SUBJECT: Re: RES: [ciencialist] Palestra de Suzan Blackmore no TED (muito interessante) sobre memes
FROM: "Homero" <oraculo@atibaia.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 25/07/2010 16:42

Alvaro: "Não gostei. Evangélica e exagerada demais. Acho que ela assistiu muitos filmes de FC."

Com relação aos efeitos dos sistemas replicantes também achei. Um tanto apocalíptico mesmo. Mas a parte em que detalha a idéia de memes e seus conceitos foi bem interessante.

Um abraço.

Homero


--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Álvaro Augusto (P) <alvaro@...> escreveu
>
> Eu já havia assistido essa palestra há tempos. Não gostei. Evangélica e
> exagerada demais. Acho que ela assistiu muitos filmes de FC.
>
>
>
> [ ]s
>
>
>
> Alvaro Augusto
>
>
>
>
>
>
>
> De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
> Em nome de Homero
> Enviada em: sábado, 24 de julho de 2010 22:50
> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Assunto: [ciencialist] Palestra de Suzan Blackmore no TED (muito
> interessante) sobre memes
>
>
>
>
>
> Especialmente para o Luiz..:-)
>
> http://www.ted.com/talks/view/id/269
>
> Homero
>




SUBJECT: Re: Palestra de Suzan Blackmore no TED (muito interessante) sobre memes
FROM: "Luiz" <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 27/07/2010 08:01

Ola Homero,

Pode ser um conceito interessante, mas me parece interpretativo (na questão da interação dinâmica - cérebro x informação) e desnecessário.

Abs
Felipe

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Homero" <oraculo@...> escreveu
>
> Olá Luiz
>
> Luiz: "Acho que, nesse caso (memes dos memes), eu represento a maioria aqui da lista ::))"
>
> Mais ou menos..:-) As restrições são mais pelas conclusões, um tanto alarmistas, da Susan, que sobre a questão dos memes propriamente..:-)
>
> Eu passei o link mais por isso, ela descreve bem, com exemplos interessantes, o conceito. Também acho alarmantes demais as conclusões que ela apresenta, acho que se "empolgou" com a palestra. Ela tem uma tendência nesse sentido, suas pesquisas iniciais sobre a mente e sobre a consciência, inclusive, eram baseadas na realidade de "algo mais". Ela realmente esperava encontrar evidências desse algo mais.
>
> Mas como uma cientista, se baseou nos dados, para basear as conclusões, e não o contrário..:-)
>
> Um abraço.
>
> Homero
>
> PS: Mesmo eu, Luiz, não acho que os memes e a memetica estejam "provados", faltam estudos e dados, acho apenas que tem boa possibilidade, e são um conceito muito interessante para desenvolver.
>
>
>
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@> escreveu
> >
> > Ola Homero,
> >  
> > Acho que, nesse caso (memes dos memes), eu represento a maioria aqui da lista ::))
> >  
> > Abs
> > Felipe
> > --- Em sáb, 24/7/10, Homero <oraculo@> escreveu:
> >
> >
> > De: Homero <oraculo@>
> > Assunto: [ciencialist] Palestra de Suzan Blackmore no TED (muito interessante) sobre memes
> > Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> > Data: Sábado, 24 de Julho de 2010, 22:49
> >
> >
> >  
> >
> >
> >
> > Especialmente para o Luiz..:-)
> >
> > http://www.ted.com/talks/view/id/269
> >
> > Homero
> >
>




SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Ação de "vidente" Jucelino da Luz contra site CeticismoAberto julgada improcedente
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 27/07/2010 10:31

Batizo como "minhas" as palavras do Roberto.
[]´
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
        leo@feiradeciencias.com.br
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================
----- Original Message -----
From: roberto
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Tuesday, July 27, 2010 3:00 AM
Subject: [ciencialist] Re: Ação de “vidente” Jucelino da Luz contra site CeticismoAberto julgada improcedente

 

Parabéns ao Mori e ao Medeiros. Ainda podemos ter esperança no sistema judiciário.

Reitero, se precisarem de alguma coisa, só falar.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Kentaro Mori <kentaro.mori@...> escreveu
>
> Ação de "vidente" Jucelino da Luz contra site CeticismoAberto julgada
> improcedente
> <http://www.ceticismoaberto.com/ceticismo/3655/ao-de-vidente-jucelino-da-luz-contra-site-ceticismoaberto-julgada-improcedente>
> Publicado em 26 jul 2010 em
> Ceticismo<http://www.ceticismoaberto.com/arquivo/ceticismo>,
> Destaques <http://www.ceticismoaberto.com/arquivo/destaques>,
> Paranormal<http://www.ceticismoaberto.com/arquivo/paranormal>
>
> [image: 673264_85522744]
>
> O pedido de indenização por danos morais exigido pelo suposto
> "vidente" *Jucelino
> Nóbrega da Luz* contra o site *CeticismoAberto*, que publicou texto
> indicando que Jucelino "*falsifica*" e "*adultera cartas depois dos
> acontecimentos*", foi julgado improcedente pelo juiz *Fernando Colhado
> Mendes*, da Comarca de Águas de Lindóia, São Paulo, em sentença proferida na
> última segunda-feira (19/07).
>
> "*A tempestiva decisão judicial reconhece a liberdade de imprensa e como
> CeticismoAberto não abusou de seu objetivo de analisar de forma crítica e
> racional alegações extraordinárias*", notou o responsável pelo site, *Kentaro
> Mori*, defendido na ação civil pelo advogado *Alexandre Pimentel Cabral de
> Medeiros*. Jucelino havia exigido ainda a retirada imediata dos textos,
> pedido que também foi recusado prontamente. O vidente foi condenado a pagar
> as custas do processo, e a decisão é passível de recurso.
>
> Há cinco anos, o suposto "premonitor" Juscelino Nóbrega da Luz tornou-se
> conhecido ao alegar ter previsto inúmeros acontecimentos através de sonhos,
> que seriam comprovados através de correspondências autenticadas em
> cartórios. Em 2007, quando alegou – após a tragédia – ter previsto o
> acidente do vôo TAM3054, o site *CeticismoAberto*, criado pelo estudante
> Kentaro Mori, publicou texto crítico questionando as cartas apresentadas
> pelo "vidente".
>
> No texto<http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/938/jucelino-nbrega-na-contagem-de-mortos>,
> aponta-se que Jucelino "*falsifica*" e "*adultera cartas*", de acordo com
> informações do Banco Central do Brasil, através de consulta de *Daniel
> Sottomaior*. Em declaração por escrito, anexada à defesa, o Banco Central
> confirma que o vidente produziu "*falsificações grosseiras*" a partir de
> correspondências que recebeu da autarquia, e dá detalhes do conteúdo
> original das cartas que foi substituído pelas supostas premonições.
>
> Em outros dois textos, pelos quais o vidente também reivindicou que lhe
> ofenderiam indevidamente a honra, prejudicando o lucro da venda de seus
> livros com premonições, *CeticismoAberto* citou ainda reportagem do programa
> televisivo *Fantástico*<http://www.ceticismoaberto.com/ceticismo/1011/farsa-de-jucelino-da-luz-exposta-pelo-fantstico>,
> que também expôs Jucelino. A reportagem apresentou a opinião de
> grafotécnicos que examinaram a correspondência com previsões sobre a
> tragédia da TAM, enfatizando as irregularidades nas cartas apresentadas.
>
> "*Além de uma vitória judicial reforçando o exercício da liberdade de
> imprensa mesmo na web, o caso ainda demonstra a solidariedade e a
> organização que a rede pode potencializar na defesa do interesse público*",
> ressalta Kentaro Mori. Somando-se à representação do advogado Alexandre
> Medeiros, ele mesmo um ativista cético, a defesa contou com o apoio e
> participação de diversos profissionais, como os também advogados *Ubirajara
> Rodrigues*, *Juliano Pena*, *Gustavo Chalfun* e *Leandro Paiva*, os
> engenheiros *José Colucci* e *Daniel Sottomaior*, o psicólogo *Jayme Roitman
> *, os professores *Arlei Macedo* e *Renato Flores*, o escritor *Sérgio
> Navega* e o administrador *Ricardo D. Kossatz*, entre outros.
>
> Jucelino da Luz move outra ação, na esfera criminal por calúnia, contra o
> mesmo *CeticismoAberto* de Kentaro Mori. A segunda ação ainda tramita na
> Comarca de Suzano, São Paulo.
>
> - – -
>
> Confira a íntegra da sentença:
>
> Processo Nº 005.01.2010.000989-0
> Texto integral da Sentença
> Autos n. 172/10 Vistos. Dispensado o relatório.
> D E C I D O. Como já decidi em outros feitos, em casos como o presente, são
> dois os direitos fundamentais tutelados: o direito à honra do autor
> (art.5º,X, da Constituição Federal) e o direito à livre manifestação do
> pensamento do réu (art.5º, IX, c.c. art.220, ambos da Constituição Federal).
> Com isso, há "conflito" entre dois direitos (ou princípios) fundamentais,
> previstos constitucionalmente.
> Nesses casos, o conflito é solucionado pelo princípio da razoabilidade, ou
> seja, deve ser verificado se o réu, ao exercer seu direito de livre
> manifestação do pensamento, abusou desse direito, e, com isso, causou dano à
> honra do autor.
> Em outros termos, deve-se analisar se o réu agiu no exercício REGULAR de seu
> direito ou se exerceu o direito de forma ABUSIVA. No primeiro caso, não há
> direito à indenização. No segundo sim, pois a "responsabilidade civil
> decorrente de abusos perpetrados por meio da imprensa abrange a colisão de
> dois direitos fundamentais: a liberdade de informação e a tutela dos
> direitos da personalidade (honra, imagem e vida privada). A atividade
> jornalística deve ser livre para informar a sociedade acerca de fatos
> cotidianos de interesse público, em observância ao princípio constitucional
> do Estado Democrático de Direito; contudo, o direito de informação não é
> absoluto, vedando-se a divulgação de notícias falaciosas, que exponham
> indevidamente a intimidade ou acarretem danos à honra e à imagem dos
> indivíduos, em ofensa ao fundamento constitucional da dignidade da pessoa
> humana" (STJ, REsp. nº 818.764- ES).
> Então, passo a analisar a regularidade ou a abusividade do exercício de
> direito por parte do réu. Em primeiro lugar, destaco que o réu é responsável
> pelo site Ceticismo Aberto, cujo objetivo encontra-se destacado às fls.14:
> "O objetivo principal de Ceticismo Aberto é promover o uso do ceticismo na
> análise dos fenômenos ditos paranormais e ufológicos. Enfatizamos que o
> ceticismo se traduz na dúvida inquiridora, motivando análises e
> investigações rigorosas em busca de um maior e melhor esclarecimento". (…)
> "O nome Ceticismo Aberto pretende deixar claro que o ceticismo defende a
> dúvida inquiridora, não a certeza dogmática, estando aberto a novas idéias e
> possibilidades, mas exigindo sempre provas rigorosas para aceitação de
> qualquer alegação."
> Destaco, desde já, que os objetivos traçados pelo "site" inserem-se na
> liberdade de manifestação do pensamento, e, portanto, são lícitos. Assim,
> qualquer manifestação que não ultrapasse esses objetivos será também lícita.
>
> Pois bem, conforme se verifica dos documentos de fls.14/15 o réu limita-se a
> discutir e apontar possíveis falhas (irregularidades) nas cartas enviadas
> pelo autor, explicando os métodos utilizados para se chegar às conclusões
> que aponta. Friso que referido método já foi questionado por reportagem do
> Fantástico, embasada em análises periciais (fls.82). Da mesma forma, o Banco
> Central discutiu os métodos utilizados pelo autor, apontando irregularidades
> (fls.86), sendo de se destacar, nesse ponto, que a matéria ofensiva apontada
> ao réu nesses autos refere-se expressamente à apuração do Banco Central
> (fls.14).
> Com isso, segundo entendo, o réu limitou-se a apontar
> questionamentos/irregularidades nos métodos do autor, com base em análise
> técnica, o que se insere em sua liberdade de manifestação do pensamento e
> conduz à improcedência da presente ação. Acrescento que o autor é pessoa
> pública, e, consequentemente, sua atividade é, naturalmente, observada,
> fiscalizada e criticada. No sentido de tudo quanto exposto:
> "RESPONSABILIDADE CIVIL-Dano moral-Ponderação entre direitos à honra,
> dignidade, intimidade, vida privada e à liberdade de informação- Publicação
> de nota que anunciava a denúncia do requerente, pelo Ministério Público de
> São José do Rio Preto, por porte ilegal de arma de fogo- Inexistência de
> informação inverídica- Notícia objetiva, sem qualquer propósito ofensivo –
> Informações constantes de nota jornalística que foram integralmente
> confessadas pelo requerente em sua petição inicial- Colheita de informações
> a partir de documentos oficiais- Abuso do direito de informar não
> caracterizado- Documentos encartados aos autos, a fim de comprovar os danos
> morais suportados pelo requerente, que foram redigidos em datas anteriores
> aos fatos que deram ensejo à demanda- Exercício regular do direito de
> informar constatado- Dano moral indenizável- Inocorrência- Ação
> improcedente- Condenação do requerente no pagamento dos ônus da sucumbência-
> Recurso provido" (TJSP, Apelação nº572.983.4/7).
> Diante de todo o exposto e considerando o mais que dos autos consta, julgo
> IMPROCEDENTE a presente ação e extinto o feito com resolução de mérito, nos
> termos do art.269,I, do CPC. Sem condenação em honorários nessa fase.
> P. R. I.C
> Águas de Lindóia, 19 de julho de 2010
> Fernando Colhado Mendes
> Juiz de Direito
>


SUBJECT: Hoje (27/07), às 19h, CeticismoAberto na TV Cultura
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 27/07/2010 12:54

Hoje (27/07), às 19h, CeticismoAberto na TV Cultura

loginceticismoaberto

Teorias da Conspiração e o Fim do Mundo são o tema do programa Login, na TV Cultura, nesta terça (27) ao vivo das 19h às 20h!

Som e bate-papo com a banda Meia Dúzia de 3 ou 4 sobre o projeto “O fim está próspero”, e Kentaro Mori, criador de CeticismoAberto, discutindo os mistérios da ufologia e das teorias da conspiração.

Participe enviando suas perguntas ao mural!


SUBJECT: Novo mecanismo evolucionário pode ajudar a combater doenças humanas
FROM: "Joaquim Salles" <joaquim.salles@ig.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 27/07/2010 15:45

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=mecanismo-evolucao-combater-doencas-humanas&id=5426

27/07/2010

Novo mecanismo evolucionário pode ajudar a combater doenças humanas

Agência Fapesp
Nova forma de evolução pode ajudar a combater doenças humanas
Cientistas descobriram um mecanismo evolutivo até então desconhecido: moscas usam bactérias para anular ação de vermes invasores que colocavam em risco permanência da espécie. Descoberta pode ajudar a combater doenças humanas. [Imagem: Fapesp]

Mecanismo evolucionário

Por que adaptar seus genes se há uma alternativa muito mais rápida: emprestar as adaptações necessárias para sua sobrevivência de outro indivíduo?

Há mais de um século entende-se que um princípio básico da evolução é que animais e plantas podem se adaptar geneticamente de modo que tais mudanças ajudem em sua sobrevivência e reprodução.

Agora, uma pesquisa destaca um mecanismo evolucionário até então desconhecido.

Gene emprestado

Estudos anteriores sempre indicaram que características que aumentam a capacidade de um animal de sobreviver e reproduzir eram conferidas por genes favoráveis, passados de uma geração a outra.

Em artigo publicado na última edição da revista Science, John Jaenike e seus colegas da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, descrevem um exemplo surpreendente de bactéria que infecta um animal, dando a este uma vantagem reprodutiva.

E o invasor é passado para as crias, espalhando o benefício e garantindo a permanência da espécie.

Simbiose genética

A relação simbiótica entre hospedeiro e bactéria dá ao primeiro uma defesa especial contra algum risco em seu ambiente, que é transmitida pela população por meio de seleção natural, de forma similar à que ocorre com um gene favorável.

Segundo os autores do trabalho, o fenômeno foi identificado agora, mas não deve ser exclusivo aos organismos em questão e pode estar ocorrendo há muito tempo.

A descoberta foi feita em uma espécie de mosca, a Drosophila neotestacea, que é tornada estéril por nematelmintos, vermes parasíticos abundantes que atingem animais e plantas. Os nematelmintos invadem fêmeas jovens dessas moscas, evitando que elas possam reproduzir.

Mas quando uma fêmea de Drosophila neotestacea é infectada também por um gênero de bactéria conhecido como Spiroplasma, o crescimento dos vermes é afetado, impedindo-os de esterilizar a mosca.

Vantagem evolucionária

Os pesquisadores também descobriram que, como resultado do impacto benéfico da ação da bactéria, essa está se espalhando pela América do Norte, aumentando rapidamente de frequência nas moscas à medida que passa de uma geração a outra.

Por meio da análise de exemplares da Drosophila neotestacea preservados na década de 1980, Jaenike e colegas calcularam que a bactéria estaria então presente em cerca de 10% das moscas. Em 2008, a frequência havia aumentado para 80%.

"Essas moscas estavam realmente sendo esmagadas pelos nematelmintos na década de 1980 e é impressionante ver como elas estão se dando bem melhor atualmente. A proliferação da Spiroplasma nos faz pensar na rapidez das ações evolucionárias que estão ocorrendo abaixo da superfície de tudo o que enxergamos lá fora", disse Jaenike.

"Esses simbiontes transmissíveis são uma forma de um hospedeiro adquirir uma nova defesa muito rapidamente. Em vez de modificar seus próprios genes - que não são muito diversos, para começo de conversa -, o melhor pode ser simplesmente incorporar um novo organismo", disse Nancy Moran, da Universidade Yale, em comentário sobre o estudo.

Vantagem para o homem

Os pesquisadores também apontam que, além de colocar em cena um importante mecanismo evolucionário, a descoberta poderá ajudar no desenvolvimento de métodos que usem bactérias como defesa contra doenças em humanos.

Nematelmintos transmitem diversas doenças graves, como elefantíase, e podem causar problemas como cegueira. Agora que se conhece uma evidência de defesa natural contra esses vermes, abre-se um caminho para usar esse fenômeno como estratégia contra tais invasores.


SUBJECT: Re: [ciencialist] Fatos e Ciência [1 Anexo]
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 27/07/2010 18:31

 
 
    O fato de um fóton interagir com o espaço e perder parte de sua energia não viola em nada a conservação de energia. O texto em anexo não coloca em xeque esta questão.
 
    [],s
 
    Belmiro

--- Em seg, 26/7/10, luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br> escreveu:

De: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
Assunto: [ciencialist] Fatos e Ciência [1 Anexo]
Para: "ListadeCiência" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Data: Segunda-feira, 26 de Julho de 2010, 16:13

 
Ola Pessoal,
 
Sempre que discutimos sobre modelos aqui, falamos que são as evidências e a navalha de occam que nos guiam, para decidirmos sobre um ou outro modelo.
 
Navegando na net encontrei o texto em anexo, da faculdade de lisboa, que gostaria que comentassem, pois ele cita exemplos aparentemente contrários ao que aqui falamos.
 
Como não sou um profundo conhecedor da história da ciência e de cosmologia, vou aguardar  comentários de algum listeiro (vou fazer meus comentários tb..rs)
 
O que achei legal é que este texto parece estar relacionado com o email que enviei anteriormente, falando sobre a perda de energia do universo e a solução, via efeito doppler, para este paradoxo.
 
Assim, pelo que entendi dos dois textos (da S.A e este que envio) ou temos um universo em que a lei de conservação é violada e nada podemos falar sobre sua origem e seu estado atual de expansão, ou então temos um universo em que a lei de conservação continua intacta e em expansão.
 
Abs
Felipe
Abs
Felipe
 

 

 

SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Fatos e Ciência II
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 27/07/2010 18:31

Olá Takata,
 
Erro básico.
 
Mas se para mim,o tempo do foton está parado, eu não conseguiria medir/detectar esta perda de energia, não?
 
Ps: Vc tem algum artigo sobre a solução do paradoxo do submarino? Não encontrei nada mais aprofundado na net.(o tipo de sitação me pareceu similar ao paradoxo dos gemos, com relação a qual referencial é "preferencial").
 
Abs
Felipe


--- Em ter, 27/7/10, roberto <roberto.takata@bol.com.br> escreveu:

De: roberto <roberto.takata@bol.com.br>
Assunto: [ciencialist] Re: Fatos e Ciência II
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Terça-feira, 27 de Julho de 2010, 3:07

 
Não está correto.

O tempo no sistema A que se move à velocidade 'v' em relação ao sistema B parece andar mais devagar no ponto de vista de B e não de A. Do ponto de vista de A, o tempo no sistema A passa normalmente - como é B quem se move à velocidade 'v', para A, o tempo no sistema B parece passar mais lentamente.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva
> Segundo a relatividade, o tempo "passa" na velocidade da luz. Assim, a velocidade de um objeto no espaço pode ser vista como a projeção da velocidade temporal no espaço, o que faz com que, qto mais rápido o objeto se mova, mais lentamente o tempo passe para este objeto.
>  
> Com isso, o tempo pára para um dado objeto, qdo este se move à velocidade da luz. Ora, para que a luz perca energia é necessário que haja um fluxo (que depende de tempo) de perda. Como o tempo está parado para o fóton, o que faria este fóton perder energia, gerando este efeito de fóton cansado e o desvio para o vermelho, ao longo de sua longa trajetória ?
>  
> Sei não, mas acho que estamos a beira de uma nova revolução na física, pois algumas bases nossas (nossas Vacas Sagradas) estão começando a ser questionadas novamente (tempo, espaço, conservação de energia, big-bang..)
>  
> Abs
> Felipe
>
> --- Em seg, 26/7/10, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu:
>
>
> De: luiz silva <luizfelipecsrj@...>
> Assunto: Fatos e Ciência
> Para: "ListadeCiência" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
> Data: Segunda-feira, 26 de Julho de 2010, 13:13
>
>
>
>
>
>
>
> Ola Pessoal,
>  
> Sempre que discutimos sobre modelos aqui, falamos que são as evidências e a navalha de occam que nos guiam, para decidirmos sobre um ou outro modelo.
>  
> Navegando na net encontrei o texto em anexo, da faculdade de lisboa, que gostaria que comentassem, pois ele cita exemplos aparentemente contrários ao que aqui falamos.
>  
> Como não sou um profundo conhecedor da história da ciência e de cosmologia, vou aguardar  comentários de algum listeiro (vou fazer meus comentários tb..rs)
>  
> O que achei legal é que este texto parece estar relacionado com o email que enviei anteriormente, falando sobre a perda de energia do universo e a solução, via efeito doppler, para este paradoxo.
>  
> Assim, pelo que entendi dos dois textos (da S.A e este que envio) ou temos um universo em que a lei de conservação é violada e nada podemos falar sobre sua origem e seu estado atual de expansão, ou então temos um universo em que a lei de conservação continua intacta e em expansão.
>  
> Abs
> Felipe
> Abs
> Felipe
>  
>  
>


 

SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Fatos e Ciência II
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 27/07/2010 18:47

 
    Essa questão parece ser o gargalo para nós, pobres mortais na TR. Quando se fala em velocidades próximas à da luz, concordo com você. Mas *na* velocidade da luz o tempo parece não fazer sentido. A grande dificuldade creio ser o fato de não se poder sincronizar os relógios em pontos distantes. Além do mais, fótons são entidades diferentes. Não podemos pensar ou agir como um fóton pois não podemos encontrá-lo parado em nenhum referencial inercial.
 
   [],s
 
   Belmiro

--- Em ter, 27/7/10, roberto <roberto.takata@bol.com.br> escreveu:

De: roberto <roberto.takata@bol.com.br>
Assunto: [ciencialist] Re: Fatos e Ciência II
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Terça-feira, 27 de Julho de 2010, 6:07

 
Não está correto.

O tempo no sistema A que se move à velocidade 'v' em relação ao sistema B parece andar mais devagar no ponto de vista de B e não de A. Do ponto de vista de A, o tempo no sistema A passa normalmente - como é B quem se move à velocidade 'v', para A, o tempo no sistema B parece passar mais lentamente.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva
> Segundo a relatividade, o tempo "passa" na velocidade da luz. Assim, a velocidade de um objeto no espaço pode ser vista como a projeção da velocidade temporal no espaço, o que faz com que, qto mais rápido o objeto se mova, mais lentamente o tempo passe para este objeto.
>  
> Com isso, o tempo pára para um dado objeto, qdo este se move à velocidade da luz. Ora, para que a luz perca energia é necessário que haja um fluxo (que depende de tempo) de perda. Como o tempo está parado para o fóton, o que faria este fóton perder energia, gerando este efeito de fóton cansado e o desvio para o vermelho, ao longo de sua longa trajetória ?
>  
> Sei não, mas acho que estamos a beira de uma nova revolução na física, pois algumas bases nossas (nossas Vacas Sagradas) estão começando a ser questionadas novamente (tempo, espaço, conservação de energia, big-bang..)
>  
> Abs
> Felipe
>
> --- Em seg, 26/7/10, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu:
>
>
> De: luiz silva <luizfelipecsrj@...>
> Assunto: Fatos e Ciência
> Para: "ListadeCiência" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
> Data: Segunda-feira, 26 de Julho de 2010, 13:13
>
>
>
>
>
>
>
> Ola Pessoal,
>  
> Sempre que discutimos sobre modelos aqui, falamos que são as evidências e a navalha de occam que nos guiam, para decidirmos sobre um ou outro modelo.
>  
> Navegando na net encontrei o texto em anexo, da faculdade de lisboa, que gostaria que comentassem, pois ele cita exemplos aparentemente contrários ao que aqui falamos.
>  
> Como não sou um profundo conhecedor da história da ciência e de cosmologia, vou aguardar  comentários de algum listeiro (vou fazer meus comentários tb..rs)
>  
> O que achei legal é que este texto parece estar relacionado com o email que enviei anteriormente, falando sobre a perda de energia do universo e a solução, via efeito doppler, para este paradoxo.
>  
> Assim, pelo que entendi dos dois textos (da S.A e este que envio) ou temos um universo em que a lei de conservação é violada e nada podemos falar sobre sua origem e seu estado atual de expansão, ou então temos um universo em que a lei de conservação continua intacta e em expansão.
>  
> Abs
> Felipe
> Abs
> Felipe
>  
>  
>


 

SUBJECT: Re: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 27/07/2010 18:58

    Oi Felipe,
 
    Não posso dizer nada apenas com base na sinopse. Vou ler o livro quando puder e aí te respondo.
 
    [],s
 
    Belmiro

--- Em seg, 26/7/10, luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br> escreveu:

De: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
Assunto: Re: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Segunda-feira, 26 de Julho de 2010, 11:55

 
Ola Blemiro,
 
Este modelo de universo eterno proposto pelo Novello é o mesmo da teoria da gravidade quântica em Loop ?
 
Abs
Felipe
--- Em sex, 23/7/10, psdias2 <psdias2@yahoo. com.br> escreveu:

De: psdias2 <psdias2@yahoo. com.br>
Assunto: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello
Para: ciencialist@ yahoogrupos. com.br
Data: Sexta-feira, 23 de Julho de 2010, 20:02

 

http://www.livraria cultura.com. br/scripts/ cultura/resenha/ resenha.asp? nitem=5092383&sid=620770172127218 19565100018&k5=27C6A574&uid=

Dados tirados do site da Livraria Cultura:

SINOPSE:
------------ -
Nas últimas décadas do século XX, os cientistas produziram uma descrição
da história do Universo segundo a qual, há poucos bilhões de anos, uma
grande explosão teria dado origem a tudo o que existe. Esse modelo
conhecido como big bang parecia incontestável, assumiu o papel de
verdade científica, ganhou as páginas de jornais e revistas, povoou os
livros didáticos e as telas de televisão. O cosmólogo Mário Novello
demonstra, nesta obra, que os cientistas produziram uma teoria da
criação equivalente a diversos mitos religiosos. E analisa as condições
que tornaram possível o surgimento de outros cenários e teorias, entre
eles o do Universo eterno dinâmico, em que sua origem não teria um
começo determinado no tempo. Inclui um glossário de termos da
cosmologia, cronologia comentada da cosmologia no Brasil e no mundo e
Debate sobre as questões mais atuais.

SOBRE O AUTOR:
------------ --------- -
NOVELLO, MARIO
Mário Novello é doutor em física pela Universidade de Genebra, na Suíça,
e pós-doutor pelo Departamento de Astrofísica da Universidade de Oxford,
na Inglaterra. Desde 1982 dirige a Escola Brasileira de Cosmologia e
Gravitação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Publicou
mais de 150 artigos científicos em revistas internacionais. É autor,
entre outros livros, de 'Cosmos et contexte' (Paris, Ed. Masson, 1987) e
'O círculo do tempo - um olhar científico sobre viagens
não-convencionais no tempo' (Rio de Janeiro, Ed. Campus, 1998).

OPINIÃO DE UM LEITOR
------------ --------- --------- ----
Interessante, mas nem sempre compreensível
O esforço do autor - um físico renomado, que já foi companheiro de
cientistas como Roger Penrose e Stephen Hawking - para tornar a leitura
compreensível para o leigo é visível e notável, mas nem sempre bem
sucedida. Muitos conceitos físicos, como ''pressão negativa'' ou ''campo
escalar'', permanecem obscuros e não recebem uma adequada exposição
elucidativa. Apesar disso, muitos outros trechos estão bem escritos e o
próprio debate que questiona a unanimidade do Big Bang é de enorme
interesse.


 

 

SUBJECT: Re: Teletransporte, Consciência e Dennett(era....)
FROM: "Luiz" <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 27/07/2010 19:03

Ola Takata,

Não estou muito certo se esta analogia é aplicável, pois uma foto, apesar de ser um instantâneo do filme, ainda é um pedaço de um filme...ou um "pedaço" de consciência não "seria/teria" consciência?

Mas se a consciência instantânea existe, então teríamos que adimitir que são as informações que geram a consiência e não o processamento/dinâmica em si (as informações de estado,que definem a estrutura cerebral e a interação com o meio - que é a mesma a ser teletranspotada no exerimento mental que fizemos. O laser seria cosciente:)), pelo menos de tudo o que a pessoa era, no momento de sua leitura para o teletransporte) ou, em última instância, que a consciência é um contínuo que "lê" os estados cerebais, mas independe deles.

Abs
Felipe
--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "roberto" <roberto.takata@...> escreveu
>
> Não sei se há ou não consciência instantânea.
>
> Mas sua eventual inexistência não é impeditivo para uma consciência dinâmica. Do mm modo como o fato de não haver movimento nos fotogramas individuais não impedirem de haver movimento na película projetada.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Luiz" <luizfelipecsrj@>
> > Mas considerando-se a consciência como uma sequência temporal de estados/relacionamentos (o que definiria o processamento de informação), podemos afirmar que não temos consciência "instantânea" ? Se sim, como pode um somatório de momentos (instantâneos) inconscientes gerar a experiência consciente (sem "apelar" para analogia com o cálculo integral..rsrs)?
>




SUBJECT: Re: Fatos e Ciência II
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 27/07/2010 20:29

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva
> Mas se para mim,o tempo do foton está parado, eu não conseguiria
> medir/detectar esta perda de energia, não?

Não. Vc conseguiria medir normalmente, pois pra vc o tempo anda sem problemas.

> Ps: Vc tem algum artigo sobre a solução do paradoxo do submarino?

http://focus.aps.org/story/v12/st4
---------

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: Fatos e Ciência II
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 27/07/2010 20:32

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Belmiro Wolski <belmirow@...>
>  Essa questão parece ser o gargalo para nós, pobres mortais na TR.
> Quando se fala em velocidades próximas à da luz, concordo com você.
> Mas *na* velocidade da luz o tempo parece não fazer sentido. A
> grande dificuldade creio ser o fato de não se poder sincronizar os
> relógios em pontos distantes. Além do mais, fótons são entidades
> diferentes. Não podemos pensar ou agir como um fóton pois não
> podemos encontrá-lo parado em nenhum referencial inercial.

Pelo menos na escala relativística, a transformação lorentziana se aplica. Se deltat -> 0 para o fóton conforme medido de fora, L -> 0 para o fóton.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: Teletransporte, Consciência e Dennett(era....)
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 27/07/2010 20:33

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Luiz" <luizfelipecsrj@...>
> Não estou muito certo se esta analogia é aplicável, pois uma foto,
> apesar de ser um instantâneo do filme, ainda é um pedaço de um
> filme...ou um "pedaço" de consciência não "seria/teria" consciência?

A questão não é se é filme ou não. É se tem movimento ou não.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: [ciencialist] Fatos e Ciência
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 27/07/2010 21:29

Ola Belmiro,
 
Na realidade, esta questão não é abordada neste texto que envei (este foi mais para criticar a neutralidade do métdo científico - é usado por pessoas), mas sim no texto da S.A de Agosto(eu só relacionei os textos). O "problema" é que esta energia não "vai para o espaço", ela simplesmente "some" com o desvio para o vermelho.
 
Mas no artigo é colocado que o principio de conservação de energia nao se aplicaria ao universo, pois não temos como saber o quanto de energia existe no mesmo, principalmente por causa da energia gravitacional (dificudade de "quantifcação"). Nele, também tem uma explicação através do efeito doppler(confesso q vou ter q ler de novo para entender esta explicação, no contexto do artigo).
 
Acho que o fato de não termos como calcular, não significa que não "exista" uma energia total em determinado instante (mais ou menos como o axioma da escolha).
 
Se puder, dá uma olhada no artigo da S.A.
 
Abs
Felipe

--- Em ter, 27/7/10, Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br> escreveu:

De: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
Assunto: Re: [ciencialist] Fatos e Ciência
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Terça-feira, 27 de Julho de 2010, 18:31

 
 
 
    O fato de um fóton interagir com o espaço e perder parte de sua energia não viola em nada a conservação de energia. O texto em anexo não coloca em xeque esta questão.
 
    [],s
 
    Belmiro

--- Em seg, 26/7/10, luiz silva <luizfelipecsrj@ yahoo.com. br> escreveu:

De: luiz silva <luizfelipecsrj@ yahoo.com. br>
Assunto: [ciencialist] Fatos e Ciência [1 Anexo]
Para: "ListadeCiência" <ciencialist@ yahoogrupos. com.br>
Data: Segunda-feira, 26 de Julho de 2010, 16:13

 
Ola Pessoal,
 
Sempre que discutimos sobre modelos aqui, falamos que são as evidências e a navalha de occam que nos guiam, para decidirmos sobre um ou outro modelo.
 
Navegando na net encontrei o texto em anexo, da faculdade de lisboa, que gostaria que comentassem, pois ele cita exemplos aparentemente contrários ao que aqui falamos.
 
Como não sou um profundo conhecedor da história da ciência e de cosmologia, vou aguardar  comentários de algum listeiro (vou fazer meus comentários tb..rs)
 
O que achei legal é que este texto parece estar relacionado com o email que enviei anteriormente, falando sobre a perda de energia do universo e a solução, via efeito doppler, para este paradoxo.
 
Assim, pelo que entendi dos dois textos (da S.A e este que envio) ou temos um universo em que a lei de conservação é violada e nada podemos falar sobre sua origem e seu estado atual de expansão, ou então temos um universo em que a lei de conservação continua intacta e em expansão.
 
Abs
Felipe
Abs
Felipe
 

 

 

 

SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Fatos e Ciência II
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 27/07/2010 21:32

Ola Belmiro
 
Eu lembro de ler no livro do Brain Green(esta é minha transcrição "grosseira) que, na velocidade da luz, todo o fluxo (a velocidade do tempo - que lá é falado ser a velocidade da luz) do tempo é projetado para o espaço (vira velocidade no espaço). Ou seja, o tempo para.
 
Abs
Felipe

--- Em ter, 27/7/10, Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br> escreveu:

De: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
Assunto: Re: [ciencialist] Re: Fatos e Ciência II
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Terça-feira, 27 de Julho de 2010, 18:47

 
 
    Essa questão parece ser o gargalo para nós, pobres mortais na TR. Quando se fala em velocidades próximas à da luz, concordo com você. Mas *na* velocidade da luz o tempo parece não fazer sentido. A grande dificuldade creio ser o fato de não se poder sincronizar os relógios em pontos distantes. Além do mais, fótons são entidades diferentes. Não podemos pensar ou agir como um fóton pois não podemos encontrá-lo parado em nenhum referencial inercial.
 
   [],s
 
   Belmiro

--- Em ter, 27/7/10, roberto <roberto.takata@ bol.com.br> escreveu:

De: roberto <roberto.takata@ bol.com.br>
Assunto: [ciencialist] Re: Fatos e Ciência II
Para: ciencialist@ yahoogrupos. com.br
Data: Terça-feira, 27 de Julho de 2010, 6:07

 
Não está correto.

O tempo no sistema A que se move à velocidade 'v' em relação ao sistema B parece andar mais devagar no ponto de vista de B e não de A. Do ponto de vista de A, o tempo no sistema A passa normalmente - como é B quem se move à velocidade 'v', para A, o tempo no sistema B parece passar mais lentamente.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@ yahoogrupos. com.br, luiz silva
> Segundo a relatividade, o tempo "passa" na velocidade da luz. Assim, a velocidade de um objeto no espaço pode ser vista como a projeção da velocidade temporal no espaço, o que faz com que, qto mais rápido o objeto se mova, mais lentamente o tempo passe para este objeto.
>  
> Com isso, o tempo pára para um dado objeto, qdo este se move à velocidade da luz. Ora, para que a luz perca energia é necessário que haja um fluxo (que depende de tempo) de perda. Como o tempo está parado para o fóton, o que faria este fóton perder energia, gerando este efeito de fóton cansado e o desvio para o vermelho, ao longo de sua longa trajetória ?
>  
> Sei não, mas acho que estamos a beira de uma nova revolução na física, pois algumas bases nossas (nossas Vacas Sagradas) estão começando a ser questionadas novamente (tempo, espaço, conservação de energia, big-bang..)
>  
> Abs
> Felipe
>
> --- Em seg, 26/7/10, luiz silva <luizfelipecsrj@ ...> escreveu:
>
>
> De: luiz silva <luizfelipecsrj@ ...>
> Assunto: Fatos e Ciência
> Para: "ListadeCiência" <ciencialist@ yahoogrupos. com.br>
> Data: Segunda-feira, 26 de Julho de 2010, 13:13
>
>
>
>
>
>
>
> Ola Pessoal,
>  
> Sempre que discutimos sobre modelos aqui, falamos que são as evidências e a navalha de occam que nos guiam, para decidirmos sobre um ou outro modelo.
>  
> Navegando na net encontrei o texto em anexo, da faculdade de lisboa, que gostaria que comentassem, pois ele cita exemplos aparentemente contrários ao que aqui falamos.
>  
> Como não sou um profundo conhecedor da história da ciência e de cosmologia, vou aguardar  comentários de algum listeiro (vou fazer meus comentários tb..rs)
>  
> O que achei legal é que este texto parece estar relacionado com o email que enviei anteriormente, falando sobre a perda de energia do universo e a solução, via efeito doppler, para este paradoxo.
>  
> Assim, pelo que entendi dos dois textos (da S.A e este que envio) ou temos um universo em que a lei de conservação é violada e nada podemos falar sobre sua origem e seu estado atual de expansão, ou então temos um universo em que a lei de conservação continua intacta e em expansão.
>  
> Abs
> Felipe
> Abs
> Felipe
>  
>  
>


 

 

SUBJECT: Re: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 27/07/2010 21:33

Ola Belmiro,
 
Não precisa.....já encomendei o meu na saraiva (está em promoção R$ 19)..rs
 
Abs
Felipe

--- Em ter, 27/7/10, Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br> escreveu:

De: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
Assunto: Re: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Terça-feira, 27 de Julho de 2010, 18:58

 
    Oi Felipe,
 
    Não posso dizer nada apenas com base na sinopse. Vou ler o livro quando puder e aí te respondo.
 
    [],s
 
    Belmiro

--- Em seg, 26/7/10, luiz silva <luizfelipecsrj@ yahoo.com. br> escreveu:

De: luiz silva <luizfelipecsrj@ yahoo.com. br>
Assunto: Re: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
Para: ciencialist@ yahoogrupos. com.br
Data: Segunda-feira, 26 de Julho de 2010, 11:55

 
Ola Blemiro,
 
Este modelo de universo eterno proposto pelo Novello é o mesmo da teoria da gravidade quântica em Loop ?
 
Abs
Felipe
--- Em sex, 23/7/10, psdias2 <psdias2@yahoo. com.br> escreveu:

De: psdias2 <psdias2@yahoo. com.br>
Assunto: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello
Para: ciencialist@ yahoogrupos. com.br
Data: Sexta-feira, 23 de Julho de 2010, 20:02

 

http://www.livraria cultura.com. br/scripts/ cultura/resenha/ resenha.asp? nitem=5092383&sid=620770172127218 19565100018&k5=27C6A574&uid=

Dados tirados do site da Livraria Cultura:

SINOPSE:
------------ -
Nas últimas décadas do século XX, os cientistas produziram uma descrição
da história do Universo segundo a qual, há poucos bilhões de anos, uma
grande explosão teria dado origem a tudo o que existe. Esse modelo
conhecido como big bang parecia incontestável, assumiu o papel de
verdade científica, ganhou as páginas de jornais e revistas, povoou os
livros didáticos e as telas de televisão. O cosmólogo Mário Novello
demonstra, nesta obra, que os cientistas produziram uma teoria da
criação equivalente a diversos mitos religiosos. E analisa as condições
que tornaram possível o surgimento de outros cenários e teorias, entre
eles o do Universo eterno dinâmico, em que sua origem não teria um
começo determinado no tempo. Inclui um glossário de termos da
cosmologia, cronologia comentada da cosmologia no Brasil e no mundo e
Debate sobre as questões mais atuais.

SOBRE O AUTOR:
------------ --------- -
NOVELLO, MARIO
Mário Novello é doutor em física pela Universidade de Genebra, na Suíça,
e pós-doutor pelo Departamento de Astrofísica da Universidade de Oxford,
na Inglaterra. Desde 1982 dirige a Escola Brasileira de Cosmologia e
Gravitação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Publicou
mais de 150 artigos científicos em revistas internacionais. É autor,
entre outros livros, de 'Cosmos et contexte' (Paris, Ed. Masson, 1987) e
'O círculo do tempo - um olhar científico sobre viagens
não-convencionais no tempo' (Rio de Janeiro, Ed. Campus, 1998).

OPINIÃO DE UM LEITOR
------------ --------- --------- ----
Interessante, mas nem sempre compreensível
O esforço do autor - um físico renomado, que já foi companheiro de
cientistas como Roger Penrose e Stephen Hawking - para tornar a leitura
compreensível para o leigo é visível e notável, mas nem sempre bem
sucedida. Muitos conceitos físicos, como ''pressão negativa'' ou ''campo
escalar'', permanecem obscuros e não recebem uma adequada exposição
elucidativa. Apesar disso, muitos outros trechos estão bem escritos e o
próprio debate que questiona a unanimidade do Big Bang é de enorme
interesse.


 

 

 

SUBJECT: Re: [ciencialist] Palestra de Suzan Blackmore no TED (muito interessante) sobre memes
FROM: jeff@jeff.com.br
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 27/07/2010 23:34

>  
> E se é crença, fico com a minha ::))
>  
> Abs
> Felipe

Acho que essa sua crença é um meme (ou um "memeplexo") que encontrou um
paraíso nos cérebros humanos, "aproveitando-se" da nossa ignorância sobre
a realidade, aliada a nossa prepotência e aos nossos medos. Mas, por outro
lado, a nossa curiosidade inata acabou "criando" os memes das ciências,
que vem nos revelando uma realidade que mata nossa prepotência e nos
liberta dos nossos medos (que perdem o sentido quando a aceitamos). Então,
vejo que o ambiente onde estes memes religiosos tiveram sucesso está
mudando de modo que dificilmente conseguirão se adaptar, sendo
definitivamente extintos. Um evidência disso é o grande crescimento
acentuado do ateísmo no mundo...

[]´,s
Jeff.



SUBJECT: RE: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
FROM: Felipe Stauffer <fsjs365@hotmail.com>
TO: Ciencialist <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 28/07/2010 01:10

Outro dia o Marcelo Gleiser postou no twitter um linque para um texto do Arnaldo Jabour, que escreveu sobre cosmologia, elogiando-o.
 
O modelo de universo do texto de Jabour e contraponto do Big-Bang-sem-nada-antes parece o modelo de ciclo grande das religião hindu, sendo cada universo um trabalho de Brahma, como uma versão de um sistema de criação, materializado em um poro do corpo de Vishnu.
 
Sds,

Felipe Junqueira de Souza
http://felipestauffer.com



 

To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: belmirow@yahoo.com.br
Date: Tue, 27 Jul 2010 14:58:22 -0700
Subject: Re: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro

 
    Oi Felipe,
 
    Não posso dizer nada apenas com base na sinopse. Vou ler o livro quando puder e aí te respondo.
 
    [],s
 
    Belmiro

--- Em seg, 26/7/10, luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br> escreveu:

De: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
Assunto: Re: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Segunda-feira, 26 de Julho de 2010, 11:55

 
Ola Blemiro,
 
Este modelo de universo eterno proposto pelo Novello é o mesmo da teoria da gravidade quântica em Loop ?
 
Abs
Felipe
--- Em sex, 23/7/10, psdias2 <psdias2@yahoo. com.br> escreveu:

De: psdias2 <psdias2@yahoo. com.br>
Assunto: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello
Para: ciencialist@ yahoogrupos. com.br
Data: Sexta-feira, 23 de Julho de 2010, 20:02

 

http://www.livraria cultura.com. br/scripts/ cultura/resenha/ resenha.asp? nitem=5092383&sid=620770172127218 19565100018&k5=27C6A574&uid=

Dados tirados do site da Livraria Cultura:

SINOPSE:
------------ -
Nas últimas décadas do século XX, os cientistas produziram uma descrição
da história do Universo segundo a qual, há poucos bilhões de anos, uma
grande explosão teria dado origem a tudo o que existe. Esse modelo
conhecido como big bang parecia incontestável, assumiu o papel de
verdade científica, ganhou as páginas de jornais e revistas, povoou os
livros didáticos e as telas de televisão. O cosmólogo Mário Novello
demonstra, nesta obra, que os cientistas produziram uma teoria da
criação equivalente a diversos mitos religiosos. E analisa as condições
que tornaram possível o surgimento de outros cenários e teorias, entre
eles o do Universo eterno dinâmico, em que sua origem não teria um
começo determinado no tempo. Inclui um glossário de termos da
cosmologia, cronologia comentada da cosmologia no Brasil e no mundo e
Debate sobre as questões mais atuais.

SOBRE O AUTOR:
------------ --------- -
NOVELLO, MARIO
Mário Novello é doutor em física pela Universidade de Genebra, na Suíça,
e pós-doutor pelo Departamento de Astrofísica da Universidade de Oxford,
na Inglaterra. Desde 1982 dirige a Escola Brasileira de Cosmologia e
Gravitação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Publicou
mais de 150 artigos científicos em revistas internacionais. É autor,
entre outros livros, de 'Cosmos et contexte' (Paris, Ed. Masson, 1987) e
'O círculo do tempo - um olhar científico sobre viagens
não-convencionais no tempo' (Rio de Janeiro, Ed. Campus, 1998).

OPINIÃO DE UM LEITOR
------------ --------- --------- ----
Interessante, mas nem sempre compreensível
O esforço do autor - um físico renomado, que já foi companheiro de
cientistas como Roger Penrose e Stephen Hawking - para tornar a leitura
compreensível para o leigo é visível e notável, mas nem sempre bem
sucedida. Muitos conceitos físicos, como ''pressão negativa'' ou ''campo
escalar'', permanecem obscuros e não recebem uma adequada exposição
elucidativa. Apesar disso, muitos outros trechos estão bem escritos e o
próprio debate que questiona a unanimidade do Big Bang é de enorme
interesse.


 

 

SUBJECT: Ciência mais próxima de descobrir 100 milhões de Terras pela Galáxia
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 28/07/2010 05:34

Ciência mais próxima de descobrir 100 milhões de Terras pela Galáxia

2250067

Há quase cinco séculos, Nicolau Copérnico iniciou uma revolução ao defender um modelo do Universo que não possuía a Terra como centro. A Revolução Copernicana se estende até hoje, ao descobrirmos que longe de estarmos no centro de tudo, o cosmos se estende e se expande em um espaço-tempo por bilhões e bilhões de anos-luz, como diria Carl Sagan. Mesmo nossa galáxia já possui em torno de 100 bilhões de estrelas, e é apenas uma entre centenas de bilhões de galáxias.

Havia, e há entretanto, uma pedra no sapato da Revolução Copernicana: estamos, ou parecemos estar, sós. Não apenas isso, enquanto a astronomia estendia as escalas do Universo a dimensões quase incomensuráveis, descobrindo estrelas, nebulosas e mesmo galáxias sem fim, todos os planetas que conhecíamos eram planetas de nosso próprio sistema solar. Por décadas cientistas especularam seriamente se sistemas planetários não seriam raridades, formadas por uma conjunção absurdamente improvável de colisões ou condições, e uma estrela como o nosso Sol, rodeada por pequenos planetas rochosos e alguns gigantes gasosos, seria única, singular.

Há menos de vinte anos, a situação finalmente começou a mudar. Foram desenvolvidos novos telescópios, ferramentas e técnicas astronômicas que permitiram por fim observar evidência de planetas distantes, orbitando outras estrelas. E praticamente tão logo tais instrumentos foram colocados em ação, planetas extra-solares foram descobertos. E como foram. Em menos de vinte anos descobriram-se em torno de 500 planetas extra-solares. Se há trinta ou quarenta anos um astrônomo poderia teorizar se sistemas planetários seriam um raridade no Universo, hoje está claro que exatamente o oposto é a realidade: quase todas as estrelas que observamos no céu possuem planetas à sua volta. A Terra não é o centro do Universo, nem o sistema solar de que fazemos parte é único.

A Revolução Copernicana ainda não está completa. Conhecemos hoje muito mais planetas orbitando outras estrelas do que nosso próprio Sol, mas quase todos esses exoplanetas são gigantes muito diferentes da Terra. E, novamente conservadores, alguns astrônomos especulam se os sistemas planetários comuns pela galáxia não seriam diferentes do nosso, com uma grande escassez de pequenos planetas rochosos em zonas habitáveis como a Terra. Novamente, contudo, limitações em nossas observações podem responder pela pequena quantidade de planetas de dimensões comparáveis à da Terra descobertos até agora.

Assista ao vídeo

Em uma inspiradora palestra TED proferida no último dia 16 de julho (acima, em inglês), o astrônomo de Harvard Dimitar Sasselov lembra como este ano de 2010 vê a convergência de três grandes eventos aparentemente distintos, que podem se revelar entrelaçados na direção das maiores descobertas de nossa espécie. O primeiro destes eventos é o sepultamento do mesmo Nicolau Copérnico. Falecido em 1543, Copérnico foi inicialmente enterrado, como era costume na época, em uma tumba coletiva. O homem que revolucionou o mundo jazia assim praticamente anônimo em meio a muitos, até que há poucos anos o que seria seu corpo foi identificado – com base em traços forenses como uma cicatriz sobre seu olho. Mas como estar seguro de que este não poderia ser um companheiro falecido na mesma época, que também tivesse por coincidência a cicatriz e outros traços?

Entra o famoso teste genético, parte da revolução nas ciências da vida que vivemos neste exato momento. No ano passado, amostras de fios de cabelo de presentes em um de seus livros preservado até hoje combinaram geneticamente com o corpo, e a identificação acima de dúvida razoável, quase tão segura quanto um teste de paternidade contemporâneo, finalmente permitiu que no dia 22 de maio de 2010, mais de 450 anos depois de sua morte, Nicolau Copérnico fosse sepultado em um segundo funeral com as devidas honras.

Poucos dias depois, em junho, a equipe científica comandando uma sonda espacial nomeada em honra a um astrônomo que levou à frente a Revolução Copernicana, a sonda Kepler, divulgou seus primeiros resultados. Sasselov é um dos líderes da equipe de astrônomos, e as notícias são boas, como notou na palestra. Nada menos que 706 candidatos a planetas – isto é, possíveis planetas extra-solares – foram identificados baseados em apenas 43 dias de observação. “Uma parcela significativa desses não devem ser mesmo planetas, e não sabemos ainda qual é esta fração”, notou Sasselov, mas a sonda deve buscar planetas por mais de três anos! Porém essa não é a boa notícia, ou pelo menos, não é a melhor das notícias.

Os candidatos planetários da Kepler, como os 306 divulgados no último dia 15 de junho, têm órbitas e tamanhos estimados. Organizados por tamanho aparente, a maioria dos candidatos possui um tamanho igual ou menor ao de Netuno. Esta é a boa notícia”. A melhor das notícias. Que ainda deve se confirmar, mas Sasselov pinta os primeiros sinais como indicadores de que a distribuição de planetas pelo Universo deve bem ser similar à de nosso sistema solar.

De onde vem o tantalizante número de 100 milhões de planetas como a Terra. Permanece sendo, por ora, apenas uma possibilidade, mas uma cada vez mais concreta, e uma que pode vir a ser confirmada com boa evidência nos próximos anos. Pouco a pouco vamos preenchendo com base em observações astronômicas a famosa equação de Frank Drake estimando o número de civilizações extraterrestres, e incrivelmente, algumas das estimativas mais otimistas podem se confirmar.

dnafingerprint

Sasselov mencionou três grandes eventos cruzando-se para revolucionar o mundo, e mencionamos até aqui apenas dois, o sepultamento de Copérnico com a confirmação de sua identidade por um exame genético, bem como a indicação de centenas de planetas extra-solares em uma distribuição similar à do nosso sistema planetário. O terceiro grande evento fez ainda mais barulho que os anteriores, e com razão: a biologia sintética.

Os mesmos avanços que permitem criar uma célula capaz de se reproduzir com base em um material genético sintetizado – uma das mais destacadas conquistas da área alcançada por Craig Venter e anunciada poucos dias antes do novo sepultamento de Copérnico – pode ser um dos braços de uma ponte em construção que permitirá buscar, e quiçá encontrar vida em outros planetas. Vida que pode ou não ser similar à nossa – a biologia sintética fornecerá as ferramentas e as para testar e descobrir um sem número de possibilidades.

A Terra não é o centro do Universo, e em meio da centenas de bilhões de estrelas, há centenas de bilhões de planetas, possivelmente com centenas de milhões de “Terras”. Quantos deles não serão mesmo outras Terras, abrigando vida, quem sabe mesmo civilizações com seus próprios Copérnicos, completando definitivamente a Revolução Copernicana, e estendendo o que de mais precioso conhecemos a dimensões interestelares?

No ano em que Copérnico foi sepultado, podemos ainda não ter feito contato, mas pelos caminhos inesperados da ciência – em um laboratório, sob o microscópio – ou naqueles bem esperados – através de um satélite dedicado a identificar exoplanetas – poderemos encontrar o conhecimento essencial para descobrir se afinal estamos ou não sós.

Porque só saberemos ao certo, quando comprovarmos que não estamos sós.

- – -

[via Cosmic Log, confira também o esclarecimento de Sasselov, em inglês, a alguns mal-entendidos sobre Planets large and small: the Kepler planetary candidates in my TED Talk. Imagem acima, flaivoloka, sxc.hu]


SUBJECT: Re: Hoje (27/07), às 19h, CeticismoAberto na TV Cultura
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 28/07/2010 05:38

Hoje (27/07), às 19h, CeticismoAberto na TV Cultura

Atualização: Para quem perdeu ou não pôde conferir, os vídeos do programa (número 87) podem ser conferidos na íntegra no site do Login:

loginkentaromori

Nos três primeiros blocos: bloco 01, bloco 02 e bloco 03. O quarto e último bloco acompanhou a trupe do Teatro Mágico.

Além do programa que foi ao ar, participamos do Youlog, 15 minutos a mais com os apresentadores e a banda respondendo mais algumas perguntas na rede. O vídeo ainda não está online, mas deve estar disponível aqui.


SUBJECT: Ciência aplicada aos vampiros da saga “Crepúsculo”?
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 28/07/2010 05:39

Ciência aplicada aos vampiros da saga “Crepúsculo”?

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“Eu finalmente li ‘Crepúsculo’”, confessou Kay Holt em “I like a little Science in my Fiction” (“Eu gosto de um pouco de Ciência em minha Ficção”). “E depois de horas de pesquisa na rede, encontrei uma solução a um grande problema que tinha com a história. E sei por que os vampiros brilham!”.

Holt começa com um fato: a maior parte dos “vampiros” na natureza, aqueles que se alimentam de sangue, os hematófagos, são insetos. Sim, insetos. “Vampiros devem ser insetos gigantes altamente evoluídos”, brinca, e leva a comparação bem além.

“Como muitos sugadores de sangue reais, vampiros devem se alimentar antes de se reproduzir. Contudo, ao contrário do mundo natural, vampiros parecem se reproduzir inteiramente por transferência horizontal de genes”. Isto é, não transmitem material genético a um filho, verticalmente, mas diretamente a um indivíduo, mesmo uma espécie diferente com a qual não tem relação de ascendência. E faz referência a uma pesquisa recente indicando que um inseto hematófago, um reles “Barbeiro” (Rhodinus prolixus) seria capaz de transmitir material genético a um mamífero. Longe de ser uma reprodução completa, mas se a forma de reprodução dos vampiros de Stephenie Meyer se dá por algum processo envolvendo material genético, seria uma transferência horizontal de genes. Parecida com a de um bicho barbeiro.

O indivíduo, ou a vítima, passaria então por uma metamorfose. Similar à de uma largarta transformando-se em uma borboleta. “De acordo com Crepúsculo, o processo leva dias e é incrivelmente doloroso, o que é coerente dado que a vítima passa por histólise e histogênese completa sem o estágio de pupa, muito menos sem anestesia geral”, nota Holt, que ainda faz referência a outra pesquisa recente sugerindo que mariposas ou borboletas podem se lembrar do que “aprenderam” quando lagartas.

Para completar a interpretação dos vampiros da saga como insetos, Holt lembra que teriam sangue frio, como insetos; com uma pele pétrea, cristalina, como a carapaça, o exoesqueleto de insetos; e finalmente habilidades sobre-humanas, enquanto insetos são alguns dos animais relativamente mais fortes, rápidos, de visão aguçada ou resistentes a viver no planeta.

E qual tipo de insetos eles seriam?

the-butterfly-nebula-in-orion

“Borboletas! Vampiros, como borboletas, estão cobertos de minúsculas escamas iridescentes”, o que explicaria seu brilho ao sol, reluzindo um arco-íris de cores.

Edward Cullen, um inseto hematófago gigante altamente evoluído para parecer um ser humano perfeito, dotado de super-poderes e uma pele cristalina com escamas iridescentes. Uma borboleta.

Há um motivo pelo qual “Crepúsculo” não é ficção científica, mas a brincadeira de Holt – que não é nada além de uma brincadeira, sem a pretensão de ser analisada rigorosamente a fundo – já foi indicada como “possivelmente a melhor viagem de fantasia de todos os tempos” pelo blog BoingBoing.

- - -

[Confira o texto original, em inglês: I know why the vampire sparkles!. Imagem da borboleta do New Forest Observatory. A ideia de insetos gigantes mimetizando traços humanos em verdade já foi tema de uma série de ficção, a série de filmes de terror, “Mimic” (1997), com baratas gigantes aterrorizando o metrô de Nova Iorque e outros cantos do planeta. Provavelmente não Forks.]


SUBJECT: Re: [ciencialist] Palestra de Suzan Blackmore no TED (muito interessante) sobre memes
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/07/2010 07:50

Ola Jeff,
 
Esta "previsão" já foi feita muitas vezes antes....acredite. A questão da fé, vai além da religião (esta, é consequência da fé). A fé tem a ver com existência, coisa que a ciência ainda nem arranhou e acho que dificilmente arranhará, pois está fora de sua "jurisdição".(a ciência é uma consequência consequência da existência, investiga os "como")
 
Novamente, memes é apenas mais uma crença humana, que infestou seu cérebro e, principalmente, da Susan. Está longe de ser científico, falseável.....tanto quanto a fé religiosa...mas tudo bem, como não é "religião", podemos "esquecer" isso, não é ?? 
 
Aliás, é possível reescrever todo o seu parágrafo, ao inverso.
 
Ps: queria ver os dados estatísticos desse crescimento. E se realmente é um crescimento, ou somente são os ateus "saindo" do armário.
 
Abs
Felipe

--- Em ter, 27/7/10, jeff@jeff.com.br <jeff@jeff.com.br> escreveu:

De: jeff@jeff.com.br <jeff@jeff.com.br>
Assunto: Re: [ciencialist] Palestra de Suzan Blackmore no TED (muito interessante) sobre memes
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Terça-feira, 27 de Julho de 2010, 23:34

 
>  
> E se é crença, fico com a minha ::))
>  
> Abs
> Felipe

Acho que essa sua crença é um meme (ou um "memeplexo") que encontrou um
paraíso nos cérebros humanos, "aproveitando-se" da nossa ignorância sobre
a realidade, aliada a nossa prepotência e aos nossos medos. Mas, por outro
lado, a nossa curiosidade inata acabou "criando" os memes das ciências,
que vem nos revelando uma realidade que mata nossa prepotência e nos
liberta dos nossos medos (que perdem o sentido quando a aceitamos). Então,
vejo que o ambiente onde estes memes religiosos tiveram sucesso está
mudando de modo que dificilmente conseguirão se adaptar, sendo
definitivamente extintos. Um evidência disso é o grande crescimento
acentuado do ateísmo no mundo...

[]´,s
Jeff.


 

SUBJECT: RE: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/07/2010 07:54

Ola Felipe,
 
Na realidade qqer modelo cíclico será semelhante ao modelo hindu.
 
Só não lembro se, no modelo hindu, as coisas se repetem...Aí, teríamos um modelo parcialmente semelhante, pois apesar de se repetir infinitas vezes, também seria diferente, ifinitas vezes de uma dada "manifestação" anterior.
 
Abs
Felipe

--- Em qua, 28/7/10, Felipe Stauffer <fsjs365@hotmail.com> escreveu:

De: Felipe Stauffer <fsjs365@hotmail.com>
Assunto: RE: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
Para: "Ciencialist" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Data: Quarta-feira, 28 de Julho de 2010, 1:10

 
Outro dia o Marcelo Gleiser postou no twitter um linque para um texto do Arnaldo Jabour, que escreveu sobre cosmologia, elogiando-o.
 
O modelo de universo do texto de Jabour e contraponto do Big-Bang-sem- nada-antes parece o modelo de ciclo grande das religião hindu, sendo cada universo um trabalho de Brahma, como uma versão de um sistema de criação, materializado em um poro do corpo de Vishnu.
 
Sds,

Felipe Junqueira de Souza
http://felipestauff er.com



 

To: ciencialist@ yahoogrupos. com.br
From: belmirow@yahoo. com.br
Date: Tue, 27 Jul 2010 14:58:22 -0700
Subject: Re: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro

 
    Oi Felipe,
 
    Não posso dizer nada apenas com base na sinopse. Vou ler o livro quando puder e aí te respondo.
 
    [],s
 
    Belmiro

--- Em seg, 26/7/10, luiz silva <luizfelipecsrj@ yahoo.com. br> escreveu:

De: luiz silva <luizfelipecsrj@ yahoo.com. br>
Assunto: Re: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
Para: ciencialist@ yahoogrupos. com.br
Data: Segunda-feira, 26 de Julho de 2010, 11:55

 
Ola Blemiro,
 
Este modelo de universo eterno proposto pelo Novello é o mesmo da teoria da gravidade quântica em Loop ?
 
Abs
Felipe
--- Em sex, 23/7/10, psdias2 <psdias2@yahoo. com.br> escreveu:

De: psdias2 <psdias2@yahoo. com.br>
Assunto: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello
Para: ciencialist@ yahoogrupos. com.br
Data: Sexta-feira, 23 de Julho de 2010, 20:02

 

http://www.livraria cultura.com. br/scripts/ cultura/resenha/ resenha.asp? nitem=5092383&sid=620770172127218 19565100018&k5=27C6A574&uid=

Dados tirados do site da Livraria Cultura:

SINOPSE:
------------ -
Nas últimas décadas do século XX, os cientistas produziram uma descrição
da história do Universo segundo a qual, há poucos bilhões de anos, uma
grande explosão teria dado origem a tudo o que existe. Esse modelo
conhecido como big bang parecia incontestável, assumiu o papel de
verdade científica, ganhou as páginas de jornais e revistas, povoou os
livros didáticos e as telas de televisão. O cosmólogo Mário Novello
demonstra, nesta obra, que os cientistas produziram uma teoria da
criação equivalente a diversos mitos religiosos. E analisa as condições
que tornaram possível o surgimento de outros cenários e teorias, entre
eles o do Universo eterno dinâmico, em que sua origem não teria um
começo determinado no tempo. Inclui um glossário de termos da
cosmologia, cronologia comentada da cosmologia no Brasil e no mundo e
Debate sobre as questões mais atuais.

SOBRE O AUTOR:
------------ --------- -
NOVELLO, MARIO
Mário Novello é doutor em física pela Universidade de Genebra, na Suíça,
e pós-doutor pelo Departamento de Astrofísica da Universidade de Oxford,
na Inglaterra. Desde 1982 dirige a Escola Brasileira de Cosmologia e
Gravitação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Publicou
mais de 150 artigos científicos em revistas internacionais. É autor,
entre outros livros, de 'Cosmos et contexte' (Paris, Ed. Masson, 1987) e
'O círculo do tempo - um olhar científico sobre viagens
não-convencionais no tempo' (Rio de Janeiro, Ed. Campus, 1998).

OPINIÃO DE UM LEITOR
------------ --------- --------- ----
Interessante, mas nem sempre compreensível
O esforço do autor - um físico renomado, que já foi companheiro de
cientistas como Roger Penrose e Stephen Hawking - para tornar a leitura
compreensível para o leigo é visível e notável, mas nem sempre bem
sucedida. Muitos conceitos físicos, como ''pressão negativa'' ou ''campo
escalar'', permanecem obscuros e não recebem uma adequada exposição
elucidativa. Apesar disso, muitos outros trechos estão bem escritos e o
próprio debate que questiona a unanimidade do Big Bang é de enorme
interesse.


 

 

 

SUBJECT: Entrevista sobre astronomia
FROM: Planetário <magna.teixeira@itelefonica.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br, reanet@yahoogrupos.com.br, urania_br@yahoogrupos.com.br, C-A-S-P@yahoogroups.com
DATE: 28/07/2010 10:56

Olá pessoal, depositei no youtube uma entrevista que dei sobre
astronomia (numa linguagem coloquial) ao programa tribuna independente
da Rede Vida. O endereço no youtube é:

http://www.youtube.com/watch?v=a1vyRb-1_vg

Um abraço a todos

Alexandre

Prof.Dr.Alexandre Cesar Dourado Neves
http://alexmagna.multiply.com
http://www.centrodeciencias.org.br/astronomia
http://lattes.cnpq.br/1520617547930750



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Teletransporte, Consciência e Dennett(era....)
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/07/2010 11:10

Ola Takata,
 
Mas ainda não está claro, para mim, como a analogia resolve o problema, caso não exista consciência instantânea.Pq este "movimento"(que seria, na realidade, um fluxo e um acúmulo de informações no tempo)  de estados incoscientes levaria a uma consciência? Caso exsita uma consciência instantânea, não vejo problemas, pois só estaríamos "juntando" a história.
 
Mesmo em uma consciência dinâmica (considerando-se a inexistência de uma consciência instantânea), deverá existir um intervalo mínimo de "tempo" no qual a consciência surge, o que continua sendo estranho. Pq em dois/três/n (n podento ser ininito, no caso contínuo) instantes consecutivos (sendo o tempo contínuo - axioma da escolha, pois apesar de não podermos determinar, estes instantes consecutivos existem,e "passamos" por eles -  ou discreto) eu teria consciência e em 1 instantâneo não? 
 
Com relação as consequências de uma consciência instantânea, vc vê alguma ? discorda das consequências que coloquei ?
 
Ps : Apesar de nosso cérebro ter limitações para identificar variações rápidas, isto não significa que deixamos de ser conscientes qdo estas variações ocorrem (ou seja, o fato de não termos consciência delas, não significa que não estávamos conscientes).  
 
Abs
Felipe


--- Em ter, 27/7/10, roberto <roberto.takata@bol.com.br> escreveu:

De: roberto <roberto.takata@bol.com.br>
Assunto: [ciencialist] Re: Teletransporte, Consciência e Dennett(era....)
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Terça-feira, 27 de Julho de 2010, 20:33

 
--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Luiz" <luizfelipecsrj@...>
> Não estou muito certo se esta analogia é aplicável, pois uma foto,
> apesar de ser um instantâneo do filme, ainda é um pedaço de um
> filme...ou um "pedaço" de consciência não "seria/teria" consciência?

A questão não é se é filme ou não. É se tem movimento ou não.

[]s,

Roberto Takata


 

SUBJECT: RES: [ciencialist] Re: Fatos e Ciência II
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 28/07/2010 12:21

Em anexo, o artigo original de Suplee e a belíssima solução de Matsas,

a qual mostra que se trata de mais um pseudo paradoxo. Como, aliás, todos os

que já foram proposto, até o momento.

O  percurso até o resultado final exige um grande conhecimento e habilidade  em matemática.

Mas tudo é desenvolvido dentro dos pressupostos da TR, como é para ser, em todos os casos.

Quem se interessar por “paradoxos” relativistas, bem como suas soluções, recomendo as seguintes obras:

1-Paradoxes in the theory of relativity, por Yakov P.Terletskii, Ed. Plenum Press –New York, Edição de 1968.

O autor é russo, se vivo, deve ser aposentado do Department of Physics  of the  Moscow State University,Moscow. 

Sua e importância e influência na ciência foram muito grandes. É citado, inclusive, por alguém não menos que Landau.

Trata dos “paradoxos”  relativísticos cinemáticos e dinâmicos, com bastante rigor. Os dois primeiros capítulos são dedicados a uma exposição da TRE. Além disso, na obra ele especula sobre coisas como velocidades superiores à da luz e massas próprias negativas e imaginárias(me “arrepio” com essas coisas, mas no papel tudo é possível, inclusive uma certa coerência teórica nas digressões, etc.).  O tratamento dado ao “paradoxo” dos gêmeos usa os pressupostos da TER e o esquema de Minkowski para deslindar a questão, o que é feito magistralmente, e de maneira inteligível.   

2- Special theory of relativity, de V.A Ugarov, também físico russo, Ed. MIR Publishers(parece que fechou), Moscow.

Trata dos alguns  falsos paradoxos cinemáticos, no capítulo 8, incluindo-se coisas como velocidades superiores à da luz, o famigerado falso paradoxo dos gêmeos, entre outros.  

3- Para um tratamento do  falso paradoxo dos gêmeos, usando as técnicas e pressupostos da RG(Princípio da Equivalência), combinados com a TRE é tratado em autores como  C.Möller, seção 8.17.(Esta é uma obra bastante completa e rigorosa conceitualmente, tratando de toda a TR.  ) E, finalmente,

4-Relativity - Physics  Contemp.I, de W.G.Rosser, publicação da Plenum Press, U.S.A, que trata do  Eletromagnetismo do ponto de vista relativístico e experimental.  É, em minha modesta opinião, o melhor que existe a respeito(dentro dos trabalhos que conheço, naturalmente).  Creio que é uma obra utilíssima para todos os professores e pesquisadores que faça do eletromagnetismo o seu dia, em salas de aulas e laboratórios.  A Seção 6.8 trata de uma ssunto que tem gerado polêmicas: Indução unipolar, que alguns usam como argumento para invalidar a TR, como em “An  experimental disproof of special relativity theory(Unipolar Induction), de um certo Francisco J. Müller”. Mas, lá, vê-se que se trata de mais uma balela.

 

Acredito que essas obras existem nas bibliotecas das universidades a que cada um pode ter acesso.

 

Em minha opinião, o estudo dos “paradoxos” que surgem sobre a TR são sempre bem vindos, pois o  esforço teórico  para mostrar que não são verdadeiros  só aumenta a confiança na teoria, que tem derrubado matematicamente, com base nos pressupostos que a sustentam, todos eles.  Sem dó nem piedade.

 

Sds,

 

 

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de roberto
Enviada em: terça-feira, 27 de julho de 2010 20:30
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Re: Fatos e Ciência II

 

 

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva
> Mas se para mim,o tempo do foton está parado, eu não conseguiria
> medir/detectar esta perda de energia, não?

Não. Vc conseguiria medir normalmente, pois pra vc o tempo anda sem problemas.

> Ps: Vc tem algum artigo sobre a solução do paradoxo do submarino?

http://focus.aps.org/story/v12/st4
---------

[]s,

Roberto Takata


SUBJECT: RES: [ciencialist] Ciência mais próxima de descobrir 100 milhões de Terras pela Galáxia
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 28/07/2010 13:13

Belo post.

Há uns anos, recusa-me sequer a pensar em vida extraterrestre, tendo proferido algumas heresias a respeito.

Mas, hoje, finalmente, volto à razão, ao pensar que:

1-Nada há de especial na existência da terra e o sistema solar a que pertence, no sentido em que:

1.1   não houve intencionalidade ou propósitos em sua “fabricação”; e,

1.2   sim, foi o resultado de um feliz acaso, feliz para nós, o resultado vivo desse acaso.

 

2         – Em havendo tantos bilhões de galáxias, estrelas, sistemas solares por aí afora, buracos negros, amarelos ou brancos, surgidos aleatoriamente, não é possível mais a manutenção da idéia de que somos únicos e especiais neste contexto todo.

3         Pode até ser que sejamos únicos, mas isto certamente não é obra de quem quer que seja.  Somos o resultado mesmo de um acaso, no mesmo percentual  probabilístico de que sequer poderíamos sê-lo.  Só isso.

4         O detalhe, contudo, é que não há a mínima da mínima evidência de  que outros,  semelhantes,  mais avançadas ou mais atrasados Vitors da vida, existam em algum  beco do cosmos.

5         Concordo, hoje, com Sagan, que se deva buscar, esperar, não desistir.  Até em razão de que, nessas buscas, o grande ganhador é ciência (aumentar o conhecimento sobre o cosmos era um dos objetivos de Sagan, estendo-o a todos), que vai se enriquecendo com achados inesperados e não previstos por nossas teorias.  Como tem sido.

 

Mas não é demais dizer que é melhor esperarmos sentados, aguardando que alguém que veio de lá nos olhe em nossos “oinhos” e diga: bicho, como és feio!, tolo e ignorante;  eu estava bem ali e só agora é dá o ar da graça? Toma, um cafuné, prá deixares de ser besta!

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Kentaro Mori
Enviada em: quarta-feira, 28 de julho de 2010 05:35
Para: undisclosed-recipients:
Assunto: [ciencialist] Ciência mais próxima de descobrir 100 milhões de Terras pela Galáxia

 

 

Ciência mais próxima de descobrir 100 milhões de Terras pela Galáxia

2250067

Há quase cinco séculos, Nicolau Copérnico iniciou uma revolução ao defender um modelo do Universo que não possuía a Terra como centro. A Revolução Copernicana se estende até hoje, ao descobrirmos que longe de estarmos no centro de tudo, o cosmos se estende e se expande em um espaço-tempo por bilhões e bilhões de anos-luz, como diria Carl Sagan. Mesmo nossa galáxia já possui em torno de 100 bilhões de estrelas, e é apenas uma entre centenas de bilhões de galáxias.

Havia, e há entretanto, uma pedra no sapato da Revolução Copernicana: estamos, ou parecemos estar, sós. Não apenas isso, enquanto a astronomia estendia as escalas do Universo a dimensões quase incomensuráveis, descobrindo estrelas, nebulosas e mesmo galáxias sem fim, todos os planetas que conhecíamos eram planetas de nosso próprio sistema solar. Por décadas cientistas especularam seriamente se sistemas planetários não seriam raridades, formadas por uma conjunção absurdamente improvável de colisões ou condições, e uma estrela como o nosso Sol, rodeada por pequenos planetas rochosos e alguns gigantes gasosos, seria única, singular.

Há menos de vinte anos, a situação finalmente começou a mudar. Foram desenvolvidos novos telescópios, ferramentas e técnicas astronômicas que permitiram por fim observar evidência de planetas distantes, orbitando outras estrelas. E praticamente tão logo tais instrumentos foram colocados em ação, planetas extra-solares foram descobertos. E como foram. Em menos de vinte anos descobriram-se em torno de 500 planetas extra-solares. Se há trinta ou quarenta anos um astrônomo poderia teorizar se sistemas planetários seriam um raridade no Universo, hoje está claro que exatamente o oposto é a realidade: quase todas as estrelas que observamos no céu possuem planetas à sua volta. A Terra não é o centro do Universo, nem o sistema solar de que fazemos parte é único.

A Revolução Copernicana ainda não está completa. Conhecemos hoje muito mais planetas orbitando outras estrelas do que nosso próprio Sol, mas quase todos esses exoplanetas são gigantes muito diferentes da Terra. E, novamente conservadores, alguns astrônomos especulam se os sistemas planetários comuns pela galáxia não seriam diferentes do nosso, com uma grande escassez de pequenos planetas rochosos em zonas habitáveis como a Terra. Novamente, contudo, limitações em nossas observações podem responder pela pequena quantidade de planetas de dimensões comparáveis à da Terra descobertos até agora.

Assista ao vídeo

Em uma inspiradora palestra TED proferida no último dia 16 de julho (acima, em inglês), o astrônomo de Harvard Dimitar Sasselov lembra como este ano de 2010 vê a convergência de três grandes eventos aparentemente distintos, que podem se revelar entrelaçados na direção das maiores descobertas de nossa espécie. O primeiro destes eventos é o sepultamento do mesmo Nicolau Copérnico. Falecido em 1543, Copérnico foi inicialmente enterrado, como era costume na época, em uma tumba coletiva. O homem que revolucionou o mundo jazia assim praticamente anônimo em meio a muitos, até que há poucos anos o que seria seu corpo foi identificado – com base em traços forenses como uma cicatriz sobre seu olho. Mas como estar seguro de que este não poderia ser um companheiro falecido na mesma época, que também tivesse por coincidência a cicatriz e outros traços?

Entra o famoso teste genético, parte da revolução nas ciências da vida que vivemos neste exato momento. No ano passado, amostras de fios de cabelo de presentes em um de seus livros preservado até hoje combinaram geneticamente com o corpo, e a identificação acima de dúvida razoável, quase tão segura quanto um teste de paternidade contemporâneo, finalmente permitiu que no dia 22 de maio de 2010, mais de 450 anos depois de sua morte, Nicolau Copérnico fosse sepultado em um segundo funeral com as devidas honras.

Poucos dias depois, em junho, a equipe científica comandando uma sonda espacial nomeada em honra a um astrônomo que levou à frente a Revolução Copernicana, a sonda Kepler, divulgou seus primeiros resultados. Sasselov é um dos líderes da equipe de astrônomos, e as notícias são boas, como notou na palestra. Nada menos que 706 candidatos a planetas – isto é, possíveis planetas extra-solares – foram identificados baseados em apenas 43 dias de observação. “Uma parcela significativa desses não devem ser mesmo planetas, e não sabemos ainda qual é esta fração”, notou Sasselov, mas a sonda deve buscar planetas por mais de três anos! Porém essa não é a boa notícia, ou pelo menos, não é a melhor das notícias.

Os candidatos planetários da Kepler, como os 306 divulgados no último dia 15 de junho, têm órbitas e tamanhos estimados. Organizados por tamanho aparente, a maioria dos candidatos possui um tamanho igual ou menor ao de Netuno. Esta é a boa notícia”. A melhor das notícias. Que ainda deve se confirmar, mas Sasselov pinta os primeiros sinais como indicadores de que a distribuição de planetas pelo Universo deve bem ser similar à de nosso sistema solar.

De onde vem o tantalizante número de 100 milhões de planetas como a Terra. Permanece sendo, por ora, apenas uma possibilidade, mas uma cada vez mais concreta, e uma que pode vir a ser confirmada com boa evidência nos próximos anos. Pouco a pouco vamos preenchendo com base em observações astronômicas a famosa equação de Frank Drake estimando o número de civilizações extraterrestres, e incrivelmente, algumas das estimativas mais otimistas podem se confirmar.

dnafingerprint

Sasselov mencionou três grandes eventos cruzando-se para revolucionar o mundo, e mencionamos até aqui apenas dois, o sepultamento de Copérnico com a confirmação de sua identidade por um exame genético, bem como a indicação de centenas de planetas extra-solares em uma distribuição similar à do nosso sistema planetário. O terceiro grande evento fez ainda mais barulho que os anteriores, e com razão: a biologia sintética.

Os mesmos avanços que permitem criar uma célula capaz de se reproduzir com base em um material genético sintetizado – uma das mais destacadas conquistas da área alcançada por Craig Venter e anunciada poucos dias antes do novo sepultamento de Copérnico – pode ser um dos braços de uma ponte em construção que permitirá buscar, e quiçá encontrar vida em outros planetas. Vida que pode ou não ser similar à nossa – a biologia sintética fornecerá as ferramentas e as para testar e descobrir um sem número de possibilidades.

A Terra não é o centro do Universo, e em meio da centenas de bilhões de estrelas, há centenas de bilhões de planetas, possivelmente com centenas de milhões de “Terras”. Quantos deles não serão mesmo outras Terras, abrigando vida, quem sabe mesmo civilizações com seus próprios Copérnicos, completando definitivamente a Revolução Copernicana, e estendendo o que de mais precioso conhecemos a dimensões interestelares?

No ano em que Copérnico foi sepultado, podemos ainda não ter feito contato, mas pelos caminhos inesperados da ciência – em um laboratório, sob o microscópio – ou naqueles bem esperados – através de um satélite dedicado a identificar exoplanetas – poderemos encontrar o conhecimento essencial para descobrir se afinal estamos ou não sós.

Porque só saberemos ao certo, quando comprovarmos que não estamos sós.

- – -

[via Cosmic Log, confira também o esclarecimento de Sasselov, em inglês, a alguns mal-entendidos sobre Planets large and small: the Kepler planetary candidates in my TED Talk. Imagem acima, flaivoloka, sxc.hu]


SUBJECT: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
FROM: Álvaro Augusto (P) <alvaro@electrapower.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 28/07/2010 13:37

Não sei se devemos levar a sério os comentários de Jabor sobre cosmologia. Da minha parte, não gosto muito dessas analogias religiosas com modelos cosmológicos. Isso não acrescenta nada e deixa os leigos (leia-se “mais leigos do que eu”) perdidos e confusos.

 

Abraços,

 

Alvaro Augusto

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Felipe Stauffer
Enviada em: quarta-feira, 28 de julho de 2010 01:11
Para: Ciencialist
Assunto: RE: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro

 

 

Outro dia o Marcelo Gleiser postou no twitter um linque para um texto do Arnaldo Jabour, que escreveu sobre cosmologia, elogiando-o.
 
O modelo de universo do texto de Jabour e contraponto do Big-Bang-sem-nada-antes parece o modelo de ciclo grande das religião hindu, sendo cada universo um trabalho de Brahma, como uma versão de um sistema de criação, materializado em um poro do corpo de Vishnu.
 
Sds,

Felipe Junqueira de Souza

http://felipestauffer.com




 


To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: belmirow@yahoo.com.br
Date: Tue, 27 Jul 2010 14:58:22 -0700
Subject: Re: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro

 

    Oi Felipe,

 

    Não posso dizer nada apenas com base na sinopse. Vou ler o livro quando puder e aí te respondo.

 

    [],s

 

    Belmiro

--- Em seg, 26/7/10, luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br> escreveu:


De: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
Assunto: Re: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Segunda-feira, 26 de Julho de 2010, 11:55

 

Ola Blemiro,

 

Este modelo de universo eterno proposto pelo Novello é o mesmo da teoria da gravidade quântica em Loop ?

 

Abs

Felipe
--- Em sex, 23/7/10, psdias2 <psdias2@yahoo. com.br> escreveu:


De: psdias2 <psdias2@yahoo. com.br>
Assunto: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello
Para: ciencialist@ yahoogrupos. com.br
Data: Sexta-feira, 23 de Julho de 2010, 20:02

 


http://www.livraria cultura.com. br/scripts/ cultura/resenha/ resenha.asp? nitem=5092383&sid=620770172127218 19565100018&k5=27C6A574&uid=

Dados tirados do site da Livraria Cultura:

SINOPSE:
------------ -
Nas últimas décadas do século XX, os cientistas produziram uma descrição
da história do Universo segundo a qual, há poucos bilhões de anos, uma
grande explosão teria dado origem a tudo o que existe. Esse modelo
conhecido como big bang parecia incontestável, assumiu o papel de
verdade científica, ganhou as páginas de jornais e revistas, povoou os
livros didáticos e as telas de televisão. O cosmólogo Mário Novello
demonstra, nesta obra, que os cientistas produziram uma teoria da
criação equivalente a diversos mitos religiosos. E analisa as condições
que tornaram possível o surgimento de outros cenários e teorias, entre
eles o do Universo eterno dinâmico, em que sua origem não teria um
começo determinado no tempo. Inclui um glossário de termos da
cosmologia, cronologia comentada da cosmologia no Brasil e no mundo e
Debate sobre as questões mais atuais.

SOBRE O AUTOR:
------------ --------- -
NOVELLO, MARIO
Mário Novello é doutor em física pela Universidade de Genebra, na Suíça,
e pós-doutor pelo Departamento de Astrofísica da Universidade de Oxford,
na Inglaterra. Desde 1982 dirige a Escola Brasileira de Cosmologia e
Gravitação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Publicou
mais de 150 artigos científicos em revistas internacionais. É autor,
entre outros livros, de 'Cosmos et contexte' (Paris, Ed. Masson, 1987) e
'O círculo do tempo - um olhar científico sobre viagens
não-convencionais no tempo' (Rio de Janeiro, Ed. Campus, 1998).

OPINIÃO DE UM LEITOR
------------ --------- --------- ----
Interessante, mas nem sempre compreensível
O esforço do autor - um físico renomado, que já foi companheiro de
cientistas como Roger Penrose e Stephen Hawking - para tornar a leitura
compreensível para o leigo é visível e notável, mas nem sempre bem
sucedida. Muitos conceitos físicos, como ''pressão negativa'' ou ''campo
escalar'', permanecem obscuros e não recebem uma adequada exposição
elucidativa. Apesar disso, muitos outros trechos estão bem escritos e o
próprio debate que questiona a unanimidade do Big Bang é de enorme
interesse.


 


 


SUBJECT: Re: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
FROM: "Luiz" <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/07/2010 14:12


Ola Alvaro,

Mas o problema é que as analogias "existem". As teorias (a religiosa, e científica), nesse caso, tem em comum, um universo cíclico, com expansão e retração.

Abs
Felipe
--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Álvaro Augusto (P) <alvaro@...> escreveu
>
> Não sei se devemos levar a sério os comentários de Jabor sobre cosmologia.
> Da minha parte, não gosto muito dessas analogias religiosas com modelos
> cosmológicos. Isso não acrescenta nada e deixa os leigos (leia-se "mais
> leigos do que eu") perdidos e confusos.
>
>
>
> Abraços,
>
>
>
> Alvaro Augusto
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
> Em nome de Felipe Stauffer
> Enviada em: quarta-feira, 28 de julho de 2010 01:11
> Para: Ciencialist
> Assunto: RE: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
>
>
>
>
>
> Outro dia o Marcelo Gleiser postou no twitter um linque para um texto do
> Arnaldo Jabour, que escreveu sobre cosmologia, elogiando-o.
>
> O modelo de universo do texto de Jabour e contraponto do
> Big-Bang-sem-nada-antes parece o modelo de ciclo grande das religião hindu,
> sendo cada universo um trabalho de Brahma, como uma versão de um sistema de
> criação, materializado em um poro do corpo de Vishnu.
>
> Sds,
>
> Felipe Junqueira de Souza
>
> http://felipestauffer.com
>
>
>
>
>
>
> _____
>
> To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> From: belmirow@...
> Date: Tue, 27 Jul 2010 14:58:22 -0700
> Subject: Re: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
>
>
>
>
> Oi Felipe,
>
>
>
> Não posso dizer nada apenas com base na sinopse. Vou ler o livro quando
> puder e aí te respondo.
>
>
>
> [],s
>
>
>
> Belmiro
>
> --- Em seg, 26/7/10, luiz silva <luizfelipecsrj@...> escreveu:
>
>
> De: luiz silva <luizfelipecsrj@...>
> Assunto: Re: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Data: Segunda-feira, 26 de Julho de 2010, 11:55
>
>
>
>
> Ola Blemiro,
>
>
>
> Este modelo de universo eterno proposto pelo Novello é o mesmo da teoria da
> gravidade quântica em Loop ?
>
>
>
> Abs
>
> Felipe
> --- Em sex, 23/7/10, psdias2 <psdias2@yahoo. com.br> escreveu:
>
>
> De: psdias2 <psdias2@yahoo. com.br>
> Assunto: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello
> Para: ciencialist@ yahoogrupos. com.br
> Data: Sexta-feira, 23 de Julho de 2010, 20:02
>
>
>
>
> http://www.livraria cultura.com. br/scripts/
> <http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem
> =5092383&sid=62077017212721819565100018&k5=27C6A574&uid=> cultura/resenha/
> resenha.asp? nitem=5092383&sid=620770172127218 19565100018&k5=27C6A574&uid=
>
> Dados tirados do site da Livraria Cultura:
>
> SINOPSE:
> ------------ -
> Nas últimas décadas do século XX, os cientistas produziram uma descrição
> da história do Universo segundo a qual, há poucos bilhões de anos, uma
> grande explosão teria dado origem a tudo o que existe. Esse modelo
> conhecido como big bang parecia incontestável, assumiu o papel de
> verdade científica, ganhou as páginas de jornais e revistas, povoou os
> livros didáticos e as telas de televisão. O cosmólogo Mário Novello
> demonstra, nesta obra, que os cientistas produziram uma teoria da
> criação equivalente a diversos mitos religiosos. E analisa as condições
> que tornaram possível o surgimento de outros cenários e teorias, entre
> eles o do Universo eterno dinâmico, em que sua origem não teria um
> começo determinado no tempo. Inclui um glossário de termos da
> cosmologia, cronologia comentada da cosmologia no Brasil e no mundo e
> Debate sobre as questões mais atuais.
>
> SOBRE O AUTOR:
> ------------ --------- -
> NOVELLO, MARIO
> Mário Novello é doutor em física pela Universidade de Genebra, na Suíça,
> e pós-doutor pelo Departamento de Astrofísica da Universidade de Oxford,
> na Inglaterra. Desde 1982 dirige a Escola Brasileira de Cosmologia e
> Gravitação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Publicou
> mais de 150 artigos científicos em revistas internacionais. É autor,
> entre outros livros, de 'Cosmos et contexte' (Paris, Ed. Masson, 1987) e
> 'O círculo do tempo - um olhar científico sobre viagens
> não-convencionais no tempo' (Rio de Janeiro, Ed. Campus, 1998).
>
> OPINIÃO DE UM LEITOR
> ------------ --------- --------- ----
> Interessante, mas nem sempre compreensível
> O esforço do autor - um físico renomado, que já foi companheiro de
> cientistas como Roger Penrose e Stephen Hawking - para tornar a leitura
> compreensível para o leigo é visível e notável, mas nem sempre bem
> sucedida. Muitos conceitos físicos, como ''pressão negativa'' ou ''campo
> escalar'', permanecem obscuros e não recebem uma adequada exposição
> elucidativa. Apesar disso, muitos outros trechos estão bem escritos e o
> próprio debate que questiona a unanimidade do Big Bang é de enorme
> interesse.
>




SUBJECT: Re: Fatos e Ciência II
FROM: "Luiz" <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/07/2010 14:18


Ola Takata,

Eu mediria sim, pois o tempo para mim está passando normalmente. Mas como, para mim, o tempo do fóton está parado, encontrarei valor zero, para o "fluxo de energia" (dado q, para mim, o tempo está congelado, qdo olho o comportamento do foton), não ?

Abs
Felipe
--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "roberto" <roberto.takata@...> escreveu
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva
> > Mas se para mim,o tempo do foton está parado, eu não conseguiria
> > medir/detectar esta perda de energia, não?
>
> Não. Vc conseguiria medir normalmente, pois pra vc o tempo anda sem problemas.
>
> > Ps: Vc tem algum artigo sobre a solução do paradoxo do submarino?
>
> http://focus.aps.org/story/v12/st4
> ---------
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>




SUBJECT: Re: RES: [ciencialist] Re: Fatos e Ciência II [2 Anexos]
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/07/2010 15:10

Ola Victor,
 
Ainda não li o artigo, pois estou no trabalho (e pelo q vi, vai ser ruim de entender). Mas, para solucionar o paradoxo, ele considerou a gravidade da terra, não ? E que trajetória ele considerou que o submarino vai fazer no fundo do mar ?
 
Estou falando isso, pois a única coisa que consegue "dobrar" a velocidade da luz(fazer curva) é a gravidade de um buraco negro e a trajetória "real" deste submarino seria uma linha quase reta, até a sua saída do mar, e saída de órbita, dada sua super velocidade, não ?
 
Abs
Felipe

--- Em qua, 28/7/10, JVictor <j.victor.neto@uol.com.br> escreveu:

De: JVictor <j.victor.neto@uol.com.br>
Assunto: RES: [ciencialist] Re: Fatos e Ciência II [2 Anexos]
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Quarta-feira, 28 de Julho de 2010, 12:21

 

Em anexo, o artigo original de Suplee e a belíssima solução de Matsas,

a qual mostra que se trata de mais um pseudo paradoxo. Como, aliás, todos os

que já foram proposto, até o momento.

O  percurso até o resultado final exige um grande conhecimento e habilidade  em matemática.

Mas tudo é desenvolvido dentro dos pressupostos da TR, como é para ser, em todos os casos.

Quem se interessar por “paradoxos” relativistas, bem como suas soluções, recomendo as seguintes obras:

1-Paradoxes in the theory of relativity, por Yakov P.Terletskii, Ed. Plenum Press –New York, Edição de 1968.

O autor é russo, se vivo, deve ser aposentado do Department of Physics  of the  Moscow State University,Moscow. 

Sua e importância e influência na ciência foram muito grandes. É citado, inclusive, por alguém não menos que Landau.

Trata dos “paradoxos”  relativísticos cinemáticos e dinâmicos, com bastante rigor. Os dois primeiros capítulos são dedicados a uma exposição da TRE. Além disso, na obra ele especula sobre coisas como velocidades superiores à da luz e massas próprias negativas e imaginárias(me “arrepio” com essas coisas, mas no papel tudo é possível, inclusive uma certa coerência teórica nas digressões, etc.).  O tratamento dado ao “paradoxo” dos gêmeos usa os pressupostos da TER e o esquema de Minkowski para deslindar a questão, o que é feito magistralmente, e de maneira inteligível.   

2- Special theory of relativity, de V.A Ugarov, também físico russo, Ed. MIR Publishers(parece que fechou), Moscow.

Trata dos alguns  falsos paradoxos cinemáticos, no capítulo 8, incluindo-se coisas como velocidades superiores à da luz, o famigerado falso paradoxo dos gêmeos, entre outros.  

3- Para um tratamento do  falso paradoxo dos gêmeos, usando as técnicas e pressupostos da RG(Princípio da Equivalência) , combinados com a TRE é tratado em autores como  C.Möller, seção 8.17.(Esta é uma obra bastante completa e rigorosa conceitualmente, tratando de toda a TR.  ) E, finalmente,

4-Relativity - Physics  Contemp.I, de W.G.Rosser, publicação da Plenum Press, U.S.A, que trata do  Eletromagnetismo do ponto de vista relativístico e experimental.  É, em minha modesta opinião, o melhor que existe a respeito(dentro dos trabalhos que conheço, naturalmente) .  Creio que é uma obra utilíssima para todos os professores e pesquisadores que faça do eletromagnetismo o seu dia, em salas de aulas e laboratórios.  A Seção 6.8 trata de uma ssunto que tem gerado polêmicas: Indução unipolar, que alguns usam como argumento para invalidar a TR, como em “An  experimental disproof of special relativity theory(Unipolar Induction), de um certo Francisco J. Müller”. Mas, lá, vê-se que se trata de mais uma balela.

 

Acredito que essas obras existem nas bibliotecas das universidades a que cada um pode ter acesso.

 

Em minha opinião, o estudo dos “paradoxos” que surgem sobre a TR são sempre bem vindos, pois o  esforço teórico  para mostrar que não são verdadeiros  só aumenta a confiança na teoria, que tem derrubado matematicamente, com base nos pressupostos que a sustentam, todos eles.  Sem dó nem piedade.

 

Sds,

 

 

Victor.

 

De: ciencialist@ yahoogrupos. com.br [mailto:ciencialist @yahoogrupos. com.br] Em nome de roberto
Enviada em: terça-feira, 27 de julho de 2010 20:30
Para: ciencialist@ yahoogrupos. com.br
Assunto: [ciencialist] Re: Fatos e Ciência II

 

 

--- Em ciencialist@ yahoogrupos. com.br, luiz silva
> Mas se para mim,o tempo do foton está parado, eu não conseguiria
> medir/detectar esta perda de energia, não?

Não. Vc conseguiria medir normalmente, pois pra vc o tempo anda sem problemas.

> Ps: Vc tem algum artigo sobre a solução do paradoxo do submarino?

http://focus. aps.org/story/ v12/st4
---------

[]s,

Roberto Takata


 

SUBJECT: Re: RES: [ciencialist] Ciência mais próxima de descobrir 100 milhões de Terras pela Galáxia
FROM: "Luiz" <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/07/2010 15:12


Ola Victor,

Se não me engano, ha muito pouco tempo atrás, a própria existência de planetas fora do sistema solar era considerada improvável.

Abs
Felipe
--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "JVictor" <j.victor.neto@...> escreveu
>
> Belo post.
>
> Há uns anos, recusa-me sequer a pensar em vida extraterrestre, tendo
> proferido algumas heresias a respeito.
>
> Mas, hoje, finalmente, volto à razão, ao pensar que:
>
> 1-Nada há de especial na existência da terra e o sistema solar a que
> pertence, no sentido em que:
>
> 1.1 não houve intencionalidade ou propósitos em sua "fabricação"; e,
>
> 1.2 sim, foi o resultado de um feliz acaso, feliz para nós, o resultado
> vivo desse acaso.
>
>
>
> 2 – Em havendo tantos bilhões de galáxias, estrelas, sistemas
> solares por aí afora, buracos negros, amarelos ou brancos, surgidos
> aleatoriamente, não é possível mais a manutenção da idéia de que somos
> únicos e especiais neste contexto todo.
>
> 3 Pode até ser que sejamos únicos, mas isto certamente não é obra de
> quem quer que seja. Somos o resultado mesmo de um acaso, no mesmo
> percentual probabilístico de que sequer poderíamos sê-lo. Só isso.
>
> 4 O detalhe, contudo, é que não há a mínima da mínima evidência de
> que outros, semelhantes, mais avançadas ou mais atrasados Vitors da vida,
> existam em algum beco do cosmos.
>
> 5 Concordo, hoje, com Sagan, que se deva buscar, esperar, não
> desistir. Até em razão de que, nessas buscas, o grande ganhador é ciência
> (aumentar o conhecimento sobre o cosmos era um dos objetivos de Sagan,
> estendo-o a todos), que vai se enriquecendo com achados inesperados e não
> previstos por nossas teorias. Como tem sido.
>
>
>
> Mas não é demais dizer que é melhor esperarmos sentados, aguardando que
> alguém que veio de lá nos olhe em nossos "oinhos" e diga: bicho, como és
> feio!, tolo e ignorante; eu estava bem ali e só agora é dá o ar da graça?
> Toma, um cafuné, prá deixares de ser besta!
>
>
>
> Sds,
>
> Victor.
>
>
>
> De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
> Em nome de Kentaro Mori
> Enviada em: quarta-feira, 28 de julho de 2010 05:35
> Para: undisclosed-recipients:
> Assunto: [ciencialist] Ciência mais próxima de descobrir 100 milhões de
> Terras pela Galáxia
>
>
>
>
>
>
> Ciência
> <http://www.ceticismoaberto.com/ciencia/3665/cincia-mais-prxima-de-descobrir
> -100-milhes-de-terras-pela-galxia> mais próxima de descobrir 100 milhões de
> Terras pela Galáxia
>
>
> Publicado em 28 jul 2010 em Ciência
> <http://www.ceticismoaberto.com/arquivo/ciencia> , Destaques
> <http://www.ceticismoaberto.com/arquivo/destaques>
> Tags: astronomia <http://www.ceticismoaberto.com/tag/astronomia> , Ciência
> <http://www.ceticismoaberto.com/tag/ciencia> , dna
> <http://www.ceticismoaberto.com/tag/dna> , extraterrestres
> <http://www.ceticismoaberto.com/tag/extraterrestres> , história
> <http://www.ceticismoaberto.com/tag/historia> | 0
> <http://www.ceticismoaberto.com/ciencia/3665/cincia-mais-prxima-de-descobrir
> -100-milhes-de-terras-pela-galxia#respond> comentários
>
> 2250067
> <http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2010/07/2250067.jpg>
>
> Há quase cinco séculos, Nicolau Copérnico iniciou uma revolução ao defender
> um modelo do Universo que não possuía a Terra como centro. A Revolução
> Copernicana se estende até hoje, ao descobrirmos que longe de estarmos no
> centro de tudo, o cosmos se estende e se expande em um espaço-tempo por
> bilhões e bilhões de anos-luz, como diria Carl Sagan. Mesmo nossa galáxia já
> possui em torno de 100 bilhões de estrelas, e é apenas uma entre centenas de
> bilhões de galáxias.
>
> Havia, e há entretanto, uma pedra no sapato da Revolução Copernicana:
> estamos, ou parecemos estar, sós. Não apenas isso, enquanto a astronomia
> estendia as escalas do Universo a dimensões quase incomensuráveis,
> descobrindo estrelas, nebulosas e mesmo galáxias sem fim, todos os planetas
> que conhecíamos eram planetas de nosso próprio sistema solar. Por décadas
> cientistas especularam seriamente se sistemas planetários não seriam
> raridades, formadas por uma conjunção absurdamente improvável de colisões ou
> condições, e uma estrela como o nosso Sol, rodeada por pequenos planetas
> rochosos e alguns gigantes gasosos, seria única, singular.
>
> Há menos de vinte anos, a situação finalmente começou a mudar. Foram
> desenvolvidos novos telescópios, ferramentas e técnicas astronômicas que
> permitiram por fim observar evidência de planetas distantes, orbitando
> outras estrelas. E praticamente tão logo tais instrumentos foram colocados
> em ação, planetas extra-solares foram descobertos. E como foram. Em menos de
> vinte anos descobriram-se em torno de 500 planetas extra-solares. Se há
> trinta ou quarenta anos um astrônomo poderia teorizar se sistemas
> planetários seriam um raridade no Universo, hoje está claro que exatamente o
> oposto é a realidade: quase todas as estrelas que observamos no céu possuem
> planetas à sua volta. A Terra não é o centro do Universo, nem o sistema
> solar de que fazemos parte é único.
>
> A Revolução Copernicana ainda não está completa. Conhecemos hoje muito mais
> planetas orbitando outras estrelas do que nosso próprio Sol, mas quase todos
> esses exoplanetas são gigantes muito diferentes da Terra. E, novamente
> conservadores, alguns astrônomos especulam se os sistemas planetários comuns
> pela galáxia não seriam diferentes do nosso, com uma grande escassez de
> pequenos planetas rochosos em zonas habitáveis como a Terra. Novamente,
> contudo, limitações em nossas observações podem responder pela pequena
> quantidade de planetas de dimensões comparáveis à da Terra descobertos até
> agora.
>
>
> <http://www.ceticismoaberto.com/ciencia/3665/cincia-mais-prxima-de-descobrir
> -100-milhes-de-terras-pela-galxia> Assista ao vídeo
>
> Em uma inspiradora palestra TED proferida no último dia 16 de julho (acima,
> em inglês), o astrônomo de Harvard Dimitar Sasselov lembra como este ano de
> 2010 vê a convergência de três grandes eventos aparentemente distintos, que
> podem se revelar entrelaçados na direção das maiores descobertas de nossa
> espécie. O primeiro destes eventos é o sepultamento do mesmo Nicolau
> Copérnico. Falecido em 1543, Copérnico foi inicialmente enterrado, como era
> costume na época, em uma tumba coletiva. O homem que revolucionou o mundo
> jazia assim praticamente anônimo em meio a muitos, até que há poucos anos o
> que seria seu corpo foi identificado – com base em traços forenses como uma
> cicatriz sobre seu olho. Mas como estar seguro de que este não poderia ser
> um companheiro falecido na mesma época, que também tivesse por coincidência
> a cicatriz e outros traços?
>
> Entra o famoso teste genético, parte da revolução nas ciências da vida que
> vivemos neste exato momento. No ano passado, amostras de fios de cabelo de
> presentes em um de seus livros preservado até hoje combinaram geneticamente
> com o corpo, e a identificação acima de dúvida razoável, quase tão segura
> quanto um teste de paternidade contemporâneo, finalmente permitiu que no dia
> 22 de maio de 2010, mais de 450 anos depois de sua morte, Nicolau Copérnico
> fosse sepultado em um segundo funeral com as
> <http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/739310-nicolau-copernico-e-enterrado-d
> e-novo-na-polonia-467-anos-depois.shtml> devidas honras.
>
> Poucos dias depois, em junho, a equipe científica comandando uma sonda
> espacial nomeada em honra a um astrônomo que levou à frente a Revolução
> Copernicana, a sonda Kepler, divulgou seus primeiros resultados. Sasselov é
> um dos líderes da equipe de astrônomos, e as notícias são boas, como notou
> na palestra. Nada menos que 706 candidatos a planetas – isto é, possíveis
> planetas extra-solares – foram identificados baseados em apenas 43 dias de
> observação. "Uma parcela significativa desses não devem ser mesmo planetas,
> e não sabemos ainda qual é esta fração", notou Sasselov, mas a sonda deve
> buscar planetas por mais de três anos! Porém essa não é a boa notícia, ou
> pelo menos, não é a melhor das notícias.
>
> "Os candidatos planetários da Kepler, como os 306 divulgados no último dia
> 15 de junho, têm órbitas e tamanhos estimados. Organizados por tamanho
> aparente, a maioria dos candidatos possui um tamanho igual ou menor ao de
> Netuno. Esta é a boa notícia". A melhor das notícias. Que ainda deve se
> confirmar, mas Sasselov pinta os primeiros sinais como indicadores de que a
> distribuição de planetas pelo Universo deve bem ser similar à de nosso
> sistema solar.
>
> De onde vem o tantalizante número de 100 milhões de planetas como a Terra.
> Permanece sendo, por ora, apenas uma possibilidade, mas uma cada vez mais
> concreta, e uma que pode vir a ser confirmada com boa evidência nos próximos
> anos. Pouco a pouco vamos preenchendo com base em observações astronômicas a
> famosa equação <http://www.observatorio.ufmg.br/pas05.htm> de Frank Drake
> estimando o número de civilizações extraterrestres, e incrivelmente, algumas
> das estimativas mais otimistas podem se confirmar.
>
> dnafingerprint
> <http://www.ceticismoaberto.com/wp-content/uploads/2010/07/dnafingerprint.jp
> g>
>
> Sasselov mencionou três grandes eventos cruzando-se para revolucionar o
> mundo, e mencionamos até aqui apenas dois, o sepultamento de Copérnico com a
> confirmação de sua identidade por um exame genético, bem como a indicação de
> centenas de planetas extra-solares em uma distribuição similar à do nosso
> sistema planetário. O terceiro grande evento fez ainda mais barulho que os
> anteriores, e com razão: a biologia sintética.
>
> Os mesmos avanços que permitem criar uma célula capaz de se reproduzir com
> base em um material genético sintetizado – uma das mais destacadas
> conquistas da área alcançada por Craig Venter e anunciada poucos dias antes
> do novo sepultamento de Copérnico
> <http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/05/100520_bacteria_genoma_sin
> tetico_mv.shtml> – pode ser um dos braços de uma ponte em construção que
> permitirá buscar, e quiçá encontrar vida em outros planetas. Vida que pode
> ou não ser similar à nossa – a biologia sintética fornecerá as ferramentas e
> as para testar e descobrir um sem número de possibilidades.
>
> A Terra não é o centro do Universo, e em meio da centenas de bilhões de
> estrelas, há centenas de bilhões de planetas, possivelmente com centenas de
> milhões de "Terras". Quantos deles não serão mesmo outras Terras, abrigando
> vida, quem sabe mesmo civilizações com seus próprios Copérnicos, completando
> definitivamente a Revolução Copernicana, e estendendo o que de mais precioso
> conhecemos a dimensões interestelares?
>
> No ano em que Copérnico foi sepultado, podemos ainda não ter feito contato,
> mas pelos caminhos inesperados da ciência – em um laboratório, sob o
> microscópio – ou naqueles bem esperados – através de um satélite dedicado a
> identificar exoplanetas – poderemos encontrar o conhecimento essencial para
> descobrir se afinal estamos ou não sós.
>
> Porque só saberemos ao certo, quando comprovarmos que não estamos sós.
>
> - – -
>
> [via Cosmic Log
> <http://cosmiclog.msnbc.msn.com/_news/2010/07/26/4756559-millions-of-earths-
> talk-causes-a-stir> , confira também o esclarecimento de Sasselov, em
> inglês, a alguns mal-entendidos sobre Planets large and small: the Kepler
> planetary candidates in my
> <http://blogs.nasa.gov/cm/blog/kepler/posts/post_1280268721769.html> TED
> Talk. Imagem acima, flaivoloka <http://www.sxc.hu/photo/1037191> , sxc.hu]
>




SUBJECT: Re: Teletransporte, Consciência e Dennett(era....)
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/07/2010 15:56

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva
> Mas ainda não está claro, para mim, como a analogia resolve o
> problema, caso não exista consciência instantânea.

Não é que resolva o problema. Apenas indica q não precisamos esperar problema algum. Em outras palavras: está mostrando o mecanismo da falácia da composição. Posso dar vários outros exemplos.

*Átomos não são vivos. Como pode uma coleção de átomos produzir seres vivos?
*Átomos não são visíveis a olho nu. Como pode uma coleção de átomos ter o tamanho de uma baleia ou de uma montanha?
*Aquiles não pode alcançar a tartaruga porque teria que passar por infinitos pontos intermediários que não têm comprimento algum.

Vou definir operacionalmente consciência como "percepção do próprio estado mental" - agora utilizarei um modelo genérico: "registro pelo sistema A de algum estado interno ao sistema A". Assim, poderei considerar que um subsistema 1 do sistema A é capaz de registrar o estado em um tempo t dado de algum subsistema 2 do mesmo sistema A.

Fatie-se o tempo no exato instante em que o subsistema 2 muda seu estado. Naturalmente, como o sinal tem uma limitação física para alcançar o subsistema 1 de registro, nessa fatia não temos o registro da mudança de estado do subsistema 2.

Avancemos no tempo e fatiemos o tempo no exato instante em que o subsistema 1 registra a mudança de estado no subsistema 2.

Em *nenhuma* dessas fatias isoladamente veremos qq mudança efetiva de estado. A mudança só ocorre na comparação entre as fatias.

O fato de cada fatia isoladamente não corresponder a nenhuma alteração ou registro não quer dizer que, em sua composição, não haja alterações ou registros.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: Fatos e Ciência II
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/07/2010 15:58

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Luiz" <luizfelipecsrj@...>
> Eu mediria sim, pois o tempo para mim está passando normalmente.
> Mas como, para mim, o tempo do fóton está parado, encontrarei
> valor zero, para o "fluxo de energia" (dado q, para mim, o tempo
> está congelado, qdo olho o comportamento do foton), não ?

Nope. Ainda está misturando os referenciais.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: RES: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
FROM: Álvaro Augusto (P) <alvaro@electrapower.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 28/07/2010 17:06

Então precisamos abandoná-las!

 

[ ]s

 

Alvaro Augusto

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Luiz
Enviada em: quarta-feira, 28 de julho de 2010 14:13
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro

 

 


Ola Alvaro,

Mas o problema é que as analogias "existem". As teorias (a religiosa, e científica), nesse caso, tem em comum, um universo cíclico, com expansão e retração.

Abs
Felipe
--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Álvaro Augusto (P) <alvaro@...> escreveu
>
> Não sei se devemos levar a sério os comentários de Jabor sobre cosmologia.
> Da minha parte, não gosto muito dessas analogias religiosas com modelos
> cosmológicos. Isso não acrescenta nada e deixa os leigos (leia-se "mais
> leigos do que eu") perdidos e confusos.
>
>
>
> Abraços,
>
>
>
> Alvaro Augusto
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br]
> Em nome de Felipe Stauffer
> Enviada em: quarta-feira, 28 de julho de 2010 01:11
> Para: Ciencialist
> Assunto: RE: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
>
>
>
>
>
> Outro dia o Marcelo Gleiser postou no twitter um linque para um texto do
> Arnaldo Jabour, que escreveu sobre cosmologia, elogiando-o.
>
> O modelo de universo do texto de Jabour e contraponto do
> Big-Bang-sem-nada-antes parece o modelo de ciclo grande das religião hindu,
> sendo cada universo um trabalho de Brahma, como uma versão de um sistema de
> criação, materializado em um poro do corpo de Vishnu.
>
> Sds,
>
> Felipe Junqueira de Souza
>
> http://felipestauffer.com
>
>
>
>
>
>


SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Fatos e Ciência II
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/07/2010 17:22

  É por isto que o tempo não faz sentido nestas circunstâncias.
 
  [],s
 
  Belmiro

--- Em ter, 27/7/10, roberto <roberto.takata@bol.com.br> escreveu:

De: roberto <roberto.takata@bol.com.br>
Assunto: [ciencialist] Re: Fatos e Ciência II
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Terça-feira, 27 de Julho de 2010, 23:32

 
--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Belmiro Wolski <belmirow@...>
>  Essa questão parece ser o gargalo para nós, pobres mortais na TR.
> Quando se fala em velocidades próximas à da luz, concordo com você.
> Mas *na* velocidade da luz o tempo parece não fazer sentido. A
> grande dificuldade creio ser o fato de não se poder sincronizar os
> relógios em pontos distantes. Além do mais, fótons são entidades
> diferentes. Não podemos pensar ou agir como um fóton pois não
> podemos encontrá-lo parado em nenhum referencial inercial.

Pelo menos na escala relativística, a transformação lorentziana se aplica. Se deltat -> 0 para o fóton conforme medido de fora, L -> 0 para o fóton.

[]s,

Roberto Takata


 

SUBJECT: A dura realidade do teletransporte
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/07/2010 17:45

            Agora que as questões filosóficas envolvendo o teletransporte  já foram exaustivamente debatidas, podemos discutir o lado prático. Sem querer derramar um balde de água gelada no assunto, mas já derramando, o teletransporte da maneira como o imaginamos não parece viável num futuro nem mesmo distante. Senão vejamos. Desmontar átomo por átomo uma criatura para daí enviá-lo a outro lugar, pressupõe que os mesmos átomos serão convertidos em eletromagnetismo para daí serem enviados na forma de ondas eletromagnéticas, juntamente com a informação de como reconstruí-lo. Acontece que não se pode converter esses átomos em eletromagnetismo. Não existe nenhuma chave para isto. O teletransporte mais razoável deveria conter no lugar de destino todo o “material” necessário para reconstruir a vítima, digo, o passageiro. Assim, no lugar de origem, uma varredura copiaria o sujeito e a informação seria enviada ao destino. Lá, uma eficiente máquina deveria construir o sujeito (outro sujeito) átomo por átomo num tempo definido, pelo menos igual ao tempo de varredura. Enquanto isto, o original deveria ser desmontado e viraria matériaprima para o retorno da viagem ou para construção de outro passageiro. Aí esbarramos na questão ética, pois, desmontar o sujeito é equivalente a homicídio e, por outro lado deixá-lo ali implica em duplicar uma pessoa a cada transporte. Há ainda a possibilidade de um ditador malvado construir um poderoso exército replicando seguidamente seu melhor soldado em questão de poucas horas.

            Mas, vamos supor que se consiga converter cada átomo em eletromagnetismo. Para enviar um passageiro ao seu destino, uma pessoa digamos de 70kg, seria necessário transportar uma energia equivalente a mc^2 = 70.3.10^8^2 = 21.10^17J. Desejando que o transporte seja realizado em 3 s, isto requer uma potência de 7.10^17W ou  700 milhões de GW ou 1 bilhão de turbinas de Itaipu. Não é à toa que o reator de dobra da Enterprise gera 16 bilhões de GW. Para transportar 4 passageiros de cada vez, o teletransporte compromete em torno de 18% da capacidade do reator. Bendita matriz de dilítio.

            E não é só isso. A intensidade do campo eletromagnético, tomando como valor máximo para o campo elétrico a bagatela de 3.10^6 V/m, que é o limite da rigidez dielétrica do ar, teríamos que ter para o campo magnético a intensidade de 2,3.10^11A/m, o que equivale a 293.215,5T  (T=tesla). Está um pouco longe dos máximos valores que se consegue em laboratório hoje, com bobinas supercondutoras e tudo mais, na faixa de 16T. O LHC usa em torno de 6T. E além disso, o feixe de transporte seria direcional. Digamos, um feixe com seção transversal de 0,5m^2. A densidade de potência seria 14.10^17W/m^2. Coitado de alguma coisa que ficasse no meio do caminho.

            Mas,  bem, deixa para lá. Isto é um problema que os dodecanetos dos nossos dodecanetos terão que solucionar se quiserem desfrutar das maravilhas do teletransporte.

 

            [],s

 

            Belmiro


 

SUBJECT: RE: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
FROM: Felipe Stauffer <fsjs365@hotmail.com>
TO: Ciencialist <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 28/07/2010 18:13

De fato, são comentários anedóticos de um cronista. Contudo, e essa foi toda a diferença, foram endossados pelo Marcelo Gleiser.
 
Eis o tweet:
MGleiser
BR: Parece que o Arnaldo Jabor entendeu o sentido da vida! http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100720/not_imp583432,0.php


---
 
Pode parecer estranho, mas sociologicamente a cosmologia - de kosmos, ordem, beleza, harmonia, grego- é a parte que mais se aproxima do paradigma religioso, -do religare, religar, latino.
 
Nada mais justo do que, quando tivemos os instrumentos para teste, que tenhamos testado antes as idéias que já povoam a mente humana há milênios (religiosas), e depois começarmos os sincretismos.
 
É uma questão de sociologia da ciência.
 
Att,
 
Felipe Junqueira de Souza


 


To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: alvaro@electrapower.com.br
Date: Wed, 28 Jul 2010 13:37:41 -0300
Subject: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro

 

Não sei se devemos levar a sério os comentários de Jabor sobre cosmologia. Da minha parte, não gosto muito dessas analogias religiosas com modelos cosmológicos. Isso não acrescenta nada e deixa os leigos (leia-se “mais leigos do que eu”) perdidos e confusos.

 

Abraços,

 

Alvaro Augusto

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Felipe Stauffer
Enviada em: quarta-feira, 28 de julho de 2010 01:11
Para: Ciencialist
Assunto: RE: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro

 

 

Outro dia o Marcelo Gleiser postou no twitter um linque para um texto do Arnaldo Jabour, que escreveu sobre cosmologia, elogiando-o.
 
O modelo de universo do texto de Jabour e contraponto do Big-Bang-sem-nada-antes parece o modelo de ciclo grande das religião hindu, sendo cada universo um trabalho de Brahma, como uma versão de um sistema de criação, materializado em um poro do corpo de Vishnu.
 
Sds,

Felipe Junqueira de Souza

http://felipestauffer.com




 


To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: belmirow@yahoo.com.br
Date: Tue, 27 Jul 2010 14:58:22 -0700
Subject: Re: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro

 

    Oi Felipe,

 

    Não posso dizer nada apenas com base na sinopse. Vou ler o livro quando puder e aí te respondo.

 

    [],s

 

    Belmiro

--- Em seg, 26/7/10, luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br> escreveu:


De: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
Assunto: Re: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Segunda-feira, 26 de Julho de 2010, 11:55

 

Ola Blemiro,

 

Este modelo de universo eterno proposto pelo Novello é o mesmo da teoria da gravidade quântica em Loop ?

 

Abs

Felipe
--- Em sex, 23/7/10, psdias2 <psdias2@yahoo. com.br> escreveu:


De: psdias2 <psdias2@yahoo. com.br>
Assunto: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello
Para: ciencialist@ yahoogrupos. com.br
Data: Sexta-feira, 23 de Julho de 2010, 20:02

 


http://www.livraria cultura.com. br/scripts/ cultura/resenha/ resenha.asp? nitem=5092383&sid=620770172127218 19565100018&k5=27C6A574&uid=

Dados tirados do site da Livraria Cultura:

SINOPSE:
------------ -
Nas últimas décadas do século XX, os cientistas produziram uma descrição
da história do Universo segundo a qual, há poucos bilhões de anos, uma
grande explosão teria dado origem a tudo o que existe. Esse modelo
conhecido como big bang parecia incontestável, assumiu o papel de
verdade científica, ganhou as páginas de jornais e revistas, povoou os
livros didáticos e as telas de televisão. O cosmólogo Mário Novello
demonstra, nesta obra, que os cientistas produziram uma teoria da
criação equivalente a diversos mitos religiosos. E analisa as condições
que tornaram possível o surgimento de outros cenários e teorias, entre
eles o do Universo eterno dinâmico, em que sua origem não teria um
começo determinado no tempo. Inclui um glossário de termos da
cosmologia, cronologia comentada da cosmologia no Brasil e no mundo e
Debate sobre as questões mais atuais.

SOBRE O AUTOR:
------------ --------- -
NOVELLO, MARIO
Mário Novello é doutor em física pela Universidade de Genebra, na Suíça,
e pós-doutor pelo Departamento de Astrofísica da Universidade de Oxford,
na Inglaterra. Desde 1982 dirige a Escola Brasileira de Cosmologia e
Gravitação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Publicou
mais de 150 artigos científicos em revistas internacionais. É autor,
entre outros livros, de 'Cosmos et contexte' (Paris, Ed. Masson, 1987) e
'O círculo do tempo - um olhar científico sobre viagens
não-convencionais no tempo' (Rio de Janeiro, Ed. Campus, 1998).

OPINIÃO DE UM LEITOR
------------ --------- --------- ----
Interessante, mas nem sempre compreensível
O esforço do autor - um físico renomado, que já foi companheiro de
cientistas como Roger Penrose e Stephen Hawking - para tornar a leitura
compreensível para o leigo é visível e notável, mas nem sempre bem
sucedida. Muitos conceitos físicos, como ''pressão negativa'' ou ''campo
escalar'', permanecem obscuros e não recebem uma adequada exposição
elucidativa. Apesar disso, muitos outros trechos estão bem escritos e o
próprio debate que questiona a unanimidade do Big Bang é de enorme
interesse.


 


 



SUBJECT: Re: Fatos e Ciência II
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/07/2010 18:32

Faz sentido. Do mesmo modo como grau de inclinação faz sentido em um ponto em uma curva contínua.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Belmiro Wolski <belmirow@...> escreveu
>
>   É por isto que o tempo não faz sentido nestas circunstâncias.
>  
>   [],s
>  
>   Belmiro
>
> --- Em ter, 27/7/10, roberto <roberto.takata@...> escreveu:
>
>
> De: roberto <roberto.takata@...>
> Assunto: [ciencialist] Re: Fatos e Ciência II
> Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Data: Terça-feira, 27 de Julho de 2010, 23:32
>
>
>  
>
>
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Belmiro Wolski <belmirow@>
> >  Essa questão parece ser o gargalo para nós, pobres mortais na TR.
> > Quando se fala em velocidades próximas à da luz, concordo com você.
> > Mas *na* velocidade da luz o tempo parece não fazer sentido. A
> > grande dificuldade creio ser o fato de não se poder sincronizar os
> > relógios em pontos distantes. Além do mais, fótons são entidades
> > diferentes. Não podemos pensar ou agir como um fóton pois não
> > podemos encontrá-lo parado em nenhum referencial inercial.
>
> Pelo menos na escala relativística, a transformação lorentziana se aplica. Se deltat -> 0 para o fóton conforme medido de fora, L -> 0 para o fóton.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>




SUBJECT: Re: RES: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/07/2010 18:36

Ola Alvaro,
 
As analogias ou as teorias que às possibilitam (falo as científicas, pois as relgiosas são mais antigas e imutáveis ::))?
 
Abs
Felipe

--- Em qua, 28/7/10, Álvaro Augusto (P) <alvaro@electrapower.com.br> escreveu:

De: Álvaro Augusto (P) <alvaro@electrapower.com.br>
Assunto: RES: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Quarta-feira, 28 de Julho de 2010, 17:06

 

Então precisamos abandoná-las!

 

[ ]s

 

Alvaro Augusto

 

 

De: ciencialist@ yahoogrupos. com.br [mailto:ciencialist @yahoogrupos. com.br] Em nome de Luiz
Enviada em: quarta-feira, 28 de julho de 2010 14:13
Para: ciencialist@ yahoogrupos. com.br
Assunto: Re: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro

 

 


Ola Alvaro,

Mas o problema é que as analogias "existem". As teorias (a religiosa, e científica), nesse caso, tem em comum, um universo cíclico, com expansão e retração.

Abs
Felipe
--- Em ciencialist@ yahoogrupos. com.br, Álvaro Augusto (P) <alvaro@...> escreveu
>
> Não sei se devemos levar a sério os comentários de Jabor sobre cosmologia.
> Da minha parte, não gosto muito dessas analogias religiosas com modelos
> cosmológicos. Isso não acrescenta nada e deixa os leigos (leia-se "mais
> leigos do que eu") perdidos e confusos.
>
>
>
> Abraços,
>
>
>
> Alvaro Augusto
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> De: ciencialist@ yahoogrupos. com.br [mailto:ciencialist@ yahoogrupos. com.br]
> Em nome de Felipe Stauffer
> Enviada em: quarta-feira, 28 de julho de 2010 01:11
> Para: Ciencialist
> Assunto: RE: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
>
>
>
>
>
> Outro dia o Marcelo Gleiser postou no twitter um linque para um texto do
> Arnaldo Jabour, que escreveu sobre cosmologia, elogiando-o.
>
> O modelo de universo do texto de Jabour e contraponto do
> Big-Bang-sem- nada-antes parece o modelo de ciclo grande das religião hindu,
> sendo cada universo um trabalho de Brahma, como uma versão de um sistema de
> criação, materializado em um poro do corpo de Vishnu.
>
> Sds,
>
> Felipe Junqueira de Souza
>
> http://felipestauff er.com
>
>
>
>
>
>

 

SUBJECT: Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/07/2010 18:46

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Belmiro Wolski <belmirow@...> > Desmontar átomo por átomo uma criatura para daí enviá-lo a outro
> lugar

Não precisaria ser átomo por átomo, na verdade. Poderiam ser grupos de átomos. Mas ainda assim seria uma tarefa hercúlea dentro do horizonte visível de tempo.

> Acontece que não se pode converter esses átomos em
> eletromagnetismo. Não existe nenhuma chave para isto.

Na verdade há já experimentos bem sucedidos com teleporte quântico de átomos. Isso não seria um problema.

> O teletransporte mais razoável deveria conter no lugar de destino
> todo o “material” necessário para reconstruir a vítima, digo,
> o passageiro.

Isso seria uma máquina de clonagem e não teleporte. Veja q indivíduos gêmeos não são exatamente a mesma pessoa. Se vc enviar outro gêmeo à velocidade da luz e matar o irmão que ficou, vc não tem teleporte.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: [ciencialist] A dura realidade do teletransporte
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/07/2010 18:49

Ola Belmiro,
 
Toda nossa "filosofada" foi feita em cima do teletansporte quântico, sem o envio do material..só da info....Acho que se a situação seja teoricamente possível (mesmo que tecnologicamente quase impossível), a reflexão vale a pena e suas consequencias impactam as teorias vigentes.
 
O q vc coloca é uma questão,que já postei : o  q ocorre com o "original" q perdeu toda informação que o definia como tal, no processo ?
 
Abs
Felipe
--- Em qua, 28/7/10, Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br> escreveu:

De: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
Assunto: [ciencialist] A dura realidade do teletransporte
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Quarta-feira, 28 de Julho de 2010, 17:45

 

            Agora que as questões filosóficas envolvendo o teletransporte  já foram exaustivamente debatidas, podemos discutir o lado prático. Sem querer derramar um balde de água gelada no assunto, mas já derramando, o teletransporte da maneira como o imaginamos não parece viável num futuro nem mesmo distante. Senão vejamos. Desmontar átomo por átomo uma criatura para daí enviá-lo a outro lugar, pressupõe que os mesmos átomos serão convertidos em eletromagnetismo para daí serem enviados na forma de ondas eletromagnéticas, juntamente com a informação de como reconstruí-lo. Acontece que não se pode converter esses átomos em eletromagnetismo. Não existe nenhuma chave para isto. O teletransporte mais razoável deveria conter no lugar de destino todo o “material” necessário para reconstruir a vítima, digo, o passageiro. Assim, no lugar de origem, uma varredura copiaria o sujeito e a informação seria enviada ao destino. Lá, uma eficiente máquina deveria construir o sujeito (outro sujeito) átomo por átomo num tempo definido, pelo menos igual ao tempo de varredura. Enquanto isto, o original deveria ser desmontado e viraria matériaprima para o retorno da viagem ou para construção de outro passageiro. Aí esbarramos na questão ética, pois, desmontar o sujeito é equivalente a homicídio e, por outro lado deixá-lo ali implica em duplicar uma pessoa a cada transporte. Há ainda a possibilidade de um ditador malvado construir um poderoso exército replicando seguidamente seu melhor soldado em questão de poucas horas.

            Mas, vamos supor que se consiga converter cada átomo em eletromagnetismo. Para enviar um passageiro ao seu destino, uma pessoa digamos de 70kg, seria necessário transportar uma energia equivalente a mc^2 = 70.3.10^8^2 = 21.10^17J. Desejando que o transporte seja realizado em 3 s, isto requer uma potência de 7.10^17W ou  700 milhões de GW ou 1 bilhão de turbinas de Itaipu. Não é à toa que o reator de dobra da Enterprise gera 16 bilhões de GW. Para transportar 4 passageiros de cada vez, o teletransporte compromete em torno de 18% da capacidade do reator. Bendita matriz de dilítio.

            E não é só isso. A intensidade do campo eletromagnético, tomando como valor máximo para o campo elétrico a bagatela de 3.10^6 V/m, que é o limite da rigidez dielétrica do ar, teríamos que ter para o campo magnético a intensidade de 2,3.10^11A/m, o que equivale a 293.215,5T  (T=tesla). Está um pouco longe dos máximos valores que se consegue em laboratório hoje, com bobinas supercondutoras e tudo mais, na faixa de 16T. O LHC usa em torno de 6T. E além disso, o feixe de transporte seria direcional. Digamos, um feixe com seção transversal de 0,5m^2. A densidade de potência seria 14.10^17W/m^ 2. Coitado de alguma coisa que ficasse no meio do caminho.

            Mas,  bem, deixa para lá. Isto é um problema que os dodecanetos dos nossos dodecanetos terão que solucionar se quiserem desfrutar das maravilhas do teletransporte.

 

            [],s

 

            Belmiro


 

 

SUBJECT: Re: [ciencialist] Michael Shermer: O padrão por trás da auto-decepção
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/07/2010 19:07

Ola Homero,
 
Não sei se perdi algo, mas não entendi muito bem o link que ele fez com detecção de padrão, erros tipo I e II "agencialidade" e fé. Acho que ele fez uns "saltos" meio esquesitos.
 
Pelo título, achava que o vídeo seria sobre dissonâcia cognitiva.
 
Obs : uma coisa que ele não falou sobre o assassinato do Kennedy, são as inconsistências do relatório sobre sua morte, como  "a bala mágica". Pelo que busquei na net, e pelo filme do Oliver Stone o caso é, no mínimo, muito estranho.
 
Se alguém tiver infos contrárias e puder enviar.
 
Abs
Felipe

--- Em ter, 27/7/10, Homero <oraculo@atibaia.com.br> escreveu:

De: Homero <oraculo@atibaia.com.br>
Assunto: [ciencialist] Michael Shermer: O padrão por trás da auto-decepção
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Terça-feira, 27 de Julho de 2010, 0:27

 
Michael Shermer: O padrão por trás da auto-decepção

http://www.ted.com/talks/lang/por_br/michael_shermer_the_pattern_behind_self_deception.html

Homero


 

SUBJECT: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
FROM: Felipe Stauffer <fsjs365@hotmail.com>
TO: Ciencialist <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 29/07/2010 05:46

De fato, são comentários anedóticos de um cronista. Contudo, e essa foi toda a diferença, foram endossados pelo Marcelo Gleiser.
 
Eis o tweet:
MGleiser
BR: Parece que o Arnaldo Jabor entendeu o sentido da vida! http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100720/not_imp583432,0.php
10:50 AM Jul 21st via web

---
 
Pode parecer estranho, mas sociologicamente a cosmologia - de kosmos, ordem, beleza, harmonia, grego- é a parte que mais se aproxima do paradigma religioso, -do religare, religar, latino.
 
Nada mais justo do que, quando tivemos os instrumentos para teste, que tenhamos testado antes as idéias que já povoam a mente humana há milênios (religiosas), e depois começarmos os sincretismos.
 
É uma questão de sociologia da ciência.
 
Att,
 
Felipe Junqueira de Souza


 


To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: alvaro@electrapower.com.br
Date: Wed, 28 Jul 2010 13:37:41 -0300
Subject: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro

 

Não sei se devemos levar a sério os comentários de Jabor sobre cosmologia. Da minha parte, não gosto muito dessas analogias religiosas com modelos cosmológicos. Isso não acrescenta nada e deixa os leigos (leia-se “mais leigos do que eu”) perdidos e confusos.

 

Abraços,

 

Alvaro Augusto

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Felipe Stauffer
Enviada em: quarta-feira, 28 de julho de 2010 01:11
Para: Ciencialist
Assunto: RE: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro

 

 

Outro dia o Marcelo Gleiser postou no twitter um linque para um texto do Arnaldo Jabour, que escreveu sobre cosmologia, elogiando-o.
 
O modelo de universo do texto de Jabour e contraponto do Big-Bang-sem-nada-antes parece o modelo de ciclo grande das religião hindu, sendo cada universo um trabalho de Brahma, como uma versão de um sistema de criação, materializado em um poro do corpo de Vishnu.
 
Sds,

Felipe Junqueira de Souza

http://felipestauffer.com




 


To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: belmirow@yahoo.com.br
Date: Tue, 27 Jul 2010 14:58:22 -0700
Subject: Re: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro

 

    Oi Felipe,

 

    Não posso dizer nada apenas com base na sinopse. Vou ler o livro quando puder e aí te respondo.

 

    [],s

 

    Belmiro

--- Em seg, 26/7/10, luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br> escreveu:


De: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
Assunto: Re: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Segunda-feira, 26 de Julho de 2010, 11:55

 

Ola Blemiro,

 

Este modelo de universo eterno proposto pelo Novello é o mesmo da teoria da gravidade quântica em Loop ?

 

Abs

Felipe
--- Em sex, 23/7/10, psdias2 <psdias2@yahoo. com.br> escreveu:


De: psdias2 <psdias2@yahoo. com.br>
Assunto: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello
Para: ciencialist@ yahoogrupos. com.br
Data: Sexta-feira, 23 de Julho de 2010, 20:02

 


http://www.livraria cultura.com. br/scripts/ cultura/resenha/ resenha.asp? nitem=5092383&sid=620770172127218 19565100018&k5=27C6A574&uid=

Dados tirados do site da Livraria Cultura:

SINOPSE:
------------ -
Nas últimas décadas do século XX, os cientistas produziram uma descrição
da história do Universo segundo a qual, há poucos bilhões de anos, uma
grande explosão teria dado origem a tudo o que existe. Esse modelo
conhecido como big bang parecia incontestável, assumiu o papel de
verdade científica, ganhou as páginas de jornais e revistas, povoou os
livros didáticos e as telas de televisão. O cosmólogo Mário Novello
demonstra, nesta obra, que os cientistas produziram uma teoria da
criação equivalente a diversos mitos religiosos. E analisa as condições
que tornaram possível o surgimento de outros cenários e teorias, entre
eles o do Universo eterno dinâmico, em que sua origem não teria um
começo determinado no tempo. Inclui um glossário de termos da
cosmologia, cronologia comentada da cosmologia no Brasil e no mundo e
Debate sobre as questões mais atuais.

SOBRE O AUTOR:
------------ --------- -
NOVELLO, MARIO
Mário Novello é doutor em física pela Universidade de Genebra, na Suíça,
e pós-doutor pelo Departamento de Astrofísica da Universidade de Oxford,
na Inglaterra. Desde 1982 dirige a Escola Brasileira de Cosmologia e
Gravitação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Publicou
mais de 150 artigos científicos em revistas internacionais. É autor,
entre outros livros, de 'Cosmos et contexte' (Paris, Ed. Masson, 1987) e
'O círculo do tempo - um olhar científico sobre viagens
não-convencionais no tempo' (Rio de Janeiro, Ed. Campus, 1998).

OPINIÃO DE UM LEITOR
------------ --------- --------- ----
Interessante, mas nem sempre compreensível
O esforço do autor - um físico renomado, que já foi companheiro de
cientistas como Roger Penrose e Stephen Hawking - para tornar a leitura
compreensível para o leigo é visível e notável, mas nem sempre bem
sucedida. Muitos conceitos físicos, como ''pressão negativa'' ou ''campo
escalar'', permanecem obscuros e não recebem uma adequada exposição
elucidativa. Apesar disso, muitos outros trechos estão bem escritos e o
próprio debate que questiona a unanimidade do Big Bang é de enorme
interesse.


 


 



SUBJECT: Livros de Matemática gratuitos para download (liberados pelos autores)
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 29/07/2010 07:58

Recebi, e repasso.
Paulo

----------------------------
Caros Colegas,

Terminei este periodo de escrever um Livro de Calculo de Uma Variável
(Cálculo I).

Este livro esta disponivel gratuitamente para download aqui:

http://www.labma.ufrj.br/~mcabral/livros/index.html

Trata-se de uma obra completa, com exercicios (em boa quantidade) todos
com resposta e resolvidos.

Existem neste site mais dois livros: Um de Analise e um de Algebra Linear.

Para um primeiro curso de Equações Diferenciais Ordinárias (graduação)
esta disponível um texto do Prof. Ricardo Rosa do IM-UFRJ.
http://www.labma.ufrj.br/~rrosa/dvifiles/apostila-ed-mootley.pdf


Este conjunto de livros, todos disponiveis livremente na Internet,
fazem parte do inicio de um pacote de TODOS livros basicos de graduação
(Calculos I, II, III; Algebra Linear, Geometria Analitica, Analise Real)
serem disponibilizados na internet.

Para detalhes da Filosofia do livro e do tipo de licença adotado,
fundamental para o projeto, leia o prefacio do livro de Calculo.

Gostaria muito de receber retorno dos colegas que venham a utilizar em
cursos regulares estes livros para que possa indicar na pagina. Alem
disso toda contribuição será bem vinda.

Estou preparando o uso regular dos kindles e outros e-book readers.

O governo da India (provincia de Kerala) esta fazendo isto com livros
do Ensino Medio e Fundamental.


Cordialmente,

Marco Aurélio P. Cabral
Depto. de Matemática Aplicada
Instituto de Matemática - UFRJ



SUBJECT: Re: [ciencialist] A dura realidade do teletransporte
FROM: "Ricardo S." <ricardo@rj1.info>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 29/07/2010 10:53

Sei que discutir sobre esse tipo de conjectura tão abstrata não costuma ser produtivo, mas...

O original não se perde, só se vc quiser. É feita uma planta (blueprint), contendo o estado atual de todo o corpo e não apenas do que vc chama de consciência. A tecnologia mais complexa aí é a do mapeamento e geração da planta e da criação da cópia baseada na planta, e não a do transporte quântico da informação.

O original é destruído, voluntariamente, apenas para que seja um teletransporte e não uma cópia à distância. 

Uma cópia de vc é criada, com o mesmo "estado" que vc, o que resulta em uma nova consciência no mesmo estado atual da sua. 

Não vejo de onde vc tirou a ideia de que a informação passada era a consciência e que foi tirada do cérebro original para passar para o outro lado como infomacao. Não faz nenhum sentido para mim.

Abs, 

Ricardo S.

Em 28/07/2010, às 18:49, luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br> escreveu:

 

Ola Belmiro,
 
Toda nossa "filosofada" foi feita em cima do teletansporte quântico, sem o envio do material..só da info....Acho que se a situação seja teoricamente possível (mesmo que tecnologicamente quase impossível), a reflexão vale a pena e suas consequencias impactam as teorias vigentes.
 
O q vc coloca é uma questão,que já postei : o  q ocorre com o "original" q perdeu toda informação que o definia como tal, no processo ?
 
Abs
Felipe
--- Em qua, 28/7/10, Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br> escreveu:

De: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
Assunto: [ciencialist] A dura realidade do teletransporte
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Quarta-feira, 28 de Julho de 2010, 17:45

 

            Agora que as questões filosóficas envolvendo o teletransporte  já foram exaustivamente debatidas, podemos discutir o lado prático. Sem querer derramar um balde de água gelada no assunto, mas já derramando, o teletransporte da maneira como o imaginamos não parece viável num futuro nem mesmo distante. Senão vejamos. Desmontar átomo por átomo uma criatura para daí enviá-lo a outro lugar, pressupõe que os mesmos átomos serão convertidos em eletromagnetismo para daí serem enviados na forma de ondas eletromagnéticas, juntamente com a informação de como reconstruí-lo. Acontece que não se pode converter esses átomos em eletromagnetismo. Não existe nenhuma chave para isto. O teletransporte mais razoável deveria conter no lugar de destino todo o “material” necessário para reconstruir a vítima, digo, o passageiro. Assim, no lugar de origem, uma varredura copiaria o sujeito e a informação seria enviada ao destino. Lá, uma eficiente máquina deveria construir o sujeito (outro sujeito) átomo por átomo num tempo definido, pelo menos igual ao tempo de varredura. Enquanto isto, o original deveria ser desmontado e viraria matériaprima para o retorno da viagem ou para construção de outro passageiro. Aí esbarramos na questão ética, pois, desmontar o sujeito é equivalente a homicídio e, por outro lado deixá-lo ali implica em duplicar uma pessoa a cada transporte. Há ainda a possibilidade de um ditador malvado construir um poderoso exército replicando seguidamente seu melhor soldado em questão de poucas horas.

            Mas, vamos supor que se consiga converter cada átomo em eletromagnetismo. Para enviar um passageiro ao seu destino, uma pessoa digamos de 70kg, seria necessário transportar uma energia equivalente a mc^2 = 70.3.10^8^2 = 21.10^17J. Desejando que o transporte seja realizado em 3 s, isto requer uma potência de 7.10^17W ou  700 milhões de GW ou 1 bilhão de turbinas de Itaipu. Não é à toa que o reator de dobra da Enterprise gera 16 bilhões de GW. Para transportar 4 passageiros de cada vez, o teletransporte compromete em torno de 18% da capacidade do reator. Bendita matriz de dilítio.

            E não é só isso. A intensidade do campo eletromagnético, tomando como valor máximo para o campo elétrico a bagatela de 3.10^6 V/m, que é o limite da rigidez dielétrica do ar, teríamos que ter para o campo magnético a intensidade de 2,3.10^11A/m, o que equivale a 293.215,5T  (T=tesla). Está um pouco longe dos máximos valores que se consegue em laboratório hoje, com bobinas supercondutoras e tudo mais, na faixa de 16T. O LHC usa em torno de 6T. E além disso, o feixe de transporte seria direcional. Digamos, um feixe com seção transversal de 0,5m^2. A densidade de potência seria 14.10^17W/m^ 2. Coitado de alguma coisa que ficasse no meio do caminho.

            Mas,  bem, deixa para lá. Isto é um problema que os dodecanetos dos nossos dodecanetos terão que solucionar se quiserem desfrutar das maravilhas do teletransporte.

 

            [],s

 

            Belmiro


 

 


SUBJECT: RE: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
FROM: Felipe Stauffer <fsjs365@hotmail.com>
TO: Ciencialist <ciencialist@yahoogrupos.com.br>, Felipe Stauffer J <fstauffer@globo.com>
DATE: 29/07/2010 20:27

pq o post não foi publicado? já são 48 horas do primeiro, o de baixo já é o segundo

Felipe Junqueira de Souza
http://felipestauffer.com



 

From: fsjs365@hotmail.com
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Subject: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
Date: Thu, 29 Jul 2010 05:46:41 -0300

De fato, são comentários anedóticos de um cronista. Contudo, e essa foi toda a diferença, foram endossados pelo Marcelo Gleiser.
 
Eis o tweet:
MGleiser
BR: Parece que o Arnaldo Jabor entendeu o sentido da vida! http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100720/not_imp583432,0.php
10:50 AM Jul 21st via web

---
 
Pode parecer estranho, mas sociologicamente a cosmologia - de kosmos, ordem, beleza, harmonia, grego- é a parte que mais se aproxima do paradigma religioso, -do religare, religar, latino.
 
Nada mais justo do que, quando tivemos os instrumentos para teste, que tenhamos testado antes as idéias que já povoam a mente humana há milênios (religiosas), e depois começarmos os sincretismos.
 
É uma questão de sociologia da ciência.
 
Att,
 
Felipe Junqueira de Souza


 


To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: alvaro@electrapower.com.br
Date: Wed, 28 Jul 2010 13:37:41 -0300
Subject: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro

 

Não sei se devemos levar a sério os comentários de Jabor sobre cosmologia. Da minha parte, não gosto muito dessas analogias religiosas com modelos cosmológicos. Isso não acrescenta nada e deixa os leigos (leia-se “mais leigos do que eu”) perdidos e confusos.

 

Abraços,

 

Alvaro Augusto

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Felipe Stauffer
Enviada em: quarta-feira, 28 de julho de 2010 01:11
Para: Ciencialist
Assunto: RE: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro

 

 

Outro dia o Marcelo Gleiser postou no twitter um linque para um texto do Arnaldo Jabour, que escreveu sobre cosmologia, elogiando-o.
 
O modelo de universo do texto de Jabour e contraponto do Big-Bang-sem-nada-antes parece o modelo de ciclo grande das religião hindu, sendo cada universo um trabalho de Brahma, como uma versão de um sistema de criação, materializado em um poro do corpo de Vishnu.
 
Sds,

Felipe Junqueira de Souza

http://felipestauffer.com




 


To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: belmirow@yahoo.com.br
Date: Tue, 27 Jul 2010 14:58:22 -0700
Subject: Re: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro

 

    Oi Felipe,

 

    Não posso dizer nada apenas com base na sinopse. Vou ler o livro quando puder e aí te respondo.

 

    [],s

 

    Belmiro

--- Em seg, 26/7/10, luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br> escreveu:


De: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
Assunto: Re: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Segunda-feira, 26 de Julho de 2010, 11:55

 

Ola Blemiro,

 

Este modelo de universo eterno proposto pelo Novello é o mesmo da teoria da gravidade quântica em Loop ?

 

Abs

Felipe
--- Em sex, 23/7/10, psdias2 <psdias2@yahoo. com.br> escreveu:


De: psdias2 <psdias2@yahoo. com.br>
Assunto: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello
Para: ciencialist@ yahoogrupos. com.br
Data: Sexta-feira, 23 de Julho de 2010, 20:02

 


http://www.livraria cultura.com. br/scripts/ cultura/resenha/ resenha.asp? nitem=5092383&sid=620770172127218 19565100018&k5=27C6A574&uid=

Dados tirados do site da Livraria Cultura:

SINOPSE:
------------ -
Nas últimas décadas do século XX, os cientistas produziram uma descrição
da história do Universo segundo a qual, há poucos bilhões de anos, uma
grande explosão teria dado origem a tudo o que existe. Esse modelo
conhecido como big bang parecia incontestável, assumiu o papel de
verdade científica, ganhou as páginas de jornais e revistas, povoou os
livros didáticos e as telas de televisão. O cosmólogo Mário Novello
demonstra, nesta obra, que os cientistas produziram uma teoria da
criação equivalente a diversos mitos religiosos. E analisa as condições
que tornaram possível o surgimento de outros cenários e teorias, entre
eles o do Universo eterno dinâmico, em que sua origem não teria um
começo determinado no tempo. Inclui um glossário de termos da
cosmologia, cronologia comentada da cosmologia no Brasil e no mundo e
Debate sobre as questões mais atuais.

SOBRE O AUTOR:
------------ --------- -
NOVELLO, MARIO
Mário Novello é doutor em física pela Universidade de Genebra, na Suíça,
e pós-doutor pelo Departamento de Astrofísica da Universidade de Oxford,
na Inglaterra. Desde 1982 dirige a Escola Brasileira de Cosmologia e
Gravitação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Publicou
mais de 150 artigos científicos em revistas internacionais. É autor,
entre outros livros, de 'Cosmos et contexte' (Paris, Ed. Masson, 1987) e
'O círculo do tempo - um olhar científico sobre viagens
não-convencionais no tempo' (Rio de Janeiro, Ed. Campus, 1998).

OPINIÃO DE UM LEITOR
------------ --------- --------- ----
Interessante, mas nem sempre compreensível
O esforço do autor - um físico renomado, que já foi companheiro de
cientistas como Roger Penrose e Stephen Hawking - para tornar a leitura
compreensível para o leigo é visível e notável, mas nem sempre bem
sucedida. Muitos conceitos físicos, como ''pressão negativa'' ou ''campo
escalar'', permanecem obscuros e não recebem uma adequada exposição
elucidativa. Apesar disso, muitos outros trechos estão bem escritos e o
próprio debate que questiona a unanimidade do Big Bang é de enorme
interesse.


 


 



SUBJECT: Re: [ciencialist] A dura realidade do teletransporte
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 29/07/2010 21:40

Ola Ricardo,
 
"Sei que discutir sobre esse tipo de conjectura tão abstrata não costuma ser produtivo, mas..."
Isso depende do que vc chama de produtivo, pois experimentos mentais podem dar luz sobre a natureza de alguns fenômenos.
 
Com relaçao a destruição da info, pelo q entendi no material que li, a sua destruição é inerente ao processo (ajuda dos universitarios, por favor). Não é intencional, para que o processo "pareça" teletransporte e não uma clonagem.
 
Com relação a informação "ser" a conscência, isto vem da discussão com o Takata, envolvendo Filosofia de Dennett, Teletransporte e consciência instantânea.
 
Abs
Felipe
 
 
 
--- Em qui, 29/7/10, Ricardo S. <ricardo@rj1.info> escreveu:

De: Ricardo S. <ricardo@rj1.info>
Assunto: Re: [ciencialist] A dura realidade do teletransporte
Para: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Data: Quinta-feira, 29 de Julho de 2010, 10:53

 
Sei que discutir sobre esse tipo de conjectura tão abstrata não costuma ser produtivo, mas...

O original não se perde, só se vc quiser. É feita uma planta (blueprint), contendo o estado atual de todo o corpo e não apenas do que vc chama de consciência. A tecnologia mais complexa aí é a do mapeamento e geração da planta e da criação da cópia baseada na planta, e não a do transporte quântico da informação.

O original é destruído, voluntariamente, apenas para que seja um teletransporte e não uma cópia à distância. 

Uma cópia de vc é criada, com o mesmo "estado" que vc, o que resulta em uma nova consciência no mesmo estado atual da sua. 

Não vejo de onde vc tirou a ideia de que a informação passada era a consciência e que foi tirada do cérebro original para passar para o outro lado como infomacao. Não faz nenhum sentido para mim.

Abs, 

Ricardo S.

Em 28/07/2010, às 18:49, luiz silva <luizfelipecsrj@ yahoo.com. br> escreveu:

 
Ola Belmiro,
 
Toda nossa "filosofada" foi feita em cima do teletansporte quântico, sem o envio do material..só da info....Acho que se a situação seja teoricamente possível (mesmo que tecnologicamente quase impossível), a reflexão vale a pena e suas consequencias impactam as teorias vigentes.
 
O q vc coloca é uma questão,que já postei : o  q ocorre com o "original" q perdeu toda informação que o definia como tal, no processo ?
 
Abs
Felipe
--- Em qua, 28/7/10, Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br> escreveu:

De: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
Assunto: [ciencialist] A dura realidade do teletransporte
Para: ciencialist@ yahoogrupos.com.br
Data: Quarta-feira, 28 de Julho de 2010, 17:45

 

            Agora que as questões filosóficas envolvendo o teletransporte  já foram exaustivamente debatidas, podemos discutir o lado prático. Sem querer derramar um balde de água gelada no assunto, mas já derramando, o teletransporte da maneira como o imaginamos não parece viável num futuro nem mesmo distante. Senão vejamos. Desmontar átomo por átomo uma criatura para daí enviá-lo a outro lugar, pressupõe que os mesmos átomos serão convertidos em eletromagnetismo para daí serem enviados na forma de ondas eletromagnéticas, juntamente com a informação de como reconstruí-lo. Acontece que não se pode converter esses átomos em eletromagnetismo. Não existe nenhuma chave para isto. O teletransporte mais razoável deveria conter no lugar de destino todo o “material” necessário para reconstruir a vítima, digo, o passageiro. Assim, no lugar de origem, uma varredura copiaria o sujeito e a informação seria enviada ao destino. Lá, uma eficiente máquina deveria construir o sujeito (outro sujeito) átomo por átomo num tempo definido, pelo menos igual ao tempo de varredura. Enquanto isto, o original deveria ser desmontado e viraria matériaprima para o retorno da viagem ou para construção de outro passageiro. Aí esbarramos na questão ética, pois, desmontar o sujeito é equivalente a homicídio e, por outro lado deixá-lo ali implica em duplicar uma pessoa a cada transporte. Há ainda a possibilidade de um ditador malvado construir um poderoso exército replicando seguidamente seu melhor soldado em questão de poucas horas.

            Mas, vamos supor que se consiga converter cada átomo em eletromagnetismo. Para enviar um passageiro ao seu destino, uma pessoa digamos de 70kg, seria necessário transportar uma energia equivalente a mc^2 = 70.3.10^8^2 = 21.10^17J. Desejando que o transporte seja realizado em 3 s, isto requer uma potência de 7.10^17W ou  700 milhões de GW ou 1 bilhão de turbinas de Itaipu. Não é à toa que o reator de dobra da Enterprise gera 16 bilhões de GW. Para transportar 4 passageiros de cada vez, o teletransporte compromete em torno de 18% da capacidade do reator. Bendita matriz de dilítio.

            E não é só isso. A intensidade do campo eletromagnético, tomando como valor máximo para o campo elétrico a bagatela de 3.10^6 V/m, que é o limite da rigidez dielétrica do ar, teríamos que ter para o campo magnético a intensidade de 2,3.10^11A/m, o que equivale a 293.215,5T  (T=tesla). Está um pouco longe dos máximos valores que se consegue em laboratório hoje, com bobinas supercondutoras e tudo mais, na faixa de 16T. O LHC usa em torno de 6T. E além disso, o feixe de transporte seria direcional. Digamos, um feixe com seção transversal de 0,5m^2. A densidade de potência seria 14.10^17W/m^ 2. Coitado de alguma coisa que ficasse no meio do caminho.

            Mas,  bem, deixa para lá. Isto é um problema que os dodecanetos dos nossos dodecanetos terão que solucionar se quiserem desfrutar das maravilhas do teletransporte.

 

            [],s

 

            Belmiro


 

 

 

SUBJECT: Re: [ciencialist] A dura realidade do teletransporte
FROM: "Ricardo S." <ricardo@rj1.info>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 29/07/2010 22:28

Felipe,

> Com relaçao a destruição da info, pelo q entendi no material que li, a sua destruição é inerente ao processo (ajuda dos universitarios, por favor)

Onde está este enunciado? De onde você tirou esta definição? Não foi o que eu vi nas experiências com condensado de Bose-Einstein, ou em outras conjecturas.

Por exemplo, o que é transportado, em um determinado caso, são as propriedades do condensado original para um outro condensado remoto. Nada é destruído na origem.

E ser destruído ou não é irrelevante. Ser uma cópia independe de o original ser destruído.


> Com relação a informação "ser" a conscência, isto vem da discussão com o Takata, envolvendo Filosofia de Dennett, Teletransporte e consciência instantânea.

Isso não tem a ver com a informação "ser" consciência. Repetindo, você fala como se a informação transportada fosse a consciência. São transportadas as propriedades de todos os átomos do corpo. Em uma visão materialista (Dennett ou não) uma  das caraterísticas resultantes deste estado é a consciência, mas o que estão sendo transportadas são todas as propriedades de todo o corpo. Se a informação fosse apagada na origem, o corpo todo deixaria de ser corpo e não apenas a tal "consciência" seria afetada.

> " ""Sei que discutir sobre esse tipo de conjectura tão abstrata não costuma ser produtivo, mas..."
> Isso depende do que vc chama de produtivo, pois experimentos mentais podem dar luz sobre a natureza de alguns fenômenos.

Bem, pode ser uma conversa interessante para um chopp (eu acho!), só me parece pouco produtivo para uma lista de ciências. Mas, certamente não sou ninguém para julgar, já que não contribuo quase nada por aqui!

Um abraço,

Ricardo S.

Em 29/07/2010 21:40, luiz silva escreveu:
 

Ola Ricardo,
 
"Sei que discutir sobre esse tipo de conjectura tão abstrata não costuma ser produtivo, mas..."
Isso depende do que vc chama de produtivo, pois experimentos mentais podem dar luz sobre a natureza de alguns fenômenos.
 
Com relaçao a destruição da info, pelo q entendi no material que li, a sua destruição é inerente ao processo (ajuda dos universitarios, por favor). Não é intencional, para que o processo "pareça" teletransporte e não uma clonagem.
 
Com relação a informação "ser" a conscência, isto vem da discussão com o Takata, envolvendo Filosofia de Dennett, Teletransporte e consciência instantânea.
 
Abs
Felipe
 
 
 



SUBJECT: Teleporte quântico
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 30/07/2010 03:52

Uma explanação geral para equalizar os conhecimentos.

A questão do teleporte quântico tem a ver com o chamado "paradoxo EPR" (EPR de Einstein, Podolsky, Rosen).

No começo da física quântica, na primeira metade do século passado, muitos físicos sentiam-se incomodados com a teoria quântica. Entre eles, Einstein (ironicamente, cuja abordagem sobre o efeito fotoelétrico acabou sendo um dos pilares iniciais da mecânica quântica). Para os críticos, a física quântica não era uma teoria completa. Então criaram um experimento mental que supostamente mostraria a falha da mecânica quântica.

Era a questão do princípio da incerteza de Heisenberg - especialmente pela interpretação da chamada Escola de Copenhagen. Por esse princípio, era impossível determinar-se com precisão infinita os valores dos estados de duas grandezas ditas conjugadas: como momento linear/posição, energia/tempo. Físicos que foram denominados realistas cuidavam que essa impossibilidade era apenas uma questão prática e não uma impossibilidade em princípio.

Pela escola de Copenhagen essa incerteza significava que um sistema estaria no que se chama sobreposição de estados (ou estado de coerência quântica) - não tinha, por exemplo, um valor definido de posição antes da medida: mas tinha ao mesmo tempo todos os valores possíveis.

Schrödinger também descontente com essa interpretação havia criado o experimental mental do gato em uma caixa com um veneno liberado pela desintegração radioativa de uma amostra. Como a desintegração é um evento probabilístico, depois de um tempo havia uma certa probabilidade do veneno ter sido liberado (e uma complementar de não ter sido). Então, o gato, antes de se abrir a caixa, estaria - essa era a crítica de Schrödinger - morto e vivo ao mesmo tempo. (Só que gatos são sistemas macroscópicos em constante interação com o meio, de modo que dificilmente estão em estado de sobreposição - embora haja detalhes mais técnicos e sutis.)

Para a escola de Copenhagen, um átomo-gato estava tanto morto (isto é, na posição x), como vivo (na posição y), antes da medida. Após a medida, o átomo-gato adotaria um estado definido - no que se chama de colapso da função de onda ou descoerência. Na época não havia como se testar isso.

Aí entram EPR. Na natureza há grandezas que são conservadas - como massa-energia, momento angular, carga elétrica... Se tivéssemos um par de elétrons originados a partir do decaimento de uma partícula com spin 0, a soma dos spins dos elétrons deve ser 0. Como os elétrons têm spin +90o a -90o - os elétrons devem ter spins opostos (quando medidos na mesma direção). Mas a escola de Copenhagen dizia que, antes da medida, os dois elétrons estariam em uma sobreposição de estados - tanto spin +90o quanto -90o, quanto +89o, quanto -89o, quanto +45,23o, quanto -45,23o... Isso não contradiz o princípio da conservação do momento angular (beeem liberalmente podemos relacionar o spin com o momento angular das partículas): a soma dá zero de qualquer forma. Para EPR, como o colapso da função de onda é dito ocorrer instantaneamente (ou algo assim) - afastando-se os dois elétrons conjugados (dito em emaranhamento quântico), quando um deles tiver o spin medido, haveria um colapso de sua função de onda, mas, pelo princípio da conservação do momento angular, o outro elétron teria a função de onda colapsada no estado inverso. Se o colapso da função de onda é instantânea, o afastamento a grandes distâncias significaria que os dois eventos ocorreria ao mesmo tempo - o que, na interpretação de EPR, signficaria uma emissão de sinal: de modo que o outro elétron sempre colapsasse em um estado complementar - a viajar a velocidade acima da luz. Isso não é possível, então, concluiram EPR, não pode haver sobreposição de estados - os estados estavam determinados desde o início: apenas não se consegue tecnicamente se determinar isso.

Mas, objetaram os quânticos, isso *apenas* se houver uma passagem de sinal de um elétron a outro. Não seria o caso. O colapso simultâneo e coordenado ocorre sem a emissão de sinais, mas simplesmente pela conjugação dos estados - é a chamada teoria não-realista local (na teoria local há emissão de sinais e esse sinal tem o limite de propagação da velocidade da luz no vácuo; na teoria realista os sistemas possuem estados bem definidos independentemente de observação ou medida).

Realismo ou não-realismo? A discussão estaria condenada a ser uma mera querela bizantina sobre o sexo dos anjos se não fora a sacada genial de John Stewart Bell. Genial porque simples.

Considere três parâmetros A, B e C. Digamos, A - ser loiro, B - ter menos de 1,60 m, C - ser do sexo masculino. Temos uma classe de alunos com alguma distribuição dessas características. A inequação a que Bell chegou foi: número de A que não são B mais número de B que não são C é maior ou igual ao número de A que não são C
N(A~B) + N(B~C) >= N(A~C)
É óbvio, mas pausa para entenderem o que foi dito.

Essa inequação vale para qualquer sistema que tenha esses parâmetros bem definidos independentemente de observação (hipótese das variáveis ocultas).

Então, raciocinou Bell, se o estado do spin é definido independentemente da observação, como queriam EPR, se tivermos um conjunto de elétrons gerados daquele modo conjugado, uma parte terá, digamos, spin +0o, outra spin +45o, outra spin +90o - para a direita ou para a esqueda (quando medidos em uma certa direçao).

Assim, espera-se que: o número de elétrons com spin 0o direita (A) e spin +45o esquerda (~B) + o número de elétrons com spin +45o direita (B) e spin 90o esquerda (~C) seja igual ou maior do que o número de elétrons com spin 0o direita (A) e +90o esquerda (~C).

Em 1982, o físico francês Alain Aspect publicou o resultado com elétrons. Essa inequação era violada. Aceitando-se que a lógica é válida e que sinais não viajem mais rápido do que a luz (teoria local), não haveria então variáveis ocultas - isto é, o estado do spin dos elétrons não estava determinado antes das medidas. EPR estavam errados.

Isso quer dizer que o fenômeno do emaranhamento quântico é real.

Agora entramos na questão do teleporte quântico. Temos dois elétrons conjugados A e B produzidos - seus estados de spin estão emaranhados. Eles são afastados um do outro. Pegamos agora um elétron C cujo spin foi medido e determinado (digamos +50o direita na direção do eixo z). Deixamos A e C interagirem. Não sabemos mais qual o estado do spin de C - sabemos apenas que A terá um estado complementar *após* a medida. Como A e B estavam emaranhados, B também tem sua função de onda alterada. O sinal emitido da interação entre A e C é captado e enviado para B. A interação de B com o sinal faz com que seu estado seja igual ao estado inicial de C.

http://www.math.ucr.edu/home/baez/physics/Quantum/bells_inequality.html
http://www.research.ibm.com/quantuminfo/teleportation/
---------------

[]s,

Roberto Takata


SUBJECT: RES: RES: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
FROM: Álvaro Augusto (P) <alvaro@electrapower.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 30/07/2010 13:24

Precisamos abandonar as analogias.

 

[ ]s

 

Alvaro Augusto

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de luiz silva
Enviada em: quarta-feira, 28 de julho de 2010 18:37
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: RES: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro

 

 

Ola Alvaro,

 

As analogias ou as teorias que às possibilitam (falo as científicas, pois as relgiosas são mais antigas e imutáveis ::))?

 

Abs

Felipe

--- Em qua, 28/7/10, Álvaro Augusto (P) <alvaro@electrapower.com.br> escreveu:


De: Álvaro Augusto (P) <alvaro@electrapower.com.br>
Assunto: RES: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Quarta-feira, 28 de Julho de 2010, 17:06

 

Então precisamos abandoná-las!

 

[ ]s

 

Alvaro Augusto

 

 

De: ciencialist@ yahoogrupos. com.br [mailto:ciencialist @yahoogrupos. com.br] Em nome de Luiz
Enviada em: quarta-feira, 28 de julho de 2010 14:13
Para: ciencialist@ yahoogrupos. com.br
Assunto: Re: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro

 

 


Ola Alvaro,

Mas o problema é que as analogias "existem". As teorias (a religiosa, e científica), nesse caso, tem em comum, um universo cíclico, com expansão e retração.

Abs
Felipe
--- Em ciencialist@ yahoogrupos. com.br, Álvaro Augusto (P) <alvaro@...> escreveu
>
> Não sei se devemos levar a sério os comentários de Jabor sobre cosmologia.
> Da minha parte, não gosto muito dessas analogias religiosas com modelos
> cosmológicos. Isso não acrescenta nada e deixa os leigos (leia-se "mais
> leigos do que eu") perdidos e confusos.
>
>
>
> Abraços,
>
>
>
> Alvaro Augusto
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> De: ciencialist@ yahoogrupos. com.br [mailto:ciencialist@ yahoogrupos. com.br]
> Em nome de Felipe Stauffer
> Enviada em: quarta-feira, 28 de julho de 2010 01:11
> Para: Ciencialist
> Assunto: RE: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
>
>
>
>
>
> Outro dia o Marcelo Gleiser postou no twitter um linque para um texto do
> Arnaldo Jabour, que escreveu sobre cosmologia, elogiando-o.
>
> O modelo de universo do texto de Jabour e contraponto do
> Big-Bang-sem- nada-antes parece o modelo de ciclo grande das religião hindu,
> sendo cada universo um trabalho de Brahma, como uma versão de um sistema de
> criação, materializado em um poro do corpo de Vishnu.
>
> Sds,
>
> Felipe Junqueira de Souza
>
> http://felipestauff er.com
>
>
>
>
>
>


 


SUBJECT: Liberação de mensagens
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 30/07/2010 13:44

Algumas mensagens liberadas têm demorado para serem publicadas e distribuídas. Imagino que seja algum problema no Yahoo!Groups.

Parece que também está havendo demora entre o envio da mensagem e a entrada dela para a lista de liberação.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Fatos e Ciência II
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 30/07/2010 15:17

Ola Takata,
 
Então em um referencial eu teria a conservação de energia mantida e em outro não ? Mas considerando-se um referencial "externo", apenas uma das duas poderia estar correta, não ? como "decidir" ?
 
Abs
Felipe

--- Em qua, 28/7/10, roberto <roberto.takata@bol.com.br> escreveu:

De: roberto <roberto.takata@bol.com.br>
Assunto: [ciencialist] Re: Fatos e Ciência II
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Quarta-feira, 28 de Julho de 2010, 15:58

 
--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Luiz" <luizfelipecsrj@...>
> Eu mediria sim, pois o tempo para mim está passando normalmente.
> Mas como, para mim, o tempo do fóton está parado, encontrarei
> valor zero, para o "fluxo de energia" (dado q, para mim, o tempo
> está congelado, qdo olho o comportamento do foton), não ?

Nope. Ainda está misturando os referenciais.

[]s,

Roberto Takata


 

SUBJECT: Re: [ciencialist] Liberação de mensagens
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 30/07/2010 15:36

Ola Takata,
 
O yahoo tem dado problema até com emails pessoais (o meu e do yahoo)....não acho improvável que seja mais uma falha.
 
Abs
Felipe

--- Em sex, 30/7/10, roberto <roberto.takata@bol.com.br> escreveu:

De: roberto <roberto.takata@bol.com.br>
Assunto: [ciencialist] Liberação de mensagens
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Sexta-feira, 30 de Julho de 2010, 13:44

 
Algumas mensagens liberadas têm demorado para serem publicadas e distribuídas. Imagino que seja algum problema no Yahoo!Groups.

Parece que também está havendo demora entre o envio da mensagem e a entrada dela para a lista de liberação.

[]s,

Roberto Takata


 

SUBJECT: Re: Fatos e Ciência II
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 30/07/2010 15:36

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva
> Então em um referencial eu teria a conservação de energia mantida e
> em outro não ?

Não. A quebra da conservação ocorreria exatamente no cenário que vc sugere - haver energia perdida medida em um referencial, mas não em outro.

Isso porque *efetivamente* há perda de energia do fóton. Como seu comprimento de onda se altera - fica maior -, sua frequência diminui:
c = f.l (em que c é a velocidade da luz no vácuo, f é a frequência da onda eletrogmanética e l é o comprimento de onda associado).

E a energia do fóton é dada por:
E = h.f (em que h é a constante de Planck)

Logo:
E = (h.c)/l

Com comprimentos de onda maiores, a energia individual do fóton diminui.

[]s,

Roberto Takata


SUBJECT: Re: [ciencialist] A dura realidade do teletransporte
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 30/07/2010 16:00


Ola Ricardo,
 
"Onde está este enunciado? De onde você tirou esta definição? Não foi o que eu vi nas experiências com condensado de Bose-Einstein, ou em outras conjecturas.

Por exemplo, o que é transportado, em um determinado caso, são as propriedades do condensado original para um outro condensado remoto. Nada é destruído na origem.

E ser destruído ou não é irrelevante. Ser uma cópia independe de o original ser destruído."
 
Trecho de uma tese(vi tb em outros artigos, que tenho q encontrar) :
 
"N˜ao obstante, conforme a etimologia da palavra teletransporte 2, n˜ao ocorre a passagem da informac¸ ˜ao quˆantica entre os dois s´ıtios: ela ´e destru´ıda no s´ıtio de Alice, e reconstru´ıda no s´ıtio de Bob, sem o seu transporte direto entre os dois s´ıtios. De acordo com W. K. Wootters:“It is quantum information, which cannot be copied and cannot appear at the new location without being destroyed at the old location” [108]. De fato, para se realizar esta tarefa, a informação, que ´e codificada no estado quˆantico de um sistema, ´e necessariamente destru´ıda [141]e posteriormente reconstru´ıda a partir de correlac¸ ˜oes quˆanticas, que s˜ao estabelecidas entre os s´ıtios compartilhando-se previamente um estado emaranhado [45, 111, 139], einformac¸ ˜ao cl´assica, que ´e obtida por Alice, e posteriormente enviada a Bob. Estes dois “canais” de comunicac¸ ˜ao distintos s˜ao necess´arios, e ´e justamente a necessidade"
 
 
A questão é, caso meu entendimento esteja correto, o que significaria para um cérebro perder suas informações, seu "estado quântico". Ele ficaria vivo, mas sem poder gerar consciência? poderia continuar gerando consicência? se tornaria uma sopa atômica ?? Esta é minha dúvida(claro, dado que minha interpretação desta destruição de informação esteja correta, e seja inerente ao processo)
 
"Isso não tem a ver com a informação "ser" consciência. Repetindo, você fala como se a informação transportada fosse a consciência. São transportadas as propriedades de todos os átomos do corpo. Em uma visão materialista (Dennett ou não) uma  das caraterísticas resultantes deste estado é a consciência, mas o que estão sendo transportadas são todas as propriedades de todo o corpo. Se a informação fosse apagada na origem, o corpo todo deixaria de ser corpo e não apenas a tal "consciência" seria afetada."

Falo do céreboro, pq é o que importa para a consciência.....claro que existe todo um corpo envolvido......
 
Eu especulo...acho importante esta diferença....não afirmo. E minha expeculção (pode chamar de viagem...sem problemas)  é que, em uma consciência instantânea, o que definiria a mesma já não seria a dinâmica das relações e a funcionalidade evocada por Dennett (este é o ponto...a consciência vista pela filosofia de Dennett não é determinada pelo estado em is, mas sim pela dinâmica...por isso, a existência de uma cosnciência instantânea traria problemas para este modelo -penso eu), mas sim o estado instantâneo destes átomos (especulação).
 
Assim, se eu não preciso da dinãmica das relações para a emergência da consciência, na realidade é a informação destes estados a responsável pela emergência.
Continuo achando que vc está equivocado em sua afrimação.Filosofia, mesmo vinda de não filósofos, é importante em uma lista de ciências, até mesmo para melhorar o entendimento de alguns conceitos.
 
Abs
Felipe


--- Em qui, 29/7/10, Ricardo S. <ricardo@rj1.info> escreveu:

De: Ricardo S. <ricardo@rj1.info>
Assunto: Re: [ciencialist] A dura realidade do teletransporte
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Quinta-feira, 29 de Julho de 2010, 22:28

 
Felipe,

> Com relaçao a destruição da info, pelo q entendi no material que li, a sua destruição é inerente ao processo (ajuda dos universitarios, por favor)

Onde está este enunciado? De onde você tirou esta definição? Não foi o que eu vi nas experiências com condensado de Bose-Einstein, ou em outras conjecturas.

Por exemplo, o que é transportado, em um determinado caso, são as propriedades do condensado original para um outro condensado remoto. Nada é destruído na origem.

E ser destruído ou não é irrelevante. Ser uma cópia independe de o original ser destruído.


> Com relação a informação "ser" a conscência, isto vem da discussão com o Takata, envolvendo Filosofia de Dennett, Teletransporte e consciência instantânea.

Isso não tem a ver com a informação "ser" consciência. Repetindo, você fala como se a informação transportada fosse a consciência. São transportadas as propriedades de todos os átomos do corpo. Em uma visão materialista (Dennett ou não) uma  das caraterísticas resultantes deste estado é a consciência, mas o que estão sendo transportadas são todas as propriedades de todo o corpo. Se a informação fosse apagada na origem, o corpo todo deixaria de ser corpo e não apenas a tal "consciência" seria afetada.

> " ""Sei que discutir sobre esse tipo de conjectura tão abstrata não costuma ser produtivo, mas..."
> Isso depende do que vc chama de produtivo, pois experimentos mentais podem dar luz sobre a natureza de alguns fenômenos.

Bem, pode ser uma conversa interessante para um chopp (eu acho!), só me parece pouco produtivo para uma lista de ciências. Mas, certamente não sou ninguém para julgar, já que não contribuo quase nada por aqui!

Um abraço,

Ricardo S.

Em 29/07/2010 21:40, luiz silva escreveu:
 
Ola Ricardo,
 
"Sei que discutir sobre esse tipo de conjectura tão abstrata não costuma ser produtivo, mas..."
Isso depende do que vc chama de produtivo, pois experimentos mentais podem dar luz sobre a natureza de alguns fenômenos.
 
Com relaçao a destruição da info, pelo q entendi no material que li, a sua destruição é inerente ao processo (ajuda dos universitarios, por favor). Não é intencional, para que o processo "pareç a" teletransporte e não uma clonagem.
 
Com relação a informação "ser" a conscência, isto vem da discussão com o Takata, envolvendo Filosofia de Dennett, Teletransporte e consciência instantânea.
 
Abs
Felipe
 
 
 


 

SUBJECT: Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 30/07/2010 18:15

Se vc reconstruir um objeto exatamente, atomo a atomo, nas exatas posicoes de cada atomo, vc tera'... o objeto original, mesmo q seja uma pessoa.

Nao sera' um clone, nao sera' uma simples copia genetica (um fenotipo gerado com o mesmo genoma) como um gemeo, sera' vc mesmo, com seu corpo, mente, consciencia e memorias, de modo rigorosamente idistinguivel do 'original'.

Talvez nunca seja possivel essa reconstrucao, mas, se for, sera' um teletransporte efetivo para todos os efeitos praticos.

O teletransporte quantico, alias, q ja' foi realizado com atomos isolados e grupos de atomos, usa exatamente esse processo, com a destruicao do original.

Sera' possivel aplicar o teletransporte quantico a objetos macroscopicos?

Essa e' a grande questao.

Se a unica maneira de nos teletransportarmos for essa, teremos de fato q 'morrer' na plataforma de partida para 'ressuscitar' na plataforma de chegada.

;-)

Mas esse nao e' o unico problema.

Outro problema e' q o teletransporte quantico essencialmente transmite so' informacao, nao materia nem energia. E' preciso q ja' haja 'materia bruta' no ponto de chegada q possa ser 'transformada' no objeto a ser materializado.

(o problema da energia so' vai ocorrer na desmaterializacao da pessoa na 'partida', como ja' foi citado, mas podemos até supor que toda essa energia pode ser necessária para o processo de transmissão das informações e operação dos equipamentos, mas, qualquer que seja a solução tecnológica para o teletransporte macroscópico, terá sem duvida que incluir uma maneira de lidar com toda essa energia de modo seguro).

Ha' alguns eons (em 2000) escrevi um artigo sobre o teletransporte, onde falei sobre a edição de julho de 1998 da (extinta e excelente) revista americana Science Fiction Age, na qual foi publicado um debate sobre as possibilidades e problemas envolvidos no possível futuro teletransporte de pessoas.

Participaram os físicos Geoffrey Landis (assessor científico da revista), Gregory Benford (Universidade da Califórnia) e John Cramer (Universidade de Washington).

Descrevo a seguir um resumo da discussão do tema entre os cientistas, que levantaram questões importantes e consistentes sobre o teletransporte.

Além de físicos profissionais, os três são também prestigiados escritores de FC, o que tornou o debate bem interessante, pois já começou com discussões sobre possíveis tramas de FC baseadas no teletransporte quântico concebido por Bennet e seus colaboradores. Cramer imaginou um cenário onde uma nave de exploração interestelar poderia ser enviada com "seres humanos em branco", isto é, um conjunto macroscópico de partículas equivalentes a um ser humano, interligadas quanticamente com seus "gêmeos" mantidos estocados na Terra.

OBS: O que seriam exatamente esses "seres humanos em branco"? Presumivelmente um conjunto de átomos aproximadamente igual aos que formariam um ser humano, factível de sofrer uma transformação quântica – creio que o próprio Cramer não sabe exatamente o que seriam.

A um porcento da velocidade da luz, - prossegue Cramer em sua especulação - nossa nave estelar alcança Tau Ceti em 1200 anos. Quando ela chega, robôs descarregam a nave e montam um receptor de teletransporte para cada conjunto "em branco" interligado quanticamente. Quando tudo está pronto, os colonos sobem nos transmissores de teletransporte na Terra, onde se juntam aos conjuntos macroscópicos "em branco" estocados e ambos são destrutivamente escaneados pelo transmissor. O resultado da medição é enviado por rádio a Tau Ceti, onde os conjuntos "em branco" já foram instantaneamente "transformados" através do efeito EPR (ver nota 1) como resultado da medição de seus pares emaranhados/interligados na Terra. Doze anos depois (no tempo da Terra) a "chave decodificadora" (o restante da informação medida) é recebida em Tau Ceti e as transformações quânticas finais são promovidas em todas as partículas formadoras dos conjuntos macroscópicos "em branco"enviados há 1200 anos, reproduzindo exatamente, átomo a átomo, as pessoas escaneadas. O resultado é que os felizes colonos emergem sãos e salvos das unidades receptoras. Para os colonos teletransportados nenhum tempo subjetivo se passou. Para todos os efeitos eles fizeram uma viagem instantânea e segura, pois, naturalmente, era sabido que os dispositivos de recepção haviam chegado e tinham sido completamente checados antes da transmissão ser feita.

Interessante "plot" de FC, não é mesmo? Mas Benford levanta aí o principal problema, a seu ver, do teletransporte quântico: Você tem que morrer. A medição no transmissor vai desintegrá-lo e, anos depois, uma cópia aparece em Alfa Centauri. E se a cópia só fosse aparecer um século ou cem séculos depois? Será que isso não afetaria o seu desejo de se deixar assassinar só para ter uma cópia sua alcançando as estrelas?

Landis ainda aumenta a provocação perguntando a seguir se a informação que chega no receptor é realmente igual ao original. (Problema que aparentemente nunca surgiu em Star Trek – exceto por alguns comentários rabugentos de McCoy sobre o teletransporte – mas que é pertinente: Você, com suas emoções, memórias e consciência, é simplesmente o resultado da soma de seus átomos componentes? A questão parece polêmica. Para os materialistas, essa explicação é plenamente satisfatória, claro. Os espiritualistas, por sua vez, teriam talvez que supor que a alma humana estaria indissoluvelmente ligada ao corpo até o momento da morte, e "seguiria", assim, o envio do padrão de teletransporte até o ponto de destino, sendo "reincorporada" no momento da rematerialização do indivíduo).

Benford tem suas dúvidas se a rematerialização se daria sem "perdas". Mas Landis está entusiasmado. Mesmo que leve 4,5 anos para alcançar Alfa Centauri, diz ele, seria mais rápido que uma espaçonave. Com a vantagem de não ter que comer comida espacial com gosto de plástico.

Benford não se deixa convencer. Preferiria ir de classe executiva, lendo um livro, e não depender de um "Portal Postal" para teletransportá-lo. Ele insiste que, se você é desintegrado, não importa o motivo, você morre. Ressuscitá-lo depois é uma prova de boa educação, desde que o processo seja realmente à prova de erros. Benford ainda ironiza o universo de Star Trek: Será que – indaga ele – no século 23 as pessoas ainda usarão carros na Terra? Ou vão se teletransportar para fazer compras na loja da esquina?

Cramer intervém para levantar outro problema do teletransporte quântico: O famoso Paradoxo do Gato de Schröndinger (ver nota 2). Como você vai estocar um sistema interligado de átomos de modo que não haja absolutamente qualquer interação com o mundo externo até que você esteja pronto para impor a informação recebida? Esse é um problema que, segundo ele, os físicos ainda não resolveram e, enquanto isso não ocorrer, estaremos sempre limitados ao teletransporte de partículas elementares.

Landis contra-ataca, opinando que estocar estados interligados pode não ser um problema tão grande, lembrando que fótons podem ser "aprisionados" numa caixa espelhada ou numa volta fechada de fibra ótica. Sugere que se pode, por exemplo, estocar um estado emaranhado/interligado (como um spin) através de qualquer átomo com um elétron desemparelhado. Quanto duraria esse estado? Landis acredita que por longo período, se o átomo fosse mantido frio o suficiente.

Mas o assessor científico da Science Fiction Age concorda que ainda é cedo para ficarmos muito excitados com o teletransporte quântico. Cientistas podem ter teletransportado um fóton, mas ainda falta um longo caminho antes que possamos teletransportar seres humanos. A quantidade de informação necessária para se "transmitir" um ser humano seria estonteante. Landis estima que teríamos que enviar o estado quântico de algo como 10^27 partículas. Numa freqüência de microondas de 100 MHz, por exemplo, em máxima largura de banda, isso levaria, calcula, 10^16 segundos para ser enviado, o equivalente a meio bilhão de anos (um tempo bem menor que o calculado por Braustein, mas ainda assim, convenhamos, proibitivo). E como – pergunta Landis - escanearíamos essa informação? Destruiríamos o original humano com um laser de raios gama? Quanto tempo levaríamos no processo de "leitura"? (e, poderíamos acrescentar, o que fazer com a enorme energia gerada pela desmaterialização de uma pessoa? Uma coisa é destruir um fóton ou um elétron, mas estamos tratando agora de cerca de 70 kg de matéria. Sua conversão total em energia, pela famosa equação de Einstein E = mc2, daria algo em torno de 1,7 x 10^12 kWh. Mesmo supondo uma residência de classe média com um consumo anual relativamente alto de 5000 kWh, essa energia seria suficiente para abastecer mais de 30 milhões de casas por dez anos!

É a vez de Cramer lembrar que a própria encriptação da leitura poderia reduzir o número de medidas necessárias, já que no teletransporte quântico, como vimos, parte da informação segue instantaneamente pelo efeito EPR, com a outra parte seguindo de modo normal como uma "chave de leitura de código".

Landis se entusiasma de novo e pega o artigo original de Bennet, onde lê: "O teletransporte confiável de uma partícula de N-estados requer um canal clássico (não EPR) de capacidade de 2*log2(N) bits".

Cramer faz rapidamente o cálculo: "Uma partícula de N-estados é o mesmo que um sistema de N-estados de partículas. Vamos ver... 2*log2(10^27) = 180. Assim, uma `chave decodificadora' para um sistema de 10^27 partículas iria requerer apenas 180 medições. Isso é surpreendentemente baixo!"

O debate se aproxima do final. Cramer tenta fazer um sumário dos problemas envolvidos no teletransporte macroscópico: 1) Como produzir um sistema emaranhado/interligado de N átomos que seja próximo o suficiente do objeto ou pessoa a serem teletransportados e que seja convertido em informação num número factível de medições? (180?) 2) Como estocar os sub-sistemas interligados em isolamento tal que não haja interações com o mundo externo até o momento de se impor a informação transmitida? 3) Como "misturar" o original com o sistema interligado "em branco" durante o escaneamento? 4) Como transmitir a informação medida e fazer as operações "reconstituintes" no lado receptor?

Benford permanece cético. Acha que o teletransporte macroscópico é menos provável que a viagem mais rápida que a luz. Prefere confiar mais na possível descoberta de buracos-de-verme próximos e estáveis.

Cramer é mais otimista. E chama a atenção para o fato de que o teletransporte quântico, mesmo se no momento só aplicável a fótons e outras partículas elementares, já deu mais verossimilhança a histórias de hard FC que usam o teletransporte como elemento da trama. Reconhece que o teletransporte real ainda está distante devido aos horrendos problemas envolvidos em extrapolar o conceito de partículas individuais para grandes sistemas de partículas, mas espera que a idéia se aperfeiçoe, tanto na literatura de FC quanto nos laboratórios de física.

O debate se encerra com a intervenção final de Benford: - "Vocês nunca vão conseguir me enfiar num teletransporte-desintegrador!"

Nota 1: O teletransporte quantico lança mão do chamado efeito Einstein-Poldolsky-Rosen, ou EPR. Como muitos colegas da lista sabem, esse efeito – chamado por Einstein de "fantasmagórico" - foi discutido pela primeira vez num famoso artigo assinado pelos três cientistas e publicado nos anos trinta. O artigo buscava questionar a validade da Mecânica Quântica, apresentando um paradoxo (Einstein, embora um dos pais da MQ com a descoberta do efeito foto-elétrico – que lhe conferiu seu único prêmio Nobel de Física – nunca aceitou-a em sua plenitude. Costumava criticar seus aspectos probabilísticos com a frase: - Deus não joga dados! Mas oitenta anos de experiências não encontraram falhas na MQ - parece que Deus de fato joga dados e, como ironizaram os críticos de Einstein, ainda esconde os resultados). O paradoxo EPR era que, se a Mecânica Quântica era correta, ela implicaria na possibilidade de transmissão de informação instantânea, violando a Teoria Especial da Relatividade, que afirma que a velocidade da luz é um limite universal. Portanto a MQ deveria ser incorreta. A coisa ocorreria mais ou menos assim: Em termos quânticos, é possível gerarmos duas partículas (por exemplo, fótons ou elétrons) de tal modo que as leis de conservação requeiram que devam estar no mesmo (ainda que indeterminado) estado. Por exemplo, se um sistema de spin zero gera duas partículas, uma deve ter spin-para-cima e a outra spin-para-baixo, para que a soma dos spins seja zero, conservando o spin original (spin é a estranha "rotação" quantizada possuída por partículas elementares). Dizemos nesse caso que as partículas estão num estado quântico 'emaranhado' ("interligado"). Mas, enquanto nenhuma medição dos spins de cada partícula for feita, a MQ diz que ela estarão numa superposição de estados de spin. Quando se faz uma medição do spin de uma partícula, só naquele exato momento, o spin passa a ser definitivo, para cima ou para baixo. Mas, ao mesmo tempo, o spin da outra partícula passa a ser também definitivo, pois os dois devem ser opostos. Isso funciona não importa qual a distância entre as duas partículas. Essa é a essência do paradoxo EPR. No início tentou-se conciliar o paradoxo sugerindo-se que a informação sobre os spins estivesse de algum modo "fixada" nas partículas desde sua geração. Mas nos anos sessenta John Bell demonstrou teoricamente que isso implicaria em mais informação quântica do que poderia ser transportada por uma partícula elementar. O físico francês Alain Aspect posteriormente demonstrou experimentalmente que Bell e a Mecânica Quântica estavam certos e Einsten, Poldolsky e Rosen errados. Existe a transmissão superluminal de informação quântica. (Isso quer dizer que a Relatividade Especial está errada? Sim e não. A TER diz que nenhum tipo de mensagem pode ser enviada mais rápido que a luz, mas o efeito EPR não pode ser usado para o envio de mensagens. Não há meios de se exercer qualquer tipo de controle sobre o resultado de uma medição de superposição de estados quânticos; o resultado é sempre completamente aleatório e nenhum sinal pode ser imposto a ele. Seria algo como o lançamento de uma moeda. Se o lado cara cair para cima, o lado coroa tem que estar para baixo, e vice-versa. Só que, no efeito EPR, temos uma moeda onde a cara pode estar a anos-luz da coroa).
Mas o que o paradoxo EPR tem a ver com o teletransporte? É que ele permite contornar a restrição do Princípio da Incerteza de Heisenberg e, na prática, medir totalmente o estado quântico de uma partícula e produzir uma réplica exata, sem necessidade de qualquer "Compensador"ao estilo de Star Trek. Como? Em resumo, o teletransporte quantico se baseia em escanear parte da informação sobre um objeto A, que se deseja teletransportar, enquanto se faz com que a parte remanescente da informação, não escaneada, passe, através do efeito EPR, para um outro objeto C que nunca teve contato com A . Posteriormente, aplicando a C um tratamento para alterar suas propriedades de acordo com a informação escaneada e enviada de modo clássico a C, é possível colocar C no exato estado em que A estava antes do primeiro escaneamento. O A original não estará mais agora nesse estado, tendo sido completamente destruído pela medição, assim, o processo é um teletransporte, não um copiamento. No processo, C foi criado como um par interligado com B e B foi "lido" junto com A. O escaneamento parcial das propriedades quânticas de A e B, segundo a teoria, implica necessariamente na "disrupção quântica" ou destruição dessas partículas.

Nota 2: Talvez o mais famoso experimento "gedanken" (em pensamento), que demonstra o paradoxo interpretativo da Mecânica Quântica quando aplicada a objetos macroscópicos, seja o chamado "Gato de Schröndinger" (proposto pelo físico Erwin Schröndinger em 1935). Schröndinger imaginou um sistema isolado (selado, à prova de som e com um adequado suprimento de oxigênio), preparado de modo a conter um contador Geiger próximo de uma fonte radioativa que emitiria raios gama. A fonte de raios gama seria ajustada para que, no período de uma hora, tivesse a probabilidade de exatamente 50% de causar a detecção de uma emissão pelo contador Geiger. O contador estaria conectado com um dispositivo solenóide de tal modo que, se uma emissão radioativa fosse detectada, faria quebrar um frasco contendo ácido cianídrico e, portanto, enchendo a caixa com gás letal. É claro que haveria também uma probabilidade de 50% de que não houvesse a emissão e o frasco continuaria intacto. O experimentador colocaria então um gato dentro da caixa, a selaria e aguardaria uma hora. No final do período o contador seria desativado, a caixa seria aberta e observar-se-ia o estado do sistema. Dois estados seriam possíveis: Gato vivo, no qual não houve a emissão radioativa e o frasco não se quebrou; ou gato morto, onde houve a emissão e o frasco com veneno se quebrou, matando o gato. A pergunta de Schröndinger foi: Qual o estado do sistema imediatamente antes do observador abrir a caixa? A simples aplicação rigorosa dos cálculos da Mecânica Quântica., sem se preocupar com interpretações subjetivas do fenômeno observado (a chamada Interpretação de Copenhagen) levaria ao resultado de se ter um gato simultaneamente vivo e morto até a caixa ser aberta, quando o observador causaria a "opção" quântica de um dos estados superpostos pelo próprio ato da observação. Esse resultado, que pode ser plausível quando aplicado a sistemas microscópicos, parece, no entanto, algo absurdo quando aplicado a um organismo altamente complexo como um gato. Qual a explicação desse paradoxo? O tema é controverso e se relaciona com uma das questões mais polêmicas da MQ, que é o Problema da Medida. De fato, quando realmente um evento quântico pode ser considerado encerrado? Quando realmente ocorre a observação que vai fazer colapsar o estado quântico no caso do Gato de Schröndinger? Quando o raio gama deixa o núcleo atômico? Quando interage com o contador Geiger? Quando o frasco se quebra? Quando o gato morre? Quando o observador olha dentro da caixa? Ou - como ironiza o próprio Cramer num artigo sobre o tema – Quando ele conta a um colega o que observou? Quando publica as observações no Physical Review? Essa a questão proposta por Cramer no debate: Quando o "conjunto interligado em branco" iria de fato interagir quanticamente? Como controlar o processo para mais de uma partícula? Como evitar interações quânticas das partículas entre si e com o meio externo?

Se alguem teve paciencia de ler ate' aqui,

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "roberto" <roberto.takata@...> escreveu

> Isso seria uma máquina de clonagem e não teleporte. Veja q indivíduos gêmeos não são exatamente a mesma pessoa. Se vc enviar outro gêmeo à velocidade da luz e matar o irmão que ficou, vc não tem teleporte.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>




SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Teletransporte, Consciência e Dennett(era....)
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 30/07/2010 18:59

Ola Takata,
 
Acho que estaria incorrendo na falacia da composição ou da divisão, se estivesse relacionando o fenomeno da consciencia do cerebro com neuronios individuais, por exemplo.
 
O que fiz foi uma análise/especulação do estado de consciência ao logo do tempo, e possíveis conequências para uma dado modelo de consciência. Ou seja, qdo estamos conscientes, estamos assim o tempo todo (daí vem o instantâneo)....Acho difícil falarmos de parte e todo, neste contexto temporal, e aplicarmos, nesta análise a falacia da composição.
 
Se admitirmos que um somatório de momentos inconscientes pode gerar um momento consciente, estaremos igualando a consciênca a objetos matemáticos, que são os únicos que conheço, que apresentam esta característica(soma de zeros ser algo diferente de zero).
 
O seu exemplo, para mim, parece ser um exemplo de instantâneos de consciência....Na primeira fatia, o subsitema 1 estaria consciente, ainda do estado 1 e assim continuaria até o novo registro ser feito, no segundo momento, tornando-se consciente, agora, do estado 2. Neste caso, não é a dinâmica que define a consciência, mas sim o estado do subsitema 2.
 
Além do mais, o fato do subsistema 2 processar informações do subsistema 1 não significa, em nada, que ele está consciente deste processamento. O problema do salto de processamento, para processamento consciente persiste.
 
Abs
Felipe

--- Em qua, 28/7/10, roberto <roberto.takata@bol.com.br> escreveu:

De: roberto <roberto.takata@bol.com.br>
Assunto: [ciencialist] Re: Teletransporte, Consciência e Dennett(era....)
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Quarta-feira, 28 de Julho de 2010, 15:56

 
--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva
> Mas ainda não está claro, para mim, como a analogia resolve o
> problema, caso não exista consciência instantânea.

Não é que resolva o problema. Apenas indica q não precisamos esperar problema algum. Em outras palavras: está mostrando o mecanismo da falácia da composição. Posso dar vários outros exemplos.

*Átomos não são vivos. Como pode uma coleção de átomos produzir seres vivos?
*Átomos não são visíveis a olho nu. Como pode uma coleção de átomos ter o tamanho de uma baleia ou de uma montanha?
*Aquiles não pode alcançar a tartaruga porque teria que passar por infinitos pontos intermediários que não têm comprimento algum.

Vou definir operacionalmente consciência como "percepção do próprio estado mental" - agora utilizarei um modelo genérico: "registro pelo sistema A de algum estado interno ao sistema A". Assim, poderei considerar que um subsistema 1 do sistema A é capaz de registrar o estado em um tempo t dado de algum subsistema 2 do mesmo sistema A.

Fatie-se o tempo no exato instante em que o subsistema 2 muda seu estado. Naturalmente, como o sinal tem uma limitação física para alcançar o subsistema 1 de registro, nessa fatia não temos o registro da mudança de estado do subsistema 2.

Avancemos no tempo e fatiemos o tempo no exato instante em que o subsistema 1 registra a mudança de estado no subsistema 2.

Em *nenhuma* dessas fatias isoladamente veremos qq mudança efetiva de estado. A mudança só ocorre na comparação entre as fatias.

O fato de cada fatia isoladamente não corresponder a nenhuma alteração ou registro não quer dizer que, em sua composição, não haja alterações ou registros.

[]s,

Roberto Takata


 

SUBJECT: Datena: ateus são “caras do mal” que “não respeitam limites”
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 30/07/2010 19:18

Já há muito tempo o apresentador José Luis Datena, como algumas outras figuras na televisão, vem incitando a discriminação aos ateus.”Isso é falta de deus no coração“, Datena costuma dizer ao comentar os crimes mais hediondos, no que se tornou um triste bordão de ignorância e preconceito.

Nesta terça-feira (27), o apresentador se superou durante quase todo o programa em uma longa diatribe, deixando mais claro seu preconceito ao promover uma enquete por telefone onde quem dizia acreditar em deus era do bem, enquanto os ateus podiam ser “bandidos votando de dentro da cadeia“.

Provem que o bem ainda é maioria“, apelava Datena exigindo “uma lavada nesses caras que não acreditam em deus“.

A Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (ATEA) publicou uma transcrição dos trechos ofensivos, que você confere clicando na imagem acima: acredite ou não em deus, confira para julgar por si mesmo se este apresentador, e se o canal que o transmite a milhões de lares brasileiros, não abusaram dos limites previstos na lei muito terrena sob a qual vivemos em um país democrático e com liberdade de crenças — incluindo a ausência delas.

Para Datena, matar um menino de dois anos e tentar fuzilar 3 ou 4 pessoas seria “um exemplo típico de um sujeito que não acredita em deus“.

Ao final, com mais de 2.000 ateus respondendo a sua enquete por telefone, compondo no entanto 4% do total de mais de 50.000 votos, Datena se declarou feliz. “Deus deu de goleada. Graças a deus. Deu de goleada. Obrigado a vocês que me acompanham há tanto tempo pra provar isso, que apesar de tudo que acontece nesse país, as pessoas ainda continuam acreditando em deus“.

O blog Bule Voador, da Liga Humanista Secular, comenta os dispositivos legais para os que queiram tomar uma atitude, incluindo denúncias ao Ministério Público. Você também pode entrar em contato com a mesma ATEA para saber como colaborar para que um espetáculo lastimável de preconceito e intolerância como este não se repita.


SUBJECT: Cientistas criam gelo em temperatura ambiente
FROM: joaquim de campos salles <joaquim.salles@ig.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 30/07/2010 19:31



Cientistas criam gelo em temperatura ambiente

Redação do Site Inovação Tecnológica - 30/07/2010

Cientistas criam gelo em temperatura ambiente
A imagem mostra a crescente formação do gelo sobre os defeitos cristalográficos na superfície do fluoreto de bário. [Imagem: Cardellach et al./JCP]

Depois de estudar os mecanismos da condensação da água na troposfera, cientistas descobriram como fabricar materiais artificiais para controlar a condensação da água e provocar a formação de gelo em temperatura ambiente.

O trabalho poderá permitir a fabricação de novos aditivos para fazer chover ou nevar, melhores freezers e revestimentos que ajudem a criar gelo em ambientes de entretenimento, como pistas de patinação.

Gelo hexagonal

O clima da Terra é fortemente influenciado pela presença de partículas de diferentes formas e origens - na forma de poeira, gelo e poluentes - que se acumulam a parte mais baixa da atmosfera, a troposfera.

Lá, a água adsorvida na superfície dessas partículas pode congelar em temperaturas mais elevadas do que a exigida para o congelamento de gotas de água pura, provocando chuva e neve.

"Há várias décadas, cientistas previram que os materiais com faces cristalinas com uma estrutura semelhante à do gelo hexagonal, a forma de todo o gelo e neve naturais na Terra, seria um agente ideal para induzir o congelamento e provocar chuva," explica o Dr. Albert Verdaguer, do Centro de Pesquisas em Nanociências e Nanotecnologia, na Espanha. "Mas esta explicação demonstrou ser insuficiente."

Fluoreto de bário

Os pesquisadores espanhóis decidiram então estudar o fluoreto de bário (BaF2), um mineral natural, também conhecido como "Frankdicksonita", como uma opção ao gelo hexagonal.

Eles estudaram a adsorção de água sobre a superfície dos cristais de BaF2 sob diferentes condições ambientais. Apesar de ter a desejada estrutura hexagonal, o BaF2 mostrou ser um material pobre na indução da nucleação do gelo.

Mas, curiosamente, quando a superfície do mineral apresenta defeitos, sua eficiência de condensação é maior.

Verdaguer e seus colegas descobriram que "sob condições ambientais - temperatura e umidade ambientes - nós observamos que a condensação da água é induzida principalmente pela formação de coberturas bidimensionais semelhantes ao gelo sobre os defeitos superficiais."

Gelo a temperatura ambiente

"Se, nestas superfícies, a água se condensa de forma ordenada, em uma estrutura hexagonal, em condições ambiente, o termo 'gelo a temperatura ambiente' é plenamente justificado," defende Verdaguer. "A fase sólida, o gelo, é produzida por um efeito de superfície, e não como uma consequência da temperatura."

O objetivo dos investigadores agora é materiais sintéticos ecológicos para induzir a formação de chuva e neve.

"A longo prazo, nós pretendemos preparar materiais inteligentes e superfícies inteligentes que vão reagir com a água de modos predefinidos," conclui o pesquisador.

Bibliografia:

Two-dimensional wetting: The role of atomic steps on the nucleation of thin water films on BaF2(111) at ambient conditions
M. Cardellach, A. Verdaguer, J. Santiso, J. Fraxedas
Journal of Chemical Physics
Vol.: 132, 234708 (2010)
DOI: 10.1063/1.3456698

SUBJECT: Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 30/07/2010 19:45

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Eduardo Torres"
> Se vc reconstruir um objeto exatamente, atomo a atomo, nas exatas
> posicoes de cada atomo, vc tera'... o objeto original, mesmo q seja
> uma pessoa.

Não. Não basta ser átomo do mesmo elemento (e do mesmo isótopo) e em posições relativas idênticas.

Outras propriedades deveriam ser reproduzidas. Propriedades estas que *não* podem ser reproduzidas: pelo princípio da indeterminação quântica e do emaranhamento quântico - pelo simples processo de escaneamento.

Mesmo desconsiderando-se a proposta de Penrose e Hameroff da consciência ser um fenômeno quântico, tal fenômeno irá afetar indiretamente o "eu". E teremos apenas um clone ou um irmão gêmeo.

O modo como o fenômeno quântico pode afetar mesmo em um modelo estritamente neuronal da consciência, é que o processo de disparo de potenciais (que entre outras coisas irá causar alterações nos padrões de ligação, bem como de genes ligados ou desligados) vai depender, p.e., de se um dado elétron está ou não interagindo com o elétron do átomo vizinho na molécula do receptor. A possibilidade ou não de interação depende, entre outras coisas, do spin de cada um - se o estado anterior de sobreposição (antes da interação eletrônica) *não* contempla um spin favorável, a interação não irá ocorrer - e o neurônio não irá disparar a cascata naquele instante. Instantes depois, o ambiente já será diferente - o sinal passará a interagir com o sinal advindo de outro neurônio, por exemplo - em vez de ser o único sinal a chegar em um dado centro.

[]s,

Roberto Takata


SUBJECT: Re: Teletransporte, Consciência e Dennett(era....)
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 30/07/2010 19:50

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva
> Acho que estaria incorrendo na falacia da composição ou da divisão,
> se estivesse relacionando o fenomeno da consciencia do cerebro com
> neuronios individuais, por exemplo.

Esse seria outro exemplo de falácia de composição.

> Se admitirmos que um somatório de momentos inconscientes pode gerar
> um momento consciente, estaremos igualando a consciênca a objetos
> matemáticos, que são os únicos que conheço, que apresentam esta
> característica(soma de zeros ser algo diferente de zero).

Mesmo q implicasse nisso, não haveria problema algum. Ocorre com várias entidades físicas como massa, tempo, espaço... (salvo em um modelo quantizado).

> O seu exemplo, para mim, parece ser um exemplo de instantâneos de
> consciência....Na primeira fatia, o subsitema 1 estaria consciente,
> ainda do estado 1 e assim continuaria até o novo registro ser
> feito, no segundo momento, tornando-se consciente, agora, do estado
> 2.

Não pela definição dada de consciência. Por isso usei *percepção* e *registro* - e não *estado* simplesmente. Isso ocorre pela *comparação* entre dois estados.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Restart, Justin Bieber e a Pirâmide Etária
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 31/07/2010 02:25

Restart, Justin Bieber e a Pirâmide Etária

geagingworld 

Em 2050, mais de dois bilhões de pessoas terão 60 anos ou mais, e para destacar as tendências que “desafiarão as sociedades no futuro”, a GE produziu uma interessante visualização interativa, “Our Aging World” (Nosso Mundo em Envelhecimento), que você confere clicando na imagem acima.

Ela representa e compara a distribuição etária das populações de oito países industrializados ao longo do tempo, sempre na mesma proporção relativa. Você pode escolher dois países e então arrastar a barra cinza na parte inferior – ou clicar no botão play na parte esquerda – para assistir à evolução da pirâmide populacional de 1950 até 2050.

franca1950

Em 100 anos, 60 deles de história e 40 deles de projeções, podemos enxergar os efeitos de guerras e epidemias, por exemplo: em 1950, as pirâmides demográficas de França, Alemanha e Itália exibem uma queda súbita na faixa etária de 30-34 anos. Faça as contas, e são as pessoas que nasceram ao redor do fim da Primeira Guerra Mundial e em pleno pico da Gripe Espanhola.

1950-2050

Nas projeções, constatamos como o mundo realmente está envelhecendo, e em todos os países não só as pirâmides demográficas de 1950 (esquerda) se transformam em retângulos populacionais (direita), com uma quantidade aproximadamente igual de diferentes faixas etárias. Alguns países como o Japão e a Coréia do Sul se aproximam de uma nova pirâmide populacional, invertida, com mais idosos do que jovens!

Se o mundo está envelhecendo, por que este texto menciona fenômenos jovens como a banda Restart ou Justin Bieber? Porque um, paradoxalmente, explica o outro.

1920s-restart

A justaposição destas duas imagens talvez choque, e é justamente esta a ideia. São crianças, são jovens, com expressões não muito diferentes, mas vindas de condições completamente díspares. Um grupo viveu na época em que as pirâmides etárias eram extremamente acentuadas, o outro, de quase um século depois, onde as pirâmides dão lugar a retângulos, onde aqueles que nascem têm muito mais chances de viver, e aqueles que vivem, passam por muito menos riscos de morrer.

O primeiro impulso que a comparação entre as crianças pobres, trabalhadoras do início do século 20, e uma banda moderna fazendo pose pode causar é de insatisfação e crítica “à juventude hoje”. Mas deveria ser motivo de celebração. Aquelas crianças em preto e branco não possuíam direitos, e suas roupas eram roupas de adultos em miniatura. As taxas de natalidade eram altíssimas, mas as taxas de mortalidade eram igualmente altas. A pirâmide etária refletia a vulnerabilidade da vida humana, e consequentemente, o pouco valor de cada indivíduo, especialmente naquela faixa etária mais abundante: as crianças, os jovens. Apenas aqueles que sobrevivessem até a vida adulta teriam algum valor.

Foi valorizando a vida, através de revoluções culturais, tecnológicas e médicas, permitindo que crianças fossem crianças, que a pirâmide demográfica se transformou em um retângulo. E se antes esta era uma medida de investimento no futuro, hoje o valor que se dá à cultura infantil, jovem, talvez seja simplesmente reflexo do fato de que a relevância de cada indivíduo jovem, de cada criança, é maior do que nunca. Se a juventude colorida de hoje parece “perdida”, é porque esquecemos tão rapidamente os horrores da juventude em preto e branco de ontem.

As consequências sociais de todas estas transformações, inéditas na história humana, ainda estão se desenvolvendo. Restart e Justin Bieber são apenas um pequeno indicador – e, em 2050, serão eles mesmos tão ou mais velhos do que você ou eu somos hoje. [visualização via FlowingData]


SUBJECT: RES: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 31/07/2010 02:26

Olá,

 

Se alguem teve paciencia de ler ate' aqui,”

 

Ora, e quem não chegará “...até aqui?”

Se começar a leitura, de tão agradável que é,  tão leve e objetiva, enfocando de maneira simples e rigorosa, assunto tão difícil e tão controverso, dificilmente conseguirá parar!  Um bônus vem de quebra, neste post-artigo, a reboque da digressão no campo da FC:  expõe e esclarece, à maneira dos bons divulgadores de física, aspectos da mecânica quântica pouco compreendidos e que continuam dando  muito o que falar. Bela mistura.

Se você não é físico de profissão, o é de fato. E dos bons.

Eu, de minha parte, já irei reler.

Parabéns.

 

Sds,

Victor.

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Eduardo Torres
Enviada em: sexta-feira, 30 de julho de 2010 18:16
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte

 

 

Se vc reconstruir um objeto exatamente, atomo a atomo, nas exatas posicoes de cada atomo, vc tera'... o objeto original, mesmo q seja uma pessoa.

Nao sera' um clone, nao sera' uma simples copia genetica (um fenotipo gerado com o mesmo genoma) como um gemeo, sera' vc mesmo, com seu corpo, mente, consciencia e memorias, de modo rigorosamente idistinguivel do 'original'.

Talvez nunca seja possivel essa reconstrucao, mas, se for, sera' um teletransporte efetivo para todos os efeitos praticos.

O teletransporte quantico, alias, q ja' foi realizado com atomos isolados e grupos de atomos, usa exatamente esse processo, com a destruicao do original.

Sera' possivel aplicar o teletransporte quantico a objetos macroscopicos?

Essa e' a grande questao.

Se a unica maneira de nos teletransportarmos for essa, teremos de fato q 'morrer' na plataforma de partida para 'ressuscitar' na plataforma de chegada.

;-)

Mas esse nao e' o unico problema.

Outro problema e' q o teletransporte quantico essencialmente transmite so' informacao, nao materia nem energia. E' preciso q ja' haja 'materia bruta' no ponto de chegada q possa ser 'transformada' no objeto a ser materializado.

(o problema da energia so' vai ocorrer na desmaterializacao da pessoa na 'partida', como ja' foi citado, mas podemos até supor que toda essa energia pode ser necessária para o processo de transmissão das informações e operação dos equipamentos, mas, qualquer que seja a solução tecnológica para o teletransporte macroscópico, terá sem duvida que incluir uma maneira de lidar com toda essa energia de modo seguro).

Ha' alguns eons (em 2000) escrevi um artigo sobre o teletransporte, onde falei sobre a edição de julho de 1998 da (extinta e excelente) revista americana Science Fiction Age, na qual foi publicado um debate sobre as possibilidades e problemas envolvidos no possível futuro teletransporte de pessoas.

Participaram os físicos Geoffrey Landis (assessor científico da revista), Gregory Benford (Universidade da Califórnia) e John Cramer (Universidade de Washington).

Descrevo a seguir um resumo da discussão do tema entre os cientistas, que levantaram questões importantes e consistentes sobre o teletransporte.

Além de físicos profissionais, os três são também prestigiados escritores de FC, o que tornou o debate bem interessante, pois já começou com discussões sobre possíveis tramas de FC baseadas no teletransporte quântico concebido por Bennet e seus colaboradores. Cramer imaginou um cenário onde uma nave de exploração interestelar poderia ser enviada com "seres humanos em branco", isto é, um conjunto macroscópico de partículas equivalentes a um ser humano, interligadas quanticamente com seus "gêmeos" mantidos estocados na Terra.

OBS: O que seriam exatamente esses "seres humanos em branco"? Presumivelmente um conjunto de átomos aproximadamente igual aos que formariam um ser humano, factível de sofrer uma transformação quântica – creio que o próprio Cramer não sabe exatamente o que seriam.

A um porcento da velocidade da luz, - prossegue Cramer em sua especulação - nossa nave estelar alcança Tau Ceti em 1200 anos. Quando ela chega, robôs descarregam a nave e montam um receptor de teletransporte para cada conjunto "em branco" interligado quanticamente. Quando tudo está pronto, os colonos sobem nos transmissores de teletransporte na Terra, onde se juntam aos conjuntos macroscópicos "em branco" estocados e ambos são destrutivamente escaneados pelo transmissor. O resultado da medição é enviado por rádio a Tau Ceti, onde os conjuntos "em branco" já foram instantaneamente "transformados" através do efeito EPR (ver nota 1) como resultado da medição de seus pares emaranhados/interligados na Terra. Doze anos depois (no tempo da Terra) a "chave decodificadora" (o restante da informação medida) é recebida em Tau Ceti e as transformações quânticas finais são promovidas em todas as partículas formadoras dos conjuntos macroscópicos "em branco"enviados há 1200 anos, reproduzindo exatamente, átomo a átomo, as pessoas escaneadas. O resultado é que os felizes colonos emergem sãos e salvos das unidades receptoras. Para os colonos teletransportados nenhum tempo subjetivo se passou. Para todos os efeitos eles fizeram uma viagem instantânea e segura, pois, naturalmente, era sabido que os dispositivos de recepção haviam chegado e tinham sido completamente checados antes da transmissão ser feita.

Interessante "plot" de FC, não é mesmo? Mas Benford levanta aí o principal problema, a seu ver, do teletransporte quântico: Você tem que morrer. A medição no transmissor vai desintegrá-lo e, anos depois, uma cópia aparece em Alfa Centauri. E se a cópia só fosse aparecer um século ou cem séculos depois? Será que isso não afetaria o seu desejo de se deixar assassinar só para ter uma cópia sua alcançando as estrelas?

Landis ainda aumenta a provocação perguntando a seguir se a informação que chega no receptor é realmente igual ao original. (Problema que aparentemente nunca surgiu em Star Trek – exceto por alguns comentários rabugentos de McCoy sobre o teletransporte – mas que é pertinente: Você, com suas emoções, memórias e consciência, é simplesmente o resultado da soma de seus átomos componentes? A questão parece polêmica. Para os materialistas, essa explicação é plenamente satisfatória, claro. Os espiritualistas, por sua vez, teriam talvez que supor que a alma humana estaria indissoluvelmente ligada ao corpo até o momento da morte, e "seguiria", assim, o envio do padrão de teletransporte até o ponto de destino, sendo "reincorporada" no momento da rematerialização do indivíduo).

Benford tem suas dúvidas se a rematerialização se daria sem "perdas". Mas Landis está entusiasmado. Mesmo que leve 4,5 anos para alcançar Alfa Centauri, diz ele, seria mais rápido que uma espaçonave. Com a vantagem de não ter que comer comida espacial com gosto de plástico.

Benford não se deixa convencer. Preferiria ir de classe executiva, lendo um livro, e não depender de um "Portal Postal" para teletransportá-lo. Ele insiste que, se você é desintegrado, não importa o motivo, você morre. Ressuscitá-lo depois é uma prova de boa educação, desde que o processo seja realmente à prova de erros. Benford ainda ironiza o universo de Star Trek: Será que – indaga ele – no século 23 as pessoas ainda usarão carros na Terra? Ou vão se teletransportar para fazer compras na loja da esquina?

Cramer intervém para levantar outro problema do teletransporte quântico: O famoso Paradoxo do Gato de Schröndinger (ver nota 2). Como você vai estocar um sistema interligado de átomos de modo que não haja absolutamente qualquer interação com o mundo externo até que você esteja pronto para impor a informação recebida? Esse é um problema que, segundo ele, os físicos ainda não resolveram e, enquanto isso não ocorrer, estaremos sempre limitados ao teletransporte de partículas elementares.

Landis contra-ataca, opinando que estocar estados interligados pode não ser um problema tão grande, lembrando que fótons podem ser "aprisionados" numa caixa espelhada ou numa volta fechada de fibra ótica. Sugere que se pode, por exemplo, estocar um estado emaranhado/interligado (como um spin) através de qualquer átomo com um elétron desemparelhado. Quanto duraria esse estado? Landis acredita que por longo período, se o átomo fosse mantido frio o suficiente.

Mas o assessor científico da Science Fiction Age concorda que ainda é cedo para ficarmos muito excitados com o teletransporte quântico. Cientistas podem ter teletransportado um fóton, mas ainda falta um longo caminho antes que possamos teletransportar seres humanos. A quantidade de informação necessária para se "transmitir" um ser humano seria estonteante. Landis estima que teríamos que enviar o estado quântico de algo como 10^27 partículas. Numa freqüência de microondas de 100 MHz, por exemplo, em máxima largura de banda, isso levaria, calcula, 10^16 segundos para ser enviado, o equivalente a meio bilhão de anos (um tempo bem menor que o calculado por Braustein, mas ainda assim, convenhamos, proibitivo). E como – pergunta Landis - escanearíamos essa informação? Destruiríamos o original humano com um laser de raios gama? Quanto tempo levaríamos no processo de "leitura"? (e, poderíamos acrescentar, o que fazer com a enorme energia gerada pela desmaterialização de uma pessoa? Uma coisa é destruir um fóton ou um elétron, mas estamos tratando agora de cerca de 70 kg de matéria. Sua conversão total em energia, pela famosa equação de Einstein E = mc2, daria algo em torno de 1,7 x 10^12 kWh. Mesmo supondo uma residência de classe média com um consumo anual relativamente alto de 5000 kWh, essa energia seria suficiente para abastecer mais de 30 milhões de casas por dez anos!

É a vez de Cramer lembrar que a própria encriptação da leitura poderia reduzir o número de medidas necessárias, já que no teletransporte quântico, como vimos, parte da informação segue instantaneamente pelo efeito EPR, com a outra parte seguindo de modo normal como uma "chave de leitura de código".

Landis se entusiasma de novo e pega o artigo original de Bennet, onde lê: "O teletransporte confiável de uma partícula de N-estados requer um canal clássico (não EPR) de capacidade de 2*log2(N) bits".

Cramer faz rapidamente o cálculo: "Uma partícula de N-estados é o mesmo que um sistema de N-estados de partículas. Vamos ver... 2*log2(10^27) = 180. Assim, uma `chave decodificadora' para um sistema de 10^27 partículas iria requerer apenas 180 medições. Isso é surpreendentemente baixo!"

O debate se aproxima do final. Cramer tenta fazer um sumário dos problemas envolvidos no teletransporte macroscópico: 1) Como produzir um sistema emaranhado/interligado de N átomos que seja próximo o suficiente do objeto ou pessoa a serem teletransportados e que seja convertido em informação num número factível de medições? (180?) 2) Como estocar os sub-sistemas interligados em isolamento tal que não haja interações com o mundo externo até o momento de se impor a informação transmitida? 3) Como "misturar" o original com o sistema interligado "em branco" durante o escaneamento? 4) Como transmitir a informação medida e fazer as operações "reconstituintes" no lado receptor?

Benford permanece cético. Acha que o teletransporte macroscópico é menos provável que a viagem mais rápida que a luz. Prefere confiar mais na possível descoberta de buracos-de-verme próximos e estáveis.

Cramer é mais otimista. E chama a atenção para o fato de que o teletransporte quântico, mesmo se no momento só aplicável a fótons e outras partículas elementares, já deu mais verossimilhança a histórias de hard FC que usam o teletransporte como elemento da trama. Reconhece que o teletransporte real ainda está distante devido aos horrendos problemas envolvidos em extrapolar o conceito de partículas individuais para grandes sistemas de partículas, mas espera que a idéia se aperfeiçoe, tanto na literatura de FC quanto nos laboratórios de física.

O debate se encerra com a intervenção final de Benford: - "Vocês nunca vão conseguir me enfiar num teletransporte-desintegrador!"

Nota 1: O teletransporte quantico lança mão do chamado efeito Einstein-Poldolsky-Rosen, ou EPR. Como muitos colegas da lista sabem, esse efeito – chamado por Einstein de "fantasmagórico" - foi discutido pela primeira vez num famoso artigo assinado pelos três cientistas e publicado nos anos trinta. O artigo buscava questionar a validade da Mecânica Quântica, apresentando um paradoxo (Einstein, embora um dos pais da MQ com a descoberta do efeito foto-elétrico – que lhe conferiu seu único prêmio Nobel de Física – nunca aceitou-a em sua plenitude. Costumava criticar seus aspectos probabilísticos com a frase: - Deus não joga dados! Mas oitenta anos de experiências não encontraram falhas na MQ - parece que Deus de fato joga dados e, como ironizaram os críticos de Einstein, ainda esconde os resultados). O paradoxo EPR era que, se a Mecânica Quântica era correta, ela implicaria na possibilidade de transmissão de informação instantânea, violando a Teoria Especial da Relatividade, que afirma que a velocidade da luz é um limite universal. Portanto a MQ deveria ser incorreta. A coisa ocorreria mais ou menos assim: Em termos quânticos, é possível gerarmos duas partículas (por exemplo, fótons ou elétrons) de tal modo que as leis de conservação requeiram que devam estar no mesmo (ainda que indeterminado) estado. Por exemplo, se um sistema de spin zero gera duas partículas, uma deve ter spin-para-cima e a outra spin-para-baixo, para que a soma dos spins seja zero, conservando o spin original (spin é a estranha "rotação" quantizada possuída por partículas elementares). Dizemos nesse caso que as partículas estão num estado quântico 'emaranhado' ("interligado"). Mas, enquanto nenhuma medição dos spins de cada partícula for feita, a MQ diz que ela estarão numa superposição de estados de spin. Quando se faz uma medição do spin de uma partícula, só naquele exato momento, o spin passa a ser definitivo, para cima ou para baixo. Mas, ao mesmo tempo, o spin da outra partícula passa a ser também definitivo, pois os dois devem ser opostos. Isso funciona não importa qual a distância entre as duas partículas. Essa é a essência do paradoxo EPR. No início tentou-se conciliar o paradoxo sugerindo-se que a informação sobre os spins estivesse de algum modo "fixada" nas partículas desde sua geração. Mas nos anos sessenta John Bell demonstrou teoricamente que isso implicaria em mais informação quântica do que poderia ser transportada por uma partícula elementar. O físico francês Alain Aspect posteriormente demonstrou experimentalmente que Bell e a Mecânica Quântica estavam certos e Einsten, Poldolsky e Rosen errados. Existe a transmissão superluminal de informação quântica. (Isso quer dizer que a Relatividade Especial está errada? Sim e não. A TER diz que nenhum tipo de mensagem pode ser enviada mais rápido que a luz, mas o efeito EPR não pode ser usado para o envio de mensagens. Não há meios de se exercer qualquer tipo de controle sobre o resultado de uma medição de superposição de estados quânticos; o resultado é sempre completamente aleatório e nenhum sinal pode ser imposto a ele. Seria algo como o lançamento de uma moeda. Se o lado cara cair para cima, o lado coroa tem que estar para baixo, e vice-versa. Só que, no efeito EPR, temos uma moeda onde a cara pode estar a anos-luz da coroa).
Mas o que o paradoxo EPR tem a ver com o teletransporte? É que ele permite contornar a restrição do Princípio da Incerteza de Heisenberg e, na prática, medir totalmente o estado quântico de uma partícula e produzir uma réplica exata, sem necessidade de qualquer "Compensador"ao estilo de Star Trek. Como? Em resumo, o teletransporte quantico se baseia em escanear parte da informação sobre um objeto A, que se deseja teletransportar, enquanto se faz com que a parte remanescente da informação, não escaneada, passe, através do efeito EPR, para um outro objeto C que nunca teve contato com A . Posteriormente, aplicando a C um tratamento para alterar suas propriedades de acordo com a informação escaneada e enviada de modo clássico a C, é possível colocar C no exato estado em que A estava antes do primeiro escaneamento. O A original não estará mais agora nesse estado, tendo sido completamente destruído pela medição, assim, o processo é um teletransporte, não um copiamento. No processo, C foi criado como um par interligado com B e B foi "lido" junto com A. O escaneamento parcial das propriedades quânticas de A e B, segundo a teoria, implica necessariamente na "disrupção quântica" ou destruição dessas partículas.

Nota 2: Talvez o mais famoso experimento "gedanken" (em pensamento), que demonstra o paradoxo interpretativo da Mecânica Quântica quando aplicada a objetos macroscópicos, seja o chamado "Gato de Schröndinger" (proposto pelo físico Erwin Schröndinger em 1935). Schröndinger imaginou um sistema isolado (selado, à prova de som e com um adequado suprimento de oxigênio), preparado de modo a conter um contador Geiger próximo de uma fonte radioativa que emitiria raios gama. A fonte de raios gama seria ajustada para que, no período de uma hora, tivesse a probabilidade de exatamente 50% de causar a detecção de uma emissão pelo contador Geiger. O contador estaria conectado com um dispositivo solenóide de tal modo que, se uma emissão radioativa fosse detectada, faria quebrar um frasco contendo ácido cianídrico e, portanto, enchendo a caixa com gás letal. É claro que haveria também uma probabilidade de 50% de que não houvesse a emissão e o frasco continuaria intacto. O experimentador colocaria então um gato dentro da caixa, a selaria e aguardaria uma hora. No final do período o contador seria desativado, a caixa seria aberta e observar-se-ia o estado do sistema. Dois estados seriam possíveis: Gato vivo, no qual não houve a emissão radioativa e o frasco não se quebrou; ou gato morto, onde houve a emissão e o frasco com veneno se quebrou, matando o gato. A pergunta de Schröndinger foi: Qual o estado do sistema imediatamente antes do observador abrir a caixa? A simples aplicação rigorosa dos cálculos da Mecânica Quântica., sem se preocupar com interpretações subjetivas do fenômeno observado (a chamada Interpretação de Copenhagen) levaria ao resultado de se ter um gato simultaneamente vivo e morto até a caixa ser aberta, quando o observador causaria a "opção" quântica de um dos estados superpostos pelo próprio ato da observação. Esse resultado, que pode ser plausível quando aplicado a sistemas microscópicos, parece, no entanto, algo absurdo quando aplicado a um organismo altamente complexo como um gato. Qual a explicação desse paradoxo? O tema é controverso e se relaciona com uma das questões mais polêmicas da MQ, que é o Problema da Medida. De fato, quando realmente um evento quântico pode ser considerado encerrado? Quando realmente ocorre a observação que vai fazer colapsar o estado quântico no caso do Gato de Schröndinger? Quando o raio gama deixa o núcleo atômico? Quando interage com o contador Geiger? Quando o frasco se quebra? Quando o gato morre? Quando o observador olha dentro da caixa? Ou - como ironiza o próprio Cramer num artigo sobre o tema – Quando ele conta a um colega o que observou? Quando publica as observações no Physical Review? Essa a questão proposta por Cramer no debate: Quando o "conjunto interligado em branco" iria de fato interagir quanticamente? Como controlar o processo para mais de uma partícula? Como evitar interações quânticas das partículas entre si e com o meio externo?

Se alguem teve paciencia de ler ate' aqui,

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "roberto" <roberto.takata@...> escreveu

> Isso seria uma máquina de clonagem e não teleporte. Veja q indivíduos gêmeos não são exatamente a mesma pessoa. Se vc enviar outro gêmeo à velocidade da luz e matar o irmão que ficou, vc não tem teleporte.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>


SUBJECT: RES: [ciencialist] Datena: ateus são "caras do mal" que "não respeitam limites"
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 31/07/2010 02:56

 

Queiram me desculpar,  mas o apresentador Datena apresenta-se  como  um genuíno idiota.  E não apenas por conta de suas posturas tolas a respeito de sua religião, de suas crenças religiosas, “que lhe autorizam, graças a deus”, segundo vomita, ser preconceituoso, fundamentalista religioso  e um arauto da verdade e da fé.     

Só para registro útil,  já ouvi um padre católico, segundo me informaram  também é teólogo, latir, à maneira do Datena,  que a família cristã estaria se esfacelando e que a solução seria a vigília permanente, contínua, nos moldes bíblicos e os preceitos do Vaticano, expressos pelo santo padre, o Papa.  E a disseminação dos vírus desagregadores seria uma ação do demônio, na forma de espíritas e protestantes, inseridos no meio da comunidade católica... Putz!

 Bem, parece-me que esse senhor é protestante...  

Segundo o teólogo católico, os espirros datênicos o levarão ao inferno.

Quem estiver lá, verá.

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Kentaro Mori
Enviada em: sexta-feira, 30 de julho de 2010 19:18
Para: undisclosed-recipients:
Assunto: [ciencialist] Datena: ateus são “caras do mal” que “não respeitam limites”

 

 

Já há muito tempo o apresentador José Luis Datena, como algumas outras figuras na televisão, vem incitando a discriminação aos ateus.”Isso é falta de deus no coração“, Datena costuma dizer ao comentar os crimes mais hediondos, no que se tornou um triste bordão de ignorância e preconceito.

Nesta terça-feira (27), o apresentador se superou durante quase todo o programa em uma longa diatribe, deixando mais claro seu preconceito ao promover uma enquete por telefone onde quem dizia acreditar em deus era do bem, enquanto os ateus podiam ser “bandidos votando de dentro da cadeia“.

Provem que o bem ainda é maioria“, apelava Datena exigindo “uma lavada nesses caras que não acreditam em deus“.

A Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (ATEA) publicou uma transcrição dos trechos ofensivos, que você confere clicando na imagem acima: acredite ou não em deus, confira para julgar por si mesmo se este apresentador, e se o canal que o transmite a milhões de lares brasileiros, não abusaram dos limites previstos na lei muito terrena sob a qual vivemos em um país democrático e com liberdade de crenças — incluindo a ausência delas.

Para Datena, matar um menino de dois anos e tentar fuzilar 3 ou 4 pessoas seria “um exemplo típico de um sujeito que não acredita em deus“.

Ao final, com mais de 2.000 ateus respondendo a sua enquete por telefone, compondo no entanto 4% do total de mais de 50.000 votos, Datena se declarou feliz. “Deus deu de goleada. Graças a deus. Deu de goleada. Obrigado a vocês que me acompanham há tanto tempo pra provar isso, que apesar de tudo que acontece nesse país, as pessoas ainda continuam acreditando em deus“.

O blog Bule Voador, da Liga Humanista Secular, comenta os dispositivos legais para os que queiram tomar uma atitude, incluindo denúncias ao Ministério Público. Você também pode entrar em contato com a mesma ATEA para saber como colaborar para que um espetáculo lastimável de preconceito e intolerância como este não se repita.


SUBJECT: RES: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 31/07/2010 07:42

Mais uma genial crônica do mais competente e mais criativo cronista

político do país.

Em minha opinião.

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Felipe Stauffer
Enviada em: quinta-feira, 29 de julho de 2010 20:28
Para: Ciencialist; Felipe Stauffer J
Assunto: RE: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro

 

 

pq o post não foi publicado? já são 48 horas do primeiro, o de baixo já é o segundo

Felipe Junqueira de Souza

http://felipestauffer.com




 


From: fsjs365@hotmail.com
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Subject: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
Date: Thu, 29 Jul 2010 05:46:41 -0300

De fato, são comentários anedóticos de um cronista. Contudo, e essa foi toda a diferença, foram endossados pelo Marcelo Gleiser.
 
Eis o tweet:
MGleiser

BR: Parece que o Arnaldo Jabor entendeu o sentido da vida! http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100720/not_imp583432,0.php

10:50 AM Jul 21st via web

---
 
Pode parecer estranho, mas sociologicamente a cosmologia - de kosmos, ordem, beleza, harmonia, grego- é a parte que mais se aproxima do paradigma religioso, -do religare, religar, latino.
 
Nada mais justo do que, quando tivemos os instrumentos para teste, que tenhamos testado antes as idéias que já povoam a mente humana há milênios (religiosas), e depois começarmos os sincretismos.
 
É uma questão de sociologia da ciência.
 
Att,
 
Felipe Junqueira de Souza



 

 


To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: alvaro@electrapower.com.br
Date: Wed, 28 Jul 2010 13:37:41 -0300
Subject: RES: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro

 

Não sei se devemos levar a sério os comentários de Jabor sobre cosmologia. Da minha parte, não gosto muito dessas analogias religiosas com modelos cosmológicos. Isso não acrescenta nada e deixa os leigos (leia-se “mais leigos do que eu”) perdidos e confusos.

 

Abraços,

 

Alvaro Augusto

 

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Felipe Stauffer
Enviada em: quarta-feira, 28 de julho de 2010 01:11
Para: Ciencialist
Assunto: RE: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro

 

 

Outro dia o Marcelo Gleiser postou no twitter um linque para um texto do Arnaldo Jabour, que escreveu sobre cosmologia, elogiando-o.
 
O modelo de universo do texto de Jabour e contraponto do Big-Bang-sem-nada-antes parece o modelo de ciclo grande das religião hindu, sendo cada universo um trabalho de Brahma, como uma versão de um sistema de criação, materializado em um poro do corpo de Vishnu.
 
Sds,

Felipe Junqueira de Souza

http://felipestauffer.com




 


To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: belmirow@yahoo.com.br
Date: Tue, 27 Jul 2010 14:58:22 -0700
Subject: Re: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro

 

    Oi Felipe,

 

    Não posso dizer nada apenas com base na sinopse. Vou ler o livro quando puder e aí te respondo.

 

    [],s

 

    Belmiro

--- Em seg, 26/7/10, luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br> escreveu:


De: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
Assunto: Re: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello - p/Belmiro
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Segunda-feira, 26 de Julho de 2010, 11:55

 

Ola Blemiro,

 

Este modelo de universo eterno proposto pelo Novello é o mesmo da teoria da gravidade quântica em Loop ?

 

Abs

Felipe
--- Em sex, 23/7/10, psdias2 <psdias2@yahoo. com.br> escreveu:


De: psdias2 <psdias2@yahoo. com.br>
Assunto: [ciencialist] Novo livro de Mário Novello
Para: ciencialist@ yahoogrupos. com.br
Data: Sexta-feira, 23 de Julho de 2010, 20:02

 


http://www.livraria cultura.com. br/scripts/ cultura/resenha/ resenha.asp? nitem=5092383&sid=620770172127218 19565100018&k5=27C6A574&uid=

Dados tirados do site da Livraria Cultura:

SINOPSE:
------------ -
Nas últimas décadas do século XX, os cientistas produziram uma descrição
da história do Universo segundo a qual, há poucos bilhões de anos, uma
grande explosão teria dado origem a tudo o que existe. Esse modelo
conhecido como big bang parecia incontestável, assumiu o papel de
verdade científica, ganhou as páginas de jornais e revistas, povoou os
livros didáticos e as telas de televisão. O cosmólogo Mário Novello
demonstra, nesta obra, que os cientistas produziram uma teoria da
criação equivalente a diversos mitos religiosos. E analisa as condições
que tornaram possível o surgimento de outros cenários e teorias, entre
eles o do Universo eterno dinâmico, em que sua origem não teria um
começo determinado no tempo. Inclui um glossário de termos da
cosmologia, cronologia comentada da cosmologia no Brasil e no mundo e
Debate sobre as questões mais atuais.

SOBRE O AUTOR:
------------ --------- -
NOVELLO, MARIO
Mário Novello é doutor em física pela Universidade de Genebra, na Suíça,
e pós-doutor pelo Departamento de Astrofísica da Universidade de Oxford,
na Inglaterra. Desde 1982 dirige a Escola Brasileira de Cosmologia e
Gravitação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Publicou
mais de 150 artigos científicos em revistas internacionais. É autor,
entre outros livros, de 'Cosmos et contexte' (Paris, Ed. Masson, 1987) e
'O círculo do tempo - um olhar científico sobre viagens
não-convencionais no tempo' (Rio de Janeiro, Ed. Campus, 1998).

OPINIÃO DE UM LEITOR
------------ --------- --------- ----
Interessante, mas nem sempre compreensível
O esforço do autor - um físico renomado, que já foi companheiro de
cientistas como Roger Penrose e Stephen Hawking - para tornar a leitura
compreensível para o leigo é visível e notável, mas nem sempre bem
sucedida. Muitos conceitos físicos, como ''pressão negativa'' ou ''campo
escalar'', permanecem obscuros e não recebem uma adequada exposição
elucidativa. Apesar disso, muitos outros trechos estão bem escritos e o
próprio debate que questiona a unanimidade do Big Bang é de enorme
interesse.


 


 

 


SUBJECT: InovaBrasil
FROM: "robrape.vix00" <robrape.vix00@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 31/07/2010 13:03

As mais lidas da semana: 

1.        Transformando lixo em energia

2.        INAU - Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas ... Cuiabá

3.        CNPq: R$ 8 milhões em edital de apoio a reflorestamento

4.        Faltam engenheiros no Brasil aponta estudo do IEDI

5.        LRM - Laboratório de Referências Metrológicas do IPT é modernizado

6.        O neurocientista Miguel Nicolelis é premiado pelos NIH

7.        Participação brasileira no 14º Simpósio da Sociedade Internacional Dostoiévski

8.        Unesp: Observatório Móvel Astronômico percorre o noroeste paulista

9.        MCT: lançamento de editais que somam cerca de R$ 1 bilhão

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13.     Programa de Educação Tutorial - PET : MEC faz alterações na portaria 591/2009

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15.     Prevalências de ideação, plano e tentativa de suicídio inquérito de base populacional ...(SP)

16.     Brasil e Espanha estreitam relações na área de C&T

17.     Cientistas identificam organela que pode gerar novos tratamentos contra a Toxoplasmose

18.     ECA-USP: Revista Ars é incluída na SciELO

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21.     Eclipse da moral – Kant, Hegel e o nascimento do cinismo contemporâneo

22.     Inpe inaugura o Laquatec - laboratório de pesquisa ambiental

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28.     Fulbright oferece bolsa para pesquisador visitante na Universidade do Texas-Austin

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SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "Ricardo S." <ricardo@rj1.info>
TO: "ciencialist@yahoogrupos.com.br" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 31/07/2010 14:48

Muito bom o texto! Obrigado mesmo!

Mas, respeitosa e humildemente, discordo que o processo não seja uma cópia. Independentemente do escaneamento ser destrutivo.

Imagine se o processo não fosse destrutivo. Você fecharia os olhos e alguém ligaria o dispositivo. Após alguns instantes você abriria os olhos, na mesma cadeira e contiuaria sua vida. Mas, em outro lugar e outro momento, outra pessoa abriria também os olhos, com as mesmas memórias que você, achando ser a mesma pessoa. Mas a morte posterior de qualquer um dos dois não afeta em nada a vida do outro. Na verdade os dois passam a ser pessoas diferentes, a pesar de compartilhar as mesmas lembranças do passado.

É uma diferença importante, porque se quando eu fechar os olhos e morrer, quem vai abrir os olhos é outra pessoa. E eu morri mesmo.

Se eu aprisionar alguém,  criar uma cópia idêntica desta pessoa e colocar no seu
 lugar, para a sociedade, "para todos os efeitos práticos", será a mesma pessoa, mas para a pessoa...

Um abraço,


Ricardo S.

Em 30/07/2010, às 18:15, "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com> escreveu:

 

Se vc reconstruir um objeto exatamente, atomo a atomo, nas exatas posicoes de cada atomo, vc tera'... o objeto original, mesmo q seja uma pessoa.

Nao sera' um clone, nao sera' uma simples copia genetica (um fenotipo gerado com o mesmo genoma) como um gemeo, sera' vc mesmo, com seu corpo, mente, consciencia e memorias, de modo rigorosamente idistinguivel do 'original'.

Talvez nunca seja possivel essa reconstrucao, mas, se for, sera' um teletransporte efetivo para todos os efeitos praticos.

O teletransporte quantico, alias, q ja' foi realizado com atomos isolados e grupos de atomos, usa exatamente esse processo, com a destruicao do original.

Sera' possivel aplicar o teletransporte quantico a objetos macroscopicos?

Essa e' a grande questao.

Se a unica maneira de nos teletransportarmos for essa, teremos de fato q 'morrer' na plataforma de partida para 'ressuscitar' na plataforma de chegada.

;-)

Mas esse nao e' o unico problema.

Outro problema e' q o teletransporte quantico essencialmente transmite so' informacao, nao materia nem energia. E' preciso q ja' haja 'materia bruta' no ponto de chegada q possa ser 'transformada' no objeto a ser materializado.

(o problema da energia so' vai ocorrer na desmaterializacao da pessoa na 'partida', como ja' foi citado, mas podemos até supor que toda essa energia pode ser necessária para o processo de transmissão das informações e operação dos equipamentos, mas, qualquer que seja a solução tecnológica para o teletransporte macroscópico, terá sem duvida que incluir uma maneira de lidar com toda essa energia de modo seguro).

Ha' alguns eons (em 2000) escrevi um artigo sobre o teletransporte, onde falei sobre a edição de julho de 1998 da (extinta e excelente) revista americana Science Fiction Age, na qual foi publicado um debate sobre as possibilidades e problemas envolvidos no possível futuro teletransporte de pessoas.

Participaram os físicos Geoffrey Landis (assessor científico da revista), Gregory Benford (Universidade da Califórnia) e John Cramer (Universidade de Washington).

Descrevo a seguir um resumo da discussão do tema entre os cientistas, que levantaram questões importantes e consistentes sobre o teletransporte.

Além de físicos profissionais, os três são também prestigiados escritores de FC, o que tornou o debate bem interessante, pois já começou com discussões sobre possíveis tramas de FC baseadas no teletransporte quântico concebido por Bennet e seus colaboradores. Cramer imaginou um cenário onde uma nave de exploração interestelar poderia ser enviada com "seres humanos em branco", isto é, um conjunto macroscópico de partículas equivalentes a um ser humano, interligadas quanticamente com seus "gêmeos" mantidos estocados na Terra.

OBS: O que seriam exatamente esses "seres humanos em branco"? Presumivelmente um conjunto de átomos aproximadamente igual aos que formariam um ser humano, factível de sofrer uma transformação quântica – creio que o próprio Cramer não sabe exatamente o que seriam.

A um porcento da velocidade da luz, - prossegue Cramer em sua especulação - nossa nave estelar alcança Tau Ceti em 1200 anos. Quando ela chega, robôs descarregam a nave e montam um receptor de teletransporte para cada conjunto "em branco" interligado quanticamente. Quando tudo está pronto, os colonos sobem nos transmissores de teletransporte na Terra, onde se juntam aos conjuntos macroscópicos "em branco" estocados e ambos são destrutivamente escaneados pelo transmissor. O resultado da medição é enviado por rádio a Tau Ceti, onde os conjuntos "em branco" já foram instantaneamente "transformados" através do efeito EPR (ver nota 1) como resultado da medição de seus pares emaranhados/interligados na Terra. Doze anos depois (no tempo da Terra) a "chave decodificadora" (o restante da informação medida) é recebida em Tau Ceti e as transformações quânticas finais são promovidas em todas as partículas formadoras dos conjuntos macroscópicos "em branco"enviados há 1200 anos, reproduzindo exatamente, átomo a átomo, as pessoas escaneadas. O resultado é que os felizes colonos emergem sãos e salvos das unidades receptoras. Para os colonos teletransportados nenhum tempo subjetivo se passou. Para todos os efeitos eles fizeram uma viagem instantânea e segura, pois, naturalmente, era sabido que os dispositivos de recepção haviam chegado e tinham sido completamente checados antes da transmissão ser feita.

Interessante "plot" de FC, não é mesmo? Mas Benford levanta aí o principal problema, a seu ver, do teletransporte quântico: Você tem que morrer. A medição no transmissor vai desintegrá-lo e, anos depois, uma cópia aparece em Alfa Centauri. E se a cópia só fosse aparecer um século ou cem séculos depois? Será que isso não afetaria o seu desejo de se deixar assassinar só para ter uma cópia sua alcançando as estrelas?

Landis ainda aumenta a provocação perguntando a seguir se a informação que chega no receptor é realmente igual ao original. (Problema que aparentemente nunca surgiu em Star Trek – exceto por alguns comentários rabugentos de McCoy sobre o teletransporte – mas que é pertinente: Você, com suas emoções, memórias e consciência, é simplesmente o resultado da soma de seus átomos componentes? A questão parece polêmica. Para os materialistas, essa explicação é plenamente satisfatória, claro. Os espiritualistas, por sua vez, teriam talvez que supor que a alma humana estaria indissoluvelmente ligada ao corpo até o momento da morte, e "seguiria", assim, o envio do padrão de teletransporte até o ponto de destino, sendo "reincorporada" no momento da rematerialização do indivíduo).

Benford tem suas dúvidas se a rematerialização se daria sem "perdas". Mas Landis está entusiasmado. Mesmo que leve 4,5 anos para alcançar Alfa Centauri, diz ele, seria mais rápido que uma espaçonave. Com a vantagem de não ter que comer comida espacial com gosto de plástico.

Benford não se deixa convencer. Preferiria ir de classe executiva, lendo um livro, e não depender de um "Portal Postal" para teletransportá-lo. Ele insiste que, se você é desintegrado, não importa o motivo, você morre. Ressuscitá-lo depois é uma prova de boa educação, desde que o processo seja realmente à prova de erros. Benford ainda ironiza o universo de Star Trek: Será que – indaga ele – no século 23 as pessoas ainda usarão carros na Terra? Ou vão se teletransportar para fazer compras na loja da esquina?

Cramer intervém para levantar outro problema do teletransporte quântico: O famoso Paradoxo do Gato de Schröndinger (ver nota 2). Como você vai estocar um sistema interligado de átomos de modo que não haja absolutamente qualquer interação com o mundo externo até que você esteja pronto para impor a informação recebida? Esse é um problema que, segundo ele, os físicos ainda não resolveram e, enquanto isso não ocorrer, estaremos sempre limitados ao teletransporte de partículas elementares.

Landis contra-ataca, opinando que estocar estados interligados pode não ser um problema tão grande, lembrando que fótons podem ser "aprisionados" numa caixa espelhada ou numa volta fechada de fibra ótica. Sugere que se pode, por exemplo, estocar um estado emaranhado/interligado (como um spin) através de qualquer átomo com um elétron desemparelhado. Quanto duraria esse estado? Landis acredita que por longo período, se o átomo fosse mantido frio o suficiente.

Mas o assessor científico da Science Fiction Age concorda que ainda é cedo para ficarmos muito excitados com o teletransporte quântico. Cientistas podem ter teletransportado um fóton, mas ainda falta um longo caminho antes que possamos teletransportar seres humanos. A quantidade de informação necessária para se "transmitir" um ser humano seria estonteante. Landis estima que teríamos que enviar o estado quântico de algo como 10^27 partículas. Numa freqüência de microondas de 100 MHz, por exemplo, em máxima largura de banda, isso levaria, calcula, 10^16 segundos para ser enviado, o equivalente a meio bilhão de anos (um tempo bem menor que o calculado por Braustein, mas ainda assim, convenhamos, proibitivo). E como – pergunta Landis - escanearíamos essa informação? Destruiríamos o original humano com um laser de raios gama? Quanto tempo levaríamos no processo de "leitura"? (e, poderíamos acrescentar, o que fazer com a enorme energia gerada pela desmaterialização de uma pessoa? Uma coisa é destruir um fóton ou um elétron, mas estamos tratando agora de cerca de 70 kg de matéria. Sua conversão total em energia, pela famosa equação de Einstein E = mc2, daria algo em torno de 1,7 x 10^12 kWh. Mesmo supondo uma residência de classe média com um consumo anual relativamente alto de 5000 kWh, essa energia seria suficiente para abastecer mais de 30 milhões de casas por dez anos!

É a vez de Cramer lembrar que a própria encriptação da leitura poderia reduzir o número de medidas necessárias, já que no teletransporte quântico, como vimos, parte da informação segue instantaneamente pelo efeito EPR, com a outra parte seguindo de modo normal como uma "chave de leitura de código".

Landis se entusiasma de novo e pega o artigo original de Bennet, onde lê: "O teletransporte confiável de uma partícula de N-estados requer um canal clássico (não EPR) de capacidade de 2*log2(N) bits".

Cramer faz rapidamente o cálculo: "Uma partícula de N-estados é o mesmo que um sistema de N-estados de partículas. Vamos ver... 2*log2(10^27) = 180. Assim, uma `chave decodificadora' para um sistema de 10^27 partículas iria requerer apenas 180 medições. Isso é surpreendentemente baixo!"

O debate se aproxima do final. Cramer tenta fazer um sumário dos problemas envolvidos no teletransporte macroscópico: 1) Como produzir um sistema emaranhado/interligado de N átomos que seja próximo o suficiente do objeto ou pessoa a serem teletransportados e que seja convertido em informação num número factível de medições? (180?) 2) Como estocar os sub-sistemas interligados em isolamento tal que não haja interações com o mundo externo até o momento de se impor a informação transmitida? 3) Como "misturar" o original com o sistema interligado "em branco" durante o escaneamento? 4) Como transmitir a informação medida e fazer as operações "reconstituintes" no lado receptor?

Benford permanece cético. Acha que o teletransporte macroscópico é menos provável que a viagem mais rápida que a luz. Prefere confiar mais na possível descoberta de buracos-de-verme próximos e estáveis.

Cramer é mais otimista. E chama a atenção para o fato de que o teletransporte quântico, mesmo se no momento só aplicável a fótons e outras partículas elementares, já deu mais verossimilhança a histórias de hard FC que usam o teletransporte como elemento da trama. Reconhece que o teletransporte real ainda está distante devido aos horrendos problemas envolvidos em extrapolar o conceito de partículas individuais para grandes sistemas de partículas, mas espera que a idéia se aperfeiçoe, tanto na literatura de FC quanto nos laboratórios de física.

O debate se encerra com a intervenção final de Benford: - "Vocês nunca vão conseguir me enfiar num teletransporte-desintegrador!"

Nota 1: O teletransporte quantico lança mão do chamado efeito Einstein-Poldolsky-Rosen, ou EPR. Como muitos colegas da lista sabem, esse efeito – chamado por Einstein de "fantasmagórico" - foi discutido pela primeira vez num famoso artigo assinado pelos três cientistas e publicado nos anos trinta. O artigo buscava questionar a validade da Mecânica Quântica, apresentando um paradoxo (Einstein, embora um dos pais da MQ com a descoberta do efeito foto-elétrico – que lhe conferiu seu único prêmio Nobel de Física – nunca aceitou-a em sua plenitude. Costumava criticar seus aspectos probabilísticos com a frase: - Deus não joga dados! Mas oitenta anos de experiências não encontraram falhas na MQ - parece que Deus de fato joga dados e, como ironizaram os críticos de Einstein, ainda esconde os resultados). O paradoxo EPR era que, se a Mecânica Quântica era correta, ela implicaria na possibilidade de transmissão de informação instantânea, violando a Teoria Especial da Relatividade, que afirma que a velocidade da luz é um limite universal. Portanto a MQ deveria ser incorreta. A coisa ocorreria mais ou menos assim: Em termos quânticos, é possível gerarmos duas partículas (por exemplo, fótons ou elétrons) de tal modo que as leis de conservação requeiram que devam estar no mesmo (ainda que indeterminado) estado. Por exemplo, se um sistema de spin zero gera duas partículas, uma deve ter spin-para-cima e a outra spin-para-baixo, para que a soma dos spins seja zero, conservando o spin original (spin é a estranha "rotação" quantizada possuída por partículas elementares). Dizemos nesse caso que as partículas estão num estado quântico 'emaranhado' ("interligado"). Mas, enquanto nenhuma medição dos spins de cada partícula for feita, a MQ diz que ela estarão numa superposição de estados de spin. Quando se faz uma medição do spin de uma partícula, só naquele exato momento, o spin passa a ser definitivo, para cima ou para baixo. Mas, ao mesmo tempo, o spin da outra partícula passa a ser também definitivo, pois os dois devem ser opostos. Isso funciona não importa qual a distância entre as duas partículas. Essa é a essência do paradoxo EPR. No início tentou-se conciliar o paradoxo sugerindo-se que a informação sobre os spins estivesse de algum modo "fixada" nas partículas desde sua geração. Mas nos anos sessenta John Bell demonstrou teoricamente que isso implicaria em mais informação quântica do que poderia ser transportada por uma partícula elementar. O físico francês Alain Aspect posteriormente demonstrou experimentalmente que Bell e a Mecânica Quântica estavam certos e Einsten, Poldolsky e Rosen errados. Existe a transmissão superluminal de informação quântica. (Isso quer dizer que a Relatividade Especial está errada? Sim e não. A TER diz que nenhum tipo de mensagem pode ser enviada mais rápido que a luz, mas o efeito EPR não pode ser usado para o envio de mensagens. Não há meios de se exercer qualquer tipo de controle sobre o resultado de uma medição de superposição de estados quânticos; o resultado é sempre completamente aleatório e nenhum sinal pode ser imposto a ele. Seria algo como o lançamento de uma moeda. Se o lado cara cair para cima, o lado coroa tem que estar para baixo, e vice-versa. Só que, no efeito EPR, temos uma moeda onde a cara pode estar a anos-luz da coroa).
Mas o que o paradoxo EPR tem a ver com o teletransporte? É que ele permite contornar a restrição do Princípio da Incerteza de Heisenberg e, na prática, medir totalmente o estado quântico de uma partícula e produzir uma réplica exata, sem necessidade de qualquer "Compensador"ao estilo de Star Trek. Como? Em resumo, o teletransporte quantico se baseia em escanear parte da informação sobre um objeto A, que se deseja teletransportar, enquanto se faz com que a parte remanescente da informação, não escaneada, passe, através do efeito EPR, para um outro objeto C que nunca teve contato com A . Posteriormente, aplicando a C um tratamento para alterar suas propriedades de acordo com a informação escaneada e enviada de modo clássico a C, é possível colocar C no exato estado em que A estava antes do primeiro escaneamento. O A original não estará mais agora nesse estado, tendo sido completamente destruído pela medição, assim, o processo é um teletransporte, não um copiamento. No processo, C foi criado como um par interligado com B e B foi "lido" junto com A. O escaneamento parcial das propriedades quânticas de A e B, segundo a teoria, implica necessariamente na "disrupção quântica" ou destruição dessas partículas.

Nota 2: Talvez o mais famoso experimento "gedanken" (em pensamento), que demonstra o paradoxo interpretativo da Mecânica Quântica quando aplicada a objetos macroscópicos, seja o chamado "Gato de Schröndinger" (proposto pelo físico Erwin Schröndinger em 1935). Schröndinger imaginou um sistema isolado (selado, à prova de som e com um adequado suprimento de oxigênio), preparado de modo a conter um contador Geiger próximo de uma fonte radioativa que emitiria raios gama. A fonte de raios gama seria ajustada para que, no período de uma hora, tivesse a probabilidade de exatamente 50% de causar a detecção de uma emissão pelo contador Geiger. O contador estaria conectado com um dispositivo solenóide de tal modo que, se uma emissão radioativa fosse detectada, faria quebrar um frasco contendo ácido cianídrico e, portanto, enchendo a caixa com gás letal. É claro que haveria também uma probabilidade de 50% de que não houvesse a emissão e o frasco continuaria intacto. O experimentador colocaria então um gato dentro da caixa, a selaria e aguardaria uma hora. No final do período o contador seria desativado, a caixa seria aberta e observar-se-ia o estado do sistema. Dois estados seriam possíveis: Gato vivo, no qual não houve a emissão radioativa e o frasco não se quebrou; ou gato morto, onde houve a emissão e o frasco com veneno se quebrou, matando o gato. A pergunta de Schröndinger foi: Qual o estado do sistema imediatamente antes do observador abrir a caixa? A simples aplicação rigorosa dos cálculos da Mecânica Quântica., sem se preocupar com interpretações subjetivas do fenômeno observado (a chamada Interpretação de Copenhagen) levaria ao resultado de se ter um gato simultaneamente vivo e morto até a caixa ser aberta, quando o observador causaria a "opção" quântica de um dos estados superpostos pelo próprio ato da observação. Esse resultado, que pode ser plausível quando aplicado a sistemas microscópicos, parece, no entanto, algo absurdo quando aplicado a um organismo altamente complexo como um gato. Qual a explicação desse paradoxo? O tema é controverso e se relaciona com uma das questões mais polêmicas da MQ, que é o Problema da Medida. De fato, quando realmente um evento quântico pode ser considerado encerrado? Quando realmente ocorre a observação que vai fazer colapsar o estado quântico no caso do Gato de Schröndinger? Quando o raio gama deixa o núcleo atômico? Quando interage com o contador Geiger? Quando o frasco se quebra? Quando o gato morre? Quando o observador olha dentro da caixa? Ou - como ironiza o próprio Cramer num artigo sobre o tema – Quando ele conta a um colega o que observou? Quando publica as observações no Physical Review? Essa a questão proposta por Cramer no debate: Quando o "conjunto interligado em branco" iria de fato interagir quanticamente? Como controlar o processo para mais de uma partícula? Como evitar interações quânticas das partículas entre si e com o meio externo?

Se alguem teve paciencia de ler ate' aqui,

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "roberto" <roberto.takata@...> escreveu

> Isso seria uma máquina de clonagem e não teleporte. Veja q indivíduos gêmeos não são exatamente a mesma pessoa. Se vc enviar outro gêmeo à velocidade da luz e matar o irmão que ficou, vc não tem teleporte.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>


SUBJECT: RES: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 31/07/2010 19:53

Obrigado, Victor.
:-)
Nao, nao sou fisico, mas me interesso pelo assunto.
E tb por ficcao cientifica...
;-)

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "JVictor" <j.victor.neto@...> escreveu
>
> Olá,
>
>
>
> "Se alguem teve paciencia de ler ate' aqui,"
>
>
>
> Ora, e quem não chegará "...até aqui?"
>
> Se começar a leitura, de tão agradável que é, tão leve e objetiva,
> enfocando de maneira simples e rigorosa, assunto tão difícil e tão
> controverso, dificilmente conseguirá parar! Um bônus vem de quebra, neste
> post-artigo, a reboque da digressão no campo da FC: expõe e esclarece, à
> maneira dos bons divulgadores de física, aspectos da mecânica quântica pouco
> compreendidos e que continuam dando muito o que falar. Bela mistura.
>
> Se você não é físico de profissão, o é de fato. E dos bons.
>
> Eu, de minha parte, já irei reler.
>
> Parabéns.
>
>
>
> Sds,
>
> Victor.



SUBJECT: RES: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 01/08/2010 01:54

Um dos motivos pelos quais a comunidade científica nunca levou a sério a idéia de teletransporte foi que esse processo aparentemente violaria o Princípio da Incerteza de Heisenberg, pedra basilar da Mecânica Quântica. Essa restrição proíbe que, em qualquer processo de medição, se possa extrair a informação total simultânea sobre momento e posição de uma partícula. E isso não depende da precisão dos aparelhos de medida, é uma lei física. O motivo é que quanto mais acuradamente procuramos medir uma partícula em nível atômico ou subatômico, mais o processo de medição perturba a partícula, alterando o estado original que procurávamos medir. Isso prossegue ao ponto de mudar completamente o estado original da partícula antes de termos extraído a informação necessária para fazer uma réplica exata. Parecia um sólido argumento contra a possibilidade do teletransporte, tanto que, como comentei, os roteiristas de Star Trek The Next Generation criaram o delicioso tecnobabble "Compensadores Heisenberg" para justificar o correto funcionamento dos sistemas de teletransporte da Federação sem desrespeitar a Física. Esses dispositivos deveriam "compensar" o Princípio Quântico da Incerteza e permitir a medição completa de todas as propriedades físicas das partículas componentes dos objetos teletransportados. Quando alguém perguntava como funcionavam os "Compensadores", esses mesmos roteiristas costumavam responder: - Muito bem, obrigado.

;-)

A historia real: Nada como a Ciência para ultrapassar a FC. Em 1993, Charles Bennett, do Centro de Pesquisas da IBM em Nova York, e seus colaboradores Gilles Brassard e Richard Jozsa da Universidade de Montreal, Claude Crépeau, do Laboratório de Informática da Escola Normal Superior de Paris, Asher Peres, do Instituto de Tecnologia de Israel, e William K. Wootters, do Williams College de Massachusetts, demonstraram que, em teoria, o perfeito teletransporte era de fato possível e não violava nenhuma lei física, com a única restrição do original ter que ser destruído.

O sistema proposto lançava mão, como vimos, do chamado efeito Einstein-Poldolsky-Rosen, ou EPR.

Vemos, assim, que esse processo usa um estado quântico interligado como um canal mais-rápido-que-a-luz para o envio de parte da informação necessária à reconstrução do estado original da particula teletransportada (através do efeito EPR), enquanto a outra parte segue um caminho mais-lento-que-a-luz como uma "chave" para decodificação da informação quântica enviada. O resultado é a transmissão total da informação sobre cada partícula teletransportada sem violar o Princípio da Incerteza de Heisenberg, pois em nenhum momento ocorreu a "medição total" das propriedades de uma única partícula.

A concepção de teletransporte quântico surgiu como "sub-produto" da pesquisa principal de Bennet, nas áreas de Comunicação e Criptografia Quânticas. A Comunicação Quântica é centrada na habilidade de se enviar dados a longa distância. Esta transmissão de dados ocorrerá tão rápido quanto partículas podem se mover (a velocidade da luz) e não haverá perdas de dados, pois o estado quântico da partícula transmitida não é estabelecido até que o remetente faça interagir sua partícula interligada quanticamente com a partícula enviada. O resultado é que se pode atirar partículas interligadas de um lado para o outro sem se importar em enviar a informação até que o meio de transmissão (as próprias partículas) estejam realmente no ponto de destino. No receptor, através do efeito EPR, as partículas interligadas vão assumir o estado das partículas enviadas e ser interpretadas adequadamente como parte de um conjunto de dados. O processo como um todo envia a informação dividida por dois canais, como no teletransporte quântico, pois o efeito EPR sozinho não permite, como observamos, o envio intencional de informação, sendo sempre aleatório na "opção" do estado quântico.

A Criptografia Quântica é uma extensão da Comunicação Quântica, na qual as partículas são enviadas usando-se o teletransporte quântico. Partículas são codificadas em estados quânticos e são enviadas ao receptor como na Comunicação Quântica. Os estados representam informação codificada que só pode ser processada e compreendida no lado do receptor. Se outro observador tentar olhar a informação enviada, ele terá que conhecer o esquema de encriptação para decodificar a informação no ato da leitura, pois, como vimos, a transmissão é destruída pela observação.

A chamada Computação Quântica – além do sonho do teletransporte de objetos macroscópicos – será a outra possível revolucionária aplicação tecnológica de toda essa pesquisa, digamos "aplicada" da Mecânica Quântica – e se baseará no teletransporte quântico para criar portões lógicos que processarão a informação dentro de um Computador Quântico. A Computação Quântica também introduz o novo conceito de "qubits", o análogo quântico dos clássicos bits da computação eletrônica tradicional. A diferença é que os qubits podem assumir os valores binários de 1 e 0 simultaneamente (com probabilidades diferentes), como os spins das partículas interligadas. Os físicos quânticos acreditam que isso vai permitir maciças computações paralelas que farão os futuros Computadores Quânticos executarem em segundos operações que os computadores de hoje levariam milhões ou mesmo bilhões de anos para completar.

Mas voltemos ao teletransporte quântico. Do que aprendemos sobre sua natureza, podemos concluir que suas regras básicas são: 1) É mais lento que a luz; 2) Quanto mais complicado o sistema, mais complexas serão as medições antes da transmissão das informações; e 3) O sistema inicial é inevitavelmente destruído pela medição.

Mas a proposição de Bennet e seus colegas era entao apenas uma teoria. Poderia ser comprovada experimentalmente? Sim, poderia. Em 1997 o Instituto de Física Experimental da Universidade de Innsbruck, na Áustria, num experimento baseado na teoria de Bennet e coordenado pelo físico Anton Zeilinger, obteve sucesso no primeiro teletransporte de um fóton. Em 1998 o Laboratório de Física Norman Bridge do Caltech, nos Estados Unidos, também conseguiu teletransportar um fóton e deu suporte experimental mais sólido ao teletransporte quântico.

Em 2000 o Caltech, num trabalho liderado pelo físico quântico Jeff Kimble, foi o primeiro laboratorio a teletransportar um átomo inteiro. E o átomo escolhido foi o Césio, formado por 55 prótons, 55 elétrons e 78 nêutrons.

Desde entao varios outros teletransportes quanticos teem sido feitos, mas, q eu saiba, ainda nao chegou ao nivel de teletransportar moleculas, so' particulas (fotons e atomos), embora a distancias crescentes (da ordem de quilometros hoje).

Seria tecnologicamente viável o teletransporte de objetos macroscópicos e pessoas vivas? Aí estamos entrando no terreno da especulação. Jeff Kimble acha que as dificuldades práticas são incontornáveis devido à complexidade da informação quântica envolvida, mas Seth Lloyd, professor do MIT, não elimina a hipótese de que consigamos sucesso num futuro distante. Os maiores problemas, segundo ele, seriam a destruição da pessoa na leitura e a rematerialização (que teria que ser realmente perfeita). Lloyd está menos preocupado com a complexidade da informação, talvez pelo seu entusiasmo com a possibilidade de armazenamento e envio de dados através de processos quânticos, incluindo aí o próprio teletransporte. Lloyd calcula que, se pudéssemos representar bits de dados como estados quânticos de elétrons (qubits), todos os dados existentes em todos os computadores do mundo caberiam num grão de sal (grão de sal? Isso é um cristal, certo? O sal de cozinha, como sabemos, constitui-se de uma rede cristalina de cloreto de sódio com estrutura cúbica. Onde já vimos na FC um super-computador que era formado por um cristal? Exato: O Tabernáculo do filme Zardoz – um Computador Quântico 'avant la lettre'?).

;-)

Com visão mais pessimista, o físico americano Samuel Braunstein estimou que apenas para reproduzir "em escala" um ser humano átomo a átomo em suas exatas posições, com uma resolução de um diâmetro atômico em cada direção, necessitaríamos de 10^32 bits. Ele calculou que mesmo pelos sistemas de transmissão de mais largas bandas existentes, levaria vários bilhões de anos para enviar esse volume de dados. Se fossem gravados em CD-ROMs, obteríamos um cubo de CDs com quase mil quilômetros de lado. Ele ironizou a dificuldade comentando que, desse jeito, andar a pé seria mais prático que o teletransporte.

Mas o próprio Braunstein reconheceu que há incertezas sobre a quantidade de informação realmente necessária para teletransportar um ser humano. Será que temos que saber sobre o estado quântico exato de todos os átomos? Interessa saber o exato nível de energia de cada um? Isso importa para nosso metabolismo? Braunstein aposta que não. Ele lembra que cada vez que um paciente se submete a uma ressonância magnética nuclear ou ressonância de spin de elétrons, uma quantidade significativa de átomos de seu corpo sofre alteração de estados quânticos e isso não tem qualquer efeito danoso ao corpo. Podemos então reduzir a complexidade da informação? Sim, conclui Braunstein, mas o que sobrar ainda vai ser espantoso. Ele sugere começar com coisas menores...

;-)

Curioso que nenhum desses físicos lembrou das técnicas de envio de fotos pela Internet. Existem na Web poderosos algoritmos que reduzem bastante a quantidade de informação a ser enviada numa ilustração, com técnicas de, por exemplo, reduzir áreas de mesma cor e aspecto aos bits necessários para situá-la na moldura. Seria como, por exemplo, enviar a informação de "encher" com moléculas de água vastas extensões de nosso corpo, na hora de rematerializá-lo. Esses processos poderiam reduzir em muitas ordens de grandeza o volume de informação a ser enviada num eventual futuro teletransporte macroscópico, se for possivel.

OBS: Em 2007 pesquisadores australianos da Universidade de Queensland e do Australian Research Council Centre of Excellence for Quantum-Atom Optics (ACQAO) obtiveram sucesso com outro tipo de teletransporte de atomos, via condensados Bose-Einstein (BECs). Um BEC e' um estado da materia em q a temperatura e' tao baixa (da ordem de um centesimo bilionesimo de Kelvins) q todos os atomos sem excecao ficam nos seus niveis mais baixos de energia e passam a vibrar em unissono, como uma onda macroscopica. Os cientistas australianos descobriram q se esse conjunto de atomos e' estimulado por laser, ele absorve e depois emite fotons coerentes q reproduzem exatamente o estado quantico de cada atomo. Se essa emissao de fotons e' direcionada para outro condensado Bose-Einstein dos mesmos atomos, esse outro condensado assume os mesmos estados quanticos do condensado emissor, constituindo segundo os pesquisadores um teletransporte desses atomos (talvez mais uma copia, eu diria). Nesse caso nao ha' necessidade de emaranhamento quantico no processo, nem de manter estados quanticos isolados por longos periodos, mas por outro lado nao parece ser muito viavel para um possivel futuro teletransporte macroscopico (nao creio q nem pessoas nem objetos passariam incolumes a um resfriamento proximo de zero absoluto...)

;-)

Abs,
Eduardo Torres




SUBJECT: Re: Datena: ateus são “caras do mal” que “não respeitam limites”
FROM: "Luiz" <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 01/08/2010 15:00

O Datena é simplesmente um reflexo de nossa sociedade.....

Acho q cabe um processo, não ?

Abs
Felipe

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Kentaro Mori <kentaro.mori@...> escreveu
>
> Datena: ateus são "caras do mal" que "não respeitam
> limites"<http://www.sedentario.org/polemica-escandalo/datena-ateus-sao-caras-do-mal-que-nao-respeitam-limites-29738>
>
> <http://atea.org.br/index.php?view=article&catid=923:dia-a-dia&id=192:datena-e-os-ateus&option=com_content&Itemid=104>
>
> Já há muito tempo o apresentador *José Luis Datena*, como algumas outras
> figuras na televisão, vem incitando a discriminação aos ateus."*Isso é falta
> de deus no coração*", Datena costuma dizer ao comentar os crimes mais
> hediondos, no que se tornou um triste bordão de ignorância e preconceito.
>
> Nesta terça-feira (27), o apresentador se superou durante quase todo o
> programa em uma longa diatribe, deixando mais claro seu preconceito ao
> promover uma enquete por telefone onde quem dizia acreditar em deus era do
> bem, enquanto os ateus podiam ser "*bandidos votando de dentro da cadeia*".
>
> "*Provem que o bem ainda é maioria*", apelava Datena exigindo "*uma lavada
> nesses caras que não acreditam em deus*".
>
> A *Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos* (ATEA) publicou uma
> transcrição dos trechos
> ofensivos<http://atea.org.br/index.php?view=article&catid=923:dia-a-dia&id=192:datena-e-os-ateus&option=com_content&Itemid=104>,
> que você confere clicando na imagem acima: acredite ou não em deus, confira
> para julgar por si mesmo se este apresentador, e se o canal que o transmite
> a milhões de lares brasileiros, não abusaram dos limites previstos na lei
> muito terrena sob a qual vivemos em um país democrático e com liberdade de
> crenças — incluindo a ausência delas.
>
> *Para Datena, matar um menino de dois anos e tentar fuzilar 3 ou 4 pessoas
> seria "um exemplo típico de um sujeito que não acredita em deus".*
>
> Ao final, com mais de 2.000 ateus respondendo a sua enquete por telefone,
> compondo no entanto 4% do total de mais de 50.000 votos, Datena se declarou
> feliz. "*Deus deu de goleada. Graças a deus. Deu de goleada. Obrigado a
> vocês que me acompanham há tanto tempo pra provar isso, que apesar de tudo
> que acontece nesse país, as pessoas ainda continuam acreditando em deus*".
>
> O blog *Bule Voador*, da *Liga Humanista Secular*, comenta os dispositivos
> legais para os que queiram tomar uma atitude, incluindo *denúncias ao
> Ministério Público*<http://bulevoador.haaan.com/2010/07/30/datena-dispositivos-legais/>.
> Você também pode entrar em contato com a mesma
> ATEA<http://atea.org.br/index.php?option=com_contact&view=contact&id=7%3Aatea&catid=906%3Adiretoria-executiva&Itemid=75>para
> saber como colaborar para que um espetáculo lastimável de preconceito
> e
> intolerância como este não se repita.
>




SUBJECT: RES: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "Homero" <oraculo@atibaia.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 01/08/2010 16:51

Olá Eduardo

Puxa vida, que texto excelente! Eu gostaria de escrever assim sobre física e questões avançadas, que inveja..:-)

Um dos, graves, problemas que eu vejo na discussão de física avançada, ou qualquer ciência em nível avançado mas mais especificamente em física, é que em algum momento será necessário usar a matemática, as equações, que são afinal o que nos leva a esta ou aquela conclusão no assunto.

Mas como em geral, especificamente estas discussões entre leigos, falta o conhecimento necessário, tudo acaba rapidamente descambando para viagens de imaginação, analogias forçadas e muitas "conclusões" baseadas no desejo pessoal de quem escreve (acho que é assim, não, eu não acho, acho que é deste outro modo).

Mas seu texto é ótimo, claro, e sem dar espaço para essas viagens, distantes do que realmente sabemos, dos dados.

A idéia de que o tele-transporte pode não precisar ser "perfeito" já havia me ocorrido, e eu lutava para tentar explicar com alguma clareza, mas seu texto o faz muito melhor do que eu poderia.

Se um cérebro puder ser tele-transportado em algum momento, e puder voltar a funcionar de forma correta, ainda que nem todas as "partículas" estejam exatamente como no original, uma consciência, idêntica ao original, da mesma forma que um rim ou pulmão.

Biologicamente, não há problema nisso. Equivaleria a construir um órgão, sem necessidade de tele-transporte, e este funcionaria a contento. Por exemplo, já existem experimentos que pretendem criar órgãos completos a partir de células tronco. Se um rim for construído, a partir de células troco, e tiver as mesmas estruturas de um rim normal, ele funcionará como um rim.

Se um cérebro for construído, a partir de células tronco (reconhecendo a complexidade do processo), este deve funcionar como um cérebro original, e deve apresentar uma consciência, nesse caso, única, e sem padrões muito complexos como a de um bebê.

De novo, parabéns pelo texto claro, interessante e muito bem escrito, além de tremendamente informativo.

Um abraço.

Homero



--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Eduardo Torres" <dudutorres@...> escreveu
>
> Um dos motivos pelos quais a comunidade científica nunca levou a sério a idéia de teletransporte foi que esse processo aparentemente violaria o Princípio da Incerteza de Heisenberg, pedra basilar da Mecânica Quântica. Essa restrição proíbe que, em qualquer processo de medição, se possa extrair a informação total simultânea sobre momento e posição de uma partícula. E isso não depende da precisão dos aparelhos de medida, é uma lei física. O motivo é que quanto mais acuradamente procuramos medir uma partícula em nível atômico ou subatômico, mais o processo de medição perturba a partícula, alterando o estado original que procurávamos medir. Isso prossegue ao ponto de mudar completamente o estado original da partícula antes de termos extraído a informação necessária para fazer uma réplica exata. Parecia um sólido argumento contra a possibilidade do teletransporte, tanto que, como comentei, os roteiristas de Star Trek The Next Generation criaram o delicioso tecnobabble "Compensadores Heisenberg" para justificar o correto funcionamento dos sistemas de teletransporte da Federação sem desrespeitar a Física. Esses dispositivos deveriam "compensar" o Princípio Quântico da Incerteza e permitir a medição completa de todas as propriedades físicas das partículas componentes dos objetos teletransportados. Quando alguém perguntava como funcionavam os "Compensadores", esses mesmos roteiristas costumavam responder: - Muito bem, obrigado.
>
> ;-)
>
> A historia real: Nada como a Ciência para ultrapassar a FC. Em 1993, Charles Bennett, do Centro de Pesquisas da IBM em Nova York, e seus colaboradores Gilles Brassard e Richard Jozsa da Universidade de Montreal, Claude Crépeau, do Laboratório de Informática da Escola Normal Superior de Paris, Asher Peres, do Instituto de Tecnologia de Israel, e William K. Wootters, do Williams College de Massachusetts, demonstraram que, em teoria, o perfeito teletransporte era de fato possível e não violava nenhuma lei física, com a única restrição do original ter que ser destruído.
>
> O sistema proposto lançava mão, como vimos, do chamado efeito Einstein-Poldolsky-Rosen, ou EPR.
>
> Vemos, assim, que esse processo usa um estado quântico interligado como um canal mais-rápido-que-a-luz para o envio de parte da informação necessária à reconstrução do estado original da particula teletransportada (através do efeito EPR), enquanto a outra parte segue um caminho mais-lento-que-a-luz como uma "chave" para decodificação da informação quântica enviada. O resultado é a transmissão total da informação sobre cada partícula teletransportada sem violar o Princípio da Incerteza de Heisenberg, pois em nenhum momento ocorreu a "medição total" das propriedades de uma única partícula.
>
> A concepção de teletransporte quântico surgiu como "sub-produto" da pesquisa principal de Bennet, nas áreas de Comunicação e Criptografia Quânticas. A Comunicação Quântica é centrada na habilidade de se enviar dados a longa distância. Esta transmissão de dados ocorrerá tão rápido quanto partículas podem se mover (a velocidade da luz) e não haverá perdas de dados, pois o estado quântico da partícula transmitida não é estabelecido até que o remetente faça interagir sua partícula interligada quanticamente com a partícula enviada. O resultado é que se pode atirar partículas interligadas de um lado para o outro sem se importar em enviar a informação até que o meio de transmissão (as próprias partículas) estejam realmente no ponto de destino. No receptor, através do efeito EPR, as partículas interligadas vão assumir o estado das partículas enviadas e ser interpretadas adequadamente como parte de um conjunto de dados. O processo como um todo envia a informação dividida por dois canais, como no teletransporte quântico, pois o efeito EPR sozinho não permite, como observamos, o envio intencional de informação, sendo sempre aleatório na "opção" do estado quântico.
>
> A Criptografia Quântica é uma extensão da Comunicação Quântica, na qual as partículas são enviadas usando-se o teletransporte quântico. Partículas são codificadas em estados quânticos e são enviadas ao receptor como na Comunicação Quântica. Os estados representam informação codificada que só pode ser processada e compreendida no lado do receptor. Se outro observador tentar olhar a informação enviada, ele terá que conhecer o esquema de encriptação para decodificar a informação no ato da leitura, pois, como vimos, a transmissão é destruída pela observação.
>
> A chamada Computação Quântica – além do sonho do teletransporte de objetos macroscópicos – será a outra possível revolucionária aplicação tecnológica de toda essa pesquisa, digamos "aplicada" da Mecânica Quântica – e se baseará no teletransporte quântico para criar portões lógicos que processarão a informação dentro de um Computador Quântico. A Computação Quântica também introduz o novo conceito de "qubits", o análogo quântico dos clássicos bits da computação eletrônica tradicional. A diferença é que os qubits podem assumir os valores binários de 1 e 0 simultaneamente (com probabilidades diferentes), como os spins das partículas interligadas. Os físicos quânticos acreditam que isso vai permitir maciças computações paralelas que farão os futuros Computadores Quânticos executarem em segundos operações que os computadores de hoje levariam milhões ou mesmo bilhões de anos para completar.
>
> Mas voltemos ao teletransporte quântico. Do que aprendemos sobre sua natureza, podemos concluir que suas regras básicas são: 1) É mais lento que a luz; 2) Quanto mais complicado o sistema, mais complexas serão as medições antes da transmissão das informações; e 3) O sistema inicial é inevitavelmente destruído pela medição.
>
> Mas a proposição de Bennet e seus colegas era entao apenas uma teoria. Poderia ser comprovada experimentalmente? Sim, poderia. Em 1997 o Instituto de Física Experimental da Universidade de Innsbruck, na Áustria, num experimento baseado na teoria de Bennet e coordenado pelo físico Anton Zeilinger, obteve sucesso no primeiro teletransporte de um fóton. Em 1998 o Laboratório de Física Norman Bridge do Caltech, nos Estados Unidos, também conseguiu teletransportar um fóton e deu suporte experimental mais sólido ao teletransporte quântico.
>
> Em 2000 o Caltech, num trabalho liderado pelo físico quântico Jeff Kimble, foi o primeiro laboratorio a teletransportar um átomo inteiro. E o átomo escolhido foi o Césio, formado por 55 prótons, 55 elétrons e 78 nêutrons.
>
> Desde entao varios outros teletransportes quanticos teem sido feitos, mas, q eu saiba, ainda nao chegou ao nivel de teletransportar moleculas, so' particulas (fotons e atomos), embora a distancias crescentes (da ordem de quilometros hoje).
>
> Seria tecnologicamente viável o teletransporte de objetos macroscópicos e pessoas vivas? Aí estamos entrando no terreno da especulação. Jeff Kimble acha que as dificuldades práticas são incontornáveis devido à complexidade da informação quântica envolvida, mas Seth Lloyd, professor do MIT, não elimina a hipótese de que consigamos sucesso num futuro distante. Os maiores problemas, segundo ele, seriam a destruição da pessoa na leitura e a rematerialização (que teria que ser realmente perfeita). Lloyd está menos preocupado com a complexidade da informação, talvez pelo seu entusiasmo com a possibilidade de armazenamento e envio de dados através de processos quânticos, incluindo aí o próprio teletransporte. Lloyd calcula que, se pudéssemos representar bits de dados como estados quânticos de elétrons (qubits), todos os dados existentes em todos os computadores do mundo caberiam num grão de sal (grão de sal? Isso é um cristal, certo? O sal de cozinha, como sabemos, constitui-se de uma rede cristalina de cloreto de sódio com estrutura cúbica. Onde já vimos na FC um super-computador que era formado por um cristal? Exato: O Tabernáculo do filme Zardoz – um Computador Quântico 'avant la lettre'?).
>
> ;-)
>
> Com visão mais pessimista, o físico americano Samuel Braunstein estimou que apenas para reproduzir "em escala" um ser humano átomo a átomo em suas exatas posições, com uma resolução de um diâmetro atômico em cada direção, necessitaríamos de 10^32 bits. Ele calculou que mesmo pelos sistemas de transmissão de mais largas bandas existentes, levaria vários bilhões de anos para enviar esse volume de dados. Se fossem gravados em CD-ROMs, obteríamos um cubo de CDs com quase mil quilômetros de lado. Ele ironizou a dificuldade comentando que, desse jeito, andar a pé seria mais prático que o teletransporte.
>
> Mas o próprio Braunstein reconheceu que há incertezas sobre a quantidade de informação realmente necessária para teletransportar um ser humano. Será que temos que saber sobre o estado quântico exato de todos os átomos? Interessa saber o exato nível de energia de cada um? Isso importa para nosso metabolismo? Braunstein aposta que não. Ele lembra que cada vez que um paciente se submete a uma ressonância magnética nuclear ou ressonância de spin de elétrons, uma quantidade significativa de átomos de seu corpo sofre alteração de estados quânticos e isso não tem qualquer efeito danoso ao corpo. Podemos então reduzir a complexidade da informação? Sim, conclui Braunstein, mas o que sobrar ainda vai ser espantoso. Ele sugere começar com coisas menores...
>
> ;-)
>
> Curioso que nenhum desses físicos lembrou das técnicas de envio de fotos pela Internet. Existem na Web poderosos algoritmos que reduzem bastante a quantidade de informação a ser enviada numa ilustração, com técnicas de, por exemplo, reduzir áreas de mesma cor e aspecto aos bits necessários para situá-la na moldura. Seria como, por exemplo, enviar a informação de "encher" com moléculas de água vastas extensões de nosso corpo, na hora de rematerializá-lo. Esses processos poderiam reduzir em muitas ordens de grandeza o volume de informação a ser enviada num eventual futuro teletransporte macroscópico, se for possivel.
>
> OBS: Em 2007 pesquisadores australianos da Universidade de Queensland e do Australian Research Council Centre of Excellence for Quantum-Atom Optics (ACQAO) obtiveram sucesso com outro tipo de teletransporte de atomos, via condensados Bose-Einstein (BECs). Um BEC e' um estado da materia em q a temperatura e' tao baixa (da ordem de um centesimo bilionesimo de Kelvins) q todos os atomos sem excecao ficam nos seus niveis mais baixos de energia e passam a vibrar em unissono, como uma onda macroscopica. Os cientistas australianos descobriram q se esse conjunto de atomos e' estimulado por laser, ele absorve e depois emite fotons coerentes q reproduzem exatamente o estado quantico de cada atomo. Se essa emissao de fotons e' direcionada para outro condensado Bose-Einstein dos mesmos atomos, esse outro condensado assume os mesmos estados quanticos do condensado emissor, constituindo segundo os pesquisadores um teletransporte desses atomos (talvez mais uma copia, eu diria). Nesse caso nao ha' necessidade de emaranhamento quantico no processo, nem de manter estados quanticos isolados por longos periodos, mas por outro lado nao parece ser muito viavel para um possivel futuro teletransporte macroscopico (nao creio q nem pessoas nem objetos passariam incolumes a um resfriamento proximo de zero absoluto...)
>
> ;-)
>
> Abs,
> Eduardo Torres
>




SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Datena: ateus são “caras do mal” que “não respeitam limites”
FROM: Carlos Pereira <carlosps1985@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 01/08/2010 20:44

                           Acredito que ele teve como intenção dizer que "todos os 'maus' são ateus" e não "todo ateu é 'mau'...". No sentido de que estes "maus" são pessoas sem fé, sem crença coisa do tipo. Pena que o fez erroneamente!


Em 1 de agosto de 2010 15:00, Luiz <luizfelipecsrj@yahoo.com.br> escreveu:
 

O Datena é simplesmente um reflexo de nossa sociedade.....

Acho q cabe um processo, não ?

Abs
Felipe

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Kentaro Mori <kentaro.mori@...> escreveu


>
> Datena: ateus são "caras do mal" que "não respeitam
> limites"<http://www.sedentario.org/polemica-escandalo/datena-ateus-sao-caras-do-mal-que-nao-respeitam-limites-29738>
>
> <http://atea.org.br/index.php?view=article&catid=923:dia-a-dia&id=192:datena-e-os-ateus&option=com_content&Itemid=104>

>
> Já há muito tempo o apresentador *José Luis Datena*, como algumas outras
> figuras na televisão, vem incitando a discriminação aos ateus."*Isso é falta
> de deus no coração*", Datena costuma dizer ao comentar os crimes mais
> hediondos, no que se tornou um triste bordão de ignorância e preconceito.
>
> Nesta terça-feira (27), o apresentador se superou durante quase todo o
> programa em uma longa diatribe, deixando mais claro seu preconceito ao
> promover uma enquete por telefone onde quem dizia acreditar em deus era do
> bem, enquanto os ateus podiam ser "*bandidos votando de dentro da cadeia*".
>
> "*Provem que o bem ainda é maioria*", apelava Datena exigindo "*uma lavada
> nesses caras que não acreditam em deus*".
>
> A *Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos* (ATEA) publicou uma
> transcrição dos trechos
> ofensivos<http://atea.org.br/index.php?view=article&catid=923:dia-a-dia&id=192:datena-e-os-ateus&option=com_content&Itemid=104>,

> que você confere clicando na imagem acima: acredite ou não em deus, confira
> para julgar por si mesmo se este apresentador, e se o canal que o transmite
> a milhões de lares brasileiros, não abusaram dos limites previstos na lei
> muito terrena sob a qual vivemos em um país democrático e com liberdade de
> crenças — incluindo a ausência delas.
>
> *Para Datena, matar um menino de dois anos e tentar fuzilar 3 ou 4 pessoas
> seria "um exemplo típico de um sujeito que não acredita em deus".*
>
> Ao final, com mais de 2.000 ateus respondendo a sua enquete por telefone,
> compondo no entanto 4% do total de mais de 50.000 votos, Datena se declarou
> feliz. "*Deus deu de goleada. Graças a deus. Deu de goleada. Obrigado a
> vocês que me acompanham há tanto tempo pra provar isso, que apesar de tudo
> que acontece nesse país, as pessoas ainda continuam acreditando em deus*".
>
> O blog *Bule Voador*, da *Liga Humanista Secular*, comenta os dispositivos
> legais para os que queiram tomar uma atitude, incluindo *denúncias ao
> Ministério Público*<http://bulevoador.haaan.com/2010/07/30/datena-dispositivos-legais/>.

> Você também pode entrar em contato com a mesma
> ATEA<http://atea.org.br/index.php?option=com_contact&view=contact&id=7%3Aatea&catid=906%3Adiretoria-executiva&Itemid=75>para

> saber como colaborar para que um espetáculo lastimável de preconceito
> e
> intolerância como este não se repita.
>




--
Prof. M.Sc. Carlos Pereira da Silva
==========================
INSTITUTO FEDERAL DO PIAUÍ
SÍTIO:  http://Carlosps.110mb.com
MSN:   carlosps1985@gmail.com
FONE: (86)99223852
==========================

SUBJECT: RES: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 01/08/2010 21:06

Obrigado, Homero, mas creio q se houver um dia um teletransporte quantico de pessoas, ele teria q ser no minimo perfeito o suficiente para reproduzir um cerebro, se nao atomo a atomo, pelo menos neuronio a neuronio com todos os seus dendritos e todos os demais tecidos encefalicos, sem falar em outras estruturas ligadas aa formacao permanente de memorias no hipocampo exatamente como no original (algo impossivel de se obter por qq metodo biologico, por clonagem ou celulas tronco).

Caso contrario, nao sera' vc, sera' outra pessoa.

Creio q uma coisa e' duplicar biologicamente uma pessoa, e de algum modo 'downloadar' para seu cerebro a consciencia e memorias do 'original' (como no filme O Sexto Dia), outra coisa e' teletransportar uma pessoa.

No momento as duas sao, se nao fisicamente, no minimo tecbologicamente impossiveis.

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Homero" <oraculo@...> escreveu
>
> Olá Eduardo
>
> Puxa vida, que texto excelente! Eu gostaria de escrever assim sobre física e questões avançadas, que inveja..:-)
>
> Um dos, graves, problemas que eu vejo na discussão de física avançada, ou qualquer ciência em nível avançado mas mais especificamente em física, é que em algum momento será necessário usar a matemática, as equações, que são afinal o que nos leva a esta ou aquela conclusão no assunto.
>
> Mas como em geral, especificamente estas discussões entre leigos, falta o conhecimento necessário, tudo acaba rapidamente descambando para viagens de imaginação, analogias forçadas e muitas "conclusões" baseadas no desejo pessoal de quem escreve (acho que é assim, não, eu não acho, acho que é deste outro modo).
>
> Mas seu texto é ótimo, claro, e sem dar espaço para essas viagens, distantes do que realmente sabemos, dos dados.
>
> A idéia de que o tele-transporte pode não precisar ser "perfeito" já havia me ocorrido, e eu lutava para tentar explicar com alguma clareza, mas seu texto o faz muito melhor do que eu poderia.
>
> Se um cérebro puder ser tele-transportado em algum momento, e puder voltar a funcionar de forma correta, ainda que nem todas as "partículas" estejam exatamente como no original, uma consciência, idêntica ao original, da mesma forma que um rim ou pulmão.
>
> Biologicamente, não há problema nisso. Equivaleria a construir um órgão, sem necessidade de tele-transporte, e este funcionaria a contento. Por exemplo, já existem experimentos que pretendem criar órgãos completos a partir de células tronco. Se um rim for construído, a partir de células troco, e tiver as mesmas estruturas de um rim normal, ele funcionará como um rim.
>
> Se um cérebro for construído, a partir de células tronco (reconhecendo a complexidade do processo), este deve funcionar como um cérebro original, e deve apresentar uma consciência, nesse caso, única, e sem padrões muito complexos como a de um bebê.
>
> De novo, parabéns pelo texto claro, interessante e muito bem escrito, além de tremendamente informativo.
>
> Um abraço.
>
> Homero
>



SUBJECT: Basquete, Yao Ming e a Eugenia
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 01/08/2010 22:00

Basquete, Yao Ming e a Eugenia

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Com 2 metros e 29 centímetros de altura, Yao Ming é um gigante, o mais alto jogador de basquete na NBA americana em atividade. Sua altura e seu gosto por basquete não foram mera obra do acaso. Seu pai, Yao Zhiyuan, media mais de dois metros e sua mãe, Fang Fengdi, 1,90m. Ambos também eram jogadores de basquete profissional, e como Razib Khan notou em um post recente em Gene Expression, citando o livro “Superfusion”, de Zachary Karabell:

“[A mãe de Yao Ming] havia servido da Guarda Vermelha no ápice da Revolução Cultural, e era uma Maoísta ardorosa. Ela participou entusiasticamente no plano glorioso do governo local de usá-la e ao seu marido para produzir uma super-estrela dos esportes. As autoridades de Xangai que encorajaram o par investigaram várias gerações anteriores para se assegurar de que a altura fazia parte da linha de sangue. O resultado foi Yao, um bebê gigante que só continuou a crescer”.

Yao Ming nasceu com 5kg, e media 1,65m aos dez anos. Começou a praticar basquete pouco antes, não parando desde então. Sua concepção deliberada não é um evento isolado, uma vez que a China é efetivamente o único país no mundo a promover oficialmente a eugenia – termo cunhado por Francis Galton, que deve, e merece ser mais conhecido pelas suas contribuições à ciência estatística, entre tentas outras ciências.

Através do controle da reprodução e descendência dos indivíduos, a eugenia pretendia “melhorar as qualidades genéticas humanas”, um caminho cheio de boas intenções que encontrou todavia seu ápice mais tenebroso nas loucuras promovidas pelo regime nazista. A eugenia foi a pseudociência que embasou e levou do racismo ao genocídio.

Exterminar ou esterilizar indivíduos “inferiores” é parte do que seria a “eugenia negativa”, que ainda encontra eco hoje no humor macabro do prêmio Darwin, “honrando aqueles que melhoram a espécie… ao acidentalmente removerem-se dela!”. Complementando tais medidas para evitar que traços “negativos” se perpetuassem, estaria a “eugenia positiva”, justamente o que se vê no caso do jogador de basquete chinês, com a reprodução deliberada de um casal com a herança genética “positiva” que se deseja.

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A eugenia negativa também é levada a cabo na China: em 1995 foi colocada em prática a Lei de Saúde Materna e Infantil, que obriga que todos casais se submetam a exames médios para detectar doenças genéticas, infecciosas e mesmo doenças mentais. A critério de médicos, e de acordo com a lei, o casal pode ser proibido de ter filhos, podendo ser obrigado à esterilização. O controle eugênico não para aí, enquanto exames pré-natais também podem levar à decisão de terminar a vida de um feto ou bebê que apresente problemas mais sérios. O seguinte texto (em inglês) cita a lei chinesa e a opinião de um diretor de bioética chinês bem como a crítica de um sinologista alemão: Is China’s law eugenic?.

O assunto é complexo, e um breve post não poderia pretender abordar mesmo um sumário das questões mais importantes. Comentamos aqui, ao invés, apenas alguns nexos dispersos, e o principal deles seria a questão moral. Não deve ser coincidência que o único país a promover políticas claramente eugênicas seja um estado totalitário. É historicamente a moral popular corrente que limitou o avanço de políticas eugênicas – e, igualmente, não é tanto coincidência que os maiores extremos destas tenham sido cometidos por outro estado totalitário, durante o regime nazista.

Há no entanto algo um tanto chocante sobre a moral impondo limites à eugenia: ela tendeu a impor mais limites à eugenia positiva. Tanto sob Hitler quanto sob Stálin, eugenistas mais entusiasmados propuseram esquemas mirabolantes através dos quais os homens mais bem-dotados teriam incontáveis filhos com os melhores espécimes de mulheres, mas em ambos os regimes a ideia entrou em conflito com a moral vigente.

Mesmo sob o nazismo, o programa de eugenia positiva Lebensborn concebido pelo chefe da SS consistiu principalmente no apoio a mães “arianas” e seus bebês, evitando medidas como o aborto, e não propriamente incentivando que moças “arianas” engravidassem indiscriminadamente de membros “superiores” da SS, como se chegou a imaginar. O conceito de família era um dos pilares do mesmo nazismo.

heinrich-himmler-lebensborn-daughter-gudrun

Esta moral que não aceitava crianças concebidas unicamente pelo seu alegado potencial genético no entanto não levantou grandes barreiras a medidas de eugenia negativa, como esterilizações compulsórias até os extremos do genocídio. E a moral é, ultimamente, tudo que pode impedir a prática ou não de algo tão terrível.

O editor da ciência da Folha e scibling Reinaldo José Lopes, ao mencionar a possibilidade “alucinada” de clonar um Neandertal resumiu a questão comentando como “a empolgação biotecnológica às vezes borra a fronteira entre o que se pode fazer e o que se deve fazer”. A empolgação biotecnológica que assistimos hoje lembra muito a empolgação eugênica no início do século passado.

No final da fenomenal série “Pandora’s Box” de Adam Curtis, Joseph G. Morone discute o histórico desastroso da energia nuclear:

“Na era de ouro da ciência, em uma época quando a sociedade possuía a visão mais otimista da ciência, possuía-se uma visão basicamente errada a respeito. Acreditavam que esta forma da tecnologia era a forma que ela devia tomar de forma inevitável. E que se esta era a forma que ela tomava, então esta devia ser a forma certa.

Quarenta anos depois, temos uma visão similarmente ingênua, que não é mais tingida por esperança e otimismo, e sim por pessimismo e medo. Mas ainda temos esta visão de que a sociedade não pode moldar a tecnologia. De que a forma que a tecnologia toma é a forma que devemos aceitar. E assim como isto não era verdade em 1950, ela não é verdade hoje.

Esta não é uma história da tecnologia saindo de controle, embora muitos a entendam assim. A história da energia nuclear é uma história de decisões políticas, econômicas e sociais sendo feitas sobre a tecnologia, e as principais decisões não foram tomadas por tecnólogos. Foram tomadas nas salas de negócios.

O que a ciência e tecnologia lhe fornecem é uma gama de possibilidades. E essas possibilidades podem levá-lo a um sem número de direções. É uma força potencialmente liberadora. Mas para chegar lá, a sociedade deve acordar e perceber que não é uma decisão científica, não é uma decisão de engenharia.

É uma decisão moral”.

Destacando a questão moral, relembramos como a moral “tradicional”, promovida por instituições que alegam mesmo serem fontes da moralidade, pode ter impedido que jovens loiros e altos de traços clássicos concebessem bebês indiscriminadamente, valorizando o conceito de família, mas pouco ou nada fez contra o extermínio de famílias inteiras que não possuíam tais traços.

Yao Ming e seus mais de dois metros de altura são um indicador um tanto assustador de que a eugenia, se era e talvez ainda seja largamente uma pseudociência, pode sim produzir resultados concretos. Será esta forma aceitável? Aos chineses, por ora, aparentemente é. A nós, talvez não. Mas como Morone destacou, decisões morais não significam aceitar ou rejeitar completamente uma possibilidade científica, tecnológica, como se a primeira possibilidade fosse um imperativo definitivo em si mesmo.

Decisões morais devem moldar como as possibilidades infinitas da ciência podem ser aplicadas em prol de valores éticos. Um gigantesco desafio.


SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Datena: ateus são “caras do mal” que “não respeitam limites”
FROM: Fabricio Braga <fabribraga@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/08/2010 11:44


Acho que melhor do que processar é não dar audiência pra isso.  Fique ele com a audiência dos acéfalos.  :o)

[]s
Fabricio Braga



2010/8/1 Luiz <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
 

O Datena é simplesmente um reflexo de nossa sociedade.....

Acho q cabe um processo, não ?

Abs
Felipe

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Kentaro Mori <kentaro.mori@...> escreveu


>
> Datena: ateus são "caras do mal" que "não respeitam
> limites"<http://www.sedentario.org/polemica-escandalo/datena-ateus-sao-caras-do-mal-que-nao-respeitam-limites-29738>
>
> <http://atea.org.br/index.php?view=article&catid=923:dia-a-dia&id=192:datena-e-os-ateus&option=com_content&Itemid=104>

>
> Já há muito tempo o apresentador *José Luis Datena*, como algumas outras
> figuras na televisão, vem incitando a discriminação aos ateus."*Isso é falta
> de deus no coração*", Datena costuma dizer ao comentar os crimes mais
> hediondos, no que se tornou um triste bordão de ignorância e preconceito.
>
> Nesta terça-feira (27), o apresentador se superou durante quase todo o
> programa em uma longa diatribe, deixando mais claro seu preconceito ao
> promover uma enquete por telefone onde quem dizia acreditar em deus era do
> bem, enquanto os ateus podiam ser "*bandidos votando de dentro da cadeia*".
>
> "*Provem que o bem ainda é maioria*", apelava Datena exigindo "*uma lavada
> nesses caras que não acreditam em deus*".
>
> A *Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos* (ATEA) publicou uma
> transcrição dos trechos
> ofensivos<http://atea.org.br/index.php?view=article&catid=923:dia-a-dia&id=192:datena-e-os-ateus&option=com_content&Itemid=104>,

> que você confere clicando na imagem acima: acredite ou não em deus, confira
> para julgar por si mesmo se este apresentador, e se o canal que o transmite
> a milhões de lares brasileiros, não abusaram dos limites previstos na lei
> muito terrena sob a qual vivemos em um país democrático e com liberdade de
> crenças — incluindo a ausência delas.
>
> *Para Datena, matar um menino de dois anos e tentar fuzilar 3 ou 4 pessoas
> seria "um exemplo típico de um sujeito que não acredita em deus".*
>
> Ao final, com mais de 2.000 ateus respondendo a sua enquete por telefone,
> compondo no entanto 4% do total de mais de 50.000 votos, Datena se declarou
> feliz. "*Deus deu de goleada. Graças a deus. Deu de goleada. Obrigado a
> vocês que me acompanham há tanto tempo pra provar isso, que apesar de tudo
> que acontece nesse país, as pessoas ainda continuam acreditando em deus*".
>
> O blog *Bule Voador*, da *Liga Humanista Secular*, comenta os dispositivos
> legais para os que queiram tomar uma atitude, incluindo *denúncias ao
> Ministério Público*<http://bulevoador.haaan.com/2010/07/30/datena-dispositivos-legais/>.

> Você também pode entrar em contato com a mesma
> ATEA<http://atea.org.br/index.php?option=com_contact&view=contact&id=7%3Aatea&catid=906%3Adiretoria-executiva&Itemid=75>para

> saber como colaborar para que um espetáculo lastimável de preconceito
> e
> intolerância como este não se repita.
>



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Teletransporte, Consciência e Dennett(era....)
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/08/2010 12:15

Ola Takata,
 
Mas eu ainda não consegui entender o pq de uma análise temporal sobre existência, seria equivalente a falácia da composição...Assim, qqer coisa que seja analisada no tempo, será falacioso, neste sentido ?
 
Se o instantâneo não existe, existe um delta t mínimo para a emergência da consciência, o que "justificaria" ser a dinâmica a responsável pela mesma. Creio que isso seja falseável, não?
 
"Mesmo q implicasse nisso, não haveria problema algum. Ocorre com várias entidades físicas como massa, tempo, espaço... (salvo em um modelo quantizado)."

Eu tb não vejo problema...acho interessante a idéia.
 
"Não pela definição dada de consciência. Por isso usei *percepção* e *registro* - e não *estado* simplesmente. Isso ocorre pela *comparação* entre dois estados."
 
Mas é uma definição arbitrária, para "validar" a falácia,  na qual vc está considerando que o subsistema "perde" a consciência da informação anterior(que está "conscientemente registrada"), qdo uma nova informação é enviada para ele (vc tb está separando percepção e registro, no subsistema......me parecem ser processos concomitantes). 
 
Não vejo o pq desta hipótese e como, e através de que "mecanismo", vc explicaria este fato( perda de consciência da informação anterior). Por isso, continuo sem ver a falácia, no argumento e a consciência como um estado.
 
 Abs
Felipe


--- Em sex, 30/7/10, roberto <roberto.takata@bol.com.br> escreveu:

De: roberto <roberto.takata@bol.com.br>
Assunto: [ciencialist] Re: Teletransporte, Consciência e Dennett(era....)
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Sexta-feira, 30 de Julho de 2010, 19:50

 
--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva
> Acho que estaria incorrendo na falacia da composição ou da divisão,
> se estivesse relacionando o fenomeno da consciencia do cerebro com
> neuronios individuais, por exemplo.

Esse seria outro exemplo de falácia de composição.

> Se admitirmos que um somatório de momentos inconscientes pode gerar
> um momento consciente, estaremos igualando a consciênca a objetos
> matemáticos, que são os únicos que conheço, que apresentam esta
> característica(soma de zeros ser algo diferente de zero).

Mesmo q implicasse nisso, não haveria problema algum. Ocorre com várias entidades físicas como massa, tempo, espaço... (salvo em um modelo quantizado).

> O seu exemplo, para mim, parece ser um exemplo de instantâneos de
> consciência....Na primeira fatia, o subsitema 1 estaria consciente,
> ainda do estado 1 e assim continuaria até o novo registro ser
> feito, no segundo momento, tornando-se consciente, agora, do estado
> 2.

Não pela definição dada de consciência. Por isso usei *percepção* e *registro* - e não *estado* simplesmente. Isso ocorre pela *comparação* entre dois estados.

[]s,

Roberto Takata


 

SUBJECT: Re: Teleporte quântico
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/08/2010 12:15

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "roberto" <roberto.takata@...>
> Uma explanação geral para equalizar os conhecimentos.

Só pra esclarecer.

Terão notado que muitos pontos que abordei haviam sido já citados por Eduardo Torres.

Não, não é que eu não tenha lido e não, não estava apenas fazendo Copy & Paste. Eu escrevi antes, mas deixei na fila - tenho tentado manter o hábito de não fazer a liberação de minhas próprias mensagens (salvo as administrativas e outras de maior urgência).

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: Datena: ateus são “caras do mal” que “não respeitam limites”
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/08/2010 12:21

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Carlos Pereira
> Acredito que ele teve como intenção dizer que "todos os 'maus' são
> ateus" e não "todo ateu é 'mau'...". No sentido de que
> estes "maus" são pessoas sem fé, sem crença coisa do tipo. Pena que
> o fez erroneamente!

Ele quis dizer as duas coisas - é igualar a maldade ao ateísmo. Basta observar que a uma certa altura, qdo em enquete no programa um milhar de telespectadores identificam-se como ateu, o apresentador diz que todos devem ter ligado da cadeia.

A pena não é que fez erroneamente - mesmo dizer que todo mau é ateu é um absurdo completo e sem base na realidade. A maioria dos criminosos acreditam em deus. No Brasil, teríamos tão poucos crimes se apenas ateus os cometessem... estima-se que haja menos de 1 milhão de ateus no país em uma população de quase 200 milhões de habitantes.

A pena é a demonstração de puro preconceito. Preconceito criminoso.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: Teletransporte, Consciência e Dennett(era....)
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/08/2010 14:00

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva
> Mas eu ainda não consegui entender o pq de uma análise temporal
> sobre existência, seria equivalente a falácia da
> composição...Assim, qqer coisa que seja analisada no tempo, será
> falacioso, neste sentido ?

Não é que uma análise temporal seja falaciosa. A falácia está em se *afirmar* que para a consciência existir em um intervalo de tempo, o sistema deva ser consciência em um *intante* temporal.

> Mas é uma definição arbitrária, para "validar" a falácia

É uma definição arbitrária (mas nem tanto), porém não é pra validar a falácia e sim pra mostrar como é desnecessário que o sistema tenha consciência em nível instantâneo.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "Luiz" <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/08/2010 14:52

Ola Takata/Eduardo,

Mas acho q essa questão é irrelevante, pois nós "não somos nós mesmos", dentro desta perspectiva, nunca, dado o fluxo de matéria que nosso corpo "processa" ao longo de nossa vida.


Abs
Felipe

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "roberto" <roberto.takata@...> escreveu
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Eduardo Torres"
> > Se vc reconstruir um objeto exatamente, atomo a atomo, nas exatas
> > posicoes de cada atomo, vc tera'... o objeto original, mesmo q seja
> > uma pessoa.
>
> Não. Não basta ser átomo do mesmo elemento (e do mesmo isótopo) e em posições relativas idênticas.
>
> Outras propriedades deveriam ser reproduzidas. Propriedades estas que *não* podem ser reproduzidas: pelo princípio da indeterminação quântica e do emaranhamento quântico - pelo simples processo de escaneamento.
>
> Mesmo desconsiderando-se a proposta de Penrose e Hameroff da consciência ser um fenômeno quântico, tal fenômeno irá afetar indiretamente o "eu". E teremos apenas um clone ou um irmão gêmeo.
>
> O modo como o fenômeno quântico pode afetar mesmo em um modelo estritamente neuronal da consciência, é que o processo de disparo de potenciais (que entre outras coisas irá causar alterações nos padrões de ligação, bem como de genes ligados ou desligados) vai depender, p.e., de se um dado elétron está ou não interagindo com o elétron do átomo vizinho na molécula do receptor. A possibilidade ou não de interação depende, entre outras coisas, do spin de cada um - se o estado anterior de sobreposição (antes da interação eletrônica) *não* contempla um spin favorável, a interação não irá ocorrer - e o neurônio não irá disparar a cascata naquele instante. Instantes depois, o ambiente já será diferente - o sinal passará a interagir com o sinal advindo de outro neurônio, por exemplo - em vez de ser o único sinal a chegar em um dado centro.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>




SUBJECT: Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/08/2010 14:54



--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "roberto" <roberto.takata@...> escreveu
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Eduardo Torres"
> > Se vc reconstruir um objeto exatamente, atomo a atomo, nas exatas
> > posicoes de cada atomo, vc tera'... o objeto original, mesmo q seja
> > uma pessoa.
>
> Não. Não basta ser átomo do mesmo elemento (e do mesmo isótopo) e em posições relativas idênticas.
>
> Outras propriedades deveriam ser reproduzidas. Propriedades estas que *não* podem ser reproduzidas: pelo princípio da indeterminação quântica e do emaranhamento quântico - pelo simples processo de escaneamento.


>>>>>Sim, a ideia do teletransporte quantico e' nao so' reproduzir os atomos e todas as suas particulas componentes, maa os estados quanticos de cada uma delas. O teletransporte quantico permite isso sem necessidade de se medir totalmente esses estados quanticos, como foi explicado. A grande inovacao do teletransporte quantico e' justamente fazer essa exata reproducao sem violar o prinipio da indeterminacao quantica.

>
> Mesmo desconsiderando-se a proposta de Penrose e Hameroff da consciência ser um fenômeno quântico, tal fenômeno irá afetar indiretamente o "eu". E teremos apenas um clone ou um irmão gêmeo.


>>>>Nao ha' consenso sobre a validade dessa suposta 'consciencia quantica'. Creio q a vasta maioria dos cientistas nao acredita q a consciencia seja um fenomeno quantico, mas apenas uma simulacao, um softwarew biologico rodando num wetware eletroquimico. Uma reproducao atomo a atomo de uma pessoa e' por definicao a propria pessoa, ou uma copia exata dela, pois um atomo e' indistinguivel de outro atomo. Mas no caso do teletransporte quantico, o original e' obrigatoriamente destruido na leitura.

>
> O modo como o fenômeno quântico pode afetar mesmo em um modelo estritamente neuronal da consciência, é que o processo de disparo de potenciais (que entre outras coisas irá causar alterações nos padrões de ligação, bem como de genes ligados ou desligados) vai depender, p.e., de se um dado elétron está ou não interagindo com o elétron do átomo vizinho na molécula do receptor. A possibilidade ou não de interação depende, entre outras coisas, do spin de cada um - se o estado anterior de sobreposição (antes da interação eletrônica) *não* contempla um spin favorável, a interação não irá ocorrer - e o neurônio não irá disparar a cascata naquele instante. Instantes depois, o ambiente já será diferente - o sinal passará a interagir com o sinal advindo de outro neurônio, por exemplo - em vez de ser o único sinal a chegar em um dado centro.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>
>>>Do q me e' dado a conhecer as sinapses independem inteiramente de fenomenos quanticos. A sinapse e' essencialmente um fenomeno macroscopico, q envolve um numero gigantesco de eletrons, cujos spins individuais sao irrelevantes.

Abs,
Eduardo Torres



SUBJECT: RES: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "Luiz" <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/08/2010 15:03


Ola Homero,

Assumindo que o eu é subproduto do cérebro, não necessariamente seria a "mesma" consciência...a mesma "pessoa", pois estas diferenças, poderiam gerar diferenças importantes de memória, de personalidade, etc..etc. Ou seja, poderiamos replicar a consciência, mas não o eu.

Abs
Felipe
--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Homero" <oraculo@...> escreveu
>
> Olá Eduardo
>
> Puxa vida, que texto excelente! Eu gostaria de escrever assim sobre física e questões avançadas, que inveja..:-)
>
> Um dos, graves, problemas que eu vejo na discussão de física avançada, ou qualquer ciência em nível avançado mas mais especificamente em física, é que em algum momento será necessário usar a matemática, as equações, que são afinal o que nos leva a esta ou aquela conclusão no assunto.
>
> Mas como em geral, especificamente estas discussões entre leigos, falta o conhecimento necessário, tudo acaba rapidamente descambando para viagens de imaginação, analogias forçadas e muitas "conclusões" baseadas no desejo pessoal de quem escreve (acho que é assim, não, eu não acho, acho que é deste outro modo).
>
> Mas seu texto é ótimo, claro, e sem dar espaço para essas viagens, distantes do que realmente sabemos, dos dados.
>
> A idéia de que o tele-transporte pode não precisar ser "perfeito" já havia me ocorrido, e eu lutava para tentar explicar com alguma clareza, mas seu texto o faz muito melhor do que eu poderia.
>
> Se um cérebro puder ser tele-transportado em algum momento, e puder voltar a funcionar de forma correta, ainda que nem todas as "partículas" estejam exatamente como no original, uma consciência, idêntica ao original, da mesma forma que um rim ou pulmão.
>
> Biologicamente, não há problema nisso. Equivaleria a construir um órgão, sem necessidade de tele-transporte, e este funcionaria a contento. Por exemplo, já existem experimentos que pretendem criar órgãos completos a partir de células tronco. Se um rim for construído, a partir de células troco, e tiver as mesmas estruturas de um rim normal, ele funcionará como um rim.
>
> Se um cérebro for construído, a partir de células tronco (reconhecendo a complexidade do processo), este deve funcionar como um cérebro original, e deve apresentar uma consciência, nesse caso, única, e sem padrões muito complexos como a de um bebê.
>
> De novo, parabéns pelo texto claro, interessante e muito bem escrito, além de tremendamente informativo.
>
> Um abraço.
>
> Homero
>
>
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Eduardo Torres" <dudutorres@> escreveu
> >
> > Um dos motivos pelos quais a comunidade científica nunca levou a sério a idéia de teletransporte foi que esse processo aparentemente violaria o Princípio da Incerteza de Heisenberg, pedra basilar da Mecânica Quântica. Essa restrição proíbe que, em qualquer processo de medição, se possa extrair a informação total simultânea sobre momento e posição de uma partícula. E isso não depende da precisão dos aparelhos de medida, é uma lei física. O motivo é que quanto mais acuradamente procuramos medir uma partícula em nível atômico ou subatômico, mais o processo de medição perturba a partícula, alterando o estado original que procurávamos medir. Isso prossegue ao ponto de mudar completamente o estado original da partícula antes de termos extraído a informação necessária para fazer uma réplica exata. Parecia um sólido argumento contra a possibilidade do teletransporte, tanto que, como comentei, os roteiristas de Star Trek The Next Generation criaram o delicioso tecnobabble "Compensadores Heisenberg" para justificar o correto funcionamento dos sistemas de teletransporte da Federação sem desrespeitar a Física. Esses dispositivos deveriam "compensar" o Princípio Quântico da Incerteza e permitir a medição completa de todas as propriedades físicas das partículas componentes dos objetos teletransportados. Quando alguém perguntava como funcionavam os "Compensadores", esses mesmos roteiristas costumavam responder: - Muito bem, obrigado.
> >
> > ;-)
> >
> > A historia real: Nada como a Ciência para ultrapassar a FC. Em 1993, Charles Bennett, do Centro de Pesquisas da IBM em Nova York, e seus colaboradores Gilles Brassard e Richard Jozsa da Universidade de Montreal, Claude Crépeau, do Laboratório de Informática da Escola Normal Superior de Paris, Asher Peres, do Instituto de Tecnologia de Israel, e William K. Wootters, do Williams College de Massachusetts, demonstraram que, em teoria, o perfeito teletransporte era de fato possível e não violava nenhuma lei física, com a única restrição do original ter que ser destruído.
> >
> > O sistema proposto lançava mão, como vimos, do chamado efeito Einstein-Poldolsky-Rosen, ou EPR.
> >
> > Vemos, assim, que esse processo usa um estado quântico interligado como um canal mais-rápido-que-a-luz para o envio de parte da informação necessária à reconstrução do estado original da particula teletransportada (através do efeito EPR), enquanto a outra parte segue um caminho mais-lento-que-a-luz como uma "chave" para decodificação da informação quântica enviada. O resultado é a transmissão total da informação sobre cada partícula teletransportada sem violar o Princípio da Incerteza de Heisenberg, pois em nenhum momento ocorreu a "medição total" das propriedades de uma única partícula.
> >
> > A concepção de teletransporte quântico surgiu como "sub-produto" da pesquisa principal de Bennet, nas áreas de Comunicação e Criptografia Quânticas. A Comunicação Quântica é centrada na habilidade de se enviar dados a longa distância. Esta transmissão de dados ocorrerá tão rápido quanto partículas podem se mover (a velocidade da luz) e não haverá perdas de dados, pois o estado quântico da partícula transmitida não é estabelecido até que o remetente faça interagir sua partícula interligada quanticamente com a partícula enviada. O resultado é que se pode atirar partículas interligadas de um lado para o outro sem se importar em enviar a informação até que o meio de transmissão (as próprias partículas) estejam realmente no ponto de destino. No receptor, através do efeito EPR, as partículas interligadas vão assumir o estado das partículas enviadas e ser interpretadas adequadamente como parte de um conjunto de dados. O processo como um todo envia a informação dividida por dois canais, como no teletransporte quântico, pois o efeito EPR sozinho não permite, como observamos, o envio intencional de informação, sendo sempre aleatório na "opção" do estado quântico.
> >
> > A Criptografia Quântica é uma extensão da Comunicação Quântica, na qual as partículas são enviadas usando-se o teletransporte quântico. Partículas são codificadas em estados quânticos e são enviadas ao receptor como na Comunicação Quântica. Os estados representam informação codificada que só pode ser processada e compreendida no lado do receptor. Se outro observador tentar olhar a informação enviada, ele terá que conhecer o esquema de encriptação para decodificar a informação no ato da leitura, pois, como vimos, a transmissão é destruída pela observação.
> >
> > A chamada Computação Quântica – além do sonho do teletransporte de objetos macroscópicos – será a outra possível revolucionária aplicação tecnológica de toda essa pesquisa, digamos "aplicada" da Mecânica Quântica – e se baseará no teletransporte quântico para criar portões lógicos que processarão a informação dentro de um Computador Quântico. A Computação Quântica também introduz o novo conceito de "qubits", o análogo quântico dos clássicos bits da computação eletrônica tradicional. A diferença é que os qubits podem assumir os valores binários de 1 e 0 simultaneamente (com probabilidades diferentes), como os spins das partículas interligadas. Os físicos quânticos acreditam que isso vai permitir maciças computações paralelas que farão os futuros Computadores Quânticos executarem em segundos operações que os computadores de hoje levariam milhões ou mesmo bilhões de anos para completar.
> >
> > Mas voltemos ao teletransporte quântico. Do que aprendemos sobre sua natureza, podemos concluir que suas regras básicas são: 1) É mais lento que a luz; 2) Quanto mais complicado o sistema, mais complexas serão as medições antes da transmissão das informações; e 3) O sistema inicial é inevitavelmente destruído pela medição.
> >
> > Mas a proposição de Bennet e seus colegas era entao apenas uma teoria. Poderia ser comprovada experimentalmente? Sim, poderia. Em 1997 o Instituto de Física Experimental da Universidade de Innsbruck, na Áustria, num experimento baseado na teoria de Bennet e coordenado pelo físico Anton Zeilinger, obteve sucesso no primeiro teletransporte de um fóton. Em 1998 o Laboratório de Física Norman Bridge do Caltech, nos Estados Unidos, também conseguiu teletransportar um fóton e deu suporte experimental mais sólido ao teletransporte quântico.
> >
> > Em 2000 o Caltech, num trabalho liderado pelo físico quântico Jeff Kimble, foi o primeiro laboratorio a teletransportar um átomo inteiro. E o átomo escolhido foi o Césio, formado por 55 prótons, 55 elétrons e 78 nêutrons.
> >
> > Desde entao varios outros teletransportes quanticos teem sido feitos, mas, q eu saiba, ainda nao chegou ao nivel de teletransportar moleculas, so' particulas (fotons e atomos), embora a distancias crescentes (da ordem de quilometros hoje).
> >
> > Seria tecnologicamente viável o teletransporte de objetos macroscópicos e pessoas vivas? Aí estamos entrando no terreno da especulação. Jeff Kimble acha que as dificuldades práticas são incontornáveis devido à complexidade da informação quântica envolvida, mas Seth Lloyd, professor do MIT, não elimina a hipótese de que consigamos sucesso num futuro distante. Os maiores problemas, segundo ele, seriam a destruição da pessoa na leitura e a rematerialização (que teria que ser realmente perfeita). Lloyd está menos preocupado com a complexidade da informação, talvez pelo seu entusiasmo com a possibilidade de armazenamento e envio de dados através de processos quânticos, incluindo aí o próprio teletransporte. Lloyd calcula que, se pudéssemos representar bits de dados como estados quânticos de elétrons (qubits), todos os dados existentes em todos os computadores do mundo caberiam num grão de sal (grão de sal? Isso é um cristal, certo? O sal de cozinha, como sabemos, constitui-se de uma rede cristalina de cloreto de sódio com estrutura cúbica. Onde já vimos na FC um super-computador que era formado por um cristal? Exato: O Tabernáculo do filme Zardoz – um Computador Quântico 'avant la lettre'?).
> >
> > ;-)
> >
> > Com visão mais pessimista, o físico americano Samuel Braunstein estimou que apenas para reproduzir "em escala" um ser humano átomo a átomo em suas exatas posições, com uma resolução de um diâmetro atômico em cada direção, necessitaríamos de 10^32 bits. Ele calculou que mesmo pelos sistemas de transmissão de mais largas bandas existentes, levaria vários bilhões de anos para enviar esse volume de dados. Se fossem gravados em CD-ROMs, obteríamos um cubo de CDs com quase mil quilômetros de lado. Ele ironizou a dificuldade comentando que, desse jeito, andar a pé seria mais prático que o teletransporte.
> >
> > Mas o próprio Braunstein reconheceu que há incertezas sobre a quantidade de informação realmente necessária para teletransportar um ser humano. Será que temos que saber sobre o estado quântico exato de todos os átomos? Interessa saber o exato nível de energia de cada um? Isso importa para nosso metabolismo? Braunstein aposta que não. Ele lembra que cada vez que um paciente se submete a uma ressonância magnética nuclear ou ressonância de spin de elétrons, uma quantidade significativa de átomos de seu corpo sofre alteração de estados quânticos e isso não tem qualquer efeito danoso ao corpo. Podemos então reduzir a complexidade da informação? Sim, conclui Braunstein, mas o que sobrar ainda vai ser espantoso. Ele sugere começar com coisas menores...
> >
> > ;-)
> >
> > Curioso que nenhum desses físicos lembrou das técnicas de envio de fotos pela Internet. Existem na Web poderosos algoritmos que reduzem bastante a quantidade de informação a ser enviada numa ilustração, com técnicas de, por exemplo, reduzir áreas de mesma cor e aspecto aos bits necessários para situá-la na moldura. Seria como, por exemplo, enviar a informação de "encher" com moléculas de água vastas extensões de nosso corpo, na hora de rematerializá-lo. Esses processos poderiam reduzir em muitas ordens de grandeza o volume de informação a ser enviada num eventual futuro teletransporte macroscópico, se for possivel.
> >
> > OBS: Em 2007 pesquisadores australianos da Universidade de Queensland e do Australian Research Council Centre of Excellence for Quantum-Atom Optics (ACQAO) obtiveram sucesso com outro tipo de teletransporte de atomos, via condensados Bose-Einstein (BECs). Um BEC e' um estado da materia em q a temperatura e' tao baixa (da ordem de um centesimo bilionesimo de Kelvins) q todos os atomos sem excecao ficam nos seus niveis mais baixos de energia e passam a vibrar em unissono, como uma onda macroscopica. Os cientistas australianos descobriram q se esse conjunto de atomos e' estimulado por laser, ele absorve e depois emite fotons coerentes q reproduzem exatamente o estado quantico de cada atomo. Se essa emissao de fotons e' direcionada para outro condensado Bose-Einstein dos mesmos atomos, esse outro condensado assume os mesmos estados quanticos do condensado emissor, constituindo segundo os pesquisadores um teletransporte desses atomos (talvez mais uma copia, eu diria). Nesse caso nao ha' necessidade de emaranhamento quantico no processo, nem de manter estados quanticos isolados por longos periodos, mas por outro lado nao parece ser muito viavel para um possivel futuro teletransporte macroscopico (nao creio q nem pessoas nem objetos passariam incolumes a um resfriamento proximo de zero absoluto...)
> >
> > ;-)
> >
> > Abs,
> > Eduardo Torres
> >
>




SUBJECT: Fatos e Ciência II + Livro Mario Novello
FROM: "Luiz" <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/08/2010 15:15


Ola Takata,

Primeiro, obrigado por ajudar no entendimento das minhas duvidas.

Não lembro aonde (se no artigo q enviei aqui), mas li que o próprio Hubble fez um experimento para identificar se podíamos creditar o desvio para o vermelho à aceleração do universo ou a perda de energia (luz cansada).

Parece que, na época, a contagem de fótons sugeriu que era consequência da luz cansada...Porém, o erro de medição era muito grande.

Li também que, com relação a radiação cósmica de fundo, já havia sido proposta uma explicação termodinâmica, sem relação ao Big-Bang.

Lendo o livro do Mario Novelo, a impressão que ele tenta nos passar é que a comunidade científica ficou "cega"...Aliás, achei que a própria visão dele envolve crenças pessoais, pois não existe nada que garanta que nossa razão consiga explicar tudo/toda a história do universo..Aliás, recentemente as "coisas" apontam justamente para o contrário!!!

Eu , particularmente, gosto mais dos modelos cíclicos...No livro ele apresenta uma proposta baseada no eletromagnetismo (não linearidade - ele fala superficialmente o que seria isto), para um unuiverso cíclico sem singularidade (eu nunca tinha ouvido falar nisso....)

Abs
Felipe

Abs
Felipe
--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "roberto" <roberto.takata@...> escreveu
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva
> > Então em um referencial eu teria a conservação de energia mantida e
> > em outro não ?
>
> Não. A quebra da conservação ocorreria exatamente no cenário que vc sugere - haver energia perdida medida em um referencial, mas não em outro.
>
> Isso porque *efetivamente* há perda de energia do fóton. Como seu comprimento de onda se altera - fica maior -, sua frequência diminui:
> c = f.l (em que c é a velocidade da luz no vácuo, f é a frequência da onda eletrogmanética e l é o comprimento de onda associado).
>
> E a energia do fóton é dada por:
> E = h.f (em que h é a constante de Planck)
>
> Logo:
> E = (h.c)/l
>
> Com comprimentos de onda maiores, a energia individual do fóton diminui.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>




SUBJECT: Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/08/2010 22:03

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Eduardo Torres"
> >>>>>Sim, a ideia do teletransporte quantico e' nao so' reproduzir
> os atomos e todas as suas particulas componentes, maa os estados
> quanticos de cada uma delas. O teletransporte quantico permite isso
> sem necessidade de se medir totalmente esses estados quanticos,
> como foi explicado. A grande inovacao do teletransporte quantico e'
> justamente fazer essa exata reproducao sem violar o prinipio da
> indeterminacao quantica.

Calma que agora vc está confundindo os processos. Sim o teleporte *quântico* tem essa propriedade, mas não era o tipo de teleporte que estava a ser criticado como a produzir um indivíduo cópia e não a transportar o próprio indivíduo.

Wolski falava de outro teleporte - talvez possamos denominá-lo de clássico: "O teletransporte mais razoável deveria conter no lugar de destino todo o 'material' necessário para reconstruir a vítima, digo, o passageiro. Assim, no lugar de origem, uma varredura copiaria o sujeito e a informação seria enviada ao destino."
http://br.groups.yahoo.com/group/ciencialist/message/77000

> >>>Do q me e' dado a conhecer as sinapses independem inteiramente
> de fenomenos quanticos.

Não são totalmente independente na sua constituição. Mas o fenônemo do psquismo não se dá unicamente pelos padrões sinápticos.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/08/2010 22:09

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Luiz" <luizfelipecsrj@...>
> Mas acho q essa questão é irrelevante, pois nós "não somos nós
> mesmos", dentro desta perspectiva, nunca, dado o fluxo de matéria
> que nosso corpo "processa" ao longo de nossa vida.

Há uma clara quebra de continuidade do "eu" no processo de teleporte "clássico" - por escaneamento átomo a átomo e envio das instruções para se reconstituir o corpo remotamente. O "eu" reconstituído não terá propriedades de consciência que estejam ligadas ao "eu" que foi escaneado.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: Fatos e Ciência II + Livro Mario Novello
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/08/2010 23:40

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Luiz" <luizfelipecsrj@...>
> a própria visão dele envolve crenças pessoais, pois não existe nada
> que garanta que nossa razão consiga explicar tudo/toda a história
> do universo.

Garantia não tem mesmo. Mas não é uma empreitada na base do tiro no escuro. A história é rica no sucesso do entendimento racional do funcionamento do Universo.

Não é um tiro certo, porém é uma boa aposta. (Por "tudo", não se deve entender necessariamente "tudo" - no mínimo, há perda de informação -, deve se entender como um entendimento geral global.)

Qto à luz cansada, a explicação do Hubble não envolvia perda de energia - era pelo movimento das galáxias mesmo, até daí a lei de Hubble com a distância. Hoje em dia não há defesas sérias da hipótese do desvio para o vermelho representar perda de energia pelos fótons. (Os cálculos que fiz não se referem à luz cansada, mas sim à energia *medida*. Enquanto que para objetos a velocidades muito baixas, o deslocamento da fonte representa diferença de energia cinética medida - qual seja, na velocidade -, no caso de fótons isso se reflete no comprimento de onda/frequência.)

[]s,

Roberto Takata


SUBJECT: Re: RES: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: jeff@jeff.com.br
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/08/2010 08:54

>
> Ola Homero,
>
> Assumindo que o eu é subproduto do cérebro, não necessariamente seria a
> "mesma" consciência...a mesma "pessoa", pois estas diferenças, poderiam
> gerar diferenças importantes de memória, de personalidade, etc..etc. Ou
> seja, poderiamos replicar a consciência, mas não o eu.
>
> Abs
> Felipe
>

Oi Felipe,

Acho que até um tanto de diferenças produziria um "eu" alterado, mas ainda
poderíamos considerar como sendo eu. Mas eu também não sou exatamente o
mesmo eu de ontém né?

[]´,s
Jeff.


> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Homero" <oraculo@...> escreveu
>>
>> Olá Eduardo
>>
>> Puxa vida, que texto excelente! Eu gostaria de escrever assim sobre
>> física e questões avançadas, que inveja..:-)
>>
>> Um dos, graves, problemas que eu vejo na discussão de física avançada,
>> ou qualquer ciência em nível avançado mas mais especificamente em
>> física, é que em algum momento será necessário usar a matemática, as
>> equações, que são afinal o que nos leva a esta ou aquela conclusão no
>> assunto.
>>
>> Mas como em geral, especificamente estas discussões entre leigos, falta
>> o conhecimento necessário, tudo acaba rapidamente descambando para
>> viagens de imaginação, analogias forçadas e muitas "conclusões" baseadas
>> no desejo pessoal de quem escreve (acho que é assim, não, eu não acho,
>> acho que é deste outro modo).
>>
>> Mas seu texto é ótimo, claro, e sem dar espaço para essas viagens,
>> distantes do que realmente sabemos, dos dados.
>>
>> A idéia de que o tele-transporte pode não precisar ser "perfeito" já
>> havia me ocorrido, e eu lutava para tentar explicar com alguma clareza,
>> mas seu texto o faz muito melhor do que eu poderia.
>>
>> Se um cérebro puder ser tele-transportado em algum momento, e puder
>> voltar a funcionar de forma correta, ainda que nem todas as "partículas"
>> estejam exatamente como no original, uma consciência, idêntica ao
>> original, da mesma forma que um rim ou pulmão.
>>
>> Biologicamente, não há problema nisso. Equivaleria a construir um órgão,
>> sem necessidade de tele-transporte, e este funcionaria a contento. Por
>> exemplo, já existem experimentos que pretendem criar órgãos completos a
>> partir de células tronco. Se um rim for construído, a partir de células
>> troco, e tiver as mesmas estruturas de um rim normal, ele funcionará
>> como um rim.
>>
>> Se um cérebro for construído, a partir de células tronco (reconhecendo a
>> complexidade do processo), este deve funcionar como um cérebro original,
>> e deve apresentar uma consciência, nesse caso, única, e sem padrões
>> muito complexos como a de um bebê.
>>
>> De novo, parabéns pelo texto claro, interessante e muito bem escrito,
>> além de tremendamente informativo.
>>
>> Um abraço.
>>
>> Homero
>>
>>
>>
>> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Eduardo Torres" <dudutorres@>
>> escreveu
>> >
>> > Um dos motivos pelos quais a comunidade científica nunca levou a sério
>> a idéia de teletransporte foi que esse processo aparentemente violaria
>> o Princípio da Incerteza de Heisenberg, pedra basilar da Mecânica
>> Quântica. Essa restrição proíbe que, em qualquer processo de medição,
>> se possa extrair a informação total simultânea sobre momento e posição
>> de uma partícula. E isso não depende da precisão dos aparelhos de
>> medida, é uma lei física. O motivo é que quanto mais acuradamente
>> procuramos medir uma partícula em nível atômico ou subatômico, mais o
>> processo de medição perturba a partícula, alterando o estado original
>> que procurávamos medir. Isso prossegue ao ponto de mudar completamente
>> o estado original da partícula antes de termos extraído a informação
>> necessária para fazer uma réplica exata. Parecia um sólido argumento
>> contra a possibilidade do teletransporte, tanto que, como comentei, os
>> roteiristas de Star Trek The Next Generation criaram o delicioso
>> tecnobabble "Compensadores Heisenberg" para justificar o correto
>> funcionamento dos sistemas de teletransporte da Federação sem
>> desrespeitar a Física. Esses dispositivos deveriam "compensar" o
>> Princípio Quântico da Incerteza e permitir a medição completa de todas
>> as propriedades físicas das partículas componentes dos objetos
>> teletransportados. Quando alguém perguntava como funcionavam os
>> "Compensadores", esses mesmos roteiristas costumavam responder: -
>> Muito bem, obrigado.
>> >
>> > ;-)
>> >
>> > A historia real: Nada como a Ciência para ultrapassar a FC. Em 1993,
>> Charles Bennett, do Centro de Pesquisas da IBM em Nova York, e seus
>> colaboradores Gilles Brassard e Richard Jozsa da Universidade de
>> Montreal, Claude Crépeau, do Laboratório de Informática da Escola
>> Normal Superior de Paris, Asher Peres, do Instituto de Tecnologia de
>> Israel, e William K. Wootters, do Williams College de Massachusetts,
>> demonstraram que, em teoria, o perfeito teletransporte era de fato
>> possível e não violava nenhuma lei física, com a única restrição do
>> original ter que ser destruído.
>> >
>> > O sistema proposto lançava mão, como vimos, do chamado efeito
>> Einstein-Poldolsky-Rosen, ou EPR.
>> >
>> > Vemos, assim, que esse processo usa um estado quântico interligado
>> como um canal mais-rápido-que-a-luz para o envio de parte da
>> informação necessária à reconstrução do estado original da particula
>> teletransportada (através do efeito EPR), enquanto a outra parte segue
>> um caminho mais-lento-que-a-luz como uma "chave" para decodificação da
>> informação quântica enviada. O resultado é a transmissão total da
>> informação sobre cada partícula teletransportada sem violar o
>> Princípio da Incerteza de Heisenberg, pois em nenhum momento ocorreu a
>> "medição total" das propriedades de uma única partícula.
>> >
>> > A concepção de teletransporte quântico surgiu como "sub-produto" da
>> pesquisa principal de Bennet, nas áreas de Comunicação e Criptografia
>> Quânticas. A Comunicação Quântica é centrada na habilidade de se
>> enviar dados a longa distância. Esta transmissão de dados ocorrerá tão
>> rápido quanto partículas podem se mover (a velocidade da luz) e não
>> haverá perdas de dados, pois o estado quântico da partícula
>> transmitida não é estabelecido até que o remetente faça interagir sua
>> partícula interligada quanticamente com a partícula enviada. O
>> resultado é que se pode atirar partículas interligadas de um lado para
>> o outro sem se importar em enviar a informação até que o meio de
>> transmissão (as próprias partículas) estejam realmente no ponto de
>> destino. No receptor, através do efeito EPR, as partículas
>> interligadas vão assumir o estado das partículas enviadas e ser
>> interpretadas adequadamente como parte de um conjunto de dados. O
>> processo como um todo envia a informação dividida por dois canais,
>> como no teletransporte quântico, pois o efeito EPR sozinho não
>> permite, como observamos, o envio intencional de informação, sendo
>> sempre aleatório na "opção" do estado quântico.
>> >
>> > A Criptografia Quântica é uma extensão da Comunicação Quântica, na
>> qual as partículas são enviadas usando-se o teletransporte quântico.
>> Partículas são codificadas em estados quânticos e são enviadas ao
>> receptor como na Comunicação Quântica. Os estados representam
>> informação codificada que só pode ser processada e compreendida no
>> lado do receptor. Se outro observador tentar olhar a informação
>> enviada, ele terá que conhecer o esquema de encriptação para
>> decodificar a informação no ato da leitura, pois, como vimos, a
>> transmissão é destruída pela observação.
>> >
>> > A chamada Computação Quântica – além do sonho do teletransporte de
>> objetos macroscópicos – será a outra possível revolucionária aplicação
>> tecnológica de toda essa pesquisa, digamos "aplicada" da Mecânica
>> Quântica – e se baseará no teletransporte quântico para criar portões
>> lógicos que processarão a informação dentro de um Computador Quântico.
>> A Computação Quântica também introduz o novo conceito de "qubits", o
>> análogo quântico dos clássicos bits da computação eletrônica
>> tradicional. A diferença é que os qubits podem assumir os valores
>> binários de 1 e 0 simultaneamente (com probabilidades diferentes),
>> como os spins das partículas interligadas. Os físicos quânticos
>> acreditam que isso vai permitir maciças computações paralelas que
>> farão os futuros Computadores Quânticos executarem em segundos
>> operações que os computadores de hoje levariam milhões ou mesmo
>> bilhões de anos para completar.
>> >
>> > Mas voltemos ao teletransporte quântico. Do que aprendemos sobre sua
>> natureza, podemos concluir que suas regras básicas são: 1) É mais
>> lento que a luz; 2) Quanto mais complicado o sistema, mais complexas
>> serão as medições antes da transmissão das informações; e 3) O sistema
>> inicial é inevitavelmente destruído pela medição.
>> >
>> > Mas a proposição de Bennet e seus colegas era entao apenas uma teoria.
>> Poderia ser comprovada experimentalmente? Sim, poderia. Em 1997 o
>> Instituto de Física Experimental da Universidade de Innsbruck, na
>> Áustria, num experimento baseado na teoria de Bennet e coordenado pelo
>> físico Anton Zeilinger, obteve sucesso no primeiro teletransporte de
>> um fóton. Em 1998 o Laboratório de Física Norman Bridge do Caltech,
>> nos Estados Unidos, também conseguiu teletransportar um fóton e deu
>> suporte experimental mais sólido ao teletransporte quântico.
>> >
>> > Em 2000 o Caltech, num trabalho liderado pelo físico quântico Jeff
>> Kimble, foi o primeiro laboratorio a teletransportar um átomo inteiro.
>> E o átomo escolhido foi o Césio, formado por 55 prótons, 55 elétrons e
>> 78 nêutrons.
>> >
>> > Desde entao varios outros teletransportes quanticos teem sido feitos,
>> mas, q eu saiba, ainda nao chegou ao nivel de teletransportar
>> moleculas, so' particulas (fotons e atomos), embora a distancias
>> crescentes (da ordem de quilometros hoje).
>> >
>> > Seria tecnologicamente viável o teletransporte de objetos
>> macroscópicos e pessoas vivas? Aí estamos entrando no terreno da
>> especulação. Jeff Kimble acha que as dificuldades práticas são
>> incontornáveis devido à complexidade da informação quântica envolvida,
>> mas Seth Lloyd, professor do MIT, não elimina a hipótese de que
>> consigamos sucesso num futuro distante. Os maiores problemas, segundo
>> ele, seriam a destruição da pessoa na leitura e a rematerialização
>> (que teria que ser realmente perfeita). Lloyd está menos preocupado
>> com a complexidade da informação, talvez pelo seu entusiasmo com a
>> possibilidade de armazenamento e envio de dados através de processos
>> quânticos, incluindo aí o próprio teletransporte. Lloyd calcula que,
>> se pudéssemos representar bits de dados como estados quânticos de
>> elétrons (qubits), todos os dados existentes em todos os computadores
>> do mundo caberiam num grão de sal (grão de sal? Isso é um cristal,
>> certo? O sal de cozinha, como sabemos, constitui-se de uma rede
>> cristalina de cloreto de sódio com estrutura cúbica. Onde já vimos na
>> FC um super-computador que era formado por um cristal? Exato: O
>> Tabernáculo do filme Zardoz – um Computador Quântico 'avant la
>> lettre'?).
>> >
>> > ;-)
>> >
>> > Com visão mais pessimista, o físico americano Samuel Braunstein
>> estimou que apenas para reproduzir "em escala" um ser humano átomo a
>> átomo em suas exatas posições, com uma resolução de um diâmetro
>> atômico em cada direção, necessitaríamos de 10^32 bits. Ele calculou
>> que mesmo pelos sistemas de transmissão de mais largas bandas
>> existentes, levaria vários bilhões de anos para enviar esse volume de
>> dados. Se fossem gravados em CD-ROMs, obteríamos um cubo de CDs com
>> quase mil quilômetros de lado. Ele ironizou a dificuldade comentando
>> que, desse jeito, andar a pé seria mais prático que o teletransporte.
>> >
>> > Mas o próprio Braunstein reconheceu que há incertezas sobre a
>> quantidade de informação realmente necessária para teletransportar um
>> ser humano. Será que temos que saber sobre o estado quântico exato de
>> todos os átomos? Interessa saber o exato nível de energia de cada um?
>> Isso importa para nosso metabolismo? Braunstein aposta que não. Ele
>> lembra que cada vez que um paciente se submete a uma ressonância
>> magnética nuclear ou ressonância de spin de elétrons, uma quantidade
>> significativa de átomos de seu corpo sofre alteração de estados
>> quânticos e isso não tem qualquer efeito danoso ao corpo. Podemos
>> então reduzir a complexidade da informação? Sim, conclui Braunstein,
>> mas o que sobrar ainda vai ser espantoso. Ele sugere começar com
>> coisas menores...
>> >
>> > ;-)
>> >
>> > Curioso que nenhum desses físicos lembrou das técnicas de envio de
>> fotos pela Internet. Existem na Web poderosos algoritmos que reduzem
>> bastante a quantidade de informação a ser enviada numa ilustração, com
>> técnicas de, por exemplo, reduzir áreas de mesma cor e aspecto aos
>> bits necessários para situá-la na moldura. Seria como, por exemplo,
>> enviar a informação de "encher" com moléculas de água vastas extensões
>> de nosso corpo, na hora de rematerializá-lo. Esses processos poderiam
>> reduzir em muitas ordens de grandeza o volume de informação a ser
>> enviada num eventual futuro teletransporte macroscópico, se for
>> possivel.
>> >
>> > OBS: Em 2007 pesquisadores australianos da Universidade de Queensland
>> e do Australian Research Council Centre of Excellence for Quantum-Atom
>> Optics (ACQAO) obtiveram sucesso com outro tipo de teletransporte de
>> atomos, via condensados Bose-Einstein (BECs). Um BEC e' um estado da
>> materia em q a temperatura e' tao baixa (da ordem de um centesimo
>> bilionesimo de Kelvins) q todos os atomos sem excecao ficam nos seus
>> niveis mais baixos de energia e passam a vibrar em unissono, como uma
>> onda macroscopica. Os cientistas australianos descobriram q se esse
>> conjunto de atomos e' estimulado por laser, ele absorve e depois emite
>> fotons coerentes q reproduzem exatamente o estado quantico de cada
>> atomo. Se essa emissao de fotons e' direcionada para outro condensado
>> Bose-Einstein dos mesmos atomos, esse outro condensado assume os
>> mesmos estados quanticos do condensado emissor, constituindo segundo
>> os pesquisadores um teletransporte desses atomos (talvez mais uma
>> copia, eu diria). Nesse caso nao ha' necessidade de emaranhamento
>> quantico no processo, nem de manter estados quanticos isolados por
>> longos periodos, mas por outro lado nao parece ser muito viavel para
>> um possivel futuro teletransporte macroscopico (nao creio q nem
>> pessoas nem objetos passariam incolumes a um resfriamento proximo de
>> zero absoluto...)
>> >
>> > ;-)
>> >
>> > Abs,
>> > Eduardo Torres
>> >
>>
>
>
>




SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: jeff@jeff.com.br
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/08/2010 09:06

> Ola Takata/Eduardo,
>
> Mas acho q essa questão é irrelevante, pois nós "não somos nós mesmos",
> dentro desta perspectiva, nunca, dado o fluxo de matéria que nosso corpo
> "processa" ao longo de nossa vida.
>
>
> Abs
> Felipe

Acho que a questão é sobre a consciência né (talvez, mais no sentido de
personalidade)? Aí, qualquer que seja o meio usado para copiar um cérebro,
a cópia conterá a mesma pessoa. A mesma memória e, consequentemente, mesma
personalidade (mesmas informações). Mas não a mesma consciência, mas uma
igual, pois a consciência é produto do funcionamento de um cérebro. Dois
cérebros produziriam uma mesma consciência se fossem ligados e
funcionassem juntos, num humano "dual core" :)

[]´,s
Jeff.


> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "roberto" <roberto.takata@...>
> escreveu
>>
>> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Eduardo Torres"
>> > Se vc reconstruir um objeto exatamente, atomo a atomo, nas exatas
>> > posicoes de cada atomo, vc tera'... o objeto original, mesmo q seja
>> > uma pessoa.
>>
>> Não. Não basta ser átomo do mesmo elemento (e do mesmo isótopo) e em
>> posições relativas idênticas.
>>
>> Outras propriedades deveriam ser reproduzidas. Propriedades estas que
>> *não* podem ser reproduzidas: pelo princípio da indeterminação quântica
>> e do emaranhamento quântico - pelo simples processo de escaneamento.
>>
>> Mesmo desconsiderando-se a proposta de Penrose e Hameroff da consciência
>> ser um fenômeno quântico, tal fenômeno irá afetar indiretamente o "eu".
>> E teremos apenas um clone ou um irmão gêmeo.
>>
>> O modo como o fenômeno quântico pode afetar mesmo em um modelo
>> estritamente neuronal da consciência, é que o processo de disparo de
>> potenciais (que entre outras coisas irá causar alterações nos padrões de
>> ligação, bem como de genes ligados ou desligados) vai depender, p.e., de
>> se um dado elétron está ou não interagindo com o elétron do átomo
>> vizinho na molécula do receptor. A possibilidade ou não de interação
>> depende, entre outras coisas, do spin de cada um - se o estado anterior
>> de sobreposição (antes da interação eletrônica) *não* contempla um spin
>> favorável, a interação não irá ocorrer - e o neurônio não irá disparar a
>> cascata naquele instante. Instantes depois, o ambiente já será diferente
>> - o sinal passará a interagir com o sinal advindo de outro neurônio, por
>> exemplo - em vez de ser o único sinal a chegar em um dado centro.
>>
>> []s,
>>
>> Roberto Takata
>>
>
>
>




SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Teleporte quântico
FROM: Luis Brudna <luisbrudna@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/08/2010 09:38

Autorizo e recomendo que vc faça liberação das próprias mensagens. :-)
Isto permit uma melhor organização da cronologia dos debates.

Até
Luís Brudna


2010/8/2 roberto <roberto.takata@bol.com.br>
>
>
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "roberto" <roberto.takata@...>
>
> > Uma explanação geral para equalizar os conhecimentos.
>
> Só pra esclarecer.
>
> Terão notado que muitos pontos que abordei haviam sido já citados por Eduardo Torres.
>
> Não, não é que eu não tenha lido e não, não estava apenas fazendo Copy & Paste. Eu escrevi antes, mas deixei na fila - tenho tentado manter o hábito de não fazer a liberação de minhas próprias mensagens (salvo as administrativas e outras de maior urgência).
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>


SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: jeff@jeff.com.br
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/08/2010 09:50

>
>> >>>Do q me e' dado a conhecer as sinapses independem inteiramente
>> de fenomenos quanticos.
>
> Não são totalmente independente na sua constituição. Mas o fenônemo do
> psquismo não se dá unicamente pelos padrões sinápticos.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>

Entendo que a alteração de uma propriedade quântica poderia desestabilizar
um átomo, ou alterar alguma propriedade deste, o que poderia então
estragar moléculas e, em cascata, acabar ferrando todo o sistema. Mas os
fenômenos quânticos não fazem parte do funcionamento de um cérebro né?

[]´,s
Jeff.



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: jeff@jeff.com.br
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/08/2010 09:54

> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Luiz" <luizfelipecsrj@...>
>> Mas acho q essa questão é irrelevante, pois nós "não somos nós
>> mesmos", dentro desta perspectiva, nunca, dado o fluxo de matéria
>> que nosso corpo "processa" ao longo de nossa vida.
>
> Há uma clara quebra de continuidade do "eu" no processo de teleporte
> "clássico" - por escaneamento átomo a átomo e envio das instruções para se
> reconstituir o corpo remotamente. O "eu" reconstituído não terá
> propriedades de consciência que estejam ligadas ao "eu" que foi escaneado.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>

Você quis dizer que eles não terão uma mesma consciência, mas uma igual
certo?

[]´,s
Jeff.



SUBJECT: Teletransporte Macroscopico
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/08/2010 09:55

Opiniao do 'descobridor' do teletransporte quantico sobre o teletransporte macroscopico:

1-Em principio e' possivel sem violar as leis da fisica.

2-Diferente de particulas, cujo estado quantico exato e' significativo, o teletransporte macroscopico poderia ser feito sem todas as complexidades do emaranhamento quantico.

3-De tudo q se sabe de biologia, teletransportar uma pessoa nao exige o teletransporte de todos os exatos estados quanticos de todas as suas particulas formadoras.

4-Uma replica equivalente, com as mesmas consciencia e memorias poderia em tese ser obtida teletransportando os atomos formadores em suas posicoes exatas, sem necessidade de se copiar todos os seus estados quanticos originais.

Texto original:

...And what of the "classical teleportation" so integral to the adventures of Captain Kirk, Mr. Spock and Harry Potter? Will there ever come a time when actual people, rather than just the particles of which they are made up, will be able to beam from one place to another?

Charles Bennett believes that, in principle at least, it is perfectly feasible to teleport humans without violating any of the fundamental laws of physics. Not only that, but, also in principle, it could be done without resorting to the complexities of quantum entanglement.

"Quantum entanglement is valuable in transmitting particles such as atoms and photons where the most delicate properties are significant and where simple approximation is not enough," he explains.

"Teleporting a person, on the other hand, would not require reproducing the quantum state anything like as exactly.

"Everything we know about biology and how molecules fit together to produce a living being, including the brain, indicates that creating some level of approximation would give you a real person who was a serviceable replica of the original in terms of looking the same and thinking the same thoughts, without necessarily being a perfect quantum replica.

"The teleported person would end up slightly different, but not in a biologically important way."...

Fonte:

http://edition.cnn.com/2007/TECH/science/10/10/human.teleportation/

Abs,
Eduardo Torres



SUBJECT: Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/08/2010 12:11

Qdo fazemos uma ressonancia magnetica, zilhoes de particulas componentes de nossos atomos mudam de estado quantico. Isso e' inteiramente irrelevante macroscopicamente. Para todos os efeitos biologicos, um eletron e' um eletron, nao importa seu spin, ou seu estado de superposicao quantica.

Qto ao psiquismo, acredito q a vasta maioria dos cientistas entende q toda a nossa atividade mental, incluindo psiquismo, consciencia, subconsciencia, inconsciencia, emocoes e memorias e' simplesmente o resultado da atividade eletroquimica do nosso cerebro, q por sua vez nao sofre qq influencia significativa dos estados quanticos das particulas formadoras dos atomos q formam as moleculas q formam seus tecidos e neurotransmissores.

Somos maquinas biologicas, apenas.

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, jeff@... escreveu
>
> >
> >> >>>Do q me e' dado a conhecer as sinapses independem inteiramente
> >> de fenomenos quanticos.
> >
> > Não são totalmente independente na sua constituição. Mas o fenônemo do
> > psquismo não se dá unicamente pelos padrões sinápticos.
> >
> > []s,
> >
> > Roberto Takata
> >
>
> Entendo que a alteração de uma propriedade quântica poderia desestabilizar
> um átomo, ou alterar alguma propriedade deste, o que poderia então
> estragar moléculas e, em cascata, acabar ferrando todo o sistema. Mas os
> fenômenos quânticos não fazem parte do funcionamento de um cérebro né?
>
> []´,s
> Jeff.
>




SUBJECT: Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/08/2010 12:15

E' o mesmo fenomeno. No teletransporte quantico so' transmitimos por EPR informacao. E' preciso ter no destino todo o material necessario para sofrer a transformacao q gera a copia. E o escaneamento obrigatoriamente destroi o original.

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "roberto" <roberto.takata@...> escreveu
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Eduardo Torres"
> > >>>>>Sim, a ideia do teletransporte quantico e' nao so' reproduzir
> > os atomos e todas as suas particulas componentes, maa os estados
> > quanticos de cada uma delas. O teletransporte quantico permite isso
> > sem necessidade de se medir totalmente esses estados quanticos,
> > como foi explicado. A grande inovacao do teletransporte quantico e'
> > justamente fazer essa exata reproducao sem violar o prinipio da
> > indeterminacao quantica.
>
> Calma que agora vc está confundindo os processos. Sim o teleporte *quântico* tem essa propriedade, mas não era o tipo de teleporte que estava a ser criticado como a produzir um indivíduo cópia e não a transportar o próprio indivíduo.
>
> Wolski falava de outro teleporte - talvez possamos denominá-lo de clássico: "O teletransporte mais razoável deveria conter no lugar de destino todo o 'material' necessário para reconstruir a vítima, digo, o passageiro. Assim, no lugar de origem, uma varredura copiaria o sujeito e a informação seria enviada ao destino."
> http://br.groups.yahoo.com/group/ciencialist/message/77000
>
> > >>>Do q me e' dado a conhecer as sinapses independem inteiramente
> > de fenomenos quanticos.
>
> Não são totalmente independente na sua constituição. Mas o fenônemo do psquismo não se dá unicamente pelos padrões sinápticos.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>




SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Fatos e Ciência II + Livro Mario Novello
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/08/2010 15:39

Ola Takata,
 
Mas esse foi exatamente o tema do artigo da S.A de Jul ou Agosto que postei aqui...Não seria sério este artigo ?
 
Qto ao Hubble, em um outro artigo que li, vi justamente o contrário.......Falava-se da preocupação do Hubble qto às interpretações do desvio para o vermelho e que, sua posição seria a favor da lei cansada.
 
Abs
Felipe

--- Em seg, 2/8/10, roberto <roberto.takata@bol.com.br> escreveu:

De: roberto <roberto.takata@bol.com.br>
Assunto: [ciencialist] Re: Fatos e Ciência II + Livro Mario Novello
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Segunda-feira, 2 de Agosto de 2010, 23:40

 
--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Luiz" <luizfelipecsrj@...>
> a própria visão dele envolve crenças pessoais, pois não existe nada
> que garanta que nossa razão consiga explicar tudo/toda a história
> do universo.

Garantia não tem mesmo. Mas não é uma empreitada na base do tiro no escuro. A história é rica no sucesso do entendimento racional do funcionamento do Universo.

Não é um tiro certo, porém é uma boa aposta. (Por "tudo", não se deve entender necessariamente "tudo" - no mínimo, há perda de informação -, deve se entender como um entendimento geral global.)

Qto à luz cansada, a explicação do Hubble não envolvia perda de energia - era pelo movimento das galáxias mesmo, até daí a lei de Hubble com a distância. Hoje em dia não há defesas sérias da hipótese do desvio para o vermelho representar perda de energia pelos fótons. (Os cálculos que fiz não se referem à luz cansada, mas sim à energia *medida*. Enquanto que para objetos a velocidades muito baixas, o deslocamento da fonte representa diferença de energia cinética medida - qual seja, na velocidade -, no caso de fótons isso se reflete no comprimento de onda/frequência.)

[]s,

Roberto Takata

 

SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/08/2010 16:25

Ola Jeff,
 
Isso, ninguém sabe....

Abs
Felipe

--- Em ter, 3/8/10, jeff@jeff.com.br <jeff@jeff.com.br> escreveu:

De: jeff@jeff.com.br <jeff@jeff.com.br>
Assunto: Re: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Terça-feira, 3 de Agosto de 2010, 9:50

 
>
>> >>>Do q me e' dado a conhecer as sinapses independem inteiramente
>> de fenomenos quanticos.
>
> Não são totalmente independente na sua constituição. Mas o fenônemo do
> psquismo não se dá unicamente pelos padrões sinápticos.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>

Entendo que a alteração de uma propriedade quântica poderia desestabilizar
um átomo, ou alterar alguma propriedade deste, o que poderia então
estragar moléculas e, em cascata, acabar ferrando todo o sistema. Mas os
fenômenos quânticos não fazem parte do funcionamento de um cérebro né?

[]´,s
Jeff.


 

SUBJECT: Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/08/2010 18:27

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, jeff@... escreveu
> Você quis dizer que eles não terão uma mesma consciência, mas uma
> igual certo?

Não... Assim, nós vamos mudando nosso "eu" com o tempo, mas isso é um processo contínuo. O estado A imediatamente anterior ao estado B tem uma conformação parecida - mas diferente - da de B, de modo que podemos reconhecer o estado A como contínuo ao estado B.

Fazendo a sequência: A,B,C,...Z,AA,AB,AC..ZZ - cada passo é uma continuidade do anterior. Mas pode ser que ZZ seja muito diferente de A.

O que me parece ser possível de se esperar no caso de *reconstituição atômica* (ou o que chamei de "teleporte clássico" - pra diferenciar do teleporte quântico) é que o estado imediatamente anterior ao teleporte possa não ter a mesma continuidade com o estado imediatamente posterior ao teleporte.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/08/2010 18:35

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, jeff@... escreveu
> Mas os fenômenos quânticos não fazem parte do funcionamento de um
> cérebro né?

Sim e não. Não é uma analogia lá muito boa, mas observamos fenômenos quânticos em um chip de computador - mas na macroescala do processamento o resultado é mais previsível. Outra analogia não muito boa: o decaimento individual de um radionuclídeo é um fenômeno quântico (e imprevisível), mas o comportamento de uma amostra é relativamente previsível.

O comportamento probabilístico em escala quântica torna-se comportamento proporcional em macroescala.

Embora grande parte do fenômeno macroscópico do psiquismo possa ser visto do ponto de vista clássico, ele pode, sim, vir a sofrer influências decisivas do processo quântico. Claro que, em tudo o mais sendo igual, espera-se que a probabilidade disso ocorrer seja muito baixa.

Só que, em um teleporte "clássico" o "tudo o mais sendo igual" é uma condição violada.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/08/2010 18:39

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Eduardo Torres"
> E' o mesmo fenomeno.

Nope. O que Wolski sugeriu é se determinar classicamente as propriedades do átomo, enviar a informação, e, lá na outra ponta, escolher-se um átomo com propriedades iguais.

É como eu ter aqui um modelo de lego, lá no Japão haver uma pilha de peças lego e eu ir passando a instrução por telefone: -Nishiro, pegue a peça vermelha de três pinos e conecte o pino do meio na posição A-31.

É um processo essencialmente distinto do teleporte quântico. Neste envolve o processo de emaranhamento - vc primeiro faz o emaranhamento entre dois átomos e envia um deles pra outra ponta.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: Fatos e Ciência II + Livro Mario Novello
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/08/2010 18:42

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva
> Mas esse foi exatamente o tema do artigo da S.A de Jul ou Agosto
> que postei aqui...Não seria sério este artigo ?

O artigo deve ser sério no sentido de que o autor deve sinceramente pensar o q expôs. Mas não há atualmente defesa séria no sentido de que seja convincente frente ao conhecimento atual.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Curiosidade: O poder da computação gráfica
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/08/2010 18:42

A seguir, apenas uma curiosidade, sobre algumas imagens que me
deixaram impressionado com a capacidade da computação
gráfica e o talento (e paciência) de alguns artistas dessa área:

Provavelmente vocês conhecem a famosa foto de Sharbat Gula, menina
afegã de enormes olhos verdes, tirada pelo fotógrafo
pelo fotógrafo Steve McCurry em junho de 1984, que pode ser vista no
link abaixo, rolando um pouco a tela (há 3 fotos
da "menina", duas quando ela era adolescente e uma já adulta, aos 30 anos):

http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=1205


Pois bem... olhem bem para a foto maior, do rosto mais jovem, e
depois entrem no link abaixo, e rolem um pouco a tela,
até ver a mesma "foto", em tamanho maior (as imagens estão em alta
resolução - talvez demorem um pouco a carregar):

http://www.zbrushcentral.com/showthread.php?t=090589

Até aí, nada de mais... Parece apenas que alguém retocou a foto
original, com algum programa do tipo Photoshop,
e eliminou algumas pequenas manchas da menina.

Porém, se rolarem a tela um pouco mais, poderão ler informações
sobre a "foto", escritas por um artista gráfico.
Na verdade, o rosto foi criado com computação gráfica, utilizando 3
programas: Z-Brush , 3D Max e Photoshop.

Nessa mesma página, o artista mostra algumas telas mostrando algumas
fases do trabalho, enquanto modelava o rosto.


No mesmo site, há outras figuras ainda mais impressionantes, como a
de um jovem negro com várias expressões
( http://www.zbrushcentral.com/showthread.php?t=091042 ).

Rolando a tela, também é possível ver algumas etapas do trabalho. Notem
que o artista até mesmo criou um rosto "não-simétrico" (com um olho um pouco
menor que o outro, por exemplo), tal como ocorre com pessoas "reais".

Há mais um excelente trabalho em
http://www.zbrushcentral.com/showthread.php?t=090781, com a modelagem do
rosto de um velho (talvez algum tipo
de "guerreiro oriental"). Rolando a tela, é possível assistir a um
vídeo mostrando o trabalho do artista, no software ZBrush.



Paulo





SUBJECT: Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/08/2010 19:08

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Eduardo Torres"
> Qdo fazemos uma ressonancia magnetica, zilhoes de particulas
> componentes de nossos atomos mudam de estado quantico. Isso e'
> inteiramente irrelevante macroscopicamente. Para todos os efeitos
> biologicos, um eletron e' um eletron, nao importa seu spin, ou seu
> estado de superposicao quantica.

1) Zilhões =/= *todos* os átomos de seu corpo ou pelo menos relativo ao seu cérebro ou mesmo os relativos às áreas da consciência.

2) A mudança durante a MNR é *contínua*. Há uma continuidade em todo o processo.

3) Não é necessariamente irrelevante.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2809534
http://dx.doi.org/10.1016/0304-3940(87)90186-8
http://dx.doi.org/10.1016/0024-3205(85)90182-1

"MRI is generally thought to have no impact on cognition. Although safety experiments have shown that MRI is not harmful, its finer effects have not been investigated. Because we repeatedly observed delayed response time during functional MRI (fMRI), we designed an experiment to confirm this effect and to identify its causal factor(s), including environment, noise, static magnetic field and/or gradient switch. Here we show that the participants had increased response times of +70 ms (up to +30%) in two different detection tasks, with most of this effect due to the 2 Tesla static magnetic field. The latter also specifically accounted for the longer time interval needed to detect two stimuli as occurring successively rather than simultaneously. These observations demonstrate that brain processes are slowed during fMRI, and that this slowing is caused by the static magnetic field. This may be the behavioral counterpart of the effects of static magnetic fields on neuronal excitability. Consequences on fMRI data should be taken into account especially considering the forthcoming very high field MRI. The ability of magnetic fields"
http://precedings.nature.com/documents/2443/version/1/files/npre20082443-1.pdf

4) "Para todos os efeitos biologicos, um eletron e' um eletron, nao importa seu spin, ou seu estado de superposicao quantica." - está errado; spins determinam propriedades químicas relevantes (afinal o "princípio da exclusão de Pauli" baseia-se nos spins de elétrons que ocupam o mesmo suborbital).

O resto da divergência é pela confusão que vc está fazendo entre "teleporte quântico" e o teleporte sugerido por Wolski.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 03/08/2010 19:12

Eduardo nos diz:
"E' o mesmo fenomeno. No teletransporte quantico so' transmitimos por EPR informacao. E' preciso ter no destino todo o material necessario para sofrer a transformacao q gera a copia. E o escaneamento obrigatoriamente destroi o original."
 
Ah! o bom e velho ectoplasma! Finalmente!
[]´
LFN
    

SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: jeff@jeff.com.br
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/08/2010 21:40

> O que me parece ser possível de se esperar no caso de *reconstituição
> atômica* (ou o que chamei de "teleporte clássico" - pra diferenciar do
> teleporte quântico) é que o estado imediatamente anterior ao teleporte
> possa não ter a mesma continuidade com o estado imediatamente posterior ao
> teleporte.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>

Esta quebra de continuidade a que você se refere é a interrupção total da
consciência durante o teleporte? Se sim, que consequências isso poderia
trazer? Imagino que seria mais ou menos como mandar o Windows "hibernar" e
depois "acordar" :) Acho que, no caso de um cérebro, na pior das hipóteses
a cópia se sentiria como o original acordando de um coma profundo, por
exemplo (quando se tem uma interrupção da consciência), pois, como toda a
estrutura cerebral e memória foram preservadas, depois de "lavar o rosto"
(após o cérebro restaurar a consciência), ela vai se reconhecer, vai achar
que é o original, vai lembrar de tudo da sua vida (da vida do original),
e, assim, ter uma consciência inicial praticamente igual a do momento
anterior a cópia.

[]´,s
Jeff.



SUBJECT: Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/08/2010 21:46

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, jeff@... escreveu
> Esta quebra de continuidade a que você se refere é a interrupção
> total da consciência durante o teleporte?

Não. É o fato do estado imediatamente anterior não necessariamente ser parecido com o estado imediatamente posterior.

Na analogia com o computador, seria como se vc estivesse usando o processador de texto e, de repente, ele sumisse e aparecesse uma planilha eletrônica.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 04/08/2010 08:24

----- Original Message -----
From: "Luiz Ferraz Netto"
Sent: Tuesday, August 03, 2010 7:12 PM
Subject: Re: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte

> Eduardo nos diz:
> > "E' o mesmo fenomeno. No teletransporte quantico so' transmitimos por
> > EPR informacao. E' preciso ter no destino todo o material necessario
> > para sofrer a transformacao q gera a copia. E o escaneamento
> > obrigatoriamente destroi o original."

> Ah! o bom e velho ectoplasma! Finalmente!
> []´
> LFN

Pois é! Aliás, analisando as mensagens de 2010, tudo indica que a nossa
querida Ciencialist transformou-se numa lista de ficção científica. Sem
contar o fato de que o divulgador científico mais comentado nesta lista é o
Datena. Pobre Ciencialist. Xôôôôôô!!!!!

[ ]´s
Com pesar e bastante chateado pelo destino atual da nossa lista.
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 04/08/2010 11:37

Ola Alebrto,
 
O teletransporte não é mais ficção, é uma realidade...uma conquista.....A partir daí, acho que fazer uma extrapolação ou "viagem"(que foi feita, na realidade , por cientistas como Michio Kaku) é uma coisa benéfica....e ajuda a sanar dúvidas sobre conhecimento "real", também!!!
 
A ciência não teria evoluido, não fosse nossa intuição, capacidade de projeção e criatividade. Sem isso, estaríamos, até hj, medindo aceleração no plano inclinado ::))
 
Eu, por exemplo, sempre procuro imaginar (mesmo que minha imaginação esteja errada) as consequências de determinadas teorias, no maior campo possível de conhecimento, e trago esta reflexão para a lista.
 
Caso os demais listeiros (e moderadores) tb achem que aqui não é o forum para isso, por favor, é só se manifestarem, que não enviarei mas este tipo de questionamento.
 
Porém, seguindo a sua linha e,  analisando a evolução da lista ao longo do tempo, (número de mensagens) creio que, se este tipo de mensagem sobre "ficção" parar, só nos restarão os boletins do Kentaro sobre as matérias do ceticismoaberto (sem nenhum demérito, Kentaro..muito pelo contrário...é só para evidenciar a baixa participação atual dos listeiros).
 
Abs
Felipe 


--- Em qua, 4/8/10, Alberto Mesquita Filho <albmesq@uol.com.br> escreveu:

De: Alberto Mesquita Filho <albmesq@uol.com.br>
Assunto: Re: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010, 8:24

 
----- Original Message -----
From: "Luiz Ferraz Netto"
Sent: Tuesday, August 03, 2010 7:12 PM
Subject: Re: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte

> Eduardo nos diz:
> > "E' o mesmo fenomeno. No teletransporte quantico so' transmitimos por
> > EPR informacao. E' preciso ter no destino todo o material necessario
> > para sofrer a transformacao q gera a copia. E o escaneamento
> > obrigatoriamente destroi o original."

> Ah! o bom e velho ectoplasma! Finalmente!
> []´
> LFN

Pois é! Aliás, analisando as mensagens de 2010, tudo indica que a nossa
querida Ciencialist transformou-se numa lista de ficção científica. Sem
contar o fato de que o divulgador científico mais comentado nesta lista é o
Datena. Pobre Ciencialist. Xôôôôôô!!!!!

[ ]´s
Com pesar e bastante chateado pelo destino atual da nossa lista.
Alberto
http://ecientificocultural.com.br
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.


 

SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: jeff@jeff.com.br
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 04/08/2010 13:19

> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, jeff@... escreveu
>> Esta quebra de continuidade a que você se refere é a interrupção
>> total da consciência durante o teleporte?
>
> Não. É o fato do estado imediatamente anterior não necessariamente ser
> parecido com o estado imediatamente posterior.

Porque? Seria porque numa reconstituição atômica, onde se desprezaria os
valores das propriedades quânticas, vários dos átomos usados na
reconstrução poderiam mudar de comportamento (em relação aos equivalentes
no original) logo após a "montagem"? O que poderia desde modificar algumas
moléculas irrelevantes, desencadear doenças e até colapsar todo o espectro
biológico?

> Na analogia com o computador, seria como se vc estivesse usando o
> processador de texto e, de repente, ele sumisse e aparecesse uma planilha
> eletrônica.

Mas qual a probabilidade disso ocorrer?

[]'s,
Jeff.



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 04/08/2010 17:33

 
    Acho que a coisa é bem mais complicada. Depende de como o escaneamento é feito e quanto tempo ele dura. Se, por exemplo, ele começar da cabeça em direção aos pés. Suponhamos que uma sinapse ocorra e que um puslo informe ao dedão do pé esquerdo que este deve se mover para cima. Se o escaneamento demorar mais tempo do que o que o sinal leva para chegar ao dedão ( o que é bem provável), haverá uma perda de sincronia momentânea dos movimentos no momento de reconstituição da cópia no destino, já que esta também levará algum tempo para ser viabilizada. Assim, a "parte" que já estiver pronta durante a reconstrução começará a funcionar, tentando interagir com partes que ainda nem existem. Quanto maior o tempo gasto para se efetuar a leitura e a reconstrução maiores serão as consequencias.
 
    [],s
 
    Belmiro 
--- Em qua, 4/8/10, jeff@jeff.com.br <jeff@jeff.com.br> escreveu:

De: jeff@jeff.com.br <jeff@jeff.com.br>
Assunto: Re: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010, 0:40

 
> O que me parece ser possível de se esperar no caso de *reconstituição
> atômica* (ou o que chamei de "teleporte clássico" - pra diferenciar do
> teleporte quântico) é que o estado imediatamente anterior ao teleporte
> possa não ter a mesma continuidade com o estado imediatamente posterior ao
> teleporte.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>

Esta quebra de continuidade a que você se refere é a interrupção total da
consciência durante o teleporte? Se sim, que consequências isso poderia
trazer? Imagino que seria mais ou menos como mandar o Windows "hibernar" e
depois "acordar" :) Acho que, no caso de um cérebro, na pior das hipóteses
a cópia se sentiria como o original acordando de um coma profundo, por
exemplo (quando se tem uma interrupção da consciência), pois, como toda a
estrutura cerebral e memória foram preservadas, depois de "lavar o rosto"
(após o cérebro restaurar a consciência), ela vai se reconhecer, vai achar
que é o original, vai lembrar de tudo da sua vida (da vida do original),
e, assim, ter uma consciência inicial praticamente igual a do momento
anterior a cópia.

[]´,s
Jeff.


 

SUBJECT: Re: Fatos e Ciência II + Livro Mario Novello
FROM: "Luiz" <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 04/08/2010 18:27

Ola Takata,

Fazendo justiça (ou não, rs), a autora fala no artigo que uma possibilidade para explicar este pardoxo, é a quebra da simetria temporal(acho q e isso), em função da vairação da geometria do espaço do universo ao longo do tempo.

Duvidas :

1 - Em um universo eterno, sem um início em em tempo finito(com infinitos ciclos anteriores) , o que faz de nosso presente "o presente", qdo comparado aos infinitos cilcos anteriores e posteriores? Acho que a pergunta certa é como chegamos ao presente(nao sei se isso foi abordado no livro e estou "lembrando" como pensamento meu..nao lembro, sinceramente) ?

2 - Como podemos encontrar, no universo atual, evidências de como era o universo anterior e a favor desta teoria ?

Abs
Felipe
--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "roberto" <roberto.takata@...> escreveu
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva
> > Mas esse foi exatamente o tema do artigo da S.A de Jul ou Agosto
> > que postei aqui...Não seria sério este artigo ?
>
> O artigo deve ser sério no sentido de que o autor deve sinceramente pensar o q expôs. Mas não há atualmente defesa séria no sentido de que seja convincente frente ao conhecimento atual.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>




SUBJECT: Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 04/08/2010 21:48

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, jeff@... escreveu
> Porque? Seria porque numa reconstituição atômica, onde se
> desprezaria os valores das propriedades quânticas, vários dos
> átomos usados na reconstrução poderiam mudar de comportamento (em
> relação aos equivalentes no original) logo após a "montagem"?

Algo do tipo.

> > Na analogia com o computador, seria como se vc estivesse usando o
> > processador de texto e, de repente, ele sumisse e aparecesse uma
> > planilha eletrônica.
>
> Mas qual a probabilidade disso ocorrer?

Não sei calcular a probabilidade, pois, entre outras coisas, dependeria de quão importante fenômenos quânticos são para a consciência.

Mas mesmo em um modelo puramente neuronal/sináptico não é irrazoável pensar que as chances não seriam desprezíveis.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "Eduardo Torres" <dudutorres@yahoo.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 05/08/2010 09:14

Para esse tipo de teletransporte, chamado classico, seria necessario se medir todas as informacoes sobre todas as particulas do objeto, o q parece nao ser possivel pelo principio da incerteza de Heisenberg.

Do q me e' dado a conhecer, nao seria possivel.

Mas, mesmo se fosse, se eu 'monto' uma pessoa atomo a atomo exatamente como era o 'original', eu terei a propria pessoa, de modo rigorosamente indistinguivel do 'original', com todas as suas memorias e sua consciencia. Supor q isso nao ocorreria seria supor q ha' algo de sobrenatural na mente humana.

Abs,
Eduardo Torres

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "roberto" <roberto.takata@...> escreveu
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Eduardo Torres"
> > E' o mesmo fenomeno.
>
> Nope. O que Wolski sugeriu é se determinar classicamente as propriedades do átomo, enviar a informação, e, lá na outra ponta, escolher-se um átomo com propriedades iguais.
>
> É como eu ter aqui um modelo de lego, lá no Japão haver uma pilha de peças lego e eu ir passando a instrução por telefone: -Nishiro, pegue a peça vermelha de três pinos e conecte o pino do meio na posição A-31.
>
> É um processo essencialmente distinto do teleporte quântico. Neste envolve o processo de emaranhamento - vc primeiro faz o emaranhamento entre dois átomos e envia um deles pra outra ponta.
>
> []s,
>
> Roberto Takata
>




SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "Mauro" <bombaspr@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 05/08/2010 15:35


Olá Belmiro
 
Se, por exemplo, ele começar da cabeça em direção aos pés. Suponhamos que uma sinapse ocorra e que um puslo informe ao dedão do pé esquerdo que este deve se mover para cima. Se o escaneamento demorar mais tempo do que o que o sinal leva para chegar ao dedão ( o que é bem provável), haverá uma perda de sincronia momentânea dos movimentos no momento de reconstituição da cópia no destino, já que esta também levará algum tempo para ser viabilizada.
 
Mauro: Concordo contigo (alias esse papo está pra lá de viajante).
Peguemos este seu exemplo motor em que certamente é utilizado neurônios do cerebelo pode receber até 200.000 fibras aferentes. Ou seja ele pode receber um sinal e após um milissegundo outro sinal, que pode ou não excitar esta célula (depende muitas prerrogativas). Lembrando ainda que numa área do tamanho de uma cabeça de alfinete pode haver até 50.000 células desse tipo... Saber o que se passa exatamente por dezenas de bilhôes de células, digamos, num tempo longo de um segundo chega a ser risível.
 
Inté+
Mauro

SUBJECT: Re: Fatos e Ciência II + Livro Mario Novello
FROM: "Luiz" <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 05/08/2010 15:51

Ola Takata,

Outra questão : se o eletromagnetismo impede a formação de singularidades (pelo menos a inicial, segundo a teoria do Novello), como temos buracos negros no nosso universo....o espaço não sofre nestes casos, o mesmo efeito que sofreria numa singularidade do "tipo" big-bang, em função da quebra de lineridade do eletromagnetismo?

Abs
Felipe
--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Luiz" <luizfelipecsrj@...> escreveu
>
> Ola Takata,
>
> Fazendo justiça (ou não, rs), a autora fala no artigo que uma possibilidade para explicar este pardoxo, é a quebra da simetria temporal(acho q e isso), em função da vairação da geometria do espaço do universo ao longo do tempo.
>
> Duvidas :
>
> 1 - Em um universo eterno, sem um início em em tempo finito(com infinitos ciclos anteriores) , o que faz de nosso presente "o presente", qdo comparado aos infinitos cilcos anteriores e posteriores? Acho que a pergunta certa é como chegamos ao presente(nao sei se isso foi abordado no livro e estou "lembrando" como pensamento meu..nao lembro, sinceramente) ?
>
> 2 - Como podemos encontrar, no universo atual, evidências de como era o universo anterior e a favor desta teoria ?
>
> Abs
> Felipe
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "roberto" <roberto.takata@> escreveu
> >
> > --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva
> > > Mas esse foi exatamente o tema do artigo da S.A de Jul ou Agosto
> > > que postei aqui...Não seria sério este artigo ?
> >
> > O artigo deve ser sério no sentido de que o autor deve sinceramente pensar o q expôs. Mas não há atualmente defesa séria no sentido de que seja convincente frente ao conhecimento atual.
> >
> > []s,
> >
> > Roberto Takata
> >
>




SUBJECT: Damineli, o astrônomo e sua afilhada, Carina.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 05/08/2010 19:34

Um pouco de astronomia.

Brasileiro também tem vez.

Sds,

Victor

 

Apagão em estrela reforça teoria de cientista brasileiro

Mensagempor Sergio E. Jorás » Terça 13 Jan, 2009 12:30

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cien ... 9394.shtml
Folha Online - Ciência
13/01/2009 - 10h07
Apagão em estrela reforça teoria de cientista brasileiro

EDUARDO GERAQUE
enviado especial da Folha de S.Paulo a La Serena (Chile)

Às 3h35 da manhã (4h35 de Brasília) de segunda-feira em La Serena, no Chile, o astrônomo Augusto Damineli, 61, sentava-se na cadeira que permite controlar o telescópio Soar (Observatório do Sul para Pesquisa Astrofísica). Ansioso, testemunhou um fenômeno que poucos tiveram oportunidade de ver, ocorrido em Eta Carinae, uma estrela que ele estuda há 20 anos. Ontem, bem no dia em que Damineli havia previsto, a estrela sofreu um apagão.

O prédio de controle do Soar, na verdade, fica a 80 km do equipamento, que está no topo de Cerro Pachón, a 2.701 metros de altitude. "Astrônomo não pode por muito a mão no telescópio", brinca o cientista brasileiro. Em La Serena, 475 km ao norte de Santiago, na beira do Pacífico, o observatório fica próximo de centros produtores de vinho e pescado. E, ontem, não faltou motivo para abrir uma garrafa.
Reuters
Imagem mostra sistema da Eta Carinae; conforme previsto por pesquisador brasileiro, estrela sofreu um apagão nesta segunda-feira
Imagem mostra sistema da Eta Carinae; conforme previsto por pesquisador brasileiro, estrela sofreu um apagão nesta segunda

Controle remoto

"Patrício! A Eta Carinae." O pedido que parte de La Serena vai em direção ao astrônomo chileno Patrício Ugarte, que está no morro. Ele, sim, é quem pode por as mãos no telescópio. Segundos depois, é possível ver e ouvir a resposta (via teleconferência): "Pronto!".

O espelho de 4,2 metros do Soar, a partir das coordenadas dadas por Ugarte, já está olhando para Eta Carinae. Damineli, com auxílio do também brasileiro Luciano Fraga, que há um ano e sete meses trocou Florianópolis pelo norte do Chile, faz as primeiras medições, via computador.

Basta um único gráfico, que mostra a presença dos elementos químicos ferro e nitrogênio --medidos nos gases que circundam Eta Carinae-- para comprovar a previsão. "Chegou lá", comunica Damineli. A "assinatura" do apagão é uma diminuição na luminosidade de nitrogênio e hélio detectados pelo telescópio, que enxerga frequências de luz invisíveis ao olho humano. O apagão não é visível a olho nu, mas no Soar o sinal é mais do que claro.

Cinco anos e meio

O fenômeno, como havia sido previsto pelo próprio pesquisador brasileiro, voltou a ocorrer depois de 5,5 anos, dentro da margem de erro, que era de dois dias para mais ou para menos. "Isso que é precisão", Damineli diz à estrela que observa. "Se eu tiver uma neta, vou colocar o nome de Carina."

Damineli explica que Eta Carinae, na verdade, não é uma estrela única, e sim um sistema com duas. Ontem, no céu, perto do Cruzeiro do Sul, a estrela Eta Carinae B estava no momento mais profundo de seu mergulho no campo de influência da estrela A, que possui 2,5 milhões de anos.

Os gases e o plasma dessa estrela pertencente à classe das hipergigantes azuis são tão coesos que é possível dizer que uma estrela "entra" na outra. O que ocorre é uma colisão violenta de seus "ventos" --as partículas carregadas que as estrelas lançam a grandes velocidades no espaço.

"Na área de choque dos ventos das duas estrelas, a temperatura é de 100 milhões de graus Celsius", explica Damineli. O vento da menor delas, de 3.000 km/s, bate no vento da maior, que trafega a 600 km/s. E esse "atrito" induz o apagão.
Eduardo Geraque/Folha Imagem
Astrônomo Augusto Damineli, em sala de controle do Soar; ele já estava em La Serena se preparando para o evento havia um mês
Astrônomo Augusto Damineli, em sala de controle do Soar; ele já estava em La Serena se preparando para o evento havia um mês

O registro do fenômeno ontem em La Serena --cidade onde nunca chove, mas fica nublada nas manhãs de verão-- é como "marcar um gol", diz Damineli. Ele já estava lá se preparando para o evento havia um mês. Na semana entre Natal e Ano Novo, subiu até o telescópio acompanhado apenas de um colega para fazer pessoalmente algumas observações.

Ciência nas alturas

"Lá em cima é muito bom", diz Damineli, revelando também o seu gosto pela astronomia romântica. Hoje, devido à tecnologia, boa parte dos equipamentos podem ser operados remotamente, de qualquer parte do mundo. "Não poderia perder a oportunidade de observar esse apagão." Sua presença lá era considerada importante, já que boa parte da biografia "quase acabada" de Eta Carinae saiu de estudos feitos por seu grupo, na USP (Universidade de São Paulo).

A primeira observação que Damineli fez de Eta Carinae foi em 1989, no Brasil, onde não há nenhum telescópio --nem tempo bom-- como o Soar. Depois disso, Damineli assistiu a três apagões, com o de ontem.

Ele quem primeiro defendeu o modelo de que Eta Carinae era um sistema duplo, e não uma única estrela. Além da previsão do ciclo exato de 5,5 anos para ocorrer o apagão. Sua teoria ainda não é unanimidade na comunidade de astrônomos, mas a observação de ontem deve lhe dar força.

O apagão não é como um eclipse nem pode ser visto dentro da faixa de luz do visível. São apenas os canais de alta energia da estrela maior que somem. A presença do astro menor muito próximo do maior (a distância que normalmente é de 4,5 bilhões de quilômetros cai para 150 milhões de quilômetros) ofusca a energia que emana da Eta Carinae A. Damineli constatou isso por meio de sinais dentro da faixa do ultravioleta.

Matéria da vida

Eta Carinae, exótica por si só, chama a atenção dos cientistas há tempos. São publicados em todo mundo dois estudos por mês sobre a estrela. Mas há razões científicas importantes para estudar esse verdadeiro fóssil estelar --corpos celestes como esse existiam aos milhões nos primeiros 2 bilhões de anos do Universo, que hoje tem 13,7 bilhões de anos de idade.

"Estrelas como a Eta Carinae são especialistas em produzir e liberar oxigênio. Essas estrelas são responsáveis pelo preenchimento de várias casas [elementos] da nossa tabela periódica", afirma Damineli. Estudar o coração da Eta Carinae e entender por completo como ele se expressa é conhecer mais sobre as condições químicas para o surgimento da vida. Ajudaria a entender por que a água, no Sistema Solar, é algo tão abundante. Para Damineli, "rastros de atividade biológica precisam ser procurados fora do Sistema Solar".

Mesmo com o êxito de ontem, Damineli revela: "esse provavelmente foi meu último apagão. Agora, o resto será com os meus alunos". Sua próxima missão é bem mais ousada: "Temos dados suficientes para mostrar que o modelo atual da Via Láctea está errado", afirma.

De um jeito ou de outro, mesmo que Damineli não volte ao Soar para observar Eta Carinae, o próximo apagão já tem data: o inverno de 2014.

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Sergio E. Jorás

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SUBJECT: Discriminação em concursos.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 05/08/2010 19:41

Há exagero na análise, ou é assim mesmo?

O que podem acrescentar os que fazem vida universitária?

 

Sds,

Victor.

 

Mais discriminação em concursos

Espaço para discussões que não caem dentro dos outros fóruns

Responder

2 mensagens • Página 1 de 1

Mais discriminação em concursos

Mensagempor Antonio C. C. Guimarães » Sexta 16 Abr, 2010 11:14

Coloco aqui email que mandei para o Boletim da Sociedade Brasileira de Física e também para o fórum da Sociedade Astronômica Brasileira.
Tem até concurso que é limitado a físicos que dominam viagem no tempo!

---------- Forwarded Message -----------
From: "Antonio Guimaraes" <aguimaraes@astro.iag.usp.br>
To: boletim@sbfisica.org.br
Sent: Thu, 15 Apr 2010 18:52:41 -0200
Subject: Mais discriminação de físicos em concursos

No ano passado denunciei no boletim da SBF a discriminação em concursos
públicos de físicos que não possuem diploma de graduação em física [1]. Na
ocasião o presidente da SBF e outros colegas físicos manifestaram apoio.
Como lembrei então, não há regulamentação legal da profissão de físico e que,
portanto, exigir tal diploma, até de doutores na área, seria contra o
interesse público e até mesmo ilegal. Veja, já num ante-projeto da SBF [2] a
comunidade reconhece que portadores de diploma de doutorado em física podem
exercer a profissão de físico:

"Art. 2º O exercício da profissão de Físico é privativo dos portadores de diploma:
III - devidamente registrado, de mestrado ou doutorado em Física expedido por
instituição brasileira oficialmente reconhecida."

No entanto hoje (15/4/2010) ao receber o "Anúncios da SBF" por email me deparo
novamente com a mesma discriminação por parte de várias (muitas) instituições
públicas. Vamos aos casos:

"Concurso para professor efetivo de Física do CFP/UFRB.
O cargo é para Professor Assistente (mestrado) .
Os requisitos são: Graduação em Física (bacharelado ou licenciatura)"

Ou seja, basta ter mestrado, mas se um doutor em física quiser fazer o
concurso, mas não tiver diploma de graduação em física, não poderá fazer o
concurso.

"Prof. Adjunto da Universidade Federal do Espírito Santo
Área: Física
Sub-área: Física Geral
Vagas: 03
Graduação Exigida: Física"

"1 (uma) vaga para Graduado em Física (com Pós-Graduação em Física ou em
Ensino, ver edital) na Universidade Federal do Vale do São Francisco -
Juazeiro - BA.
Vagas:01
Área do conhecimento:Fundamentos da Física
Área de atuação:Física Geral, Fundamentos de Astronomia e
Ensino de Física:Participação em núcleos temáticos, projetos de
pesquisa e extensão.
Formação profissional:Graduação em Física, com pósgraduação em
Ensino de Ciência ou Educação ou Física e Áreas afins."

Neste caso aqui a área de atuação pode ser Astronomia, mas se o indivíduo for
graduado em astronomia ele não poderá fazer o concurso.

"Concursos para professor Adjunto no Departamento de Física da UFPel. (..)
titulação exigida de graduação em física (licenciatura ou bacharelado)"

"O campus de Catalão da Universidade Federal de Goiás está contratando doutor
para o Departamento de Física.
FORMAÇÃO EXIGIDA: Graduação em Física, com Doutorado em Física ou Doutorado
Áreas Afins"

Ou seja, o doutorado pode ser em áreas afins, mas a graduação não!

Também notei que num dos anúncios (Departamento de Física do Campus da Unir de
Ji-Paraná) que o período de inscrição era até 10/04 sendo que o anúncio foi
postado em 12/4!

Já era hora da Sociedade discutir seriamente essa matéria e passar alguma
orientação a estas instituições que pecam pela miopia, discriminam
profissionais plenamente habilitados e agem contra o interesse público.
Concurso público é coisa séria e tenho visto temeridades, desde os editais até
as provas concursais, que comprometem a licitude dos mesmos. São muitos os
problemas.

Sugiro também (e estou disposto a ajudar) possíveis afetados a acionarem
legalmente essas instituições (talvez via Ministério ou Defensoria Pública) e
buscar a anulação de todos esses concursos.

[1]Discriminação em concurso
UNIFESP discrimina físicos em concurso para docente
http://www.sbf1.sbfisica.org.br/boletim1/msg175.htm

[2] ANTE-PROJETO SBF - REGULAMENTAÇÃO DO FÍSICO
http://www.sbf1.sbfisica.org.br/boletim ... ntacao.pdf

 


SUBJECT: Re: A dura realidade do teletransporte
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 05/08/2010 21:31

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Eduardo Torres"
> Para esse tipo de teletransporte, chamado classico, seria
> necessario se medir todas as informacoes sobre todas as particulas
> do objeto, o q parece nao ser possivel pelo principio da incerteza
> de Heisenberg.

Yep!

> Do q me e' dado a conhecer, nao seria possivel.

Por isso q é um clone não um teleporte.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: Fatos e Ciência II + Livro Mario Novello
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 05/08/2010 21:33

Não conheço a teoria de Novello, não sei como isso seria abordado com essa premissa.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Luiz" <luizfelipecsrj@...>
> Outra questão : se o eletromagnetismo impede a formação de singularidades (pelo menos a inicial, segundo a teoria do Novello), como temos buracos negros no nosso universo....o espaço não sofre nestes casos, o mesmo efeito que sofreria numa singularidade do "tipo" big-bang, em função da quebra de lineridade do eletromagnetismo?




SUBJECT: Re: [ciencialist] Discriminação em concursos.
FROM: Carlos Pereira <carlosps1985@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 06/08/2010 00:36

                           Acredito que a instituição deve ter autonomia para elaborar um edital que venha a selecionar um profissional que siga os requisitos mínimos necessários para atingir os objetivos desejados pela mesma. Se buscam um pesquisador então um doutor vem a calhar, porém um professor de Física que não passou por todas as etapas a que serão submetidos os seus alunos, convenhamos, não é o mais adequado. Este último estudou uma determinada área específica e as chances de não ser um bom professor na graduação são enormes. Duvido que a comunidade, em geral, dos pós-graduados em Física seja a favor da entrada de um profissional num concurso como este tendo apenas o doutorado em Física, tendo vivenciado as etapas anteriores de sua educação em outra área qualquer.



Em 5 de agosto de 2010 19:41, JVictor <j.victor.neto@uol.com.br> escreveu:
 

Há exagero na análise, ou é assim mesmo?

O que podem acrescentar os que fazem vida universitária?

 

Sds,

Victor.

 

Mais discriminação em concursos

Espaço para discussões que não caem dentro dos outros fóruns

Responder

2 mensagens • Página 1 de 1

Mais discriminação em concursos

Mensagempor Antonio C. C. Guimarães » Sexta 16 Abr, 2010 11:14

Coloco aqui email que mandei para o Boletim da Sociedade Brasileira de Física e também para o fórum da Sociedade Astronômica Brasileira.
Tem até concurso que é limitado a físicos que dominam viagem no tempo!

---------- Forwarded Message -----------
From: "Antonio Guimaraes" <aguimaraes@astro.iag.usp.br>
To: boletim@sbfisica.org.br
Sent: Thu, 15 Apr 2010 18:52:41 -0200
Subject: Mais discriminação de físicos em concursos

No ano passado denunciei no boletim da SBF a discriminação em concursos
públicos de físicos que não possuem diploma de graduação em física [1]. Na
ocasião o presidente da SBF e outros colegas físicos manifestaram apoio.
Como lembrei então, não há regulamentação legal da profissão de físico e que,
portanto, exigir tal diploma, até de doutores na área, seria contra o
interesse público e até mesmo ilegal. Veja, já num ante-projeto da SBF [2] a
comunidade reconhece que portadores de diploma de doutorado em física podem
exercer a profissão de físico:

"Art. 2º O exercício da profissão de Físico é privativo dos portadores de diploma:
III - devidamente registrado, de mestrado ou doutorado em Física expedido por
instituição brasileira oficialmente reconhecida."

No entanto hoje (15/4/2010) ao receber o "Anúncios da SBF" por email me deparo
novamente com a mesma discriminação por parte de várias (muitas) instituições
públicas. Vamos aos casos:

"Concurso para professor efetivo de Física do CFP/UFRB.
O cargo é para Professor Assistente (mestrado) .
Os requisitos são: Graduação em Física (bacharelado ou licenciatura)"

Ou seja, basta ter mestrado, mas se um doutor em física quiser fazer o
concurso, mas não tiver diploma de graduação em física, não poderá fazer o
concurso.

"Prof. Adjunto da Universidade Federal do Espírito Santo
Área: Física
Sub-área: Física Geral
Vagas: 03
Graduação Exigida: Física"

"1 (uma) vaga para Graduado em Física (com Pós-Graduação em Física ou em
Ensino, ver edital) na Universidade Federal do Vale do São Francisco -
Juazeiro - BA.
Vagas:01
Área do conhecimento:Fundamentos da Física
Área de atuação:Física Geral, Fundamentos de Astronomia e
Ensino de Física:Participação em núcleos temáticos, projetos de
pesquisa e extensão.
Formação profissional:Graduação em Física, com pósgraduação em
Ensino de Ciência ou Educação ou Física e Áreas afins."

Neste caso aqui a área de atuação pode ser Astronomia, mas se o indivíduo for
graduado em astronomia ele não poderá fazer o concurso.

"Concursos para professor Adjunto no Departamento de Física da UFPel. (..)
titulação exigida de graduação em física (licenciatura ou bacharelado)"

"O campus de Catalão da Universidade Federal de Goiás está contratando doutor
para o Departamento de Física.
FORMAÇÃO EXIGIDA: Graduação em Física, com Doutorado em Física ou Doutorado
Áreas Afins"

Ou seja, o doutorado pode ser em áreas afins, mas a graduação não!

Também notei que num dos anúncios (Departamento de Física do Campus da Unir de
Ji-Paraná) que o período de inscrição era até 10/04 sendo que o anúncio foi
postado em 12/4!

Já era hora da Sociedade discutir seriamente essa matéria e passar alguma
orientação a estas instituições que pecam pela miopia, discriminam
profissionais plenamente habilitados e agem contra o interesse público.
Concurso público é coisa séria e tenho visto temeridades, desde os editais até
as provas concursais, que comprometem a licitude dos mesmos. São muitos os
problemas.

Sugiro também (e estou disposto a ajudar) possíveis afetados a acionarem
legalmente essas instituições (talvez via Ministério ou Defensoria Pública) e
buscar a anulação de todos esses concursos.

[1]Discriminação em concurso
UNIFESP discrimina físicos em concurso para docente
http://www.sbf1.sbfisica.org.br/boletim1/msg175.htm

[2] ANTE-PROJETO SBF - REGULAMENTAÇÃO DO FÍSICO
http://www.sbf1.sbfisica.org.br/boletim ... ntacao.pdf

 




--
Prof. M.Sc. Carlos Pereira da Silva
==========================
INSTITUTO FEDERAL DO PIAUÍ
SÍTIO:  http://Carlosps.110mb.com
MSN:   carlosps1985@gmail.com
FONE: (86)99223852
==========================

SUBJECT: Re: Discriminação em concursos.
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 06/08/2010 02:07

Ué, mas o concurso não é exatamente pra avaliar se o candidato é bom ou não?

Se ele é bom, não me parece que deva importar se ele tem ou não uma formação acadêmica prévia - ainda mais que, neste caso em particular, está a se falar em um doutor, apenas não tem um diploma de graduação na área. No mínimo, deixar ele fazer o concurso - poderá até ficar em desvantagem, com diploma contando ponto e não sendo critério eliminatório.

Mas eu sou da opinião particular que as únicas profissões que deveriam ser regulamentadas especificamente são as das áreas de saúde e de engenharia.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Carlos Pereira
> Acredito que a instituição deve ter autonomia
> para elaborar um edital que venha a selecionar um profissional que
> siga os requisitos mínimos necessários para atingir os objetivos
> desejados pela mesma. Se buscam um pesquisador então um doutor vem > a calhar, porém um professor de Física que não passou por todas as
> etapas a que serão submetidos os seus alunos, convenhamos, não é o
> mais adequado. Este último estudou uma determinada área específica
> e as chances de não ser um bom professor na graduação são enormes.





SUBJECT: A Humanidade não merece ir à Lua (parte VI)
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 06/08/2010 05:00

A Humanidade não merece ir à Lua (parte VI)

600px-Hubble_ultra_deep_field_high_rez_edit1

Reconhece a imagem acima? É a olhada mais profunda no Universo já conseguida, contendo aproximadamente 10.000 pontos luminosos, quase todos, e cada um deles, uma galáxia completa, estendendo-se no espaço e tempo a 13 bilhões de anos ao passado. Tudo isso, em uma fatia minúscula do céu, menor do que a largura de seu dedo mínimo com o braço estendido – dividida por seis, em verdade.

Começamos esta série de textos em fevereiro deste ano com um reflexo resumindo nosso gigantesco avanço tecnológico, do Flyer dos irmãos Wright ao traje lunar de Neil Armstrong, e encerramos esta série com um outro reflexo. Isto porque a Hubble Ultra Deep Field (HUDF) acima foi capturada pelo telescópio espacial Hubble, o famoso e e venerável instrumento lançado há vinte anos, com um espelho refletor primário de 2,4m de diâmetro.

O telescópio Hubble foi lançado após o fim da Guerra Fria, o período único na história humana que levou a corridas tecnológicas absurdas, incluindo aí o avião supersônico Concorde, em uma espécie de dilema do prisioneiro em escala global. No caminho, demos um salto gigantesco ao pisarmos na Lua, mas ao custo de deixar de lado visões e projetos mais grandiosos e racionais de conquista e exploração espacial. No penúltimo texto desta série, comentamos por fim como “a humanidade não merece ir à Lua. Ciência e tecnologia nos oferecem o Universo infinito, mas como macacos nos preocupa muito mais o que outros macacos andam fazendo. Acabamos todos prisioneiros do poço gravitacional terrestre”.

kh11kenna

O telescópio Hubble ainda é uma demonstração desta triste constatação, não por si mesmo, mas por um detalhe pouco conhecido. O diagrama que você vê acima não é um projeto do instrumento astronômico que contribuiu tanto para a ciência e tornou-se sinônimo de fonte para algumas das imagens mais profundas, incluindo literalmente a imagem mais profunda do Universo já capturada. O diagrama acima é uma concepção do que se acredita ser a série de satélites espiões Keyhole KH-11 classe Kennon. Um total de nove satélites da classe KH-11 foram lançados entre 1976 e 1988, e eles eram praticamente idênticos ao telescópio espacial Hubble.

Ou melhor, se você se lembrar de que o Hubble foi lançado em 1990, o inverso é verdade: um dos mais conhecidos instrumentos científicos da história recente é basicamente uma versão civil de um projeto militar. Até mesmo o tamanho do espelho refletor do Hubble foi determinado pelo tamanho exato dos espelhos usados inicialmente nos satélites espiões. Uma das únicas diferenças é que enquanto os satélites militares espionavam a Terra, mirando mísseis nucleares, bases militares e conflitos pelo mundo, o Hubble passou a mirar… o céu.

Contact_Machine_Hokaido

Há um trecho no romance “Contato” de Carl Sagan onde, e aqui estrago algo das surpresas da história, com a destruição de uma Máquina ao custo de bilhões de dólares, descobre-se em uma reviravolta considerada por muitos inverossímil que uma segunda Máquina havia sido construída secretamente. “Por que construir uma quando você pode ter duas pelo dobro do preço”, brinca o personagem Sol Hadden na versão cinematográfica.

A realidade é ainda mais absurda: considerando que o telescópio Hubble custou em torno de U$2,5 bilhões, contando em verdade com tecnologias já desenvolvidas para os satélites espiões secretos, pode-se ter uma vaga ideia do custo do programa Keyhole ao desenvolver e lançar nada menos que nove satélites equivalentes. No mais completo segredo.

E o programa de satélites espiões americanos não parou aí, como não começou aí. Enquanto astrônomos lutam por frações do tempo de observação do Hubble há vinte anos, com descobertas que alteraram nosso conhecimento da origem e futuro do Universo e tantos outros conhecimentos esperando para serem desvendados, satélites ainda mais potentes, com espelhos refletores ainda maiores, estão disponíveis neste exato momento para uso militar e secreto. É absurdo, mas aparentemente – é tudo muito secreto – há pelo menos dois satélites mais potentes que o Hubble orbitando o planeta neste exato momento. Mas, ao invés de mirar o céu, miram a Terra. “Como macacos nos preocupa muito mais o que outros macacos andam fazendo”.

No penúltimo texto prometemos que aqui encerraríamos a série com as esperanças de que mereçamos voltar à Lua e consigamos alcançar as estrelas. Há, sim, e apesar de tudo, muita esperança. Você que se aventurou até aqui, em um mergulho profundo e talvez deprimente, deve desculpar este desvio: não planejei toda a série de textos de antemão, como talvez possa ter ficado claro, e não resisti complementá-la com este nexo. Se há alguma dúvida sobre as loucuras de que somos capazes, a exploração espacial, com seus custos literalmente astronômicos e suas possibilidades literalmente infinitas as demonstram com uma clareza cristalina.

Porém, encontrar esperança para encerrar a série em um tom positivo não é difícil. E os meses de espera entre as primeiras partes e este encerramento vieram bem a calhar. No próximo e final texto.

- - -

Confira as partes anteriores:


SUBJECT: RES: [ciencialist] Re: Discriminação em concursos.
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 06/08/2010 06:52

Tenho opinião idêntica, sobretudo em relação a:

 

“Mas eu sou da opinião particular que as únicas profissões que deveriam ser regulamentadas especificamente são as das áreas de saúde e de engenharia.”

 

Um concurso bem elaborado permite avaliar o candidato. Não estou falando, claro, daqueles de marcar X, se é que existe isso nesses níveis mais avançados.

 

 

Sds,

Victor.

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de roberto
Enviada em: sexta-feira, 6 de agosto de 2010 02:07
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Re: Discriminação em concursos.

 

 

Ué, mas o concurso não é exatamente pra avaliar se o candidato é bom ou não?

Se ele é bom, não me parece que deva importar se ele tem ou não uma formação acadêmica prévia - ainda mais que, neste caso em particular, está a se falar em um doutor, apenas não tem um diploma de graduação na área. No mínimo, deixar ele fazer o concurso - poderá até ficar em desvantagem, com diploma contando ponto e não sendo critério eliminatório.

Mas eu sou da opinião particular que as únicas profissões que deveriam ser regulamentadas especificamente são as das áreas de saúde e de engenharia.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Carlos Pereira
> Acredito que a instituição deve ter autonomia
> para elaborar um edital que venha a selecionar um profissional que
> siga os requisitos mínimos necessários para atingir os objetivos
> desejados pela mesma. Se buscam um pesquisador então um doutor vem > a calhar, porém um professor de Física que não passou por todas as
> etapas a que serão submetidos os seus alunos, convenhamos, não é o
> mais adequado. Este último estudou uma determinada área específica
> e as chances de não ser um bom professor na graduação são enormes.


SUBJECT: Re: RES: [ciencialist] Re: Discriminação em concursos.
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 06/08/2010 17:07

 
    Mas se apenas o conhecimento basta, muitos de nós da C-list, que não temos graduação nem pós em Física também poderíamos participar. Seria bom se isso um dia se tornasse realidade, porém, uma das maneiras de coibir o charlatanismo é através daquele papelzinho bonito que muita gente pendura na parede. E mesmo assim, tem sujeito que dá nó em pingo d'água. Um "médico" do SUS só foi desmascarado depois que receitou exame de próstata para uma mulher. Isto depois de atuar um bom tempo.
 
    [],s
 
    Belmiro

--- Em sex, 6/8/10, JVictor <j.victor.neto@uol.com.br> escreveu:

De: JVictor <j.victor.neto@uol.com.br>
Assunto: RES: [ciencialist] Re: Discriminação em concursos.
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010, 9:52

 

Tenho opinião idêntica, sobretudo em relação a:

 

“Mas eu sou da opinião particular que as únicas profissões que deveriam ser regulamentadas especificamente são as das áreas de saúde e de engenharia.”

 

Um concurso bem elaborado permite avaliar o candidato. Não estou falando, claro, daqueles de marcar X, se é que existe isso nesses níveis mais avançados.

 

 

Sds,

Victor.

 

 

De: ciencialist@ yahoogrupos. com.br [mailto:ciencialist @yahoogrupos. com.br] Em nome de roberto
Enviada em: sexta-feira, 6 de agosto de 2010 02:07
Para: ciencialist@ yahoogrupos. com.br
Assunto: [ciencialist] Re: Discriminação em concursos.

 

 

Ué, mas o concurso não é exatamente pra avaliar se o candidato é bom ou não?

Se ele é bom, não me parece que deva importar se ele tem ou não uma formação acadêmica prévia - ainda mais que, neste caso em particular, está a se falar em um doutor, apenas não tem um diploma de graduação na área. No mínimo, deixar ele fazer o concurso - poderá até ficar em desvantagem, com diploma contando ponto e não sendo critério eliminatório.

Mas eu sou da opinião particular que as únicas profissões que deveriam ser regulamentadas especificamente são as das áreas de saúde e de engenharia.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@ yahoogrupos. com.br, Carlos Pereira
> Acredito que a instituição deve ter autonomia
> para elaborar um edital que venha a selecionar um profissional que
> siga os requisitos mínimos necessários para atingir os objetivos
> desejados pela mesma. Se buscam um pesquisador então um doutor vem > a calhar, porém um professor de Física que não passou por todas as
> etapas a que serão submetidos os seus alunos, convenhamos, não é o
> mais adequado. Este último estudou uma determinada área específica
> e as chances de não ser um bom professor na graduação são enormes.


 

SUBJECT: RES: [ciencialist] Re: Discriminação em concursos.
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 06/08/2010 18:16

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Belmiro Wolski <belmirow@...>
> porém, uma das maneiras de coibir o charlatanismo é através daquele
> papelzinho bonito que muita gente pendura na parede. E mesmo assim,
> tem sujeito que dá nó em pingo d'água.

Isso não vai contra o que foi dito.

"Mas eu sou da opinião particular que as únicas profissões que deveriam ser regulamentadas especificamente são as das áreas de saúde e de engenharia."

(E eu completo que nem todas as engenharias. Somente áreas mais críticas como civil, aeronáutica, hidráulica, elétrica... em que a inépcia possa resultar em morte. Para engenharia de som, da computação... não veria problemas maiores - até podem morrer gente, mas a possibilidade é mais reduzida, somente em casos especiais.)

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: RES: [ciencialist] Re: Discriminação em concursos.
FROM: Carlos Pereira <carlosps1985@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 06/08/2010 18:28

                               Se há charlatanismo com diploma imagine sem diploma. O que você disse só reforça mais ainda exigências como esta.

Em 6 de agosto de 2010 17:07, Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br> escreveu:
 

 
    Mas se apenas o conhecimento basta, muitos de nós da C-list, que não temos graduação nem pós em Física também poderíamos participar. Seria bom se isso um dia se tornasse realidade, porém, uma das maneiras de coibir o charlatanismo é através daquele papelzinho bonito que muita gente pendura na parede. E mesmo assim, tem sujeito que dá nó em pingo d'água. Um "médico" do SUS só foi desmascarado depois que receitou exame de próstata para uma mulher. Isto depois de atuar um bom tempo.
 
    [],s
 
    Belmiro

--- Em sex, 6/8/10, JVictor <j.victor.neto@uol.com.br> escreveu:

De: JVictor <j.victor.neto@uol.com.br>
Assunto: RES: [ciencialist] Re: Discriminação em concursos.Data: Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010, 9:52


 

Tenho opinião idêntica, sobretudo em relação a:

 

“Mas eu sou da opinião particular que as únicas profissões que deveriam ser regulamentadas especificamente são as das áreas de saúde e de engenharia.”

 

Um concurso bem elaborado permite avaliar o candidato. Não estou falando, claro, daqueles de marcar X, se é que existe isso nesses níveis mais avançados.

 

 

Sds,

Victor.

 

 

De: ciencialist@ yahoogrupos. com.br [mailto:ciencialist @yahoogrupos. com.br] Em nome de roberto
Enviada em: sexta-feira, 6 de agosto de 2010 02:07
Para: ciencialist@ yahoogrupos. com.br
Assunto: [ciencialist] Re: Discriminação em concursos.

 

 

Ué, mas o concurso não é exatamente pra avaliar se o candidato é bom ou não?

Se ele é bom, não me parece que deva importar se ele tem ou não uma formação acadêmica prévia - ainda mais que, neste caso em particular, está a se falar em um doutor, apenas não tem um diploma de graduação na área. No mínimo, deixar ele fazer o concurso - poderá até ficar em desvantagem, com diploma contando ponto e não sendo critério eliminatório.

Mas eu sou da opinião particular que as únicas profissões que deveriam ser regulamentadas especificamente são as das áreas de saúde e de engenharia.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@ yahoogrupos. com.br, Carlos Pereira
> Acredito que a instituição deve ter autonomia
> para elaborar um edital que venha a selecionar um profissional que
> siga os requisitos mínimos necessários para atingir os objetivos
> desejados pela mesma. Se buscam um pesquisador então um doutor vem > a calhar, porém um professor de Física que não passou por todas as
> etapas a que serão submetidos os seus alunos, convenhamos, não é o
> mais adequado. Este último estudou uma determinada área específica
> e as chances de não ser um bom professor na graduação são enormes.


 



--
Prof. M.Sc. Carlos Pereira da Silva
==========================
INSTITUTO FEDERAL DO PIAUÍ
SÍTIO:  http://Carlosps.110mb.com
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SUBJECT: Re: RES: [ciencialist] Re: Discriminação em concursos.
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 06/08/2010 19:09



--- Em sex, 6/8/10, roberto <roberto.takata@bol.com.br> escreveu:

De: roberto <roberto.takata@bol.com.br>
Assunto: RES: [ciencialist] Re: Discriminação em concursos.
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010, 21:16

 
"Mas eu sou da opinião particular que as únicas profissões que deveriam ser regulamentadas especificamente são as das áreas de saúde e de engenharia."

(E eu completo que nem todas as engenharias. Somente áreas mais críticas como civil, aeronáutica, hidráulica, elétrica... em que a inépcia possa resultar em morte. Para engenharia de som, da computação... não veria problemas maiores - até podem morrer gente, mas a possibilidade é mais reduzida, somente em casos especiais.)

[]s,

Roberto Takata
     Então, você admite que profissionais que não tenham o tal papelzinho são mais suceptíveis de cometerem erros até fatais. Seu argumento vai contra sua proposta. Isto é uma falácia. Libera geral, ou não libera.
    Belmiro


 

SUBJECT: Enc: [ciencialist] Re: Fatos e Ciência II + Livro Mario Novello
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ListadeCiência <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 06/08/2010 20:12

Ola Pessoal,
 
Alguem pode me ajudar nas duvidas abaixo ?
 
> Duvidas :
>
> 1 - Em um universo eterno, sem um início em em tempo finito(com infinitos ciclos anteriores) , o que faz de nosso presente "o presente", qdo comparado aos infinitos cilcos anteriores e posteriores? Acho que a pergunta certa é como chegamos ao presente(nao sei se isso foi abordado no livro e estou "lembrando" como pensamento meu..nao lembro, sinceramente) ?
>
> 2 - Como podemos encontrar, no universo atual, evidências de como era o universo anterior e a favor desta teoria ?
>
> Abs
> Felipe
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "roberto" <roberto.takata@> escreveu
> >
> > --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva
> > > Mas esse foi exatamente o tema do artigo da S.A de Jul ou Agosto
> > > que postei aqui...Não seria sério este artigo ?
> >
> > O artigo deve ser sério no sentido de que o autor deve sinceramente pensar o q expôs. Mas não há atualmente defesa séria no sentido de que seja convincente frente ao conhecimento atual.
> >
> > []s,
> >
> > Roberto Takata
> >
>


 

SUBJECT: MQ & Gravitação : "Filosofadas"
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ListadeCiência <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 06/08/2010 20:29

Pessoal,
 
Estava lendo um artigo de MQ, onde era falado que as partículas estão, constantmente, "aparecendo" e "desaparecendo" (ja tinha lido isto antes, mas agora é que me veio "a viagem"::))).
 
Tem, inclusive, um físico que propôs que as partículas vão para universos paralelos, e retornam para este universo.
 
Não sei se até hj, entendi corretamente este fenômeno. Assim, suguem minhas "Viagens" :
 
1 - Este aparecimento/desaparecimento ocorre simultaneamente, com todas as partículas do universo ? Ou seja, vivemos em constante exitência e inexsitência ? O que significa isso(um espaço vazio, sem materia)?
 
2 - Podemos assumir que, durante o tempo de existência, o universo ficou, em média, 50% do tempo "sendo" espaço vazio e 50% tendo a "massa, que conhecemos"(ou alguma porcentagem do tempo, caso as particulas nao deapareçam e apareçam concomitantemente)?
 
3 - Independentemete de ser comcomitante ou não, esta "perda" de massa, ao longo do tempo, teria algum impacto na expansão do universo, em função da alteração na força  gravitacional que este "sumiço" da massa traria ?
 
 
4 - Qdo as partículas desaparecem, sua massa vai com ela...Assim, este aparecer/desaparecer provocaria ondas gravitacionais ?
 
5 - O que dá a partícula "memória" , de modo que, esteja o objeto parado ou em movimento, este mantém sua estrutura ao longo do tempo, assim como o próprio universo?
 
6 - Isto, assim como fenomenos não-locais, são "evidências" de um "realidade" transcendente ?
 
Abs
Felipe
 
 

 

SUBJECT: O que todo mundo sabe
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 07/08/2010 02:12

O que todo mundo sabe

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Por Jeff Wagg, coordenador de comunicação da Fundação Educacional James Randi*

Todo mundo sabe… que você precisa arrumar a cama.

Todo mundo sabe… que você deve lavar a galinha antes de cozinhá-la.

Todo mundo sabe… que a maionese estraga rápido.

Todo mundo sabe… que o que costumávamos saber antes está errado, e o que sabemos agora está certo.

As pessoas estão comumente erradas. Especialistas são apenas tão bons quanto seu conhecimento, observações e habilidade de interpretar o que vêem. Nos três casos acima, estudos e novas ideias substituíram o que “todo mundo sabe” com novos conhecimentos – e descobriu-se que estavam todos errados.

Embora arrumar a cama pareça limpo, cientistas sabem há anos que arrumar sua cama aumenta a multiplicação de ácaros. Durante a noite, você sua e esta umidade é absorvida pela cama. Por sua vez esta umidade fornece um ambiente hospitaleiro para que ácaros se multipliquem enquanto se alimentam de suas células de pele mortas. Se as concentrações deles aumentarem muito, você pode sentir alguma coceira ou outros sintomas de seus excrementos. Para melhores resultados, não arrume sua cama, o que a ajuda a secar durante o dia.

Já com relação à galinha, também se sabe há tempos que lavar uma galinha crua aumenta a chance de intoxicação alimentar. Por quê? Porque a carne e pele de galinha estão geralmente cobertas com patógenos nocivos. Enquanto cozinhar a galinha mata estes patógenos, lavar a galinha apenas os espalha pela pia, balcão, tábua de cortar… e suas mãos. É muito melhor manusear a galinha o menos possível e então lavar suas mãos e tudo mais que entrou em contato com a galinha.

E se você está pensando em fazer salada de galinha com essa galinha, saiba que a maionese é um preservante, não algo que faz com que a galinha estrague mais rápido. A maionese tem um pH de 3.7, que é acídica o suficiente para retardar a propagação da maior parte das bactérias. Isso não significa que a comida deva ser deixada fora da geladeira – as bactérias irão acabar se propagando. Mas saiba que se você passar mal, era provavelmente a culpa da galinha ao invés da maionese.

Não acredita em mim? Veja o que o Google diz [sobre arrumar camas] (em inglês). [E sobre a maionese. E sobre lavar a galinha]. E veja o que se sabe há anos.

Exceto que não sabemos, sabemos? Aposto que muitos de vocês acreditavam em algumas, se não todos estas doses de sabedoria. O fato de que são “tradicionais” e, arrisco dizer, “sabedoria antiga”, não afeta o fato de que de acordo com a melhor informação disponível hoje, são todas falsas.

No entanto muitos diriam que não atualizemos o que “sabemos” com base em novas informações. Defensores de “artes antigas” como homeopatia, Ayuverda, sangrias, os quatro humores, acupuntura e frenologia falham em abraçar esta ideia.

A ciência não é sobre o que sabemos, mas sobre como sabemos. E sabemos que enquanto acumularmos mais informações, teremos uma visão mais acurada da forma como o mundo funciona.

E isso significa… que não preciso arrumar mais a minha cama. Viva a ciência!

- – -

* Tradução gentilmente autorizada. Original Swift: What Everyone Knows. Imagem no topo, locostorm.


SUBJECT: RES: [ciencialist] Re: Discriminação em concursos.
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 07/08/2010 03:44

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Belmiro Wolski <belmirow@...>
> Então, você admite que profissionais que não tenham o tal papelzinho
> são mais suceptíveis de cometerem erros até fatais.

Não é pelo papel. É pela instrução técnica adequada.

> Seu argumento vai contra sua proposta. Isto é uma falácia. Libera
> geral, ou não libera.

Não, ele apenas limita a proposta. Isso de "ou tudo ou nada" não é uma opção razoável. Veja que do contrário, vc está falando que *todas* as ocupações devem ser regulamentadas: cozinheiros, empregadas domésticas, taifeiros, locatários, agricultores, carteiros... tudo, pela *sua* argumentação teriam q ter diploma de curso superior específico. Afinal, não pode liberar uns e não outros.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: RES: RES: [ciencialist] Re: Discriminação em concursos.
FROM: Álvaro Augusto (P) <alvaro@electrapower.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 07/08/2010 17:48

Belmiro,

 

Você parece incorrer na falácia da falsa dicotomia (“Libera geral, ou não libera”). Contudo, há uma infinidade de possibilidades no meio.

 

Até que me convençam, voto com o Takata, mas incluindo a área do direito junto com as da saúde e da engenharia.

 

Abraços,

 

Alvaro Augusto

 

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Belmiro Wolski
Enviada em: sexta-feira, 6 de agosto de 2010 19:10
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: RES: [ciencialist] Re: Discriminação em concursos.

 

 



--- Em sex, 6/8/10, roberto <roberto.takata@bol.com.br> escreveu:


De: roberto <roberto.takata@bol.com.br>
Assunto: RES: [ciencialist] Re: Discriminação em concursos.
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010, 21:16

 

"Mas eu sou da opinião particular que as únicas profissões que deveriam ser regulamentadas especificamente são as das áreas de saúde e de engenharia."

(E eu completo que nem todas as engenharias. Somente áreas mais críticas como civil, aeronáutica, hidráulica, elétrica... em que a inépcia possa resultar em morte. Para engenharia de som, da computação... não veria problemas maiores - até podem morrer gente, mas a possibilidade é mais reduzida, somente em casos especiais.)

[]s,

Roberto Takata

     Então, você admite que profissionais que não tenham o tal papelzinho são mais suceptíveis de cometerem erros até fatais. Seu argumento vai contra sua proposta. Isto é uma falácia. Libera geral, ou não libera.

    Belmiro


 


SUBJECT: Re: RES: [ciencialist] Re: Discriminação em concursos.
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 07/08/2010 18:04

 
    É, mas não existe curso de graduação para cozinheiro, lixeiro, etc. Só como curiosidade, os agricultores do Paraná, que sempre tocaram suas atividades sozinhos, agora estão sendo multados pelo CREA-PR e obrigados a contratar um agrônomo de fachada. Naturalmente, um bom jeito de recolher umas taxinhas e arranjar trabalho para os agrônomos. Inclusive para aqueles que saem da faculdade (com um belo diploma) sem distinguir um pé de feijão de um pé de batata e achando que amendoim dá em árvore.
   
   [],s
 
   Belmiro
 

. --- Em sáb, 7/8/10, roberto <roberto.takata@bol.com.br> escreveu:

De: roberto <roberto.takata@bol.com.br>
Assunto: RES: [ciencialist] Re: Discriminação em concursos.
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Sábado, 7 de Agosto de 2010, 6:44

 
--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Belmiro Wolski <belmirow@...>
> Então, você admite que profissionais que não tenham o tal papelzinho
> são mais suceptíveis de cometerem erros até fatais.

Não é pelo papel. É pela instrução técnica adequada.

> Seu argumento vai contra sua proposta. Isto é uma falácia. Libera
> geral, ou não libera.

Não, ele apenas limita a proposta. Isso de "ou tudo ou nada" não é uma opção razoável. Veja que do contrário, vc está falando que *todas* as ocupações devem ser regulamentadas: cozinheiros, empregadas domésticas, taifeiros, locatários, agricultores, carteiros... tudo, pela *sua* argumentação teriam q ter diploma de curso superior específico. Afinal, não pode liberar uns e não outros.

[]s,

Roberto Takata


 

SUBJECT: Re: [ciencialist] MQ & Gravitação : "Filosofadas"
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 07/08/2010 18:10

 
 
   Oi Felipe,
 
   Creio que você está confundindo as coisas. Partículas aparecendo e desaparecendo ocorre no vácuo e trata-se de pares matéria-antimatéria que aparecem e em seguida aniquilam-se sem violar o princípio de conservação de energia.
 
   [],s
 
   Belmiro

--- Em sex, 6/8/10, luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br> escreveu:

De: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
Assunto: [ciencialist] MQ & Gravitação : "Filosofadas"
Para: "ListadeCiência" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Data: Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010, 23:29

 
Pessoal,
 
Estava lendo um artigo de MQ, onde era falado que as partículas estão, constantmente, "aparecendo" e "desaparecendo" (ja tinha lido isto antes, mas agora é que me veio "a viagem"::))) .
 
Tem, inclusive, um físico que propôs que as partículas vão para universos paralelos, e retornam para este universo.
 
Não sei se até hj, entendi corretamente este fenômeno. Assim, suguem minhas "Viagens" :
 
1 - Este aparecimento/ desaparecimento ocorre simultaneamente, com todas as partículas do universo ? Ou seja, vivemos em constante exitência e inexsitência ? O que significa isso(um espaço vazio, sem materia)?
 
2 - Podemos assumir que, durante o tempo de existência, o universo ficou, em média, 50% do tempo "sendo" espaço vazio e 50% tendo a "massa, que conhecemos"( ou alguma porcentagem do tempo, caso as particulas nao deapareçam e apareçam concomitantemente) ?
 
3 - Independentemete de ser comcomitante ou não, esta "perda" de massa, ao longo do tempo, teria algum impacto na expansão do universo, em função da alteração na força  gravitacional que este "sumiço" da massa traria ?
 
 
4 - Qdo as partículas desaparecem, sua massa vai com ela...Assim, este aparecer/desaparece r provocaria ondas gravitacionais ?
 
5 - O que dá a partícula "memória" , de modo que, esteja o objeto parado ou em movimento, este mantém sua estrutura ao longo do tempo, assim como o próprio universo?
 
6 - Isto, assim como fenomenos não-locais, são "evidências" de um "realidade" transcendente ?
 
Abs
Felipe
 
 

 

 

SUBJECT: A Garota Afegã em 3D
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 07/08/2010 23:13

A Garota Afegã em 3D

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A Garota Afegã é uma das mais famosas e celebradas fotografias modernas, capturada pelo fotógrafo Steve McCurry em junho de 1984 em um campo de refugiados, enquanto o Afeganistão era ocupado por forças soviéticas. Como capa da revista National Geographic e a imagem mais reconhecida da história de mais de 100 anos da publicação, a menina só foi identificada por nome e localizada quase vinte anos depois como Sharbat Gula, já uma mulher de 30 anos vivendo sob o regime fundamentalista Talebã.

Nesta bela imagem de enorme contexto histórico, o detalhe é que o que vemos aqui não é uma fotografia. É uma recriação digital realizada por computação gráfica pelo artista Hyun Kyung Up. Ele utilizou os programas Z-Brush, 3D Max e Photoshop para “expressar as singulares obras de arte [de McCurry]”, que vem fazendo um tour e passou inclusive pelo Brasil.

Abaixo, algumas capturas de tela do processo de modelagem:

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A recriação é imensamente bela e quase perfeitamente acurada, mas admirei ainda mais o relance parcial de seu rosto visto de frente – ainda que sem os poderosos olhos verdes. Esta outra visão de Sharbat Gula tem grande significado porque, como se descobriu, Gula só foi fotografada três vezes em toda sua vida. A primeira justamente aos doze anos, no que se tornou o registro icônico. Apenas ao redor de 2002 a busca por ela pôde ser empreendida, e como parte da procura ela foi fotografada uma segunda vez, identificada, para então ser finalmente clicada novamente por McCurry. Ela mesma só viu seu famoso retrato em 2003.

Hyun Kyung Up pode ter recriado outra visão de uma beleza jovem e também perturbadora que estaria do contrário perdida para sempre.

Vinte e seis anos depois, tanto mudou, e no entanto, tão pouco. No ocidente, especialmente nos EUA, onde antes uma beleza perturbadora chamou atenção ao sofrimento de refugiados por todo o mundo durante uma ocupação soviética, agora uma outra revista publica em sua capa um retrato chocante de outra bela jovem afegã, mas desta vez, horrivelmente desfigurada. Desta vez são os próprios EUA que ocupam o Afeganistão, e a mensagem que se pretendeu transmitir foi bastante diferente.

Não é minha intenção afirmar aqui qualquer posicionamento político simples sobre a ocupação do Afeganistão, os EUA, ou mesmo a URSS e o Talebã. Se 26 anos depois tanto mudou, mas tão pouco mudou, é porque as questões não são nada simples. Mas ao partilhar esta reinterpretação fabulosa de uma fotografia belíssima e repleta de significado precisava mencionar ao menos alguns dos nexos políticos que esta arte pode inspirar. Até porque o título deste post pode soar como uma versão superficial e de puro entretenimento para uma fotografia tão séria.

“A Garota Afegã em 3D” e a arte digital, como arte, podem e devem provocar reflexão. Com ZBrush, Max e Photoshop.

- - -

[Sugestão de Paulo Dias na Ciencialist. Arte apresentada no fórum ZBrushCentral]


SUBJECT: RES: [ciencialist] Re: Discriminação em concursos.
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 08/08/2010 03:38

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Belmiro Wolski <belmirow@...>
>  É, mas não existe curso de graduação para cozinheiro, lixeiro,
> etc.

1) Mm q não existisse, seriam só uma demonstração de que se *deveriam* criar tais cursos - a se adotar o discurso de que "ou todos ou nenhum".

2) Há os nutricionistas, os gastrônomos (sim, há cursos superiores de gastronomia).

3) Há vários cursos superiores de profissões sem regulamentação q não apenas física ou astronomia: cervejaria, design, gestão de X, hotelaria, etc, etc.

Pergunta: se o cara é bom, por que barrá-lo apenas por não ter um diploma? Se o cara é ruim, não é o diploma que o fará ser bom. Diploma é apenas um certificado de que o cara fez um curso. Isso pode - *pode* - ser estatisticamente ligado a um melhor desempenho *médio*, se vc contrata apenas com base em documentação - e não em provas ou exames próprios - será uma informação decisiva. Mas se vc aplica exames próprios, será apenas uma informação a mais: pode ser útil, mas incorrerá em erros graves.

Por q saúde e certas áreas de engenharia devem - na minha opinião - manterem-se especificamente reguladas? Porque saúde e engenharia precisam de conhecimento que quase nunca podem ser obtidos somente com leituras - são necessários conhecimentos práticos. E tais conhecimentos práticos não podem ser adquiridos *durante* as atividades sob o sério risco para as pessoas.

Pra ser jornalista há vários macetes q somente na prática são aprendidos - q fonte consultar, como abordá-las, quais as políticas do veículo em q se trabalha, etc, etc. Mas isso pode ser aprendido durante a prática no próprio veículo sem incorrer em grandes riscos às pessoas. Se uma informação incorreta é publicada, em geral, isso pode ser corrigido na edição seguinte com o devido destaque.

Claro q há situações em q um físico mal-treinado pode representar sérios riscos às pessoas: digamos ao lidar com material radioativo. Mas esse conhecimento não é dado pelas faculdades. Normalmente eles devem ter um curso específico - como no Ipen - sobre como lidar com material radioativo: mesmo técnicos sem formação de curso superior que lidam com material radioativo precisam de cursos específicos.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Conexões da Engenharia - Airbus A380, telescópios, etc.
FROM: psdias2 <psdias2@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 08/08/2010 09:49

a) Há um interessante vídeo, no site do canal Fox (acesso livre), sobre
a engenharia
do Airbus A380.

Esse vídeo trata sobre os vários problemas tecnológicos enfrentados pela
Airbus,
para desenvolver a aeronave, e como foram encontradas várias soluções,
através da
observação de conceitos da natureza. Por exemplo, é muito interessante
as cenas
mostrando uma "asa" dentro de um túnel de vento, e o problema da
formação de vórtices
na pontas das asas, que prejudicam o vôo. A solução foi dada por uma
"águia das estepes",
que também enfrenta a formação de vórtices em suas asas, mas sabe como
diminuir
esse problema.

O link é este:
http://www.mundofox.com.br/br/videos/conexoes-da-engenhara/airbus-a380/68964036001/


b) Há outros vídeos interessantes por lá, como este, sobre telescópios:

http://www.mundofox.com.br/br/videos/gigantes-da-engenharia/telescopios/59570386001/

Obs.: A qualidade do vídeo é muito boa mas, evidentemente, é
necessário ter internet de banda larga,
para o vídeo não ficar muito lento.

Paulo



SUBJECT: A Garota Afegã 3D II os dois lados
FROM: "jose carlos" <belloamiggo@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 08/08/2010 11:33

Obrigado pelo tema, é sim iportante lembrarmos que os mocinhos tambem são bandidos, so que quem conta a historia é o vencedor.

Zécarlos

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Kentaro Mori <kentaro.mori@...> escreveu
>
> A Garota Afegã em
> 3D<http://scienceblogs.com.br/100nexos/2010/08/a_garota_afeg_em_3d.php>
>
> [image: stMCfff]
>
> A Garota Afegã <http://en.wikipedia.org/wiki/Afghan_Girl> é uma das mais
> famosas e celebradas fotografias modernas, capturada pelo fotógrafo *Steve
> McCurry* em junho de 1984 em um campo de refugiados, enquanto o Afeganistão
> era ocupado por forças soviéticas. Como capa da revista *National Geographic
> * e a imagem mais reconhecida da história de mais de 100 anos da publicação,
> a menina só foi identificada por nome e localizada quase vinte anos depois
> como *Sharbat Gula*, já uma mulher de 30 anos vivendo sob o regime
> fundamentalista Talebã.
>
> Nesta bela imagem de enorme contexto histórico, o detalhe é que o que vemos
> aqui não é uma fotografia. É uma recriação digital realizada por computação
> gráfica pelo artista *Hyun Kyung Up* <http://www.xcomicx.com/>. Ele utilizou
> os programas *Z-Brush*, *3D Max* e *Photoshop* para "*expressar as
> singulares obras de arte* [de McCurry]", que vem fazendo um tour e passou
> inclusive pelo Brasil.
>
> Abaixo, algumas capturas de tela do processo de modelagem:
>
> [image: stMCffftt]
>
> A recriação é imensamente bela e quase perfeitamente acurada, mas admirei
> ainda mais o relance parcial de seu rosto visto de frente – ainda que sem os
> poderosos olhos verdes. Esta outra visão de Sharbat Gula tem grande
> significado porque, como se descobriu, Gula só foi fotografada três vezes em
> toda sua vida. A primeira justamente aos doze anos, no que se tornou o
> registro icônico. Apenas ao redor de 2002 a busca por ela pôde ser
> empreendida, e como parte da procura ela foi fotografada uma segunda vez,
> identificada, para então ser finalmente clicada novamente por McCurry. Ela
> mesma só viu seu famoso retrato em 2003.
>
> Hyun Kyung Up pode ter recriado outra visão de uma beleza jovem e também
> perturbadora que estaria do contrário perdida para sempre.
>
> Vinte e seis anos depois, tanto mudou, e no entanto, tão pouco. No ocidente,
> especialmente nos EUA, onde antes uma beleza perturbadora chamou atenção ao
> sofrimento de refugiados por todo o mundo durante uma ocupação soviética,
> agora uma outra revista publica em sua capa um retrato
> chocante<http://www1.folha.uol.com.br/mundo/779208-jovem-afega-mutilada-que-posou-para-a-time-sera-operada-nos-eua.shtml>de
> outra bela jovem afegã, mas desta vez, horrivelmente desfigurada.
> Desta
> vez são os próprios EUA que ocupam o Afeganistão, e a mensagem que se
> pretendeu transmitir foi bastante diferente.
>
> Não é minha intenção afirmar aqui qualquer posicionamento político simples
> sobre a ocupação do Afeganistão, os EUA, ou mesmo a URSS e o Talebã. Se 26
> anos depois tanto mudou, mas tão pouco mudou, é porque as questões não são
> nada simples. Mas ao partilhar esta reinterpretação fabulosa de uma
> fotografia belíssima e repleta de significado precisava mencionar ao menos
> alguns dos nexos políticos que esta arte pode inspirar. Até porque o título
> deste post pode soar como uma versão superficial e de puro entretenimento
> para uma fotografia tão séria.
>
> "A Garota Afegã em 3D" e a arte digital, como arte, podem e devem provocar
> reflexão. Com ZBrush, Max e Photoshop.
>
> - - -
>
> [Sugestão de *Paulo Dias* na Ciencialist <http://www.ciencialist.com/>. Arte
> apresentada no fórum
> ZBrushCentral<http://www.zbrushcentral.com/showthread.php?t=90589&page=1&pp=15>
> ]
>




SUBJECT: ENC: [relatividad] Relatividad Genera Schwarzschild
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 08/08/2010 11:37

Há muito que não posso participar de maneira mais ativa neste fórum.

Mas tenho participado de outros, em especial  o [relatividad], também do Yahoo!.

Há algum tempo fiz uns ensaios sobre a métrica de Schwarzschild. Nestes dias,

Estive relendo-os e entendí, após algumas alterações, de enviar para o grupo Ciencialist.

Quem sabe, alguém não se interessa e faz uma leitura  do quase artigo sobre o

Assunto. Pois, do meu ponto de vista, está bastante didático. Não tanto quanto gostaria

ou como os mestres em ensino daí poderiam fazer. Mas a verdade é que eu gostei!.

E como não sou muito diferente da grande maioria, creio que alguém também gostará.

Está meio grandinho, o post. Mas não sou competente o suficiente para expor assuntos

de tal envergadura em poucas e boas traçadas linhas.

 

O e-mail pretendeu responder a um dos participantes do grupo, autor de uma teoria de Gravitação

que usa um formalismo à base de funcionais, que nada tem a ver com qualquer dos formalismos

matemáticos usados em RG. Mas cada um com seu cada um.

 

Críticas e reparos seriam bem vindos. Devo dizer que não houve retorno ao post, da parte

Do [relativida].

 

 

 

Sds,

 

 

 

 

 

De: JVictor [mailto:j.victor.neto@uol.com.br]
Enviada em: domingo, 8 de agosto de 2010 11:23
Para: 'j.victor.neto@uol.com.br'
Assunto: ENC: [relatividad] Relatividad Genera Schwarzschild

 

 

 





----- Original Message -----

From: JVictor

Sent: Thursday, June 24, 2010 4:53 PM

Subject: Re: [relatividad] Relatividad General

 

Caro Rodolfo e demais participantes,

Anteriormente enviei ao grupo e a você, especialmente,  os artigos seminais a respeito de uma métrica para o espaço tempo, conforme descoberta por Scharwzschild, de uma maneira rigorosa, usando a 3ª Lei de Kepler. Agora, esperando que tenha lido todo o material, farei comentários sobre as suas dúvidas, especificamente.

1º Post:

Rodolfo: Les pido me aclaren de que manera en Relatividad General se adopta el termino
. _________
 V1-2GM/c²r

 

Victor:  Há um erro na expressão acima.  V1 não tem significado, ali.

A expressão correta é  cid:DA8DBD8AE7B14BF28588D7AE2920B603@sp3, onde cid:8BC26D75CD2A4CECB4CDC49CA830E266@sp3 é a constante gravitacional Newtoniana,  cid:571355310D6145F0B4CBB86A72B814FA@sp3 é a massa da distribuição esférica homogênea considerada,  cid:60A02C9B49F243C5A65546A793ACAB33@sp3  é a velocidade da luz(valor considerado no vácuo) e cid:CD0C15586F4444E890BD1A2A847DEBDD@sp3é a distância do centro da distribuição cid:812F5967592340ECB523F4BA39479460@sp3 a um ponto qualquer desde o centro da distribuição. Portanto a expressão é adimensional! 

Mais adiante, procurarei aclarar o significado do termo cid:4BCBD60DA9B244C587891D468987DE7F@sp3, onde ele comparece e quais as razões subjacentes.

 

Rodolfo:  ...Que se pone en las ecuaciones que dan la dilatacion gravitacional del tiempo y otras expresiones de la RG ,por ejemplo figura en la ecuacion diferencial de la metrica de Schwazrschild (o como se escriba XD!)
 Se que existe una deduccion basada en formulas clasicas,pero no es rigurosa,quiero saber con que argumento rguroso en RG se introduce tal termino,si

se deduce en dicha teoria o es un principio

gracias por sus atenciones.

Victor:   Como você já pode perceber nos artigos que enviei, que são, por si só, esclarecedores, a métrica de Scharwzschild é a primeira solução exata das equações de campo de Einstein. É uma solução para o caso simples, de uma esfera de massa   cid:571355310D6145F0B4CBB86A72B814FA@sp3 ,  homogênea, de raio  cid:F7688E57BA644ACB9060B8DCF4390A25@sp3, estática, sem rotação. Se a massa cid:812F5967592340ECB523F4BA39479460@sp3 está em rotação, a métrica resultante é outra, mais geral, da qual a métrica de Scharwzschild  é um caso particular, que foi obtida mais tarde por outros pesquisadores. Esclareço que, dadas as equações de campo de Einstein, que são equações tensoriais, embora de significado físico e geométrico bastante accessível , uma solução que as satisfaçam plenamente é uma expressão matemática que descreve as propriedades geométricas(comprimentos, ângulos, etc.) do espaço em consideração. Uma expressão assim é a métrica do espaço. Como disse, este é o caso da métrica de Scharwzschild, a mais simples que se pode obter e que descreve com precisão a realidade observada de nosso universo.  A massa cid:571355310D6145F0B4CBB86A72B814FA@sp3 em consideração, em torno da qual se investigam as propriedades do campo gravitacional gerado,  pode ser um planeta, uma estrela, etc. 

A hipótese de homogeneidade da distribuição de massa é uma aproximação válida e  que conduz a resultados bem realísticos.

Agora, como obter uma solução das Eqs. de Einstein?

É algo difícil, mas apenas para quem não conhece o aparato matemático usado na RG, que é o cálculo tensorial.  O cálculo tensorial, em si, não é muito complicado, e se torna de fácil compreeensão devido aos seus aspectos geométricos, fáceis de serem imaginados. Uma das maneiras, é um tratamento à base de componentes, pelo que, emobra haja outros caminhos mais gerais para se chegar a ele, é especializado em componentes.

Com relação à métrica em questão, um dos artigos que enviei para você descreve quase passo a passo os procedimentos técnicos para chegar a uma solução real, de uma maneira diferente do processo que Scharwzschild usou, pelo  encontrou uma solução exata e rigorosa. Envolveu, em seu trabalho, a 3ª Lei de Kepler.

Mas pode-se chegar ao mesmo resultado por outros meios, mais transparentes, do ponto de vista físico.

Afinal, trata-se de uma verdade universal.

Mas há, também, técnicas heurísticas que permitem obter os mesmos resultados, sem o rigor matemático exigido, mas que, de maneira alguma, invalidam os resultados; desde que tenham apoio experimental e observacional sem ambiguidades.  Usam-se,  nesses casos, alguns argumentos de plausibilidade estabelecidos pela observação experimental, de ordem estritamente física, etc.  Com têm.

É assim que se faz física, constrói-se uma teoria.

Este post ficará bastante grande, mas não tenho  a pretensão de que seja um artigo. Mas é preciso que eu faça assim, para poder organizar e sistematizar os argumentos de ordem física que usarei. 

Busca-se chegar à métrica de Scharwzschild através de duas linhas de argumentos físicamente válidos observacionalmente, e o faço assim para tentar esclarecer a uma maioria de leitores deste fórum(cujo criador está desaparecido e precisa voltar...). Alguns não concordam com longas digressões matemáticas e didáticas, alegando, por exemplo,  que ninguém está aqui para receber aulas de ninguém, pois todos já são crescidos e sabem o que fazem. Eu não penso assim e fico satisfeito quando alguém  justifica o que deseja repassar da maneira que costumo fazer. Pois meu objetivo é divulgar. E para divulgar é preciso fazer com que se compreenda. E esta teoria(ou outras correlatas) só será compreendida, verdadeiramente, com argumentos físicos e matemáticos consistentes. Só espero que não fiquem enfadados ou cansados. Mas...

Pois bem, feitos os esclarecimentos acima, vou passar ao que me propuz: chegar à métrica de Scharwzschild sem usar os poderosos, gerais e precisos processos da maquinaria tensorial.  Não há, contudo, originalidade nessas deduções, apenas a maneira de conduzi-las, manipular equações e, sobretudo,  interpretá-las, é que é de cunho pessoal. Entretanto, esses caminhos todos existem na literatura relevante, há quase um século, os procedimentos básicos variando de autor para autor. Então, não haverá novidades.

Usarei duas abordagens, para mostrar como tudo isto é de uma consistência gigantesca! Chega-se sempre aos mesmos resultados, qualquer que seja o caminho legal adotado. Todos as trilhas acabam chegando a Roma...

Preliminares, que servirão para todos os desenvolvimentos que virão a seguir.

Qualquer que seja o caso, o ponto de partida serão sempre os conhecimentos obtidos na Relatividade Especial, partindo-se do Espaço-quadrimensional de Minkowski(ETqM).   O ETqM é considerado plano, ou pseudo-plano, nos moldes do espaço Euclideano.  É fundamental compreender o seguinte:

 

o intervalo cid:F6BBA04EC4F5458A93C222D198103FAB@sp3 (e isto não é um comprimento propriamente dito, no sentido Euclideano), entre dois eventos quaisquer cid:239B93F7419149AB80F92E73A1D019E7@sp3 e cid:9A99FAB237854B509F3D9C945717DC32@sp3, está relacionado às coordenadas espaciais e temporais através da expressão:

 

(ds)²= [dx)²+(dy)²+(dz)²]- (cdt)²=

(1)   

 

Métrica essa expressa em coordenadas Euclideanas retilíneas.  É a diferença entre dois “comprimentos” diferentes: um, temporal(dado por

(cdt)² e outro espacial, dado pela pela parte espacial da métrica,  = [dx)²+(dy)²+(dz)²].

Para quem está se iniciando nessas coisas, passo a esclarecer alguns aspectos do significado de Eq.(1).   A (1) especifica essencialmente uma distância no espaçotempo 4-dimensional, que é bem diferente de uma distância no espaço(3-dimensional, Euclideano) e de uma “distância” no tempo, considerados em separado, conforme está explícito no esquema Newtoniano.   O termo (ds)² é uma medida da “distância no espaçotempo 4-dimensional. É preciso separar bem os conceitos, para um entendimento correto do que a (1) quer dizer. Ou seja, (ds)², na verdade, é mistura dos dois tipos de comprimentos, obtida após a fusão, no 4-espaço,  dos conceitos de tempo e espaço. Dessa forma, a distância entre a Terra e a Lua, ou entre a Terra e o Sol, ou entre dois objetos quaisquer, considerando o 4-espaço, por exemplo, entre 10:00h e 10:03 h é diferente da distância entre os mesmos astros entre 10:00h e 10:05h ou entre 10:00h e 10:08 1/3 h. Vejamos como é isso, com um exemplo numérico, para aclarar idéias.  Por causa dos parâmetros bem conhecidos, usarei a Terra e Sol, para o cálculo das distâncias, a que me refiro.

 

1)  (ds) 4-espacial  Terra-Sol, entre 10:00h e 10.03h:

a)     c(dt)=300.000 km/s 3min= km

 

b)    (dl) = 150.000.000 km = 1,5x (dl)² =22,5xkm

 

c)     Logo, a distância no 4-espaço, entre a Terra e Sol, no intervalo temporal dado, é:

d)    (ds)²= [dx)²+(dy)²+(dz)²]- (cdt)²==

=22,5xkm² -² =19,58x, ou 19.580 trilhões de km².

Extraindo a raiz quadrada encontramos (ds) =139.920.000km

                E veja que isto é bem menor que a distância espacial, 150.000.000 km, dado em b), bem conhecida.

2     (ds) 4-espacial  Terra-Sol 10:00h e 10:05h:

Procedendo com os cálculos como acima, vê-se que a distância 4-dimensional, é menor ainda,

da ordem de (ds)=120.000.000 km.

Menor ainda...

     3) (ds) 4-espacial  Terra-Sol entre 10:00h e 10:08 1/3 h

 

                ... e aquí, a distância 4-dimensional Terra-Sol é... zero!

 

Se alguém quiser discutir o significado desses números, nesse contexto, fique à vontade.

 

Após essa digressão, voltemos ao tópico inicial.

A forma geométrica obtida com a (1) vai depender dos coeficientes de cada termo do 2º membro.  No caso,  os coeficientes são unitários, o que indica que a métrica acima descreve um espaço plano, embora não Euclideano(por causa do sinal (-) na parte espacial ou em   cid:585E6F5B6C304582BDCD6FE83C228332@sp3 , a depender da assinatura usada para a métrica([1,1,1,-1]  ou [1,-1,-1.-1], que é irrelevante para a análise e obtenção dos resultados, sendo uma questão de convenção,  que varia de autor para autor). É por causa desse mero “sinalzinho” que toda história é mudada para uma descrição de um  espaço diferente do Euclideano, mas com mais riqueza de detalhes.  Se os coeficientes dos termos da Eq. (1) forem diferentes da unidade, esta não estará descrevendo um espaço plano, pois os coeficientes das variáveis é que molda a forma da superfície(ou curva) descrita pela equação.  Mas terá uma forma a depender das condições observacionais relevantes, o que será expresso pela escolha desses coeficientes. Então, cada coeficiente que comparece em cada termo deverá obedecer a condições que estejam de acordo com o que se observa no universo. Quando consideramos a influência de alguma massa cid:DBDB12470D4F404FAE956B448DC8EAF5@sp3 veremos que  os coeficientes não mais serão todos iguais a  “1”, podendo ser, inclusive, funções de variáveis espaciais ou temporais, conforme abaixo procuro explicar. Não importa o que sejam os coeficientes, desde que sejam compatíveis com a realidade observacional! É aí onde entram as “intuições físicas” e o conhecimento científico e matemático anteriores, para as corretas especificações dos tais.  É aí onde devem ser especificadas as condições de contorno apropriadas. Assim, a forma mais geral para a métrica (1) poderá ser a seguinte, em coordenadas esféricas:  

 

cid:833FB19741824A6CA174737A9AE7A8C0@sp3

(2)   

Pode-se imaginar, aqui, a origem das coordenadas na partícula de massa cid:571355310D6145F0B4CBB86A72B814FA@sp3(Sol, Terra, por exemplo).  É este o procedimento usual.

Pois bem, a métrica (2) deve se reduzir à métrica  quadri-dimensional de Minkowski  no infinito,  pelo que as funções cid:1A11EB60E1A14B07B5CAE9D632E7F635@sp3e cid:479784021E7D4193A33CE5B8E08B11DB@sp3 teriam o valor 1, pois, no infinito, o observador irá estar bem distante da massa cid:E0F6ABBF14FA4D93855CE612F6EFEA59@sp3   É o que efetivamente acontece.

Assim, o procedimento é escolher as funções  cid:1A11EB60E1A14B07B5CAE9D632E7F635@sp3e cid:479784021E7D4193A33CE5B8E08B11DB@sp3 tal que, no infinito, elas se reduzam à unidade, como na métrica original.  Há um trabalho na internet, bastante intuitivo, postado por um certo Martinez, que detalha muito bem essas coisas, tornando a compreensão do assunto bastante imediata e simples.  Se você já baixou o trabalho do Martinez(está disponível no fórum, na seção de Arquivos), acesse as Entradas 53 e 54 do trabalho. Valerá a pena, pela clareza com que o assunto está exposto ali.   Eu não poderia fazer melhor.  A exposição que farei, conforme verá, será bastante diferente da que o Martinez postou. Lá, o Martinez mostra tudo do ponto de vista das equações de campo da RG bem como detalha a maneira como Scharwarzschild fez sua fantástica descoberta, usando a 3ª Lei de Kepler..

Há que se agregar à análise a hipótese plausível, de que a massa cid:812F5967592340ECB523F4BA39479460@sp3 em repouso poderá ser considerada estática,  isto é, os coeficientes da métrica são independentes do tempo; além do que, a simetria do sistema esférico, em tais circunstâncias, indicam que tais coeficientes independem também dos dois parâmetros angulares,   e, que, juntamente com , caracterizam o sistema esférico.  E isto conduz a uma grande simplificação, sem implicar em perda alguma de generalidade.  Assim, definida a métrica geral como expressa pela Eq.(2), resta determinar cid:1A11EB60E1A14B07B5CAE9D632E7F635@sp3 e  cid:479784021E7D4193A33CE5B8E08B11DB@sp3, funções essas ainda desconhecidas e dependentes de cid:F7688E57BA644ACB9060B8DCF4390A25@sp3, para que a expressão resultante possa descrever, com precisão, o espaço em estudo, extraindo-lhe todas as conseqüências relevantes. Bem, como disse, a determinação de  cid:1A11EB60E1A14B07B5CAE9D632E7F635@sp3e cid:479784021E7D4193A33CE5B8E08B11DB@sp3  poderá ser feita, de maneira rigorosa, a partir das Eqs. de campo de Einstein.  Mas é imprópio fazer isto aqui. Então, farei uma análise “caseira”, mas rica em argumentação de plausibilidade, pelo que poderemos tirar as principais conseqüências da métrica, o que responderá  à sua justa pergunta inicial e outras, que venha a fazer...

1º Procedimento:

Sabemos, em vista do Princípio da Equivalência, que a relação entre as freqüências de um pulso dentro de um recipiente em queda livre, recipiente este caindo com aceleração cid:E70441ACAD3B4A99BD25511F646BF698@sp3para um observador externo, é(pelo efeito Doppler):

cid:5FB8C187D0C440E5BFFDB267A851DABC@sp3

(3)   

Onde:

cid:664AA856DE794C1599CDB79DB66C491E@sp3  é a distância entre o piso e o teto do recipiente;

cid:615337BA142C4234B74CA09326CFF21F@sp3  é a aceleração da gravidade, segundo Newton

cid:AD093349F31D4012B8A9090D99C0473D@sp3 é a velocidade da luz, valor tomado no vácuo; e,

direção e sentido do movimento do pulso eletromagnético: do piso para o teto, contra a aceleração cid:A583AB97CC3A4556B852891BC6AE5D60@sp3

A dedução da Eq.(3) é simples.  Há farta literatura a respeito.

(Uma pequena digressão: O termo cid:286D290DA35D4DAD93C8A1A2EDAA40CE@sp3  foi medido numa experiência famosa, em 1960., usando-se  raios gama de 14,4 keV.  Os pesquisadores, já naquela época, encontraram o valor experimental de      cid:2E9D672F644849C6857EC262E3659294@sp3 .  O valor teórico é: 2,46xcid:989753C21D194C829876E202ED80E708@sp3, com uma precisão de cerca de 10%.  Quatro anos depois, novas técnicas permitiram um valor muito melhor, com uma precisão de 1%!  Na época havia surgido uma técnica importante largamente usada até hoje, que foi o famoso efeito Mössbauer.  Foi esta técnica que foi empregada.)

Podemos escrever a Eq.(3) da seguinte forma, sabendo que o potencial gravitacional entre o piso e o teto do nosso recipiente está relacionado ao campo    -cid:615337BA142C4234B74CA09326CFF21F@sp3  mediante o gradiente do potencial, φ:

 

-g =-cid:B3020C3E70754AF2AD774E784D7BC3EF@sp3

(4)   

Como cid:70761A3A375D422592A92680F7211215@sp3, na Eq.(3), pelo que esta equação se transforma em:

 

cid:DDB7FB3773534F31A88A77E2487F9BF1@sp3

(5)   

consideradas as freqüências inicial e final(piso e teto, do recipiente).

Ora, mas o velha e boa teoria Newtoniana nos ensina que o potencial devido à gravidade da Terra, de massa cid:571355310D6145F0B4CBB86A72B814FA@sp3,  a uma distância cid:CD0C15586F4444E890BD1A2A847DEBDD@sp3 do centro,  é dada por:

 

cid:B60947FC3E5B47968F850ADA475327F7@sp3

(6)   

Aquí, o nível zero de energia potencial no infinito é tomado igual a cid:BD05AE8EE669455791DAE93BECE0FBF8@sp3

É do conhecimento de gregos e troianos,  também, que podemos expressar um  intervalo de tempo como Δcid:6B1CBECB13D4412D9A524BA83F990710@sp3 (inverso da frequência, em Hz).  Neste caso, temos o período da oscilação radiação em estudo.

Se considerarmos o teto do recipiente muito distante, no infinito, teremos para a relação de tempos entre os mesmos eventos que ocorrem perto da massa cid:571355310D6145F0B4CBB86A72B814FA@sp3 ou muito distante dela, intervalo este que indicaremos por cid:C8AF49EF3EEC4BE7A4E52E2B6C5F6413@sp3(para designar intervalo de tempo medido sem influência alguma de qualquer massa)  ou, depois de um pequeno algebrismo,  com as relações acima:

 

=cid:8CA6A14CEC8C40669BD79C739E8A67B8@sp3

 

(7)   

A relação acima mostra que um campo gravitacional altera o funcionamento de um relógio, pelo que sua marcha é alterada.  Qualquer relógio, inclusive o nosso, de origem biológica,  tem seu ritmo alterado.

Esclarecendo mais, a Eq.(7):

1)cid:AF042A54EF4F42B2B2D62803C1045C39@sp3  representa o intervalo de tempo medido por um relógio no infinito, afastado de qualquer massa, e onde prevalece o espaço de Minkowski.

2) cid:8700B3835CF847F6833AEF01C8C2299E@sp3  representa o intervalo de tempo medido a uma distância cid:F7688E57BA644ACB9060B8DCF4390A25@sp3 do centro da distribuição de massa cid:812F5967592340ECB523F4BA39479460@sp3 considerada.

A fim de encontrar uma expressão para cid:5DF4A7DB2C1145D481A64A519B5DBBA8@sp3, pois para (dt) já a temos, que é a forma em que o termo temporal entra na expressão da métrica[Ver Eq.(1)],  devemos, naturalmente, explorar  o resultado

cid:EC9B0868BD5B480FB5CB413B9673CC59@sp3), com cid:02BF95908824446E9559854682095D04@sp3que já conhecemos e que é, também,

experimentalmente verificado, desde 1971, com excelente precisão. Escreve-se esta equação como abaixo:

cid:F64EB5C999014D6BAC0442A123F82405@sp3)

(8)   

Ou, numa forma mais próxima, elevando ambos os membros ao quadrado. (O (dt) com índice infinito, no segundo membro de (9),  representa o intervalo diferencial numa região onde o potencial gravitacional é considerado zero. É em relação a ele que os demais são afetados pelo potencial, na justa medida da expressão abaixo):

 

cid:A4CB130DBD81493A9D2072D9231FB81B@sp3

(9)   

Ora, a energia potencial da partícula dentro do recipiente é , naturalmente, dada por  cid:F48A145FB26E4DDFBF51A291CFA0D2E2@sp3, tomando  cid:7B0BC2D349E149319B0DB116D7F229A0@sp3.   Essa energia potencial é muito, muito menor que a energia total cid:18DE2EC6674A4C06A3AC1D9DD9CEDC70@sp3 .  A relação entre a energia potencial e a energia total conduz ao seguinte:   cid:789D5C97689E4F99B5F42BACCF67A0A7@sp3

Usando o argumento acima,  elevando a expressão entre parêntesis ao quadrado na Eq.(9) e desprezando o termo com potência de cid:8EC5BEE236784691BD8267D799F07FDC@sp3maior do que  2, ficamos com a equação a seguir, que esclarece melhor tudo quanto estamos dizendo:

 

cid:568CA23A0A0C4632B89E4C87B47D9BCA@sp3

(10)

Esta é, pois, uma forma de relacionamento entre os intervalos de tempo mais adequados para encararmos a métrica,  posto (dt) em sua forma canônica, conforme aparece na métrica(ao quadrado).

A Eq.(1) é a métrica de Minkowski  para o espaço na ausência de massa.  Então , se houver massa presente,  o cid:C040AB0D158545F98FB1C6C72950A61B@sp3  que aparece lá deve ser substituído pelo da Eq.(10), que restabelece a verdade dos fatos, quando a polícia, digo, o potencial está presente.

Assim,  a métrica Eq.(1) fica alterada, no respeitante  ao tempo:

                                                                                                      (11)

 

Assim, voltando à Eq.(2), em coordenadas esféricas(por ser mais geral, e esclarecer outros aspectos da métrica na presença de matéria, não expostos pela Eq.(1) ou Eq.(11)), é suficiente  corrigir o  o termo em cid:F4802FE2CF2B4DBDA631F0AB542C7F0F@sp3 fazendo cid:756BC4FE68BA4471B557889DAA7DEFC3@sp3 ou,

 

cid:1F8AA3DB45DF4C9EADEF996B475434A7@sp3

(12)

Após algumas considerações matemáticas e físicas, prova-se que o coeficiente cid:C6BBD72F59A546689A69B90F62CDF2D5@sp3  vem a ser o inverso de cid:479784021E7D4193A33CE5B8E08B11DB@sp3.  Contudo a demonstração disso não é difícil. Alguém daí poderia até complementar esta trabalho, fazendo-a. Como já apontamos que a simetria da métrica esférica implica que os coeficientes não devem depender dos parâmetros angulares, podemos escrever, finalmente, a métrica expressa pela Eq.(2),    

cid:F2A17CDAE3C14176937498D09850C0CD@sp3,

após substituir os coeficientes encontrados, da seguinte e útil maneira:

 

cid:7C514882285446678716D3B85490E17D@sp3

(13)

 

Vê-se que esta é a métrica que foi  obtida em 13.02.1916 pelo matemático e astrônomo K. Schawrzschild, cujo original em pdf você o recebeu.  Ele usou técnicas precisas, associadas à 3ª Lei de Kepler para chegar a esse resultado.  Einstein ficou muito surpreso e muito contente com a solução dada.  Como disse, resolvendo as Eqs. de Campo chega-se aos mesmos resultados. Porém, o caminho é longo e enfadonho, embora gratificante, pela precisão embutida no processo. Usa todo o ferramental do cálculo tensorial, “maquinaria” essa indispensável no trato com Relatividade Geral.  O método acima, bem como o que vem na sequência, apesar de não ter a precisão matemática requerida, não sendo, pois, uma demonstração,  no sentido crasso do termo, torna-se interessante devido aos argumentos físicos requeridos, todos com largo respaldo experimental.  Vejamos o outro caminho, que usa diretamente as Transformações de Lorentz para converter coordenadas de um sistema plano, inercial, em outras, apropriadas a um sistema esférico, de massa , homogêneo. As coordenadas serão as velhas e boas coordenadas esféricas, bastante conhecidas.

2º Procedimento.

Uma outra solução que usa uma matemática bastante simplificada está associada a, igualmente, um certo número de argumentos físicos plausíveis.  Uma muito inteligente combinação desses ingredientes foi realizada pelo grande astrofísico Subrahmanyan Chandrasekhar, PNF de 1983 e, infelizmente, falecido em 1995.  O artigo, contudo, revelou-se muito sucinto, sem detalhar muito os desenvolvimentos, pois o famoso astrofísico escrevia para especialistas, que não precisam de muito detalhes nos desenvolvimentos matemáticos relevantes, por pura perda de tempo para eles.  Não é o nosso caso, de simples e risonhos mortais! Ora, isto  impõe extrema dificuldade à  compreensão dessas coisas, sobretudo por aqueles que não tiveram a chance de  avançar o mínimo necessário na matemática de interesse.  É o caso de estudantes de cursos de graduação, seja de engenharia, seja de física. Em 1998, o físico brasileiro Mauro Sérgio Dorsa, fez um trabalho que, particularmente,  considero magistral.  Seguindo os passos de Chandresekhar, o Dr. Dorsa fez uma dedução de modo a permitir que alunos ou estudiosos independentes que conheçam a Relatividade Especial e um pouquinho só de cálculo tensorial consigam entender os aspectos fundamentais da RG. (Mas no próprio artigo autor faz uma introdução elementar, mas suficiente, de cálculo tensorial, com vistas a digressões sobre a RG.)

Obs.: O artigo foi publicado pela Revista Brasileira de Física. Contudo,houve um erro gráfico gravíssimo. O artigo está disposto em duas colunas por página. Acho que por erro na digitação dos códigos LaTex, toda a equação foi escrita numa só coluna. Como resultado, devido ao tamanho da letra usada, aconteceu o seguinte: metade da equação foi para a linha seguinte, mas ficou escrita como se fosse um denominador. Não cristão desavisado que não “paste” com um uma coisa dessas. Acho que muita gente que não percebeu essa escorregadela da Revista até desistiu de estudar o assunto. Pois, se o assunto já é considerado difícil, imagine com as equações grafadas erradamente.  Após descobrir a falha, fiz um e-mail para RBF, expondo o assunto e reclamando do evidente desleixo nas revisões, antes da publicação. Até hoje não recebi reposta, nem a “melada” foi corrigida. Ao menos até a última vez que fui e vi. Bem, creio que se fosse físico de formação, com canudo registrado por lá, talvez me tivessem dado alguma atenção.

Neste post farei umas adaptações, segundo meu modo de entender, repassando o estudo original para você e os demais participantes do grupo, de uma maneira mais simples ainda, até onde posso chegar, de tal modo que aqueles que se interessam por algo do tipo sejam estimulados e continuem estudos correlatos. E também para saber que uma compreensão mais aprofundada de RG só é possível com o uso dessa ferramenta magistral, que é a matemática.

Antes de começar a derrubar a árvore, vou amolar o machado, expondo alguns conceitos importantes na RG, que creio sejam de conhecimento da maioria, mas que me ajudarão a organizar o este texto, que seria uma bagunça sem isso.

1 -  Depois da descoberta de Minkowski, verificou-se que podemos usar qualquer sistema de referência, inercial ou não inercial, para a descrição dos fenômenos físicos.

2- A Relatividade Restrita estruturou a Eletrodinâmica de Maxwell e a Teoria de Newton num só esquema, coeso, coerente e consistente, unificando a Física Clássica.

3-A RG não é uma generalização da Teoria Newtoniana usando a Relatividade Especial.  A RG se fundamenta em princípios independentes e tem a TN como caso particular, no caso de baixas velocidades e campos gravitacionais fracos.

4 – A igualdade entre massa inercial e massa gravitacional é o cerne da RG. É o seu fundamento primordial.  Contudo, até o momento ninguém sabe explicar a razão pela qual a massa inercial é igual à massa gravitacional.  É em virtude dessa misteriosa igualdade que existe o Princípio da  Equivalência, que pode ser expresso assim:

“Um sistema que está estacionário em um campo gravitacional uniforme com intensidade cid:E3DDA1A57FB04EF997F50A6F5F93462F@sp3 é fisicamente equivalente a um sistema que está acelerado com aceleração  -cid:E3DDA1A57FB04EF997F50A6F5F93462F@sp3. “

Há muitas conseqüências interessantes do princípio acima, que deixarei para discussões (eventuais...) futuras. 

É o princípio enunciado acima que faz toda a diferença! Inclusive conduzindo à conclusão compulsória  de que o espaço realmente é curvo.

Bem, com base em tudo que vimos a acima, é hora de marcharmos, como os Drs. Dorsa e Chandrasekhar, para uma estimativa da métrica do espaçotempo devida à gravitação, em vista da  presença de alguma distribuição de massa cid:571355310D6145F0B4CBB86A72B814FA@sp3, a exemplo do que fizemos acima e verificar se, com essa nova ótica, encontraremos a mesma expressão já encontrada.

Considerações básicas.

1 – massa inercial = massa gravitacional.(Sem isto não há salvação, nem se passa pelo purgatório...)

2 – Consideremos um campo gravitacional esfericamente simétrico gerado por uma distribuição homogênea de massa(como Sol, Terra ou qualquer outra estrela), cid:571355310D6145F0B4CBB86A72B814FA@sp3. Suponha-se, ainda, que a estrela está em repouso em um sistema que chamaremos de cid:3A148754D9994E6AB1B1134C0E2A4774@sp3  Consideremos uma caixa que cai em queda livre, radialmente, em direção ao centro da estrela de massa  cid:571355310D6145F0B4CBB86A72B814FA@sp3.  Associemos um referencial cid:C149C23CC9DF4B3D857F738D217A6596@sp3ligado à caixa que cai em queda livre em direção ao centro da estrela, segundo a direção radial.  Designemos as coordenadas de  cid:C149C23CC9DF4B3D857F738D217A6596@sp3 por:  cid:9916D26D0CAB4C2EA5BE916EC030F818@sp3.  Devemos considerar, por simplicidade, cid:7FB33DEDF41441DC9EA268AF5C8BFC2C@sp3  na direção radial.

Precisamos, agora, do elemento de  linha, cid:4FA89FEA2A894B74961BF1DF76B6D41E@sp3.  Como a caixa está em queda livre, e como devemos sempre supor que ela é muito pequena, o espaçotempo, para cid:C149C23CC9DF4B3D857F738D217A6596@sp3, deve ser considerado como o de Minkowski. Portanto, o elemento de linha tem a forma da Eq(1), aqui repetida, a menos dos índices indicadores do sistema em queda livre:

 

cid:30B9B950CDF4404FBD120F9ED1204911@sp3

(14)

(Obs.: usarei a métrica com a assinatura acima para não ficar muito diferente da maioria dos desenvolvimentos encontrados por aí, e para facilitar a compreensão de algum interessado. Mas se usar a outra assinatura, dará no mesmo. Talvez, um trabalhinho mais aqui ou ali. Só.

Como a distribuição de massa é esférica, devemos usar coordenadas esféricas, ligadas à distribuição, ou estrela. Se cid:F43821B04A2E45B98C3A14CFF59C5229@sp3 a distância do centro da estrela a um ponto qualquer à sua volta, onde num certo instante cid:3ECA8A0B89504083A399AC74F1236EA5@sp3se encontra a caixa em queda livre, em direção ao seu centro, e se os parâmetros angulares  cid:3C66245A906F42AF98FD0D61D952B78F@sp3  e cid:B3020C3E70754AF2AD774E784D7BC3EF@sp3  representam as latitude e a longitude da esfera, teremos que um ponto qualquer nesse sistema é representado por cid:6B73095512004352AF4F63154E4FA1A1@sp3.

As relações de transformações entre as coordenadas dos dois sistemas é:

cid:F0480CF335294431B12C0CE9256215AF@sp3

cid:0BB64FAF202A49BD9D91BA1280CFE379@sp3

 cid:98D0419D35FF474FB55E6A4619746579@sp3   foi escolhido(ver mais acima) na direção radial. De forma que podemos expressar  cid:98D0419D35FF474FB55E6A4619746579@sp3  em função de cid:5AA1D16ECC0749BDA119C3C250AACEEB@sp3  mediante uma transformação de Lorentz.  Recordemos que estas duas coordenadas estão na direção do movimento da caixa em queda livre, portanto elas se relacionam segundo uma TL, enquanto as demais coordenadas são transversais, por escolha nossa. Portanto, seus comprimentos são invariantes. Qualquer observador, mesmo bêbado, mede o mesmo comprimento!...

O observador na Estrela, em repouso, vê a caixa se aproximando e, para este observador, o seu comprimento é

 

cid:3495AF585FB14D08B40731353CA33E73@sp3

(15)

 

onde   cid:7FD1D2ACF0D94CA793AD6642FAFD723E@sp3 é a velocidade de aproximação da caixa em queda livre, ou a velocidade relativa entre a caixa e a estrela.  Para simplificar, usemos a convenção:  cid:FA8E18C68433471FA24AEBD3A35A4A05@sp3.

A Eq.(15) fica, então:

 

cid:E0C471DD48C84233B45261F60C8FE5A2@sp3

(16)

 

para simplificar a manipulação.

Assim, podemos expressar cid:5D85A6EBD2214967A2F4FE820515DCD7@sp3  em termos de cid:8AE82228AD73404CBD9902203C78A16B@sp3

 

cid:B7625516E737477E8BB0E37C1B21417C@sp3dr/cid:2D84AFA89E8F457A806EEB2518189F0B@sp3

(17)

 

As T.L aplicadas  à coordenada temporal, dá, por igual forma:

 

cid:A0778FF1B70A4300996964CCB05FE709@sp3

(18)

 

Substituindo, agora, cid:F847DCA220DF4FCBA0F716FABFD9CBAF@sp3, cid:E3598B257B4F4F488E2EC4F67BE55DFA@sp3e cid:C18026535B4E4663AB87AAFB7C99C99E@sp3 em (14), teremos:

 

cid:DC53C35081824B29B733D5D21F56248B@sp3

(19)

 

Bem, mas ainda não chegamos a nada esclarecedor.  O de que precisamos, agora, é expressar  o termo cid:482A6271E2184D27A9CE572BF7F2B5A1@sp3 em função do potencial gravitacional Newtoniano, cid:3D70BB5D33D846FB9017106539CB7764@sp3 ;   o que, felizmente, é possível. 

Para isso, recorreremos à lei de conservação da energia de um corpo de massa cid:2898A765DA19442EB4D82B8BF8578BB4@sp3 visto pelo sistema cid:F67A122EE12847F4A31BED438C43DEDA@sp3, fixo à estrela de massa cid:571355310D6145F0B4CBB86A72B814FA@sp3.   Seja cid:B75B72AD463443E598920EEF926FBAF7@sp3 sua massa de repouso. Mas é sabido que cid:2898A765DA19442EB4D82B8BF8578BB4@sp3   e   cid:B75B72AD463443E598920EEF926FBAF7@sp3  estão relacionados através da equação relativísitica:

 

 

cid:C76ECFAB35664D308A98A7FAB7E1AB3C@sp3

(20)

 

A conservação da energia nos diz que

 

cid:29A5E53DC1C041ECBD435A540A4687C9@sp3

(21)

 

onde o primeiro termo do primeiro membro é a energia cinética da partícula e o segundo é a energia potencial devido à gravidade.

Dividindo todo o primeiro membro por cid:3D350403B2084CC9982E624F574E0DBE@sp3 , teremos;

 

cid:F6FC80CBADEE410590B8BB2AAB8075D2@sp3=0

(22)

 

Ou,  cid:0BFC9BC140834BCEB2D5462FE20487E6@sp3.  Mas, de acordo com a Eq.(20), cid:2A778A0C679345599E30B0AC4D5B824B@sp3 .  Então, substituindo esta expressão na precedente, teremos:

 

cid:C50C5FA1DF80480581EA954C1C27A661@sp3

(23)

 

De (23), obtemos:  cid:93604C569C2D4AC594B77896361F623C@sp3  ⟹ cid:D12EA67FFCFF4ACDAC766C45D1DA16B9@sp3

cid:55F663D781A4447798D3D1966D48F027@sp3

Ora, sendo  cid:AD74F7FD258C4A47A93BF2BC21351DAD@sp3 , resulta que o termo cid:683CA9F0D65E45918F36BF45F191C526@sp3  é muito pequeno comparado com 1, para uma estrela como o Sol, por exemplo, onde, em unidades MKS, teremos muito aproximadamente: cid:246F7C1F5BAC4F94BDD68E58B4F34920@sp3  Daí, podermos fazer a aproximação:

  cid:261B2C0BECFF4DFBB0E73126F4217CB7@sp3.  Substituindo, agora, este importante resultado na Eq.(19), termos:

 

cid:6AD6835F12724A7DACD3E42A3A00B0DE@sp3

(24)

Substituindo na Eq.(24) o valor de cid:AD74F7FD258C4A47A93BF2BC21351DAD@sp3 ,   reencontraremos a mesma Eq.(13), para o mesmo evento.

Bem,  espero haver esclarecido os pontos básicos. Usamos dois caminhos diferentes matematicamente consistentes(particularmente, gosto mais do segundo), para chegar ao que nos propusemos. Estou trabalhando nisso desde a madrugada e estamos num feriado.

Mas resta agora examinar as aplicações da equação acima,  que são muitas e ricas em informações acerca do comportamento do espaço. No site do Angel

(www.geocities.com/angelto.geo/bhole/schwarzs.html),

é feito um estudo dessas aplicações,  que clarificam melhor as coisas bem como o poder e a eficiência da métrica.

Deixo isso ao seu encargo ou de quem mais interessar possa.

Espero que esta explanação geral tenha respondido às demais questões de seus posts.

Ficarei no aguardo de críticas a estas considerações.

Sds,

Victor.

 

 

----- Original Message -----

Sent: Wednesday, June 23, 2010 9:22 PM

Subject: Re: [relatividad] Relatividad General

 

▬ Gracias JVictor

 

Hojeando los articulos que pegaste,leo que el primero de ellos parte del potencial Newtoniano.Lo que veo (en todos los libros que lei sobre el tema) es que al factor de Lorentz

.._______

 V1 - v²/c² .............1)

 

Se le introduce v² = 2GM/r (Newton) --------->(1 -2GM/c²r)¹/² ................2)

 

No encuentro demostracion a la extrapolacion de 1) a 2) ,parece que es necesaria para que la RG se reduzca a la teoria de Newton para bajas energias,¿es asi,es necesario poner el valor 2) para que la RG se reduzca a la teoria de Newton y esa es la explicacion del porque se utiliza 2)?

 

¡saludos!

 


 




SUBJECT: Re: [ciencialist] MQ & Gravitação : "Filosofadas"
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 08/08/2010 14:38

Ola Belmiro,
 
Na realiade o que li foi que o núcleo dos átomos, assim como os eletrons, "aparecem" e "desaparecem" constantemente......Vou procurar a fonte....
 
Abs
Felipe

--- Em sáb, 7/8/10, Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br> escreveu:

De: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
Assunto: Re: [ciencialist] MQ & Gravitação : "Filosofadas"
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Sábado, 7 de Agosto de 2010, 18:10

 
 
 
   Oi Felipe,
 
   Creio que você está confundindo as coisas. Partículas aparecendo e desaparecendo ocorre no vácuo e trata-se de pares matéria-antimaté ria que aparecem e em seguida aniquilam-se sem violar o princípio de conservação de energia.
 
   [],s
 
   Belmiro

--- Em sex, 6/8/10, luiz silva <luizfelipecsrj@ yahoo.com. br> escreveu:

De: luiz silva <luizfelipecsrj@ yahoo.com. br>
Assunto: [ciencialist] MQ & Gravitação : "Filosofadas"
Para: "ListadeCiência" <ciencialist@ yahoogrupos. com.br>
Data: Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010, 23:29

 
Pessoal,
 
Estava lendo um artigo de MQ, onde era falado que as partículas estão, constantmente, "aparecendo" e "desaparecendo" (ja tinha lido isto antes, mas agora é que me veio "a viagem"::))) .
 
Tem, inclusive, um físico que propôs que as partículas vão para universos paralelos, e retornam para este universo.
 
Não sei se até hj, entendi corretamente este fenômeno. Assim, suguem minhas "Viagens" :
 
1 - Este aparecimento/ desaparecimento ocorre simultaneamente, com todas as partículas do universo ? Ou seja, vivemos em constante exitência e inexsitência ? O que significa isso(um espaço vazio, sem materia)?
 
2 - Podemos assumir que, durante o tempo de existência, o universo ficou, em média, 50% do tempo "sendo" espaço vazio e 50% tendo a "massa, que conhecemos"( ou alguma porcentagem do tempo, caso as particulas nao deapareçam e apareçam concomitantemente) ?
 
3 - Independentemete de ser comcomitante ou não, esta "perda" de massa, ao longo do tempo, teria algum impacto na expansão do universo, em função da alteração na força  gravitacional que este "sumiço" da massa traria ?
 
 
4 - Qdo as partículas desaparecem, sua massa vai com ela...Assim, este aparecer/desaparece r provocaria ondas gravitacionais ?
 
5 - O que dá a partícula "memória" , de modo que, esteja o objeto parado ou em movimento, este mantém sua estrutura ao longo do tempo, assim como o próprio universo?
 
6 - Isto, assim como fenomenos não-locais, são "evidências" de um "realidade" transcendente ?
 
Abs
Felipe
 
 

 

 

 

SUBJECT: A profecia cumpre a si mesma
FROM: Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 09/08/2010 01:12

A profecia cumpre a si mesma

Twelve_Monkeys__1995___ER_-fanart

“Se as pessoas definem uma situação como real, ela se torna real em suas consequências”. – W.I. Thomas

Segundo a lenda grega, Laio, o rei de Tebas havia sido alertado pelo Oráculo de Delfos que uma maldição iria se concretizar: seu próprio filho o mataria e que este filho se casaria com a própria mãe. Por tal motivo, ao nascer seu filho Édipo, Laio abandonou-o no monte Citerão pregando um prego em cada pé para tentar matá-lo. O menino foi recolhido mais tarde por um pastor e batizado como "Edipodos", o de "pés-furados", que foi adotado depois pelo rei de Corinto e voltou a Delfos.

Édipo consulta então o Oráculo que lhe dá a mesma previsão dada a Laio: que mataria seu pai e desposaria sua mãe. Achando se tratar de seus pais adotivos, foge de Corinto. No caminho, Édipo encontrou um homem e, sem saber que era o seu pai, brigou com ele e o matou, pois Laio o mandou sair de sua frente. Concretiza assim a previsão do Oráculo, que ainda iria lhe pregar outras peças, pois afinal, Édipo acaba se casando com a própria mãe.

Que a tragédia de Édipo não seria uma tragédia se o Oráculo de Delfos não tivesse feito sua previsão revela o paradoxo das profecias, ou pelo menos, das profecias que se fazem conhecidas. O dilema não se aplica apenas a supostas profecias sobrenaturais, ele se revela verdadeiro a qualquer previsão feita conhecida sobre o futuro. Em “O Problema do Livre Arbítrio”, John Barrow explora as implicações da questão a conceitos aparentemente tão diversos quanto o determinismo e a liberdade.

Mesmo o psicólogo britânico Richard Wiseman investigou a influência de profecias auto-realizadas. Ao pesquisar as diferenças psicológicas entre pessoas que se consideravam incrivelmente sortudas – ou azaradas – Wiseman descobriu que esperar ter sorte realmente aumenta as chances de obter melhores resultados. Não por algum mecanismo sobrenatural, mas simplesmente porque ao esperar mais oportunidades boas, uma pessoa se torna mais aberta a inúmeras oportunidades, sejam elas boas ou ruins. Os que se consideram azarados acabam diminuindo as possibilidades fortuitas, por temer que sempre lhe causem prejuízo, e com isso acabam bem menos propensos a serem beneficiados pela boa fortuna. Sortudos e azarados teriam outras diferenças na abordagem do acaso e de seu futuro, abordadas por Wiseman no livro “The Luck Factor”.

Uma cigana russa, no entanto, não teve tanta sorte. Em outubro de 2009 a suposta vidente teria lido o futuro de Gennady Osipovich, vaticinando que ele estaria fadado à maldição de uma “kazyonny dom”, gíria russa para cadeia. O que ela talvez não esperasse é que Osipovich, ao ouvir a profecia e buscando evitá-la – como Édipo – mas com uma lógica duvidosa, tenha decidido matar a vidente. Com a cigana morta a previsão não se concretizaria, parece ter raciocinado.

Osipovich esfaqueou a profeta e duas outras testemunhas presentes na cena. Apenas a cigana pôde escapar com vida. Na semana passada, Osipovich foi sentenciado a 22 anos em uma prisão de segurança máxima, como profetizado.

- – -

[Dica de Albener Pessoa, via Moscow Times, a quem duvide da história da cigana, a notícia pelo departamento de polícia. Lenda de Édipo via Wikipedia]


SUBJECT: Lixo Genético
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ListadeCiência <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 09/08/2010 08:53

Pessoal,
 
O que levou os cientistas a concluírem que a maior parte de nosso DNA é lixo genético ? Este "lixo" (caso fosse) não favoreceria a ocorrência de problemas genéticos ?
 
Isto está me parecendo semelhante ao "caso" da "energia escura do cérebro"......Com tantas coisas a responder, não é pouco prudente, uma afirmação dessas ?
 
Abs
Felipe

 

SUBJECT: Modelo Solar
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ListadeCiência <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 09/08/2010 09:13

Lendo artigos de teorias alternativas ao Big-Bang, encontrei um(em anexo) com este modelo sobre o sol :
 
"No account of CCC-1 would be near complete without

a summary of a paper that caught all of us by complete

surprise. Professor Oliver Manuel is not an astronomer. Nor

indeed is he a physicist. He is a nuclear chemist, chairman of

the Department of Chemistry at the University of Missouri,

and held in high enough esteem to be one of a handful of

scientists entrusted with the job of analysing Moon rock

brought back by the Apollo missions. His “telescope” is

a mass spectrometer, and he uses it to identify and track

isotopes in the terrestrial neighbourhood. His conclusions

are astonishing, yet I can find no fault with his arguments.

The hard facts that emerge from Professor Manuel’s study

indicate that the chemical composition of the Sun beneath

the photosphere is predominantly iron! Manuel’s thesis has

passed peer review in several mainstream journals, including

Nature, Science, and the Journal of Nuclear Fusion. He

derives a completely revolutionary Solar Model, one which

spells big trouble for BBN. Subsequent investigation has

shown that it is likely to represent a major paradigm shift

in solar physics, and has implications also for the field of

nuclear chemistry. He makes the following claims:

1. The chemical composition of the Sun is predominantly

iron.

2. The energy of the Sun is not derived from nuclear

fusion, but rather from neutron repulsion.

3. The Sun has a solid, electrically conducting ferrite

surface beneath the photosphere, and rotates uniformly

at all latitudes.

4. The solar system originated from a supernova about 5

billion years ago, and the Sun formed from the neutron

star that remained."
 
Isto é sério mesmo ? Alguém conhecia ?
 
Abs
Felipe

 

SUBJECT: Re: Lixo Genético
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 09/08/2010 13:51

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...>
> O que levou os cientistas a concluírem que a maior parte de nosso DNA
> é lixo genético ? Este "lixo" (caso fosse) não favoreceria a
> ocorrência de problemas genéticos ?

Constatou-se que apenas 1% dos 4,5 bilhões de bases referem-se a sequências que são traduzidas em proteínas.

Mais tarde verificou-se que uma parte são genes reguladores, regiões organizadoras de domínios cromossômicos, etc. Há ainda elementos parasitas como transposons. Mas ainda assim para uma grande parte do ADN não apenas não se encontrou uma função como, se deletado ou mutado, não parece causar nenhum problema.

Já no caso de organismos como bactérias, a quase totalidade do genoma corresponde à codificação de uma proteína.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: questão desafio
FROM: Claúdia Braga <siriema8@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 09/08/2010 14:49

Oi pessoal,
Gostaria de saber se alguém pode me ajudar com a resolução da questão discurssiva da Olimpíada Brasileira de Química - 2009. Desde já agradeço a ajuda.
Cláudia.
 

Considere as seguintes informações:

 

I) Um composto A reage com um gás B, formando um gás venenoso C, com densidade específica igual a 2,321 g/L.

II) Quando A reage com o gás D forma-se o gás E, um outro gás venenoso.

III) A reação do composto E com o composto F produz o composto G, ex­tremamente venenoso e que é um ácido fraco.

IV) O composto A e os gases B e D são compostos elementares, sendo B e D diatômicos.

 V) O composto G pode ser sintetizado a partir da reação de C com hidrogênio.

VI) A combustão de F, ao ar, leva à formação do gás B.

 

a)Identifique os compostos de A a G

 

COMPOSTOS

NOME

FÓRMULA

 

A

 

 

 

B

 

 

 

C

 

 

 

D

 

 

 

E

 

 

 

F

 

 

 

G

 

 

 

 

 

b) Escreva as equações das reações.

 

 

SUBJECT: Re: questão desafio
FROM: "roberto" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 09/08/2010 15:57

Sem entregar o ouro, vamos lá.

Quais são os elementos que formam gases diatômicos (nas CNTP)?

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Claúdia Braga <siriema8@...> escreveu
>
> Oi pessoal,
> Gostaria de saber se alguém pode me ajudar com a resolução da questão discurssiva da Olimpíada Brasileira de Química - 2009. Desde já agradeço a ajuda.
> Cláudia.
>  
> Considere as seguintes informações:
>  
> I) Um composto A reage com um gás B, formando um gás venenoso C, com densidade específica igual a 2,321 g/L.
> II) Quando A reage com o gás D forma-se o gás E, um outro gás venenoso.
> III) A reação do composto E com o composto F produz o composto G, ex­tremamente venenoso e que é um ácido fraco.
> IV) O composto A e os gases B e D são compostos elementares, sendo B e D diatômicos.
>  V) O composto G pode ser sintetizado a partir da reação de C com hidrogênio.
> VI) A combustão de F, ao ar, leva à formação do gás B.
>  
> a)Identifique os compostos de A a G



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Lixo Genético
FROM: luiz silva <luizfelipecsrj@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 09/08/2010 16:12

Ola Takata,
 
Esta deleção ou mudança, a qual vc se referiu, foram estudadas em pessoas com mutações ?
 
Acho que, com a evolução do nosso conhecimento, ainda vamos ter surpresas qto ao papel deste "lixo".
 
Abs
Felipe

--- Em seg, 9/8/10, roberto <roberto.takata@bol.com.br> escreveu:

De: roberto <roberto.takata@bol.com.br>
Assunto: [ciencialist] Re: Lixo Genético
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Segunda-feira, 9 de Agosto de 2010, 13:51

 
--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, luiz silva <luizfelipecsrj@...>
> O que levou os cientistas a concluírem que a maior parte de nosso DNA
> é lixo genético ? Este "lixo" (caso fosse) não favoreceria a
> ocorrência de problemas genéticos ?

Constatou-se que apenas 1% dos 4,5 bilhões de bases referem-se a sequências que são traduzidas em proteínas.

Mais tarde verificou-se que uma parte são genes reguladores, regiões organizadoras de domínios cromossômicos, etc. Há ainda elementos parasitas como transposons. Mas ainda assim para uma grande parte do ADN não apenas não se encontrou uma função como, se deletado ou mutado, não parece causar nenhum problema.

Já no caso de organismos como bactérias, a quase totalidade do genoma corresponde à codificação de uma proteína.

[]s,

Roberto Takata


 

SUBJECT: Mário Schönberg - um físico brasileiro
FROM: "JVictor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 09/08/2010 16:34

Estou pesquisando a vida e obra do grande físico brasileiro, além de escritor, crítico de arte, e muito mais,  Mário Schönberg.

Sua formação inicial foi na área da engenharia elétrica.

Um gigante intelectual. Dono de um  bom número de idéias, que