SUBJECT: RES: [ciencialist] Re: Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 03/01/2011 21:20

Olá, Eduardo,

 

Esclarecimentos a seguir.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Eduardo Torres
Enviada em: segunda-feira, 3 de janeiro de 2011 10:58
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RES: [ciencialist] Re: Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais

 

 

Ok, Victor.
Entendi e de acordo.
No entanto, se houvesse um meio de manter 1g por alguns meses, o sistema ja' seria viavel em termos de tempo de viagem, se nao impusessemos vs tao grandes.
E' inviavel qdo se exigem velocidades proximas de 0,9999c como 'velocidade de cruzeiro' a ser obtida.
Mas os efeitos relativisticos so' se acentuam mesmo em vs acima de 0,8c.

Victor: Não.  Veja uns cálculos que fiz no Excel, em anexo. E você pode usar a planilha para simular outros valores de v.(O percentual é  β= v/c  ou v = β*c). Verá que até   β=10% as diferenças não são relevantes, mas a partir daí  as diferenças as diferenças entre os  valores relativísticos e Newtonianos começam a se acentuarem.  Para β=0,8, então, adeus esquema de Newton. Até mesmo muito antes.


Se a meta for, digamos, 0,8c (um valor na pratica muito proximo de c para efeito de viagens interestelares), a diferenca de tempo de aceleracao calculados pelas duas cinematicas fica menos significativa.

Victor: Sim, como  acentuei acima. E até bem antes, como poderá ver você mesmo.


Para alcancar, por exemplo, cerca de 0,8c acelerando a 1g constante, levaria, pelas equacoes relativisticas, pouco mais de um ano em tempo da nave e pouco mais q o dobro disso em tempo na Terra.

Victor:  Cerca de 1,3 anos.


Mesmo no exemplo anterior de 0,9999c, seria viavel, se pensarmos em tempo da nave, pois enquanto teriam se passado quase 70 anos na Terra, para os astronautas seria algo da ordem de apenas 4 anos.
(Contas aproximadas).

Victor:   O cálculo correto para obter esta comparação é feito através da expressão:

Delta(Tpróprio) = (c/g) sinh^(-1) g. delta T(medido pelo obs.inercial)/c).

Obs.: sinh^(-1) = inverso do seno hiperbólico(arco hiperbólico)

Mas não fiz o cálculo, por isso não posso confirmar o seu valor. Mas é por ali mesmo.

(Quando a coragem se mostrar firme e forte,  farei...)

 

Qto ao seu 'exercicio' proposto:

Vejamos:

Por Einstein:
t = v / (g * sqrt(1-(v/c)^2))  (1)

β=v/c


Por Newton:
t = v/g      (2)

So' coincidiriam exatamente p/ t=0 e v=0, nao?

 

Victor:  Em t=0 e v=0 é claro que coincidem.  É o trivial da história.  O exame da planilha anexada esclarece como ocorrem as tendências, à medida que β (e v) variam, crescendo ou não. É só ir variando o valor da célula com percentual.   

Agora, para  obter a expressão (2) a partir da (1), faz o seguinte:

Desenvolve  sqrt[1-(v/c)^2)]  em série, considerando que v/c << 1 e despreza os termos com potências superiores a 2.

|isto dará:  t= (βc/g) [(1+(1/2) (β*β)+ termos de pot.>2] =>  t= (βc/g) [(1+(1/2) (β* β)],

com aproximação suficiente para os casos práticos.

(Obs.: β*β = β² , só para o caso de o outlouco bagunçar tudo, novamente).

Então verá que, ao diminuir v(t), β diminuirá, e, conseqüentemente,  seu quadrado ficará menor ainda, tal que o monômio que o envolve, (1/2) *(β*β)=(1/2)* β²,  para um v(t) muito pequeno comparado a c,  poderá ser desprezado,frente a 1.  Assim, a expressão Newtoniana é resgatada.  Como era para ser mesmo.

O beta(β)  a ser considerado irá depender da precisão desejada(em termos de casas decimais) no experimento a ser feito. Quem decide é o freguês. Mas não tão arbitrariamente.

Sds,

Victor.

 

 

 



;-)

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "JVictor" <j.victor.neto@...> escreveu
>
> Olá, Eduardo.
>
>
>
> Sim. Os cálculos estão corretos. Com verificações experimentais(física das
> partículas) e tudo o mais. Em movimentos do tipo, onde a velocidade cresce
> sempre não podemos, a partir de um certo instante, continuar usando o
> esquema de Newton, que, simplesmente, não vale mais. As deduções para
> chegar às fórmulas corretas não são muito complicadas, mas não irei fazê-las
> aqui. Mas, se quiser aprofundar, indico algumas obras que exibem essas
> coisas:
>
> 1-Cinemática relativística, Prof. José de Lima Acioli, Editora UNB;
>
> (O conteudo da obra acima é baseado em cursos que o autor ministrou ao longo
> dos anos, por isso, acho, explicam tudo de maneira bastante accessível).
>
> 2- Relatividade Geral, C. Moller, Oxford Univ.Press.
>
> (Esta é uma obra bastante completa, apresentando todo o assunto de maneira
> completa e com o nível matemático relevante. Muito boa. O assunto de que
> tratamos encontra-se no capítulo 8, Fundamentos da Teoria Geral da
> Relatividade. Lá, tem as deduções de todas as fórmulas e as considerações a
> respeito).
>
>
>
> Hás outros, mas acho estes os melhores, em termos expositivos.
>
>
>
> Todas as equações de movimento obtidas usam a própria relatividade
> restrita!...E "batem" com as obtidas pela Relatividade Geral.
>
>
>
> A expressão da velocidade para movimentos da espécie é dada por:
>
>
>
> , de onde você tira o valor de anterior.
>
>
>
> ( ( v(t)=gct / [ g sqrt(c²+g² t²), para o caso de o Outlook bagunçar a eq.
> acima.) )
>
>
>
> ( c=velocidade da luz no vácuo; g=aceleração mantida dentro da nave, mantida
> em 9,8 m/s²) e t é tempo medido pelo observador externo, a partir de um
> referencial inercial!).
>
>
>
> Algumas coisas podem ser inferidas:
>
> 1-Para muito grande, v(t) aproxima-se de c, tendo este valor no limite;
>
> 2-Para t muito pequeno, v(t) = gt, que é a expressão Newtoniana para estes
> limites de baixas velocidades.
>
> Isto fica claro se você traçar um gráfico de v x t.
>
> A partir de certo momento, a taxa de crescimento da velocidade v(t) diminui
> com delta(t), o que é natural.
>
>
>
> Você poderia aproveitar esse ótimo e saudável interesse e verificar algo bem
> interessante: para qual valor de t, os valores de v(t) calculados via
> cinemática Newtoniana e Relativística coincidem.
>
>
>
> E vai ver que daí em diante os procedimentos de cálculos não podem mais ser
> os Newtonianos.
>
>
>
> É assim que acontece, além dos limites do mundo de velocidades e campos
> fracos Newtoniano.
>
>
>
>
>
> 3-De v(t)=dx/dt, pode-se encontrar a distância percorrida após em certo t:
>
>
>
>
>
>
>
> (x(t)= (c²/g)[sqrt(1+g²t²/c²)-1] ). Um gráfico x versus t indica um
> hipérbole. E tomando o limite para valores pequenos de t, ou valores
> pequenos de v(t), você simplesmente resgata da expressão de Newton para a
> equação de movimento, ou seja, a famosa
>
>
>
> x(t) = (1/2) g t²,
>
>
>
> em toda sua glória e esplendor...
>
>
>
> (Se alguém não conseguir chegar nos resultados, poderei ajudar.)
>
>
>
> E vai ver que daí em diante os procedimentos de cálculos não podem mais ser
> os Newtonianos.
>
>
>
> É assim que acontece, além dos limites do mundo de velocidades e campos
> fracos Newtoniano.
>
>
>
>
>
> Sds,
>
>
>
> Victor.
>
>
>
>
>
>
>
> De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
> Em nome de Eduardo Torres
> Enviada em: sábado, 1 de janeiro de 2011 21:45
> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Assunto: RES: [ciencialist] Re: Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves
> Espaciais
>
>
>
>
>
> Essa conta esta' certa?
>
> Isso nao e' simplesmente o calculo da dilatacao temporal de um corpo
> viajando a 0,9999c?
>
> Nao e' a mesma coisa q o tempo (na Terra) q leva pra acelerar um corpo a 9,8
> m/s2, partindo de velocidade zero ate' chegar a 0,9999c, certo?
>
> Ou nao entendi a conta?
>
> Abs,
> Eduardo Torres
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> , "JVictor" <j.victor.neto@>
> escreveu
> >
> > Olá, Eduardo.
> >
> >
> >
> > As contas usando a TR, são as seguintes:
> >
> >
> >
> > t = βc/g [sqrt(1-β²) ], onde v=βc, β =[0,1), já que v nunca pode
> igualar a c.
> >
> >
> >
> > Vamos admitir β = 0,9999. Ou seja, v é quase c. (v/c = β, β=[0,1) )
> >
> >
> >
> > Substituindo e calculando, encontramos para t o seguinte valor(1 ano=365
> dias; c=300.000.000 m/s; g = 9,8m/s²):
> >
> >
> >
> > t = 67,26 anos!!! , bastante diferente do cálculo Newtoniano.
> >
> >
> >
> > Ou seja, sob aceleração = 9,8m/s², será uma viagem enjoada. Nasce, viaja,
> e morre quando chega.
> >
> > Grande negócio, esse!
> >
> > 9,8m/s2 é a única aceleração que o corpo humano suporta, sem danos de
> espécie alguma, durante todo o tempo.
> >
> >
> >
> > Ainda: comparado com as fórmulas Newtoniana, a diferença é grande.
> >
> >
> >
> > Sds,
> >
> > Victor.
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> > De: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> ] Em nome de Eduardo Torres
> > Enviada em: quinta-feira, 30 de dezembro de 2010 10:54
> > Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > Assunto: RES: [ciencialist] Re: Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves
> Espaciais
> >
> >
> >
> >
> >
> > Vejamos...
> >
> > Sem levar em conta efeitos relativisticos:
> >
> > v = at
> >
> > t = v/a
> >
> > v =~ 300 milhoes m/s
> >
> > a = 9,8 m/s2
> >
> > t = (300 milhoes m/s) / (9,8 m/s2) =~ 30.6 milhoes de s = 8500 h =~ 354
> dias ou 0,97 anos.
> >
> > Acertou!
> >
> > ;-)
> >
> > Abs,
> > Eduardo Torres
> >
> > --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> , "Medeiros, Alexandre Pimentel
> Cabral de" <Alexandre.Medeiros@> escreveu
> > >
> > > Não sei por que tanto barulho. Quanto tempo leva para uma nave chegar à
> velocidade próxima à da luz acelerando a 1 g? Um ano?
> > >
> > >
> > >
> > > ________________________________
> > >
> > > De: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> ] Em nome de roberto
> > > Enviada em: terça-feira, 28 de dezembro de 2010 12:54
> > > Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > > Assunto: [ciencialist] Re: Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves
> Espaciais
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> , "Eduardo Torres"
> > > > Se vc estiver junto aa parede da caixa no sentido oposto ao
> > > > movimento, vai ser tao esmagado junto aa parede pela aceleracao
> > > > como se estivesse numa caixa vazia, nao?
> > >
> > > Não. Tanto o empuxo quanto seu peso aumentam na mesma taxa - da
> aceleração - de modo que continuam a se cancelar.
> > >
> > > O problema é que pra isso funcionar em qualquer aceleração, é preciso
> que o fluido tenha exatamente a mesma densidade do corpo imerso. Ocorre que
> nosso corpo apresenta variação na densidade.
> > >
> > > Para acelerações não tão animalescas, a diferença será pequena o
> suficiente de modo que a resistência de nossos tecidos consiga manter a
> integridade de nosso corpo.
> > >
> > > []s,
> > >
> > > Roberto Takata
> > >
> >
>


SUBJECT: RES: [ciencialist] Re: As diatribes e diabruras intelectuais de Dingle.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 03/01/2011 21:34

Não. Realmente não li, ainda.

Muito grato por indicar o local.

Já fui lá. Parece valer a pena gastar algum tempo com ele.

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Homero
Enviada em: segunda-feira, 3 de janeiro de 2011 18:18
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Re: As diatribes e diabruras intelectuais de Dingle.

 

 

Luiz: "Não sei se já leu...se não, sugiro ler "O que é Ciência Afinal" do Alan F. Chamlers"

Ótimo livro, Luiz, e há uma versão dele para Scridib neste link:

http://www.scribd.com/doc/3517228/Que-e-ciencia-afinal-O-Chalmers-Alan-F

Mas acho que o Victor deve ter lido.

Um abraço.

Homero

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu
>
> Ola Victor,
>  
> Não sei se já leu...se não, sugiro ler "O que é Ciência Afinal" do Alan F. Chamlers.........Estou lendo, bem aos poucos, e estou achando muito bom.
>  
> Abs
> Felipe
>
> --- Em sex, 31/12/10, JVictor <j.victor.neto@...> escreveu:
>
>
> De: JVictor <j.victor.neto@...>
> Assunto: [ciencialist] As diatribes e diabruras intelectuais de Dingle. [1 Anexo]
> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Data: Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010, 8:53
>
>
>  
>
>
> [Anexos de JVictor incluídos abaixo]
>
>
> Olá, todos.
>  
> Em anexo, um artigo sobre o pensamento de  Herbert Dingle e suas posturas científicas.
> Rápido no gatilho, sempre atirava primeiro.
> Mas era ruim de pontaria. Entre mortos e feridos todos escaparam com vida.  
> Sds,
> Victor.
>  
>  
>  
>  
>


SUBJECT: Re: [ciencialist] OT - Importantíssimo !!!!!!!!!
FROM: Tipoalgo <tipoalgo@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 05/01/2011 04:12

Olá ao Mestre Léo e a todos.

Lí em algum lugar que o consumo de eletricidade não é tão grande pois a energia térmica liberada pelo plástico mantém grande parte do processo, isto tem fundamento? 

Tive a ideia de testar esse processo usando uma panela de pressão e um ferro de passar roupa com termostato para regular a temperatura no interior da panela. Será que funciona?

Pensando em ecologia, para o meio ambiente não seria melhor compactar o plástico e fazer tijolos, dormentes, postes etc; aproveitando melhor a energia que já foi gasta para fazer o plástico?

Abraços
tipoalgo   @   gmail   .  com


Em 4 de janeiro de 2011 12:52, Luiz Ferraz Netto <leobarretos@uol.com.br> escreveu:
 

Amigos C-list,
No filme abaixo, o japonês explica com simplicidade que lixo não é lixo, é sempre matéria-prima...
 
MÁQUINA ECOLÓGICA

Depois de AKINORI  ITO nada será como antes. Ele inventou uma máquina que converte plástico em óleo.

Veja:  http://www.flixxy.com/convert-plastic-to-oil.htm

[]´

     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@feiradeciencias.com.br
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================




SUBJECT: RES: [ciencialist] OT - Importantíssimo !!!!!!!!!
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 05/01/2011 07:17

Impressionante mesmo. Alguém sabe mais, a respeito?

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Luiz Ferraz Netto
Enviada em: terça-feira, 4 de janeiro de 2011 11:52
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] OT - Importantíssimo !!!!!!!!!

 

 

Amigos C-list,

No filme abaixo, o japonês explica com simplicidade que lixo não é lixo, é sempre matéria-prima...

 

MÁQUINA ECOLÓGICA

Depois de AKINORI  ITO nada será como antes. Ele inventou uma máquina que converte plástico em óleo.

Veja:  
http://www.flixxy.com/convert-plastic-to-oil.htm

[]´

     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@feiradeciencias.com.br
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================


SUBJECT: Re: [ciencialist] OT - Importantíssimo !!!!!!!!!
FROM: "Cacildo Krebs" <cacildokrebs@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 05/01/2011 19:38

Quem sabe está aí a solução de um dos piores tipos de lixo produzidos pelo homem.
 
Abs.
 
Cacildo
 
From: JVictor
Sent: Wednesday, January 05, 2011 6:17 AM
Subject: RES: [ciencialist] OT - Importantíssimo !!!!!!!!!
 
 

Impressionante mesmo. Alguém sabe mais, a respeito?

Sds,

Victor.

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Luiz Ferraz Netto
Enviada em: terça-feira, 4 de janeiro de 2011 11:52
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] OT - Importantíssimo !!!!!!!!!

 

Amigos C-list,

No filme abaixo, o japonês explica com simplicidade que lixo não é lixo, é sempre matéria-prima...

MÁQUINA ECOLÓGICA

Depois de AKINORI  ITO nada será como antes. Ele inventou uma máquina que converte plástico em óleo.

Veja: 
http://www.flixxy.com/convert-plastic-to-oil.htm

[]´

     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@feiradeciencias.com.br
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================


SUBJECT: RES: [ciencialist] OT - Importantíssimo !!!!!!!!!
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 05/01/2011 20:15

Caro Tipo,

 

Tive a ideia de testar esse processo usando uma panela de pressão e um ferro de passar roupa com termostato para regular a temperatura no interior da panela. Será que funciona?”

 

Só há jeito de saber, com absoluta certeza: experimentando! Espero que sua panela de pressão ainda venha a ser útil, após!

 

Mas, brincadeira à parte, achei a idéia do Japonês simplesmente espetacular. Se tudo aquilo for verdadeiro, e até o momento não me ocorreu Algo que aponte para o contrário, muitos problemas ecológicos estarão resolvidos.

E não só ecológicos!.  Você tem o perfil e a garra para fazer experimentações. Acredito nisso. Vamos lá.

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Tipoalgo
Enviada em: quarta-feira, 5 de janeiro de 2011 03:13
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] OT - Importantíssimo !!!!!!!!!

 

 

Olá ao Mestre Léo e a todos.

 

Lí em algum lugar que o consumo de eletricidade não é tão grande pois a energia térmica liberada pelo plástico mantém grande parte do processo, isto tem fundamento? 

 

Tive a ideia de testar esse processo usando uma panela de pressão e um ferro de passar roupa com termostato para regular a temperatura no interior da panela. Será que funciona?

 

Pensando em ecologia, para o meio ambiente não seria melhor compactar o plástico e fazer tijolos, dormentes, postes etc; aproveitando melhor a energia que já foi gasta para fazer o plástico?

 

Abraços

tipoalgo   @   gmail   .  com

 

Em 4 de janeiro de 2011 12:52, Luiz Ferraz Netto <leobarretos@uol.com.br> escreveu:

 

Amigos C-list,

No filme abaixo, o japonês explica com simplicidade que lixo não é lixo, é sempre matéria-prima...

 

MÁQUINA ECOLÓGICA

Depois de AKINORI  ITO nada será como antes. Ele inventou uma máquina que converte plástico em óleo.

Veja:  
http://www.flixxy.com/convert-plastic-to-oil.htm

[]´

     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@feiradeciencias.com.br
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================

 

 

 


SUBJECT: Wikileaks, OVNIs e a Conspiração do Golfo de Aden
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 06/01/2011 01:00

Wikileaks, OVNIs e a Conspiração do Golfo de Aden

China Yangtze Evening Post story about Stargate in Gulf of Aden ufologia

“Onde está esta história da mídia internacional? O poderio combinado de vinte e sete países está concentrado na costa da Somália, supostamente para combater piratas precariamente armados que continuam a agir em aparente impunidade. Ou será que há algo muito, muito mais sério acontecendo?”.

É como você encontra esta história divulgada pelo tablóide russo Pravda Online, conhecido pelo sensacionalismo. E como tal, não é surpresa que seja apenas a introdução para algo supostamente “muito, muito mais sério” que o veículo logo revela:

“Novamente os cabos Wikileaks entram no jogo. E o que é revelado é aterrorizante. De acordo com o relatório supostamente preparado pelo Almirante Maksimov da Frota Norte da Rússia, no fim do ano de 2000 um vórtex magnético foi descoberto na área do Golfo de Aden. A Rússia, China e os EUA juntaram esforços para estudar o que ele era, mas descobriram que ele desafiava a lógica e as leis da física. Os EUA … monitoraram o vórtex, que permaneceu estável … até que no fim de 2008 começou a se expandir. Isto levou os EUA a enviar um alerta ao resto do mundo, e em resposta … a maior força naval já reunida na história humana foi reunida. Para lutar contra meia dúzia de jovens escassamente armados em lanchas baratas?”.

A resposta é sim e não. As forças navais reunidas no Golfo de Aden não são de longe a maior força naval reunida na história humana, a menos que se esqueça algo como duas Guerras Mundiais e mesmo operações em tempos de paz realizadas com excedentes militares. Hoje, são pouco mais de vinte países, a maior parte dos quais designou apenas uma ou duas embarcações para cooperar nos esforços na região da Somália.

Esforços que são sim dedicados a combater a pirataria e assegurar o trânsito de embarcações civis por uma das importantes rotas marítimas do mundo ligando o Mediterrâneo ao Mar da Arábia. Mais de 21.000 navios cruzam o Golfo de Aden anualmente, seria impressionante que um “Stargate” expandindo-se pela região há vários anos já não tivesse sido registrado por tripulações civis.

800px Somalian Piracy Threat Map 2010 ufologia 

O que tripulações civis sim encontraram na região foram piratas, que neste momento detêm mais de 650 reféns e 35 embarcações. É um grave problema que não pode ser resolvido mesmo com todo este poderio naval, uma vez que são áreas gigantescas de costa e mar e populações inteiras vivendo em condições precárias. Não poucos estão dispostos a todo o risco da pirataria no que parecem ver como única alternativa de sobrevivência. Problemas de violência causados por miséria deveriam ser bem entendidos por nós, brasileiros, em um dois países mais desiguais do planeta.

Vórtices interdimensionais de filmes de Hollywood podem parecer mais empolgantes, mas são apenas histórias fantasiosas. A variação aqui foi que as histórias incorporaram a febre dos cabos Wikileaks? Pois o Vórtice do Golfo de Aden encontraria apoio em um suposto cabo.

 

09OSLO337

NORUEGA: RESPOSTA DO CI/KRI PARA USNORTHCOM

ID: 09OSLO337

ASSUNTO: NORUEGA: RESPOSTA DO CI/KR PARA USNORTHCOM

DATA: 2009-12-09 14:48:00

CLASSIFICAÇÃO: TOP SECRET

ORIGEM: Embaixada de Oslo

TEXTO:

T O P S E C R E T OSLO 000337
NODIS USNORTHCOM major-general Thompson
NSPD 51/HSPD-20: DECL: 2019/03/20 EXDIS TAG, Roger, DOCKLAMP

Assunto: NORUEGA: RESPOSTA DO CI/KR PARA USNORTHCOM

REF: 17835 USNORTHCOM

Classificado por: Tenente-Coronel McClary por razões: (A), (Q), (Z) e (R)

1. (S) RNoAF resposta à anomalia espiral do HAARP/CERN foi limitada a 175 kilômetros com parâmetros de testes alcançados dentro de 3 graus de arco de acesso.
2. (S) Posto recomenda a ativação do Projeto Bunker ALICE 2012 para POTUS/SecDef
McClary (POTUS=Presidente dos EUA / SECDEF= Secretário de Defesa)

VZCZCXYZ0008
PP RUEHWEB/QR

DE RUEHSM #0194 0791327
ZNY SSSSS ZZH
P 201327Z DEC 09
FM AMEMBASSY OSLO
TO USNORTHCOM PRIORITY ALPHA-Q

XTAGS: NASA-437-99042YCQ
ДОБАВЛЕНО
2010-12-04 16:15:16
ПЕЧАТЬ
2010-12-04 20:36:41
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Do HAARP ao LHC, passando pelo “Projeto Bunker ALICE  2012”, e incluindo a classificação mágica “Top Secret”, seria um cabo diplomático explosivo. Se apenas fosse verdadeiro, claro.

Como está, não só o cabo não foi realmente liberado via Wikileaks, e sim divulgado por um grupo conhecido por outras fraudes, como o que sim podemos encontrar é o cabo original que foi usado como base para esta fraude.

O cabo original 09STOCKHOLM194, classificado como “Secreto” (nenhum cabo liberado tem classificação “Top Secret”), lida com questões comuns como infra-estrutura de comunicações e medicamentos da Suécia. Nada de 2012 ou Stargate.

Foi adulterando tanto o conteúdo da mensagem original, quanto algumas partes do cabeçalho – mas preservando outras, incluindo códigos únicos  –, que se emulou este falso cabo Wikileaks. Nem mesmo teóricos de conspiração o levaram muito a sério. Exceto, é claro, o Pravda e alguns outros veículos.

Fraudes à parte, haveria alguma grande revelação real nos cabos Wikileaks sobre OVNIs, extraterrestres e conspirações?

 

Assange sim, Assange não

Com o furor que deveria tê-lo tornado o “Homem do Ano”, Julian Assange provocou grande excitação entre entusiastas OVNI em uma curta resposta, amplificada e distorcida por um sem número de veículos não tão diferentes do Pravda Online russo.

Originalmente, no início de dezembro o jornal britânico Guardian, que colabora com a organização Wikileaks e tem acesso em primeira mão aos mais importantes documentos, publicou respostas de Assange a perguntas enviadas por seus leitores. Foi o leitor “achanth” que perguntou:

“Senhor Assange, há documentos enviados a você que lidam om tópico de OVNIs ou extraterrestres?

Assange brincou com o assunto, mas foi também enigmático em sua resposta:

“Muitos excêntricos nos mandam emails sobre OVNIs ou como descobriram que eram o Anti-Cristo enquanto conversavam com suas ex-esposas em uma festa no quintal sobre uma planta de maconha. No entanto, até agora não atenderam a duas de nossas regras para publicação.
1) que os documentos não sejam de autoria própria;
2) que sejam originais.
Porém, vale notar que em partes ainda a ser publicadas do arquivo cablegate há mesmo referências a OVNIs”.

Quais seriam, o homem de cabelos brancos que morava em uma distante ilha não respondeu. Mas se o Guardian neste pequeno trecho acendeu ânimos, ele logo depois os apagou, ou deveria ter apagado. Com acesso à integra dos arquivos, e novamente atendendo às perguntas de leitores sobre o que eles conteriam, o veículo foi claro:

Apesar do que Assange disse em nosso bate-bola online, não há referências a extraterrestres nos cabos. Procuramos por ‘aliens’ e ‘UFOs’ (‘visitantes’ e ‘oficiais não-terrestres’ também, obrigado, leitores ufófilos) sem encontrar nada também. Assange pode ter estado brincando”.

assange1 1688694c ufologia

Como de costume, desmentidos têm um alcance muito menor que uma história sensacional divulgada inicialmente, e semanas depois entusiastas continuam esperando que Assange revele alguma grande conspiração envolvendo extraterrestres. Pelo visto, Assange pode não criar cabos forjados sobre vórtices interdimensionais, mas depois de caçoar de excêntricos que acham que são o Anti-Cristo, pode ter pregado uma peça com suas “referências a OVNIs”.

Teoristas de Conspiração seguramente pensarão que os cabos sobre ETs agora já foram censurados. Ou talvez que Assange possua documentos a que nem o Guardian teve acesso. Ao que o próprio jornal comenta como “em torno de três milhões de pessoas tiveram acesso aos cabos antes da divulgação, assim se houvesse uma conspiração neles, seria uma na qual em torno de 1% dos cidadãos americanos teria que fazer parte”.

Você também pode buscar pelos milhares de cabos Wikileaks através do sítio CableSearch. Foi como encontrei o cabo original usado para forjar aquele sobre o Golfo de Aden e 2012. Uma busca por “aliens” pelo momento releva apenas dois cabos lidando com… imigrantes ilegais (“aliens”, em inglês).

A liberação de documentos sigilosos sobre os mais diversos temas pelo Wikileaks ou mesmo oficialmente por órgãos governamentais, incluindo no Brasil, sim traz revelações importantíssimas. Mas nada revela sobre histórias extraordinárias de Grandes Conspirações Alienígenas. Pelo contrário, revelam que todos aqueles que deveriam participar de tal Conspiração a desconhecem por completo.

E parecem mesmo fazer graça disso. Assange incluído.

- – -

[via Giseli Ramos, Gralien Report, Blog Anti-Nova Ordem Mundial]


SUBJECT: Tradução do vídeo da "máquina de transformar plástico e óleo"
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 06/01/2011 12:20

Para ajudar alguns amigos que sabem "ainda menos" inglês que eu, fiz uma
tradução "amadora"
das legendas do vídeo da "máquina de transformar plástico em óleo".

Provavelmente esse não é o caso do pessoal desta lista, mas eis o link:

http://www.youtube.com/watch?v=M6a5WJ0zhkc

Obs.: Aos fluentes no inglês: Traduzi todos os termos "oil" por "óleo"
mesmo, e não por "petróleo".
Isto está correto, ou o produto da máquina está mais para "petróleo" que
para "óleo" ?



Paulo




SUBJECT: RE: [ciencialist] Tradução do vídeo da "máquina de transformar plástico e óleo"
FROM: Maria Teresa Nevares <mtnevares@hotmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 06/01/2011 21:49


 

To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: psdias2@yahoo.com.br
Date: Thu, 6 Jan 2011 11:20:03 -0300
Subject: [ciencialist] Tradução do vídeo da "máquina de transformar plástico e óleo"

 
Para ajudar alguns amigos que sabem "ainda menos" inglês que eu, fiz uma
tradução "amadora"
das legendas do vídeo da "máquina de transformar plástico em óleo".

Provavelmente esse não é o caso do pessoal desta lista, mas eis o link:

http://www.youtube.com/watch?v=M6a5WJ0zhkc

Obs.: Aos fluentes no inglês: Traduzi todos os termos "oil" por "óleo"
mesmo, e não por "petróleo".
Isto está correto, ou o produto da máquina está mais para "petróleo" que
para "óleo" ?

Paulo



SUBJECT: Re: Tradução do vídeo da "máquina de transformar plástico e óleo"
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 07/01/2011 01:45

Bom, so' 3% do petroleo e' usado em petroquimica, e desses, talvez so' metade vire plastico.

Em termos de reducao de uso de petroleo, mesmo q pudessemos transformar todo o plastico gerado no mundo em oleo combustivel, seria irrelevante.

E a temperatura usada para gerar esse 'oleo' e' mostrada como 400C.

Quer dizer, tem q gastar petroleo (e gerar CO2) para produzir esse 'oleo de plastico'.

Seria interessante saber se mais ou menos do q e' supostamente economizado.

;-)

Pra mim, esse processo nao parece ter muita utilidade pratica, no maximo, psicologica...

;-)

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Maria Teresa Nevares <mtnevares@...> escreveu
>
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> To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> From: psdias2@...
> Date: Thu, 6 Jan 2011 11:20:03 -0300
> Subject: [ciencialist] Tradução do vídeo da "máquina de transformar plástico e óleo"
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> Para ajudar alguns amigos que sabem "ainda menos" inglês que eu, fiz uma
> tradução "amadora"
> das legendas do vídeo da "máquina de transformar plástico em óleo".
>
> Provavelmente esse não é o caso do pessoal desta lista, mas eis o link:
>
> http://www.youtube.com/watch?v=M6a5WJ0zhkc
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> Obs.: Aos fluentes no inglês: Traduzi todos os termos "oil" por "óleo"
> mesmo, e não por "petróleo".
> Isto está correto, ou o produto da máquina está mais para "petróleo" que
> para "óleo" ?
>
> Paulo
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SUBJECT: E Deus não tem o que fazer não, é? Para sair por aí soltando traques...(de São João)?
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 07/01/2011 07:12

 

Deu no UOL. Mas  não me contive, copie e colei aqui.

 

O próprio artigo, além das besteiras de seu conteúdo, expõe outra:

“Alguns ateus afirmam que a ciência pode provar que Deus não existe, mas o papa disse que algumas teorias científicas são "mentalmente limitadoras" porque "chegam apenas até certo ponto (...) e não conseguem explicar a realidade última (...)".

Ateus, que realmente sabem o que isto significa, não podem dizer que  ciência pode provar que Deus não existe, simplesmente por isto:

Não há nenhum experimento, com resultados medidos por réguas e relógios, que possa afirmar ou infirmar(gosto desta palavra) se essa entidade existe ou não. O que podemos afirmar é que, até hoje,  não há qualquer evidência(qualquer, por mínima que seja), que aponte para as coisas que o representante do nada afirma cfom tanta veemência.

Ah, quanto à gênese do que 16, o Bento, administra com unas e dentes, mais unhas, informo aos cristãos, baseado na estória, o  seguinte: naquele tempo havia telescópios alguns bilhões de vezes mais poderosos que os que existem hoje. Esses reis mágicos(rei magos, outra piada da bíblia;  tinha muita graça!...). Então, um deles sacou-o de seu alforge e saiu apontando para as estrelas, até que encontrou uma na qual havia uma placa grande com a inscrição: vai nascer um menino alí, ó, e tinha uma seta apontando para onde deviam ir. Ao longo das centenas de quilômetros percorridos em seus camelos, deserto a dentro, esse telescópio, fixo na cocuruta de um desses animais(os camelos, claro), era usado hora a hora, para confirmar a rota. E quem deu a dica a eles? Os mágicos videntes da época, inclusive Merlin, que nascera 10.000 anos atrás, e ciscava por ali, ensinando o povo como traçar bem as cartas. Sorte dos três, que ficaram famosos. Finalmente, a manjedoura. E o vinte e cinco de dezembro se fez.  Só imagino mesmo o que teria sido desses reis magos, mágicos ou bruxos, se dessem o ar da graça aí por volta da época da inquisição:  seriam assados, com camelo e tudo, para deixarem de ser bestas.

 

Victor, com saudades de Silvius e suas tiradas de fazer rir.

 

 

Deus é responsável pelo Big Bang, diz papa Bento 16

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DA REUTERS

A mente de Deus esteve por trás de teorias científicas complexas como a do Big Bang, e os cristãos devem rejeitar a ideia de que o Universo tenha surgido por acaso, disse o papa Bento 16 nesta quinta-feira.

Vote na enquete sobre as declarações do papa

"O Universo não é fruto do acaso, como alguns querem que acreditemos", disse Bento 16 no dia em que os cristãos celebram a Epifania --a Bíblia diz que os três reis magos, seguindo uma estrela, chegaram ao lugar onde Jesus nasceu.

"Não é preciso um Deus para criar o Universo", diz Stephen Hawking

"Contemplando (o Universo), somos convidados a enxergar algo profundo nele: a sabedoria do Criador, a criatividade inesgotável de Deus", disse o papa em sermão para 10 mil fiéis na Basílica de São Pedro.

Vincenzo Pint/AFP

Papa Bento 16 disse que cristãos devem rejeitar ideia de que Universo tenha surgido por acaso; Deus seria a origem

Papa Bento 16 disse que cristãos devem rejeitar ideia de que Universo tenha surgido por acaso; Deus seria a origem

Nas ocasiões anteriores em que o papa falou sobre a evolução, ele raramente voltou atrás no tempo para discutir conceitos específicos como o do Big Bang, que cientistas acreditam tenha levado à formação do Universo, cerca de 13,7 bilhões de anos atrás.

Pesquisadores da Cern (sigla francesa de Organização Européia de Pesquisa Nuclear, em Genebra) vêm esmagando prótons em velocidade quase igual à da luz para simular as condições que, acreditam, teriam dado origem ao Universo primordial, do qual terminaram por emergir as estrelas, os planetas e a vida na Terra --e possivelmente em outros lugares também.

Alguns ateus afirmam que a ciência pode provar que Deus não existe, mas o papa disse que algumas teorias científicas são "mentalmente limitadoras" porque "chegam apenas até certo ponto (...) e não conseguem explicar a realidade última (...)".

PERGUNTAS SEM RESPOSTAS

O papa declarou que as teorias científicas sobre a origem e o desenvolvimento do Universo e dos humanos, embora não entrem em conflito com a fé, deixam muitas perguntas sem resposta.

"Na beleza do mundo, em seu mistério, sua grandeza e sua racionalidade (...), só podemos nos deixar ser guiados em direção a Deus, criador do Céu e da Terra", disse ele.

Bento 16 e seu predecessor, João Paulo 2º, procuram despir a Igreja da imagem de ser contrária à ciência --rótulo que ela ganhou quando condenou Galileu por ensinar que a Terra gira em volta do Sol, contestando as palavras da Bíblia.

Galileu foi reabilitado, e hoje a Igreja também aceita a evolução como teoria científica e não vê razão pela qual Deus não possa ter empregado um processo evolutivo natural para formar a espécie humana.

A Igreja Católica deixou de ensinar o criacionismo --a ideia de que Deus teria criado o mundo em seis dias, conforme descrito na Bíblia-- e diz que o relato bíblico do livro do Gênesis é uma alegoria para explicar como Deus criou o mundo.

Mas a Igreja é contra o uso da evolução para respaldar uma filosofia ateia que nega a existência de Deus ou qualquer participação divina na criação. Ela também é contra o uso do livro do Gênesis como texto científico.

 


SUBJECT: Re: [ciencialist] OT - Importantíssimo !!!!!!!!!
FROM: Tipoalgo <tipoalgo@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 07/01/2011 07:35

Olá Mestre Victor.

Farei este experimento assim que a agenda permitir, depois da confecção da GaragemPet, talvez na segunda quinzena de janeiro/11.
Já tenho matéria prima em estoque e também o ferro de passar roupa, mas a panela terei que negociar com a patroa, ou tentar com uma lata ... (para manter a minha integridade física) Rsrsrsrs.
O que será o resíduo do processo?
Quantas dúvidas!

Abraços
tipoalgo   @   gmail   .  com

Em 5 de janeiro de 2011 20:15, JVictor <j.victor.neto@uol.com.br> escreveu:
 

Caro Tipo,

 

Tive a ideia de testar esse processo usando uma panela de pressão e um ferro de passar roupa com termostato para regular a temperatura no interior da panela. Será que funciona?”

 

Só há jeito de saber, com absoluta certeza: experimentando! Espero que sua panela de pressão ainda venha a ser útil, após!

 

Mas, brincadeira à parte, achei a idéia do Japonês simplesmente espetacular. Se tudo aquilo for verdadeiro, e até o momento não me ocorreu Algo que aponte para o contrário, muitos problemas ecológicos estarão resolvidos.

E não só ecológicos!.  Você tem o perfil e a garra para fazer experimentações. Acredito nisso. Vamos lá.

 

Sds,

Victor.


SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: As diatribes e diabruras intelectuais de Dingle. [1 Anexo]
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 08/01/2011 08:07

No Scribd, se você não tem uma conta "paga", ele exige que você faça o envio (upload) de
algum texto SEU, para direito de download por 24 horas.

Paulo


 
Infelizmente não estou conseguindo baixar (screenshot em anexo) e olha que tenho conta no scribd.


abs,

Marcelo



SUBJECT: Re: Wikileaks, OVNIs e a Conspiração do Golfo de Aden
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 08/01/2011 21:21

Errata 08/01/2011

Pouco depois de publicarmos este artigo, Wikileaks liberou novos telegramas através do jornal norueguês Aftenposten com referências as OVNIs, contrariando a informação do The Guardian – que, pelo visto, de fato não teve acesso a todos os telegramas não divulgados aos quais Assange se referia.

São até o momento cinco telegramas, o mais interessante dos quais é um telegrama diplomático de 21/12/2007 com “breves itens de interesse” compilados da mídia pela embaixada americana em Minsk, Bielorússia. É a “citação da semana” do telegrama:

“O chefe da BKGB Yuiry Zhadobin comenta os motivos pelos quais sua organização não investiga mais fenômenos paranormais:
’Ao contrário dos tempos da União Soviética, o departamento não está mais engajado em estudar fenômenos paranormais. [Naquela época] tínhamos mais recursos e oportunidades que podíamos gastar em tudo e qualquer coisa. Hoje a situação é diferente. Naquela época, quando a sociedade se excitava com algo, ele entrava em nossa esfera de interesse. Mas com relação a curandeiros, OVNIs e afins, simplesmente já não lidamos com eles’”.

Outros telegramas com menções a “UFOs” incluem um da embaixada em Montreal em 2003 com informações sobre o grupo dos Raelianos e suas então populares alegações de clonagem; outro de 2006 sobre o suposto abduzido Eric Julien predizendo um Tsunami no Marrocos; no ano seguinte um comentário sobre as crenças em OVNIs do então chefe de gabiente japonês Machimura e finalmente em 2008 menção a uma reuniâo do comitê equatoriano com um grupo que acredita em OVNIs como “um exemplo de como as coisas estão fora de controla ao ponto de se aproximar do absurdo”.

Sem surpresa os telegramas são apenas referências inócuas sobre OVNIs, tomadas ou da imprensa ou de outras fontes, em que o tema é sempre considerado como motivo de embaraço e merecedor de pouco interesse sério.

Erramos ao considerar o Guardian como a fonte definitiva sobre o conteúdo dos telegramas a serem divulgados pelo Wikileaks. Julian Assange não estava brincando ao mencionar as referências a OVNIs, elas sim existem em telegramas que só foram divulgados agora, por outros veículos que não o periódico britânico.

Também corrigimos dois erros graves de tradução indicados por nossos leitores (“cables” por telegramas e “pot-plant” por planta da jardim).





SUBJECT: RE: [ciencialist] E Deus não tem o que fazer não, é? Para sair por aí soltando traques...(de São João)?
FROM: Joaquim Santos <Joaquim_Santos_8@hotmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 08/01/2011 23:10

Victor

 

Eu não posso com Bento 16, é um individuo com um passado que fala (mal) por ele, mas ele é papa e fala nas “listas” da religião. Nós aqui falamos de ciência e para criticar temos de conhecer.

 

Não acho que a ciência deva tentar interpretar a religião, não se pode ver a Bíblia (que quer dizer em bom português “O Livro”), o Alcorão, ou qualquer outro livro religioso como manual de história ou de ciência, apenas de ética e religião, onde as coisas são ditas de acordo com a época em que são escritas – pois que se as palavras escritas há milhares de anos estivessem de acordo com o nosso actual conhecimento, isso sim, seria a prova de que Deus existe e ditou as suas palavras de acordo com a ciência.

 

Se é estupidez da religião interpretar a ciência, fazer o mesmo em sentido inverso é…

 

Então só um comentário ao comentário que fez (consultada a fonte):

Ah, quanto à gênese do que 16, o Bento, administra com unas e dentes, mais unhas, informo aos cristãos, baseado na estória, o  seguinte: naquele tempo havia telescópios alguns bilhões de vezes mais poderosos que os que existem hoje. Esses reis mágicos(rei magos, outra piada da bíblia;  tinha muita graça!...). Então, um deles sacou-o de seu alforge e saiu apontando para as estrelas, até que encontrou uma na qual havia uma placa grande com a inscrição: vai nascer um menino alí, ó, e tinha uma seta apontando para onde deviam ir. Ao longo das centenas de quilômetros percorridos em seus camelos, deserto a dentro, esse telescópio, fixo na cocuruta de um desses animais(os camelos, claro), era usado hora a hora, para confirmar a rota. E quem deu a dica a eles? Os mágicos videntes da época, inclusive Merlin, que nascera 10.000 anos atrás, e ciscava por ali, ensinando o povo como traçar bem as cartas. Sorte dos três, que ficaram famosos. Finalmente, a manjedoura. E o vinte e cinco de dezembro se fez.  Só imagino mesmo o que teria sido desses reis magos, mágicos ou bruxos, se dessem o ar da graça aí por volta da época da inquisição:  seriam assados, com camelo e tudo, para deixarem de ser bestas.

Onde está referido em textos sagrados de que eram três reis magos e os seus nomes? Que viram escrito na estrela? Que atravessaram o deserto?

Eu explico: “alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém e perguntaram: «Onde está o Rei dos judeus recém-nascido? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos para Lhe prestar homenagem»”.É o que diz. Portanto eram pessoas em número desconhecido que viram algo no céu que lhes lembrou a profecia e foram aonde ela dizia que nasceria Jesus e tiveram aí que perguntar o caminho. Quanto ao 25, como tantas outras datas foram estabelecidas posteriormente e de acordo com o que dava jeito.

  E outro às perguntas sem resposta:

PERGUNTAS SEM RESPOSTAS

O papa declarou que as teorias científicas sobre a origem e o desenvolvimento do Universo e dos humanos, embora não entrem em conflito com a fé, deixam muitas perguntas sem resposta.

R – Abertura da Igreja. E é certo que ainda temos perguntas sem resposta, nomeadamente o Big Bang não é aceite por toda a comunidade cientifica.

"Na beleza do mundo, em seu mistério, sua grandeza e sua racionalidade (...), só podemos nos deixar ser guiados em direção a Deus, criador do Céu e da Terra", disse ele.

R – Há teorias cientificas que substituem o nome Deus por outras coisas, mas lhe chamam Universo Inteligente ou ooutras.

Bento 16 e seu predecessor, João Paulo 2º, procuram despir a Igreja da imagem de ser contrária à ciência --rótulo que ela ganhou quando condenou Galileu por ensinar que a Terra gira em volta do Sol, contestando as palavras da Bíblia.

R – Abertura da Igreja. Quem não pertencer a um povo, um partido, uma família que não tenha errado atire a primeira pedra. Errar é humano, descobrir que se fez e pedir desculpa é onde está a virtude.

Galileu foi reabilitado, e hoje a Igreja também aceita a evolução como teoria científica e não vê razão pela qual Deus não possa ter empregado um processo evolutivo natural para formar a espécie humana.

R – Abertura da Igreja. Idem.

A Igreja Católica deixou de ensinar o criacionismo --a ideia de que Deus teria criado o mundo em seis dias, conforme descrito na Bíblia-- e diz que o relato bíblico do livro do Gênesis é uma alegoria para explicar como Deus criou o mundo.

R – Idem.

Mas a Igreja é contra o uso da evolução para respaldar uma filosofia ateia que nega a existência de Deus ou qualquer participação divina na criação. Ela também é contra o uso do livro do Gênesis como texto científico.

R – Idem.

 

 


SUBJECT: Miguel Nicolelis
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 10/01/2011 09:53

Miguel Nicolelis em entrevista ao jornal Estado de São Paulo:

"Aqui no Brasil há a cultura de que, subindo na carreira científica, o
último passo de glória é virar um administrador do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência e
Tecnologia (MCT) ou da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
(Fapesp). É uma tragédia. Esses caras não tem formação para administrar
nada. Nem a casa deles. Não temos quadros de gestores. A gente gasta muito
dinheiro e presta muita atenção em besteira e não investe naquilo queé
fundamental."

"Na academia brasileira, as recompensas dependem do que eu chamo de "índice
gravitacional de publicação": quanto mais pesado o currículo, melhor."

[sobre o apoio à Dilma] "Porque a outra opção era trágica. Basta olhar para
o Estado de São Paulo: para a educação, a saúde e as universidades públicas.
Não preciso falar mais nada. Eu adoro a USP, onde me formei. Mas a liderança
que temos hoje na USP é terrível. O reitor da USP (João Grandino Rodas) é
uma pessoa de pouca visão. Não chega nem perto da tradição das pessoas que
passaram por aquele lugar".

A entrevista completa pode ser lida em:
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,integracao-entre-cerebro-e-maquinas-vai-influenciar-evolucao,663729,0.htm





SUBJECT: O que é Ciencia Afinal
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ListadeCiência <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 10/01/2011 12:06

Ola Pessoal,
 
Ontem fui na FNAC e para minha grata surpresa o livro está novamente disponível para venda...Além dele, do mesmo autor, tem o "A Fabricação da Ciência".
 
Comprei um livro chamado "Deus é Matemático", do Mário Livio (não tem nada a ver com religião, segue a mesma linha do artigo do Eugene Wigner)...parece ser muito bom.
 
Existe algum livro ou texto que refute os argumentos apresentados no livro "A Caixa Preta de Darwin".......Eu não li o livro, mas gostaria de ver as argumentações...
 
Homero, vc tinha falado de um livro do Dawkins, onde ele explica a questão do aumento de informação no Genoma...Era "O Capelão do Diabo" ??
 
Abs
Felipe

 

SUBJECT: Re: O que é Ciencia Afinal
FROM: "fabiano.freitas" <fabianofreitas@gmx.net>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 10/01/2011 18:57



Olá,

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu
>
> Ola Pessoal,
>  
> Ontem fui na FNAC e para minha grata surpresa o livro está novamente disponível para venda...Além dele, do mesmo autor, tem o "A Fabricação da Ciência".
>  

Esse livro é da editora Brasiliense, não é? Na minha época da faculdade (1998) era super difícil achar títulos publicados por essa editora. Lembro-me que a gente tinha que encomendar com um cara que ficava próximo da faculdade. Não conseguia achar em livraria alguma (em sebo até encontrava alguma coisa da Brasiliense, mas nunca tinha o que procurava).

BTW, tenho esse livro em inglês.

Como dica, deixo a sugestão de "How Science Works: Evolution: A Student Primer - R. John Ellis". Acho que acompanha bem o "O que é Ciência, afinal?".


Estou começando a ler agora.

>  
> Abs
> Felipe
>

Um abraço,

Fabiano
Rio de Janeiro / RJ



SUBJECT: Re: [ciencialist] Tradução do vídeo da "máquina de transformar plástico e óleo"
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 11/01/2011 10:18

Muito bom! ´Acho´ que é ´óleo´ mesmo! A marmita de Papin deve ser excelente para produzir este óleo ... ou qqer esterilizador hospitalar trabalhando com temperatura e pressão maiores.
Por que isto ainda não entrou em nenhum noticiário?
 
[]´
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@feiradeciencias.com.br
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================
----- Original Message -----
From: psdias2
Sent: Thursday, January 06, 2011 12:20 PM
Subject: [ciencialist] Tradução do vídeo da "máquina de transformar plástico e óleo"

 

Para ajudar alguns amigos que sabem "ainda menos" inglês que eu, fiz uma
tradução "amadora"
das legendas do vídeo da "máquina de transformar plástico em óleo".

Provavelmente esse não é o caso do pessoal desta lista, mas eis o link:

http://www.youtube.com/watch?v=M6a5WJ0zhkc

Obs.: Aos fluentes no inglês: Traduzi todos os termos "oil" por "óleo"
mesmo, e não por "petróleo".
Isto está correto, ou o produto da máquina está mais para "petróleo" que
para "óleo" ?

Paulo


SUBJECT: Transforme 50 W em 15 kW
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 11/01/2011 11:20

A picaretagem não tem limites!
 
 
[]´
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@feiradeciencias.com.br
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================

SUBJECT: Vídeo interessante: aula sobre estatística, demografia, etc.,
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 11/01/2011 20:20

No site abaixo, há diversos vídeos com apresentações sobre estatística,
demografia, etc., em que
o apresentador (professor Hans Roling) "comanda com as mãos" a exibição
dos gráficos.

Na verdade, pelo que entendi, é um operador de computador quem faz
aparecer os gráficos
no vídeo, de acordo com o que o professor diz e gesticula. É bem
interessante ver a sincronização perfeita entre o professor
e o pessoal de produção do vídeo (especialmente com o rapaz que está
comandando o computador).

http://www.open.ac.uk/openlearn/science-maths-technology/mathematics-and-statistics/statistics/the-joy-stats-200-countries-200-years-4-minutes


Paulo


SUBJECT: RES: [ciencialist] Transforme 50 W em 15 kW
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 12/01/2011 06:48

.. nem tamanho!

 

Agora, “esclarecedor” mesmo é o vídeo... Puxa!

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Luiz Ferraz Netto
Enviada em: terça-feira, 11 de janeiro de 2011 10:20
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Transforme 50 W em 15 kW

 

 

A picaretagem não tem limites!

 

 

[]´

     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@feiradeciencias.com.br
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================


SUBJECT: Re: [ciencialist] Vídeo interessante: aula sobre estatística, demografia, etc.,
FROM: Luis Brudna <luisbrudna@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 12/01/2011 09:42


  Suspeito que não existe tal efeito.

O Professor conhece a sequencia de dados e animações que serão inseridas, e provavelmente acompanha em um monitor não visível no vídeo.
Depois é só fazer a montagem.

Até
Luís Brudna

2011/1/11 psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
 

No site abaixo, há diversos vídeos com apresentações sobre estatística,
demografia, etc., em que
o apresentador (professor Hans Roling) "comanda com as mãos" a exibição
dos gráficos.

Na verdade, pelo que entendi, é um operador de computador quem faz
aparecer os gráficos
no vídeo, de acordo com o que o professor diz e gesticula. É bem
interessante ver a sincronização perfeita entre o professor
e o pessoal de produção do vídeo (especialmente com o rapaz que está
comandando o computador).

http://www.open.ac.uk/openlearn/science-maths-technology/mathematics-and-statistics/statistics/the-joy-stats-200-countries-200-years-4-minutes

Paulo



SUBJECT: RES: [ciencialist] E Deus não tem o que fazer não, é? Para sair por aí soltando traques...(de São João)?
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 12/01/2011 14:50

“Galileu foi reabilitado, e hoje a Igreja também aceita a evolução como teoria científica e não vê razão pela qual Deus não possa ter empregado um processo evolutivo natural para formar a espécie humana. ”

Já li, e não lembre se na S.A ou Galileu(que tratava de uma homenagem a Giordano Bruno, se não me falha a memória; ...os neurônios, de uns tempos para cá resolveram, vez ou outra fazer greve...), há alguns anos, que um desses pensadores e representantes influentes da Igreja, perguntado sobre o que achava da condenação e execução de Giordano Bruno, a reboque dessa abertura da Igreja e da “reabilitação” de Galileo, respondeu: teve o que merecia!

Oficialmente, do ponto de vista da Instituição, sim. Mas, ainda há vários elementos da engrenagem religiosa que estão linkados aos tempos da inquisição. Infelizmente.

Mas deixa prá lá. Dentro de uns 10.000 anos alguém estará comentando essas mesmas coisas. E assim caminha a humanidade.

 

Sds,

Victor.

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Joaquim Santos
Enviada em: sábado, 8 de janeiro de 2011 22:11
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RE: [ciencialist] E Deus não tem o que fazer não, é? Para sair por aí soltando traques...(de São João)?

 

 

Victor

 

Eu não posso com Bento 16, é um individuo com um passado que fala (mal) por ele, mas ele é papa e fala nas “listas” da religião. Nós aqui falamos de ciência e para criticar temos de conhecer.

 

Não acho que a ciência deva tentar interpretar a religião, não se pode ver a Bíblia (que quer dizer em bom português “O Livro”), o Alcorão, ou qualquer outro livro religioso como manual de história ou de ciência, apenas de ética e religião, onde as coisas são ditas de acordo com a época em que são escritas – pois que se as palavras escritas há milhares de anos estivessem de acordo com o nosso actual conhecimento, isso sim, seria a prova de que Deus existe e ditou as suas palavras de acordo com a ciência.

 

Se é estupidez da religião interpretar a ciência, fazer o mesmo em sentido inverso é…

 

Então só um comentário ao comentário que fez (consultada a fonte):

Ah, quanto à gênese do que 16, o Bento, administra com unas e dentes, mais unhas, informo aos cristãos, baseado na estória, o  seguinte: naquele tempo havia telescópios alguns bilhões de vezes mais poderosos que os que existem hoje. Esses reis mágicos(rei magos, outra piada da bíblia;  tinha muita graça!...). Então, um deles sacou-o de seu alforge e saiu apontando para as estrelas, até que encontrou uma na qual havia uma placa grande com a inscrição: vai nascer um menino alí, ó, e tinha uma seta apontando para onde deviam ir. Ao longo das centenas de quilômetros percorridos em seus camelos, deserto a dentro, esse telescópio, fixo na cocuruta de um desses animais(os camelos, claro), era usado hora a hora, para confirmar a rota. E quem deu a dica a eles? Os mágicos videntes da época, inclusive Merlin, que nascera 10.000 anos atrás, e ciscava por ali, ensinando o povo como traçar bem as cartas. Sorte dos três, que ficaram famosos. Finalmente, a manjedoura. E o vinte e cinco de dezembro se fez.  Só imagino mesmo o que teria sido desses reis magos, mágicos ou bruxos, se dessem o ar da graça aí por volta da época da inquisição:  seriam assados, com camelo e tudo, para deixarem de ser bestas.

Onde está referido em textos sagrados de que eram três reis magos e os seus nomes? Que viram escrito na estrela? Que atravessaram o deserto?

Eu explico: “alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém e perguntaram: «Onde está o Rei dos judeus recém-nascido? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos para Lhe prestar homenagem»”.É o que diz. Portanto eram pessoas em número desconhecido que viram algo no céu que lhes lembrou a profecia e foram aonde ela dizia que nasceria Jesus e tiveram aí que perguntar o caminho. Quanto ao 25, como tantas outras datas foram estabelecidas posteriormente e de acordo com o que dava jeito.

  E outro às perguntas sem resposta:

PERGUNTAS SEM RESPOSTAS

O papa declarou que as teorias científicas sobre a origem e o desenvolvimento do Universo e dos humanos, embora não entrem em conflito com a fé, deixam muitas perguntas sem resposta.

R – Abertura da Igreja. E é certo que ainda temos perguntas sem resposta, nomeadamente o Big Bang não é aceite por toda a comunidade cientifica.

"Na beleza do mundo, em seu mistério, sua grandeza e sua racionalidade (...), só podemos nos deixar ser guiados em direção a Deus, criador do Céu e da Terra", disse ele.

R – Há teorias cientificas que substituem o nome Deus por outras coisas, mas lhe chamam Universo Inteligente ou ooutras.

Bento 16 e seu predecessor, João Paulo 2º, procuram despir a Igreja da imagem de ser contrária à ciência --rótulo que ela ganhou quando condenou Galileu por ensinar que a Terra gira em volta do Sol, contestando as palavras da Bíblia.

R – Abertura da Igreja. Quem não pertencer a um povo, um partido, uma família que não tenha errado atire a primeira pedra. Errar é humano, descobrir que se fez e pedir desculpa é onde está a virtude.

Galileu foi reabilitado, e hoje a Igreja também aceita a evolução como teoria científica e não vê razão pela qual Deus não possa ter empregado um processo evolutivo natural para formar a espécie humana.

R – Abertura da Igreja. Idem.

A Igreja Católica deixou de ensinar o criacionismo --a ideia de que Deus teria criado o mundo em seis dias, conforme descrito na Bíblia-- e diz que o relato bíblico do livro do Gênesis é uma alegoria para explicar como Deus criou o mundo.

R – Idem.

Mas a Igreja é contra o uso da evolução para respaldar uma filosofia ateia que nega a existência de Deus ou qualquer participação divina na criação. Ela também é contra o uso do livro do Gênesis como texto científico.

R – Idem.

 

 


SUBJECT: RES: [ciencialist] Vídeo interessante: aula sobre estatística, demografia, etc.,
FROM: Álvaro Augusto (P) <alvaro@electrapower.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 13/01/2011 11:37

Hans Rosling fez também algumas apresentações muito interessantes no Ted Talks. Por exemplo: http://www.ted.com/talks/hans_rosling_shows_the_best_stats_you_ve_ever_seen.html

 

[ ]s

 

Alvaro Augusto

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Luis Brudna
Enviada em: quarta-feira, 12 de janeiro de 2011 09:43
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Vídeo interessante: aula sobre estatística, demografia, etc.,

 

 

 

  Suspeito que não existe tal efeito.

 

O Professor conhece a sequencia de dados e animações que serão inseridas, e provavelmente acompanha em um monitor não visível no vídeo.

Depois é só fazer a montagem.

 

Até

Luís Brudna

 

2011/1/11 psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>

 

No site abaixo, há diversos vídeos com apresentações sobre estatística,
demografia, etc., em que
o apresentador (professor Hans Roling) "comanda com as mãos" a exibição
dos gráficos.

Na verdade, pelo que entendi, é um operador de computador quem faz
aparecer os gráficos
no vídeo, de acordo com o que o professor diz e gesticula. É bem
interessante ver a sincronização perfeita entre o professor
e o pessoal de produção do vídeo (especialmente com o rapaz que está
comandando o computador).

http://www.open.ac.uk/openlearn/science-maths-technology/mathematics-and-statistics/statistics/the-joy-stats-200-countries-200-years-4-minutes

Paulo

 


SUBJECT: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
FROM: Álvaro Augusto (P) <alvaro@electrapower.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 13/01/2011 12:07

Eu li todos os livros da série Rama, incluindo o primeiro (“Encontro com Rama”), escrito apenas por Clarke. Lembremos que, embora Clarke tenha sido um dos mais técnicos autores de FC, a espaçonave Rama se deslocava por meio de um mecanismo que abolia a terceira lei de Newton. Quando um autor de FC faz isso, não há muito porque se preocupar com cálculos detalhados de possibilidades físicas, pois fica claro que ele optou por trabalhar em um universo diferente do nosso. Ainda assim, segundo http://en.wikipedia.org/wiki/Rama_(spacecraft)#Rendezvous_with_Rama_.28Phase_I.29 a máxima aceleração da nave seria 0,1962 m/s2.

 

[ ]s

 

Alvaro Augusto

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Eduardo Torres
Enviada em: segunda-feira, 27 de dezembro de 2010 15:08
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais

 

 

Dois assuntos correlacionados:

1-Na trilogia 'Rama' (creio q no segundo volume - 'Rama II') Arthur C. Clarke mostra um modo dos humanos a bordo sobreviverem aas super aceleracoes da nave, q era mergulharem, vestidos de trajes especiais com respiradores, em camaras cheias de um liquido.

Pergunto aos colegas da lista: Isso funcionaria de fato? Sim? Por q^? Nao? Por q^?

E, aproveitando o ensejo:

2-No primeiro volume da trilogia, 'Encontro com Rama' , Clarke descreve o Mar Cilindrico (o mar interno de Rama, nave interestelar de formato cilindrico, onde havia gravidade centrifuga na superficie interna do cilindro devido aa rotacao da nave em torno de seu eixo longitudinal).

Sobre esse mar havia o fato, inicialmente misterioso, de ter escarpas de tamanho bem diferente nas suas duas margens.

No livro, um cientista teve a ideia d q isso poderia ter sido projetado pelos criadores de Rama para evitar q o mar transbordasse durante as aceleracoes de Rama.

Assim, a escarpa maior seria para permitir a elevacao das aguas no lado oposto ao sentido da aceleracao.

O cientista inclusive calculou, em funcao das diferencas de alturas das escarpas, das dimensoes do mar e de Rama, e da velocidade angular em torno do seu eixo, qual seria a aceleracao maxima possivel de Rama de modo a q o seu mar interno nao transbordasse.

No livro, concluiu o calculo em apenas 20 segundos, simplesmente rabiscando num bloco durante uma reuniao.

Lembro q, logo depois q li o livro (foi lancado no Brasil em 1976), passei a estudar Fisica I na faculdade (em 1977), e tentei resolver o problema eu mesmo.

Resolvi.

Mas nao foi facil.

Nao guardei a solucao.

Nunca mais tentei resolver de novo desde entao (sera' q resolveria hoje?),...

;-)

...mas e' uma solucao perfeitamente encontravel apenas com Fisica de Nivel Medio.

Por q estou contando isso?

Pq um dia desses achei uma resolucao bem didatica desse problema na net, q compartilho com os colegas da Ciencialist:

http://nerdyard.com/encontro-com-rama/

Abs,
Eduardo Torres


SUBJECT: Comportamento - Baratas
FROM: "Luiz" <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 13/01/2011 15:40

Pessoal,

Ontem estava em casa, e vi uma cena, no mínimo, curiosa:

Uma barata andava com dificuldades, ficou um tempo parada(ja devia estar com algum problema).

Sai da varanda e, ao voltar, esta barta já estava totalmente dominada pelas formigas(aquelas bem pequenas) e virada de "barraiga" para cima, com as formigas a carregando.

Até aqui, nada de anormal...

Porém, após um tempo, uma outra barata passou paralelamente à situação, a uma certa distância (bem razoável, para seu tamanho - quase 1 metro). De repente, esta barata foi se aproximando de sua "colega", e iniciou contato físico.

Surpreendentemente, de sopetão, ela começou a empurrar a colega para fora do raio de ação das formigas (deslocou uns 30 cm)

A última cena que vi foi esta barata ficando em cima da colega, pois logo depois caiu um temporal.

Não é estranho, este comportamento ? A impressão que deu, por mais bizarro que seja, foi de solidariedade.

Será que ela tava, na verdade tentando acasalar com sua colega moribunda ?

Alguém consegue explicar o que comportamento?

Abs
Felipe





SUBJECT: Memética
FROM: "Luiz" <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 13/01/2011 15:44

Pessoal,

Como a memética explica o "congelamento"/falta de evolução cultural/tecnológico/social/etc.. de algumas tribos recentemente encontradas (tipo aqueles índios que tentarm "abater" um avião com uma flexa)? O que freia a evolução dos memeplexos ?

Não seriam os mesmo argumentos antropológicos ?

Abs
Felipe



SUBJECT: Curso para professores no Japão
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 14/01/2011 09:23

Repassando...

Paulo

De:
Consulado Geral do Japao [mailto:cgjcultural3@arcstar.com.br]

Enviada em: quinta-feira, 13 de janeiro de 2011 14:53
Para: Undisclosed-Recipient:;
Assunto: Curso para professores no Japão

 

 

 

            

Consulado Geral do Japão em São Paulo

13 de janeiro de 2011

Prezados,

 

                       Com os cordiais cumprimentos, tenho a grata satisfação de informar a V. Sa. que o Governo do Japão, através de seu Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia (MEXT), está oferecendo bolsas de estudo Treinamento para Professores do Ensino Fundamental e Médio para profissionais de ensino que queiram realizar este curso no Japão.   A seleção será realizada conforme segue abaixo:

 

Inscrição: 11de janeiro a 10 de fevereiro de 2011

Exame escrito: 15 de fevereiro de 2011 (terça)

Entrevista: 16 de fevereiro de 2011 (quarta)

Local: Consulado Geral do Japão em São Paulo

 

                       Segue abaixo o informativo completo da bolsa. Maiores informações poderão ser obtidas em nossa homepage: www.sp.br.emb-japan.go.jp

 

                       Tratando-se de um assunto de interesse geral, solicito a V. Sa. a preciosa colaboração na sua divulgação.

 

                                                                                       Atenciosamente,

                                                       Consulado Geral do Japão em São Paulo

 

Atenciosamente,

Depto. Cultural

Tel: (11) 3254-0100

Consulado Geral do Japão

cgjcultural5@arcstar.com.br

 

 

Treinamento de Professores do Ensino Fundamental e/ou Médio 2011

Bolsas MEXT: Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão

 

1)       Requisitos

a-       Nacionalidade brasileira (Excluem-se candidatos com dupla nacionalidade japonesa.)

b-       Idade até 34 anos em 01/04/2011 (Nascidos após 02/04/76)

c-       Nível universitário ou magistério

d-       Experiência de, pelo menos, 5 anos como professor do nível fundamental e/ou médio (rede Estadual, Municipal ou Privada) ou orientador pedagógico, assistente educacional, diretor, etc.

e-       Em exercício da função

f-         Disponibilidade de embarque na primeira semana de Outubro de 2011

g-       Boa saúde física e mental

h-       Fluência na língua inglesa ou japonesa

i-         Excluem-se militares da ativa e estudantes que já tenham recebido Bolsa de Estudos do Governo Japonês.  

     

2)       Duração da Bolsa

1 ano  e 6 meses (Não é possível prorrogar a bolsa)

* Curso de língua japonesa, nos primeiros 6 meses da bolsa (Conforme universidade escolhida)

 

3)       Benefícios

a-       Valor da Bolsa: 150.000 ienes mensais (Sujeito a pequena variação.)

b-       Passagem de ida / volta

c-       Isenção de taxas escolares

 

*Para manter os benefícios da bolsa o aluno deverá manter boas notas e boa freqüência no curso.

*Caso o estudante não embarque na data estabelecida pelo MEXT, as despesas da passagem serão arcadas pelo bolsista.

*Em caso de abandono do curso, o estudante arcará com as despesas da passagem de retorno.

4)       Inscrição gratuita

P e r í o d o: 11 de janeiro a 10 de fevereiro de 2011

Período de inscrição via correio ou por procuração: chegada dos documentos até o dia 10 de fevereiro

H o r á r i o: 09:00 às 12:00  e  14:00 às 17:00 (de segunda a sexta-feira)

L  o  c  a  l: Consulado Geral do Japão - Av. Paulista, 854  1° andar  SP  (Departamento Cultural)  Cep:01310-913

 

                   * Candidato deve ser residente e domiciliado na jurisdição do Consulado Geral do Japão em SP (SP, MT, MS e Região do  

                     Triângulo Mineiro); demais candidatos, consultar  http://www.sp.br.emb-japan.go.jp/pt/sobre_outro.htm

* Inscrições pessoalmente, via correio ou por meio de procuração oficialmente reconhecida em cartório:

http://www.sp.br.emb-japan.go.jp/pdf/form_procuracao_2009.pdf

* Apenas candidatos de nossa jurisdição que não residem na Capital poderão realizar a inscrição via correio, com a postagem de todos os documentos necessários e da declaração de autenticidade:

 http://www.sp.br.emb-japan.go.jp/pdf/form_declaracao_correio_2009.pdf

 

5)       Documentos Necessários

a-       Ficha de Inscrição (Formulário disponível na homepage ou no Consulado.)

b-       2 fotos 3 x 4 (recentes e iguais)

c-       Cópia simples da Cédula de Identidade RG

d-       Cópia simples do Histórico Escolar da Faculdade expedido pela instituição escolar.

e-       Cópia simples do diploma universitário ou equivalente.

f-         Carta de apresentação do diretor da escola comprovando os 5 anos de experiência escolar.

g-       Currículo

h-       Projeto de Estudo em Língua Portuguesa*

 

*O projeto deverá ter no máximo 6 páginas em papel A4, fonte Ariel 12, espaçamento 1,5 cm, margem superior e inferior 2,5 cm, margem direita 2,5 cm, margem esquerda 3 cm.

6)       Seleção

                 6.1) Exame escrito de Língua Japonesa e Língua Inglesa: Gramática e interpretação de texto, é necessário obter

                       uma boa pontuação em um dos exames (prevalece a maior nota)

                 Data: 15 de fevereiro 2011(terça)

                 Local: Consulado Geral do Japão em São Paulo – Av. Paulista, 854 3º Andar

 

6.2) Entrevista e análise de documentos para os aprovados no exame de línguas:

Data: 16 de fevereiro (quarta)

Local: Consulado Geral do Japão em São Paulo

 

Importante:

*O Catálogo do programa desta Bolsa está disponível na Internet através do site: http://www.studyjapan.go.jp/en/toj/toj0307e.html#1 ou no Consulado Geral do Japão em São Paulo. O candidato deverá verificar antecipadamente a Área de Estudo, o curso e a universidade japonesa em que gostaria de pleitear o treinamento, através do catálogo.

*Os cursos oferecidos são basicamente nas áreas de Administração Escolar (ex.: Administração e Finanças Escolares, Administração de Escolas), Método Educacional (ex.: Processo do Ensino, Desenvolvimento Curricular, Avaliação Educacional), Estudo de Matérias Específicas (ex.: Matemática, Física, Química, Educação Física) e Atividades Práticas (ex.: Inspeção das Aulas, Participação das Atividades Extra-Curriculares Especiais, Visita aos Centros de Pesquisas Educacionais).
*Para informações gerais sobre as univesidades japonesas, acesse os sites da Japan Student Services Organization (JASSO) : http://www.jasso.go.jp/ , ou a "Study in Japan: Comprehensive Guide" http://www.studyjapan.go.jp . Este último contém os exames do ano anterior, dicas de estadia no país, depoimentos de ex-bolsistas e relação de associações mundiais de ex-bolsistas.

 

7)       Contato

                    Consulado Geral do Japão em São Paulo:  Av. Paulista, 854  1° andar  SP  (Departamento Cultural) Cep:01310-913

                    Tel: (11)3254-0100   homepage: www.sp.br.emb-japan.go.jp     e-mail: cgjcultural5@arcstar.com.br   Janeiro de 2010

 

 




SUBJECT: Re: [ciencialist] Memética
FROM: "Pesky Bee" <peskybee2@gmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/01/2011 09:56

Ótima pergunta, Felipão. Como não sou especialista em
memética, só consigo dar alguns chutes.

A memética funciona através de mecanismos sociais, isto é,
para operar essa coisa precisa de sociedades. Mas em uma
sociedade pequena, isolada do restante do mundo, pode-se
ficar em um "mínimo local" (ou um "poço quântico", para
usar outra analogia), e de lá não se sairá pois não há
influência externa capaz de alimentar a mente dos
membros novos (crianças e adolescentes) dessa sociedade,
que são os principais fomentadores de novidades. Falta
diversidade para que novas estruturas informacionais
nasçam.

Agora veja, se essa sociedade entrar em contato com outra
(que tem hábitos/maneirismos/cultura diferente) haverá
a formação de um "caldo de sopa" (uma mistureba) que
providenciará a necessária diversidade para o surgimento
de outros "mínimos locais" culturais, diferentes do que
tinham essas duas sociedades antes de interagirem. Imagine
não apenas duas sociedades, mas cinco: o número possível
de trocas combinatoriais já é razoável.

Vem dessas considerações a ideia de que quanto mais
diversidade (ou seja, contato entre sociedades diferentes)
houver, tanto maiores serão os "processos meméticos" que
observaremos. Eu diria que isso está, nos dias de hoje,
sendo corroborado. Com o surgimento da Internet, "nunca
antes na história deste planeta" houveram tantas interações,
trocas e influências de informação. Uma verdadeira salada
memética (exemplo: pensa só em quantas pessoas no mundo
ouviram o "waka waka" da gostosa da Shakira).

*PB*



--------------------------------------------------
From: "Luiz" <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
Sent: Thursday, January 13, 2011 3:44 PM
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Subject: [ciencialist] Memética

> Pessoal,
>
> Como a memética explica o "congelamento"/falta de evolução
> cultural/tecnológico/social/etc.. de algumas tribos recentemente
> encontradas (tipo aqueles índios que tentarm "abater" um avião com uma
> flexa)? O que freia a evolução dos memeplexos ?
>
> Não seriam os mesmo argumentos antropológicos ?
>
> Abs
> Felipe
>
>
>
> ------------------------------------
>
> ##### ##### #####
>
> Página de apoio
> http://www.ciencialist.com
>
>
> ##### ##### ##### #####Links do Yahoo! Grupos
>
>


SUBJECT: Re: [ciencialist] Memética
FROM: jeff@jeff.com.br
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 14/01/2011 11:24

> Pessoal,
>
> Como a memética explica o "congelamento"/falta de evolução
> cultural/tecnológico/social/etc.. de algumas tribos recentemente
> encontradas (tipo aqueles índios que tentarm "abater" um avião com uma
> flexa)? O que freia a evolução dos memeplexos ?
>
> Não seriam os mesmo argumentos antropológicos ?
>

"Falta de evolução" não é necessariamente ruim. Estes índios, e nossos
ancestrais, poderiam viver desse jeito, assim como viveram, por muitos
milhares de anos, "sem problemas".

A invenção da agricultura, no Oriente Médio, foi o que desencadeou
(levando até à necessidade) um progresso cultural, tecnológico, social,
etc... Com a agricultura, não precisam mais ser nômades, então começaram a
construir umas casinhas mais confortáveis, desenvolvendo a engenharia
civil... Com o desenvolvimento da agricultura (desenvolvendo-se
ferramentas pra isso, como o arado, desenvolvendo a metalurgia, meios de
irrigação, etc), começaram a ter rango de sobra, que podiam armazenar
(desenvolvimento da cerâmica) ou comercializar (desenvolvimento do
transporte, com carroças e barcos). Com rango a vontade, as populações
crescem muito, levando a necessidade de uma organização social mais
complexa. Tribos nômades que passavam por alí cobiçariam aquela riqueza
toda (para a época), levando a um desenvolvimento militar. Com o comércio,
inventaram um meio de fazer contabilidade, com ideogramas em pedaços de
argila, levando à escrita, dando uma nova e grande alavancagem no
progresso cultural, tecnológico, social, etc...

Enfim, em todas as civilizações, de todo lugar e época, vemos um
progresso, neste sentido, a partir da agricultura. Aí, a gente se pergunta
porque lá no Oriente Médio e não aqui primeiro, porque que não foram
descendentes de índios americanos que colonizaram a Europa e sim o
contrário? Tem um livro interessante sobre isso que se chama Armas, Germes
e Aço, de um cara chamado Jared Diamond. Muito interessante mesmo, as
idéias dele sobre esta questão!

[]´,s
Jeff.

>
> Abs
> Felipe
>
>




SUBJECT: Re: [ciencialist] Memética
FROM: jeff@jeff.com.br
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 14/01/2011 11:59

>> Pessoal,
>>
>> Como a memética explica o "congelamento"/falta de evolução
>> cultural/tecnológico/social/etc.. de algumas tribos recentemente
>> encontradas (tipo aqueles índios que tentarm "abater" um avião com uma
>> flexa)? O que freia a evolução dos memeplexos ?
>>
>> Não seriam os mesmo argumentos antropológicos ?
>>
>
> "Falta de evolução" não é necessariamente ruim. Estes índios, e nossos
> ancestrais, poderiam viver desse jeito, assim como viveram, por muitos
> milhares de anos, "sem problemas".
>
> A invenção da agricultura, no Oriente Médio, foi o que desencadeou
> (levando até à necessidade) um progresso cultural, tecnológico, social,
> etc... Com a agricultura, não precisam mais ser nômades, então começaram a
> construir umas casinhas mais confortáveis, desenvolvendo a engenharia
> civil... Com o desenvolvimento da agricultura (desenvolvendo-se
> ferramentas pra isso, como o arado, desenvolvendo a metalurgia, meios de
> irrigação, etc), começaram a ter rango de sobra, que podiam armazenar
> (desenvolvimento da cerâmica) ou comercializar (desenvolvimento do
> transporte, com carroças e barcos). Com rango a vontade, as populações
> crescem muito, levando a necessidade de uma organização social mais
> complexa. Tribos nômades que passavam por alí cobiçariam aquela riqueza
> toda (para a época), levando a um desenvolvimento militar. Com o comércio,
> inventaram um meio de fazer contabilidade, com ideogramas em pedaços de
> argila, levando à escrita, dando uma nova e grande alavancagem no
> progresso cultural, tecnológico, social, etc...
>
> Enfim, em todas as civilizações, de todo lugar e época, vemos um
> progresso, neste sentido, a partir da agricultura. Aí, a gente se pergunta
> porque lá no Oriente Médio e não aqui primeiro, porque que não foram
> descendentes de índios americanos que colonizaram a Europa e sim o
> contrário? Tem um livro interessante sobre isso que se chama Armas, Germes
> e Aço, de um cara chamado Jared Diamond. Muito interessante mesmo, as
> idéias dele sobre esta questão!
>
> []´,s
> Jeff.
>

Achei no Youtube um documentário baseado nesta obra, produzido pela
National Geographic: http://www.youtube.com/watch?v=3njjweyJbKk (são 6
partes).

[]´,s
Jeff.



SUBJECT: MAPAS DE SOLOS DO MUNDO – EuDASM
FROM: Aline Santos <haline_santos@yahoo.com.br>
TO: ciencialist <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/01/2011 16:26

Para os curiosos e estudiosos :D
 

[ ]'s

Aline




MAPAS DE SOLOS DO MUNDO – EuDASM

Segundo o International Council for Science, 2004 - "Dados e informação são elementos essenciais da ciência. Muitos tipos de dados, incluindo os dados históricos que apresentam grande importância científica para a análise de mudanças ocorridas ao longo do tempo, não estão sendo utilizados para a investigação, porque não estão disponíveis em formatos digitais."

Evidentemente que os mapas feitos no passado continuam a ser o patamar inicial para os estudos atuais e futuros. Os mapas são recursos para pesquisadores em muitos campos que vão além da ciência do solo, pois representam a fonte de dados pedológicos que estão relacionados e dependentes de outros temas e por isso podem ser usados, por exemplo,
para monitorar a degradação ou melhoria dos solos agrícolas, as mudanças no uso das terras e dos recursos hídricos e ajudam na previsão de mudanças ambientais dentre outros aspectos.

É fato que a cada dia diminui a quantidade de novas informações sobre solos e os dados e registros mais antigos estão sendo perdidos. Portanto, é fundamental uma ação para preservar os dados históricos produzidos no passado (neste caso estão os mapas pedológicos, geológicos, geomorfológicos, etc.). É necessário que os usuários desse tipo de informações tenham acesso rápido as fontes produtoras desses dados e que essas fontes sejam as mais confiáveis possíveis.

Infelizmente, em muitos países os mapas de solos estão sendo perdidos por falta de atenção adequada para o armazenamento e recuperação. O problema é que, muitas vezes, as instituições que foram responsáveis pela aquisição de informações e manutenção dos estudos e mapeamentos de solos, já não existem. A par disso, na maioria dos casos, os valiosos dados que remanesceram estão disponíveis apenas em papel. Desta forma é preciso que urgentemente sejam digitalizados antes que se percam para sempre.

Percebendo a necessidade de conservar este tipo de informação o Instituto de Meio Ambiente e Sustentabilidade – IES, na Comissão Europeia (Itália) e ISRIC – Soil World Information planejaram a construção de um Arquivo Digital de Mapas de Solos - EuDASM, e começaram a executar a transferência das informações existente para o formato digital, com a máxima resolução possível, visando preservar as informações dos mapas de papel. Além do salvamento dos dados, o arquivo está evoluindo para uma plataforma comum que armazenará mapas de solos de todo o mundo, tornando a informação acessível. As organizações que mantêm arquivos de mapas na forma de papel são convidados a participar do programa EuDASM com o objetivo de conservar essas informações. Os mapas e relatórios podem ser acessados a partir do seguinte link:

Acredito que muitas pessoas ainda não conheciam a existência deste fabuloso banco de dados que pode ser utilizado sem restrições ou sem qualquer tipo de ônus. Por isso estou fazendo esta postagem. Espero que tenha a utilidade que tem para mim. Paz e Bem para todos.

Postado por Leonam Souza às 14:57  
http://leonamsouza.blogspot.com/2010/12/mapas-de-solos-do-mundo-eudasm.html
 


 

SUBJECT: Re: Memética
FROM: "Homero" <oraculo@atibaia.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 14/01/2011 17:22

Jeff: " Tem um livro interessante sobre isso que se chama Armas, Germes e Aço, de um cara chamado Jared Diamond. Muito interessante mesmo, as idéias dele sobre esta questão!"

Eu estava escrevendo uma resposta, e sugerindo exatamente este livro, quando li a sua..:-). Vou reforçar a sugestão, Armas, Germes e Aço, um livro muito interessante.

Uma pequena prévia neste artigo do Jared:

http://www.gomestranslation.com/artigos/translated_articles/diamond_trans.html

Um abraço.

Homero



--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, jeff@... escreveu
>
> > Pessoal,
> >
> > Como a memética explica o "congelamento"/falta de evolução
> > cultural/tecnológico/social/etc.. de algumas tribos recentemente
> > encontradas (tipo aqueles índios que tentarm "abater" um avião com uma
> > flexa)? O que freia a evolução dos memeplexos ?
> >
> > Não seriam os mesmo argumentos antropológicos ?
> >
>
> "Falta de evolução" não é necessariamente ruim. Estes índios, e nossos
> ancestrais, poderiam viver desse jeito, assim como viveram, por muitos
> milhares de anos, "sem problemas".
>
> A invenção da agricultura, no Oriente Médio, foi o que desencadeou
> (levando até à necessidade) um progresso cultural, tecnológico, social,
> etc... Com a agricultura, não precisam mais ser nômades, então começaram a
> construir umas casinhas mais confortáveis, desenvolvendo a engenharia
> civil... Com o desenvolvimento da agricultura (desenvolvendo-se
> ferramentas pra isso, como o arado, desenvolvendo a metalurgia, meios de
> irrigação, etc), começaram a ter rango de sobra, que podiam armazenar
> (desenvolvimento da cerâmica) ou comercializar (desenvolvimento do
> transporte, com carroças e barcos). Com rango a vontade, as populações
> crescem muito, levando a necessidade de uma organização social mais
> complexa. Tribos nômades que passavam por alí cobiçariam aquela riqueza
> toda (para a época), levando a um desenvolvimento militar. Com o comércio,
> inventaram um meio de fazer contabilidade, com ideogramas em pedaços de
> argila, levando à escrita, dando uma nova e grande alavancagem no
> progresso cultural, tecnológico, social, etc...
>
> Enfim, em todas as civilizações, de todo lugar e época, vemos um
> progresso, neste sentido, a partir da agricultura. Aí, a gente se pergunta
> porque lá no Oriente Médio e não aqui primeiro, porque que não foram
> descendentes de índios americanos que colonizaram a Europa e sim o
> contrário? Tem um livro interessante sobre isso que se chama Armas, Germes
> e Aço, de um cara chamado Jared Diamond. Muito interessante mesmo, as
> idéias dele sobre esta questão!
>
> []´,s
> Jeff.
>
> >
> > Abs
> > Felipe
> >
> >
>




SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Memética
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 14/01/2011 18:01

Ola Jeff/Homero,
 
Eu perguntei pq, pelo que entendi (se errado, me corrijam), a memética "prediz" que os memes formarão memeplexos mais complexos com o tempo, sempre.Ou seja, que nenhuma sociedade/cultura ficará stagnada.
 
Obrigado pelas indicações.
 
Abs
Felipe

--- Em sex, 14/1/11, Homero <oraculo@atibaia.com.br> escreveu:

De: Homero <oraculo@atibaia.com.br>
Assunto: [ciencialist] Re: Memética
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011, 17:22

 
Jeff: " Tem um livro interessante sobre isso que se chama Armas, Germes e Aço, de um cara chamado Jared Diamond. Muito interessante mesmo, as idéias dele sobre esta questão!"

Eu estava escrevendo uma resposta, e sugerindo exatamente este livro, quando li a sua..:-). Vou reforçar a sugestão, Armas, Germes e Aço, um livro muito interessante.

Uma pequena prévia neste artigo do Jared:

http://www.gomestranslation.com/artigos/translated_articles/diamond_trans.html

Um abraço.

Homero

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, jeff@... escreveu
>
> > Pessoal,
> >
> > Como a memética explica o "congelamento"/falta de evolução
> > cultural/tecnológico/social/etc.. de algumas tribos recentemente
> > encontradas (tipo aqueles índios que tentarm "abater" um avião com uma
> > flexa)? O que freia a evolução dos memeplexos ?
> >
> > Não seriam os mesmo argumentos antropológicos ?
> >
>
> "Falta de evolução" não é necessariamente ruim. Estes índios, e nossos
> ancestrais, poderiam viver desse jeito, assim como viveram, por muitos
> milhares de anos, "sem problemas".
>
> A invenção da agricultura, no Oriente Médio, foi o que desencadeou
> (levando até à necessidade) um progresso cultural, tecnológico, social,
> etc... Com a agricultura, não precisam mais ser nômades, então começaram a
> construir umas casinhas mais confortáveis, desenvolvendo a engenharia
> civil... Com o desenvolvimento da agricultura (desenvolvendo-se
> ferramentas pra isso, como o arado, desenvolvendo a metalurgia, meios de
> irrigação, etc), começaram a ter rango de sobra, que podiam armazenar
> (desenvolvimento da cerâmica) ou comercializar (desenvolvimento do
> transporte, com carroças e barcos). Com rango a vontade, as populações
> crescem muito, levando a necessidade de uma organização social mais
> complexa. Tribos nômades que passavam por alí cobiçariam aquela riqueza
> toda (para a época), levando a um desenvolvimento militar. Com o comércio,
> inventaram um meio de fazer contabilidade, com ideogramas em pedaços de
> argila, levando à escrita, dando uma nova e grande alavancagem no
> progresso cultural, tecnológico, social, etc...
>
> Enfim, em todas as civilizações, de todo lugar e época, vemos um
> progresso, neste sentido, a partir da agricultura. Aí, a gente se pergunta
> porque lá no Oriente Médio e não aqui primeiro, porque que não foram
> descendentes de índios americanos que colonizaram a Europa e sim o
> contrário? Tem um livro interessante sobre isso que se chama Armas, Germes
> e Aço, de um cara chamado Jared Diamond. Muito interessante mesmo, as
> idéias dele sobre esta questão!
>
> []´,s
> Jeff.
>
> >
> > Abs
> > Felipe
> >
> >
>


 

SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Memética
FROM: "Pesky Bee" <peskybee2@gmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/01/2011 18:02

Jared Diamond é um dos maiores experts nesse assunto da
atualidade. Esse livro "Guns, Germs and Steel" é um clássico
(ganhou o Pulitzer), leitura essencial a todos os que tenham
mínimo interesse nesse assunto.

E complementando, quem gostou desse livro precisa ler
também o livro seguinte dele, o "Colapse: How societies
choose to fail or suceeed".

*PB*



--------------------------------------------------
From: "Homero" <oraculo@atibaia.com.br>
Sent: Friday, January 14, 2011 5:22 PM
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Subject: [ciencialist] Re: Memética

> Jeff: " Tem um livro interessante sobre isso que se chama Armas, Germes e
> Aço, de um cara chamado Jared Diamond. Muito interessante mesmo, as idéias
> dele sobre esta questão!"
>
> Eu estava escrevendo uma resposta, e sugerindo exatamente este livro,
> quando li a sua..:-). Vou reforçar a sugestão, Armas, Germes e Aço, um
> livro muito interessante.
>
> Uma pequena prévia neste artigo do Jared:
>
> http://www.gomestranslation.com/artigos/translated_articles/diamond_trans.html
>
> Um abraço.
>
> Homero
>
>
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, jeff@... escreveu
>>
>> > Pessoal,
>> >
>> > Como a memética explica o "congelamento"/falta de evolução
>> > cultural/tecnológico/social/etc.. de algumas tribos recentemente
>> > encontradas (tipo aqueles índios que tentarm "abater" um avião com uma
>> > flexa)? O que freia a evolução dos memeplexos ?
>> >
>> > Não seriam os mesmo argumentos antropológicos ?
>> >
>>
>> "Falta de evolução" não é necessariamente ruim. Estes índios, e nossos
>> ancestrais, poderiam viver desse jeito, assim como viveram, por muitos
>> milhares de anos, "sem problemas".
>>
>> A invenção da agricultura, no Oriente Médio, foi o que desencadeou
>> (levando até à necessidade) um progresso cultural, tecnológico, social,
>> etc... Com a agricultura, não precisam mais ser nômades, então começaram
>> a
>> construir umas casinhas mais confortáveis, desenvolvendo a engenharia
>> civil... Com o desenvolvimento da agricultura (desenvolvendo-se
>> ferramentas pra isso, como o arado, desenvolvendo a metalurgia, meios de
>> irrigação, etc), começaram a ter rango de sobra, que podiam armazenar
>> (desenvolvimento da cerâmica) ou comercializar (desenvolvimento do
>> transporte, com carroças e barcos). Com rango a vontade, as populações
>> crescem muito, levando a necessidade de uma organização social mais
>> complexa. Tribos nômades que passavam por alí cobiçariam aquela riqueza
>> toda (para a época), levando a um desenvolvimento militar. Com o
>> comércio,
>> inventaram um meio de fazer contabilidade, com ideogramas em pedaços de
>> argila, levando à escrita, dando uma nova e grande alavancagem no
>> progresso cultural, tecnológico, social, etc...
>>
>> Enfim, em todas as civilizações, de todo lugar e época, vemos um
>> progresso, neste sentido, a partir da agricultura. Aí, a gente se
>> pergunta
>> porque lá no Oriente Médio e não aqui primeiro, porque que não foram
>> descendentes de índios americanos que colonizaram a Europa e sim o
>> contrário? Tem um livro interessante sobre isso que se chama Armas,
>> Germes
>> e Aço, de um cara chamado Jared Diamond. Muito interessante mesmo, as
>> idéias dele sobre esta questão!
>>
>> []´,s
>> Jeff.
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SUBJECT: DNA se Teletransportando ?!?!
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ListadeCiência <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/01/2011 18:14

Ola Pessoal,
 
Alguém viu isso...a info procede ? Isto pode ter a ver com a capacidade replicante , ou nada a ver ?
 
SÃO PAULO -  Equipe de cientistas liderada por um prêmio Nobel diz ter encontrado evidências de que o DNA pode realizar uma espécie de telestrasporte.

Em um polêmico estudo, com participação do Dr. Luc Montagnier, vencedor do prêmio de Medicina em 2008, a equipe descreve como o DNA pode transportar “impressões” eletromagnéticos de si mesmo para moléculas com as quais não teve absolutamente nenhum contato.

No trabalho, eles descrevem a descoberta como “o que parece ser uma nova propriedade do DNA”. Ela apareceria com a indução de freqüências eletromagnéticas extremamente baixas em soluções aquosas, que se tornariam capazes de propagar a informação de um organismo original a outros.

Um das explicações seria a de que as enzimas seriam enganadas a crer que as “impressões” eletromagnéticas projetados pelo DNA são, de fato, DNA de verdade.

O experimento

Os pesquisadores usaram dois tubos de ensaio, um ao lado do outro, ligados apenas por uma bobina de cobre. Um deles continha um fragmento de DNA com cerca de 100 bases de comprimento, enquanto no outro havia apenas água.

Segundo a revista americana New Scientist, não há grande detalhes do experimento já disponíveis, porém sabe-se que os tubos, que estavam isolados para impedir a interferência do campo magnético da Terra, receberam uma carga eletromagnética de 7 hertz.

Após um período de 16 a 18 horas, as duas amostras passaram pelo processo de reação em cadeira da polimerase, ou PCR Este método consiste em usar uma enzima ( a DNA polimerase) para amplificar fragmentos de DNA. Em outras palavras: por meio da PCR é possível fazer muitas cópias do material original.

Segundo os pesquisadores, depois desse processo, um fragmento de gene foi recuperado dos dois tubos – inclusive do que continha apenas água originalmente.  Isso significa, segundo os pesquisadores, que o DNA conseguiu transmitir sua “impressão” por meio de ondas eletromagnéticas na água. Essa informação foi “lida” pelas enzimas durante o processo de PCR; estas, então, conseguiram se organizar para formar uma seqüência de DNA igual à original, mas sem ter acesso direto à ela.

O trabalho, que não divulga todos os detalhes do experimento, promete levantar um grande debate: se estiver correto, irá desencadear uma série de pesquisas para compreender melhor essa nova “propriedade” do DNA; se estiver errado,desencadeará uma avalanche de críticas e até mesmo suspeitas sobre seus autores.

 

SUBJECT: Evidências de Pré-Cognição ?
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ListadeCiência <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/01/2011 18:22

Ola Pessoal,
 
Eu % que ele cita não me parece muito significativo.......Se alguém tiver mais infos, passa para a lista. Abaixo o texto de um colega de outra lista, e o artigo - em alien, segundo o nosso amigo Leo:
 
"Um psicólogo, aparentemente respeitado, acabou de publicar em uma revista conceituada de psicologia um artigo em que
apresenta possíveis evidências de pré-cognição - isto é, de uma possível capacidade do cérebro de acessar informações que vão estar presentes na memória no futuro. O artigo passou por peer review e atualmente vários grupos estão tentando replicar esse trabalho. Os experimentos que ele realizou seguem procedimentos usuais para se testar fenômenos como memória de curto prazo e influência de informação subliminar sobre ações de voluntários. A diferença foi que ele inverteu a sequência em que os experimentos ocorriam.

Mais detalhes (eu sei que é da New Scientist, mas outras mídias - mais sérias, tem discutido esse trabalho):" - comentário de colega de outra lista .
Is this evidence that we can see the future?

    * 16:29 11 November 2010 by Peter Aldhous
    * For similar stories, visit the The Human Brain Topic Guide

Extraordinary claims don't come much more extraordinary than this: events that haven't yet happened can influence our behaviour.

Parapsychologists have made outlandish claims about precognition – knowledge of unpredictable future events – for years. But the fringe phenomenon is about to get a mainstream airing: a paper providing evidence for its existence has been accepted for publication by the leading social psychology journal.

What's more, sceptical psychologists who have pored over a preprint of the paper say they can't find any significant flaws. "My personal view is that this is ridiculous and can't be true," says Joachim Krueger of Brown University in Providence, Rhode Island, who has blogged about the work on the Psychology Today website. "Going after the methodology and the experimental design is the first line of attack. But frankly, I didn't see anything. Everything seemed to be in good order."
Critical mass

The paper, due to appear in the Journal of Personality and Social Psychology before the end of the year, is the culmination of eight years' work by Daryl Bem of Cornell University in Ithaca, New York. "I purposely waited until I thought there was a critical mass that wasn't a statistical fluke," he says.

It describes a series of experiments involving more than 1000 student volunteers. In most of the tests, Bem took well-studied psychological phenomena and simply reversed the sequence, so that the event generally interpreted as the cause happened after the tested behaviour rather than before it.

In one experiment, students were shown a list of words and then asked to recall words from it, after which they were told to type words that were randomly selected from the same list. Spookily, the students were better at recalling words that they would later type.

In another study, Bem adapted research on "priming" – the effect of a subliminally presented word on a person's response to an image. For instance, if someone is momentarily flashed the word "ugly", it will take them longer to decide that a picture of a kitten is pleasant than if "beautiful" had been flashed. Running the experiment back-to-front, Bem found that the priming effect seemed to work backwards in time as well as forwards.
'Stroke of genius'

Exploring time-reversed versions of established psychological phenomena was "a stroke of genius", says the sceptical Krueger. Previous research in parapsychology has used idiosyncratic set-ups such as Ganzfeld experiments, in which volunteers listen to white noise and are presented with a uniform visual field to create a state allegedly conducive to effects including clairvoyance and telepathy. By contrast, Bem set out to provide tests that mainstream psychologists could readily evaluate.

The effects he recorded were small but statistically significant. In another test, for instance, volunteers were told that an erotic image was going to appear on a computer screen in one of two positions, and asked to guess in advance which position that would be. The image's eventual position was selected at random, but volunteers guessed correctly 53.1 per cent of the time.

That may sound unimpressive – truly random guesses would have been right 50 per cent of the time, after all. But well-established phenomena such as the ability of low-dose aspirin to prevent heart attacks are based on similarly small effects, notes Melissa Burkley of Oklahoma State University in Stillwater, who has also blogged about Bem's work at Psychology Today.
Respect for a maverick

So far, the paper has held up to scrutiny. "This paper went through a series of reviews from some of our most trusted reviewers," says Charles Judd of the University of Colorado at Boulder, who heads the section of the Journal of Personality and Social Psychology editorial board that handled the paper.

Indeed, although Bem is a self-described "maverick" with a long-standing interest in paranormal phenomena, he is also a respected psychologist with a reputation for running careful experiments. He is best known for the theory of self-perception, which argues that people infer their attitudes from their own behaviour in much the same way as they assess the attitudes of others.

Bem says his paper was reviewed by four experts who proposed amendments, but still recommended publication. Still, the journal will publish a sceptical editorial commentary alongside the paper, says Judd. "We hope it spurs people to try to replicate these effects."

One failed attempt at replication has already been posted online. In this study, Jeff Galak of Carnegie Mellon University in Pittsburgh, Pennsylvania, and Leif Nelson of the University of California, Berkeley, employed an online panel called Consumer Behavior Lab in an effort to repeat Bem's findings on the recall of words.

Bem argues that online surveys are inconclusive, because it's impossible to know whether volunteers have paid sufficient attention to the task. Galak concedes that this is a limitation of the initial study, but says he is now planning a follow-up involving student volunteers that will more closely repeat the design of Bem's word-recall experiment.

This seems certain to be just the first exchange in a lively debate: Bem says that dozens of researchers have already contacted him requesting details of the work.

fonte: http://www.newscientist.com/article/dn19712-is-this-evidence-that-we-can-see-the-future.html

 

SUBJECT: Curso de Matemática para jornalistas
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 14/01/2011 21:08

Se alguém tiver algum colega jornalista...

http://knightcenter.utexas.edu/pt-br/centro-knight-inicia-suas-atividades-em-2011-com-curso-de-matematica-para-jornalistas

Paulo


SUBJECT: RES: [ciencialist] Vídeo interessante: aula sobre estatística, demografia, etc.,
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/01/2011 21:08

Por isso não, que  o Operações, da Section One, em La Femme  Nikita,  em suas reuniões de programação de assassinatos para salvar o mundo, usa a mesma tecnologia, com a mesma habilidade, sob a supervisão do jovem gênio  Birkof.   Sei não, sei não,  mas alguém está copiando alguém!...

 

Sds,

Victor.

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de psdias2
Enviada em: terça-feira, 11 de janeiro de 2011 19:20
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Vídeo interessante: aula sobre estatística, demografia, etc.,

 

 

No site abaixo, há diversos vídeos com apresentações sobre estatística,
demografia, etc., em que
o apresentador (professor Hans Roling) "comanda com as mãos" a exibição
dos gráficos.

Na verdade, pelo que entendi, é um operador de computador quem faz
aparecer os gráficos
no vídeo, de acordo com o que o professor diz e gesticula. É bem
interessante ver a sincronização perfeita entre o professor
e o pessoal de produção do vídeo (especialmente com o rapaz que está
comandando o computador).

http://www.open.ac.uk/openlearn/science-maths-technology/mathematics-and-statistics/statistics/the-joy-stats-200-countries-200-years-4-minutes

Paulo


SUBJECT: Re: DNA se Teletransportando ?!?!
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 15/01/2011 09:39

É oficial, Montagnier está gagá.

http://www.sciencemag.org/content/330/6012/1732.full
http://scienceblogs.com/insolence/2010/11/luc_montagnier_the_nobel_disease_strikes.php
------------

Quem quiser rir com o "paper" do nobelista:
http://arxiv.org/PS_cache/arxiv/pdf/1012/1012.5166v1.pdf
------------

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu
>
> Ola Pessoal,
>  
> Alguém viu isso...a info procede ? Isto pode ter a ver com a capacidade replicante , ou nada a ver ?
>  
> SÃO PAULO -  Equipe de cientistas liderada por um prêmio Nobel diz ter encontrado evidências de que o DNA pode realizar uma espécie de telestrasporte.
>
> Em um polêmico estudo, com participação do Dr. Luc Montagnier, vencedor do prêmio de Medicina em 2008, a equipe descreve como o DNA pode transportar “impressões” eletromagnéticos de si mesmo para moléculas com as quais não teve absolutamente nenhum contato.
>
> No trabalho, eles descrevem a descoberta como “o que parece ser uma nova propriedade do DNA”. Ela apareceria com a indução de freqüências eletromagnéticas extremamente baixas em soluções aquosas, que se tornariam capazes de propagar a informação de um organismo original a outros.
>
> Um das explicações seria a de que as enzimas seriam enganadas a crer que as “impressões” eletromagnéticas projetados pelo DNA são, de fato, DNA de verdade.
>
> O experimento
>
> Os pesquisadores usaram dois tubos de ensaio, um ao lado do outro, ligados apenas por uma bobina de cobre. Um deles continha um fragmento de DNA com cerca de 100 bases de comprimento, enquanto no outro havia apenas água.
>
> Segundo a revista americana New Scientist, não há grande detalhes do experimento já disponíveis, porém sabe-se que os tubos, que estavam isolados para impedir a interferência do campo magnético da Terra, receberam uma carga eletromagnética de 7 hertz.
>
> Após um período de 16 a 18 horas, as duas amostras passaram pelo processo de reação em cadeira da polimerase, ou PCR Este método consiste em usar uma enzima ( a DNA polimerase) para amplificar fragmentos de DNA. Em outras palavras: por meio da PCR é possível fazer muitas cópias do material original.
>
> Segundo os pesquisadores, depois desse processo, um fragmento de gene foi recuperado dos dois tubos â€" inclusive do que continha apenas água originalmente.  Isso significa, segundo os pesquisadores, que o DNA conseguiu transmitir sua “impressão” por meio de ondas eletromagnéticas na água. Essa informação foi “lida” pelas enzimas durante o processo de PCR; estas, então, conseguiram se organizar para formar uma seqüência de DNA igual à original, mas sem ter acesso direto à ela.
>
> O trabalho, que não divulga todos os detalhes do experimento, promete levantar um grande debate: se estiver correto, irá desencadear uma série de pesquisas para compreender melhor essa nova “propriedade” do DNA; se estiver errado,desencadeará uma avalanche de críticas e até mesmo suspeitas sobre seus autores.
>




SUBJECT: Re: Evidências de Pré-Cognição ?
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 15/01/2011 09:41

Grandes chances de ser bobagem. Na verdade o estudo não traz nenhuma novidade, a não ser pelo autor.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/859511-parapsicologia-comprovada.shtml

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu
>
>
> Ola Pessoal,
>  
> Eu % que ele cita não me parece muito significativo.......Se alguém tiver mais infos, passa para a lista. Abaixo o texto de um colega de outra lista, e o artigo - em alien, segundo o nosso amigo Leo:
>  
> "Um psicólogo, aparentemente respeitado, acabou de publicar em uma revista conceituada de psicologia um artigo em que
> apresenta possíveis evidências de pré-cognição - isto é, de uma possível capacidade do cérebro de acessar informações que vão estar presentes na memória no futuro. O artigo passou por peer review e atualmente vários grupos estão tentando replicar esse trabalho. Os experimentos que ele realizou seguem procedimentos usuais para se testar fenômenos como memória de curto prazo e influência de informação subliminar sobre ações de voluntários. A diferença foi que ele inverteu a sequência em que os experimentos ocorriam.
>
> Mais detalhes (eu sei que é da New Scientist, mas outras mídias - mais sérias, tem discutido esse trabalho):" - comentário de colega de outra lista .
>
> Is this evidence that we can see the future?
>
>     * 16:29 11 November 2010 by Peter Aldhous
>     * For similar stories, visit the The Human Brain Topic Guide
>
> Extraordinary claims don't come much more extraordinary than this: events that haven't yet happened can influence our behaviour.
>
> Parapsychologists have made outlandish claims about precognition â€" knowledge of unpredictable future events â€" for years. But the fringe phenomenon is about to get a mainstream airing: a paper providing evidence for its existence has been accepted for publication by the leading social psychology journal.
>
> What's more, sceptical psychologists who have pored over a preprint of the paper say they can't find any significant flaws. "My personal view is that this is ridiculous and can't be true," says Joachim Krueger of Brown University in Providence, Rhode Island, who has blogged about the work on the Psychology Today website. "Going after the methodology and the experimental design is the first line of attack. But frankly, I didn't see anything. Everything seemed to be in good order."
> Critical mass
>
> The paper, due to appear in the Journal of Personality and Social Psychology before the end of the year, is the culmination of eight years' work by Daryl Bem of Cornell University in Ithaca, New York. "I purposely waited until I thought there was a critical mass that wasn't a statistical fluke," he says.
>
> It describes a series of experiments involving more than 1000 student volunteers. In most of the tests, Bem took well-studied psychological phenomena and simply reversed the sequence, so that the event generally interpreted as the cause happened after the tested behaviour rather than before it.
>
> In one experiment, students were shown a list of words and then asked to recall words from it, after which they were told to type words that were randomly selected from the same list. Spookily, the students were better at recalling words that they would later type.
>
> In another study, Bem adapted research on "priming" â€" the effect of a subliminally presented word on a person's response to an image. For instance, if someone is momentarily flashed the word "ugly", it will take them longer to decide that a picture of a kitten is pleasant than if "beautiful" had been flashed. Running the experiment back-to-front, Bem found that the priming effect seemed to work backwards in time as well as forwards.
> 'Stroke of genius'
>
> Exploring time-reversed versions of established psychological phenomena was "a stroke of genius", says the sceptical Krueger. Previous research in parapsychology has used idiosyncratic set-ups such as Ganzfeld experiments, in which volunteers listen to white noise and are presented with a uniform visual field to create a state allegedly conducive to effects including clairvoyance and telepathy. By contrast, Bem set out to provide tests that mainstream psychologists could readily evaluate.
>
> The effects he recorded were small but statistically significant. In another test, for instance, volunteers were told that an erotic image was going to appear on a computer screen in one of two positions, and asked to guess in advance which position that would be. The image's eventual position was selected at random, but volunteers guessed correctly 53.1 per cent of the time.
>
> That may sound unimpressive â€" truly random guesses would have been right 50 per cent of the time, after all. But well-established phenomena such as the ability of low-dose aspirin to prevent heart attacks are based on similarly small effects, notes Melissa Burkley of Oklahoma State University in Stillwater, who has also blogged about Bem's work at Psychology Today.
> Respect for a maverick
>
> So far, the paper has held up to scrutiny. "This paper went through a series of reviews from some of our most trusted reviewers," says Charles Judd of the University of Colorado at Boulder, who heads the section of the Journal of Personality and Social Psychology editorial board that handled the paper.
>
> Indeed, although Bem is a self-described "maverick" with a long-standing interest in paranormal phenomena, he is also a respected psychologist with a reputation for running careful experiments. He is best known for the theory of self-perception, which argues that people infer their attitudes from their own behaviour in much the same way as they assess the attitudes of others.
>
> Bem says his paper was reviewed by four experts who proposed amendments, but still recommended publication. Still, the journal will publish a sceptical editorial commentary alongside the paper, says Judd. "We hope it spurs people to try to replicate these effects."
>
> One failed attempt at replication has already been posted online. In this study, Jeff Galak of Carnegie Mellon University in Pittsburgh, Pennsylvania, and Leif Nelson of the University of California, Berkeley, employed an online panel called Consumer Behavior Lab in an effort to repeat Bem's findings on the recall of words.
>
> Bem argues that online surveys are inconclusive, because it's impossible to know whether volunteers have paid sufficient attention to the task. Galak concedes that this is a limitation of the initial study, but says he is now planning a follow-up involving student volunteers that will more closely repeat the design of Bem's word-recall experiment.
>
> This seems certain to be just the first exchange in a lively debate: Bem says that dozens of researchers have already contacted him requesting details of the work.
>
>
>
> fonte: http://www.newscientist.com/article/dn19712-is-this-evidence-that-we-can-see-the-future.html
>




SUBJECT: Elementar, meu caro Watson !
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 16/01/2011 00:34

Notícia que vi em outra lista:

http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI4889755-EI12882,00-IBM+promove+disputa+de+homem+contra+maquina+na+TV+dos+EUA.html


Obs.: Ouvi dizer que o Sherlock Holmes nunca teve um ajudante chamado
Watson... É isso mesmo ?
Além disso, o Watson mencionado na notícia é outro - o fundador da IBM.

Paulo



SUBJECT: CercaCaboTelaPisoPET
FROM: Tipoalgo <tipoalgo@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 16/01/2011 11:05

Olá a todos.

Mais algumas realizações:

CercaPet
CaboPet
TelaPet
PisoPet

http://tipoalgo.blogspot.com/2011/01/cercacabotelapisopet.html

Abraços
tipoalgo   @   gmail   .  com



SUBJECT: Re: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 16/01/2011 11:42

Nada pode estar mais distante disso (inconsistencias ou erros de fisica) numa obra de Clarke, q era fisico e matematico e famoso pelo rigor cientifico de suas obras de FC, sendo um classico da FC 'hard'.

Clarke especulou sobre um sistema de propulsao desconhecido de Rama q aparentemente nao seguia o principio newtoniano de acao-reacao.

Mas a pergunta referia-se ao calculo da aceleracao maxima de Rama q nao causasse transbordamento de seu Mar Cilindrico.

Isso e' um fenomeno fisico q independe do sistema de propulsao de Rama. Em havendo a aceleracao de Rama, qq q fosse seu sistema de propulsao, ocorreria da mesma maneira.

Os trechos exatos do livro referentes a essas especulacoes e ao calculo da aceleracao maxima de Rama seguem abaixo:

'..."Mas há uma coisa de que estou bastante certo. Se Rama possui de fato um sistema de propulsão, é algo
completamente inacessível aos nossos atuais conhecimentos. Teria, mesmo, de ser a fabulosa "propulsão espacial",
de que se vem falando há duzentos anos.
– O senhor não a poria fora de cogitação?
– Certamente que não. Se pudermos provar que Rama tem uma propulsão espacial – ainda que não aprendamos
nada sobre o seu modo de operar – teremos feito uma grande descoberta. Pelo menos, saberemos que tal coisa é
possível.
– Mas que é, enfim, essa propulsão espacial? – perguntou o Embaixador da Terra num tom de voz meio
queixoso.
– Qualquer sistema de propulsão, Sir Robert, que não funcione com base no princípio do foguete. O termo
antigravidade – se isso é possível – seria muito apropriado. De momento, não sabemos onde procurar uma tal
propulsão e a maioria dos cientistas duvidam que ela exista.
– Não existe – atalhou o Prof. Davidson. – Newton estabeleceu isso uma vez por todas. Não se pode ter ação
sem reação. As propulsões espaciais são um contra-senso, podem crer no que lhes digo.
– Talvez o senhor tenha razão – replicou Perera com uma brandura desacostumada. – Mas, se Rama não tem
uma propulsão espacial, não tem propulsão nenhuma. Simplesmente não há espaço para um sistema de propulsão
convencional, com os seus enormes tanques de combustível.
– É difícil imaginar um mundo inteiro sendo empurrado de cá para lá – disse Dennis Solomons. – Que
aconteceria aos objetos que vão no seu interior? Seria preciso aparafusar tudo. Extremamente incômodo.
– Bem, a aceleração seria provavelmente muito baixa. O maior
problema seria a água do Mar Cilíndrico. Como impedir que ela... A Voz de Perera apagou-se de repente e seus
olhos se vidraram. Parecia estar à beira de uma crise epiléptica ou mesmo de um ataque cardíaco. Os colegas
olhavam-no alarmados; mas, refazendo-se subitamente, ele deu um murro na mesa e gritou:
– Pois claro! Isso explica tudo! A escarpa meridional! Agora sim, faz sentido!
– Não para mim – resmungou o Embaixador da Lua, exprimindo o sentir de todos os presentes.
– Vejam esta seção longitudinal de Rama – continuou Perera, alvoroçado, desdobrando o seu mapa. – Têm as
suas cópias aí? O Mar Cilíndrico está contido entre duas escarpas, que circundam completamente o interior de
Rama. A do norte só tem cinqüenta metros de altura; a do sul, por outro lado, se eleva a quase meio quilômetro de
altitude. Por que essa diferença? Ninguém, até agora, pôde encontrar uma razão plausível.
"Mas suponhamos que Rama seja realmente capaz de propelir a si mesmo, – acelerando de modo que a
extremidade norte fique virada para a frente. A água do Mar tenderia a mover-se para trás; seu nível subiria no sul,
talvez centenas de metros. Daí a escarpa. Vejamos...
Perera começou a rabiscar com frenética rapidez no seu bloco. Ao cabo de um tempo espantosamente curto –
não podia ter durado mais de vinte segundos – alçou a cabeça com um ar triunfante.
– Dada a altura dessas escarpas, pode-se calcular o máximo de aceleração que Rama é capaz de receber. Se
fosse superior a dois por cento de gravidade, o mar transbordaria sobre o continente meridional.
– Um cinqüenta avos de g? Não é muito.
– É, sim – para uma massa de dez milhões de megatons. Não se faz necessário mais para manobras
astronômicas...'

e mais adiante, muitas paginas depois:

'...– Capitão – chamou Calvert em voz urgente da posição de Navegador, – Estamos rolando... olhe as estrelas!
Mas os instrumentos não indicam nada!
– Os girômetros funcionam?
– Perfeitamente normais – posso ver os ponteiros oscilarem em cima do zero. Mas estamos rolando a vários
graus por segundo!
– Isso é impossível!
– Claro que é impossível... mas olhe o senhor mesmo! Quando tudo mais falhava, não havia remédio senão
confiar no olhômetro. Norton não podia duvidar de que o campo das estrelas estivesse animado de um lento
movimento de rotação: lá ia Sírius, atravessando a beirada de bombordo. Ou o universo, numa reversão à
cosmologia pré-copernicana, resolvera subitamente girar em torno da Endeavour, ou as estrelas estavam paradas e
a nave girava sobre si mesma.
A segunda explicação parecia bastante mais plausível, e contudo envolvia paradoxos aparentemente insolúveis.
Se a nave estivesse realmente girando a essa razão, ele o teria sentido – literalmente pelas assentadeiras, segundo a
expressão popular. E os girômetros não podiam ter falhado simultânea e independentemente. Só ficava em pé uma
resposta. Todos os átomos da Endeavour deviam estar sob a ação de uma mesma força – e só um poderoso campo
gravitacional podia produzir esse efeito. Pelo menos, nenhum outro campo conhecido...
De repente, as estrelas se desvaneceram. O disco chamejante do Sol emergira de trás do escudo de Rama e o
seu esplendor as expulsara do céu.
– Você não me consegue uma leitura de radar? Qual é o efeito Doppler?
Norton esperava ouvir que também este último estava inoperante, mas equivocava-se.
Rama ia finalmente a caminho, acelerando a modesta razão de 0,015 gravidade. O Dr. Perera devia estar muito
contente, pensou Norton, pois tinha predito um máximo de 0,02. E a Endeavour fora de algum modo apanhada na
sua esteira como um destroço flutuante de naufrágio, rolando e rolando sobre si mesma atrás de um veloz transatlântico...
Hora após hora, essa aceleração se manteve constante; Rama se afastava da Endeavour a uma velocidade cada
vez maior. Ã medida que crescia a distância, o Comportamento anômalo da nave foi cessando aos poucos; as leis
normais da inércia começaram novamente a operar. Quanto às energias em cujo redemoinho tinham sido apanhados
por breves momentos, tudo que podiam fazer eram conjeturas, e Norton deu graças aos céus por haver
estacionado a Endeavour & boa distância antes de Rama pôr em funcionamento a sua propulsão.
Quanto à natureza dessa propulsão, de uma coisa agora se tinha certeza, ainda que tudo mais fosse mistério.
Não havia jatos de gás nem feixes de plasma ou iontes empurrando Rama para a sua nova órbita. Ninguém
exprimiu melhor a coisa do que o Sargento-Professor Myron quando disse, chocado e incrédulo:
– Lá se vai a Terceira Lei de Newton!
Foi na Terceira Lei de Newton, não obstante, que teve de confiar a Endeavour no dia seguinte, ao usar as
últimas reservas de combustível para afastar a sua órbita do Sol...'

Esse comentario do Alvaro me lembra algumas criticas q Isaac Asimov (q era Quimico com po's-graduacao em Bioquimica) recebeu qdo anunciou q escreveria contos policiais de FC, o q foi considerado impossivel, pois se qq coisa era possivel especular em FC, como o leitor poderia desvendar o crime? Mas Asimov habilmente e de modo inteiramente consistente, armou em cada conto a devida 'regra do jogo', com coisas fantasticas e inexistentes em nosso mundo, mas consistentes entre si e com respeito aas proprias regras 'fantasticas' e aa fisica e aa quimica. Foram contos policiais da melhor cepa e hoje classicos.

Uma coisa e' especular, fazer a imaginacao fluir, outra coisa e' ser inconsistente e desrespeitar principios basicos da Ciencia.

Maus autores misturam essas duas abordagens.

Bons autores, nao, e assim extraem o melhor dos 'dois mundos'.

Como dizia Einstein: A imaginacao e' mais importante q o conhecimento.

;-)

Abs,
Eduardo Torres


--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Álvaro Augusto (P) <alvaro@...> escreveu
>
> Eu li todos os livros da série Rama, incluindo o primeiro ("Encontro com
> Rama"), escrito apenas por Clarke. Lembremos que, embora Clarke tenha sido
> um dos mais técnicos autores de FC, a espaçonave Rama se deslocava por meio
> de um mecanismo que abolia a terceira lei de Newton. Quando um autor de FC
> faz isso, não há muito porque se preocupar com cálculos detalhados de
> possibilidades físicas, pois fica claro que ele optou por trabalhar em um
> universo diferente do nosso. Ainda assim, segundo
> http://en.wikipedia.org/wiki/Rama_(spacecraft)#Rendezvous_with_Rama_.28Phase
> _I.29 a máxima aceleração da nave seria 0,1962 m/s2.
>
>
>
> [ ]s
>
>
>
> Alvaro Augusto
>
>
>
>
>
>
>
> De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
> Em nome de Eduardo Torres
> Enviada em: segunda-feira, 27 de dezembro de 2010 15:08
> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Assunto: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
>
>
>
>
>
> Dois assuntos correlacionados:
>
> 1-Na trilogia 'Rama' (creio q no segundo volume - 'Rama II') Arthur C.
> Clarke mostra um modo dos humanos a bordo sobreviverem aas super aceleracoes
> da nave, q era mergulharem, vestidos de trajes especiais com respiradores,
> em camaras cheias de um liquido.
>
> Pergunto aos colegas da lista: Isso funcionaria de fato? Sim? Por q^? Nao?
> Por q^?
>
> E, aproveitando o ensejo:
>
> 2-No primeiro volume da trilogia, 'Encontro com Rama' , Clarke descreve o
> Mar Cilindrico (o mar interno de Rama, nave interestelar de formato
> cilindrico, onde havia gravidade centrifuga na superficie interna do
> cilindro devido aa rotacao da nave em torno de seu eixo longitudinal).
>
> Sobre esse mar havia o fato, inicialmente misterioso, de ter escarpas de
> tamanho bem diferente nas suas duas margens.
>
> No livro, um cientista teve a ideia d q isso poderia ter sido projetado
> pelos criadores de Rama para evitar q o mar transbordasse durante as
> aceleracoes de Rama.
>
> Assim, a escarpa maior seria para permitir a elevacao das aguas no lado
> oposto ao sentido da aceleracao.
>
> O cientista inclusive calculou, em funcao das diferencas de alturas das
> escarpas, das dimensoes do mar e de Rama, e da velocidade angular em torno
> do seu eixo, qual seria a aceleracao maxima possivel de Rama de modo a q o
> seu mar interno nao transbordasse.
>
> No livro, concluiu o calculo em apenas 20 segundos, simplesmente rabiscando
> num bloco durante uma reuniao.
>
> Lembro q, logo depois q li o livro (foi lancado no Brasil em 1976), passei a
> estudar Fisica I na faculdade (em 1977), e tentei resolver o problema eu
> mesmo.
>
> Resolvi.
>
> Mas nao foi facil.
>
> Nao guardei a solucao.
>
> Nunca mais tentei resolver de novo desde entao (sera' q resolveria
> hoje?),...
>
> ;-)
>
> ...mas e' uma solucao perfeitamente encontravel apenas com Fisica de Nivel
> Medio.
>
> Por q estou contando isso?
>
> Pq um dia desses achei uma resolucao bem didatica desse problema na net, q
> compartilho com os colegas da Ciencialist:
>
> http://nerdyard.com/encontro-com-rama/
>
> Abs,
> Eduardo Torres
>




SUBJECT: Ajudando as vítimas das chuvas
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 16/01/2011 18:13

http://extra.globo.com/noticias/rio/como-ajudar-as-vitimas-das-chuvas-da-regiao-\
serrana-do-estado-do-rio-853322.html
-----

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
FROM: Álvaro Augusto (P) <alvaro@electrapower.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 16/01/2011 23:10

Caro Eduardo,

 

Você está se esquecendo de um pequeno detalhe: a trilogia Rama não foi escrita somente por Clarke, mas por ele e Gentry Lee. Não sei qual deles aboliu a terceira lei de Newton, mesmo que localmente, mas não sei como isso pode ser considerado exemplo de rigor científico. De qualquer forma, já faz muito tempo que li meu último livro de FC e não me imagino relendo “Rama Revealed” só para mostrar que o universo da obra é diferente do nosso. Ainda assim, lembro-me vagamente de que as espaçonaves da série Rama fazem parte de uma espécie de “serviço de supervisão galáctica”, cujo objetivo é coletar dados que permitam a Deus determinar se os universos que eles criou resultaram em harmonia. Rigor científico? Hum, sei não...

 

Abraços,

 

Alvaro Augusto

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Eduardo Torres
Enviada em: domingo, 16 de janeiro de 2011 11:42
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais

 

 

Nada pode estar mais distante disso (inconsistencias ou erros de fisica) numa obra de Clarke, q era fisico e matematico e famoso pelo rigor cientifico de suas obras de FC, sendo um classico da FC 'hard'.

Clarke especulou sobre um sistema de propulsao desconhecido de Rama q aparentemente nao seguia o principio newtoniano de acao-reacao.

Mas a pergunta referia-se ao calculo da aceleracao maxima de Rama q nao causasse transbordamento de seu Mar Cilindrico.

Isso e' um fenomeno fisico q independe do sistema de propulsao de Rama. Em havendo a aceleracao de Rama, qq q fosse seu sistema de propulsao, ocorreria da mesma maneira.

Os trechos exatos do livro referentes a essas especulacoes e ao calculo da aceleracao maxima de Rama seguem abaixo:

'..."Mas há uma coisa de que estou bastante certo. Se Rama possui de fato um sistema de propulsão, é algo
completamente inacessível aos nossos atuais conhecimentos. Teria, mesmo, de ser a fabulosa "propulsão espacial",
de que se vem falando há duzentos anos.
– O senhor não a poria fora de cogitação?
– Certamente que não. Se pudermos provar que Rama tem uma propulsão espacial – ainda que não aprendamos
nada sobre o seu modo de operar – teremos feito uma grande descoberta. Pelo menos, saberemos que tal coisa é
possível.
– Mas que é, enfim, essa propulsão espacial? – perguntou o Embaixador da Terra num tom de voz meio
queixoso.
– Qualquer sistema de propulsão, Sir Robert, que não funcione com base no princípio do foguete. O termo
antigravidade – se isso é possível – seria muito apropriado. De momento, não sabemos onde procurar uma tal
propulsão e a maioria dos cientistas duvidam que ela exista.
– Não existe – atalhou o Prof. Davidson. – Newton estabeleceu isso uma vez por todas. Não se pode ter ação
sem reação. As propulsões espaciais são um contra-senso, podem crer no que lhes digo.
– Talvez o senhor tenha razão – replicou Perera com uma brandura desacostumada. – Mas, se Rama não tem
uma propulsão espacial, não tem propulsão nenhuma. Simplesmente não há espaço para um sistema de propulsão
convencional, com os seus enormes tanques de combustível.
– É difícil imaginar um mundo inteiro sendo empurrado de cá para lá – disse Dennis Solomons. – Que
aconteceria aos objetos que vão no seu interior? Seria preciso aparafusar tudo. Extremamente incômodo.
– Bem, a aceleração seria provavelmente muito baixa. O maior
problema seria a água do Mar Cilíndrico. Como impedir que ela... A Voz de Perera apagou-se de repente e seus
olhos se vidraram. Parecia estar à beira de uma crise epiléptica ou mesmo de um ataque cardíaco. Os colegas
olhavam-no alarmados; mas, refazendo-se subitamente, ele deu um murro na mesa e gritou:
– Pois claro! Isso explica tudo! A escarpa meridional! Agora sim, faz sentido!
– Não para mim – resmungou o Embaixador da Lua, exprimindo o sentir de todos os presentes.
– Vejam esta seção longitudinal de Rama – continuou Perera, alvoroçado, desdobrando o seu mapa. – Têm as
suas cópias aí? O Mar Cilíndrico está contido entre duas escarpas, que circundam completamente o interior de
Rama. A do norte só tem cinqüenta metros de altura; a do sul, por outro lado, se eleva a quase meio quilômetro de
altitude. Por que essa diferença? Ninguém, até agora, pôde encontrar uma razão plausível.
"Mas suponhamos que Rama seja realmente capaz de propelir a si mesmo, – acelerando de modo que a
extremidade norte fique virada para a frente. A água do Mar tenderia a mover-se para trás; seu nível subiria no sul,
talvez centenas de metros. Daí a escarpa. Vejamos...
Perera começou a rabiscar com frenética rapidez no seu bloco. Ao cabo de um tempo espantosamente curto –
não podia ter durado mais de vinte segundos – alçou a cabeça com um ar triunfante.
– Dada a altura dessas escarpas, pode-se calcular o máximo de aceleração que Rama é capaz de receber. Se
fosse superior a dois por cento de gravidade, o mar transbordaria sobre o continente meridional.
– Um cinqüenta avos de g? Não é muito.
– É, sim – para uma massa de dez milhões de megatons. Não se faz necessário mais para manobras
astronômicas...'

e mais adiante, muitas paginas depois:

'...– Capitão – chamou Calvert em voz urgente da posição de Navegador, – Estamos rolando... olhe as estrelas!
Mas os instrumentos não indicam nada!
– Os girômetros funcionam?
– Perfeitamente normais – posso ver os ponteiros oscilarem em cima do zero. Mas estamos rolando a vários
graus por segundo!
– Isso é impossível!
– Claro que é impossível... mas olhe o senhor mesmo! Quando tudo mais falhava, não havia remédio senão
confiar no olhômetro. Norton não podia duvidar de que o campo das estrelas estivesse animado de um lento
movimento de rotação: lá ia Sírius, atravessando a beirada de bombordo. Ou o universo, numa reversão à
cosmologia pré-copernicana, resolvera subitamente girar em torno da Endeavour, ou as estrelas estavam paradas e
a nave girava sobre si mesma.
A segunda explicação parecia bastante mais plausível, e contudo envolvia paradoxos aparentemente insolúveis.
Se a nave estivesse realmente girando a essa razão, ele o teria sentido – literalmente pelas assentadeiras, segundo a
expressão popular. E os girômetros não podiam ter falhado simultânea e independentemente. Só ficava em pé uma
resposta. Todos os átomos da Endeavour deviam estar sob a ação de uma mesma força – e só um poderoso campo
gravitacional podia produzir esse efeito. Pelo menos, nenhum outro campo conhecido...
De repente, as estrelas se desvaneceram. O disco chamejante do Sol emergira de trás do escudo de Rama e o
seu esplendor as expulsara do céu.
– Você não me consegue uma leitura de radar? Qual é o efeito Doppler?
Norton esperava ouvir que também este último estava inoperante, mas equivocava-se.
Rama ia finalmente a caminho, acelerando a modesta razão de 0,015 gravidade. O Dr. Perera devia estar muito
contente, pensou Norton, pois tinha predito um máximo de 0,02. E a Endeavour fora de algum modo apanhada na
sua esteira como um destroço flutuante de naufrágio, rolando e rolando sobre si mesma atrás de um veloz transatlântico...
Hora após hora, essa aceleração se manteve constante; Rama se afastava da Endeavour a uma velocidade cada
vez maior. Ã medida que crescia a distância, o Comportamento anômalo da nave foi cessando aos poucos; as leis
normais da inércia começaram novamente a operar. Quanto às energias em cujo redemoinho tinham sido apanhados
por breves momentos, tudo que podiam fazer eram conjeturas, e Norton deu graças aos céus por haver
estacionado a Endeavour & boa distância antes de Rama pôr em funcionamento a sua propulsão.
Quanto à natureza dessa propulsão, de uma coisa agora se tinha certeza, ainda que tudo mais fosse mistério.
Não havia jatos de gás nem feixes de plasma ou iontes empurrando Rama para a sua nova órbita. Ninguém
exprimiu melhor a coisa do que o Sargento-Professor Myron quando disse, chocado e incrédulo:
– Lá se vai a Terceira Lei de Newton!
Foi na Terceira Lei de Newton, não obstante, que teve de confiar a Endeavour no dia seguinte, ao usar as
últimas reservas de combustível para afastar a sua órbita do Sol...'

Esse comentario do Alvaro me lembra algumas criticas q Isaac Asimov (q era Quimico com po's-graduacao em Bioquimica) recebeu qdo anunciou q escreveria contos policiais de FC, o q foi considerado impossivel, pois se qq coisa era possivel especular em FC, como o leitor poderia desvendar o crime? Mas Asimov habilmente e de modo inteiramente consistente, armou em cada conto a devida 'regra do jogo', com coisas fantasticas e inexistentes em nosso mundo, mas consistentes entre si e com respeito aas proprias regras 'fantasticas' e aa fisica e aa quimica. Foram contos policiais da melhor cepa e hoje classicos.

Uma coisa e' especular, fazer a imaginacao fluir, outra coisa e' ser inconsistente e desrespeitar principios basicos da Ciencia.

Maus autores misturam essas duas abordagens.

Bons autores, nao, e assim extraem o melhor dos 'dois mundos'.

Como dizia Einstein: A imaginacao e' mais importante q o conhecimento.

;-)

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Álvaro Augusto (P) <alvaro@...> escreveu
>
> Eu li todos os livros da série Rama, incluindo o primeiro ("Encontro com
> Rama"), escrito apenas por Clarke. Lembremos que, embora Clarke tenha sido
> um dos mais técnicos autores de FC, a espaçonave Rama se deslocava por meio
> de um mecanismo que abolia a terceira lei de Newton. Quando um autor de FC
> faz isso, não há muito porque se preocupar com cálculos detalhados de
> possibilidades físicas, pois fica claro que ele optou por trabalhar em um
> universo diferente do nosso. Ainda assim, segundo
> http://en.wikipedia.org/wiki/Rama_(spacecraft)#Rendezvous_with_Rama_.28Phase
> _I.29 a máxima aceleração da nave seria 0,1962 m/s2.
>
>
>
> [ ]s
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>
>
> Alvaro Augusto
>
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>
>
> De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
> Em nome de Eduardo Torres
> Enviada em: segunda-feira, 27 de dezembro de 2010 15:08
> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Assunto: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
>
>
>
>
>
> Dois assuntos correlacionados:
>
> 1-Na trilogia 'Rama' (creio q no segundo volume - 'Rama II') Arthur C.
> Clarke mostra um modo dos humanos a bordo sobreviverem aas super aceleracoes
> da nave, q era mergulharem, vestidos de trajes especiais com respiradores,
> em camaras cheias de um liquido.
>
> Pergunto aos colegas da lista: Isso funcionaria de fato? Sim? Por q^? Nao?
> Por q^?
>
> E, aproveitando o ensejo:
>
> 2-No primeiro volume da trilogia, 'Encontro com Rama' , Clarke descreve o
> Mar Cilindrico (o mar interno de Rama, nave interestelar de formato
> cilindrico, onde havia gravidade centrifuga na superficie interna do
> cilindro devido aa rotacao da nave em torno de seu eixo longitudinal).
>
> Sobre esse mar havia o fato, inicialmente misterioso, de ter escarpas de
> tamanho bem diferente nas suas duas margens.
>
> No livro, um cientista teve a ideia d q isso poderia ter sido projetado
> pelos criadores de Rama para evitar q o mar transbordasse durante as
> aceleracoes de Rama.
>
> Assim, a escarpa maior seria para permitir a elevacao das aguas no lado
> oposto ao sentido da aceleracao.
>
> O cientista inclusive calculou, em funcao das diferencas de alturas das
> escarpas, das dimensoes do mar e de Rama, e da velocidade angular em torno
> do seu eixo, qual seria a aceleracao maxima possivel de Rama de modo a q o
> seu mar interno nao transbordasse.
>
> No livro, concluiu o calculo em apenas 20 segundos, simplesmente rabiscando
> num bloco durante uma reuniao.
>
> Lembro q, logo depois q li o livro (foi lancado no Brasil em 1976), passei a
> estudar Fisica I na faculdade (em 1977), e tentei resolver o problema eu
> mesmo.
>
> Resolvi.
>
> Mas nao foi facil.
>
> Nao guardei a solucao.
>
> Nunca mais tentei resolver de novo desde entao (sera' q resolveria
> hoje?),...
>
> ;-)
>
> ...mas e' uma solucao perfeitamente encontravel apenas com Fisica de Nivel
> Medio.
>
> Por q estou contando isso?
>
> Pq um dia desses achei uma resolucao bem didatica desse problema na net, q
> compartilho com os colegas da Ciencialist:
>
> http://nerdyard.com/encontro-com-rama/
>
> Abs,
> Eduardo Torres
>


SUBJECT: Re: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 17/01/2011 10:17

Nao esqueci, ate' comentei na minha primeira msg desse thread sobre a co-autoria de Lee nos dois livros sequenciais da trilogia.

So' q Lee tb tem excelente formacao e experiencia tecnica, pois e' engenheiro da NASA.

De novo acredito q vc possa estar confundindo um pouco as coisas.

Clarke/Lee especulam sobre uma serie de coisas na trilogia Rama, mas sem nunca violar qq principio fisico.

E naquilo q nao especulam, o rigor fisico da descricao e' total.

Qto aa propulsao nao newtoniana, e' tema recorrente em fisica teorica, nao constituindo de modo algum inconsistencia fisica ou fantasia sem base, sendo o mais notavel exemplo o famoso artigo sobre 'dobra espacial' de Alcubierre ('The warp drive: hyper-fast travel within general relativity') publicado em 1994 na revista cientifica Classical and Quantum Gravity.

A 'dobra espacial' de Alcubierre e' um possivel sistema de propulsao nao newtoniana, cujos principios teoricos foram desenvolvidos pelo pesquisador com todo o rigor da fisica teorica mainstream.

Pra explicar a ideia de Alcubierre, pego carona no didatico site da Federacao da Frota Estelar de SP em:

http://www.ffesp.com/dcffesp/art_inte/A%20velocidade%20de%20dobra.htm

--------------

...Alcubierre propôs um modo de superar o limite da velocidade da luz, parecido com a expansão do universo, mas em uma escala local. Ele desenvolveu uma " métrica " para relatividade geral, uma representação matemática da curvatura de espaço, que descreve uma região plana do espaço próximo de uma " dobra " que pode ser impulsionada adiante com
qualquer velocidade arbitrária, inclusive velocidades maiores que a da luz, a velocidade de dobra de Alcubierre, e construída por funções tangentes hiperbólicas as quais criam um distorção muito peculiar do espaço nas extremidades do volume de espaço considerado.

A idéia e inovadora. Se o espaço-tempo pode ser dobrado localmente de modo que se expanda atrás de uma nave e se contraia adiante dela, então a nave será impulsionada junto com o espaço que a contem. Localmente, a nave nunca viajará mais rápido do que a luz, porque a luz também será impulsionada junto com a onda de espaço em expansão. Mas, globalmente percorrera distâncias incrivelmente grandes em pequenos intervalos de tempo.

Uma maneira de visualizar o que acontece e imaginar-se a bordo de uma nave. Se o espaço subitamente se expandir por detrás da nave em uma escala suficientemente grande, você percebera que a base estelar que deixou há poucos minutos agora está a muitos anos luz de distância. Da mesma forma, se o espaço se contrair adiante de você, será possível perceber que a base em direção a qual você viaja, que estava a alguns anos luz de distância, agora esta tão próxima que poderia ser alcançada em minutos a velocidade de propulsão normal...

------------

A integra do artigo original de Alcubierre pode ser obtida em:

http://members.shaw.ca/mike.anderton/WarpDrive.pdf

De novo: O fato de Clarke e Lee terem especulado sobre uma propulsao nao newtoniana em Rama, bem como sobre os criadores de Rama e seus objetivos nao afeta de modo algum o rigor cientifico da obra como um todo e menos ainda o calculo da aceleracao maxima de Rama, tema desse thread.

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Álvaro Augusto (P) <alvaro@...> escreveu
>
> Caro Eduardo,
>
>
>
> Você está se esquecendo de um pequeno detalhe: a trilogia Rama não foi
> escrita somente por Clarke, mas por ele e Gentry Lee. Não sei qual deles
> aboliu a terceira lei de Newton, mesmo que localmente, mas não sei como isso
> pode ser considerado exemplo de rigor científico. De qualquer forma, já faz
> muito tempo que li meu último livro de FC e não me imagino relendo "Rama
> Revealed" só para mostrar que o universo da obra é diferente do nosso. Ainda
> assim, lembro-me vagamente de que as espaçonaves da série Rama fazem parte
> de uma espécie de "serviço de supervisão galáctica", cujo objetivo é coletar
> dados que permitam a Deus determinar se os universos que eles criou
> resultaram em harmonia. Rigor científico? Hum, sei não...
>
>
>
> Abraços,
>
>
>
> Alvaro Augusto
>
>
>
>
>
> De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
> Em nome de Eduardo Torres
> Enviada em: domingo, 16 de janeiro de 2011 11:42
> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Assunto: Re: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves
> Espaciais
>
>
>
>
>
> Nada pode estar mais distante disso (inconsistencias ou erros de fisica)
> numa obra de Clarke, q era fisico e matematico e famoso pelo rigor
> cientifico de suas obras de FC, sendo um classico da FC 'hard'.
>
> Clarke especulou sobre um sistema de propulsao desconhecido de Rama q
> aparentemente nao seguia o principio newtoniano de acao-reacao.
>
> Mas a pergunta referia-se ao calculo da aceleracao maxima de Rama q nao
> causasse transbordamento de seu Mar Cilindrico.
>
> Isso e' um fenomeno fisico q independe do sistema de propulsao de Rama. Em
> havendo a aceleracao de Rama, qq q fosse seu sistema de propulsao, ocorreria
> da mesma maneira.
>
> Os trechos exatos do livro referentes a essas especulacoes e ao calculo da
> aceleracao maxima de Rama seguem abaixo:
>
> '..."Mas há uma coisa de que estou bastante certo. Se Rama possui de fato um
> sistema de propulsão, é algo
> completamente inacessível aos nossos atuais conhecimentos. Teria, mesmo, de
> ser a fabulosa "propulsão espacial",
> de que se vem falando há duzentos anos.
> – O senhor não a poria fora de cogitação?
> – Certamente que não. Se pudermos provar que Rama tem uma propulsão espacial
> – ainda que não aprendamos
> nada sobre o seu modo de operar – teremos feito uma grande descoberta. Pelo
> menos, saberemos que tal coisa é
> possível.
> – Mas que é, enfim, essa propulsão espacial? – perguntou o Embaixador da
> Terra num tom de voz meio
> queixoso.
> – Qualquer sistema de propulsão, Sir Robert, que não funcione com base no
> princípio do foguete. O termo
> antigravidade – se isso é possível – seria muito apropriado. De momento, não
> sabemos onde procurar uma tal
> propulsão e a maioria dos cientistas duvidam que ela exista.
> – Não existe – atalhou o Prof. Davidson. – Newton estabeleceu isso uma vez
> por todas. Não se pode ter ação
> sem reação. As propulsões espaciais são um contra-senso, podem crer no que
> lhes digo.
> – Talvez o senhor tenha razão – replicou Perera com uma brandura
> desacostumada. – Mas, se Rama não tem
> uma propulsão espacial, não tem propulsão nenhuma. Simplesmente não há
> espaço para um sistema de propulsão
> convencional, com os seus enormes tanques de combustível.
> – É difícil imaginar um mundo inteiro sendo empurrado de cá para lá – disse
> Dennis Solomons. – Que
> aconteceria aos objetos que vão no seu interior? Seria preciso aparafusar
> tudo. Extremamente incômodo.
> – Bem, a aceleração seria provavelmente muito baixa. O maior
> problema seria a água do Mar Cilíndrico. Como impedir que ela... A Voz de
> Perera apagou-se de repente e seus
> olhos se vidraram. Parecia estar à beira de uma crise epiléptica ou mesmo de
> um ataque cardíaco. Os colegas
> olhavam-no alarmados; mas, refazendo-se subitamente, ele deu um murro na
> mesa e gritou:
> – Pois claro! Isso explica tudo! A escarpa meridional! Agora sim, faz
> sentido!
> – Não para mim – resmungou o Embaixador da Lua, exprimindo o sentir de todos
> os presentes.
> – Vejam esta seção longitudinal de Rama – continuou Perera, alvoroçado,
> desdobrando o seu mapa. – Têm as
> suas cópias aí? O Mar Cilíndrico está contido entre duas escarpas, que
> circundam completamente o interior de
> Rama. A do norte só tem cinqüenta metros de altura; a do sul, por outro
> lado, se eleva a quase meio quilômetro de
> altitude. Por que essa diferença? Ninguém, até agora, pôde encontrar uma
> razão plausível.
> "Mas suponhamos que Rama seja realmente capaz de propelir a si mesmo, –
> acelerando de modo que a
> extremidade norte fique virada para a frente. A água do Mar tenderia a
> mover-se para trás; seu nível subiria no sul,
> talvez centenas de metros. Daí a escarpa. Vejamos...
> Perera começou a rabiscar com frenética rapidez no seu bloco. Ao cabo de um
> tempo espantosamente curto –
> não podia ter durado mais de vinte segundos – alçou a cabeça com um ar
> triunfante.
> – Dada a altura dessas escarpas, pode-se calcular o máximo de aceleração que
> Rama é capaz de receber. Se
> fosse superior a dois por cento de gravidade, o mar transbordaria sobre o
> continente meridional.
> – Um cinqüenta avos de g? Não é muito.
> – É, sim – para uma massa de dez milhões de megatons. Não se faz necessário
> mais para manobras
> astronômicas...'
>
> e mais adiante, muitas paginas depois:
>
> '...– Capitão – chamou Calvert em voz urgente da posição de Navegador, –
> Estamos rolando... olhe as estrelas!
> Mas os instrumentos não indicam nada!
> – Os girômetros funcionam?
> – Perfeitamente normais – posso ver os ponteiros oscilarem em cima do zero.
> Mas estamos rolando a vários
> graus por segundo!
> – Isso é impossível!
> – Claro que é impossível... mas olhe o senhor mesmo! Quando tudo mais
> falhava, não havia remédio senão
> confiar no olhômetro. Norton não podia duvidar de que o campo das estrelas
> estivesse animado de um lento
> movimento de rotação: lá ia Sírius, atravessando a beirada de bombordo. Ou o
> universo, numa reversão à
> cosmologia pré-copernicana, resolvera subitamente girar em torno da
> Endeavour, ou as estrelas estavam paradas e
> a nave girava sobre si mesma.
> A segunda explicação parecia bastante mais plausível, e contudo envolvia
> paradoxos aparentemente insolúveis.
> Se a nave estivesse realmente girando a essa razão, ele o teria sentido –
> literalmente pelas assentadeiras, segundo a
> expressão popular. E os girômetros não podiam ter falhado simultânea e
> independentemente. Só ficava em pé uma
> resposta. Todos os átomos da Endeavour deviam estar sob a ação de uma mesma
> força – e só um poderoso campo
> gravitacional podia produzir esse efeito. Pelo menos, nenhum outro campo
> conhecido...
> De repente, as estrelas se desvaneceram. O disco chamejante do Sol emergira
> de trás do escudo de Rama e o
> seu esplendor as expulsara do céu.
> – Você não me consegue uma leitura de radar? Qual é o efeito Doppler?
> Norton esperava ouvir que também este último estava inoperante, mas
> equivocava-se.
> Rama ia finalmente a caminho, acelerando a modesta razão de 0,015 gravidade.
> O Dr. Perera devia estar muito
> contente, pensou Norton, pois tinha predito um máximo de 0,02. E a Endeavour
> fora de algum modo apanhada na
> sua esteira como um destroço flutuante de naufrágio, rolando e rolando sobre
> si mesma atrás de um veloz transatlântico...
> Hora após hora, essa aceleração se manteve constante; Rama se afastava da
> Endeavour a uma velocidade cada
> vez maior. Ã medida que crescia a distância, o Comportamento anômalo da nave
> foi cessando aos poucos; as leis
> normais da inércia começaram novamente a operar. Quanto às energias em cujo
> redemoinho tinham sido apanhados
> por breves momentos, tudo que podiam fazer eram conjeturas, e Norton deu
> graças aos céus por haver
> estacionado a Endeavour & boa distância antes de Rama pôr em funcionamento a
> sua propulsão.
> Quanto à natureza dessa propulsão, de uma coisa agora se tinha certeza,
> ainda que tudo mais fosse mistério.
> Não havia jatos de gás nem feixes de plasma ou iontes empurrando Rama para a
> sua nova órbita. Ninguém
> exprimiu melhor a coisa do que o Sargento-Professor Myron quando disse,
> chocado e incrédulo:
> – Lá se vai a Terceira Lei de Newton!
> Foi na Terceira Lei de Newton, não obstante, que teve de confiar a Endeavour
> no dia seguinte, ao usar as
> últimas reservas de combustível para afastar a sua órbita do Sol...'
>
> Esse comentario do Alvaro me lembra algumas criticas q Isaac Asimov (q era
> Quimico com po's-graduacao em Bioquimica) recebeu qdo anunciou q escreveria
> contos policiais de FC, o q foi considerado impossivel, pois se qq coisa era
> possivel especular em FC, como o leitor poderia desvendar o crime? Mas
> Asimov habilmente e de modo inteiramente consistente, armou em cada conto a
> devida 'regra do jogo', com coisas fantasticas e inexistentes em nosso
> mundo, mas consistentes entre si e com respeito aas proprias regras
> 'fantasticas' e aa fisica e aa quimica. Foram contos policiais da melhor
> cepa e hoje classicos.
>
> Uma coisa e' especular, fazer a imaginacao fluir, outra coisa e' ser
> inconsistente e desrespeitar principios basicos da Ciencia.
>
> Maus autores misturam essas duas abordagens.
>
> Bons autores, nao, e assim extraem o melhor dos 'dois mundos'.
>
> Como dizia Einstein: A imaginacao e' mais importante q o conhecimento.
>
> ;-)
>
> Abs,
> Eduardo Torres
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> , Álvaro Augusto (P) <alvaro@>
> escreveu
> >
> > Eu li todos os livros da série Rama, incluindo o primeiro ("Encontro com
> > Rama"), escrito apenas por Clarke. Lembremos que, embora Clarke tenha sido
> > um dos mais técnicos autores de FC, a espaçonave Rama se deslocava por
> meio
> > de um mecanismo que abolia a terceira lei de Newton. Quando um autor de FC
> > faz isso, não há muito porque se preocupar com cálculos detalhados de
> > possibilidades físicas, pois fica claro que ele optou por trabalhar em um
> > universo diferente do nosso. Ainda assim, segundo
> >
> http://en.wikipedia.org/wiki/Rama_(spacecraft)#Rendezvous_with_Rama_.28Phase
> > _I.29 a máxima aceleração da nave seria 0,1962 m/s2.
> >
> >
> >
> > [ ]s
> >
> >
> >
> > Alvaro Augusto
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> > De: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> ]
> > Em nome de Eduardo Torres
> > Enviada em: segunda-feira, 27 de dezembro de 2010 15:08
> > Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > Assunto: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
> >
> >
> >
> >
> >
> > Dois assuntos correlacionados:
> >
> > 1-Na trilogia 'Rama' (creio q no segundo volume - 'Rama II') Arthur C.
> > Clarke mostra um modo dos humanos a bordo sobreviverem aas super
> aceleracoes
> > da nave, q era mergulharem, vestidos de trajes especiais com respiradores,
> > em camaras cheias de um liquido.
> >
> > Pergunto aos colegas da lista: Isso funcionaria de fato? Sim? Por q^? Nao?
> > Por q^?
> >
> > E, aproveitando o ensejo:
> >
> > 2-No primeiro volume da trilogia, 'Encontro com Rama' , Clarke descreve o
> > Mar Cilindrico (o mar interno de Rama, nave interestelar de formato
> > cilindrico, onde havia gravidade centrifuga na superficie interna do
> > cilindro devido aa rotacao da nave em torno de seu eixo longitudinal).
> >
> > Sobre esse mar havia o fato, inicialmente misterioso, de ter escarpas de
> > tamanho bem diferente nas suas duas margens.
> >
> > No livro, um cientista teve a ideia d q isso poderia ter sido projetado
> > pelos criadores de Rama para evitar q o mar transbordasse durante as
> > aceleracoes de Rama.
> >
> > Assim, a escarpa maior seria para permitir a elevacao das aguas no lado
> > oposto ao sentido da aceleracao.
> >
> > O cientista inclusive calculou, em funcao das diferencas de alturas das
> > escarpas, das dimensoes do mar e de Rama, e da velocidade angular em torno
> > do seu eixo, qual seria a aceleracao maxima possivel de Rama de modo a q o
> > seu mar interno nao transbordasse.
> >
> > No livro, concluiu o calculo em apenas 20 segundos, simplesmente
> rabiscando
> > num bloco durante uma reuniao.
> >
> > Lembro q, logo depois q li o livro (foi lancado no Brasil em 1976), passei
> a
> > estudar Fisica I na faculdade (em 1977), e tentei resolver o problema eu
> > mesmo.
> >
> > Resolvi.
> >
> > Mas nao foi facil.
> >
> > Nao guardei a solucao.
> >
> > Nunca mais tentei resolver de novo desde entao (sera' q resolveria
> > hoje?),...
> >
> > ;-)
> >
> > ...mas e' uma solucao perfeitamente encontravel apenas com Fisica de Nivel
> > Medio.
> >
> > Por q estou contando isso?
> >
> > Pq um dia desses achei uma resolucao bem didatica desse problema na net, q
> > compartilho com os colegas da Ciencialist:
> >
> > http://nerdyard.com/encontro-com-rama/
> >
> > Abs,
> > Eduardo Torres
> >
>




SUBJECT: Universo Autocontido x Não-Localidade
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ListadeCiência <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 17/01/2011 13:13

Pessoal,
 
Em recente debate em outro forum, um colega postou o seguinte comentário, citando Hawking : "O universo seria inteiramente autocontido e não afetado por nada fora dele."
 
Em um universo autocontido, assim definido, seria possível a ocorrência de fenômenos não-locais?
 
Abs
Felipe

 

SUBJECT: Re: Universo Autocontido x Não-Localidade
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 17/01/2011 13:49

Vc se refere a fenomenos nao locais no sentido quantico?

(Colapso simultaneo de duas particulas com estados quanticos diferentes emaranhados separadas por distancia arbitraria, qdo uma delas e' observada?)

Ue'? Qual o problema?

Fenomenos nao locais nao implicam em nada fora do Universo.

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu
>
> Pessoal,
>  
> Em recente debate em outro forum, um colega postou o seguinte comentário, citando Hawking : "O universo seria inteiramente autocontido e não afetado por nada fora dele."
>  
> Em um universo autocontido, assim definido, seria possível a ocorrência de fenômenos não-locais?
>  
> Abs
> Felipe
>




SUBJECT: RES: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
FROM: Álvaro Augusto (P) <alvaro@electrapower.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 17/01/2011 15:51

Caro Eduardo,

 

Quando a dobra espacial for experimentalmente demonstrada poderemos dizer que a trilogia Rama se baseia em conceitos rigorosamente científicos. Até lá, contudo, tais conceitos continuarão apenas um pouco mais rigorosos do que aqueles utilizados por Lewis Carroll. Em física teórica muitas coisas são possíveis, especialmente em relatividades geral, pois as equações de Einstein permitem uma série de soluções não realistas. Já em física experimental a história é outra, pois devemos nos contentar com as coisas do jeito que são, e não da maneira como gostaríamos que fossem.

 

Abraços,

 

Alvaro

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Eduardo Torres
Enviada em: segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 10:17
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais

 

 

Nao esqueci, ate' comentei na minha primeira msg desse thread sobre a co-autoria de Lee nos dois livros sequenciais da trilogia.

So' q Lee tb tem excelente formacao e experiencia tecnica, pois e' engenheiro da NASA.

De novo acredito q vc possa estar confundindo um pouco as coisas.

Clarke/Lee especulam sobre uma serie de coisas na trilogia Rama, mas sem nunca violar qq principio fisico.

E naquilo q nao especulam, o rigor fisico da descricao e' total.

Qto aa propulsao nao newtoniana, e' tema recorrente em fisica teorica, nao constituindo de modo algum inconsistencia fisica ou fantasia sem base, sendo o mais notavel exemplo o famoso artigo sobre 'dobra espacial' de Alcubierre ('The warp drive: hyper-fast travel within general relativity') publicado em 1994 na revista cientifica Classical and Quantum Gravity.

A 'dobra espacial' de Alcubierre e' um possivel sistema de propulsao nao newtoniana, cujos principios teoricos foram desenvolvidos pelo pesquisador com todo o rigor da fisica teorica mainstream.

Pra explicar a ideia de Alcubierre, pego carona no didatico site da Federacao da Frota Estelar de SP em:

http://www.ffesp.com/dcffesp/art_inte/A%20velocidade%20de%20dobra.htm

--------------

...Alcubierre propôs um modo de superar o limite da velocidade da luz, parecido com a expansão do universo, mas em uma escala local. Ele desenvolveu uma " métrica " para relatividade geral, uma representação matemática da curvatura de espaço, que descreve uma região plana do espaço próximo de uma " dobra " que pode ser impulsionada adiante com
qualquer velocidade arbitrária, inclusive velocidades maiores que a da luz, a velocidade de dobra de Alcubierre, e construída por funções tangentes hiperbólicas as quais criam um distorção muito peculiar do espaço nas extremidades do volume de espaço considerado.

A idéia e inovadora. Se o espaço-tempo pode ser dobrado localmente de modo que se expanda atrás de uma nave e se contraia adiante dela, então a nave será impulsionada junto com o espaço que a contem. Localmente, a nave nunca viajará mais rápido do que a luz, porque a luz também será impulsionada junto com a onda de espaço em expansão. Mas, globalmente percorrera distâncias incrivelmente grandes em pequenos intervalos de tempo.

Uma maneira de visualizar o que acontece e imaginar-se a bordo de uma nave. Se o espaço subitamente se expandir por detrás da nave em uma escala suficientemente grande, você percebera que a base estelar que deixou há poucos minutos agora está a muitos anos luz de distância. Da mesma forma, se o espaço se contrair adiante de você, será possível perceber que a base em direção a qual você viaja, que estava a alguns anos luz de distância, agora esta tão próxima que poderia ser alcançada em minutos a velocidade de propulsão normal...

------------

A integra do artigo original de Alcubierre pode ser obtida em:

http://members.shaw.ca/mike.anderton/WarpDrive.pdf

De novo: O fato de Clarke e Lee terem especulado sobre uma propulsao nao newtoniana em Rama, bem como sobre os criadores de Rama e seus objetivos nao afeta de modo algum o rigor cientifico da obra como um todo e menos ainda o calculo da aceleracao maxima de Rama, tema desse thread.

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Álvaro Augusto (P) <alvaro@...> escreveu
>
> Caro Eduardo,
>
>
>
> Você está se esquecendo de um pequeno detalhe: a trilogia Rama não foi
> escrita somente por Clarke, mas por ele e Gentry Lee. Não sei qual deles
> aboliu a terceira lei de Newton, mesmo que localmente, mas não sei como isso
> pode ser considerado exemplo de rigor científico. De qualquer forma, já faz
> muito tempo que li meu último livro de FC e não me imagino relendo "Rama
> Revealed" só para mostrar que o universo da obra é diferente do nosso. Ainda
> assim, lembro-me vagamente de que as espaçonaves da série Rama fazem parte
> de uma espécie de "serviço de supervisão galáctica", cujo objetivo é coletar
> dados que permitam a Deus determinar se os universos que eles criou
> resultaram em harmonia. Rigor científico? Hum, sei não...
>
>
>
> Abraços,
>
>
>
> Alvaro Augusto
>
>
>
>
>
> De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
> Em nome de Eduardo Torres
> Enviada em: domingo, 16 de janeiro de 2011 11:42
> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Assunto: Re: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves
> Espaciais
>
>
>
>
>
> Nada pode estar mais distante disso (inconsistencias ou erros de fisica)
> numa obra de Clarke, q era fisico e matematico e famoso pelo rigor
> cientifico de suas obras de FC, sendo um classico da FC 'hard'.
>
> Clarke especulou sobre um sistema de propulsao desconhecido de Rama q
> aparentemente nao seguia o principio newtoniano de acao-reacao.
>
> Mas a pergunta referia-se ao calculo da aceleracao maxima de Rama q nao
> causasse transbordamento de seu Mar Cilindrico.
>
> Isso e' um fenomeno fisico q independe do sistema de propulsao de Rama. Em
> havendo a aceleracao de Rama, qq q fosse seu sistema de propulsao, ocorreria
> da mesma maneira.
>
> Os trechos exatos do livro referentes a essas especulacoes e ao calculo da
> aceleracao maxima de Rama seguem abaixo:
>
> '..."Mas há uma coisa de que estou bastante certo. Se Rama possui de fato um
> sistema de propulsão, é algo
> completamente inacessível aos nossos atuais conhecimentos. Teria, mesmo, de
> ser a fabulosa "propulsão espacial",
> de que se vem falando há duzentos anos.
> – O senhor não a poria fora de cogitação?
> – Certamente que não. Se pudermos provar que Rama tem uma propulsão espacial
> – ainda que não aprendamos
> nada sobre o seu modo de operar – teremos feito uma grande descoberta. Pelo
> menos, saberemos que tal coisa é
> possível.
> – Mas que é, enfim, essa propulsão espacial? – perguntou o Embaixador da
> Terra num tom de voz meio
> queixoso.
> – Qualquer sistema de propulsão, Sir Robert, que não funcione com base no
> princípio do foguete. O termo
> antigravidade – se isso é possível – seria muito apropriado. De momento, não
> sabemos onde procurar uma tal
> propulsão e a maioria dos cientistas duvidam que ela exista.
> – Não existe – atalhou o Prof. Davidson. – Newton estabeleceu isso uma vez
> por todas. Não se pode ter ação
> sem reação. As propulsões espaciais são um contra-senso, podem crer no que
> lhes digo.
> – Talvez o senhor tenha razão – replicou Perera com uma brandura
> desacostumada. – Mas, se Rama não tem
> uma propulsão espacial, não tem propulsão nenhuma. Simplesmente não há
> espaço para um sistema de propulsão
> convencional, com os seus enormes tanques de combustível.
> – É difícil imaginar um mundo inteiro sendo empurrado de cá para lá – disse
> Dennis Solomons. – Que
> aconteceria aos objetos que vão no seu interior? Seria preciso aparafusar
> tudo. Extremamente incômodo.
> – Bem, a aceleração seria provavelmente muito baixa. O maior
> problema seria a água do Mar Cilíndrico. Como impedir que ela... A Voz de
> Perera apagou-se de repente e seus
> olhos se vidraram. Parecia estar à beira de uma crise epiléptica ou mesmo de
> um ataque cardíaco. Os colegas
> olhavam-no alarmados; mas, refazendo-se subitamente, ele deu um murro na
> mesa e gritou:
> – Pois claro! Isso explica tudo! A escarpa meridional! Agora sim, faz
> sentido!
> – Não para mim – resmungou o Embaixador da Lua, exprimindo o sentir de todos
> os presentes.
> – Vejam esta seção longitudinal de Rama – continuou Perera, alvoroçado,
> desdobrando o seu mapa. – Têm as
> suas cópias aí? O Mar Cilíndrico está contido entre duas escarpas, que
> circundam completamente o interior de
> Rama. A do norte só tem cinqüenta metros de altura; a do sul, por outro
> lado, se eleva a quase meio quilômetro de
> altitude. Por que essa diferença? Ninguém, até agora, pôde encontrar uma
> razão plausível.
> "Mas suponhamos que Rama seja realmente capaz de propelir a si mesmo, –
> acelerando de modo que a
> extremidade norte fique virada para a frente. A água do Mar tenderia a
> mover-se para trás; seu nível subiria no sul,
> talvez centenas de metros. Daí a escarpa. Vejamos...
> Perera começou a rabiscar com frenética rapidez no seu bloco. Ao cabo de um
> tempo espantosamente curto –
> não podia ter durado mais de vinte segundos – alçou a cabeça com um ar
> triunfante.
> – Dada a altura dessas escarpas, pode-se calcular o máximo de aceleração que
> Rama é capaz de receber. Se
> fosse superior a dois por cento de gravidade, o mar transbordaria sobre o
> continente meridional.
> – Um cinqüenta avos de g? Não é muito.
> – É, sim – para uma massa de dez milhões de megatons. Não se faz necessário
> mais para manobras
> astronômicas...'
>
> e mais adiante, muitas paginas depois:
>
> '...– Capitão – chamou Calvert em voz urgente da posição de Navegador, –
> Estamos rolando... olhe as estrelas!
> Mas os instrumentos não indicam nada!
> – Os girômetros funcionam?
> – Perfeitamente normais – posso ver os ponteiros oscilarem em cima do zero.
> Mas estamos rolando a vários
> graus por segundo!
> – Isso é impossível!
> – Claro que é impossível... mas olhe o senhor mesmo! Quando tudo mais
> falhava, não havia remédio senão
> confiar no olhômetro. Norton não podia duvidar de que o campo das estrelas
> estivesse animado de um lento
> movimento de rotação: lá ia Sírius, atravessando a beirada de bombordo. Ou o
> universo, numa reversão à
> cosmologia pré-copernicana, resolvera subitamente girar em torno da
> Endeavour, ou as estrelas estavam paradas e
> a nave girava sobre si mesma.
> A segunda explicação parecia bastante mais plausível, e contudo envolvia
> paradoxos aparentemente insolúveis.
> Se a nave estivesse realmente girando a essa razão, ele o teria sentido –
> literalmente pelas assentadeiras, segundo a
> expressão popular. E os girômetros não podiam ter falhado simultânea e
> independentemente. Só ficava em pé uma
> resposta. Todos os átomos da Endeavour deviam estar sob a ação de uma mesma
> força – e só um poderoso campo
> gravitacional podia produzir esse efeito. Pelo menos, nenhum outro campo
> conhecido...
> De repente, as estrelas se desvaneceram. O disco chamejante do Sol emergira
> de trás do escudo de Rama e o
> seu esplendor as expulsara do céu.
> – Você não me consegue uma leitura de radar? Qual é o efeito Doppler?
> Norton esperava ouvir que também este último estava inoperante, mas
> equivocava-se.
> Rama ia finalmente a caminho, acelerando a modesta razão de 0,015 gravidade.
> O Dr. Perera devia estar muito
> contente, pensou Norton, pois tinha predito um máximo de 0,02. E a Endeavour
> fora de algum modo apanhada na
> sua esteira como um destroço flutuante de naufrágio, rolando e rolando sobre
> si mesma atrás de um veloz transatlântico...
> Hora após hora, essa aceleração se manteve constante; Rama se afastava da
> Endeavour a uma velocidade cada
> vez maior. Ã medida que crescia a distância, o Comportamento anômalo da nave
> foi cessando aos poucos; as leis
> normais da inércia começaram novamente a operar. Quanto às energias em cujo
> redemoinho tinham sido apanhados
> por breves momentos, tudo que podiam fazer eram conjeturas, e Norton deu
> graças aos céus por haver
> estacionado a Endeavour & boa distância antes de Rama pôr em funcionamento a
> sua propulsão.
> Quanto à natureza dessa propulsão, de uma coisa agora se tinha certeza,
> ainda que tudo mais fosse mistério.
> Não havia jatos de gás nem feixes de plasma ou iontes empurrando Rama para a
> sua nova órbita. Ninguém
> exprimiu melhor a coisa do que o Sargento-Professor Myron quando disse,
> chocado e incrédulo:
> – Lá se vai a Terceira Lei de Newton!
> Foi na Terceira Lei de Newton, não obstante, que teve de confiar a Endeavour
> no dia seguinte, ao usar as
> últimas reservas de combustível para afastar a sua órbita do Sol...'
>
> Esse comentario do Alvaro me lembra algumas criticas q Isaac Asimov (q era
> Quimico com po's-graduacao em Bioquimica) recebeu qdo anunciou q escreveria
> contos policiais de FC, o q foi considerado impossivel, pois se qq coisa era
> possivel especular em FC, como o leitor poderia desvendar o crime? Mas
> Asimov habilmente e de modo inteiramente consistente, armou em cada conto a
> devida 'regra do jogo', com coisas fantasticas e inexistentes em nosso
> mundo, mas consistentes entre si e com respeito aas proprias regras
> 'fantasticas' e aa fisica e aa quimica. Foram contos policiais da melhor
> cepa e hoje classicos.
>
> Uma coisa e' especular, fazer a imaginacao fluir, outra coisa e' ser
> inconsistente e desrespeitar principios basicos da Ciencia.
>
> Maus autores misturam essas duas abordagens.
>
> Bons autores, nao, e assim extraem o melhor dos 'dois mundos'.
>
> Como dizia Einstein: A imaginacao e' mais importante q o conhecimento.
>
> ;-)
>
> Abs,
> Eduardo Torres
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> , Álvaro Augusto (P) <alvaro@>
> escreveu
> >
> > Eu li todos os livros da série Rama, incluindo o primeiro ("Encontro com
> > Rama"), escrito apenas por Clarke. Lembremos que, embora Clarke tenha sido
> > um dos mais técnicos autores de FC, a espaçonave Rama se deslocava por
> meio
> > de um mecanismo que abolia a terceira lei de Newton. Quando um autor de FC
> > faz isso, não há muito porque se preocupar com cálculos detalhados de
> > possibilidades físicas, pois fica claro que ele optou por trabalhar em um
> > universo diferente do nosso. Ainda assim, segundo
> >
> http://en.wikipedia.org/wiki/Rama_(spacecraft)#Rendezvous_with_Rama_.28Phase
> > _I.29 a máxima aceleração da nave seria 0,1962 m/s2.
> >
> >
> >
> > [ ]s
> >
> >
> >
> > Alvaro Augusto
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> > De: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> ]
> > Em nome de Eduardo Torres
> > Enviada em: segunda-feira, 27 de dezembro de 2010 15:08
> > Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > Assunto: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
> >
> >
> >
> >
> >
> > Dois assuntos correlacionados:
> >
> > 1-Na trilogia 'Rama' (creio q no segundo volume - 'Rama II') Arthur C.
> > Clarke mostra um modo dos humanos a bordo sobreviverem aas super
> aceleracoes
> > da nave, q era mergulharem, vestidos de trajes especiais com respiradores,
> > em camaras cheias de um liquido.
> >
> > Pergunto aos colegas da lista: Isso funcionaria de fato? Sim? Por q^? Nao?
> > Por q^?
> >
> > E, aproveitando o ensejo:
> >
> > 2-No primeiro volume da trilogia, 'Encontro com Rama' , Clarke descreve o
> > Mar Cilindrico (o mar interno de Rama, nave interestelar de formato
> > cilindrico, onde havia gravidade centrifuga na superficie interna do
> > cilindro devido aa rotacao da nave em torno de seu eixo longitudinal).
> >
> > Sobre esse mar havia o fato, inicialmente misterioso, de ter escarpas de
> > tamanho bem diferente nas suas duas margens.
> >
> > No livro, um cientista teve a ideia d q isso poderia ter sido projetado
> > pelos criadores de Rama para evitar q o mar transbordasse durante as
> > aceleracoes de Rama.
> >
> > Assim, a escarpa maior seria para permitir a elevacao das aguas no lado
> > oposto ao sentido da aceleracao.
> >
> > O cientista inclusive calculou, em funcao das diferencas de alturas das
> > escarpas, das dimensoes do mar e de Rama, e da velocidade angular em torno
> > do seu eixo, qual seria a aceleracao maxima possivel de Rama de modo a q o
> > seu mar interno nao transbordasse.
> >
> > No livro, concluiu o calculo em apenas 20 segundos, simplesmente
> rabiscando
> > num bloco durante uma reuniao.
> >
> > Lembro q, logo depois q li o livro (foi lancado no Brasil em 1976), passei
> a
> > estudar Fisica I na faculdade (em 1977), e tentei resolver o problema eu
> > mesmo.
> >
> > Resolvi.
> >
> > Mas nao foi facil.
> >
> > Nao guardei a solucao.
> >
> > Nunca mais tentei resolver de novo desde entao (sera' q resolveria
> > hoje?),...
> >
> > ;-)
> >
> > ...mas e' uma solucao perfeitamente encontravel apenas com Fisica de Nivel
> > Medio.
> >
> > Por q estou contando isso?
> >
> > Pq um dia desses achei uma resolucao bem didatica desse problema na net, q
> > compartilho com os colegas da Ciencialist:
> >
> > http://nerdyard.com/encontro-com-rama/
> >
> > Abs,
> > Eduardo Torres
> >
>

.


SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Universo Autocontido x Não-Localidade
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 17/01/2011 17:39


Ola Eduardo,

A "existência" da não-localidade não implicaria em uma interação de nosso universo com algo "fora" dele.

Abs
Felipe
--- Em seg, 17/1/11, Eduardo Torres <dudutorres@yahoo.com> escreveu:

De: Eduardo Torres <dudutorres@yahoo.com>
Assunto: [ciencialist] Re: Universo Autocontido x Não-Localidade
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011, 13:49

 

Vc se refere a fenomenos nao locais no sentido quantico?

(Colapso simultaneo de duas particulas com estados quanticos diferentes emaranhados separadas por distancia arbitraria, qdo uma delas e' observada?)

Ue'? Qual o problema?

Fenomenos nao locais nao implicam em nada fora do Universo.

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu
>
> Pessoal,
>  
> Em recente debate em outro forum, um colega postou o seguinte comentário, citando Hawking : "O universo seria inteiramente autocontido e não afetado por nada fora dele."
>  
> Em um universo autocontido, assim definido, seria possível a ocorrência de fenômenos não-locais?
>  
> Abs
> Felipe
>


 

SUBJECT: Re: Universo Autocontido x Não-Localidade
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 17/01/2011 18:33

Supondo que seja uma pergunta, a resposta é não.

Grosso modo, a não-localidade significa apenas que não há variáveis ocultas - isto é, não existem estados definidos (mas desconhecidos) antes de uma interação. Não q esteja interagindo com alguma outra coisa.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu
>
>
> Ola Eduardo,
>
> A "existência" da não-localidade não implicaria em uma interação de nosso universo com algo "fora" dele.



SUBJECT: VENENO FATAL - VERDADEIRO!!! (PARA QUEM TOMA VITAMINA C )
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: "ciencialist" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 17/01/2011 20:13

Olá bioquímicos ... isto procede?
 
[]´
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@feiradeciencias.com.br
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================

VAI QUE É VERDADE????

 

 

 

*COMO PRODUZIR ARSÊNICO NATURALMENTE....*


Em Taiwan, uma mulher morreu de repente com sinais de hemorragia em seus ouvidos, nariz, boca e olhos. Depois de uma autópsia preliminar, foi diagnosticado como "causa mortes" envenenamento por arsênico. Mas qual foi a origem do arsênico?

A polícia, então, iniciou uma profunda e extensa investigação. Um professor de medicina foi  convidado para ajudar a resolver o caso.

O professor cuidadosamente examinou os restos existentes no estômago da vítima, e, em menos de meia hora, o mistério foi elucidado. O professor disse: "O óbito não se deu por suicídio nem por assassinato, a vítima morreu acidentalmente por ignorância!"

"O arsênico foi produzido no estômago da vítima". A vítima tomava Vitamina C todos os dias, que por si só não é nenhum problema. O problema é que ela comeu uma quantidade grande de camarão no jantar. Entretanto, na mesma ocasião, a vítima também tomou Vitamina C; é aí onde reside o problema.

Pesquisadores da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, descobriram através de experiências, que alimentos, como camarão "casca mole" contem alta concentração de compostos de 5-potássio – arsênico.

Tais alimentos frescos, por si só, não são tóxicos para o corpo humano!
Entretanto, ao ingerir a Vitamina C, devido a uma reação química, o inicialmente não tóxico 5-potássio-arsênico (como anidrido também conhecido como óxido arsênico, As2 O5) se converte no tóxico 3-potássio - arsênico (ADB anidrido arsênico), também conhecido como trióxido de arsênio (As2 O3), que é popularmente conhecido como arsênico !

Dessa forma, como medida de precaução, NÃO coma camarão quando ingerir Vitamina C.     

VITAMINA C  +  CAMARÃO = VENENO FATAL

Depois de ler isto, por favor,  encaminhe este texto a tantos quanto puder.


 






 


 

 


 

 
--



 


SUBJECT: RE: [ciencialist] Elementar, meu caro Watson !
FROM: Verner Stranz <verner64@hotmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 17/01/2011 21:43

Paulo, na obra de Arthur Conan Doyle tendo como personagem central Sherlock Holmes, seu escudeiro e biógrafo chamave-se Watson, médico portador de um ferimento adquirido no Afeganistão.    [ ]s, verner.
 

To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: psdias2@yahoo.com.br
Date: Sat, 15 Jan 2011 23:34:39 -0300
Subject: [ciencialist] Elementar, meu caro Watson !

 
Notícia que vi em outra lista:

http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI4889755-EI12882,00-IBM+promove+disputa+de+homem+contra+maquina+na+TV+dos+EUA.html

Obs.: Ouvi dizer que o Sherlock Holmes nunca teve um ajudante chamado
Watson... É isso mesmo ?
Além disso, o Watson mencionado na notícia é outro - o fundador da IBM.

Paulo



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Universo Autocontido x Não-Localidade
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 17/01/2011 21:44

Ola Takata,
 
Era pergunta sim....Mas a informação informação da medição de uma das partículas não é transmitida instantaneamente para a outra ?
 
Abs
Felipe

--- Em seg, 17/1/11, roberto <roberto.takata@bol.com.br> escreveu:

De: roberto <roberto.takata@bol.com.br>
Assunto: [ciencialist] Re: Universo Autocontido x Não-Localidade
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011, 18:33

 
Supondo que seja uma pergunta, a resposta é não.

Grosso modo, a não-localidade significa apenas que não há variáveis ocultas - isto é, não existem estados definidos (mas desconhecidos) antes de uma interação. Não q esteja interagindo com alguma outra coisa.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu
>
>
> Ola Eduardo,
>
> A "existência" da não-localidade não implicaria em uma interação de nosso universo com algo "fora" dele.


 

SUBJECT: Re: Universo Autocontido x Não-Localidade
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 17/01/2011 23:39

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva
> Era pergunta sim....Mas a informação informação da medição de uma
> das partículas não é transmitida instantaneamente para a outra ?

Não há transmissão de informação.

Um análogo não quântico - q difere pelo estado estar definido à partida - é vc ter um par de luvas. Enfia dentro de uma caixa uma das luvas e manda para bem longe. E em outra caixa envia para outro lugar. Uma pessoa poderá abrir a caixa e saber imediatamente se a luva em outro lugar é direita ou esquerda.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Pluralidade de Mundos
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 18/01/2011 01:18

Pluralidade de Mundos

Assista ao vídeo

“Para ver um Mundo em um grão de areia e um Céu em uma flor selvagem, segure a Infinidade na palma de sua mão e a Eternidade em uma hora”. – William Blake [c.1793]

Há uma Infinidade de coisas ocorrendo no vídeo acima, onde gotas de oxigênio líquido dançam por uma superfície, devidamente registradas em câmera lenta estendendo a Eternidade de alguns segundos.

As gotas deslizam com quase nenhum atrito devido ao efeito Leidenfrost, onde o oxigênio líquido é vaporizado em contato com a superfície, produzindo uma camada de vapor isolante e com muito pouco atrito. Você pode ver este efeito aquecendo uma frigideira anti-aderente, deixando cair pequenas gotas d’água. O efeito não só diminui o atrito como também fornece isolamento térmico, o que você pode perceber pelo fato de que a gota deslizando pela frigideira pode levar muito mais tempo para evaporar do que deveria se estivesse em contato direto com a chapa. Motivo pelo qual a camada de vapor também explica como se pode mergulhar a mão em chumbo quente ou nitrogênio líquido sem sofrer queimaduras. Não é magia, não é bem um truque. É um efeito descrito por Johann Leidenfrost no século 18.

As gotas de oxigênio líquido se mantêm coesas em si mesmas graças à tensão superficial, e ao longo do vídeo a tensão e a dança das gotas são colocadas à prova devido a ainda outro efeito.

O oxigênio líquido é um material paramagnético, o que significa que não possui magnetismo próprio, mas é atraído por campos magnéticos. Por isso quando um ímã é colocado abaixo da gota, ela se achata, atraída, e uma série de eletroímãs consegue desacelerar e parar uma gota em movimento. Fazem isso, não sem que a forma das gotas seja distorcida devido à interação complexa entre a tensão superficial e inércia. E ainda o efeito Leidenfrost que garante o deslocamento da gota com pouco atrito enquanto ela evapora.

Tudo isso, ocorrendo com uma parte do ar liquefeita através do congelamento, manipulada pelo mesmo eletromagnetismo que responde pela luz que chega a seus olhos e mantém suas moléculas coesas, desenrolando-se em frações de segundo que passariam literalmente em um piscar de olhos.

Admirando aqui a poesia do vídeo de uma gota de oxigênio líquido deslizando sobre uma superfície magnetizada, pensei que nossa imaginação por vezes não faz jus ao mundo em que vivemos.

Então, sempre descobrindo que estou errado e esquecendo das coisas mais simples, me deparo com isso.

Assista ao vídeo

Somos criaturas dotadas de uma imaginação mais do que adequada à Infinidade e à Eternidade, mas enquanto crescemos vemos esta potencialidade infinita limitada por barreiras não tão diferentes daquela que faz com que ao olharmos um grão de areia vejamos apenas um minúsculo ponto e não um Mundo.

Pois bem, Giordano Bruno foi o primeiro Renascentista a ver um Universo infinito em suas dimensões. Galileu Galilei daria outro passo gigante ao apontar o telescópio ao céu. Menos conhecido, Robert Hooke, através de sua  Micrographia, mostrou por sua parte que há realmente um Mundo em um grão de areia, como há em flocos de neve e todos os objetos que perscrutou com seu microscópio. Um Mundo de fenômenos ocorrendo mesmo entre os cílios de nossos olhos. Em escalas muito maiores e muito menores do que aquela que podemos segurar entre nossos dedos, há uma pluralidade de mundos.

Uma pluralidade de mundos estendida há menos de quatro séculos através de instrumentos que estenderam nossos sentidos. Quatro séculos estendendo o Universo a bilhões de anos-luz e um grão de areia em moléculas, átomos e subpartículas.

Vivemos há poucos anos com novos instrumentos, antes apenas sonhados por visionários, estendendo nossa comunicação e retirando pouco a pouco as limitações que tão rapidamente encontramos à nossa imaginação. Imagine o que quatro séculos não poderão fazer com os hipopótamos da garotinha francesa.

Assista ao vídeo

“Assim, toda a incerteza e os enganos das ações humanas advêm seja da limitação de nossos sentidos, da ilusão de nossa memória, do confinamento de nossa compreensão, de forma que não é surpresa que nosso poder sobre as causas e efeitos naturais avance tão lentamente, dado que não apenas lidamos com a obscuridade e a dificuldade das coisas sobre as quais trabalhamos e pensamos, como mesmo as forças de nossas próprias mentes conspiram para nos trair. Sendo estes os perigos do processo da razão humana, os remédios a todos eles só podem proceder da filosofia real, mecânica, experimental, que tem esta vantagem sobre a filosofia de discurso e disputa, uma vez que onde esta almeja a sutileza das deduções e conclusões, sem muita consideração ao primeiro trabalho de coleta, que deve ser bem fundado nos sentidos e memória, a outra pretende ordená-las todas, tornando-as úteis uma à outra”. – Robert Hooke, Micrographia, 1665


SUBJECT: Re: [ciencialist] VENENO FATAL - VERDADEIRO!!! (PARA QUEM TOMA VITAMINA C )
FROM: - - <nando.str@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 18/01/2011 09:09

Nops. Não é verdade.
http://www.snopes.com/medical/toxins/shrimp.asp

2011/1/17 Luiz Ferraz Netto <leobarretos@uol.com.br>


Olá bioquímicos ... isto procede?
 
[]´
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@feiradeciencias.com.br
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================

VAI QUE É VERDADE????

 

 

 

*COMO PRODUZIR ARSÊNICO NATURALMENTE....*


Em Taiwan, uma mulher morreu de repente com sinais de hemorragia em seus ouvidos, nariz, boca e olhos. Depois de uma autópsia preliminar, foi diagnosticado como "causa mortes" envenenamento por arsênico. Mas qual foi a origem do arsênico?

A polícia, então, iniciou uma profunda e extensa investigação. Um professor de medicina foi  convidado para ajudar a resolver o caso.

O professor cuidadosamente examinou os restos existentes no estômago da vítima, e, em menos de meia hora, o mistério foi elucidado. O professor disse: "O óbito não se deu por suicídio nem por assassinato, a vítima morreu acidentalmente por ignorância!"

"O arsênico foi produzido no estômago da vítima". A vítima tomava Vitamina C todos os dias, que por si só não é nenhum problema. O problema é que ela comeu uma quantidade grande de camarão no jantar. Entretanto, na mesma ocasião, a vítima também tomou Vitamina C; é aí onde reside o problema.

Pesquisadores da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, descobriram através de experiências, que alimentos, como camarão "casca mole" contem alta concentração de compostos de 5-potássio – arsênico.

Tais alimentos frescos, por si só, não são tóxicos para o corpo humano!
Entretanto, ao ingerir a Vitamina C, devido a uma reação química, o inicialmente não tóxico 5-potássio-arsênico (como anidrido também conhecido como óxido arsênico, As2 O5) se converte no tóxico 3-potássio - arsênico (ADB anidrido arsênico), também conhecido como trióxido de arsênio (As2 O3), que é popularmente conhecido como arsênico !

Dessa forma, como medida de precaução, NÃO coma camarão quando ingerir Vitamina C.     

VITAMINA C  +  CAMARÃO = VENENO FATAL

Depois de ler isto, por favor,  encaminhe este texto a tantos quanto puder.


 






 


 

 


 

 
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SUBJECT: Res: [ciencialist] VENENO FATAL - VERDADEIRO!!! (PARA QUEM TOMA VITAMINA C )
FROM: Paulo Varella <paulovarella2002@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 18/01/2011 12:37

5-potássio-arsênico (?????) (...) converte-se em 3-potássio - arsênico

LOL/KKKKKK/jajajaja

O que é que o potássio tem a ver com a história?
Baboseira.
PV





De: - - <nando.str@gmail.com>
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011 9:09:44
Assunto: Re: [ciencialist] VENENO FATAL - VERDADEIRO!!! (PARA QUEM TOMA VITAMINA C )

 

Nops. Não é verdade.
http://www.snopes.com/medical/toxins/shrimp.asp

2011/1/17 Luiz Ferraz Netto <leobarretos@uol.com.br>


Olá bioquímicos ... isto procede?
 
[]´
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@feiradeciencias.com.br
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================

VAI QUE É VERDADE????

 

 

 

*COMO PRODUZIR ARSÊNICO NATURALMENTE....*


Em Taiwan, uma mulher morreu de repente com sinais de hemorragia em seus ouvidos, nariz, boca e olhos. Depois de uma autópsia preliminar, foi diagnosticado como "causa mortes" envenenamento por arsênico. Mas qual foi a origem do arsênico?

A polícia, então, iniciou uma profunda e extensa investigação. Um professor de medicina foi  convidado para ajudar a resolver o caso.

O professor cuidadosamente examinou os restos existentes no estômago da vítima, e, em menos de meia hora, o mistério foi elucidado. O professor disse: "O óbito não se deu por suicídio nem por assassinato, a vítima morreu acidentalmente por ignorância!"

"O arsênico foi produzido no estômago da vítima". A vítima tomava Vitamina C todos os dias, que por si só não é nenhum problema. O problema é que ela comeu uma quantidade grande de camarão no jantar. Entretanto, na mesma ocasião, a vítima também tomou Vitamina C; é aí onde reside o problema.

Pesquisadores da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, descobriram através de experiências, que alimentos, como camarão "casca mole" contem alta concentração de compostos de 5-potássio – arsênico.

Tais alimentos frescos, por si só, não são tóxicos para o corpo humano!
Entretanto, ao ingerir a Vitamina C, devido a uma reação química, o inicialmente não tóxico 5-potássio-arsênico (como anidrido também conhecido como óxido arsênico, As2 O5) se converte no tóxico 3-potássio - arsênico (ADB anidrido arsênico), também conhecido como trióxido de arsênio (As2 O3), que é popularmente conhecido como arsênico !

Dessa forma, como medida de precaução, NÃO coma camarão quando ingerir Vitamina C.     

VITAMINA C  +  CAMARÃO = VENENO FATAL

Depois de ler isto, por favor,  encaminhe este texto a tantos quanto puder.


 






 


 

 


 

 
--



 





 

SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Universo Autocontido x Não-Localidade
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 18/01/2011 12:52

Ola Takata,

Excelente analogia, mas ficou uma dúvida : antes da medição os estados estão indefinidos para partículas.No caso das luvas não, os estados já estariam pré-determinados, ou seja, uma já seria a da esquerda e a outra a da direita,  correto ? Então, como a outra partícula "sabe" o estado que foi medido em sua "irmã" ?

As suas funções de ondas não estão correlacionadas, e o resultado do colapso de uma, afeta imediatamento o colapso da outra?Ou seja, não existe uma "transmissão de informação" de uma função de onda para outra, só que em uma "realidade" que não depende do espaço-tempo, que seria a própria não-localidade ?

Abs
Felipe



--- Em seg, 17/1/11, roberto <roberto.takata@bol.com.br> escreveu:

De: roberto <roberto.takata@bol.com.br>
Assunto: [ciencialist] Re: Universo Autocontido x Não-Localidade
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011, 23:39

 

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva
> Era pergunta sim....Mas a informação informação da medição de uma
> das partículas não é transmitida instantaneamente para a outra ?

Não há transmissão de informação.

Um análogo não quântico - q difere pelo estado estar definido à partida - é vc ter um par de luvas. Enfia dentro de uma caixa uma das luvas e manda para bem longe. E em outra caixa envia para outro lugar. Uma pessoa poderá abrir a caixa e saber imediatamente se a luva em outro lugar é direita ou esquerda.

[]s,

Roberto Takata


 

SUBJECT: Eventos Simultaneos e Não-Localidade
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ListadeCiência <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 18/01/2011 13:02

Ola Pessoal,

O que ocorreria em um experimento mental envolvendo duas partículas emaranhadas, onde uma estaria "confinada" em um laboratório e a outra em uma nave viajando a velocidade c ? E se fossem duas naves se movendo em sentidos opostos(uma com v=c e outra com v=0,5c), com relação a um terceiro observador ?

Haveria ou não simultaneidade, qdo um estado de uma dessas partículas fosse determinado/medido ?

Abs
Felipe





 

SUBJECT: Re: Universo Autocontido x Não-Localidade
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 18/01/2011 14:57

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva
> Então, como a outra partícula "sabe" o estado que foi medido em sua
> "irmã" ?

Esse é o princípio da não-localidade.

> As suas funções de ondas não estão correlacionadas, e o resultado
> do colapso de uma, afeta imediatamento o colapso da outra?

Elas *estão* correlacionadas. Em um estado chamado de emaranhamento (entangled state).

> Ou seja, não existe uma "transmissão de informação" de uma função
> de onda para outra, só que em uma "realidade" que não depende do
> espaço-tempo, que seria a própria não-localidade ?

Não. Sem transmissão da informação. Veja q a analogia é menos entre as duas partículas e as duas luvas do que entre as duas partículas e os caras que recebem as duas luvas.

Agora exatamente *como* ocorre o colpso da função de onda ou o processo de descoerência não se sabe.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: [ciencialist] Pluralidade de Mundos
FROM: Luis Brudna <luisbrudna@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 18/01/2011 15:15

  O vídeo do Asimov é fantástico.
A imaginação dele vai até o EAD! :-)

http://scienceblogs.com.br/100nexos/2011/01/pluralidade_de_mundos.php

Até
Luís Brudna

2011/1/18 Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
>
>
>
> Pluralidade de Mundos
>
> Assista ao vídeo
>
> “Para ver um Mundo em um grão de areia e um Céu em uma flor selvagem, segure a Infinidade na palma de sua mão e a Eternidade em uma hora”. – William Blake [c.1793]
>
> Há uma Infinidade de coisas ocorrendo no vídeo acima, onde gotas de oxigênio líquido dançam por uma superfície, devidamente registradas em câmera lenta estendendo a Eternidade de alguns segundos.
>
> As gotas deslizam com quase nenhum atrito devido ao efeito Leidenfrost, onde o oxigênio líquido é vaporizado em contato com a superfície, produzindo uma camada de vapor isolante e com muito pouco atrito. Você pode ver este efeito aquecendo uma frigideira anti-aderente, deixando cair pequenas gotas d’água. O efeito não só diminui o atrito como também fornece isolamento térmico, o que você pode perceber pelo fato de que a gota deslizando pela frigideira pode levar muito mais tempo para evaporar do que deveria se estivesse em contato direto com a chapa. Motivo pelo qual a camada de vapor também explica como se pode mergulhar a mão em chumbo quente ou nitrogênio líquido sem sofrer queimaduras. Não é magia, não é bem um truque. É um efeito descrito por Johann Leidenfrost no século 18.
>
> As gotas de oxigênio líquido se mantêm coesas em si mesmas graças à tensão superficial, e ao longo do vídeo a tensão e a dança das gotas são colocadas à prova devido a ainda outro efeito.
>
> O oxigênio líquido é um material paramagnético, o que significa que não possui magnetismo próprio, mas é atraído por campos magnéticos. Por isso quando um ímã é colocado abaixo da gota, ela se achata, atraída, e uma série de eletroímãs consegue desacelerar e parar uma gota em movimento. Fazem isso, não sem que a forma das gotas seja distorcida devido à interação complexa entre a tensão superficial e inércia. E ainda o efeito Leidenfrost que garante o deslocamento da gota com pouco atrito enquanto ela evapora.
>
> Tudo isso, ocorrendo com uma parte do ar liquefeita através do congelamento, manipulada pelo mesmo eletromagnetismo que responde pela luz que chega a seus olhos e mantém suas moléculas coesas, desenrolando-se em frações de segundo que passariam literalmente em um piscar de olhos.
>
> Admirando aqui a poesia do vídeo de uma gota de oxigênio líquido deslizando sobre uma superfície magnetizada, pensei que nossa imaginação por vezes não faz jus ao mundo em que vivemos.
>
> Então, sempre descobrindo que estou errado e esquecendo das coisas mais simples, me deparo com isso.
>
> Assista ao vídeo
>
> Somos criaturas dotadas de uma imaginação mais do que adequada à Infinidade e à Eternidade, mas enquanto crescemos vemos esta potencialidade infinita limitada por barreiras não tão diferentes daquela que faz com que ao olharmos um grão de areia vejamos apenas um minúsculo ponto e não um Mundo.
>
> Pois bem, Giordano Bruno foi o primeiro Renascentista a ver um Universo infinito em suas dimensões. Galileu Galilei daria outro passo gigante ao apontar o telescópio ao céu. Menos conhecido, Robert Hooke, através de sua  Micrographia, mostrou por sua parte que há realmente um Mundo em um grão de areia, como há em flocos de neve e todos os objetos que perscrutou com seu microscópio. Um Mundo de fenômenos ocorrendo mesmo entre os cílios de nossos olhos. Em escalas muito maiores e muito menores do que aquela que podemos segurar entre nossos dedos, há uma pluralidade de mundos.
>
> Uma pluralidade de mundos estendida há menos de quatro séculos através de instrumentos que estenderam nossos sentidos. Quatro séculos estendendo o Universo a bilhões de anos-luz e um grão de areia em moléculas, átomos e subpartículas.
>
> Vivemos há poucos anos com novos instrumentos, antes apenas sonhados por visionários, estendendo nossa comunicação e retirando pouco a pouco as limitações que tão rapidamente encontramos à nossa imaginação. Imagine o que quatro séculos não poderão fazer com os hipopótamos da garotinha francesa.
>
> Assista ao vídeo
>
> “Assim, toda a incerteza e os enganos das ações humanas advêm seja da limitação de nossos sentidos, da ilusão de nossa memória, do confinamento de nossa compreensão, de forma que não é surpresa que nosso poder sobre as causas e efeitos naturais avance tão lentamente, dado que não apenas lidamos com a obscuridade e a dificuldade das coisas sobre as quais trabalhamos e pensamos, como mesmo as forças de nossas próprias mentes conspiram para nos trair. Sendo estes os perigos do processo da razão humana, os remédios a todos eles só podem proceder da filosofia real, mecânica, experimental, que tem esta vantagem sobre a filosofia de discurso e disputa, uma vez que onde esta almeja a sutileza das deduções e conclusões, sem muita consideração ao primeiro trabalho de coleta, que deve ser bem fundado nos sentidos e memória, a outra pretende ordená-las todas, tornando-as úteis uma à outra”. – Robert Hooke, Micrographia, 1665
>


SUBJECT: Re: [ciencialist] Pluralidade de Mundos
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 18/01/2011 15:27

Percebe-se melhor a genialidade do Asimov com as perguntas do repórter...

2011/1/18 Luis Brudna <luisbrudna@gmail.com>
 

  O vídeo do Asimov é fantástico.
A imaginação dele vai até o EAD! :-)

http://scienceblogs.com.br/100nexos/2011/01/pluralidade_de_mundos.php

Até
Luís Brudna

2011/1/18 Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>


>
>
>
> Pluralidade de Mundos
>
> Assista ao vídeo
>
> “Para ver um Mundo em um grão de areia e um Céu em uma flor selvagem, segure a Infinidade na palma de sua mão e a Eternidade em uma hora”. – William Blake [c.1793]
>
> Há uma Infinidade de coisas ocorrendo no vídeo acima, onde gotas de oxigênio líquido dançam por uma superfície, devidamente registradas em câmera lenta estendendo a Eternidade de alguns segundos.
>
> As gotas deslizam com quase nenhum atrito devido ao efeito Leidenfrost, onde o oxigênio líquido é vaporizado em contato com a superfície, produzindo uma camada de vapor isolante e com muito pouco atrito. Você pode ver este efeito aquecendo uma frigideira anti-aderente, deixando cair pequenas gotas d’água. O efeito não só diminui o atrito como também fornece isolamento térmico, o que você pode perceber pelo fato de que a gota deslizando pela frigideira pode levar muito mais tempo para evaporar do que deveria se estivesse em contato direto com a chapa. Motivo pelo qual a camada de vapor também explica como se pode mergulhar a mão em chumbo quente ou nitrogênio líquido sem sofrer queimaduras. Não é magia, não é bem um truque. É um efeito descrito por Johann Leidenfrost no século 18.
>
> As gotas de oxigênio líquido se mantêm coesas em si mesmas graças à tensão superficial, e ao longo do vídeo a tensão e a dança das gotas são colocadas à prova devido a ainda outro efeito.
>
> O oxigênio líquido é um material paramagnético, o que significa que não possui magnetismo próprio, mas é atraído por campos magnéticos. Por isso quando um ímã é colocado abaixo da gota, ela se achata, atraída, e uma série de eletroímãs consegue desacelerar e parar uma gota em movimento. Fazem isso, não sem que a forma das gotas seja distorcida devido à interação complexa entre a tensão superficial e inércia. E ainda o efeito Leidenfrost que garante o deslocamento da gota com pouco atrito enquanto ela evapora.
>
> Tudo isso, ocorrendo com uma parte do ar liquefeita através do congelamento, manipulada pelo mesmo eletromagnetismo que responde pela luz que chega a seus olhos e mantém suas moléculas coesas, desenrolando-se em frações de segundo que passariam literalmente em um piscar de olhos.
>
> Admirando aqui a poesia do vídeo de uma gota de oxigênio líquido deslizando sobre uma superfície magnetizada, pensei que nossa imaginação por vezes não faz jus ao mundo em que vivemos.
>
> Então, sempre descobrindo que estou errado e esquecendo das coisas mais simples, me deparo com isso.
>
> Assista ao vídeo
>
> Somos criaturas dotadas de uma imaginação mais do que adequada à Infinidade e à Eternidade, mas enquanto crescemos vemos esta potencialidade infinita limitada por barreiras não tão diferentes daquela que faz com que ao olharmos um grão de areia vejamos apenas um minúsculo ponto e não um Mundo.
>
> Pois bem, Giordano Bruno foi o primeiro Renascentista a ver um Universo infinito em suas dimensões. Galileu Galilei daria outro passo gigante ao apontar o telescópio ao céu. Menos conhecido, Robert Hooke, através de sua  Micrographia, mostrou por sua parte que há realmente um Mundo em um grão de areia, como há em flocos de neve e todos os objetos que perscrutou com seu microscópio. Um Mundo de fenômenos ocorrendo mesmo entre os cílios de nossos olhos. Em escalas muito maiores e muito menores do que aquela que podemos segurar entre nossos dedos, há uma pluralidade de mundos.
>
> Uma pluralidade de mundos estendida há menos de quatro séculos através de instrumentos que estenderam nossos sentidos. Quatro séculos estendendo o Universo a bilhões de anos-luz e um grão de areia em moléculas, átomos e subpartículas.
>
> Vivemos há poucos anos com novos instrumentos, antes apenas sonhados por visionários, estendendo nossa comunicação e retirando pouco a pouco as limitações que tão rapidamente encontramos à nossa imaginação. Imagine o que quatro séculos não poderão fazer com os hipopótamos da garotinha francesa.
>
> Assista ao vídeo
>
> “Assim, toda a incerteza e os enganos das ações humanas advêm seja da limitação de nossos sentidos, da ilusão de nossa memória, do confinamento de nossa compreensão, de forma que não é surpresa que nosso poder sobre as causas e efeitos naturais avance tão lentamente, dado que não apenas lidamos com a obscuridade e a dificuldade das coisas sobre as quais trabalhamos e pensamos, como mesmo as forças de nossas próprias mentes conspiram para nos trair. Sendo estes os perigos do processo da razão humana, os remédios a todos eles só podem proceder da filosofia real, mecânica, experimental, que tem esta vantagem sobre a filosofia de discurso e disputa, uma vez que onde esta almeja a sutileza das deduções e conclusões, sem muita consideração ao primeiro trabalho de coleta, que deve ser bem fundado nos sentidos e memória, a outra pretende ordená-las todas, tornando-as úteis uma à outra”. – Robert Hooke, Micrographia, 1665
>


SUBJECT: Re: RES: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 18/01/2011 16:29

Caro Alvaro,

Se a fisica diz q alguma coisa e' teoricamente possivel, sua realizacao e' apenas uma questao tecnologica, nao?

;-)

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Álvaro Augusto (P) <alvaro@...> escreveu
>
> Caro Eduardo,
>
>
>
> Quando a dobra espacial for experimentalmente demonstrada poderemos dizer
> que a trilogia Rama se baseia em conceitos rigorosamente científicos. Até
> lá, contudo, tais conceitos continuarão apenas um pouco mais rigorosos do
> que aqueles utilizados por Lewis Carroll. Em física teórica muitas coisas
> são possíveis, especialmente em relatividades geral, pois as equações de
> Einstein permitem uma série de soluções não realistas. Já em física
> experimental a história é outra, pois devemos nos contentar com as coisas do
> jeito que são, e não da maneira como gostaríamos que fossem.
>
>
>
> Abraços,
>
>
>
> Alvaro
>
>
>
>
>
> De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
> Em nome de Eduardo Torres
> Enviada em: segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 10:17
> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Assunto: Re: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves
> Espaciais
>
>
>
>
>
> Nao esqueci, ate' comentei na minha primeira msg desse thread sobre a
> co-autoria de Lee nos dois livros sequenciais da trilogia.
>
> So' q Lee tb tem excelente formacao e experiencia tecnica, pois e'
> engenheiro da NASA.
>
> De novo acredito q vc possa estar confundindo um pouco as coisas.
>
> Clarke/Lee especulam sobre uma serie de coisas na trilogia Rama, mas sem
> nunca violar qq principio fisico.
>
> E naquilo q nao especulam, o rigor fisico da descricao e' total.
>
> Qto aa propulsao nao newtoniana, e' tema recorrente em fisica teorica, nao
> constituindo de modo algum inconsistencia fisica ou fantasia sem base, sendo
> o mais notavel exemplo o famoso artigo sobre 'dobra espacial' de Alcubierre
> ('The warp drive: hyper-fast travel within general relativity') publicado em
> 1994 na revista cientifica Classical and Quantum Gravity.
>
> A 'dobra espacial' de Alcubierre e' um possivel sistema de propulsao nao
> newtoniana, cujos principios teoricos foram desenvolvidos pelo pesquisador
> com todo o rigor da fisica teorica mainstream.
>
> Pra explicar a ideia de Alcubierre, pego carona no didatico site da
> Federacao da Frota Estelar de SP em:
>
> http://www.ffesp.com/dcffesp/art_inte/A%20velocidade%20de%20dobra.htm
>
> --------------
>
> ...Alcubierre propôs um modo de superar o limite da velocidade da luz,
> parecido com a expansão do universo, mas em uma escala local. Ele
> desenvolveu uma " métrica " para relatividade geral, uma representação
> matemática da curvatura de espaço, que descreve uma região plana do espaço
> próximo de uma " dobra " que pode ser impulsionada adiante com
> qualquer velocidade arbitrária, inclusive velocidades maiores que a da luz,
> a velocidade de dobra de Alcubierre, e construída por funções tangentes
> hiperbólicas as quais criam um distorção muito peculiar do espaço nas
> extremidades do volume de espaço considerado.
>
> A idéia e inovadora. Se o espaço-tempo pode ser dobrado localmente de modo
> que se expanda atrás de uma nave e se contraia adiante dela, então a nave
> será impulsionada junto com o espaço que a contem. Localmente, a nave nunca
> viajará mais rápido do que a luz, porque a luz também será impulsionada
> junto com a onda de espaço em expansão. Mas, globalmente percorrera
> distâncias incrivelmente grandes em pequenos intervalos de tempo.
>
> Uma maneira de visualizar o que acontece e imaginar-se a bordo de uma nave.
> Se o espaço subitamente se expandir por detrás da nave em uma escala
> suficientemente grande, você percebera que a base estelar que deixou há
> poucos minutos agora está a muitos anos luz de distância. Da mesma forma, se
> o espaço se contrair adiante de você, será possível perceber que a base em
> direção a qual você viaja, que estava a alguns anos luz de distância, agora
> esta tão próxima que poderia ser alcançada em minutos a velocidade de
> propulsão normal...
>
> ------------
>
> A integra do artigo original de Alcubierre pode ser obtida em:
>
> http://members.shaw.ca/mike.anderton/WarpDrive.pdf
>
> De novo: O fato de Clarke e Lee terem especulado sobre uma propulsao nao
> newtoniana em Rama, bem como sobre os criadores de Rama e seus objetivos nao
> afeta de modo algum o rigor cientifico da obra como um todo e menos ainda o
> calculo da aceleracao maxima de Rama, tema desse thread.
>
> Abs,
> Eduardo Torres
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> , Álvaro Augusto (P) <alvaro@>
> escreveu
> >
> > Caro Eduardo,
> >
> >
> >
> > Você está se esquecendo de um pequeno detalhe: a trilogia Rama não foi
> > escrita somente por Clarke, mas por ele e Gentry Lee. Não sei qual deles
> > aboliu a terceira lei de Newton, mesmo que localmente, mas não sei como
> isso
> > pode ser considerado exemplo de rigor científico. De qualquer forma, já
> faz
> > muito tempo que li meu último livro de FC e não me imagino relendo "Rama
> > Revealed" só para mostrar que o universo da obra é diferente do nosso.
> Ainda
> > assim, lembro-me vagamente de que as espaçonaves da série Rama fazem parte
> > de uma espécie de "serviço de supervisão galáctica", cujo objetivo é
> coletar
> > dados que permitam a Deus determinar se os universos que eles criou
> > resultaram em harmonia. Rigor científico? Hum, sei não...
> >
> >
> >
> > Abraços,
> >
> >
> >
> > Alvaro Augusto
> >
> >
> >
> >
> >
> > De: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> ]
> > Em nome de Eduardo Torres
> > Enviada em: domingo, 16 de janeiro de 2011 11:42
> > Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > Assunto: Re: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves
> > Espaciais
> >
> >
> >
> >
> >
> > Nada pode estar mais distante disso (inconsistencias ou erros de fisica)
> > numa obra de Clarke, q era fisico e matematico e famoso pelo rigor
> > cientifico de suas obras de FC, sendo um classico da FC 'hard'.
> >
> > Clarke especulou sobre um sistema de propulsao desconhecido de Rama q
> > aparentemente nao seguia o principio newtoniano de acao-reacao.
> >
> > Mas a pergunta referia-se ao calculo da aceleracao maxima de Rama q nao
> > causasse transbordamento de seu Mar Cilindrico.
> >
> > Isso e' um fenomeno fisico q independe do sistema de propulsao de Rama. Em
> > havendo a aceleracao de Rama, qq q fosse seu sistema de propulsao,
> ocorreria
> > da mesma maneira.
> >
> > Os trechos exatos do livro referentes a essas especulacoes e ao calculo da
> > aceleracao maxima de Rama seguem abaixo:
> >
> > '..."Mas há uma coisa de que estou bastante certo. Se Rama possui de fato
> um
> > sistema de propulsão, é algo
> > completamente inacessível aos nossos atuais conhecimentos. Teria, mesmo,
> de
> > ser a fabulosa "propulsão espacial",
> > de que se vem falando há duzentos anos.
> > – O senhor não a poria fora de cogitação?
> > – Certamente que não. Se pudermos provar que Rama tem uma propulsão
> espacial
> > – ainda que não aprendamos
> > nada sobre o seu modo de operar – teremos feito uma grande descoberta.
> Pelo
> > menos, saberemos que tal coisa é
> > possível.
> > – Mas que é, enfim, essa propulsão espacial? – perguntou o Embaixador da
> > Terra num tom de voz meio
> > queixoso.
> > – Qualquer sistema de propulsão, Sir Robert, que não funcione com base no
> > princípio do foguete. O termo
> > antigravidade – se isso é possível – seria muito apropriado. De momento,
> não
> > sabemos onde procurar uma tal
> > propulsão e a maioria dos cientistas duvidam que ela exista.
> > – Não existe – atalhou o Prof. Davidson. – Newton estabeleceu isso uma vez
> > por todas. Não se pode ter ação
> > sem reação. As propulsões espaciais são um contra-senso, podem crer no que
> > lhes digo.
> > – Talvez o senhor tenha razão – replicou Perera com uma brandura
> > desacostumada. – Mas, se Rama não tem
> > uma propulsão espacial, não tem propulsão nenhuma. Simplesmente não há
> > espaço para um sistema de propulsão
> > convencional, com os seus enormes tanques de combustível.
> > – É difícil imaginar um mundo inteiro sendo empurrado de cá para lá –
> disse
> > Dennis Solomons. – Que
> > aconteceria aos objetos que vão no seu interior? Seria preciso aparafusar
> > tudo. Extremamente incômodo.
> > – Bem, a aceleração seria provavelmente muito baixa. O maior
> > problema seria a água do Mar Cilíndrico. Como impedir que ela... A Voz de
> > Perera apagou-se de repente e seus
> > olhos se vidraram. Parecia estar à beira de uma crise epiléptica ou mesmo
> de
> > um ataque cardíaco. Os colegas
> > olhavam-no alarmados; mas, refazendo-se subitamente, ele deu um murro na
> > mesa e gritou:
> > – Pois claro! Isso explica tudo! A escarpa meridional! Agora sim, faz
> > sentido!
> > – Não para mim – resmungou o Embaixador da Lua, exprimindo o sentir de
> todos
> > os presentes.
> > – Vejam esta seção longitudinal de Rama – continuou Perera, alvoroçado,
> > desdobrando o seu mapa. – Têm as
> > suas cópias aí? O Mar Cilíndrico está contido entre duas escarpas, que
> > circundam completamente o interior de
> > Rama. A do norte só tem cinqüenta metros de altura; a do sul, por outro
> > lado, se eleva a quase meio quilômetro de
> > altitude. Por que essa diferença? Ninguém, até agora, pôde encontrar uma
> > razão plausível.
> > "Mas suponhamos que Rama seja realmente capaz de propelir a si mesmo, –
> > acelerando de modo que a
> > extremidade norte fique virada para a frente. A água do Mar tenderia a
> > mover-se para trás; seu nível subiria no sul,
> > talvez centenas de metros. Daí a escarpa. Vejamos...
> > Perera começou a rabiscar com frenética rapidez no seu bloco. Ao cabo de
> um
> > tempo espantosamente curto –
> > não podia ter durado mais de vinte segundos – alçou a cabeça com um ar
> > triunfante.
> > – Dada a altura dessas escarpas, pode-se calcular o máximo de aceleração
> que
> > Rama é capaz de receber. Se
> > fosse superior a dois por cento de gravidade, o mar transbordaria sobre o
> > continente meridional.
> > – Um cinqüenta avos de g? Não é muito.
> > – É, sim – para uma massa de dez milhões de megatons. Não se faz
> necessário
> > mais para manobras
> > astronômicas...'
> >
> > e mais adiante, muitas paginas depois:
> >
> > '...– Capitão – chamou Calvert em voz urgente da posição de Navegador, –
> > Estamos rolando... olhe as estrelas!
> > Mas os instrumentos não indicam nada!
> > – Os girômetros funcionam?
> > – Perfeitamente normais – posso ver os ponteiros oscilarem em cima do
> zero.
> > Mas estamos rolando a vários
> > graus por segundo!
> > – Isso é impossível!
> > – Claro que é impossível... mas olhe o senhor mesmo! Quando tudo mais
> > falhava, não havia remédio senão
> > confiar no olhômetro. Norton não podia duvidar de que o campo das estrelas
> > estivesse animado de um lento
> > movimento de rotação: lá ia Sírius, atravessando a beirada de bombordo. Ou
> o
> > universo, numa reversão à
> > cosmologia pré-copernicana, resolvera subitamente girar em torno da
> > Endeavour, ou as estrelas estavam paradas e
> > a nave girava sobre si mesma.
> > A segunda explicação parecia bastante mais plausível, e contudo envolvia
> > paradoxos aparentemente insolúveis.
> > Se a nave estivesse realmente girando a essa razão, ele o teria sentido –
> > literalmente pelas assentadeiras, segundo a
> > expressão popular. E os girômetros não podiam ter falhado simultânea e
> > independentemente. Só ficava em pé uma
> > resposta. Todos os átomos da Endeavour deviam estar sob a ação de uma
> mesma
> > força – e só um poderoso campo
> > gravitacional podia produzir esse efeito. Pelo menos, nenhum outro campo
> > conhecido...
> > De repente, as estrelas se desvaneceram. O disco chamejante do Sol
> emergira
> > de trás do escudo de Rama e o
> > seu esplendor as expulsara do céu.
> > – Você não me consegue uma leitura de radar? Qual é o efeito Doppler?
> > Norton esperava ouvir que também este último estava inoperante, mas
> > equivocava-se.
> > Rama ia finalmente a caminho, acelerando a modesta razão de 0,015
> gravidade.
> > O Dr. Perera devia estar muito
> > contente, pensou Norton, pois tinha predito um máximo de 0,02. E a
> Endeavour
> > fora de algum modo apanhada na
> > sua esteira como um destroço flutuante de naufrágio, rolando e rolando
> sobre
> > si mesma atrás de um veloz transatlântico...
> > Hora após hora, essa aceleração se manteve constante; Rama se afastava da
> > Endeavour a uma velocidade cada
> > vez maior. Ã medida que crescia a distância, o Comportamento anômalo da
> nave
> > foi cessando aos poucos; as leis
> > normais da inércia começaram novamente a operar. Quanto às energias em
> cujo
> > redemoinho tinham sido apanhados
> > por breves momentos, tudo que podiam fazer eram conjeturas, e Norton deu
> > graças aos céus por haver
> > estacionado a Endeavour & boa distância antes de Rama pôr em funcionamento
> a
> > sua propulsão.
> > Quanto à natureza dessa propulsão, de uma coisa agora se tinha certeza,
> > ainda que tudo mais fosse mistério.
> > Não havia jatos de gás nem feixes de plasma ou iontes empurrando Rama para
> a
> > sua nova órbita. Ninguém
> > exprimiu melhor a coisa do que o Sargento-Professor Myron quando disse,
> > chocado e incrédulo:
> > – Lá se vai a Terceira Lei de Newton!
> > Foi na Terceira Lei de Newton, não obstante, que teve de confiar a
> Endeavour
> > no dia seguinte, ao usar as
> > últimas reservas de combustível para afastar a sua órbita do Sol...'
> >
> > Esse comentario do Alvaro me lembra algumas criticas q Isaac Asimov (q era
> > Quimico com po's-graduacao em Bioquimica) recebeu qdo anunciou q
> escreveria
> > contos policiais de FC, o q foi considerado impossivel, pois se qq coisa
> era
> > possivel especular em FC, como o leitor poderia desvendar o crime? Mas
> > Asimov habilmente e de modo inteiramente consistente, armou em cada conto
> a
> > devida 'regra do jogo', com coisas fantasticas e inexistentes em nosso
> > mundo, mas consistentes entre si e com respeito aas proprias regras
> > 'fantasticas' e aa fisica e aa quimica. Foram contos policiais da melhor
> > cepa e hoje classicos.
> >
> > Uma coisa e' especular, fazer a imaginacao fluir, outra coisa e' ser
> > inconsistente e desrespeitar principios basicos da Ciencia.
> >
> > Maus autores misturam essas duas abordagens.
> >
> > Bons autores, nao, e assim extraem o melhor dos 'dois mundos'.
> >
> > Como dizia Einstein: A imaginacao e' mais importante q o conhecimento.
> >
> > ;-)
> >
> > Abs,
> > Eduardo Torres
> >
> > --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> , Álvaro Augusto (P) <alvaro@>
> > escreveu
> > >
> > > Eu li todos os livros da série Rama, incluindo o primeiro ("Encontro com
> > > Rama"), escrito apenas por Clarke. Lembremos que, embora Clarke tenha
> sido
> > > um dos mais técnicos autores de FC, a espaçonave Rama se deslocava por
> > meio
> > > de um mecanismo que abolia a terceira lei de Newton. Quando um autor de
> FC
> > > faz isso, não há muito porque se preocupar com cálculos detalhados de
> > > possibilidades físicas, pois fica claro que ele optou por trabalhar em
> um
> > > universo diferente do nosso. Ainda assim, segundo
> > >
> >
> http://en.wikipedia.org/wiki/Rama_(spacecraft)#Rendezvous_with_Rama_.28Phase
> > > _I.29 a máxima aceleração da nave seria 0,1962 m/s2.
> > >
> > >
> > >
> > > [ ]s
> > >
> > >
> > >
> > > Alvaro Augusto
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > De: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> ]
> > > Em nome de Eduardo Torres
> > > Enviada em: segunda-feira, 27 de dezembro de 2010 15:08
> > > Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > > Assunto: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > Dois assuntos correlacionados:
> > >
> > > 1-Na trilogia 'Rama' (creio q no segundo volume - 'Rama II') Arthur C.
> > > Clarke mostra um modo dos humanos a bordo sobreviverem aas super
> > aceleracoes
> > > da nave, q era mergulharem, vestidos de trajes especiais com
> respiradores,
> > > em camaras cheias de um liquido.
> > >
> > > Pergunto aos colegas da lista: Isso funcionaria de fato? Sim? Por q^?
> Nao?
> > > Por q^?
> > >
> > > E, aproveitando o ensejo:
> > >
> > > 2-No primeiro volume da trilogia, 'Encontro com Rama' , Clarke descreve
> o
> > > Mar Cilindrico (o mar interno de Rama, nave interestelar de formato
> > > cilindrico, onde havia gravidade centrifuga na superficie interna do
> > > cilindro devido aa rotacao da nave em torno de seu eixo longitudinal).
> > >
> > > Sobre esse mar havia o fato, inicialmente misterioso, de ter escarpas de
> > > tamanho bem diferente nas suas duas margens.
> > >
> > > No livro, um cientista teve a ideia d q isso poderia ter sido projetado
> > > pelos criadores de Rama para evitar q o mar transbordasse durante as
> > > aceleracoes de Rama.
> > >
> > > Assim, a escarpa maior seria para permitir a elevacao das aguas no lado
> > > oposto ao sentido da aceleracao.
> > >
> > > O cientista inclusive calculou, em funcao das diferencas de alturas das
> > > escarpas, das dimensoes do mar e de Rama, e da velocidade angular em
> torno
> > > do seu eixo, qual seria a aceleracao maxima possivel de Rama de modo a q
> o
> > > seu mar interno nao transbordasse.
> > >
> > > No livro, concluiu o calculo em apenas 20 segundos, simplesmente
> > rabiscando
> > > num bloco durante uma reuniao.
> > >
> > > Lembro q, logo depois q li o livro (foi lancado no Brasil em 1976),
> passei
> > a
> > > estudar Fisica I na faculdade (em 1977), e tentei resolver o problema eu
> > > mesmo.
> > >
> > > Resolvi.
> > >
> > > Mas nao foi facil.
> > >
> > > Nao guardei a solucao.
> > >
> > > Nunca mais tentei resolver de novo desde entao (sera' q resolveria
> > > hoje?),...
> > >
> > > ;-)
> > >
> > > ...mas e' uma solucao perfeitamente encontravel apenas com Fisica de
> Nivel
> > > Medio.
> > >
> > > Por q estou contando isso?
> > >
> > > Pq um dia desses achei uma resolucao bem didatica desse problema na net,
> q
> > > compartilho com os colegas da Ciencialist:
> > >
> > > http://nerdyard.com/encontro-com-rama/
> > >
> > > Abs,
> > > Eduardo Torres
> > >
> >
>
> .
>
>
> <http://geo.yahoo.com/serv?s=97490437/grpId=1044856/grpspId=2137111528/msgId
> =78233/stime=1295275491/nc1=1/nc2=2/nc3=3>
>




SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Universo Autocontido x Não-Localidade
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 18/01/2011 17:10

Ola Takata,
 
"Elas *estão* correlacionadas. Em um estado chamado de emaranhamento "
 
Era isso que eu queria dizer, só que foi com uma pergunta na negativa...faltou o mas na frente. E o que quis dizer foi que esta correlação, que faz com q uma função de onda influencie na outra, ocorre não-localmente, até pq não existem funções de onda em nosso universo físico, concorda ?
 
* a troca de informação que falo, é a prórpia influência de uma função sobre a outra, só esta influencia não se dá no espaço-tempo.
 
Abs
Felipe

--- Em ter, 18/1/11, roberto <roberto.takata@bol.com.br> escreveu:

De: roberto <roberto.takata@bol.com.br>
Assunto: [ciencialist] Re: Universo Autocontido x Não-Localidade
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011, 14:57

 
--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva
> Então, como a outra partícula "sabe" o estado que foi medido em sua
> "irmã" ?

Esse é o princípio da não-localidade.

> As suas funções de ondas não estão correlacionadas, e o resultado
> do colapso de uma, afeta imediatamento o colapso da outra?

Elas *estão* correlacionadas. Em um estado chamado de emaranhamento (entangled state).

> Ou seja, não existe uma "transmissão de informação" de uma função
> de onda para outra, só que em uma "realidade" que não depende do
> espaço-tempo, que seria a própria não-localidade ?

Não. Sem transmissão da informação. Veja q a analogia é menos entre as duas partículas e as duas luvas do que entre as duas partículas e os caras que recebem as duas luvas.

Agora exatamente *como* ocorre o colpso da função de onda ou o processo de descoerência não se sabe.

[]s,

Roberto Takata


 

SUBJECT: InovaBrasil
FROM: "robrape.vix00" <robrape.vix00@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 18/01/2011 17:17

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SUBJECT: RES: RES: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
FROM: Álvaro Augusto (P) <alvaro@electrapower.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 18/01/2011 23:50

Não, claro que não. Os cálculos podem estar errados, algum aspecto das soluções pode não ter sido bem compreendido, etc. Por exemplo, o que dizer das soluções de Gödel para as equações de Einstein?

 

[ ]s

 

Alvaro

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Eduardo Torres
Enviada em: terça-feira, 18 de janeiro de 2011 16:29
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: RES: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais

 

 

Caro Alvaro,

Se a fisica diz q alguma coisa e' teoricamente possivel, sua realizacao e' apenas uma questao tecnologica, nao?

;-)

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Álvaro Augusto (P) <alvaro@...> escreveu
>
> Caro Eduardo,
>
>
>
> Quando a dobra espacial for experimentalmente demonstrada poderemos dizer
> que a trilogia Rama se baseia em conceitos rigorosamente científicos. Até
> lá, contudo, tais conceitos continuarão apenas um pouco mais rigorosos do
> que aqueles utilizados por Lewis Carroll. Em física teórica muitas coisas
> são possíveis, especialmente em relatividades geral, pois as equações de
> Einstein permitem uma série de soluções não realistas. Já em física
> experimental a história é outra, pois devemos nos contentar com as coisas do
> jeito que são, e não da maneira como gostaríamos que fossem.
>
>
>
> Abraços,
>
>
>
> Alvaro
>
>
>
>
>
> De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
> Em nome de Eduardo Torres
> Enviada em: segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 10:17
> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Assunto: Re: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves
> Espaciais
>
>
>
>
>
> Nao esqueci, ate' comentei na minha primeira msg desse thread sobre a
> co-autoria de Lee nos dois livros sequenciais da trilogia.
>
> So' q Lee tb tem excelente formacao e experiencia tecnica, pois e'
> engenheiro da NASA.
>
> De novo acredito q vc possa estar confundindo um pouco as coisas.
>
> Clarke/Lee especulam sobre uma serie de coisas na trilogia Rama, mas sem
> nunca violar qq principio fisico.
>
> E naquilo q nao especulam, o rigor fisico da descricao e' total.
>
> Qto aa propulsao nao newtoniana, e' tema recorrente em fisica teorica, nao
> constituindo de modo algum inconsistencia fisica ou fantasia sem base, sendo
> o mais notavel exemplo o famoso artigo sobre 'dobra espacial' de Alcubierre
> ('The warp drive: hyper-fast travel within general relativity') publicado em
> 1994 na revista cientifica Classical and Quantum Gravity.
>
> A 'dobra espacial' de Alcubierre e' um possivel sistema de propulsao nao
> newtoniana, cujos principios teoricos foram desenvolvidos pelo pesquisador
> com todo o rigor da fisica teorica mainstream.
>
> Pra explicar a ideia de Alcubierre, pego carona no didatico site da
> Federacao da Frota Estelar de SP em:
>
> http://www.ffesp.com/dcffesp/art_inte/A%20velocidade%20de%20dobra.htm
>
> --------------
>
> ...Alcubierre propôs um modo de superar o limite da velocidade da luz,
> parecido com a expansão do universo, mas em uma escala local. Ele
> desenvolveu uma " métrica " para relatividade geral, uma representação
> matemática da curvatura de espaço, que descreve uma região plana do espaço
> próximo de uma " dobra " que pode ser impulsionada adiante com
> qualquer velocidade arbitrária, inclusive velocidades maiores que a da luz,
> a velocidade de dobra de Alcubierre, e construída por funções tangentes
> hiperbólicas as quais criam um distorção muito peculiar do espaço nas
> extremidades do volume de espaço considerado.
>
> A idéia e inovadora. Se o espaço-tempo pode ser dobrado localmente de modo
> que se expanda atrás de uma nave e se contraia adiante dela, então a nave
> será impulsionada junto com o espaço que a contem. Localmente, a nave nunca
> viajará mais rápido do que a luz, porque a luz também será impulsionada
> junto com a onda de espaço em expansão. Mas, globalmente percorrera
> distâncias incrivelmente grandes em pequenos intervalos de tempo.
>
> Uma maneira de visualizar o que acontece e imaginar-se a bordo de uma nave.
> Se o espaço subitamente se expandir por detrás da nave em uma escala
> suficientemente grande, você percebera que a base estelar que deixou há
> poucos minutos agora está a muitos anos luz de distância. Da mesma forma, se
> o espaço se contrair adiante de você, será possível perceber que a base em
> direção a qual você viaja, que estava a alguns anos luz de distância, agora
> esta tão próxima que poderia ser alcançada em minutos a velocidade de
> propulsão normal...
>
> ------------
>
> A integra do artigo original de Alcubierre pode ser obtida em:
>
> http://members.shaw.ca/mike.anderton/WarpDrive.pdf
>
> De novo: O fato de Clarke e Lee terem especulado sobre uma propulsao nao
> newtoniana em Rama, bem como sobre os criadores de Rama e seus objetivos nao
> afeta de modo algum o rigor cientifico da obra como um todo e menos ainda o
> calculo da aceleracao maxima de Rama, tema desse thread.
>
> Abs,
> Eduardo Torres
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> , Álvaro Augusto (P) <alvaro@>
> escreveu
> >
> > Caro Eduardo,
> >
> >
> >
> > Você está se esquecendo de um pequeno detalhe: a trilogia Rama não foi
> > escrita somente por Clarke, mas por ele e Gentry Lee. Não sei qual deles
> > aboliu a terceira lei de Newton, mesmo que localmente, mas não sei como
> isso
> > pode ser considerado exemplo de rigor científico. De qualquer forma, já
> faz
> > muito tempo que li meu último livro de FC e não me imagino relendo "Rama
> > Revealed" só para mostrar que o universo da obra é diferente do nosso.
> Ainda
> > assim, lembro-me vagamente de que as espaçonaves da série Rama fazem parte
> > de uma espécie de "serviço de supervisão galáctica", cujo objetivo é
> coletar
> > dados que permitam a Deus determinar se os universos que eles criou
> > resultaram em harmonia. Rigor científico? Hum, sei não...
> >
> >
> >
> > Abraços,
> >
> >
> >
> > Alvaro Augusto
> >
> >
> >
> >
> >
> > De: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> ]
> > Em nome de Eduardo Torres
> > Enviada em: domingo, 16 de janeiro de 2011 11:42
> > Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > Assunto: Re: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves
> > Espaciais
> >
> >
> >
> >
> >
> > Nada pode estar mais distante disso (inconsistencias ou erros de fisica)
> > numa obra de Clarke, q era fisico e matematico e famoso pelo rigor
> > cientifico de suas obras de FC, sendo um classico da FC 'hard'.
> >
> > Clarke especulou sobre um sistema de propulsao desconhecido de Rama q
> > aparentemente nao seguia o principio newtoniano de acao-reacao.
> >
> > Mas a pergunta referia-se ao calculo da aceleracao maxima de Rama q nao
> > causasse transbordamento de seu Mar Cilindrico.
> >
> > Isso e' um fenomeno fisico q independe do sistema de propulsao de Rama. Em
> > havendo a aceleracao de Rama, qq q fosse seu sistema de propulsao,
> ocorreria
> > da mesma maneira.
> >
> > Os trechos exatos do livro referentes a essas especulacoes e ao calculo da
> > aceleracao maxima de Rama seguem abaixo:
> >
> > '..."Mas há uma coisa de que estou bastante certo. Se Rama possui de fato
> um
> > sistema de propulsão, é algo
> > completamente inacessível aos nossos atuais conhecimentos. Teria, mesmo,
> de
> > ser a fabulosa "propulsão espacial",
> > de que se vem falando há duzentos anos.
> > – O senhor não a poria fora de cogitação?
> > – Certamente que não. Se pudermos provar que Rama tem uma propulsão
> espacial
> > – ainda que não aprendamos
> > nada sobre o seu modo de operar – teremos feito uma grande descoberta.
> Pelo
> > menos, saberemos que tal coisa é
> > possível.
> > – Mas que é, enfim, essa propulsão espacial? – perguntou o Embaixador da
> > Terra num tom de voz meio
> > queixoso.
> > – Qualquer sistema de propulsão, Sir Robert, que não funcione com base no
> > princípio do foguete. O termo
> > antigravidade – se isso é possível – seria muito apropriado. De momento,
> não
> > sabemos onde procurar uma tal
> > propulsão e a maioria dos cientistas duvidam que ela exista.
> > – Não existe – atalhou o Prof. Davidson. – Newton estabeleceu isso uma vez
> > por todas. Não se pode ter ação
> > sem reação. As propulsões espaciais são um contra-senso, podem crer no que
> > lhes digo.
> > – Talvez o senhor tenha razão – replicou Perera com uma brandura
> > desacostumada. – Mas, se Rama não tem
> > uma propulsão espacial, não tem propulsão nenhuma. Simplesmente não há
> > espaço para um sistema de propulsão
> > convencional, com os seus enormes tanques de combustível.
> > – É difícil imaginar um mundo inteiro sendo empurrado de cá para lá –
> disse
> > Dennis Solomons. – Que
> > aconteceria aos objetos que vão no seu interior? Seria preciso aparafusar
> > tudo. Extremamente incômodo.
> > – Bem, a aceleração seria provavelmente muito baixa. O maior
> > problema seria a água do Mar Cilíndrico. Como impedir que ela... A Voz de
> > Perera apagou-se de repente e seus
> > olhos se vidraram. Parecia estar à beira de uma crise epiléptica ou mesmo
> de
> > um ataque cardíaco. Os colegas
> > olhavam-no alarmados; mas, refazendo-se subitamente, ele deu um murro na
> > mesa e gritou:
> > – Pois claro! Isso explica tudo! A escarpa meridional! Agora sim, faz
> > sentido!
> > – Não para mim – resmungou o Embaixador da Lua, exprimindo o sentir de
> todos
> > os presentes.
> > – Vejam esta seção longitudinal de Rama – continuou Perera, alvoroçado,
> > desdobrando o seu mapa. – Têm as
> > suas cópias aí? O Mar Cilíndrico está contido entre duas escarpas, que
> > circundam completamente o interior de
> > Rama. A do norte só tem cinqüenta metros de altura; a do sul, por outro
> > lado, se eleva a quase meio quilômetro de
> > altitude. Por que essa diferença? Ninguém, até agora, pôde encontrar uma
> > razão plausível.
> > "Mas suponhamos que Rama seja realmente capaz de propelir a si mesmo, –
> > acelerando de modo que a
> > extremidade norte fique virada para a frente. A água do Mar tenderia a
> > mover-se para trás; seu nível subiria no sul,
> > talvez centenas de metros. Daí a escarpa. Vejamos...
> > Perera começou a rabiscar com frenética rapidez no seu bloco. Ao cabo de
> um
> > tempo espantosamente curto –
> > não podia ter durado mais de vinte segundos – alçou a cabeça com um ar
> > triunfante.
> > – Dada a altura dessas escarpas, pode-se calcular o máximo de aceleração
> que
> > Rama é capaz de receber. Se
> > fosse superior a dois por cento de gravidade, o mar transbordaria sobre o
> > continente meridional.
> > – Um cinqüenta avos de g? Não é muito.
> > – É, sim – para uma massa de dez milhões de megatons. Não se faz
> necessário
> > mais para manobras
> > astronômicas...'
> >
> > e mais adiante, muitas paginas depois:
> >
> > '...– Capitão – chamou Calvert em voz urgente da posição de Navegador, –
> > Estamos rolando... olhe as estrelas!
> > Mas os instrumentos não indicam nada!
> > – Os girômetros funcionam?
> > – Perfeitamente normais – posso ver os ponteiros oscilarem em cima do
> zero.
> > Mas estamos rolando a vários
> > graus por segundo!
> > – Isso é impossível!
> > – Claro que é impossível... mas olhe o senhor mesmo! Quando tudo mais
> > falhava, não havia remédio senão
> > confiar no olhômetro. Norton não podia duvidar de que o campo das estrelas
> > estivesse animado de um lento
> > movimento de rotação: lá ia Sírius, atravessando a beirada de bombordo. Ou
> o
> > universo, numa reversão à
> > cosmologia pré-copernicana, resolvera subitamente girar em torno da
> > Endeavour, ou as estrelas estavam paradas e
> > a nave girava sobre si mesma.
> > A segunda explicação parecia bastante mais plausível, e contudo envolvia
> > paradoxos aparentemente insolúveis.
> > Se a nave estivesse realmente girando a essa razão, ele o teria sentido –
> > literalmente pelas assentadeiras, segundo a
> > expressão popular. E os girômetros não podiam ter falhado simultânea e
> > independentemente. Só ficava em pé uma
> > resposta. Todos os átomos da Endeavour deviam estar sob a ação de uma
> mesma
> > força – e só um poderoso campo
> > gravitacional podia produzir esse efeito. Pelo menos, nenhum outro campo
> > conhecido...
> > De repente, as estrelas se desvaneceram. O disco chamejante do Sol
> emergira
> > de trás do escudo de Rama e o
> > seu esplendor as expulsara do céu.
> > – Você não me consegue uma leitura de radar? Qual é o efeito Doppler?
> > Norton esperava ouvir que também este último estava inoperante, mas
> > equivocava-se.
> > Rama ia finalmente a caminho, acelerando a modesta razão de 0,015
> gravidade.
> > O Dr. Perera devia estar muito
> > contente, pensou Norton, pois tinha predito um máximo de 0,02. E a
> Endeavour
> > fora de algum modo apanhada na
> > sua esteira como um destroço flutuante de naufrágio, rolando e rolando
> sobre
> > si mesma atrás de um veloz transatlântico...
> > Hora após hora, essa aceleração se manteve constante; Rama se afastava da
> > Endeavour a uma velocidade cada
> > vez maior. Ã medida que crescia a distância, o Comportamento anômalo da
> nave
> > foi cessando aos poucos; as leis
> > normais da inércia começaram novamente a operar. Quanto às energias em
> cujo
> > redemoinho tinham sido apanhados
> > por breves momentos, tudo que podiam fazer eram conjeturas, e Norton deu
> > graças aos céus por haver
> > estacionado a Endeavour & boa distância antes de Rama pôr em funcionamento
> a
> > sua propulsão.
> > Quanto à natureza dessa propulsão, de uma coisa agora se tinha certeza,
> > ainda que tudo mais fosse mistério.
> > Não havia jatos de gás nem feixes de plasma ou iontes empurrando Rama para
> a
> > sua nova órbita. Ninguém
> > exprimiu melhor a coisa do que o Sargento-Professor Myron quando disse,
> > chocado e incrédulo:
> > – Lá se vai a Terceira Lei de Newton!
> > Foi na Terceira Lei de Newton, não obstante, que teve de confiar a
> Endeavour
> > no dia seguinte, ao usar as
> > últimas reservas de combustível para afastar a sua órbita do Sol...'
> >
> > Esse comentario do Alvaro me lembra algumas criticas q Isaac Asimov (q era
> > Quimico com po's-graduacao em Bioquimica) recebeu qdo anunciou q
> escreveria
> > contos policiais de FC, o q foi considerado impossivel, pois se qq coisa
> era
> > possivel especular em FC, como o leitor poderia desvendar o crime? Mas
> > Asimov habilmente e de modo inteiramente consistente, armou em cada conto
> a
> > devida 'regra do jogo', com coisas fantasticas e inexistentes em nosso
> > mundo, mas consistentes entre si e com respeito aas proprias regras
> > 'fantasticas' e aa fisica e aa quimica. Foram contos policiais da melhor
> > cepa e hoje classicos.
> >
> > Uma coisa e' especular, fazer a imaginacao fluir, outra coisa e' ser
> > inconsistente e desrespeitar principios basicos da Ciencia.
> >
> > Maus autores misturam essas duas abordagens.
> >
> > Bons autores, nao, e assim extraem o melhor dos 'dois mundos'.
> >
> > Como dizia Einstein: A imaginacao e' mais importante q o conhecimento.
> >
> > ;-)
> >
> > Abs,
> > Eduardo Torres
> >
> > --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> , Álvaro Augusto (P) <alvaro@>
> > escreveu
> > >
> > > Eu li todos os livros da série Rama, incluindo o primeiro ("Encontro com
> > > Rama"), escrito apenas por Clarke. Lembremos que, embora Clarke tenha
> sido
> > > um dos mais técnicos autores de FC, a espaçonave Rama se deslocava por
> > meio
> > > de um mecanismo que abolia a terceira lei de Newton. Quando um autor de
> FC
> > > faz isso, não há muito porque se preocupar com cálculos detalhados de
> > > possibilidades físicas, pois fica claro que ele optou por trabalhar em
> um
> > > universo diferente do nosso. Ainda assim, segundo
> > >
> >
> http://en.wikipedia.org/wiki/Rama_(spacecraft)#Rendezvous_with_Rama_.28Phase
> > > _I.29 a máxima aceleração da nave seria 0,1962 m/s2.
> > >
> > >
> > >
> > > [ ]s
> > >
> > >
> > >
> > > Alvaro Augusto
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > De: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> ]
> > > Em nome de Eduardo Torres
> > > Enviada em: segunda-feira, 27 de dezembro de 2010 15:08
> > > Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > > Assunto: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > Dois assuntos correlacionados:
> > >
> > > 1-Na trilogia 'Rama' (creio q no segundo volume - 'Rama II') Arthur C.
> > > Clarke mostra um modo dos humanos a bordo sobreviverem aas super
> > aceleracoes
> > > da nave, q era mergulharem, vestidos de trajes especiais com
> respiradores,
> > > em camaras cheias de um liquido.
> > >
> > > Pergunto aos colegas da lista: Isso funcionaria de fato? Sim? Por q^?
> Nao?
> > > Por q^?
> > >
> > > E, aproveitando o ensejo:
> > >
> > > 2-No primeiro volume da trilogia, 'Encontro com Rama' , Clarke descreve
> o
> > > Mar Cilindrico (o mar interno de Rama, nave interestelar de formato
> > > cilindrico, onde havia gravidade centrifuga na superficie interna do
> > > cilindro devido aa rotacao da nave em torno de seu eixo longitudinal).
> > >
> > > Sobre esse mar havia o fato, inicialmente misterioso, de ter escarpas de
> > > tamanho bem diferente nas suas duas margens.
> > >
> > > No livro, um cientista teve a ideia d q isso poderia ter sido projetado
> > > pelos criadores de Rama para evitar q o mar transbordasse durante as
> > > aceleracoes de Rama.
> > >
> > > Assim, a escarpa maior seria para permitir a elevacao das aguas no lado
> > > oposto ao sentido da aceleracao.
> > >
> > > O cientista inclusive calculou, em funcao das diferencas de alturas das
> > > escarpas, das dimensoes do mar e de Rama, e da velocidade angular em
> torno
> > > do seu eixo, qual seria a aceleracao maxima possivel de Rama de modo a q
> o
> > > seu mar interno nao transbordasse.
> > >
> > > No livro, concluiu o calculo em apenas 20 segundos, simplesmente
> > rabiscando
> > > num bloco durante uma reuniao.
> > >
> > > Lembro q, logo depois q li o livro (foi lancado no Brasil em 1976),
> passei
> > a
> > > estudar Fisica I na faculdade (em 1977), e tentei resolver o problema eu
> > > mesmo.
> > >
> > > Resolvi.
> > >
> > > Mas nao foi facil.
> > >
> > > Nao guardei a solucao.
> > >
> > > Nunca mais tentei resolver de novo desde entao (sera' q resolveria
> > > hoje?),...
> > >
> > > ;-)
> > >
> > > ...mas e' uma solucao perfeitamente encontravel apenas com Fisica de
> Nivel
> > > Medio.
> > >
> > > Por q estou contando isso?
> > >
> > > Pq um dia desses achei uma resolucao bem didatica desse problema na net,
> q
> > > compartilho com os colegas da Ciencialist:
> > >
> > > http://nerdyard.com/encontro-com-rama/
> > >
> > > Abs,
> > > Eduardo Torres
> > >


SUBJECT: Re: [ciencialist] Pluralidade de Mundos
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 19/01/2011 13:21

Ola Pessoal,

Lendo este artigo, e lembrando das palestras do tal de Nassim Heram (nao sei se era esse o nome), que foram postadas aqui, verifiquei que em uma coisa ele "tem razão": as forças da natureza funcionam, matematicamente, como se estivesses concentradas em um ponto matemático ::))

Abs
Felipe
--- Em ter, 18/1/11, Luis Brudna <luisbrudna@gmail.com> escreveu:

De: Luis Brudna <luisbrudna@gmail.com>
Assunto: Re: [ciencialist] Pluralidade de Mundos
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011, 15:15

 

  O vídeo do Asimov é fantástico.
A imaginação dele vai até o EAD! :-)

http://scienceblogs.com.br/100nexos/2011/01/pluralidade_de_mundos.php

Até
Luís Brudna

2011/1/18 Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
>
>
>
> Pluralidade de Mundos
>
> Assista ao vídeo
>
> “Para ver um Mundo em um grão de areia e um Céu em uma flor selvagem, segure a Infinidade na palma de sua mão e a Eternidade em uma hora”. – William Blake [c.1793]
>
> Há uma Infinidade de coisas ocorrendo no vídeo acima, onde gotas de oxigênio líquido dançam por uma superfície, devidamente registradas em câmera lenta estendendo a Eternidade de alguns segundos.
>
> As gotas deslizam com quase nenhum atrito devido ao efeito Leidenfrost, onde o oxigênio líquido é vaporizado em contato com a superfície, produzindo uma camada de vapor isolante e com muito pouco atrito. Você pode ver este efeito aquecendo uma frigideira anti-aderente, deixando cair pequenas gotas d’água. O efeito não só diminui o atrito como também fornece isolamento térmico, o que você pode perceber pelo fato de que a gota deslizando pela frigideira pode levar muito mais tempo para evaporar do que deveria se estivesse em contato direto com a chapa. Motivo pelo qual a camada de vapor também explica como se pode mergulhar a mão em chumbo quente ou nitrogênio líquido sem sofrer queimaduras. Não é magia, não é bem um truque. É um efeito descrito por Johann Leidenfrost no século 18.
>
> As gotas de oxigênio líquido se mantêm coesas em si mesmas graças à tensão superficial, e ao longo do vídeo a tensão e a dança das gotas são colocadas à prova devido a ainda outro efeito.
>
> O oxigênio líquido é um material paramagnético, o que significa que não possui magnetismo próprio, mas é atraído por campos magnéticos. Por isso quando um ímã é colocado abaixo da gota, ela se achata, atraída, e uma série de eletroímãs consegue desacelerar e parar uma gota em movimento. Fazem isso, não sem que a forma das gotas seja distorcida devido à interação complexa entre a tensão superficial e inércia. E ainda o efeito Leidenfrost que garante o deslocamento da gota com pouco atrito enquanto ela evapora.
>
> Tudo isso, ocorrendo com uma parte do ar liquefeita através do congelamento, manipulada pelo mesmo eletromagnetismo que responde pela luz que chega a seus olhos e mantém suas moléculas coesas, desenrolando-se em frações de segundo que passariam literalmente em um piscar de olhos.
>
> Admirando aqui a poesia do vídeo de uma gota de oxigênio líquido deslizando sobre uma superfície magnetizada, pensei que nossa imaginação por vezes não faz jus ao mundo em que vivemos.
>
> Então, sempre descobrindo que estou errado e esquecendo das coisas mais simples, me deparo com isso.
>
> Assista ao vídeo
>
> Somos criaturas dotadas de uma imaginação mais do que adequada à Infinidade e à Eternidade, mas enquanto crescemos vemos esta potencialidade infinita limitada por barreiras não tão diferentes daquela que faz com que ao olharmos um grão de areia vejamos apenas um minúsculo ponto e não um Mundo.
>
> Pois bem, Giordano Bruno foi o primeiro Renascentista a ver um Universo infinito em suas dimensões. Galileu Galilei daria outro passo gigante ao apontar o telescópio ao céu. Menos conhecido, Robert Hooke, através de sua  Micrographia, mostrou por sua parte que há realmente um Mundo em um grão de areia, como há em flocos de neve e todos os objetos que perscrutou com seu microscópio. Um Mundo de fenômenos ocorrendo mesmo entre os cílios de nossos olhos. Em escalas muito maiores e muito menores do que aquela que podemos segurar entre nossos dedos, há uma pluralidade de mundos.
>
> Uma pluralidade de mundos estendida há menos de quatro séculos através de instrumentos que estenderam nossos sentidos. Quatro séculos estendendo o Universo a bilhões de anos-luz e um grão de areia em moléculas, átomos e subpartículas.
>
> Vivemos há poucos anos com novos instrumentos, antes apenas sonhados por visionários, estendendo nossa comunicação e retirando pouco a pouco as limitações que tão rapidamente encontramos à nossa imaginação. Imagine o que quatro séculos não poderão fazer com os hipopótamos da garotinha francesa.
>
> Assista ao vídeo
>
> “Assim, toda a incerteza e os enganos das ações humanas advêm seja da limitação de nossos sentidos, da ilusão de nossa memória, do confinamento de nossa compreensão, de forma que não é surpresa que nosso poder sobre as causas e efeitos naturais avance tão lentamente, dado que não apenas lidamos com a obscuridade e a dificuldade das coisas sobre as quais trabalhamos e pensamos, como mesmo as forças de nossas próprias mentes conspiram para nos trair. Sendo estes os perigos do processo da razão humana, os remédios a todos eles só podem proceder da filosofia real, mecânica, experimental, que tem esta vantagem sobre a filosofia de discurso e disputa, uma vez que onde esta almeja a sutileza das deduções e conclusões, sem muita consideração ao primeiro trabalho de coleta, que deve ser bem fundado nos sentidos e memória, a outra pretende ordená-las todas, tornando-as úteis uma à outra”. – Robert Hooke, Micrographia, 1665
>


 

SUBJECT: Um milagre oficialmente reconhecido é mesmo um milagre?
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 20/01/2011 02:16

Um milagre oficialmente reconhecido é mesmo um milagre?

Statue of John Paul II in Denver CO IMG 5607 ceticismo

por Carlos Orsi Martinho, reprodução gentilmente autorizada

A notícia de que o Vaticano reconheceu a cura de uma freira, supostamente portadora do Mal de Parkinson, como sendo um milagre operado por intercessão do falecido papa João Paulo II, chega num momento onde estou até as orelhas em estudos e análises a respeito exatamente desse tipo de fenômeno.

A mídia deu um bom destaque à história do milagre e, como sói acontecer nesses casos, sem basicamente nenhum tipo de análise crítica das falhas lógicas embutidas — na verdade, falhas essenciais — no processo católico de criação de beatos e santos.
É instrutivo, portanto, dar uma olhada em alguns detalhes do caso.

Começando pela questão da cura da freira Marie Simon-Pierre. Esta reportagem do Los Angeles Times lembra que, em 2010, autoridades no próprio Vaticano haviam expressado dúvidas quanto ao diagnóstico de Parkinson. É curioso ainda mencionar, numa nota à parte, que esclerose múltipla – uma doença responsável por quatro milagres certificados do santuário de Lourdes, e que também afeta o sistema nervoso em sua comunicação com os músculos – apresenta, de acordo com o psiquiatra Terence Hines, vários casos conhecidos de remissão natural.

Hines, em seu livro Pseudoscience and the Paranormal ceticismo cita um estudo no qual o acompanhamento de pacientes de esclerose múltipla revelou que, 25 anos após o início da doença, 75% deles estavam vivos e dos sobreviventes, 55% não apresentavam nenhuma deficiência significativa.

Mesmo supondo que o diagnóstico da freira foi correto, e que ela não estivesse sofrendo de alguma outra doença mais facilmente curável (ou de uma aflição de origem psicológica), é possível afirmar (a menos que, num caso clássico de raciocínio circular, já se parta dessa premissa) que a cura tenha sido operada por milagre – isto é, por uma suspensão das leis da natureza – e que o milagre foi obtido por intermédio de João Paulo II?

Não e não.

Primeiro, porque declarar que um fenômeno (no caso, uma cura) não tem explicação conhecida – mesmo supondo que nenhum outro médico sobre a face da Terra, com um conjunto de competências e de experiências diferente do dos membros da comissão que investigou o caso, fosse capaz de explicar o ocorrido – é apenas uma manifestação de ignorância.

Dizer "não sei o que provocou a cura de irmã Marie, logo foi um milagre operado por intercessão de João Paulo II" faz tanto sentido quanto dizer "não sei o que causou aquela luz no céu, logo ela veio de uma nave da galáxia de Andrômeda".

Segundo, a questão da atribuição: a freira rezou para João Paulo II, e depois foi curada. Faz sentido estabelecer uma relação de causa e efeito?

Em princípio, pode-se tratar apenas de um caso de post hoc ergo propter hoc, o erro lógico de supor que, só porque uma coisa aconteceu depois da outra, ela foi causada pela outra. É como imaginar que estou escrevendo esta postagem porque comi sanduíche de queijo no café da manhã. As causas precedem os efeitos, mas nem tudo que precede um efeito deve ser necessariamente lançado na lista de suas causas.

2002vatican1eurocentobv240 ceticismo

A hipótese de coincidência, em oposição à de causalidade direta, ganha força quando levamos em conta o fato de que candidatos a santo tão populares quanto João Paulo II costumam ser alvos de campanhas – basicamente, os fãs do candidato passam a sugerir a todas as pessoas que conhecem e que precisam de um "milagre" que rezem para ele, solicitando a intercessão. Com milhares, ou milhões, de suplicantes, o surgimento de um ou dois casos que escapem ao poder explicativo das comissões investigatórias é uma certeza matemática.

Assim como nas eleições parlamentares brasileiras – onde, dado um determinado nível de investimento em publicidade de campanha, a conquista do mandato é virtualmente inevitável – deve haver um break-even de orações que também torna a beatificação, e posterior santificação, de um candidato um fato garantido.

Resumindo, o sistema de reconhecimento de santos e beatos do Vaticano é formado por uma máquina de geração de eventos, a campanha,  que multiplica as súplicas (às vezes por séculos a fio, se necessário) até que a lei das probabilidades gere um pequeno saldo a respeito do qual um grupo de especialistas esteja disposto a manifestar ignorância. A essa manifestação segue-se a aplicação de dois erros básicos de raciocínio: o apelo à ignorância e o post hoc.

- – -


SUBJECT: RES: [ciencialist] Pluralidade de Mundos
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 20/01/2011 07:29

Amigos,

 

Meu reino por umas legendas para a fala da garota!

Alguém poderia viabilizar isso? Muitos agradecerão.

 

(A Natureza é injusta: pessoas como Isaac Asimov não deveriam morrer. Apesar de o

próprio Asimov, em um seu livrinho com 100 perguntas e 100 respostas, haver provado,

com argumentos super-inteligentíssimos,  que:  morrer é, simplesmente, fundamental.

E você sucumbe, entre admirado e risonho,  ante seu poder argumentativo.)

 

Concordo. Mas só aceito em razão de não haver nadinha que eu possa fazer...Só Deus.

 

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de luiz silva
Enviada em: quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 12:22
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Pluralidade de Mundos

 

 

Ola Pessoal,

Lendo este artigo, e lembrando das palestras do tal de Nassim Heram (nao sei se era esse o nome), que foram postadas aqui, verifiquei que em uma coisa ele "tem razão": as forças da natureza funcionam, matematicamente, como se estivesses concentradas em um ponto matemático ::))

Abs
Felipe
--- Em ter, 18/1/11, Luis Brudna <luisbrudna@gmail.com> escreveu:


De: Luis Brudna <luisbrudna@gmail.com>
Assunto: Re: [ciencialist] Pluralidade de Mundos
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011, 15:15

 

  O vídeo do Asimov é fantástico.
A imaginação dele vai até o EAD! :-)

http://scienceblogs.com.br/100nexos/2011/01/pluralidade_de_mundos.php

Até
Luís Brudna

2011/1/18 Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
>
>
>
> Pluralidade de Mundos
>
> Assista ao vídeo
>
> “Para ver um Mundo em um grão de areia e um Céu em uma flor selvagem, segure a Infinidade na palma de sua mão e a Eternidade em uma hora”. – William Blake [c.1793]
>
> Há uma Infinidade de coisas ocorrendo no vídeo acima, onde gotas de oxigênio líquido dançam por uma superfície, devidamente registradas em câmera lenta estendendo a Eternidade de alguns segundos.
>
> As gotas deslizam com quase nenhum atrito devido ao efeito Leidenfrost, onde o oxigênio líquido é vaporizado em contato com a superfície, produzindo uma camada de vapor isolante e com muito pouco atrito. Você pode ver este efeito aquecendo uma frigideira anti-aderente, deixando cair pequenas gotas d’água. O efeito não só diminui o atrito como também fornece isolamento térmico, o que você pode perceber pelo fato de que a gota deslizando pela frigideira pode levar muito mais tempo para evaporar do que deveria se estivesse em contato direto com a chapa. Motivo pelo qual a camada de vapor também explica como se pode mergulhar a mão em chumbo quente ou nitrogênio líquido sem sofrer queimaduras. Não é magia, não é bem um truque. É um efeito descrito por Johann Leidenfrost no século 18.
>
> As gotas de oxigênio líquido se mantêm coesas em si mesmas graças à tensão superficial, e ao longo do vídeo a tensão e a dança das gotas são colocadas à prova devido a ainda outro efeito.
>
> O oxigênio líquido é um material paramagnético, o que significa que não possui magnetismo próprio, mas é atraído por campos magnéticos. Por isso quando um ímã é colocado abaixo da gota, ela se achata, atraída, e uma série de eletroímãs consegue desacelerar e parar uma gota em movimento. Fazem isso, não sem que a forma das gotas seja distorcida devido à interação complexa entre a tensão superficial e inércia. E ainda o efeito Leidenfrost que garante o deslocamento da gota com pouco atrito enquanto ela evapora.
>
> Tudo isso, ocorrendo com uma parte do ar liquefeita através do congelamento, manipulada pelo mesmo eletromagnetismo que responde pela luz que chega a seus olhos e mantém suas moléculas coesas, desenrolando-se em frações de segundo que passariam literalmente em um piscar de olhos.
>
> Admirando aqui a poesia do vídeo de uma gota de oxigênio líquido deslizando sobre uma superfície magnetizada, pensei que nossa imaginação por vezes não faz jus ao mundo em que vivemos.
>
> Então, sempre descobrindo que estou errado e esquecendo das coisas mais simples, me deparo com isso.
>
> Assista ao vídeo
>
> Somos criaturas dotadas de uma imaginação mais do que adequada à Infinidade e à Eternidade, mas enquanto crescemos vemos esta potencialidade infinita limitada por barreiras não tão diferentes daquela que faz com que ao olharmos um grão de areia vejamos apenas um minúsculo ponto e não um Mundo.
>
> Pois bem, Giordano Bruno foi o primeiro Renascentista a ver um Universo infinito em suas dimensões. Galileu Galilei daria outro passo gigante ao apontar o telescópio ao céu. Menos conhecido, Robert Hooke, através de sua  Micrographia, mostrou por sua parte que há realmente um Mundo em um grão de areia, como há em flocos de neve e todos os objetos que perscrutou com seu microscópio. Um Mundo de fenômenos ocorrendo mesmo entre os cílios de nossos olhos. Em escalas muito maiores e muito menores do que aquela que podemos segurar entre nossos dedos, há uma pluralidade de mundos.
>
> Uma pluralidade de mundos estendida há menos de quatro séculos através de instrumentos que estenderam nossos sentidos. Quatro séculos estendendo o Universo a bilhões de anos-luz e um grão de areia em moléculas, átomos e subpartículas.
>
> Vivemos há poucos anos com novos instrumentos, antes apenas sonhados por visionários, estendendo nossa comunicação e retirando pouco a pouco as limitações que tão rapidamente encontramos à nossa imaginação. Imagine o que quatro séculos não poderão fazer com os hipopótamos da garotinha francesa.
>
> Assista ao vídeo
>
> “Assim, toda a incerteza e os enganos das ações humanas advêm seja da limitação de nossos sentidos, da ilusão de nossa memória, do confinamento de nossa compreensão, de forma que não é surpresa que nosso poder sobre as causas e efeitos naturais avance tão lentamente, dado que não apenas lidamos com a obscuridade e a dificuldade das coisas sobre as quais trabalhamos e pensamos, como mesmo as forças de nossas próprias mentes conspiram para nos trair. Sendo estes os perigos do processo da razão humana, os remédios a todos eles só podem proceder da filosofia real, mecânica, experimental, que tem esta vantagem sobre a filosofia de discurso e disputa, uma vez que onde esta almeja a sutileza das deduções e conclusões, sem muita consideração ao primeiro trabalho de coleta, que deve ser bem fundado nos sentidos e memória, a outra pretende ordená-las todas, tornando-as úteis uma à outra”. – Robert Hooke, Micrographia, 1665
>


 


SUBJECT: Re: [ciencialist] Pluralidade de Mundos
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 20/01/2011 07:57


Sim, a matemática mostra isto, aliás, Newton passou um tempão de seu tempo pensando que sua lei da gravitação 'poderia estar errada' justamente por causa desse teorema. Mas, para Newton a coisa ficou bem clara: É a resultante das forças que atende à demonstração matemática e não as forças individuais.
Assim, corrija o texto "as forças da natureza funcionam, matematicamente, como se estivesses concentradas em um ponto matemático ::))" para
"A RESULTANTE das forças da natureza funcionam, matematicamente, como se estivesses concentradas em um ponto matemático ::))".
 
[]´
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@feiradeciencias.com.br
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================

 
----- Original Message -----
From: luiz silva
Sent: Wednesday, January 19, 2011 1:21 PM
Subject: Re: [ciencialist] Pluralidade de Mundos

 

Ola Pessoal,

Lendo este artigo, e lembrando das palestras do tal de Nassim Heram (nao sei se era esse o nome), que foram postadas aqui, verifiquei que em uma coisa ele "tem razão": as forças da natureza funcionam, matematicamente, como se estivesses concentradas em um ponto matemático ::))

Abs
Felipe
--- Em ter, 18/1/11, Luis Brudna <luisbrudna@gmail.com> escreveu:

De: Luis Brudna <luisbrudna@gmail.com>
Assunto: Re: [ciencialist] Pluralidade de Mundos
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011, 15:15

 

  O vídeo do Asimov é fantástico.
A imaginação dele vai até o EAD! :-)

http://scienceblogs.com.br/100nexos/2011/01/pluralidade_de_mundos.php

Até
Luís Brudna

2011/1/18 Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
>
>
>
> Pluralidade de Mundos
>
> Assista ao vídeo
>
> “Para ver um Mundo em um grão de areia e um Céu em uma flor selvagem, segure a Infinidade na palma de sua mão e a Eternidade em uma hora”. – William Blake [c.1793]
>
> Há uma Infinidade de coisas ocorrendo no vídeo acima, onde gotas de oxigênio líquido dançam por uma superfície, devidamente registradas em câmera lenta estendendo a Eternidade de alguns segundos.
>
> As gotas deslizam com quase nenhum atrito devido ao efeito Leidenfrost, onde o oxigênio líquido é vaporizado em contato com a superfície, produzindo uma camada de vapor isolante e com muito pouco atrito. Você pode ver este efeito aquecendo uma frigideira anti-aderente, deixando cair pequenas gotas d’água. O efeito não só diminui o atrito como também fornece isolamento térmico, o que você pode perceber pelo fato de que a gota deslizando pela frigideira pode levar muito mais tempo para evaporar do que deveria se estivesse em contato direto com a chapa. Motivo pelo qual a camada de vapor também explica como se pode mergulhar a mão em chumbo quente ou nitrogênio líquido sem sofrer queimaduras. Não é magia, não é bem um truque. É um efeito descrito por Johann Leidenfrost no século 18.
>
> As gotas de oxigênio líquido se mantêm coesas em si mesmas graças à tensão superficial, e ao longo do vídeo a tensão e a dança das gotas são colocadas à prova devido a ainda outro efeito.
>
> O oxigênio líquido é um material paramagnético, o que significa que não possui magnetismo próprio, mas é atraído por campos magnéticos. Por isso quando um ímã é colocado abaixo da gota, ela se achata, atraída, e uma série de eletroímãs consegue desacelerar e parar uma gota em movimento. Fazem isso, não sem que a forma das gotas seja distorcida devido à interação complexa entre a tensão superficial e inércia. E ainda o efeito Leidenfrost que garante o deslocamento da gota com pouco atrito enquanto ela evapora.
>
> Tudo isso, ocorrendo com uma parte do ar liquefeita através do congelamento, manipulada pelo mesmo eletromagnetismo que responde pela luz que chega a seus olhos e mantém suas moléculas coesas, desenrolando-se em frações de segundo que passariam literalmente em um piscar de olhos.
>
> Admirando aqui a poesia do vídeo de uma gota de oxigênio líquido deslizando sobre uma superfície magnetizada, pensei que nossa imaginação por vezes não faz jus ao mundo em que vivemos.
>
> Então, sempre descobrindo que estou errado e esquecendo das coisas mais simples, me deparo com isso.
>
> Assista ao vídeo
>
> Somos criaturas dotadas de uma imaginação mais do que adequada à Infinidade e à Eternidade, mas enquanto crescemos vemos esta potencialidade infinita limitada por barreiras não tão diferentes daquela que faz com que ao olharmos um grão de areia vejamos apenas um minúsculo ponto e não um Mundo.
>
> Pois bem, Giordano Bruno foi o primeiro Renascentista a ver um Universo infinito em suas dimensões. Galileu Galilei daria outro passo gigante ao apontar o telescópio ao céu. Menos conhecido, Robert Hooke, através de sua  Micrographia, mostrou por sua parte que há realmente um Mundo em um grão de areia, como há em flocos de neve e todos os objetos que perscrutou com seu microscópio. Um Mundo de fenômenos ocorrendo mesmo entre os cílios de nossos olhos. Em escalas muito maiores e muito menores do que aquela que podemos segurar entre nossos dedos, há uma pluralidade de mundos.
>
> Uma pluralidade de mundos estendida há menos de quatro séculos através de instrumentos que estenderam nossos sentidos. Quatro séculos estendendo o Universo a bilhões de anos-luz e um grão de areia em moléculas, átomos e subpartículas.
>
> Vivemos há poucos anos com novos instrumentos, antes apenas sonhados por visionários, estendendo nossa comunicação e retirando pouco a pouco as limitações que tão rapidamente encontramos à nossa imaginação. Imagine o que quatro séculos não poderão fazer com os hipopótamos da garotinha francesa.
>
> Assista ao vídeo
>
> “Assim, toda a incerteza e os enganos das ações humanas advêm seja da limitação de nossos sentidos, da ilusão de nossa memória, do confinamento de nossa compreensão, de forma que não é surpresa que nosso poder sobre as causas e efeitos naturais avance tão lentamente, dado que não apenas lidamos com a obscuridade e a dificuldade das coisas sobre as quais trabalhamos e pensamos, como mesmo as forças de nossas próprias mentes conspiram para nos trair. Sendo estes os perigos do processo da razão humana, os remédios a todos eles só podem proceder da filosofia real, mecânica, experimental, que tem esta vantagem sobre a filosofia de discurso e disputa, uma vez que onde esta almeja a sutileza das deduções e conclusões, sem muita consideração ao primeiro trabalho de coleta, que deve ser bem fundado nos sentidos e memória, a outra pretende ordená-las todas, tornando-as úteis uma à outra”. – Robert Hooke, Micrographia, 1665
>


 


SUBJECT: Re: [ciencialist] Pluralidade de Mundos
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>, "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
DATE: 20/01/2011 08:00


"Concordo. Mas só aceito em razão de não haver nadinha que eu possa fazer...Só Deus."

 

Obrigado pela parte que me toca.

[]´

     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@feiradeciencias.com.br
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================
----- Original Message -----
From: JVictor
Sent: Thursday, January 20, 2011 7:29 AM
Subject: RES: [ciencialist] Pluralidade de Mundos

Amigos,

 

Meu reino por umas legendas para a fala da garota!

Alguém poderia viabilizar isso? Muitos agradecerão.

 

(A Natureza é injusta: pessoas como Isaac Asimov não deveriam morrer. Apesar de o

próprio Asimov, em um seu livrinho com 100 perguntas e 100 respostas, haver provado,

com argumentos super-inteligentíssimos,  que:  morrer é, simplesmente, fundamental.

E você sucumbe, entre admirado e risonho,  ante seu poder argumentativo.)

 

Concordo. Mas só aceito em razão de não haver nadinha que eu possa fazer...Só Deus.

 

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de luiz silva
Enviada em: quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 12:22
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Pluralidade de Mundos

 

 

Ola Pessoal,

Lendo este artigo, e lembrando das palestras do tal de Nassim Heram (nao sei se era esse o nome), que foram postadas aqui, verifiquei que em uma coisa ele "tem razão": as forças da natureza funcionam, matematicamente, como se estivesses concentradas em um ponto matemático ::))

Abs
Felipe
--- Em ter, 18/1/11, Luis Brudna <luisbrudna@gmail.com> escreveu:


De: Luis Brudna <luisbrudna@gmail.com>
Assunto: Re: [ciencialist] Pluralidade de Mundos
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011, 15:15

 

  O vídeo do Asimov é fantástico.
A imaginação dele vai até o EAD! :-)

http://scienceblogs.com.br/100nexos/2011/01/pluralidade_de_mundos.php

Até
Luís Brudna

2011/1/18 Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
>
>
>
> Pluralidade de Mundos
>
> Assista ao vídeo
>
> “Para ver um Mundo em um grão de areia e um Céu em uma flor selvagem, segure a Infinidade na palma de sua mão e a Eternidade em uma hora”. – William Blake [c.1793]
>
> Há uma Infinidade de coisas ocorrendo no vídeo acima, onde gotas de oxigênio líquido dançam por uma superfície, devidamente registradas em câmera lenta estendendo a Eternidade de alguns segundos.
>
> As gotas deslizam com quase nenhum atrito devido ao efeito Leidenfrost, onde o oxigênio líquido é vaporizado em contato com a superfície, produzindo uma camada de vapor isolante e com muito pouco atrito. Você pode ver este efeito aquecendo uma frigideira anti-aderente, deixando cair pequenas gotas d’água. O efeito não só diminui o atrito como também fornece isolamento térmico, o que você pode perceber pelo fato de que a gota deslizando pela frigideira pode levar muito mais tempo para evaporar do que deveria se estivesse em contato direto com a chapa. Motivo pelo qual a camada de vapor também explica como se pode mergulhar a mão em chumbo quente ou nitrogênio líquido sem sofrer queimaduras. Não é magia, não é bem um truque. É um efeito descrito por Johann Leidenfrost no século 18.
>
> As gotas de oxigênio líquido se mantêm coesas em si mesmas graças à tensão superficial, e ao longo do vídeo a tensão e a dança das gotas são colocadas à prova devido a ainda outro efeito.
>
> O oxigênio líquido é um material paramagnético, o que significa que não possui magnetismo próprio, mas é atraído por campos magnéticos. Por isso quando um ímã é colocado abaixo da gota, ela se achata, atraída, e uma série de eletroímãs consegue desacelerar e parar uma gota em movimento. Fazem isso, não sem que a forma das gotas seja distorcida devido à interação complexa entre a tensão superficial e inércia. E ainda o efeito Leidenfrost que garante o deslocamento da gota com pouco atrito enquanto ela evapora.
>
> Tudo isso, ocorrendo com uma parte do ar liquefeita através do congelamento, manipulada pelo mesmo eletromagnetismo que responde pela luz que chega a seus olhos e mantém suas moléculas coesas, desenrolando-se em frações de segundo que passariam literalmente em um piscar de olhos.
>
> Admirando aqui a poesia do vídeo de uma gota de oxigênio líquido deslizando sobre uma superfície magnetizada, pensei que nossa imaginação por vezes não faz jus ao mundo em que vivemos.
>
> Então, sempre descobrindo que estou errado e esquecendo das coisas mais simples, me deparo com isso.
>
> Assista ao vídeo
>
> Somos criaturas dotadas de uma imaginação mais do que adequada à Infinidade e à Eternidade, mas enquanto crescemos vemos esta potencialidade infinita limitada por barreiras não tão diferentes daquela que faz com que ao olharmos um grão de areia vejamos apenas um minúsculo ponto e não um Mundo.
>
> Pois bem, Giordano Bruno foi o primeiro Renascentista a ver um Universo infinito em suas dimensões. Galileu Galilei daria outro passo gigante ao apontar o telescópio ao céu. Menos conhecido, Robert Hooke, através de sua  Micrographia, mostrou por sua parte que há realmente um Mundo em um grão de areia, como há em flocos de neve e todos os objetos que perscrutou com seu microscópio. Um Mundo de fenômenos ocorrendo mesmo entre os cílios de nossos olhos. Em escalas muito maiores e muito menores do que aquela que podemos segurar entre nossos dedos, há uma pluralidade de mundos.
>
> Uma pluralidade de mundos estendida há menos de quatro séculos através de instrumentos que estenderam nossos sentidos. Quatro séculos estendendo o Universo a bilhões de anos-luz e um grão de areia em moléculas, átomos e subpartículas.
>
> Vivemos há poucos anos com novos instrumentos, antes apenas sonhados por visionários, estendendo nossa comunicação e retirando pouco a pouco as limitações que tão rapidamente encontramos à nossa imaginação. Imagine o que quatro séculos não poderão fazer com os hipopótamos da garotinha francesa.
>
> Assista ao vídeo
>
> “Assim, toda a incerteza e os enganos das ações humanas advêm seja da limitação de nossos sentidos, da ilusão de nossa memória, do confinamento de nossa compreensão, de forma que não é surpresa que nosso poder sobre as causas e efeitos naturais avance tão lentamente, dado que não apenas lidamos com a obscuridade e a dificuldade das coisas sobre as quais trabalhamos e pensamos, como mesmo as forças de nossas próprias mentes conspiram para nos trair. Sendo estes os perigos do processo da razão humana, os remédios a todos eles só podem proceder da filosofia real, mecânica, experimental, que tem esta vantagem sobre a filosofia de discurso e disputa, uma vez que onde esta almeja a sutileza das deduções e conclusões, sem muita consideração ao primeiro trabalho de coleta, que deve ser bem fundado nos sentidos e memória, a outra pretende ordená-las todas, tornando-as úteis uma à outra”. – Robert Hooke, Micrographia, 1665
>


 


SUBJECT: RES: RES: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 20/01/2011 08:10

Álvaro,

 

Você postou bem o caso, como o caso é. Mas, os cálculos podem não estar errados. Os resultados matemáticos sendo todos legais, do ponto de vista da teoria e da saia justa das regras matemáticas. A questão é que, como temos comentado em outras ocasiões, nem sempre um resultado matemático tem uma contrapartida na Natureza(há uns anos, pensava que sim; hoje, os fatos mudaram minha concepção a respeito). É preciso, então, que uma análise lúcida seja feita, para separar o joio do trigo. Agora, o recíproco é verdadeiro. No exemplo que você deu, o universo de Godel é um universo em rotação, extremamente complexo mas muito  bem descrito pelas deduções  matemáticas  de Godel, que estão corretas, do ponto de vista da TR e da Matemática. Mas se trata apenas de uma situação hipotética: se existir um universo maluca desses, então... Mas não há qualquer evidência de que algo do tipo faça parte da Natureza, que prima pela simplicidade.  Há outros tipos de universos, apenas hipotéticos e esquesitos, etc. Outro exemplo que gosto de comentar é aquele de volta ao passado, ou a história dos táquions, etc. De acordo com a TR e seu formalismo matemático, nada há que impeça de você voltar a conviver com seu tataravô, e outras esquesitices, etc.  Mas isto, realisticamente, não é possível.  E há muitos outros exemplos. Esta, uma das razões pelas quais o físico teórico tem que conhecer matemática em larga escala, para não ficar hipnotizado pela beleza dos x´s e y´s e suas relações, que vão surgindo pelo caminho.

Do contrário, plantar batatas será um ramo mais útil para ele.

 

Sds,

Victor.

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Álvaro Augusto (P)
Enviada em: terça-feira, 18 de janeiro de 2011 22:50
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RES: RES: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais

 

 

Não, claro que não. Os cálculos podem estar errados, algum aspecto das soluções pode não ter sido bem compreendido, etc. Por exemplo, o que dizer das soluções de Gödel para as equações de Einstein?

 

[ ]s

 

Alvaro

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Eduardo Torres
Enviada em: terça-feira, 18 de janeiro de 2011 16:29
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: RES: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais

 

 

Caro Alvaro,

Se a fisica diz q alguma coisa e' teoricamente possivel, sua realizacao e' apenas uma questao tecnologica, nao?

;-)

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Álvaro Augusto (P) <alvaro@...> escreveu
>
> Caro Eduardo,
>
>
>
> Quando a dobra espacial for experimentalmente demonstrada poderemos dizer
> que a trilogia Rama se baseia em conceitos rigorosamente científicos. Até
> lá, contudo, tais conceitos continuarão apenas um pouco mais rigorosos do
> que aqueles utilizados por Lewis Carroll. Em física teórica muitas coisas
> são possíveis, especialmente em relatividades geral, pois as equações de
> Einstein permitem uma série de soluções não realistas. Já em física
> experimental a história é outra, pois devemos nos contentar com as coisas do
> jeito que são, e não da maneira como gostaríamos que fossem.
>
>
>
> Abraços,
>
>
>
> Alvaro
>
>
>
>
>
> De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
> Em nome de Eduardo Torres
> Enviada em: segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 10:17
> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Assunto: Re: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves
> Espaciais
>
>
>
>
>
> Nao esqueci, ate' comentei na minha primeira msg desse thread sobre a
> co-autoria de Lee nos dois livros sequenciais da trilogia.
>
> So' q Lee tb tem excelente formacao e experiencia tecnica, pois e'
> engenheiro da NASA.
>
> De novo acredito q vc possa estar confundindo um pouco as coisas.
>
> Clarke/Lee especulam sobre uma serie de coisas na trilogia Rama, mas sem
> nunca violar qq principio fisico.
>
> E naquilo q nao especulam, o rigor fisico da descricao e' total.
>
> Qto aa propulsao nao newtoniana, e' tema recorrente em fisica teorica, nao
> constituindo de modo algum inconsistencia fisica ou fantasia sem base, sendo
> o mais notavel exemplo o famoso artigo sobre 'dobra espacial' de Alcubierre
> ('The warp drive: hyper-fast travel within general relativity') publicado em
> 1994 na revista cientifica Classical and Quantum Gravity.
>
> A 'dobra espacial' de Alcubierre e' um possivel sistema de propulsao nao
> newtoniana, cujos principios teoricos foram desenvolvidos pelo pesquisador
> com todo o rigor da fisica teorica mainstream.
>
> Pra explicar a ideia de Alcubierre, pego carona no didatico site da
> Federacao da Frota Estelar de SP em:
>
> http://www.ffesp.com/dcffesp/art_inte/A%20velocidade%20de%20dobra.htm
>
> --------------
>
> ...Alcubierre propôs um modo de superar o limite da velocidade da luz,
> parecido com a expansão do universo, mas em uma escala local. Ele
> desenvolveu uma " métrica " para relatividade geral, uma representação
> matemática da curvatura de espaço, que descreve uma região plana do espaço
> próximo de uma " dobra " que pode ser impulsionada adiante com
> qualquer velocidade arbitrária, inclusive velocidades maiores que a da luz,
> a velocidade de dobra de Alcubierre, e construída por funções tangentes
> hiperbólicas as quais criam um distorção muito peculiar do espaço nas
> extremidades do volume de espaço considerado.
>
> A idéia e inovadora. Se o espaço-tempo pode ser dobrado localmente de modo
> que se expanda atrás de uma nave e se contraia adiante dela, então a nave
> será impulsionada junto com o espaço que a contem. Localmente, a nave nunca
> viajará mais rápido do que a luz, porque a luz também será impulsionada
> junto com a onda de espaço em expansão. Mas, globalmente percorrera
> distâncias incrivelmente grandes em pequenos intervalos de tempo.
>
> Uma maneira de visualizar o que acontece e imaginar-se a bordo de uma nave.
> Se o espaço subitamente se expandir por detrás da nave em uma escala
> suficientemente grande, você percebera que a base estelar que deixou há
> poucos minutos agora está a muitos anos luz de distância. Da mesma forma, se
> o espaço se contrair adiante de você, será possível perceber que a base em
> direção a qual você viaja, que estava a alguns anos luz de distância, agora
> esta tão próxima que poderia ser alcançada em minutos a velocidade de
> propulsão normal...
>
> ------------
>
> A integra do artigo original de Alcubierre pode ser obtida em:
>
> http://members.shaw.ca/mike.anderton/WarpDrive.pdf
>
> De novo: O fato de Clarke e Lee terem especulado sobre uma propulsao nao
> newtoniana em Rama, bem como sobre os criadores de Rama e seus objetivos nao
> afeta de modo algum o rigor cientifico da obra como um todo e menos ainda o
> calculo da aceleracao maxima de Rama, tema desse thread.
>
> Abs,
> Eduardo Torres
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> , Álvaro Augusto (P) <alvaro@>
> escreveu
> >
> > Caro Eduardo,
> >
> >
> >
> > Você está se esquecendo de um pequeno detalhe: a trilogia Rama não foi
> > escrita somente por Clarke, mas por ele e Gentry Lee. Não sei qual deles
> > aboliu a terceira lei de Newton, mesmo que localmente, mas não sei como
> isso
> > pode ser considerado exemplo de rigor científico. De qualquer forma, já
> faz
> > muito tempo que li meu último livro de FC e não me imagino relendo "Rama
> > Revealed" só para mostrar que o universo da obra é diferente do nosso.
> Ainda
> > assim, lembro-me vagamente de que as espaçonaves da série Rama fazem parte
> > de uma espécie de "serviço de supervisão galáctica", cujo objetivo é
> coletar
> > dados que permitam a Deus determinar se os universos que eles criou
> > resultaram em harmonia. Rigor científico? Hum, sei não...
> >
> >
> >
> > Abraços,
> >
> >
> >
> > Alvaro Augusto
> >
> >
> >
> >
> >
> > De: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> ]
> > Em nome de Eduardo Torres
> > Enviada em: domingo, 16 de janeiro de 2011 11:42
> > Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > Assunto: Re: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves
> > Espaciais
> >
> >
> >
> >
> >
> > Nada pode estar mais distante disso (inconsistencias ou erros de fisica)
> > numa obra de Clarke, q era fisico e matematico e famoso pelo rigor
> > cientifico de suas obras de FC, sendo um classico da FC 'hard'.
> >
> > Clarke especulou sobre um sistema de propulsao desconhecido de Rama q
> > aparentemente nao seguia o principio newtoniano de acao-reacao.
> >
> > Mas a pergunta referia-se ao calculo da aceleracao maxima de Rama q nao
> > causasse transbordamento de seu Mar Cilindrico.
> >
> > Isso e' um fenomeno fisico q independe do sistema de propulsao de Rama. Em
> > havendo a aceleracao de Rama, qq q fosse seu sistema de propulsao,
> ocorreria
> > da mesma maneira.
> >
> > Os trechos exatos do livro referentes a essas especulacoes e ao calculo da
> > aceleracao maxima de Rama seguem abaixo:
> >
> > '..."Mas há uma coisa de que estou bastante certo. Se Rama possui de fato
> um
> > sistema de propulsão, é algo
> > completamente inacessível aos nossos atuais conhecimentos. Teria, mesmo,
> de
> > ser a fabulosa "propulsão espacial",
> > de que se vem falando há duzentos anos.
> > – O senhor não a poria fora de cogitação?
> > – Certamente que não. Se pudermos provar que Rama tem uma propulsão
> espacial
> > – ainda que não aprendamos
> > nada sobre o seu modo de operar – teremos feito uma grande descoberta.
> Pelo
> > menos, saberemos que tal coisa é
> > possível.
> > – Mas que é, enfim, essa propulsão espacial? – perguntou o Embaixador da
> > Terra num tom de voz meio
> > queixoso.
> > – Qualquer sistema de propulsão, Sir Robert, que não funcione com base no
> > princípio do foguete. O termo
> > antigravidade – se isso é possível – seria muito apropriado. De momento,
> não
> > sabemos onde procurar uma tal
> > propulsão e a maioria dos cientistas duvidam que ela exista.
> > – Não existe – atalhou o Prof. Davidson. – Newton estabeleceu isso uma vez
> > por todas. Não se pode ter ação
> > sem reação. As propulsões espaciais são um contra-senso, podem crer no que
> > lhes digo.
> > – Talvez o senhor tenha razão – replicou Perera com uma brandura
> > desacostumada. – Mas, se Rama não tem
> > uma propulsão espacial, não tem propulsão nenhuma. Simplesmente não há
> > espaço para um sistema de propulsão
> > convencional, com os seus enormes tanques de combustível.
> > – É difícil imaginar um mundo inteiro sendo empurrado de cá para lá –
> disse
> > Dennis Solomons. – Que
> > aconteceria aos objetos que vão no seu interior? Seria preciso aparafusar
> > tudo. Extremamente incômodo.
> > – Bem, a aceleração seria provavelmente muito baixa. O maior
> > problema seria a água do Mar Cilíndrico. Como impedir que ela... A Voz de
> > Perera apagou-se de repente e seus
> > olhos se vidraram. Parecia estar à beira de uma crise epiléptica ou mesmo
> de
> > um ataque cardíaco. Os colegas
> > olhavam-no alarmados; mas, refazendo-se subitamente, ele deu um murro na
> > mesa e gritou:
> > – Pois claro! Isso explica tudo! A escarpa meridional! Agora sim, faz
> > sentido!
> > – Não para mim – resmungou o Embaixador da Lua, exprimindo o sentir de
> todos
> > os presentes.
> > – Vejam esta seção longitudinal de Rama – continuou Perera, alvoroçado,
> > desdobrando o seu mapa. – Têm as
> > suas cópias aí? O Mar Cilíndrico está contido entre duas escarpas, que
> > circundam completamente o interior de
> > Rama. A do norte só tem cinqüenta metros de altura; a do sul, por outro
> > lado, se eleva a quase meio quilômetro de
> > altitude. Por que essa diferença? Ninguém, até agora, pôde encontrar uma
> > razão plausível.
> > "Mas suponhamos que Rama seja realmente capaz de propelir a si mesmo, –
> > acelerando de modo que a
> > extremidade norte fique virada para a frente. A água do Mar tenderia a
> > mover-se para trás; seu nível subiria no sul,
> > talvez centenas de metros. Daí a escarpa. Vejamos...
> > Perera começou a rabiscar com frenética rapidez no seu bloco. Ao cabo de
> um
> > tempo espantosamente curto –
> > não podia ter durado mais de vinte segundos – alçou a cabeça com um ar
> > triunfante.
> > – Dada a altura dessas escarpas, pode-se calcular o máximo de aceleração
> que
> > Rama é capaz de receber. Se
> > fosse superior a dois por cento de gravidade, o mar transbordaria sobre o
> > continente meridional.
> > – Um cinqüenta avos de g? Não é muito.
> > – É, sim – para uma massa de dez milhões de megatons. Não se faz
> necessário
> > mais para manobras
> > astronômicas...'
> >
> > e mais adiante, muitas paginas depois:
> >
> > '...– Capitão – chamou Calvert em voz urgente da posição de Navegador, –
> > Estamos rolando... olhe as estrelas!
> > Mas os instrumentos não indicam nada!
> > – Os girômetros funcionam?
> > – Perfeitamente normais – posso ver os ponteiros oscilarem em cima do
> zero.
> > Mas estamos rolando a vários
> > graus por segundo!
> > – Isso é impossível!
> > – Claro que é impossível... mas olhe o senhor mesmo! Quando tudo mais
> > falhava, não havia remédio senão
> > confiar no olhômetro. Norton não podia duvidar de que o campo das estrelas
> > estivesse animado de um lento
> > movimento de rotação: lá ia Sírius, atravessando a beirada de bombordo. Ou
> o
> > universo, numa reversão à
> > cosmologia pré-copernicana, resolvera subitamente girar em torno da
> > Endeavour, ou as estrelas estavam paradas e
> > a nave girava sobre si mesma.
> > A segunda explicação parecia bastante mais plausível, e contudo envolvia
> > paradoxos aparentemente insolúveis.
> > Se a nave estivesse realmente girando a essa razão, ele o teria sentido –
> > literalmente pelas assentadeiras, segundo a
> > expressão popular. E os girômetros não podiam ter falhado simultânea e
> > independentemente. Só ficava em pé uma
> > resposta. Todos os átomos da Endeavour deviam estar sob a ação de uma
> mesma
> > força – e só um poderoso campo
> > gravitacional podia produzir esse efeito. Pelo menos, nenhum outro campo
> > conhecido...
> > De repente, as estrelas se desvaneceram. O disco chamejante do Sol
> emergira
> > de trás do escudo de Rama e o
> > seu esplendor as expulsara do céu.
> > – Você não me consegue uma leitura de radar? Qual é o efeito Doppler?
> > Norton esperava ouvir que também este último estava inoperante, mas
> > equivocava-se.
> > Rama ia finalmente a caminho, acelerando a modesta razão de 0,015
> gravidade.
> > O Dr. Perera devia estar muito
> > contente, pensou Norton, pois tinha predito um máximo de 0,02. E a
> Endeavour
> > fora de algum modo apanhada na
> > sua esteira como um destroço flutuante de naufrágio, rolando e rolando
> sobre
> > si mesma atrás de um veloz transatlântico...
> > Hora após hora, essa aceleração se manteve constante; Rama se afastava da
> > Endeavour a uma velocidade cada
> > vez maior. Ã medida que crescia a distância, o Comportamento anômalo da
> nave
> > foi cessando aos poucos; as leis
> > normais da inércia começaram novamente a operar. Quanto às energias em
> cujo
> > redemoinho tinham sido apanhados
> > por breves momentos, tudo que podiam fazer eram conjeturas, e Norton deu
> > graças aos céus por haver
> > estacionado a Endeavour & boa distância antes de Rama pôr em funcionamento
> a
> > sua propulsão.
> > Quanto à natureza dessa propulsão, de uma coisa agora se tinha certeza,
> > ainda que tudo mais fosse mistério.
> > Não havia jatos de gás nem feixes de plasma ou iontes empurrando Rama para
> a
> > sua nova órbita. Ninguém
> > exprimiu melhor a coisa do que o Sargento-Professor Myron quando disse,
> > chocado e incrédulo:
> > – Lá se vai a Terceira Lei de Newton!
> > Foi na Terceira Lei de Newton, não obstante, que teve de confiar a
> Endeavour
> > no dia seguinte, ao usar as
> > últimas reservas de combustível para afastar a sua órbita do Sol...'
> >
> > Esse comentario do Alvaro me lembra algumas criticas q Isaac Asimov (q era
> > Quimico com po's-graduacao em Bioquimica) recebeu qdo anunciou q
> escreveria
> > contos policiais de FC, o q foi considerado impossivel, pois se qq coisa
> era
> > possivel especular em FC, como o leitor poderia desvendar o crime? Mas
> > Asimov habilmente e de modo inteiramente consistente, armou em cada conto
> a
> > devida 'regra do jogo', com coisas fantasticas e inexistentes em nosso
> > mundo, mas consistentes entre si e com respeito aas proprias regras
> > 'fantasticas' e aa fisica e aa quimica. Foram contos policiais da melhor
> > cepa e hoje classicos.
> >
> > Uma coisa e' especular, fazer a imaginacao fluir, outra coisa e' ser
> > inconsistente e desrespeitar principios basicos da Ciencia.
> >
> > Maus autores misturam essas duas abordagens.
> >
> > Bons autores, nao, e assim extraem o melhor dos 'dois mundos'.
> >
> > Como dizia Einstein: A imaginacao e' mais importante q o conhecimento.
> >
> > ;-)
> >
> > Abs,
> > Eduardo Torres
> >
> > --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> , Álvaro Augusto (P) <alvaro@>
> > escreveu
> > >
> > > Eu li todos os livros da série Rama, incluindo o primeiro ("Encontro com
> > > Rama"), escrito apenas por Clarke. Lembremos que, embora Clarke tenha
> sido
> > > um dos mais técnicos autores de FC, a espaçonave Rama se deslocava por
> > meio
> > > de um mecanismo que abolia a terceira lei de Newton. Quando um autor de
> FC
> > > faz isso, não há muito porque se preocupar com cálculos detalhados de
> > > possibilidades físicas, pois fica claro que ele optou por trabalhar em
> um
> > > universo diferente do nosso. Ainda assim, segundo
> > >
> >
> http://en.wikipedia.org/wiki/Rama_(spacecraft)#Rendezvous_with_Rama_.28Phase
> > > _I.29 a máxima aceleração da nave seria 0,1962 m/s2.
> > >
> > >
> > >
> > > [ ]s
> > >
> > >
> > >
> > > Alvaro Augusto
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > De: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> ]
> > > Em nome de Eduardo Torres
> > > Enviada em: segunda-feira, 27 de dezembro de 2010 15:08
> > > Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > > Assunto: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > Dois assuntos correlacionados:
> > >
> > > 1-Na trilogia 'Rama' (creio q no segundo volume - 'Rama II') Arthur C.
> > > Clarke mostra um modo dos humanos a bordo sobreviverem aas super
> > aceleracoes
> > > da nave, q era mergulharem, vestidos de trajes especiais com
> respiradores,
> > > em camaras cheias de um liquido.
> > >
> > > Pergunto aos colegas da lista: Isso funcionaria de fato? Sim? Por q^?
> Nao?
> > > Por q^?
> > >
> > > E, aproveitando o ensejo:
> > >
> > > 2-No primeiro volume da trilogia, 'Encontro com Rama' , Clarke descreve
> o
> > > Mar Cilindrico (o mar interno de Rama, nave interestelar de formato
> > > cilindrico, onde havia gravidade centrifuga na superficie interna do
> > > cilindro devido aa rotacao da nave em torno de seu eixo longitudinal).
> > >
> > > Sobre esse mar havia o fato, inicialmente misterioso, de ter escarpas de
> > > tamanho bem diferente nas suas duas margens.
> > >
> > > No livro, um cientista teve a ideia d q isso poderia ter sido projetado
> > > pelos criadores de Rama para evitar q o mar transbordasse durante as
> > > aceleracoes de Rama.
> > >
> > > Assim, a escarpa maior seria para permitir a elevacao das aguas no lado
> > > oposto ao sentido da aceleracao.
> > >
> > > O cientista inclusive calculou, em funcao das diferencas de alturas das
> > > escarpas, das dimensoes do mar e de Rama, e da velocidade angular em
> torno
> > > do seu eixo, qual seria a aceleracao maxima possivel de Rama de modo a q
> o
> > > seu mar interno nao transbordasse.
> > >
> > > No livro, concluiu o calculo em apenas 20 segundos, simplesmente
> > rabiscando
> > > num bloco durante uma reuniao.
> > >
> > > Lembro q, logo depois q li o livro (foi lancado no Brasil em 1976),
> passei
> > a
> > > estudar Fisica I na faculdade (em 1977), e tentei resolver o problema eu
> > > mesmo.
> > >
> > > Resolvi.
> > >
> > > Mas nao foi facil.
> > >
> > > Nao guardei a solucao.
> > >
> > > Nunca mais tentei resolver de novo desde entao (sera' q resolveria
> > > hoje?),...
> > >
> > > ;-)
> > >
> > > ...mas e' uma solucao perfeitamente encontravel apenas com Fisica de
> Nivel
> > > Medio.
> > >
> > > Por q estou contando isso?
> > >
> > > Pq um dia desses achei uma resolucao bem didatica desse problema na net,
> q
> > > compartilho com os colegas da Ciencialist:
> > >
> > > http://nerdyard.com/encontro-com-rama/
> > >
> > > Abs,
> > > Eduardo Torres
> > >


SUBJECT: Homeopatia versus ação catalítica
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: "ciencialist" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 20/01/2011 08:31

Guto, meu filho de 12 anos está cá comigo e ficará até dia 25 deste. Recomendando a ele leituras de textos do site discutimos ontem sobre "Coisas do átomo" que está em <http://www.feiradeciencias.com.br/sala21/21_02d.asp>. Ele questionou-me bastante sobre este tal de 'catalisador' que age em quantidades ínfimas, em particular, mostrou-me a parte do texto que diz:
"A quantidade de um catalisador necessária para certas reações é incrivelmente pequena. Quando o sulfito de sódio (Na2SO3) é dissolvido em água, o oxigênio do ar oxida-o lentamente, transformado-o em sulfato de sódio (Na2SO4). Mas se for adicionada uma pequenina quantidade de cobre, o processo de oxidação é nitidamente acelerado. O efeito do cobre no processo pode ser percebido até mesmo se a água usada para a solução de sulfito de sódio tiver permanecido em um recipiente de cobre por alguns momentos. De fato, o catalisador é tão eficiente que uma concentração de 0,031 kg de sulfato de cobre em 2271 milhões de litros de água contém cobre suficiente para acelerar a reação! A catálise é um exemplo supremo da infinita importância do microscopicamente pequeno."
 
Eu não soube explicar para ele o que realmente acontece para o fato, ou seja, como minúscula quantidade de moléculas, num universo de outras distintas, consegue exercer sua função de acelerar reações.
Foi isto que me deixou pensativo e ai fui pro meu ' campo de pensar' ... meu quintal. Um pensamento assombroso interligou meus dois neurônios ativos ... a homeopatia propõe a mesma coisa! Depois de dezenas de diluições, mesmo assim, uma ou outra molécula do 'princípio ativo' pode estar presente na amostra do vidrinho de água vendido na farmácia homeopática ... será que funciona no mesmo princípio do catalisador? Este foi o pensamento tétrico ... e espero que nenhum adepto da homeopatia venha a ler esta mensagem, pois passará a ser o "documento oficial de um físico sobre a homeopatia"!
Que acham?
[]´
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
       
leo@feiradeciencias.com.br
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
    
http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================

SUBJECT: Re: [ciencialist] Homeopatia versus ação catalítica
FROM: "Pesky Bee" <peskybee2@gmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 20/01/2011 09:10

Luizão Ferrazão, deixe-me tentar colocar um pouco de
vinagre no seu angú. O exemplo que tu deu da ação do
cobre naquela solução parece indicar que haveria "algo"
que poderia justificar a homeopatia. Eu diria que são
vãs as esperanças, pois vejo dois problemas nesse trem.
 
Problema 1: a homeopatia não funciona, essa porra só dá
um efeito placebo, e quando há algum efeito em experimentos
com grupos de controle duplo-cegos (raríssimamente feitos,
já que a cambada da homeopatia não gosta dessas coisas),
esse efeito é um artefato estatístico que "some" se a
experiência for repetida. Então é isso: homeopatia é
engodo, é ilusão, é tapeia-moleque.
 
Problema 2: Pode ser que isso funcione em relação ao cobre
na solução que tu mencionou, mas há dezenas de milhares de
outras situações de catálise onde isso não ocorre nessas
quantidades. Então isso é uma coisa específica da ação do
cobre sobre o sulfito de sódio.
 
Podemos então passar a mensagem para os homeoPATAS: essa
coisa não funciona, larguem dessa bobagem!
 
*PB*
 
 

Sent: Thursday, January 20, 2011 8:31 AM
Subject: [ciencialist] Homeopatia versus ação catalítica

Guto, meu filho de 12 anos está cá comigo e ficará até dia 25 deste. Recomendando a ele leituras de textos do site discutimos ontem sobre "Coisas do átomo" que está em <http://www.feiradeciencias.com.br/sala21/21_02d.asp>. Ele questionou-me bastante sobre este tal de 'catalisador' que age em quantidades ínfimas, em particular, mostrou-me a parte do texto que diz:
"A quantidade de um catalisador necessária para certas reações é incrivelmente pequena. Quando o sulfito de sódio (Na2SO3) é dissolvido em água, o oxigênio do ar oxida-o lentamente, transformado-o em sulfato de sódio (Na2SO4). Mas se for adicionada uma pequenina quantidade de cobre, o processo de oxidação é nitidamente acelerado. O efeito do cobre no processo pode ser percebido até mesmo se a água usada para a solução de sulfito de sódio tiver permanecido em um recipiente de cobre por alguns momentos. De fato, o catalisador é tão eficiente que uma concentração de 0,031 kg de sulfato de cobre em 2271 milhões de litros de água contém cobre suficiente para acelerar a reação! A catálise é um exemplo supremo da infinita importância do microscopicamente pequeno."
 
Eu não soube explicar para ele o que realmente acontece para o fato, ou seja, como minúscula quantidade de moléculas, num universo de outras distintas, consegue exercer sua função de acelerar reações.
Foi isto que me deixou pensativo e ai fui pro meu ' campo de pensar' ... meu quintal. Um pensamento assombroso interligou meus dois neurônios ativos ... a homeopatia propõe a mesma coisa! Depois de dezenas de diluições, mesmo assim, uma ou outra molécula do 'princípio ativo' pode estar presente na amostra do vidrinho de água vendido na farmácia homeopática ... será que funciona no mesmo princípio do catalisador? Este foi o pensamento tétrico ... e espero que nenhum adepto da homeopatia venha a ler esta mensagem, pois passará a ser o "documento oficial de um físico sobre a homeopatia"!
Que acham?
[]´
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            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
       
leo@feiradeciencias.com.br
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
    
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SUBJECT: RES: [ciencialist] Homeopatia versus ação catalítica
FROM: Álvaro Augusto (P) <alvaro@electrapower.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 20/01/2011 10:59

Caro Léo,

 

A homeopatia não se baseia apenas na diluição extrema das substâncias, mas também na “lei dos similares”, de acordo com a qual semelhantes curam semelhantes. Os homeopatas acreditam que, induzindo sintomas artificiais, estes irão estimular o corpo a expulsar a causa da doença original. Assim, não se trata somente de diluições extremas, mas também de um princípio pré-científico, do tipo “magia simpática”.

 

Abraços,

 

Alvaro Augusto

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Luiz Ferraz Netto
Enviada em: quinta-feira, 20 de janeiro de 2011 08:32
Para: ciencialist
Assunto: [ciencialist] Homeopatia versus ação catalítica

 

 

Guto, meu filho de 12 anos está cá comigo e ficará até dia 25 deste. Recomendando a ele leituras de textos do site discutimos ontem sobre "Coisas do átomo" que está em <http://www.feiradeciencias.com.br/sala21/21_02d.asp>. Ele questionou-me bastante sobre este tal de 'catalisador' que age em quantidades ínfimas, em particular, mostrou-me a parte do texto que diz:

"A quantidade de um catalisador necessária para certas reações é incrivelmente pequena. Quando o sulfito de sódio (Na2SO3) é dissolvido em água, o oxigênio do ar oxida-o lentamente, transformado-o em sulfato de sódio (Na2SO4). Mas se for adicionada uma pequenina quantidade de cobre, o processo de oxidação é nitidamente acelerado. O efeito do cobre no processo pode ser percebido até mesmo se a água usada para a solução de sulfito de sódio tiver permanecido em um recipiente de cobre por alguns momentos. De fato, o catalisador é tão eficiente que uma concentração de 0,031 kg de sulfato de cobre em 2271 milhões de litros de água contém cobre suficiente para acelerar a reação! A catálise é um exemplo supremo da infinita importância do microscopicamente pequeno."

 

Eu não soube explicar para ele o que realmente acontece para o fato, ou seja, como minúscula quantidade de moléculas, num universo de outras distintas, consegue exercer sua função de acelerar reações.

Foi isto que me deixou pensativo e ai fui pro meu ' campo de pensar' ... meu quintal. Um pensamento assombroso interligou meus dois neurônios ativos ... a homeopatia propõe a mesma coisa! Depois de dezenas de diluições, mesmo assim, uma ou outra molécula do 'princípio ativo' pode estar presente na amostra do vidrinho de água vendido na farmácia homeopática ... será que funciona no mesmo princípio do catalisador? Este foi o pensamento tétrico ... e espero que nenhum adepto da homeopatia venha a ler esta mensagem, pois passará a ser o "documento oficial de um físico sobre a homeopatia"!

Que acham?

[]´

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            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
       
leo@feiradeciencias.com.br
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
    
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SUBJECT: Re: [ciencialist] Homeopatia versus ação catalítica
FROM: André L F S Bacci <andrebacci.listas@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 20/01/2011 11:53

2011/1/20 Luiz Ferraz Netto <leobarretos@uol.com.br>
Guto, meu filho de 12 anos está cá comigo e ficará até dia 25 deste. Recomendando a ele leituras de textos do site discutimos ontem sobre "Coisas do átomo" que está em <http://www.feiradeciencias.com.br/sala21/21_02d.asp>. Ele questionou-me bastante sobre este tal de 'catalisador' que age em quantidades ínfimas, em particular, mostrou-me a parte do texto que diz:
"A quantidade de um catalisador necessária para certas reações é incrivelmente pequena. Quando o sulfito de sódio (Na2SO3) é dissolvido em água, o oxigênio do ar oxida-o lentamente, transformado-o em sulfato de sódio (Na2SO4). Mas se for adicionada uma pequenina quantidade de cobre, o processo de oxidação é nitidamente acelerado. O efeito do cobre no processo pode ser percebido até mesmo se a água usada para a solução de sulfito de sódio tiver permanecido em um recipiente de cobre por alguns momentos. De fato, o catalisador é tão eficiente que uma concentração de 0,031 kg de sulfato de cobre em 2271 milhões de litros de água contém cobre suficiente para acelerar a reação! A catálise é um exemplo supremo da infinita importância do microscopicamente pequeno."
 
Eu não soube explicar para ele o que realmente acontece para o fato, ou seja, como minúscula quantidade de moléculas, num universo de outras distintas, consegue exercer sua função de acelerar reações.
Foi isto que me deixou pensativo e ai fui pro meu ' campo de pensar' ... meu quintal. Um pensamento assombroso interligou meus dois neurônios ativos ... a homeopatia propõe a mesma coisa! Depois de dezenas de diluições, mesmo assim, uma ou outra molécula do 'princípio ativo' pode estar presente na amostra do vidrinho de água vendido na farmácia homeopática ... será que funciona no mesmo princípio do catalisador? Este foi o pensamento tétrico ... e espero que nenhum adepto da homeopatia venha a ler esta mensagem, pois passará a ser o "documento oficial de um físico sobre a homeopatia"!
Que acham?

Hun... nope.

A homeopatia parte do princípio que a água é especial, que ela copia outras moléculas, enquanto que no efeito catalizador a presença das moléculas é simplesmente necessária. Use as diluições dos catalizadores que os pessoal homeopata pratica e essa "relação" desaparece.

Catalizador: a presença de pequenas quantidades do material A causa maior reação do material B.

Homeopatia: porque a a água de hoje já foi mijo um dia, todos nós bebemos mijo todos os dias.

Pensamento realmente bom para o campo de pensar: como a água diferencia o "princípio ativo", digamos assim, das paredes dos recipientes e manipuladores? Serão todos os remédios homeopáticos preparados potencializados plásticos de potes?

Andre

SUBJECT: Re: [ciencialist] Homeopatia versus ação catalítica
FROM: Homero <oraculo@atibaia.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 20/01/2011 14:42

Em 20/01/2011 08:31, Luiz Ferraz Netto escreveu:
incrivelmente pequena

Acho que o problema está nesta expressão..:-) Incrivelmente pequena, e praticamente inexistente (devido ao limite de Avogrado) são coisas distintas, fisicamente e quimicamente falando. A diluição da homeopatia atinge o limite do "praticamente inexistente", enquanto que os catalisadores estão apenas no "incrivelmente pequena".

Se o praticamente inexistente da homeopatia fizesse algum efeito, então TODA água existente, que já esteve em contato em algum momento com cobre, seria catalisadora das reações onde o cobre funciona como catalisador. Não seria preciso acrescentar cobre a uma reação para isso.

É preciso entender que "microscopicamente pequeno" e " microscopicamente inexistente", são coisas distintas.

Homero

SUBJECT: Re: [ciencialist] Pluralidade de Mundos
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 20/01/2011 15:27

Ola Leo,
 
"Ou seja", o ponto possui todas as informações possíveis do universo ::))
 
Abs
Felipe

--- Em qui, 20/1/11, Luiz Ferraz Netto <leobarretos@uol.com.br> escreveu:

De: Luiz Ferraz Netto <leobarretos@uol.com.br>
Assunto: Re: [ciencialist] Pluralidade de Mundos
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011, 7:57

 

Sim, a matemática mostra isto, aliás, Newton passou um tempão de seu tempo pensando que sua lei da gravitação 'poderia estar errada' justamente por causa desse teorema. Mas, para Newton a coisa ficou bem clara: É a resultante das forças que atende à demonstração matemática e não as forças individuais.
Assim, corrija o texto "as forças da natureza funcionam, matematicamente, como se estivesses concentradas em um ponto matemático ::))" para
"A RESULTANTE das forças da natureza funcionam, matematicamente, como se estivesses concentradas em um ponto matemático ::))".
 
[]´
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@feiradeciencias.com.br
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================

 
----- Original Message -----
From: luiz silva
Sent: Wednesday, January 19, 2011 1:21 PM
Subject: Re: [ciencialist] Pluralidade de Mundos

 
Ola Pessoal,

Lendo este artigo, e lembrando das palestras do tal de Nassim Heram (nao sei se era esse o nome), que foram postadas aqui, verifiquei que em uma coisa ele "tem razão": as forças da natureza funcionam, matematicamente, como se estivesses concentradas em um ponto matemático ::))

Abs
Felipe
--- Em ter, 18/1/11, Luis Brudna <luisbrudna@gmail.com> escreveu:

De: Luis Brudna <luisbrudna@gmail.com>
Assunto: Re: [ciencialist] Pluralidade de Mundos
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011, 15:15

 
  O vídeo do Asimov é fantástico.
A imaginação dele vai até o EAD! :-)

http://scienceblogs.com.br/100nexos/2011/01/pluralidade_de_mundos.php

Até
Luís Brudna

2011/1/18 Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
>
>
>
> Pluralidade de Mundos
>
> Assista ao vídeo
>
> “Para ver um Mundo em um grão de areia e um Céu em uma flor selvagem, segure a Infinidade na palma de sua mão e a Eternidade em uma hora”. – William Blake [c.1793]
>
> Há uma Infinidade de coisas ocorrendo no vídeo acima, onde gotas de oxigênio líquido dançam por uma superfície, devidamente registradas em câmera lenta estendendo a Eternidade de alguns segundos.
>
> As gotas deslizam com quase nenhum atrito devido ao efeito Leidenfrost, onde o oxigênio líquido é vaporizado em contato com a superfície, produzindo uma camada de vapor isolante e com muito pouco atrito. Você pode ver este efeito aquecendo uma frigideira anti-aderente, deixando cair pequenas gotas d’água. O efeito não só diminui o atrito como também fornece isolamento térmico, o que você pode perceber pelo fato de que a gota deslizando pela frigideira pode levar muito mais tempo para evaporar do que deveria se estivesse em contato direto com a chapa. Motivo pelo qual a camada de vapor também explica como se pode mergulhar a mão em chumbo quente ou nitrogênio líquido sem sofrer queimaduras. Não é magia, não é bem um truque. É um efeito descrito por Johann Leidenfrost no século 18.
>
> As gotas de oxigênio líquido se mantêm coesas em si mesmas graças à tensão superficial, e ao longo do vídeo a tensão e a dança das gotas são colocadas à prova devido a ainda outro efeito.
>
> O oxigênio líquido é um material paramagnético, o que significa que não possui magnetismo próprio, mas é atraído por campos magnéticos. Por isso quando um ímã é colocado abaixo da gota, ela se achata, atraída, e uma série de eletroímãs consegue desacelerar e parar uma gota em movimento. Fazem isso, não sem que a forma das gotas seja distorcida devido à interação complexa entre a tensão superficial e inércia. E ainda o efeito Leidenfrost que garante o deslocamento da gota com pouco atrito enquanto ela evapora.
>
> Tudo isso, ocorrendo com uma parte do ar liquefeita através do congelamento, manipulada pelo mesmo eletromagnetismo que responde pela luz que chega a seus olhos e mantém suas moléculas coesas, desenrolando-se em frações de segundo que passariam literalmente em um piscar de olhos.
>
> Admirando aqui a poesia do vídeo de uma gota de oxigênio líquido deslizando sobre uma superfície magnetizada, pensei que nossa imaginação por vezes não faz jus ao mundo em que vivemos.
>
> Então, sempre descobrindo que estou errado e esquecendo das coisas mais simples, me deparo com isso.
>
> Assista ao vídeo
>
> Somos criaturas dotadas de uma imaginação mais do que adequada à Infinidade e à Eternidade, mas enquanto crescemos vemos esta potencialidade infinita limitada por barreiras não tão diferentes daquela que faz com que ao olharmos um grão de areia vejamos apenas um minúsculo ponto e não um Mundo.
>
> Pois bem, Giordano Bruno foi o primeiro Renascentista a ver um Universo infinito em suas dimensões. Galileu Galilei daria outro passo gigante ao apontar o telescópio ao céu. Menos conhecido, Robert Hooke, através de sua  Micrographia, mostrou por sua parte que há realmente um Mundo em um grão de areia, como há em flocos de neve e todos os objetos que perscrutou com seu microscópio. Um Mundo de fenômenos ocorrendo mesmo entre os cílios de nossos olhos. Em escalas muito maiores e muito menores do que aquela que podemos segurar entre nossos dedos, há uma pluralidade de mundos.
>
> Uma pluralidade de mundos estendida há menos de quatro séculos através de instrumentos que estenderam nossos sentidos. Quatro séculos estendendo o Universo a bilhões de anos-luz e um grão de areia em moléculas, átomos e subpartículas.
>
> Vivemos há poucos anos com novos instrumentos, antes apenas sonhados por visionários, estendendo nossa comunicação e retirando pouco a pouco as limitações que tão rapidamente encontramos à nossa imaginação. Imagine o que quatro séculos não poderão fazer com os hipopótamos da garotinha francesa.
>
> Assista ao vídeo
>
> “Assim, toda a incerteza e os enganos das ações humanas advêm seja da limitação de nossos sentidos, da ilusão de nossa memória, do confinamento de nossa compreensão, de forma que não é surpresa que nosso poder sobre as causas e efeitos naturais avance tão lentamente, dado que não apenas lidamos com a obscuridade e a dificuldade das coisas sobre as quais trabalhamos e pensamos, como mesmo as forças de nossas próprias mentes conspiram para nos trair. Sendo estes os perigos do processo da razão humana, os remédios a todos eles só podem proceder da filosofia real, mecânica, experimental, que tem esta vantagem sobre a filosofia de discurso e disputa, uma vez que onde esta almeja a sutileza das deduções e conclusões, sem muita consideração ao primeiro trabalho de coleta, que deve ser bem fundado nos sentidos e memória, a outra pretende ordená-las todas, tornando-as úteis uma à outra”. – Robert Hooke, Micrographia, 1665
>

 

 

SUBJECT: CalhaPet - detalhes da construção
FROM: Tipoalgo <tipoalgo@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 20/01/2011 22:25

Olá a todos.

Detalhes da construção da CalhaPet (versão 2.0) no vídeo
http://www.youtube.com/watch?v=nAG4jt8jGEY .

Abraços
tipoalgo   @   gmail   .  com
http://tipoalgo.blogspot.com


SUBJECT: As TICs, a Escola e o Futuro
FROM: "Prof. JC" <profjc2003@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 21/01/2011 08:35

Olá para todos!

Publiquei um novo artigo com o título "As TICs, a Escola e o Futuro" no meu blog de TICs. Se alguém quiser passar por lá e dar uma olhada, fique à vontade.
Comentários no próprio blog serão sempre bem vindos.

http://professordigital.wordpress.com/2011/01/20/as-tics-a-escola-e-o-futuro/

Abraço,
JC



SUBJECT: Canal de TV com muitos documentários
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 21/01/2011 08:57


A quem possa interessar:

Nesta semana, a operadora de TV a cabo de minha cidade passou
a transmitir o canal UNIVESPTV (parece que tem alguma relação com a TV
Cultura de São Paulo). No link abaixo, é possível assistir os
programas pela Internet, ao mesmo tempo que está passando o programa
na TV (não percebi nenhum "delay" entre a transmissão de TV e da Internet).

É um canal repleto de documentários.

Por exemplo, há uma série chamada "A Vida com Números", que trata de
Matemática.
Outro documentário bastante interessante, veiculado por esse canal,
e que até hoje eu não havia visto na TV brasileira,
é o "Universo Elegante", com Brian Green.

Eis os links:


http://www.univesp.tv.br/
http://www.univesp.tv.br/site/programas/a-vida-com-numeros ("A Vida com
Números")
http://blogunivesptv.blogspot.com/2011_01_01_archive.html

Paulo




SUBJECT: Livro sobre problemas ambientais
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 21/01/2011 20:14

A quem possa interessar:

Livro sobre problemas ambientais, liberado para download, diretamente
no site do "WWI-Worldwatch Institute" (http://www.worldwatch.org.br)

Título "Plano B 4.0" de Lester Brown:
http://www.worldwatch.org.br/plano_b.pdf


No link abaixo, entrevista do autor, no programa Roda Viva, da TV Cultura:

http://www.tvcultura.com.br/rodaviva/programa/1180


Há outros livros para download, sobre questões ambientais, no site da
entidade:

http://www.worldwatch.org.br/


Paulo


SUBJECT: RE: [ciencialist] Pluralidade de Mundos
FROM: Verner Stranz <verner64@hotmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 21/01/2011 22:15

Não há aí uma semelhança com o ALEPH da Cabala?  []s, verner.
 

To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: luizfelipecsrj@yahoo.com.br
Date: Thu, 20 Jan 2011 09:27:51 -0800
Subject: Re: [ciencialist] Pluralidade de Mundos

 
Ola Leo,
 
"Ou seja", o ponto possui todas as informações possíveis do universo ::))
 
Abs
Felipe

--- Em qui, 20/1/11, Luiz Ferraz Netto <leobarretos@uol.com.br> escreveu:

De: Luiz Ferraz Netto <leobarretos@uol.com.br>
Assunto: Re: [ciencialist] Pluralidade de Mundos
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011, 7:57

 

Sim, a matemática mostra isto, aliás, Newton passou um tempão de seu tempo pensando que sua lei da gravitação 'poderia estar errada' justamente por causa desse teorema. Mas, para Newton a coisa ficou bem clara: É a resultante das forças que atende à demonstração matemática e não as forças individuais.
Assim, corrija o texto "as forças da natureza funcionam, matematicamente, como se estivesses concentradas em um ponto matemático ::))" para
"A RESULTANTE das forças da natureza funcionam, matematicamente, como se estivesses concentradas em um ponto matemático ::))".
 
[]´
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----- Original Message -----
From: luiz silva
Sent: Wednesday, January 19, 2011 1:21 PM
Subject: Re: [ciencialist] Pluralidade de Mundos

 
Ola Pessoal,

Lendo este artigo, e lembrando das palestras do tal de Nassim Heram (nao sei se era esse o nome), que foram postadas aqui, verifiquei que em uma coisa ele "tem razão": as forças da natureza funcionam, matematicamente, como se estivesses concentradas em um ponto matemático ::))

Abs
Felipe
--- Em ter, 18/1/11, Luis Brudna <luisbrudna@gmail.com> escreveu:

De: Luis Brudna <luisbrudna@gmail.com>
Assunto: Re: [ciencialist] Pluralidade de Mundos
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011, 15:15

 
  O vídeo do Asimov é fantástico.
A imaginação dele vai até o EAD! :-)

http://scienceblogs.com.br/100nexos/2011/01/pluralidade_de_mundos.php

Até
Luís Brudna

2011/1/18 Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
>
>
>
> Pluralidade de Mundos
>
> Assista ao vídeo
>
> “Para ver um Mundo em um grão de areia e um Céu em uma flor selvagem, segure a Infinidade na palma de sua mão e a Eternidade em uma hora”. – William Blake [c.1793]
>
> Há uma Infinidade de coisas ocorrendo no vídeo acima, onde gotas de oxigênio líquido dançam por uma superfície, devidamente registradas em câmera lenta estendendo a Eternidade de alguns segundos.
>
> As gotas deslizam com quase nenhum atrito devido ao efeito Leidenfrost, onde o oxigênio líquido é vaporizado em contato com a superfície, produzindo uma camada de vapor isolante e com muito pouco atrito. Você pode ver este efeito aquecendo uma frigideira anti-aderente, deixando cair pequenas gotas d’água. O efeito não só diminui o atrito como também fornece isolamento térmico, o que você pode perceber pelo fato de que a gota deslizando pela frigideira pode levar muito mais tempo para evaporar do que deveria se estivesse em contato direto com a chapa. Motivo pelo qual a camada de vapor também explica como se pode mergulhar a mão em chumbo quente ou nitrogênio líquido sem sofrer queimaduras. Não é magia, não é bem um truque. É um efeito descrito por Johann Leidenfrost no século 18.
>
> As gotas de oxigênio líquido se mantêm coesas em si mesmas graças à tensão superficial, e ao longo do vídeo a tensão e a dança das gotas são colocadas à prova devido a ainda outro efeito.
>
> O oxigênio líquido é um material paramagnético, o que significa que não possui magnetismo próprio, mas é atraído por campos magnéticos. Por isso quando um ímã é colocado abaixo da gota, ela se achata, atraída, e uma série de eletroímãs consegue desacelerar e parar uma gota em movimento. Fazem isso, não sem que a forma das gotas seja distorcida devido à interação complexa entre a tensão superficial e inércia. E ainda o efeito Leidenfrost que garante o deslocamento da gota com pouco atrito enquanto ela evapora.
>
> Tudo isso, ocorrendo com uma parte do ar liquefeita através do congelamento, manipulada pelo mesmo eletromagnetismo que responde pela luz que chega a seus olhos e mantém suas moléculas coesas, desenrolando-se em frações de segundo que passariam literalmente em um piscar de olhos.
>
> Admirando aqui a poesia do vídeo de uma gota de oxigênio líquido deslizando sobre uma superfície magnetizada, pensei que nossa imaginação por vezes não faz jus ao mundo em que vivemos.
>
> Então, sempre descobrindo que estou errado e esquecendo das coisas mais simples, me deparo com isso.
>
> Assista ao vídeo
>
> Somos criaturas dotadas de uma imaginação mais do que adequada à Infinidade e à Eternidade, mas enquanto crescemos vemos esta potencialidade infinita limitada por barreiras não tão diferentes daquela que faz com que ao olharmos um grão de areia vejamos apenas um minúsculo ponto e não um Mundo.
>
> Pois bem, Giordano Bruno foi o primeiro Renascentista a ver um Universo infinito em suas dimensões. Galileu Galilei daria outro passo gigante ao apontar o telescópio ao céu. Menos conhecido, Robert Hooke, através de sua  Micrographia, mostrou por sua parte que há realmente um Mundo em um grão de areia, como há em flocos de neve e todos os objetos que perscrutou com seu microscópio. Um Mundo de fenômenos ocorrendo mesmo entre os cílios de nossos olhos. Em escalas muito maiores e muito menores do que aquela que podemos segurar entre nossos dedos, há uma pluralidade de mundos.
>
> Uma pluralidade de mundos estendida há menos de quatro séculos através de instrumentos que estenderam nossos sentidos. Quatro séculos estendendo o Universo a bilhões de anos-luz e um grão de areia em moléculas, átomos e subpartículas.
>
> Vivemos há poucos anos com novos instrumentos, antes apenas sonhados por visionários, estendendo nossa comunicação e retirando pouco a pouco as limitações que tão rapidamente encontramos à nossa imaginação. Imagine o que quatro séculos não poderão fazer com os hipopótamos da garotinha francesa.
>
> Assista ao vídeo
>
> “Assim, toda a incerteza e os enganos das ações humanas advêm seja da limitação de nossos sentidos, da ilusão de nossa memória, do confinamento de nossa compreensão, de forma que não é surpresa que nosso poder sobre as causas e efeitos naturais avance tão lentamente, dado que não apenas lidamos com a obscuridade e a dificuldade das coisas sobre as quais trabalhamos e pensamos, como mesmo as forças de nossas próprias mentes conspiram para nos trair. Sendo estes os perigos do processo da razão humana, os remédios a todos eles só podem proceder da filosofia real, mecânica, experimental, que tem esta vantagem sobre a filosofia de discurso e disputa, uma vez que onde esta almeja a sutileza das deduções e conclusões, sem muita consideração ao primeiro trabalho de coleta, que deve ser bem fundado nos sentidos e memória, a outra pretende ordená-las todas, tornando-as úteis uma à outra”. – Robert Hooke, Micrographia, 1665
>

 

 

SUBJECT: Dúvida relativa
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 22/01/2011 09:07

Oi pessoal das relatividades, ajudem cá, vejam se minha resposta é consistente.

A pergunta do consulente: "Prof., ... a velocidade da luz varia conforme ela se afasta do Sol? A força da gravidade tem algum efeito sobre ela?"

Resposta:

Embora isto soe como uma pergunta simples, ela tem uma resposta um tanto complicada.
A gravidade afeta a luz sim, mas não afeta a sua velocidade. No espaço vazio, a luz é sempre observada a propagar-se com velocidade constante "c". Esta observação, todavia, esconde um resultado notável: embora dois observadores venham a concordar sobre quão rápido a luz se propaga, eles poderão discordar em suas percepções de espaço e tempo.

Quando os observadores exibirem um movimento relativo, um ao outro, eles certamente discordarão sobre o tempo e a distância que separa dois eventos (digamos, dois foguetes explodindo em locais separados). Para uma modesta velocidade relativa, os 'desacordos' serão pequenos demais para serem percebidos. Mas, como os aumentos das velocidades no movimento relativo, a divergência será significativa. Essa é uma das idéias chave da teoria especial da relatividade de Einstein.

Mas, mesmo quando dois observadores não estão se movendo um em relação ao outro, a gravidade pode fazer com que discordem sobre o tempo e a distância que separa dois acontecimentos. Quando os observadores estiverem em 'diferentes circunstâncias gravitacionais', eles irão perceber o espaço e o tempo de forma diferente. Esse efeito é um dos principais pilares da teoria geral da relatividade de Einstein.

Vejamos um exemplo para elucidar a questão: suponhamos que os dois observadores estão em naves separadas, pairando imóvel relativos ao Sol, e que um dos observadores está muito mais próximo do Sol do que o outro. O mais próximo do Sol, com um apontador laser, emite um feixe de luz 'verde' na direção e sentido do mais afastado. Ambos os observadores irão ver o feixe de luz passar e medem sua velocidade de propagação. Eles concordarão que a luz está viajando com a velocidade constante "c". Mas eles não irão concordar com a freqüência exata da luz!
O observador mais distante do Sol verá a luz com frequência (cor) de valor um pouco menor (vermelha) do que o observador mais perto (verde). Da mesma forma, se o observador mais distante emitir um feixe de seu apontador de laser, para o mais próximo do Sol, este verá a luz com frequência um pouco maior (azul) que aquela medida pelo observador mais afastado.

Como podem estes dois observadores concordarem com a velocidade dos feixes, mas discordarem sobre as suas frequências (cores)?
Eles percebem o espaço e o tempo de maneira diferente! O tempo está realmente 'passando' mais lentamente para o observador mais próximo do Sol do que para o observador mais distante. O relógio do mais próximo funciona mais lento. O observador mais próximo envelhece mais lentamente que o mais afastado.

Estes efeitos são geralmente muito sutis e difíceis de medir, mas eles são reais. O sistema de posicionamento global (GPS) confia em relógios ultraprecisos, que estão posicionados ao redor da Terra, em satélites. Os satélites se movem muito rápido em relação a nós e eles estão mais afastados do centro da Terra (e de sua gravidade) do que nós. Ambas as diferenças afetam o modo como o tempo passa para os satélites e os engenheiros que projetaram e operam o sistema de posicionamento global têm de fazer as correções para os efeitos do espaço-tempo da relatividade especial e geral.

Aquele abraço,

===========================

É isto ai! ... tem muita besteira?

 

[]´

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            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
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SUBJECT: Brasil e o Super Telescópio
FROM: "Alexandre Sedlacek Moana" <alex@energias.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 22/01/2011 23:11

Com essa do Brasil entrar com os 555 mi no grupo do supertelescópio, e a USP tendo aberto o Bacharelado em Astronomia, deve estar havendo uma revolução nessa área, hein.
 
Alguém aqui tem algum tipo de relacionamento com a Astronomia la da USP?
 
Parece que era uma especialização da Física que ganhou vida própria la no campus.
 
Abraços,
 
Alexandre Sedlacek Moana

SUBJECT: Re: [ciencialist] Dúvida relativa
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 23/01/2011 15:21

     Luiz Ferraz Netto entra para o seleto clube dos relativistas. Chique no úrtimo!! Só para confirmar meus dons de vidente: Seu pai se chama(va) Luiz Ferraz Filhho?
 
     Bração,
 
     Belmiro

--- Em sáb, 22/1/11, Luiz Ferraz Netto <leobarretos@uol.com.br> escreveu:

De: Luiz Ferraz Netto <leobarretos@uol.com.br>
Assunto: [ciencialist] Dúvida relativa
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Sábado, 22 de Janeiro de 2011, 11:07

 
Oi pessoal das relatividades, ajudem cá, vejam se minha resposta é consistente.
A pergunta do consulente: "Prof., ... a velocidade da luz varia conforme ela se afasta do Sol? A força da gravidade tem algum efeito sobre ela?"
Resposta:
Embora isto soe como uma pergunta simples, ela tem uma resposta um tanto complicada.
A gravidade afeta a luz sim, mas não afeta a sua velocidade. No espaço vazio, a luz é sempre observada a propagar-se com velocidade constante "c". Esta observação, todavia, esconde um resultado notável: embora dois observadores venham a concordar sobre quão rápido a luz se propaga, eles poderão discordar em suas percepções de espaço e tempo.
Quando os observadores exibirem um movimento relativo, um ao outro, eles certamente discordarão sobre o tempo e a distância que separa dois eventos (digamos, dois foguetes explodindo em locais separados). Para uma modesta velocidade relativa, os 'desacordos' serão pequenos demais para serem percebidos. Mas, como os aumentos das velocidades no movimento relativo, a divergência será significativa. Essa é uma das idéias chave da teoria especial da relatividade de Einstein.
Mas, mesmo quando dois observadores não estão se movendo um em relação ao outro, a gravidade pode fazer com que discordem sobre o tempo e a distância que separa dois acontecimentos. Quando os observadores estiverem em 'diferentes circunstâncias gravitacionais', eles irão perceber o espaço e o tempo de forma diferente. Esse efeito é um dos principais pilares da teoria geral da relatividade de Einstein.
Vejamos um exemplo para elucidar a questão: suponhamos que os dois observadores estão em naves separadas, pairando imóvel relativos ao Sol, e que um dos observadores está muito mais próximo do Sol do que o outro. O mais próximo do Sol, com um apontador laser, emite um feixe de luz 'verde' na direção e sentido do mais afastado. Ambos os observadores irão ver o feixe de luz passar e medem sua velocidade de propagação. Eles concordarão que a luz está viajando com a velocidade constante "c". Mas eles não irão concordar com a freqüência exata da luz!
O observador mais distante do Sol verá a luz com frequência (cor) de valor um pouco menor (vermelha) do que o observador mais perto (verde). Da mesma forma, se o observador mais distante emitir um feixe de seu apontador de laser, para o mais próximo do Sol, este verá a luz com frequência um pouco maior (azul) que aquela medida pelo observador mais afastado.
Como podem estes dois observadores concordarem com a velocidade dos feixes, mas discordarem sobre as suas frequências (cores)?
Eles percebem o espaço e o tempo de maneira diferente! O tempo está realmente 'passando' mais lentamente para o observador mais próximo do Sol do que para o observador mais distante. O relógio do mais próximo funciona mais lento. O observador mais próximo envelhece mais lentamente que o mais afastado.
Estes efeitos são geralmente muito sutis e difíceis de medir, mas eles são reais. O sistema de posicionamento global (GPS) confia em relógios ultraprecisos, que estão posicionados ao redor da Terra, em satélites. Os satélites se movem muito rápido em relação a nós e eles estão mais afastados do centro da Terra (e de sua gravidade) do que nós. Ambas as diferenças afetam o modo como o tempo passa para os satélites e os engenheiros que projetaram e operam o sistema de posicionamento global têm de fazer as correções para os efeitos do espaço-tempo da relatividade especial e geral.
Aquele abraço,
===========================
É isto ai! ... tem muita besteira?
 
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SUBJECT: Re: RES: RES: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 23/01/2011 15:52

Evidentemente eu me referi aos calculos certos...

;-)

Qto aas soluções de Gödel para as equações de Einstein, q entendo q se sejam as solucoes q demonstram ser teoricamente possivel a viagem no tempo para o passado, creio q nao ha' a menor duvida d q estao fisica e matematicamente corretas, no entanto, elas se aplicam a uma situacao q nao parece muito propicia a uma maquina do tempo pratica. (O chamado Universo de Godel, ou Universo Rotatorio, hipotese para a qual calculou essas solucoes, diferente do nosso, nao se expande e gira com uma velocidade angular constante).

Mas esse e' um bom exemplo do q eu quero dizer: Godel demonstrou q nada na fisica teorica proibe a viagem no tempo para o passado.

Construir uma maquina do tempo capaz de transportar objetos macroscopicos para o passado pode ser tb apenas uma questao tecnologica.

;-)

De fato viagens no tempo constituem hoje toda uma area de pesquisa em fisica teorica mainstream, com centenas de artigos publicados anualmente em diversas respeitaveis revistas cientificas reais e virtuais.

Claro q com um nome menos chamativo e mais sobrio q 'viagem no tempo': E' chamada de pesquisa sobre 'linhas de mundo tipo-tempo fechadas' (CTW ou CTC para 'closed timelike worldlines' ou 'closed timelike curves').

;-)

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Álvaro Augusto (P) <alvaro@...> escreveu
>
> Não, claro que não. Os cálculos podem estar errados, algum aspecto das
> soluções pode não ter sido bem compreendido, etc. Por exemplo, o que dizer
> das soluções de Gödel para as equações de Einstein?
>
>
>
> [ ]s
>
>
>
> Alvaro
>
>
>
>
>
> De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
> Em nome de Eduardo Torres
> Enviada em: terça-feira, 18 de janeiro de 2011 16:29
> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Assunto: Re: RES: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em
> Naves Espaciais
>
>
>
>
>
> Caro Alvaro,
>
> Se a fisica diz q alguma coisa e' teoricamente possivel, sua realizacao e'
> apenas uma questao tecnologica, nao?
>
> ;-)
>
> Abs,
> Eduardo Torres
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> , Álvaro Augusto (P) <alvaro@>
> escreveu
> >
> > Caro Eduardo,
> >
> >
> >
> > Quando a dobra espacial for experimentalmente demonstrada poderemos dizer
> > que a trilogia Rama se baseia em conceitos rigorosamente científicos. Até
> > lá, contudo, tais conceitos continuarão apenas um pouco mais rigorosos do
> > que aqueles utilizados por Lewis Carroll. Em física teórica muitas coisas
> > são possíveis, especialmente em relatividades geral, pois as equações de
> > Einstein permitem uma série de soluções não realistas. Já em física
> > experimental a história é outra, pois devemos nos contentar com as coisas
> do
> > jeito que são, e não da maneira como gostaríamos que fossem.
> >
> >
> >
> > Abraços,
> >
> >
> >
> > Alvaro
> >
> >
> >
> >
> >
> > De: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> ]
> > Em nome de Eduardo Torres
> > Enviada em: segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 10:17
> > Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > Assunto: Re: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em
> Naves
> > Espaciais
> >
> >
> >
> >
> >
> > Nao esqueci, ate' comentei na minha primeira msg desse thread sobre a
> > co-autoria de Lee nos dois livros sequenciais da trilogia.
> >
> > So' q Lee tb tem excelente formacao e experiencia tecnica, pois e'
> > engenheiro da NASA.
> >
> > De novo acredito q vc possa estar confundindo um pouco as coisas.
> >
> > Clarke/Lee especulam sobre uma serie de coisas na trilogia Rama, mas sem
> > nunca violar qq principio fisico.
> >
> > E naquilo q nao especulam, o rigor fisico da descricao e' total.
> >
> > Qto aa propulsao nao newtoniana, e' tema recorrente em fisica teorica, nao
> > constituindo de modo algum inconsistencia fisica ou fantasia sem base,
> sendo
> > o mais notavel exemplo o famoso artigo sobre 'dobra espacial' de
> Alcubierre
> > ('The warp drive: hyper-fast travel within general relativity') publicado
> em
> > 1994 na revista cientifica Classical and Quantum Gravity.
> >
> > A 'dobra espacial' de Alcubierre e' um possivel sistema de propulsao nao
> > newtoniana, cujos principios teoricos foram desenvolvidos pelo pesquisador
> > com todo o rigor da fisica teorica mainstream.
> >
> > Pra explicar a ideia de Alcubierre, pego carona no didatico site da
> > Federacao da Frota Estelar de SP em:
> >
> > http://www.ffesp.com/dcffesp/art_inte/A%20velocidade%20de%20dobra.htm
> >
> > --------------
> >
> > ...Alcubierre propôs um modo de superar o limite da velocidade da luz,
> > parecido com a expansão do universo, mas em uma escala local. Ele
> > desenvolveu uma " métrica " para relatividade geral, uma representação
> > matemática da curvatura de espaço, que descreve uma região plana do espaço
> > próximo de uma " dobra " que pode ser impulsionada adiante com
> > qualquer velocidade arbitrária, inclusive velocidades maiores que a da
> luz,
> > a velocidade de dobra de Alcubierre, e construída por funções tangentes
> > hiperbólicas as quais criam um distorção muito peculiar do espaço nas
> > extremidades do volume de espaço considerado.
> >
> > A idéia e inovadora. Se o espaço-tempo pode ser dobrado localmente de modo
> > que se expanda atrás de uma nave e se contraia adiante dela, então a nave
> > será impulsionada junto com o espaço que a contem. Localmente, a nave
> nunca
> > viajará mais rápido do que a luz, porque a luz também será impulsionada
> > junto com a onda de espaço em expansão. Mas, globalmente percorrera
> > distâncias incrivelmente grandes em pequenos intervalos de tempo.
> >
> > Uma maneira de visualizar o que acontece e imaginar-se a bordo de uma
> nave.
> > Se o espaço subitamente se expandir por detrás da nave em uma escala
> > suficientemente grande, você percebera que a base estelar que deixou há
> > poucos minutos agora está a muitos anos luz de distância. Da mesma forma,
> se
> > o espaço se contrair adiante de você, será possível perceber que a base em
> > direção a qual você viaja, que estava a alguns anos luz de distância,
> agora
> > esta tão próxima que poderia ser alcançada em minutos a velocidade de
> > propulsão normal...
> >
> > ------------
> >
> > A integra do artigo original de Alcubierre pode ser obtida em:
> >
> > http://members.shaw.ca/mike.anderton/WarpDrive.pdf
> >
> > De novo: O fato de Clarke e Lee terem especulado sobre uma propulsao nao
> > newtoniana em Rama, bem como sobre os criadores de Rama e seus objetivos
> nao
> > afeta de modo algum o rigor cientifico da obra como um todo e menos ainda
> o
> > calculo da aceleracao maxima de Rama, tema desse thread.
> >
> > Abs,
> > Eduardo Torres
> >
> > --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> , Álvaro Augusto (P) <alvaro@>
> > escreveu
> > >
> > > Caro Eduardo,
> > >
> > >
> > >
> > > Você está se esquecendo de um pequeno detalhe: a trilogia Rama não foi
> > > escrita somente por Clarke, mas por ele e Gentry Lee. Não sei qual deles
> > > aboliu a terceira lei de Newton, mesmo que localmente, mas não sei como
> > isso
> > > pode ser considerado exemplo de rigor científico. De qualquer forma, já
> > faz
> > > muito tempo que li meu último livro de FC e não me imagino relendo "Rama
> > > Revealed" só para mostrar que o universo da obra é diferente do nosso.
> > Ainda
> > > assim, lembro-me vagamente de que as espaçonaves da série Rama fazem
> parte
> > > de uma espécie de "serviço de supervisão galáctica", cujo objetivo é
> > coletar
> > > dados que permitam a Deus determinar se os universos que eles criou
> > > resultaram em harmonia. Rigor científico? Hum, sei não...
> > >
> > >
> > >
> > > Abraços,
> > >
> > >
> > >
> > > Alvaro Augusto
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > De: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> ]
> > > Em nome de Eduardo Torres
> > > Enviada em: domingo, 16 de janeiro de 2011 11:42
> > > Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > > Assunto: Re: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves
> > > Espaciais
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > Nada pode estar mais distante disso (inconsistencias ou erros de fisica)
> > > numa obra de Clarke, q era fisico e matematico e famoso pelo rigor
> > > cientifico de suas obras de FC, sendo um classico da FC 'hard'.
> > >
> > > Clarke especulou sobre um sistema de propulsao desconhecido de Rama q
> > > aparentemente nao seguia o principio newtoniano de acao-reacao.
> > >
> > > Mas a pergunta referia-se ao calculo da aceleracao maxima de Rama q nao
> > > causasse transbordamento de seu Mar Cilindrico.
> > >
> > > Isso e' um fenomeno fisico q independe do sistema de propulsao de Rama.
> Em
> > > havendo a aceleracao de Rama, qq q fosse seu sistema de propulsao,
> > ocorreria
> > > da mesma maneira.
> > >
> > > Os trechos exatos do livro referentes a essas especulacoes e ao calculo
> da
> > > aceleracao maxima de Rama seguem abaixo:
> > >
> > > '..."Mas há uma coisa de que estou bastante certo. Se Rama possui de
> fato
> > um
> > > sistema de propulsão, é algo
> > > completamente inacessível aos nossos atuais conhecimentos. Teria, mesmo,
> > de
> > > ser a fabulosa "propulsão espacial",
> > > de que se vem falando há duzentos anos.
> > > – O senhor não a poria fora de cogitação?
> > > – Certamente que não. Se pudermos provar que Rama tem uma propulsão
> > espacial
> > > – ainda que não aprendamos
> > > nada sobre o seu modo de operar – teremos feito uma grande descoberta.
> > Pelo
> > > menos, saberemos que tal coisa é
> > > possível.
> > > – Mas que é, enfim, essa propulsão espacial? – perguntou o Embaixador da
> > > Terra num tom de voz meio
> > > queixoso.
> > > – Qualquer sistema de propulsão, Sir Robert, que não funcione com base
> no
> > > princípio do foguete. O termo
> > > antigravidade – se isso é possível – seria muito apropriado. De momento,
> > não
> > > sabemos onde procurar uma tal
> > > propulsão e a maioria dos cientistas duvidam que ela exista.
> > > – Não existe – atalhou o Prof. Davidson. – Newton estabeleceu isso uma
> vez
> > > por todas. Não se pode ter ação
> > > sem reação. As propulsões espaciais são um contra-senso, podem crer no
> que
> > > lhes digo.
> > > – Talvez o senhor tenha razão – replicou Perera com uma brandura
> > > desacostumada. – Mas, se Rama não tem
> > > uma propulsão espacial, não tem propulsão nenhuma. Simplesmente não há
> > > espaço para um sistema de propulsão
> > > convencional, com os seus enormes tanques de combustível.
> > > – É difícil imaginar um mundo inteiro sendo empurrado de cá para lá –
> > disse
> > > Dennis Solomons. – Que
> > > aconteceria aos objetos que vão no seu interior? Seria preciso
> aparafusar
> > > tudo. Extremamente incômodo.
> > > – Bem, a aceleração seria provavelmente muito baixa. O maior
> > > problema seria a água do Mar Cilíndrico. Como impedir que ela... A Voz
> de
> > > Perera apagou-se de repente e seus
> > > olhos se vidraram. Parecia estar à beira de uma crise epiléptica ou
> mesmo
> > de
> > > um ataque cardíaco. Os colegas
> > > olhavam-no alarmados; mas, refazendo-se subitamente, ele deu um murro na
> > > mesa e gritou:
> > > – Pois claro! Isso explica tudo! A escarpa meridional! Agora sim, faz
> > > sentido!
> > > – Não para mim – resmungou o Embaixador da Lua, exprimindo o sentir de
> > todos
> > > os presentes.
> > > – Vejam esta seção longitudinal de Rama – continuou Perera, alvoroçado,
> > > desdobrando o seu mapa. – Têm as
> > > suas cópias aí? O Mar Cilíndrico está contido entre duas escarpas, que
> > > circundam completamente o interior de
> > > Rama. A do norte só tem cinqüenta metros de altura; a do sul, por outro
> > > lado, se eleva a quase meio quilômetro de
> > > altitude. Por que essa diferença? Ninguém, até agora, pôde encontrar uma
> > > razão plausível.
> > > "Mas suponhamos que Rama seja realmente capaz de propelir a si mesmo, –
> > > acelerando de modo que a
> > > extremidade norte fique virada para a frente. A água do Mar tenderia a
> > > mover-se para trás; seu nível subiria no sul,
> > > talvez centenas de metros. Daí a escarpa. Vejamos...
> > > Perera começou a rabiscar com frenética rapidez no seu bloco. Ao cabo de
> > um
> > > tempo espantosamente curto –
> > > não podia ter durado mais de vinte segundos – alçou a cabeça com um ar
> > > triunfante.
> > > – Dada a altura dessas escarpas, pode-se calcular o máximo de aceleração
> > que
> > > Rama é capaz de receber. Se
> > > fosse superior a dois por cento de gravidade, o mar transbordaria sobre
> o
> > > continente meridional.
> > > – Um cinqüenta avos de g? Não é muito.
> > > – É, sim – para uma massa de dez milhões de megatons. Não se faz
> > necessário
> > > mais para manobras
> > > astronômicas...'
> > >
> > > e mais adiante, muitas paginas depois:
> > >
> > > '...– Capitão – chamou Calvert em voz urgente da posição de Navegador, –
> > > Estamos rolando... olhe as estrelas!
> > > Mas os instrumentos não indicam nada!
> > > – Os girômetros funcionam?
> > > – Perfeitamente normais – posso ver os ponteiros oscilarem em cima do
> > zero.
> > > Mas estamos rolando a vários
> > > graus por segundo!
> > > – Isso é impossível!
> > > – Claro que é impossível... mas olhe o senhor mesmo! Quando tudo mais
> > > falhava, não havia remédio senão
> > > confiar no olhômetro. Norton não podia duvidar de que o campo das
> estrelas
> > > estivesse animado de um lento
> > > movimento de rotação: lá ia Sírius, atravessando a beirada de bombordo.
> Ou
> > o
> > > universo, numa reversão à
> > > cosmologia pré-copernicana, resolvera subitamente girar em torno da
> > > Endeavour, ou as estrelas estavam paradas e
> > > a nave girava sobre si mesma.
> > > A segunda explicação parecia bastante mais plausível, e contudo envolvia
> > > paradoxos aparentemente insolúveis.
> > > Se a nave estivesse realmente girando a essa razão, ele o teria sentido
> –
> > > literalmente pelas assentadeiras, segundo a
> > > expressão popular. E os girômetros não podiam ter falhado simultânea e
> > > independentemente. Só ficava em pé uma
> > > resposta. Todos os átomos da Endeavour deviam estar sob a ação de uma
> > mesma
> > > força – e só um poderoso campo
> > > gravitacional podia produzir esse efeito. Pelo menos, nenhum outro campo
> > > conhecido...
> > > De repente, as estrelas se desvaneceram. O disco chamejante do Sol
> > emergira
> > > de trás do escudo de Rama e o
> > > seu esplendor as expulsara do céu.
> > > – Você não me consegue uma leitura de radar? Qual é o efeito Doppler?
> > > Norton esperava ouvir que também este último estava inoperante, mas
> > > equivocava-se.
> > > Rama ia finalmente a caminho, acelerando a modesta razão de 0,015
> > gravidade.
> > > O Dr. Perera devia estar muito
> > > contente, pensou Norton, pois tinha predito um máximo de 0,02. E a
> > Endeavour
> > > fora de algum modo apanhada na
> > > sua esteira como um destroço flutuante de naufrágio, rolando e rolando
> > sobre
> > > si mesma atrás de um veloz transatlântico...
> > > Hora após hora, essa aceleração se manteve constante; Rama se afastava
> da
> > > Endeavour a uma velocidade cada
> > > vez maior. Ã medida que crescia a distância, o Comportamento anômalo da
> > nave
> > > foi cessando aos poucos; as leis
> > > normais da inércia começaram novamente a operar. Quanto às energias em
> > cujo
> > > redemoinho tinham sido apanhados
> > > por breves momentos, tudo que podiam fazer eram conjeturas, e Norton deu
> > > graças aos céus por haver
> > > estacionado a Endeavour & boa distância antes de Rama pôr em
> funcionamento
> > a
> > > sua propulsão.
> > > Quanto à natureza dessa propulsão, de uma coisa agora se tinha certeza,
> > > ainda que tudo mais fosse mistério.
> > > Não havia jatos de gás nem feixes de plasma ou iontes empurrando Rama
> para
> > a
> > > sua nova órbita. Ninguém
> > > exprimiu melhor a coisa do que o Sargento-Professor Myron quando disse,
> > > chocado e incrédulo:
> > > – Lá se vai a Terceira Lei de Newton!
> > > Foi na Terceira Lei de Newton, não obstante, que teve de confiar a
> > Endeavour
> > > no dia seguinte, ao usar as
> > > últimas reservas de combustível para afastar a sua órbita do Sol...'
> > >
> > > Esse comentario do Alvaro me lembra algumas criticas q Isaac Asimov (q
> era
> > > Quimico com po's-graduacao em Bioquimica) recebeu qdo anunciou q
> > escreveria
> > > contos policiais de FC, o q foi considerado impossivel, pois se qq coisa
> > era
> > > possivel especular em FC, como o leitor poderia desvendar o crime? Mas
> > > Asimov habilmente e de modo inteiramente consistente, armou em cada
> conto
> > a
> > > devida 'regra do jogo', com coisas fantasticas e inexistentes em nosso
> > > mundo, mas consistentes entre si e com respeito aas proprias regras
> > > 'fantasticas' e aa fisica e aa quimica. Foram contos policiais da melhor
> > > cepa e hoje classicos.
> > >
> > > Uma coisa e' especular, fazer a imaginacao fluir, outra coisa e' ser
> > > inconsistente e desrespeitar principios basicos da Ciencia.
> > >
> > > Maus autores misturam essas duas abordagens.
> > >
> > > Bons autores, nao, e assim extraem o melhor dos 'dois mundos'.
> > >
> > > Como dizia Einstein: A imaginacao e' mais importante q o conhecimento.
> > >
> > > ;-)
> > >
> > > Abs,
> > > Eduardo Torres
> > >
> > > --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> , Álvaro Augusto (P) <alvaro@>
> > > escreveu
> > > >
> > > > Eu li todos os livros da série Rama, incluindo o primeiro ("Encontro
> com
> > > > Rama"), escrito apenas por Clarke. Lembremos que, embora Clarke tenha
> > sido
> > > > um dos mais técnicos autores de FC, a espaçonave Rama se deslocava por
> > > meio
> > > > de um mecanismo que abolia a terceira lei de Newton. Quando um autor
> de
> > FC
> > > > faz isso, não há muito porque se preocupar com cálculos detalhados de
> > > > possibilidades físicas, pois fica claro que ele optou por trabalhar em
> > um
> > > > universo diferente do nosso. Ainda assim, segundo
> > > >
> > >
> >
> http://en.wikipedia.org/wiki/Rama_(spacecraft)#Rendezvous_with_Rama_.28Phase
> > > > _I.29 a máxima aceleração da nave seria 0,1962 m/s2.
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > [ ]s
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > Alvaro Augusto
> > > >
> > > >
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> > > >
> > > > De: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > > [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> ]
> > > > Em nome de Eduardo Torres
> > > > Enviada em: segunda-feira, 27 de dezembro de 2010 15:08
> > > > Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > > <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br>
> > > > Assunto: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves
> Espaciais
> > > >
> > > >
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > Dois assuntos correlacionados:
> > > >
> > > > 1-Na trilogia 'Rama' (creio q no segundo volume - 'Rama II') Arthur C.
> > > > Clarke mostra um modo dos humanos a bordo sobreviverem aas super
> > > aceleracoes
> > > > da nave, q era mergulharem, vestidos de trajes especiais com
> > respiradores,
> > > > em camaras cheias de um liquido.
> > > >
> > > > Pergunto aos colegas da lista: Isso funcionaria de fato? Sim? Por q^?
> > Nao?
> > > > Por q^?
> > > >
> > > > E, aproveitando o ensejo:
> > > >
> > > > 2-No primeiro volume da trilogia, 'Encontro com Rama' , Clarke
> descreve
> > o
> > > > Mar Cilindrico (o mar interno de Rama, nave interestelar de formato
> > > > cilindrico, onde havia gravidade centrifuga na superficie interna do
> > > > cilindro devido aa rotacao da nave em torno de seu eixo longitudinal).
> > > >
> > > > Sobre esse mar havia o fato, inicialmente misterioso, de ter escarpas
> de
> > > > tamanho bem diferente nas suas duas margens.
> > > >
> > > > No livro, um cientista teve a ideia d q isso poderia ter sido
> projetado
> > > > pelos criadores de Rama para evitar q o mar transbordasse durante as
> > > > aceleracoes de Rama.
> > > >
> > > > Assim, a escarpa maior seria para permitir a elevacao das aguas no
> lado
> > > > oposto ao sentido da aceleracao.
> > > >
> > > > O cientista inclusive calculou, em funcao das diferencas de alturas
> das
> > > > escarpas, das dimensoes do mar e de Rama, e da velocidade angular em
> > torno
> > > > do seu eixo, qual seria a aceleracao maxima possivel de Rama de modo a
> q
> > o
> > > > seu mar interno nao transbordasse.
> > > >
> > > > No livro, concluiu o calculo em apenas 20 segundos, simplesmente
> > > rabiscando
> > > > num bloco durante uma reuniao.
> > > >
> > > > Lembro q, logo depois q li o livro (foi lancado no Brasil em 1976),
> > passei
> > > a
> > > > estudar Fisica I na faculdade (em 1977), e tentei resolver o problema
> eu
> > > > mesmo.
> > > >
> > > > Resolvi.
> > > >
> > > > Mas nao foi facil.
> > > >
> > > > Nao guardei a solucao.
> > > >
> > > > Nunca mais tentei resolver de novo desde entao (sera' q resolveria
> > > > hoje?),...
> > > >
> > > > ;-)
> > > >
> > > > ...mas e' uma solucao perfeitamente encontravel apenas com Fisica de
> > Nivel
> > > > Medio.
> > > >
> > > > Por q estou contando isso?
> > > >
> > > > Pq um dia desses achei uma resolucao bem didatica desse problema na
> net,
> > q
> > > > compartilho com os colegas da Ciencialist:
> > > >
> > > > http://nerdyard.com/encontro-com-rama/
> > > >
> > > > Abs,
> > > > Eduardo Torres
> > > >
>




SUBJECT: Re: RES: RES: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 23/01/2011 15:58



--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "JVictor" <j.victor.neto@...> escreveu


...De acordo com a TR e seu formalismo matemático, nada há que impeça de você voltar a conviver com seu tataravô, e outras esquesitices, etc. Mas isto, realisticamente, não é possível...

>>>>Por q^? Feeling? Bom senso? Seria esquisito demais pra ser verdade? Nao foram argumentos desse tipo q foram levantados contra a Mecanica Quantica nos anos 20?

;-)

Onde esta' a demonstracao teorico-fisico-matematica d q e' impossivel você voltar a conviver com seu tataravô?

;-)

Abs,
Eduardo Torres



SUBJECT: RES: RES: RES: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 24/01/2011 07:53

“Onde esta' a demonstracao teorico-fisico-matematica d q e' impossivel você voltar a conviver com seu tataravô?”

 

Se o tataravô ainda é vivo, nem precisa... Mas não há uma demonstração físico-matemática que quantifique e exponha tais impossibilidades. O que há é precisamente o contrário, conforme já expuz aqui.  Mas, mesmo em matemáticam, repito, é necessário, e vital, identificar soluções que apontem para coisas do tipo. Mas há pessoas que podem ver nessas soluções uma “prova” da existência da espiritualidade, de Deus, e coisas do tipo. Não evolui o suficiente nessa direção. Portanto, confesso minha suprema ignorância neste mister.

 

Bem, estou supondo que o tataravô já se foi. O voltar ao passado, neste contexto, significa você reencontrar-se com ele, usando alguma máquina do tempo, ou outros métodos. Minha postura é que:

 

1 – não há como implementar máquina do tipo; a não ser em filmes ou na literatura ficcionista;

2-  se voltar ao passado, neste mesmo contexto, poderá alterar o presente, conhecer a genitora, casar com ela ou, num acesso de fúria anti-relativística “cancelar”(tomando emprestado este termo do Seriado La Femme Nikita, cancelar=matar, mesmo) o papai. Se volta ao passado, você poderá fazer qq dessas coisas, e qual será o problema com isso? A questão é saber se se casar com a mãe, como você poderia estar me fazendo estas perguntas?...

3- finalmente, outra possibilidade:  reencarnar ou fazer regressão(ao menos para assistir o desenrolar das coisas naqueles tempos, que gostaríamos de mudar). No que toca a mim, particularmente, as hipóteses deste item não podem ser medidas com réguas e relógios...logo, não são apenas difíceis: são, simplesmente, impossíveis. Idem, as do item 2.

 

 

Abraços

 

Victor


 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Eduardo Torres
Enviada em: domingo, 23 de janeiro de 2011 14:58
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: RES: RES: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais

 

 



--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "JVictor" <j.victor.neto@...> escreveu

...De acordo com a TR e seu formalismo matemático, nada há que impeça de você voltar a conviver com seu tataravô, e outras esquesitices, etc. Mas isto, realisticamente, não é possível...

>>>>Por q^? Feeling? Bom senso? Seria esquisito demais pra ser verdade? Nao foram argumentos desse tipo q foram levantados contra a Mecanica Quantica nos anos 20?

;-)

Onde esta' a demonstracao teorico-fisico-matematica d q e' impossivel você voltar a conviver com seu tataravô?

;-)

Abs,
Eduardo Torres


SUBJECT: RES: RES: RES: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
FROM: Álvaro Augusto (P) <alvaro@electrapower.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 24/01/2011 09:55


--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "JVictor" <j.victor.neto@...> escreveu

...De acordo com a TR e seu formalismo matemático, nada há que impeça de você voltar a conviver com seu tataravô, e outras esquesitices, etc. Mas isto, realisticamente, não é possível...

>>>>Por q^? Feeling? Bom senso? Seria esquisito demais pra ser verdade? Nao foram argumentos desse tipo q foram levantados contra a Mecanica Quantica nos anos 20?

;-)

Onde esta' a demonstracao teorico-fisico-matematica d q e' impossivel você voltar a conviver com seu tataravô?

;-)

Abs,
Eduardo Torres

A demonstração está no fato de que nunca encontramos turistas vindos do futuro.

 

[ ]s

 

Alvaro Augusto

 

 


SUBJECT: Projeto SETI - Inverossimilhanca em 'Contato'
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 24/01/2011 14:11

No numero de fevereiro da Scientific American brasileira tem um artigo sobre o
Projeto SETI (Search for Extra-Terrestrial Intelligence), motivado pelos 50 anos
da primeira busca por esses sinais feita em 1960 por Frank Drake (o criador da famosa
Equacao de Drake, q estima o numero de civilizacoes na Via Lactea capazes de
enviar sinais eletromagnetico captaveis na Terra) no Observatorio Green Bank, na
Virgina Ocidental, EUA.

No final de 2010, Drake, agora com 80 anos, retornou ao mesmo observatorio para
repetir a observacao, feita, como em 1960, com a antena apontada para Tau Ceti e
Epsilon Eridani.

A busca de 1960 durou dois meses - 200 horas de observacao. Dessa vez deram a
Drake apenas uma hora, q se mostrou mais q suficiente, pois toda a busca durou
apenas oito decimos de segundo (quatro decimos por estrela!). E foi uma busca
muito melhor e abrangente, com banda de frequencia mais larga, com mais
sensibilidade e mais canais.

Drake e os outros cientistas do SETI acreditam q, em cerca de 30 anos, avancos
computacionais permitirao esquadrinhar em frequencias desejaveis (os astronomos
assumem q o sinal dos ETs chegue numa banda estreita de cerca de 1420 MHz, q e'
a frequencia espectral do hidrogenio comum, o elemento mais abundante do
Universo) parte suficientemente grande das 200 bilhoes de estrelas da galaxia
para termos uma chance razoavel de encontrar um sinal de civilizacao
extraterrestre.

Drake estima q devam existir hoje cerca de 10 mil civilizacoes detectaveis em
nossa galaxia, e q em cerca de 20 ou 30 anos seremos capazes de esquadrinhar as
frequencias de 10 milhoes de estrelas.

No entanto, Seth Shostak, astronomo senior do SETI, faz no mesmo artigo um
comentario perturbador sobre isso. Concorda com Drake, mas acrescenta q, se isso
(a deteccao de sinais eletromagneticos de uma civilizacao inteligente e
tecnologica) nao ocorrer nesse prazo e com o numero previsto de estrelas
checadas, entao ha' algo fundamentalmente errado em nossas suposicoes.

Nesses 50 anos tem imperado o Grande Silencio, mantendo ainda de pe' o chamado
Paradoxo de Fermi: Onde estao todos?

Mas o q achei mais interessante no artigo (e motivou o subject dessa msg) foi a
questao da 'fase 2' do SETI: Extrair informacao do sinal, depois de detecta-lo.

No livro de ficcao cientifica 'Contato', escrito pelo astrofisico e divulgador cientifico Carl Sagan, essa questao nao era nem posta. O sinal logo foi recebido
claramente como um codigo, e o trabalho inicial foi apenas de decodifica-lo
(qdo, como todos lembram, se revelou um filme, mostrando o discurso de Hitler na
abertura das Olimpiadas de Berlim de 1936).

:-O

(sim, Sagan mordazmente nos relembrou q essa foi a primeira transmissao
eletromagnetica feita pela humanidade (TV) com frequencia e potencia suficientes
para ultrapassar a ionosfera e se espalhar pelo espaco, portanto Hitler foi, e',
e sera' para sempre o nosso 'cartao de visitas cosmico', e sua 'saudacao em nome
da humanidade' agora ja' ocupa uma esfera com centro na Terra e um raio de 75
anos-luz...)

:-(

Mas voltemos a Contato: A mesma onda portadora tinha um outro nivel de
codificacao, q era o projeto da 'Maquina'. O trabalho seguinte foi decifrar a
mensagem. A terceira parte do trabalho foi construir a Maquina. E finalmente, a
quarta parte, usa-la (no filme baseado no livro, dirigido por Robert Zemeckis, com Jodie Foster como piloto - passageira? - da Maquina).

Mas o artigo da SA mostra q na vida real as coisas nao seriam tao 'faceis'.

A realidade: O artigo mostra q, mesmo q o SETI detecte um sinal confirmado como
uma autentica transmissao alienigena, com a atual tecnologia (a mesma
essencialmente de Contato, alias, hoje o SETI ja' e' mais sofisticado q na epoca
de Contato), os astronomos nao seriam capazes de extrair qq informacao (codigo)
do sinal.

O motivo? E' q os instrumentos do SETI foram projetados para procurar por pulsos
de radio de banda estreita, periodicos e estacionarios, com potencia alta o
suficiente para serem detectaveis a distancias de varios anos-luz.

O pulso em si, assim detectado, nao produziria nenhuma informacao, exceto sobre
sua natureza artificial (o q ja' seria a maior descoberta cientifica com impacto
filosofico e social de todos os tempos!).

Qq conteudo da msg estaria, provavelmente, na forma de modulacao de amplitude ou
frequencia (ou, como mostrado em Contato, de fase) na onda portadora do pulso.

So' q a precisao de recepcao hoje nao permite detectar essas modulacoes, pois a
'resolucao' de captacao do pulso e' menor q a de qq modulacao de qq parametro da
onda (frequencia, amplitude ou fase) q pudesse ser nela confinado.

Para 'resolver' uma msg alienigena, um grande radiotelescopio teria q
esquadrinhar repetidamente uma pequena area do ceu para construir o pulso do
sinal acima do ruido de fundo em radio, e fazer uma media das modulacoes em
escalas temporais mais finas, q poderiam conter uma msg.

So' q para isso nem o atual maior radiotelescopio do mundo, em Arecibo (Porto
Rico), com 305 metros de diametro, serviria.

Segundo os astronomos do SETI, para acharmos qq codigo 'embutido' num pulso
inteligente detectado, precisariamos de um prato 10 mil vezes maior q o de
Arecibo.

Teria q ser um 'disco composto', como mostrado em Contato, com varias antenas
menores espalhadas numa grande area e ligadas eletronicamente, so' q numa area
ordens de grandeza maior q a mostrada no 'disco composto' (real, o Very Large
Array no Novo Mexico, EUA) em Contato (o filme).

Construir esse gigantesco instrumento exigiria colaboracao e financiamento
internacionais, custaria talvez mais q uma missao a Marte, e levaria muitos anos
pra ser concluido (de fato seria um empreendimento talvez tao faraonico qto a
Maquina de Contato).

So' q em Contato havia um incentivo claro aa construcao da Maquina: Todos sabiam
q era um projeto alienigena, decifrado a partir de um codigo alienigena,
identificado pela recepcao de uma msg de radio confirmada como de fonte
inteligente alienigena.

Mas, na vida real, construir essa super-mega-hiper antena teria q ser feito sem
qq garantia sequer d q existiria uma msg efetiva 'confinada' no pulso (o pulso
poderia ser apenas... um pulso, como um farol anunciando: -E^i! Estamos aqui!,
sem qq informacao adicional).

E, mesmo q se identificasse uma msg apo's a construcao da macro-antena, nao
haveria qq garantia d q pudesse vir a ser decifrada um dia, e mesmo q fosse
decifrada, talvez nao contivesse nenhuma informacao relevante.

Pergunta: Construiriamos essa Mae de Todas as Antenas nessas condicoes?

Mas imagino q, se Sagan fosse escrever Contato com esse rigor factual, para
obter uma verossimilhanca 100% realista com o verdadeiro SETI e o seu verdadeiro
estagio tecnologico, a historia nao poderia ter sido escrita, ou seria uma
historia muito chata.

;-)

Nada contra a 'licenca poetica' utilizada em Contato nessa area.

O q me surpreendeu e' nunca ter visto essa observacao critica em todo o tempo
desde q foi lancado o livro (1985) e o filme (1997).

:-O

Abs,
Eduardo Torres





SUBJECT: RE: [ciencialist] Canal de TV com muitos documentários
FROM: Verner Stranz <verner64@hotmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 25/01/2011 16:22

Paulo, no canal A&E (Ação & Emoção) passam episódios de um seriado chamado NUMB3RS
que acho ótimo, embora puxe de demais o saco do FBI. []s, verner.

To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: psdias2@yahoo.com.br
Date: Fri, 21 Jan 2011 07:57:01 -0300
Subject: [ciencialist] Canal de TV com muitos documentários

 

A quem possa interessar:

Nesta semana, a operadora de TV a cabo de minha cidade passou
a transmitir o canal UNIVESPTV (parece que tem alguma relação com a TV
Cultura de São Paulo). No link abaixo, é possível assistir os
programas pela Internet, ao mesmo tempo que está passando o programa
na TV (não percebi nenhum "delay" entre a transmissão de TV e da Internet).

É um canal repleto de documentários.

Por exemplo, há uma série chamada "A Vida com Números", que trata de
Matemática.
Outro documentário bastante interessante, veiculado por esse canal,
e que até hoje eu não havia visto na TV brasileira,
é o "Universo Elegante", com Brian Green.

Eis os links:

http://www.univesp.tv.br/
http://www.univesp.tv.br/site/programas/a-vida-com-numeros ("A Vida com
Números")
http://blogunivesptv.blogspot.com/2011_01_01_archive.html

Paulo



SUBJECT: Re: Projeto SETI - Inverossimilhanca em 'Contato'
FROM: "Homero" <oraculo@atibaia.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 25/01/2011 21:53

Obrigado, Eduardo, vou comprar a revista amanhã mesmo..:-) Achei interessantíssima sua análise, e fiquei curioso pelo artigo.

Um abraço.

Homero

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Eduardo Torres" <dudutorres@...> escreveu
>
> No numero de fevereiro da Scientific American brasileira tem um artigo sobre o
> Projeto SETI (Search for Extra-Terrestrial Intelligence), motivado pelos 50 anos
> da primeira busca por esses sinais feita em 1960 por Frank Drake (o criador da famosa
> Equacao de Drake, q estima o numero de civilizacoes na Via Lactea capazes de
> enviar sinais eletromagnetico captaveis na Terra) no Observatorio Green Bank, na
> Virgina Ocidental, EUA.
>
> No final de 2010, Drake, agora com 80 anos, retornou ao mesmo observatorio para
> repetir a observacao, feita, como em 1960, com a antena apontada para Tau Ceti e
> Epsilon Eridani.
>
> A busca de 1960 durou dois meses - 200 horas de observacao. Dessa vez deram a
> Drake apenas uma hora, q se mostrou mais q suficiente, pois toda a busca durou
> apenas oito decimos de segundo (quatro decimos por estrela!). E foi uma busca
> muito melhor e abrangente, com banda de frequencia mais larga, com mais
> sensibilidade e mais canais.
>
> Drake e os outros cientistas do SETI acreditam q, em cerca de 30 anos, avancos
> computacionais permitirao esquadrinhar em frequencias desejaveis (os astronomos
> assumem q o sinal dos ETs chegue numa banda estreita de cerca de 1420 MHz, q e'
> a frequencia espectral do hidrogenio comum, o elemento mais abundante do
> Universo) parte suficientemente grande das 200 bilhoes de estrelas da galaxia
> para termos uma chance razoavel de encontrar um sinal de civilizacao
> extraterrestre.
>
> Drake estima q devam existir hoje cerca de 10 mil civilizacoes detectaveis em
> nossa galaxia, e q em cerca de 20 ou 30 anos seremos capazes de esquadrinhar as
> frequencias de 10 milhoes de estrelas.
>
> No entanto, Seth Shostak, astronomo senior do SETI, faz no mesmo artigo um
> comentario perturbador sobre isso. Concorda com Drake, mas acrescenta q, se isso
> (a deteccao de sinais eletromagneticos de uma civilizacao inteligente e
> tecnologica) nao ocorrer nesse prazo e com o numero previsto de estrelas
> checadas, entao ha' algo fundamentalmente errado em nossas suposicoes.
>
> Nesses 50 anos tem imperado o Grande Silencio, mantendo ainda de pe' o chamado
> Paradoxo de Fermi: Onde estao todos?
>
> Mas o q achei mais interessante no artigo (e motivou o subject dessa msg) foi a
> questao da 'fase 2' do SETI: Extrair informacao do sinal, depois de detecta-lo.
>
> No livro de ficcao cientifica 'Contato', escrito pelo astrofisico e divulgador cientifico Carl Sagan, essa questao nao era nem posta. O sinal logo foi recebido
> claramente como um codigo, e o trabalho inicial foi apenas de decodifica-lo
> (qdo, como todos lembram, se revelou um filme, mostrando o discurso de Hitler na
> abertura das Olimpiadas de Berlim de 1936).
>
> :-O
>
> (sim, Sagan mordazmente nos relembrou q essa foi a primeira transmissao
> eletromagnetica feita pela humanidade (TV) com frequencia e potencia suficientes
> para ultrapassar a ionosfera e se espalhar pelo espaco, portanto Hitler foi, e',
> e sera' para sempre o nosso 'cartao de visitas cosmico', e sua 'saudacao em nome
> da humanidade' agora ja' ocupa uma esfera com centro na Terra e um raio de 75
> anos-luz...)
>
> :-(
>
> Mas voltemos a Contato: A mesma onda portadora tinha um outro nivel de
> codificacao, q era o projeto da 'Maquina'. O trabalho seguinte foi decifrar a
> mensagem. A terceira parte do trabalho foi construir a Maquina. E finalmente, a
> quarta parte, usa-la (no filme baseado no livro, dirigido por Robert Zemeckis, com Jodie Foster como piloto - passageira? - da Maquina).
>
> Mas o artigo da SA mostra q na vida real as coisas nao seriam tao 'faceis'.
>
> A realidade: O artigo mostra q, mesmo q o SETI detecte um sinal confirmado como
> uma autentica transmissao alienigena, com a atual tecnologia (a mesma
> essencialmente de Contato, alias, hoje o SETI ja' e' mais sofisticado q na epoca
> de Contato), os astronomos nao seriam capazes de extrair qq informacao (codigo)
> do sinal.
>
> O motivo? E' q os instrumentos do SETI foram projetados para procurar por pulsos
> de radio de banda estreita, periodicos e estacionarios, com potencia alta o
> suficiente para serem detectaveis a distancias de varios anos-luz.
>
> O pulso em si, assim detectado, nao produziria nenhuma informacao, exceto sobre
> sua natureza artificial (o q ja' seria a maior descoberta cientifica com impacto
> filosofico e social de todos os tempos!).
>
> Qq conteudo da msg estaria, provavelmente, na forma de modulacao de amplitude ou
> frequencia (ou, como mostrado em Contato, de fase) na onda portadora do pulso.
>
> So' q a precisao de recepcao hoje nao permite detectar essas modulacoes, pois a
> 'resolucao' de captacao do pulso e' menor q a de qq modulacao de qq parametro da
> onda (frequencia, amplitude ou fase) q pudesse ser nela confinado.
>
> Para 'resolver' uma msg alienigena, um grande radiotelescopio teria q
> esquadrinhar repetidamente uma pequena area do ceu para construir o pulso do
> sinal acima do ruido de fundo em radio, e fazer uma media das modulacoes em
> escalas temporais mais finas, q poderiam conter uma msg.
>
> So' q para isso nem o atual maior radiotelescopio do mundo, em Arecibo (Porto
> Rico), com 305 metros de diametro, serviria.
>
> Segundo os astronomos do SETI, para acharmos qq codigo 'embutido' num pulso
> inteligente detectado, precisariamos de um prato 10 mil vezes maior q o de
> Arecibo.
>
> Teria q ser um 'disco composto', como mostrado em Contato, com varias antenas
> menores espalhadas numa grande area e ligadas eletronicamente, so' q numa area
> ordens de grandeza maior q a mostrada no 'disco composto' (real, o Very Large
> Array no Novo Mexico, EUA) em Contato (o filme).
>
> Construir esse gigantesco instrumento exigiria colaboracao e financiamento
> internacionais, custaria talvez mais q uma missao a Marte, e levaria muitos anos
> pra ser concluido (de fato seria um empreendimento talvez tao faraonico qto a
> Maquina de Contato).
>
> So' q em Contato havia um incentivo claro aa construcao da Maquina: Todos sabiam
> q era um projeto alienigena, decifrado a partir de um codigo alienigena,
> identificado pela recepcao de uma msg de radio confirmada como de fonte
> inteligente alienigena.
>
> Mas, na vida real, construir essa super-mega-hiper antena teria q ser feito sem
> qq garantia sequer d q existiria uma msg efetiva 'confinada' no pulso (o pulso
> poderia ser apenas... um pulso, como um farol anunciando: -E^i! Estamos aqui!,
> sem qq informacao adicional).
>
> E, mesmo q se identificasse uma msg apo's a construcao da macro-antena, nao
> haveria qq garantia d q pudesse vir a ser decifrada um dia, e mesmo q fosse
> decifrada, talvez nao contivesse nenhuma informacao relevante.
>
> Pergunta: Construiriamos essa Mae de Todas as Antenas nessas condicoes?
>
> Mas imagino q, se Sagan fosse escrever Contato com esse rigor factual, para
> obter uma verossimilhanca 100% realista com o verdadeiro SETI e o seu verdadeiro
> estagio tecnologico, a historia nao poderia ter sido escrita, ou seria uma
> historia muito chata.
>
> ;-)
>
> Nada contra a 'licenca poetica' utilizada em Contato nessa area.
>
> O q me surpreendeu e' nunca ter visto essa observacao critica em todo o tempo
> desde q foi lancado o livro (1985) e o filme (1997).
>
> :-O
>
> Abs,
> Eduardo Torres
>




SUBJECT: Re: RES: RES: RES: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
FROM: "Homero" <oraculo@atibaia.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 25/01/2011 22:15

Alvaro: "A demonstração está no fato de que nunca encontramos turistas vindos do futuro."

Ótimo argumento..:-) A parte mais divertida sobre pensar em viagens do tempo como possibilidades reais, são os paradoxos temporais que surgem todo o tempo (sem trocadilho..:-).

Isso inclusive torna muito difícil criar roteiros consistentes de ficção científica com viagens no tempo, sem deixar "furos" no processo.

Me lembro de um conto de ficção em que os viajantes do tempo "pipocavam" por todos os lados, e "enchiam o saco" de todo mundo, sendo uma verdadeira "praga", sempre achando que iriam fazer o maior sucesso, mas sendo apenas inconvenientes. Infelizmente não me lembro de mais nada, autor, nome, etc.

Variações sobre o "paradoxo do avô", por exemplo, são recorrentes nos filmes. No filme, que nem era de ficção propriamente, chamado Em Algum Lugar do Passado, o herói, Christopher Reeve (o Super-Homem dos primeiros filmes) é abordado por uma velha senhora, bem velhinha, que lhe dá um relógio, sem nenhuma explicação.

Intrigado ele passa a procurar informação sobre ele, e descobre que pertenceu a uma bela mulher, que viveu tempos atrás, a mesma senhora que lhe deu o relógio (que morreu logo depois disso).

Obcecado, ele descobre teorias sobre "ir ao passado" usando apenas a mente. Ele se veste como a época que deseja, vai a um hotel antigo, da mesma época, e por força do pensamento "viaja" para o passado.

Entre idas e vindas, e todo roteiro romântico, ele se apaixona pela bela mulher do passado, vive um amor, e lhe dá o relógio que recebeu.

O filme é interessante, mas a pergunta, o problema temporal é, quem fabricou esse relógio?

Se ele foi dado a ela, no passado, por ele, que por sua vez recebeu dela no futuro, quem construiu, em que momento foi construído, este relógio? Ele chega ao passado, vindo do futuro, e viaja ao futuro a partir desse momento, sem jamais sair do ciclo de tempo deste anos.

Não há ponto de origem para o relógio, nem construtor, nem nada..:-)

Seria como voltar no tempo e engravidar sua mãe, e ser seu próprio pai.

Uma linha de argumentação defende que, para evitar paradoxos, viagens no tempo são impossíveis. O que ocorreu, ocorreu, e se eu não encontrei meu avô quando criança, então não vou encontra-lo, não importa o que eu faça.

Lembra uma cena de The Big Bang Theory, em que Sheldon e Leonard assinam um contrato, que impõe que se um deles inventar, no futuro, uma máquina do tempo, voltariam exatamente para aquele instante da assinatura, mais 5 segundos.

Eles assinam, e então param por alguns segundos para olhar para os lados. Como nenhuma máquina aparece, eles suspiram de desapontamento e prosseguem na leitura do contrato..:-)

Outra corrente afirma que é possível, mas que cada ação implica em uma nova 'linha de tempo", ou seja, se eu volto e mato meu avô, uma nova linha, em que ele está morto, e não tem filhos, e eu não nasço, surge, sem interferir na que eu e meu avô existimos e vivemos.

Seriam então infinitos "para-universos" surgidos de cada momento de escolha. Essa linha pode inclusive ser aplicada sem viagens no tempo: a cada escolha nossa, dois universos surgem, cada um sendo uma das escolhas. Em um universo eu não escrevi esta mensagem, em outro em escrevi. E em outro eu escrevi, mas mudei algo no texto que não mudei neste (e deve ter ficado melhor, me parece..:-).

Não sou físico o suficiente para embasar matematicamente estas questões, mas fico fascinado por elas.

Um abraço.

Homero



--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Álvaro Augusto (P) <alvaro@...> escreveu
>
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br
> <mailto:ciencialist%40yahoogrupos.com.br> , "JVictor" <j.victor.neto@>
> escreveu
>
> ...De acordo com a TR e seu formalismo matemático, nada há que impeça de
> você voltar a conviver com seu tataravô, e outras esquesitices, etc. Mas
> isto, realisticamente, não é possível...
>
> >>>>Por q^? Feeling? Bom senso? Seria esquisito demais pra ser verdade? Nao
> foram argumentos desse tipo q foram levantados contra a Mecanica Quantica
> nos anos 20?
>
> ;-)
>
> Onde esta' a demonstracao teorico-fisico-matematica d q e' impossivel você
> voltar a conviver com seu tataravô?
>
> ;-)
>
> Abs,
> Eduardo Torres
>
>
>
> A demonstração está no fato de que nunca encontramos turistas vindos do
> futuro.
>
>
>
> [ ]s
>
>
>
> Alvaro Augusto
>




SUBJECT: Viagem no tempo (ex-Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais)
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 25/01/2011 22:50



--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "JVictor" <j.victor.neto@...> escreveu
>
> "Onde esta' a demonstracao teorico-fisico-matematica d q e' impossivel você
> voltar a conviver com seu tataravô?"
>
>
>
> Se o tataravô ainda é vivo, nem precisa...

>>>>Sim, uma solucao trivial...

;-)

Mas não há uma demonstração
> físico-matemática que quantifique e exponha tais impossibilidades.

>>>>Mas ha' varias q quantificam e expoem tais possibilidades. Como disse, a pesquisa de CTC em fisica teorica vai de vento em popa...

;-)


O que há
> é precisamente o contrário, conforme já expuz aqui. Mas, mesmo em
> matemáticam, repito, é necessário, e vital, identificar soluções que apontem
> para coisas do tipo.

>>>>A fisica teorica confirma (pelo menos no momento) q nao ha' obice para a volta ao passado. E nada nas equacoes restringe esse possibilidade a particulas. Objetos macroscopicos estao no jogo...

;-)

Mas há pessoas que podem ver nessas soluções uma
> "prova" da existência da espiritualidade, de Deus, e coisas do tipo.

>>>>Creio q isso nao tem relacao com a possibilidade de viagem no tempo aventada pela fisica teorica.



Não
> evolui o suficiente nessa direção.

>>>>Nem eu. Alguem?

;-)


Portanto, confesso minha suprema
> ignorância neste mister.

>>>>Nossa...

;-)
>
>
>
> Bem, estou supondo que o tataravô já se foi. O voltar ao passado, neste
> contexto, significa você reencontrar-se com ele, usando alguma máquina do
> tempo, ou outros métodos. Minha postura é que:
>
>
>
> 1 – não há como implementar máquina do tipo; a não ser em filmes ou na
> literatura ficcionista;

>>>>De novo, por q^? Dogma?

;-)


>
> 2- se voltar ao passado, neste mesmo contexto, poderá alterar o presente,

>>>Sim, e isso parece estranho e contrario ao bom senso e aa nossa experiencia. Mas isso nao e' em si motivo para nao ser possivel, como ja' nos demonstrou sobejamente a Mecanica Quantica.

;-)


> conhecer a genitora, casar com ela ou, num acesso de fúria
> anti-relativística "cancelar"(tomando emprestado este termo do Seriado La
> Femme Nikita, cancelar=matar, mesmo) o papai.

>>>>Sim, e dai'? Isso criaria um paradoxo? Sim, de novo, e dai'? Podemos pensar em diversas solucoes para esse paradoxo. Ou o paradoxo pode nunca ocorrer. Pode ser q se possa afetar o passado numa viagem no tempo, mas nao muda'-lo (isto e', as coisas q vc fizer no passado ja' estariam desde sempre 'escritas' na linha do tempo). Nesse caso eu nao poderia matar meu avo^ antes dele ser pai do meu pai.

Se volta ao passado, você
> poderá fazer qq dessas coisas, e qual será o problema com isso?

>>>>E' esse justamente meu ponto...

;-)


A questão é
> saber se se casar com a mãe, como você poderia estar me fazendo estas
> perguntas?...

>>>>Se eu me casar com minha mae, estarei mudando o passado e o presente. Eu posso deixar de ter nascido (nao, eu nao poderia ser a mesma pessoa). De novo, e dai'? Pode ser q as coisas sejam assim. O passado pode ser editavel e reeditavel sucessivas vezes pela acao de viajantes do tempo. E isso pode estar ocorrendo ha' milhares de anos e nunca saberiamos, pois a cada mudanca toda a linha de tempo pode se rearranjar 'instantaneamente' (se e' q se pode usar essa expressao nesse caso), e com ela todas as nossas memorias...

;-)
>
> 3- finalmente, outra possibilidade: reencarnar ou fazer regressão(ao menos
> para assistir o desenrolar das coisas naqueles tempos, que gostaríamos de
> mudar).

>>>>Reencarnar? Fazer regressao? Nao entendi. Maquina do tempo seria um mecanismo capaz de levar para o passado ou o futuro arbitrario um objeto macroscopico. Nenhuma reencarnacao e/ou regressao envolvidas em principio...

;-)


No que toca a mim, particularmente, as hipóteses deste item não
> podem ser medidas com réguas e relógios...logo, não são apenas difíceis:
> são, simplesmente, impossíveis. Idem, as do item 2.
>
>
>
>
>
> Abraços
>
>
>
> Victor

>>>>Vc *acha* q sao impossiveis. Vc *sente* q sao impossiveis. Vc se sente desconfortavel e desconcertado com a possibilidade de haver uma viagem no tempo ao passado. Mas de fato vc nao tem nenhum argumento objetivo, baseado na fisica teorica, contra a possibilidade da viagem no tempo, certo?

;-)

Abs,
Eduardo Torres



SUBJECT: Viagem no tempo (ex-Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais)
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 25/01/2011 23:09

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Álvaro Augusto (P) <alvaro@...> escreveu

> A demonstração está no fato de que nunca encontramos turistas vindos do
> futuro.


>>>>Essa e' tb a opiniao de Stephen Hawking, mas, como dizia Carl Sagan, ausencia de prova nao e' prova de ausencia...

;-)

Quer uma possivel explicacao? Varias?

Vamos la':

1-Os viajantes do futuro sao cuidadosos e bem disfarcados e nunca foram descobertos.

2-Ja' foram descobertos, mas, toda vez q isso ocorreu, uma Policia do Tempo os visitou alguns minutos antes, para evitar as descobertas, 'editando' a linha do tempo e com ela todas as memorias d quem testemunhou ou soube das descobertas.

3-Ou, numa solucao mais radical, simplesmente viajaram no tempo e o impediram de viajar ao passado na ocasiao em q sabiam q seria descoberto (talvez como punicao fosse depois proibido de viajar no tempo para sempre, ou por um periodo arbitrariamente estabelecido).

;-)

4-Ou ele mesmo (o viajante do futuro descoberto) voltou ao passado imediato e evitou sua descoberta, de novo alterando a historia, refazendo a linha do tempo e todas as nossas memorias.

Se esses forem os casos, podemos estar sendo visitados por milhares de viajantes do futuro ha' seculos e nunca saberiamos...

Essa aparente ausencia de turistas vindos do futuro em si nao e' prova d q nao ha'/havera' viagem no tempo.

Abs,
Eduardo Torres



SUBJECT: Re: [ciencialist] Projeto SETI - Inverossimilhanca em 'Contato'
FROM: André L F S Bacci <andrebacci.listas@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 26/01/2011 09:26

2011/1/24 Eduardo Torres <dudutorres@yahoo.com>:
> Pergunta: Construiriamos essa Mae de Todas as Antenas nessas condicoes?

Provavelmente sim. E provavelmente no espaço.

O ponto é que subir uma máquina com grande (geração de) de potência no
espaço seria um obra enorme, mas longe de ser faraônica. E conquanto a
construção de um array de antenas em terra seja gigantesco em recursos
e cooperação, mas um sistema de antena construído como satélites
menores é bem mais factível.

Com a vantagem extra de se poder utilizar grandes extensões de cabos
para obter efeito semelhante dos grandes pratos concentradores.

> Mas imagino q, se Sagan fosse escrever Contato com esse rigor factual, para
> obter uma verossimilhanca 100% realista com o verdadeiro SETI e o seu verdadeiro
> estagio tecnologico, a historia nao poderia ter sido escrita, ou seria uma
> historia muito chata.
>
> ;-)
>
> Nada contra a 'licenca poetica' utilizada em Contato nessa area.
>
> O q me surpreendeu e' nunca ter visto essa observacao critica em todo o tempo
> desde q foi lancado o livro (1985) e o filme (1997).

So so. Na prática, ao se descobrir o pulso "todos os observatórios do
mundo se voltaram ao sinal, num esforço de colaboração que jamais
teria sido concebido possível" (parafraseando). Não sei se a
quantidade fictítica de todos os observatórios do mundo, focados no
sinal, permitiram a resolução necessária, mas em Contato o sinal
persiste até que a máquina seja ativada.

Mesmo nossas transmissões em alta potência duraram 20 anos até que a
tecnologia mudasse a ponto de tornar a Terra um emissor mais
silencioso. Quero dizer que, a julgar a ficção, pelas lentes do nosso
próprio exemplo, "nós teríamos tempo".

Para construir gradualmente tal receptor. Para movimentar mentes e
recursos para tal receptor (eventualmente) tivesse o tamanho
apropriado.

André


SUBJECT: Consumidores brasileiros encenarão “overdose homeopática”
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 27/01/2011 00:28

Consumidores brasileiros encenarão “overdose homeopática”

1023 Brazil ceticismo

Grupos de ativistas pelo país irão praticar uma “overdose homeopática coletiva” no início do próximo mês como forma de participar de um protesto global contra estes tipos de remédios.

Os participantes em cidades como São Paulo, Natal e Porto Alegre tomarão caixas inteiras de pílulas homeopáticas na manhã do dia 5 de fevereiro de 2011 a fim de atrair a atenção do público para o fato de que os ditos “remédios” homeopáticos são inertes – e também como forma de pressionar farmácias e médicos a vender e prescrever apenas medicamentos que de fato funcionem.

Kentaro Mori, que mantém o sítio online “Ceticismo Aberto” e participa da iniciativa no Brasil, comenta:

“A maioria das pessoas pensa que remédios homeopáticos são a mesma coisa que fitoterápicos e outros remédios ‘naturais’, mas a homeopatia em si é particularmente diferente. Os próprios homeopatas concordam que suas pílulas e preparações homeopáticas mais ‘potentes’, por princípio, não devem conter nada além de água e açúcar. Participaremos do protesto para ajudar a mostrar como esses ‘remédios’ são inúteis. Médicos não deveriam recomendar e farmácias não poderiam vender pílulas de puro açúcar para pessoas que estão genuinamente doentes”.

A demonstração está sendo organizada como parte da campanha “10:23”, um protesto global contra a homeopatia que teve início no Reino Unido. Eventos semelhantes acontecerão em dezenas de países ao redor do planeta, com manifestações anunciadas na Inglaterra, Alemanha, Hungria, Austrália e Canadá.

Michael Marshall, coordenador da campanha internacional, explica:

“Nossa intenção é mostrar que existe uma conscientização crescente em todo o mundo do quanto já foi desperdiçado em homeopatia, tanto em tempo quanto em dinheiro. Nos duzentos anos em que esses tratamentos existem, nunca houve uma só evidência de que eles funcionem. E sendo nada além de água e açúcar, é de fato impossível que eles funcionem para qualquer uma das coisas alegadas pelos homeopatas. Dezenas de bilhões de dólares são gastos todos os anos ao redor do mundo nesses remédios ineficazes e, quando se explica do que realmente se tratam e como são feitos, a maioria das pessoas se choca e não acredita que esses tratamentos inúteis continuam a ser vendidos para o público incauto”.

A revisão mais profunda de tratamentos homeopáticos já realizada foi publicada no periódico médico The Lancet em 2005. O trabalho analisou toda investigação clínica publicada até então sobre os efeitos da homeopatia, e concluiu que quaisquer benefícios aparentes de “tratamentos” homeopáticos eram apenas efeitos placebo. No ano de 2004, o programa Fantástico da rede Globo também divulgou um teste da homeopatia conduzido pela BBC.

A Homeopatia não funciona. Esta conclusão foi apoiada pala Cochrane Collaboration, uma rede global independente de profissionais da medicina encarregada de examinar a pesquisa médica para determinar exatamente quais tratamentos são efetivos.

1023homeopatia ceticismo

A campanha 10:23 foi lançada há um ano no Reino Unido, onde quase 400 participantes tomaram uma “overdose” em eventos semelhantes ao redor do país após uma das maiores cadeias de farmácias britânicas admitir que vendia as tais pílulas “porque os consumidores compram e não porque elas funcionam”. A campanha foi batizada em homenagem ao número de Avogadro, uma constante científica que pode ser usada para demonstrar que preparações homeopáticas podem não conter absolutamente qualquer resquício de ingrediente ativo.

Alguns podem pensar que pílulas de açúcar não fazem mal algum, no entanto o apoio dado às preparações homeopáticas por farmácias e médicos traz consequências sérias. Além de diminuir a confiança do público na ciência médica baseada em evidências, pode fazer com que pacientes com doenças graves que acreditam na homeopatia evitem procurar tratamento médico de verdade para tratar dos seus casos e com isso percam um tempo precioso. Isso pode custar suas vidas.

Uma investigação da BBC em janeiro de 2011 revelou que homeopatas estão dispostos a receitar preparações totalmente ineficazes contra malária a seus clientes que pretendem viajar, além de alternativas completamente inúteis a vacinas. No Brasil homeopatas chegam mesmo a receitar e vender remédios que supostamente preveniriam a dengue.

A Campanha 10:23 está organizando protestos em mais de vinte e três cidades espalhadas por mais de dez países no dia 5 de fevereiro de 2011.

Você pode acompanhar mais informações sobre o evento no Brasil através do site http://1023.haaan.com/



SUBJECT: TESTE CIENTÍFICO MEDE INTELIGÊNCIA UNIVERSAL
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/01/2011 08:31

 

TESTE CIENTÍFICO MEDE INTELIGÊNCIA UNIVERSAL

Método pode ser aplicado em Homens, animais, máquinas e até em extraterrestres

2011-01-26

Os autores baseiam-se em exercícios interactivos

Uma equipa de investigadores espanhóis e australianos publica um artigo na revista «Artificial Intelligence», onde apresentam o método para medir a inteligência que pode servir para o ser humano, animais, máquinas ou, segundo estes cientistas, até extraterrestres.

Durante a sua realização, o ‘Teste de Inteligência Anytime’ pode ser interrompido a qualquer momento, daí o nome. Contudo, os investigadores defendem que quanto mais tempo se investir nele, maior será a aproximação à inteligência do indivíduo – adulto ou criança – em estudo. Pode ser aplicado a qualquer sistema da actualidade ou do futuro, com diferentes níveis de inteligência ou velocidade.

O grupo espanhol da Universidade Complutense de Madrid e da Universidade Politécnica de Valência e australiano, da Universidade de Monash, em Clayton aplicaram conceitos matemáticos e computacionais para poderem englobar todas as condições.

Os autores baseiam-se em exercícios interactivos em ambientes cuja dificuldade seja estimada calculando a ‘complexidade de Kolmogórov’ (medem a quantidade de recursos computacionais que se necessitam para descrever um objecto ou informação).

A aplicação mais directa deste projecto diz respeito ao campo da inteligência artificial. Até agora, não se podiam comprovar se os sistemas actuais são mais inteligentes do que os que existiam há 20 anos, por exemplo, mas a existência de testes com estas características pode permitir uma avaliação sistemática do progresso.

O novo método tem ainda a capacidade para comparar sistemas inteligentes futuros que possam demonstrar una inteligência superior à humana. No entanto, tal como a maioria dos avanços, tem implicações e este teste universal afecta outras disciplinas. Pode ter impacto nas ciências cognitivas, já que depende de uma base matemática.


http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=47107&op=all


 


SUBJECT: Re: [ciencialist] TESTE CIENTÍFICO MEDE INTELIGÊNCIA UNIVERSAL
FROM: "Pesky Bee" <peskybee2@gmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 28/01/2011 18:43

Não li o artigo, não me informei sobre essa proposta,
mas já adianto que é bobagem da grossa. Qualquer
tentativa de fazer um teste de "inteligência universal"
tem, já em sua proposta, erros conceituais gravíssimos.
 
*PB*
 
 

From: psdias2
Sent: Friday, January 28, 2011 8:31 AM
Subject: [ciencialist] TESTE CIENTÍFICO MEDE INTELIGÊNCIA UNIVERSAL

 

TESTE CIENTÍFICO MEDE INTELIGÊNCIA UNIVERSAL

Método pode ser aplicado em Homens, animais, máquinas e até em extraterrestres

2011-01-26

Os autores baseiam-se em exercícios interactivos

Uma equipa de investigadores espanhóis e australianos publica um artigo na revista «Artificial Intelligence», onde apresentam o método para medir a inteligência que pode servir para o ser humano, animais, máquinas ou, segundo estes cientistas, até extraterrestres.

Durante a sua realização, o ‘Teste de Inteligência Anytime’ pode ser interrompido a qualquer momento, daí o nome. Contudo, os investigadores defendem que quanto mais tempo se investir nele, maior será a aproximação à inteligência do indivíduo – adulto ou criança – em estudo. Pode ser aplicado a qualquer sistema da actualidade ou do futuro, com diferentes níveis de inteligência ou velocidade.

O grupo espanhol da Universidade Complutense de Madrid e da Universidade Politécnica de Valência e australiano, da Universidade de Monash, em Clayton aplicaram conceitos matemáticos e computacionais para poderem englobar todas as condições.

Os autores baseiam-se em exercícios interactivos em ambientes cuja dificuldade seja estimada calculando a ‘complexidade de Kolmogórov’ (medem a quantidade de recursos computacionais que se necessitam para descrever um objecto ou informação).

A aplicação mais directa deste projecto diz respeito ao campo da inteligência artificial. Até agora, não se podiam comprovar se os sistemas actuais são mais inteligentes do que os que existiam há 20 anos, por exemplo, mas a existência de testes com estas características pode permitir uma avaliação sistemática do progresso.

O novo método tem ainda a capacidade para comparar sistemas inteligentes futuros que possam demonstrar una inteligência superior à humana. No entanto, tal como a maioria dos avanços, tem implicações e este teste universal afecta outras disciplinas. Pode ter impacto nas ciências cognitivas, já que depende de uma base matemática.


http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=47107&op=all


 


SUBJECT: RES: [ciencialist] Projeto SETI - Inverossimilhanca em 'Contato'
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 28/01/2011 21:03

 

 

“(sim, Sagan mordazmente nos relembrou q essa foi a primeira transmissao
eletromagnetica feita pela humanidade (TV) com frequencia e potencia suficientes
para ultrapassar a ionosfera e se espalhar pelo espaco, portanto Hitler foi, e',
e sera' para sempre o nosso 'cartao de visitas cosmico', e sua 'saudacao em nome
da humanidade' agora ja' ocupa uma esfera com centro na Terra e um raio de 75
anos-luz...)”

 

Victor: Ah, então é por isto que os alienígenas não querem nem saber de nós!... Com sua infinita sapiência,

sabem muito bem quem foi e o que fez o Hitler. E, em sendo a mensagem desse cidadão o nosso “cartão de visitas cósmico”, então eles deduzem o que podemos ser nós, míseros viajantes do presente de cada dia.

E eles dizem, sábia e preventivamente:  vamos lá o quêe!  Podemos ser feinhos, mas bestas não, pensam lá com seus botões.

 

Brincadeira à parte, mas gostei do artigo. .

 

Sds,

Victor.  

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Eduardo Torres
Enviada em: segunda-feira, 24 de janeiro de 2011 13:11
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Projeto SETI - Inverossimilhanca em 'Contato'

 

 

No numero de fevereiro da Scientific American brasileira tem um artigo sobre o
Projeto SETI (Search for Extra-Terrestrial Intelligence), motivado pelos 50 anos
da primeira busca por esses sinais feita em 1960 por Frank Drake (o criador da famosa
Equacao de Drake, q estima o numero de civilizacoes na Via Lactea capazes de
enviar sinais eletromagnetico captaveis na Terra) no Observatorio Green Bank, na
Virgina Ocidental, EUA.

No final de 2010, Drake, agora com 80 anos, retornou ao mesmo observatorio para
repetir a observacao, feita, como em 1960, com a antena apontada para Tau Ceti e
Epsilon Eridani.

A busca de 1960 durou dois meses - 200 horas de observacao. Dessa vez deram a
Drake apenas uma hora, q se mostrou mais q suficiente, pois toda a busca durou
apenas oito decimos de segundo (quatro decimos por estrela!). E foi uma busca
muito melhor e abrangente, com banda de frequencia mais larga, com mais
sensibilidade e mais canais.

Drake e os outros cientistas do SETI acreditam q, em cerca de 30 anos, avancos
computacionais permitirao esquadrinhar em frequencias desejaveis (os astronomos
assumem q o sinal dos ETs chegue numa banda estreita de cerca de 1420 MHz, q e'
a frequencia espectral do hidrogenio comum, o elemento mais abundante do
Universo) parte suficientemente grande das 200 bilhoes de estrelas da galaxia
para termos uma chance razoavel de encontrar um sinal de civilizacao
extraterrestre.

Drake estima q devam existir hoje cerca de 10 mil civilizacoes detectaveis em
nossa galaxia, e q em cerca de 20 ou 30 anos seremos capazes de esquadrinhar as
frequencias de 10 milhoes de estrelas.

No entanto, Seth Shostak, astronomo senior do SETI, faz no mesmo artigo um
comentario perturbador sobre isso. Concorda com Drake, mas acrescenta q, se isso
(a deteccao de sinais eletromagneticos de uma civilizacao inteligente e
tecnologica) nao ocorrer nesse prazo e com o numero previsto de estrelas
checadas, entao ha' algo fundamentalmente errado em nossas suposicoes.

Nesses 50 anos tem imperado o Grande Silencio, mantendo ainda de pe' o chamado
Paradoxo de Fermi: Onde estao todos?

Mas o q achei mais interessante no artigo (e motivou o subject dessa msg) foi a
questao da 'fase 2' do SETI: Extrair informacao do sinal, depois de detecta-lo.

No livro de ficcao cientifica 'Contato', escrito pelo astrofisico e divulgador cientifico Carl Sagan, essa questao nao era nem posta. O sinal logo foi recebido
claramente como um codigo, e o trabalho inicial foi apenas de decodifica-lo
(qdo, como todos lembram, se revelou um filme, mostrando o discurso de Hitler na
abertura das Olimpiadas de Berlim de 1936).

:-O

(sim, Sagan mordazmente nos relembrou q essa foi a primeira transmissao
eletromagnetica feita pela humanidade (TV) com frequencia e potencia suficientes
para ultrapassar a ionosfera e se espalhar pelo espaco, portanto Hitler foi, e',
e sera' para sempre o nosso 'cartao de visitas cosmico', e sua 'saudacao em nome
da humanidade' agora ja' ocupa uma esfera com centro na Terra e um raio de 75
anos-luz...)

:-(

Mas voltemos a Contato: A mesma onda portadora tinha um outro nivel de
codificacao, q era o projeto da 'Maquina'. O trabalho seguinte foi decifrar a
mensagem. A terceira parte do trabalho foi construir a Maquina. E finalmente, a
quarta parte, usa-la (no filme baseado no livro, dirigido por Robert Zemeckis, com Jodie Foster como piloto - passageira? - da Maquina).

Mas o artigo da SA mostra q na vida real as coisas nao seriam tao 'faceis'.

A realidade: O artigo mostra q, mesmo q o SETI detecte um sinal confirmado como
uma autentica transmissao alienigena, com a atual tecnologia (a mesma
essencialmente de Contato, alias, hoje o SETI ja' e' mais sofisticado q na epoca
de Contato), os astronomos nao seriam capazes de extrair qq informacao (codigo)
do sinal.

O motivo? E' q os instrumentos do SETI foram projetados para procurar por pulsos
de radio de banda estreita, periodicos e estacionarios, com potencia alta o
suficiente para serem detectaveis a distancias de varios anos-luz.

O pulso em si, assim detectado, nao produziria nenhuma informacao, exceto sobre
sua natureza artificial (o q ja' seria a maior descoberta cientifica com impacto
filosofico e social de todos os tempos!).

Qq conteudo da msg estaria, provavelmente, na forma de modulacao de amplitude ou
frequencia (ou, como mostrado em Contato, de fase) na onda portadora do pulso.

So' q a precisao de recepcao hoje nao permite detectar essas modulacoes, pois a
'resolucao' de captacao do pulso e' menor q a de qq modulacao de qq parametro da
onda (frequencia, amplitude ou fase) q pudesse ser nela confinado.

Para 'resolver' uma msg alienigena, um grande radiotelescopio teria q
esquadrinhar repetidamente uma pequena area do ceu para construir o pulso do
sinal acima do ruido de fundo em radio, e fazer uma media das modulacoes em
escalas temporais mais finas, q poderiam conter uma msg.

So' q para isso nem o atual maior radiotelescopio do mundo, em Arecibo (Porto
Rico), com 305 metros de diametro, serviria.

Segundo os astronomos do SETI, para acharmos qq codigo 'embutido' num pulso
inteligente detectado, precisariamos de um prato 10 mil vezes maior q o de
Arecibo.

Teria q ser um 'disco composto', como mostrado em Contato, com varias antenas
menores espalhadas numa grande area e ligadas eletronicamente, so' q numa area
ordens de grandeza maior q a mostrada no 'disco composto' (real, o Very Large
Array no Novo Mexico, EUA) em Contato (o filme).

Construir esse gigantesco instrumento exigiria colaboracao e financiamento
internacionais, custaria talvez mais q uma missao a Marte, e levaria muitos anos
pra ser concluido (de fato seria um empreendimento talvez tao faraonico qto a
Maquina de Contato).

So' q em Contato havia um incentivo claro aa construcao da Maquina: Todos sabiam
q era um projeto alienigena, decifrado a partir de um codigo alienigena,
identificado pela recepcao de uma msg de radio confirmada como de fonte
inteligente alienigena.

Mas, na vida real, construir essa super-mega-hiper antena teria q ser feito sem
qq garantia sequer d q existiria uma msg efetiva 'confinada' no pulso (o pulso
poderia ser apenas... um pulso, como um farol anunciando: -E^i! Estamos aqui!,
sem qq informacao adicional).

E, mesmo q se identificasse uma msg apo's a construcao da macro-antena, nao
haveria qq garantia d q pudesse vir a ser decifrada um dia, e mesmo q fosse
decifrada, talvez nao contivesse nenhuma informacao relevante.

Pergunta: Construiriamos essa Mae de Todas as Antenas nessas condicoes?

Mas imagino q, se Sagan fosse escrever Contato com esse rigor factual, para
obter uma verossimilhanca 100% realista com o verdadeiro SETI e o seu verdadeiro
estagio tecnologico, a historia nao poderia ter sido escrita, ou seria uma
historia muito chata.

;-)

Nada contra a 'licenca poetica' utilizada em Contato nessa area.

O q me surpreendeu e' nunca ter visto essa observacao critica em todo o tempo
desde q foi lancado o livro (1985) e o filme (1997).

:-O

Abs,
Eduardo Torres


SUBJECT: Re: Projeto SETI - Inverossimilhanca em 'Contato'
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/01/2011 22:47

Tem outros dois artigos muito interessantes nesse numero: O mais antigo registro de copula entre vertebrados (o sexo foi 'inventado' muito antes, mas era um sexo sem copula, o q sem duvida e' menos, digamos, divertido q a versao hoje usada por primatas, q comecou com peixes placodermos ha' 375 milhoes de anos...); e um sobre o funcionamento do cerebro como uma rede neuronal de 100 trilhoes de conexoes.

Abs,
Eduardo Torres


--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Homero" <oraculo@...> escreveu
>
> Obrigado, Eduardo, vou comprar a revista amanhã mesmo..:-) Achei interessantíssima sua análise, e fiquei curioso pelo artigo.
>
> Um abraço.
>
> Homero



SUBJECT: Re: RES: RES: RES: RES: RES: [ciencialist] Ficcao Cientifica e Aceleracao em Naves Espaciais
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/01/2011 23:25



--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Homero" <oraculo@...> escreveu
>
>
> Variações sobre o "paradoxo do avô", por exemplo, são recorrentes nos filmes. No filme, que nem era de ficção propriamente, chamado Em Algum Lugar do Passado, o herói, Christopher Reeve (o Super-Homem dos primeiros filmes) é abordado por uma velha senhora, bem velhinha, que lhe dá um relógio, sem nenhuma explicação.
>
> Intrigado ele passa a procurar informação sobre ele, e descobre que pertenceu a uma bela mulher, que viveu tempos atrás, a mesma senhora que lhe deu o relógio (que morreu logo depois disso).
>
> Obcecado, ele descobre teorias sobre "ir ao passado" usando apenas a mente. Ele se veste como a época que deseja, vai a um hotel antigo, da mesma época, e por força do pensamento "viaja" para o passado.
>
> Entre idas e vindas, e todo roteiro romântico, ele se apaixona pela bela mulher do passado, vive um amor, e lhe dá o relógio que recebeu.
>
> O filme é interessante, mas a pergunta, o problema temporal é, quem fabricou esse relógio?
>
> Se ele foi dado a ela, no passado, por ele, que por sua vez recebeu dela no futuro, quem construiu, em que momento foi construído, este relógio? Ele chega ao passado, vindo do futuro, e viaja ao futuro a partir desse momento, sem jamais sair do ciclo de tempo deste anos.
>
> Não há ponto de origem para o relógio, nem construtor, nem nada..:-)


>>>>Nao seria bem um Paradoxo do Avo^, seria mais um Paradoxo de Loop. Sempre me interessei por paradoxos temporais (q sao tema de estudos de logica e filosofia em varias universidades). Ha' alguns eons cheguei a elaborar um 'Glossario', com paradoxos compilados da literatura de ficção científica, divulgação científica e filosofia, q ainda pode ser lido na net em:

http://www.xr.pro.br/FC/GlossarioParadoxo.html

Tem outro paradoxo de loop interessante, q e' o de informacao, q acontece quando uma informação é enviada do futuro para o passado de modo a se tornar a fonte inicial da mesma informação tal como existia no futuro.

:-O

Tem um classico da ficcao cientifica de Robert A. Heinlein, o conto 'Pelos Cordões de Suas Botas' ('By His Bootstraps', de 1941), q tem um verdadeiro 'festival' de paradoxos de loops de objetos e informacoes, de fritar o cerebro...

;-)


>
> Seria como voltar no tempo e engravidar sua mãe, e ser seu próprio pai.


>>>>Bom, se vc fizer isso apenas vai alterar o passado e fazer com q sua mae tenha um filho q antes nao existiu, mas q nao sera' vc. Por q^? Porq seria impossivel (nao meramente paradoxal, mas biologicamente impossivel mesmo), pois, para se tornar seu próprio filho, o viajante do tempo teria que obter metade de seus genes de si mesmo e a outra metade da sua mãe. Mas se são a mesma pessoa (o viajante e seu filho), têm que ser geneticamente iguais. Portanto, têm que ser ao mesmo tempo geneticamente iguais e geneticamente diferentes, o que é absurdo. Isto acontecerá em algum grau genético em qualquer tentativa de um viajante do tempo se tornar seu próprio ancestral. Se o unico filho da mae do viajante, depois de sua, digamos, 'intervencao', for esse, isso quer dizer q o viajante nunca nasceu.

;-)

>
> Uma linha de argumentação defende que, para evitar paradoxos, viagens no tempo são impossíveis.

>>>>Essa e' uma linha nao parece cientificamente consistente.


O que ocorreu, ocorreu, e se eu não encontrei meu avô quando criança, então não vou encontra-lo, não importa o que eu faça.

>>>>Mas digamos q as viagens no tempo sejam possiveis e um viajante do tempo queira encontrar seu avo^ crianca, evento nunca ocorrido e portanto nunca registrado nas memorias do avo^ (um Paradoxo Mnemonico). Ele tentaria e sempre seria mal sucedido? E se tentasse mil vezes? Mil vezes falharia? Nao estamos ai' trocando um Paradoxo Mnemonico por um Paradoxo Probabilistico?

;-)

>
> Lembra uma cena de The Big Bang Theory, em que Sheldon e Leonard assinam um contrato, que impõe que se um deles inventar, no futuro, uma máquina do tempo, voltariam exatamente para aquele instante da assinatura, mais 5 segundos.
>
> Eles assinam, e então param por alguns segundos para olhar para os lados. Como nenhuma máquina aparece, eles suspiram de desapontamento e prosseguem na leitura do contrato..:-)


>>>>Sim, essa foi otima!

:-)


>
> Outra corrente afirma que é possível, mas que cada ação implica em uma nova 'linha de tempo", ou seja, se eu volto e mato meu avô, uma nova linha, em que ele está morto, e não tem filhos, e eu não nasço, surge, sem interferir na que eu e meu avô existimos e vivemos.

>>>>Mas onde estaria o criterio da criacao da nova linha de tempo? Proibir qq mudanca do passado? Entao vc logo ao se materializar, ja' estaria numa nova linha de tempo, pra evitar o 'deslocamento de ar' antes nao ocorrido? Ou sua mera chegada seria a causa, q em si ja' seria uma alteracao do passado? Vc sempre chegaria numa linha de tempo alternativa? Por q uma nova linha seria criada ao matar o seu avo^ e nao para um foton emitido por seu corpo? Ambos seriam alteracoes do passado, nao?


>
> Seriam então infinitos "para-universos" surgidos de cada momento de escolha.

>>>>Q nivel de escolha? Cocar o nariz?

;-)


Essa linha pode inclusive ser aplicada sem viagens no tempo: a cada escolha nossa, dois universos surgem, cada um sendo uma das escolhas. Em um universo eu não escrevi esta mensagem, em outro em escrevi. E em outro eu escrevi, mas mudei algo no texto que não mudei neste (e deve ter ficado melhor, me parece..:-).

>>>Isso e' a mesma coisa q dizer q a viagem no tempo e' impossivel. Isso seria viagem interdimensional. Viagem no tempo e' voltar ao *seu* passado, aa *sua* linha do tempo. Podendo altera-la. (Ai' temos q distinguir os conceitos de linhas de tempo alternativas paralelas e linhas de tempo alternativas sequenciais).

>
> Não sou físico o suficiente para embasar matematicamente estas questões, mas fico fascinado por elas.
>
> Um abraço.
>
> Homero


>>>>Acho q ninguem e'. A fisica teorica apenas nao proibe a viagem no tempo. O q aconteceria se viagens no tempo fossem de fato possiveis ainda esta' so' no nivel de especulacao.

Mas e' uma coisa de fato fascinante.

:-)

Abs,
Eduardo Torres



SUBJECT: RES: [ciencialist] Re: Projeto SETI - Inverossimilhanca em 'Contato'
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 29/01/2011 01:20

Eduardo,

 

Lí seu glossário e outros escritos. Todos muito competentes e esclarecedores.

Realmente, você é um aficcionado do gênero literário.

 

Parabéns.

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Eduardo Torres
Enviada em: sexta-feira, 28 de janeiro de 2011 21:47
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Re: Projeto SETI - Inverossimilhanca em 'Contato'

 

 

Tem outros dois artigos muito interessantes nesse numero: O mais antigo registro de copula entre vertebrados (o sexo foi 'inventado' muito antes, mas era um sexo sem copula, o q sem duvida e' menos, digamos, divertido q a versao hoje usada por primatas, q comecou com peixes placodermos ha' 375 milhoes de anos...); e um sobre o funcionamento do cerebro como uma rede neuronal de 100 trilhoes de conexoes.

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Homero" <oraculo@...> escreveu
>
> Obrigado, Eduardo, vou comprar a revista amanhã mesmo..:-) Achei interessantíssima sua análise, e fiquei curioso pelo artigo.
>
> Um abraço.
>
> Homero


SUBJECT: Model Says Religiosity Gene Will Dominate Society
FROM: Marcelo Carvalho <mpinto2009@gmail.com>
TO: Ciência_list <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 29/01/2011 22:24

É de dar medo!

http://tinyurl.com/4qxzr32

Marcelo


SUBJECT: Ativistas contra a homeopatia vão tomar ''overdose''
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 30/01/2011 12:12

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110130/not_imp672944,0.php

Ativistas contra a homeopatia vão tomar ''overdose''

Protesto em mais de 50 cidades em todo o mundo, incluindo o Brasil, pretende denunciar o desperdício com a polêmica terapia

30 de janeiro de 2011 | 0h 00

Karina Toledo - O Estado de S.Paulo

Precisamente às 10h23 do próximo sábado, um grupo de ativistas anti-homeopatia vai se reunir na Praça Benedito Calixto, zona oeste da capital, para tomar uma overdose de medicamentos homeopáticos. O mesmo acontecerá em Porto Alegre (RS), Natal (RN) e outras 53 cidades de 25 países. Não se trata de uma tentativa de suicídio em massa. O objetivo dos autodenominados céticos é denunciar o desperdício de tempo e dinheiro com remédios que, segundo eles, não passam de água com açúcar.

Embora a prática seja reconhecida há mais de 30 anos pelo Conselho Federal de Medicina e pela Associação Médica Brasileira, ainda desperta polêmica tanto na comunidade médica como na sociedade leiga. Mesmo entre os adeptos há uma divisão. Enquanto uma corrente rejeita a interferência de medicamentos alopáticos e até mesmo de vacinas no tratamento, outra - que tem o respaldo das entidades médicas, farmacêuticas e do Ministérios da Saúde - entende que a homeopatia pode atuar de forma complementar à medicina tradicional.

O debate veio à baila graças à Campanha 10:23 (mais informações nesta página), que acontece pelo segundo ano consecutivo na Grã-Bretanha e é organizada pela Sociedade Merseyside de Céticos (MSS, na sigla em inglês). "Bilhões de dólares são gastos ao redor do mundo com remédios homeopáticos e, quando se explica do que realmente se tratam, a maioria das pessoas se choca e não acredita que esses tratamentos inúteis continuam a ser vendidos", diz Michael Marshall, porta-voz da MSS. Ele conta que o governo britânico fez recentemente uma revisão das evidências científicas e concluiu que não há provas conclusivas sobre a eficácia da homeopatia. No entanto, o Sistema National de Saúde da Grã-Bretanha gasta por ano mais de 4 milhões de libras (R$ 10 milhões) com remédios homeopáticos. "Alegam que as pessoas têm direito de escolher seu tratamento, não importa se ele funciona ou não. Isso é uma situação louca", diz .

No Brasil, em 2010, o investimento federal para custear consultas e medicamentos homeopáticos no Sistema Único de Saúde (SUS) foi de R$ 3 milhões, sem contar o gasto de Estados e municípios. Segundo levantamento feito pelo Ministério da Saúde, 285 municípios do País oferecem assistência homeopática na rede pública e cerca de 60% deles também fornecem medicamentos.

Carmem de Simoni, coordenadora de Práticas Integrativas e Complementares do Ministério da Saúde, explica que a inclusão da homeopatia e demais tratamentos alternativos no SUS foi uma resposta ao desejo da população manifesto nas Conferências Nacionais de Saúde desde 1988. Além disso, atende a recomendações da Organização Mundial de Saúde.

Mas críticos como Kentaro Mori, representante da MSS no Brasil, alegam que o apoio institucional à homeopatia diminui a confiança do público na medicina baseada em evidências e pode fazer com que pacientes com doenças graves evitem procurar tratamento médico e venham a morrer. O médico Dráuzio Varella faz coro. "Não conheço médicos que já não tenham atendido doentes seriamente prejudicados por práticas alternativas", afirma.

Para Marcus Zulian Teixeira, um dos maiores pesquisadores do tema no País, a recusa de tratamentos convencionais está mais ligada a uma mentalidade de contracultura de certos médicos e pacientes que aos fundamentos da homeopatia. "Seria antiético tirar o remédio de um paciente que chega ao consultório com uma doença crônica e necessita da droga."

Mas ele reconhece que ainda há profissionais com esse posicionamento, como o que atendeu a secretária Patrícia Felipe, de 33 anos. "Tomei antidepressivos por cinco meses, mas queria me livrar de remédios fortes e procurei um homeopata." O médico suspendeu o tratamento e Patrícia passou a sofrer de crises de abstinência. "Sentia muito medo e ansiedade. Tinha vontade de pegar a caixa de antidepressivos e tomar tudo de uma vez."

- - -

SUBJECT: Você sabe que eu sei que você sabe?
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 30/01/2011 23:10

Você sabe que eu sei que você sabe?

cuban-missile-crisis-kennedy-kruschev

“Esses terráqueos são estúpidos. Isso os torna imprevisíveis”. – V: A invasão (1983)

“Suponha que um pai diga a suas crianças – um menino e uma menina – que não devem se sujar. Elas brincam na rua, e acabam as duas sujando suas testas. As crianças não podem ver a lama em suas próprias testas, já que está acima de seus olhos. Mas cada uma delas pode ver a lama na testa da outra. Como elas querem ver uma à outra levando castigo, nenhuma diz nada. Por acaso, estas crianças também são muito inteligentes, de fato, nunca cometem erros em lógica ou falham em deduzir algo que pode ser deduzido logicamente. Você pode chamá-las de prodígios de lógica. Além disso, elas nunca mentem. Por fim, o pai chega e diz: ‘Pelo menos um de vocês tem lama na testa’. Ele pergunta à garota: ‘Há lama na sua testa?’. Ela responde: ‘Não sei’. O pai então pergunta ao garoto ‘E você, há lama na sua testa?’. Ele responde a contragosto: ‘Sim’”.

Entender este conto de fábulas lógico é simples. O garoto deduziu que tinha lama em sua testa porque caso não tivesse, sua irmã teria visto tal. E como pelo menos um deles estava sujo, ela saberia que seria ela a estar com a testa suja, respondendo ao pai de acordo. Uma vez que ela não sabia se tinha ou não lama na testa, isso só poderia indicar que ela havia visto lama na testa dele. Talvez ela também estivesse suja – como estava – mas ao dizer que não sabia se era ou não pelo menos um dos irmãos que estavam sujos, ela permitiu que o irmão deduzisse que ele sim estava sujo. Elementar.

O que é fascinante aqui é algo que você pode nem ter estranhado a princípio.

Antes que o pai dissesse aos dois que pelo menos um deles tinha lama na testa, cada uma das crianças já sabia disso. Elas haviam visto a lama um na testa do outro. Quando o pai perguntou à garota se ela tinha ou não lama na testa, ela respondeu que não sabia. Não sabia, não podia responder.

Como então estas duas informações que não adicionaram nada ao que os prodígios já sabiam permitiram que o garoto deduzisse algo que previamente não podia deduzir?

“Ao dizer a eles que ‘um de vocês tem lama na testa’ o pai não apresentou nenhuma informação nova, no entanto ele ainda assim alterou o estado do conhecimento: ele fez com que o garoto soubesse que a garota sabia que um deles estava sujo. (…) Se ao invés de informar aos dois filhos em voz alta o pai tivesse chamado cada um deles em privado e dito que pelo menos um deles estava sujo, nenhuma dedução poderia ser feita. O menino não saberia o que o pai havia cochichado à irmã, assim ele não poderia saber que a garota sabia que pelo menos um deles estava sujo”.

Como Sam Alexander, autor de quase todo o texto que você leu até aqui nota, esta fábula “ilustra a sutileza de raciocinar sobre o conhecimento. Deduções não-triviais podem exigir não apenas conhecimento de fatos, mas conhecimento sobre o próprio conhecimento”. O aparente paradoxo traz à lembrança outros casos mais conhecidos, como o problema de Monty Hall.

portascorredordr

No problema de Monty Hall, ou a Porta dos Desesperados (clique para mais), entre as muitas formas de entender o resultado contra-intuitivo, uma das mais esclarecedoras é perceber que ao abrir uma porta o apresentador está fornecendo informação valiosíssima. Ao contrário do que faz parecer e do que a maioria das pessoas presume, o apresentador não abrirá uma porta aleatoriamente, porque jamais abrirá a porta com o prêmio. Isso arruinaria todo o suspense e acabaria com o jogo.

Ao revelar uma porta, o apresentador está mostrando qual das portas que o apostador não escolheu inicialmente não contém o prêmio. Se você sabe que o apresentador sabe qual das portas contém o prêmio, e se sabe que o apresentador sabe que não deve abrir essa porta, suas chances de ganhar passem de meros 1/3 para os muito mais atraentes 2/3.

Mais do que uma curiosidade lógica, há uma certa beleza poética no fato de que o conhecimento compartilhado permite chegar a conclusões que cada um dos participantes, isoladamente, não poderia deduzir. Esta situação também é relevante na Teoria de Jogos, e pode ser aplicada. Durante a Guerra Fria, EUA e União Soviética só alcançaram maior estabilidade quando ambos os lados chegaram a um acordo tácito onde o arsenal bélico de um lado seria conhecido pelo outro lado, através de imagens de satélite.

airplane-graveyard-2

Isto explica algo como o cemitério de aviões nos EUA. Cada um queria ver a lama na testa do outro lado, e cada lado devia saber que o outro sabia que os dois possuíam lama. O ápice desta lógica foi a Destruição Mutuamente Assegurada. Cada um sabia que o outro sabia que qualquer ataque direto levaria inevitavelmente à destruição de ambos. Se cada um soubesse disso, a lógica dizia, nenhum jamais atacaria e a paz estaria assegurada através das mais terríveis armas.

Mas os terráqueos são estúpidos, e isso os torna imprevisíveis. Isso não impediu, obviamente, que cada lado tentasse tomar vantagem e manipular o jogo, de forma que na prática não sabiam realmente se sabiam o que o outro sabia que sabia. Nos períodos de maior tensão, toda a teoria de jogos e toda a fria lógica proposicional, epistemologia e muito mais deu lugar ao simples instinto e à mera sorte. É assustador. O ex-Secretário de  Defesa Robert McNamara, conhecido por introduzir no complexo militar-industrial americano técnicas de administração mais “científicas”, comentou em suas memórias sobre a Crise dos Mísseis de Cuba:

“Eu quero dizer isso, e isso é muito importante: no final, nós tivemos sorte. Foi sorte que impediu a guerra nuclear. Nós chegamos a um fio da guerra nuclear no final. Indivíduos racionais: Kennedy era racional; Kruschev era racional; Castro era racional. Indivíduos racionais chegaram muito próximos da destruição total de suas sociedades. E esse perigo ainda existe hoje”.

Anos depois, um desconhecido militar russo teve na ponta dos dedos a decisão de não iniciar o Apocalipse. Todos os alarmes diziam que os EUA haviam disparado uma série de mísseis que matariam milhões de russos. Seria racional que apertasse o botão vermelho. Não apertou. Como imaginou, o alarme era falso, o avançado sistema de alerta estava confundido algo tão corriqueiro como o Sol com o disparo de mísseis nucleares.

Agora que eu sei que você sabe o que eu sei sobre o que se sabe neste texto, podemos apreciar melhor que ainda não sabemos bem o que sabemos. Devemos prezar e partilhar o pouco que sabemos.


SUBJECT: Teoria comprovada!
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 31/01/2011 07:26

Acabo de provar um teoria fantástica, do extraordinário intelectual brasileiro, FSabino:

 

Viver faz mal à saúde: envelhece, cria rugas, dá reumatismo, ataca o fígado e coração.

 

E acrescento:

E, inexoravelmente, leva ao final, faça você o que você fizer:  morte.

 

Melhor, então, não viver!..  Aí você se livra de todas as inquisiqueiras acima...

 

Bem, agora só me resta esperar o Nobel.

 

Sds,

Victor.


SUBJECT: Fw: Gerador Nitromagnético
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: "ciencialist" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 31/01/2011 08:37

Quem pode dar uma vistoria nisto?  Tenho serviço até a tampa! .... Não sei se perceberam mas meu site está sendo totalmente reformatado ... com a ajuda do meu filhote, claro! SE alguém achar os erros cometidos, please, acusem.
[]´
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@feiradeciencias.com.br
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================
----- Original Message -----
Sent: Friday, January 28, 2011 7:34 PM
Subject: Gerador Nitromagnético

Dr   Luiz Ferraz Netto


Gostaria se possível, que meu site fosse divulgado por essa instituição.
Desenvolvi uma nova forma de geração de energia elétrica, baseada em trabalhos de alunos e professores de diversas universidades do Brasil e de outros países. 
O processo tem como base a blindagem de campos magnéticos estáticos intensos. 
O processo funciona com o uso de supercondutores de alta temperatura, devido ao seu custo, mas principalmente devido à sua temperatura crítica que é estratégica, muito próxima do nitrogênio líquido. 
O processo de geração de energia funciona devido ao flux pinning rotativo.
É necessário uma análise mais profunda da patente que está disponível no site abaixo, onde consta vários vídeos de demonstração do efeito de flux pinning, mas principalmente três vídeos desenvolvidos para uma amostragem mais ampla do funcionamento do Gerador Nitromagnetico.




atenciosamente
Marco Antonio

SUBJECT: RES: [ciencialist] Re: Projeto SETI - Inverossimilhanca em 'Contato'
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 31/01/2011 16:21

Obrigado, Victor.

:-)

O site portugues e-nigma e o portal Entretextos ainda teem alguns dos meus textos disponiveis:

( http://e-nigma.com.pt/index.html e

http://www.portalentretextos.com.br/colunas/recontando-estorias-do-dominio-publico/biologia-na-ficcao-cientifica,236,3434.html ).

Mas, infelizmente, nao tenho tido muito tempo p/ escrever artigos e resenhas ultimamente...

:-(

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "JVictor" <j.victor.neto@...> escreveu
>
> Eduardo,
>
>
>
> Lí seu glossário e outros escritos. Todos muito competentes e
> esclarecedores.
>
> Realmente, você é um aficcionado do gênero literário.
>
>
>
> Parabéns.
>
>
>
> Sds,
>
> Victor.



SUBJECT: RES: [ciencialist] Ativistas contra a homeopatia vão tomar ''overdose''
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 31/01/2011 18:46

Mas críticos como Kentaro Mori, representante da MSS no Brasil, alegam que o apoio institucional à homeopatia diminui a confiança do público na medicina baseada em evidências e pode fazer com que pacientes com doenças graves evitem procurar tratamento médico e venham a morrer.”

 

Victor:  Bom texto. Melhor ainda: o conteúdo. É o Kentaro em atividade!.

Desculpem-me a ignorância:  mas o que é mesmo MSS do Brasil?

 

Sds,

Victor.

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Kentaro Mori
Enviada em: domingo, 30 de janeiro de 2011 11:12
Para: undisclosed-recipients:
Assunto: [ciencialist] Ativistas contra a homeopatia vão tomar ''overdose''

 

 

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110130/not_imp672944,0.php

Ativistas contra a homeopatia vão tomar ''overdose''

Protesto em mais de 50 cidades em todo o mundo, incluindo o Brasil, pretende denunciar o desperdício com a polêmica terapia

30 de janeiro de 2011 | 0h 00

Karina Toledo - O Estado de S.Paulo

Precisamente às 10h23 do próximo sábado, um grupo de ativistas anti-homeopatia vai se reunir na Praça Benedito Calixto, zona oeste da capital, para tomar uma overdose de medicamentos homeopáticos. O mesmo acontecerá em Porto Alegre (RS), Natal (RN) e outras 53 cidades de 25 países. Não se trata de uma tentativa de suicídio em massa. O objetivo dos autodenominados céticos é denunciar o desperdício de tempo e dinheiro com remédios que, segundo eles, não passam de água com açúcar.

Embora a prática seja reconhecida há mais de 30 anos pelo Conselho Federal de Medicina e pela Associação Médica Brasileira, ainda desperta polêmica tanto na comunidade médica como na sociedade leiga. Mesmo entre os adeptos há uma divisão. Enquanto uma corrente rejeita a interferência de medicamentos alopáticos e até mesmo de vacinas no tratamento, outra - que tem o respaldo das entidades médicas, farmacêuticas e do Ministérios da Saúde - entende que a homeopatia pode atuar de forma complementar à medicina tradicional.

O debate veio à baila graças à Campanha 10:23 (mais informações nesta página), que acontece pelo segundo ano consecutivo na Grã-Bretanha e é organizada pela Sociedade Merseyside de Céticos (MSS, na sigla em inglês). "Bilhões de dólares são gastos ao redor do mundo com remédios homeopáticos e, quando se explica do que realmente se tratam, a maioria das pessoas se choca e não acredita que esses tratamentos inúteis continuam a ser vendidos", diz Michael Marshall, porta-voz da MSS. Ele conta que o governo britânico fez recentemente uma revisão das evidências científicas e concluiu que não há provas conclusivas sobre a eficácia da homeopatia. No entanto, o Sistema National de Saúde da Grã-Bretanha gasta por ano mais de 4 milhões de libras (R$ 10 milhões) com remédios homeopáticos. "Alegam que as pessoas têm direito de escolher seu tratamento, não importa se ele funciona ou não. Isso é uma situação louca", diz .

No Brasil, em 2010, o investimento federal para custear consultas e medicamentos homeopáticos no Sistema Único de Saúde (SUS) foi de R$ 3 milhões, sem contar o gasto de Estados e municípios. Segundo levantamento feito pelo Ministério da Saúde, 285 municípios do País oferecem assistência homeopática na rede pública e cerca de 60% deles também fornecem medicamentos.

Carmem de Simoni, coordenadora de Práticas Integrativas e Complementares do Ministério da Saúde, explica que a inclusão da homeopatia e demais tratamentos alternativos no SUS foi uma resposta ao desejo da população manifesto nas Conferências Nacionais de Saúde desde 1988. Além disso, atende a recomendações da Organização Mundial de Saúde.

Mas críticos como Kentaro Mori, representante da MSS no Brasil, alegam que o apoio institucional à homeopatia diminui a confiança do público na medicina baseada em evidências e pode fazer com que pacientes com doenças graves evitem procurar tratamento médico e venham a morrer. O médico Dráuzio Varella faz coro. "Não conheço médicos que já não tenham atendido doentes seriamente prejudicados por práticas alternativas", afirma.

Para Marcus Zulian Teixeira, um dos maiores pesquisadores do tema no País, a recusa de tratamentos convencionais está mais ligada a uma mentalidade de contracultura de certos médicos e pacientes que aos fundamentos da homeopatia. "Seria antiético tirar o remédio de um paciente que chega ao consultório com uma doença crônica e necessita da droga."

Mas ele reconhece que ainda há profissionais com esse posicionamento, como o que atendeu a secretária Patrícia Felipe, de 33 anos. "Tomei antidepressivos por cinco meses, mas queria me livrar de remédios fortes e procurei um homeopata." O médico suspendeu o tratamento e Patrícia passou a sofrer de crises de abstinência. "Sentia muito medo e ansiedade. Tinha vontade de pegar a caixa de antidepressivos e tomar tudo de uma vez."

- - -


SUBJECT: Re: [ciencialist] Ativistas contra a homeopatia vão tomar ''overdose''
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 01/02/2011 11:03

MSS ... acho que é Memória Sem Suporte!
 
[]´
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@feiradeciencias.com.br
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================
----- Original Message -----
From: JVictor
Sent: Monday, January 31, 2011 6:46 PM
Subject: RES: [ciencialist] Ativistas contra a homeopatia vão tomar ''overdose''

 

“Mas críticos como Kentaro Mori, representante da MSS no Brasil, alegam que o apoio institucional à homeopatia diminui a confiança do público na medicina baseada em evidências e pode fazer com que pacientes com doenças graves evitem procurar tratamento médico e venham a morrer.”

Victor:  Bom texto. Melhor ainda: o conteúdo. É o Kentaro em atividade!.

Desculpem-me a ignorância:  mas o que é mesmo MSS do Brasil?

Sds,

Victor.

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Kentaro Mori
Enviada em: domingo, 30 de janeiro de 2011 11:12
Para: undisclosed-recipients:
Assunto: [ciencialist] Ativistas contra a homeopatia vão tomar ''overdose''

 

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110130/not_imp672944,0.php

Ativistas contra a homeopatia vão tomar ''overdose''

Protesto em mais de 50 cidades em todo o mundo, incluindo o Brasil, pretende denunciar o desperdício com a polêmica terapia

30 de janeiro de 2011 | 0h 00

Karina Toledo - O Estado de S.Paulo

Precisamente às 10h23 do próximo sábado, um grupo de ativistas anti-homeopatia vai se reunir na Praça Benedito Calixto, zona oeste da capital, para tomar uma overdose de medicamentos homeopáticos. O mesmo acontecerá em Porto Alegre (RS), Natal (RN) e outras 53 cidades de 25 países. Não se trata de uma tentativa de suicídio em massa. O objetivo dos autodenominados céticos é denunciar o desperdício de tempo e dinheiro com remédios que, segundo eles, não passam de água com açúcar.

Embora a prática seja reconhecida há mais de 30 anos pelo Conselho Federal de Medicina e pela Associação Médica Brasileira, ainda desperta polêmica tanto na comunidade médica como na sociedade leiga. Mesmo entre os adeptos há uma divisão. Enquanto uma corrente rejeita a interferência de medicamentos alopáticos e até mesmo de vacinas no tratamento, outra - que tem o respaldo das entidades médicas, farmacêuticas e do Ministérios da Saúde - entende que a homeopatia pode atuar de forma complementar à medicina tradicional.

O debate veio à baila graças à Campanha 10:23 (mais informações nesta página), que acontece pelo segundo ano consecutivo na Grã-Bretanha e é organizada pela Sociedade Merseyside de Céticos (MSS, na sigla em inglês). "Bilhões de dólares são gastos ao redor do mundo com remédios homeopáticos e, quando se explica do que realmente se tratam, a maioria das pessoas se choca e não acredita que esses tratamentos inúteis continuam a ser vendidos", diz Michael Marshall, porta-voz da MSS. Ele conta que o governo britânico fez recentemente uma revisão das evidências científicas e concluiu que não há provas conclusivas sobre a eficácia da homeopatia. No entanto, o Sistema National de Saúde da Grã-Bretanha gasta por ano mais de 4 milhões de libras (R$ 10 milhões) com remédios homeopáticos. "Alegam que as pessoas têm direito de escolher seu tratamento, não importa se ele funciona ou não. Isso é uma situação louca", diz .

No Brasil, em 2010, o investimento federal para custear consultas e medicamentos homeopáticos no Sistema Único de Saúde (SUS) foi de R$ 3 milhões, sem contar o gasto de Estados e municípios. Segundo levantamento feito pelo Ministério da Saúde, 285 municípios do País oferecem assistência homeopática na rede pública e cerca de 60% deles também fornecem medicamentos.

Carmem de Simoni, coordenadora de Práticas Integrativas e Complementares do Ministério da Saúde, explica que a inclusão da homeopatia e demais tratamentos alternativos no SUS foi uma resposta ao desejo da população manifesto nas Conferências Nacionais de Saúde desde 1988. Além disso, atende a recomendações da Organização Mundial de Saúde.

Mas críticos como Kentaro Mori, representante da MSS no Brasil, alegam que o apoio institucional à homeopatia diminui a confiança do público na medicina baseada em evidências e pode fazer com que pacientes com doenças graves evitem procurar tratamento médico e venham a morrer. O médico Dráuzio Varella faz coro. "Não conheço médicos que já não tenham atendido doentes seriamente prejudicados por práticas alternativas", afirma.

Para Marcus Zulian Teixeira, um dos maiores pesquisadores do tema no País, a recusa de tratamentos convencionais está mais ligada a uma mentalidade de contracultura de certos médicos e pacientes que aos fundamentos da homeopatia. "Seria antiético tirar o remédio de um paciente que chega ao consultório com uma doença crônica e necessita da droga."

Mas ele reconhece que ainda há profissionais com esse posicionamento, como o que atendeu a secretária Patrícia Felipe, de 33 anos. "Tomei antidepressivos por cinco meses, mas queria me livrar de remédios fortes e procurei um homeopata." O médico suspendeu o tratamento e Patrícia passou a sofrer de crises de abstinência. "Sentia muito medo e ansiedade. Tinha vontade de pegar a caixa de antidepressivos e tomar tudo de uma vez."

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SUBJECT: Big -Bang :Artigo Crítico
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ListadeCiência <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 01/02/2011 14:14

Pessoal,

Recebi este artigo de um amigo meu. Li , achei interessante, e gostaria de saber a opinião de vcs sobre os pontos levantados.

É um artigo antigo (2000). Assim, se alguém souber se alguns dos pontos levantados já foram elucidados, agradeceria.

Abs
Felipe

 

SUBJECT: Re: [ciencialist] Big -Bang :Artigo Crítico [1 Anexo]
FROM: Homero <oraculo@atibaia.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/02/2011 15:33

Olá Luiz

Eu li o artigo, e embora não seja físico o suficiente para compreender tudo, gostei bastante, especialmente das explicações sobre a teoria do BB propriamente. Mas também gostei da parte sobre o que não sabemos ainda sobre ele..:-)

O que não gostei é do "tom" geral do artigo. Um tanto sensacionalista, para quem se propõe a "refutar" o BB, ou fazer uma análie crítica, e que na verdade disse algo que já sabíamos: não sabemos tudo, ainda, sobre o universo, e a teoria do BB ainda tem coisa a serem descobertas e explicadas. Talvez se encontrar um físico, que apoio a teoria, e que afirma que está "plena, completa e perfeita", o "tom" artigo fosse adequado. Mas acho difícil encontrar esse físico.

Observe também que, ao contrário do que se espera de um cientista, ao refutar uma teoria científica, ele não apresentou uma alternativa. Teorias são a melhor explicação disponível em determinado momento, não a verdade absoluta, nem a verdade perfeita, nem completas e fechadas. Neste momento, o BB. Se for refutado, ajustado, melhorado ou substituído, tudo bem, será ótimo. Mas no momento, vale a pena estudar mais e tentar corrigir os problemas e preencher as lacunas, já que nem o autor tem outro modelo a apresentar.

Se a idéia e apresentar o que ainda não sabemos, os problemas da teoria do BB, na verdade, de nosso conhecimento sobre cosmologia, bem, nós sabemos disso, até eu, leigo, sei disso. Na verdade, toda teoria científica é assim, com lacunas ainda a serem preenchidas, coisas a se determinar. O eletromagnetismo, por exemplo, ainda precisa de mais conhecimento sobre o elétron, mas isso não torna a teoria toda inútil, e ela nos permite conversar por este computador.

Do que leu, viu algo  que "refuta" o BB, ou apenas coisas que precisam ser melhor explicadas?

Até a "piada" final do texto é meio capenga..:-) O tal pesquisador newtoniano aferrado a teoria newtoniana é uma caricatura..:-) Ele se esquece de uma alternativa ao problema: as alternativas não precisam ser "abandonar a teoria newtoniana por ter sido refutada" ou "manter de forma insana a crença e lutar por ela inventando coisas".

A alternativa, que foi a escolhida inclusive pelos cientistas, é reconhecer falhas, entender que faltam conhecimentos, entender que ainda assim a teoria newtoniana é boa, dentro de seu alcance, e descobrir outras causas para a anomalia, por exemplo, a relatividade e o efeito sobre planetas e órbitas.

A piada é apenas um espantalho, uma caricatura de "cientistas", como as que vemos em programas humoristícos de baixa qualidade..:-)

Um abraço.

Homero


Em 01/02/2011 14:14, luiz silva escreveu:
 

Pessoal,

Recebi este artigo de um amigo meu. Li , achei interessante, e gostaria de saber a opinião de vcs sobre os pontos levantados.

É um artigo antigo (2000). Assim, se alguém souber se alguns dos pontos levantados já foram elucidados, agradeceria.

Abs
Felipe

 



SUBJECT: Re: Big -Bang :Artigo Crítico [1 Anexo]
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/02/2011 19:04

Tb li o artigo e concordo com o Homero.

Desde a publicacao do artigo surgiram novas evidencias observacionais a corroborar a teoria do Big Bang, e novas evidencias observacionais nao inteiramente explicaveis pela teoria do Big Bang.

So, what?

Nosso amigo Danhoni tem um texto fluente e didatico (embora com erros de digitacao [perdoaveis] e erros grosseiros de portugues [esses imperdoaveis]).

Exemplo de um dos ultimos: 'Há cerca de um bilhão de graus' em vez de 'A cerca de um bilhão de graus'!

Argh!

:-(

Mas se olharmos seu Curriculo Lattes, vemos q suas areas de atuacao sao:

1 História das Ciências
2 Tópicos Específicos de Educação
3 Psicologia do Ensino e da Aprendizagem
4 Física Geral
5 Instrumentação Astronômica
6 Ensino-Aprendizagem

E sua formacao academica/titulacao e':

1995 - 1996 Pós-Doutorado.
Università La Sapienza Di Roma, LA SAPIENZA, Itália
Áreas do conhecimento : Tópicos Específicos de Educação,História das Ciências

1985 - 1991 Doutorado em Educação.
Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, Campinas, Brasil
Título: Uma Perspectica para o Professor em sua Expressão do o que é isto, a ciência

1984 - 1986 Mestrado em Física.
Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, Campinas, Brasil
Título: Astronomia de Régua e Compasso: de Kepler a Ptolomeu

1991 - 1992 Especialização em Educação Para a Ciência.
Ministério de Assuntos Externos, MASHAV, Israel

1980 - 1983 Graduação em Física.
Fundação Universidade Estadual de Maringá, UEM, Maringa, Brasil

Quer dizer, sua area de pesquisa, trabalho e publicacao e' essencialmente historia da ciencia e educacao cientifica.

Nunca atuou profissionalmente na area de cosmologia, astrofisica ou astronomia.

Sabe de cosmologia o q todo bacharel em fisica sabe, acrescido do q estudou individualmente, fora de um ambiente profissional/academico especifico desse ciencia.

E a meu ver esta' chovendo no molhado.

Os primeiros a reconhecerem q a teoria do Big Bang nao explica todos os aspectos observados do Universo sao os proprios defensores dessa teoria, q e' massicamente aceita pela fisica teorica mainstream, pois e' a melhor teoria ate' agora concebida para explicar como e' e se formou o Universo.

E de fato muitas de suas premissas sao de dificil reproducao laboratorial ou observacao cosmica, mas o q ja' po^de ser reproduzido e observado fortalece muito mais o Big Bang do q o q nao po^de ser reproduzido nem observado, ou observado de modo diferente do q preve^ a teoria em sua forma atual.

Concordo q haja atualmente talvez um aspecto de 'excesso de viagem na maionese' em alguns setores da fisica teorica, mesmo em totens sagrados como Hawking (q previu q num Big Crunch as xicaras quebradas se refariam e os cha's derramados voltariam a enche^-las), e ai' entram materias, energias e particulas exoticas propostas para 'enquadrar' o Universo na atual teoria do Big Bang, mas a evolucao da fisica e' assim mesmo, temos q deixar a imaginacao dos fisicos voar solta, pra depois os proprios fisicos 'filtrarem' as ideias e conceberem experiencias para confirmar as de maior potencial.

Mesmo um leigo, apo's ler um bom livro de divulgacao cientifica sobre o Big Bang (como, por exemplo, o excelente 'Big Bang', de Simon Singh - Record, 2006) vai compreender q nao foi por acaso q a teoria do Big Bang se tornou, em suas linhas basicas, uma explicacao praticamente consensual em Ciencia, da origem do Universo.

O Danhoni parece querer criar um clima de 'esta' cheia de furos', insinuando quase q deveria ser abandonada.

E, como ressalta o Homero, sem sequer esbocar uma alternativa.

Abs,
Eduardo Torres (leigo em Cosmologia).


--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Homero <oraculo@...> escreveu
>
> Olá Luiz
>
> Eu li o artigo, e embora não seja físico o suficiente para compreender
> tudo, gostei bastante, especialmente das explicações sobre a teoria do
> BB propriamente. Mas também gostei da parte sobre o que não sabemos
> ainda sobre ele..:-)
>
> O que não gostei é do "tom" geral do artigo. Um tanto sensacionalista,
> para quem se propõe a "refutar" o BB, ou fazer uma análie crítica, e que
> na verdade disse algo que já sabíamos: não sabemos tudo, ainda, sobre o
> universo, e a teoria do BB ainda tem coisa a serem descobertas e
> explicadas. Talvez se encontrar um físico, que apoio a teoria, e que
> afirma que está "plena, completa e perfeita", o "tom" artigo fosse
> adequado. Mas acho difícil encontrar esse físico.
>
> Observe também que, ao contrário do que se espera de um cientista, ao
> refutar uma teoria científica, ele não apresentou uma alternativa.
> Teorias são a melhor explicação disponível em determinado momento, não a
> verdade absoluta, nem a verdade perfeita, nem completas e fechadas.
> Neste momento, o BB. Se for refutado, ajustado, melhorado ou
> substituído, tudo bem, será ótimo. Mas no momento, vale a pena estudar
> mais e tentar corrigir os problemas e preencher as lacunas, já que nem o
> autor tem outro modelo a apresentar.
>
> Se a idéia e apresentar o que ainda não sabemos, os problemas da teoria
> do BB, na verdade, de nosso conhecimento sobre cosmologia, bem, nós
> sabemos disso, até eu, leigo, sei disso. Na verdade, toda teoria
> científica é assim, com lacunas ainda a serem preenchidas, coisas a se
> determinar. O eletromagnetismo, por exemplo, ainda precisa de mais
> conhecimento sobre o elétron, mas isso não torna a teoria toda inútil, e
> ela nos permite conversar por este computador.
>
> Do que leu, viu algo que "refuta" o BB, ou apenas coisas que precisam
> ser melhor explicadas?
>
> Até a "piada" final do texto é meio capenga..:-) O tal pesquisador
> newtoniano aferrado a teoria newtoniana é uma caricatura..:-) Ele se
> esquece de uma alternativa ao problema: as alternativas não precisam ser
> "abandonar a teoria newtoniana por ter sido refutada" ou "manter de
> forma insana a crença e lutar por ela inventando coisas".
>
> A alternativa, que foi a escolhida inclusive pelos cientistas, é
> reconhecer falhas, entender que faltam conhecimentos, entender que ainda
> assim a teoria newtoniana é boa, dentro de seu alcance, e descobrir
> outras causas para a anomalia, por exemplo, a relatividade e o efeito
> sobre planetas e órbitas.
>
> A piada é apenas um espantalho, uma caricatura de "cientistas", como as
> que vemos em programas humoristícos de baixa qualidade..:-)
>
> Um abraço.
>
> Homero
>
>
> Em 01/02/2011 14:14, luiz silva escreveu:
> > [Anexos <#TopText> de luiz silva incluídos abaixo]
> >
> > Pessoal,
> >
> > Recebi este artigo de um amigo meu. Li , achei interessante, e
> > gostaria de saber a opinião de vcs sobre os pontos levantados.
> >
> > É um artigo antigo (2000). Assim, se alguém souber se alguns dos
> > pontos levantados já foram elucidados, agradeceria.
> >
> > Abs
> > Felipe
> >
> >
> >
>




SUBJECT: A História da Batalha de Los Angeles
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 03/02/2011 00:56

A História da Batalha de Los Angeles

BatalhadeLosAngeles1941 imagens de ovnis

Artigo de Tim Printy, publicado no SUNlite Vol. 3 N.1
Tradução gentilmente autorizada

Uma das histórias OVNI mais populares pela rede é o infame OVNI da “Batalha de Los Angeles”.

Em sua maior parte ela se baseia na memória de pessoas que dizem ter visto um OVNI, ou uma aeronave exótica, ou uma espaçonave alienígena naquela noite. Mas será mesmo o que aconteceu?

Aquecimento

O dia 7 de dezembro de 1941 é uma data que a maioria dos americanos reconhece com pouco esforço [como o ataque japonês a Pearl Harbor]. No entanto, o que transpirou nos meses seguintes na costa oeste dos EUA não é tão conhecido. No Havaí, havia temores de uma invasão anfíbia logo depois do ataque. Em retrospecto, isso parece muito improvável porque transportar um número suficiente de tropas japonesas teria atrasado a força de ataque em porta-aviões que bombardeou Pearl Harbor.

Enquanto isso, a costa oeste dos Estados Unidos se preparou para a invasão potencial ou um ataque aéreo de porta-aviões japoneses. Unidades de defesa aérea foram ativadas e colocadas em alerta nas maiores cidades e bases aéreas. Cidadãos começaram a olhar para o céu em busca de potenciais aeronaves ofensivas. E eles começaram a vê-las. Apenas um dia depois de Pearl Harbor, San Francisco acreditou ter estado sob ataque de um porta-aviões japonês!

Oaktribune imagens de ovnis

O general DeWitt, encarregado das defesas da costa oeste, ficou consternado com a resposta da comunidade de San Francisco porque eles não cumpriram o blecaute. Ele declararia no dia seguinte:

“Aqueles aviões estavam sobre esta comunidade por um período de tempo definido. Eles eram aviões inimigos, e eu quero dizer, aviões japoneses. Eles foram detectados e seguidos até o mar… é surpreendente a apatia das pessoas de San Francisco. A noite passada (segunda-feira) provou que há mais tolos em San Francisco que eu jamais pensei que existissem. Apenas por graça de Deus San Francisco foi salva da catástrofe”. [1]

Nunca houve quaisquer aviões reais neste “bombardeio”, mas isto mostra a resposta dos altos escalões às notícias de que estavam em guerra. Depois de Pearl Harbor, era melhor exagerar na resposta do que não reagir.

Cidadãos levaram as declarações de DeWitt a sério e começaram a buscar por potenciais aeronaves ofensivas. O planeta Vênus, que por acaso estava visível de forma destacada a oeste depois do anoitecer, tornou-se motivo para alarme. De acordo com notícias em meados de dezembro, Vênus causou vários relatos de aeronaves inimigas e a polícia precisou assegurar a população de que era apenas um planeta.

1941Venus imagens de ovnis

Para piorar a situação havia a baixa disponibilidade de inteligência militar. Os criptógrafos estavam ocupados tentando quebrar os códigos japoneses, e os militares estavam assim essencialmente atirando no escuro buscando adivinhar o próximo passo da Marinha Imperial Japonesa. Enquanto isso a inteligência da costa oeste parecia baseada principalmente em rumores na comunidade nipônica:

“Um informante japa em Los Angeles, por exemplo, relatou ao QG do 11º Distrito Naval de que havia um forte rumor entre famílias japonesas, presumivelmente baseado em um relatório de rádio em ondas curtas do Japão, de que em 18 de fevereiro a costa oeste seria bombardeada”. [2]

Começando em 7 de fevereiro, a costa oeste preparou-se para atos potenciais de sabotagem e ataque. Quando nada aconteceu até o dia 18, o alerta foi estendido pelo general DeWitt para 15 de março. No entretempo, um relato veio em 23 de fevereiro de que um ataque ocorreria naquela noite. Não menos que uma hora depois, um submarino japonês emergiu na costa de Ellwood, Califórnia, e disparou atingindo algumas refinarias durante vinte minutos. Nenhum dano significativo foi relatado, mas isto alimentou a preocupação dos locais de que os japoneses planejavam algo maior para a costa oeste.

O cenário estava preparado para a “Batalha de Los Angeles”.

Defesa Aérea

O exército americano possuía várias baterias anti-aéreas em várias instalações de defesa na costa oeste. Também possuía radares para auxiliar na detecção de aeronaves invasoras. No entanto, este radar não é o tipo elaborado de radar com o qual as pessoas estão familiarizadas hoje. Não havia um traço de radar varrendo a tela e exibindo ecos perfeitamente. Ao invés, estas eram maquinarias extremamente complicadas que necessitavam vários operadores para obter os dados relevantes de elevação, alcance e distância. Os dois principais radares usados na Batalha de Los Angeles foram o SCR-270 e o SCR-268.

 Radar A scope imagens de ovnis

O SCR-270 (abaixo) era um radar de longo alcance que exibia um sinal para aeronaves no que era conhecido com um A-scope. Ele indicaria o alcance para um dado eco, mas sua direção era geralmente lida ao observar em que direção o radar estava de fato apontando. Desta forma os operadores só podiam notar um alvo à distância em uma dada direção, mas não poderiam determinar com precisão quantos alvos seriam e qual seria sua altitude.

SCR 270 set up imagens de ovnis

O SCR-268 (abaixo) era mais complexo na forma como operava. Devia ser combinado com holofotes e baterias anti-aéreas. Era um radar de curto alcance que contava com três operadores monitorando seus osciloscópios e operando seus próprios controles. Entre estes operadores, podiam determinar a distância, altitude e direção. A atividade requeria trabalho de equipe, treinamento e proficiência para que a unidade funcionasse a contento.

 scr268a imagens de ovnis

A noite de 24 a 25 de fevereiro

Na noite de 24 de fevereiro, a inteligência naval esperava um ataque nas próximas dez horas. Provavelmente esperavam uma repetição do incidente do submarino na noite anterior. Depois do alerta de um ataque previsto, o QG da 37 Brigada recebeu vários relatos de flares e “luzes” próximas de instalações de defesa e refinarias. Depois da meia-noite, radares da defesa aérea começaram a relatar contatos. Às 2 da manhã, um contato havia sido detectado a 120 milhas a oeste de Los Angeles e parecia estar se deslocando a 3 milhas de Los Angeles às 2h27. Às 2h21, um blecaute foi ordenado. Neste ponto, as baterias foram preparadas para esperar ver algo e o “ataque” começou. A história do Quarto comando Anti-Aéreo documenta a seguinte sequência de eventos:

  • 02h43 – Aeronaves não-identificadas foram vistas entre Seal e Long Beach.
  • 03h06 – Um balão carregando um flare foi avistado sobre Santa Monica. Ordenou-se que fosse destruído pelo controlador anti-aéreo.
  • 03h28 – Uma bateria próxima da fábrica de aeronaves Douglas em Long Beach relatou 25-30 bombardeiros acima.
  • 03h33 – Baterias em Artesia dispararam em 15 aviões que voaram para o mar sobre Long Beach.
  • 03h55 – Mais munição foi usada sobre Santa Monica no que se relatou ser outro balão.
  • 04h03 – 15 aviões relatados sobre a fábrica Douglas em Long Beach.
  • 04h05 – Baterias em Long Beach relataram disparar contra alvos.
  • 04h09 – Mais 15 aviões relatados sobre a fábrica Douglas.
  • 04h13 – Outros 15 aviões relatados sobre a fábrica Douglas.
  • 04h55 – Um relato foi comunicado de que a fábrica Douglas foi bombardeada mas não atingida.

Baseado nesta informação, parece que a atividade começou em Santa Monica, a oeste do centro de Los Angeles. A mídia noticiou:

“Toda a ação, claramente iluminada por observadores em terra em 20 a 30 holofotes, ocorreu a algumas milhas do oeste de Los Angeles … Baterias anti-aéreas dispararam constantemente por períodos de dois minutos, ficaram em silêncio por em torno de 45 segundos, e continuaram essa rotina por quase meia hora”. [3]

Adicionalmente, baterias próximas da fábrica Douglas em Long Beach parecem ter se somado à confusão. Isto implicava que os aviões voavam de Santa Monica a Long Beach e então para o mar. Considerando que estavam protegendo uma importante instalação de defesa, não é inesperado que teriam “dedos sensíveis no gatilho” assim que a “batalha” houvesse começado.

Saldo final

A mídia fez a festa enquanto o Exército e a Marinha começavam a investigar o que havia acontecido. O exército conduziu uma investigação, entrevistando vários militares que estavam provavelmente muito cansados e confusos sobre o que havia de fato transpirado. Na história do Quarto Comando Anti-Aéreo (disponível no website CUFON) há uma descrição dos relatos prestados. Muitos relataram ter visto aeronaves em vários tipos de formação, mas ninguém mencionou uma aeronave solitária. É importante notar que muitos relatos indicam que os radares SCR-268 usados não apontaram nenhum contato ainda que os observadores estivessem relatando aeronaves.

O testemunho do coronel Henry C. Davis, oficial executivo e oficial comandante em exercício da 37 Brigada, foi muito revelador a respeito das questões de percepção naquela noite. Ele originalmente pensou ter visto 10-15 aviões sobre Inglewood mas então decidiu que era apenas fumaça de explosões anti-aéreas. Ele opinou que provavelmente nunca houve nenhum avião de fato.

A Marinha foi a primeira a divulgar uma declaração. O Secretário da Marinha, Frank Knox, declarou que não havia aviões e que teria sido um falso alarme. A Quarta Força Aérea pensava que não havia aviões sobre Los Angeles e o Comando de Defesa Ocidental opinou que muitos dos relatos eram exageros.

No entanto o Exército olhou para as declarações das testemunhas e sentiu que havia algo nesses relatos. Concluíram que pelo menos um e até cinco aviões estavam sobre a cidade. O Secretário de Guerra, Henry Stimson, declararia que até quinze aviões estavam envolvidos. Suspeitava-se que tivessem decolado com ajuda de sabotadores em bases no deserto ou no México. Também se sugeriu que poderiam ter decolado de submarinos, que possuíam esta capacidade.

A mídia explorou feliz esta “diferença de opinião”. O cartum abaixo, da edição de 9 de março de 1942 da Newsweek representa muito bem a atitude relativa a estas declarações contraditórias.

 battlelacartoon imagens de ovnis

Os relatos na imprensa

Enquanto os militares falavam com várias pessoas em sua estrutura de comando e também com alguns civis, a mídia relatou o que outros viram e recebeu todo o tipo de relatos conflitantes.

Uma vez que os relatos pareciam começar em Santa Monica e se mover para Long Beach, presumiram que poderia ter sido um dirigível dado que levou tanto tempo para atravessar essa distância. Isto pareceu ser confirmado pelo administrador de Gardena que declarou ter visto baterias anti-aéreas destruir “um grande saco que parecia um balão”. [4]

Enquanto este relato descreveu um objeto único, muito mais pessoas pareciam ver formações de aeronaves. Muitos disseram ter visto aeronaves “destruídas” ou “abatidas”.

“Durante o blecaute, os telefones de polícia estavam ocupados com relatos de aeronaves que haviam caído aqui e acolá… Outro relato, descartado por oficiais junto com outros, era que a artilharia havia destruído um grande saco flutuante lembrando um balão alto no céu”. [5]

A polícia de Long Beach teria visto duas ondas de aeronaves dirigirem-se para o mar. Também relataram que muitas explosões de artilharia chegaram próximas dos aviões, mas nenhum foi atingido. Quando foi entrevistado, o chefe de polícia de Long Beach, J.H. McClelland, que observava tudo do alto da prefeitura, declarou:

“Pessoalmente, não vi nenhum avião. Mas jovens que estavam comigo disseram que podiam ver”. [6]

Enquanto alguns viam aeronaves ou blimps, outros não viram absolutamente nada. Minard Fawcett de Redondo Beach contou:

“Minha mulher e eu estávamos seguros de ter observado em torno de 15 aviões presos em um cone de luz das baterias de holofotes. Depois decidimos que as nuvens de fumaça haviam nos confundido e o que vimos eram apenas nuvens de fumaça da artilharia”. [7]

Mesmo binóculos não ajudaram alguns observadores:

Don Black da Douglas Aircraft disse ter seguido as luzes com binóculos mas não pôde observar os aviões”. [8]

lifebattleLA imagens de ovnis

Fotografia em lapso de tempo do céu nos arredores da periferia de Los Angeles. Fotografia capturada por Al Monteverde e publicada na revista Life em 9 de mar;o de 1942 (página 22). As trilhas de estrelas indicam que a fotografia foi tomada em direção ao sul e mostram as constelações de Lobo e Centauro. Baseado nas posições aparentes das estrelas, o horário foi entre 3h10 e 3h30. (Eu computei 3h19 mas há margem para erro). De acordo com o artigo, a mancha à esquerda do centro é uma explosão de artilharia anti-aérea. Note como os raios tendem a terminar em um ponto brilhante onde eles convergem. O longo tempo de exposição capturou os raios além dos pontos de convergência. Não há OVNIs ou aviões visíveis nesta fotografia.

Somando-se à confusão de explosões anti-aéreas e 20 a 30 holofotes convergindo em pontos no céu, baterias anti-aéreas estavam disparando flares. Byron Box, do comitê de relações públicas da Pacific Coast Petroleum Industry, viu o show de Altadena. Ele relatou,

“Além das explosões de artilharia, parecia haver de 10 a 12 enormes flares vermelhos disparados no ar”. [9]

Ted Gill, correspondente da AP, escreveu:

“Alguns espectadores assustados juraram ter visto formações de aviões, outros argumentavam que o objeto parecia mais um blimp, ainda outros diziam que poderia ser — mas não podiam ver absolutamente nada”. [10]

A Newsweek pareceu tomar este relato e declarou:

“Observadores civis excitados relataram ter visto aviões em vôo em números variando de um a 200… a polícia disse que um grande blimp ou balão havia sido visto se desviando de explosões sobre a cidade. Observadores mais cínicos e calmos não viram absolutamente nada”. [11]

O relato mais interessante veio de Ernie Pyle, que escreveu sobre o tema em sua coluna “Roving Reporter” de 5 de março de 1942. Ele ficou fascinado com as operações dos holofotes e comentou como os raios apareciam no ponto em que eram focalizados:

“Todos eles convergiam em um grande ponto azul no céu. E esse ponto se movia muito lenta mas muito definidamente através do céu, sem falha. De todas as linhas azuis retilíneas se estendendo até aquele ponto, nenhuma jamais se afastou, ou ficou perdida, ou teve que “pescar” ou “procurar” ao redor pelo alvo. Elas se mantiveram firmes e se moveram com ele pelo céu, como uma sanguessuga que não larga a presa. Eu não conseguia ver nada naquele ponto, uma vez que estava a mais de 30km de distância. Mas podia ver as explosões de artilharia anti-aérea explodindo ao seu redor. De vez em quando uma parecia explodir bem no ponto”. [12]

Pyle havia testemunhado os eventos em Londres e estava um tanto familiarizado com a forma como estes tipos de barragens se pareciam. No entanto as equipes dessas baterias e a comunidade civil nunca havia presenciado tal barragem maciça à noite, e iriam se enganar ao identificar o que viram. Escrevendo depois da guerra sobre o incidente, William Goss declararia:

“Provavelmente muito da confusão veio do fato de que explosões de artilharia anti-aérea, iluminadas pelos holofotes, foram elas mesmas confundidas por aviões inimigos. Em todo caso, as próximas três horas produziram alguns dos relatos mais imaginativos da guerra: ‘enxames’ de aviões (ou, por vezes, balões) de todos os tamanhos possíveis, de um a várias centenas, viajando a altitudes indo de alguns milhares de pés a mais de 10.000, e voando a velocidades que variavam de ‘muito lenta’ a mais de 300km/h, todos foram observados desfilando pelos céus”. [13]

É muito interessante que o engano, o mesmo problema associado com relatos OVNI, parece ter desempenhado um papel crítico neste evento.

O Estopim

A mídia noticiou que os disparos começaram por volta das 3h05. Esta é a aproximadamente a mesma hora em que a história do Quarto Comando de Defesa Aérea declara que as baterias em Santa Monica foram ordenadas a abater um balão com um flare.

Balões meteorológicos lançados à noite geralmente possuíam uma lanterna de papel que continha uma vela para que ele pudesse ser acompanhado visualmente.

Wballoon42 imagens de ovnis

Justamente quando as coisas começavam a se acalmar, outro balão foi avistado às 3h55, o que reiniciou os ataques. Quando os disparos cessaram, mais de 1.400 cartuchos de munição parecem ter sido gastos por causa de dois balões meteorológicos.

Em 1949, o coronel John Muprhy, que era parte da equipe de investigação, escreveria:

“No QG da brigada havia muita confusão. Ninguém sabia exatamente o que havia acontecido. O major general Jacob Fickel e o coronel (depois major general) Samuel Kepner vieram de San Francisco e com este autor constituíram um comitê para investigar os disparos. Interrogamos aproximadamente 60 testemunhas – civis e pessoal a serviço e alistado do exército, marinha e força aérea. Aproximadamente metade destas testemunhas estavam seguras de ter visto aviões no céu. Um aviador descreveu vividamente 10 aviões em uma formação em V. A outra metade não viu nada.

O operador de elevação de um diretor anti-aéreo observando por seu telescópio viu muitos aviões. Seu operador de azimute, observando por um telescópio paralelo no mesmo instrumento, não viu nenhum avião. Entre os fatos determinados estava que os disparos haviam sido ordenados pelo jovem controlador da Força Aérea encarregado na sala de operações do Comando de Combate. Alguém relatou um balão no céu. Ele, é claro, visualizou um zepelim alemão ou japonês. Alguém tentou explicar que não era esse tipo de balão, mas ele estava determinado e ordenou que os disparos começassem (uma ordem que ele não possuía autoridade para dar). Uma vez que os disparos começaram, eles criaram todo o tipo de alvos no céu, e todos passaram a disparar também. Bem, depois de todos esses anos, a verdadeira história pode ser contada.

Um dos regimentos AA (ainda possuíamos regimentos) enviou um balão meteorológico por volta das 1 da manhã. Aquele foi o balão que iniciou todos os disparos! Quando as coisas haviam se acalmado na cidade dos anjos “em batalha”, um regimento diferente, sempre alerta e energético, decidiu que alguns dados meteorológicos eram necessários. Acharam que não tinham se saído muito bem na “batalha” e pensaram que algumas correções meteorológicas ajudariam. Assim eles enviaram um balão, e todo o inferno começou novamente. (Nota: os dois balões, como me lembro, flutuaram majestosamente e em segurança). Mas os habitantes de Los Angeles ficaram muito felizes! Eles tiveram o conforto visual e auditivo de que estavam bem protegidos. E os atiradores anti-aéreos estavam felizes! Eles dispararam mais cartuchos do que teriam sido autorizados a disparar em 10 anos de exercícios de prática em tempos de paz”. [15]

Os registros da unidade descrevem esta ordem para abater um balão, assim os fatos básicos descritos pelo coronel Murphy são precisos ainda que eu acredite que o horário de lançamento às 1 da manhã possa estar incorreto.

William Gross também concorda com esta conclusão no Volume 1 de The Army Forces in World War II:

“Um estudo cuidadoso da evidência sugere que balões meteorológicos – que se sabe terem sido lançados sobre Los Angeles – podem bem ter sido a causa do alarme inicial. Esta teoria é apoiada pelo fato de que unidades de artilharia anti-aérea foram oficialmente criticadas por desperdiçar munição em alvos que se moviam muito lentamente para serem aviões. Depois que os disparos começaram, observação cuidadosa era difícil por causa da fumaça à deriva das explosões”. [16]

Uma vez que a primeira bateria iniciou contra o balão, outras se juntaram à “batalha” e tudo se tornou uma festa. O balão pode, ou não, ter sido destruído. O fogo anti-aéreo (AA) em 1942 não era tão preciso. Os registros da marinha americana para disparos AA de 3 polegadas (a maior parte da artilharia deste tipo de armas) indica uma taxa de acerto contra aviões de menos de 1% em 1942 (as equipes da marinha americana em 1942 eram mais experientes e estavam disparando predominantemente à luz do dia). Também é preciso estimar quantas equipes ajustaram os estopins corretamente (se é que os ajustaram) e qual porcentagem destes disparos realmente explodiu.

Em todo caso, não importa realmente se alguém abateu o balão porque uma vez que os disparos começaram, as equipes estavam disparando contra praticamente tudo, incluindo suas próprias explosões.

A Evolução da História OVNI

Nos primórdios da ufologia aparentemente ninguém pensou em interpretar a “Batalha de Los Angeles” como um caso OVNI. O relatório do grupo NICAP de 1964 com sua “melhor evidência” o ignorou.

A primeira menção ao caso como um evento OVNI foi feita em 1966, quando M.A. McCartney escreveu uma carta a NICAP sobre um OVNI vermelho que fez estranhas manobras aéreas em uma noite. No fim da década de 1960, muitos livros incluíram a história de certa forma. Alguns simplesmente repetiram os artigos do LA Times sobre os eventos, enquanto outros adicionaram alguns detalhes extras. Tornou-se realmente parte da cronologia OVNI em fins da década de 1980 quando, em 1987, Paul T. Collins escreveu um artigo para a revista Fate intitulado “Pânico OVNI na Segunda Guerra Mundial”.

Timothy Good também mencionou o caso em seu livro “Above Top Sceret” lançado em 1988, citando um artigo escrito por Collins em 1968. Jerome Clark incluiria o caso em sua enciclopédia OVNI, citando várias fontes da década de 1960.

Em meados da década de 1990, a internet tornou-se a principal fonte de informação enquanto as pessoas buscavam os mínimos detalhes de registros históricos que apoiariam a versão ufológica dos eventos. Estes textos tenderam a omitir o contexto histórico sob o qual tudo aconteceu, e destacavam apenas as partes que apoiavam suas idéias. Isto era óbvio no artigo de 1987 de Collins. Era basicamente uma sinopse dos eventos históricos noticiados pela mídia, com um viés ET.

A parte mais interessante da história foi um parágrafo que pareceu refletir o pensamento ufológico neste caso:

“Quando relatos de milhares testemunhas oculares vasculhando os céus com binóculos sob as luzes intensas da artilharia costeira verificaram a presença de um objeto enorme, não-identificável e indestrutível – mas não a presença de um grande número de aviões – os comunicados de imprensa foram gradualmente reprimidos”. [17]

Isto não é verdade de acordo com o registro histórico. Collins parece ter exagerado a alegação de que “milhares” viram um enorme objeto individual naquela noite. A realidade é que a maior parte das pessoas não viu nenhum objeto, outros viram aviões individuais em formação, e alguns pensaram ter visto um balão ou dirigível. Não há consenso sobre o que estava sendo visto, tornando muito difícil assegurar que uma enorme nave estivesse presente.

Em anos recentes, algumas pessoas vieram à tona com suas próprias histórias pessoas sobre aquela noite. Algumas delas eram muito jovens naquela época, assim a precisão de suas lembranças pode ser suspeita. Estas memórias podem ter sido influenciadas por uma fotografia que se tornou uma peça importante da evidência de que um OVNI real estivesse envolvido.

A Fotografia

 battlela1942 imagens de ovnis

Provavelmente a melhor evidência apresentada para a presença de um OVNI “real” (com a implicação de que fosse uma espaçonave alienígena) é a fotografia que apareceu no LA Times, o NY Times e a revista Time. O jornal declara que a imagem mostra holofotes focalizando um objeto sobre a cidade de Culver. Presume-se que esta fotografia foi tomada de Los Angeles apontando em direção a Santa Monica (a mesma direção que Culver City). Santa Monica é onde as baterias começaram a disparar naquele inconveniente balão meteorológico.

O doutor Maccabee realizou uma longa análise da fotografia e determinou que poderia haver um objeto por trás dos fachos de luz. No entanto, não sabemos quais condições existiam no momento da fotografia (i.e. ajustes da câmera, velocidade do filme, etc.) e se o centro dos fachos de luz não estava simplesmente sobre-exposto. Comparada com a fotografia da revista LIFE, parece que esta imagem não era uma exposição tão longa porque nenhuma estrela foi registrada. É possível que o negativo original tenha sido sob-exposto e, para conseguir uma imagem que mostrasse todos os detalhes dos tênues fachos e o horizonte, a tenham impresso de forma que sobre-expusesse a convergência dos fachos de luz. Também há várias explosões AA ao redor da área em que os holofotes convergem. Ou o fotógrafo expôs o filma no “clímax da batalha” ou pode ter havido alguma “licença artística” envolvida para tornar a foto mais excitante.

Como descrito nos registros das unidades, muita fumaça foi produzida pelas explosões AA. Esta fumaça forneceu algo no qual os fachos dos holofotes podiam refletir. Uma vez que os fachos são raios circulares, o raio produziria uma aparência circular contra uma nuvem de fumaça exatamente como nesta fotografia, publicada no “Ufo investigator’s handbook” de Allan Hendry.

 hendryspotlight imagens de ovnis

Fachos de holofotes contra nuvens [18]

Ernie Pyle chegou mesmo a comentar sobre como os holofotes formava círculos no céu, o que confirma que isto é provavelmente o que foi registrado na fotografia. Pode-se ver efeito similar nesta fotografia da revista LIFE tomada em 1939.

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Exercício de holofotes na zona do canal do Panamá. Foto por Thomas D. Mcavoy para a revista LIFE [19]

A ausência de qualquer OVNI na foto da revista LIFE na página 19 indica que este efeito foi registrado apenas por esta fotografia. Uma fotografia aparecendo na página 8 do Long Beach Independent em 27 de fevereiro também não mostra nenhum OVNI, mas muitos fachos de luz de holofotes. A menos que outras fotografias surjam mostrando este mesmo objeto, não se pode considerar esta imagem como boa evidência de algo além de luzes de holofotes convergindo em um ponto no céu, com a área central provavelmente sobre-exposta.

Um Mito?

O que foi finalmente concluído por oficiais militares e historiadores é que nenhuma aeronave pilotada (por ETs ou humanos) esteve presente nos céus naquela noite, e que a causa dos disparos foi provavelmente a ordem de abater um balão meteorológico.

Ufólogos parecem ter se agarrado a excertos publicados pela mídia que confirmam sua crença de que este foi algum tipo de caso OVNI. A falha dos registros da unidades de combate em mencionar qualquer nave gigante imune ao ataque anti-aéreo é algo que parece ter sido ignorado.

A adição recente de testemunhas que dizem “saber o que viram” apimentou a história. É preciso imaginar quão confiáveis suas memórias podem ser, e por que tais descrições tão vívidas de naves exóticas não apareceram em nenhum relato militar ou de mídia antes. Com algum empurrão de ufólogos, vendo a fotografia, e suas próprias crenças em OVNIs, não deve ser preciso muito para transformar memórias vagas de luzes de holofotes focalizando o céu ou explosões aéreas em um disco voador invulnerável a toda artilharia.

- – -

Notas e referências

  1. “Take shelter or die! Army chief warns”. Oakland Tribune. December 10, 1941 page 15
  2. The History of 4th AA Command, Western Defense Command, Jan 9 1942 to July 1 1945 (extract)). Available WWW: http://www.cufon.org/pdf/BattleOfLosAngeles.pdf page 1
  3. “Enemy blimp on west coast.” Manchester Union Leader. February 25, 1942. Page 20.
  4. “Guns hurl two-hour barrage at planes over Los Angeles”. El-Paso Herald Post February 25, 1942. Page 1.
  5. “Los Angeles fres at unseen foe in reported aircraft invasion”. New York Times. February 26, 1942. Page 3.
  6. “LA slightly of beam on air raid”. Bakersfeld Californian. February 26, 1942. Page 2.
  7. ibid
  8. ibid
  9. “Anti-Aircraft fre looked like ring, Altadena reports”. The Long Beach Independent . February 27, 1942. Page 20.
  10. Gill, Ted. “It was a good show while it lasted, LA reports”. Bakersfeld Californian. February 25, 1942 Page 1
  11. “Mystery alarm at Los Angeles bares Army and Navy confusion” Newsweek. March 9, 1942. Page 22.
  12. Pyle, Ernie. “Roving Reporter” Charleston Gazette March 6, 1942 Page 8.
  13. Craven, Wesley Frank and James Lea Crate ed. The Army Air Forces in World War II. Volume one: Plans and early operations. Ofce of Air Force History. Washington D.C 1983. Pages 283-4
  14. War Department. TM 1-235 The weather observer Washington D. C June 29, 1942. p. 232.
  15. Murphy, Col. John G. “Ninth Army AAA”. Anti-Aircraft Journal. May-June 1949. Page 5.
  16. Craven, Wesley Frank and James Lea Crate ed. The Army Air Forces in World War II. Volume one: Plans and early operations. Ofce of Air Force History. Washington D.C 1983.. P. 285-6
  17. Collins, Paul T. “World War II UFO scare”. Fate. July 1987. Available WWW: http://www.rense.com/ufo/battleofa.htm
  18. Hendry, Allan. The UFO Investigators Handbook. London: Sphere Books Ltd. 1980. p. 48
  19. Mcavoy, Thomas D. LIFE Magazine photo archive hosted by Google 1939. Available WWW: http://images.google.com/hosted/life

Gostaria de agradecer a Peter Brookesmith e a Vincente-Juan Ballester Olmos por seu auxílio em identificar algumas fontes para este artigo.



SUBJECT: Spintrônica --- a 'rotação' das cargas
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 03/02/2011 10:09

O prêmio Nobel de Física e a nova eletrônica

Por Carlos Fioravanti - 28.1.2011 - Revista Pesquisa FAPESP

Quase 30 anos depois dos primeiros estudos teóricos, começam a tomar
forma os primeiros dispositivos que representam uma nova forma de
eletrônica: a spintrônica, que explora não a carga elétrica, mas outra
propriedade, o spin (ou sentido do giro) dos elétrons.

Empresas dos Estados Unidos, da França e do Japão devem lançar em um ano
as versões comerciais de memórias magnéticas de computador, já com
recursos de spintrônica, capazes de armazenar e transmitir informação e
de reduzir à metade a perda de energia.

“Os teletransmissores com base na transferência de spin também devem
chegar logo, em um ou dois anos, aprimorando a transmissão de sinais por
micro-ondas”, disse o físico francês Albert Fert, pesquisador do Centro
Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS).

Um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Física de 2007, Fert participou da
Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA) no Laboratório Nacional de
Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas. A ESPCA é uma modalidade lançada em
2009 pela FAPESP para financiar a organização de cursos de curta duração
em pesquisa avançada nas diferentes áreas do conhecimento do Estado de
São Paulo.

Fert e o físico alemão Peter Grünberg receberam o prêmio Nobel por causa
da identificação simultânea, em 1988, da magnetorresistência gigante, um
efeito mecânico quântico observado em materiais compostos por materiais
magnéticos e não magnéticos que reduz a resistência elétrica. Esse
efeito, aplicado a partir de 1997, permitiu a ampliação da memória de
computadores e celulares, quebrando a barreira dos gigabytes (GB).

A magnetorresistência gigante é a base da spintrônica, que permite a
geração de memórias não voláteis e ainda mais potentes que as atuais,
como as que a IBM, dos Estados Unidos, NEC, Sony e Hitachi, do Japão, e
a francesa Thales devem apresentar publicamente em breve.

“Esses novos conceitos da física estão sendo aplicados rapidamente em
novos produtos, diferentemente do que vemos, por exemplo, na geladeira,
cuja tecnologia básica é dos anos 80”, disse Fert.

Uma das razões é o longo trabalho conjunto entre centros de pesquisas e
empresas. O grupo francês Thales é um dos financiadores do laboratório
de Fert, ao lado do CNRS, desde 1994. “Desde o início das nossas
pesquisas nessa área a empresa está conosco”, disse.

[]´
 
PS: On-line o TeslaPet na Sala 27 de Artesanato Cientifico ou http://www.feiradeciencias.com.br/sala27/27_13.asp; ... e já é sucesso de audiência/e-mail, o Pelletron, em http://www.feiradeciencias.com.br/sala11/11_58.asp . Sugestões sempre bem vindas!
 
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@feiradeciencias.com.br
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================

SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Big -Bang :Artigo Crítico
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/02/2011 13:15

Ola Eduardo/Homero,

Acho que ele deve ser disciplo do Novello...Pode ser uma característica comum aos críticos do Big-Bang a agressividade.

Mas com relação aos problemas apontados por ele, em 2000, algusn deles já foram solucionados? Por exempelo : a questão da idade do universo e das estrelas, a questão de como pode uma singularidade expandir-se(eu li no livro do Brain Green que a gravidade pode ser repulsiva, mas acho que isto ocorreria no início do universo, mas após a expansão da singularidade), etc.. 

Além disso, em minha ignorância, concordo com ele com relação aos remendos feitos para manter o modelo "viável" .

Eu queria realmente entender o quão grave são estes pontos levantados no artigo e entender qual o ponto de corte, ou seja, em que momento "incongruências" condenam uma teoria? Por exemplo, pode uma teoria "condenada" justificar pesquisas que preservem o seu modelo, somente pq não existe uma outra que explica melhor ?

Abs
Felipe
--- Em qua, 2/2/11, Eduardo Torres <dudutorres@yahoo.com> escreveu:

De: Eduardo Torres <dudutorres@yahoo.com>
Assunto: [ciencialist] Re: Big -Bang :Artigo Crítico
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011, 19:04

 

Tb li o artigo e concordo com o Homero.

Desde a publicacao do artigo surgiram novas evidencias observacionais a corroborar a teoria do Big Bang, e novas evidencias observacionais nao inteiramente explicaveis pela teoria do Big Bang.

So, what?

Nosso amigo Danhoni tem um texto fluente e didatico (embora com erros de digitacao [perdoaveis] e erros grosseiros de portugues [esses imperdoaveis]).

Exemplo de um dos ultimos: 'Há cerca de um bilhão de graus' em vez de 'A cerca de um bilhão de graus'!

Argh!

:-(

Mas se olharmos seu Curriculo Lattes, vemos q suas areas de atuacao sao:

1 História das Ciências
2 Tópicos Específicos de Educação
3 Psicologia do Ensino e da Aprendizagem
4 Física Geral
5 Instrumentação Astronômica
6 Ensino-Aprendizagem

E sua formacao academica/titulacao e':

1995 - 1996 Pós-Doutorado.
Università La Sapienza Di Roma, LA SAPIENZA, Itália
Áreas do conhecimento : Tópicos Específicos de Educação,História das Ciências

1985 - 1991 Doutorado em Educação.
Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, Campinas, Brasil
Título: Uma Perspectica para o Professor em sua Expressão do o que é isto, a ciência

1984 - 1986 Mestrado em Física.
Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, Campinas, Brasil
Título: Astronomia de Régua e Compasso: de Kepler a Ptolomeu

1991 - 1992 Especialização em Educação Para a Ciência.
Ministério de Assuntos Externos, MASHAV, Israel

1980 - 1983 Graduação em Física.
Fundação Universidade Estadual de Maringá, UEM, Maringa, Brasil

Quer dizer, sua area de pesquisa, trabalho e publicacao e' essencialmente historia da ciencia e educacao cientifica.

Nunca atuou profissionalmente na area de cosmologia, astrofisica ou astronomia.

Sabe de cosmologia o q todo bacharel em fisica sabe, acrescido do q estudou individualmente, fora de um ambiente profissional/academico especifico desse ciencia.

E a meu ver esta' chovendo no molhado.

Os primeiros a reconhecerem q a teoria do Big Bang nao explica todos os aspectos observados do Universo sao os proprios defensores dessa teoria, q e' massicamente aceita pela fisica teorica mainstream, pois e' a melhor teoria ate' agora concebida para explicar como e' e se formou o Universo.

E de fato muitas de suas premissas sao de dificil reproducao laboratorial ou observacao cosmica, mas o q ja' po^de ser reproduzido e observado fortalece muito mais o Big Bang do q o q nao po^de ser reproduzido nem observado, ou observado de modo diferente do q preve^ a teoria em sua forma atual.

Concordo q haja atualmente talvez um aspecto de 'excesso de viagem na maionese' em alguns setores da fisica teorica, mesmo em totens sagrados como Hawking (q previu q num Big Crunch as xicaras quebradas se refariam e os cha's derramados voltariam a enche^-las), e ai' entram materias, energias e particulas exoticas propostas para 'enquadrar' o Universo na atual teoria do Big Bang, mas a evolucao da fisica e' assim mesmo, temos q deixar a imaginacao dos fisicos voar solta, pra depois os proprios fisicos 'filtrarem' as ideias e conceberem experiencias para confirmar as de maior potencial.

Mesmo um leigo, apo's ler um bom livro de divulgacao cientifica sobre o Big Bang (como, por exemplo, o excelente 'Big Bang', de Simon Singh - Record, 2006) vai compreender q nao foi por acaso q a teoria do Big Bang se tornou, em suas linhas basicas, uma explicacao praticamente consensual em Ciencia, da origem do Universo.

O Danhoni parece querer criar um clima de 'esta' cheia de furos', insinuando quase q deveria ser abandonada.

E, como ressalta o Homero, sem sequer esbocar uma alternativa.

Abs,
Eduardo Torres (leigo em Cosmologia).

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Homero <oraculo@...> escreveu
>
> Olá Luiz
>
> Eu li o artigo, e embora não seja físico o suficiente para compreender
> tudo, gostei bastante, especialmente das explicações sobre a teoria do
> BB propriamente. Mas também gostei da parte sobre o que não sabemos
> ainda sobre ele..:-)
>
> O que não gostei é do "tom" geral do artigo. Um tanto sensacionalista,
> para quem se propõe a "refutar" o BB, ou fazer uma análie crítica, e que
> na verdade disse algo que já sabíamos: não sabemos tudo, ainda, sobre o
> universo, e a teoria do BB ainda tem coisa a serem descobertas e
> explicadas. Talvez se encontrar um físico, que apoio a teoria, e que
> afirma que está "plena, completa e perfeita", o "tom" artigo fosse
> adequado. Mas acho difícil encontrar esse físico.
>
> Observe também que, ao contrário do que se espera de um cientista, ao
> refutar uma teoria científica, ele não apresentou uma alternativa.
> Teorias são a melhor explicação disponível em determinado momento, não a
> verdade absoluta, nem a verdade perfeita, nem completas e fechadas.
> Neste momento, o BB. Se for refutado, ajustado, melhorado ou
> substituído, tudo bem, será ótimo. Mas no momento, vale a pena estudar
> mais e tentar corrigir os problemas e preencher as lacunas, já que nem o
> autor tem outro modelo a apresentar.
>
> Se a idéia e apresentar o que ainda não sabemos, os problemas da teoria
> do BB, na verdade, de nosso conhecimento sobre cosmologia, bem, nós
> sabemos disso, até eu, leigo, sei disso. Na verdade, toda teoria
> científica é assim, com lacunas ainda a serem preenchidas, coisas a se
> determinar. O eletromagnetismo, por exemplo, ainda precisa de mais
> conhecimento sobre o elétron, mas isso não torna a teoria toda inútil, e
> ela nos permite conversar por este computador.
>
> Do que leu, viu algo que "refuta" o BB, ou apenas coisas que precisam
> ser melhor explicadas?
>
> Até a "piada" final do texto é meio capenga..:-) O tal pesquisador
> newtoniano aferrado a teoria newtoniana é uma caricatura..:-) Ele se
> esquece de uma alternativa ao problema: as alternativas não precisam ser
> "abandonar a teoria newtoniana por ter sido refutada" ou "manter de
> forma insana a crença e lutar por ela inventando coisas".
>
> A alternativa, que foi a escolhida inclusive pelos cientistas, é
> reconhecer falhas, entender que faltam conhecimentos, entender que ainda
> assim a teoria newtoniana é boa, dentro de seu alcance, e descobrir
> outras causas para a anomalia, por exemplo, a relatividade e o efeito
> sobre planetas e órbitas.
>
> A piada é apenas um espantalho, uma caricatura de "cientistas", como as
> que vemos em programas humoristícos de baixa qualidade..:-)
>
> Um abraço.
>
> Homero
>
>
> Em 01/02/2011 14:14, luiz silva escreveu:
> > [Anexos <#TopText> de luiz silva incluídos abaixo]
> >
> > Pessoal,
> >
> > Recebi este artigo de um amigo meu. Li , achei interessante, e
> > gostaria de saber a opinião de vcs sobre os pontos levantados.
> >
> > É um artigo antigo (2000). Assim, se alguém souber se alguns dos
> > pontos levantados já foram elucidados, agradeceria.
> >
> > Abs
> > Felipe
> >
> >
> >
>


 

SUBJECT: Re: [ciencialist] Big -Bang :Artigo Crítico
FROM: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 03/02/2011 16:38

From: Homero
Sent: Wednesday, February 02, 2011 3:33 PM
Subject: Re: [ciencialist] Big -Bang :Artigo Crítico
 
 

Homero: O que não gostei é do "tom" geral do artigo. Um tanto sensacionalista, para quem se propõe a "refutar" o BB, ou fazer uma análie crítica, e que na verdade disse algo que já sabíamos [...]

Alberto: Gosto não se discute. Gostei do artigo e não achei sensacionalista no sentido “dicionaresco” do termo [sencionalismo = uso e efeito de assuntos sensacionais, capazes de causar impacto, de chocar a opinião pública, sem que haja qualquer preocupação com a veracidade].

Homero: Observe também que, ao contrário do que se espera de um cientista, ao refutar uma teoria científica, ele não apresentou uma alternativa.

Alberto: Nem todo cientista é um teorizador. Diria apenas que ele é um crítico e, à primeira vista, dos bons. Você está raciocinando à moda do Thomas Khun, o maior defensor do dogmatismo no século passado. Certamente, e utilizando este tipo de conduta, você se identificou com os criticados pelo autor e, consequentemente, não gostou do “tom” geral do artigo. Não sou especialista em Freud, mas creio que Freud explica Alegre.

Homero:  Teorias são a melhor explicação disponível em determinado momento, não a verdade absoluta, nem a verdade perfeita, nem completas e fechadas. Neste momento, o BB. Se for refutado, ajustado, melhorado ou substituído, tudo bem, será ótimo. Mas no momento, vale a pena estudar mais e tentar corrigir os problemas e preencher as lacunas, já que nem o autor tem outro modelo a apresentar.

Alberto: Sem dúvida, vale a pena. Isto, não obstante, não implica em que se deva deixar de lado outro importantíssimo lado da ciência, qual seja, aquele que propõe pela procura por novas saídas. E é exatamente isto que o autor está denunciando, a não procura por outras saídas ou, até mesmo, a discriminação existente nos meios científicos com relação àqueles que procuram por outras saídas. Observe, por exemplo, que o autor, em suas citações, não ignorou a existência de Paul Marmet (1932-2005, vide: http://www.newtonphysics.on.ca/info/author.html), um excelente cientista canadense que chegou a presidente da Associação Canadense de Físicos e que posteriormente foi totalmente discriminado pelo estabilishment científico (vide o link apresentado) graças a ter se interessado por idéias novas e que caminhavam contra a correnteza imposta pela dogmática “física moderna” (que de moderna só tem o nome).

Homero: O eletromagnetismo, por exemplo, ainda precisa de mais conhecimento sobre o elétron, mas isso não torna a teoria toda inútil, e ela nos permite conversar por este computador.

Alberto: É excelente que você pense assim, mas... Se você acha que muito do eletromagnetismo que está por aí é inútil (e eu não concordo com isso), o que é que você propõe em troca. Você não estaria criticando o eletromagnetismo também sem propor nada em seu lugar, a exemplo do que fez o autor citado com relação à teoria do Big Bang? A menos que você esteja pensando em substituir o eletromagnetismo clássico pela minha teoria sobre o elétron. Seria isso? Smiley piscando Se for este o caso, diria que a minha teoria não torna o eletromagnetismo clássico inútil, apenas coloca-o no seu devido lugar (válido macroscopicamente). A exemplo da mecânica dos fluidos que é uma teoria excelente e, não obstante, incapaz de ser extrapolada para o microcosmo, mesmo porque, e a exemplo do eletromagnetismo de Maxwell (mas não o de Lorentz) a mecânica dos fluidos não foi construída com esta finalidade.

Homero: A alternativa, que foi a escolhida inclusive pelos cientistas, é reconhecer falhas, entender que faltam conhecimentos, entender que ainda assim a teoria newtoniana é boa, dentro de seu alcance, e descobrir outras causas para a anomalia, por exemplo, a relatividade e o efeito sobre planetas e órbitas.

Alberto: OK, concordo parcialmente (a meu ver a física newtoniana é boa dentro de qualquer alcance, e o modelo de três leis de Newton é válido dentro das condições propostas por Newton), mas acrescento: Propor novas saídas é uma etapa essencial e, em certos momentos, chega a ser considerada como a única saída para a ciência. Até o dogmático Thomas Khun admite isso, conquanto pregue isso apenas em condições excepcionais (períodos revolucionários). Gosto mais do Popper: Revolução permanente (sempre, sempre e sempre). Como diria Mario Schenberg: “É preciso que não tenham medo de dizer alguma coisa que possa ser considerada como erro. Porque tudo que é novo, aparece aos olhos antigos como coisa errada. É sempre nesta violação do que é considerado certo, que nasce o novo e há a criação. E este espírito deve ser redescoberto pela juventude brasileira.”

Em síntese: Esses críticos são importantes para que outros se animem a germinar novas idéias. Abaixo Thomas Khun e seu dogmatismo!

[ ]´s
Alberto


SUBJECT: Re: [ciencialist] Big -Bang :Artigo Crítico
FROM: Homero <oraculo@atibaia.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/02/2011 17:11

Olá Alberto

Eu tinha certeza de que o artigo, e minha resposta, o provocariam o suficiente para responder..:-) Mas achei que eu levaria "mais cacetadas", até que foi generoso dessa vez comigo..:-) Quase nem preciso responder, já que concordamos em boa medida.

Pequenos reparos apenas, para manter a conversa fluindo (e para você se motivar a escrever para a lista mais assiduamente.:-):

Alberto: " Certamente, e utilizando este tipo de conduta, você se identificou com os criticados pelo autor e, consequentemente, não gostou do “tom” geral do artigo. Não sou especialista em Freud, mas creio que Freud explica ."

Na verdade não, não me importo que o BB seja refutado, todos esperamos por isso, afinal, seria impressionante e emocionante, não é sempre que se está vivo para presenciar algo dessa magnitude..:-) Eu me identifico é com a ciência e seu rigor, apenas.

Alberto: "Isto, não obstante, não implica em que se deva deixar de lado outro importantíssimo lado da ciência, qual seja, aquele que propõe pela procura por novas saídas. E é exatamente isto que o autor está denunciando, a não procura por outras saídas ou, até mesmo, a discriminação existente nos meios científicos com relação àqueles que procuram por outras saídas."

Realmente eu não vi assim. Tem gente de todo tipo procurando por outras saídas, em geral encontrando becos sem saida, sem chegar a contestar realmente o BB. Mas acho que era esperado que vissemos isso tudo de forma diferente, uma vez que vemos a própria "academia" de forma diferente. Eu acho que o rigor é válido, e bem dosado, você que está exagerado e atrapalhando. O tempo dirá..:-)

Alberto: "Se você acha que muito do eletromagnetismo que está por aí é inútil (e eu não concordo com isso), o que é que você propõe em troca. "

Opa, eu não disse, e não penso assim..:-) Disse que toda teoria, inclusive o eletromagnetismo que parece ser "final", fechado, pode ter coisas ainda a descobrir. Eu penso exatamente o contrário, que o eletromagnetismo é muito próximo da realidade, a ponto de ser difícil refutar ou modificar nosso entendimento sobre essas forças. E eu não proponho em troca por não ser físico, não ver nada errado ou que precise troca, e também não estou criticando o eletromagnetismo, como o autor está fazendo com o BB.

Alberto: "A menos que você esteja pensando em substituir o eletromagnetismo clássico pela minha teoria sobre o elétron. Seria isso? "

Risos..:-) Não, foi uma isca mesmo, com um belo anzol de aço..:-) Sabia que notaria a menção sobre o elétron..:-) É praticamente uma homenagem a você..:-)

Alberto: "Se for este o caso, diria que a minha teoria não torna o eletromagnetismo clássico inútil, apenas coloca-o no seu devido lugar (válido macroscopicamente). A exemplo da mecânica dos fluidos que é uma teoria excelente e, não obstante, incapaz de ser extrapolada para o microcosmo, mesmo porque, e a exemplo do eletromagnetismo de Maxwell (mas não o de Lorentz) a mecânica dos fluidos não foi construída com esta finalidade."

Exato, e note como concordamos mais que discordamos. É assim que eu vejo a ciência e o conhecimento científico, uma forma de explicar para nós mesmos como tudo funciona, o mais próximo do real, da realidade, mas sem necessariamente ser "a verdade verdeira" e absoluta. Cada teoria, explicação, conjunto de conhecimentos, tem uma finalidade e um uso.

Alberto: "OK, concordo parcialmente (a meu ver a física newtoniana é boa dentro de qualquer alcance, e o modelo de três leis de Newton é válido dentro das condições propostas por Newton), mas acrescento: Propor novas saídas é uma etapa essencial e, em certos momentos, chega a ser considerada como a única saída para a ciência."

Nada contra. Desde que quem procura por novas saídas entenda que entre procurar, e demonstrar, existe um caminho, mais ou menos longo, mas sempre rigorosamente avaliado, concordo totalmente.

Alberto: "Gosto mais do Popper: Revolução permanente (sempre, sempre e sempre). Como diria Mario Schenberg: “É preciso que não tenham medo de dizer alguma coisa que possa ser considerada como erro. Porque tudo que é novo, aparece aos olhos antigos como coisa errada. É sempre nesta violação do que é considerado certo, que nasce o novo e há a criação. E este espírito deve ser redescoberto pela juventude brasileira.”"

Gosto muito de Popper, já conversamos sobre isso. Mas a revolução permanente de Popper nem sempre tem o sentido de "revolução" mesmo, com toda ruptura drástica que o termo parece envolver. Quase sempre é uma revolução silenciosa, cuidadosa, passo a passo, dentro de um rigor extremo de validação. Propor, podemos propor tudo, aceitar, depende de evidências sólidas. Pense sempre em como seria se tratamentos médicos sofressem uma "revolução permanente" nesse sentido explosivo, em que novos e radicais tratamentos fossem propostos, e aplicados, a toda momento, abandonando os anteriores, sempre mudando e "revolucionando". Seria um terror, um massacre, uma carnificina, e sem nenhuma melhora no atual quadro médico.

É tão preciso que não tenham medo de dizer algo que possa ser considerado um erro, como não temer a crítica, a análise rigorosa, a validação e a refutação de suas mais queridas idéias, se estiverem erradas, se se demonstrarem erradas. É a mistura dessas coisas todas, que produz uma ciência saudável.

Para pesquisas, tudo vale, para aplicar ao público, definir tecnologias, tratar pessoas, melhor ser mais conservador e ter um certo medo de causar dano..:-)

Um abraço.

Homero













Em 03/02/2011 16:38, Alberto Mesquita Filho escreveu:
 

From: Homero
Sent: Wednesday, February 02, 2011 3:33 PM
Subject: Re: [ciencialist] Big -Bang :Artigo Crítico
 
 

Homero: O que não gostei é do "tom" geral do artigo. Um tanto sensacionalista, para quem se propõe a "refutar" o BB, ou fazer uma análie crítica, e que na verdade disse algo que já sabíamos [...]

Alberto: Gosto não se discute. Gostei do artigo e não achei sensacionalista no sentido “dicionaresco” do termo [sencionalismo = uso e efeito de assuntos sensacionais, capazes de causar impacto, de chocar a opinião pública, sem que haja qualquer preocupação com a veracidade].

Homero: Observe também que, ao contrário do que se espera de um cientista, ao refutar uma teoria científica, ele não apresentou uma alternativa.

Alberto: Nem todo cientista é um teorizador. Diria apenas que ele é um crítico e, à primeira vista, dos bons. Você está raciocinando à moda do Thomas Khun, o maior defensor do dogmatismo no século passado. Certamente, e utilizando este tipo de conduta, você se identificou com os criticados pelo autor e, consequentemente, não gostou do “tom” geral do artigo. Não sou especialista em Freud, mas creio que Freud explica Alegre.

Homero:  Teorias são a melhor explicação disponível em determinado momento, não a verdade absoluta, nem a verdade perfeita, nem completas e fechadas. Neste momento, o BB. Se for refutado, ajustado, melhorado ou substituído, tudo bem, será ótimo. Mas no momento, vale a pena estudar mais e tentar corrigir os problemas e preencher as lacunas, já que nem o autor tem outro modelo a apresentar.

Alberto: Sem dúvida, vale a pena. Isto, não obstante, não implica em que se deva deixar de lado outro importantíssimo lado da ciência, qual seja, aquele que propõe pela procura por novas saídas. E é exatamente isto que o autor está denunciando, a não procura por outras saídas ou, até mesmo, a discriminação existente nos meios científicos com relação àqueles que procuram por outras saídas. Observe, por exemplo, que o autor, em suas citações, não ignorou a existência de Paul Marmet (1932-2005, vide: http://www.newtonphysics.on.ca/info/author.html), um excelente cientista canadense que chegou a presidente da Associação Canadense de Físicos e que posteriormente foi totalmente discriminado pelo estabilishment científico (vide o link apresentado) graças a ter se interessado por idéias novas e que caminhavam contra a correnteza imposta pela dogmática “física moderna” (que de moderna só tem o nome).

Homero: O eletromagnetismo, por exemplo, ainda precisa de mais conhecimento sobre o elétron, mas isso não torna a teoria toda inútil, e ela nos permite conversar por este computador.

Alberto: É excelente que você pense assim, mas... Se você acha que muito do eletromagnetismo que está por aí é inútil (e eu não concordo com isso), o que é que você propõe em troca. Você não estaria criticando o eletromagnetismo também sem propor nada em seu lugar, a exemplo do que fez o autor citado com relação à teoria do Big Bang? A menos que você esteja pensando em substituir o eletromagnetismo clássico pela minha teoria sobre o elétron. Seria isso? Smiley
                                  piscando Se for este o caso, diria que a minha teoria não torna o eletromagnetismo clássico inútil, apenas coloca-o no seu devido lugar (válido macroscopicamente). A exemplo da mecânica dos fluidos que é uma teoria excelente e, não obstante, incapaz de ser extrapolada para o microcosmo, mesmo porque, e a exemplo do eletromagnetismo de Maxwell (mas não o de Lorentz) a mecânica dos fluidos não foi construída com esta finalidade.

Homero: A alternativa, que foi a escolhida inclusive pelos cientistas, é reconhecer falhas, entender que faltam conhecimentos, entender que ainda assim a teoria newtoniana é boa, dentro de seu alcance, e descobrir outras causas para a anomalia, por exemplo, a relatividade e o efeito sobre planetas e órbitas.

Alberto: OK, concordo parcialmente (a meu ver a física newtoniana é boa dentro de qualquer alcance, e o modelo de três leis de Newton é válido dentro das condições propostas por Newton), mas acrescento: Propor novas saídas é uma etapa essencial e, em certos momentos, chega a ser considerada como a única saída para a ciência. Até o dogmático Thomas Khun admite isso, conquanto pregue isso apenas em condições excepcionais (períodos revolucionários). Gosto mais do Popper: Revolução permanente (sempre, sempre e sempre). Como diria Mario Schenberg: “É preciso que não tenham medo de dizer alguma coisa que possa ser considerada como erro. Porque tudo que é novo, aparece aos olhos antigos como coisa errada. É sempre nesta violação do que é considerado certo, que nasce o novo e há a criação. E este espírito deve ser redescoberto pela juventude brasileira.”

Em síntese: Esses críticos são importantes para que outros se animem a germinar novas idéias. Abaixo Thomas Khun e seu dogmatismo!

[ ]´s
Alberto



SUBJECT: Re: [ciencialist] OT - Importantíssimo !!!!!!!!!
FROM: Tipoalgo <tipoalgo@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 04/02/2011 20:19

Olá a todos.

Postei a msg abaixo em outro grupo, e achei que também cabe aqui no Ciencialist.

Faltou o rigor científico na experiência, mas quem nasce pardal jamais será canário! rsrsrs

 Eis a msg:

***************************************************

Olá William e todos. 

Eu já havia visto essa notícia, aqui mesmo no grupo (dia 27/08/2010). 
Comentei algo inclusive. 
Na época não entendi bem o processo e deixei de lado. 
Quando recentemente vi que o Prof. Léo, lá do Ciencialist postou essa 
notícia, fui verificar melhor a engenhoca do japonês. 
Fiquei animado e resolvi fazer um experimento: imaginei uma panela de 
pressão com um ferro de passar roupa. 
Usei primeiro um ferro com termostato, mas a temperatura é regulada para no 
máximo 200°C. 
Depois consegui um ferro velho e travei o termostato dele, adaptei-o no 
fundo da panela de pressão, coloquei plástico pet dentro da panela e liguei 
a engenhoca. 
Quando a panela atingiu a temperatura de aprox. 300ºC começou a sair bolhas 
de gás, mas não fui feliz em ver este gás transformando-se em óleo. 
Tive que interromper o teste porque o cheiro estava mais para gás de 
borracha da panela que de plástico e o ferro estava incandescente, na 
verdade começou a se derreter (que falta faz um termostato!). 
A interface para transferência de calor ferro-panela estava nada eficiente. 
Até hoje não abri a panela para ver com estão as coisas, estava envolvido 
com a transferência do Santana e agora acabou minhas férias. 
Como ainda não obtive óleo, mas também fiz tudo sem cuidado, vou melhorar as 
condições do experimento no futuro (não me perguntem quando! rsrsrsr). 
Não quero ganhar a vida fazendo óleo de plástico, mas que é uma alternativa 
de reciclagem, isso é ... 

***********************************


Em 7 de janeiro de 2011 07:35, Tipoalgo <tipoalgo@gmail.com> escreveu:
Olá Mestre Victor.

Farei este experimento assim que a agenda permitir, depois da confecção da GaragemPet, talvez na segunda quinzena de janeiro/11.
Já tenho matéria prima em estoque e também o ferro de passar roupa, mas a panela terei que negociar com a patroa, ou tentar com uma lata ... (para manter a minha integridade física) Rsrsrsrs.
O que será o resíduo do processo?
Quantas dúvidas!

Abraços
tipoalgo   @   gmail   .  com

Em 5 de janeiro de 2011 20:15, JVictor <j.victor.neto@uol.com.br> escreveu:

 

Caro Tipo,

 

Tive a ideia de testar esse processo usando uma panela de pressão e um ferro de passar roupa com termostato para regular a temperatura no interior da panela. Será que funciona?”

 

Só há jeito de saber, com absoluta certeza: experimentando! Espero que sua panela de pressão ainda venha a ser útil, após!

 

Mas, brincadeira à parte, achei a idéia do Japonês simplesmente espetacular. Se tudo aquilo for verdadeiro, e até o momento não me ocorreu Algo que aponte para o contrário, muitos problemas ecológicos estarão resolvidos.

E não só ecológicos!.  Você tem o perfil e a garra para fazer experimentações. Acredito nisso. Vamos lá.

 

Sds,

Victor.




--
Abraços
tipoalgo   @   gmail   .  com



SUBJECT: Re: [ciencialist] OT - Importantíssimo !!!!!!!!!
FROM: Tipoalgo <tipoalgo@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 05/02/2011 19:03

Olá a todos.

Li em http://ourworld.unu.edu/en/plastic-to-oil-fantastic/ que PET não pode ser usado na máquina, apenas PE, PP e PS.

" ... Blest tells us that, if the proper materials are fed into the machine (i.e., polyethylene, polystyrene and polypropylene — PP, PE,  PS plastics), there is no toxic substance produced and any residue can be disposed of with regular burnable garbage. ..."

Blest’s conversion technology is very safe because it uses a temperature controlling electric heater rather than flame. The machines are able to process polyethylene, polystyrene and polypropylene but not PET bottles. ..."

Talvez esteja ai o motivo que não consegui o óleo, pois usei praticamente apenas PET.

Abraços
tipoalgo   @   gmail   .  com




Em 4 de fevereiro de 2011 20:19, Tipoalgo <tipoalgo@gmail.com> escreveu:

Olá a todos.

Postei a msg abaixo em outro grupo, e achei que também cabe aqui no Ciencialist.

Faltou o rigor científico na experiência, mas quem nasce pardal jamais será canário! rsrsrs

 Eis a msg:

***************************************************

Olá William e todos. 

Eu já havia visto essa notícia, aqui mesmo no grupo (dia 27/08/2010). 
Comentei algo inclusive. 
Na época não entendi bem o processo e deixei de lado. 
Quando recentemente vi que o Prof. Léo, lá do Ciencialist postou essa 
notícia, fui verificar melhor a engenhoca do japonês. 
Fiquei animado e resolvi fazer um experimento: imaginei uma panela de 
pressão com um ferro de passar roupa. 
Usei primeiro um ferro com termostato, mas a temperatura é regulada para no 
máximo 200°C. 
Depois consegui um ferro velho e travei o termostato dele, adaptei-o no 
fundo da panela de pressão, coloquei plástico pet dentro da panela e liguei 
a engenhoca. 
Quando a panela atingiu a temperatura de aprox. 300ºC começou a sair bolhas 
de gás, mas não fui feliz em ver este gás transformando-se em óleo. 
Tive que interromper o teste porque o cheiro estava mais para gás de 
borracha da panela que de plástico e o ferro estava incandescente, na 
verdade começou a se derreter (que falta faz um termostato!). 
A interface para transferência de calor ferro-panela estava nada eficiente. 
Até hoje não abri a panela para ver com estão as coisas, estava envolvido 
com a transferência do Santana e agora acabou minhas férias. 
Como ainda não obtive óleo, mas também fiz tudo sem cuidado, vou melhorar as 
condições do experimento no futuro (não me perguntem quando! rsrsrsr). 
Não quero ganhar a vida fazendo óleo de plástico, mas que é uma alternativa 
de reciclagem, isso é ... 

***********************************




SUBJECT: Re: Big -Bang :Artigo Crítico
FROM: "Helio Carvalho" <helicar_br@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 05/02/2011 23:12

Oi Alberto,

Não queria, mas vou discordar de você.

Pelo pouco que conheço do Popper, eu também gosto muito dele. Mas acho que ele faz uma proposta de como a ciência deveria ser (um ideal, que também é o meu ideal) e não uma constatação de como ela é. Mas se ele diz que a ciência já é desta forma idealizada, então acho que ele está iludido ou nos iludindo, o que é pior.

Estou colocando aqui a palavra "ciência" no sentido daquilo que é construido pelo ser humano para compreender melhor a natureza.

Se a ciência fosse do jeito que Popper fala, cada nova teoria seria sempre melhor (ou menos pior) que a anterior. E não é isto que acontece (você sabe muito bem).

Na minha visão pelo menos Thomas Khun mostra que a vida real [INFELIZMENTE] não é este mar de rosas.
Também não conheço Thomas Khun muito (só de wikipedia), mas mesmo que para ele isto não seja uma má notícia, nos mostra a realidade. E nós, que não gostamos dela devemos lutar contra. Mas não seria com uma passeata com cartazes escritos "Abaixo Thomas Khun e seu dogmatismo!" mas simplesmente "Abaixo o dogmatismo!".

Thomas Khun deixa nas entrelinhas que existe uma resistência a mudança e o julgamento de que se deve ou não modificar os paradigmas são influenciadas por outros fatores além dos estritamente científicos como, por exemplo, prestígio do cientista que propõe, interesses dos grupos econômicos que estão financiando a pesquisa etc.

O pior é que acho que a situação é pior do que Khun fala.

Quando uma teoria que tem grande aceitação no mundo científico começa a se mostrar falha nas experiências, tentam salva-la desesperadamente a qualquer custo. Prolongando-se assim mais o tempo de "Ciência normal" e adiando a "Revolução científica".
Um exemplo disto é ao eletromagnetismo de Maxwell e sua salvação, a relatividade de Einstein.

Abraços e felicidades,
Hélio





--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@...> escreveu
>
> From: Homero
> Sent: Wednesday, February 02, 2011 3:33 PM
> To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Subject: Re: [ciencialist] Big -Bang :Artigo Crítico
>
>
> Homero: O que não gostei é do "tom" geral do artigo. Um tanto sensacionalista, para quem se propõe a "refutar" o BB, ou fazer uma análie crítica, e que na verdade disse algo que já sabíamos [...]
>
> Alberto: Gosto não se discute. Gostei do artigo e não achei sensacionalista no sentido “dicionaresco” do termo [sencionalismo = uso e efeito de assuntos sensacionais, capazes de causar impacto, de chocar a opini