalho de cientistas chineses em cosmologia.
 
Tenho a ligeira impressão de que não estaremos mais por aqui quando o Universo pifar...após esses “poucos” 16,7 bi que restam.
 “Os pesquisadores chineses criaram uma nova parametrização - que chamaram de Ma-Zhang - e a combinaram a um método (chamado de Monte Carlo via Cadeias de Markov) para chegar à conclusão de que, com o que sabemos da energia escura e no pior cenário possível, o universo ainda tem 16,7 bilhões de anos.
Seguindo o cenário do Big Rip, a força de repulsão da energia escura irá aos poucos superar as demais forças, como a gravidade. As estrelas e planetas iriam perder a ligação e acabariam por se afastar. Conforme os chineses, as estrelas da Via Láctea iriam se separar cerca de 32,9 milhões de anos antes do Big Rip. Dois meses antes do fim, a Terra perderia sua ligação com o Sol. Faltando cinco dias, a Lua nos deixaria. Somente 28 minutos antes de tudo acabar, o Sol seria destruído. Nos últimos minutos, quando faltarem apenas 16 para a Grande Ruptura, a Terra vai explodir. Por fim, as próprias ligações entre átomos e partículas não vão mais suportar e assim terá acabado o universo. Ainda bem que falta muito tempo.”
 
Sds,
Victor.
 



SUBJECT: Re: Vou embora para Atlantis.
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 26/07/2012 08:44

Não é que a expansão seja uniforme. Ela seria *desacelerada* pela atração gravitacional. O lambda einsteniano foi ajustado para que o universo não se expandisse nem se colapsasse.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@...> escreveu
>
> "Energia escura" é apenas uma denominação provisória, muitíssimo
> provisória, para algo que faz com que o Universo se expanda de maneira
> acelerada e não de maneira uniforme como preveem as equações de Einstein
> sem lambda. Para a matéria escura, há candidatos. Para a energia escura,
> ainda não.
>
> [ ]s
>
> Alvaro Augusto



SUBJECT: eBooks gratuitos (alguns acompanhados de vídeo-aulas do Youtube)
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 26/07/2012 09:22

A quem possa interessar:

Encontrei um site de onde se pode baixar gratuitamente eBooks (formato
PDF) de várias assuntos.

Baixei dois, para ver como são. Estão mais para "apostilas" do que para
livros, mas
acho que são úteis, pelo menos para iniciantes nos assuntos.

Um dos eBooks que baixei contêm links para aulas no Youtube. O eBook, neste
caso, é mais um "roteiro de estudos", os vídeos são o que de fato
explicam os assuntos

Eis como baixar:

- Entre em http://bookboon.com/en/textbooks

- Digite algum termo no campo "Search for a Book", ou clique no menu de
assuntos que fica
no lado esquerdo da tela

- Por exemplo, clique no menu "Mathematics"

- Aparecerão vários títulos de eBooks na tela. Clique em "download"
naquele que lhe interessar

- Na primeira vez que baixei um eBook, apareceu um pequeno formulário
para preencher, pedindo para
assinar uma Newsletter do site. Preencha o formulário e clique em "Go",
para o download começar.

- Enquanto você não sair do site, poderá baixar mais eBooks sem ter de
preencher o formulário.
No entanto, se sair e entrar novamente, o primeiro download pedirá
novamente para preencher o formulário
(pelo menos, foi o que ocorreu comigo)


Paulo



SUBJECT: A Origem do Chupacabras: “A Experiência”
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO: undisclosed-recipients:;
BCC: ciencialist@yahoogroups.com
DATE: 26/07/2012 15:44

lendas hollywood criptozoologia chupacabras ceticismo  A Origem do Chupacabras: A Experiência

lendas hollywood criptozoologia chupacabras ceticismo  A Origem do Chupacabras: A Experiência

Começamos esta breve coluna pelo final surpreendente: o lendário Chupacabras, misteriosa criatura que ataca furtivamente animais em zonas rurais drenando seu sangue, é a loiraça Natasha Henstridge. Ou melhor, a descrição seminal que definiu a febre moderna do Chupacabras foi inspirada no filme “A Experiência“, lançado na mesma época.

Continue lendo…

http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/a-origem-do-chupacabras-a-experiencia-55782


SUBJECT: Re: A Origem do Chupacabras: “A Experiência”
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 26/07/2012 16:30

E o design do monstro de A Experiência é uma chupação do monstro xenomorfo de Alien - que foi chupado do Necronomicon.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Kentaro Mori <kentaro.mori@...> > A Origem do Chupacabras: "A
> Experiência"<http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/a-origem-do-chupacabras-a-experiencia-55782>



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: A Origem do Chupacabras: “A Experiência”
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 26/07/2012 16:40

O artista do xenomorfo é o mesmo, o HR Giger!

2012/7/26 roberto <roberto.takata@bol.com.br>
 

E o design do monstro de A Experiência é uma chupação do monstro xenomorfo de Alien - que foi chupado do Necronomicon.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Kentaro Mori <kentaro.mori@...> > A Origem do Chupacabras: "A
> Experiência"<http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/a-origem-do-chupacabras-a-experiencia-55782>



SUBJECT: Re: A Origem do Chupacabras: “A Experiência”
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 26/07/2012 16:54

Sim, autokibe.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Kentaro Mori <kentaro.mori@...> escreveu
>
> O artista do xenomorfo é o mesmo, o HR Giger!




SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: A Origem do Chupacabras: “A Experiência”
FROM: <oraculo@atibaia.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 26/07/2012 17:35

Me lembro de um game do início dos anos 90 (eu acho) com todo design criado pelo Giger. Pouco “jogável” mas muito bonito como arte. Alguém lembraria o nome deste jogo?
 
Homero
 
From: roberto
Sent: Thursday, July 26, 2012 4:54 PM
Subject: [ciencialist] Re: A Origem do Chupacabras: “A Experiência”
 
 

Sim, autokibe.

[]s,

Roberto Takata

--- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, Kentaro Mori <kentaro.mori@...> escreveu
>
> O artista do xenomorfo é o mesmo, o HR Giger!

Nenhum vírus encontrado nessa mensagem.
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SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: A Origem do Chupacabras: “A Experiência”
FROM: Marcelo Cortimiglia <cortimiglia@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 26/07/2012 17:43

Darkseed?

Lurker mode back on... 

Marcelo



Em 26 de julho de 2012 17:35, <oraculo@atibaia.com.br> escreveu:
 

Me lembro de um game do início dos anos 90 (eu acho) com todo design criado pelo Giger. Pouco “jogável” mas muito bonito como arte. Alguém lembraria o nome deste jogo?
 
Homero
 
From: roberto
Sent: Thursday, July 26, 2012 4:54 PM
Subject: [ciencialist] Re: A Origem do Chupacabras: “A Experiência”
 
 

Sim, autokibe.

[]s,

Roberto Takata

--- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, Kentaro Mori <kentaro.mori@...> escreveu

>
> O artista do xenomorfo é o mesmo, o HR Giger!

Nenhum vírus encontrado nessa mensagem.
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SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: A Origem do Chupacabras: “A Experiência”
FROM: <oraculo@atibaia.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 26/07/2012 17:51

Isso, Darkseed, perfeito!.:-)  Obrigado, achei o link da Wiki e um monte de imagens do jogo:
 
 
 
O jogo era mesmo de 92, início do uso de CDs para computadores, os saudosos “kits multimidia” da CreativeLabs/Soundblaster.
 
Homero
 
Sent: Thursday, July 26, 2012 5:43 PM
Subject: Re: [ciencialist] Re: A Origem do Chupacabras: “A Experiência”
 
 

Darkseed?

 
Lurker mode back on...
 
Marcelo
 


Em 26 de julho de 2012 17:35, <oraculo@atibaia.com.br> escreveu:
 
Me lembro de um game do início dos anos 90 (eu acho) com todo design criado pelo Giger. Pouco “jogável” mas muito bonito como arte. Alguém lembraria o nome deste jogo?
 
Homero
 
From: roberto
Sent: Thursday, July 26, 2012 4:54 PM
Subject: [ciencialist] Re: A Origem do Chupacabras: “A Experiência”
 
 
Sim, autokibe.

[]s,

Roberto Takata

--- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, Kentaro Mori <kentaro.mori@...> escreveu

>
> O artista do xenomorfo é o mesmo, o HR Giger!

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SUBJECT: RG e seus subprodutos - perguntas e respostas.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 27/07/2012 07:27

Olá,

 

Para aqueles mais curiosos e interessados nessas coisas de cosmologia, astrofísica, eis um site com perguntas e respostas(dadas por experts nos respectivos assuntos, geralmente professores e profissionais da área).

 

Todos os temas são bem instrutivos, as perguntas, em geral, são bem formuladas e a respostas as mais honestas possível. Vale a pena a leitura, até como passa-tempo.

 

Não dói.

 

http://euler.on.br/pergunte_astro/indice_tema.php

 

 

Sds,

Victor.

 

 


SUBJECT: 27/07/2012 - 08h35 Editor da revista "Skeptical Inquirer" participa de debate hoje, na Folha
FROM: Rafael Picate <rpicate@gmail.com>
TO: undisclosed-recipients:;
BCC: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 27/07/2012 12:36

SUBJECT: RES: [ciencialist] 27/07/2012 - 08h35 Editor da revista "Skeptical Inquirer" participa de debate hoje, na Folha
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 27/07/2012 17:07

Bom para quem tem interesse e está em Sampa.

Seria esperar demais que a Folha disponibilize a entrevista, em forma escrita ou vídeo?

 

Sds,

Victor

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Rafael Picate
Enviada em: sexta-feira, 27 de julho de 2012 12:37
Para: undisclosed-recipients:
Assunto: [ciencialist] 27/07/2012 - 08h35 Editor da revista "Skeptical Inquirer" participa de debate hoje, na Folha

 

 


SUBJECT: Re: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 28/07/2012 13:16

Ola Hélio,

Obrigado!! Mas eu sempre fico até com receio de perguntar, pois sempre acho as perguntas meio bobas....

Outra, por exemplo : o que acontece com o mundo quântico em um big-rip, qdo até o espaço se "rasgar" (alias, até hj nao consegui entender o que significa isso) ? as funções de onda deixam de existir ? O principio da incerteza tb ? E a função de onda do  Universo?

Mais outra : existe algo análogo a função de onda para o espaço, o tempo ou o espaço-tempo ?

Abs
Felipe

De: Hélio Carvalho <helicar_br@yahoo.com.br>
Para: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Enviadas: Quarta-feira, 25 de Julho de 2012 14:32
Assunto: Re: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.

 
Felipe,
 
Você tem sempre a pergunta certa!
Parabéns!!
 
Outra pergunta é: Quem gera esta tal "energia"???
 
Hélio

De: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
Para: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Enviadas: Quarta-feira, 25 de Julho de 2012 13:14
Assunto: Re: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.
 

Ola Victor,

Mas e depois disso ? O que vai acontecer com a Energia escura ?

Abs
Felipe



De: JVictor <j.victor.neto@uol.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 25 de Julho de 2012 12:21
Assunto: [ciencialist] Vou embora para Atlantis.
 
Olá,
 
 
 Relata trabalho de cientistas chineses em cosmologia.
 
Tenho a ligeira impressão de que não estaremos mais por aqui quando o Universo pifar...após esses “poucos” 16,7 bi que restam.
 “Os pesquisadores chineses criaram uma nova parametrização - que chamaram de Ma-Zhang - e a combinaram a um método (chamado de Monte Carlo via Cadeias de Markov) para chegar à conclusão de que, com o que sabemos da energia escura e no pior cenário possível, o universo ainda tem 16,7 bilhões de anos.
Seguindo o cenário do Big Rip, a força de repulsão da energia escura irá aos poucos superar as demais forças, como a gravidade. As estrelas e planetas iriam perder a ligação e acabariam por se afastar. Conforme os chineses, as estrelas da Via Láctea iriam se separar cerca de 32,9 milhões de anos antes do Big Rip. Dois meses antes do fim, a Terra perderia sua ligação com o Sol. Faltando cinco dias, a Lua nos deixaria. Somente 28 minutos antes de tudo acabar, o Sol seria destruído. Nos últimos minutos, quando faltarem apenas 16 para a Grande Ruptura, a Terra vai explodir. Por fim, as próprias ligações entre átomos e partículas não vão mais suportar e assim terá acabado o universo. Ainda bem que falta muito tempo.”
 
Sds,
Victor.
 
 



SUBJECT: RES: [ciencialist] Ondas Gravitacionais (ex-Occam's Razor and the Special Theory of Relativity)
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 30/07/2012 11:53

“E ai', qdo vc clica, em vez aparecer um texto academico-burocratico chato, tem
um fantastico video de cerca de 20 minutos, cheio de animacoes graficas e com...”

 

Realmente,  o vídeo é bacana mesmo. Muito instrutivo. O leigo ficará com um conhecimento aceitável.

 

Não sabia que o Brasil estava nesse nível de trabalho, no que se refere a ondas gravitacionais.

 

Esperemos que seja como o narrador afirma: ao fim e ao cabo, as ondas gravitacionais, no momento ainda não detectadas e sem uma perspectiva clara de seu uso em  escala, mesmo que modesta, sejam, realmente, como as ondas eletromagnéticas que, hás uns 130 anos, não se sabia qual seria sua utilidade. Que, vemos hoje, são essenciais. Não se vive mais sem isso.

 

Mas, e sempre tem um mas, a diferença “sutil” entre uma coisa e outra é: enquanto que com simples e pouco e custosas ações, podemos produzir OEM, para diferentes usos, para produzir ondas gravitacionais, num nível a alguma aplicação, precisamos chacoalhar coisas como:   planetas, buracos negros...

E parece-me que isto não é muito fácil de fazer não!...

 

Brincadeira à parte, nossos pesquisadores estão de parabéns, pelo esforço e pela dedicação.

 

Sds,

Victor.



 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Eduardo Torres
Enviada em: segunda-feira, 30 de julho de 2012 15:56
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Ondas Gravitacionais (ex-Occam's Razor and the Special Theory of Relativity)

 

 

Pegando esse gancho do Takata:

A recem-lancada no Brasil biografia de Stephen Hawking por Kitty Ferguson fala
de quatro projetos existentes de deteccao de ondas gravitacionais, q Kip Thorne
considera os mais promissores:

LIGO, GEO, VIRGO e LISA.

LIGO: Laser Interferometer Gravitational Wave Observatory (Observatório de Ondas
Gravitacionais por Interferômetro Laser) é um projeto fundado em 1992 por Kip
Thorne e Ronald Drever da Caltech e Rainer Weiss da MIT, patrocinado pela
National Science Foundation (NSF) dos EUA ao custo de US$365 milhões (em 2002).
Um grupo internacional de 400 cientistas de cerca de 40 instituições trabalha
analisando os dados do LIGO.

GEO: O GEO 600 é um detector de ondas gravitacionais localizado nas imediacoes
de Sarstedt, na Alemanha. Este instrumento, ja' em operacao, que vai se juntar a
um futuro detector interferométrico na mesma unidade, são alguns dos mais
sensíveis detectores de ondas gravitacionais já projetados. Eles foram
concebidos para detectar as mudanças relativas na distância da ordem de uma
parte em 10^21 partes, o q equivale ao tamanho de um único átomo comparado com a
distância do Sol à Terra. O GEO 600 é capaz de detectar ondas gravitacionais na
freqüência entre 50 Hz a 1,5 kHz. A construção do projeto começou em 1995.

VIRGO: VIRGO é um detector de ondas gravitacionais localizado na area do EGO
(European Gravitacional Observatory) em Cascina, na Itália. VIRGO é um enorme
interferômetro Michelson a laser, feito de dois braços ortogonais, cada um com
três quilômetros de extensão. Reflexões múltiplas entre espelhos localizados nas
extremidades de cada braço estendem o comprimento otico efetivo de cada braço a
até 120 km. VIRGO pode detectar ondas gravitacionais em frequências de 10 hertz
a 10 kilohertz. Nesta escala, e com a alta sensibilidade do sistema, VIRGO deve
permitir a detecção de radiação gravitacional produzida por supernovas e por
coalescência de sistemas binários na Via Láctea e em galáxias externas, como o
aglomerado de Virgem.
A construcao de VIRGO foi concluída em junho de 2003, e iniciou sua operacao em
maio de 2007.

LISA: Laser Interferometer Space Antenna é um projeto que visa enviar ao espaco
um interferometro a laser para detectar e medir com precisão as ondas
gravitacionais a partir de fontes astronômicas. Não é atualmente financiado por
nenhuma agência espacial, no entanto, uma missão de teste do projeto, o LISA
Pathfinder, projetado para demonstrar a tecnologia necessária para uma missão
completa bem sucedida, está prevista para lançamento em 2014. O LISA foi
inicialmente acordado para ser um projeto conjunto da NASA com a ESA (Agência
Espacial Europeia), mas em 2011, com a crise economica e a reducao de orcamento,
a NASA anunciou sua desistencia do projeto. A ESA inicialmente anunciou q
tocaria sozinha o LISA, e fez uma revisão completa da missão, rebatizando-a de
New (ou Next) Gravitational Wave Observatory (NGO). Mas a crise tb envolveu a
ESA e o NGO teve q disputar verba com mais dois projetos espaciais europeus
classe-L (grandes missoes). E perdeu. A ESA vai executar primeiro o projeto
Jupiter Icy Moon Explorer (JUICE), q vai explorar mais detidamente Europa,
talvez o unico ponto do Sistema Solar onde pode haver agua liquida e
possibilidade de vida extraterrestre. O LISA (ou agora NGO) devera' ser o
proximo projeto classe-L da ESA, ainda sem prazo. Se e quando lançado, o
LISA/NGO será o primeiro detector de ondas gravitacionais localizado no espaco,
e irá medir essas ondas usando interferometria laser para monitorar as
flutuações nas distâncias relativas entre três dispositivos, q serao lancados
junto com o detector, e q ficarao dispostos num triangulo equilátero com lados
de 5 milhões de quilômetros, em orbita do Sol. LISA/NGO detectara' oscilacoes
nas distancias entre os dispositivos causadas por ondas gravitacionais. LISA/NGO
será sensível a ondas na faixa de freqüência entre 0,03 milihertz a 100
milihertz, incluindo sinais de buracos negros no centro de galáxias, ou que
consomem pequenos objetos compactos em estrelas binarias em nossa galáxia, e
possivelmente de outras fontes de origem cosmológica, como a fase muito inicial
do Big Bang, e objetos astrofísicos ainda especulativos como cordas cósmicas.

Mas esses quatro nao sao os unicos.

Outros projetos de deteccao de ondas gravitacionais / gravitons existentes (e citados na internet):

TAMA (Japao - interferometro de 300 m)

AIGO (Australia)

ALLEGRO (EUA)

AURIGA (Italia)

EXPLORER (Italia)

NIOBE (Australia)

MiniGRAIL (Holanda)

GRAVITON (Brasil)

Brasil?

:-O

Pois e', Brasil.

Sobre esse ultimo: O primeiro experimento de gravitação brasileiro entrou em
operação em de setembro de 2006 no Instituto de Física da USP, em São Paulo. O
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) participa do Projeto Gráviton
junto com outras quatro instituições - USP, ITA, UNICAMP e CEFET-SP. O detector
de ondas gravitacionais do Projeto Graviton foi batizado de Mario Schenberg. Os
pesquisadores brasileiros desenvolveram a tecnologia para a construção de um
telessensor de forma esferoidal (chamada antena esférica). O nome foi uma
homenagem a um dos pioneiros da Física Teórica e da Astrofísica moderna no
Brasil, que no início da década de 40 trabalhou nos Estados Unidos ao lado de
George Gamow e Subramanyan Chandrasekhar. O detector Schenberg foi construido
para o estudo da emissão de ondas gravitacionais por fontes astrofísicas -
buracos negros e estrelas de nêutrons.

Encontrei pouquissimas referencias a esse detector brasileiro na internet desde
2006, mas mes passado foi apresentada a seguinte palestra no INPE falando dele:

---------------

SEMINARISTA: Carlos Filipe Da Silva Costa - INPE/DAS
DATA: 26/06/2012
LOCAL: INPE - Auditório do Prédio CEA II
HORA: 15:00h
ASTRONEWS: Reinaldo Caraça

TÍTULO: Spherical gravitational wave detectors: Low latency data analysis.

RESUMO: Both detectors, Mario Schenberg (Brazil) [1] and MiniGRAIL (Netherlands)
[2], share almost the same features. Spherical detectors present the possibility
of multichannel analysis and therefore they are able to determine gravitational
wave direction and polarisation. This was already shown in the offline data
analysis pipeline developed for MiniGRAIL [3,4]. This pipeline could be applied
with minor changes to Mario Schenberg. Presently, we are developing a low
latency data analysis able to determine the direction of high SNR bursts.
Triggers are vetoed to reduce the false alarm rate. The method is tested on
simulated data. A simulator for Mario Schenberg was already developed [5]. We
present here the low latency method and preliminary results.

The Mario Schenberg's transducers have been redesigned to improve the
sensibility and a new commissioning run is planned by the end of the year. Its
new status will be also briefly commented.

-----------

Parece q o Detector Esferico Schenberg parou e esta' sendo reformado. A volta aa
operacao e' prometida para o fim desse ano.

Descobri depois dessa pesquisa q q meu cunhado fisico conhece e e' amigo ha' anos do criador e lider do
Projeto Graviton, o Odylio Aguiar, do INPE.

Qdo perguntei por que nunca havia me contado isso, ele respondeu q nao achou q
eu tivesse interesse em saber!

:-O

Caspite!

:-(

E ele sabe q sou fan de FC!

;-)

Mas tudo bem, perdoei-o no melhor espirito cristao...

;-)

Ele me contou que encontra o Odylio frequentemente em eventos de Fisica no
Brasil, a maioria deles em Campos do Jordão, e alguns no exterior. Disse q
conheceu o Odylio em 1996 numa conferência cientifica em Florença e voltaram
juntos ao Brasil no mesmo avião.

Ele acha o Odylio um sujeito corajoso, porque dedicou a vida a esse projeto, no
qual trabalha há mais de 20 anos, num país com fraca tradição em física
experimental de fronteira e com um parque industrial não muito avançado.

Descreveu q ele tem tocado esse projeto desde pelo menos 1990, no início
praticamente sozinho, mas ultimamente criou um pequeno grupo que trabalha com
ele. (O palestrante do INPE que eu citei na minha msg anterior e' ex-aluno de
doutorado do Odylio).

Ele confirmou q o Brasil tem ciência de fronteira como essa, a maioria
totalmente desconhecida do público em geral. E nao ficou surpreso de q eu nunca
tivesse ouvido falar.

Sobre os outros projetos de ondas gravitacionais, ele acha q não dá para
comparar, porque são projetos com centenas de pesquisadores, apoio governamental
exclusivo e centenas de milhões dólares, além de serem projetos internacionais.

Ele acrescentou q nao pode falar muito mais sobre eles porque não e'
especialista em ondas gravitacionais, mas disse q cada uma dessas "antenas"
pode, em princípio, detectar ondas geradas por fenômenos diferentes. Assim,
segundo ele sabe, o LISA está mais propenso a detectar ondes geradas em
explosões de supernovas, enqto outras são mais sensíveis a ondas geradas por
estrelas de nêutrons em altíssima rotação. Há coisas mais exóticas, como colisão
de buracos negros. Cada uma delas tem uma configuração apropriada ao tipo de
polarização da onda que, pensa-se, seria gerada por cada um desses objetos.

Mas, prossegue, a realidade nua a crua é que até agora nada foi detectado com
confirmação. Os eventos são raros e as ondas muito fracas. Mas registra q o
pessoal que trabalha nisso tem um ânimo contagiante.

Ele confessou q uma vez pensou em se dedicar a esse problema de ondas
gravitacionais, mas abandonou a ideia porque achou que iria ficar fazendo um
trabalho ou muito téorico ou então virar um verdadeiro engenheiro eletrônico,
pois é preciso muita eletronica para construir um detetor desses. Como, segundo
ele, nada disso era sua praia, decidiu se dedicar a outras coisas.

Ele concluiu dizendo q, se o Odylio conseguir fazer o seu detector funcionar e
de fato detectar algo, vai merecer ser aplaudido de pé por no mínimo a sua
perseverança.

Agora q sabia onde procurar, ja' achei o Graviton no Diretorio dos Grupos de
Pesquisa no Brasil do CNPq em:

http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhegrupo.jsp?grupo=0087100JDBPQQV

(esta' toda a equipe de pesquisa la').

O site do INPE e' bem mais informativo sobre o Graviton q o da USP (q nem o
cita):

http://www.inpe.br/

Nesse site tem um link de Observacoes Astronomicas q abre imediatamente um menu
de links onde esta' o do Detector de Ondas Gravitacionais:

http://www.das.inpe.br/video/

E ai', qdo vc clica, em vez aparecer um texto academico-burocratico chato, tem
um fantastico video de cerca de 20 minutos, cheio de animacoes graficas e com
musica, contando para o publico geral, de modo didatico e compreensivel, toda a
essencia da pesquisa sobre ondas gravitacionais desde a publicacao da RG por
Einstein ate' os dias de hoje, e explicando em linhas gerais como funcionam
detectores esfericos de OG e especificamente o Detector Schenberg, e
comparando-os com as tecnologias adotadas em outros projetos mais caros.

(Existem so' dois no mundo, o Graviton brasileiro e o MiniGrail holandes - cuja
esfera de bronze super-precisa foi fundida no Brasil -, e hoje teem a
desvantagem de terem amplitude deteccao restrita em relacao aos detectores
interferometricos, mas a vantagem de custarem poucos milhoes de dolares (o
Graviton custou US$ 1 milhao), enquanto os outros custam centenas de milhoes de
dolares - o Brasil lidera a pesquisa de criar sistemas e algoritmos de
processamento de dados q permitam estender a amplitude de deteccao dos
detectores esfericos - se esse trabalho for bem sucedido, os detectores
esfericos podem se tornar uma 'killer technology' de deteccao de ondas
gravitacionais, pois custam da ordem de 1% dos interferometricos).

Esse video do INPE e' uma verdadeira aula muito bem feita e q desperta a atencao e o interesse do
espectador, mesmo daqueles sem maior conhecimento da area.

No final aparece o registro q a producao do video foi paga pela FAPESP.

Ponto p/ o INPE em comunicacao!

Recomendo a todos os colegas da lista!

E ate' disse ao meu cunhado q pode cumprimentar em meu nome o Odylio pela otima
qualidade do meio de divulgacao do projeto para o grande publico (pena q
atrave's de um canal de acesso restrito como um link num site de um instituto
cientifico, q quase ninguem fora da area academica deve clicar).

Comentei com meu cunhado q o Odylio devia mostrar esse video ao pessoal da
Globonews e da Globo aberta, pra eles fazerem um programa do Globonews
Tecnologia ou do Globo Ciencia sobre o Graviton!

Iam dar ibope!

:-)

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "roberto" <roberto.takata@...> escreveu
>
> Nope. É um experimento pra tentar captar ondas gravitacionais. Não pra testar a hipótese do éter.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Nikola Tesla <pontozero36@>
> > Opa, o que é isto?? Caltech e MIT fazendo uma versão moderna do
> > experimento de Michelson-Morley? (Vejam os links de JOSE RUIZ).
> > Porque será?
>


SUBJECT: Ondas Gravitacionais (ex-Occam's Razor and the Special Theory of Relativity)
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 30/07/2012 11:56

Pegando esse gancho do Takata:

A recem-lancada no Brasil biografia de Stephen Hawking por Kitty Ferguson fala
de quatro projetos existentes de deteccao de ondas gravitacionais, q Kip Thorne
considera os mais promissores:

LIGO, GEO, VIRGO e LISA.

LIGO: Laser Interferometer Gravitational Wave Observatory (Observatório de Ondas
Gravitacionais por Interferômetro Laser) é um projeto fundado em 1992 por Kip
Thorne e Ronald Drever da Caltech e Rainer Weiss da MIT, patrocinado pela
National Science Foundation (NSF) dos EUA ao custo de US$365 milhões (em 2002).
Um grupo internacional de 400 cientistas de cerca de 40 instituições trabalha
analisando os dados do LIGO.

GEO: O GEO 600 é um detector de ondas gravitacionais localizado nas imediacoes
de Sarstedt, na Alemanha. Este instrumento, ja' em operacao, que vai se juntar a
um futuro detector interferométrico na mesma unidade, são alguns dos mais
sensíveis detectores de ondas gravitacionais já projetados. Eles foram
concebidos para detectar as mudanças relativas na distância da ordem de uma
parte em 10^21 partes, o q equivale ao tamanho de um único átomo comparado com a
distância do Sol à Terra. O GEO 600 é capaz de detectar ondas gravitacionais na
freqüência entre 50 Hz a 1,5 kHz. A construção do projeto começou em 1995.

VIRGO: VIRGO é um detector de ondas gravitacionais localizado na area do EGO
(European Gravitacional Observatory) em Cascina, na Itália. VIRGO é um enorme
interferômetro Michelson a laser, feito de dois braços ortogonais, cada um com
três quilômetros de extensão. Reflexões múltiplas entre espelhos localizados nas
extremidades de cada braço estendem o comprimento otico efetivo de cada braço a
até 120 km. VIRGO pode detectar ondas gravitacionais em frequências de 10 hertz
a 10 kilohertz. Nesta escala, e com a alta sensibilidade do sistema, VIRGO deve
permitir a detecção de radiação gravitacional produzida por supernovas e por
coalescência de sistemas binários na Via Láctea e em galáxias externas, como o
aglomerado de Virgem.
A construcao de VIRGO foi concluída em junho de 2003, e iniciou sua operacao em
maio de 2007.

LISA: Laser Interferometer Space Antenna é um projeto que visa enviar ao espaco
um interferometro a laser para detectar e medir com precisão as ondas
gravitacionais a partir de fontes astronômicas. Não é atualmente financiado por
nenhuma agência espacial, no entanto, uma missão de teste do projeto, o LISA
Pathfinder, projetado para demonstrar a tecnologia necessária para uma missão
completa bem sucedida, está prevista para lançamento em 2014. O LISA foi
inicialmente acordado para ser um projeto conjunto da NASA com a ESA (Agência
Espacial Europeia), mas em 2011, com a crise economica e a reducao de orcamento,
a NASA anunciou sua desistencia do projeto. A ESA inicialmente anunciou q
tocaria sozinha o LISA, e fez uma revisão completa da missão, rebatizando-a de
New (ou Next) Gravitational Wave Observatory (NGO). Mas a crise tb envolveu a
ESA e o NGO teve q disputar verba com mais dois projetos espaciais europeus
classe-L (grandes missoes). E perdeu. A ESA vai executar primeiro o projeto
Jupiter Icy Moon Explorer (JUICE), q vai explorar mais detidamente Europa,
talvez o unico ponto do Sistema Solar onde pode haver agua liquida e
possibilidade de vida extraterrestre. O LISA (ou agora NGO) devera' ser o
proximo projeto classe-L da ESA, ainda sem prazo. Se e quando lançado, o
LISA/NGO será o primeiro detector de ondas gravitacionais localizado no espaco,
e irá medir essas ondas usando interferometria laser para monitorar as
flutuações nas distâncias relativas entre três dispositivos, q serao lancados
junto com o detector, e q ficarao dispostos num triangulo equilátero com lados
de 5 milhões de quilômetros, em orbita do Sol. LISA/NGO detectara' oscilacoes
nas distancias entre os dispositivos causadas por ondas gravitacionais. LISA/NGO
será sensível a ondas na faixa de freqüência entre 0,03 milihertz a 100
milihertz, incluindo sinais de buracos negros no centro de galáxias, ou que
consomem pequenos objetos compactos em estrelas binarias em nossa galáxia, e
possivelmente de outras fontes de origem cosmológica, como a fase muito inicial
do Big Bang, e objetos astrofísicos ainda especulativos como cordas cósmicas.

Mas esses quatro nao sao os unicos.

Outros projetos de deteccao de ondas gravitacionais / gravitons existentes (e citados na internet):

TAMA (Japao - interferometro de 300 m)

AIGO (Australia)

ALLEGRO (EUA)

AURIGA (Italia)

EXPLORER (Italia)

NIOBE (Australia)

MiniGRAIL (Holanda)

GRAVITON (Brasil)

Brasil?

:-O

Pois e', Brasil.

Sobre esse ultimo: O primeiro experimento de gravitação brasileiro entrou em
operação em de setembro de 2006 no Instituto de Física da USP, em São Paulo. O
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) participa do Projeto Gráviton
junto com outras quatro instituições - USP, ITA, UNICAMP e CEFET-SP. O detector
de ondas gravitacionais do Projeto Graviton foi batizado de Mario Schenberg. Os
pesquisadores brasileiros desenvolveram a tecnologia para a construção de um
telessensor de forma esferoidal (chamada antena esférica). O nome foi uma
homenagem a um dos pioneiros da Física Teórica e da Astrofísica moderna no
Brasil, que no início da década de 40 trabalhou nos Estados Unidos ao lado de
George Gamow e Subramanyan Chandrasekhar. O detector Schenberg foi construido
para o estudo da emissão de ondas gravitacionais por fontes astrofísicas -
buracos negros e estrelas de nêutrons.

Encontrei pouquissimas referencias a esse detector brasileiro na internet desde
2006, mas mes passado foi apresentada a seguinte palestra no INPE falando dele:

---------------

SEMINARISTA: Carlos Filipe Da Silva Costa - INPE/DAS
DATA: 26/06/2012
LOCAL: INPE - Auditório do Prédio CEA II
HORA: 15:00h
ASTRONEWS: Reinaldo Caraça

TÍTULO: Spherical gravitational wave detectors: Low latency data analysis.

RESUMO: Both detectors, Mario Schenberg (Brazil) [1] and MiniGRAIL (Netherlands)
[2], share almost the same features. Spherical detectors present the possibility
of multichannel analysis and therefore they are able to determine gravitational
wave direction and polarisation. This was already shown in the offline data
analysis pipeline developed for MiniGRAIL [3,4]. This pipeline could be applied
with minor changes to Mario Schenberg. Presently, we are developing a low
latency data analysis able to determine the direction of high SNR bursts.
Triggers are vetoed to reduce the false alarm rate. The method is tested on
simulated data. A simulator for Mario Schenberg was already developed [5]. We
present here the low latency method and preliminary results.

The Mario Schenberg's transducers have been redesigned to improve the
sensibility and a new commissioning run is planned by the end of the year. Its
new status will be also briefly commented.

-----------

Parece q o Detector Esferico Schenberg parou e esta' sendo reformado. A volta aa
operacao e' prometida para o fim desse ano.

Descobri depois dessa pesquisa q q meu cunhado fisico conhece e e' amigo ha' anos do criador e lider do
Projeto Graviton, o Odylio Aguiar, do INPE.

Qdo perguntei por que nunca havia me contado isso, ele respondeu q nao achou q
eu tivesse interesse em saber!

:-O

Caspite!

:-(

E ele sabe q sou fan de FC!

;-)

Mas tudo bem, perdoei-o no melhor espirito cristao...

;-)

Ele me contou que encontra o Odylio frequentemente em eventos de Fisica no
Brasil, a maioria deles em Campos do Jordão, e alguns no exterior. Disse q
conheceu o Odylio em 1996 numa conferência cientifica em Florença e voltaram
juntos ao Brasil no mesmo avião.

Ele acha o Odylio um sujeito corajoso, porque dedicou a vida a esse projeto, no
qual trabalha há mais de 20 anos, num país com fraca tradição em física
experimental de fronteira e com um parque industrial não muito avançado.

Descreveu q ele tem tocado esse projeto desde pelo menos 1990, no início
praticamente sozinho, mas ultimamente criou um pequeno grupo que trabalha com
ele. (O palestrante do INPE que eu citei na minha msg anterior e' ex-aluno de
doutorado do Odylio).

Ele confirmou q o Brasil tem ciência de fronteira como essa, a maioria
totalmente desconhecida do público em geral. E nao ficou surpreso de q eu nunca
tivesse ouvido falar.

Sobre os outros projetos de ondas gravitacionais, ele acha q não dá para
comparar, porque são projetos com centenas de pesquisadores, apoio governamental
exclusivo e centenas de milhões dólares, além de serem projetos internacionais.

Ele acrescentou q nao pode falar muito mais sobre eles porque não e'
especialista em ondas gravitacionais, mas disse q cada uma dessas "antenas"
pode, em princípio, detectar ondas geradas por fenômenos diferentes. Assim,
segundo ele sabe, o LISA está mais propenso a detectar ondes geradas em
explosões de supernovas, enqto outras são mais sensíveis a ondas geradas por
estrelas de nêutrons em altíssima rotação. Há coisas mais exóticas, como colisão
de buracos negros. Cada uma delas tem uma configuração apropriada ao tipo de
polarização da onda que, pensa-se, seria gerada por cada um desses objetos.

Mas, prossegue, a realidade nua a crua é que até agora nada foi detectado com
confirmação. Os eventos são raros e as ondas muito fracas. Mas registra q o
pessoal que trabalha nisso tem um ânimo contagiante.

Ele confessou q uma vez pensou em se dedicar a esse problema de ondas
gravitacionais, mas abandonou a ideia porque achou que iria ficar fazendo um
trabalho ou muito téorico ou então virar um verdadeiro engenheiro eletrônico,
pois é preciso muita eletronica para construir um detetor desses. Como, segundo
ele, nada disso era sua praia, decidiu se dedicar a outras coisas.

Ele concluiu dizendo q, se o Odylio conseguir fazer o seu detector funcionar e
de fato detectar algo, vai merecer ser aplaudido de pé por no mínimo a sua
perseverança.

Agora q sabia onde procurar, ja' achei o Graviton no Diretorio dos Grupos de
Pesquisa no Brasil do CNPq em:

http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhegrupo.jsp?grupo=0087100JDBPQQV

(esta' toda a equipe de pesquisa la').

O site do INPE e' bem mais informativo sobre o Graviton q o da USP (q nem o
cita):

http://www.inpe.br/

Nesse site tem um link de Observacoes Astronomicas q abre imediatamente um menu
de links onde esta' o do Detector de Ondas Gravitacionais:

http://www.das.inpe.br/video/

E ai', qdo vc clica, em vez aparecer um texto academico-burocratico chato, tem
um fantastico video de cerca de 20 minutos, cheio de animacoes graficas e com
musica, contando para o publico geral, de modo didatico e compreensivel, toda a
essencia da pesquisa sobre ondas gravitacionais desde a publicacao da RG por
Einstein ate' os dias de hoje, e explicando em linhas gerais como funcionam
detectores esfericos de OG e especificamente o Detector Schenberg, e
comparando-os com as tecnologias adotadas em outros projetos mais caros.

(Existem so' dois no mundo, o Graviton brasileiro e o MiniGrail holandes - cuja
esfera de bronze super-precisa foi fundida no Brasil -, e hoje teem a
desvantagem de terem amplitude deteccao restrita em relacao aos detectores
interferometricos, mas a vantagem de custarem poucos milhoes de dolares (o
Graviton custou US$ 1 milhao), enquanto os outros custam centenas de milhoes de
dolares - o Brasil lidera a pesquisa de criar sistemas e algoritmos de
processamento de dados q permitam estender a amplitude de deteccao dos
detectores esfericos - se esse trabalho for bem sucedido, os detectores
esfericos podem se tornar uma 'killer technology' de deteccao de ondas
gravitacionais, pois custam da ordem de 1% dos interferometricos).

Esse video do INPE e' uma verdadeira aula muito bem feita e q desperta a atencao e o interesse do
espectador, mesmo daqueles sem maior conhecimento da area.

No final aparece o registro q a producao do video foi paga pela FAPESP.

Ponto p/ o INPE em comunicacao!

Recomendo a todos os colegas da lista!

E ate' disse ao meu cunhado q pode cumprimentar em meu nome o Odylio pela otima
qualidade do meio de divulgacao do projeto para o grande publico (pena q
atrave's de um canal de acesso restrito como um link num site de um instituto
cientifico, q quase ninguem fora da area academica deve clicar).

Comentei com meu cunhado q o Odylio devia mostrar esse video ao pessoal da
Globonews e da Globo aberta, pra eles fazerem um programa do Globonews
Tecnologia ou do Globo Ciencia sobre o Graviton!

Iam dar ibope!

:-)

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "roberto" <roberto.takata@...> escreveu
>
> Nope. É um experimento pra tentar captar ondas gravitacionais. Não pra testar a hipótese do éter.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Nikola Tesla <pontozero36@>
> > Opa, o que é isto?? Caltech e MIT fazendo uma versão moderna do
> > experimento de Michelson-Morley? (Vejam os links de JOSE RUIZ).
> > Porque será?
>



SUBJECT: buracos negros e materia escura
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ListadeCiência <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 31/07/2012 01:21

PEssoal,

existem  buracos negros de materia escura?

abs

SUBJECT: Re: buracos negros e materia escura
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 31/07/2012 13:45

Ninguém sabe. Mas, como os buracos negros supermassivos no centro das galáxias não se correlacionam com a quantidade medida do halo de matéria escura no entorno galáctico, é lícito imaginar que matéria escura não se concentre para formar buracos negros. O único mecanismo conhecido, é o do colpaso de estrelas massivas.

http://www.sciencedaily.com/releases/2011/01/110120073654.htm
---------

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu
>
> PEssoal,
>
> existem  buracos negros de materia escura?
>
> abs
>



SUBJECT: Como levar um homem à loucura (ou: Os Erros de Einstein)
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 31/07/2012 18:46


Não sei se alguém já comentou nesta lista sobre o
livro "Os Erros de Einstein", de Hans C. Ohanian, editora Larousse,
publicado no Brasil em 2009...

Parece ser um livro bem interessante. Não se trata de um livro
contra as teorias de Einstein, como a princípio o título pode induzir
a crer. O autor trata dos erros que Einstein cometeu ao elaborar
suas teorias (Especial e Geral) e que, segundo o autor, outros
teóricos tiveram que corrigir posteriormente. Os erros tratados
no livros são aqueles inerentes à própria obra de Einstein, e não
uma constestação à validade de sua teoria como um todo.

Logo no início do livro é contado um interessante episódio ocorrido
com o velejador Donald Crowhurst (um engenheiro elétrico,
participando de uma regata ao redor do mundo), que que mais parece
o enredo de um conto de Edgard Alan Poe.

O navegador, solitário em seu barco, levou uma obra de Einstein
(Relatividade - A Teoria Especial e a Geral - de 1917),
para matar o tempo nos dias em que a ausência de vento o impedia
de prosseguir pelo oceano e... bem, leiam vocês mesmos como foi
funesto destino de Crowhurst, nas seguintes páginas, retiradas do
início do livro.

Paulo


Capa:
http://img822.imageshack.us/img822/3946/01capa.jpg

Contracapa:
http://img715.imageshack.us/img715/2245/02contracapa.jpg

Orelha 1:
http://img13.imageshack.us/img13/3122/03orelha1.jpg

Orelha 2:
http://img404.imageshack.us/img404/9959/04orelha2.jpg

Página 11:
http://img829.imageshack.us/img829/7021/05pagina11.jpg

Página 12:
http://img341.imageshack.us/img341/9969/06pagina12.jpg

Página 13:
http://img577.imageshack.us/img577/197/07pagina13.jpg

Página 15:
http://img100.imageshack.us/img100/1593/08pagina15.jpg

Página 16:
http://img33.imageshack.us/img33/2024/09pagina16.jpg

Página 17:
http://img39.imageshack.us/img39/5902/10pagina17.jpg

Página 18:
http://img16.imageshack.us/img16/2567/11pagina18.jpg

Página 19:
http://img832.imageshack.us/img832/7925/12pagina19.jpg

Página 20:
http://img849.imageshack.us/img849/6990/13pagina20.jpg




SUBJECT: Re: [ciencialist] Como levar um homem à loucura (ou: Os Erros de Einstein)
FROM: "Alvaro Augusto (L)" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
CC: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
DATE: 31/07/2012 22:31

Li recentemente a versão em inglês ("Einstein's mistakes", que está mais
para "Os enganos de Einstein"). Achei interessante, embora o autor pegue
meio pesado em alguns trechos. Esse trecho do navegador solitário,
especificamente, achei um exagero desnecessário.

[ ]s

Alvaro Augusto


Em 31/07/2012 18:46, psdias2 escreveu:
> Não sei se alguém já comentou nesta lista sobre o
> livro "Os Erros de Einstein", de Hans C. Ohanian, editora Larousse,
> publicado no Brasil em 2009...
>
> Parece ser um livro bem interessante. Não se trata de um livro
> contra as teorias de Einstein, como a princípio o título pode induzir
> a crer. O autor trata dos erros que Einstein cometeu ao elaborar
> suas teorias (Especial e Geral) e que, segundo o autor, outros
> teóricos tiveram que corrigir posteriormente. Os erros tratados
> no livros são aqueles inerentes à própria obra de Einstein, e não
> uma constestação à validade de sua teoria como um todo.
>
> Logo no início do livro é contado um interessante episódio ocorrido
> com o velejador Donald Crowhurst (um engenheiro elétrico,
> participando de uma regata ao redor do mundo), que que mais parece
> o enredo de um conto de Edgard Alan Poe.
>
> O navegador, solitário em seu barco, levou uma obra de Einstein
> (Relatividade - A Teoria Especial e a Geral - de 1917),
> para matar o tempo nos dias em que a ausência de vento o impedia
> de prosseguir pelo oceano e... bem, leiam vocês mesmos como foi
> funesto destino de Crowhurst, nas seguintes páginas, retiradas do
> início do livro.
>
> Paulo
>
>
> Capa:
> http://img822.imageshack.us/img822/3946/01capa.jpg
>
> Contracapa:
> http://img715.imageshack.us/img715/2245/02contracapa.jpg
>
> Orelha 1:
> http://img13.imageshack.us/img13/3122/03orelha1.jpg
>
> Orelha 2:
> http://img404.imageshack.us/img404/9959/04orelha2.jpg
>
> Página 11:
> http://img829.imageshack.us/img829/7021/05pagina11.jpg
>
> Página 12:
> http://img341.imageshack.us/img341/9969/06pagina12.jpg
>
> Página 13:
> http://img577.imageshack.us/img577/197/07pagina13.jpg
>
> Página 15:
> http://img100.imageshack.us/img100/1593/08pagina15.jpg
>
> Página 16:
> http://img33.imageshack.us/img33/2024/09pagina16.jpg
>
> Página 17:
> http://img39.imageshack.us/img39/5902/10pagina17.jpg
>
> Página 18:
> http://img16.imageshack.us/img16/2567/11pagina18.jpg
>
> Página 19:
> http://img832.imageshack.us/img832/7925/12pagina19.jpg
>
> Página 20:
> http://img849.imageshack.us/img849/6990/13pagina20.jpg
>
>
>
>
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>
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> Página de apoio
> http://www.ciencialist.com
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> ##### ##### ##### #####Links do Yahoo! Grupos
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SUBJECT: Manuscrito Voynich
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 31/07/2012 22:59

Nao sei se alguem viu um programa do History Channel q passou semana passada sobre o misterioso Manuscrito Voynich.

O programa mostra como em 2009 foi finalmente submetido aa datacao C14 na Universidade do Arizona, q revelou q os pergaminhos q o compoem sao de carneiros mortos entre 1404 e 1438.

Pesquisando depois vi q a Universidade de Chicago comprovou logo depois q a tinta foi aplicada nos pergaminhos pouco tempo apo's terem sido produzidos.

Em resumo, o livro nao e' uma fraude recente, data realmente do inicio do seculo 15.

Ah, o q e' o Manuscrito Voynich?

Bom, e' uma longa historia, q pode ser lida em:

http://en.wikipedia.org/wiki/Voynich_manuscript

O livro foi escrito num alfabeto desconhecido e tem varias 'secoes', uma tratando de plantas, outra de astronomia, outra estranhissima, com tubos e banheiras onde mulheres se banham e com imagens q lembram celulas vistas ao microscopio, outra com frascos parecendo remedios, e uma so' com textos.

Alguns desenhos sao bem trabalhados, outros simplorios.

A tinta e pigmentos e diluentes e aglutinantes usados foram de boa qualidade, pintados com boa tecnica, e ate' hoje sao brilhantes e com cores intensas.

Mas nenhuma planta ou constelacao mostrada foi jamais identificada sem ambiguidade, bem como os demais desenhos.

O unico desenho realista de todo o livro e' um castelo, com ameias em forma de rabo de andorinha, q na epoca de sua elaboracao so' existiam no norte da Italia.

O autor e' desconhecido e o local de sua publicacao e' desconhecido e mesmo sua historia tem pontos obscuros, embora alguns proprietarios tenham sido confirmados.

Desde sua redescoberta em 1912, varios pesquisadoras veem tentando decifrar seu texto sem sucesso.

(Inclusive um brasileiro: Jorge Stolfi da Unicamp).

A análise linguistico-estatística do texto revela padrões semelhantes aos das línguas naturais. Por exemplo, especialistas dizem q a entropia do texto (cerca de 10 bits por palavra) é semelhante aa de textos em inglês ou latim. Algumas palavras ocorrem apenas em determinadas seções, ou em apenas algumas páginas, outras ocorrem em todo o manuscrito. Há muito poucas repetições entre as cerca de mil 'legendas' junto aas ilustrações. Na secao de ervas/plantas, a primeira palavra em cada página ocorre apenas nessa página e pode ser o nome da planta.
 
Por outro lado, a 'linguagem' do manuscrito Voynich é muito diferente de línguas européias em vários aspectos. Em primeiro lugar, praticamente não há palavras com mais de dez caracteres, e também existem poucas palavras com um ou dois caracteres. A distribuição de letras dentro da palavra também é bastante peculiar: alguns caracteres apenas ocorrem no início de uma palavra, alguns apenas no final, e alguns sempre no meio. Tb parece q nao tem vogais identificaveis. Isso ocorre em alfabetos semiticos (arabe ou hebreu), mas nao em alfabetos latinos ou cirilicos. Ate' o chines e vietnamita foram avaliados como possiveis linguas em q estaria escrito o texto no estranho alfabeto 'voyniche^s'.
 
O texto parece ser mais repetitivo do que as típicas línguas europeias, e há casos em que a mesma palavra aparece até três vezes seguidas (numeros por escrito?). Palavras que diferem apenas por uma letra também se repetem com freqüência incomum.

Interessante q certas caracteristicas do texto so' sao percebidas com tecnicas modernas, e, se for um hoax, esse efeito parece ser improvavel de ter sido criado propositalmente por um autor do sec. 15.

Em 2004 a Scientific American publicou um artigo de um pesquisador q divisou um metodo (existente na era medieval) q poderia gerar um texto com a caracteristica geral do Voynich, mas algumas propriedades do Voynich nao poderiam ser obtidas desse modo.

As duas principais hipoteses sobre o Voynich sao ambas misteriosas:

1-O texto nao tem significado e e' apenas um hoax do seculo 15, feito com objetivo desconhecido. Mas o nivel de detalhe e sofisticacao do texto e dos desenhos e' muito maior do q seria necessario p/um simples hoax (estima-se q levou anos p/ ser feito, e com mao de obra cara de escribas e desenhistas e pintores). Os pergaminhos sao de alta qualidade, inclusive algumas folhas dobradas-quadruplas e dobradas-sextuplas, com grande area, q seriam pergaminhos carissimos e especiais na epoca. Seria um hoax de alto custo, e com detalhes encarecedores q nao seriam percebidos por 'enganados' do sec 15. E o q dizer de similaridades formais com linguagens reais, detectadas so' por tecnicas linguistico-estatisticas modernas, inacessiveis para um hoaxer do seculo 15?

2-O texto nao e' um hoax e tem significado, mas esta' cifrado ou codificado (o alfabeto desconhecido usado e' parte de um codigo) e ha' um texto real numa linguagem natural existente por tra's da versao codificada mostrada no livro. Mas, nesse caso, como o codigo resiste aas mais avancadas tecnicas de decifracao computadorizada aplicadas por especialistas por anos? Como um codigo do sec 15 pode resistir aas tecnicas decriptograficas do sec. 21?

O livro hoje pertence aa Biblioteca Beinecke de livros raros da Universidade de Yale, e pode ser 'folheado' em:

http://beinecke.library.yale.edu/dl_crosscollex/SetsSearchExecXC.asp?srchtype=ITEM

PS: Um detalhe: O livro nao tem nenhuma correcao de texto em suas mais de 200 pgs. Nem ao microscopio aparecem correcoes. Quem o escreveu, escreveu direto, sem errar uma unica letra (muitos acreditam q isso revela uma transcricao de codigo letra a letra, e nao uma escrita de texto fluente).

Abs,
Eduardo Torres



SUBJECT: Entrevista com o matemático Ken Ono
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 31/07/2012 23:12

Entrevista com o matemático estadunidense Ken Ono, na revista
"Cálculo número 18" (creio que este número ainda esteja nas bancas):

http://imgur.com/a/sz9NL#0


Paulo


SUBJECT: Em tempo: Manuscrito Voynich
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 31/07/2012 23:41

Em tempo:

Esse link e' melhor pra 'folhear' o Manuscrito Voynich:

http://archive.org/stream/TheVoynichManuscript/Voynich_Manuscript#page/n13/mode/2up

Abs,
Eduardo Torres



SUBJECT: Re: [ciencialist] Em tempo: Manuscrito Voynich
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
CC: Eduardo Torres <dudutorres@yahoo.com>
DATE: 01/08/2012 08:24

Eduardo:

> Nao sei se alguem viu um programa do History Channel q passou
> semana passada sobre o misterioso Manuscrito Voynich.

Realmente, muito curiosa essa obra.
O vídeo seria este ?

http://www.youtube.com/watch?v=gQ1aliMJK0g&noredirect=1

Paulo



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: buracos negros e materia escura
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 01/08/2012 09:36

Ola Takata,
 
Dada a sua abundancia, o que impede que a matéria escura interaja gravitacionalmente para formar buracos negros, inclçusive buracos negros "mistos", com a matéria normal ?
 
Outro dia vi uma teoria que achei muito interessante sobre a matéria escura. Pelo que lembro, a matéria escura seria fotons que se movimentariam circularmente em uma quarta dimensão; estes fotons teriam ficados presos dessa forma no início do universo.
 
Só não foi falado pq eles ficaram presos na proporção que "vemos" atualmente.
 
Abs
Felipe

De: roberto <roberto.takata@bol.com.br>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Terça-feira, 31 de Julho de 2012 13:45
Assunto: [ciencialist] Re: buracos negros e materia escura
 
Ninguém sabe. Mas, como os buracos negros supermassivos no centro das galáxias não se correlacionam com a quantidade medida do halo de matéria escura no entorno galáctico, é lícito imaginar que matéria escura não se concentre para formar buracos negros. O único mecanismo conhecido, é o do colpaso de estrelas massivas.

http://www.sciencedaily.com/releases/2011/01/110120073654.htm
---------

[]s,

Roberto Takata

--- Em mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu
>
> PEssoal,
>
> existem  buracos negros de materia escura?
>
> abs
>


SUBJECT: Re: buracos negros e materia escura
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 01/08/2012 11:13

Sabe-se pouco sobre a matéria escura.

De todo modo, não basta interagir gravitacionalmente para formar buracos negros. A matéria comum, por exemplo, só forma buracos negros em condições severas - não é qq explosão estelar q está destinada a produzir buracos negros.

Alguns especulam q nas condições iniciais do universo, tais condições severas poderiam ser satisfeitas e buracos negros de matéria escura poderiam ter se formado.

http://phys.org/news/2011-12-nasa-satellite-reveal-primordial-black.html
-----------

Roberto Takata

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...>
> Dada a sua abundancia, o que impede que a matéria escura interaja
> gravitacionalmente para formar buracos negros, inclçusive buracos
> negros "mistos", com a matéria normal ?



SUBJECT: Re: Em tempo: Manuscrito Voynich
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 01/08/2012 12:10

Daqui nao consigo abrir.
Vou conferir em casa.
Vc viu?

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, psdias2 <psdias2@...> escreveu
>
> Eduardo:
>
> > Nao sei se alguem viu um programa do History Channel q passou
> > semana passada sobre o misterioso Manuscrito Voynich.
>
> Realmente, muito curiosa essa obra.
> O vídeo seria este ?
>
> http://www.youtube.com/watch?v=gQ1aliMJK0g&noredirect=1
>
> Paulo
>




SUBJECT: Re: Em tempo: Manuscrito Voynich
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/08/2012 00:20

Vi agora.
Nao, nao era esse o programa, mas tb e' bem interessante.
Esse Gordon Rugg foi o autor de um artigo na SciAm em 2004 mostrando o metodo q usou para criar um texto do tipo Voynich.
Mas analises linguistico-estatisticas indicam q muitas das caracteristicas do texto do Voynich nao poderiam ser criadas por aquela 'grelha'.

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Eduardo Torres" <dudutorres@...> escreveu
>
> Daqui nao consigo abrir.
> Vou conferir em casa.
> Vc viu?
>
> Abs,
> Eduardo Torres
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, psdias2 <psdias2@> escreveu
> >
> > Eduardo:
> >
> > > Nao sei se alguem viu um programa do History Channel q passou
> > > semana passada sobre o misterioso Manuscrito Voynich.
> >
> > Realmente, muito curiosa essa obra.
> > O vídeo seria este ?
> >
> > http://www.youtube.com/watch?v=gQ1aliMJK0g&noredirect=1
> >
> > Paulo
> >
>




SUBJECT: Darwin - vida e obra.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 02/08/2012 04:40

Olá,

A seguir uma discografia sobre Darwin e sua obra, além de outro documentário conduzido por Dawkins.

Muito bons.

 

Darwin – a criação

http://www.youtube.com/watch?v=_oywQ7tG2uk

 

O desafio de Darwin:

http://www.youtube.com/watch?v=HpSLxrLV1B4&feature=related

 

O gênio de Darwin Eps 1

http://www.youtube.com/watch?v=LVvmppgoeRQ

O gênio de Darwin Episódio 2

http://www.youtube.com/watch?v=hNPNEObR0Nc&feature=related

O gênio de Darwin Eps 3 final

http://www.youtube.com/watch?v=V6xkXI7BYKI&feature=relmfu

Gênios da ciência - Darwin

http://www.youtube.com/watch?v=Aa9JzvoMhdw&feature=related

 

Sds,

Victor.

 


SUBJECT: Mecânica analítica - outro caminho para o nirvana.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <cie