SUBJECT: Re: [ciencialist] OFF - site Feira de Ciências
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 13/08/2008 18:24

Álvaro,
 
a seriedade de um site não está vinculada ao fato dele estar sob hospedagem paga ou gratuita.
Eu procuro um host gratuito por questão de princípio e acredito que todo site ou blog de caráter científico sério deveria ter apoio de alguma entidade que pudesse enxergar um palmo adiante do nariz ... até governamental, se não for acreditar demais!
Abrir um precedente neste propósito seria interessante e serviria de exemplo a outras firmas, particulares ou governamentais, pois estariam prestando um inestimável serviço à população. Quando algo assim acontecer, talvez aconteça tb do governo colocar como ´obrigatório´ exibir programas do History Chanel, National Geografic etc., na televisão aberta.
 
Mas, para contentá-lo, vamos fazer o seguinte: eu lhe envio R$15,00/mês e vc assume o Feira de Ciências com seriedade.
Envie coordenadas para depósito em C.C.
 
[]´
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================
----- Original Message -----
From: Alvaro Augusto (L)
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Tuesday, August 12, 2008 10:13 AM
Subject: Re: [ciencialist] OFF - site Feira de Ciências

Caro Léo,

Mude seu site para um provedor pago, que custa R$ 15 por mês, e pare com essa choradeira de "buá, buá, ninguém quer me hospedar de graça".
Francamente, se você não está disposto a gastar nem R$ 15 por mês, não sei que tipo de seriedade podemos esperar do seu site.
 
[ ]s
 
Alvaro Augusto de Almeida
http://www.alvaroaugusto.com.br
alvaro@lunabay.com.br

----- Original Message -----
From: Luiz Ferraz Netto
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Monday, August 11, 2008 7:31 PM
Subject: [ciencialist] OFF - site Feira de Ciências

Olá amigos do C-List,
 
Por total falta de ética, o provedor que hospedava o Feira de Ciências fechou as portas sem dar o mínimo aviso ou atenção a seus clientes. Função disso o site ficou 1 mês off-line e, com isso, perdeu todo direcionamento via Google e demais motores de busca --- e isso é normal; os motores de busca realmente fecham as informações para sites que estão fora do ar --- muito justo!
 
Agora, para voltar ao direcionamento, via Google por exemplo, é preciso uma certa ´massa´ de procura ao site. É nesse item que solicito dos amigos, dispensarem alguns segundos, e entrarem no site, agora com novo provedor, clicando aqui: www.feiradeciencias.com.br  .
 
Quem puder dar uma breve navegada pelo site em busca dos típicos ´bugs´ derivados do envio em massa de arquivos via FTP (página que não entra, figura que não entra, texto truncado etc.), e puder me enviar as anotações desses ´bugs´, fica meu antecipado agradecimento.
 
Fico devendo essa aos amigos,
aquele abraço,
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================

No virus found in this incoming message.
Checked by AVG - http://www.avg.com 
Version: 8.0.138 / Virus Database: 270.6.1/1605 - Release Date: 11/8/2008 16:59

SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO
FROM: "Profª Cristiana Passinato" <crispassinato3@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 13/08/2008 19:12

Obrigada, queridos, lindo quer dizer tudo de feliz, tudo de bom, tudo de amplo e desejo que ele seja lido e lido e mais lido por muitos, pois os que lerem de seus versos e abrirem a arte de cada página sentirá o mesmo que estou sentindo.
Pena aos que atiram pedras, antes mesmo de saber do que se trata, pois não terão oportunidade de compartilhar de amor e o calor dos mais doces desejos de um mundo melhor, permeados de muito carinho e comemoração por cada novo leitor.
Sinto aos que atiram pedras, pois poderiam remeter ao invés disso pétalas de rosas, flores, algo do gênero, menos felino ou mesmo rancoroso que a inveja das palavras remetidas por alguns (digo quase só 1, risos).
Bjs, bjs e mais bjos, tão lindos quanto o livro que foi editado, não só por mim, mas por toda a equipe que se dedicou e que confiou a mim SUAS MONOGRAFIAS, minha obra foi gratuitamente editada e foi estudo de 2 estudantes da ECA-USP. O que pra mim é uma honra, e o trabalho delas, sim, FICOU LINDO! Literalmente!

Um abraço,

Cris

2008/8/13 oraculo333 <oraculo@atibaia.com.br>

Olá pessoal

Acho que o "lindo" que a professora postou sobre seu livro, inclusive
entre aspas, foi uma brincadeira, a expressão da satisfação que um
autor tem com seu trabalho, com uma conquista.

Postura muito saudável, aliás..:-) Nada que possa ser confundido com
auto-elogio ou qualquer coisa assim. Foi uma maneira gentil e
brincalhona de se referir ao seu primeiro livro.

Parabéns, professora, publicar um livro é um evento significativo.

Um abraço.

Homero

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Silvio" <scordeiroes@...> escreveu


>
> Professora:
>
> A senhora considerar "lindo", o seu próprio livro não seria um pouco
de falta de modéstia?
>
> Creio que elogios ou críticas são serviço dos leitores e críticos....
>
> Não o vi, não posso e nem tenho gabarito para tecer qualquer
consideração. apenas uma observação de um colega de ofício.....
>
> sds.,
>
> silvio.
>
> ----- Original Message -----
> From: Profª Cristiana Passinato
> To: espacoempresarial@yahoogrupos.com.br ; Um Toque de Motivação ;
pesquisas-de-quimica@googlegroups.com ; professores_de_quimica ;
ensquimica@googlegroups.com ; ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Sent: Tuesday, August 12, 2008 8:47 PM
> Subject: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO
>
>
>
> O Profº Edvan foi o comprador nº 01 (e à distância) do meu lindo
livro: Ebulições.
>
> Mais informações sobre o livro?
>
> http://livroebulicoes.blogspot.com
>
> --
> Profª Cristiana Passinato
> Apresentação (Espaço Empresarial):
>
http://espaco-empresarial.blogspot.com/2008/07/prof-cristiana-de-barcellos-passinato.html
> Orkut:http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=5437259068628347854
> Aulas particulares de Química, Física e Matemática.
> Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
> http://pesquisasdequimica.com - site de ensino
> gtalk/msn/meebo: crispassinato3@...
> skype: crispassinato
>




--
Profª Cristiana Passinato
Apresentação (Espaço Empresarial):
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Orkut:http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=5437259068628347854
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Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
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skype: crispassinato


SUBJECT: QUALIDADE DO ENSINO
FROM: "Profª Cristiana Passinato" <crispassinato3@gmail.com>
TO: professores_de_quimica <Professores_de_Quimica@googlegroups.com>, pesquisas-de-quimica@googlegroups.com, ciencialist@yahoogrupos.com.br, ensquimica@googlegroups.com
DATE: 13/08/2008 19:34

Pois é, o ensino tá tão bom que precisam se criar turmas de reforço pra um exame nacional, como o ENADE, é isso aí!

CEL promove aulas de reforço para o Enem

Posted: 13 Aug 2008 01:23 PM CDT

RIO - O Centro Educacional da Lagoa (CEL) direcionou seu projeto Mergulho nos Estudos, voltado a preparação de alunos para os vestibulares mais disputados do país e para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que será realizado no próximo dia 31 de agosto. O Mergulho nos Estudos são aulões realizados aos sábados, como parte do curso pré-vestibular do CEL para alunos que concluíram ou estão na última série do ensino médio. O projeto é aberto a estudantes de outras escolas, que pagam apenas R$ 20 por sábado.

(more…)

Um abraço,
--
Profª Cristiana Passinato
Apresentação (Espaço Empresarial):
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Aulas particulares de Química, Física e Matemática.
Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
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gtalk/msn/meebo: crispassinato3@gmail.com
skype: crispassinato


SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: [forum-prof] PNL chega à Unifesp(p/ Dídimo)
FROM: Gil <nanolink01@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 13/08/2008 20:16

Independente de ser ou não uma ciência, acho besteira descer os argumentos
ao nível das comparações rasteiras, e esperar que nesse nível os
argumetnos da psicanálise possam ser vencidos. Pelo contrário, pode ter
justamente o efeito de fortalece-los.

Perdoe os argumentos ruins e falaciosos que usarei abaixo só para efeitos
de comparação, e para mostrar que o cerne da questão (a validade ou não
dos argumentos da psicanálise) nem de longe foi tocado no seu email. Tudo
ficou nas comparações rasteiras e argumentos "espantalhosos".



> Então a tarologia e a astrologia devem ser tratadas como válidas e
> necessárias (...),

Espantalho (ou extremo-oposto, sei lá... tô sem o guia aqui).

> quantas pessoas, principalmente mulheres não vão a tarólogos(as) e
> gastam seu dinheiro atrás de tratamento espiritual, tratamento este que
> as deixam extemamente satisfeitas, tanto que voltam várias vezes.
> Quantos incautos consultam-se com gurus místicos (os mestres em ciências
> do oculto, que trabalham com as tais letras apagadas de sabedoria
> milenar) e fazem seus tratamentos espirituais, cuidando das coisas da
> alma?

> Em ambos os casos, apesar das influências externas, no caso da primeira
> dos estados emocionais reprimidos e da segunda do efeito dos astros na
> personalidade, tudo pode ser resolvido na conversa. E muitas outras.

Uma conversa pode resolver *muitos* dos problemas psicológicos das
pessoas, independente de ser uma conversa de psicanalistas, de amigos, de
astrólogos, de estranhos... o que seja.

As pessoas podem ficar perfeitamente satisfeitas com isso, e até serem
"curadas" psicologicamente, mesmo se não for científico o "tratamento".
Até aí, nenhuma novidade, e isso, por si só não justifica o rótulo de
pseudociência para a psicanálise. Os placebos, por exemplo, têm efeitos
muitas vezes evidentes, e nem por isso a química ou farmacologia pode ser
logo rotulada de pseudociência.

> O critério que você apresentou é totalmente inaceitável, percebe.
> E por que eu não poderia comparar a psicanálise e astrologia? São tão
> parecidas. Nenhuma das duas é científica, mas ambas se consideram como
> tal.

Você pode comparar perfeitamente e até dizer que são parecidas, segundo o
vago critério acima. Mas seguindo um raciocínio parecido: "Porque não
posso comparar o pelé e o Roberto Carlos? Nenhum dos dois é rei, mas ambos
se consideram como tal".

Sim, eu sei, é um pseudo-argumento dos mais ridículos. Mas mostram o
quanto o raciocínio acima é vago como argumento, principalmente para
comparar coisas tão díspares quanto uma disciplina médica (mesmo que
questionada externamente) e um conjunto desconexo de teorias exotéricas.

> Não acho que o que não pode ser dissecado pelo método científico é
> picaretagem, o que acho picaretagem é se disfarçar algo de científico
> pra tirar dinheiro dos outros.

Independente de você acreditar ou não na psicanálise, é injusto dizer (sem
conhece-la) que ela foi feita "para tirar dinheiro dos outros", se
"disfarçando" de ciência.

Pelo menos a maioria dos seus criadores viam-se como cientistas, portanto,
não era um "disfarce". E viam-se como médicos, por isso não era uma
questão simples de roubo ("tirar dinheiro dos outros").

Não estou defendendo a psicanálise (quem tem condições de fazer isso é só
o Bulcão, ou algum dos lurkers dessa mailing list que eu não me lembre).
Só pedindo que por favor sejam usados argumentos melhores e mais
embasados, que não sejam simples comparações simplistas. Essa lista merece
bem mais que isso.



Gil


SUBJECT: Re: [ciencialist] DIOXINA NAS GARRAFAS PET
FROM: Marcelo C Pinto <Marcelop2007@aol.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 13/08/2008 20:17

Na pesquisa via google achei logo este site também. Inclusive o
"quatrocantos" é ótimo em desmistificar estas lendas urbanas ;-)



Alvaro Augusto (L) escreveu:
> Bullshit, urban legend: http://www.quatrocantos.com/LENDAS/94_dioxina_microondas.htm
>
> [ ]s
>
> Alvaro Augusto de Almeida
> http://www.alvaroaugusto.com.br
> alvaro@lunabay.com.br
>
>
> ----- Original Message -----
> From: Silvio
> To: totalmentelivre@grupos.com.br ; tania ; sylma cordeiro andrade ; RETRANS e-Ventos ; politica-br@yahoogrupos.com.br ; politicab@yahoogrupos.com.br ; politica@cnbb.org.br ; polemica@yahoogrupos.com.br ; P.R. ; Maura beltrame ; Maria Teresa Gontijo Cordeiro ; maria lúcia ; Maria Lina ; Leidy Santos ; globalizacao ; Conversa_de_Botequim@yahoogrupos.com.br ; COMUNIDADE LITERÁRIA ; Claudio Gontijo Cordeiro ; ciencialist@yahoogrupos.com.br ; ceticismoaberto@yahoogrupos.com.br ; Beth&Bella. ; Acropolis_@yahoogrupos.com.br ; '+Movimento Corrupção Zero' ; * Gracias*
> Sent: Tuesday, August 12, 2008 10:58 AM
> Subject: [ciencialist] DIOXINA NAS GARRAFAS PET
>
>
>
>
>
> AVISO 9CONSELHO0 DISTRIBUIDO PELA UNIMED.
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>



SUBJECT: Re: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO
FROM: Marcelo c Pinto <Marcelop2007@aol.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 13/08/2008 21:05

DNFTT

Profª Cristiana Passinato escreveu:
kkkkkkk
NEM QUE O COMPRASSE, o venderia pro senhor, passar bem...

2008/8/13 Claudio Abreu - Bidual <bidual@gbl.com.br>

Profª Cristiana Passinato,
 
Não li o seu "lindo" livro e nem nunca lerei, mas, dentro do comportamento de muitos, já posso lhe dizer, de antemão, que não gostei.
 
Claudio Abreu
 


SUBJECT: Re: Raio em câmera lenta — estupefomenal
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br, exobiologia_e_cia@yahoogrupos.com.br, otrasinteligencias@yahoogroups.com, sbcr@yahoogroups.com, sociedadelunar@googlegroups.com, ufoburn@yahoogrupos.com.br, Ufolista@yahoogrupos.com.br, enigmasonline <enigmasonline@yahoogrupos.com.br>, "International-UFO-Report@googlegroups.com" <International-UFO-Report@googlegroups.com>, "Jose Americo" <medeiros.americo@gmail.com>, "João Luís Cenedese" <umabarauna@gmail.com>, "lista CA" <ceticismoaberto@yahoogrupos.com.br>, ufo_portugal <UFO_PORTUGAL@yahoogrupos.com.br>, LPETRY <LPETRY@tvglobo.com.br>
DATE: 13/08/2008 22:27

warnerlightning321

Atualização: Duas notícias. Primeira, o vídeo circulado é bem real, e há outros tão surpreendentes. Segunda, seu autor, Tom Warner do grupo ZT Research, solicitou que todos os vídeos sejam removidos da Internet, já que são parte de uma pesquisa em andamento.

Torcemos para que ele possa logo divulgar oficialmente todos os vídeos que capturou, já que merecem cada um das centenas de milhares de espectadores que assistiram às belas imagens. Que são reais, de relâmpagos de verdade!

Agradecimentos a Fabio Romero, pesquisador que primeiro divulgou os vídeos de Warner no Youtube, e a Note Zetetiche, que também nos indicou uma discussão no fórum Stormtrack que identificava Warner como o autor.


SUBJECT: Re: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO
FROM: "Profª Cristiana Passinato" <crispassinato3@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 13/08/2008 22:34

kkkkk
Troll, boaaaa

2008/8/13 Marcelo c Pinto <Marcelop2007@aol.com>

DNFTT

Profª Cristiana Passinato escreveu:

kkkkkkk
NEM QUE O COMPRASSE, o venderia pro senhor, passar bem...

2008/8/13 Claudio Abreu - Bidual <bidual@gbl.com.br>

Profª Cristiana Passinato,
 
Não li o seu "lindo" livro e nem nunca lerei, mas, dentro do comportamento de muitos, já posso lhe dizer, de antemão, que não gostei.
 
Claudio Abreu
 




--
Profª Cristiana Passinato
Apresentação (Espaço Empresarial):
http://espaco-empresarial.blogspot.com/2008/07/prof-cristiana-de-barcellos-passinato.html
Orkut:http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=5437259068628347854
Aulas particulares de Química, Física e Matemática.
Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
http://pesquisasdequimica.com - site de ensino
gtalk/msn/meebo: crispassinato3@gmail.com
skype: crispassinato


SUBJECT: RE: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO
FROM: murilo filo <avalanchedrive@hotmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 13/08/2008 22:42

Cris, alô!
Seguim: vc tem todo o direito de ficar metida com o seu livro.
Se pintar por aquí, vou acabar comprando.
Estou curioso.
Não é fácil escrever um livro... NÃO MESMO!
Parabens! Boa sorte!
( vc é bem gatoza, também... eu ví...:)
Beijo & braço!
Muliro  SP 13/agt




To: espacoempresarial@yahoogrupos.com.br; umtoquedemotivacao@umtoquedemotivacao.com; pesquisas-de-quimica@googlegroups.com; Professores_de_Quimica@googlegroups.com; ensquimica@googlegroups.com; ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: crispassinato3@gmail.com
Date: Tue, 12 Aug 2008 20:47:18 -0300
Subject: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO


O Profº Edvan foi o comprador nº 01 (e à distância) do meu lindo livro: Ebulições.
 
Mais informações sobre o livro?
 
http://livroebulicoes.blogspot.com
 
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Profª Cristiana Passinato
Apresentação (Espaço Empresarial):
http://espaco-empresarial.blogspot.com/2008/07/prof-cristiana-de-barcellos-passinato.html
Orkut:http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=5437259068628347854
Aulas particulares de Química, Física e Matemática.
Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
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SUBJECT: Re: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO
FROM: "Profª Cristiana Passinato" <crispassinato3@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 13/08/2008 23:23

Sempre tem um numa lista de discussão mesmo, kkkkk



Troll (internet)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

(Redirecionado de Troll (informática))
Nota: Se procura o monstro mitológico, consulte Troll (mitologia).
troll
troll

Um Troll , na gíria da internet, designa uma pessoa cujo comportamento tende sistematicamente a desestabilizar uma discussão, provocar e enfurecer as pessoas envolvidas nelas. O termo surgiu na Usenet, derivado da expressão trolling for suckers (lançando a isca para os trouxas), identificado e atribuído ao(s) causador(es) das sistemáticas flamewars.

Filosoficamente, o comportamento do troll pode ser encarado como um teste de ruptura da etiqueta, uma mais-valia das sociedades civilizadas. Perante as provocações insistentes, as vítimas podem (ou não) perder a conduta civilizada e envolver-se em agressões pessoais.

Índice

[esconder]

[editar] Formas de agir

Há trolls de todo tipo, desde o mais ignorante e rude que xinga e provoca floods, até o mais apto intelectualmente que discursa com o objetivo de desestabilizar o interlocutor e levá-lo a fúria para depois desqualificá-lo, matando seu argumento e abalando sua reputação num forum. Para o troll, a reação a um comentário polêmico é considerada uma diversão, uma forma de extrair prazer na indignação das pessoas e observar seu desequilíbrio emocional e mental.

Há várias sistemáticas desenvolvidas por trolls para actuar num fórum de Internet, entre elas:

[editar] Motivações

O que motiva um troll a agir geralmente são: auto-afirmação, ideologia, fanatismo, inveja ou simplesmente ociosidade. Indivíduos e grupos rivais ainda se estruturam em forums motivados por vingança de guerras trolls anteriores. Em entrevistas na Usenet, trolls famosos confessaram que buscavam apenas um pouco de atenção e combater o tédio do cotidiano. A maioria deles também portava alguma característica mal-resolvida de personalidade, como trauma, fracasso financeiro e amoroso e até diagnosticos psiquiatricos.

[editar] Grupos

Alguns trolls simpatizantes por determinado assunto agem em grupo, muitas vezes numerosos. Dentro desse grupo alguns tem papel na argumentação, outros na ridicularização e outros apenas na concordância intimidando o adversário emocionalmente, quase sempre o levando a abandonar a discussão. É muito difícil combater trolls em grupo, sendo um Moderador necessário para banir todos em caso de persistência.

Em certos forums esses indivíduos podem ser forjados por uma única pessoa, respondendo por várias pessoas virtuais diferentes para embasar sua própria opnião. Esse recurso é conhecido como clone e sua eficácia depende da eficiência do Moderador de um forum que pode facilmente identificar clones por números IP.

Há casos de um Moderador se aliar a um grupo de trolls e atrairem vítimas a expor a sua opnião e discordância aos temas debatidos mas que logo em seguida são massacrados por todos. Isso gera o sentimento de satisfação à todos da comunidade. Esse fenómeno é recente e actualmente observado em blogs e comunidades do Orkut, onde os moderadores/autores actuam por meio da intolerância, preconceito e provocação (disfarçados de opinião) e junto formam um elo comunitário de auto-afirmação.

[editar] Combate

Imagem que representa o jargão:"Não alimente os trolls"
Imagem que representa o jargão:
"Não alimente os trolls"

Para combater trolls de forma eficiente, aos usuários e frequentadores de comunidades apenas uma grande eficiente regra: Não alimente os trolls. (do inglês Don't feed the trolls). Significa ignorar completamente alguém que se comporta como troll mesmo que a vontade de responder seja grande. Um troll não tem nada a perder, ele sempre vai voltar e incomodar - ele precisa de atenção para obter prazer e ser bem sucedido. Ignorando um troll os usuários não apenas intimidam seu ato como também provocam profundo desgosto e frustração nele. Isso nem sempre é fácil e exige as vezes muito esforço da comunidade por meses mas o metódo é eficiente. Se ninguém absolutamente dá atenção ao troll, ele desiste de actuar por desgosto de não conseguir resposta as suas provocações.

No caso de blogs e comunidades, apenas ignorar e evitar a frequência ao local. Por mais que sejam revolvantes em conteúdo, a presença apenas por trolls uns concordando com outros põe em cheque a credibilidade do blog/comunidade e este não mais é levado a sério. No orkut convém também denunciar a comunidade à equipe do site.

Aos moderadores de comunidades, existem meios de evitar que um troll provoque estragos, as recomendações são as seguintes:

[editar] Temas

Há muitos temas que são campo de atuação de trolls. No início do fenômeno na Usenet era observado embates de opnião sobre tecnologia: computadores, sistemas operacionais e empresas de tecnologia e até hoje esse é um grande motivador aos nerds e geeks que habitam comunidades. O termo nasceu nesse meio e ainda é mais conhecido e propagado nele.

Em forums mais generalistas, a discussão política e de temas polémicos é muito grande movimentando grande números de pessoas e opniões. Atualmente o fenômeno pode ser constatado no Orkut em comunidades Neoliberalismo e Marxismo. Há também um fenómeno de trolls que se unem em ideologias condenáveis e criminosas, como suporte ao nazismo, racismo, pedofilia e difamação a mulher.

Ha tambem em menor quantidade movimentos trolls de religião, medicina, cinema e música (mais especificamente Rock).

[editar] Trolls em diferentes tipos de media

A par da evolução das técnicas de trolling, também as contra-medidas evoluiram.



2008/8/13 Profª Cristiana Passinato <crispassinato3@gmail.com>
kkkkk
Troll, boaaaa

2008/8/13 Marcelo c Pinto <Marcelop2007@aol.com>

DNFTT

Profª Cristiana Passinato escreveu:

kkkkkkk
NEM QUE O COMPRASSE, o venderia pro senhor, passar bem...

2008/8/13 Claudio Abreu - Bidual <bidual@gbl.com.br>

Profª Cristiana Passinato,
 
Não li o seu "lindo" livro e nem nunca lerei, mas, dentro do comportamento de muitos, já posso lhe dizer, de antemão, que não gostei.
 
Claudio Abreu
 




--
Profª Cristiana Passinato
Apresentação (Espaço Empresarial):
http://espaco-empresarial.blogspot.com/2008/07/prof-cristiana-de-barcellos-passinato.html
Orkut:http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=5437259068628347854
Aulas particulares de Química, Física e Matemática.
Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
http://pesquisasdequimica.com - site de ensino
gtalk/msn/meebo: crispassinato3@gmail.com
skype: crispassinato




--
Profª Cristiana Passinato
Apresentação (Espaço Empresarial):
http://espaco-empresarial.blogspot.com/2008/07/prof-cristiana-de-barcellos-passinato.html
Orkut:http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=5437259068628347854
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Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
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SUBJECT: Re: [ciencialist] Fw: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...
FROM: "Luís Junior" <jrcarpediem@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 13/08/2008 23:44

Mais que desgraça!!!!! Falei certinho? Autorretrato... para (verbo parar) vai!
 
~Carpe Diem~
 
 
Luís Jr.

 
On 8/13/08, Silvio <scordeiroes@superig.com.br> wrote:

 
----- Original Message -----
Sent: Wednesday, August 13, 2008 1:39 AM
Subject: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...

 
 
 NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...
 
 

 
 

 




                                               NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO
 
 

 
 

Novo Acordo Ortográfico DA Língua Portuguesa

Por: Marília Mendes

Alfabeto

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

O alfabeto é agora formado por 26 letras

O 'k', 'w' e 'y' não eram consideradas letras do nosso alfabeto.

Essas letras serão usadas em siglas, símbolos, nomes próprios, palavras estrangeiras e seus derivados. Exemplos: km, watt, Byron, byroniano

 

 

 

Trema

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Não existe mais o trema em língua portuguesa. Apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano

agüentar, conseqüência, cinqüenta, qüinqüênio, frqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente, argüição, delinqüir, pingüim, tranqüilo, lingüiça

aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio, frequência, frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir, pinguim, tranquilo, linguiça.

 

 

 

Acentuação

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Ditongos abertos (ei, OI) não são mais acentuados em palavras paroxítonas

assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico, paranóico

assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico

Obs: nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis.

Obs2: o acento no ditongo aberto 'eu' continua: chapéu, véu, céu, ilhéu.

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

O hiato 'oo' não é mais acentuado

enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abençôo, povôo

enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abençoo, povoo

O hiato 'ee' não é mais acentuado

crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, revêem

creem, deem, leem, veem, descreem, releem, reveem

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Não existe mais o acento diferencial em palavras homógrafas

pára (verbo), péla (substantivo e verbo), pêlo (substantivo), pêra (substantivo), péra (substantivo),            pólo (substantivo)

para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo (substantivo), pera (substantivo), pera (substantivo), polo (substantivo)

Obs: o acento diferencial ainda permanece no verbo 'poder' (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo - 'pôde') e no verbo 'pôr' para diferenciar DA preposição 'por'

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Não se acentua mais a letra 'u' nas formas verbais rizotônicas, quando precedido de 'g' ou 'q' e antes de 'e' ou 'I (gue, que, GUI, qui)

argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe, enxagúemos, obliqúe

argui, apazigue,averigue, enxague, ensaguemos, oblique

Não se acentua mais 'I e 'u' tônicos em paroxítonas quando precedidos de ditongo

baiúca, boiúna, cheiínho, saiínha, feiúra, feiúme

baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha, feiura, feiume

 

 

 

Hífen

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por 'r' ou 's', sendo que essas devem ser dobradas

ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidae, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole, extra-seco, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, semi-sintético, supra-renal, supra-sensível

antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentação, contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom, infrarrenal, ultrarromântico, ultrassonografia, suprarrenal, suprassensível

Obs: em prefixos terminados por 'r', permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-realista, super-resistente etc.

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal

auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático, semi-embriagado, semi-obscuridade, supra-ocular, ultra-elevado

autoafirmação, autoajuda, autoaprendizabem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiautomático, semiárido, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado.

Obs: esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano, socioeconômico etc.

Obs2: esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por 'h': anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo etc.

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Agora utiliza-se hífen quando a palavra é formada por um prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal.

antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus, microorgânico

anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus, micro-orgânico

obs: esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo termina com vogal + palavra inicia com vogal diferente = não tem hífen; prefixo termina com vogal + palavra inicia com mesma vogal = com hífen

obs2: uma exceção é o prefixo 'co'. Mesmo se a outra palavra inicia-se com a vogal 'o', NÃO utliza-se hífen.

 

 

 

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Não usamos mais hífen em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção de composição

manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama, pára-brisa, pára-choque, pára-vento

mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, parabrisa, pára-choque, paravento

Obs: o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constiui unidade sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.

 

 

 

Observações Gerais

O uso do hífen permanece

Exemplos

Em palavras formadas por prefixos 'ex', 'vice', 'soto'

ex-marido, vice-presidente, soto-mestre

Em palavras formadas por prefixos 'circum' e 'pan' + palavras iniciadas em vogal, M ou N

pan-americano, circum-navegação

Em palavras formadas com prefixos 'pré', 'pró' e 'pós' + palavras que tem significado próprio

pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação

Em palavras formadas pelas palavras 'além', 'aquém', 'recém', 'sem'

além-mar, além-fronteiras, aquém-oceano, recém-nascidos, recém-casados, sem-número, sem-teto

 

 

 

Não existe mais hífen

Exemplos

Exceções

Em locuções de qualquer tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais)

cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar, cartão de visita, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de etc.

água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao-deus-dará, à queima-roupa

 
 
 



SUBJECT: Re: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física
FROM: Dídimo Matos <didimo.george@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/08/2008 00:19

Caro Victor,
 
Acho que sua crítica é absurda. Ninguém chama Einstein de relativista, nem os relativistas acreditam que Einstein era um deles. Acho que você tá muito afetado, relaxa homem. Quando falamos em relativistas falamos de pessoas que acreditam que tudo é relativo e que usam a relatividade como os charlatães usam a física quântica ao justificar seus misticismos.
 
Abraço,
Dídimo Matos
http://didimomatos.zip.net/
_______________________
...só mesmo a obscuridade pode
servir de proteção para o que é
absurdo.

From: J.Victor
Sent: Wednesday, August 13, 2008 2:06 PM
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Subject: RES: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

Caro Álvaro,

Álvaro: Imagino que por "relativistas" o autor quis dizer outra coisa, algo como as pessoas que acreditam que tudo é relativo, no sentido que todas as proposições são válidas de algum ponto de vista.

Victor: Pois é, Álvaro. Mas o autor do e-mail generaliza e, da maneira como pôs a questão, relativistas, astrólogos, seguidores de Capra em suas posturas místicas, tarólogos, são tudo farinha do mesmo saco, em termos, segundo penso, de idéias, excluídas aqui quaisquer conotações que se refiram às pessoas. Refiro-me a idéias, somente.   Das duas uma, ou o Sottomaior não tem o menor conhecimento do que é a Teoria da Relatividade, ou é leviano em suas afirmações, e quer enganar os seus leitores, na mesma medida em que o faz os místicos que se apoderam das idéias quânticas, dando-lhes conotações indevidas, mas que  julgam apropriadas no apoio aos seus intentos.  

Sei que, parece, o autor cuida desse negócio de um tal de Ceticismo Aberto, assunto tratado num site em relação ao qual não vejo sentido ou utilidade alguma. Uma perda de tempo.

Talvez ele não saiba a diferença entre o que significa relatividade(ou relativista) e o que significa relativismo.  Do contrário não diria semelhantes tolices.  

Parece-me evidente que continuam imperando as dificuldades geradas pelo nome Relatividade, que é indevido e não  faz juz ao que a Teoria faz. Mas é obrigação de quem se mete a fazer críticas,  procurar esgotar os assuntos sobre os quais pretende tratar,  para minimizar informações errôneas, que possam ser classificadas de levianas.

Que só são  prejudiciais aos estudantes e outros interessados em aprender as coisas como as coisas são.  

A relatividade é, antes de mais nada,uma teoria de absolutos! Isso mesmo!

Não há na teoria da relatividade, nada, absolutamente nada, que represente algum indício de subjetivismo, de qualquer espécie.

É uma teoria que tem se verificado verdadeira no dia a dia, resistindo, sem esforços, a todos os testes que são feitos, objetivando infirmá-la.

É só buscar na literatura existente, que é muito, muito vasta, o que se tem feito com ela, o que se pode fazer e o que não se pode fazer com ela.  Ou então calar. É mais “lucroso” assim...

Se pensam que a teoria da relatividade é mais do que isto:   

somente  uma teoria física do espaço e do tempo, que descreve a relação geométrica entre esse mesmo espaço e esse mesmo tempo,  continuam  muitíssimo enganadosPois é só isto que ela é. Nada tem de esotérico, de espitirual, nada tem de eu penso e eu acho. Ou sabe ou não sabe.  Nem mais que menos que isso!  E toda a realidade que descreve é o que pode ser medida  com réguas e relógios, nos referenciais sede desses relógios e réguas, e em nenhum outro mais. O que vem associado é um formalismo matemático, poderoso, que consegue exprimir esse relacionamento entre espaço e tempo de uma maneira muito competente, permitindo extrair todas as conseqüências que arrepiam esses que não conseguem, 100 anos depois,  entender, sequer,  as essencialidades  dos dois postulados básicos e do Princípio da Equivalência, como é para ser mesmo.

Uma vez, você, Álvaro, disse aqui, a respeito de umas pequenas querelas sobre o entendimento da relatividade a partir das obras traduzidas do inglês, acho que foi por aí. Você então disparou, mais ou menos assim: “ ...o problema do entendimento da relatividade não está nas traduções...!”.   E não está mesmo!. E eu sei o que você quis, sagazmente, quis significar.  O problema da relatividade(ou teoria dos absolutos) está na compreensão de seus dois postulados básicos e do Princípio da Equivalência(que faz a transição entre a TRE  e a TRG).  O resto é uma parte técnica, que qualquer um com propensões à matemática pode aprender, sem medo de ser feliz. Está Certo, está certo, e mais umas hipotesinhas sobre homogeneidade e isotropia, associadas ao espaço e ao tempo.

Para encerrar,  entendo que confundir  relatividade(no sentido da Teoria de Einstein, que não diz que tudo é relativo...), com relativismo, no sentido do subjetivismo, como advogam alguns filósofos da ciência(ou não),  e outros interessados em escafeder a teoria, verdadeiramente, pode conduzir a desvios do tipo. ( Nada contra filósofos, aviso).   Mas sonhar às vezes ajuda a tocar o barco prá frente, que atrás vem gente.

Sds,

Victor.

  

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Alvaro Augusto (L)
Enviada em: quarta-feira, 13 de agosto de 2008 00:07
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

Cabe lembrar que os relativistas modernos, descendentes intelectuais de Hawkings, Penrose e Thorn, encontram-se justamente entre os maiores apoiadores da mecânica quântica, pois o grande sonho deles é unir ambas as teorias.

Imagino que por "relativistas" o autor quis dizer outra coisa, algo como as pessoas que acreditam que tudo é relativo, no sentido que todas as proposições são válidas de algum ponto de vista. Quanto ao "Tao da Física", tenho-o desde 1984 e nunca consegui passar da metade. Mas, se serve de consolo, há coisa muito pior por aí. Leiam, por exemplo, " A dança dos mestres Wu Li". É de rachar os cornos!

[ ]s

----- Original Message -----

From: J.Victor

Sent: Tuesday, August 12, 2008 7:23 PM

Subject: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

Sottomaior,

 Você disse: “Não é à toa que, entre as fileiras de seus adeptos, encontram-se relativistas,
detratores da ciência (em favor de uma "nova ciência" que inexiste),
solipsistas e pós-modernos.”

Victor:  Quer justificar a razão pela qual está incluindo relavistas nesse rol de detratores da ciência?

              A que tipo de “relativista”, enfim,  você se refere?

Sds,

Victor.





De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Daniel Sottomaior
Enviada em: sábado, 9 de agosto de 2008 14:21
Para: cienciacidadania@yahoogroups.com; ciencialist@yahoogrupos.com.br; secularismo@yahoogroups.com
Assunto: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

--- Em strbrasil@yahoogrupos.com.br, "Daniel Sottomaior" <cetico@...>
escreveu

os devaneios de

O TAO DA FÍSICA

e do misticismo oriental

Tive, há cinco horas, uma experiência arrebatadora. Estava sentado no
banco da praça, vendo pessoas dançarem na boate em frente, quando de
súbito dei conta de algo. Sendo um leitor de física, eu sabia que um
elétron encurralado em uma caixa se moveria cada vez mais
freneticamente, conforme as paredes se fechassem sobre ele. Mas eu só
tinha sentido isso através do livro de Brian Greene. Sentado na praça,
vi as pessoas se comprimirem mais e mais, conforme chegavam outras e,
a animação subindo, dançarem cada vez mais freneticamente. 'Vi' os
elétrons de seus corpos participando nesta dança cósmica e frenética,
e nesse momento eu soube: era o Funk das Cachorras a embalar o
comportamento dos elétrons do Universo!

Você achou isto ridículo?

Se você pensava que a ciência ocidental não tinha nada a ver com o
misticismo oriental, então precisa ler O Tao da Física: verá que é
isso mesmo. Fritjof Capra inicia seu O Tao da Física comparando o
movimento dos átomos com a Dança de Shiva, o Senhor dos Dançarinos
adorado pelos hindus. É claro que Shiva não existe, que átomos não
dançam e que "som" é algo que só existe no cérebro de alguns seres
vivos. Fritjof Capra está, você pode pensar, apenas fazendo uma
analogia inofensiva.

Infelizmente, no afã de comparar a física quântica com o misticismo
oriental, ele chega a afirmar que "de acordo com a teoria de campo,
cada partícula, de fato, 'canta, perpetuamente, a sua canção'" [esta
ênfase é minha; todas nesta matéria também serão]. Então, parece que a
comparação é séria. Mas ele admitirá, em seguida, que é tudo metáfora.
E é assim que ele faz por todo o livro: afirma não querendo afirmar,
desdiz, reinterpreta, diz o oposto.

A intenção, parece, é fazer afirmações bombásticas e, depois, de
mansinho, torná-las "metafóricas" e poder negar o sentido literal que
pareciam ter quando foram afirmadas. Isto, por si, já torna o livro
bastante ruim, pois é fazer questão de confundir. Não é à toa que,
entre as fileiras de seus adeptos, encontram-se relativistas,
detratores da ciência (em favor de uma "nova ciência" que inexiste),
solipsistas e pós-modernos.

O Tao da Física, lançado em 1975, defende a tese surpreendente de que
as antigas tradições místicas do Oriente guardam "profundas
semelhanças" com a física moderna. No caminho, fomenta uma série de
confusões e mal entendidos, comete abusos epistemológicos e faz
afirmações tolas sobre a sociedade - levadas ao extremo em O Ponto de
Mutação, livro seguinte de Capra.

Para ser justo, não é um livro tão ruim quanto se pensa. No seu
melhor, faz explanações interessantes sobre aspectos experimentais e
teóricos da física, como o processo de observação de partículas e o
significado das dimensões adicionais. Embora sempre com um viés na
direção do oriente, há passagens verdadeiramente empolgantes e
esclarecedoras sobre física, mesmo para quem já leu Stephen Hawking ou
Brian Greene. Sim, é recomendável.

Este, contudo, é o problema. Se fosse um livro inteiramente ridículo,
seria fácil esquecê-lo. Mas as boas passagens acabam servindo como
cavalos de Tróia carregando as passagens ruins, dando um ar de
legitimidade a idéias que não fazem sentido. Para os amantes da
ciência, é fogo amigo. Para os detratores, é um sonho: um físico
conceituado defendendo o relativismo e o misticismo, louvando o
"conhecimento intuitivo" e criticando as leis da lógica!

Ao contrário do que o autor diz, ou parece dizer pra muitos, os fatos
da física moderna não implicam que espaço e tempo sejam ilusões; que
objetos e leis da física sejam criados pela mente; que a objetividade
da ciência é um mito; que o saber científico é relativo; que a
linguagem e a lógica são incapazes de explicar os fatos; que o mundo
não é composto de partes menores; que "mente" e "realidade" são a
mesma coisa. Nada disso é verdade.

Este texto visa identificar e criticar todo o estrago causado por Capra.

A Teoria <<

Pra logo cortar o barato dos pós-modernos, vou começar com aquilo que
está somente no final, no epílogo, de O Tao da Física:

"Estará a ciência moderna, com todo o seu sofisticado equipamento, a
redescobrir, meramente, a antiga sabedoria, conhecida dos sábios
orientais há milênios? Deverão os físicos, portanto, abandonar o
método científico e começar a meditar? Ou poderá existir uma
influência mútua entre a ciência e o misticismo, talvez até uma
síntese? Penso que todas estas perguntas têm de ser negativamente
respondidas."

Ora, senhor Fritjof Capra, por que não disse antes?!

Eu poderia apostar que o livro não teria vendido a metade se esta
clara e eloqüente mostra de lucidez estivesse no prefácio do livro.
Mas vamos à tese maior de Capra: segundo ele existem duas formas de
conhecimento, a racional e a intuitiva. A primeira é limitada,
relativa e aproximativa: típica dos cientistas; a segunda é superior,
absoluta e capta a essência das coisas: típica dos místicos. Este é o
ponto de partida do livro.

Além disso, a intuição é capaz de compreender verdades inacessíveis à
razão. De fato, a razão não apenas é desnecessária à obtenção do
conhecimento verdadeiro: ela atrapalha. Aprendizes budistas são alvo
de questões paradoxais, no intuito de fazê-los abandonar a razão e
mergulhar num estado "intuitivo", livre das "limitações do intelecto"
que, de outro modo, se fariam insistentemente presentes, impedindo o
aluno de alcançar a verdade.

Procedendo mais ou menos assim, as demais tradições orientais teriam
acesso ao verdadeiro conhecimento da realidade. E Capra é tão
entusiasta desta "sabedoria intuitiva" que chega a afirmar que a
humanidade não ficou mais sábia nos últimos 2 mil anos "apesar do
incremento do conhecimento racional". Mas que sabedoria é essa? Ela
existe? "Os místicos orientais insistem repetidamente no fato de a
realidade última não poder ser nunca objeto de raciocínio ou de
conhecimento demonstrável". E que motivos resta então para acreditar,
se o mesmo pode ser dito sobre qualquer disparate?

Fica claro então que, segundo o autor e os próprios místicos, esta
forma de sabedoria é assumidamente irracional, isto é, não pode ser
expressa pela linguagem e não pode ser compreendida pelo intelecto.
Também não pode ser confirmada de maneira alguma, a não ser de forma
pessoal e introspectiva.

E isto, é óbvio, deveria ser razão suficiente para não se acreditar nela.

Afinal, os católicos prometem que, embora não possam provar, seguir os
ensinamentos de Cristo é o caminho certo rumo ao paraíso (e que,
aliás, perder tempo com crendices orientais é paganismo e blasfêmia).
Sem evidências de um lado e de outro, como escolher? Aliás, por que
escolher? E é claro que não há somente estas duas opções, mas dezenas.

Mas, tudo bem, vamos analisar o que este "conhecimento intuitivo" nos
revela. Apesar de ele ser incomunicável, as tradições orientais bem
que tentaram comunicá-lo. O resultado, segundo eles mesmos, é
fragmentário e limitado. Mas é este resultado que o autor usará para
fazer as comparações com a física.

A Sabedoria Oriental <<

Na verdade, como veremos, são diversas "sabedorias" orientais, mas
Capra encontra (ou seria procura?) uns poucos princípios supostamente
comuns a todas. Basicamente, as grandes descobertas da mística
oriental, inexplicáveis em termos racionais limitados, são estas:

- Não existem entidades isoladas, tudo é parte integrante do todo.

- A realidade não é mecanicista, mas orgânica.

- A realidade não é estática, mas essencialmente dinâmica.

- O Universo inclui sempre o observador de um modo essencial.

Parece que o alegado problema de tais verdades não serem traduzíveis
em termos inteligíveis é mesmo sério. Capra nós: você entendeu algo?
Pense rápido: um tijolo é uma entidade isolada, ou é uma parte
integrante do muro? Se você foi levado a responder um dos dois, errou.
A resposta é ambos. A pergunta insinuou uma falsa dicotomia. E a
sensação é de que os dois princípios seguintes também insinuam falsas
dicotomias (do observador, falaremos depois).

Não procure esclarecimentos em O Tao da Física. Nem por um momento
Capra tenta explicar estas afirmações. Só as repete, vezes sem conta,
após uma ou outra explanação sobre física. E o que ele poderia dizer?
A maioria dos epistemólogos está de acordo sobre o que é conhecimento:
crença verdadeira e justificada. Isto é, você só tem conhecimento
sobre X quando:

a) você acredita em X

b) X é verdade

c) você possui justificativa racional para acreditar em X

Então, é difícil ver como "verdades" confusas, inexplicáveis em termos
racionais, podem constituir conhecimento em algum sentido. Podemos até
supor que os orientais acreditam de verdade em... "seja lá o que for"
(eles não conseguem explicar, afinal); mas não há porque supor que
aquilo que eles obtêm através de meditação e introspecção seja
verdadeiro. Mesmo que seja, não há nenhuma justificativa racional para
acreditar - e isto até eles assumem.

Isto mostra que a "sabedoria oriental" é na verdade irracional, vaga,
ambígua e propositalmente paradoxal. No mais das vezes, não quer dizer
nada. Capra protesta: "o misticismo (...) tem sido tradicionalmente
associado, de maneira errada, com coisas vagas, misteriosas,
acientíficas". Eu diria que de maneira acertada. Não há absolutamente
nada no livro que faça pensar o contrário. Edificâncias como "Quando
um monge perguntou a Tozan, que estava a pesar linhaça, `o que é
Buda?', Tozan respondeu, `esta linhaça pesa um quilo e meio'" só
pioram as coisas.

Tome como exemplo a sabedoria do Tao, que dá nome ao livro. Tao
significa "o caminho" e, na palavras de Huai Nan Tzu, proferidas antes
de Cristo, "aquele que se conforma com o percurso do Tao, adotando os
processos naturais do céu e da terra, acha fácil lidar com todo o
mundo". Que processos são esses? Movimento e mudança incessantes, de
natureza cíclica. Em suma, aquela história do "eterno ciclo de
opostos" captada pelo conhecido T'ai-chi T'u:

"O yang, tendo atingido o seu clímax, retrocede em favor do yin: o
yin, tendo atingido o seu clímax, retrocede em favor do yang".

Eu juro que não entendo o que isto tem de "sabedoria". Vejamos.

Iluminado, ele contemplava a sabedoria milenar do Tao, o Yin-Yang:

Ó, eterna transformação de tudo em seu oposto!

Quão bela, quão simples, quão sábia!

O dia vira noite, e esta volta ao dia! \o/

A calmaria dá lugar à tempestade, e esta retorna à calmaria! \o/

O saudável adoece, e o doente se torna são! – bem, às vezes. =D

A primavera se torna verão e este se torna primav... quer dizer, se
torna outono, depois inverno e, agora sim, volta a ser primavera! =)

O jovem se torna velho, e o velho... ops, o velho morre. Mas, se tudo
correu bem, ele deu origem a outro jovem no caminho! =|

A Terra gira pra esquerda e... jamais gira pra direita. Nunca. =(

Tudo o que sobe desce, e tudo o que desce... err... fica no chão, de
uma vez por todas. ='(

Que fazer? O Yin-Yang não é uma lei do Universo como a gravidade, nem
de forma vaga e aproximada: poucas coisas retornam ao seu oposto,
muito menos de forma cíclica e regular. Aliás, a maioria das coisas
sequer têm oposto. Qual o oposto de cinza? Se o oposto da água é o
fogo (?!), qual o oposto do gelo? Se o oposto do líquido é o sólido, o
que dizer do gasoso? Qual o oposto de banana, dedo, tato, número, parede?

E os adeptos são ensinados não apenas a esperar que os opostos se
sucedam ciclicamente. Eles precisam fazer a manutenção do ciclo
(imagine se nós precisássemos "ajudar" a gravidade!): "No Oriente uma
pessoa virtuosa não é aquela que empreende a tarefa impossível de
lutar pelo bem e eliminar o mal, mas a que é capaz de manter um
equilíbrio dinâmico entre bem e mal". Ou seja: se as coisas estiverem
boas "demais", você deve... ! Além disso:

"Buda ensinava que 'todas as coisas compostas são transitórias, que
todo o sofrimento do mundo surge do nosso apego a formas fixas —
objetos, pessoas ou idéias — ao invés de aceitar o universo, em
movimentos e mudança'". Outra vez, quanto sofrimento foi causado pela
idéia de que a gravidade é fixa e imutável? Acho que nenhum.

Entre outras pérolas de "sabedoria" encontradas no livro, temos:

"Alegria, verdadeiramente, é o mesmo que Vazio.
Vazio, verdadeiramente, é o mesmo que alegria" – Upanishad

"Quando se compreende que no mundo a beleza é bela, então o feio
existe; quando se compreende que ser bom é bom, então existe o mal"

- Lao Tzu

"Onisciência não é nem o existente, nem o não existente, nem aquilo
que é simultaneamente existente e não existente, nem aquilo que não é
simultaneamente existente e não existente" - Ashvagosha

A suposta sabedoria Oriental parece, assim, vazia e fútil. Mas, mesmo
que ela não seja, não quer dizer que tenha quaisquer tipos de relações
com a física moderna - sobretudo porque, em geral, a sabedoria
oriental é tida como ética (pelo menos, é o que dizem seus adeptos
quando pressionados com argumentos como os vistos acima), e a
sabedoria científica é empírica, factual. Os sábios orientais se
preocupam com aquilo que deve ser; os físicos com aquilo que é.

Mas a suposta semelhança entre ambos é nosso tema daqui pra frente.

Os Pontos de Comparação <<

Fritjof Capra é um gênio. Ele conseguiu ser levado a sério ao comparar
trechos selecionados do hinduísmo, budismo, taoísmo, zen e, acredite,
até do "pensamento chinês" (poderia haver "vertente" mais ampla?), com
escritos sobre a física moderna, tendo aí diversas áreas,
especialidades e interpretações para escolher à vontade. E boa parte
do resultado consiste apenas em citações de textos orientais onde é
possível ver paralelos com a física moderna.

Só que as citações mais impressionantes são de fontes recentes, de
escritores que já conheciam as teorias modernas quando escreveram. Com
tanta liberdade, impressiona que não tenha feito algo muito melhor.
Nos moldes amplos de O Tao da Física, daria pra escrever um O Iglu da
Economia (aliás, veja isto), ou um A Pomba-Gira da Química, sem problemas.

Quando ele diz "que tipo de afirmações vamos comparar? Que vamos
selecionar dos dados experimentais, equações e teorias, de um lado, e
das escrituras religiosas, mitos antigos ou tratados filosóficos, de
outro?", a resposta honesta deveria ser: "qualquer coisa que cole".
Sem dúvida, não é outro o "critério' utilizado por ele. Mas começarei
com a promessa do livro:

"Veremos como a teoria quântica e a teoria da relatividade obrigam a
perspectivar o mundo muito à maneira de um hindu, budista ou taoísta".
As duas teorias mostram, segundo Capra, que a realidade é "um todo
integrado". Um todo integrado? Mas elas são incompatíveis entre si!
Ele não toca no assunto. E começa sua comparação entre física e
misticismo nos métodos de ambas:

Os Métodos <<

"Os cientistas e os místicos desenvolveram métodos altamente
sofisticados de observação da natureza, inacessíveis às pessoas
comuns. Uma página de um periódico de física moderna será tão
misteriosa para o não iniciado como uma mandala tibetana. São ambos
registros de indagações da natureza do universo."

"Quem pretende repetir uma experiência em física subatômica moderna
tem de se submeter a muitos anos de aprendizagem (...) Uma profunda
experiência mística requer, muitas vezes, similarmente, muitos anos de
aprendizagem junto de um mestre experimentado (...) A experiência
mística não é, portanto, mais singular que uma experiência em física
moderna."

A retórica merece aplausos. Mas, no que de fato importa, a diferença é
brutal: os métodos da física fazem previsões, comprovadamente
eficazes, e estas são acessíveis aos não iniciados. Fosse diferente,
ninguém se sujeitaria a estudar física por anos - a não ser, talvez,
pessoas sufocadas por uma cultura que inibe a razão. Os "métodos" da
mandala, é claro, não fazem nada parecido.

E embora os métodos orientais consistam sempre em alguma forma de
meditação introspectiva, Capra insiste que eles são "observações" e,
daí, salta a conclusão de que tanto a física quanto o misticismo se
baseiam em observação empírica! Mas não é possível conceber uma busca
menos empírica do que a oriental, que se trata de fechar os olhos e
ignorar todos os demais sentidos - "a apreensão mística da realidade é
essencialmente não sensorial".

Por outro lado, a ciência faz questão de ampliar os sentidos, com seus
instrumentos. E você ainda poderia pensar que a "observação mística",
sendo introspectiva, é uma análise da própria consciência, uma busca
totalmente subjetiva. Mas a pretensão de objetividade deles é a maior
possível: ao meditar, dizem "abarcar todo o Universo". Se isto saísse
da boca de um cientista, seria com razão tido como pretensão ridícula.
Capra está, portanto, transformando diferenças radicais em uma
semelhança vaga e forçada.

Inter-relação e Unidade <<

Mas a alegada semelhança fundamental entre física e misticismo é "a
unidade e inter-relação de todos os fenômenos e a natureza
intrinsecamente dinâmica do Universo". Aí precisamos falar da física
newtoniana. Por que, para o autor, a física de Newton trata os objetos
como isolados, e a física quântica (bem como o misticismo) trata os
objetos como inter-relacionados.

É preciso, antes, dizer algo importante. Ao criticar o "modelo
ocidental" da ciência, Capra ataca dois erros do racionalismo que os
próprios racionalistas rejeitaram profundamente: a idéia pitagórica e
platônica de que a matemática "seja" a realidade; e o dualismo de
Descartes, que separou a mente da matéria - ambos criticados por Carl
Sagan na série Cosmos. Capra chuta cachorro morto e faz uma imagem
errada, e mais fácil de atacar, da ciência ocidental.

Dito isto, vamos ao odiado Newton e a "visão de mundo mecanicista da
ciência cartesiana-newtoniana" (expressão usada em O Ponto de
Mutação). O que significa dizer que, para Newton, os objetos estão
isolados e, para a física moderna, eles estão inter-relacionados? Bem,
o que Capra quer dizer (e não diz!) é que as partículas de Newton são
qualitativamente diferentes do espaço que as cerca, e as partículas
quânticas são qualitativamente iguais ao espaço que as cerca, por que
este espaço está tomado por energia e as partículas não passam de uma
forma de energia. Isto é fascinante, mas e daí?

Os orientais falam vagamente em "inter-relação de todas as coisas",
mas todas as partículas newtonianas eram inter-relacionadas (pela
força da gravidade) e relacionadas com o espaço (porque imersas nele).
A inter-relação das partículas quânticas é apenas de outro tipo.

E sobre tudo ser "parte integrante do todo"? Se está dentro do
Universo, faz parte dele; e ele é o todo. É uma tautologia! Não havia
(e nem poderia haver) nada na física de Newton que deixasse de ser
"parte integrante do todo".

O importante é que os orientais nunca falaram em partículas, muito
menos especificaram o tipo de "inter-relação" ou "unidade" de que
estavam falando. Se eles descobrissem que a sua majestosa
"inter-relação de todas as coisas" está restrita a partículas
invisíveis, dariam um belo bocejo.

Intrinsecamente Dinâmico <<

Pulei, há pouco, a questão da "natureza intrinsecamente dinâmica". De
fato, a interpretação prevalecente da física quântica é muito clara:
partículas não têm posição e velocidades definidas num dado momento. É
como se não existisse "a partícula que se move", mas apenas "o
movimento da partícula". Se isto é verdade, não poderia haver
concretização mais perfeita da expressão "intrinsecamente dinâmica".
Acontece que esta expressão é de Capra, e não de algum texto oriental.
O melhor que o autor consegue é O Livro das Mudanças, e suas idéias
místicas sobre Yin-Yang e eterna mudança já abordadas aqui.

Mas os movimentos do Yin-Yang são movimentos no sentido clássico e
trivial. Por exemplo, fala-se em "mudança incessante", mas até na
visão de Newton as partículas sofriam mudanças incessantes de posição,
pois se moviam. E nunca é demais lembrar que nenhum oriental está
pensando em partículas, e tampouco em objetos maiores, "sem posição
definida".

E, no entanto, há outras interpretações da física quântica segundo as
quais as partículas possuem posições e velocidades definidas, embora
nós não possamos conhecê-las. Estas versões, contudo, implicam num
estranho efeito de "não-localidade", que Capra também usará para
afirmar que "tudo afeta tudo" - mas ele não diz que se o efeito de
não-localidade for real, a idéia de "dinamismo intrínseco" não será.
Não se pode ter tudo, mas ele finge que pode.

Abraçando o Paradoxo <<

Imperdoável é a sugestão de que tanto a física quântica quanto a fé
oriental são capazes de "alcançar" a compreensão de paradoxos.
Obviamente, a dualidade partícula-onda é, para Capra, uma verdadeira
farra! Ele celebra que, depois disto, a ciência "não podia mais
confiar completamente na lógica", e dá vivas ao paradoxo. É onde ele
quer chegar: o conhecimento intuitivo seria superior à razão
justamente porque esta última (tão limitada!) não seria capaz de
compreender coisas paradoxais - como um círculo quadrado, por exemplo.

Eu não deveria precisar dizer que "compreender um círculo quadrado" é,
longe de um conhecimento superior, loucura. Mas, em O Tao da Física,
você aprende que a física quântica está justamente falando em círculos
quadrados ("suas afirmações são paradoxais e cheias de contradições
lógicas") - e, é claro, se aproximando da filosofia oriental por isso.

Mas a partícula-onda é como um círculo quadrado?

O próprio autor, depois de muito enrolar o leitor, recua: "a
introdução do conceito de ondas de probabilidade resolve, de certa
forma, o paradoxo de as partículas serem ondas ao introduzir a questão
num novo contexto".

Vou frisar isto citando Brian Greene: "a natureza faz coisas
estranhas. Ela vive perigosamente, mas toma o cuidado de esquivar-se
do golpe fatal do paradoxo lógico". A natureza não contém paradoxos
lógicos, porque paradoxos lógicos não podem existir. Não se compreende
ainda o que significa a matéria obedecer a equações para partículas em
certos experimentos, e equações para ondas em outros, mas sem dúvida
não é um paradoxo real o que acontece.

De qualquer modo, se a questão é visualizar um objeto que seja onda e
partícula ao mesmo tempo, o maior dos mestres orientais não se sairá
nem um pouco melhor do que o ocidental médio neste exercício de
tortura mental - mas o autor garante que "estes paradoxos são
característicos do misticismo".

Unificação de Opostos <<

Ele fala sério quando diz:

"Exemplos de unificação dos opostos podem ser encontrados ao nível
subatômico, onde as partículas são ao mesmo tempo destrutíveis e
indestrutíveis; a matéria é simultaneamente contínua e descontínua,
energia e matéria são dois aspectos de um mesmo fenômeno".

Note que "matéria" e "energia" viraram opostos nesta passagem. Vamos
aos casos plausíveis: as partículas são destrutíveis e indestrutíveis?
Bem, são destrutíveis, porque podem se desfazer em energia pura. E são
"indestrutíveis" no sentido vago de que não podem se dividir em
partículas menores - apenas em energia pura. Isto não é ser realmente
indestrutível. Esqueça.

A matéria é contínua e descontínua? Vejamos: segundo Capra, "matéria"
é apenas um ponto com alta concentração de energia, isto é, uma forma
de energia. E, sabemos, nenhum lugar é realmente vazio: tudo está
permeado por energia. Se nada separa a energia em "partes", ela é
contínua. E como energia e matéria são "a mesma coisa" (insinua
Capra), a matéria é contínua.

Mas, foi dito, "matéria" é apenas "muita energia num mesmo ponto". E
estes pontos estão espacialmente separados entre si. Na grande maioria
dos pontos do espaço não há energia suficiente para se "condensar" em
partículas; mas em alguns poucos pontos, uns distantes dos outros, a
energia é tão concentrada que adquire propriedades materiais, formando
o que denominamos "partículas". E, neste caso, dizemos que a matéria é
descontínua.

O jogo de palavras já deve estar claro, mas é bom esmiuçar. Pense num
oceano cheio de icebergs à deriva: o gelo é "contínuo" ou
"descontínuo"? Se você forçar a barra e disser que "gelo e água são a
mesma coisa", então até pode dizer que o gelo é contínuo, pois estará
chamando de "gelo" a parte líquida do oceano; mas se notar que o gelo
é uma manifestação diferente da água, então dirá que o gelo é
descontínuo: os icebergs são blocos de gelo, separados uns dos outros
pela água líquida.

Conclusão: a matéria é descontínua, pelo menos segundo a definição que
vimos acima. Para dizer que ela é contínua, é preciso mudar a
definição do termo, chamando de "matéria" inclusive as baixas
concentrações de energia, que não se condensam em partículas. Isto é o
mesmo que chamar a água de gelo. Ora, se a "matéria" é contínua em um
sentido e descontínua em outro, então não há paradoxo real.

Os pretensos exemplos de unificação paradoxal de opostos são apenas
bobagens do tipo: a Terra tem fim ou não? Na verdade, ela é redonda...
Tem fim, porque tem um tamanho limitado; e não tem fim, porque não se
pode chegar ao "final" dela. Mas os sentidos são diferentes e, neste
caso, este "fim" não é o oposto daquele "sem fim" - e o paradoxo não
existe, portanto.

*****

Pra piorar, a unificação de opostos pretendida pelos orientais não é
paradoxal. Quando eles dizem que os opostos são "dois lados de uma
mesma realidade", não estão violando o princípio da não-contradição,
dizendo que algo é "A" e "não-A" ao mesmo tempo, mas apenas frisando
que há relação e unidade entre os opostos, o que é óbvio.

O frio e o calor, por exemplo, estão relacionados: um é o oposto do
outro. E estão unificados: em uma escala que vai do frio ao calor.
Isto vale para todos os opostos e é a grande "sacada" dos orientais -
pelo menos, há três mil anos pode ser que ainda fosse novidade mesmo.

A verdade é que qualquer menino de seis anos entende isso. Ninguém
trata "bem" e "mal" como "microchip" e "ornitorrinco", isto é, coisas
totalmente separadas. E os orientais exageram, ou erram tudo, quando
sugerem ou dizem que "na verdade" não existem opostos. O que eles
dizem é "vida e morte são aspectos diferentes da mesma realidade".
Diferentes!

Se fosse "vida e morte são aspectos iguais da mesma realidade", então
não existiriam opostos mesmo... Mas isto seria ridículo.

Outras comparações <<

Quando fala da (controversa) teoria da armadilha, Capra sustenta que
ela se alinha com as diversas escolas do misticismo oriental no
seguinte sentido: o Universo é um todo interconectado, e as
propriedades de uma parte são determinadas pelas propriedades de todas
as outras. Mas isto é falso: dois locais que se afastem em velocidade
superior à da luz¹ não podem, em hipótese alguma, causar qualquer
coisa um no outro, estando totalmente isolados.

E a comparação musical retorna: "para os físicos modernos a dança de
Shiva é a mesma da matéria subatômica. Tal como na mitologia hindu, é
uma contínua dança de criação e destruição que envolve todo o cosmos:
a base de toda a existência e de todos os fenômenos naturais". Basta
dizer que não há destruição alguma na versão da física: a matéria não
é destruída, mas se torna energia pura, e esta volta a se tornar
matéria. Tampouco é "dança".

Depois, ele chega a comparar o diagrama de um octeto mesônico, da
física de partículas, com o diagrama dos oito trigramas do I-Ching e,
embora admita que a semelhança gráfica é acidental, salienta que ambos
enfatizam a mudança e a transformação, em vez de a estrutura e a
simetria (mesmo que ambos sejam simétricos!).

E, no entanto, os trigramas chineses implicam mudança e transformação
não de partículas subatômicas, mas de entes macroscópicos, como fica
claro: "[os oito trigramas] estavam associados com muitas imagens
retiradas da natureza e vida social. Representavam, por exemplo, o
céu, a Terra, a trovoada, a água, etc". Mas a física nega que tais
entidades macroscópicas estejam em constante transformação e mudança:
como os efeitos quânticos se anulam, o mundo macroscópico é, para a
física moderna, exatamente o mesmo que para a física newtoniana - ou
seja, "estático" (segundo Capra). Insistir no oposto é dizer que "a
água é seca, porque suas partículas não são líquidas".

Por fim, ele compara o ch'i hinduísta, que é "energia vital" (?)
espalhada pelo cosmos, com o campo quântico moderno, que é o campo das
flutuações de energia, gerando e diluindo partículas incessantemente.
Segundo o autor (e não segundo qualquer fonte antiga) "o ch'i é
concebido como uma forma de matéria tênue e não perceptível,
onipresente em todo o espaço e que se pode condensar em objetos
materiais sólidos".

Mas o ch'i é um "éter" carregador de vida, capaz de causar doenças ou
promover a saúde, tendo, portanto, influências macroscópicas. Ao
contrário, o campo quântico só tem existência na menor das escalas, e
não entra em nosso corpo como um "gás invisível". Quer mais? O campo
existe. O ch'i é lenda.

Relativismo e Anti-Objetividade <<

As comparações da física com o misticismo são indefensáveis. O próprio
misticismo é indefensável. Mas O Tao da Física faz bem pior: ele não
afirma que o misticismo tem base científica; ele afirma que a ciência
tem base mística! E, por conta disto, certas passagens parecem negar a
objetividade científica, razão por que os pós-modernos vêem em Fritjof
Capra um aliado, embora ele não seja - ele é apenas péssimo em filosofia.

Este é o ponto: Capra não diz nada que realmente leve ao relativismo
ou à negação da objetividade, embora pareça fazê-lo muitas vezes.

Hora de desfazer as confusões.

E vou antecipar que, apesar de tudo o que já veremos, ele escreveu que
"os físicos constroem uma seqüência de teorias parciais e aproximadas,
cada uma delas mais precisa que a anterior, mas não representando
nenhuma delas uma imagem completa e final do fenômeno natural", isto
é, a ciência chega cada vez mais perto da verdade, embora nunca
descubra tudo. É esta, e apenas esta, a mensagem de Capra.

Detalhe: todos sabem disso. Nem o cientificista mais fanático - se há
um - afirma que a ciência pode saber tudo. E, aliás, pra quê uma
imagem completa do Universo? Quem quer saber a posição exata de todas
as estrelas ou o valor completo de Pi (3,14159265358979323846264... ao
infinito)? O importante é que o pouco que a ciência sabe (supondo que
seja pouco) é garantido. E, apesar de toda a sua confusão, Capra está
de acordo com isto.

Esta não é, infelizmente, a interpretação da maioria de seus adeptos.

Pudera. Veja as afirmações ambíguas e enganadoras do autor:

"Tendo as noções de espaço e tempo sido reduzidas ao papel subjetivo
de elementos de linguagem (...) para descrever fenômenos naturais..."

"As estruturas e fenômenos que observamos na natureza não são mais que
criações da nossa mente caracterizante e quantificadora."

"O método científico de abstração é muito eficiente (...), mas temos
de pagar um preço por ele. À medida que definimos o nosso sistema de
conceitos com mais precisão (...) e tornamos as conexões cada vez mais
rigorosas, torna-se cada vez mais desligado do mundo real."

"Os físicos começaram a aperceber-se que todas as suas teorias dos
fenômenos naturais, incluindo as `leis' que eles descrevem, são
criações da mente humana, propriedades do nosso mapa conceitual da
realidade, em vez da própria realidade."

Algumas destas afirmações são facilmente mal interpretadas. Outras são
simplesmente erradas. Por exemplo, espaço e tempo não são só
"elementos da linguagem". Eles têm existência concreta, são capazes de
se curvar e de afetar a matéria, como o próprio autor várias vezes
diz. Como pode uma abstração da linguagem se curvar e formar buracos
negros?

As duas frases finais, ao contrário, apenas dizem algo óbvio: teorias
descrevem a realidade mas, mesmo que o façam de forma corretíssima,
elas "não são a própria realidade". É tão bobo quanto "o mapa não é a
cidade" - a analogia-chave usada pelo autor. Mas é fácil ler a frase
como significando: "gravidade, elétrons, DNA e tudo o que está nas
teorias científicas é invenção humana, não existe". E é assim que
muitos entendem.

A segunda frase parece dizer: tudo o que vemos é criação de nossa
mente! Mas, na verdade, apenas diz que o modo como percebemos as
coisas é criação de nossa mente, e não as próprias coisas percebidas.
E isto é outra trivialidade sabida por qualquer estudante do ensino
médio: nenhuma maçã é realmente vermelha, mas é um objeto real, e que
reflete freqüências luminosas que o nosso cérebro percebe como "vermelho".

A razão da confusão, em boa parte, é que o autor está comparando estas
nuances da ciência moderna com afirmações orientais realmente
radicais, como esta: "O hinduísmo afirma que todas as formas e objetos
à nossa volta são criados pela mente sob o desígnio de maya". Isto é
muito diferente de uma afirmação sobre o modo como percebemos o mundo,
mas como Capra está buscando semelhanças entre fé oriental e ciência,
ele faz questão de embaralhar as coisas.

*****

E, aqui, cabe uma breve digressão:

Capra usa o termo "mente", mas isto gera confusão. "Mente", em geral,
é sinônimo de "consciência", isto é, sua mente é você. E não é você
quem cria o vermelho, mas o seu cérebro. Esta diferença é fundamental.
É o seu cérebro, e não você, que faz a freqüência de luz emitida pela
maçã ser percebida como "vermelha". E isto não está sob controle da
sua consciência, isto é, não está sob o seu controle. Ou seja: você
não pode decidir ver a maçã como "azul"!

Quem vê Capra afirmar, sem maiores explicações, que "os fenômenos
observados são criações de nossa mente" facilmente vê nisso a alegação
de que, se tivermos vontade, podemos alterar o modo como percebemos o
mundo - e até o próprio mundo! Se você entendeu isso e, pior,
acreditou, sugiro um teste simples: tente! Fim da digressão.

*****

Mas nem tudo é mera confusão.

O autor realmente questiona a objetividade científica, e o faz por
duas razões: primeiro, a física quântica mostrou que, como o
observador influencia o sistema observado, a objetividade é um mito;
e, segundo, a relatividade mostrou que espaço e tempo não existem
concretamente, sendo apenas ilusões descritivas criadas pela mente
humana. As duas coisas estão erradas.

A relatividade é tratada de forma ridícula em O Tao da Física. É
possível encontrar tanto a afirmação de que tempo e espaço não
existem, quanto a afirmação de que eles são capazes de se curvar e
afetar a matéria. Mas veja esta citação de Hermann Minkowski, que está
no próprio livro:

"As visões de espaço e tempo que quero apresentar-vos brotaram do
terreno experimental da física, e aí reside a sua força. São radicais.
Daqui em diante, espaço, por si só, e tempo, por si só, estão
condenados a desaparecer em sombras difusas, e apenas uma união das
duas prevalecerá como uma realidade independente."

Este é o ponto. Capra confunde o "espaço e tempo não existem" da fé
oriental, com o "espaço e tempo não existem do modo como pensávamos"
da teoria da relatividade. Einstein nos mostrou que o espaço e o
tempo, isolados, são relativos aos observadores. Ser relativo é muito
diferente de "não existir". Mas é pior: Capra esquece que, para
Einstein, o conjunto espaço-tempo não é relativo, mas absoluto.

O outro ponto é outra bobagem, porém mais sutil.

Os experimentos da física de partículas levam o observador a
influenciar o objeto observado: é o famoso "colapso de onda", quando o
objeto deixa de ter propriedades típicas de onda e, logo que é
observado, passa a ter propriedades típicas de partícula. Parece
místico? Lembre-se de que só se pode "observar" uma partícula fazendo
um fóton se chocar com ela. É como medir o giro de uma roda encostando
um bastão nela: a medição afetará o giro.

E, na verdade, tudo isto apenas mostra que certos dados, sobre o
estado das partículas, não podem ser conhecidos com precisão. Não se
trata de os dados serem relativos e subjetivos, pois eles não podem
variar segundo a vontade do observador. São apenas dados mais ou menos
inacessíveis.

Voltemos ao giro da roda: se ela girava a 30km/h e, quando você pôs o
bastão, ela desacelerou para 28km/h, é este valor que você medirá. Mas
isto é subjetivo? Ou relativo? Não, é perfeitamente objetivo: sua
medição mostra o valor de um giro de roda que foi afetado por um
bastão, de um certo modo. É verdade que você não obteve a medição que
pretendia, mas mediu outra coisa - e esta coisa é objetiva: um bastão
afetando uma roda.

O que temos são dados objetivos, porém de eventos diferentes. Não há
dado ou distorção subjetiva. E isto porque, na verdade, é o ato da
observação que afeta o objeto, e não o observador. E, pra ser mais
exato, a observação não afeta nem o objeto, mas somente a situação do
objeto. Capra não sabe a diferença e, por isso, em mais uma afirmação
confusa, ele manda essa:

"A característica crucial da física atômica é o fato de o observador
humano ser necessário, não só para observar as propriedades de um
objeto, mas também para as definir."

Parece dizer que o observador é essencial para o objeto - e logo para
o Universo. Mas significa apenas o que acabamos de ver: que a
observação afeta a situação do objeto. Só que é dito da pior maneira:
em vez de "a 'observação' é 'uma das causas' do 'fato observado'",
Capra simplifica para "o 'observador' 'define' o 'objeto'"! E, então,
muitos entendem até que objetos não podem existir sem observador -
ignorando assim todas as evidências de que o Universo existiu por
bilhões de anos, sem ninguém pra ver.

Tiro de misericórdia: Capra ignora a descoerência, fenômeno que nos
mostra o óbvio: não é apenas o ato humano de observar que causa o
"colapso da onda", mas qualquer interferência sofrida pela onda, seja
de elétrons, fótons ou o que for. O observador humano e sua
consciência nada têm de especiais. E é irônico, agora, ver por que a
onda não colapsa em experimentos controlados: é porque ela está
perfeitamente isolada, seja do observador humano, seja de qualquer
partícula - isolada, coisa julgada impossível em O Tao da Física.

Tantos devaneios, e fica pior.

O Pior do Tao <<

Entre os maiores absurdos de O Tao da Física temos, por exemplo, a
idéia ridícula de que a razão é "masculina" e a intuição é "feminina":
"O yang, o poder forte, criativo e masculino, estava associado com o
céu, enquanto que o yin, o elemento sombrio, receptivo e feminino, era
representado pela Terra". Se isto não é machismo, eu não sei o que é...

E seria novidade? A cultura oriental é extremamente patriarcal.

As únicas coisas realmente femininas ou masculinas são os seres vivos
do tipo sexuado. Mas claro: é uma longa tradição, na jamais escrita
História da Filosofada, taxar como "femininas" ou "masculinas" uma
coleção de coisas sem sexo, de objetos a conceitos nebulosos, na
sempre irresistível tentação de dar eloqüência e enlevo a afirmações
bobas.

*****

Outra: "Os resultados da física moderna (...) podem levar-nos até Buda
ou até à bomba atômica, e compete a cada cientista decidir que caminho
tomar". Ou seja: quem discorda de Capra é, automaticamente, apologista
da guerra, da destruição e da morte. Isto é que é apelação!

*****

E ainda na introdução, enquanto não é preciso argumentar e o leitor
ainda ignora o que virá, Capra aproveita pra soar radical: "os padrões
que os cientistas observam na natureza estão intimamente ligados aos
seus modelos mentais, com os seus conceitos, pensamentos e valores". É
fácil entender isto assim: dois cientistas, um ateu e outro religioso,
observam as mesmas células; um vê DNA, outro vê "energia vital". Ou
seja: as mesmas observações mostram padrões diferentes, conforme os
vieses subjetivos de cada observador – o que é ridículo e, embora
pareça, Capra não o diz. Por que ser tão vago?

A mensagem real, depois fica claro, é tola como sempre: se a ciência
visar ao lucro, pesquisará a parte da natureza cujo estudo gere
riqueza; se a ciência valorizasse a saúde dos escorpiões, pesquisaria
escorpiões - e, é claro, enxergaria outros padrões aí. Se você
pesquisa X, observará padrões de X; se pesquisa Y, padrões de Y.
Conclusão: grande coisa!

*****

O Tao da Física foi escrito em 1975, mas em 1982 Capra retornou, com
um posfácio. Quem o esperava mais ponderado, deu de cara com: "O novo
tipo de interconexão que emergiu recentemente (...) faz surgir a
possibilidade intrigante de ser possível relacionar a física
subatômica com a psicologia de Jung e talvez mesmo com a
parapsicologia". E ele deixa essa afirmação no ar, sem ao menos dizer
do que se trata. Sem comentários.

*****

Num dos piores parágrafos do livro, Capra acusa o dualismo cartesiano
(a idéia nada científica de que mente e matéria são substâncias
diferentes) de ser a principal causa das tragédias do mundo. E o
raciocínio é uma pérola:

"Esta fragmentação interior espelha a nossa perspectiva do mundo 'de
fora', visto como uma multiplicidade de objetos e acontecimentos
separados. O meio ambiente é encarado como se se tratasse de partes
separadas a ser exploradas por diferentes grupos de interesses. A
visão fragmentária estende-se à sociedade, dividida em diferentes
nações, raças, religiões e grupos políticos. A convicção de que todos
estes fragmentos - em nós próprios, no nosso meio ambiente e na nossa
sociedade - estão, de fato, separados pode ser tomada como a razão
fundamental para as presentes séries de crises sociais, ecológicas e
culturais. Tem-nos afastado da natureza e dos seres humanos nossos
semelhantes. Acarretou uma grosseiramente injusta distribuição das
riquezas naturais, criando conflitos econômicos e políticos; uma onda
de violência crescente e imparável, espontânea e institucionalizada, e
um meio ambiente feio e poluído, onde a vida se tomou muitas vezes
física e mentalmente pouco saudável."

Esta passagem é, sem dúvida, a semente de O Ponto de Mutação, de 1982.
E quanto simplismo! Isto é obviamente ridículo, posto que: antes de
Descartes, o mundo já era dividido em facções e, obviamente, tanto
mais cheio de guerras quanto mais se recua no tempo; mesmo o Oriente,
com sua "visão orgânica", é dividido em países, religiões e grupos
políticos; a ciência ocidental, ao contrário das religiões, é
materialista em vez de dualista.

E nem seria preciso dizer tanto. É óbvio que uma simples idéia
filosófica, sobre a natureza da consciência, jamais poderia direcionar
o comportamento dos indivíduos, o tratamento do meio-ambiente e toda a
organização social e política. A colocação de Capra, que virou livro,
é exatamente o que parece: a opinião irrefletida de um físico-místico
sobre questões psicológicas e sociais.

Concluindo: a Dança de Shiva e de Capra <<

Quando o senhor Fritjof Capra admite que a Dança de Shiva é, afinal de
contas, apenas uma metáfora para falar do Universo, é só para ele
poder dizer que a física moderna também não passa de uma espécie de
metáfora sobre a realidade: "Quer o deus bailarino quer a teoria
física são criações do espírito: modelos para descrever a intuição do
seu autor acerca da realidade".

Ocorre que a teoria física não é "criação" da mente de ninguém, e sim
uma descoberta. A elaboração de teorias não é guiada por imaginação,
mas por fatos. A mecânica quântica, por exemplo, não é mais "criação
humana" do que a geometria. E extraterrestres jamais reinventariam
Shiva, mas redescobririam a física quântica e a geometria, porque
estas são verdades independentes da mente de seus descobridores.

É bastante adequado, então, que o ícone central da proposta de O Tao
da Física - a Dança de Shiva - revele-se também o ícone ideal para
simbolizar toda a confusão que permeia a obra: ora tratando a dança
divina como a exata realidade, ora assumindo que é pura imaginação - e
então fazendo o mesmo com tudo o mais que sustenta a obra - o autor
vai enredando o leitor em um texto cheio de ambivalências e
contradições dissimuladas.

O Tao da Física foi apenas o início. Nele, ainda podemos ler (apesar
do que vimos há pouco): "a visão orgânica do mundo não é vantajosa do
ponto de vista da construção de máquinas, nem adequada para lidar com
problemas técnicos de um mundo superpovoado". Capra concedia que a
"visão limitada" do (suposto) dualismo ocidental era, embora incapaz
de alcançar a "verdadeiro saber", adequada à tecnologia e aos
problemas mundanos da sociedade.

Mas ele mudou de idéia.

Em O Ponto de Mutação, Capra resolveu que a sua "visão orgânica" não
era boa apenas para descrever partículas ou "intuições" de sábios
orientais, mas para quase tudo no mundo - até para acabar com a fome!
Hoje, em sua obra mais recente (Conexões Ocultas), ele chega a citar
Morowitz, e sua Teoria de Gaia, com aprovação: "a vida é uma
propriedade dos planetas, e não dos organismos individuais". Pelo
visto, um astronauta que saia do planeta estará morto, embora ainda
fale, pensa e seja saudável.

O Tao da Física, vale lembrar, ousa até explicar o porquê de a ciência
ocidental ter cultivado uma tradição tão "mecanicista" e "limitada",
abrindo mão do "conhecimento superior intuitivo" hoje típico dos
orientais. A explicação é incrível: a idéia de lei fundamental, que é
o cerne da visão mecanicista, teve origem na tradição judaico-cristã e
em sua idéia de um legislador divino. A ciência ocidental é limitada,
segundo Capra, por culpa do cristianismo!

Mas... Ele mudou de idéia.

Em 1991, participou de outro livro, desta vez tratando das semelhanças
entre "a nova visão de mundo" (a mesma de O Tao da Física) e,
adivinhe, a teologia cristã. Você leu certo: em Pertencendo ao
Universo (título redundante, magnificamente Capriano!) não só a física
moderna e a fé oriental têm paralelos entre si, mas ambas têm
paralelos com o cristianismo! Pelo visto, a suposta influência cristã
na ciência ocidental não pode ter sido tão má assim.

Por essas e outras, não admira que o físico Fritjof Capra tenha suas
obras listadas em "ocultismo" na biblioteca virtual do Projeto
Democratização da Leitura. Tampouco causa espanto ver O Tao da Física
ser oferecido no site Submarino junto com O Segredo, o mais recente
clássico da temerária pseudociência quântica de quinta, com sua já
famosa "lei da atração".

O Tao da Física, é claro, é pseudociência quântica de primeira.

É, na verdade, o manifesto fundador do movimento.

*****

Encerro citando Brian Greene, em O Tecido do Cosmo. Ao falar sobre o
fenômeno da conexão entre duas partículas distantes (que Capra usa
para dizer que "tudo está em tudo"), parece que Greene lembrou de O
Tao da Física:

"Na interpretação de algumas pessoas, isso significa que 'todas as
coisas estão conectadas a todas as demais' ou que 'a mecânica
quân-tica nos emaranha a todos em uma única totalidade universal'
(...). Esses arrebatamentos, ainda que eu aprecie o sentimento por
eles produzido, são exagerados e insustentáveis."

E citando a bela passagem de Carl Sagan, que eu evidentemente escolhi
a dedo para a ocasião. É de O Mundo Assombrado pelos Demônios:

"Algumas religiões orientais, cristãs e da Nova Era (...) afirmam que
o mundo é irreal, que o sofrimento, a morte e a própria matéria são
ilusões; e que nada realmente existe a não ser a "Mente". Em oposição,
a visão científica predominante é que a mente constitui o modo como
percebemos o funcionamento do cérebro (...).

Há pessoas que desejam que tudo seja possível, que não querem nenhuma
restrição à sua realidade. Elas sentem que nossa imaginação e nossas
necessidades requerem bem mais que o relativamente pouco que a ciência
nos ensina a ser razoável ter como certo."

__________________________________________

¹ Objetos no espaço não podem viajar acima da velocidade da luz, é
claro. O próprio espaço, porém, pode fazê-lo. De fato, como a expansão
do Universo se acelera sempre, existem partes dele, distantes entre
si, que se afastam umas das outras em velocidade superior à da luz. <<

por Paralelo, 10 de dezembro de 2007 / 6 de janeiro de 2008

http://www.suasticazul.hbe.com.br/filosofia/taodafisica.html

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SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: [forum-prof] PNL chega à Unifesp(p/ Dídimo)
FROM: Dídimo Matos <didimo.george@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/08/2008 00:55

olá Gil,
 
Não vi onde mostrou a invalidade de meus argumentos e nem onde estão os espantalhos, acho que você pegou o bonde andando e não viu as mensagens anteriores a ela e por isso acha que ataquei a todos e tudo. Não estou muito disposto a ficar repetindo tudo que já disse, então, a não ser que hajam novidades nessa discussão, permanecerei na mesma.
 
Abraço,
Dídimo Matos
http://didimomatos.zip.net/
_______________________
...só mesmo a obscuridade pode
servir de proteção para o que é
absurdo.

From: Gil
Sent: Wednesday, August 13, 2008 8:16 PM
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Subject: Re: [ciencialist] Re: [forum-prof] PNL chega à Unifesp(p/ Dídimo)

Independente de ser ou não uma ciência, acho besteira descer os argumentos 
ao nível das comparações rasteiras, e esperar que nesse nível os 
argumetnos da psicanálise possam ser vencidos. Pelo contrário, pode ter 
justamente o efeito de fortalece-los.

Perdoe os argumentos ruins e falaciosos que usarei abaixo só para efeitos 
de comparação, e para mostrar que o cerne da questão (a validade ou não 
dos argumentos da psicanálise) nem de longe foi tocado no seu email. Tudo 
ficou nas comparações rasteiras e argumentos "espantalhosos".



> Então a tarologia e a astrologia devem ser tratadas como válidas e 
> necessárias (...),

Espantalho (ou extremo-oposto, sei lá... tô sem o guia aqui).

> quantas pessoas, principalmente mulheres não vão a tarólogos(as) e 
> gastam seu dinheiro atrás de tratamento espiritual, tratamento este que 
> as deixam extemamente satisfeitas, tanto que voltam várias vezes. 
> Quantos incautos consultam-se com gurus místicos (os mestres em ciências 
> do oculto, que trabalham com as tais letras apagadas de sabedoria 
> milenar) e fazem seus tratamentos espirituais, cuidando das coisas da 
> alma?

> Em ambos os casos, apesar das influências externas, no caso da primeira 
> dos estados emocionais reprimidos e da segunda do efeito dos astros na 
> personalidade, tudo pode ser resolvido na conversa. E muitas outras.

Uma conversa pode resolver *muitos* dos problemas psicológicos das 
pessoas, independente de ser uma conversa de psicanalistas, de amigos, de 
astrólogos, de estranhos... o que seja.

As pessoas podem ficar perfeitamente satisfeitas com isso, e até serem 
"curadas" psicologicamente, mesmo se não for científico o "tratamento". 
Até aí, nenhuma novidade, e isso, por si só não justifica o rótulo de 
pseudociência para a psicanálise. Os placebos, por exemplo, têm efeitos 
muitas vezes evidentes, e nem por isso a química ou farmacologia pode ser 
logo rotulada de pseudociência.

> O critério que você apresentou é totalmente inaceitável, percebe.
> E por que eu não poderia comparar a psicanálise e astrologia? São tão 
> parecidas. Nenhuma das duas é científica, mas ambas se consideram como 
> tal.

Você pode comparar perfeitamente e até dizer que são parecidas, segundo o 
vago critério acima. Mas seguindo um raciocínio parecido: "Porque não 
posso comparar o pelé e o Roberto Carlos? Nenhum dos dois é rei, mas ambos 
se consideram como tal".

Sim, eu sei, é um pseudo-argumento dos mais ridículos. Mas mostram o 
quanto o raciocínio acima é vago como argumento, principalmente para 
comparar coisas tão díspares quanto uma disciplina médica (mesmo que 
questionada externamente) e um conjunto desconexo de teorias exotéricas.

> Não acho que o que não pode ser dissecado pelo método científico é 
> picaretagem, o que acho picaretagem é se disfarçar algo de científico 
> pra tirar dinheiro dos outros.

Independente de você acreditar ou não na psicanálise, é injusto dizer (sem 
conhece-la) que ela foi feita "para tirar dinheiro dos outros", se 
"disfarçando" de ciência.

Pelo menos a maioria dos seus criadores viam-se como cientistas, portanto, 
não era um "disfarce". E viam-se como médicos, por isso não era uma 
questão simples de roubo ("tirar dinheiro dos outros").

Não estou defendendo a psicanálise (quem tem condições de fazer isso é só 
o Bulcão, ou algum dos lurkers dessa mailing list que eu não me lembre). 
Só pedindo que por favor sejam usados argumentos melhores e mais 
embasados, que não sejam simples comparações simplistas. Essa lista merece 
bem mais que isso.



Gil

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SUBJECT: Rap dos Hadrons
FROM: Dídimo Matos <didimo.george@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/08/2008 01:11

Vejam ai o que uma cientista desocupada pode fazer:
 
http://br.youtube.com/watch?v=T3iryBLZCOQ
 
Abraço,
Dídimo Matos
http://didimomatos.zip.net/
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absurdo.

SUBJECT: Letra do Rap do Hadron
FROM: Dídimo Matos <didimo.george@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/08/2008 01:14

Twenty-seven kilometers of tunnel under ground
Designed with mind to send protons around
A circle that crosses through Switzerland and France
Sixty nations contribute to scientific advance
Two beams of protons swing round, through the ring they ride
‘Til in the hearts of the detectors, they’re made to collide
And all that energy packed in such a tiny bit of room
Becomes mass, particles created from the vacuum
And then…

LHCb sees where the antimatter’s gone
ALICE looks at collisions of lead ions
CMS and ATLAS are two of a kind
They’re looking for whatever new particles they can find.
The LHC accelerates the protons and the lead
And the things that it discovers will rock you in the head.

We see asteroids and planets, stars galore
We know a black hole resides at each galaxy’s core
But even all that matter cannot explain
What holds all these stars together – something else remains
This dark matter interacts only through gravity
And how do you catch a particle there’s no way to see
Take it back to the conservation of energy
And the particles appear, clear as can be

You see particles flying, in jets they spray
But you notice there ain’t nothin’, goin’ the other way
You say, “My law has just been violated – it don’t make sense!
There’s gotta be another particle to make this balance.”
And it might be dark matter, and for first
Time we catch a glimpse of what must fill most of the known ‘Verse.
Because…

LHCb sees where the antimatter’s gone (repete refrão)

Antimatter is sort of like matter’s evil twin
Because except for charge and handedness of spin
They’re the same for a particle and its anti-self
But you can’t store an antiparticle on any shelf
Cuz when it meets its normal twin, they both annihilate
Matter turns to energy and then it dissipates

When matter is created from energy
Which is exactly what they’ll do in the LHC
You get matter and antimatter in equal parts
And they try to take that back to when the universe starts
The Big Bang – back when the matter all exploded
But the amount of antimatter was somehow eroded
Because when we look around we see that matter abounds
But antimatter’s nowhere to be found.
That’s why…

LHCb sees where the antimatter’s gone (repete refrão)

The Higgs Boson – that’s the one that everybody talks about.
And it’s the one sure thing that this machine will sort out
If the Higgs exists, they ought to see it right away
And if it doesn’t, then the scientists will finally say
“There is no Higgs! We need new physics to account for why
Things have mass. Something in our Standard Model went awry.”

But the Higgs – I still haven’t said just what it does
They suppose that particles have mass because
There is this Higgs field that extends through all space
And some particles slow down while other particles race
Straight through like the photon – it has no mass
But something heavy like the top quark, it’s draggin’ its ***
And the Higgs is a boson that carries a force
And makes particles take orders from the field that is its source.
They’ll detect it….

LHCb sees where the antimatter’s gone (repete refrão)

Now some of you may think that gravity is strong
Cuz when you fall off your bicycle it don’t take long
Until you hit the earth, and you say, “Dang, that hurt!”
But if you think that force is powerful, you’re wrong.
You see, gravity – it’s weaker than Weak
And the reason why is something many scientists seek
They think about dimensions – we just live in three
But maybe there are some others that are too small to see
It’s into these dimensions that gravity extends
Which makes it seem weaker, here on our end.
And these dimensions are “rolled up” – curled so tight
That they don’t affect you in your day to day life
But if you were as tiny as a graviton
You could enter these dimensions and go wandering on
And they'd find you...
 
Abraço,
Dídimo Matos
http://didimomatos.zip.net/
_______________________
...só mesmo a obscuridade pode
servir de proteção para o que é
absurdo.

SUBJECT: Re: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO(p/ Cris)
FROM: vernerstranz@click21.com.br
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 14/08/2008 05:06

Cris, concordo e dou força. Acho que o Silvio tá conseguindo se mostrar mais
rabugento do que eu, e olha que somos, Silvio e eu, contemporâneos. É lógico
que você se orgulhe de sua obra, e manifeste sua alegria e entusiasmo, da mesma
forma que nós, velhotes inseridos na melhoridade (aiaiai), nos orgulhamos de
filhos e netos e das conquistas hauridas em nossa existência. Quando eu comprar
teu livro, daqui a alguns dias, vou pedir exemplar autografado.
[ ]s., verner.




Citando Profª Cristiana Passinato <crispassinato3@gmail.com>:

> O livro ficou lindo, mesmo que não fosse meu, eu veria e acharia.
> Não tem donos de sites que chamam de "O Imperdível", pq eu sou questionada
> de achar meu livro lindo?
> :)
> Já ouvi pessoas que entendem de editoração e edição dizerem: "está um
> primor".
> Foi editado por uma editora da USP, foi tudo muito caprichado.
> O preço tb ficou lindo, bem baixo, como eu gostaria.
> Pq estragar o prazer das pessoas?
> Será uma pontinha de despeito?
> Sincera, honestamente, não quero ser modesta nesse mundo, quero saber bem
> onde piso e mostrar o que ficou lindo mesmo.
> Como diz o popular: "o que é bonito, é pra se mostrar".
> Um abraço, com respeito a sua opinião!
>
> Cristiana
>
> 2008/8/13 Silvio <scordeiroes@superig.com.br>
>
> > Professora:
> >
> > A senhora considerar "lindo", o seu próprio livro não seria um pouco de
> > falta de modéstia?
> >
> > Creio que elogios ou críticas são serviço dos leitores e críticos....
> >
> > Não o vi, não posso e nem tenho gabarito para tecer qualquer consideração.
> > apenas uma observação de um colega de ofício.....
> >
> > sds.,
> >
> > silvio.
> >
> >
> > ----- Original Message -----
> > *From:* Profª Cristiana Passinato <crispassinato3@gmail.com>
> > *To:* espacoempresarial@yahoogrupos.com.br ; Um Toque de
> Motivação<umtoquedemotivacao@umtoquedemotivacao.com>;
> > pesquisas-de-quimica@googlegroups.com ;
> professores_de_quimica<Professores_de_Quimica@googlegroups.com>;
> > ensquimica@googlegroups.com ; ciencialist@yahoogrupos.com.br
> > *Sent:* Tuesday, August 12, 2008 8:47 PM
> > *Subject:* [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO
> >
> > O Profº Edvan foi o comprador nº 01 (e à distância) do meu lindo livro:
> > Ebulições.
> >
> > Mais informações sobre o livro?
> >
> > http://livroebulicoes.blogspot.com
> >
> > --
> > Profª Cristiana Passinato
> > Apresentação (Espaço Empresarial):
> >
> >
>
http://espaco-empresarial.blogspot.com/2008/07/prof-cristiana-de-barcellos-passinato.html
> > Orkut:http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=5437259068628347854
> > Aulas particulares de Química, Física e Matemática.
> > Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
> > http://pesquisasdequimica.com - site de ensino
> > gtalk/msn/meebo: crispassinato3@gmail.com
> > skype: crispassinato
> >
> >
> >
>
>
>
> --
> Profª Cristiana Passinato
> Apresentação (Espaço Empresarial):
>
http://espaco-empresarial.blogspot.com/2008/07/prof-cristiana-de-barcellos-passinato.html
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SUBJECT: Fw: Parceria de Conteúdo
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: "ciencialist" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/08/2008 07:42

Oi Álvaro,
 
encontrei uma parceria; veja abaixo.
 
Quer colaborar tb?
 
[]´
 
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================
----- Original Message -----
From: webmaster@ciadosoftware.com.br
To: leobarretos@uol.com.br
Sent: Tuesday, August 12, 2008 10:44 AM
Subject: Parceria de Conteúdo

Olá

Meu nome é Ivo sou webmaster do site Horóscopo Virtual (
www.horoscopovirtual.com.br ) e estou em busca de parceiros de conteúdo.
Por gentileza informe se há interesse em enviar artigos sobre astrologia ou qualquer outro assunto místico/esotérico.
Dependendo do caso podemos estudar a inclusão de um novo canal exclusivo para o material.
Seus dados serão divulgados no site como colaborador para isso basta enviar com o material uma autorização de uso juntamente com os seus dados para contato.
 
Qualquer dúvida entre em contato.
 
Ivo Reis
Webmaster - Cia do Software
Telefone: (11) 4122-6855
webmaster@ciadosoftware.com.br
www.ciadosoftware.com.br
 
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Version: 8.0.138 / Virus Database: 270.6.3/1611 - Release Date: 14/8/2008 06:20

SUBJECT: RES: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO
FROM: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/08/2008 09:39

Rapaz, então diz aí onde podemos ver a Cris também. É muito bom um colírio para os olhos. Principalmente, um inteligente.

Também quero!

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de murilo filo
Enviada em: quarta-feira, 13 de agosto de 2008 22:42
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RE: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO

 

Cris, alô!
Seguim: vc tem todo o direito de ficar metida com o seu livro.
Se pintar por aquí, vou acabar comprando.
Estou curioso.
Não é fácil escrever um livro... NÃO MESMO!
Parabens! Boa sorte!
( vc é bem gatoza, também... eu ví...:)
Beijo & braço!
Muliro  SP 13/agt



To: espacoempresarial@yahoogrupos.com.br; umtoquedemotivacao@umtoquedemotivacao.com; pesquisas-de-quimica@googlegroups.com; Professores_de_Quimica@googlegroups.com; ensquimica@googlegroups.com; ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: crispassinato3@gmail.com
Date: Tue, 12 Aug 2008 20:47:18 -0300
Subject: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO

O Profº Edvan foi o comprador nº 01 (e à distância) do meu lindo livro: Ebulições.

 

Mais informações sobre o livro?

 

 

--
Profª Cristiana Passinato
Apresentação (Espaço Empresarial):
http://espaco-empresarial.blogspot.com/2008/07/prof-cristiana-de-barcellos-passinato.html
Orkut:http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=5437259068628347854
Aulas particulares de Química, Física e Matemática.
Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
http://pesquisasdequimica.com - site de ensino
gtalk/msn/meebo: crispassinato3@gmail.com
skype: crispassinato


SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: [forum-prof] PNL chega à Unifesp(p/ Dídimo)
FROM: Gil <nanolink01@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 14/08/2008 10:02

Ok, Dídimo.

Eu já vi uma boa discussão aqui sobre psicanálise, recheada de
argumentos profundos, tanto em termos de ciência quanto de psicanálise
(supondo que a última não possa fazer parte da primeira).

http://br.groups.yahoo.com/group/ciencialist/message/66013

Não digo que concordo com um ou com outro, mas foram apresentados
argumentos, de fato.

Em seu email, só vi afirmações de que a psicanálise não é ciência , e
comparações dela com teorias esotéricas (comparações baseadas em
conceitos vagos e generalizações).

Não vejo isso como argumentação, quanto mais quando se pretende
definir o que é ou não ciência (coisa nada trivial, se estamos falando
da "boa" ciência).

Você se lembra de quando a filosofia foi atacada com argumentos desse
tipo, nessa mesma mailing list. Você achou injusto (e com certa
razão), mas agora faz o mesmo com outra disciplina que parece
conhecer muito pouco. Se você não vê razão em minhas palavras, tudo
bem.

Fiquemos assim.

Gil

2008/8/14 Dídimo Matos <didimo.george@uol.com.br>:
> olá Gil,
>
> Não vi onde mostrou a invalidade de meus argumentos e nem onde estão os
> espantalhos, acho que você pegou o bonde andando e não viu as mensagens
> anteriores a ela e por isso acha que ataquei a todos e tudo. Não estou muito
> disposto a ficar repetindo tudo que já disse, então, a não ser que hajam
> novidades nessa discussão, permanecerei na mesma.
>
> Abraço,
> Dídimo Matos
> http://didimomatos.zip.net/
> _______________________
> ...só mesmo a obscuridade pode
> servir de proteção para o que é
> absurdo.
> From: Gil
> Sent: Wednesday, August 13, 2008 8:16 PM
> To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Subject: Re: [ciencialist] Re: [forum-prof] PNL chega à Unifesp(p/ Dídimo)
> Independente de ser ou não uma ciência, acho besteira descer os argumentos
> ao nível das comparações rasteiras, e esperar que nesse nível os
> argumetnos da psicanálise possam ser vencidos. Pelo contrário, pode ter
> justamente o efeito de fortalece-los.
>
> Perdoe os argumentos ruins e falaciosos que usarei abaixo só para efeitos
> de comparação, e para mostrar que o cerne da questão (a validade ou não
> dos argumentos da psicanálise) nem de longe foi tocado no seu email. Tudo
> ficou nas comparações rasteiras e argumentos "espantalhosos".
>
>
>
>> Então a tarologia e a astrologia devem ser tratadas como válidas e
>> necessárias (...),
>
> Espantalho (ou extremo-oposto, sei lá... tô sem o guia aqui).
>
>> quantas pessoas, principalmente mulheres não vão a tarólogos(as) e
>> gastam seu dinheiro atrás de tratamento espiritual, tratamento este que
>> as deixam extemamente satisfeitas, tanto que voltam várias vezes.
>> Quantos incautos consultam-se com gurus místicos (os mestres em ciências
>> do oculto, que trabalham com as tais letras apagadas de sabedoria
>> milenar) e fazem seus tratamentos espirituais, cuidando das coisas da
>> alma?
>
>> Em ambos os casos, apesar das influências externas, no caso da primeira
>> dos estados emocionais reprimidos e da segunda do efeito dos astros na
>> personalidade, tudo pode ser resolvido na conversa. E muitas outras.
>
> Uma conversa pode resolver *muitos* dos problemas psicológicos das
> pessoas, independente de ser uma conversa de psicanalistas, de amigos, de
> astrólogos, de estranhos... o que seja.
>
> As pessoas podem ficar perfeitamente satisfeitas com isso, e até serem
> "curadas" psicologicamente, mesmo se não for científico o "tratamento".
> Até aí, nenhuma novidade, e isso, por si só não justifica o rótulo de
> pseudociência para a psicanálise. Os placebos, por exemplo, têm efeitos
> muitas vezes evidentes, e nem por isso a química ou farmacologia pode ser
> logo rotulada de pseudociência.
>
>> O critério que você apresentou é totalmente inaceitável, percebe.
>> E por que eu não poderia comparar a psicanálise e astrologia? São tão
>> parecidas. Nenhuma das duas é científica, mas ambas se consideram como
>> tal.
>
> Você pode comparar perfeitamente e até dizer que são parecidas, segundo o
> vago critério acima. Mas seguindo um raciocínio parecido: "Porque não
> posso comparar o pelé e o Roberto Carlos? Nenhum dos dois é rei, mas ambos
> se consideram como tal".
>
> Sim, eu sei, é um pseudo-argumento dos mais ridículos. Mas mostram o
> quanto o raciocínio acima é vago como argumento, principalmente para
> comparar coisas tão díspares quanto uma disciplina médica (mesmo que
> questionada externamente) e um conjunto desconexo de teorias exotéricas.
>
>> Não acho que o que não pode ser dissecado pelo método científico é
>> picaretagem, o que acho picaretagem é se disfarçar algo de científico
>> pra tirar dinheiro dos outros.
>
> Independente de você acreditar ou não na psicanálise, é injusto dizer (sem
> conhece-la) que ela foi feita "para tirar dinheiro dos outros", se
> "disfarçando" de ciência.
>
> Pelo menos a maioria dos seus criadores viam-se como cientistas, portanto,
> não era um "disfarce". E viam-se como médicos, por isso não era uma
> questão simples de roubo ("tirar dinheiro dos outros").
>
> Não estou defendendo a psicanálise (quem tem condições de fazer isso é só
> o Bulcão, ou algum dos lurkers dessa mailing list que eu não me lembre).
> Só pedindo que por favor sejam usados argumentos melhores e mais
> embasados, que não sejam simples comparações simplistas. Essa lista merece
> bem mais que isso.
>
>
>
> Gil
>
> ------------------------------------
>
> ##### ##### #####
>
> Página de apoio
> http://www.ciencialist.com
>
>
> ##### ##### ##### #####Links do Yahoo! Grupos
>
>


SUBJECT: Re: [ciencialist] OFF - site Feira de Ciências
FROM: "Alvaro Augusto \(L\)" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/08/2008 10:13

Caro Léo,
 
Fiquei realmente espantado com sua resposta. Para alguém que acha que somente a física é ciência, e que despreza o papel de todas as outras disciplinas, é no mínimo intrigante saber que sua atuação se dá com base em crenças pessais e em um princípio ideológico insustentável. De você eu esperava um pouco mais de probidade empírica.
 
[ ]s
 
Alvaro Augusto
 
----- Original Message -----
From: Luiz Ferraz Netto
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Wednesday, August 13, 2008 6:24 PM
Subject: Re: [ciencialist] OFF - site Feira de Ciências

Álvaro,
 
a seriedade de um site não está vinculada ao fato dele estar sob hospedagem paga ou gratuita.
Eu procuro um host gratuito por questão de princípio e acredito que todo site ou blog de caráter científico sério deveria ter apoio de alguma entidade que pudesse enxergar um palmo adiante do nariz ... até governamental, se não for acreditar demais!
Abrir um precedente neste propósito seria interessante e serviria de exemplo a outras firmas, particulares ou governamentais, pois estariam prestando um inestimável serviço à população. Quando algo assim acontecer, talvez aconteça tb do governo colocar como ´obrigatório´ exibir programas do History Chanel, National Geografic etc., na televisão aberta.
 
Mas, para contentá-lo, vamos fazer o seguinte: eu lhe envio R$15,00/mês e vc assume o Feira de Ciências com seriedade.
Envie coordenadas para depósito em C.C.
 
[]´
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================
----- Original Message -----
Sent: Tuesday, August 12, 2008 10:13 AM
Subject: Re: [ciencialist] OFF - site Feira de Ciências

Caro Léo,

Mude seu site para um provedor pago, que custa R$ 15 por mês, e pare com essa choradeira de "buá, buá, ninguém quer me hospedar de graça".
Francamente, se você não está disposto a gastar nem R$ 15 por mês, não sei que tipo de seriedade podemos esperar do seu site.
 
[ ]s
 
----- Original Message -----
Sent: Monday, August 11, 2008 7:31 PM
Subject: [ciencialist] OFF - site Feira de Ciências

Olá amigos do C-List,
 
Por total falta de ética, o provedor que hospedava o Feira de Ciências fechou as portas sem dar o mínimo aviso ou atenção a seus clientes. Função disso o site ficou 1 mês off-line e, com isso, perdeu todo direcionamento via Google e demais motores de busca --- e isso é normal; os motores de busca realmente fecham as informações para sites que estão fora do ar --- muito justo!
 
Agora, para voltar ao direcionamento, via Google por exemplo, é preciso uma certa ´massa´ de procura ao site. É nesse item que solicito dos amigos, dispensarem alguns segundos, e entrarem no site, agora com novo provedor, clicando aqui: www.feiradeciencias.com.br  .
 
Quem puder dar uma breve navegada pelo site em busca dos típicos ´bugs´ derivados do envio em massa de arquivos via FTP (página que não entra, figura que não entra, texto truncado etc.), e puder me enviar as anotações desses ´bugs´, fica meu antecipado agradecimento.
 
Fico devendo essa aos amigos,
aquele abraço,
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================

No virus found in this incoming message.
Checked by AVG - http://www.avg.com 
Version: 8.0.138 / Virus Database: 270.6.1/1605 - Release Date: 11/8/2008 16:59

SUBJECT: Re: [ciencialist] Fw: Parceria de Conteúdo
FROM: "Alvaro Augusto \(L\)" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/08/2008 10:46

Caro Léo,
 
Não sei se você entendeu, mas não estou interessado em parcerias. Estou interessado apenas em que você pare de chorar pelos cantos, reclamando que o mundo não quer se adaptar à sua ideologia.
 
[ ]s
 
Alvaro Augusto de Almeida
http://www.alvaroaugusto.com.br
alvaro@lunabay.com.br
 
----- Original Message -----
From: Luiz Ferraz Netto
To: ciencialist
Sent: Thursday, August 14, 2008 7:42 AM
Subject: [ciencialist] Fw: Parceria de Conteúdo

Oi Álvaro,
 
encontrei uma parceria; veja abaixo.
 
Quer colaborar tb?
 
[]´
 
     ===========================
            Luiz Ferraz Netto [Léo] 
           leobarretos@uol.com.br
         luizferraz.netto@gmail.com
     http://www.feiradeciencias.com.br
     ===========================
----- Original Message -----
Sent: Tuesday, August 12, 2008 10:44 AM
Subject: Parceria de Conteúdo

Olá

Meu nome é Ivo sou webmaster do site Horóscopo Virtual (
www.horoscopovirtual.com.br ) e estou em busca de parceiros de conteúdo.
Por gentileza informe se há interesse em enviar artigos sobre astrologia ou qualquer outro assunto místico/esotérico.
Dependendo do caso podemos estudar a inclusão de um novo canal exclusivo para o material.
Seus dados serão divulgados no site como colaborador para isso basta enviar com o material uma autorização de uso juntamente com os seus dados para contato.
 
Qualquer dúvida entre em contato.
 
Ivo Reis
Webmaster - Cia do Software
Telefone: (11) 4122-6855
webmaster@ciadosoftware.com.br
www.ciadosoftware.com.br
 

SUBJECT: Re: [ciencialist] Fw: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...
FROM: "Silvio" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/08/2008 12:22

Junior:
 
As modificações são tão surrealistas que será uma delícia escrever: a dcorreção será apenas para alguns iniciados que vão gastar tanto fosfato para assimilar as correções que vão perder o ofício de escrever.....
 
 
silvio.
----- Original Message -----
From: Luís Junior
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Wednesday, August 13, 2008 11:44 PM
Subject: Re: [ciencialist] Fw: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...

Mais que desgraça!!!!! Falei certinho? Autorretrato... para (verbo parar) vai!
 
~Carpe Diem~
 
 
Luís Jr.

 
On 8/13/08, Silvio <scordeiroes@superig.com.br> wrote:

 
----- Original Message -----
Sent: Wednesday, August 13, 2008 1:39 AM
Subject: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...

 
 
 NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...
 
 

 
 

 




                                               NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO
 
 

 
 

Novo Acordo Ortográfico DA Língua Portuguesa

Por: Marília Mendes

Alfabeto

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

O alfabeto é agora formado por 26 letras

O 'k', 'w' e 'y' não eram consideradas letras do nosso alfabeto.

Essas letras serão usadas em siglas, símbolos, nomes próprios, palavras estrangeiras e seus derivados. Exemplos: km, watt, Byron, byroniano

 

 

 

Trema

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Não existe mais o trema em língua portuguesa. Apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano

agüentar, conseqüência, cinqüenta, qüinqüênio, frqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente, argüição, delinqüir, pingüim, tranqüilo, lingüiça

aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio, frequência, frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir, pinguim, tranquilo, linguiça.

 

 

 

Acentuação

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Ditongos abertos (ei, OI) não são mais acentuados em palavras paroxítonas

assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico, paranóico

assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico

Obs: nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis.

Obs2: o acento no ditongo aberto 'eu' continua: chapéu, véu, céu, ilhéu.

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

O hiato 'oo' não é mais acentuado

enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abençôo, povôo

enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abençoo, povoo

O hiato 'ee' não é mais acentuado

crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, revêem

creem, deem, leem, veem, descreem, releem, reveem

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Não existe mais o acento diferencial em palavras homógrafas

pára (verbo), péla (substantivo e verbo), pêlo (substantivo), pêra (substantivo), péra (substantivo),            pólo (substantivo)

para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo (substantivo), pera (substantivo), pera (substantivo), polo (substantivo)

Obs: o acento diferencial ainda permanece no verbo 'poder' (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo - 'pôde') e no verbo 'pôr' para diferenciar DA preposição 'por'

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Não se acentua mais a letra 'u' nas formas verbais rizotônicas, quando precedido de 'g' ou 'q' e antes de 'e' ou 'I (gue, que, GUI, qui)

argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe, enxagúemos, obliqúe

argui, apazigue,averigue, enxague, ensaguemos, oblique

Não se acentua mais 'I e 'u' tônicos em paroxítonas quando precedidos de ditongo

baiúca, boiúna, cheiínho, saiínha, feiúra, feiúme

baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha, feiura, feiume

 

 

 

Hífen

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por 'r' ou 's', sendo que essas devem ser dobradas

ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidae, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole, extra-seco, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, semi-sintético, supra-renal, supra-sensível

antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentação, contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom, infrarrenal, ultrarromântico, ultrassonografia, suprarrenal, suprassensível

Obs: em prefixos terminados por 'r', permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-realista, super-resistente etc.

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal

auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático, semi-embriagado, semi-obscuridade, supra-ocular, ultra-elevado

autoafirmação, autoajuda, autoaprendizabem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiautomático, semiárido, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado.

Obs: esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano, socioeconômico etc.

Obs2: esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por 'h': anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo etc.

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Agora utiliza-se hífen quando a palavra é formada por um prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal.

antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus, microorgânico

anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus, micro-orgânico

obs: esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo termina com vogal + palavra inicia com vogal diferente = não tem hífen; prefixo termina com vogal + palavra inicia com mesma vogal = com hífen

obs2: uma exceção é o prefixo 'co'. Mesmo se a outra palavra inicia-se com a vogal 'o', NÃO utliza-se hífen.

 

 

 

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Não usamos mais hífen em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção de composição

manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama, pára-brisa, pára-choque, pára-vento

mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, parabrisa, pára-choque, paravento

Obs: o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constiui unidade sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.

 

 

 

Observações Gerais

O uso do hífen permanece

Exemplos

Em palavras formadas por prefixos 'ex', 'vice', 'soto'

ex-marido, vice-presidente, soto-mestre

Em palavras formadas por prefixos 'circum' e 'pan' + palavras iniciadas em vogal, M ou N

pan-americano, circum-navegação

Em palavras formadas com prefixos 'pré', 'pró' e 'pós' + palavras que tem significado próprio

pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação

Em palavras formadas pelas palavras 'além', 'aquém', 'recém', 'sem'

além-mar, além-fronteiras, aquém-oceano, recém-nascidos, recém-casados, sem-número, sem-teto

 

 

 

Não existe mais hífen

Exemplos

Exceções

Em locuções de qualquer tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais)

cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar, cartão de visita, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de etc.

água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao-deus-dará, à queima-roupa

 
 
 



SUBJECT: Re: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO(p/ Cris)
FROM: "Silvio" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
CC: José Renato Gmail <jrmalmeid@gmail.com>
DATE: 14/08/2008 13:18

Verner:
 
Passei o ano 2.000 escrevendo um catatau sobre o que é o homem.
Fom 260 páginas A-4 corpo 12 e, curiosamente, ao fim, tinha mais de metade de novas informações científicas para acoplar.
Raciocinando nessa proporção, tirei 3 cópias, e guardei o original.
Lamentavelmente nção sou petista pra que o BNDS financiasse a impressão.
 
Rodapé da primeira página:
 
AOS QUE REGARAM A TERRA COM SEU SANGUE.
AOS QUE PERDERAM A LIBERDADE. VÍTIMAS DO FANATISMO E DA INTOLERÂNCIA.
 
e, tenho guardado dezenas de alterações, modificações, atualizações - veja: ela nem sabia, na época, da existência do novo CERN Francês..... poco eu, autor, poderia ignorar possivelmente a conquista científica do século? ASssim, ele é útil para consultas, economiza fostato. Não o considero nem bom nem ruim: simplesmente é.
 
E sobre a rabugentisse, saiba que nas mensagens para minha família (o reduto é belzonte), assino rabugento pois hoje estou com 3 safenas já corroidas, um AVC, 4 colapsos, tomo 19 comprimididos por dia e o mais interessante: a Parca nem manda um sorriso....
 
sds.,
silvio.
 
----- Original Message -----
From: vernerstranz@click21.com.br
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Thursday, August 14, 2008 5:06 AM
Subject: Re: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO(p/ Cris)

Cris, concordo e dou força. Acho que o Silvio tá conseguindo se mostrar mais
rabugento do que eu, e olha que somos, Silvio e eu, contemporâneos. É lógico
que você se orgulhe de sua obra, e manifeste sua alegria e entusiasmo, da mesma
forma que nós, velhotes inseridos na melhoridade (aiaiai), nos orgulhamos de
filhos e netos e das conquistas hauridas em nossa existência. Quando eu comprar
teu livro, daqui a alguns dias, vou pedir exemplar autografado.
[ ]s., verner.

Citando Profª Cristiana Passinato <crispassinato3@gmail.com>:

> O livro ficou lindo, mesmo que não fosse meu, eu veria e acharia.
> Não tem donos de sites que chamam de "O Imperdível", pq eu sou questionada
> de achar meu livro lindo?
> :)
> Já ouvi pessoas que entendem de editoração e edição dizerem: "está um
> primor".
> Foi editado por uma editora da USP, foi tudo muito caprichado.
> O preço tb ficou lindo, bem baixo, como eu gostaria.
> Pq estragar o prazer das pessoas?
> Será uma pontinha de despeito?
> Sincera, honestamente, não quero ser modesta nesse mundo, quero saber bem
> onde piso e mostrar o que ficou lindo mesmo.
> Como diz o popular: "o que é bonito, é pra se mostrar".
> Um abraço, com respeito a sua opinião!
>
> Cristiana
>
> 2008/8/13 Silvio <scordeiroes@superig.com.br>
>
> > Professora:
> >
> > A senhora considerar "lindo", o seu próprio livro não seria um pouco de
> > falta de modéstia?
> >
> > Creio que elogios ou críticas são serviço dos leitores e críticos....
> >
> > Não o vi, não posso e nem tenho gabarito para tecer qualquer consideração.
> > apenas uma observação de um colega de ofício.....
> >
> > sds.,
> >
> > silvio.
> >
> >
> > ----- Original Message -----
> > *From:* Profª Cristiana Passinato <crispassinato3@gmail.com>
> > *To:* espacoempresarial@yahoogrupos.com.br ; Um Toque de
> Motivação<umtoquedemotivacao@umtoquedemotivacao.com>;
> > pesquisas-de-quimica@googlegroups.com ;
> professores_de_quimica<Professores_de_Quimica@googlegroups.com>;
> > ensquimica@googlegroups.com ; ciencialist@yahoogrupos.com.br
> > *Sent:* Tuesday, August 12, 2008 8:47 PM
> > *Subject:* [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO
> >
> > O Profº Edvan foi o comprador nº 01 (e à distância) do meu lindo livro:
> > Ebulições.
> >
> > Mais informações sobre o livro?
> >
> > http://livroebulicoes.blogspot.com
> >
> > --
> > Profª Cristiana Passinato
> > Apresentação (Espaço Empresarial):
> >
> >
>
http://espaco-empresarial.blogspot.com/2008/07/prof-cristiana-de-barcellos-passinato.html
> > Orkut:http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=5437259068628347854
> > Aulas particulares de Química, Física e Matemática.
> > Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
> > http://pesquisasdequimica.com - site de ensino
> > gtalk/msn/meebo: crispassinato3@gmail.com
> > skype: crispassinato
> >
> >
> >
>
>
>
> --
> Profª Cristiana Passinato
> Apresentação (Espaço Empresarial):
>
http://espaco-empresarial.blogspot.com/2008/07/prof-cristiana-de-barcellos-passinato.html
> Orkut:http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=5437259068628347854
> Aulas particulares de Química, Física e Matemática.
> Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
> http://pesquisasdequimica.com - site de ensino
> gtalk/msn/meebo: crispassinato3@gmail.com
> skype: crispassinato
>

__________________________________________________________
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SUBJECT: Re: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO
FROM: "Profª Cristiana Passinato" <crispassinato3@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 14/08/2008 13:54

Meninos, calma, não sou tão linda quandto meu livrinho, risos...
Como nem tudo é perfeito, tô gorducha, :P
Bjocas e mto obrigada pela levantada geral de ego, tenho precisado muito, vcs são fofos!
Cris

 
Em 14/08/08, J.Victor <j.victor.neto@uol.com.br> escreveu:

Rapaz, então diz aí onde podemos ver a Cris também. É muito bom um colírio para os olhos. Principalmente, um inteligente.

Também quero!

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de murilo filo
Enviada em: quarta-feira, 13 de agosto de 2008 22:42
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RE: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO

 

Cris, alô!
Seguim: vc tem todo o direito de ficar metida com o seu livro.
Se pintar por aquí, vou acabar comprando.
Estou curioso.
Não é fácil escrever um livro... NÃO MESMO!
Parabens! Boa sorte!
( vc é bem gatoza, também... eu ví...:)
Beijo & braço!
Muliro  SP 13/agt



To: espacoempresarial@yahoogrupos.com.br; umtoquedemotivacao@umtoquedemotivacao.com; pesquisas-de-quimica@googlegroups.com; Professores_de_Quimica@googlegroups.com; ensquimica@googlegroups.com; ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: crispassinato3@gmail.com
Date: Tue, 12 Aug 2008 20:47:18 -0300
Subject: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO

O Profº Edvan foi o comprador nº 01 (e à distância) do meu lindo livro: Ebulições.

 

Mais informações sobre o livro?

 

 

--
Profª Cristiana Passinato
Apresentação (Espaço Empresarial):
http://espaco-empresarial.blogspot.com/2008/07/prof-cristiana-de-barcellos-passinato.html
Orkut:http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=5437259068628347854
Aulas particulares de Química, Física e Matemática.
Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
http://pesquisasdequimica.com - site de ensino
gtalk/msn/meebo: crispassinato3@gmail.com
skype: crispassinato




--
Profª Cristiana Passinato
Apresentação (Espaço Empresarial):
http://espaco-empresarial.blogspot.com/2008/07/prof-cristiana-de-barcellos-passinato.html
Orkut:http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=5437259068628347854
Aulas particulares de Química, Física e Matemática.
Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
http://pesquisasdequimica.com - site de ensino
gtalk/msn/meebo: crispassinato3@gmail.com
skype: crispassinato

SUBJECT: Re: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO(p/ Cris)
FROM: "Profª Cristiana Passinato" <crispassinato3@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 14/08/2008 13:57

Pode deixar, o pessoal que comprar comigo terá minha dedicatória.
Eu entendi o que o Sílvio quis dizer, só não gostei de outra coloccação, do troll, kkkkkkk
Um abraço

 
Em 14/08/08, vernerstranz@click21.com.br <vernerstranz@click21.com.br> escreveu:

Cris, concordo e dou força. Acho que o Silvio tá conseguindo se mostrar mais
rabugento do que eu, e olha que somos, Silvio e eu, contemporâneos. É lógico
que você se orgulhe de sua obra, e manifeste sua alegria e entusiasmo, da mesma
forma que nós, velhotes inseridos na melhoridade (aiaiai), nos orgulhamos de
filhos e netos e das conquistas hauridas em nossa existência. Quando eu comprar
teu livro, daqui a alguns dias, vou pedir exemplar autografado.
[ ]s., verner.

Citando Profª Cristiana Passinato <crispassinato3@gmail.com>:

> O livro ficou lindo, mesmo que não fosse meu, eu veria e acharia.
> Não tem donos de sites que chamam de "O Imperdível", pq eu sou questionada
> de achar meu livro lindo?
> :)
> Já ouvi pessoas que entendem de editoração e edição dizerem: "está um
> primor".
> Foi editado por uma editora da USP, foi tudo muito caprichado.
> O preço tb ficou lindo, bem baixo, como eu gostaria.
> Pq estragar o prazer das pessoas?
> Será uma pontinha de despeito?
> Sincera, honestamente, não quero ser modesta nesse mundo, quero saber bem
> onde piso e mostrar o que ficou lindo mesmo.
> Como diz o popular: "o que é bonito, é pra se mostrar".
> Um abraço, com respeito a sua opinião!
>
> Cristiana
>
> 2008/8/13 Silvio <scordeiroes@superig.com.br>
>
> > Professora:
> >
> > A senhora considerar "lindo", o seu próprio livro não seria um pouco de
> > falta de modéstia?
> >
> > Creio que elogios ou críticas são serviço dos leitores e críticos....
> >
> > Não o vi, não posso e nem tenho gabarito para tecer qualquer consideração.
> > apenas uma observação de um colega de ofício.....
> >
> > sds.,
> >
> > silvio.
> >
> >
> > ----- Original Message -----
> > *From:* Profª Cristiana Passinato <crispassinato3@gmail.com>
> > *To:* espacoempresarial@yahoogrupos.com.br ; Um Toque de
> Motivação<umtoquedemotivacao@umtoquedemotivacao.com>;
> > pesquisas-de-quimica@googlegroups.com ;
> professores_de_quimica<Professores_de_Quimica@googlegroups.com>;
> > ensquimica@googlegroups.com ; ciencialist@yahoogrupos.com.br
> > *Sent:* Tuesday, August 12, 2008 8:47 PM
> > *Subject:* [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO
> >
> > O Profº Edvan foi o comprador nº 01 (e à distância) do meu lindo livro:
> > Ebulições.
> >
> > Mais informações sobre o livro?
> >
> > http://livroebulicoes.blogspot.com
> >
> > --
> > Profª Cristiana Passinato
> > Apresentação (Espaço Empresarial):
> >
> >
>
http://espaco-empresarial.blogspot.com/2008/07/prof-cristiana-de-barcellos-passinato.html
> > Orkut:http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=5437259068628347854
> > Aulas particulares de Química, Física e Matemática.
> > Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
> > http://pesquisasdequimica.com - site de ensino
> > gtalk/msn/meebo: crispassinato3@gmail.com
> > skype: crispassinato
> >
> >
> >
>
>
>
> --
> Profª Cristiana Passinato
> Apresentação (Espaço Empresarial):
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http://espaco-empresarial.blogspot.com/2008/07/prof-cristiana-de-barcellos-passinato.html
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> skype: crispassinato
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Profª Cristiana Passinato
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Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
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skype: crispassinato

SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: [forum-prof] PNL chega à Unifesp(p/ Dídimo)
FROM: Dídimo Matos <didimo.george@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/08/2008 14:03

Olá Gil,
 
Porque acha que conheço pouco de psicanálise? Só porque disse que ela não é ciência e que é coisa de picaretas, ou porque a comparei com a astrologia?
 
Veja bem, uma das primeiras coisas que afirmei sobre o assunto é que Freud acreditava estar desenvolvendo uma nova ciência, e que fez esforços nesse sentido, mas tais esforços não foram desenvolvidos por outras pessoas, pelo contrário. Ela caiu alvo da ação de picaretas, gente que queria apenas ganhar fama e dinheiro, cito entre eles Lacan e Adler, ou talvez não, apenas não notavam as besteiras que estavam fazendo, aí a coisa se torna pior.
 
Para os possíveis defensores de Lacan sugiro a leitura de Imposturas Intelectuais.
 
Abraço,
Dídimo Matos
http://didimomatos.zip.net/
_______________________
...só mesmo a obscuridade pode
servir de proteção para o que é
absurdo.

From: Gil
Sent: Thursday, August 14, 2008 10:02 AM
Subject: Re: [ciencialist] Re: [forum-prof] PNL chega à Unifesp(p/ Dídimo)

Ok, Dídimo.

Eu já vi uma boa discussão aqui sobre psicanálise, recheada de
argumentos profundos, tanto em termos de ciência quanto de psicanálise
(supondo que a última não possa fazer parte da primeira).

http://br.groups.yahoo.com/group/ciencialist/message/66013

Não digo que concordo com um ou com outro, mas foram apresentados
argumentos, de fato.

Em seu email, só vi afirmações de que a psicanálise não é ciência , e
comparações dela com teorias esotéricas (comparações baseadas em
conceitos vagos e generalizações).

Não vejo isso como argumentação, quanto mais quando se pretende
definir o que é ou não ciência (coisa nada trivial, se estamos falando
da "boa" ciência).

Você se lembra de quando a filosofia foi atacada com argumentos desse
tipo, nessa mesma mailing list. Você achou injusto (e com certa
razão), mas agora faz o mesmo com outra disciplina que parece
conhecer muito pouco. Se você não vê razão em minhas palavras, tudo
bem.

Fiquemos assim.

Gil

2008/8/14 Dídimo Matos <didimo.george@uol.com.br>:
> olá Gil,
>
> Não vi onde mostrou a invalidade de meus argumentos e nem onde estão os
> espantalhos, acho que você pegou o bonde andando e não viu as mensagens
> anteriores a ela e por isso acha que ataquei a todos e tudo. Não estou muito
> disposto a ficar repetindo tudo que já disse, então, a não ser que hajam
> novidades nessa discussão, permanecerei na mesma.
>
> Abraço,
> Dídimo Matos
> http://didimomatos.zip.net/
> _______________________
> ...só mesmo a obscuridade pode
> servir de proteção para o que é
> absurdo.
> From: Gil
> Sent: Wednesday, August 13, 2008 8:16 PM
> To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Subject: Re: [ciencialist] Re: [forum-prof] PNL chega à Unifesp(p/ Dídimo)
> Independente de ser ou não uma ciência, acho besteira descer os argumentos
> ao nível das comparações rasteiras, e esperar que nesse nível os
> argumetnos da psicanálise possam ser vencidos. Pelo contrário, pode ter
> justamente o efeito de fortalece-los.
>
> Perdoe os argumentos ruins e falaciosos que usarei abaixo só para efeitos
> de comparação, e para mostrar que o cerne da questão (a validade ou não
> dos argumentos da psicanálise) nem de longe foi tocado no seu email. Tudo
> ficou nas comparações rasteiras e argumentos "espantalhosos".
>
>
>
>> Então a tarologia e a astrologia devem ser tratadas como válidas e
>> necessárias (...),
>
> Espantalho (ou extremo-oposto, sei lá... tô sem o guia aqui).
>
>> quantas pessoas, principalmente mulheres não vão a tarólogos(as) e
>> gastam seu dinheiro atrás de tratamento espiritual, tratamento este que
>> as deixam extemamente satisfeitas, tanto que voltam várias vezes.
>> Quantos incautos consultam-se com gurus místicos (os mestres em ciências
>> do oculto, que trabalham com as tais letras apagadas de sabedoria
>> milenar) e fazem seus tratamentos espirituais, cuidando das coisas da
>> alma?
>
>> Em ambos os casos, apesar das influências externas, no caso da primeira
>> dos estados emocionais reprimidos e da segunda do efeito dos astros na
>> personalidade, tudo pode ser resolvido na conversa. E muitas outras.
>
> Uma conversa pode resolver *muitos* dos problemas psicológicos das
> pessoas, independente de ser uma conversa de psicanalistas, de amigos, de
> astrólogos, de estranhos... o que seja.
>
> As pessoas podem ficar perfeitamente satisfeitas com isso, e até serem
> "curadas" psicologicamente, mesmo se não for científico o "tratamento".
> Até aí, nenhuma novidade, e isso, por si só não justifica o rótulo de
> pseudociência para a psicanálise. Os placebos, por exemplo, têm efeitos
> muitas vezes evidentes, e nem por isso a química ou farmacologia pode ser
> logo rotulada de pseudociência.
>
>> O critério que você apresentou é totalmente inaceitável, percebe.
>> E por que eu não poderia comparar a psicanálise e astrologia? São tão
>> parecidas. Nenhuma das duas é científica, mas ambas se consideram como
>> tal.
>
> Você pode comparar perfeitamente e até dizer que são parecidas, segundo o
> vago critério acima. Mas seguindo um raciocínio parecido: "Porque não
> posso comparar o pelé e o Roberto Carlos? Nenhum dos dois é rei, mas ambos
> se consideram como tal".
>
> Sim, eu sei, é um pseudo-argumento dos mais ridículos. Mas mostram o
> quanto o raciocínio acima é vago como argumento, principalmente para
> comparar coisas tão díspares quanto uma disciplina médica (mesmo que
> questionada externamente) e um conjunto desconexo de teorias exotéricas.
>
>> Não acho que o que não pode ser dissecado pelo método científico é
>> picaretagem, o que acho picaretagem é se disfarçar algo de científico
>> pra tirar dinheiro dos outros.
>
> Independente de você acreditar ou não na psicanálise, é injusto dizer (sem
> conhece-la) que ela foi feita "para tirar dinheiro dos outros", se
> "disfarçando" de ciência.
>
> Pelo menos a maioria dos seus criadores viam-se como cientistas, portanto,
> não era um "disfarce". E viam-se como médicos, por isso não era uma
> questão simples de roubo ("tirar dinheiro dos outros").
>
> Não estou defendendo a psicanálise (quem tem condições de fazer isso é só
> o Bulcão, ou algum dos lurkers dessa mailing list que eu não me lembre).
> Só pedindo que por favor sejam usados argumentos melhores e mais
> embasados, que não sejam simples comparações simplistas. Essa lista merece
> bem mais que isso.
>
>
>
> Gil
>
> ------------------------------------
>
> ##### ##### #####
>
> Página de apoio
> http://www.ciencialist.com
>
>
> ##### ##### ##### #####Links do Yahoo! Grupos
>
>


SUBJECT: Re: [ciencialist] Fw: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...
FROM: "Luís Junior" <jrcarpediem@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 14/08/2008 15:28

Ficou complexo na minha opnião. Como ficam as redações de concursos e vestibulares? É dado um tempo para a adaptação ás novas modificações?
 
~Carpe Diem~
 
Luís Jr.

 
On 8/14/08, Silvio <scordeiroes@superig.com.br> wrote:

Junior:
 
As modificações são tão surrealistas que será uma delícia escrever: a dcorreção será apenas para alguns iniciados que vão gastar tanto fosfato para assimilar as correções que vão perder o ofício de escrever.....
 
 
silvio.
----- Original Message -----
Sent: Wednesday, August 13, 2008 11:44 PM
Subject: Re: [ciencialist] Fw: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...

 

Mais que desgraça!!!!! Falei certinho? Autorretrato... para (verbo parar) vai!
 
~Carpe Diem~
 
 
Luís Jr.

 
On 8/13/08, Silvio <scordeiroes@superig.com.br> wrote:

 
----- Original Message -----
Sent: Wednesday, August 13, 2008 1:39 AM
Subject: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...

 
 
 NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...
 
 

 
 

 




                                               NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO
 
 

 
 

Novo Acordo Ortográfico DA Língua Portuguesa

Por: Marília Mendes

Alfabeto

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

O alfabeto é agora formado por 26 letras

O 'k', 'w' e 'y' não eram consideradas letras do nosso alfabeto.

Essas letras serão usadas em siglas, símbolos, nomes próprios, palavras estrangeiras e seus derivados. Exemplos: km, watt, Byron, byroniano

 

 

 

Trema

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Não existe mais o trema em língua portuguesa. Apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano

agüentar, conseqüência, cinqüenta, qüinqüênio, frqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente, argüição, delinqüir, pingüim, tranqüilo, lingüiça

aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio, frequência, frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir, pinguim, tranquilo, linguiça.

 

 

 

Acentuação

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Ditongos abertos (ei, OI) não são mais acentuados em palavras paroxítonas

assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico, paranóico

assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico

Obs: nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis.

Obs2: o acento no ditongo aberto 'eu' continua: chapéu, véu, céu, ilhéu.

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

O hiato 'oo' não é mais acentuado

enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abençôo, povôo

enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abençoo, povoo

O hiato 'ee' não é mais acentuado

crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, revêem

creem, deem, leem, veem, descreem, releem, reveem

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Não existe mais o acento diferencial em palavras homógrafas

pára (verbo), péla (substantivo e verbo), pêlo (substantivo), pêra (substantivo), péra (substantivo),            pólo (substantivo)

para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo (substantivo), pera (substantivo), pera (substantivo), polo (substantivo)

Obs: o acento diferencial ainda permanece no verbo 'poder' (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo - 'pôde') e no verbo 'pôr' para diferenciar DA preposição 'por'

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Não se acentua mais a letra 'u' nas formas verbais rizotônicas, quando precedido de 'g' ou 'q' e antes de 'e' ou 'I (gue, que, GUI, qui)

argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe, enxagúemos, obliqúe

argui, apazigue,averigue, enxague, ensaguemos, oblique

Não se acentua mais 'I e 'u' tônicos em paroxítonas quando precedidos de ditongo

baiúca, boiúna, cheiínho, saiínha, feiúra, feiúme

baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha, feiura, feiume

 

 

 

Hífen

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por 'r' ou 's', sendo que essas devem ser dobradas

ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidae, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole, extra-seco, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, semi-sintético, supra-renal, supra-sensível

antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentação, contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom, infrarrenal, ultrarromântico, ultrassonografia, suprarrenal, suprassensível

Obs: em prefixos terminados por 'r', permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-realista, super-resistente etc.

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal

auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático, semi-embriagado, semi-obscuridade, supra-ocular, ultra-elevado

autoafirmação, autoajuda, autoaprendizabem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiautomático, semiárido, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado.

Obs: esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano, socioeconômico etc.

Obs2: esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por 'h': anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo etc.

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Agora utiliza-se hífen quando a palavra é formada por um prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal.

antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus, microorgânico

anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus, micro-orgânico

obs: esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo termina com vogal + palavra inicia com vogal diferente = não tem hífen; prefixo termina com vogal + palavra inicia com mesma vogal = com hífen

obs2: uma exceção é o prefixo 'co'. Mesmo se a outra palavra inicia-se com a vogal 'o', NÃO utliza-se hífen.

 

 

 

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Não usamos mais hífen em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção de composição

manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama, pára-brisa, pára-choque, pára-vento

mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, parabrisa, pára-choque, paravento

Obs: o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constiui unidade sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.

 

 

 

Observações Gerais

O uso do hífen permanece

Exemplos

Em palavras formadas por prefixos 'ex', 'vice', 'soto'

ex-marido, vice-presidente, soto-mestre

Em palavras formadas por prefixos 'circum' e 'pan' + palavras iniciadas em vogal, M ou N

pan-americano, circum-navegação

Em palavras formadas com prefixos 'pré', 'pró' e 'pós' + palavras que tem significado próprio

pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação

Em palavras formadas pelas palavras 'além', 'aquém', 'recém', 'sem'

além-mar, além-fronteiras, aquém-oceano, recém-nascidos, recém-casados, sem-número, sem-teto

 

 

 

Não existe mais hífen

Exemplos

Exceções

Em locuções de qualquer tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais)

cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar, cartão de visita, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de etc.

água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao-deus-dará, à queima-roupa

 
 
 




SUBJECT: Re: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física
FROM: "Alvaro Augusto \(L\)" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/08/2008 16:45

Caro Dídimo,
 
O termo "relativista" é aplicado corriqueiramente, sem segundas intenções, aos físicos que estudam a teoria da relatividade. Mas é claro que isso se dá no contexto particular da física.
 
[ ]s
 
Alvaro Augusto de Almeida
http://www.alvaroaugusto.com.br
alvaro@lunabay.com.br
 
 
----- Original Message -----
From: Dídimo Matos
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Thursday, August 14, 2008 12:19 AM
Subject: Re: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

Caro Victor,
 
Acho que sua crítica é absurda. Ninguém chama Einstein de relativista, nem os relativistas acreditam que Einstein era um deles. Acho que você tá muito afetado, relaxa homem. Quando falamos em relativistas falamos de pessoas que acreditam que tudo é relativo e que usam a relatividade como os charlatães usam a física quântica ao justificar seus misticismos.
 
Abraço,
Dídimo Matos
http://didimomatos.zip.net/
_______________________
...só mesmo a obscuridade pode
servir de proteção para o que é
absurdo.

From: J.Victor
Sent: Wednesday, August 13, 2008 2:06 PM
Subject: RES: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

Caro Álvaro,

Álvaro: Imagino que por "relativistas" o autor quis dizer outra coisa, algo como as pessoas que acreditam que tudo é relativo, no sentido que todas as proposições são válidas de algum ponto de vista.

Victor: Pois é, Álvaro. Mas o autor do e-mail generaliza e, da maneira como pôs a questão, relativistas, astrólogos, seguidores de Capra em suas posturas místicas, tarólogos, são tudo farinha do mesmo saco, em termos, segundo penso, de idéias, excluídas aqui quaisquer conotações que se refiram às pessoas. Refiro-me a idéias, somente.   Das duas uma, ou o Sottomaior não tem o menor conhecimento do que é a Teoria da Relatividade, ou é leviano em suas afirmações, e quer enganar os seus leitores, na mesma medida em que o faz os místicos que se apoderam das idéias quânticas, dando-lhes conotações indevidas, mas que  julgam apropriadas no apoio aos seus intentos.  

Sei que, parece, o autor cuida desse negócio de um tal de Ceticismo Aberto, assunto tratado num site em relação ao qual não vejo sentido ou utilidade alguma. Uma perda de tempo.

Talvez ele não saiba a diferença entre o que significa relatividade(ou relativista) e o que significa relativismo.  Do contrário não diria semelhantes tolices.  

Parece-me evidente que continuam imperando as dificuldades geradas pelo nome Relatividade, que é indevido e não  faz juz ao que a Teoria faz. Mas é obrigação de quem se mete a fazer críticas,  procurar esgotar os assuntos sobre os quais pretende tratar,  para minimizar informações errôneas, que possam ser classificadas de levianas.

Que só são  prejudiciais aos estudantes e outros interessados em aprender as coisas como as coisas são.  

A relatividade é, antes de mais nada,uma teoria de absolutos! Isso mesmo!

Não há na teoria da relatividade, nada, absolutamente nada, que represente algum indício de subjetivismo, de qualquer espécie.

É uma teoria que tem se verificado verdadeira no dia a dia, resistindo, sem esforços, a todos os testes que são feitos, objetivando infirmá-la.

É só buscar na literatura existente, que é muito, muito vasta, o que se tem feito com ela, o que se pode fazer e o que não se pode fazer com ela.  Ou então calar. É mais “lucroso” assim...

Se pensam que a teoria da relatividade é mais do que isto:   

somente  uma teoria física do espaço e do tempo, que descreve a relação geométrica entre esse mesmo espaço e esse mesmo tempo,  continuam  muitíssimo enganadosPois é só isto que ela é. Nada tem de esotérico, de espitirual, nada tem de eu penso e eu acho. Ou sabe ou não sabe.  Nem mais que menos que isso!  E toda a realidade que descreve é o que pode ser medida  com réguas e relógios, nos referenciais sede desses relógios e réguas, e em nenhum outro mais. O que vem associado é um formalismo matemático, poderoso, que consegue exprimir esse relacionamento entre espaço e tempo de uma maneira muito competente, permitindo extrair todas as conseqüências que arrepiam esses que não conseguem, 100 anos depois,  entender, sequer,  as essencialidades  dos dois postulados básicos e do Princípio da Equivalência, como é para ser mesmo.

Uma vez, você, Álvaro, disse aqui, a respeito de umas pequenas querelas sobre o entendimento da relatividade a partir das obras traduzidas do inglês, acho que foi por aí. Você então disparou, mais ou menos assim: “ ...o problema do entendimento da relatividade não está nas traduções...!”.   E não está mesmo!. E eu sei o que você quis, sagazmente, quis significar.  O problema da relatividade(ou teoria dos absolutos) está na compreensão de seus dois postulados básicos e do Princípio da Equivalência(que faz a transição entre a TRE  e a TRG).  O resto é uma parte técnica, que qualquer um com propensões à matemática pode aprender, sem medo de ser feliz. Está Certo, está certo, e mais umas hipotesinhas sobre homogeneidade e isotropia, associadas ao espaço e ao tempo.

Para encerrar,  entendo que confundir  relatividade(no sentido da Teoria de Einstein, que não diz que tudo é relativo...), com relativismo, no sentido do subjetivismo, como advogam alguns filósofos da ciência(ou não),  e outros interessados em escafeder a teoria, verdadeiramente, pode conduzir a desvios do tipo. ( Nada contra filósofos, aviso).   Mas sonhar às vezes ajuda a tocar o barco prá frente, que atrás vem gente.

Sds,

Victor.

  

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Alvaro Augusto (L)
Enviada em: quarta-feira, 13 de agosto de 2008 00:07
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

Cabe lembrar que os relativistas modernos, descendentes intelectuais de Hawkings, Penrose e Thorn, encontram-se justamente entre os maiores apoiadores da mecânica quântica, pois o grande sonho deles é unir ambas as teorias.

Imagino que por "relativistas" o autor quis dizer outra coisa, algo como as pessoas que acreditam que tudo é relativo, no sentido que todas as proposições são válidas de algum ponto de vista. Quanto ao "Tao da Física", tenho-o desde 1984 e nunca consegui passar da metade. Mas, se serve de consolo, há coisa muito pior por aí. Leiam, por exemplo, " A dança dos mestres Wu Li". É de rachar os cornos!

[ ]s

----- Original Message -----

From: J.Victor

Sent: Tuesday, August 12, 2008 7:23 PM

Subject: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

Sottomaior,

 Você disse: “Não é à toa que, entre as fileiras de seus adeptos, encontram-se relativistas,
detratores da ciência (em favor de uma "nova ciência" que inexiste),
solipsistas e pós-modernos.”

Victor:  Quer justificar a razão pela qual está incluindo relavistas nesse rol de detratores da ciência?

              A que tipo de “relativista”, enfim,  você se refere?

Sds,

Victor.





De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Daniel Sottomaior
Enviada em: sábado, 9 de agosto de 2008 14:21
Para: cienciacidadania@yahoogroups.com; ciencialist@yahoogrupos.com.br; secularismo@yahoogroups.com
Assunto: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

--- Em strbrasil@yahoogrupos.com.br, "Daniel Sottomaior" <cetico@...>
escreveu

os devaneios de

O TAO DA FÍSICA

e do misticismo oriental

Tive, há cinco horas, uma experiência arrebatadora. Estava sentado no
banco da praça, vendo pessoas dançarem na boate em frente, quando de
súbito dei conta de algo. Sendo um leitor de física, eu sabia que um
elétron encurralado em uma caixa se moveria cada vez mais
freneticamente, conforme as paredes se fechassem sobre ele. Mas eu só
tinha sentido isso através do livro de Brian Greene. Sentado na praça,
vi as pessoas se comprimirem mais e mais, conforme chegavam outras e,
a animação subindo, dançarem cada vez mais freneticamente. 'Vi' os
elétrons de seus corpos participando nesta dança cósmica e frenética,
e nesse momento eu soube: era o Funk das Cachorras a embalar o
comportamento dos elétrons do Universo!

Você achou isto ridículo?

Se você pensava que a ciência ocidental não tinha nada a ver com o
misticismo oriental, então precisa ler O Tao da Física: verá que é
isso mesmo. Fritjof Capra inicia seu O Tao da Física comparando o
movimento dos átomos com a Dança de Shiva, o Senhor dos Dançarinos
adorado pelos hindus. É claro que Shiva não existe, que átomos não
dançam e que "som" é algo que só existe no cérebro de alguns seres
vivos. Fritjof Capra está, você pode pensar, apenas fazendo uma
analogia inofensiva.

Infelizmente, no afã de comparar a física quântica com o misticismo
oriental, ele chega a afirmar que "de acordo com a teoria de campo,
cada partícula, de fato, 'canta, perpetuamente, a sua canção'" [esta
ênfase é minha; todas nesta matéria também serão]. Então, parece que a
comparação é séria. Mas ele admitirá, em seguida, que é tudo metáfora.
E é assim que ele faz por todo o livro: afirma não querendo afirmar,
desdiz, reinterpreta, diz o oposto.

A intenção, parece, é fazer afirmações bombásticas e, depois, de
mansinho, torná-las "metafóricas" e poder negar o sentido literal que
pareciam ter quando foram afirmadas. Isto, por si, já torna o livro
bastante ruim, pois é fazer questão de confundir. Não é à toa que,
entre as fileiras de seus adeptos, encontram-se relativistas,
detratores da ciência (em favor de uma "nova ciência" que inexiste),
solipsistas e pós-modernos.

O Tao da Física, lançado em 1975, defende a tese surpreendente de que
as antigas tradições místicas do Oriente guardam "profundas
semelhanças" com a física moderna. No caminho, fomenta uma série de
confusões e mal entendidos, comete abusos epistemológicos e faz
afirmações tolas sobre a sociedade - levadas ao extremo em O Ponto de
Mutação, livro seguinte de Capra.

Para ser justo, não é um livro tão ruim quanto se pensa. No seu
melhor, faz explanações interessantes sobre aspectos experimentais e
teóricos da física, como o processo de observação de partículas e o
significado das dimensões adicionais. Embora sempre com um viés na
direção do oriente, há passagens verdadeiramente empolgantes e
esclarecedoras sobre física, mesmo para quem já leu Stephen Hawking ou
Brian Greene. Sim, é recomendável.

Este, contudo, é o problema. Se fosse um livro inteiramente ridículo,
seria fácil esquecê-lo. Mas as boas passagens acabam servindo como
cavalos de Tróia carregando as passagens ruins, dando um ar de
legitimidade a idéias que não fazem sentido. Para os amantes da
ciência, é fogo amigo. Para os detratores, é um sonho: um físico
conceituado defendendo o relativismo e o misticismo, louvando o
"conhecimento intuitivo" e criticando as leis da lógica!

Ao contrário do que o autor diz, ou parece dizer pra muitos, os fatos
da física moderna não implicam que espaço e tempo sejam ilusões; que
objetos e leis da física sejam criados pela mente; que a objetividade
da ciência é um mito; que o saber científico é relativo; que a
linguagem e a lógica são incapazes de explicar os fatos; que o mundo
não é composto de partes menores; que "mente" e "realidade" são a
mesma coisa. Nada disso é verdade.

Este texto visa identificar e criticar todo o estrago causado por Capra.

A Teoria <<

Pra logo cortar o barato dos pós-modernos, vou começar com aquilo que
está somente no final, no epílogo, de O Tao da Física:

"Estará a ciência moderna, com todo o seu sofisticado equipamento, a
redescobrir, meramente, a antiga sabedoria, conhecida dos sábios
orientais há milênios? Deverão os físicos, portanto, abandonar o
método científico e começar a meditar? Ou poderá existir uma
influência mútua entre a ciência e o misticismo, talvez até uma
síntese? Penso que todas estas perguntas têm de ser negativamente
respondidas."

Ora, senhor Fritjof Capra, por que não disse antes?!

Eu poderia apostar que o livro não teria vendido a metade se esta
clara e eloqüente mostra de lucidez estivesse no prefácio do livro.
Mas vamos à tese maior de Capra: segundo ele existem duas formas de
conhecimento, a racional e a intuitiva. A primeira é limitada,
relativa e aproximativa: típica dos cientistas; a segunda é superior,
absoluta e capta a essência das coisas: típica dos místicos. Este é o
ponto de partida do livro.

Além disso, a intuição é capaz de compreender verdades inacessíveis à
razão. De fato, a razão não apenas é desnecessária à obtenção do
conhecimento verdadeiro: ela atrapalha. Aprendizes budistas são alvo
de questões paradoxais, no intuito de fazê-los abandonar a razão e
mergulhar num estado "intuitivo", livre das "limitações do intelecto"
que, de outro modo, se fariam insistentemente presentes, impedindo o
aluno de alcançar a verdade.

Procedendo mais ou menos assim, as demais tradições orientais teriam
acesso ao verdadeiro conhecimento da realidade. E Capra é tão
entusiasta desta "sabedoria intuitiva" que chega a afirmar que a
humanidade não ficou mais sábia nos últimos 2 mil anos "apesar do
incremento do conhecimento racional". Mas que sabedoria é essa? Ela
existe? "Os místicos orientais insistem repetidamente no fato de a
realidade última não poder ser nunca objeto de raciocínio ou de
conhecimento demonstrável". E que motivos resta então para acreditar,
se o mesmo pode ser dito sobre qualquer disparate?

Fica claro então que, segundo o autor e os próprios místicos, esta
forma de sabedoria é assumidamente irracional, isto é, não pode ser
expressa pela linguagem e não pode ser compreendida pelo intelecto.
Também não pode ser confirmada de maneira alguma, a não ser de forma
pessoal e introspectiva.

E isto, é óbvio, deveria ser razão suficiente para não se acreditar nela.

Afinal, os católicos prometem que, embora não possam provar, seguir os
ensinamentos de Cristo é o caminho certo rumo ao paraíso (e que,
aliás, perder tempo com crendices orientais é paganismo e blasfêmia).
Sem evidências de um lado e de outro, como escolher? Aliás, por que
escolher? E é claro que não há somente estas duas opções, mas dezenas.

Mas, tudo bem, vamos analisar o que este "conhecimento intuitivo" nos
revela. Apesar de ele ser incomunicável, as tradições orientais bem
que tentaram comunicá-lo. O resultado, segundo eles mesmos, é
fragmentário e limitado. Mas é este resultado que o autor usará para
fazer as comparações com a física.

A Sabedoria Oriental <<

Na verdade, como veremos, são diversas "sabedorias" orientais, mas
Capra encontra (ou seria procura?) uns poucos princípios supostamente
comuns a todas. Basicamente, as grandes descobertas da mística
oriental, inexplicáveis em termos racionais limitados, são estas:

- Não existem entidades isoladas, tudo é parte integrante do todo.

- A realidade não é mecanicista, mas orgânica.

- A realidade não é estática, mas essencialmente dinâmica.

- O Universo inclui sempre o observador de um modo essencial.

Parece que o alegado problema de tais verdades não serem traduzíveis
em termos inteligíveis é mesmo sério. Capra nós: você entendeu algo?
Pense rápido: um tijolo é uma entidade isolada, ou é uma parte
integrante do muro? Se você foi levado a responder um dos dois, errou.
A resposta é ambos. A pergunta insinuou uma falsa dicotomia. E a
sensação é de que os dois princípios seguintes também insinuam falsas
dicotomias (do observador, falaremos depois).

Não procure esclarecimentos em O Tao da Física. Nem por um momento
Capra tenta explicar estas afirmações. Só as repete, vezes sem conta,
após uma ou outra explanação sobre física. E o que ele poderia dizer?
A maioria dos epistemólogos está de acordo sobre o que é conhecimento:
crença verdadeira e justificada. Isto é, você só tem conhecimento
sobre X quando:

a) você acredita em X

b) X é verdade

c) você possui justificativa racional para acreditar em X

Então, é difícil ver como "verdades" confusas, inexplicáveis em termos
racionais, podem constituir conhecimento em algum sentido. Podemos até
supor que os orientais acreditam de verdade em... "seja lá o que for"
(eles não conseguem explicar, afinal); mas não há porque supor que
aquilo que eles obtêm através de meditação e introspecção seja
verdadeiro. Mesmo que seja, não há nenhuma justificativa racional para
acreditar - e isto até eles assumem.

Isto mostra que a "sabedoria oriental" é na verdade irracional, vaga,
ambígua e propositalmente paradoxal. No mais das vezes, não quer dizer
nada. Capra protesta: "o misticismo (...) tem sido tradicionalmente
associado, de maneira errada, com coisas vagas, misteriosas,
acientíficas". Eu diria que de maneira acertada. Não há absolutamente
nada no livro que faça pensar o contrário. Edificâncias como "Quando
um monge perguntou a Tozan, que estava a pesar linhaça, `o que é
Buda?', Tozan respondeu, `esta linhaça pesa um quilo e meio'" só
pioram as coisas.

Tome como exemplo a sabedoria do Tao, que dá nome ao livro. Tao
significa "o caminho" e, na palavras de Huai Nan Tzu, proferidas antes
de Cristo, "aquele que se conforma com o percurso do Tao, adotando os
processos naturais do céu e da terra, acha fácil lidar com todo o
mundo". Que processos são esses? Movimento e mudança incessantes, de
natureza cíclica. Em suma, aquela história do "eterno ciclo de
opostos" captada pelo conhecido T'ai-chi T'u:

"O yang, tendo atingido o seu clímax, retrocede em favor do yin: o
yin, tendo atingido o seu clímax, retrocede em favor do yang".

Eu juro que não entendo o que isto tem de "sabedoria". Vejamos.

Iluminado, ele contemplava a sabedoria milenar do Tao, o Yin-Yang:

Ó, eterna transformação de tudo em seu oposto!

Quão bela, quão simples, quão sábia!

O dia vira noite, e esta volta ao dia! \o/

A calmaria dá lugar à tempestade, e esta retorna à calmaria! \o/

O saudável adoece, e o doente se torna são! – bem, às vezes. =D

A primavera se torna verão e este se torna primav... quer dizer, se
torna outono, depois inverno e, agora sim, volta a ser primavera! =)

O jovem se torna velho, e o velho... ops, o velho morre. Mas, se tudo
correu bem, ele deu origem a outro jovem no caminho! =|

A Terra gira pra esquerda e... jamais gira pra direita. Nunca. =(

Tudo o que sobe desce, e tudo o que desce... err... fica no chão, de
uma vez por todas. ='(

Que fazer? O Yin-Yang não é uma lei do Universo como a gravidade, nem
de forma vaga e aproximada: poucas coisas retornam ao seu oposto,
muito menos de forma cíclica e regular. Aliás, a maioria das coisas
sequer têm oposto. Qual o oposto de cinza? Se o oposto da água é o
fogo (?!), qual o oposto do gelo? Se o oposto do líquido é o sólido, o
que dizer do gasoso? Qual o oposto de banana, dedo, tato, número, parede?

E os adeptos são ensinados não apenas a esperar que os opostos se
sucedam ciclicamente. Eles precisam fazer a manutenção do ciclo
(imagine se nós precisássemos "ajudar" a gravidade!): "No Oriente uma
pessoa virtuosa não é aquela que empreende a tarefa impossível de
lutar pelo bem e eliminar o mal, mas a que é capaz de manter um
equilíbrio dinâmico entre bem e mal". Ou seja: se as coisas estiverem
boas "demais", você deve... ! Além disso:

"Buda ensinava que 'todas as coisas compostas são transitórias, que
todo o sofrimento do mundo surge do nosso apego a formas fixas —
objetos, pessoas ou idéias — ao invés de aceitar o universo, em
movimentos e mudança'". Outra vez, quanto sofrimento foi causado pela
idéia de que a gravidade é fixa e imutável? Acho que nenhum.

Entre outras pérolas de "sabedoria" encontradas no livro, temos:

"Alegria, verdadeiramente, é o mesmo que Vazio.
Vazio, verdadeiramente, é o mesmo que alegria" – Upanishad

"Quando se compreende que no mundo a beleza é bela, então o feio
existe; quando se compreende que ser bom é bom, então existe o mal"

- Lao Tzu

"Onisciência não é nem o existente, nem o não existente, nem aquilo
que é simultaneamente existente e não existente, nem aquilo que não é
simultaneamente existente e não existente" - Ashvagosha

A suposta sabedoria Oriental parece, assim, vazia e fútil. Mas, mesmo
que ela não seja, não quer dizer que tenha quaisquer tipos de relações
com a física moderna - sobretudo porque, em geral, a sabedoria
oriental é tida como ética (pelo menos, é o que dizem seus adeptos
quando pressionados com argumentos como os vistos acima), e a
sabedoria científica é empírica, factual. Os sábios orientais se
preocupam com aquilo que deve ser; os físicos com aquilo que é.

Mas a suposta semelhança entre ambos é nosso tema daqui pra frente.

Os Pontos de Comparação <<

Fritjof Capra é um gênio. Ele conseguiu ser levado a sério ao comparar
trechos selecionados do hinduísmo, budismo, taoísmo, zen e, acredite,
até do "pensamento chinês" (poderia haver "vertente" mais ampla?), com
escritos sobre a física moderna, tendo aí diversas áreas,
especialidades e interpretações para escolher à vontade. E boa parte
do resultado consiste apenas em citações de textos orientais onde é
possível ver paralelos com a física moderna.

Só que as citações mais impressionantes são de fontes recentes, de
escritores que já conheciam as teorias modernas quando escreveram. Com
tanta liberdade, impressiona que não tenha feito algo muito melhor.
Nos moldes amplos de O Tao da Física, daria pra escrever um O Iglu da
Economia (aliás, veja isto), ou um A Pomba-Gira da Química, sem problemas.

Quando ele diz "que tipo de afirmações vamos comparar? Que vamos
selecionar dos dados experimentais, equações e teorias, de um lado, e
das escrituras religiosas, mitos antigos ou tratados filosóficos, de
outro?", a resposta honesta deveria ser: "qualquer coisa que cole".
Sem dúvida, não é outro o "critério' utilizado por ele. Mas começarei
com a promessa do livro:

"Veremos como a teoria quântica e a teoria da relatividade obrigam a
perspectivar o mundo muito à maneira de um hindu, budista ou taoísta".
As duas teorias mostram, segundo Capra, que a realidade é "um todo
integrado". Um todo integrado? Mas elas são incompatíveis entre si!
Ele não toca no assunto. E começa sua comparação entre física e
misticismo nos métodos de ambas:

Os Métodos <<

"Os cientistas e os místicos desenvolveram métodos altamente
sofisticados de observação da natureza, inacessíveis às pessoas
comuns. Uma página de um periódico de física moderna será tão
misteriosa para o não iniciado como uma mandala tibetana. São ambos
registros de indagações da natureza do universo."

"Quem pretende repetir uma experiência em física subatômica moderna
tem de se submeter a muitos anos de aprendizagem (...) Uma profunda
experiência mística requer, muitas vezes, similarmente, muitos anos de
aprendizagem junto de um mestre experimentado (...) A experiência
mística não é, portanto, mais singular que uma experiência em física
moderna."

A retórica merece aplausos. Mas, no que de fato importa, a diferença é
brutal: os métodos da física fazem previsões, comprovadamente
eficazes, e estas são acessíveis aos não iniciados. Fosse diferente,
ninguém se sujeitaria a estudar física por anos - a não ser, talvez,
pessoas sufocadas por uma cultura que inibe a razão. Os "métodos" da
mandala, é claro, não fazem nada parecido.

E embora os métodos orientais consistam sempre em alguma forma de
meditação introspectiva, Capra insiste que eles são "observações" e,
daí, salta a conclusão de que tanto a física quanto o misticismo se
baseiam em observação empírica! Mas não é possível conceber uma busca
menos empírica do que a oriental, que se trata de fechar os olhos e
ignorar todos os demais sentidos - "a apreensão mística da realidade é
essencialmente não sensorial".

Por outro lado, a ciência faz questão de ampliar os sentidos, com seus
instrumentos. E você ainda poderia pensar que a "observação mística",
sendo introspectiva, é uma análise da própria consciência, uma busca
totalmente subjetiva. Mas a pretensão de objetividade deles é a maior
possível: ao meditar, dizem "abarcar todo o Universo". Se isto saísse
da boca de um cientista, seria com razão tido como pretensão ridícula.
Capra está, portanto, transformando diferenças radicais em uma
semelhança vaga e forçada.

Inter-relação e Unidade <<

Mas a alegada semelhança fundamental entre física e misticismo é "a
unidade e inter-relação de todos os fenômenos e a natureza
intrinsecamente dinâmica do Universo". Aí precisamos falar da física
newtoniana. Por que, para o autor, a física de Newton trata os objetos
como isolados, e a física quântica (bem como o misticismo) trata os
objetos como inter-relacionados.

É preciso, antes, dizer algo importante. Ao criticar o "modelo
ocidental" da ciência, Capra ataca dois erros do racionalismo que os
próprios racionalistas rejeitaram profundamente: a idéia pitagórica e
platônica de que a matemática "seja" a realidade; e o dualismo de
Descartes, que separou a mente da matéria - ambos criticados por Carl
Sagan na série Cosmos. Capra chuta cachorro morto e faz uma imagem
errada, e mais fácil de atacar, da ciência ocidental.

Dito isto, vamos ao odiado Newton e a "visão de mundo mecanicista da
ciência cartesiana-newtoniana" (expressão usada em O Ponto de
Mutação). O que significa dizer que, para Newton, os objetos estão
isolados e, para a física moderna, eles estão inter-relacionados? Bem,
o que Capra quer dizer (e não diz!) é que as partículas de Newton são
qualitativamente diferentes do espaço que as cerca, e as partículas
quânticas são qualitativamente iguais ao espaço que as cerca, por que
este espaço está tomado por energia e as partículas não passam de uma
forma de energia. Isto é fascinante, mas e daí?

Os orientais falam vagamente em "inter-relação de todas as coisas",
mas todas as partículas newtonianas eram inter-relacionadas (pela
força da gravidade) e relacionadas com o espaço (porque imersas nele).
A inter-relação das partículas quânticas é apenas de outro tipo.

E sobre tudo ser "parte integrante do todo"? Se está dentro do
Universo, faz parte dele; e ele é o todo. É uma tautologia! Não havia
(e nem poderia haver) nada na física de Newton que deixasse de ser
"parte integrante do todo".

O importante é que os orientais nunca falaram em partículas, muito
menos especificaram o tipo de "inter-relação" ou "unidade" de que
estavam falando. Se eles descobrissem que a sua majestosa
"inter-relação de todas as coisas" está restrita a partículas
invisíveis, dariam um belo bocejo.

Intrinsecamente Dinâmico <<

Pulei, há pouco, a questão da "natureza intrinsecamente dinâmica". De
fato, a interpretação prevalecente da física quântica é muito clara:
partículas não têm posição e velocidades definidas num dado momento. É
como se não existisse "a partícula que se move", mas apenas "o
movimento da partícula". Se isto é verdade, não poderia haver
concretização mais perfeita da expressão "intrinsecamente dinâmica".
Acontece que esta expressão é de Capra, e não de algum texto oriental.
O melhor que o autor consegue é O Livro das Mudanças, e suas idéias
místicas sobre Yin-Yang e eterna mudança já abordadas aqui.

Mas os movimentos do Yin-Yang são movimentos no sentido clássico e
trivial. Por exemplo, fala-se em "mudança incessante", mas até na
visão de Newton as partículas sofriam mudanças incessantes de posição,
pois se moviam. E nunca é demais lembrar que nenhum oriental está
pensando em partículas, e tampouco em objetos maiores, "sem posição
definida".

E, no entanto, há outras interpretações da física quântica segundo as
quais as partículas possuem posições e velocidades definidas, embora
nós não possamos conhecê-las. Estas versões, contudo, implicam num
estranho efeito de "não-localidade", que Capra também usará para
afirmar que "tudo afeta tudo" - mas ele não diz que se o efeito de
não-localidade for real, a idéia de "dinamismo intrínseco" não será.
Não se pode ter tudo, mas ele finge que pode.

Abraçando o Paradoxo <<

Imperdoável é a sugestão de que tanto a física quântica quanto a fé
oriental são capazes de "alcançar" a compreensão de paradoxos.
Obviamente, a dualidade partícula-onda é, para Capra, uma verdadeira
farra! Ele celebra que, depois disto, a ciência "não podia mais
confiar completamente na lógica", e dá vivas ao paradoxo. É onde ele
quer chegar: o conhecimento intuitivo seria superior à razão
justamente porque esta última (tão limitada!) não seria capaz de
compreender coisas paradoxais - como um círculo quadrado, por exemplo.

Eu não deveria precisar dizer que "compreender um círculo quadrado" é,
longe de um conhecimento superior, loucura. Mas, em O Tao da Física,
você aprende que a física quântica está justamente falando em círculos
quadrados ("suas afirmações são paradoxais e cheias de contradições
lógicas") - e, é claro, se aproximando da filosofia oriental por isso.

Mas a partícula-onda é como um círculo quadrado?

O próprio autor, depois de muito enrolar o leitor, recua: "a
introdução do conceito de ondas de probabilidade resolve, de certa
forma, o paradoxo de as partículas serem ondas ao introduzir a questão
num novo contexto".

Vou frisar isto citando Brian Greene: "a natureza faz coisas
estranhas. Ela vive perigosamente, mas toma o cuidado de esquivar-se
do golpe fatal do paradoxo lógico". A natureza não contém paradoxos
lógicos, porque paradoxos lógicos não podem existir. Não se compreende
ainda o que significa a matéria obedecer a equações para partículas em
certos experimentos, e equações para ondas em outros, mas sem dúvida
não é um paradoxo real o que acontece.

De qualquer modo, se a questão é visualizar um objeto que seja onda e
partícula ao mesmo tempo, o maior dos mestres orientais não se sairá
nem um pouco melhor do que o ocidental médio neste exercício de
tortura mental - mas o autor garante que "estes paradoxos são
característicos do misticismo".

Unificação de Opostos <<

Ele fala sério quando diz:

"Exemplos de unificação dos opostos podem ser encontrados ao nível
subatômico, onde as partículas são ao mesmo tempo destrutíveis e
indestrutíveis; a matéria é simultaneamente contínua e descontínua,
energia e matéria são dois aspectos de um mesmo fenômeno".

Note que "matéria" e "energia" viraram opostos nesta passagem. Vamos
aos casos plausíveis: as partículas são destrutíveis e indestrutíveis?
Bem, são destrutíveis, porque podem se desfazer em energia pura. E são
"indestrutíveis" no sentido vago de que não podem se dividir em
partículas menores - apenas em energia pura. Isto não é ser realmente
indestrutível. Esqueça.

A matéria é contínua e descontínua? Vejamos: segundo Capra, "matéria"
é apenas um ponto com alta concentração de energia, isto é, uma forma
de energia. E, sabemos, nenhum lugar é realmente vazio: tudo está
permeado por energia. Se nada separa a energia em "partes", ela é
contínua. E como energia e matéria são "a mesma coisa" (insinua
Capra), a matéria é contínua.

Mas, foi dito, "matéria" é apenas "muita energia num mesmo ponto". E
estes pontos estão espacialmente separados entre si. Na grande maioria
dos pontos do espaço não há energia suficiente para se "condensar" em
partículas; mas em alguns poucos pontos, uns distantes dos outros, a
energia é tão concentrada que adquire propriedades materiais, formando
o que denominamos "partículas". E, neste caso, dizemos que a matéria é
descontínua.

O jogo de palavras já deve estar claro, mas é bom esmiuçar. Pense num
oceano cheio de icebergs à deriva: o gelo é "contínuo" ou
"descontínuo"? Se você forçar a barra e disser que "gelo e água são a
mesma coisa", então até pode dizer que o gelo é contínuo, pois estará
chamando de "gelo" a parte líquida do oceano; mas se notar que o gelo
é uma manifestação diferente da água, então dirá que o gelo é
descontínuo: os icebergs são blocos de gelo, separados uns dos outros
pela água líquida.

Conclusão: a matéria é descontínua, pelo menos segundo a definição que
vimos acima. Para dizer que ela é contínua, é preciso mudar a
definição do termo, chamando de "matéria" inclusive as baixas
concentrações de energia, que não se condensam em partículas. Isto é o
mesmo que chamar a água de gelo. Ora, se a "matéria" é contínua em um
sentido e descontínua em outro, então não há paradoxo real.

Os pretensos exemplos de unificação paradoxal de opostos são apenas
bobagens do tipo: a Terra tem fim ou não? Na verdade, ela é redonda...
Tem fim, porque tem um tamanho limitado; e não tem fim, porque não se
pode chegar ao "final" dela. Mas os sentidos são diferentes e, neste
caso, este "fim" não é o oposto daquele "sem fim" - e o paradoxo não
existe, portanto.

*****

Pra piorar, a unificação de opostos pretendida pelos orientais não é
paradoxal. Quando eles dizem que os opostos são "dois lados de uma
mesma realidade", não estão violando o princípio da não-contradição,
dizendo que algo é "A" e "não-A" ao mesmo tempo, mas apenas frisando
que há relação e unidade entre os opostos, o que é óbvio.

O frio e o calor, por exemplo, estão relacionados: um é o oposto do
outro. E estão unificados: em uma escala que vai do frio ao calor.
Isto vale para todos os opostos e é a grande "sacada" dos orientais -
pelo menos, há três mil anos pode ser que ainda fosse novidade mesmo.

A verdade é que qualquer menino de seis anos entende isso. Ninguém
trata "bem" e "mal" como "microchip" e "ornitorrinco", isto é, coisas
totalmente separadas. E os orientais exageram, ou erram tudo, quando
sugerem ou dizem que "na verdade" não existem opostos. O que eles
dizem é "vida e morte são aspectos diferentes da mesma realidade".
Diferentes!

Se fosse "vida e morte são aspectos iguais da mesma realidade", então
não existiriam opostos mesmo... Mas isto seria ridículo.

Outras comparações <<

Quando fala da (controversa) teoria da armadilha, Capra sustenta que
ela se alinha com as diversas escolas do misticismo oriental no
seguinte sentido: o Universo é um todo interconectado, e as
propriedades de uma parte são determinadas pelas propriedades de todas
as outras. Mas isto é falso: dois locais que se afastem em velocidade
superior à da luz¹ não podem, em hipótese alguma, causar qualquer
coisa um no outro, estando totalmente isolados.

E a comparação musical retorna: "para os físicos modernos a dança de
Shiva é a mesma da matéria subatômica. Tal como na mitologia hindu, é
uma contínua dança de criação e destruição que envolve todo o cosmos:
a base de toda a existência e de todos os fenômenos naturais". Basta
dizer que não há destruição alguma na versão da física: a matéria não
é destruída, mas se torna energia pura, e esta volta a se tornar
matéria. Tampouco é "dança".

Depois, ele chega a comparar o diagrama de um octeto mesônico, da
física de partículas, com o diagrama dos oito trigramas do I-Ching e,
embora admita que a semelhança gráfica é acidental, salienta que ambos
enfatizam a mudança e a transformação, em vez de a estrutura e a
simetria (mesmo que ambos sejam simétricos!).

E, no entanto, os trigramas chineses implicam mudança e transformação
não de partículas subatômicas, mas de entes macroscópicos, como fica
claro: "[os oito trigramas] estavam associados com muitas imagens
retiradas da natureza e vida social. Representavam, por exemplo, o
céu, a Terra, a trovoada, a água, etc". Mas a física nega que tais
entidades macroscópicas estejam em constante transformação e mudança:
como os efeitos quânticos se anulam, o mundo macroscópico é, para a
física moderna, exatamente o mesmo que para a física newtoniana - ou
seja, "estático" (segundo Capra). Insistir no oposto é dizer que "a
água é seca, porque suas partículas não são líquidas".

Por fim, ele compara o ch'i hinduísta, que é "energia vital" (?)
espalhada pelo cosmos, com o campo quântico moderno, que é o campo das
flutuações de energia, gerando e diluindo partículas incessantemente.
Segundo o autor (e não segundo qualquer fonte antiga) "o ch'i é
concebido como uma forma de matéria tênue e não perceptível,
onipresente em todo o espaço e que se pode condensar em objetos
materiais sólidos".

Mas o ch'i é um "éter" carregador de vida, capaz de causar doenças ou
promover a saúde, tendo, portanto, influências macroscópicas. Ao
contrário, o campo quântico só tem existência na menor das escalas, e
não entra em nosso corpo como um "gás invisível". Quer mais? O campo
existe. O ch'i é lenda.

Relativismo e Anti-Objetividade <<

As comparações da física com o misticismo são indefensáveis. O próprio
misticismo é indefensável. Mas O Tao da Física faz bem pior: ele não
afirma que o misticismo tem base científica; ele afirma que a ciência
tem base mística! E, por conta disto, certas passagens parecem negar a
objetividade científica, razão por que os pós-modernos vêem em Fritjof
Capra um aliado, embora ele não seja - ele é apenas péssimo em filosofia.

Este é o ponto: Capra não diz nada que realmente leve ao relativismo
ou à negação da objetividade, embora pareça fazê-lo muitas vezes.

Hora de desfazer as confusões.

E vou antecipar que, apesar de tudo o que já veremos, ele escreveu que
"os físicos constroem uma seqüência de teorias parciais e aproximadas,
cada uma delas mais precisa que a anterior, mas não representando
nenhuma delas uma imagem completa e final do fenômeno natural", isto
é, a ciência chega cada vez mais perto da verdade, embora nunca
descubra tudo. É esta, e apenas esta, a mensagem de Capra.

Detalhe: todos sabem disso. Nem o cientificista mais fanático - se há
um - afirma que a ciência pode saber tudo. E, aliás, pra quê uma
imagem completa do Universo? Quem quer saber a posição exata de todas
as estrelas ou o valor completo de Pi (3,14159265358979323846264... ao
infinito)? O importante é que o pouco que a ciência sabe (supondo que
seja pouco) é garantido. E, apesar de toda a sua confusão, Capra está
de acordo com isto.

Esta não é, infelizmente, a interpretação da maioria de seus adeptos.

Pudera. Veja as afirmações ambíguas e enganadoras do autor:

"Tendo as noções de espaço e tempo sido reduzidas ao papel subjetivo
de elementos de linguagem (...) para descrever fenômenos naturais..."

"As estruturas e fenômenos que observamos na natureza não são mais que
criações da nossa mente caracterizante e quantificadora."

"O método científico de abstração é muito eficiente (...), mas temos
de pagar um preço por ele. À medida que definimos o nosso sistema de
conceitos com mais precisão (...) e tornamos as conexões cada vez mais
rigorosas, torna-se cada vez mais desligado do mundo real."

"Os físicos começaram a aperceber-se que todas as suas teorias dos
fenômenos naturais, incluindo as `leis' que eles descrevem, são
criações da mente humana, propriedades do nosso mapa conceitual da
realidade, em vez da própria realidade."

Algumas destas afirmações são facilmente mal interpretadas. Outras são
simplesmente erradas. Por exemplo, espaço e tempo não são só
"elementos da linguagem". Eles têm existência concreta, são capazes de
se curvar e de afetar a matéria, como o próprio autor várias vezes
diz. Como pode uma abstração da linguagem se curvar e formar buracos
negros?

As duas frases finais, ao contrário, apenas dizem algo óbvio: teorias
descrevem a realidade mas, mesmo que o façam de forma corretíssima,
elas "não são a própria realidade". É tão bobo quanto "o mapa não é a
cidade" - a analogia-chave usada pelo autor. Mas é fácil ler a frase
como significando: "gravidade, elétrons, DNA e tudo o que está nas
teorias científicas é invenção humana, não existe". E é assim que
muitos entendem.

A segunda frase parece dizer: tudo o que vemos é criação de nossa
mente! Mas, na verdade, apenas diz que o modo como percebemos as
coisas é criação de nossa mente, e não as próprias coisas percebidas.
E isto é outra trivialidade sabida por qualquer estudante do ensino
médio: nenhuma maçã é realmente vermelha, mas é um objeto real, e que
reflete freqüências luminosas que o nosso cérebro percebe como "vermelho".

A razão da confusão, em boa parte, é que o autor está comparando estas
nuances da ciência moderna com afirmações orientais realmente
radicais, como esta: "O hinduísmo afirma que todas as formas e objetos
à nossa volta são criados pela mente sob o desígnio de maya". Isto é
muito diferente de uma afirmação sobre o modo como percebemos o mundo,
mas como Capra está buscando semelhanças entre fé oriental e ciência,
ele faz questão de embaralhar as coisas.

*****

E, aqui, cabe uma breve digressão:

Capra usa o termo "mente", mas isto gera confusão. "Mente", em geral,
é sinônimo de "consciência", isto é, sua mente é você. E não é você
quem cria o vermelho, mas o seu cérebro. Esta diferença é fundamental.
É o seu cérebro, e não você, que faz a freqüência de luz emitida pela
maçã ser percebida como "vermelha". E isto não está sob controle da
sua consciência, isto é, não está sob o seu controle. Ou seja: você
não pode decidir ver a maçã como "azul"!

Quem vê Capra afirmar, sem maiores explicações, que "os fenômenos
observados são criações de nossa mente" facilmente vê nisso a alegação
de que, se tivermos vontade, podemos alterar o modo como percebemos o
mundo - e até o próprio mundo! Se você entendeu isso e, pior,
acreditou, sugiro um teste simples: tente! Fim da digressão.

*****

Mas nem tudo é mera confusão.

O autor realmente questiona a objetividade científica, e o faz por
duas razões: primeiro, a física quântica mostrou que, como o
observador influencia o sistema observado, a objetividade é um mito;
e, segundo, a relatividade mostrou que espaço e tempo não existem
concretamente, sendo apenas ilusões descritivas criadas pela mente
humana. As duas coisas estão erradas.

A relatividade é tratada de forma ridícula em O Tao da Física. É
possível encontrar tanto a afirmação de que tempo e espaço não
existem, quanto a afirmação de que eles são capazes de se curvar e
afetar a matéria. Mas veja esta citação de Hermann Minkowski, que está
no próprio livro:

"As visões de espaço e tempo que quero apresentar-vos brotaram do
terreno experimental da física, e aí reside a sua força. São radicais.
Daqui em diante, espaço, por si só, e tempo, por si só, estão
condenados a desaparecer em sombras difusas, e apenas uma união das
duas prevalecerá como uma realidade independente."

Este é o ponto. Capra confunde o "espaço e tempo não existem" da fé
oriental, com o "espaço e tempo não existem do modo como pensávamos"
da teoria da relatividade. Einstein nos mostrou que o espaço e o
tempo, isolados, são relativos aos observadores. Ser relativo é muito
diferente de "não existir". Mas é pior: Capra esquece que, para
Einstein, o conjunto espaço-tempo não é relativo, mas absoluto.

O outro ponto é outra bobagem, porém mais sutil.

Os experimentos da física de partículas levam o observador a
influenciar o objeto observado: é o famoso "colapso de onda", quando o
objeto deixa de ter propriedades típicas de onda e, logo que é
observado, passa a ter propriedades típicas de partícula. Parece
místico? Lembre-se de que só se pode "observar" uma partícula fazendo
um fóton se chocar com ela. É como medir o giro de uma roda encostando
um bastão nela: a medição afetará o giro.

E, na verdade, tudo isto apenas mostra que certos dados, sobre o
estado das partículas, não podem ser conhecidos com precisão. Não se
trata de os dados serem relativos e subjetivos, pois eles não podem
variar segundo a vontade do observador. São apenas dados mais ou menos
inacessíveis.

Voltemos ao giro da roda: se ela girava a 30km/h e, quando você pôs o
bastão, ela desacelerou para 28km/h, é este valor que você medirá. Mas
isto é subjetivo? Ou relativo? Não, é perfeitamente objetivo: sua
medição mostra o valor de um giro de roda que foi afetado por um
bastão, de um certo modo. É verdade que você não obteve a medição que
pretendia, mas mediu outra coisa - e esta coisa é objetiva: um bastão
afetando uma roda.

O que temos são dados objetivos, porém de eventos diferentes. Não há
dado ou distorção subjetiva. E isto porque, na verdade, é o ato da
observação que afeta o objeto, e não o observador. E, pra ser mais
exato, a observação não afeta nem o objeto, mas somente a situação do
objeto. Capra não sabe a diferença e, por isso, em mais uma afirmação
confusa, ele manda essa:

"A característica crucial da física atômica é o fato de o observador
humano ser necessário, não só para observar as propriedades de um
objeto, mas também para as definir."

Parece dizer que o observador é essencial para o objeto - e logo para
o Universo. Mas significa apenas o que acabamos de ver: que a
observação afeta a situação do objeto. Só que é dito da pior maneira:
em vez de "a 'observação' é 'uma das causas' do 'fato observado'",
Capra simplifica para "o 'observador' 'define' o 'objeto'"! E, então,
muitos entendem até que objetos não podem existir sem observador -
ignorando assim todas as evidências de que o Universo existiu por
bilhões de anos, sem ninguém pra ver.

Tiro de misericórdia: Capra ignora a descoerência, fenômeno que nos
mostra o óbvio: não é apenas o ato humano de observar que causa o
"colapso da onda", mas qualquer interferência sofrida pela onda, seja
de elétrons, fótons ou o que for. O observador humano e sua
consciência nada têm de especiais. E é irônico, agora, ver por que a
onda não colapsa em experimentos controlados: é porque ela está
perfeitamente isolada, seja do observador humano, seja de qualquer
partícula - isolada, coisa julgada impossível em O Tao da Física.

Tantos devaneios, e fica pior.

O Pior do Tao <<

Entre os maiores absurdos de O Tao da Física temos, por exemplo, a
idéia ridícula de que a razão é "masculina" e a intuição é "feminina":
"O yang, o poder forte, criativo e masculino, estava associado com o
céu, enquanto que o yin, o elemento sombrio, receptivo e feminino, era
representado pela Terra". Se isto não é machismo, eu não sei o que é...

E seria novidade? A cultura oriental é extremamente patriarcal.

As únicas coisas realmente femininas ou masculinas são os seres vivos
do tipo sexuado. Mas claro: é uma longa tradição, na jamais escrita
História da Filosofada, taxar como "femininas" ou "masculinas" uma
coleção de coisas sem sexo, de objetos a conceitos nebulosos, na
sempre irresistível tentação de dar eloqüência e enlevo a afirmações
bobas.

*****

Outra: "Os resultados da física moderna (...) podem levar-nos até Buda
ou até à bomba atômica, e compete a cada cientista decidir que caminho
tomar". Ou seja: quem discorda de Capra é, automaticamente, apologista
da guerra, da destruição e da morte. Isto é que é apelação!

*****

E ainda na introdução, enquanto não é preciso argumentar e o leitor
ainda ignora o que virá, Capra aproveita pra soar radical: "os padrões
que os cientistas observam na natureza estão intimamente ligados aos
seus modelos mentais, com os seus conceitos, pensamentos e valores". É
fácil entender isto assim: dois cientistas, um ateu e outro religioso,
observam as mesmas células; um vê DNA, outro vê "energia vital". Ou
seja: as mesmas observações mostram padrões diferentes, conforme os
vieses subjetivos de cada observador – o que é ridículo e, embora
pareça, Capra não o diz. Por que ser tão vago?

A mensagem real, depois fica claro, é tola como sempre: se a ciência
visar ao lucro, pesquisará a parte da natureza cujo estudo gere
riqueza; se a ciência valorizasse a saúde dos escorpiões, pesquisaria
escorpiões - e, é claro, enxergaria outros padrões aí. Se você
pesquisa X, observará padrões de X; se pesquisa Y, padrões de Y.
Conclusão: grande coisa!

*****

O Tao da Física foi escrito em 1975, mas em 1982 Capra retornou, com
um posfácio. Quem o esperava mais ponderado, deu de cara com: "O novo
tipo de interconexão que emergiu recentemente (...) faz surgir a
possibilidade intrigante de ser possível relacionar a física
subatômica com a psicologia de Jung e talvez mesmo com a
parapsicologia". E ele deixa essa afirmação no ar, sem ao menos dizer
do que se trata. Sem comentários.

*****

Num dos piores parágrafos do livro, Capra acusa o dualismo cartesiano
(a idéia nada científica de que mente e matéria são substâncias
diferentes) de ser a principal causa das tragédias do mundo. E o
raciocínio é uma pérola:

"Esta fragmentação interior espelha a nossa perspectiva do mundo 'de
fora', visto como uma multiplicidade de objetos e acontecimentos
separados. O meio ambiente é encarado como se se tratasse de partes
separadas a ser exploradas por diferentes grupos de interesses. A
visão fragmentária estende-se à sociedade, dividida em diferentes
nações, raças, religiões e grupos políticos. A convicção de que todos
estes fragmentos - em nós próprios, no nosso meio ambiente e na nossa
sociedade - estão, de fato, separados pode ser tomada como a razão
fundamental para as presentes séries de crises sociais, ecológicas e
culturais. Tem-nos afastado da natureza e dos seres humanos nossos
semelhantes. Acarretou uma grosseiramente injusta distribuição das
riquezas naturais, criando conflitos econômicos e políticos; uma onda
de violência crescente e imparável, espontânea e institucionalizada, e
um meio ambiente feio e poluído, onde a vida se tomou muitas vezes
física e mentalmente pouco saudável."

Esta passagem é, sem dúvida, a semente de O Ponto de Mutação, de 1982.
E quanto simplismo! Isto é obviamente ridículo, posto que: antes de
Descartes, o mundo já era dividido em facções e, obviamente, tanto
mais cheio de guerras quanto mais se recua no tempo; mesmo o Oriente,
com sua "visão orgânica", é dividido em países, religiões e grupos
políticos; a ciência ocidental, ao contrário das religiões, é
materialista em vez de dualista.

E nem seria preciso dizer tanto. É óbvio que uma simples idéia
filosófica, sobre a natureza da consciência, jamais poderia direcionar
o comportamento dos indivíduos, o tratamento do meio-ambiente e toda a
organização social e política. A colocação de Capra, que virou livro,
é exatamente o que parece: a opinião irrefletida de um físico-místico
sobre questões psicológicas e sociais.

Concluindo: a Dança de Shiva e de Capra <<

Quando o senhor Fritjof Capra admite que a Dança de Shiva é, afinal de
contas, apenas uma metáfora para falar do Universo, é só para ele
poder dizer que a física moderna também não passa de uma espécie de
metáfora sobre a realidade: "Quer o deus bailarino quer a teoria
física são criações do espírito: modelos para descrever a intuição do
seu autor acerca da realidade".

Ocorre que a teoria física não é "criação" da mente de ninguém, e sim
uma descoberta. A elaboração de teorias não é guiada por imaginação,
mas por fatos. A mecânica quântica, por exemplo, não é mais "criação
humana" do que a geometria. E extraterrestres jamais reinventariam
Shiva, mas redescobririam a física quântica e a geometria, porque
estas são verdades independentes da mente de seus descobridores.

É bastante adequado, então, que o ícone central da proposta de O Tao
da Física - a Dança de Shiva - revele-se também o ícone ideal para
simbolizar toda a confusão que permeia a obra: ora tratando a dança
divina como a exata realidade, ora assumindo que é pura imaginação - e
então fazendo o mesmo com tudo o mais que sustenta a obra - o autor
vai enredando o leitor em um texto cheio de ambivalências e
contradições dissimuladas.

O Tao da Física foi apenas o início. Nele, ainda podemos ler (apesar
do que vimos há pouco): "a visão orgânica do mundo não é vantajosa do
ponto de vista da construção de máquinas, nem adequada para lidar com
problemas técnicos de um mundo superpovoado". Capra concedia que a
"visão limitada" do (suposto) dualismo ocidental era, embora incapaz
de alcançar a "verdadeiro saber", adequada à tecnologia e aos
problemas mundanos da sociedade.

Mas ele mudou de idéia.

Em O Ponto de Mutação, Capra resolveu que a sua "visão orgânica" não
era boa apenas para descrever partículas ou "intuições" de sábios
orientais, mas para quase tudo no mundo - até para acabar com a fome!
Hoje, em sua obra mais recente (Conexões Ocultas), ele chega a citar
Morowitz, e sua Teoria de Gaia, com aprovação: "a vida é uma
propriedade dos planetas, e não dos organismos individuais". Pelo
visto, um astronauta que saia do planeta estará morto, embora ainda
fale, pensa e seja saudável.

O Tao da Física, vale lembrar, ousa até explicar o porquê de a ciência
ocidental ter cultivado uma tradição tão "mecanicista" e "limitada",
abrindo mão do "conhecimento superior intuitivo" hoje típico dos
orientais. A explicação é incrível: a idéia de lei fundamental, que é
o cerne da visão mecanicista, teve origem na tradição judaico-cristã e
em sua idéia de um legislador divino. A ciência ocidental é limitada,
segundo Capra, por culpa do cristianismo!

Mas... Ele mudou de idéia.

Em 1991, participou de outro livro, desta vez tratando das semelhanças
entre "a nova visão de mundo" (a mesma de O Tao da Física) e,
adivinhe, a teologia cristã. Você leu certo: em Pertencendo ao
Universo (título redundante, magnificamente Capriano!) não só a física
moderna e a fé oriental têm paralelos entre si, mas ambas têm
paralelos com o cristianismo! Pelo visto, a suposta influência cristã
na ciência ocidental não pode ter sido tão má assim.

Por essas e outras, não admira que o físico Fritjof Capra tenha suas
obras listadas em "ocultismo" na biblioteca virtual do Projeto
Democratização da Leitura. Tampouco causa espanto ver O Tao da Física
ser oferecido no site Submarino junto com O Segredo, o mais recente
clássico da temerária pseudociência quântica de quinta, com sua já
famosa "lei da atração".

O Tao da Física, é claro, é pseudociência quântica de primeira.

É, na verdade, o manifesto fundador do movimento.

*****

Encerro citando Brian Greene, em O Tecido do Cosmo. Ao falar sobre o
fenômeno da conexão entre duas partículas distantes (que Capra usa
para dizer que "tudo está em tudo"), parece que Greene lembrou de O
Tao da Física:

"Na interpretação de algumas pessoas, isso significa que 'todas as
coisas estão conectadas a todas as demais' ou que 'a mecânica
quân-tica nos emaranha a todos em uma única totalidade universal'
(...). Esses arrebatamentos, ainda que eu aprecie o sentimento por
eles produzido, são exagerados e insustentáveis."

E citando a bela passagem de Carl Sagan, que eu evidentemente escolhi
a dedo para a ocasião. É de O Mundo Assombrado pelos Demônios:

"Algumas religiões orientais, cristãs e da Nova Era (...) afirmam que
o mundo é irreal, que o sofrimento, a morte e a própria matéria são
ilusões; e que nada realmente existe a não ser a "Mente". Em oposição,
a visão científica predominante é que a mente constitui o modo como
percebemos o funcionamento do cérebro (...).

Há pessoas que desejam que tudo seja possível, que não querem nenhuma
restrição à sua realidade. Elas sentem que nossa imaginação e nossas
necessidades requerem bem mais que o relativamente pouco que a ciência
nos ensina a ser razoável ter como certo."

__________________________________________

¹ Objetos no espaço não podem viajar acima da velocidade da luz, é
claro. O próprio espaço, porém, pode fazê-lo. De fato, como a expansão
do Universo se acelera sempre, existem partes dele, distantes entre
si, que se afastam umas das outras em velocidade superior à da luz. <<

por Paralelo, 10 de dezembro de 2007 / 6 de janeiro de 2008

http://www.suasticazul.hbe.com.br/filosofia/taodafisica.html

Fim da mensagem encaminhada ---

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SUBJECT: só 120 na frente......
FROM: "Silvio" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <totalmentelivre@grupos.com.br>, "RETRANS e-Ventos" <retrans@grupos.com.br>, <politica-br@yahoogrupos.com.br>, <politicab@yahoogrupos.com.br>, <politica@cnbb.org.br>, <polemica@yahoogrupos.com.br>, <monarquiadobrasil@yahoogrupos.com.br>, <menteestrategica@grupos.com.br>, "Maura beltrame" <dlmconservadora@hotmail.com>, "Maria Teresa Gontijo Cordeiro" <mtgontijo@hotmail.com>, maria lúcia <luciaray@uol.com.br>, "Maria Lina" <linapequeno@uol.com.br>, "Leidy Santos" <santos.leidy1@gmail.com>, "julieber lozano" <julieber_lozano@yahoo.com.br>, "globalizacao" <globalizacaoeinternacionalismo@yahoogrupos.com.br>, COMUNIDADE LITERÁRIA <dedico_a_voce@yahoo.com.br>, <ciencialist@yahoogrupos.com.br>, "Beth&Bella." <bebethcandrade@yahoo.com.br>, <Acropolis_@yahoogrupos.com.br>, '+Movimento Corrupção Zero' <mczero@mczero.org>, "* Gracias*" <dgferraz@terra.com.br>
DATE: 14/08/2008 17:48

USP avança sete posições no ranking da Shanghai Jiao Tong University 2008

 

 

O ranking internacional elaborado pelo Institute of Higher Education da Shanghai Jiao Tong University classificou a USP como a 121ª melhor universidade do mundo

A classificação da USP na edição de 2008 do ranking demonstra um crescimento de sete posições em relação ao ano passado. Em 2003, a USP figurava na 165ª posição mundial.

A pesquisa também revela que a USP é a primeira colocada na América Latina e no Brasil. A Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) aparece na 164ª posição, a Universidade de Buenos Aires (UBA) em 175º lugar e, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 286º. Na mesma avaliação, a USP figura entre as universidades top 100 na área de Medicina Clínica e Farmácia, no qual foi classificada na 90ª posição.

A reitora da USP, Suely Vilela, destaca que “os dados apresentados no ranking da Shanghai Jiao Tong University mostram o desenvolvimento sustentável da USP em direção à consolidação de sua importância para o Brasil e sua bem-sucedida inserção no plano mundial das melhores universidades”.

O ranking da Shanghai Jiao Tong University analisou 12 mil instituições acadêmicas no mundo, sendo que 500 delas foram classificadas.

Mais informações sobre o ranking podem ser obtidas no endereço http://www.arwu.org/rank2008.
(Com dados da Assessoria de Imprensa da USP)


SUBJECT: Re: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO(p/ Cris)
FROM: "Silvio" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/08/2008 18:18

Fessôra:
 
Perdoa-me pelo sarcasmo:é que o nosso trabalho usualmente fica aguardando que os convivas coloquem lantejoulas....e sou complexado pois o meu jamais será editado e o outro, que está na metade, ficará pra ser completado na próxima encadernação: não pretendo continuar a estafante jornada....trabalho de Ocno.
 
Não compro o seu pois sou um velho aposentado e roubado em 50% pelo apedeuta.
 
Um livro é um filho.... (quando trabalhava escrevi monografias.)
 
sds.,
silvio.
 
----- Original Message -----
From: Profª Cristiana Passinato
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Thursday, August 14, 2008 1:57 PM
Subject: Re: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO(p/ Cris)

Pode deixar, o pessoal que comprar comigo terá minha dedicatória.
Eu entendi o que o Sílvio quis dizer, só não gostei de outra coloccação, do troll, kkkkkkk
Um abraço

 
Em 14/08/08, vernerstranz@click21.com.br <vernerstranz@click21.com.br> escreveu:

Cris, concordo e dou força. Acho que o Silvio tá conseguindo se mostrar mais
rabugento do que eu, e olha que somos, Silvio e eu, contemporâneos. É lógico
que você se orgulhe de sua obra, e manifeste sua alegria e entusiasmo, da mesma
forma que nós, velhotes inseridos na melhoridade (aiaiai), nos orgulhamos de
filhos e netos e das conquistas hauridas em nossa existência. Quando eu comprar
teu livro, daqui a alguns dias, vou pedir exemplar autografado.
[ ]s., verner.

Citando Profª Cristiana Passinato <crispassinato3@gmail.com>:

> O livro ficou lindo, mesmo que não fosse meu, eu veria e acharia.
> Não tem donos de sites que chamam de "O Imperdível", pq eu sou questionada
> de achar meu livro lindo?
> :)
> Já ouvi pessoas que entendem de editoração e edição dizerem: "está um
> primor".
> Foi editado por uma editora da USP, foi tudo muito caprichado.
> O preço tb ficou lindo, bem baixo, como eu gostaria.
> Pq estragar o prazer das pessoas?
> Será uma pontinha de despeito?
> Sincera, honestamente, não quero ser modesta nesse mundo, quero saber bem
> onde piso e mostrar o que ficou lindo mesmo.
> Como diz o popular: "o que é bonito, é pra se mostrar".
> Um abraço, com respeito a sua opinião!
>
> Cristiana
>
> 2008/8/13 Silvio <scordeiroes@superig.com.br>
>
> > Professora:
> >
> > A senhora considerar "lindo", o seu próprio livro não seria um pouco de
> > falta de modéstia?
> >
> > Creio que elogios ou críticas são serviço dos leitores e críticos....
> >
> > Não o vi, não posso e nem tenho gabarito para tecer qualquer consideração.
> > apenas uma observação de um colega de ofício.....
> >
> > sds.,
> >
> > silvio.
> >
> >
> > ----- Original Message -----
> > *From:* Profª Cristiana Passinato <crispassinato3@gmail.com>
> > *To:* espacoempresarial@yahoogrupos.com.br ; Um Toque de
> Motivação<umtoquedemotivacao@umtoquedemotivacao.com>;
> > pesquisas-de-quimica@googlegroups.com ;
> professores_de_quimica<Professores_de_Quimica@googlegroups.com>;
> > ensquimica@googlegroups.com ; ciencialist@yahoogrupos.com.br
> > *Sent:* Tuesday, August 12, 2008 8:47 PM
> > *Subject:* [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO
> >
> > O Profº Edvan foi o comprador nº 01 (e à distância) do meu lindo livro:
> > Ebulições.
> >
> > Mais informações sobre o livro?
> >
> > http://livroebulicoes.blogspot.com
> >
> > --
> > Profª Cristiana Passinato
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SUBJECT: Re: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO
FROM: "Silvio" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/08/2008 18:20

Don Vito:
 
colírio para os olhos é pleonasmo quando usado da forma que vs. usou embora existam colírios, como a autora, que são para os olhos mas não constitui pleonasmo, mas singular obra da natureza.....
 
silvio.
----- Original Message -----
From: Profª Cristiana Passinato
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Thursday, August 14, 2008 1:54 PM
Subject: Re: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO

Meninos, calma, não sou tão linda quandto meu livrinho, risos...
Como nem tudo é perfeito, tô gorducha, :P
Bjocas e mto obrigada pela levantada geral de ego, tenho precisado muito, vcs são fofos!
Cris

 
Em 14/08/08, J.Victor <j.victor.neto@uol.com.br> escreveu:

Rapaz, então diz aí onde podemos ver a Cris também. É muito bom um colírio para os olhos. Principalmente, um inteligente.

Também quero!

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de murilo filo
Enviada em: quarta-feira, 13 de agosto de 2008 22:42
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RE: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO

 

Cris, alô!
Seguim: vc tem todo o direito de ficar metida com o seu livro.
Se pintar por aquí, vou acabar comprando.
Estou curioso.
Não é fácil escrever um livro... NÃO MESMO!
Parabens! Boa sorte!
( vc é bem gatoza, também... eu ví...:)
Beijo & braço!
Muliro  SP 13/agt



To: espacoempresarial@yahoogrupos.com.br; umtoquedemotivacao@umtoquedemotivacao.com; pesquisas-de-quimica@googlegroups.com; Professores_de_Quimica@googlegroups.com; ensquimica@googlegroups.com; ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: crispassinato3@gmail.com
Date: Tue, 12 Aug 2008 20:47:18 -0300
Subject: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO

O Profº Edvan foi o comprador nº 01 (e à distância) do meu lindo livro: Ebulições.

 

Mais informações sobre o livro?

 

 

--
Profª Cristiana Passinato
Apresentação (Espaço Empresarial):
http://espaco-empresarial.blogspot.com/2008/07/prof-cristiana-de-barcellos-passinato.html
Orkut:http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=5437259068628347854
Aulas particulares de Química, Física e Matemática.
Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
http://pesquisasdequimica.com - site de ensino
gtalk/msn/meebo: crispassinato3@gmail.com
skype: crispassinato




--
Profª Cristiana Passinato
Apresentação (Espaço Empresarial):
http://espaco-empresarial.blogspot.com/2008/07/prof-cristiana-de-barcellos-passinato.html
Orkut:http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=5437259068628347854
Aulas particulares de Química, Física e Matemática.
Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
http://pesquisasdequimica.com - site de ensino
gtalk/msn/meebo: crispassinato3@gmail.com
skype: crispassinato


SUBJECT: Re: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO(p/ Silvio)
FROM: vernerstranz@click21.com.br
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 14/08/2008 20:25

Admirável teu perfil, mas não vejo o que tem a ver com nosso assunto. Apenas
considerei que vc criticar a Cris pela sua alegria e sua empolgação,
demonstrava altos teores de rabugice, o que em nenhum momento diminui tua
personalidade e/ou teu caráter. A ironia, meu caro Silvio, faz parte do
relacionamento humano e eu aprendi, há milênios atrás, a rir de minhas gafes e
a sorrir de meus micos.
Aceites meu abraço. verner.


Citando Silvio <scordeiroes@superig.com.br>:

> Verner:
>
> Passei o ano 2.000 escrevendo um catatau sobre o que é o homem.
> Fom 260 páginas A-4 corpo 12 e, curiosamente, ao fim, tinha mais de metade de
> novas informações científicas para acoplar.
> Raciocinando nessa proporção, tirei 3 cópias, e guardei o original.
> Lamentavelmente nção sou petista pra que o BNDS financiasse a impressão.
>
> Rodapé da primeira página:
>
> AOS QUE REGARAM A TERRA COM SEU SANGUE.
> AOS QUE PERDERAM A LIBERDADE. VÍTIMAS DO FANATISMO E DA INTOLERÂNCIA.
>
> e, tenho guardado dezenas de alterações, modificações, atualizações - veja:
> ela nem sabia, na época, da existência do novo CERN Francês..... poco eu,
> autor, poderia ignorar possivelmente a conquista científica do século?
> ASssim, ele é útil para consultas, economiza fostato. Não o considero nem bom
> nem ruim: simplesmente é.
>
> E sobre a rabugentisse, saiba que nas mensagens para minha família (o reduto
> é belzonte), assino rabugento pois hoje estou com 3 safenas já corroidas, um
> AVC, 4 colapsos, tomo 19 comprimididos por dia e o mais interessante: a Parca
> nem manda um sorriso....
>
> sds.,
> silvio.
>
> ----- Original Message -----
> From: vernerstranz@click21.com.br
> To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Sent: Thursday, August 14, 2008 5:06 AM
> Subject: Re: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO(p/ Cris)
>
>
> Cris, concordo e dou força. Acho que o Silvio tá conseguindo se mostrar
> mais
> rabugento do que eu, e olha que somos, Silvio e eu, contemporâneos. É
> lógico
> que você se orgulhe de sua obra, e manifeste sua alegria e entusiasmo, da
> mesma
> forma que nós, velhotes inseridos na melhoridade (aiaiai), nos orgulhamos
> de
> filhos e netos e das conquistas hauridas em nossa existência. Quando eu
> comprar
> teu livro, daqui a alguns dias, vou pedir exemplar autografado.
> [ ]s., verner.
>
> Citando Profª Cristiana Passinato <crispassinato3@gmail.com>:
>
> > O livro ficou lindo, mesmo que não fosse meu, eu veria e acharia.
> > Não tem donos de sites que chamam de "O Imperdível", pq eu sou
> questionada
> > de achar meu livro lindo?
> > :)
> > Já ouvi pessoas que entendem de editoração e edição dizerem: "está um
> > primor".
> > Foi editado por uma editora da USP, foi tudo muito caprichado.
> > O preço tb ficou lindo, bem baixo, como eu gostaria.
> > Pq estragar o prazer das pessoas?
> > Será uma pontinha de despeito?
> > Sincera, honestamente, não quero ser modesta nesse mundo, quero saber bem
> > onde piso e mostrar o que ficou lindo mesmo.
> > Como diz o popular: "o que é bonito, é pra se mostrar".
> > Um abraço, com respeito a sua opinião!
> >
> > Cristiana
> >
> > 2008/8/13 Silvio <scordeiroes@superig.com.br>
> >
> > > Professora:
> > >
> > > A senhora considerar "lindo", o seu próprio livro não seria um pouco de
> > > falta de modéstia?
> > >
> > > Creio que elogios ou críticas são serviço dos leitores e críticos....
> > >
> > > Não o vi, não posso e nem tenho gabarito para tecer qualquer
> consideração.
> > > apenas uma observação de um colega de ofício.....
> > >
> > > sds.,
> > >
> > > silvio.
> > >
> > >
> > > ----- Original Message -----
> > > *From:* Profª Cristiana Passinato <crispassinato3@gmail.com>
> > > *To:* espacoempresarial@yahoogrupos.com.br ; Um Toque de
> > Motivação<umtoquedemotivacao@umtoquedemotivacao.com>;
> > > pesquisas-de-quimica@googlegroups.com ;
> > professores_de_quimica<Professores_de_Quimica@googlegroups.com>;
> > > ensquimica@googlegroups.com ; ciencialist@yahoogrupos.com.br
> > > *Sent:* Tuesday, August 12, 2008 8:47 PM
> > > *Subject:* [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO
> > >
> > > O Profº Edvan foi o comprador nº 01 (e à distância) do meu lindo livro:
> > > Ebulições.
> > >
> > > Mais informações sobre o livro?
> > >
> > > http://livroebulicoes.blogspot.com
> > >
> > > --
> > > Profª Cristiana Passinato
> > > Apresentação (Espaço Empresarial):
> > >
> > >
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>
>
http://espaco-empresarial.blogspot.com/2008/07/prof-cristiana-de-barcellos-passinato.html
> > > Orkut:http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=5437259068628347854
> > > Aulas particulares de Química, Física e Matemática.
> > > Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
> > > http://pesquisasdequimica.com - site de ensino
> > > gtalk/msn/meebo: crispassinato3@gmail.com
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> > >
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> >
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> > Profª Cristiana Passinato
> > Apresentação (Espaço Empresarial):
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> > Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
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> >
>
> __________________________________________________________
> Para fazer uma ligação DDD pra perto ou pra longe, faz um 21. A Embratel
> tem
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SUBJECT: RES: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO
FROM: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/08/2008 21:41

Mas, e eu não sei?...(Ressuscitando um dito de um grande ator, já falecido).

Pois é.   ” Pleonastizar”  pode ser útil, quando pode significar uma forma  de elogio ou carinho.

Este é o caso.  Escanteando a gramática mesmo, que ninguém é de ferro.

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Silvio
Enviada em: quinta-feira, 14 de agosto de 2008 18:21
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO

 

Don Vito:

 

colírio para os olhos é pleonasmo quando usado da forma que vs. usou embora existam colírios, como a autora, que são para os olhos mas não constitui pleonasmo, mas singular obra da natureza.....

 

silvio.

----- Original Message -----

Sent: Thursday, August 14, 2008 1:54 PM

Subject: Re: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO

 

Meninos, calma, não sou tão linda quandto meu livrinho, risos...

Como nem tudo é perfeito, tô gorducha, :P

Bjocas e mto obrigada pela levantada geral de ego, tenho precisado muito, vcs são fofos!

Cris

 

Em 14/08/08, J.Victor <j.victor.neto@uol.com.br> escreveu:

Rapaz, então diz aí onde podemos ver a Cris também. É muito bom um colírio para os olhos. Principalmente, um inteligente.

Também quero!

 

Sds,

Victor.

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de murilo filo
Enviada em: quarta-feira, 13 de agosto de 2008 22:42
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: RE: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO

 

Cris, alô!
Seguim: vc tem todo o direito de ficar metida com o seu livro.
Se pintar por aquí, vou acabar comprando.
Estou curioso.
Não é fácil escrever um livro... NÃO MESMO!
Parabens! Boa sorte!
( vc é bem gatoza, também... eu ví...:)
Beijo & braço!
Muliro  SP 13/agt



To: espacoempresarial@yahoogrupos.com.br; umtoquedemotivacao@umtoquedemotivacao.com; pesquisas-de-quimica@googlegroups.com; Professores_de_Quimica@googlegroups.com; ensquimica@googlegroups.com; ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: crispassinato3@gmail.com
Date: Tue, 12 Aug 2008 20:47:18 -0300
Subject: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO

O Profº Edvan foi o comprador nº 01 (e à distância) do meu lindo livro: Ebulições.

 

Mais informações sobre o livro?

 

 

--
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Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
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gtalk/msn/meebo: crispassinato3@gmail.com
skype: crispassinato




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Apresentação (Espaço Empresarial):
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SUBJECT: Lablogatórios – Dispersando ciências
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 14/08/2008 22:04

Lablogatórios – Dispersando ciências

lablogatorios321hj

Dezenas de blogs sobre ciência… agrupados em um só site? Em português, no Brasil? Pois isso acaba de se tornar realidade com o lançamento, ainda em fase de testes, do portal Lablogatórios! Mas…

Lablogatórios é mais do que um condomínio de blogs de Ciências. É o fruto dos sonhos e aspirações de dois cientistas aprendizes.

Acreditamos que os blogs são a ferramenta ideal para se divulgar Ciências tanto para iniciados quanto para não iniciados. Que são capazes de transpor a barreira que separa grande parte da sociedade do conhecimento científico.

Desejamos que a Ciência se espalhe fácil e distante, assim como os frutos de um dente-de-leão, nosso símbolo, que se dispersam com o vento. Ciência boa se dispersa assim: de modo divertido e eficiente.

Buscamos espalhar Ciências pelos múltiplos cantos da Internet, mesmo que tenhamos que concentrar a maioria dos blogs de Ciências brasileiros em um só local. Quem sabe um dia teremos a honra de incluir blogs de Ciências de outros países que falam a língua portuguesa.

Sonhamos em criar o ambiente que vai propiciar a troca de idéias e favorecer a geração de conteúdo relevante e de qualidade, demonstrando assim a capacidade dos blogs como mídia no Brasil.

O Lablogatórios é um local de adoração da Ciência. Bem-vindos ao nosso sonho. Que a nossa paixão te contagie e que a Ciência se disperse tão levemente quanto um fruto de dente-de-leão.

Visite e confira os 15 blogs que já fazem parte do projeto, e junte-se a nós!


SUBJECT: Re: [ciencialist] Fw: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...
FROM: "Silvio" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/08/2008 22:35

Luiz:
 
Creio que a solução são as provas serem feitas unicamente em um lugar: e a correção  não imagino como poderá ser feita pois não se modificará nossa escrita antes de 5 a 10 anos: tanto que até hoje ocorrem uma enxurrada de êrros em razão da modificação de 1940.....
 
E mais: e a leitura? aprednde-se lendo--- e os clássicos......
 
sds.,
silvio.
----- Original Message -----
Sent: Thursday, August 14, 2008 3:28 PM
Subject: Re: [ciencialist] Fw: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...

Ficou complexo na minha opnião. Como ficam as redações de concursos e vestibulares? É dado um tempo para a adaptação ás novas modificações?
 
~Carpe Diem~
 
Luís Jr.

 
On 8/14/08, Silvio <scordeiroes@superig.com.br> wrote:

Junior:
 
As modificações são tão surrealistas que será uma delícia escrever: a dcorreção será apenas para alguns iniciados que vão gastar tanto fosfato para assimilar as correções que vão perder o ofício de escrever.....
 
 
silvio.
----- Original Message -----
Sent: Wednesday, August 13, 2008 11:44 PM
Subject: Re: [ciencialist] Fw: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...

 

Mais que desgraça!!!!! Falei certinho? Autorretrato... para (verbo parar) vai!
 
~Carpe Diem~
 
 
Luís Jr.

 
On 8/13/08, Silvio <scordeiroes@superig.com.br> wrote:

 
----- Original Message -----
Sent: Wednesday, August 13, 2008 1:39 AM
Subject: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...

 
 
 NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...
 
 

 
 

 




                                               NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO
 
 

 
 

Novo Acordo Ortográfico DA Língua Portuguesa

Por: Marília Mendes

Alfabeto

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

O alfabeto é agora formado por 26 letras

O 'k', 'w' e 'y' não eram consideradas letras do nosso alfabeto.

Essas letras serão usadas em siglas, símbolos, nomes próprios, palavras estrangeiras e seus derivados. Exemplos: km, watt, Byron, byroniano

 

 

 

Trema

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Não existe mais o trema em língua portuguesa. Apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano

agüentar, conseqüência, cinqüenta, qüinqüênio, frqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente, argüição, delinqüir, pingüim, tranqüilo, lingüiça

aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio, frequência, frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir, pinguim, tranquilo, linguiça.

 

 

 

Acentuação

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Ditongos abertos (ei, OI) não são mais acentuados em palavras paroxítonas

assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico, paranóico

assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico

Obs: nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis.

Obs2: o acento no ditongo aberto 'eu' continua: chapéu, véu, céu, ilhéu.

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

O hiato 'oo' não é mais acentuado

enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abençôo, povôo

enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abençoo, povoo

O hiato 'ee' não é mais acentuado

crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, revêem

creem, deem, leem, veem, descreem, releem, reveem

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Não existe mais o acento diferencial em palavras homógrafas

pára (verbo), péla (substantivo e verbo), pêlo (substantivo), pêra (substantivo), péra (substantivo),            pólo (substantivo)

para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo (substantivo), pera (substantivo), pera (substantivo), polo (substantivo)

Obs: o acento diferencial ainda permanece no verbo 'poder' (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo - 'pôde') e no verbo 'pôr' para diferenciar DA preposição 'por'

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Não se acentua mais a letra 'u' nas formas verbais rizotônicas, quando precedido de 'g' ou 'q' e antes de 'e' ou 'I (gue, que, GUI, qui)

argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe, enxagúemos, obliqúe

argui, apazigue,averigue, enxague, ensaguemos, oblique

Não se acentua mais 'I e 'u' tônicos em paroxítonas quando precedidos de ditongo

baiúca, boiúna, cheiínho, saiínha, feiúra, feiúme

baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha, feiura, feiume

 

 

 

Hífen

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por 'r' ou 's', sendo que essas devem ser dobradas

ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidae, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole, extra-seco, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, semi-sintético, supra-renal, supra-sensível

antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentação, contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom, infrarrenal, ultrarromântico, ultrassonografia, suprarrenal, suprassensível

Obs: em prefixos terminados por 'r', permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-realista, super-resistente etc.

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal

auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático, semi-embriagado, semi-obscuridade, supra-ocular, ultra-elevado

autoafirmação, autoajuda, autoaprendizabem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiautomático, semiárido, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado.

Obs: esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano, socioeconômico etc.

Obs2: esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por 'h': anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo etc.

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Agora utiliza-se hífen quando a palavra é formada por um prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal.

antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus, microorgânico

anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus, micro-orgânico

obs: esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo termina com vogal + palavra inicia com vogal diferente = não tem hífen; prefixo termina com vogal + palavra inicia com mesma vogal = com hífen

obs2: uma exceção é o prefixo 'co'. Mesmo se a outra palavra inicia-se com a vogal 'o', NÃO utliza-se hífen.

 

 

 

 

 

 

Nova Regra

Regra Antiga

Como Será

Não usamos mais hífen em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção de composição

manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama, pára-brisa, pára-choque, pára-vento

mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, parabrisa, pára-choque, paravento

Obs: o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constiui unidade sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.

 

 

 

Observações Gerais

O uso do hífen permanece

Exemplos

Em palavras formadas por prefixos 'ex', 'vice', 'soto'

ex-marido, vice-presidente, soto-mestre

Em palavras formadas por prefixos 'circum' e 'pan' + palavras iniciadas em vogal, M ou N

pan-americano, circum-navegação

Em palavras formadas com prefixos 'pré', 'pró' e 'pós' + palavras que tem significado próprio

pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação

Em palavras formadas pelas palavras 'além', 'aquém', 'recém', 'sem'

além-mar, além-fronteiras, aquém-oceano, recém-nascidos, recém-casados, sem-número, sem-teto

 

 

 

Não existe mais hífen

Exemplos

Exceções

Em locuções de qualquer tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais)

cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar, cartão de visita, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de etc.

água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao-deus-dará, à queima-roupa

 
 
 




SUBJECT: Re: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física
FROM: Dídimo Matos <didimo.george@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 15/08/2008 00:51

Tudo bem, grato pela informação, mas relembro que em contextos gerais relativista é o sujeito que a acredita na relatividade da verdade.
 
Abraço,
Dídimo Matos
http://didimomatos.zip.net/
_______________________
...só mesmo a obscuridade pode
servir de proteção para o que é
absurdo.

Sent: Thursday, August 14, 2008 4:45 PM
Subject: Re: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

Caro Dídimo,
 
O termo "relativista" é aplicado corriqueiramente, sem segundas intenções, aos físicos que estudam a teoria da relatividade. Mas é claro que isso se dá no contexto particular da física.
 
[ ]s
 
 
 
----- Original Message -----
Sent: Thursday, August 14, 2008 12:19 AM
Subject: Re: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

Caro Victor,
 
Acho que sua crítica é absurda. Ninguém chama Einstein de relativista, nem os relativistas acreditam que Einstein era um deles. Acho que você tá muito afetado, relaxa homem. Quando falamos em relativistas falamos de pessoas que acreditam que tudo é relativo e que usam a relatividade como os charlatães usam a física quântica ao justificar seus misticismos.
 
Abraço,
Dídimo Matos
http://didimomatos.zip.net/
_______________________
...só mesmo a obscuridade pode
servir de proteção para o que é
absurdo.

From: J.Victor
Sent: Wednesday, August 13, 2008 2:06 PM
Subject: RES: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

Caro Álvaro,

Álvaro: Imagino que por "relativistas" o autor quis dizer outra coisa, algo como as pessoas que acreditam que tudo é relativo, no sentido que todas as proposições são válidas de algum ponto de vista.

Victor: Pois é, Álvaro. Mas o autor do e-mail generaliza e, da maneira como pôs a questão, relativistas, astrólogos, seguidores de Capra em suas posturas místicas, tarólogos, são tudo farinha do mesmo saco, em termos, segundo penso, de idéias, excluídas aqui quaisquer conotações que se refiram às pessoas. Refiro-me a idéias, somente.   Das duas uma, ou o Sottomaior não tem o menor conhecimento do que é a Teoria da Relatividade, ou é leviano em suas afirmações, e quer enganar os seus leitores, na mesma medida em que o faz os místicos que se apoderam das idéias quânticas, dando-lhes conotações indevidas, mas que  julgam apropriadas no apoio aos seus intentos.  

Sei que, parece, o autor cuida desse negócio de um tal de Ceticismo Aberto, assunto tratado num site em relação ao qual não vejo sentido ou utilidade alguma. Uma perda de tempo.

Talvez ele não saiba a diferença entre o que significa relatividade(ou relativista) e o que significa relativismo.  Do contrário não diria semelhantes tolices.  

Parece-me evidente que continuam imperando as dificuldades geradas pelo nome Relatividade, que é indevido e não  faz juz ao que a Teoria faz. Mas é obrigação de quem se mete a fazer críticas,  procurar esgotar os assuntos sobre os quais pretende tratar,  para minimizar informações errôneas, que possam ser classificadas de levianas.

Que só são  prejudiciais aos estudantes e outros interessados em aprender as coisas como as coisas são.  

A relatividade é, antes de mais nada,uma teoria de absolutos! Isso mesmo!

Não há na teoria da relatividade, nada, absolutamente nada, que represente algum indício de subjetivismo, de qualquer espécie.

É uma teoria que tem se verificado verdadeira no dia a dia, resistindo, sem esforços, a todos os testes que são feitos, objetivando infirmá-la.

É só buscar na literatura existente, que é muito, muito vasta, o que se tem feito com ela, o que se pode fazer e o que não se pode fazer com ela.  Ou então calar. É mais “lucroso” assim...

Se pensam que a teoria da relatividade é mais do que isto:   

somente  uma teoria física do espaço e do tempo, que descreve a relação geométrica entre esse mesmo espaço e esse mesmo tempo,  continuam  muitíssimo enganadosPois é só isto que ela é. Nada tem de esotérico, de espitirual, nada tem de eu penso e eu acho. Ou sabe ou não sabe.  Nem mais que menos que isso!  E toda a realidade que descreve é o que pode ser medida  com réguas e relógios, nos referenciais sede desses relógios e réguas, e em nenhum outro mais. O que vem associado é um formalismo matemático, poderoso, que consegue exprimir esse relacionamento entre espaço e tempo de uma maneira muito competente, permitindo extrair todas as conseqüências que arrepiam esses que não conseguem, 100 anos depois,  entender, sequer,  as essencialidades  dos dois postulados básicos e do Princípio da Equivalência, como é para ser mesmo.

Uma vez, você, Álvaro, disse aqui, a respeito de umas pequenas querelas sobre o entendimento da relatividade a partir das obras traduzidas do inglês, acho que foi por aí. Você então disparou, mais ou menos assim: “ ...o problema do entendimento da relatividade não está nas traduções...!”.   E não está mesmo!. E eu sei o que você quis, sagazmente, quis significar.  O problema da relatividade(ou teoria dos absolutos) está na compreensão de seus dois postulados básicos e do Princípio da Equivalência(que faz a transição entre a TRE  e a TRG).  O resto é uma parte técnica, que qualquer um com propensões à matemática pode aprender, sem medo de ser feliz. Está Certo, está certo, e mais umas hipotesinhas sobre homogeneidade e isotropia, associadas ao espaço e ao tempo.

Para encerrar,  entendo que confundir  relatividade(no sentido da Teoria de Einstein, que não diz que tudo é relativo...), com relativismo, no sentido do subjetivismo, como advogam alguns filósofos da ciência(ou não),  e outros interessados em escafeder a teoria, verdadeiramente, pode conduzir a desvios do tipo. ( Nada contra filósofos, aviso).   Mas sonhar às vezes ajuda a tocar o barco prá frente, que atrás vem gente.

Sds,

Victor.

  

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Alvaro Augusto (L)
Enviada em: quarta-feira, 13 de agosto de 2008 00:07
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

Cabe lembrar que os relativistas modernos, descendentes intelectuais de Hawkings, Penrose e Thorn, encontram-se justamente entre os maiores apoiadores da mecânica quântica, pois o grande sonho deles é unir ambas as teorias.

Imagino que por "relativistas" o autor quis dizer outra coisa, algo como as pessoas que acreditam que tudo é relativo, no sentido que todas as proposições são válidas de algum ponto de vista. Quanto ao "Tao da Física", tenho-o desde 1984 e nunca consegui passar da metade. Mas, se serve de consolo, há coisa muito pior por aí. Leiam, por exemplo, " A dança dos mestres Wu Li". É de rachar os cornos!

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----- Original Message -----

From: J.Victor

Sent: Tuesday, August 12, 2008 7:23 PM

Subject: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

Sottomaior,

 Você disse: “Não é à toa que, entre as fileiras de seus adeptos, encontram-se relativistas,
detratores da ciência (em favor de uma "nova ciência" que inexiste),
solipsistas e pós-modernos.”

Victor:  Quer justificar a razão pela qual está incluindo relavistas nesse rol de detratores da ciência?

              A que tipo de “relativista”, enfim,  você se refere?

Sds,

Victor.





De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Daniel Sottomaior
Enviada em: sábado, 9 de agosto de 2008 14:21
Para: cienciacidadania@yahoogroups.com; ciencialist@yahoogrupos.com.br; secularismo@yahoogroups.com
Assunto: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

--- Em strbrasil@yahoogrupos.com.br, "Daniel Sottomaior" <cetico@...>
escreveu

os devaneios de

O TAO DA FÍSICA

e do misticismo oriental

Tive, há cinco horas, uma experiência arrebatadora. Estava sentado no
banco da praça, vendo pessoas dançarem na boate em frente, quando de
súbito dei conta de algo. Sendo um leitor de física, eu sabia que um
elétron encurralado em uma caixa se moveria cada vez mais
freneticamente, conforme as paredes se fechassem sobre ele. Mas eu só
tinha sentido isso através do livro de Brian Greene. Sentado na praça,
vi as pessoas se comprimirem mais e mais, conforme chegavam outras e,
a animação subindo, dançarem cada vez mais freneticamente. 'Vi' os
elétrons de seus corpos participando nesta dança cósmica e frenética,
e nesse momento eu soube: era o Funk das Cachorras a embalar o
comportamento dos elétrons do Universo!

Você achou isto ridículo?

Se você pensava que a ciência ocidental não tinha nada a ver com o
misticismo oriental, então precisa ler O Tao da Física: verá que é
isso mesmo. Fritjof Capra inicia seu O Tao da Física comparando o
movimento dos átomos com a Dança de Shiva, o Senhor dos Dançarinos
adorado pelos hindus. É claro que Shiva não existe, que átomos não
dançam e que "som" é algo que só existe no cérebro de alguns seres
vivos. Fritjof Capra está, você pode pensar, apenas fazendo uma
analogia inofensiva.

Infelizmente, no afã de comparar a física quântica com o misticismo
oriental, ele chega a afirmar que "de acordo com a teoria de campo,
cada partícula, de fato, 'canta, perpetuamente, a sua canção'" [esta
ênfase é minha; todas nesta matéria também serão]. Então, parece que a
comparação é séria. Mas ele admitirá, em seguida, que é tudo metáfora.
E é assim que ele faz por todo o livro: afirma não querendo afirmar,
desdiz, reinterpreta, diz o oposto.

A intenção, parece, é fazer afirmações bombásticas e, depois, de
mansinho, torná-las "metafóricas" e poder negar o sentido literal que
pareciam ter quando foram afirmadas. Isto, por si, já torna o livro
bastante ruim, pois é fazer questão de confundir. Não é à toa que,
entre as fileiras de seus adeptos, encontram-se relativistas,
detratores da ciência (em favor de uma "nova ciência" que inexiste),
solipsistas e pós-modernos.

O Tao da Física, lançado em 1975, defende a tese surpreendente de que
as antigas tradições místicas do Oriente guardam "profundas
semelhanças" com a física moderna. No caminho, fomenta uma série de
confusões e mal entendidos, comete abusos epistemológicos e faz
afirmações tolas sobre a sociedade - levadas ao extremo em O Ponto de
Mutação, livro seguinte de Capra.

Para ser justo, não é um livro tão ruim quanto se pensa. No seu
melhor, faz explanações interessantes sobre aspectos experimentais e
teóricos da física, como o processo de observação de partículas e o
significado das dimensões adicionais. Embora sempre com um viés na
direção do oriente, há passagens verdadeiramente empolgantes e
esclarecedoras sobre física, mesmo para quem já leu Stephen Hawking ou
Brian Greene. Sim, é recomendável.

Este, contudo, é o problema. Se fosse um livro inteiramente ridículo,
seria fácil esquecê-lo. Mas as boas passagens acabam servindo como
cavalos de Tróia carregando as passagens ruins, dando um ar de
legitimidade a idéias que não fazem sentido. Para os amantes da
ciência, é fogo amigo. Para os detratores, é um sonho: um físico
conceituado defendendo o relativismo e o misticismo, louvando o
"conhecimento intuitivo" e criticando as leis da lógica!

Ao contrário do que o autor diz, ou parece dizer pra muitos, os fatos
da física moderna não implicam que espaço e tempo sejam ilusões; que
objetos e leis da física sejam criados pela mente; que a objetividade
da ciência é um mito; que o saber científico é relativo; que a
linguagem e a lógica são incapazes de explicar os fatos; que o mundo
não é composto de partes menores; que "mente" e "realidade" são a
mesma coisa. Nada disso é verdade.

Este texto visa identificar e criticar todo o estrago causado por Capra.

A Teoria <<

Pra logo cortar o barato dos pós-modernos, vou começar com aquilo que
está somente no final, no epílogo, de O Tao da Física:

"Estará a ciência moderna, com todo o seu sofisticado equipamento, a
redescobrir, meramente, a antiga sabedoria, conhecida dos sábios
orientais há milênios? Deverão os físicos, portanto, abandonar o
método científico e começar a meditar? Ou poderá existir uma
influência mútua entre a ciência e o misticismo, talvez até uma
síntese? Penso que todas estas perguntas têm de ser negativamente
respondidas."

Ora, senhor Fritjof Capra, por que não disse antes?!

Eu poderia apostar que o livro não teria vendido a metade se esta
clara e eloqüente mostra de lucidez estivesse no prefácio do livro.
Mas vamos à tese maior de Capra: segundo ele existem duas formas de
conhecimento, a racional e a intuitiva. A primeira é limitada,
relativa e aproximativa: típica dos cientistas; a segunda é superior,
absoluta e capta a essência das coisas: típica dos místicos. Este é o
ponto de partida do livro.

Além disso, a intuição é capaz de compreender verdades inacessíveis à
razão. De fato, a razão não apenas é desnecessária à obtenção do
conhecimento verdadeiro: ela atrapalha. Aprendizes budistas são alvo
de questões paradoxais, no intuito de fazê-los abandonar a razão e
mergulhar num estado "intuitivo", livre das "limitações do intelecto"
que, de outro modo, se fariam insistentemente presentes, impedindo o
aluno de alcançar a verdade.

Procedendo mais ou menos assim, as demais tradições orientais teriam
acesso ao verdadeiro conhecimento da realidade. E Capra é tão
entusiasta desta "sabedoria intuitiva" que chega a afirmar que a
humanidade não ficou mais sábia nos últimos 2 mil anos "apesar do
incremento do conhecimento racional". Mas que sabedoria é essa? Ela
existe? "Os místicos orientais insistem repetidamente no fato de a
realidade última não poder ser nunca objeto de raciocínio ou de
conhecimento demonstrável". E que motivos resta então para acreditar,
se o mesmo pode ser dito sobre qualquer disparate?

Fica claro então que, segundo o autor e os próprios místicos, esta
forma de sabedoria é assumidamente irracional, isto é, não pode ser
expressa pela linguagem e não pode ser compreendida pelo intelecto.
Também não pode ser confirmada de maneira alguma, a não ser de forma
pessoal e introspectiva.

E isto, é óbvio, deveria ser razão suficiente para não se acreditar nela.

Afinal, os católicos prometem que, embora não possam provar, seguir os
ensinamentos de Cristo é o caminho certo rumo ao paraíso (e que,
aliás, perder tempo com crendices orientais é paganismo e blasfêmia).
Sem evidências de um lado e de outro, como escolher? Aliás, por que
escolher? E é claro que não há somente estas duas opções, mas dezenas.

Mas, tudo bem, vamos analisar o que este "conhecimento intuitivo" nos
revela. Apesar de ele ser incomunicável, as tradições orientais bem
que tentaram comunicá-lo. O resultado, segundo eles mesmos, é
fragmentário e limitado. Mas é este resultado que o autor usará para
fazer as comparações com a física.

A Sabedoria Oriental <<

Na verdade, como veremos, são diversas "sabedorias" orientais, mas
Capra encontra (ou seria procura?) uns poucos princípios supostamente
comuns a todas. Basicamente, as grandes descobertas da mística
oriental, inexplicáveis em termos racionais limitados, são estas:

- Não existem entidades isoladas, tudo é parte integrante do todo.

- A realidade não é mecanicista, mas orgânica.

- A realidade não é estática, mas essencialmente dinâmica.

- O Universo inclui sempre o observador de um modo essencial.

Parece que o alegado problema de tais verdades não serem traduzíveis
em termos inteligíveis é mesmo sério. Capra nós: você entendeu algo?
Pense rápido: um tijolo é uma entidade isolada, ou é uma parte
integrante do muro? Se você foi levado a responder um dos dois, errou.
A resposta é ambos. A pergunta insinuou uma falsa dicotomia. E a
sensação é de que os dois princípios seguintes também insinuam falsas
dicotomias (do observador, falaremos depois).

Não procure esclarecimentos em O Tao da Física. Nem por um momento
Capra tenta explicar estas afirmações. Só as repete, vezes sem conta,
após uma ou outra explanação sobre física. E o que ele poderia dizer?
A maioria dos epistemólogos está de acordo sobre o que é conhecimento:
crença verdadeira e justificada. Isto é, você só tem conhecimento
sobre X quando:

a) você acredita em X

b) X é verdade

c) você possui justificativa racional para acreditar em X

Então, é difícil ver como "verdades" confusas, inexplicáveis em termos
racionais, podem constituir conhecimento em algum sentido. Podemos até
supor que os orientais acreditam de verdade em... "seja lá o que for"
(eles não conseguem explicar, afinal); mas não há porque supor que
aquilo que eles obtêm através de meditação e introspecção seja
verdadeiro. Mesmo que seja, não há nenhuma justificativa racional para
acreditar - e isto até eles assumem.

Isto mostra que a "sabedoria oriental" é na verdade irracional, vaga,
ambígua e propositalmente paradoxal. No mais das vezes, não quer dizer
nada. Capra protesta: "o misticismo (...) tem sido tradicionalmente
associado, de maneira errada, com coisas vagas, misteriosas,
acientíficas". Eu diria que de maneira acertada. Não há absolutamente
nada no livro que faça pensar o contrário. Edificâncias como "Quando
um monge perguntou a Tozan, que estava a pesar linhaça, `o que é
Buda?', Tozan respondeu, `esta linhaça pesa um quilo e meio'" só
pioram as coisas.

Tome como exemplo a sabedoria do Tao, que dá nome ao livro. Tao
significa "o caminho" e, na palavras de Huai Nan Tzu, proferidas antes
de Cristo, "aquele que se conforma com o percurso do Tao, adotando os
processos naturais do céu e da terra, acha fácil lidar com todo o
mundo". Que processos são esses? Movimento e mudança incessantes, de
natureza cíclica. Em suma, aquela história do "eterno ciclo de
opostos" captada pelo conhecido T'ai-chi T'u:

"O yang, tendo atingido o seu clímax, retrocede em favor do yin: o
yin, tendo atingido o seu clímax, retrocede em favor do yang".

Eu juro que não entendo o que isto tem de "sabedoria". Vejamos.

Iluminado, ele contemplava a sabedoria milenar do Tao, o Yin-Yang:

Ó, eterna transformação de tudo em seu oposto!

Quão bela, quão simples, quão sábia!

O dia vira noite, e esta volta ao dia! \o/

A calmaria dá lugar à tempestade, e esta retorna à calmaria! \o/

O saudável adoece, e o doente se torna são! – bem, às vezes. =D

A primavera se torna verão e este se torna primav... quer dizer, se
torna outono, depois inverno e, agora sim, volta a ser primavera! =)

O jovem se torna velho, e o velho... ops, o velho morre. Mas, se tudo
correu bem, ele deu origem a outro jovem no caminho! =|

A Terra gira pra esquerda e... jamais gira pra direita. Nunca. =(

Tudo o que sobe desce, e tudo o que desce... err... fica no chão, de
uma vez por todas. ='(

Que fazer? O Yin-Yang não é uma lei do Universo como a gravidade, nem
de forma vaga e aproximada: poucas coisas retornam ao seu oposto,
muito menos de forma cíclica e regular. Aliás, a maioria das coisas
sequer têm oposto. Qual o oposto de cinza? Se o oposto da água é o
fogo (?!), qual o oposto do gelo? Se o oposto do líquido é o sólido, o
que dizer do gasoso? Qual o oposto de banana, dedo, tato, número, parede?

E os adeptos são ensinados não apenas a esperar que os opostos se
sucedam ciclicamente. Eles precisam fazer a manutenção do ciclo
(imagine se nós precisássemos "ajudar" a gravidade!): "No Oriente uma
pessoa virtuosa não é aquela que empreende a tarefa impossível de
lutar pelo bem e eliminar o mal, mas a que é capaz de manter um
equilíbrio dinâmico entre bem e mal". Ou seja: se as coisas estiverem
boas "demais", você deve... ! Além disso:

"Buda ensinava que 'todas as coisas compostas são transitórias, que
todo o sofrimento do mundo surge do nosso apego a formas fixas —
objetos, pessoas ou idéias — ao invés de aceitar o universo, em
movimentos e mudança'". Outra vez, quanto sofrimento foi causado pela
idéia de que a gravidade é fixa e imutável? Acho que nenhum.

Entre outras pérolas de "sabedoria" encontradas no livro, temos:

"Alegria, verdadeiramente, é o mesmo que Vazio.
Vazio, verdadeiramente, é o mesmo que alegria" – Upanishad

"Quando se compreende que no mundo a beleza é bela, então o feio
existe; quando se compreende que ser bom é bom, então existe o mal"

- Lao Tzu

"Onisciência não é nem o existente, nem o não existente, nem aquilo
que é simultaneamente existente e não existente, nem aquilo que não é
simultaneamente existente e não existente" - Ashvagosha

A suposta sabedoria Oriental parece, assim, vazia e fútil. Mas, mesmo
que ela não seja, não quer dizer que tenha quaisquer tipos de relações
com a física moderna - sobretudo porque, em geral, a sabedoria
oriental é tida como ética (pelo menos, é o que dizem seus adeptos
quando pressionados com argumentos como os vistos acima), e a
sabedoria científica é empírica, factual. Os sábios orientais se
preocupam com aquilo que deve ser; os físicos com aquilo que é.

Mas a suposta semelhança entre ambos é nosso tema daqui pra frente.

Os Pontos de Comparação <<

Fritjof Capra é um gênio. Ele conseguiu ser levado a sério ao comparar
trechos selecionados do hinduísmo, budismo, taoísmo, zen e, acredite,
até do "pensamento chinês" (poderia haver "vertente" mais ampla?), com
escritos sobre a física moderna, tendo aí diversas áreas,
especialidades e interpretações para escolher à vontade. E boa parte
do resultado consiste apenas em citações de textos orientais onde é
possível ver paralelos com a física moderna.

Só que as citações mais impressionantes são de fontes recentes, de
escritores que já conheciam as teorias modernas quando escreveram. Com
tanta liberdade, impressiona que não tenha feito algo muito melhor.
Nos moldes amplos de O Tao da Física, daria pra escrever um O Iglu da
Economia (aliás, veja isto), ou um A Pomba-Gira da Química, sem problemas.

Quando ele diz "que tipo de afirmações vamos comparar? Que vamos
selecionar dos dados experimentais, equações e teorias, de um lado, e
das escrituras religiosas, mitos antigos ou tratados filosóficos, de
outro?", a resposta honesta deveria ser: "qualquer coisa que cole".
Sem dúvida, não é outro o "critério' utilizado por ele. Mas começarei
com a promessa do livro:

"Veremos como a teoria quântica e a teoria da relatividade obrigam a
perspectivar o mundo muito à maneira de um hindu, budista ou taoísta".
As duas teorias mostram, segundo Capra, que a realidade é "um todo
integrado". Um todo integrado? Mas elas são incompatíveis entre si!
Ele não toca no assunto. E começa sua comparação entre física e
misticismo nos métodos de ambas:

Os Métodos <<

"Os cientistas e os místicos desenvolveram métodos altamente
sofisticados de observação da natureza, inacessíveis às pessoas
comuns. Uma página de um periódico de física moderna será tão
misteriosa para o não iniciado como uma mandala tibetana. São ambos
registros de indagações da natureza do universo."

"Quem pretende repetir uma experiência em física subatômica moderna
tem de se submeter a muitos anos de aprendizagem (...) Uma profunda
experiência mística requer, muitas vezes, similarmente, muitos anos de
aprendizagem junto de um mestre experimentado (...) A experiência
mística não é, portanto, mais singular que uma experiência em física
moderna."

A retórica merece aplausos. Mas, no que de fato importa, a diferença é
brutal: os métodos da física fazem previsões, comprovadamente
eficazes, e estas são acessíveis aos não iniciados. Fosse diferente,
ninguém se sujeitaria a estudar física por anos - a não ser, talvez,
pessoas sufocadas por uma cultura que inibe a razão. Os "métodos" da
mandala, é claro, não fazem nada parecido.

E embora os métodos orientais consistam sempre em alguma forma de
meditação introspectiva, Capra insiste que eles são "observações" e,
daí, salta a conclusão de que tanto a física quanto o misticismo se
baseiam em observação empírica! Mas não é possível conceber uma busca
menos empírica do que a oriental, que se trata de fechar os olhos e
ignorar todos os demais sentidos - "a apreensão mística da realidade é
essencialmente não sensorial".

Por outro lado, a ciência faz questão de ampliar os sentidos, com seus
instrumentos. E você ainda poderia pensar que a "observação mística",
sendo introspectiva, é uma análise da própria consciência, uma busca
totalmente subjetiva. Mas a pretensão de objetividade deles é a maior
possível: ao meditar, dizem "abarcar todo o Universo". Se isto saísse
da boca de um cientista, seria com razão tido como pretensão ridícula.
Capra está, portanto, transformando diferenças radicais em uma
semelhança vaga e forçada.

Inter-relação e Unidade <<

Mas a alegada semelhança fundamental entre física e misticismo é "a
unidade e inter-relação de todos os fenômenos e a natureza
intrinsecamente dinâmica do Universo". Aí precisamos falar da física
newtoniana. Por que, para o autor, a física de Newton trata os objetos
como isolados, e a física quântica (bem como o misticismo) trata os
objetos como inter-relacionados.

É preciso, antes, dizer algo importante. Ao criticar o "modelo
ocidental" da ciência, Capra ataca dois erros do racionalismo que os
próprios racionalistas rejeitaram profundamente: a idéia pitagórica e
platônica de que a matemática "seja" a realidade; e o dualismo de
Descartes, que separou a mente da matéria - ambos criticados por Carl
Sagan na série Cosmos. Capra chuta cachorro morto e faz uma imagem
errada, e mais fácil de atacar, da ciência ocidental.

Dito isto, vamos ao odiado Newton e a "visão de mundo mecanicista da
ciência cartesiana-newtoniana" (expressão usada em O Ponto de
Mutação). O que significa dizer que, para Newton, os objetos estão
isolados e, para a física moderna, eles estão inter-relacionados? Bem,
o que Capra quer dizer (e não diz!) é que as partículas de Newton são
qualitativamente diferentes do espaço que as cerca, e as partículas
quânticas são qualitativamente iguais ao espaço que as cerca, por que
este espaço está tomado por energia e as partículas não passam de uma
forma de energia. Isto é fascinante, mas e daí?

Os orientais falam vagamente em "inter-relação de todas as coisas",
mas todas as partículas newtonianas eram inter-relacionadas (pela
força da gravidade) e relacionadas com o espaço (porque imersas nele).
A inter-relação das partículas quânticas é apenas de outro tipo.

E sobre tudo ser "parte integrante do todo"? Se está dentro do
Universo, faz parte dele; e ele é o todo. É uma tautologia! Não havia
(e nem poderia haver) nada na física de Newton que deixasse de ser
"parte integrante do todo".

O importante é que os orientais nunca falaram em partículas, muito
menos especificaram o tipo de "inter-relação" ou "unidade" de que
estavam falando. Se eles descobrissem que a sua majestosa
"inter-relação de todas as coisas" está restrita a partículas
invisíveis, dariam um belo bocejo.

Intrinsecamente Dinâmico <<

Pulei, há pouco, a questão da "natureza intrinsecamente dinâmica". De
fato, a interpretação prevalecente da física quântica é muito clara:
partículas não têm posição e velocidades definidas num dado momento. É
como se não existisse "a partícula que se move", mas apenas "o
movimento da partícula". Se isto é verdade, não poderia haver
concretização mais perfeita da expressão "intrinsecamente dinâmica".
Acontece que esta expressão é de Capra, e não de algum texto oriental.
O melhor que o autor consegue é O Livro das Mudanças, e suas idéias
místicas sobre Yin-Yang e eterna mudança já abordadas aqui.

Mas os movimentos do Yin-Yang são movimentos no sentido clássico e
trivial. Por exemplo, fala-se em "mudança incessante", mas até na
visão de Newton as partículas sofriam mudanças incessantes de posição,
pois se moviam. E nunca é demais lembrar que nenhum oriental está
pensando em partículas, e tampouco em objetos maiores, "sem posição
definida".

E, no entanto, há outras interpretações da física quântica segundo as
quais as partículas possuem posições e velocidades definidas, embora
nós não possamos conhecê-las. Estas versões, contudo, implicam num
estranho efeito de "não-localidade", que Capra também usará para
afirmar que "tudo afeta tudo" - mas ele não diz que se o efeito de
não-localidade for real, a idéia de "dinamismo intrínseco" não será.
Não se pode ter tudo, mas ele finge que pode.

Abraçando o Paradoxo <<

Imperdoável é a sugestão de que tanto a física quântica quanto a fé
oriental são capazes de "alcançar" a compreensão de paradoxos.
Obviamente, a dualidade partícula-onda é, para Capra, uma verdadeira
farra! Ele celebra que, depois disto, a ciência "não podia mais
confiar completamente na lógica", e dá vivas ao paradoxo. É onde ele
quer chegar: o conhecimento intuitivo seria superior à razão
justamente porque esta última (tão limitada!) não seria capaz de
compreender coisas paradoxais - como um círculo quadrado, por exemplo.

Eu não deveria precisar dizer que "compreender um círculo quadrado" é,
longe de um conhecimento superior, loucura. Mas, em O Tao da Física,
você aprende que a física quântica está justamente falando em círculos
quadrados ("suas afirmações são paradoxais e cheias de contradições
lógicas") - e, é claro, se aproximando da filosofia oriental por isso.

Mas a partícula-onda é como um círculo quadrado?

O próprio autor, depois de muito enrolar o leitor, recua: "a
introdução do conceito de ondas de probabilidade resolve, de certa
forma, o paradoxo de as partículas serem ondas ao introduzir a questão
num novo contexto".

Vou frisar isto citando Brian Greene: "a natureza faz coisas
estranhas. Ela vive perigosamente, mas toma o cuidado de esquivar-se
do golpe fatal do paradoxo lógico". A natureza não contém paradoxos
lógicos, porque paradoxos lógicos não podem existir. Não se compreende
ainda o que significa a matéria obedecer a equações para partículas em
certos experimentos, e equações para ondas em outros, mas sem dúvida
não é um paradoxo real o que acontece.

De qualquer modo, se a questão é visualizar um objeto que seja onda e
partícula ao mesmo tempo, o maior dos mestres orientais não se sairá
nem um pouco melhor do que o ocidental médio neste exercício de
tortura mental - mas o autor garante que "estes paradoxos são
característicos do misticismo".

Unificação de Opostos <<

Ele fala sério quando diz:

"Exemplos de unificação dos opostos podem ser encontrados ao nível
subatômico, onde as partículas são ao mesmo tempo destrutíveis e
indestrutíveis; a matéria é simultaneamente contínua e descontínua,
energia e matéria são dois aspectos de um mesmo fenômeno".

Note que "matéria" e "energia" viraram opostos nesta passagem. Vamos
aos casos plausíveis: as partículas são destrutíveis e indestrutíveis?
Bem, são destrutíveis, porque podem se desfazer em energia pura. E são
"indestrutíveis" no sentido vago de que não podem se dividir em
partículas menores - apenas em energia pura. Isto não é ser realmente
indestrutível. Esqueça.

A matéria é contínua e descontínua? Vejamos: segundo Capra, "matéria"
é apenas um ponto com alta concentração de energia, isto é, uma forma
de energia. E, sabemos, nenhum lugar é realmente vazio: tudo está
permeado por energia. Se nada separa a energia em "partes", ela é
contínua. E como energia e matéria são "a mesma coisa" (insinua
Capra), a matéria é contínua.

Mas, foi dito, "matéria" é apenas "muita energia num mesmo ponto". E
estes pontos estão espacialmente separados entre si. Na grande maioria
dos pontos do espaço não há energia suficiente para se "condensar" em
partículas; mas em alguns poucos pontos, uns distantes dos outros, a
energia é tão concentrada que adquire propriedades materiais, formando
o que denominamos "partículas". E, neste caso, dizemos que a matéria é
descontínua.

O jogo de palavras já deve estar claro, mas é bom esmiuçar. Pense num
oceano cheio de icebergs à deriva: o gelo é "contínuo" ou
"descontínuo"? Se você forçar a barra e disser que "gelo e água são a
mesma coisa", então até pode dizer que o gelo é contínuo, pois estará
chamando de "gelo" a parte líquida do oceano; mas se notar que o gelo
é uma manifestação diferente da água, então dirá que o gelo é
descontínuo: os icebergs são blocos de gelo, separados uns dos outros
pela água líquida.

Conclusão: a matéria é descontínua, pelo menos segundo a definição que
vimos acima. Para dizer que ela é contínua, é preciso mudar a
definição do termo, chamando de "matéria" inclusive as baixas
concentrações de energia, que não se condensam em partículas. Isto é o
mesmo que chamar a água de gelo. Ora, se a "matéria" é contínua em um
sentido e descontínua em outro, então não há paradoxo real.

Os pretensos exemplos de unificação paradoxal de opostos são apenas
bobagens do tipo: a Terra tem fim ou não? Na verdade, ela é redonda...
Tem fim, porque tem um tamanho limitado; e não tem fim, porque não se
pode chegar ao "final" dela. Mas os sentidos são diferentes e, neste
caso, este "fim" não é o oposto daquele "sem fim" - e o paradoxo não
existe, portanto.

*****

Pra piorar, a unificação de opostos pretendida pelos orientais não é
paradoxal. Quando eles dizem que os opostos são "dois lados de uma
mesma realidade", não estão violando o princípio da não-contradição,
dizendo que algo é "A" e "não-A" ao mesmo tempo, mas apenas frisando
que há relação e unidade entre os opostos, o que é óbvio.

O frio e o calor, por exemplo, estão relacionados: um é o oposto do
outro. E estão unificados: em uma escala que vai do frio ao calor.
Isto vale para todos os opostos e é a grande "sacada" dos orientais -
pelo menos, há três mil anos pode ser que ainda fosse novidade mesmo.

A verdade é que qualquer menino de seis anos entende isso. Ninguém
trata "bem" e "mal" como "microchip" e "ornitorrinco", isto é, coisas
totalmente separadas. E os orientais exageram, ou erram tudo, quando
sugerem ou dizem que "na verdade" não existem opostos. O que eles
dizem é "vida e morte são aspectos diferentes da mesma realidade".
Diferentes!

Se fosse "vida e morte são aspectos iguais da mesma realidade", então
não existiriam opostos mesmo... Mas isto seria ridículo.

Outras comparações <<

Quando fala da (controversa) teoria da armadilha, Capra sustenta que
ela se alinha com as diversas escolas do misticismo oriental no
seguinte sentido: o Universo é um todo interconectado, e as
propriedades de uma parte são determinadas pelas propriedades de todas
as outras. Mas isto é falso: dois locais que se afastem em velocidade
superior à da luz¹ não podem, em hipótese alguma, causar qualquer
coisa um no outro, estando totalmente isolados.

E a comparação musical retorna: "para os físicos modernos a dança de
Shiva é a mesma da matéria subatômica. Tal como na mitologia hindu, é
uma contínua dança de criação e destruição que envolve todo o cosmos:
a base de toda a existência e de todos os fenômenos naturais". Basta
dizer que não há destruição alguma na versão da física: a matéria não
é destruída, mas se torna energia pura, e esta volta a se tornar
matéria. Tampouco é "dança".

Depois, ele chega a comparar o diagrama de um octeto mesônico, da
física de partículas, com o diagrama dos oito trigramas do I-Ching e,
embora admita que a semelhança gráfica é acidental, salienta que ambos
enfatizam a mudança e a transformação, em vez de a estrutura e a
simetria (mesmo que ambos sejam simétricos!).

E, no entanto, os trigramas chineses implicam mudança e transformação
não de partículas subatômicas, mas de entes macroscópicos, como fica
claro: "[os oito trigramas] estavam associados com muitas imagens
retiradas da natureza e vida social. Representavam, por exemplo, o
céu, a Terra, a trovoada, a água, etc". Mas a física nega que tais
entidades macroscópicas estejam em constante transformação e mudança:
como os efeitos quânticos se anulam, o mundo macroscópico é, para a
física moderna, exatamente o mesmo que para a física newtoniana - ou
seja, "estático" (segundo Capra). Insistir no oposto é dizer que "a
água é seca, porque suas partículas não são líquidas".

Por fim, ele compara o ch'i hinduísta, que é "energia vital" (?)
espalhada pelo cosmos, com o campo quântico moderno, que é o campo das
flutuações de energia, gerando e diluindo partículas incessantemente.
Segundo o autor (e não segundo qualquer fonte antiga) "o ch'i é
concebido como uma forma de matéria tênue e não perceptível,
onipresente em todo o espaço e que se pode condensar em objetos
materiais sólidos".

Mas o ch'i é um "éter" carregador de vida, capaz de causar doenças ou
promover a saúde, tendo, portanto, influências macroscópicas. Ao
contrário, o campo quântico só tem existência na menor das escalas, e
não entra em nosso corpo como um "gás invisível". Quer mais? O campo
existe. O ch'i é lenda.

Relativismo e Anti-Objetividade <<

As comparações da física com o misticismo são indefensáveis. O próprio
misticismo é indefensável. Mas O Tao da Física faz bem pior: ele não
afirma que o misticismo tem base científica; ele afirma que a ciência
tem base mística! E, por conta disto, certas passagens parecem negar a
objetividade científica, razão por que os pós-modernos vêem em Fritjof
Capra um aliado, embora ele não seja - ele é apenas péssimo em filosofia.

Este é o ponto: Capra não diz nada que realmente leve ao relativismo
ou à negação da objetividade, embora pareça fazê-lo muitas vezes.

Hora de desfazer as confusões.

E vou antecipar que, apesar de tudo o que já veremos, ele escreveu que
"os físicos constroem uma seqüência de teorias parciais e aproximadas,
cada uma delas mais precisa que a anterior, mas não representando
nenhuma delas uma imagem completa e final do fenômeno natural", isto
é, a ciência chega cada vez mais perto da verdade, embora nunca
descubra tudo. É esta, e apenas esta, a mensagem de Capra.

Detalhe: todos sabem disso. Nem o cientificista mais fanático - se há
um - afirma que a ciência pode saber tudo. E, aliás, pra quê uma
imagem completa do Universo? Quem quer saber a posição exata de todas
as estrelas ou o valor completo de Pi (3,14159265358979323846264... ao
infinito)? O importante é que o pouco que a ciência sabe (supondo que
seja pouco) é garantido. E, apesar de toda a sua confusão, Capra está
de acordo com isto.

Esta não é, infelizmente, a interpretação da maioria de seus adeptos.

Pudera. Veja as afirmações ambíguas e enganadoras do autor:

"Tendo as noções de espaço e tempo sido reduzidas ao papel subjetivo
de elementos de linguagem (...) para descrever fenômenos naturais..."

"As estruturas e fenômenos que observamos na natureza não são mais que
criações da nossa mente caracterizante e quantificadora."

"O método científico de abstração é muito eficiente (...), mas temos
de pagar um preço por ele. À medida que definimos o nosso sistema de
conceitos com mais precisão (...) e tornamos as conexões cada vez mais
rigorosas, torna-se cada vez mais desligado do mundo real."

"Os físicos começaram a aperceber-se que todas as suas teorias dos
fenômenos naturais, incluindo as `leis' que eles descrevem, são
criações da mente humana, propriedades do nosso mapa conceitual da
realidade, em vez da própria realidade."

Algumas destas afirmações são facilmente mal interpretadas. Outras são
simplesmente erradas. Por exemplo, espaço e tempo não são só
"elementos da linguagem". Eles têm existência concreta, são capazes de
se curvar e de afetar a matéria, como o próprio autor várias vezes
diz. Como pode uma abstração da linguagem se curvar e formar buracos
negros?

As duas frases finais, ao contrário, apenas dizem algo óbvio: teorias
descrevem a realidade mas, mesmo que o façam de forma corretíssima,
elas "não são a própria realidade". É tão bobo quanto "o mapa não é a
cidade" - a analogia-chave usada pelo autor. Mas é fácil ler a frase
como significando: "gravidade, elétrons, DNA e tudo o que está nas
teorias científicas é invenção humana, não existe". E é assim que
muitos entendem.

A segunda frase parece dizer: tudo o que vemos é criação de nossa
mente! Mas, na verdade, apenas diz que o modo como percebemos as
coisas é criação de nossa mente, e não as próprias coisas percebidas.
E isto é outra trivialidade sabida por qualquer estudante do ensino
médio: nenhuma maçã é realmente vermelha, mas é um objeto real, e que
reflete freqüências luminosas que o nosso cérebro percebe como "vermelho".

A razão da confusão, em boa parte, é que o autor está comparando estas
nuances da ciência moderna com afirmações orientais realmente
radicais, como esta: "O hinduísmo afirma que todas as formas e objetos
à nossa volta são criados pela mente sob o desígnio de maya". Isto é
muito diferente de uma afirmação sobre o modo como percebemos o mundo,
mas como Capra está buscando semelhanças entre fé oriental e ciência,
ele faz questão de embaralhar as coisas.

*****

E, aqui, cabe uma breve digressão:

Capra usa o termo "mente", mas isto gera confusão. "Mente", em geral,
é sinônimo de "consciência", isto é, sua mente é você. E não é você
quem cria o vermelho, mas o seu cérebro. Esta diferença é fundamental.
É o seu cérebro, e não você, que faz a freqüência de luz emitida pela
maçã ser percebida como "vermelha". E isto não está sob controle da
sua consciência, isto é, não está sob o seu controle. Ou seja: você
não pode decidir ver a maçã como "azul"!

Quem vê Capra afirmar, sem maiores explicações, que "os fenômenos
observados são criações de nossa mente" facilmente vê nisso a alegação
de que, se tivermos vontade, podemos alterar o modo como percebemos o
mundo - e até o próprio mundo! Se você entendeu isso e, pior,
acreditou, sugiro um teste simples: tente! Fim da digressão.

*****

Mas nem tudo é mera confusão.

O autor realmente questiona a objetividade científica, e o faz por
duas razões: primeiro, a física quântica mostrou que, como o
observador influencia o sistema observado, a objetividade é um mito;
e, segundo, a relatividade mostrou que espaço e tempo não existem
concretamente, sendo apenas ilusões descritivas criadas pela mente
humana. As duas coisas estão erradas.

A relatividade é tratada de forma ridícula em O Tao da Física. É
possível encontrar tanto a afirmação de que tempo e espaço não
existem, quanto a afirmação de que eles são capazes de se curvar e
afetar a matéria. Mas veja esta citação de Hermann Minkowski, que está
no próprio livro:

"As visões de espaço e tempo que quero apresentar-vos brotaram do
terreno experimental da física, e aí reside a sua força. São radicais.
Daqui em diante, espaço, por si só, e tempo, por si só, estão
condenados a desaparecer em sombras difusas, e apenas uma união das
duas prevalecerá como uma realidade independente."

Este é o ponto. Capra confunde o "espaço e tempo não existem" da fé
oriental, com o "espaço e tempo não existem do modo como pensávamos"
da teoria da relatividade. Einstein nos mostrou que o espaço e o
tempo, isolados, são relativos aos observadores. Ser relativo é muito
diferente de "não existir". Mas é pior: Capra esquece que, para
Einstein, o conjunto espaço-tempo não é relativo, mas absoluto.

O outro ponto é outra bobagem, porém mais sutil.

Os experimentos da física de partículas levam o observador a
influenciar o objeto observado: é o famoso "colapso de onda", quando o
objeto deixa de ter propriedades típicas de onda e, logo que é
observado, passa a ter propriedades típicas de partícula. Parece
místico? Lembre-se de que só se pode "observar" uma partícula fazendo
um fóton se chocar com ela. É como medir o giro de uma roda encostando
um bastão nela: a medição afetará o giro.

E, na verdade, tudo isto apenas mostra que certos dados, sobre o
estado das partículas, não podem ser conhecidos com precisão. Não se
trata de os dados serem relativos e subjetivos, pois eles não podem
variar segundo a vontade do observador. São apenas dados mais ou menos
inacessíveis.

Voltemos ao giro da roda: se ela girava a 30km/h e, quando você pôs o
bastão, ela desacelerou para 28km/h, é este valor que você medirá. Mas
isto é subjetivo? Ou relativo? Não, é perfeitamente objetivo: sua
medição mostra o valor de um giro de roda que foi afetado por um
bastão, de um certo modo. É verdade que você não obteve a medição que
pretendia, mas mediu outra coisa - e esta coisa é objetiva: um bastão
afetando uma roda.

O que temos são dados objetivos, porém de eventos diferentes. Não há
dado ou distorção subjetiva. E isto porque, na verdade, é o ato da
observação que afeta o objeto, e não o observador. E, pra ser mais
exato, a observação não afeta nem o objeto, mas somente a situação do
objeto. Capra não sabe a diferença e, por isso, em mais uma afirmação
confusa, ele manda essa:

"A característica crucial da física atômica é o fato de o observador
humano ser necessário, não só para observar as propriedades de um
objeto, mas também para as definir."

Parece dizer que o observador é essencial para o objeto - e logo para
o Universo. Mas significa apenas o que acabamos de ver: que a
observação afeta a situação do objeto. Só que é dito da pior maneira:
em vez de "a 'observação' é 'uma das causas' do 'fato observado'",
Capra simplifica para "o 'observador' 'define' o 'objeto'"! E, então,
muitos entendem até que objetos não podem existir sem observador -
ignorando assim todas as evidências de que o Universo existiu por
bilhões de anos, sem ninguém pra ver.

Tiro de misericórdia: Capra ignora a descoerência, fenômeno que nos
mostra o óbvio: não é apenas o ato humano de observar que causa o
"colapso da onda", mas qualquer interferência sofrida pela onda, seja
de elétrons, fótons ou o que for. O observador humano e sua
consciência nada têm de especiais. E é irônico, agora, ver por que a
onda não colapsa em experimentos controlados: é porque ela está
perfeitamente isolada, seja do observador humano, seja de qualquer
partícula - isolada, coisa julgada impossível em O Tao da Física.

Tantos devaneios, e fica pior.

O Pior do Tao <<

Entre os maiores absurdos de O Tao da Física temos, por exemplo, a
idéia ridícula de que a razão é "masculina" e a intuição é "feminina":
"O yang, o poder forte, criativo e masculino, estava associado com o
céu, enquanto que o yin, o elemento sombrio, receptivo e feminino, era
representado pela Terra". Se isto não é machismo, eu não sei o que é...

E seria novidade? A cultura oriental é extremamente patriarcal.

As únicas coisas realmente femininas ou masculinas são os seres vivos
do tipo sexuado. Mas claro: é uma longa tradição, na jamais escrita
História da Filosofada, taxar como "femininas" ou "masculinas" uma
coleção de coisas sem sexo, de objetos a conceitos nebulosos, na
sempre irresistível tentação de dar eloqüência e enlevo a afirmações
bobas.

*****

Outra: "Os resultados da física moderna (...) podem levar-nos até Buda
ou até à bomba atômica, e compete a cada cientista decidir que caminho
tomar". Ou seja: quem discorda de Capra é, automaticamente, apologista
da guerra, da destruição e da morte. Isto é que é apelação!

*****

E ainda na introdução, enquanto não é preciso argumentar e o leitor
ainda ignora o que virá, Capra aproveita pra soar radical: "os padrões
que os cientistas observam na natureza estão intimamente ligados aos
seus modelos mentais, com os seus conceitos, pensamentos e valores". É
fácil entender isto assim: dois cientistas, um ateu e outro religioso,
observam as mesmas células; um vê DNA, outro vê "energia vital". Ou
seja: as mesmas observações mostram padrões diferentes, conforme os
vieses subjetivos de cada observador – o que é ridículo e, embora
pareça, Capra não o diz. Por que ser tão vago?

A mensagem real, depois fica claro, é tola como sempre: se a ciência
visar ao lucro, pesquisará a parte da natureza cujo estudo gere
riqueza; se a ciência valorizasse a saúde dos escorpiões, pesquisaria
escorpiões - e, é claro, enxergaria outros padrões aí. Se você
pesquisa X, observará padrões de X; se pesquisa Y, padrões de Y.
Conclusão: grande coisa!

*****

O Tao da Física foi escrito em 1975, mas em 1982 Capra retornou, com
um posfácio. Quem o esperava mais ponderado, deu de cara com: "O novo
tipo de interconexão que emergiu recentemente (...) faz surgir a
possibilidade intrigante de ser possível relacionar a física
subatômica com a psicologia de Jung e talvez mesmo com a
parapsicologia". E ele deixa essa afirmação no ar, sem ao menos dizer
do que se trata. Sem comentários.

*****

Num dos piores parágrafos do livro, Capra acusa o dualismo cartesiano
(a idéia nada científica de que mente e matéria são substâncias
diferentes) de ser a principal causa das tragédias do mundo. E o
raciocínio é uma pérola:

"Esta fragmentação interior espelha a nossa perspectiva do mundo 'de
fora', visto como uma multiplicidade de objetos e acontecimentos
separados. O meio ambiente é encarado como se se tratasse de partes
separadas a ser exploradas por diferentes grupos de interesses. A
visão fragmentária estende-se à sociedade, dividida em diferentes
nações, raças, religiões e grupos políticos. A convicção de que todos
estes fragmentos - em nós próprios, no nosso meio ambiente e na nossa
sociedade - estão, de fato, separados pode ser tomada como a razão
fundamental para as presentes séries de crises sociais, ecológicas e
culturais. Tem-nos afastado da natureza e dos seres humanos nossos
semelhantes. Acarretou uma grosseiramente injusta distribuição das
riquezas naturais, criando conflitos econômicos e políticos; uma onda
de violência crescente e imparável, espontânea e institucionalizada, e
um meio ambiente feio e poluído, onde a vida se tomou muitas vezes
física e mentalmente pouco saudável."

Esta passagem é, sem dúvida, a semente de O Ponto de Mutação, de 1982.
E quanto simplismo! Isto é obviamente ridículo, posto que: antes de
Descartes, o mundo já era dividido em facções e, obviamente, tanto
mais cheio de guerras quanto mais se recua no tempo; mesmo o Oriente,
com sua "visão orgânica", é dividido em países, religiões e grupos
políticos; a ciência ocidental, ao contrário das religiões, é
materialista em vez de dualista.

E nem seria preciso dizer tanto. É óbvio que uma simples idéia
filosófica, sobre a natureza da consciência, jamais poderia direcionar
o comportamento dos indivíduos, o tratamento do meio-ambiente e toda a
organização social e política. A colocação de Capra, que virou livro,
é exatamente o que parece: a opinião irrefletida de um físico-místico
sobre questões psicológicas e sociais.

Concluindo: a Dança de Shiva e de Capra <<

Quando o senhor Fritjof Capra admite que a Dança de Shiva é, afinal de
contas, apenas uma metáfora para falar do Universo, é só para ele
poder dizer que a física moderna também não passa de uma espécie de
metáfora sobre a realidade: "Quer o deus bailarino quer a teoria
física são criações do espírito: modelos para descrever a intuição do
seu autor acerca da realidade".

Ocorre que a teoria física não é "criação" da mente de ninguém, e sim
uma descoberta. A elaboração de teorias não é guiada por imaginação,
mas por fatos. A mecânica quântica, por exemplo, não é mais "criação
humana" do que a geometria. E extraterrestres jamais reinventariam
Shiva, mas redescobririam a física quântica e a geometria, porque
estas são verdades independentes da mente de seus descobridores.

É bastante adequado, então, que o ícone central da proposta de O Tao
da Física - a Dança de Shiva - revele-se também o ícone ideal para
simbolizar toda a confusão que permeia a obra: ora tratando a dança
divina como a exata realidade, ora assumindo que é pura imaginação - e
então fazendo o mesmo com tudo o mais que sustenta a obra - o autor
vai enredando o leitor em um texto cheio de ambivalências e
contradições dissimuladas.

O Tao da Física foi apenas o início. Nele, ainda podemos ler (apesar
do que vimos há pouco): "a visão orgânica do mundo não é vantajosa do
ponto de vista da construção de máquinas, nem adequada para lidar com
problemas técnicos de um mundo superpovoado". Capra concedia que a
"visão limitada" do (suposto) dualismo ocidental era, embora incapaz
de alcançar a "verdadeiro saber", adequada à tecnologia e aos
problemas mundanos da sociedade.

Mas ele mudou de idéia.

Em O Ponto de Mutação, Capra resolveu que a sua "visão orgânica" não
era boa apenas para descrever partículas ou "intuições" de sábios
orientais, mas para quase tudo no mundo - até para acabar com a fome!
Hoje, em sua obra mais recente (Conexões Ocultas), ele chega a citar
Morowitz, e sua Teoria de Gaia, com aprovação: "a vida é uma
propriedade dos planetas, e não dos organismos individuais". Pelo
visto, um astronauta que saia do planeta estará morto, embora ainda
fale, pensa e seja saudável.

O Tao da Física, vale lembrar, ousa até explicar o porquê de a ciência
ocidental ter cultivado uma tradição tão "mecanicista" e "limitada",
abrindo mão do "conhecimento superior intuitivo" hoje típico dos
orientais. A explicação é incrível: a idéia de lei fundamental, que é
o cerne da visão mecanicista, teve origem na tradição judaico-cristã e
em sua idéia de um legislador divino. A ciência ocidental é limitada,
segundo Capra, por culpa do cristianismo!

Mas... Ele mudou de idéia.

Em 1991, participou de outro livro, desta vez tratando das semelhanças
entre "a nova visão de mundo" (a mesma de O Tao da Física) e,
adivinhe, a teologia cristã. Você leu certo: em Pertencendo ao
Universo (título redundante, magnificamente Capriano!) não só a física
moderna e a fé oriental têm paralelos entre si, mas ambas têm
paralelos com o cristianismo! Pelo visto, a suposta influência cristã
na ciência ocidental não pode ter sido tão má assim.

Por essas e outras, não admira que o físico Fritjof Capra tenha suas
obras listadas em "ocultismo" na biblioteca virtual do Projeto
Democratização da Leitura. Tampouco causa espanto ver O Tao da Física
ser oferecido no site Submarino junto com O Segredo, o mais recente
clássico da temerária pseudociência quântica de quinta, com sua já
famosa "lei da atração".

O Tao da Física, é claro, é pseudociência quântica de primeira.

É, na verdade, o manifesto fundador do movimento.

*****

Encerro citando Brian Greene, em O Tecido do Cosmo. Ao falar sobre o
fenômeno da conexão entre duas partículas distantes (que Capra usa
para dizer que "tudo está em tudo"), parece que Greene lembrou de O
Tao da Física:

"Na interpretação de algumas pessoas, isso significa que 'todas as
coisas estão conectadas a todas as demais' ou que 'a mecânica
quân-tica nos emaranha a todos em uma única totalidade universal'
(...). Esses arrebatamentos, ainda que eu aprecie o sentimento por
eles produzido, são exagerados e insustentáveis."

E citando a bela passagem de Carl Sagan, que eu evidentemente escolhi
a dedo para a ocasião. É de O Mundo Assombrado pelos Demônios:

"Algumas religiões orientais, cristãs e da Nova Era (...) afirmam que
o mundo é irreal, que o sofrimento, a morte e a própria matéria são
ilusões; e que nada realmente existe a não ser a "Mente". Em oposição,
a visão científica predominante é que a mente constitui o modo como
percebemos o funcionamento do cérebro (...).

Há pessoas que desejam que tudo seja possível, que não querem nenhuma
restrição à sua realidade. Elas sentem que nossa imaginação e nossas
necessidades requerem bem mais que o relativamente pouco que a ciência
nos ensina a ser razoável ter como certo."

__________________________________________

¹ Objetos no espaço não podem viajar acima da velocidade da luz, é
claro. O próprio espaço, porém, pode fazê-lo. De fato, como a expansão
do Universo se acelera sempre, existem partes dele, distantes entre
si, que se afastam umas das outras em velocidade superior à da luz. <<

por Paralelo, 10 de dezembro de 2007 / 6 de janeiro de 2008

http://www.suasticazul.hbe.com.br/filosofia/taodafisica.html

Fim da mensagem encaminhada ---

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SUBJECT: Re: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO(p/ Cris)
FROM: "Profª Cristiana Passinato" <crispassinato3@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 15/08/2008 00:54

Já escrevi 3 monografias, 2 de TCC e 1 premiada pelo CRQ de minha região, aqui no Rio, em menos de 1 ano, bem, adoro escrever, e sinceramente, sou abusada, eu corro atrás mesmo e quando sai conto pra todo mundo, e acho lindo mesmo, pq saiu de mim, quem é o pai ou a mãe que não acha seus filhos lindos, mesmo que horrendos?
Bjs

2008/8/14 Silvio <scordeiroes@superig.com.br>

Fessôra:
 
Perdoa-me pelo sarcasmo:é que o nosso trabalho usualmente fica aguardando que os convivas coloquem lantejoulas....e sou complexado pois o meu jamais será editado e o outro, que está na metade, ficará pra ser completado na próxima encadernação: não pretendo continuar a estafante jornada....trabalho de Ocno.
 
Não compro o seu pois sou um velho aposentado e roubado em 50% pelo apedeuta.
 
Um livro é um filho.... (quando trabalhava escrevi monografias.)
 
sds.,
silvio.
 
----- Original Message -----
Sent: Thursday, August 14, 2008 1:57 PM
Subject: Re: [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO(p/ Cris)

Pode deixar, o pessoal que comprar comigo terá minha dedicatória.
Eu entendi o que o Sílvio quis dizer, só não gostei de outra coloccação, do troll, kkkkkkk
Um abraço

 
Em 14/08/08, vernerstranz@click21.com.br <vernerstranz@click21.com.br> escreveu:

Cris, concordo e dou força. Acho que o Silvio tá conseguindo se mostrar mais
rabugento do que eu, e olha que somos, Silvio e eu, contemporâneos. É lógico
que você se orgulhe de sua obra, e manifeste sua alegria e entusiasmo, da mesma
forma que nós, velhotes inseridos na melhoridade (aiaiai), nos orgulhamos de
filhos e netos e das conquistas hauridas em nossa existência. Quando eu comprar
teu livro, daqui a alguns dias, vou pedir exemplar autografado.
[ ]s., verner.

Citando Profª Cristiana Passinato <crispassinato3@gmail.com>:

> O livro ficou lindo, mesmo que não fosse meu, eu veria e acharia.
> Não tem donos de sites que chamam de "O Imperdível", pq eu sou questionada
> de achar meu livro lindo?
> :)
> Já ouvi pessoas que entendem de editoração e edição dizerem: "está um
> primor".
> Foi editado por uma editora da USP, foi tudo muito caprichado.
> O preço tb ficou lindo, bem baixo, como eu gostaria.
> Pq estragar o prazer das pessoas?
> Será uma pontinha de despeito?
> Sincera, honestamente, não quero ser modesta nesse mundo, quero saber bem
> onde piso e mostrar o que ficou lindo mesmo.
> Como diz o popular: "o que é bonito, é pra se mostrar".
> Um abraço, com respeito a sua opinião!
>
> Cristiana
>
> 2008/8/13 Silvio <scordeiroes@superig.com.br>
>
> > Professora:
> >
> > A senhora considerar "lindo", o seu próprio livro não seria um pouco de
> > falta de modéstia?
> >
> > Creio que elogios ou críticas são serviço dos leitores e críticos....
> >
> > Não o vi, não posso e nem tenho gabarito para tecer qualquer consideração.
> > apenas uma observação de um colega de ofício.....
> >
> > sds.,
> >
> > silvio.
> >
> >
> > ----- Original Message -----
> > *From:* Profª Cristiana Passinato <crispassinato3@gmail.com>
> > *To:* espacoempresarial@yahoogrupos.com.br ; Um Toque de
> Motivação<umtoquedemotivacao@umtoquedemotivacao.com>;
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> > *Sent:* Tuesday, August 12, 2008 8:47 PM
> > *Subject:* [ciencialist] FELICIDADE DO PRIMEIRO LIVRO VENDIDO
> >
> > O Profº Edvan foi o comprador nº 01 (e à distância) do meu lindo livro:
> > Ebulições.
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> > http://livroebulicoes.blogspot.com
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> > Profª Cristiana Passinato
> > Apresentação (Espaço Empresarial):
> >
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>
http://espaco-empresarial.blogspot.com/2008/07/prof-cristiana-de-barcellos-passinato.html
> > Orkut:http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=5437259068628347854
> > Aulas particulares de Química, Física e Matemática.
> > Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
> > http://pesquisasdequimica.com - site de ensino
> > gtalk/msn/meebo: crispassinato3@gmail.com
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SUBJECT: ENC: Socoooorro!
FROM: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 15/08/2008 05:53

 

 

Lista,

 

Quem mandou eu sair por aí procurando? Quem procura acha!

Seria este aí um “relatimístico” ou um picaretista?

Resposta: os dois, ambos, ao mesmo tempo, concomitantemente!

Isto é que escamotear. O resto é resto!

E olha que usa e abusa de um matematiquês de enganar bestas.

Esse Sarti consegue ganhar de 10 a 0 dos Caciques da vida!

 

Pelo inusitado, destaco(mas poderia ser qualquer trecho, pois qualquer um sequer representa alguma coisa!) os parágrafos a seguir, para verem o que andam fazendo em nome da ciência(as ênfases são minhas):

1“Os fenômenos parapsicológicos, como o poltergeist, as materializações e a teleportação e o movimento não propelido e antigravitatório dos UFOS sugerem o imaginário matemático. Pode parecer óbvio que ondas planas, complexas, zerem a equação de ondas no vácuo mas, por outro lado pode ser demonstrado matematicamente que elas surjam pela aplicação da onda psicônica plana perfeita à equação da comutação de operadores de quantidades conjugadas da mecânica quântica de Bohr, obrigando-se a que a solução do paradoxo Einstein-Podolsky-Rosen seja resolvido por elas.” Ou o último parágrafo:

2 “Em PSICONS eu argumento que para as ondas de pensamento, com densidade de probabilidade unitária, implicando em ausência de sintaxe, a corrente de informação semântica de probabilidade é a velocidade da fase da onda que supõe massa imaginária ao mesmo tempo que envolve total indeterminação espaço-temporal (vácuo ou nada).”

Putzgrilla!

 

And so on. Tem mais, é só pularem o Sds.

(Um locutor de um certo programa popular e sensacionalista de rádio, de Maceió, diria:

É mole, ou quer mais?)

 

 

Sds,

Victor.

 

 

É PSÍQUICA A GRAVITAÇÃO?

Geraldo Sarti

As ondas gravitacionais e os grávitons não foram detectados até agora(2006). Do meu ponto de vista jamais serão mensurados por aparelhagens e sistemas reais, da mesma forrna que os psicons, partículas lógicas não o foram. A alegação oficial é de que a constante de Newton é muito pequena e o spin é 2.

O operador de D'Alembert

                                               2

D = Δx - 1/c2  Δ2t

onde Δ2 é o laplaceano, derivada segunda em relação a x ou t, e c é a velocidade da luz ficou muito influenciado pela interferência de Lorentz nas equações originais do eletromagnetismo dinâmico de Maxwell, relacionando pela física atual traçados luxonlike, fotônicos, a espaços-tempo da relatividade.

Mas, ao considerarmos que as ondas perfeitas, complexas, ondas psicônicas, associadas a partículas de massa em movimento imaginária, solucionam trivialmente a equação das ondas gravitacionais, nós podemos perfeitamente assumir que falar em ondas gravitacionais ou grávitons pode ser o mesmo que falar de ondas psicônicas ou psicons.

Eu estou reafirmando que a equação das ondas sob o signo de      D'Alembert-Lorentz não deve ser aplicada extensivamente aos campos gravitacionais no vácuo. Embora a forma desta equação gravitacional deva ser mantida em virtude das pequenas perturbações que alteram a métrica inercial de Galileu, o princípio a que ela se refere será modificado pela simples troca da velocidade da luz pela velocidade de fase da onda plana psicônica.

Á primeira vista parece um absurdo tratar-se de velocidade de fase se ela não se aplica a partículas reais ou pacotes com velocidade de grupo.

Mas as ondas de pensamento (psicons) seriam essencialmente planas pela sua própria capacidade de superar a velocidade da luz.

O aspecto plano dos psicons nos diz que, embora dispersivos entre si (buracos do vácuo) e sujeitos a superposições (geração da matéria real) enfim, que  a planidade deles é perfeita a ponto de reduzirem-se ao próprio vácuo. 

Dito de outra forma, o psicon ou onda plana de informação semântica do pensamento como o conhecemos, possui total(infinita) incerteza na sua localização espaço-temporal.

Por definição, comprimento da onda(quantidade de movimento) e freqüência(energia) estão fixas pela não interação com potenciais reais.

Se isso se aplica à perturbação gravitacional da métrica de Galileu então, excluindo-se somatoriamente a constante cosmológica de Einstein do seu respectivo tensor de Ricci G, repetimos o tensor da densidade da matéria-energia T fica zero ou imaginário no vácuo.

Os fenômenos parapsicológicos, como o poltergeist, as materializações e a teleportação e o movimento não propelido e antigravitatório dos UFOS sugerem o imaginário matemático. Pode parecer óbvio que ondas planas, complexas, zerem a equação de ondas no vácuo mas, por outro lado pode ser demonstrado matematicamente que elas surjam pela aplicação da onda psicônica plana perfeita à equação da comutação de operadores de quantidades conjugadas da mecânica quântica de Bohr, obrigando-se a que a solução do paradoxo Einstein-Podolsky-Rosen seja resolvido por elas.

Nesse caso, efetivamente aparecem energias e partículas em movimento imaginárias associadas a incertezas gerais no vácuo. O Dr. Horta Santos sempre me questionou da possível impropriedade que significava uma intromissão de elementos imaginários semânticos na vida real, emocional e cerebral já que não haveria possibilidade de sua interacão com potenciais reais. Pela ausência de um verbete apropriado em chamei de Link a tal conexão.

É interessante que Heisenberg tenha realizado ao par posição momentum linear a equação de comutação por operadores quânticos e que tenha chegado ao resultado ih (Dirac) mas não o tenha interpretado psicologicamente. Então nesse caso estendendo-se o mesmo procedimento matemático ao par de operadores energia-tempo, concluiremos pela "existência" de massa e energia imaginárias associadas às ondas psicônicas de pensamento.

Deve ser salientado que experiências de Aspect-Bell (teorema) indicam

sinais   spacelike  entre  partículas.   Retornando  à  questão  gravitacional   seja  a igualdade

16πT = 2G = DØ                (1)

em que:

- 8 π é o equivalente relativístico da constante gravitacional Newtoniana.

- T é o tensor de densidade de matéria-energia

- G é o tensor de Ricci, obtido por contração do tensor de curvatura.

- D é o operador de D'Alembert, obtido por simplificações dos termos componentes de G e pela exclusiva manutenção dos termos de 1 a ordem no tensor de curvatura.

- Ø é a função de onda gravitacional ou psicônica

- Foi desprezada na igualdade(l) a aplicação da constante cosmológica de Einstein a G.

- Por dificuldades operacionais, estamos tratando os termos sem índices e não estamos explicitando as derivadas.

A igualdade (1) só terá valor para uma transformação de coordenadas do tipo:

x' = x + ε                                       (2)

na qual e são quantidades pequenas, de tal sorte que

                                       D ε = O                                         (3)

se por exemplo ε = ε(x — ct) sendo c a velocidade da luz.
A solução fotônica da onda gravitacional no vácuo conduz aqui a
                             D Ø = O                                        (4)

Porém, caso a condição(S) não eja satisfeita nós poderemos estar frente a desigualdades

  D Ø ≠ O                                        (5)

 

                                       G≠0                                                 (6)
                                      

                                       T ≠O                                                (7)

Insistindo, se supusermos que a condição (3) não se aplica, as igualdades das equações (1) não servem, de tal maneira que podemos substituir a velocidade da luz na perturbação gravitacional da métrica de Galileu por uma velocidade de fase superior à da luz em D.

Então, T poderá conter elementos imaginários, de massa e energia, da mesma forma que foi encontrado na já citada equação de operadores de comutação de quantidades conjugadas de Bohr. Conforme já escrito, a perturbação psicônica Spacelike da métrica inercial eletromagnética conduz à pergunta:

PSICONS = GRÁVITONS?

A desigualdade (5) indica que o campo gravitacional não se moveria no vácuo à velocidade da luz, mas à uma outra velocidade superior à da luz. Isso, se verdadeiro, vai resultar que T contenha elementos imaginários de massa e energia, tais como psicons, como já citado na comutação das quantidades conjugadas, pares, na equação comutadora de Bohr aplicada a psicons: Ø= exp Í(KX ωt) e m = imo /(v2-1 )1/2 sendo           v = velocidade de fase de Ø.

Naturalmente a métrica inercial não perturbada de Galileu  sofrerá a operação perturbadora do LINK com o Psicon resultando em g:

ςLINKØ = g

Considerações sobre LINK têm referências em G.S.Sarti (“PSICONS" -ABRAP) e Ronaldo Dantas Lins Filgueira (IPPP) "CURAS POR MEIOS PARANORMAIS".

Fica implícito que o intervalo métrico do espaço-tempo seria então imaginário para ondas gravitacionais igual a PSICONS.Caso isso ocorra, qualquer consideração sobre a transversalidade das ondas deixaria de ser necessária 

Como o referido paradoxo EPR é solucionado pelos psicons, estes necessariamente, enquanto quanta de informação semântica, estarão relacionados a massas em movimento imaginárias.

Curiosamente, no que estou demonstrando aqui dentro das minhas simplificações, o tensor T fica diagonalmente imaginário, assim como o G e a equação das ondas gravitacionais no vácuo, seriam também solucionadas por campos spacelike o que me leva a concluir da alta possibilidade de aceitar uma certa forma de síntese quântico-relativisía, aqui implicitamente colocada em que as ondas de pensamento (psicons) e grávitons seriam idênticos.

A discussão de Eddington é interessante:

In empty space (57-7) becomes

DØ = 0

showing that the deviations of the gravitational potentials are propagated as waves with unit velocity, i.e. the velocity of light (§ 30). But it must be remembered that this representation of the propagation, though always permissible, is not unique. In replacing (57-2) by (57-31) and (57-32), we introduce a restriction which amounts to choosing a special coordinate-system. Other solutions of (57-2) are possible, corresponding to other coordinate-systems. Ali the coordinate-systems differ from Galilean coordinates by small quantities of the first order. The potentials g pertain not only to the gravitational influence which has objective reality, but also to the coordinate-system which we select arbitrarily. We can " propagate " coordinate-changes with the speed of  thought(ênfase minha), and these may be mixed up at will with the more dilatory propagation discussed above. There does not seem to be any way of distinguishing a physical and a conventional part in the changes of the g,.

The statement that in the relativity theory gravitational waves are pro­pagated with the speed of light has, l believe, been based entirely on the foregoing investigation; but it will be seen that it is only true in a very conventional sense. If coordinates are chosen só as to satisfy a certain condition which has no very clear geometrical importance, the speed is that of light; if the coordinates are slightly different the speed is altogether different from that of light. The result stands or fails by the choice of coordinates and, so far as can be judged, the coordinates here used were purposely introduced in order to obtain the simplification which results from representing the propagation as occurring with the speed of light. The argument thus follows a vicious circle.

Must we then conclude that the speed of propagation of gravitation is necessarily a conventional conception without absolute meaning ? l think not. The speed of gravitation is quite definite; only the problem of determining it does not seem to have yet been tackled correctly. To obtain a speed independent of the coordinate-system chosen, we must consider the propagation not of a world-tensor but of a world-invariant. The simplest world-invariant for this purpose is B. since G vanish in empty space. It is scarcely possible to treat of the propagation of an isolated pulse of gravitational influence, because there seems to be no way of starting a sudden pulse without calling in supernatural agencies which violate the equations of mechanics. We may consider the regular train of waves caused by the earth in its motion round the sun. At a distant point in the ecliptic B will vary with an annual periodicity; if it has a maximum or minimum value at the instant when the earth is seen to transit the sun, the inference is that the wave of disturbance has traveled to us at the same speed as the light, (It may perhaps be objected that there is no proof that the disturbance has been propagated from the earth; it might be a stationary wave permanently located round the sun which is as much the cause as the effect of the earth's annual motion. l do not think the objection is valid, but it requires examination.) There does not seem to be any grave difficulty in treating this problem; and it deserves investigation.

Para encerrar estas considerações, o Dr. Horta Santos também me argüiu sobre a aparente contradição entre vácuo e movimento, no caso, superlumínico, de psicons (embora eu não tivesse tratado, àquela altura, de grávitons, mas, devido à esta exposição feita, a mesma questão poderá ser estendida à gravitação);

Em PSICONS eu argumento que para as ondas de pensamento, com densidade de probabilidade unitária, implicando em ausência de sintaxe, a corrente de informação semântica de probabilidade é a velocidade da fase da onda que supõe massa imaginária ao mesmo tempo que envolve total indeterminação espaço-temporal (vácuo ou nada).

 

 

 


SUBJECT: Re: QUALIDADE DO ENSINO
FROM: César A. K. Grossmann <cesarakg@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 15/08/2008 11:49

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Profª Cristiana Passinato"
<crispassinato3@...> escreveu
>
> Pois é, o ensino tá tão bom que precisam se criar turmas de reforço
pra um
> exame nacional, como o ENADE, é isso aí!

Esta semana acabei me envolvendo em uma polêmica: existem professores
que ensinam para os alunos que a missão lunar de julho/1969 foi uma
fraude. Como é que pode? O que vem a seguir? Veremos professores
ensinando alquimia, astrologia, criacionismo e "design inteligente"?

Para que serve o ensino, se os alunos saem de lá achando que
"pensamento crítico" e "ceticismo" é sinônimo de "não acreditar em nada"?

Por que os professores não fazem uma abordagem como a deste aqui:
http://www.adorofisica.com.br/trabalhos/trab_Lua.htm

O que mudou no ensino de ciências desde que Feynman esteve por aqui?
http://www.defi.isep.ipp.pt/~asv/textos/feynman.htm

[]s



SUBJECT: Re: [ciencialist] ENC: Socoooorro!
FROM: "Alvaro Augusto \(L\)" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 15/08/2008 12:21


Não dá para esperar muito de um texto que começa com uma inverdade: as ondas gravitacionais não foram detectadas. Mentira! Embora elas não tenham sido detectadas diretamente, foram detectadas indiretamente, trabalho que valeu o Nobel de física de 1993 a Russell Alan Hulse e Joseph Hooton Taylor Jr.
 
[ ]s
 
 
 
----- Original Message -----
From: J.Victor
Sent: Friday, August 15, 2008 5:53 AM
Subject: [ciencialist] ENC: Socoooorro!

 

 

Lista,

 

Quem mandou eu sair por aí procurando? Quem procura acha!

Seria este aí um “relatimístico” ou um picaretista?

Resposta: os dois, ambos, ao mesmo tempo, concomitantemente!

Isto é que escamotear. O resto é resto!

E olha que usa e abusa de um matematiquês de enganar bestas.

Esse Sarti consegue ganhar de 10 a 0 dos Caciques da vida!

 

Pelo inusitado, destaco(mas poderia ser qualquer trecho, pois qualquer um sequer representa alguma coisa!) os parágrafos a seguir, para verem o que andam fazendo em nome da ciência(as ênfases são minhas):

1“Os fenômenos parapsicológicos, como o poltergeist, as materializações e a teleportação e o movimento não propelido e antigravitatório dos UFOS sugerem o imaginário matemático. Pode parecer óbvio que ondas planas, complexas, zerem a equação de ondas no vácuo mas, por outro lado pode ser demonstrado matematicamente que elas surjam pela aplicação da onda psicônica plana perfeita à equação da comutação de operadores de quantidades conjugadas da mecânica quântica de Bohr, obrigando-se a que a solução do paradoxo Einstein-Podolsky-Rosen seja resolvido por elas.” Ou o último parágrafo:

2 “Em PSICONS eu argumento que para as ondas de pensamento, com densidade de probabilidade unitária, implicando em ausência de sintaxe, a corrente de informação semântica de probabilidade é a velocidade da fase da onda que supõe massa imaginária ao mesmo tempo que envolve total indeterminação espaço-temporal (vácuo ou nada).”

Putzgrilla!

 

And so on. Tem mais, é só pularem o Sds.

(Um locutor de um certo programa popular e sensacionalista de rádio, de Maceió, diria:

É mole, ou quer mais?)

 

 

Sds,

Victor.

 

 

É PSÍQUICA A GRAVITAÇÃO?

Geraldo Sarti

As ondas gravitacionais e os grávitons não foram detectados até agora(2006). Do meu ponto de vista jamais serão mensurados por aparelhagens e sistemas reais, da mesma forrna que os psicons, partículas lógicas não o foram. A alegação oficial é de que a constante de Newton é muito pequena e o spin é 2.

O operador de D'Alembert

                                               2

D = Δx - 1/c2  Δ2t

onde Δ2 é o laplaceano, derivada segunda em relação a x ou t, e c é a velocidade da luz ficou muito influenciado pela interferência de Lorentz nas equações originais do eletromagnetismo dinâmico de Maxwell, relacionando pela física atual traçados luxonlike, fotônicos, a espaços-tempo da relatividade.

Mas, ao considerarmos que as ondas perfeitas, complexas, ondas psicônicas, associadas a partículas de massa em movimento imaginária, solucionam trivialmente a equação das ondas gravitacionais, nós podemos perfeitamente assumir que falar em ondas gravitacionais ou grávitons pode ser o mesmo que falar de ondas psicônicas ou psicons.

Eu estou reafirmando que a equação das ondas sob o signo de      D'Alembert-Lorentz não deve ser aplicada extensivamente aos campos gravitacionais no vácuo. Embora a forma desta equação gravitacional deva ser mantida em virtude das pequenas perturbações que alteram a métrica inercial de Galileu, o princípio a que ela se refere será modificado pela simples troca da velocidade da luz pela velocidade de fase da onda plana psicônica.

Á primeira vista parece um absurdo tratar-se de velocidade de fase se ela não se aplica a partículas reais ou pacotes com velocidade de grupo.

Mas as ondas de pensamento (psicons) seriam essencialmente planas pela sua própria capacidade de superar a velocidade da luz.

O aspecto plano dos psicons nos diz que, embora dispersivos entre si (buracos do vácuo) e sujeitos a superposições (geração da matéria real) enfim, que  a planidade deles é perfeita a ponto de reduzirem-se ao próprio vácuo. 

Dito de outra forma, o psicon ou onda plana de informação semântica do pensamento como o conhecemos, possui total(infinita) incerteza na sua localização espaço-temporal.

Por definição, comprimento da onda(quantidade de movimento) e freqüência(energia) estão fixas pela não interação com potenciais reais.

Se isso se aplica à perturbação gravitacional da métrica de Galileu então, excluindo-se somatoriamente a constante cosmológica de Einstein do seu respectivo tensor de Ricci G, repetimos o tensor da densidade da matéria-energia T fica zero ou imaginário no vácuo.

Os fenômenos parapsicológicos, como o poltergeist, as materializações e a teleportação e o movimento não propelido e antigravitatório dos UFOS sugerem o imaginário matemático. Pode parecer óbvio que ondas planas, complexas, zerem a equação de ondas no vácuo mas, por outro lado pode ser demonstrado matematicamente que elas surjam pela aplicação da onda psicônica plana perfeita à equação da comutação de operadores de quantidades conjugadas da mecânica quântica de Bohr, obrigando-se a que a solução do paradoxo Einstein-Podolsky-Rosen seja resolvido por elas.

Nesse caso, efetivamente aparecem energias e partículas em movimento imaginárias associadas a incertezas gerais no vácuo. O Dr. Horta Santos sempre me questionou da possível impropriedade que significava uma intromissão de elementos imaginários semânticos na vida real, emocional e cerebral já que não haveria possibilidade de sua interacão com potenciais reais. Pela ausência de um verbete apropriado em chamei de Link a tal conexão.

É interessante que Heisenberg tenha realizado ao par posição momentum linear a equação de comutação por operadores quânticos e que tenha chegado ao resultado ih (Dirac) mas não o tenha interpretado psicologicamente. Então nesse caso estendendo-se o mesmo procedimento matemático ao par de operadores energia-tempo, concluiremos pela "existência" de massa e energia imaginárias associadas às ondas psicônicas de pensamento.

Deve ser salientado que experiências de Aspect-Bell (teorema) indicam

sinais   spacelike  entre  partículas.   Retornando  à  questão  gravitacional   seja  a igualdade

16πT = 2G = DØ                (1)

em que:

- 8 π é o equivalente relativístico da constante gravitacional Newtoniana.

- T é o tensor de densidade de matéria-energia

- G é o tensor de Ricci, obtido por contração do tensor de curvatura.

- D é o operador de D'Alembert, obtido por simplificações dos termos componentes de G e pela exclusiva manutenção dos termos de 1 a ordem no tensor de curvatura.

- Ø é a função de onda gravitacional ou psicônica

- Foi desprezada na igualdade(l) a aplicação da constante cosmológica de Einstein a G.

- Por dificuldades operacionais, estamos tratando os termos sem índices e não estamos explicitando as derivadas.

A igualdade (1) só terá valor para uma transformação de coordenadas do tipo:

x' = x + ε                                       (2)

na qual e são quantidades pequenas, de tal sorte que

                                       D ε = O                                         (3)

se por exemplo ε = ε(x — ct) sendo c a velocidade da luz.
A solução fotônica da onda gravitacional no vácuo conduz aqui a
                             D Ø = O                                        (4)

Porém, caso a condição(S) não eja satisfeita nós poderemos estar frente a desigualdades

  D Ø ≠ O                                        (5)

 

                                       G≠0                                                 (6)
                                      

                                       T ≠O                                                (7)

Insistindo, se supusermos que a condição (3) não se aplica, as igualdades das equações (1) não servem, de tal maneira que podemos substituir a velocidade da luz na perturbação gravitacional da métrica de Galileu por uma velocidade de fase superior à da luz em D.

Então, T poderá conter elementos imaginários, de massa e energia, da mesma forma que foi encontrado na já citada equação de operadores de comutação de quantidades conjugadas de Bohr. Conforme já escrito, a perturbação psicônica Spacelike da métrica inercial eletromagnética conduz à pergunta:

PSICONS = GRÁVITONS?

A desigualdade (5) indica que o campo gravitacional não se moveria no vácuo à velocidade da luz, mas à uma outra velocidade superior à da luz. Isso, se verdadeiro, vai resultar que T contenha elementos imaginários de massa e energia, tais como psicons, como já citado na comutação das quantidades conjugadas, pares, na equação comutadora de Bohr aplicada a psicons: Ø= exp Í(KX ωt) e m = imo /(v2-1 )1/2 sendo           v = velocidade de fase de Ø.

Naturalmente a métrica inercial não perturbada de Galileu  sofrerá a operação perturbadora do LINK com o Psicon resultando em g:

ςLINKØ = g

Considerações sobre LINK têm referências em G.S.Sarti (“PSICONS" -ABRAP) e Ronaldo Dantas Lins Filgueira (IPPP) "CURAS POR MEIOS PARANORMAIS".

Fica implícito que o intervalo métrico do espaço-tempo seria então imaginário para ondas gravitacionais igual a PSICONS.Caso isso ocorra, qualquer consideração sobre a transversalidade das ondas deixaria de ser necessária 

Como o referido paradoxo EPR é solucionado pelos psicons, estes necessariamente, enquanto quanta de informação semântica, estarão relacionados a massas em movimento imaginárias.

Curiosamente, no que estou demonstrando aqui dentro das minhas simplificações, o tensor T fica diagonalmente imaginário, assim como o G e a equação das ondas gravitacionais no vácuo, seriam também solucionadas por campos spacelike o que me leva a concluir da alta possibilidade de aceitar uma certa forma de síntese quântico-relativisía, aqui implicitamente colocada em que as ondas de pensamento (psicons) e grávitons seriam idênticos.

A discussão de Eddington é interessante:

In empty space (57-7) becomes

DØ = 0

showing that the deviations of the gravitational potentials are propagated as waves with unit velocity, i.e. the velocity of light (§ 30). But it must be remembered that this representation of the propagation, though always permissible, is not unique. In replacing (57-2) by (57-31) and (57-32), we introduce a restriction which amounts to choosing a special coordinate-system. Other solutions of (57-2) are possible, corresponding to other coordinate-systems. Ali the coordinate-systems differ from Galilean coordinates by small quantities of the first order. The potentials g pertain not only to the gravitational influence which has objective reality, but also to the coordinate-system which we select arbitrarily. We can " propagate " coordinate-changes with the speed of  thought(ênfase minha), and these may be mixed up at will with the more dilatory propagation discussed above. There does not seem to be any way of distinguishing a physical and a conventional part in the changes of the g,.

The statement that in the relativity theory gravitational waves are pro­pagated with the speed of light has, l believe, been based entirely on the foregoing investigation; but it will be seen that it is only true in a very conventional sense. If coordinates are chosen só as to satisfy a certain condition which has no very clear geometrical importance, the speed is that of light; if the coordinates are slightly different the speed is altogether different from that of light. The result stands or fails by the choice of coordinates and, so far as can be judged, the coordinates here used were purposely introduced in order to obtain the simplification which results from representing the propagation as occurring with the speed of light. The argument thus follows a vicious circle.

Must we then conclude that the speed of propagation of gravitation is necessarily a conventional conception without absolute meaning ? l think not. The speed of gravitation is quite definite; only the problem of determining it does not seem to have yet been tackled correctly. To obtain a speed independent of the coordinate-system chosen, we must consider the propagation not of a world-tensor but of a world-invariant. The simplest world-invariant for this purpose is B. since G vanish in empty space. It is scarcely possible to treat of the propagation of an isolated pulse of gravitational influence, because there seems to be no way of starting a sudden pulse without calling in supernatural agencies which violate the equations of mechanics. We may consider the regular train of waves caused by the earth in its motion round the sun. At a distant point in the ecliptic B will vary with an annual periodicity; if it has a maximum or minimum value at the instant when the earth is seen to transit the sun, the inference is that the wave of disturbance has traveled to us at the same speed as the light, (It may perhaps be objected that there is no proof that the disturbance has been propagated from the earth; it might be a stationary wave permanently located round the sun which is as much the cause as the effect of the earth's annual motion. l do not think the objection is valid, but it requires examination.) There does not seem to be any grave difficulty in treating this problem; and it deserves investigation.

Para encerrar estas considerações, o Dr. Horta Santos também me argüiu sobre a aparente contradição entre vácuo e movimento, no caso, superlumínico, de psicons (embora eu não tivesse tratado, àquela altura, de grávitons, mas, devido à esta exposição feita, a mesma questão poderá ser estendida à gravitação);

Em PSICONS eu argumento que para as ondas de pensamento, com densidade de probabilidade unitária, implicando em ausência de sintaxe, a corrente de informação semântica de probabilidade é a velocidade da fase da onda que supõe massa imaginária ao mesmo tempo que envolve total indeterminação espaço-temporal (vácuo ou nada).

 

 

 


SUBJECT: Re: [ciencialist] ENC: Socoooorro!
FROM: "Oraculo" <oraculo@atibaia.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 15/08/2008 15:11

Eu acho que o autor usou um dos muitos "geradores de texto aleatórios" disponíveis na Internet hoje em dia..:-) Produzir tanto bobagem sozinho e sem ajuda não deve ser fácil..-)
 
Homero
 
 
----- Original Message -----
Sent: Friday, August 15, 2008 12:21 PM
Subject: Re: [ciencialist] ENC: Socoooorro!



Não dá para esperar muito de um texto que começa com uma inverdade: as ondas gravitacionais não foram detectadas. Mentira! Embora elas não tenham sido detectadas diretamente, foram detectadas indiretamente, trabalho que valeu o Nobel de física de 1993 a Russell Alan Hulse e Joseph Hooton Taylor Jr.
 
[ ]s
 
 
 
----- Original Message -----
From: J.Victor
Sent: Friday, August 15, 2008 5:53 AM
Subject: [ciencialist] ENC: Socoooorro!

Lista,

Quem mandou eu sair por aí procurando? Quem procura acha!

Seria este aí um “relatimístico” ou um picaretista?

Resposta: os dois, ambos, ao mesmo tempo, concomitantemente!

Isto é que escamotear. O resto é resto!

E olha que usa e abusa de um matematiquês de enganar bestas.

Esse Sarti consegue ganhar de 10 a 0 dos Caciques da vida!

Pelo inusitado, destaco(mas poderia ser qualquer trecho, pois qualquer um sequer representa alguma coisa!) os parágrafos a seguir, para verem o que andam fazendo em nome da ciência(as ênfases são minhas):

1“Os fenômenos parapsicológicos, como o poltergeist, as materializações e a teleportação e o movimento não propelido e antigravitatório dos UFOS sugerem o imaginário matemático. Pode parecer óbvio que ondas planas, complexas, zerem a equação de ondas no vácuo mas, por outro lado pode ser demonstrado matematicamente que elas surjam pela aplicação da onda psicônica plana perfeita à equação da comutação de operadores de quantidades conjugadas da mecânica quântica de Bohr, obrigando-se a que a solução do paradoxo Einstein-Podolsky-Rosen seja resolvido por elas.” Ou o último parágrafo:

2 “Em PSICONS eu argumento que para as ondas de pensamento, com densidade de probabilidade unitária, implicando em ausência de sintaxe, a corrente de informação semântica de probabilidade é a velocidade da fase da onda que supõe massa imaginária ao mesmo tempo que envolve total indeterminação espaço-temporal (vácuo ou nada).”

Putzgrilla!

And so on. Tem mais, é só pularem o Sds.

(Um locutor de um certo programa popular e sensacionalista de rádio, de Maceió, diria:

É mole, ou quer mais?)

Sds,

Victor.

É PSÍQUICA A GRAVITAÇÃO?

Geraldo Sarti

As ondas gravitacionais e os grávitons não foram detectados até agora(2006). Do meu ponto de vista jamais serão mensurados por aparelhagens e sistemas reais, da mesma forrna que os psicons, partículas lógicas não o foram. A alegação oficial é de que a constante de Newton é muito pequena e o spin é 2.

O operador de D'Alembert

                                               2

D = Δx - 1/c2  Δ2t

onde Δ2 é o laplaceano, derivada segunda em relação a x ou t, e c é a velocidade da luz ficou muito influenciado pela interferência de Lorentz nas equações originais do eletromagnetismo dinâmico de Maxwell, relacionando pela física atual traçados luxonlike, fotônicos, a espaços-tempo da relatividade.

Mas, ao considerarmos que as ondas perfeitas, complexas, ondas psicônicas, associadas a partículas de massa em movimento imaginária, solucionam trivialmente a equação das ondas gravitacionais, nós podemos perfeitamente assumir que falar em ondas gravitacionais ou grávitons pode ser o mesmo que falar de ondas psicônicas ou psicons.

Eu estou reafirmando que a equação das ondas sob o signo de      D'Alembert-Lorentz não deve ser aplicada extensivamente aos campos gravitacionais no vácuo. Embora a forma desta equação gravitacional deva ser mantida em virtude das pequenas perturbações que alteram a métrica inercial de Galileu, o princípio a que ela se refere será modificado pela simples troca da velocidade da luz pela velocidade de fase da onda plana psicônica.

Á primeira vista parece um absurdo tratar-se de velocidade de fase se ela não se aplica a partículas reais ou pacotes com velocidade de grupo.

Mas as ondas de pensamento (psicons) seriam essencialmente planas pela sua própria capacidade de superar a velocidade da luz.

O aspecto plano dos psicons nos diz que, embora dispersivos entre si (buracos do vácuo) e sujeitos a superposições (geração da matéria real) enfim, que  a planidade deles é perfeita a ponto de reduzirem-se ao próprio vácuo. 

Dito de outra forma, o psicon ou onda plana de informação semântica do pensamento como o conhecemos, possui total(infinita) incerteza na sua localização espaço-temporal.

Por definição, comprimento da onda(quantidade de movimento) e freqüência(energia) estão fixas pela não interação com potenciais reais.

Se isso se aplica à perturbação gravitacional da métrica de Galileu então, excluindo-se somatoriamente a constante cosmológica de Einstein do seu respectivo tensor de Ricci G, repetimos o tensor da densidade da matéria-energia T fica zero ou imaginário no vácuo.

Os fenômenos parapsicológicos, como o poltergeist, as materializações e a teleportação e o movimento não propelido e antigravitatório dos UFOS sugerem o imaginário matemático. Pode parecer óbvio que ondas planas, complexas, zerem a equação de ondas no vácuo mas, por outro lado pode ser demonstrado matematicamente que elas surjam pela aplicação da onda psicônica plana perfeita à equação da comutação de operadores de quantidades conjugadas da mecânica quântica de Bohr, obrigando-se a que a solução do paradoxo Einstein-Podolsky-Rosen seja resolvido por elas.

Nesse caso, efetivamente aparecem energias e partículas em movimento imaginárias associadas a incertezas gerais no vácuo. O Dr. Horta Santos sempre me questionou da possível impropriedade que significava uma intromissão de elementos imaginários semânticos na vida real, emocional e cerebral já que não haveria possibilidade de sua interacão com potenciais reais. Pela ausência de um verbete apropriado em chamei de Link a tal conexão.

É interessante que Heisenberg tenha realizado ao par posição momentum linear a equação de comutação por operadores quânticos e que tenha chegado ao resultado ih (Dirac) mas não o tenha interpretado psicologicamente. Então nesse caso estendendo-se o mesmo procedimento matemático ao par de operadores energia-tempo, concluiremos pela "existência" de massa e energia imaginárias associadas às ondas psicônicas de pensamento.

Deve ser salientado que experiências de Aspect-Bell (teorema) indicam

sinais   spacelike  entre  partículas.   Retornando  à  questão  gravitacional   seja  a igualdade

16πT = 2G = DØ                (1)

em que:

- 8 π é o equivalente relativístico da constante gravitacional Newtoniana.

- T é o tensor de densidade de matéria-energia

- G é o tensor de Ricci, obtido por contração do tensor de curvatura.

- D é o operador de D'Alembert, obtido por simplificações dos termos componentes de G e pela exclusiva manutenção dos termos de 1 a ordem no tensor de curvatura.

- Ø é a função de onda gravitacional ou psicônica

- Foi desprezada na igualdade(l) a aplicação da constante cosmológica de Einstein a G.

- Por dificuldades operacionais, estamos tratando os termos sem índices e não estamos explicitando as derivadas.

A igualdade (1) só terá valor para uma transformação de coordenadas do tipo:

x' = x + ε                                       (2)

na qual e são quantidades pequenas, de tal sorte que

                                       D ε = O                                         (3)

se por exemplo ε = ε(x — ct) sendo c a velocidade da luz.
A solução fotônica da onda gravitacional no vácuo conduz aqui a
                             D Ø = O                                        (4)

Porém, caso a condição(S) não eja satisfeita nós poderemos estar frente a desigualdades

  D Ø ≠ O                                        (5)

                                       G≠0                                                 (6)
                                      

                                       T ≠O                                                (7)

Insistindo, se supusermos que a condição (3) não se aplica, as igualdades das equações (1) não servem, de tal maneira que podemos substituir a velocidade da luz na perturbação gravitacional da métrica de Galileu por uma velocidade de fase superior à da luz em D.

Então, T poderá conter elementos imaginários, de massa e energia, da mesma forma que foi encontrado na já citada equação de operadores de comutação de quantidades conjugadas de Bohr. Conforme já escrito, a perturbação psicônica Spacelike da métrica inercial eletromagnética conduz à pergunta:

PSICONS = GRÁVITONS?

A desigualdade (5) indica que o campo gravitacional não se moveria no vácuo à velocidade da luz, mas à uma outra velocidade superior à da luz. Isso, se verdadeiro, vai resultar que T contenha elementos imaginários de massa e energia, tais como psicons, como já citado na comutação das quantidades conjugadas, pares, na equação comutadora de Bohr aplicada a psicons: Ø= exp Í(KX ωt) e m = imo /(v2-1 )1/2 sendo           v = velocidade de fase de Ø.

Naturalmente a métrica inercial não perturbada de Galileu  sofrerá a operação perturbadora do LINK com o Psicon resultando em g:

ςLINKØ = g

Considerações sobre LINK têm referências em G.S.Sarti (“PSICONS" -ABRAP) e Ronaldo Dantas Lins Filgueira (IPPP) "CURAS POR MEIOS PARANORMAIS".

Fica implícito que o intervalo métrico do espaço-tempo seria então imaginário para ondas gravitacionais igual a PSICONS.Caso isso ocorra, qualquer consideração sobre a transversalidade das ondas deixaria de ser necessária 

Como o referido paradoxo EPR é solucionado pelos psicons, estes necessariamente, enquanto quanta de informação semântica, estarão relacionados a massas em movimento imaginárias.

Curiosamente, no que estou demonstrando aqui dentro das minhas simplificações, o tensor T fica diagonalmente imaginário, assim como o G e a equação das ondas gravitacionais no vácuo, seriam também solucionadas por campos spacelike o que me leva a concluir da alta possibilidade de aceitar uma certa forma de síntese quântico-relativisía, aqui implicitamente colocada em que as ondas de pensamento (psicons) e grávitons seriam idênticos.

A discussão de Eddington é interessante:

In empty space (57-7) becomes

DØ = 0

showing that the deviations of the gravitational potentials are propagated as waves with unit velocity, i.e. the velocity of light (§ 30). But it must be remembered that this representation of the propagation, though always permissible, is not unique. In replacing (57-2) by (57-31) and (57-32), we introduce a restriction which amounts to choosing a special coordinate-system. Other solutions of (57-2) are possible, corresponding to other coordinate-systems. Ali the coordinate-systems differ from Galilean coordinates by small quantities of the first order. The potentials g pertain not only to the gravitational influence which has objective reality, but also to the coordinate-system which we select arbitrarily. We can " propagate " coordinate-changes with the speed of  thought(ênfase minha), and these may be mixed up at will with the more dilatory propagation discussed above. There does not seem to be any way of distinguishing a physical and a conventional part in the changes of the g,.

The statement that in the relativity theory gravitational waves are pro­pagated with the speed of light has, l believe, been based entirely on the foregoing investigation; but it will be seen that it is only true in a very conventional sense. If coordinates are chosen só as to satisfy a certain condition which has no very clear geometrical importance, the speed is that of light; if the coordinates are slightly different the speed is altogether different from that of light. The result stands or fails by the choice of coordinates and, so far as can be judged, the coordinates here used were purposely introduced in order to obtain the simplification which results from representing the propagation as occurring with the speed of light. The argument thus follows a vicious circle.

Must we then conclude that the speed of propagation of gravitation is necessarily a conventional conception without absolute meaning ? l think not. The speed of gravitation is quite definite; only the problem of determining it does not seem to have yet been tackled correctly. To obtain a speed independent of the coordinate-system chosen, we must consider the propagation not of a world-tensor but of a world-invariant. The simplest world-invariant for this purpose is B. since G vanish in empty space. It is scarcely possible to treat of the propagation of an isolated pulse of gravitational influence, because there seems to be no way of starting a sudden pulse without calling in supernatural agencies which violate the equations of mechanics. We may consider the regular train of waves caused by the earth in its motion round the sun. At a distant point in the ecliptic B will vary with an annual periodicity; if it has a maximum or minimum value at the instant when the earth is seen to transit the sun, the inference is that the wave of disturbance has traveled to us at the same speed as the light, (It may perhaps be objected that there is no proof that the disturbance has been propagated from the earth; it might be a stationary wave permanently located round the sun which is as much the cause as the effect of the earth's annual motion. l do not think the objection is valid, but it requires examination.) There does not seem to be any grave difficulty in treating this problem; and it deserves investigation.

Para encerrar estas considerações, o Dr. Horta Santos também me argüiu sobre a aparente contradição entre vácuo e movimento, no caso, superlumínico, de psicons (embora eu não tivesse tratado, àquela altura, de grávitons, mas, devido à esta exposição feita, a mesma questão poderá ser estendida à gravitação);

Em PSICONS eu argumento que para as ondas de pensamento, com densidade de probabilidade unitária, implicando em ausência de sintaxe, a corrente de informação semântica de probabilidade é a velocidade da fase da onda que supõe massa imaginária ao mesmo tempo que envolve total indeterminação espaço-temporal (vácuo ou nada).


SUBJECT: Re: [ciencialist] ENC: Socoooorro!
FROM: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 15/08/2008 18:04

----- Original Message -----
From: "J.Victor"
Sent: Friday, August 15, 2008 5:53 AM
Subject: [ciencialist] ENC: Socoooorro!

> Do artigo citado: “Em PSICONS eu argumento que para as ondas de
> pensamento, com densidade de probabilidade unitária, implicando em
> ausência de sintaxe, a corrente de informação semântica de
> probabilidade é a velocidade da fase da onda que supõe massa
> imaginária ao mesmo tempo que envolve total indeterminação
> espaço-temporal (vácuo ou nada).”

> Victor: Putzgrilla!

Mas... O que é que você está estranhando exatamente? O autor não disse
que isso implicaria em "ausência de sintaxe"?

Segundo o dicionário eletrônico Houaiss sintaxe é: 1) "parte da
gramática que estuda as palavras enquanto elementos de uma frase, as
suas relações de concordância, de subordinação e de ordem"; ou então:
2) "componente do sistema lingüístico que determina as relações
formais que interligam os constituintes da sentença, atribuindo-lhe
uma estrutura" (existem ainda outros contextos mas creio que esses
dois são suficientes).

Neste caso, concordo plenamente com o autor. Na frase que ele expôs
parece não haver nenhuma relação de concordância, de subordinação e de
ordem e os constituintes da sentença não estão interligados por
nenhuma relação formal. Ipso facto, diria que a frase está dentro do
proposto, ou seja, implica numa total "ausência de sintaxe".

Quanto ao restante do artigo, diria que o autor conserva esse
propósito firmado na frase citada, ou seja, mantém a idéia de escrever
ao léu, de maneira desestruturada, e de maneira muito semelhante
àquela apresentada pelos físicos "modernos" (se bem que esses não
chamem a atenção para a "ausência de sintaxe", deixando o leitor com
aquela cara de bobo até o dia em que resolve entrar na onda).

Não gostei muito do estilo do autor, mas acredito que a idéia em si
poderia dar origem a uma bela novela de ficção, a exemplo do que se
tem feito costumeiramente com os extravagentes conceitos inventados,
de maneira também desestruturada, pelos físicos "modernos". Para
transformar o texto em ficção seria necessário, não obstante,
estabelecer as relações formais (ainda que fictícias) e, nessas
condições, manter a "disposição harmoniosa de partes ou elementos" do
texto, o que implicaria na "presença de sintaxe". Existem muitas
novelas ficcionistas a usarem e abusarem dos conceitos esdrúxulos
inventados pelos físicos "modernos".

Nada contra a ficção firmada por cima de conceitos extravagantes
estabelecidos pela física "moderna", desde que não se extrapole essa
ficção para o terreno científico. Comento alguma coisa a esse respeito
no editorial do número 4 de 2005 (Ano XI) da revista Integração sob o
título "Física Quântica e Psicologia -- Resposta a uma consulente"
[Vide ftp://ftp.usjt.br/pub/revint/303_43.pdf ] .

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com/indice.htm
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.



SUBJECT: RE: [ciencialist] ENC: Socoooorro!
FROM: murilo filo <avalanchedrive@hotmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 15/08/2008 19:03

Menino!!!
Eu não gostaria de estar dentro da cuca de um cara desses nem por um segundo!
Um arqui-gênio incompreendido auto-propelido por ondas redundantes de peidos-n'água e criado pela avó, com certeza!
Arre!  M.




To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
From: oraculo@atibaia.com.br
Date: Fri, 15 Aug 2008 15:11:13 -0300
Subject: Re: [ciencialist] ENC: Socoooorro!


Eu acho que o autor usou um dos muitos "geradores de texto aleatórios" disponíveis na Internet hoje em dia..:-) Produzir tanto bobagem sozinho e sem ajuda não deve ser fácil..-)
 
Homero
 
 
----- Original Message -----
Sent: Friday, August 15, 2008 12:21 PM
Subject: Re: [ciencialist] ENC: Socoooorro!


Não dá para esperar muito de um texto que começa com uma inverdade: as ondas gravitacionais não foram detectadas. Mentira! Embora elas não tenham sido detectadas diretamente, foram detectadas indiretamente, trabalho que valeu o Nobel de física de 1993 a Russell Alan Hulse e Joseph Hooton Taylor Jr.
 
[ ]s
 
 
 
----- Original Message -----
From: J.Victor
Sent: Friday, August 15, 2008 5:53 AM
Subject: [ciencialist] ENC: Socoooorro!


Lista,

Quem mandou eu sair por aí procurando? Quem procura acha!

Seria este aí um “relatimístico” ou um picaretista?

Resposta: os dois, ambos, ao mesmo tempo, concomitantemente!

Isto é que escamotear. O resto é resto!

E olha que usa e abusa de um matematiquês de enganar bestas.

Esse Sarti consegue ganhar de 10 a 0 dos Caciques da vida!

Pelo inusitado, destaco(mas poderia ser qualquer trecho, pois qualquer um sequer representa alguma coisa!) os parágrafos a seguir, para verem o que andam fazendo em nome da ciência(as ênfases são minhas):

1“Os fenômenos parapsicológicos, como o poltergeist, as materializações e a teleportação e o movimento não propelido e antigravitatório dos UFOS sugerem o imaginário matemático. Pode parecer óbvio que ondas planas, complexas, zerem a equação de ondas no vácuo mas, por outro lado pode ser demonstrado matematicamente que elas surjam pela aplicação da onda psicônica plana perfeita à equação da comutação de operadores de quantidades conjugadas da mecânica quântica de Bohr, obrigando-se a que a solução do paradoxo Einstein-Podolsky-Rosen seja resolvido por elas.” Ou o último parágrafo:

2 “Em PSICONS eu argumento que para as ondas de pensamento, com densidade de probabilidade unitária, implicando em ausência de sintaxe, a corrente de informação semântica de probabilidade é a velocidade da fase da onda que supõe massa imaginária ao mesmo tempo que envolve total indeterminação espaço-temporal (vácuo ou nada).”

Putzgrilla!

And so on. Tem mais, é só pularem o Sds.

(Um locutor de um certo programa popular e sensacionalista de rádio, de Maceió, diria:

É mole, ou quer mais?)

Sds,

Victor.

É PSÍQUICA A GRAVITAÇÃO?

Geraldo Sarti

As ondas gravitacionais e os grávitons não foram detectados até agora(2006). Do meu ponto de vista jamais serão mensurados por aparelhagens e sistemas reais, da mesma forrna que os psicons, partículas lógicas não o foram. A alegação oficial é de que a constante de Newton é muito pequena e o spin é 2.

O operador de D'Alembert

                                               2

D = Δx - 1/c2  Δ2t

onde Δ2 é o laplaceano, derivada segunda em relação a x ou t, e c é a velocidade da luz ficou muito influenciado pela interferência de Lorentz nas equações originais do eletromagnetismo dinâmico de Maxwell, relacionando pela física atual traçados luxonlike, fotônicos, a espaços-tempo da relatividade.

Mas, ao considerarmos que as ondas perfeitas, complexas, ondas psicônicas, associadas a partículas de massa em movimento imaginária, solucionam trivialmente a equação das ondas gravitacionais, nós podemos perfeitamente assumir que falar em ondas gravitacionais ou grávitons pode ser o mesmo que falar de ondas psicônicas ou psicons.

Eu estou reafirmando que a equação das ondas sob o signo de      D'Alembert-Lorentz não deve ser aplicada extensivamente aos campos gravitacionais no vácuo. Embora a forma desta equação gravitacional deva ser mantida em virtude das pequenas perturbações que alteram a métrica inercial de Galileu, o princípio a que ela se refere será modificado pela simples troca da velocidade da luz pela velocidade de fase da onda plana psicônica.

Á primeira vista parece um absurdo tratar-se de velocidade de fase se ela não se aplica a partículas reais ou pacotes com velocidade de grupo.

Mas as ondas de pensamento (psicons) seriam essencialmente planas pela sua própria capacidade de superar a velocidade da luz.

O aspecto plano dos psicons nos diz que, embora dispersivos entre si (buracos do vácuo) e sujeitos a superposições (geração da matéria real) enfim, que  a planidade deles é perfeita a ponto de reduzirem-se ao próprio vácuo. 

Dito de outra forma, o psicon ou onda plana de informação semântica do pensamento como o conhecemos, possui total(infinita) incerteza na sua localização espaço-temporal.

Por definição, comprimento da onda(quantidade de movimento) e freqüência(energia) estão fixas pela não interação com potenciais reais.

Se isso se aplica à perturbação gravitacional da métrica de Galileu então, excluindo-se somatoriamente a constante cosmológica de Einstein do seu respectivo tensor de Ricci G, repetimos o tensor da densidade da matéria-energia T fica zero ou imaginário no vácuo.

Os fenômenos parapsicológicos, como o poltergeist, as materializações e a teleportação e o movimento não propelido e antigravitatório dos UFOS sugerem o imaginário matemático. Pode parecer óbvio que ondas planas, complexas, zerem a equação de ondas no vácuo mas, por outro lado pode ser demonstrado matematicamente que elas surjam pela aplicação da onda psicônica plana perfeita à equação da comutação de operadores de quantidades conjugadas da mecânica quântica de Bohr, obrigando-se a que a solução do paradoxo Einstein-Podolsky-Rosen seja resolvido por elas.

Nesse caso, efetivamente aparecem energias e partículas em movimento imaginárias associadas a incertezas gerais no vácuo. O Dr. Horta Santos sempre me questionou da possível impropriedade que significava uma intromissão de elementos imaginários semânticos na vida real, emocional e cerebral já que não haveria possibilidade de sua interacão com potenciais reais. Pela ausência de um verbete apropriado em chamei de Link a tal conexão.

É interessante que Heisenberg tenha realizado ao par posição momentum linear a equação de comutação por operadores quânticos e que tenha chegado ao resultado ih (Dirac) mas não o tenha interpretado psicologicamente. Então nesse caso estendendo-se o mesmo procedimento matemático ao par de operadores energia-tempo, concluiremos pela "existência" de massa e energia imaginárias associadas às ondas psicônicas de pensamento.

Deve ser salientado que experiências de Aspect-Bell (teorema) indicam

sinais   spacelike  entre  partículas.   Retornando  à  questão  gravitacional   seja  a igualdade

16Ï€T = 2G = DØ                (1)

em que:

- 8 π é o equivalente relativístico da constante gravitacional Newtoniana.

- T é o tensor de densidade de matéria-energia

- G é o tensor de Ricci, obtido por contração do tensor de curvatura.

- D é o operador de D'Alembert, obtido por simplificações dos termos componentes de G e pela exclusiva manutenção dos termos de 1 a ordem no tensor de curvatura.

- Ø é a função de onda gravitacional ou psicônica

- Foi desprezada na igualdade(l) a aplicação da constante cosmológica de Einstein a G.

- Por dificuldades operacionais, estamos tratando os termos sem índices e não estamos explicitando as derivadas.

A igualdade (1) só terá valor para uma transformação de coordenadas do tipo:

x' = x + ε                                       (2)

na qual e são quantidades pequenas, de tal sorte que

                                       D ε = O                                         (3)

se por exemplo ε = ε(x — ct) sendo c a velocidade da luz.
A solução fotônica da onda gravitacional no vácuo conduz aqui a
                             D Ø = O                                        (4)

Porém, caso a condição(S) não eja satisfeita nós poderemos estar frente a desigualdades

  D Ø ≠ O                                        (5)

                                       G≠0                                                 (6)
                                      

                                       T ≠O                                                (7)

Insistindo, se supusermos que a condição (3) não se aplica, as igualdades das equações (1) não servem, de tal maneira que podemos substituir a velocidade da luz na perturbação gravitacional da métrica de Galileu por uma velocidade de fase superior à da luz em D.

Então, T poderá conter elementos imaginários, de massa e energia, da mesma forma que foi encontrado na já citada equação de operadores de comutação de quantidades conjugadas de Bohr. Conforme já escrito, a perturbação psicônica Spacelike da métrica inercial eletromagnética conduz à pergunta:

PSICONS = GRÁVITONS?

A desigualdade (5) indica que o campo gravitacional não se moveria no vácuo à velocidade da luz, mas à uma outra velocidade superior à da luz. Isso, se verdadeiro, vai resultar que T contenha elementos imaginários de massa e energia, tais como psicons, como já citado na comutação das quantidades conjugadas, pares, na equação comutadora de Bohr aplicada a psicons: Ø= exp Í(KX ωt) e m = imo /(v2-1 )1/2 sendo           v = velocidade de fase de Ø.

Naturalmente a métrica inercial não perturbada de Galileu  sofrerá a operação perturbadora do LINK com o Psicon resultando em g:

ςLINKØ = g

Considerações sobre LINK têm referências em G.S.Sarti (“PSICONS" -ABRAP) e Ronaldo Dantas Lins Filgueira (IPPP) "CURAS POR MEIOS PARANORMAIS".

Fica implícito que o intervalo métrico do espaço-tempo seria então imaginário para ondas gravitacionais igual a PSICONS.Caso isso ocorra, qualquer consideração sobre a transversalidade das ondas deixaria de ser necessária 

Como o referido paradoxo EPR é solucionado pelos psicons, estes necessariamente, enquanto quanta de informação semântica, estarão relacionados a massas em movimento imaginárias.

Curiosamente, no que estou demonstrando aqui dentro das minhas simplificações, o tensor T fica diagonalmente imaginário, assim como o G e a equação das ondas gravitacionais no vácuo, seriam também solucionadas por campos spacelike o que me leva a concluir da alta possibilidade de aceitar uma certa forma de síntese quântico-relativisía, aqui implicitamente colocada em que as ondas de pensamento (psicons) e grávitons seriam idênticos.

A discussão de Eddington é interessante:

In empty space (57-7) becomes

DØ = 0

showing that the deviations of the gravitational potentials are propagated as waves with unit velocity, i.e. the velocity of light (§ 30). But it must be remembered that this representation of the propagation, though always permissible, is not unique. In replacing (57-2) by (57-31) and (57-32), we introduce a restriction which amounts to choosing a special coordinate-system. Other solutions of (57-2) are possible, corresponding to other coordinate-systems. Ali the coordinate-systems differ from Galilean coordinates by small quantities of the first order. The potentials g pertain not only to the gravitational influence which has objective reality, but also to the coordinate-system which we select arbitrarily. We can " propagate " coordinate-changes with the speed of  thought(ênfase minha), and these may be mixed up at will with the more dilatory propagation discussed above. There does not seem to be any way of distinguishing a physical and a conventional part in the changes of the g,.

The statement that in the relativity theory gravitational waves are pro­pagated with the speed of light has, l believe, been based entirely on the foregoing investigation; but it will be seen that it is only true in a very conventional sense. If coordinates are chosen só as to satisfy a certain condition which has no very clear geometrical importance, the speed is that of light; if the coordinates are slightly different the speed is altogether different from that of light. The result stands or fails by the choice of coordinates and, so far as can be judged, the coordinates here used were purposely introduced in order to obtain the simplification which results from representing the propagation as occurring with the speed of light. The argument thus follows a vicious circle.

Must we then conclude that the speed of propagation of gravitation is necessarily a conventional conception without absolute meaning ? l think not. The speed of gravitation is quite definite; only the problem of determining it does not seem to have yet been tackled correctly. To obtain a speed independent of the coordinate-system chosen, we must consider the propagation not of a world-tensor but of a world-invariant. The simplest world-invariant for this purpose is B. since G vanish in empty space. It is scarcely possible to treat of the propagation of an isolated pulse of gravitational influence, because there seems to be no way of starting a sudden pulse without calling in supernatural agencies which violate the equations of mechanics. We may consider the regular train of waves caused by the earth in its motion round the sun. At a distant point in the ecliptic B will vary with an annual periodicity; if it has a maximum or minimum value at the instant when the earth is seen to transit the sun, the inference is that the wave of disturbance has traveled to us at the same speed as the light, (It may perhaps be objected that there is no proof that the disturbance has been propagated from the earth; it might be a stationary wave permanently located round the sun which is as much the cause as the effect of the earth's annual motion. l do not think the objection is valid, but it requires examination.) There does not seem to be any grave difficulty in treating this problem; and it deserves investigation.

Para encerrar estas considerações, o Dr. Horta Santos também me argüiu sobre a aparente contradição entre vácuo e movimento, no caso, superlumínico, de psicons (embora eu não tivesse tratado, àquela altura, de grávitons, mas, devido à esta exposição feita, a mesma questão poderá ser estendida à gravitação);

Em PSICONS eu argumento que para as ondas de pensamento, com densidade de probabilidade unitária, implicando em ausência de sintaxe, a corrente de informação semântica de probabilidade é a velocidade da fase da onda que supõe massa imaginária ao mesmo tempo que envolve total indeterminação espaço-temporal (vácuo ou nada).



SUBJECT: RES: [ciencialist] Re: QUALIDADE DO ENSINO
FROM: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 15/08/2008 20:13

César,

 

“Este tipo de trabalho, reveste-se de grande valia para os estudantes, em especial aqueles que não têm opinião formada, ou acreditam em algo sem umaatitude crítica. Vejo neste trabalho a importância do estímulo ao respeito à diversidade, da descrença das unanimidades, e do alerta ao perigo do posicionamento imediato, sem a devida reflexão e análise apurada dos fatos, sob os vários pontos de vista.E ainda que não se adote o rigor e o ceticismo apurado dos cientistas, os cidadãos devem possuir o mínimo de competência científica para distinguir a postura crítica, com embasamento científico, da postura crédula, que alimenta o sensacionalismo.”

 

 

Victor:  O trabalho do professor é digno de elogios e a um professor desses é devido todo o respeito do mundo. Embora esta seja a obrigação e o dever de qualquer professor, que se assumiu como educador, mesmo ante as diversidades.  Ensinar educando e apontando os rumos que devem ser seguidos, quando há alguma dúvida ou informações que contradigam um experimento conhecido e documentado, é uma objetivo, uma meta. Um exemplo, entre outros,  é esse da ida ou não à lua, sobre o que ainda se vêem por aí discussões mantidas por idiotas, que, por incapacidade de um raciocínio científico, assumem como válidas, de maneira absoluta, aquilo em que pensam, sem um embasamento mais adequado. E daí tascam o pau numa tentativa de provarem que estão certos e se recusam sequer a tecer considerações sobre aquilo que renegam;  por gostarem de trafegarem  na contramão da corrente vigente, até postando-se como vítimas e incompreendidos, dão uma de salvadores do saber e da verdade, mostrando com inverdades, aqueles fatos que são verdadeiros.

  Já vimos esse filme por aqui?

Contudo, ainda acredito que, mesmo neste Brasil por aí afora, haja muitos mestres como o autor do trabalho ora comentando. Que respeitam o aluno e, mais que isso, respeitam sua profissão e seu compromisso com uma correta educação. A conclusão acima não poderia ser mais oportuna.

 

Mas, num País como este, onde a educação dos níveis iniciais é relegada  ao descaso, é de espantar  atitudes como a do abnegado Professor. Que isso lá é, é!

E assim caminha a humanidade, digo, esta nação.

 

Sds,

Victor.

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de César A. K. Grossmann
Enviada em: sexta-feira, 15 de agosto de 2008 11:50
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Re: QUALIDADE DO ENSINO

 

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Profª Cristiana Passinato"
<crispassinato3@...> escreveu
>
> Pois é, o ensino tá tão bom que precisam se criar turmas de reforço
pra um
> exame nacional, como o ENADE, é isso aí!

Esta semana acabei me envolvendo em uma polêmica: existem professores
que ensinam para os alunos que a missão lunar de julho/1969 foi uma
fraude. Como é que pode? O que vem a seguir? Veremos professores
ensinando alquimia, astrologia, criacionismo e "design inteligente"?

Para que serve o ensino, se os alunos saem de lá achando que
"pensamento crítico" e "ceticismo" é sinônimo de "não acreditar em nada"?

Por que os professores não fazem uma abordagem como a deste aqui:
http://www.adorofisica.com.br/trabalhos/trab_Lua.htm

O que mudou no ensino de ciências desde que Feynman esteve por aqui?
http://www.defi.isep.ipp.pt/~asv/textos/feynman.htm

[]s


SUBJECT: RES: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física
FROM: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 15/08/2008 20:39

Olá Dídimo,

 

Em minha opinião isto que diz, “relativista é o sujeito que a acredita na relatividade da verdade está relacionado a relativismo, no sentido de subjetivo, ou subjetivismo.

 

Aproveito o ensejo para um pequeno comentário a um texto de Homero, onde explicito o que estou tentando dizer e que está diretamente vinculado ao que você expôs.

 

Homero: “O termo relativista não se aplica a defensores da teoria da relatividade, mas sim a defensores da relatividade dos conceitos, e idéias, como no relativismo cultural (todas as culturas são igualmente válidas)”

 

Victor: Essa, uma das razões de minha estranheza, pois o termo pode ter significado que conduz a dubiedades, mesmo dentro dos esclarecimentos que fez. . A seguir, algumas definições, em alguns dicionários. Por isso, em se tratando de algo tão sério, deve-se ser preciso em relação à exposição do que se quer dizer a respeito.

Percebe-se  como esses conceitos são misturados, a depender do conceituador.  Pelo sim, pelo não, em minha opinião, aquele que pretende discursar a respeito, expondo seu pensamento, deve explicar qual o real significado que deve dar à palavra “realtivista”;  se não, como você alertou, como “irei relaxar, homem”?

 

re.la.ti.vis.ta

adj m+f (relativo+ista) Que diz respeito ao relativismo ou à relatividade. s m+f Sequaz do relativismo.

 

 

 

Astronomía y Física de las particulas ~ RChA.

 

Relativista

El adjetivo relativista se emplea para designar situaciones extremas donde se aplica la teoría de la relatividad. Por ejemplo cuando un cuerpo se desplaza a velocidades cercanas a la de la luz o si su energía cinética es similar a la energía de su masa en reposo.

 

 

Spanish - Portuguese (Smart dictionary)

 

Browse

 

relativista

de relativismo {relativistic

}

relativista (mf)

relativista, defensor do relativismo;... {relativist}

 

 

Italian - Portuguese (Smart dictionary)

 

Browse

 

relativista (m)

relativista, defensor do relativismo;... {relativist}

 

Italian-English

 

relativista (m)

n. relativist


E assim caminha a humanidade:  alguns colocam relativista vinculado ao relativismo, que nada nada tem a ver com o que você(Homero) clarificou. Outros, fazem a designação, como deve ser. E isto é ruim e dá margem a disparates, que podem influir nos mais desavisados. Ao longo da história das discussões sobre a teoria da relatividade é isso que mais tem se verificado. 

 

 Bem, agora vou deixar de nhémhémhém.

Sds,

Victor

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Dídimo Matos
Enviada em: sexta-feira, 15 de agosto de 2008 00:52
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

 

Tudo bem, grato pela informação, mas relembro que em contextos gerais relativista é o sujeito que a acredita na relatividade da verdade.

 

Abraço,
Dídimo Matos
http://didimomatos.zip.net/
_______________________
...só mesmo a obscuridade pode
servir de proteção para o que é
absurdo.

 

Sent: Thursday, August 14, 2008 4:45 PM

Subject: Re: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

 

Caro Dídimo,

 

O termo "relativista" é aplicado corriqueiramente, sem segundas intenções, aos físicos que estudam a teoria da relatividade. Mas é claro que isso se dá no contexto particular da física.

 

[ ]s

 

 

 

----- Original Message -----

Sent: Thursday, August 14, 2008 12:19 AM

Subject: Re: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

 

Caro Victor,

 

Acho que sua crítica é absurda. Ninguém chama Einstein de relativista, nem os relativistas acreditam que Einstein era um deles. Acho que você tá muito afetado, relaxa homem. Quando falamos em relativistas falamos de pessoas que acreditam que tudo é relativo e que usam a relatividade como os charlatães usam a física quântica ao justificar seus misticismos.

 

Abraço,
Dídimo Matos
http://didimomatos.zip.net/
_______________________
...só mesmo a obscuridade pode
servir de proteção para o que é
absurdo.

 

From: J.Victor

Sent: Wednesday, August 13, 2008 2:06 PM

Subject: RES: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

 

Caro Álvaro,

Álvaro: Imagino que por "relativistas" o autor quis dizer outra coisa, algo como as pessoas que acreditam que tudo é relativo, no sentido que todas as proposições são válidas de algum ponto de vista.

Victor: Pois é, Álvaro. Mas o autor do e-mail generaliza e, da maneira como pôs a questão, relativistas, astrólogos, seguidores de Capra em suas posturas místicas, tarólogos, são tudo farinha do mesmo saco, em termos, segundo penso, de idéias, excluídas aqui quaisquer conotações que se refiram às pessoas. Refiro-me a idéias, somente.   Das duas uma, ou o Sottomaior não tem o menor conhecimento do que é a Teoria da Relatividade, ou é leviano em suas afirmações, e quer enganar os seus leitores, na mesma medida em que o faz os místicos que se apoderam das idéias quânticas, dando-lhes conotações indevidas, mas que  julgam apropriadas no apoio aos seus intentos.  

Sei que, parece, o autor cuida desse negócio de um tal de Ceticismo Aberto, assunto tratado num site em relação ao qual não vejo sentido ou utilidade alguma. Uma perda de tempo.

Talvez ele não saiba a diferença entre o que significa relatividade(ou relativista) e o que significa relativismo.  Do contrário não diria semelhantes tolices.  

Parece-me evidente que continuam imperando as dificuldades geradas pelo nome Relatividade, que é indevido e não  faz juz ao que a Teoria faz. Mas é obrigação de quem se mete a fazer críticas,  procurar esgotar os assuntos sobre os quais pretende tratar,  para minimizar informações errôneas, que possam ser classificadas de levianas.

Que só são  prejudiciais aos estudantes e outros interessados em aprender as coisas como as coisas são.  

A relatividade é, antes de mais nada,uma teoria de absolutos! Isso mesmo!

Não há na teoria da relatividade, nada, absolutamente nada, que represente algum indício de subjetivismo, de qualquer espécie.

É uma teoria que tem se verificado verdadeira no dia a dia, resistindo, sem esforços, a todos os testes que são feitos, objetivando infirmá-la.

É só buscar na literatura existente, que é muito, muito vasta, o que se tem feito com ela, o que se pode fazer e o que não se pode fazer com ela.  Ou então calar. É mais “lucroso” assim...

Se pensam que a teoria da relatividade é mais do que isto:   

somente  uma teoria física do espaço e do tempo, que descreve a relação geométrica entre esse mesmo espaço e esse mesmo tempo,  continuam  muitíssimo enganadosPois é só isto que ela é. Nada tem de esotérico, de espitirual, nada tem de eu penso e eu acho. Ou sabe ou não sabe.  Nem mais que menos que isso!  E toda a realidade que descreve é o que pode ser medida  com réguas e relógios, nos referenciais sede desses relógios e réguas, e em nenhum outro mais. O que vem associado é um formalismo matemático, poderoso, que consegue exprimir esse relacionamento entre espaço e tempo de uma maneira muito competente, permitindo extrair todas as conseqüências que arrepiam esses que não conseguem, 100 anos depois,  entender, sequer,  as essencialidades  dos dois postulados básicos e do Princípio da Equivalência, como é para ser mesmo.

Uma vez, você, Álvaro, disse aqui, a respeito de umas pequenas querelas sobre o entendimento da relatividade a partir das obras traduzidas do inglês, acho que foi por aí. Você então disparou, mais ou menos assim: “ ...o problema do entendimento da relatividade não está nas traduções...!”.   E não está mesmo!. E eu sei o que você quis, sagazmente, quis significar.  O problema da relatividade(ou teoria dos absolutos) está na compreensão de seus dois postulados básicos e do Princípio da Equivalência(que faz a transição entre a TRE  e a TRG).  O resto é uma parte técnica, que qualquer um com propensões à matemática pode aprender, sem medo de ser feliz. Está Certo, está certo, e mais umas hipotesinhas sobre homogeneidade e isotropia, associadas ao espaço e ao tempo.

Para encerrar,  entendo que confundir  relatividade(no sentido da Teoria de Einstein, que não diz que tudo é relativo...), com relativismo, no sentido do subjetivismo, como advogam alguns filósofos da ciência(ou não),  e outros interessados em escafeder a teoria, verdadeiramente, pode conduzir a desvios do tipo. ( Nada contra filósofos, aviso).   Mas sonhar às vezes ajuda a tocar o barco prá frente, que atrás vem gente.

Sds,

Victor.

  

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Alvaro Augusto (L)
Enviada em: quarta-feira, 13 de agosto de 2008 00:07
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

Cabe lembrar que os relativistas modernos, descendentes intelectuais de Hawkings, Penrose e Thorn, encontram-se justamente entre os maiores apoiadores da mecânica quântica, pois o grande sonho deles é unir ambas as teorias.

Imagino que por "relativistas" o autor quis dizer outra coisa, algo como as pessoas que acreditam que tudo é relativo, no sentido que todas as proposições são válidas de algum ponto de vista. Quanto ao "Tao da Física", tenho-o desde 1984 e nunca consegui passar da metade. Mas, se serve de consolo, há coisa muito pior por aí. Leiam, por exemplo, " A dança dos mestres Wu Li". É de rachar os cornos!

[ ]s

----- Original Message -----

From: J.Victor

Sent: Tuesday, August 12, 2008 7:23 PM

Subject: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

Sottomaior,

 Você disse: “Não é à toa que, entre as fileiras de seus adeptos, encontram-se relativistas,
detratores da ciência (em favor de uma "nova ciência" que inexiste),
solipsistas e pós-modernos.”

Victor:  Quer justificar a razão pela qual está incluindo relavistas nesse rol de detratores da ciência?

              A que tipo de “relativista”, enfim,  você se refere?

Sds,

Victor.






De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Daniel Sottomaior
Enviada em: sábado, 9 de agosto de 2008 14:21
Para: cienciacidadania@yahoogroups.com; ciencialist@yahoogrupos.com.br; secularismo@yahoogroups.com
Assunto: [ciencialist] Fwd: Crítica: o Tao da Física

--- Em strbrasil@yahoogrupos.com.br, "Daniel Sottomaior" <cetico@...>
escreveu

os devaneios de

O TAO DA FÍSICA

e do misticismo oriental

Tive, há cinco horas, uma experiência arrebatadora. Estava sentado no
banco da praça, vendo pessoas dançarem na boate em frente, quando de
súbito dei conta de algo. Sendo um leitor de física, eu sabia que um
elétron encurralado em uma caixa se moveria cada vez mais
freneticamente, conforme as paredes se fechassem sobre ele. Mas eu só
tinha sentido isso através do livro de Brian Greene. Sentado na praça,
vi as pessoas se comprimirem mais e mais, conforme chegavam outras e,
a animação subindo, dançarem cada vez mais freneticamente. 'Vi' os
elétrons de seus corpos participando nesta dança cósmica e frenética,
e nesse momento eu soube: era o Funk das Cachorras a embalar o
comportamento dos elétrons do Universo!

Você achou isto ridículo?

Se você pensava que a ciência ocidental não tinha nada a ver com o
misticismo oriental, então precisa ler O Tao da Física: verá que é
isso mesmo. Fritjof Capra inicia seu O Tao da Física comparando o
movimento dos átomos com a Dança de Shiva, o Senhor dos Dançarinos
adorado pelos hindus. É claro que Shiva não existe, que átomos não
dançam e que "som" é algo que só existe no cérebro de alguns seres
vivos. Fritjof Capra está, você pode pensar, apenas fazendo uma
analogia inofensiva.

Infelizmente, no afã de comparar a física quântica com o misticismo
oriental, ele chega a afirmar que "de acordo com a teoria de campo,
cada partícula, de fato, 'canta, perpetuamente, a sua canção'" [esta
ênfase é minha; todas nesta matéria também serão]. Então, parece que a
comparação é séria. Mas ele admitirá, em seguida, que é tudo metáfora.
E é assim que ele faz por todo o livro: afirma não querendo afirmar,
desdiz, reinterpreta, diz o oposto.

A intenção, parece, é fazer afirmações bombásticas e, depois, de
mansinho, torná-las "metafóricas" e poder negar o sentido literal que
pareciam ter quando foram afirmadas. Isto, por si, já torna o livro
bastante ruim, pois é fazer questão de confundir. Não é à toa que,
entre as fileiras de seus adeptos, encontram-se relativistas,
detratores da ciência (em favor de uma "nova ciência" que inexiste),
solipsistas e pós-modernos.

O Tao da Física, lançado em 1975, defende a tese surpreendente de que
as antigas tradições místicas do Oriente guardam "profundas
semelhanças" com a física moderna. No caminho, fomenta uma série de
confusões e mal entendidos, comete abusos epistemológicos e faz
afirmações tolas sobre a sociedade - levadas ao extremo em O Ponto de
Mutação, livro seguinte de Capra.

Para ser justo, não é um livro tão ruim quanto se pensa. No seu
melhor, faz explanações interessantes sobre aspectos experimentais e
teóricos da física, como o processo de observação de partículas e o
significado das dimensões adicionais. Embora sempre com um viés na
direção do oriente, há passagens verdadeiramente empolgantes e
esclarecedoras sobre física, mesmo para quem já leu Stephen Hawking ou
Brian Greene. Sim, é recomendável.

Este, contudo, é o problema. Se fosse um livro inteiramente ridículo,
seria fácil esquecê-lo. Mas as boas passagens acabam servindo como
cavalos de Tróia carregando as passagens ruins, dando um ar de
legitimidade a idéias que não fazem sentido. Para os amantes da
ciência, é fogo amigo. Para os detratores, é um sonho: um físico
conceituado defendendo o relativismo e o misticismo, louvando o
"conhecimento intuitivo" e criticando as leis da lógica!

Ao contrário do que o autor diz, ou parece dizer pra muitos, os fatos
da física moderna não implicam que espaço e tempo sejam ilusões; que
objetos e leis da física sejam criados pela mente; que a objetividade
da ciência é um mito; que o saber científico é relativo; que a
linguagem e a lógica são incapazes de explicar os fatos; que o mundo
não é composto de partes menores; que "mente" e "realidade" são a
mesma coisa. Nada disso é verdade.

Este texto visa identificar e criticar todo o estrago causado por Capra.

A Teoria <<

Pra logo cortar o barato dos pós-modernos, vou começar com aquilo que
está somente no final, no epílogo, de O Tao da Física:

"Estará a ciência moderna, com todo o seu sofisticado equipamento, a
redescobrir, meramente, a antiga sabedoria, conhecida dos sábios
orientais há milênios? Deverão os físicos, portanto, abandonar o
método científico e começar a meditar? Ou poderá existir uma
influência mútua entre a ciência e o misticismo, talvez até uma
síntese? Penso que todas estas perguntas têm de ser negativamente
respondidas."

Ora, senhor Fritjof Capra, por que não disse antes?!

Eu poderia apostar que o livro não teria vendido a metade se esta
clara e eloqüente mostra de lucidez estivesse no prefácio do livro.
Mas vamos à tese maior de Capra: segundo ele existem duas formas de
conhecimento, a racional e a intuitiva. A primeira é limitada,
relativa e aproximativa: típica dos cientistas; a segunda é superior,
absoluta e capta a essência das coisas: típica dos místicos. Este é o
ponto de partida do livro.

Além disso, a intuição é capaz de compreender verdades inacessíveis à
razão. De fato, a razão não apenas é desnecessária à obtenção do
conhecimento verdadeiro: ela atrapalha. Aprendizes budistas são alvo
de questões paradoxais, no intuito de fazê-los abandonar a razão e
mergulhar num estado "intuitivo", livre das "limitações do intelecto"
que, de outro modo, se fariam insistentemente presentes, impedindo o
aluno de alcançar a verdade.

Procedendo mais ou menos assim, as demais tradições orientais teriam
acesso ao verdadeiro conhecimento da realidade. E Capra é tão
entusiasta desta "sabedoria intuitiva" que chega a afirmar que a
humanidade não ficou mais sábia nos últimos 2 mil anos "apesar do
incremento do conhecimento racional". Mas que sabedoria é essa? Ela
existe? "Os místicos orientais insistem repetidamente no fato de a
realidade última não poder ser nunca objeto de raciocínio ou de
conhecimento demonstrável". E que motivos resta então para acreditar,
se o mesmo pode ser dito sobre qualquer disparate?

Fica claro então que, segundo o autor e os próprios místicos, esta
forma de sabedoria é assumidamente irracional, isto é, não pode ser
expressa pela linguagem e não pode ser compreendida pelo intelecto.
Também não pode ser confirmada de maneira alguma, a não ser de forma
pessoal e introspectiva.

E isto, é óbvio, deveria ser razão suficiente para não se acreditar nela.

Afinal, os católicos prometem que, embora não possam provar, seguir os
ensinamentos de Cristo é o caminho certo rumo ao paraíso (e que,
aliás, perder tempo com crendices orientais é paganismo e blasfêmia).
Sem evidências de um lado e de outro, como escolher? Aliás, por que
escolher? E é claro que não há somente estas duas opções, mas dezenas.

Mas, tudo bem, vamos analisar o que este "conhecimento intuitivo" nos
revela. Apesar de ele ser incomunicável, as tradições orientais bem
que tentaram comunicá-lo. O resultado, segundo eles mesmos, é
fragmentário e limitado. Mas é este resultado que o autor usará para
fazer as comparações com a física.

A Sabedoria Oriental <<

Na verdade, como veremos, são diversas "sabedorias" orientais, mas
Capra encontra (ou seria procura?) uns poucos princípios supostamente
comuns a todas. Basicamente, as grandes descobertas da mística
oriental, inexplicáveis em termos racionais limitados, são estas:

- Não existem entidades isoladas, tudo é parte integrante do todo.

- A realidade não é mecanicista, mas orgânica.

- A realidade não é estática, mas essencialmente dinâmica.

- O Universo inclui sempre o observador de um modo essencial.

Parece que o alegado problema de tais verdades não serem traduzíveis
em termos inteligíveis é mesmo sério. Capra nós: você entendeu algo?
Pense rápido: um tijolo é uma entidade isolada, ou é uma parte
integrante do muro? Se você foi levado a responder um dos dois, errou.
A resposta é ambos. A pergunta insinuou uma falsa dicotomia. E a
sensação é de que os dois princípios seguintes também insinuam falsas
dicotomias (do observador, falaremos depois).

Não procure esclarecimentos em O Tao da Física. Nem por um momento
Capra tenta explicar estas afirmações. Só as repete, vezes sem conta,
após uma ou outra explanação sobre física. E o que ele poderia dizer?
A maioria dos epistemólogos está de acordo sobre o que é conhecimento:
crença verdadeira e justificada. Isto é, você só tem conhecimento
sobre X quando:

a) você acredita em X

b) X é verdade

c) você possui justificativa racional para acreditar em X

Então, é difícil ver como "verdades" confusas, inexplicáveis em termos
racionais, podem constituir conhecimento em algum sentido. Podemos até
supor que os orientais acreditam de verdade em... "seja lá o que for"
(eles não conseguem explicar, afinal); mas não há porque supor que
aquilo que eles obtêm através de meditação e introspecção seja
verdadeiro. Mesmo que seja, não há nenhuma justificativa racional para
acreditar - e isto até eles assumem.

Isto mostra que a "sabedoria oriental" é na verdade irracional, vaga,
ambígua e propositalmente paradoxal. No mais das vezes, não quer dizer
nada. Capra protesta: "o misticismo (...) tem sido tradicionalmente
associado, de maneira errada, com coisas vagas, misteriosas,
acientíficas". Eu diria que de maneira acertada. Não há absolutamente
nada no livro que faça pensar o contrário. Edificâncias como "Quando
um monge perguntou a Tozan, que estava a pesar linhaça, `o que é
Buda?', Tozan respondeu, `esta linhaça pesa um quilo e meio'" só
pioram as coisas.

Tome como exemplo a sabedoria do Tao, que dá nome ao livro. Tao
significa "o caminho" e, na palavras de Huai Nan Tzu, proferidas antes
de Cristo, "aquele que se conforma com o percurso do Tao, adotando os
processos naturais do céu e da terra, acha fácil lidar com todo o
mundo". Que processos são esses? Movimento e mudança incessantes, de
natureza cíclica. Em suma, aquela história do "eterno ciclo de
opostos" captada pelo conhecido T'ai-chi T'u:

"O yang, tendo atingido o seu clímax, retrocede em favor do yin: o
yin, tendo atingido o seu clímax, retrocede em favor do yang".

Eu juro que não entendo o que isto tem de "sabedoria". Vejamos.

Iluminado, ele contemplava a sabedoria milenar do Tao, o Yin-Yang:

Ó, eterna transformação de tudo em seu oposto!

Quão bela, quão simples, quão sábia!

O dia vira noite, e esta volta ao dia! \o/

A calmaria dá lugar à tempestade, e esta retorna à calmaria! \o/

O saudável adoece, e o doente se torna são! – bem, às vezes. =D

A primavera se torna verão e este se torna primav... quer dizer, se
torna outono, depois inverno e, agora sim, volta a ser primavera! =)

O jovem se torna velho, e o velho... ops, o velho morre. Mas, se tudo
correu bem, ele deu origem a outro jovem no caminho! =|

A Terra gira pra esquerda e... jamais gira pra direita. Nunca. =(

Tudo o que sobe desce, e tudo o que desce... err... fica no chão, de
uma vez por todas. ='(

Que fazer? O Yin-Yang não é uma lei do Universo como a gravidade, nem
de forma vaga e aproximada: poucas coisas retornam ao seu oposto,
muito menos de forma cíclica e regular. Aliás, a maioria das coisas
sequer têm oposto. Qual o oposto de cinza? Se o oposto da água é o
fogo (?!), qual o oposto do gelo? Se o oposto do líquido é o sólido, o
que dizer do gasoso? Qual o oposto de banana, dedo, tato, número, parede?

E os adeptos são ensinados não apenas a esperar que os opostos se
sucedam ciclicamente. Eles precisam fazer a manutenção do ciclo
(imagine se nós precisássemos "ajudar" a gravidade!): "No Oriente uma
pessoa virtuosa não é aquela que empreende a tarefa impossível de
lutar pelo bem e eliminar o mal, mas a que é capaz de manter um
equilíbrio dinâmico entre bem e mal". Ou seja: se as coisas estiverem
boas "demais", você deve... ! Além disso:

"Buda ensinava que 'todas as coisas compostas são transitórias, que
todo o sofrimento do mundo surge do nosso apego a formas fixas —
objetos, pessoas ou idéias — ao invés de aceitar o universo, em
movimentos e mudança'". Outra vez, quanto sofrimento foi causado pela
idéia de que a gravidade é fixa e imutável? Acho que nenhum.

Entre outras pérolas de "sabedoria" encontradas no livro, temos:

"Alegria, verdadeiramente, é o mesmo que Vazio.
Vazio, verdadeiramente, é o mesmo que alegria" – Upanishad

"Quando se compreende que no mundo a beleza é bela, então o feio
existe; quando se compreende que ser bom é bom, então existe o mal"

- Lao Tzu

"Onisciência não é nem o existente, nem o não existente, nem aquilo
que é simultaneamente existente e não existente, nem aquilo que não é
simultaneamente existente e não existente" - Ashvagosha

A suposta sabedoria Oriental parece, assim, vazia e fútil. Mas, mesmo
que ela não seja, não quer dizer que tenha quaisquer tipos de relações
com a física moderna - sobretudo porque, em geral, a sabedoria
oriental é tida como ética (pelo menos, é o que dizem seus adeptos
quando pressionados com argumentos como os vistos acima), e a
sabedoria científica é empírica, factual. Os sábios orientais se
preocupam com aquilo que deve ser; os físicos com aquilo que é.

Mas a suposta semelhança entre ambos é nosso tema daqui pra frente.

Os Pontos de Comparação <<

Fritjof Capra é um gênio. Ele conseguiu ser levado a sério ao comparar
trechos selecionados do hinduísmo, budismo, taoísmo, zen e, acredite,
até do "pensamento chinês" (poderia haver "vertente" mais ampla?), com
escritos sobre a física moderna, tendo aí diversas áreas,
especialidades e interpretações para escolher à vontade. E boa parte
do resultado consiste apenas em citações de textos orientais onde é
possível ver paralelos com a física moderna.

Só que as citações mais impressionantes são de fontes recentes, de
escritores que já conheciam as teorias modernas quando escreveram. Com
tanta liberdade, impressiona que não tenha feito algo muito melhor.
Nos moldes amplos de O Tao da Física, daria pra escrever um O Iglu da
Economia (aliás, veja isto), ou um A Pomba-Gira da Química, sem problemas.

Quando ele diz "que tipo de afirmações vamos comparar? Que vamos
selecionar dos dados experimentais, equações e teorias, de um lado, e
das escrituras religiosas, mitos antigos ou tratados filosóficos, de
outro?", a resposta honesta deveria ser: "qualquer coisa que cole".
Sem dúvida, não é outro o "critério' utilizado por ele. Mas começarei
com a promessa do livro:

"Veremos como a teoria quântica e a teoria da relatividade obrigam a
perspectivar o mundo muito à maneira de um hindu, budista ou taoísta".
As duas teorias mostram, segundo Capra, que a realidade é "um todo
integrado". Um todo integrado? Mas elas são incompatíveis entre si!
Ele não toca no assunto. E começa sua comparação entre física e
misticismo nos métodos de ambas:

Os Métodos <<

"Os cientistas e os místicos desenvolveram métodos altamente
sofisticados de observação da natureza, inacessíveis às pessoas
comuns. Uma página de um periódico de física moderna será tão
misteriosa para o não iniciado como uma mandala tibetana. São ambos
registros de indagações da natureza do universo."

"Quem pretende repetir uma experiência em física subatômica moderna
tem de se submeter a muitos anos de aprendizagem (...) Uma profunda
experiência mística requer, muitas vezes, similarmente, muitos anos de
aprendizagem junto de um mestre experimentado (...) A experiência
mística não é, portanto, mais singular que uma experiência em física
moderna."

A retórica merece aplausos. Mas, no que de fato importa, a diferença é
brutal: os métodos da física fazem previsões, comprovadamente
eficazes, e estas são acessíveis aos não iniciados. Fosse diferente,
ninguém se sujeitaria a estudar física por anos - a não ser, talvez,
pessoas sufocadas por uma cultura que inibe a razão. Os "métodos" da
mandala, é claro, não fazem nada parecido.

E embora os métodos orientais consistam sempre em alguma forma de
meditação introspectiva, Capra insiste que eles são "observações" e,
daí, salta a conclusão de que tanto a física quanto o misticismo se
baseiam em observação empírica! Mas não é possível conceber uma busca
menos empírica do que a oriental, que se trata de fechar os olhos e
ignorar todos os demais sentidos - "a apreensão mística da realidade é
essencialmente não sensorial".

Por outro lado, a ciência faz questão de ampliar os sentidos, com seus
instrumentos. E você ainda poderia pensar que a "observação mística",
sendo introspectiva, é uma análise da própria consciência, uma busca
totalmente subjetiva. Mas a pretensão de objetividade deles é a maior
possível: ao meditar, dizem "abarcar todo o Universo". Se isto saísse
da boca de um cientista, seria com razão tido como pretensão ridícula.
Capra está, portanto, transformando diferenças radicais em uma
semelhança vaga e forçada.

Inter-relação e Unidade <<

Mas a alegada semelhança fundamental entre física e misticismo é "a
unidade e inter-relação de todos os fenômenos e a natureza
intrinsecamente dinâmica do Universo". Aí precisamos falar da física
newtoniana. Por que, para o autor, a física de Newton trata os objetos
como isolados, e a física quântica (bem como o misticismo) trata os
objetos como inter-relacionados.

É preciso, antes, dizer algo importante. Ao criticar o "modelo
ocidental" da ciência, Capra ataca dois erros do racionalismo que os
próprios racionalistas rejeitaram profundamente: a idéia pitagórica e
platônica de que a matemática "seja" a realidade; e o dualismo de
Descartes, que separou a mente da matéria - ambos criticados por Carl
Sagan na série Cosmos. Capra chuta cachorro morto e faz uma imagem
errada, e mais fácil de atacar, da ciência ocidental.

Dito isto, vamos ao odiado Newton e a "visão de mundo mecanicista da
ciência cartesiana-newtoniana" (expressão usada em O Ponto de
Mutação). O que significa dizer que, para Newton, os objetos estão
isolados e, para a física moderna, eles estão inter-relacionados? Bem,
o que Capra quer dizer (e não diz!) é que as partículas de Newton são
qualitativamente diferentes do espaço que as cerca, e as partículas
quânticas são qualitativamente iguais ao espaço que as cerca, por que
este espaço está tomado por energia e as partículas não passam de uma
forma de energia. Isto é fascinante, mas e daí?

Os orientais falam vagamente em "inter-relação de todas as coisas",
mas todas as partículas newtonianas eram inter-relacionadas (pela
força da gravidade) e relacionadas com o espaço (porque imersas nele).
A inter-relação das partículas quânticas é apenas de outro tipo.

E sobre tudo ser "parte integrante do todo"? Se está dentro do
Universo, faz parte dele; e ele é o todo. É uma tautologia! Não havia
(e nem poderia haver) nada na física de Newton que deixasse de ser
"parte integrante do todo".

O importante é que os orientais nunca falaram em partículas, muito
menos especificaram o tipo de "inter-relação" ou "unidade" de que
estavam falando. Se eles descobrissem que a sua majestosa
"inter-relação de todas as coisas" está restrita a partículas
invisíveis, dariam um belo bocejo.

Intrinsecamente Dinâmico <<

Pulei, há pouco, a questão da "natureza intrinsecamente dinâmica". De
fato, a interpretação prevalecente da física quântica é muito clara:
partículas não têm posição e velocidades definidas num dado momento. É
como se não existisse "a partícula que se move", mas apenas "o
movimento da partícula". Se isto é verdade, não poderia haver
concretização mais perfeita da expressão "intrinsecamente dinâmica".
Acontece que esta expressão é de Capra, e não de algum texto oriental.
O melhor que o autor consegue é O Livro das Mudanças, e suas idéias
místicas sobre Yin-Yang e eterna mudança já abordadas aqui.

Mas os movimentos do Yin-Yang são movimentos no sentido clássico e
trivial. Por exemplo, fala-se em "mudança incessante", mas até na
visão de Newton as partículas sofriam mudanças incessantes de posição,
pois se moviam. E nunca é demais lembrar que nenhum oriental está
pensando em partículas, e tampouco em objetos maiores, "sem posição
definida".

E, no entanto, há outras interpretações da física quântica segundo as
quais as partículas possuem posições e velocidades definidas, embora
nós não possamos conhecê-las. Estas versões, contudo, implicam num
estranho efeito de "não-localidade", que Capra também usará para
afirmar que "tudo afeta tudo" - mas ele não diz que se o efeito de
não-localidade for real, a idéia de "dinamismo intrínseco" não será.
Não se pode ter tudo, mas ele finge que pode.

Abraçando o Paradoxo <<

Imperdoável é a sugestão de que tanto a física quântica quanto a fé
oriental são capazes de "alcançar" a compreensão de paradoxos.
Obviamente, a dualidade partícula-onda é, para Capra, uma verdadeira
farra! Ele celebra que, depois disto, a ciência "não podia mais
confiar completamente na lógica", e dá vivas ao paradoxo. É onde ele
quer chegar: o conhecimento intuitivo seria superior à razão
justamente porque esta última (tão limitada!) não seria capaz de
compreender coisas paradoxais - como um círculo quadrado, por exemplo.

Eu não deveria precisar dizer que "compreender um círculo quadrado" é,
longe de um conhecimento superior, loucura. Mas, em O Tao da Física,
você aprende que a física quântica está justamente falando em círculos
quadrados ("suas afirmações são paradoxais e cheias de contradições
lógicas") - e, é claro, se aproximando da filosofia oriental por isso.

Mas a partícula-onda é como um círculo quadrado?

O próprio autor, depois de muito enrolar o leitor, recua: "a
introdução do conceito de ondas de probabilidade resolve, de certa
forma, o paradoxo de as partículas serem ondas ao introduzir a questão
num novo contexto".

Vou frisar isto citando Brian Greene: "a natureza faz coisas
estranhas. Ela vive perigosamente, mas toma o cuidado de esquivar-se
do golpe fatal do paradoxo lógico". A natureza não contém paradoxos
lógicos, porque paradoxos lógicos não podem existir. Não se compreende
ainda o que significa a matéria obedecer a equações para partículas em
certos experimentos, e equações para ondas em outros, mas sem dúvida
não é um paradoxo real o que acontece.

De qualquer modo, se a questão é visualizar um objeto que seja onda e
partícula ao mesmo tempo, o maior dos mestres orientais não se sairá
nem um pouco melhor do que o ocidental médio neste exercício de
tortura mental - mas o autor garante que "estes paradoxos são
característicos do misticismo".

Unificação de Opostos <<

Ele fala sério quando diz:

"Exemplos de unificação dos opostos podem ser encontrados ao nível
subatômico, onde as partículas são ao mesmo tempo destrutíveis e
indestrutíveis; a matéria é simultaneamente contínua e descontínua,
energia e matéria são dois aspectos de um mesmo fenômeno".

Note que "matéria" e "energia" viraram opostos nesta passagem. Vamos
aos casos plausíveis: as partículas são destrutíveis e indestrutíveis?
Bem, são destrutíveis, porque podem se desfazer em energia pura. E são
"indestrutíveis" no sentido vago de que não podem se dividir em
partículas menores - apenas em energia pura. Isto não é ser realmente
indestrutível. Esqueça.

A matéria é contínua e descontínua? Vejamos: segundo Capra, "matéria"
é apenas um ponto com alta concentração de energia, isto é, uma forma
de energia. E, sabemos, nenhum lugar é realmente vazio: tudo está
permeado por energia. Se nada separa a energia em "partes", ela é
contínua. E como energia e matéria são "a mesma coisa" (insinua
Capra), a matéria é contínua.

Mas, foi dito, "matéria" é apenas "muita energia num mesmo ponto". E
estes pontos estão espacialmente separados entre si. Na grande maioria
dos pontos do espaço não há energia suficiente para se "condensar" em
partículas; mas em alguns poucos pontos, uns distantes dos outros, a
energia é tão concentrada que adquire propriedades materiais, formando
o que denominamos "partículas". E, neste caso, dizemos que a matéria é
descontínua.

O jogo de palavras já deve estar claro, mas é bom esmiuçar. Pense num
oceano cheio de icebergs à deriva: o gelo é "contínuo" ou
"descontínuo"? Se você forçar a barra e disser que "gelo e água são a
mesma coisa", então até pode dizer que o gelo é contínuo, pois estará
chamando de "gelo" a parte líquida do oceano; mas se notar que o gelo
é uma manifestação diferente da água, então dirá que o gelo é
descontínuo: os icebergs são blocos de gelo, separados uns dos outros
pela água líquida.

Conclusão: a matéria é descontínua, pelo menos segundo a definição que
vimos acima. Para dizer que ela é contínua, é preciso mudar a
definição do termo, chamando de "matéria" inclusive as baixas
concentrações de energia, que não se condensam em partículas. Isto é o
mesmo que chamar a água de gelo. Ora, se a "matéria" é contínua em um
sentido e descontínua em outro, então não há paradoxo real.

Os pretensos exemplos de unificação paradoxal de opostos são apenas
bobagens do tipo: a Terra tem fim ou não? Na verdade, ela é redonda...
Tem fim, porque tem um tamanho limitado; e não tem fim, porque não se
pode chegar ao "final" dela. Mas os sentidos são diferentes e, neste
caso, este "fim" não é o oposto daquele "sem fim" - e o paradoxo não
existe, portanto.

*****

Pra piorar, a unificação de opostos pretendida pelos orientais não é
paradoxal. Quando eles dizem que os opostos são "dois lados de uma
mesma realidade", não estão violando o princípio da não-contradição,
dizendo que algo é "A" e "não-A" ao mesmo tempo, mas apenas frisando
que há relação e unidade entre os opostos, o que é óbvio.

O frio e o calor, por exemplo, estão relacionados: um é o oposto do
outro. E estão unificados: em uma escala que vai do frio ao calor.
Isto vale para todos os opostos e é a grande "sacada" dos orientais -
pelo menos, há três mil anos pode ser que ainda fosse novidade mesmo.

A verdade é que qualquer menino de seis anos entende isso. Ninguém
trata "bem" e "mal" como "microchip" e "ornitorrinco", isto é, coisas
totalmente separadas. E os orientais exageram, ou erram tudo, quando
sugerem ou dizem que "na verdade" não existem opostos. O que eles
dizem é "vida e morte são aspectos diferentes da mesma realidade".
Diferentes!

Se fosse "vida e morte são aspectos iguais da mesma realidade", então
não existiriam opostos mesmo... Mas isto seria ridículo.

Outras comparações <<

Quando fala da (controversa) teoria da armadilha, Capra sustenta que
ela se alinha com as diversas escolas do misticismo oriental no
seguinte sentido: o Universo é um todo interconectado, e as
propriedades de uma parte são determinadas pelas propriedades de todas
as outras. Mas isto é falso: dois locais que se afastem em velocidade
superior à da luz¹ não podem, em hipótese alguma, causar qualquer
coisa um no outro, estando totalmente isolados.

E a comparação musical retorna: "para os físicos modernos a dança de
Shiva é a mesma da matéria subatômica. Tal como na mitologia hindu, é
uma contínua dança de criação e destruição que envolve todo o cosmos:
a base de toda a existência e de todos os fenômenos naturais". Basta
dizer que não há destruição alguma na versão da física: a matéria não
é destruída, mas se torna energia pura, e esta volta a se tornar
matéria. Tampouco é "dança".

Depois, ele chega a comparar o diagrama de um octeto mesônico, da
física de partículas, com o diagrama dos oito trigramas do I-Ching e,
embora admita que a semelhança gráfica é acidental, salienta que ambos
enfatizam a mudança e a transformação, em vez de a estrutura e a
simetria (mesmo que ambos sejam simétricos!).

E, no entanto, os trigramas chineses implicam mudança e transformação
não de partículas subatômicas, mas de entes macroscópicos, como fica
claro: "[os oito trigramas] estavam associados com muitas imagens
retiradas da natureza e vida social. Representavam, por exemplo, o
céu, a Terra, a trovoada, a água, etc". Mas a física nega que tais
entidades macroscópicas estejam em constante transformação e mudança:
como os efeitos quânticos se anulam, o mundo macroscópico é, para a
física moderna, exatamente o mesmo que para a física newtoniana - ou
seja, "estático" (segundo Capra). Insistir no oposto é dizer que "a
água é seca, porque suas partículas não são líquidas".

Por fim, ele compara o ch'i hinduísta, que é "energia vital" (?)
espalhada pelo cosmos, com o campo quântico moderno, que é o campo das
flutuações de energia, gerando e diluindo partículas incessantemente.
Segundo o autor (e não segundo qualquer fonte antiga) "o ch'i é
concebido como uma forma de matéria tênue e não perceptível,
onipresente em todo o espaço e que se pode condensar em objetos
materiais sólidos".

Mas o ch'i é um "éter" carregador de vida, capaz de causar doenças ou
promover a saúde, tendo, portanto, influências macroscópicas. Ao
contrário, o campo quântico só tem existência na menor das escalas, e
não entra em nosso corpo como um "gás invisível". Quer mais? O campo
existe. O ch'i é lenda.

Relativismo e Anti-Objetividade <<

As comparações da física com o misticismo são indefensáveis. O próprio
misticismo é indefensável. Mas O Tao da Física faz bem pior: ele não
afirma que o misticismo tem base científica; ele afirma que a ciência
tem base mística! E, por conta disto, certas passagens parecem negar a
objetividade científica, razão por que os pós-modernos vêem em Fritjof
Capra um aliado, embora ele não seja - ele é apenas péssimo em filosofia.

Este é o ponto: Capra não diz nada que realmente leve ao relativismo
ou à negação da objetividade, embora pareça fazê-lo muitas vezes.

Hora de desfazer as confusões.

E vou antecipar que, apesar de tudo o que já veremos, ele escreveu que
"os físicos constroem uma seqüência de teorias parciais e aproximadas,
cada uma delas mais precisa que a anterior, mas não representando
nenhuma delas uma imagem completa e final do fenômeno natural", isto
é, a ciência chega cada vez mais perto da verdade, embora nunca
descubra tudo. É esta, e apenas esta, a mensagem de Capra.

Detalhe: todos sabem disso. Nem o cientificista mais fanático - se há
um - afirma que a ciência pode saber tudo. E, aliás, pra quê uma
imagem completa do Universo? Quem quer saber a posição exata de todas
as estrelas ou o valor completo de Pi (3,14159265358979323846264... ao
infinito)? O importante é que o pouco que a ciência sabe (supondo que
seja pouco) é garantido. E, apesar de toda a sua confusão, Capra está
de acordo com isto.

Esta não é, infelizmente, a interpretação da maioria de seus adeptos.

Pudera. Veja as afirmações ambíguas e enganadoras do autor:

"Tendo as noções de espaço e tempo sido reduzidas ao papel subjetivo
de elementos de linguagem (...) para descrever fenômenos naturais..."

"As estruturas e fenômenos que observamos na natureza não são mais que
criações da nossa mente caracterizante e quantificadora."

"O método científico de abstração é muito eficiente (...), mas temos
de pagar um preço por ele. À medida que definimos o nosso sistema de
conceitos com mais precisão (...) e tornamos as conexões cada vez mais
rigorosas, torna-se cada vez mais desligado do mundo real."

"Os físicos começaram a aperceber-se que todas as suas teorias dos
fenômenos naturais, incluindo as `leis' que eles descrevem, são
criações da mente humana, propriedades do nosso mapa conceitual da
realidade, em vez da própria realidade."

Algumas destas afirmações são facilmente mal interpretadas. Outras são
simplesmente erradas. Por exemplo, espaço e tempo não são só
"elementos da linguagem". Eles têm existência concreta, são capazes de
se curvar e de afetar a matéria, como o próprio autor várias vezes
diz. Como pode uma abstração da linguagem se curvar e formar buracos
negros?

As duas frases finais, ao contrário, apenas dizem algo óbvio: teorias
descrevem a realidade mas, mesmo que o façam de forma corretíssima,
elas "não são a própria realidade". É tão bobo quanto "o mapa não é a
cidade" - a analogia-chave usada pelo autor. Mas é fácil ler a frase
como significando: "gravidade, elétrons, DNA e tudo o que está nas
teorias científicas é invenção humana, não existe". E é assim que
muitos entendem.

A segunda frase parece dizer: tudo o que vemos é criação de nossa
mente! Mas, na verdade, apenas diz que o modo como percebemos as
coisas é criação de nossa mente, e não as próprias coisas percebidas.
E isto é outra trivialidade sabida por qualquer estudante do ensino
médio: nenhuma maçã é realmente vermelha, mas é um objeto real, e que
reflete freqüências luminosas que o nosso cérebro percebe como "vermelho".

A razão da confusão, em boa parte, é que o autor está comparando estas
nuances da ciência moderna com afirmações orientais realmente
radicais, como esta: "O hinduísmo afirma que todas as formas e objetos
à nossa volta são criados pela mente sob o desígnio de maya". Isto é
muito diferente de uma afirmação sobre o modo como percebemos o mundo,
mas como Capra está buscando semelhanças entre fé oriental e ciência,
ele faz questão de embaralhar as coisas.

*****

E, aqui, cabe uma breve digressão:

Capra usa o termo "mente", mas isto gera confusão. "Mente", em geral,
é sinônimo de "consciência", isto é, sua mente é você. E não é você
quem cria o vermelho, mas o seu cérebro. Esta diferença é fundamental.
É o seu cérebro, e não você, que faz a freqüência de luz emitida pela
maçã ser percebida como "vermelha". E isto não está sob controle da
sua consciência, isto é, não está sob o seu controle. Ou seja: você
não pode decidir ver a maçã como "azul"!

Quem vê Capra afirmar, sem maiores explicações, que "os fenômenos
observados são criações de nossa mente" facilmente vê nisso a alegação
de que, se tivermos vontade, podemos alterar o modo como percebemos o
mundo - e até o próprio mundo! Se você entendeu isso e, pior,
acreditou, sugiro um teste simples: tente! Fim da digressão.

*****

Mas nem tudo é mera confusão.

O autor realmente questiona a objetividade científica, e o faz por
duas razões: primeiro, a física quântica mostrou que, como o
observador influencia o sistema observado, a objetividade é um mito;
e, segundo, a relatividade mostrou que espaço e tempo não existem
concretamente, sendo apenas ilusões descritivas criadas pela mente
humana. As duas coisas estão erradas.

A relatividade é tratada de forma ridícula em O Tao da Física. É
possível encontrar tanto a afirmação de que tempo e espaço não
existem, quanto a afirmação de que eles são capazes de se curvar e
afetar a matéria. Mas veja esta citação de Hermann Minkowski, que está
no próprio livro:

"As visões de espaço e tempo que quero apresentar-vos brotaram do
terreno experimental da física, e aí reside a sua força. São radicais.
Daqui em diante, espaço, por si só, e tempo, por si só, estão
condenados a desaparecer em sombras difusas, e apenas uma união das
duas prevalecerá como uma realidade independente."

Este é o ponto. Capra confunde o "espaço e tempo não existem" da fé
oriental, com o "espaço e tempo não existem do modo como pensávamos"
da teoria da relatividade. Einstein nos mostrou que o espaço e o
tempo, isolados, são relativos aos observadores. Ser relativo é muito
diferente de "não existir". Mas é pior: Capra esquece que, para
Einstein, o conjunto espaço-tempo não é relativo, mas absoluto.

O outro ponto é outra bobagem, porém mais sutil.

Os experimentos da física de partículas levam o observador a
influenciar o objeto observado: é o famoso "colapso de onda", quando o
objeto deixa de ter propriedades típicas de onda e, logo que é
observado, passa a ter propriedades típicas de partícula. Parece
místico? Lembre-se de que só se pode "observar" uma partícula fazendo
um fóton se chocar com ela. É como medir o giro de uma roda encostando
um bastão nela: a medição afetará o giro.

E, na verdade, tudo isto apenas mostra que certos dados, sobre o
estado das partículas, não podem ser conhecidos com precisão. Não se
trata de os dados serem relativos e subjetivos, pois eles não podem
variar segundo a vontade do observador. São apenas dados mais ou menos
inacessíveis.

Voltemos ao giro da roda: se ela girava a 30km/h e, quando você pôs o
bastão, ela desacelerou para 28km/h, é este valor que você medirá. Mas
isto é subjetivo? Ou relativo? Não, é perfeitamente objetivo: sua
medição mostra o valor de um giro de roda que foi afetado por um
bastão, de um certo modo. É verdade que você não obteve a medição que
pretendia, mas mediu outra coisa - e esta coisa é objetiva: um bastão
afetando uma roda.

O que temos são dados objetivos, porém de eventos diferentes. Não há
dado ou distorção subjetiva. E isto porque, na verdade, é o ato da
observação que afeta o objeto, e não o observador. E, pra ser mais
exato, a observação não afeta nem o objeto, mas somente a situação do
objeto. Capra não sabe a diferença e, por isso, em mais uma afirmação
confusa, ele manda essa:

"A característica crucial da física atômica é o fato de o observador
humano ser necessário, não só para observar as propriedades de um
objeto, mas também para as definir."

Parece dizer que o observador é essencial para o objeto - e logo para
o Universo. Mas significa apenas o que acabamos de ver: que a
observação afeta a situação do objeto. Só que é dito da pior maneira:
em vez de "a 'observação' é 'uma das causas' do 'fato observado'",
Capra simplifica para "o 'observador' 'define' o 'objeto'"! E, então,
muitos entendem até que objetos não podem existir sem observador -
ignorando assim todas as evidências de que o Universo existiu por
bilhões de anos, sem ninguém pra ver.

Tiro de misericórdia: Capra ignora a descoerência, fenômeno que nos
mostra o óbvio: não é apenas o ato humano de observar que causa o
"colapso da onda", mas qualquer interferência sofrida pela onda, seja
de elétrons, fótons ou o que for. O observador humano e sua
consciência nada têm de especiais. E é irônico, agora, ver por que a
onda não colapsa em experimentos controlados: é porque ela está
perfeitamente isolada, seja do observador humano, seja de qualquer
partícula - isolada, coisa julgada impossível em O Tao da Física.

Tantos devaneios, e fica pior.

O Pior do Tao <<

Entre os maiores absurdos de O Tao da Física temos, por exemplo, a
idéia ridícula de que a razão é "masculina" e a intuição é "feminina":
"O yang, o poder forte, criativo e masculino, estava associado com o
céu, enquanto que o yin, o elemento sombrio, receptivo e feminino, era
representado pela Terra". Se isto não é machismo, eu não sei o que é...

E seria novidade? A cultura oriental é extremamente patriarcal.

As únicas coisas realmente femininas ou masculinas são os seres vivos
do tipo sexuado. Mas claro: é uma longa tradição, na jamais escrita
História da Filosofada, taxar como "femininas" ou "masculinas" uma
coleção de coisas sem sexo, de objetos a conceitos nebulosos, na
sempre irresistível tentação de dar eloqüência e enlevo a afirmações
bobas.

*****

Outra: "Os resultados da física moderna (...) podem levar-nos até Buda
ou até à bomba atômica, e compete a cada cientista decidir que caminho
tomar". Ou seja: quem discorda de Capra é, automaticamente, apologista
da guerra, da destruição e da morte. Isto é que é apelação!

*****

E ainda na introdução, enquanto não é preciso argumentar e o leitor
ainda ignora o que virá, Capra aproveita pra soar radical: "os padrões
que os cientistas observam na natureza estão intimamente ligados aos
seus modelos mentais, com os seus conceitos, pensamentos e valores". É
fácil entender isto assim: dois cientistas, um ateu e outro religioso,
observam as mesmas células; um vê DNA, outro vê "energia vital". Ou
seja: as mesmas observações mostram padrões diferentes, conforme os
vieses subjetivos de cada observador – o que é ridículo e, embora
pareça, Capra não o diz. Por que ser tão vago?

A mensagem real, depois fica claro, é tola como sempre: se a ciência
visar ao lucro, pesquisará a parte da natureza cujo estudo gere
riqueza; se a ciência valorizasse a saúde dos escorpiões, pesquisaria
escorpiões - e, é claro, enxergaria outros padrões aí. Se você
pesquisa X, observará padrões de X; se pesquisa Y, padrões de Y.
Conclusão: grande coisa!

*****

O Tao da Física foi escrito em 1975, mas em 1982 Capra retornou, com
um posfácio. Quem o esperava mais ponderado, deu de cara com: "O novo
tipo de interconexão que emergiu recentemente (...) faz surgir a
possibilidade intrigante de ser possível relacionar a física
subatômica com a psicologia de Jung e talvez mesmo com a
parapsicologia". E ele deixa essa afirmação no ar, sem ao menos dizer
do que se trata. Sem comentários.

*****

Num dos piores parágrafos do livro, Capra acusa o dualismo cartesiano
(a idéia nada científica de que mente e matéria são substâncias
diferentes) de ser a principal causa das tragédias do mundo. E o
raciocínio é uma pérola:

"Esta fragmentação interior espelha a nossa perspectiva do mundo 'de
fora', visto como uma multiplicidade de objetos e acontecimentos
separados. O meio ambiente é encarado como se se tratasse de partes
separadas a ser exploradas por diferentes grupos de interesses. A
visão fragmentária estende-se à sociedade, dividida em diferentes
nações, raças, religiões e grupos políticos. A convicção de que todos
estes fragmentos - em nós próprios, no nosso meio ambiente e na nossa
sociedade - estão, de fato, separados pode ser tomada como a razão
fundamental para as presentes séries de crises sociais, ecológicas e
culturais. Tem-nos afastado da natureza e dos seres humanos nossos
semelhantes. Acarretou uma grosseiramente injusta distribuição das
riquezas naturais, criando conflitos econômicos e políticos; uma onda
de violência crescente e imparável, espontânea e institucionalizada, e
um meio ambiente feio e poluído, onde a vida se tomou muitas vezes
física e mentalmente pouco saudável."

Esta passagem é, sem dúvida, a semente de O Ponto de Mutação, de 1982.
E quanto simplismo! Isto é obviamente ridículo, posto que: antes de
Descartes, o mundo já era dividido em facções e, obviamente, tanto
mais cheio de guerras quanto mais se recua no tempo; mesmo o Oriente,
com sua "visão orgânica", é dividido em países, religiões e grupos
políticos; a ciência ocidental, ao contrário das religiões, é
materialista em vez de dualista.

E nem seria preciso dizer tanto. É óbvio que uma simples idéia
filosófica, sobre a natureza da consciência, jamais poderia direcionar
o comportamento dos indivíduos, o tratamento do meio-ambiente e toda a
organização social e política. A colocação de Capra, que virou livro,
é exatamente o que parece: a opinião irrefletida de um físico-místico
sobre questões psicológicas e sociais.

Concluindo: a Dança de Shiva e de Capra <<

Quando o senhor Fritjof Capra admite que a Dança de Shiva é, afinal de
contas, apenas uma metáfora para falar do Universo, é só para ele
poder dizer que a física moderna também não passa de uma espécie de
metáfora sobre a realidade: "Quer o deus bailarino quer a teoria
física são criações do espírito: modelos para descrever a intuição do
seu autor acerca da realidade".

Ocorre que a teoria física não é "criação" da mente de ninguém, e sim
uma descoberta. A elaboração de teorias não é guiada por imaginação,
mas por fatos. A mecânica quântica, por exemplo, não é mais "criação
humana" do que a geometria. E extraterrestres jamais reinventariam
Shiva, mas redescobririam a física quântica e a geometria, porque
estas são verdades independentes da mente de seus descobridores.

É bastante adequado, então, que o ícone central da proposta de O Tao
da Física - a Dança de Shiva - revele-se também o ícone ideal para
simbolizar toda a confusão que permeia a obra: ora tratando a dança
divina como a exata realidade, ora assumindo que é pura imaginação - e
então fazendo o mesmo com tudo o mais que sustenta a obra - o autor
vai enredando o leitor em um texto cheio de ambivalências e
contradições dissimuladas.

O Tao da Física foi apenas o início. Nele, ainda podemos ler (apesar
do que vimos há pouco): "a visão orgânica do mundo não é vantajosa do
ponto de vista da construção de máquinas, nem adequada para lidar com
problemas técnicos de um mundo superpovoado". Capra concedia que a
"visão limitada" do (suposto) dualismo ocidental era, embora incapaz
de alcançar a "verdadeiro saber", adequada à tecnologia e aos
problemas mundanos da sociedade.

Mas ele mudou de idéia.

Em O Ponto de Mutação, Capra resolveu que a sua "visão orgânica" não
era boa apenas para descrever partículas ou "intuições" de sábios
orientais, mas para quase tudo no mundo - até para acabar com a fome!
Hoje, em sua obra mais recente (Conexões Ocultas), ele chega a citar
Morowitz, e sua Teoria de Gaia, com aprovação: "a vida é uma
propriedade dos planetas, e não dos organismos individuais". Pelo
visto, um astronauta que saia do planeta estará morto, embora ainda
fale, pensa e seja saudável.

O Tao da Física, vale lembrar, ousa até explicar o porquê de a ciência
ocidental ter cultivado uma tradição tão "mecanicista" e "limitada",
abrindo mão do "conhecimento superior intuitivo" hoje típico dos
orientais. A explicação é incrível: a idéia de lei fundamental, que é
o cerne da visão mecanicista, teve origem na tradição judaico-cristã e
em sua idéia de um legislador divino. A ciência ocidental é limitada,
segundo Capra, por culpa do cristianismo!

Mas... Ele mudou de idéia.

Em 1991, participou de outro livro, desta vez tratando das semelhanças
entre "a nova visão de mundo" (a mesma de O Tao da Física) e,
adivinhe, a teologia cristã. Você leu certo: em Pertencendo ao
Universo (título redundante, magnificamente Capriano!) não só a física
moderna e a fé oriental têm paralelos entre si, mas ambas têm
paralelos com o cristianismo! Pelo visto, a suposta influência cristã
na ciência ocidental não pode ter sido tão má assim.

Por essas e outras, não admira que o físico Fritjof Capra tenha suas
obras listadas em "ocultismo" na biblioteca virtual do Projeto
Democratização da Leitura. Tampouco causa espanto ver O Tao da Física
ser oferecido no site Submarino junto com O Segredo, o mais recente
clássico da temerária pseudociência quântica de quinta, com sua já
famosa "lei da atração".

O Tao da Física, é claro, é pseudociência quântica de primeira.

É, na verdade, o manifesto fundador do movimento.

*****

Encerro citando Brian Greene, em O Tecido do Cosmo. Ao falar sobre o
fenômeno da conexão entre duas partículas distantes (que Capra usa
para dizer que "tudo está em tudo"), parece que Greene lembrou de O
Tao da Física:

"Na interpretação de algumas pessoas, isso significa que 'todas as
coisas estão conectadas a todas as demais' ou que 'a mecânica
quân-tica nos emaranha a todos em uma única totalidade universal'
(...). Esses arrebatamentos, ainda que eu aprecie o sentimento por
eles produzido, são exagerados e insustentáveis."

E citando a bela passagem de Carl Sagan, que eu evidentemente escolhi
a dedo para a ocasião. É de O Mundo Assombrado pelos Demônios:

"Algumas religiões orientais, cristãs e da Nova Era (...) afirmam que
o mundo é irreal, que o sofrimento, a morte e a própria matéria são
ilusões; e que nada realmente existe a não ser a "Mente". Em oposição,
a visão científica predominante é que a mente constitui o modo como
percebemos o funcionamento do cérebro (...).

Há pessoas que desejam que tudo seja possível, que não querem nenhuma
restrição à sua realidade. Elas sentem que nossa imaginação e nossas
necessidades requerem bem mais que o relativamente pouco que a ciência
nos ensina a ser razoável ter como certo."

__________________________________________

¹ Objetos no espaço não podem viajar acima da velocidade da luz, é
claro. O próprio espaço, porém, pode fazê-lo. De fato, como a expansão
do Universo se acelera sempre, existem partes dele, distantes entre
si, que se afastam umas das outras em velocidade superior à da luz. <<

por Paralelo, 10 de dezembro de 2007 / 6 de janeiro de 2008

http://www.suasticazul.hbe.com.br/filosofia/taodafisica.html

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SUBJECT: Os métodos da Ciência.
FROM: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 15/08/2008 21:13

Lista,

Recebi de um amigo. E repasso, como não poderia deixar de ser, pela pertinência do assunto neste fórum.

Comentários sobre este texto, excelente em minha opinião, poderiam clarificar, de vez, o que é e o que não é ciência.

 

“Os Métodos da Ciência

Até mesmo observações despreocupadas nos demonstram que a natureza, como é percebida por nossos sentidos, tem regularidades confiáveis e padrões de comportamento.  uso de instrumentos de medida e aparelhos científicos confirmam isso e revelam ainda mais, e mais detalhadamente, os padrões da natureza. Por intermédio de cuidadosos e sistemáticos estudos os cientistas descobriram que essas regularidades poderiam ser padronizadas, freqüentemente com modelos matemáticos de grande precisão.

Algumas vezes estes modelos falham quando ampliados (extrapolados). Extrapolação é o processo de estender um modelo ou lei além de seus limites de aplicabilidade. Ocasionalmente a extrapolação de uma lei ou modelo para novas situações efetivamente funciona mas às vezes falha miseravelmente. Isso nos diz que seria melhor testar rigorosamente cada modelo em relação a sua validade, em todas as situações possíveis, sendo que estes testes devem ser capazes de expor qualquer falha no modelo. Isto é, eles devem ser capazes de demonstrar que o modelo não é completamente verdadeiro.

Mesmo em modelos aprovados em tais testes devemos garantir apenas aceitação "provisória". No futuro pessoas mais inteligentes com técnicas de medida mais sofisticadas e estruturas conceituais científicas mais avançadas podem expor as deficiências do modelo que não notamos.

Quando verifica-se que os modelos são incompletos ou deficientes freqüentemente os consertamos refinando os detalhes do modelo até que funcione. Mas quando progressos rápidos em observações experimentais ocorrem um modelo pode se encontrar tão seriamente inadequado para adaptar-se ao novos dados que podemos descartar uma grande parte dele e começar novamente com um novo modelo. Relatividade e Mecânica Quântica são exemplos disso.Estas situações são com freqüência chamadas "revoluções científicas".

Quando tais revoluções ocorrem e modelos velhos são substituídos por novos isso não significa que os velhos estavam "errados". Eles ainda funcionam em seu âmbito geral de aplicação. A física de Newton não estava subitamente errada e nem estavam suas predições ditas não-confiáveis ou incorretas quando adotamos a relatividade de Einstein. A relatividade teve maior âmbito de aplicação do que a física Newtoniana. Mas ela também repousava sobre um base conceitual diferente. (Ênfase minha)

Quando um um novo modelo inclui significativamente novos conceitos isso pode proporcionar um enorme estímulo para avanços futuros. Isso mexe com nossos confortáveis hábitos de pensamento nos forçando a pensar sobre a natureza de maneiras diferentes. Novamente, isso não significa que os conceitos do velho modelo estavam errados ou eram piores dos que o do novo. Significa apenas que os conceitos do novo modelo podem ser mais férteis e adaptáveis a progressos posteriores. Mas sempre existe o outro lado da moeda. Os novos conceitos aparentemente "melhores" podem de fato nos atrair para um beco sem saída. Tal era o caso relativo ao conceito do éter luminoso. Esses equívocos são varridos para debaixo do tapete da história quando são substituídas.

Experiências passadas mostraram que os modelos matemáticos da natureza tem enormes vantagens sobre o anterior, mais atraente, modelos que usaram analogias com fenômenos conhecidos do cotidiano de nossa experiência sensorial direta. Modelos matemáticos são menos carregados de bagagem emocional, sendo puros e abstratos. Além disso, a Matemática aparenta ser infinitamente adaptável e flexível. Se algum fenômeno natural não se submete à matemática conhecida podemos inventar novas formas de matemática para lidar com ele.

A história da ciência tem sido um processo de descoberta de modelos descritivos da natureza bem-sucedidos. Primeiro encontramos os fáceis. À medida que a ciência progrediu os cientistas foram obrigados a lidar com os mais sutis e difíceis problemas. Tão poderosos são nossos modelos atualmente que freqüentemente nos enganamos pensando que somos muito espertos para sermos capazes como a natureza "realmente" funciona. Podemos até imaginar que alcançamos o "entendimento". Mas em uma reflexão racional percebemos que simplesmente delineamos uma descrição mais sofisticada e detalhada.

Quaisquer que sejam os modelos ou teorias que usemos eles comumente incluem alguns detalhes e conceitos que não se relacionam diretamente com aspectos observados ou mensuráveis da natureza. Se uma teoria é bem-sucedida podemos supor que seus detalhes igualam-se aos da natureza e são "reais" mesmo quando não verificáveis experimentalmente. A "realidade" deles é admitida por algumas pessoas (e pela maioria dos estudantes) para ser demonstrada pelo fato de que a teoria "funciona" na previsão de coisas que podemos verificar e que continuam a se verificar. Não é necessariamente assim. Por isso cientistas freqüentemente falam de energia, cinética, funções de onda e campos de força como se estivessem no mesmo estado que objetos da experiência diária como rochas, árvores e água. Num sentido prático (para encontrar respostas) essa fusão de conceitos reais e inventados podem não importar. Mas em outro nível uma mudança de modelo científico pode abolir um campo de força como entidade conceitual mas não aboliria uma floresta, montanha ou lago.

A noção de que podemos encontrar verdades absolutas e definitivas é ingênua. Se existem "verdades" essenciais da natureza nossos modelos são apenas aproximações delas - descrições úteis que "funcionam" por predizer corretamente o comportamento da natureza. Não estamos em posição de responder à questão filosófica "Existem verdades absolutas?". Não podemos nem mesmo determinar se há uma "realidade" essencial a ser encontrada. Embora nossas leis e modelos (teorias) se tornem cada vez melhores não há razão para esperar que elas sejam concluídas. Então não temos justificativa alguma para fé absoluta ou crença em qualquer uma delas. Elas podem ser substituídas algum dia por algo completamente diferente em aparência e com diferentes conceitos essenciais. De qualquer forma serão modificadas. Mas isso não fará os modelos velhos "incorretos" pois eles funcionarão tão bem como sempre funcionaram. Todas essas reservas e qualificações da verdade, realidade e crença não importam - tais minúcias filosóficas não são relevantes para se fazer ciência. Podemos fazer ciência muito bem sem 'responder' essas questões - questões que podem até mesmo nem ter resposta. A ciência limita-se a questões finitas as quais se possa chegar a respostas práticas.

Aprendemos que nem todas as questões que podemos perguntar possuem respostas a serem encontradas. Qualquer questão que em princípio ou na prática não é examinável não é considerada uma questão científica válida. Preferimos pensar que não perdemos tempo com elas mas parece estas aparecem inesperadamente na internet ou discussões em sala de aula com freqüência. Muitas pessoas pensam que questões sem resposta são as mais profundas e importantes. Perguntas como: "Qual o significado disso tudo?", "O que existe fora do universo?" ou "O que impulsionou o universo?". Os cientistas devem reservar estas para a a reflexão profunda de filósofos, preocupando-se em responder perguntas mais acessíveis.

A ciência progride por meio da tentativa e do erro, em maior parte pelo erro. Cada nova teoria ou lei deve ser ser testada rigorosamente e de um ponto de vista cético antes de sua aceitação. A maioria fracassa e são varridas para debaixo do tapete mesmo antes da publicação. Outras, como a do éter luminoso, florescem por um tempo e então suas inadequações se acumulam até que se tornam intoleráveis, sendo discretamente abandonadas quando surge algo melhor. Tais erros serão descobertos. Sempre há alguém que terá grande prazer em expô-los. A ciência progride cometendo erros, corrigindo erros e depois preocupando-se com outro assuntos. Se parássemos de cometer erros cessaria o progresso da ciência.

***

Este documento, escrito em janeiro de 2000 e editado em 26 de abril de 2000, é © 2000 do Dr. Donald E. Simanek. Ele pode ser reproduzido para fins educacionais não-lucrativos, contanto que não seja alterado, e este aviso de direitos autorais seja claramente indicado. O autor aprecia ser notificado de qualquer uso deste ensaio para publicação ou na Internet, e uma cópia da publicação onde ele é usado.

Comentários e sugestões são bem-vindos em dsimanek@eagle.lhup.edu. Quando comentar um documento específico, por favor refira-se a ele pelo nome ou conteúdo

Notas do Tradutor

1 - O autor parece não se preocupar muito com a formalidade da linguagem então preferiu-se, por uma questão de fidelidade ao texto e ao modo de se expressar do autor, manter certas expressões em um sentido informal.

2 - Às vezes o autor utiliza expressões repetitivamente. Por isso procurou-se usar sinônimos da língua portuguesa, evitando a repetição. No entanto, devido às restrições da língua inglesa, principalmente quanto aos pronomes, algumas repetições foram necessárias para que não se prejudicasse o sentido da frase.”

Sds,

Victor.

 

 


SUBJECT: Capturado um Pé-Grande… de fantasia?
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 16/08/2008 02:06

Capturado um Pé-Grande… de fantasia?

pegrandewhitton1uhiu

Os entusiastas da criptozoologia prenderam a respiração nos últimos dias, quando o Santo Graal foi prenunciado: o corpo de um Pé-Grande teria sido capturado, conservado e estaria pronto para ser apresentado para uma análise aberta.

"Dois "caçadores" norte-americanos afirmam ter capturado o "Pé Grande" e colocado o corpo da lendária criatura em um congelador. Matt Whitton e Rick Dyer dizem que encontraram o animal nas florestas da Geórgia, nas regiões remotas em que as pessoas geralmente afirmam ter visto o "homem-macaco".

Os "caçadores" dizem que o exame de DNA vai provar, de uma vez por todas, que a criatura congelada realmente é o Sasquatch - outro nome do animal".
Do G1: Caçadores americanos dizem ter cadáver congelado do 'Pé Grande'

A coletiva de imprensa tão esperada aconteceu há algumas horas, e as revelações desapontaram a todos. Você pode conferir o vídeo completo aqui.

Mesmo antes da coletiva de imprensa a imagem acima foi divulgada e diversos céticos e criptozoologistas já haviam apontado elementos suspeitos na história, a começar pelo envolvimento de Thomas Biscardi, que já participou de uma fraude relacionada ao Pé-Grande praticamente idêntica em 2005, quando anunciou ter capturado uma criatura apenas para depois admitir ter participado de um engodo.

Os outros dois "caçadores de Pé-Grande", Whitton e Dyer, também teriam sido pegos em contradição e declarações bem duvidosas.

Contudo, o mais interessante e revelador é que o Pé-Grande desta vez seria apenas uma fantasia de Sasquatch coberta com algumas vísceras. Ela pode ser adquirida aqui por pouco menos de 500 dólares.

Comparações entre a face do suposto Pé-Grande e a máscara da fantasia revelam uma similaridade clara:

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Como tais informações já estavam sendo expostas antes da conferência de hoje, os três "bufões" – como criptozoologistas os acusam – apresentaram uma outra fotografia em detalhe dos dentes da criatura. A fantasia original não possui dentes.

bfshot3da

Loren Coleman ironizou os supostos dentes comentando que eles "parecem ter sido colocados na boca e poderiam ser a dentadura de minha falecida mãe". De fato, os dentes da criatura não parecem em nada se ajustar a seu maxilar. Seria o caso de um Pé-Grande com um problema grave de dentes encavalados.

Os exames de DNA, como esperado, não revelaram nada, e a criatura em si mesma não foi exibida na coletiva. Foi feita a oferta para que uma equipe do canal de TV FOX examinasse a criatura, provavelmente em uma tentativa de conseguir mais cobertura de mídia.

Tudo indica ser mais uma fraude, neste caso muito similar ao "Homem do Gelo de Minnesota" de Frank Hansen em fim dos anos 1960, que também era apenas uma criatura de látex.

Neste ano, a coletiva para apresentação do Pé-Grande também ecoou a coletiva de Jeff Peckman em que o vídeo de um suposto alienígena na janela foi exibido de forma reservada. Isso ocorreu em maio, e até agora o vídeo original não foi tornado público (o que se vê é uma reprodução criada com um simples boneco, que uma pessoa declarou ser melhor que o vídeo original).

De tantas fraudes e expectativas desfeitas, há todavia um elemento interessante a este que escreve aqui. Há, como se vê, amplo espaço para que evidências conclusivas e claras de alegações extraordinárias sejam tornadas públicas.

Apesar de todo o ceticismo, a mídia ainda oferece grande cobertura a eventos que prometem provas. A coletiva sobre o Pé-Grande está neste exato momento na entrada do website da CNN, e o tema causou tanto interesse que o site de referência Cryptomundo está fora do ar já há dias, inundado por visitas.

Que tais provas não sejam apresentadas ou conhecidas é ainda outra indicação de que, até o momento, simplesmente não existem. Ainda há muito interesse e incontáveis formas de apresentá-las. Basta um ET ou Pé-Grande à mão.

Postado em Ceticismo, Criptozoologia, Curiosidades

SUBJECT: A Conformidade Elevadorística
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 16/08/2008 02:36

Elevadores já inspiraram experimentos mentais fabulosos, mas o vídeo acima é de um inadvertido (e bem divertido) experimento psicológico realizado no melhor estilo Candid Camera, progenitora americana das infames pegadinhas.

Há uma pressão social insuportável para que as pessoas olhem sempre para a mesma direção em um elevador – ou, ao invés, para que não se encare pessoas desconhecidas dentro de uma caixa fechada, mesmo que apenas por um curto período de tempo.

A conformidade social já foi explorada em outros experimentos, como os realizados por Solomon Asch, mas esta psicologia de elevador você pode testar com seus amigos.

SUBJECT: Re: [ciencialist] Fw: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...(p/Silvio)
FROM: vernerstranz@click21.com.br
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 16/08/2008 05:52

Silvio, tua colocação é mais que oportuna: como ficam as bibliotecas, milhares
de livros editados na forma atual e recomendados a estudantes? E os milhões de
brasileiros e portugueses que tentam escrever corretamente, e nem sempre o
conseguindo, como iremos nos reciclar? [ ]s., verner.


Citando Silvio <scordeiroes@superig.com.br>:

> Luiz:
>
> Creio que a solução são as provas serem feitas unicamente em um lugar: e a
> correção não imagino como poderá ser feita pois não se modificará nossa
> escrita antes de 5 a 10 anos: tanto que até hoje ocorrem uma enxurrada de
> êrros em razão da modificação de 1940.....
>
> E mais: e a leitura? aprednde-se lendo--- e os clássicos......
>
> sds.,
> silvio.
> ----- Original Message -----
> From: Luís Junior
> To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Sent: Thursday, August 14, 2008 3:28 PM
> Subject: Re: [ciencialist] Fw: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...
>
>
>
> Ficou complexo na minha opnião. Como ficam as redações de concursos e
> vestibulares? É dado um tempo para a adaptação ás novas modificações?
>
> ~Carpe Diem~
>
> Luís Jr.
>
>
> On 8/14/08, Silvio <scordeiroes@superig.com.br> wrote:
>
> Junior:
>
> As modificações são tão surrealistas que será uma delícia escrever: a
> dcorreção será apenas para alguns iniciados que vão gastar tanto fosfato para
> assimilar as correções que vão perder o ofício de escrever.....
>
>
> silvio.
> ----- Original Message -----
> From: Luís Junior
> To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Sent: Wednesday, August 13, 2008 11:44 PM
> Subject: Re: [ciencialist] Fw: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...
>
>
>
> Mais que desgraça!!!!! Falei certinho? Autorretrato... para (verbo
> parar) vai!
>
> ~Carpe Diem~
>
>
> Luís Jr.
>
>
> On 8/13/08, Silvio <scordeiroes@superig.com.br> wrote:
>
>
> ----- Original Message -----
> From: Nelson S oliveira
> To: undisclosed-recipients@smtp.uol.com.br
> Sent: Wednesday, August 13, 2008 1:39 AM
> Subject: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...
>
>
>
> NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> NOVO
> ACORDO ORTOGRÁFICO
>
>
>
>
>
> Novo Acordo Ortográfico DA Língua Portuguesa
>
> Por: Marília Mendes
>
> Alfabeto
>
> Nova Regra
> Regra Antiga
> Como Será
>
> O alfabeto é agora formado por 26 letras
> O 'k', 'w' e 'y' não eram consideradas letras
> do nosso alfabeto.
> Essas letras serão usadas em siglas, símbolos,
> nomes próprios, palavras estrangeiras e seus derivados. Exemplos: km, watt,
> Byron, byroniano
>
>
>
>
>
> Trema
>
> Nova Regra
> Regra Antiga
> Como Será
>
> Não existe mais o trema em língua portuguesa.
> Apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller,
> mülleriano
> agüentar, conseqüência, cinqüenta, qüinqüênio,
> frqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente, argüição, delinqüir, pingüim,
> tranqüilo, lingüiça
> aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio,
> frequência, frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir, pinguim,
> tranquilo, linguiça.
>
>
>
>
>
> Acentuação
>
> Nova Regra
> Regra Antiga
> Como Será
>
> Ditongos abertos (ei, OI) não são mais
> acentuados em palavras paroxítonas
> assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia,
> panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico, paranóico
> assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia,
> panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico
>
> Obs: nos ditongos abertos de palavras
> oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis,
> papéis.
>
> Obs2: o acento no ditongo aberto 'eu'
> continua: chapéu, véu, céu, ilhéu.
>
>
>
>
>
> Nova Regra
> Regra Antiga
> Como Será
>
> O hiato 'oo' não é mais acentuado
> enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abençôo,
> povôo
> enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abençoo,
> povoo
>
> O hiato 'ee' não é mais acentuado
> crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem,
> revêem
> creem, deem, leem, veem, descreem, releem,
> reveem
>
>
>
>
>
> Nova Regra
> Regra Antiga
> Como Será
>
> Não existe mais o acento diferencial em
> palavras homógrafas
> pára (verbo), péla (substantivo e verbo), pêlo
> (substantivo), pêra (substantivo), péra (substantivo), pólo
> (substantivo)
> para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo
> (substantivo), pera (substantivo), pera (substantivo), polo (substantivo)
>
> Obs: o acento diferencial ainda permanece no
> verbo 'poder' (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo - 'pôde') e no
> verbo 'pôr' para diferenciar DA preposição 'por'
>
>
>
>
>
> Nova Regra
> Regra Antiga
> Como Será
>
> Não se acentua mais a letra 'u' nas formas
> verbais rizotônicas, quando precedido de 'g' ou 'q' e antes de 'e' ou 'I
> (gue, que, GUI, qui)
> argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe,
> enxagúemos, obliqúe
> argui, apazigue,averigue, enxague, ensaguemos,
> oblique
>
> Não se acentua mais 'I e 'u' tônicos em
> paroxítonas quando precedidos de ditongo
> baiúca, boiúna, cheiínho, saiínha, feiúra,
> feiúme
> baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha, feiura,
> feiume
>
>
>
>
>
> Hífen
>
> Nova Regra
> Regra Antiga
> Como Será
>
> O hífen não é mais utilizado em palavras
> formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras
> iniciadas por 'r' ou 's', sendo que essas devem ser dobradas
> ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato,
> anti-social, anti-rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidae,
> auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha,
> extra-regimento, extra-sístole, extra-seco, infra-som, ultra-sonografia,
> semi-real, semi-sintético, supra-renal, supra-sensível
> antessala, antessacristia, autorretrato,
> antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade,
> autorregulamentação, contrassenha, extrarregimento, extrassístole,
> extrasseco, infrassom, infrarrenal, ultrarromântico, ultrassonografia,
> suprarrenal, suprassensível
>
> Obs: em prefixos terminados por 'r',
> permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra:
> hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial,
> inter-regional, inter-relação, super-racional, super-realista,
> super-resistente etc.
>
>
>
>
>
> Nova Regra
> Regra Antiga
> Como Será
>
> O hífen não é mais utilizado em palavras
> formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras
> iniciadas por outra vogal
> auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem,
> auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicação,
> contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular,
> intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido,
> semi-automático, semi-embriagado, semi-obscuridade, supra-ocular,
> ultra-elevado
> autoafirmação, autoajuda, autoaprendizabem,
> autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação,
> contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular,
> intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiautomático,
> semiárido, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado.
>
> Obs: esta nova regra vai uniformizar algumas
> exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano, socioeconômico etc.
>
> Obs2: esta regra não se encaixa quando a
> palavra seguinte iniciar por 'h': anti-herói, anti-higiênico, extra-humano,
> semi-herbáceo etc.
>
>
>
>
>
> Nova Regra
> Regra Antiga
> Como Será
>
> Agora utiliza-se hífen quando a palavra é
> formada por um prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra
> iniciada pela mesma vogal.
> antiibérico, antiinflamatório,
> antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade,
> microondas, microônibus, microorgânico
> anti-ibérico, anti-inflamatório,
> anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade,
> micro-ondas, micro-ônibus, micro-orgânico
>
> obs: esta regra foi alterada por conta da
> regra anterior: prefixo termina com vogal + palavra inicia com vogal
> diferente = não tem hífen; prefixo termina com vogal + palavra inicia com
> mesma vogal = com hífen
>
> obs2: uma exceção é o prefixo 'co'. Mesmo se
> a outra palavra inicia-se com a vogal 'o', NÃO utliza-se hífen.
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> Nova Regra
> Regra Antiga
> Como Será
>
> Não usamos mais hífen em compostos que, pelo
> uso, perdeu-se a noção de composição
> manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista,
> pára-lama, pára-brisa, pára-choque, pára-vento
> mandachuva, paraquedas, paraquedista,
> paralama, parabrisa, pára-choque, paravento
>
> Obs: o uso do hífen permanece em palavras
> compostas que não contêm elemento de ligação e constiui unidade sintagmática
> e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam
> espécies botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião,
> conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor,
> couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.
>
>
>
>
>
> Observações Gerais
>
> O uso do hífen permanece
> Exemplos
>
> Em palavras formadas por prefixos 'ex',
> 'vice', 'soto'
> ex-marido, vice-presidente, soto-mestre
>
> Em palavras formadas por prefixos 'circum' e
> 'pan' + palavras iniciadas em vogal, M ou N
> pan-americano, circum-navegação
>
> Em palavras formadas com prefixos 'pré',
> 'pró' e 'pós' + palavras que tem significado próprio
> pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação
>
> Em palavras formadas pelas palavras 'além',
> 'aquém', 'recém', 'sem'
> além-mar, além-fronteiras, aquém-oceano,
> recém-nascidos, recém-casados, sem-número, sem-teto
>
>
>
>
>
> Não existe mais hífen
> Exemplos
> Exceções
>
> Em locuções de qualquer tipo (substantivas,
> adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais)
> cão de guarda, fim de semana, café com leite,
> pão de mel, sala de jantar, cartão de visita, cor de vinho, à vontade, abaixo
> de, acerca de etc.
> água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa,
> mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao-deus-dará, à queima-roupa
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
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>
>
>
>



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SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: QUALIDADE DO ENSINO(p/Cris)
FROM: vernerstranz@click21.com.br
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 16/08/2008 05:58

Você tem carradas de razão, mas veja: os professores tb se inserem num contexto,
são tb produtos do meio, refletem o pensamento predominante, e acabam "passando"
esses absurdos que vc listou... Lembro uma frase antiquíssima: Explica mas não
justifica. Triste. verner.


Citando "César A. K. Grossmann" <cesarakg@gmail.com>:

> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Profª Cristiana Passinato"
> <crispassinato3@...> escreveu
> >
> > Pois é, o ensino tá tão bom que precisam se criar turmas de reforço
> pra um
> > exame nacional, como o ENADE, é isso aí!
>
> Esta semana acabei me envolvendo em uma polêmica: existem professores
> que ensinam para os alunos que a missão lunar de julho/1969 foi uma
> fraude. Como é que pode? O que vem a seguir? Veremos professores
> ensinando alquimia, astrologia, criacionismo e "design inteligente"?
>
> Para que serve o ensino, se os alunos saem de lá achando que
> "pensamento crítico" e "ceticismo" é sinônimo de "não acreditar em nada"?
>
> Por que os professores não fazem uma abordagem como a deste aqui:
> http://www.adorofisica.com.br/trabalhos/trab_Lua.htm
>
> O que mudou no ensino de ciências desde que Feynman esteve por aqui?
> http://www.defi.isep.ipp.pt/~asv/textos/feynman.htm
>
> []s
>
>



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SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: QUALIDADE DO ENSINO
FROM: "Silvio" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 16/08/2008 11:47

Vitor:
 
Parabéns por seu texto.
Aula de ética.
 
Agora, permita-me: a  ninguém, sob nenhuma forma, dentro do campo do conhecimento,  de deve dizer que é "digno de todo o respeito do mundo".
 
Nem Newton ou Einstein merecem o epítetoi....
 
sds.,
 
silvio.
 
 
----- Original Message -----
From: J.Victor
Sent: Friday, August 15, 2008 8:13 PM
Subject: RES: [ciencialist] Re: QUALIDADE DO ENSINO

César,

“Este tipo de trabalho, reveste-se de grande valia para os estudantes, em especial aqueles que não têm opinião formada, ou acreditam em algo sem umaatitude crítica. Vejo neste trabalho a importância do estímulo ao respeito à diversidade, da descrença das unanimidades, e do alerta ao perigo do posicionamento imediato, sem a devida reflexão e análise apurada dos fatos, sob os vários pontos de vista.E ainda que não se adote o rigor e o ceticismo apurado dos cientistas, os cidadãos devem possuir o mínimo de competência científica para distinguir a postura crítica, com embasamento científico, da postura crédula, que alimenta o sensacionalismo.”

Victor:  O trabalho do professor é digno de elogios e a um professor desses é devido todo o respeito do mundo. Embora esta seja a obrigação e o dever de qualquer professor, que se assumiu como educador, mesmo ante as diversidades.  Ensinar educando e apontando os rumos que devem ser seguidos, quando há alguma dúvida ou informações que contradigam um experimento conhecido e documentado, é uma objetivo, uma meta. Um exemplo, entre outros,  é esse da ida ou não à lua, sobre o que ainda se vêem por aí discussões mantidas por idiotas, que, por incapacidade de um raciocínio científico, assumem como válidas, de maneira absoluta, aquilo em que pensam, sem um embasamento mais adequado. E daí tascam o pau numa tentativa de provarem que estão certos e se recusam sequer a tecer considerações sobre aquilo que renegam;  por gostarem de trafegarem  na contramão da corrente vigente, até postando-se como vítimas e incompreendidos, dão uma de salvadores do saber e da verdade, mostrando com inverdades, aqueles fatos que são verdadeiros.

  Já vimos esse filme por aqui?

Contudo, ainda acredito que, mesmo neste Brasil por aí afora, haja muitos mestres como o autor do trabalho ora comentando. Que respeitam o aluno e, mais que isso, respeitam sua profissão e seu compromisso com uma correta educação. A conclusão acima não poderia ser mais oportuna.

Mas, num País como este, onde a educação dos níveis iniciais é relegada  ao descaso, é de espantar  atitudes como a do abnegado Professor. Que isso lá é, é!

E assim caminha a humanidade, digo, esta nação.

Sds,

Victor.

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de César A. K. Grossmann
Enviada em: sexta-feira, 15 de agosto de 2008 11:50
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Re: QUALIDADE DO ENSINO

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Profª Cristiana Passinato"
<crispassinato3@...> escreveu
>
> Pois é, o ensino tá tão bom que precisam se criar turmas de reforço
pra um
> exame nacional, como o ENADE, é isso aí!

Esta semana acabei me envolvendo em uma polêmica: existem professores
que ensinam para os alunos que a missão lunar de julho/1969 foi uma
fraude. Como é que pode? O que vem a seguir? Veremos professores
ensinando alquimia, astrologia, criacionismo e "design inteligente"?

Para que serve o ensino, se os alunos saem de lá achando que
"pensamento crítico" e "ceticismo" é sinônimo de "não acreditar em nada"?

Por que os professores não fazem uma abordagem como a deste aqui:
http://www.adorofisica.com.br/trabalhos/trab_Lua.htm

O que mudou no ensino de ciências desde que Feynman esteve por aqui?
http://www.defi.isep.ipp.pt/~asv/textos/feynman.htm

[]s


SUBJECT: Re: [ciencialist] Fw: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...(p/Silvio)
FROM: "Alvaro Augusto \(L\)" <alvaro@lunabay.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 16/08/2008 13:26

Bem, agora não adianta reclamar. Deveríamos ter reclamado antes (e muitos o
fizeram), mas agora o jeito é nos adaptarmos. O lado bom é que, no caso do
português falado no Brasil, a reforma atingirá menos de 2% das palavras, e
isso inclui coisas como o hífen, que ninguém sabe usar e, logo, continuarão
sem saber usar. É claro que os livros didáticos deverão ser re-escritos (ou
re-escritos?), o que será um grande negócio para as editoras, mas os livros
já publicados continuarão nas prateleiras das bibliotecas, assim como os
livros publicados antes de 1971. Por volta de 2078, quando todos os
professores atuantes tiverem nascido depois da entrada em vigor da nova
reforma ortográfica, ela terá sido por fim assimilada. Daí será hora de uma
nova reforma...

[ ]s

Alvaro Augusto de Almeida
http://www.alvaroaugusto.com.br
alvaro@lunabay.com.br

----- Original Message -----
From: <vernerstranz@click21.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Saturday, August 16, 2008 5:52 AM
Subject: Re: [ciencialist] Fw: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...(p/Silvio)


> Silvio, tua colocação é mais que oportuna: como ficam as bibliotecas,
> milhares
> de livros editados na forma atual e recomendados a estudantes? E os
> milhões de
> brasileiros e portugueses que tentam escrever corretamente, e nem sempre o
> conseguindo, como iremos nos reciclar? [ ]s., verner.
>
>
> Citando Silvio <scordeiroes@superig.com.br>:
>
>> Luiz:
>>
>> Creio que a solução são as provas serem feitas unicamente em um lugar: e
>> a
>> correção não imagino como poderá ser feita pois não se modificará nossa
>> escrita antes de 5 a 10 anos: tanto que até hoje ocorrem uma enxurrada de
>> êrros em razão da modificação de 1940.....
>>
>> E mais: e a leitura? aprednde-se lendo--- e os clássicos......
>>
>> sds.,
>> silvio.
>> ----- Original Message -----
>> From: Luís Junior
>> To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
>> Sent: Thursday, August 14, 2008 3:28 PM
>> Subject: Re: [ciencialist] Fw: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...
>>
>>
>>
>> Ficou complexo na minha opnião. Como ficam as redações de concursos e
>> vestibulares? É dado um tempo para a adaptação ás novas modificações?
>>
>> ~Carpe Diem~
>>
>> Luís Jr.
>>
>>
>> On 8/14/08, Silvio <scordeiroes@superig.com.br> wrote:
>>
>> Junior:
>>
>> As modificações são tão surrealistas que será uma delícia escrever: a
>> dcorreção será apenas para alguns iniciados que vão gastar tanto fosfato
>> para
>> assimilar as correções que vão perder o ofício de escrever.....
>>
>>
>> silvio.
>> ----- Original Message -----
>> From: Luís Junior
>> To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
>> Sent: Wednesday, August 13, 2008 11:44 PM
>> Subject: Re: [ciencialist] Fw: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...
>>
>>
>>
>> Mais que desgraça!!!!! Falei certinho? Autorretrato... para (verbo
>> parar) vai!
>>
>> ~Carpe Diem~
>>
>>
>> Luís Jr.
>>
>>
>> On 8/13/08, Silvio <scordeiroes@superig.com.br> wrote:
>>
>>
>> ----- Original Message -----
>> From: Nelson S oliveira
>> To: undisclosed-recipients@smtp.uol.com.br
>> Sent: Wednesday, August 13, 2008 1:39 AM
>> Subject: NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...
>>
>>
>>
>> NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>> NOVO
>> ACORDO ORTOGRÁFICO
>>
>>
>>
>>
>>
>> Novo Acordo Ortográfico DA Língua
>> Portuguesa
>>
>> Por: Marília Mendes
>>
>> Alfabeto
>>
>> Nova Regra
>> Regra Antiga
>> Como Será
>>
>> O alfabeto é agora formado por 26 letras
>> O 'k', 'w' e 'y' não eram consideradas
>> letras
>> do nosso alfabeto.
>> Essas letras serão usadas em siglas,
>> símbolos,
>> nomes próprios, palavras estrangeiras e seus derivados. Exemplos: km,
>> watt,
>> Byron, byroniano
>>
>>
>>
>>
>>
>> Trema
>>
>> Nova Regra
>> Regra Antiga
>> Como Será
>>
>> Não existe mais o trema em língua
>> portuguesa.
>> Apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller,
>> mülleriano
>> agüentar, conseqüência, cinqüenta,
>> qüinqüênio,
>> frqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente, argüição, delinqüir,
>> pingüim,
>> tranqüilo, lingüiça
>> aguentar, consequência, cinquenta,
>> quinquênio,
>> frequência, frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir,
>> pinguim,
>> tranquilo, linguiça.
>>
>>
>>
>>
>>
>> Acentuação
>>
>> Nova Regra
>> Regra Antiga
>> Como Será
>>
>> Ditongos abertos (ei, OI) não são mais
>> acentuados em palavras paroxítonas
>> assembléia, platéia, idéia, colméia,
>> boléia,
>> panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico,
>> paranóico
>> assembleia, plateia, ideia, colmeia,
>> boleia,
>> panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico,
>> paranoico
>>
>> Obs: nos ditongos abertos de palavras
>> oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis,
>> papéis.
>>
>> Obs2: o acento no ditongo aberto 'eu'
>> continua: chapéu, véu, céu, ilhéu.
>>
>>
>>
>>
>>
>> Nova Regra
>> Regra Antiga
>> Como Será
>>
>> O hiato 'oo' não é mais acentuado
>> enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo,
>> abençôo,
>> povôo
>> enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo,
>> abençoo,
>> povoo
>>
>> O hiato 'ee' não é mais acentuado
>> crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem,
>> revêem
>> creem, deem, leem, veem, descreem, releem,
>> reveem
>>
>>
>>
>>
>>
>> Nova Regra
>> Regra Antiga
>> Como Será
>>
>> Não existe mais o acento diferencial em
>> palavras homógrafas
>> pára (verbo), péla (substantivo e verbo),
>> pêlo
>> (substantivo), pêra (substantivo), péra (substantivo), pólo
>> (substantivo)
>> para (verbo), pela (substantivo e verbo),
>> pelo
>> (substantivo), pera (substantivo), pera (substantivo), polo (substantivo)
>>
>> Obs: o acento diferencial ainda permanece
>> no
>> verbo 'poder' (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo - 'pôde') e
>> no
>> verbo 'pôr' para diferenciar DA preposição 'por'
>>
>>
>>
>>



SUBJECT: Re: [ciencialist] ENC: Socoooorro!
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 16/08/2008 18:13

 
       Concordo em quase tudo com o autor do texto. Só acho que a teleportação pode ser melhor explicada através de um fluxo de múvions catatônicos emparelhados quanticamente pela pseudo-retração paranóica das ondas mentais.
 
      [],s
 
      Belmiro 


--- Em sex, 15/8/08, J.Victor <j.victor.neto@uol.com.br> escreveu:
De: J.Victor <j.victor.neto@uol.com.br>
Assunto: [ciencialist] ENC: Socoooorro!
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Data: Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008, 8:53

 

 

Lista,

 

Quem mandou eu sair por aí procurando? Quem procura acha!

Seria este aí um “relatimístico” ou um picaretista?

Resposta: os dois, ambos, ao mesmo tempo, concomitantemente!

Isto é que escamotear. O resto é resto!

E olha que usa e abusa de um matematiquês de enganar bestas.

Esse Sarti consegue ganhar de 10 a 0 dos Caciques da vida!

 

Pelo inusitado, destaco(mas poderia ser qualquer trecho, pois qualquer um sequer representa alguma coisa!) os parágrafos a seguir, para verem o que andam fazendo em nome da ciência(as ênfases são minhas):

1“Os fenômenos parapsicológicos, como o poltergeist, as materializações e a teleportação e o movimento não propelido e antigravitató rio dos UFOS sugerem o imaginário matemático. Pode parecer óbvio que ondas planas, complexas, zerem a equação de ondas no vácuo mas, por outro lado pode ser demonstrado matematicamente que elas surjam pela aplicação da onda psicônica plana perfeita à equação da comutação de operadores de quantidades conjugadas da mecânica quântica de Bohr, obrigando-se a que a solução do paradoxo Einstein-Podolsky- Rosen seja resolvido por elas.” Ou o último parágrafo:

2 “Em PSICONS eu argumento que para as ondas de pensamento, com densidade de probabilidade unitária, implicando em ausência de sintaxe, a corrente de informação semântica de probabilidade é a velocidade da fase da onda que supõe massa imaginária ao mesmo tempo que envolve total indeterminação espaço-temporal (vácuo ou nada).”

Putzgrilla!

 

And so on. Tem mais, é só pularem o Sds..

(Um locutor de um certo programa popular e sensacionalista de rádio, de Maceió, diria:

É mole, ou quer mais?)

 

 

Sds,

Victor.

 

 

É PSÍQUICA A GRAVITAÇÃO?

Geraldo Sarti

As ondas gravitacionais e os grávitons não foram detectados até agora(2006). Do meu ponto de vista jamais serão mensurados por aparelhagens e sistemas reais, da mesma forrna que os psicons, partículas lógicas não o foram. A alegação oficial é de que a constante de Newton é muito pequena e o spin é 2.

O operador de D'Alembert

                                               2

D = Δx - 1/c2  Δ2t

onde Δ2 é o laplaceano, derivada segunda em relação a x ou t, e c é a velocidade da luz ficou muito influenciado pela interferência de Lorentz nas equações originais do eletromagnetismo dinâmico de Maxwell, relacionando pela física atual traçados luxonlike, fotônicos, a espaços-tempo da relatividade.

Mas, ao considerarmos que as ondas perfeitas, complexas, ondas psicônicas, associadas a partículas de massa em movimento imaginária, solucionam trivialmente a equação das ondas gravitacionais, nós podemos perfeitamente assumir que falar em ondas gravitacionais ou grávitons pode ser o mesmo que falar de ondas psicônicas ou psicons.

Eu estou reafirmando que a equação das ondas sob o signo de      D'Alembert-Lorentz não deve ser aplicada extensivamente aos campos gravitacionais no vácuo. Embora a forma desta equação gravitacional deva ser mantida em virtude das pequenas perturbações que alteram a métrica inercial de Galileu, o princípio a que ela se refere será modificado pela simples troca da velocidade da luz pela velocidade de fase da onda plana psicônica.

Á primeira vista parece um absurdo tratar-se de velocidade de fase se ela não se aplica a partículas reais ou pacotes com velocidade de grupo.

Mas as ondas de pensamento (psicons) seriam essencialmente planas pela sua própria capacidade de superar a velocidade da luz.

O aspecto plano dos psicons nos diz que, embora dispersivos entre si (buracos do vácuo) e sujeitos a superposições (geração da matéria real) enfim, que  a planidade deles é perfeita a ponto de reduzirem-se ao próprio vácuo. 

Dito de outra forma, o psicon ou onda plana de informação semântica do pensamento como o conhecemos, possui total(infinita) incerteza na sua localização espaço-temporal.

Por definição, comprimento da onda(quantidade de movimento) e freqüência(energia) estão fixas pela não interação com potenciais reais.

Se isso se aplica à perturbação gravitacional da métrica de Galileu então, excluindo-se somatoriamente a constante cosmológica de Einstein do seu respectivo tensor de Ricci G, repetimos o tensor da densidade da matéria-energia T fica zero ou imaginário no vácuo.

Os fenômenos parapsicológicos, como o poltergeist, as materializações e a teleportação e o movimento não propelido e antigravitató rio dos UFOS sugerem o imaginário matemático. Pode parecer óbvio que ondas planas, complexas, zerem a equação de ondas no vácuo mas, por outro lado pode ser demonstrado matematicamente que elas surjam pela aplicação da onda psicônica plana perfeita à equação da comutação de operadores de quantidades conjugadas da mecânica quântica de Bohr, obrigando-se a que a solução do paradoxo Einstein-Podolsky- Rosen seja resolvido por elas.

Nesse caso, efetivamente aparecem energias e partículas em movimento imaginárias associadas a incertezas gerais no vácuo. O Dr. Horta Santos sempre me questionou da possível impropriedade que significava uma intromissão de elementos imaginários semânticos na vida real, emocional e cerebral já que não haveria possibilidade de sua interacão com potenciais reais. Pela ausência de um verbete apropriado em chamei de Link a tal conexão.

É interessante que Heisenberg tenha realizado ao par posição momentum linear a equação de comutação por operadores quânticos e que tenha chegado ao resultado ih (Dirac) mas não o tenha interpretado psicologicamente. Então nesse caso estendendo-se o mesmo procedimento matemático ao par de operadores energia-tempo, concluiremos pela "existência" de massa e energia imaginárias associadas às ondas psicônicas de pensamento.

Deve ser salientado que experiências de Aspect-Bell (teorema) indicam

sinais   spacelike  entre  partículas.   Retornando  à  questão  gravitacional   seja  a igualdade

16πT = 2G = DØ                (1)

em que:

- 8 π é o equivalente relativístico da constante gravitacional Newtoniana.

- T é o tensor de densidade de matéria-energia

- G é o tensor de Ricci, obtido por contração do tensor de curvatura.

- D é o operador de D'Alembert, obtido por simplificações dos termos componentes de G e pela exclusiva manutenção dos termos de 1 a ordem no tensor de curvatura.

- Ø é a função de onda gravitacional ou psicônica

- Foi desprezada na igualdade(l) a aplicação da constante cosmológica de Einstein a G.

- Por dificuldades operacionais, estamos tratando os termos sem índices e não estamos explicitando as derivadas.

A igualdade (1) só terá valor para uma transformação de coordenadas do tipo:

x' = x + ε                                       (2)

na qual e são quantidades pequenas, de tal sorte que

                                       D ε = O                                         (3)

se por exemplo ε = ε(x — ct) sendo c a velocidade da luz.
A solução fotônica da onda gravitacional no vácuo conduz aqui a
                             D Ø = O                                        (4)

Porém, caso a condição(S) não eja satisfeita nós poderemos estar frente a desigualdades

  D Ø ≠ O                                        (5)

 

                                       G≠0                                                 (6)
                                      

                                       T ≠O                                                (7)

Insistindo, se supusermos que a condição (3) não se aplica, as igualdades das equações (1) não servem, de tal maneira que podemos substituir a velocidade da luz na perturbação gravitacional da métrica de Galileu por uma velocidade de fase superior à da luz em D.

Então, T poderá conter elementos imaginários, de massa e energia, da mesma forma que foi encontrado na já citada equação de operadores de comutação de quantidades conjugadas de Bohr. Conforme já escrito, a perturbação psicônica Spacelike da métrica inercial eletromagnética conduz à pergunta:

PSICONS = GRÁVITONS?

A desigualdade (5) indica que o campo gravitacional não se moveria no vácuo à velocidade da luz, mas à uma outra velocidade superior à da luz. Isso, se verdadeiro, vai resultar que T contenha elementos imaginários de massa e energia, tais como psicons, como já citado na comutação das quantidades conjugadas, pares, na equação comutadora de Bohr aplicada a psicons: Ø= exp Í(KX ωt) e m = imo /(v2-1 )1/2 sendo           v = velocidade de fase de Ø.

Naturalmente a métrica inercial não perturbada de Galileu  sofrerá a operação perturbadora do LINK com o Psicon resultando em g:

ςLINKØ = g

Considerações sobre LINK têm referências em G.S.Sarti (“PSICONS" -ABRAP) e Ronaldo Dantas Lins Filgueira (IPPP) "CURAS POR MEIOS PARANORMAIS".

Fica implícito que o intervalo métrico do espaço-tempo seria então imaginário para ondas gravitacionais igual a PSICONS.Caso isso ocorra, qualquer consideração sobre a transversalidade das ondas deixaria de ser necessária 

Como o referido paradoxo EPR é solucionado pelos psicons, estes necessariamente, enquanto quanta de informação semântica, estarão relacionados a massas em movimento imaginárias.

Curiosamente, no que estou demonstrando aqui dentro das minhas simplificações, o tensor T fica diagonalmente imaginário, assim como o G e a equação das ondas gravitacionais no vácuo, seriam também solucionadas por campos spacelike o que me leva a concluir da alta possibilidade de aceitar uma certa forma de síntese quântico-relativisí a, aqui implicitamente colocada em que as ondas de pensamento (psicons) e grávitons seriam idênticos.

A discussão de Eddington é interessante:

In empty space (57-7) becomes

DØ = 0

showing that the deviations of the gravitational potentials are propagated as waves with unit velocity, i.e. the velocity of light (§ 30). But it must be remembered that this representation of the propagation, though always permissible, is not unique. In replacing (57-2) by (57-31) and (57-32), we introduce a restriction which amounts to choosing a special coordinate-system. Other solutions of (57-2) are possible, corresponding to other coordinate-systems. Ali the coordinate-systems differ from Galilean coordinates by small quantities of the first order. The potentials g pertain not only to the gravitational influence which has objective reality, but also to the coordinate-system which we select arbitrarily. We can " propagate " coordinate-changes with the speed of  thought(ênfase minha), and these may be mixed up at will with the more dilatory propagation discussed above. There does not seem to be any way of distinguishing a physical and a conventional part in the changes of the g,.

The statement that in the relativity theory gravitational waves are pro­pagated with the speed of light has, l believe, been based entirely on the foregoing investigation; but it will be seen that it is only true in a very conventional sense. If coordinates are chosen só as to satisfy a certain condition which has no very clear geometrical importance, the speed is that of light; if the coordinates are slightly different the speed is altogether different from that of light. The result stands or fails by the choice of coordinates and, so far as can be judged, the coordinates here used were purposely introduced in order to obtain the simplification which results from representing the propagation as occurring with the speed of light.. The argument thus follows a vicious circle.

Must we then conclude that the speed of propagation of gravitation is necessarily a conventional conception without absolute meaning ? l think not.. The speed of gravitation is quite definite; only the problem of determining it does not seem to have yet been tackled correctly. To obtain a speed independent of the coordinate-system chosen, we must consider the propagation not of a world-tensor but of a world-invariant. The simplest world-invariant for this purpose is B. since G vanish in empty space. It is scarcely possible to treat of the propagation of an isolated pulse of gravitational influence, because there seems to be no way of starting a sudden pulse without calling in supernatural agencies which violate the equations of mechanics. We may consider the regular train of waves caused by the earth in its motion round the sun. At a distant point in the ecliptic B will vary with an annual periodicity; if it has a maximum or minimum value at the instant when the earth is seen to transit the sun, the inference is that the wave of disturbance has traveled to us at the same speed as the light, (It may perhaps be objected that there is no proof that the disturbance has been propagated from the earth; it might be a stationary wave permanently located round the sun which is as much the cause as the effect of the earth's annual motion. l do not think the objection is valid, but it requires examination. ) There does not seem to be any grave difficulty in treating this problem; and it deserves investigation.

Para encerrar estas considerações, o Dr. Horta Santos também me argüiu sobre a aparente contradição entre vácuo e movimento, no caso, superlumínico, de psicons (embora eu não tivesse tratado, àquela altura, de grávitons, mas, devido à esta exposição feita, a mesma questão poderá ser estendida à gravitação);

Em PSICONS eu argumento que para as ondas de pensamento, com densidade de probabilidade unitária, implicando em ausência de sintaxe, a corrente de informação semântica de probabilidade é a velocidade da fase da onda que supõe massa imaginária ao mesmo tempo que envolve total indeterminação espaço-temporal (vácuo ou nada).

 

 

 



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SUBJECT: RES: [ciencialist] Re: QUALIDADE DO ENSINO
FROM: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 16/08/2008 18:18

Silvio,

 

Para mim, sim. Todos estes que você citou merecem todo o respeito do mundo.

Pelos mais diversos motivos, sobretudo  pelo extremamente bom que fizeram e pelo legado que deixaram.

 

Pessoas como o Professor e pessoas de seu tipo, alvo de meu texto, merecem todo o respeito do mundo.

Abnegados, em prol de uma causa nobre e vital,  como a educação, merecem todo o respeito do mundo.

É o trabalho que conta, as intenções por trás dele.

 

Não merecem uma vintém furado de respeito aqueles que duramente tenho ciriticado, enganadores, divulgadores de

idéas falsas, que prejudicam e entortam o juízo dos que se iniciam. Dano que, para corrigir, não é lá muito fácil não.

Vendem mentiras, por uma “pechincha”, oferecem novos horizontes de conhecimento por uma “merrequinha”, ensinam o caminho do céu por”preço baixo”, e garantem  que  tudo é bem “baratinho”. E ainda usam a mecânica quântica para fins espirituais, de lambuja!

Bom, vou parar.  Se não, podem dizer que  acabei ficando meio amargo estes últimos dias.

 

Sds,

Victor.  

 

 

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de Silvio
Enviada em: sábado, 16 de agosto de 2008 11:48
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: Re: [ciencialist] Re: QUALIDADE DO ENSINO

 

Vitor:

 

Parabéns por seu texto.

Aula de ética.

 

Agora, permita-me: a  ninguém, sob nenhuma forma, dentro do campo do conhecimento,  de deve dizer que é "digno de todo o respeito do mundo".

 

Nem Newton ou Einstein merecem o epítetoi....

 

sds.,

 

silvio.

 

 

----- Original Message -----

From:

Sent: Friday, August 15, 2008 8:13 PM

Subject: RES: [ciencialist] Re: QUALIDADE DO ENSINO

 

César,

“Este tipo de trabalho, reveste-se de grande valia para os estudantes, em especial aqueles que não têm opinião formada, ou acreditam em algo sem umaatitude crítica. Vejo neste trabalho a importância do estímulo ao respeito à diversidade, da descrença das unanimidades, e do alerta ao perigo do posicionamento imediato, sem a devida reflexão e análise apurada dos fatos, sob os vários pontos de vista.E ainda que não se adote o rigor e o ceticismo apurado dos cientistas, os cidadãos devem possuir o mínimo de competência científica para distinguir a postura crítica, com embasamento científico, da postura crédula, que alimenta o sensacionalismo.”

Victor:  O trabalho do professor é digno de elogios e a um professor desses é devido todo o respeito do mundo. Embora esta seja a obrigação e o dever de qualquer professor, que se assumiu como educador, mesmo ante as diversidades.  Ensinar educando e apontando os rumos que devem ser seguidos, quando há alguma dúvida ou informações que contradigam um experimento conhecido e documentado, é uma objetivo, uma meta. Um exemplo, entre outros,  é esse da ida ou não à lua, sobre o que ainda se vêem por aí discussões mantidas por idiotas, que, por incapacidade de um raciocínio científico, assumem como válidas, de maneira absoluta, aquilo em que pensam, sem um embasamento mais adequado. E daí tascam o pau numa tentativa de provarem que estão certos e se recusam sequer a tecer considerações sobre aquilo que renegam;  por gostarem de trafegarem  na contramão da corrente vigente, até postando-se como vítimas e incompreendidos, dão uma de salvadores do saber e da verdade, mostrando com inverdades, aqueles fatos que são verdadeiros.

  Já vimos esse filme por aqui?

Contudo, ainda acredito que, mesmo neste Brasil por aí afora, haja muitos mestres como o autor do trabalho ora comentando. Que respeitam o aluno e, mais que isso, respeitam sua profissão e seu compromisso com uma correta educação. A conclusão acima não poderia ser mais oportuna.

Mas, num País como este, onde a educação dos níveis iniciais é relegada  ao descaso, é de espantar  atitudes como a do abnegado Professor. Que isso lá é, é!

E assim caminha a humanidade, digo, esta nação.

Sds,

Victor.

De: ciencialist@yahoogrupos.com.br [mailto:ciencialist@yahoogrupos.com.br] Em nome de César A. K. Grossmann
Enviada em: sexta-feira, 15 de agosto de 2008 11:50
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ciencialist] Re: QUALIDADE DO ENSINO

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Profª Cristiana Passinato"
<crispassinato3@...> escreveu
>
> Pois é, o ensino tá tão bom que precisam se criar turmas de reforço
pra um
> exame nacional, como o ENADE, é isso aí!

Esta semana acabei me envolvendo em uma polêmica: existem professores
que ensinam para os alunos que a missão lunar de julho/1969 foi uma
fraude. Como é que pode? O que vem a seguir? Veremos professores
ensinando alquimia, astrologia, criacionismo e "design inteligente"?

Para que serve o ensino, se os alunos saem de lá achando que
"pensamento crítico" e "ceticismo" é sinônimo de "não acreditar em nada"?

Por que os professores não fazem uma abordagem como a deste aqui:
http://www.adorofisica.com.br/trabalhos/trab_Lua.htm

O que mudou no ensino de ciências desde que Feynman esteve por aqui?
http://www.defi.isep.ipp.pt/~asv/textos/feynman.htm

[]s


SUBJECT: RES: [ciencialist] Re: QUALIDADE DO ENSINO
FROM: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 16/08/2008 19:05