SUBJECT: Re: [ciencialist] Cardeais em órbita
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 10/04/2003 10:52

Kentaro, em Cardeais em órbita, informa:
"[ ... ] Oito, desde a última beatificação. Não há mais santos. Os milagres simplesmente
desapareceram do mundo."

Não é que desapareceram --- nunca existiram! Os beatificados até então foram aqueles cujos 'milagres' conseguiram contornar o crivo científico à época; hoje seriam um vexame!
Hoje a tapeação pode ser feita até com holograma ... mas não passa mais pelo crivo da Ciência!

"cinco senhores veneráveis" ... he he he ... também são maçons?

[]'

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Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
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-----Mensagem Original-----
De: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
Para: <undisclosed-recipients:>
Enviada em: sexta-feira, 14 de março de 2008 10:50
Assunto: [ciencialist] Cardeais em órbita


Cardeais em órbita <http://100nexos.com/arquivo/515>

[image: jornadaigreja21k] <http://diplo.uol.com.br/2008-02,a2242>

Cinco senhores veneráveis flutuam, em meio à ilusão de azul infinito criada
pelos geradores holográficos de São Pedro Extra-Mundos, a principal basílica
de Novo Vaticano, em órbita polar, neste momento passando sobre o Oceano
Pacífico, rumo à Antártida e a mais uma volta pelos extremos da Terra.

Cardeal Mondego sente, agradecido, o relaxar dos músculos ao redor dos olhos
e nos cantos da boca. O azul, mesmo com sua implicação de céu ilimitado, de
queda iminente numa esfera sem fim, reconforta. Intimida menos que a
decoração usual da basílica, as grandes esculturas de luz que reproduzem, em
escala monumental e nas três dimensões, o teto da Capela Sistina - como
alguém não se sentiria inconveniente ao flutuar bem entre o dedo de Deus e a
mão suplicante de Adão? - e nem de longe é tão assustador quanto as imagens,
ou o significado das imagens, que haviam antecedido o fundo cerúleo abismal.

Números. Gráficos. Estatísticas. Projeções.

Não há dúvida - diz o papa Paulo XII, que preside a reunião. - Hoje,
completam-se dez anos desde que ocorreu a última canonização. Oito, desde a
última beatificação. Não há mais santos. Os milagres simplesmente
desapareceram do mundo.

Continue lendo o conto de Carlos Orsi Martinho no *Le Monde
diplomatique*<http://diplo.uol.com.br/2008-02,a2242>




SUBJECT: Re: [ciencialist] Curso de Fsica de Berkele y?=
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 10/04/2003 10:55

Eu tenho o volume 1 de Mecânica. Quer vender o volume 2 de Eletromagnetismo? Pago Cr$ 100,00 (primeiro lance).

[]'
===========================
Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
===========================
-----Mensagem Original-----
De: Belmiro Wolski
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviada em: sexta-feira, 14 de março de 2008 14:21
Assunto: Re: [ciencialist] Curso de Física de Berkele y?=


Felizardo!

Quer vender?

[],s

Belmiro

"psdias2 (Yahoo)" <psdias2@yahoo.com.br> escreveu:
Pessoal:

Em um sebo, dei sorte de encontrar o volume 2 (Eletromagnetismo) do
"Curso de Física de Berkeley".

Já procurei os demais volumes em sebos na Internet, mas não encontrei.

Alguém sabe dizer se há edições relativamente recentes ? Também não
encontrei em livrarias comuns (ou seja, em "não-sebos").

Grato pela atenção de todos
Paulo

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]






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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Diversidade humana
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>, <redeliberal@yahoogrupos.com.br>
DATE: 28/02/2008 11:30

transcrevo do
Jocax em Genismo




Estudo feito com 938 indivíduos de 51 populações no mundo, destaca relação entre variações genéticas e distribuição geográfica (Science)
Divulgação Científica

Diversidade humana
22/02/2008

Agência FAPESP - Nos últimos 30 anos, a capacidade de estudar variações em seqüências de DNA levou a um grande aumento no conhecimento da história e das relações entre populações humanas. Agora, um novo estudo acaba de dar um passo além nessa compreensão, após concluir uma extensiva análise das diferenciações genéticas do homem.
Publicada na edição desta sexta-feira (22/2) da revista Science, a pesquisa, feita por um grupo de cientistas de instituições dos Estados Unidos e da França, analisou 650 mil variações genéticas comuns em 938 indivíduos de 51 populações diferentes.

O estudo, coordenado por Jun Li, do Departamento de Genética da Escola de Medicina da Universidade Stanford, destaca a evolução de populações humanas modernas a partir de áreas geográficas reduzidas, bem como sua distribuição pelo planeta.

Os cientistas observaram um padrão na distribuição da freqüência dos alelos ancestrais que se reflete na variação das dinâmicas populacionais em regiões geográficas.

Os pesquisadores conseguiram descrever as origens genéticas de oito grupos diferentes na Europa e quatro no Oriente Médio. Os dados obtidos apóiam o modelo de distribuição "para fora da África", segundo o qual os primeiros humanos modernos teriam saído desse continente para colonizar o resto do mundo.

De acordo com o estudo, variações genéticas dentro de populações são responsáveis pela maior parte da diversidade genética humana. Mas os resultados também destacaram a importância das variações entre populações.

"Os resultados, entretanto, nada dizem a respeito da origem e da distribuição da variação fenotípica humana. Algumas regiões do genoma podem ter experimentado divergência acelerada devido à seleção local à medida que humanos anatomicamente modernos se espalharam pelo globo durante os últimos 100 mil anos, adaptando-se a uma grande variedade de hábitats e climas", afirmaram os autores.

O artigo Worldwide human relationships inferred from genome-wide patterns of variation, de Jun Li e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.



[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: Encontro cético - 15/03
FROM: Manuel Bulcão <manuelbulcao@uol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/02/2008 15:33

Oi Kentaro, Murilo e Mesquita:

Lênin, que era "de esquerda", escreveu o opúsculo "esquerdismo:
doença infantil do comunismo" (atualmente, alguns teóricos liberal-
socialistas, com os quais me afino, afirmam que o comunismo também
foi uma doença infantil "da esquerda").

O movimento cético-racionalista é algo novo e, ao meu ver,
alvissareiro. Mas, por ser novo, está suscetível aos germes das
doenças infantis (alguns desses são velhos bacilos que já causaram
muitos estragos, como é o caso da espiroqueta do cientificismo).

Esses vieses, entretanto, não são fatais e muito menos insuperáveis.
O movimento cético-racionalista (organizado) tem uma importância
histórica e um grande valor civilizatório nessa época de
fundamentalismos de todos os tipos. Colaborarei para que ele
frutifique e para que os seus frutos sejam doces ou agridoces ou
mesmo ácidos como o tamarindo - de qualquer forma, saborosos e
nutritivos.

O meu amigo Murilo escreveu: "O ceticismo legítimo é algo aflitivo,
solitário, angustiante e insatisfatório para o cético... fica tudo
melado e engororobado do ponto de vista intelectual, emocional,
filosófico e espiritual". Permita-me, Murilo, discordar de você.

Por muito tempo, fui um prisioneiro de esquemas teóricos abstratos,
capaz de sacrificar, pela minha grande "Idéia" de Justiça e
Igualdade (de cuja verdade eu estava "certo"), tudo "e todos". Isso
me afligia. Meu cérebro e coração estavam em descompasso.

Pois bem, depois de ler Montaigne, o grande filósofo cético, tudo
ficou claro: "Oh my love for the first time in my life, my eyes are
wide open... (John Lennon)". Suavizaram-se a minha aflição moral, o
meu sentimento de solidão - reconciliei-me com meus
contemporâneos "imperfeitos" -, minha angústia de ser-no-mundo...

O ceticismo filosófico, ao contrário do relativismo, não nega a
existência de uma verdade "objetiva": o que ele nega é a certeza
absoluta. Ao assimilar o princípio da dúvida radical, ao me
converter ao ceticismo, tornei-me mais deferente com as opiniões
contrárias (menos, porém, não com a burrice arrogante e com a
desonestidade intelectual) e mais tolerante não só com os outros mas
também comigo mesmo - pois, como os outros, sou capaz de errar.

A partir de então - i.e., depois de me tornar um ceticista -,
submeti as idéias à vida: deixei de ser um servo de abstrações
intelectuais.

Diga-se, ainda, que o meu ceticismo não me deixou confuso
intelectualmente. Pois, como antes, continuo "crendo" em idéias e
defendendo-as com o cérebro e o coração. Apenas não tenho mais
certeza, ou seja, não as considero mais indubitáveis ao ponto de,
sobranceiramente, recursar o diálogo com quem discorda de mim.

Ademais, por incrível que pareça, o ceticismo - que não é niilismo
nem relativismo - me revelou uma sólida moral de convivência. Como
escrevi em meu ensaio "Conseqüências Práticas do Ceticismo
Filosófico" (M. Bulcão, "As Esquisitices do Óbvio", APEX Gráfica e
Editora, Fortaleza - Ce, 2005, p. 70):

<<Ao admitir que nem eu nem você detemos o monopólio do conhecimento
certo e indubitável, não estou senão aceitando como razoável a
atitude de considerar seus contra-argumentos e, por extensão, de
reputar como legítimas todas as opiniões diferentes. Essa incerteza
que está na margem tanto da minha quanto da sua crença é o que torna
nossos pontos de vista iguais, malgrado as dessemelhanças. Também é
a incerteza a justificação racional da minha e da sua liberdade de
questionar, concordar, discordar. Ora, a aceitação do outro (do
diferente), a igualdade entre os interlocutores e a liberdade de
questionar são tanto os princípios da razão quanto da democracia."

<<E nem é preciso ter certeza da verdade desses preceitos para
defendê-los firmemente, pois o que os sustenta e o que lhes dá
firmeza não é outra coisa que a incerteza intrínseca do
conhecimento: o princípio fundamental de que tudo é incerto,
inclusive esta afirmação.>>

Abraços,
Manuel Bulcão



SUBJECT: Re: Encontro cético - 15/03 (corrigido)
FROM: Manuel Bulcão <manuelbulcao@uol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/02/2008 16:10

Oi Kentaro, Murilo e Mesquita:

Lênin, que era "de esquerda", escreveu o opúsculo "esquerdismo:
doença infantil do comunismo" (atualmente, alguns teóricos liberal-
socialistas, com os quais me afino, afirmam que o comunismo também
foi uma doença infantil "da esquerda").

O movimento cético-racionalista é algo novo e, a meu ver,
alvissareiro. Mas, por ser novo, está suscetível aos germes das
doenças infantis (alguns desses são velhos bacilos que já causaram
muitos estragos, como é o caso da espiroqueta do cientificismo).

Esses vieses, entretanto, não são fatais e muito menos insuperáveis.
O movimento cético-racionalista (organizado) tem uma importância
histórica e um grande valor civilizatório nessa época de
fundamentalismos de todos os tipos. Colaborarei para que ele
frutifique e para que os seus frutos sejam doces ou agridoces ou
mesmo ácidos como o tamarindo - de qualquer forma, saborosos e
nutritivos.

O meu amigo Murilo escreveu: "O ceticismo legítimo é algo aflitivo,
solitário, angustiante e insatisfatório para o cético... fica tudo
melado e engororobado do ponto de vista intelectual, emocional,
filosófico e espiritual". Permita-me, Murilo, discordar de você.

Por muito tempo, fui um prisioneiro de esquemas teóricos abstratos,
capaz de sacrificar, pela minha grande "Idéia" de Justiça e
Igualdade (de cuja verdade eu estava "certo"), tudo "e todos". Isso
me afligia. Meu cérebro e coração estavam em descompasso.

Pois bem, depois de ler Montaigne, o grande filósofo cético, tudo
ficou claro: "Oh my love for the first time in my life, my eyes are
wide open... (John Lennon)". Suavizaram-se a minha aflição moral, o
meu sentimento de solidão - reconciliei-me com meus
contemporâneos "imperfeitos" -, minha angústia de ser-no-mundo...

O ceticismo filosófico, ao contrário do relativismo, não nega a
existência de uma verdade "objetiva": o que ele nega é a certeza
absoluta. Ao assimilar o princípio da dúvida radical, ao me
converter ao ceticismo, tornei-me mais deferente com as opiniões
contrárias (menos, porém, com a burrice arrogante e com a
desonestidade intelectual) e mais tolerante não só com os outros mas
também comigo mesmo - pois, como os outros, sou capaz de errar.

A partir de então - i.e., depois de me tornar um ceticista -,
submeti as idéias à vida: deixei de ser um servo de abstrações
intelectuais.

Diga-se, ainda, que o meu ceticismo não me deixou confuso
intelectualmente. Pois, como antes, continuo "crendo" em idéias e
defendendo-as com o cérebro e o coração. Apenas não tenho mais
certeza, ou seja, não as considero mais indubitáveis ao ponto de,
sobranceiramente, recusar o diálogo com quem discorda de mim.

Ademais, por incrível que pareça, o ceticismo - que não é niilismo
nem relativismo - me revelou uma sólida moral de convivência. Como
escrevi em meu ensaio "Conseqüências Práticas do Ceticismo
Filosófico" (M. Bulcão, "As Esquisitices do Óbvio", APEX Gráfica e
Editora, Fortaleza - Ce, 2005, p. 70):

<<Ao admitir que nem eu nem você detemos o monopólio do conhecimento
certo e indubitável, não estou senão aceitando como razoável a
atitude de considerar seus contra-argumentos e, por extensão, de
reputar como legítimas todas as opiniões diferentes. Essa incerteza
que está na margem tanto da minha quanto da sua crença é o que torna
nossos pontos de vista iguais, malgrado as dessemelhanças. Também é
a incerteza a justificação racional da minha e da sua liberdade de
questionar, concordar, discordar. Ora, a aceitação do outro (do
diferente), a igualdade entre os interlocutores e a liberdade de
questionar são tanto os princípios da razão quanto da democracia.

<<E nem é preciso ter certeza da verdade desses preceitos para
defendê-los firmemente, pois o que os sustenta e o que lhes dá
firmeza não é outra coisa que a incerteza intrínseca do
conhecimento: o princípio fundamental de que tudo é incerto,
inclusive esta afirmação.>>

Abraços,
Manuel Bulcão



SUBJECT: Fw: Pergunta de Fisico
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: "ciencialist" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 28/02/2008 17:50

Que respondo ao Rodrigo?
A verdade?
[]'
===========================
Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
===========================
-----Mensagem Original-----
De: Rodrigo alessandro de Souza (MG)
Para: 'leobarretos@uol.com.br'
Enviada em: terça-feira, 26 de fevereiro de 2008 12:36
Assunto: Pergunta


Sou formado em Física já faz 1 ano e não consigo pegar aulas para dar.Estou decepcionado com o curso que fiz pois não consigo me encaixar no mercado de trabalho.Você saberia me dizer o que posso fazer alem de dar aulas com um curso de física nas mãos?


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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Uso de computadores por estudantes está relacionado a pior desempenho
FROM: "Esteban Moreno" <estebanlmoreno@gmail.com>
TO:
DATE: 28/02/2008 18:13

Fábio de Castro
Agência FAPESP
15/02/2008 [image: Uso de computadores por estudantes está relacionado a
pior desempenho] [Imagem: Ag. Fapesp]

*Inclusão digital equivocada*

As políticas de inclusão digital, que estimulam o uso de computadores nas
escolas, podem estar gravemente equivocadas, de acordo com um estudo
realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A pesquisa mostra
que o uso de computadores para fazer tarefas escolares está relacionado ao
pior desempenho dos alunos - principalmente entre os mais pobres e mais
jovens.

O trabalho, publicado na revista Educação e Sociedade, foi coordenado por
Jacques Wainer, do Instituto de Computação, e por Tom Dwyer, do Instituto de
Filosofia e Ciências Humanas. A equipe utilizou dados do Sistema de
Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2004.

*Mais computador, nota mais baixa*

"Existe hoje uma posição dominante favorável ao uso do computador nas
escolas, como se ele estivesse associado a uma melhoria uniforme no
desempenho do aluno. Mas constatamos que ocorre o contrário: entre alunos da
mesma classe social os que sempre usam têm pior desempenho", disse Wainer à
Agência FAPESP.

Do ponto de vista de políticas públicas, o estudo aponta que é preciso
entender melhor o fenômeno do impacto dos computadores nas notas dos alunos
antes de defender a inclusão digital baseada na distribuição de tais
equipamentos.

*Um laptop por estudante*

"Idéias como a de dar um laptop para cada criança parecem péssima opção,
principalmente considerando que ele piora o desempenho escolar entre as
crianças mais pobres. Corremos o risco de transformar a inclusão digital em
uma exclusão educacional", afirmou Wainer.

Segundo ele, a pesquisa foi derivada do Mapa da Exclusão Digital, publicado
pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro em 2003. O documento apontava
um melhor desempenho no Saeb entre os estudantes que tinham computador em
casa.

*Computador nas tarefas escolares*

"O documento dava um argumento favorável às políticas de inclusão digital.
Mas havia problemas metodológicos: em geral quem tem computador em casa são
os alunos mais ricos, que normalmente têm melhor desempenho. Para eliminar
esse viés resolvemos considerar a classe social e focar no uso para tarefas
escolares", explicou.

O Saeb de 2004, segundo Wainer, prestava-se ao propósito, uma vez que
incluía uma pergunta sobre a freqüência com que os alunos utilizavam o
computador para tarefas escolares: nunca, raramente, de vez em quando e
sempre.

"Usamos esses dados sobre alunos de 4ª e 8ª série do ensino fundamental e do
3º ano do ensino médio e pudemos avaliar a variação do desempenho nas provas
de matemática e português de acordo com a classe econômica, dividida em sete
estratos", explicou o professor do Instituto de Computação da Unicamp.

*Uso do computador entre estudantes pobres*

Os resultados mostraram que, na 4ª série, os estudantes de classe alta que
usaram raramente o computador para as tarefas tiveram, em média, 15 pontos a
menos do que os que nunca o fizeram - tanto em português quanto em
matemática.

Dentre os mais pobres os que usaram o computador, mesmo raramente, tiveram
nota pior do que os que nunca usaram, com uma diferença média de 25 pontos
em português e 15 pontos em matemática. "O resultado mais importante, no
entanto, surgiu quando os estudantes disseram sempre usar o computador.
Entre esses, não importou a classe social ou disciplina, o desempenho foi
sempre pior do que entre os que nunca usaram", disse Wainer.

*Português e matemática*

Entre os alunos da 8ª série, o quadro foi semelhante, mas houve uma melhora
na prova de português entre os alunos que usaram raramente o computador. Em
matemática, a diferença não foi significativa. "Mesmo assim, na 8ª série os
mais pobres que usaram raramente ainda se saíram pior do que os que nunca
usaram. Entre os mais ricos, os alunos que usaram raramente estiveram um
pouco melhor do que os que não usaram", contou.

Em matemática, para a maioria das classes sociais da 8ª série, os alunos que
usaram raramente o computador se saíram melhor do que os que nunca o
fizeram. "Por outro lado, quem usou sempre teve desempenho pior do que os
que nunca usaram, em todos os casos", destacou Wainer. Todos os dados
passaram por teste de significância estatística, para eliminar o chamado
ruído estatístico.

*Razões desconhecidas*

Segundo Wainer, a pesquisa constata apenas estatisticamente que os alunos
que sempre usam o computador para suas tarefas têm pior desempenho. Mas não
há dados para explicar por que o uso intenso piora as notas e por que o
efeito é mais grave entre crianças de classes sociais mais baixas.

"Só podemos especular sobre os motivos. Para conhecê-los será preciso que
outros especialistas utilizem ferramentas diferentes para realizar estudos
qualitativos. O importante é destacar que os resultados são coerentes com
outros estudos internacionais", afirmou.

*Computador não é ferramenta neutra*

O pesquisador destaca que a avaliação de que o computador é uma ferramenta
neutra é equivocada. "Como o computador é bom para nós, professores, por
exemplo, tendemos a achar que ele é útil para todos. Mas ele não é uma
solução mágica para a educação", disse.

Bibliografia:
*Desvendando mitos: os computadores e o desempenho no sistema escolar*
Tom Dwyer et al.
Educação & Sociedade
Sept./Dec. 2007
Vol.: 28 no.101

Links desta notícia UNICAMP - Universidade Estadual de
Campinas<http://www.unicamp.br/>

Educação & Sociedade<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_serial&pid=0101-7330&lng=en&nrm=iso>


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: RE: [ciencialist] Encontro cético - 15/03
FROM: murilo filo <avalanchedrive@hotmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 28/02/2008 22:29


Mesquita,
obrigado pelas suas palavras.
Só não devo me excitar muito... vc sabe... moderation...:)
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: RE: [ciencialist] Encontro cético - 15/03
FROM: murilo filo <avalanchedrive@hotmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 28/02/2008 22:42


Alvaro,
boa idéia!Vc acha que pode ser perigoso?
Eles devem saber que quem se expõe está sujeito a estas coisas.
Além de eles se acharem interessantes, estão na defensiva.
Não deveriam, pq o ceticismo está ganhando de lavada!
Acho melhor eu afinar, pq meu nível de certezas é muito pequeno p/abrir um papo desses.
Dá só um abraço meu lá no pessoal, em 15/março!
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: RE: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03
FROM: murilo filo <avalanchedrive@hotmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 28/02/2008 22:49


Permita-me, Bulcão, discordar de vc:
Vc concorda comigo sim!
Releia o que vc disse.
Nós estamos discutindo coisas que vc, pelo seu discurso, já resolveu, ou digeriu, ou transmutou, sei lá... do seu jeito pessoal e individual... aliás, umas das chaves.
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: Fw: Pergunta de Fisico
FROM: "rmtakata" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 28/02/2008 22:56

Bem, em cursinhos comunitários o cara acha aulas fácil, fácil - só não
irá receber por isso.

Mas é estranho essa experiência dele. Pelo que se diz há uma carência
muito grande de professores do ensino básico (médio) na área de Física
e de Química.

Uma possibilidade futura é o reavivamento do programa nuclear
brasileiro - a perspectiva na diversificação das fontes energéticas é
investir tb mais na energia nuclear. Além, é claro, do lado militar -
por conta do submarino nuclear (acordos em vista com a França e com a
Argentina). Nesse caso, um doutorado em física nuclear e áreas afins
(física das partículas e quejandos) pode ser bem vindo. Mas é apenas
uma possibilidade.

Física médica (área de radiologia e ressonância nuclear magnética, por
exemplo) tb dizem que é uma área promissora.

Se tiver espírito empreendedor pode abrir uma firma de consultoria. De
modelagem matemática, por exemplo.

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Luiz Ferraz Netto"
> Que respondo ao Rodrigo?
> A verdade?
> []'
> ===========================
> Luiz Ferraz Netto [Léo]
> -----Mensagem Original-----
> De: Rodrigo alessandro de Souza (MG)
> Enviada em: terça-feira, 26 de fevereiro de 2008 12:36
> Assunto: Pergunta
>
>
> Sou formado em Física já faz 1 ano e não consigo pegar aulas para
> dar.Estou decepcionado com o curso que fiz pois não consigo me
> encaixar no mercado de trabalho.Você saberia me dizer o que posso
> fazer alem de dar aulas com um curso de física nas mãos?



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 29/02/2008 00:00

Estimado Manuel,

O ceticismo que baseia o movimento cético não é o ceticismo
filosófico. Não é à toa que Paul Kurtz, fundador e presidente do CSI,
é professor de filosofia da SUNY. Kurtz escreveu um livro (e muitos
artigos) sobre o que é o "novo ceticismo" que norteia o CSI
(ex-CSICOP), resumido no "ceticismo investigativo". Não é niilista, e
é compatível com o que você comentou, com o detalhe de que enfatiza a
investigação ativa de alegações, sempre que possível.

O livro se chama "The New Skepticism" mesmo :-)

Além de Kurtz, Mario Bunge também se destaca em discutir e definir
esses fundamentos do ceticismo moderno. Claro que não são os únicos, o
CSI conta com diversos Nobéis.

E, o que talvez seja mais importante ainda, o CSI não é o único grupo
cético. Há vários outros, como o de Shermer ou a Fundação de Randi.
Essa diversidade é bem saudável, claro.

No Brasil, infelizmente, não há nenhum grupo oficializado. NEM UM.
ZERO. NADA. Enquanto há dezenas de grupos de ufologia, instituições de
homeopatia, associações de astrólogos, não há nenhum grupo cético
oficializado.

Se alguém celebrar isto, é porque simpatiza com o obscurantismo. Por
mais imperfeito que um grupo cético atuante possa ser, exceto em casos
extremos (criminais), ele seria e é necessário.

Ou, claro, pode-se ter divergências pessoais com alguns integrantes de
um eventual grupo cético. Mas por causa disso, desclassificar todo o
grupo, me parece pior ainda, porque é simplesmente mesquinho. Marquem
um encontro no portão da escola depois da saída.

Mori

2008/2/28 Manuel Bulcão <manuelbulcao@uol.com.br>:
>
>
>
>
>
>
> Oi Kentaro, Murilo e Mesquita:
>
> Lênin, que era "de esquerda", escreveu o opúsculo "esquerdismo:
> doença infantil do comunismo" (atualmente, alguns teóricos liberal-
> socialistas, com os quais me afino, afirmam que o comunismo também
> foi uma doença infantil "da esquerda").
>
> O movimento cético-racionalista é algo novo e, ao meu ver,
> alvissareiro. Mas, por ser novo, está suscetível aos germes das
> doenças infantis (alguns desses são velhos bacilos que já causaram
> muitos estragos, como é o caso da espiroqueta do cientificismo).
>
> Esses vieses, entretanto, não são fatais e muito menos insuperáveis.
> O movimento cético-racionalista (organizado) tem uma importância
> histórica e um grande valor civilizatório nessa época de
> fundamentalismos de todos os tipos. Colaborarei para que ele
> frutifique e para que os seus frutos sejam doces ou agridoces ou
> mesmo ácidos como o tamarindo - de qualquer forma, saborosos e
> nutritivos.
>
> O meu amigo Murilo escreveu: "O ceticismo legítimo é algo aflitivo,
> solitário, angustiante e insatisfatório para o cético... fica tudo
> melado e engororobado do ponto de vista intelectual, emocional,
> filosófico e espiritual". Permita-me, Murilo, discordar de você.
>
> Por muito tempo, fui um prisioneiro de esquemas teóricos abstratos,
> capaz de sacrificar, pela minha grande "Idéia" de Justiça e
> Igualdade (de cuja verdade eu estava "certo"), tudo "e todos". Isso
> me afligia. Meu cérebro e coração estavam em descompasso.
>
> Pois bem, depois de ler Montaigne, o grande filósofo cético, tudo
> ficou claro: "Oh my love for the first time in my life, my eyes are
> wide open... (John Lennon)". Suavizaram-se a minha aflição moral, o
> meu sentimento de solidão - reconciliei-me com meus
> contemporâneos "imperfeitos" -, minha angústia de ser-no-mundo...
>
> O ceticismo filosófico, ao contrário do relativismo, não nega a
> existência de uma verdade "objetiva": o que ele nega é a certeza
> absoluta. Ao assimilar o princípio da dúvida radical, ao me
> converter ao ceticismo, tornei-me mais deferente com as opiniões
> contrárias (menos, porém, não com a burrice arrogante e com a
> desonestidade intelectual) e mais tolerante não só com os outros mas
> também comigo mesmo - pois, como os outros, sou capaz de errar.
>
> A partir de então - i.e., depois de me tornar um ceticista -,
> submeti as idéias à vida: deixei de ser um servo de abstrações
> intelectuais.
>
> Diga-se, ainda, que o meu ceticismo não me deixou confuso
> intelectualmente. Pois, como antes, continuo "crendo" em idéias e
> defendendo-as com o cérebro e o coração. Apenas não tenho mais
> certeza, ou seja, não as considero mais indubitáveis ao ponto de,
> sobranceiramente, recursar o diálogo com quem discorda de mim.
>
> Ademais, por incrível que pareça, o ceticismo - que não é niilismo
> nem relativismo - me revelou uma sólida moral de convivência. Como
> escrevi em meu ensaio "Conseqüências Práticas do Ceticismo
> Filosófico" (M. Bulcão, "As Esquisitices do Óbvio", APEX Gráfica e
> Editora, Fortaleza - Ce, 2005, p. 70):
>
> <<Ao admitir que nem eu nem você detemos o monopólio do conhecimento
> certo e indubitável, não estou senão aceitando como razoável a
> atitude de considerar seus contra-argumentos e, por extensão, de
> reputar como legítimas todas as opiniões diferentes. Essa incerteza
> que está na margem tanto da minha quanto da sua crença é o que torna
> nossos pontos de vista iguais, malgrado as dessemelhanças. Também é
> a incerteza a justificação racional da minha e da sua liberdade de
> questionar, concordar, discordar. Ora, a aceitação do outro (do
> diferente), a igualdade entre os interlocutores e a liberdade de
> questionar são tanto os princípios da razão quanto da democracia."
>
> <<E nem é preciso ter certeza da verdade desses preceitos para
> defendê-los firmemente, pois o que os sustenta e o que lhes dá
> firmeza não é outra coisa que a incerteza intrínseca do
> conhecimento: o princípio fundamental de que tudo é incerto,
> inclusive esta afirmação.>>
>
> Abraços,
> Manuel Bulcão
>
>


SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Macaco Pelado
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 29/02/2008 00:06

Excelente sacada, Manuel... Mas pensei aqui, gorilas têm pele negra, ou não?

Há alguma outra espécie de primata em que haja, intra-espécie,
diferenças na cor da pele (abaixo dos pêlos, claro), como no ser
humano? Excetuando-se albinos, evidentemente.

Mesmo em mamíferos? Há algo similar?

Abraços,

Mori, amarelo-pálido e peludo

2008/2/28 Manuel Bulcão <manuelbulcao@uol.com.br>:
> Oi Kentaro e demais,
>
>
> Macaco Pelado <http://100nexos.com/arquivo/484>
>
> <http://www.stlzoo.org/yourvisit/thingstoseeanddo/thewild/fragilefore
> st/whoswhoinourchimpanzeefami/cinder.htm>
>
> É uma chimpanzé, na verdade: *Cinder*, que perdeu todos seus pêlos
> com um ano de idade. Peladice à parte, é uma chimpanzé completamente
> saudável, sendo tratada normalmente por seus parentes símios. Clique
> para ver mais fotos no sítio do zoológico de Saint Louis: a do canto
> superior direito é muito… familiar.
>
> Manuel: No Morumbi, Domingo último, um torcedor do São Paulo chamou
> um jogador negro do Noroeste de macaco. Deviam mostrar para ele a
> foto dessa macaca pelada, a Cinder.
>
> Como os caucasianos, a macaca é branca (tem pouca melanina); como os
> branquelos, tem sardas; e, como os arianos nórdicos, tem lábios
> finos.
>
> Além do mais, orelhas de abano - como as da macaca - são muitíssimo
> mais comuns em brancos do que em negros (jamais vi um negro com
> orelhas à la Príncipe Charles - um anglo-saxão arquetípico -, Ross
> Perot, Normam Mailer - judeu branco de olhos azuis - e Alfred
> Newman - o ruivo sardento da revista Mad.
>
> De resto, os negros quase não têm pêlos no corpo, ao contrário dos
> brancos, que normalmente são peludos - como os macacos. E os poucos
> pêlos dos negros são crespos, encarapinhados, ao passo que os dos
> brancos são "simiescamente" lisos.
>
> Abraços,
> Manuel Bulcão


SUBJECT: Re: [ciencialist] Encontro cético - 15/03
FROM: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 29/02/2008 01:54

----- Original Message -----
From: "Alvaro Augusto (U)"Sent: Thursday, February 28, 2008 10:08 AM
Subject: Re: [ciencialist] Encontro cético - 15/03

> Caro Alberto,
> Se até a "Liga das Senhoras Católicas" realiza encontros periódicos, por
> que os céticos não teriam o mesmo direito?

Prezado Álvaro

Quero crer que em nenhum momento de minha msg demonstrei ser contra este nem
qualquer outro encontro. Citei um texto de Rui Barbosa não para dar a
impressão de que estava me referindo a um "encontro de bandidos", mas para
aproveitar o final do texto literário (aquele que se refere à vergonha de
ser honesto) como gancho para o comentário que se seguiu.

Também em nenhum momento de minha msg fui contra o ceticismo, e quero crer
que o Murilo também não foi. Aliás, e com relação ao encontro, o Murilo
chegou até a desejar "sorte".

Não sou especialista em ceticismo mas, como cientista, procuro estudar o
ceticismo com afinco, pois não vejo como poderia fazer ciência sem adotar um
comportamento cético, e não vejo como poderia ser honesto comigo mesmo se
não me preocupasse com essa minha maneira de ser. Em minha casa tenho vários
livros sobre ceticismo escritos por filósofos atuais e de respeito. Em meu
trabalho procuro sempre incentivar a linha de pesquisa relacionada ao
ceticismo que existe no nosso curso de pós-graduação em filosofia, e muito
me orgulho por ter participado da gestação desse curso e com esta linha de
pesquisa.

Que mais dizer? Pelo visto, muitos não entenderam o conteúdo da minha msg,
se bem que ela retrate, em outras palavras, coisas que já venho dizendo aqui
na Ciencialist desde os primeiros anos de sua existência (com respeito a
"falso ceticismo", "cético de carteirinha", "septicismo" etc etc etc). Para
os maus entendedores, digo apenas que combater este "septicismo que impregna
a internet brasileira", não deixa de ser uma maneira que encontrei para
defender o genuíno ceticismo (aquele utilizado por cientistas de respeito,
produtores de conhecimentos científicos, e estudado por filósofos de
respeito).

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com/indice.htm
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.



SUBJECT: Re: Encontro cético - 15/03
FROM: Manuel Bulcão <manuelbulcao@uol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 29/02/2008 03:39

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Kentaro Mori"
<kentaro.mori@...> escreveu

> Há erros e limitações, claro. Mas é a primeira vez em que vejo
citarem essa do Rui Barbosa com relação a "céticos".

Manuel: Que o Mesquita me perdoe, mas o Rui Barbosa, sinceramente, é
o emblema acabado da erudição superficial afetada, bacharelesca,
rica em retórica (no mau sentido do termo) e paupérrima
em "sustança".

No período em que esteve no poder (ministro da fazenda no governo de
Deodoro da Fonseca), distribuiu sinecuras a granel (1.251 nomeações
de próprio punho) e levou à falência o Banco da República do Brasil.
Entretanto, como exímio tagarela de salão, afirmou: "É um animal
multimâmico de mil tetas, este a que se chama nação. De cujos peitos
se dependuram, aos milhares, as crias vorazes da mamadura, mamões e
mamadores para cuja gana insaciável não há desmame."

[]s
Manuel Bulcão



SUBJECT: Entulho de construção vira areia e...
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 29/02/2008 04:31

transcrevo:

[
http://inovabrasil.blogspot.com/2008/02/entulho-de-construo-vira-areia-e-rocha.html]

Um projeto multidisciplinar desenvolvido na Escola Politécnica (Poli) da
Universidade de São Paulo (USP) deu origem a um método inovador para a
produção de areia e rochas britadas de alto desempenho mecânico.

Os produtos foram extraídos do entulho produzido na construção civil que,
normalmente, ou é reciclado por usinas para gerar produtos de baixo valor
agregado ou vai parar em aterros sem qualquer tipo de reúso.

Segundo os coordenadores do estudo que gerou a inovação, *Vanderley John*,
professor do departamento de Engenharia de Construção Civil, e *Carina Ulsen
*, pesquisadora do Laboratório de Caracterização Tecnológica, a melhor
destinação da areia e da brita geradas pelo processo é o uso em concreto
estrutural para construção de casas e edifícios, com exceção da aplicação em
pontes.

"A areia e a brita desenvolvidas pelo estudo, cujos resultados foram obtidos
pela união de conhecimentos de duas grandes áreas da Poli, as engenharias
civil e de minas, podem ser utilizadas em construções que necessitam de um
desempenho mecânico maior que 25 megapascal - o índice mínimo de resistência
do concreto estrutural exigido pelas normas técnicas", disse Carina Ulsen.

Para o beneficiamento do entulho, os resíduos foram separados de acordo com
características físicas e químicas. A validação do método foi realizada com
diferentes tipos de resíduos, cujas amostras foram coletadas em aterros de
São Paulo, Rio de Janeiro, Macaé (RJ) e Maceió (AL).

"Infelizmente, ainda não podemos entrar em detalhes sobre as técnicas de
beneficiamento mineral utilizadas. Os resultados, sobretudo os obtidos com a
areia, que também poderá ser usada em argamassas para acabamentos finos,
ainda são muito recentes e o processo ainda não foi patenteado", explica
Carina.

A pesquisadora garante, no entanto, que a areia e a brita geradas pelo
estudo têm características superiores ao agregado reciclado, atualmente
empregado na pavimentação de ruas e estradas, que é produzido por usinas de
reciclagem no país. "Essas indústrias normalmente trituram grandes blocos de
concreto, gerados quando uma edificação é demolida, para chegar a uma
granulometria adequada para a pavimentação."

"Com o novo processo, temos condições de beneficiar tanto as sobras da
construção civil como os blocos de demolição, apontando, em porcentagens, a
quantidade do produto final, que é de baixa porosidade e poderá ser
utilizado para a produção de concreto estrutural", disse.

Segundo dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), são
gerados cerca de 70 milhões de toneladas por ano de resíduos da construção
civil e da demolição. "Estima-se que menos de 20% desse volume seja hoje
reciclado", disse Carina.

O trabalho, realizado em parceria com pesquisadores do Centro de Tecnologia
Mineral (Cetem) e da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), foi
desenvolvido com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do
Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes).

*Fonte: Thiago Romero /Agência Fapesp*



SUBJECT: [RN] Dente implantado em olho ajuda cego a voltar a enxergar
FROM: "rmtakata" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 29/02/2008 09:46

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL331966-5603,00-DENTE+IMPLANTADO+EM+OLHO+AJUDA+CEGO+A+VOLTAR+A+ENXERGAR.html
-------------------

Daquela história de "olho por olho, dente por dente" ao estilo
Chapolim Corolado... ou então "em terra de cego, quem tem um dente é rei".

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: [RN] Humanos chegaram à América por mar há 18 mil anos, diz estudo brasileiro
FROM: "rmtakata" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 29/02/2008 09:48

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL331347-5603,00-HUMANOS+CHEGARAM+A+AMERICA+POR+MAR+HA+MIL+ANOS+DIZ+ESTUDO+BRASILEIRO.html
--------------------------

Bem, o título é enganoso. O estudo mostra que a população indígena
americana *atual* seria descendente dessa leva. Não que a colonização
americana tenha se dado somente há 18 mil anos - sítios arqueológicos
mais antigos nas Américas têm pelo menos uns 30 mil anos (acho que é
um chileno e tem tb a Luzia).

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: [ciencialist] Penso, Logo Desisto
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 29/02/2008 09:50



Manuel Bulcão <manuelbulcao@uol.com.br> escreveu: Olá Bulcão!

Bulcão - Demais, o seu raciocínio é muito terráqueo: não leva em conta o
ponto de vista de um observador - o Chewie, denominemo-lo assim -
situado, digamos, a dez bilhões de anos-luz da Terra. A respeito
desse remoto observador, Brian Greene escreveu:

<<Há coisas relativas ao nosso futuro, como quem vencerá as eleições
de 2100, que parecem estar completamente em aberto (...). Mas se
Chewie se levantar da cadeira e andar a cerca de 10,2 quilômetros
por hora em direção à Terra, a sua fatia de agora - o seu conceito
do que existe, o seu conceito do que aconteceu - incluirá a escolha
do primeiro presidente do século XXII. Algo que para nós parece
estar ainda completamente indefinido, para ele já terá acontecido.
Veja que Chewie não saberá o resultado da eleição por bilhões de
anos, pois esse é o tempo que os nossos sinais de televisão levam
para chegar até ele. Mas quando a notícia dos resultados eleitorais
chegarem aos descendentes de Chewie e eles a usarem para atualizar a
coleção de listas de agora do passado de Chewie, verificarão que os
resultados eleitorais pertencem à mesma lista de agoras em que ele
se levantou e começou a andar na direção da Terra - uma lista de
agoras que ocorre, como os descendentes de Chewie observarão, um
momento depois de outra que contém você, no início do século XXI da
Terra, terminando de ler este parágrafo.>> (Brian Greene, "O Tecido
do Cosmo", Companhia das Letras, São Paulo, 2005, pp. 166/167).

Pois é meu caro Manuel. Você está citando demais Brian Greene. Acho que devemos filtrar tudo que lemos, mesmo vindo de Brian Greene. Veja só. Primeiro, Chewie deve morar em um planeta imóvel em relação ao nosso, algo extremamente improvável quase nos limites do universo observável. Inclusive, este planeta não deve sofrer rotação pois aí certamente a velocidade relativa em relação ao nosso seria muito diferente dos 10 km/h. Inclusive a Terra não deveria estar girando, pois aí este ballet do tempo viraria uma confusão. Certamente Greene está se referindo à relatividade do tempo com a velocidade, pois senão não teria citado a específica velocidade de 10,2 km/h. Vamos então contar com a suposta imobilidade universal e fazer algumas contas. Peguei minha calculadora (coisa que você também deveria fazer) e determinei o tempo necessário para a luz chegar à Terra do ponto de vista de Chewie, considerando a velocidade da luz igual a 299996km/s. A diferença entre o
tempo decorrido na Terra para este mesmo evento é de 100 anos! Isto quer dizer que se nada mais interferir e Chewie continuar se aproximando da Terra com velocidade de 10,2 km/h, ao longo de 10 bilhões de anos, na Terra terão se passado 10 bilhões e 100 anos. Repare que Greene esqueceu de dizer o quanto tempo Chewie deveria caminhar nesta velocidade, como se apenas a velocidade bastasse para afetar o transcurso do tempo.
Outro pensamento crítico. Se com apenas um breve caminhar com velocidade 10,2 km/h ( vamos supor 5s, uma vez que Greene não cita), no sentido de aproximação com a Terra, o tempo se adianta na Terra em 100 anos, é de se supor que se o planeta de Chewie se afastar, o tempo em seu planeta se adianta em 100 anos. Vamos agora ser realistas mas levando em conta que o tempo sofre estas variações. Suponha uma estrela recém detectada a 10 bilhões de anos-luz por um astrônomo. Por estar localizada nos confins do universo, é de se esperar que se afaste da Terra com uma velocidade razoável. Vamos admitir apenas 30 km/s. Isto é mais de 10.000 vezes a velocidade de Chewie. Sendo assim, o tempo deve transcorrer 10.000 vezes mais rápido nesta estrela do ponto de vista de nós aqui na Terra. Assim, considerando que 5 segundos correspondem a 100 anos para o caso de Chewie e seus 10 km/h, uma regra de três simples nos diz que 5 segundos na Terra correspondem a um milhão de anos
na estrela. Considerando ainda que as estrelas mais brilhantes são as mais fáceis de detectar e são as que consomem seu combustível mais rapidamente, algumas delas esgotando-o em apenas 100 milhões de anos, o que os astrônomos deveriam ver seguidamente é o nascimento e a morte das estrelas alguns minutos depois. Algo inconsistente não acha?
Se fui muito ousado em discordar de Brian Greene, ele que me desculpe mas não foi a primeira vez. E se eu estiver errado e alguém me apontar o erro de forma clara e objetiva, humildemente vou me desculpar. Não tenho vergonha de voltar atrás quando erro. Além do mais, não sou físico e como tal tenho direito em falar bobagens de vez em quando.
Ademais, Bulcão, nosso embate não está sendo profícuo. Apenas opiniões, é determinista, não é. Por falar nisso, Stephen Hacwking citou aquele caso particular como exemplo, mas deixou bem claro que a equação de Schrodinger não é determinista para um universo onde o tempo é curvo, que é o caso do nosso. Viu? Estou argumentando de novo.
E não te comparei em nenhum momento a ninguém, tá? E quanto a ótima oportunidade que você disse que eu perdi de ficar calado, digo-lhe que nada falei. Apenas usei o teclado do meu computador para expressar meu pensamento.

Aquele abraço.

Belmiro Wolski



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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Fw: Pergunta de Fisico
FROM: "Alvaro Augusto \(U\)" <alvaro@daelt.sh06.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 29/02/2008 10:09

Mestrado, doutorado, depois fazer algum concurso público para uma UFES ou
tentar entrar em uma particular. Naturalmente, falar é bem mais fácil do que
fazer.

[ ]s

Alvaro Augusto de Almeida
http://www.alvaroaugusto.com.br
alvaro@lunabay.com.br


----- Original Message -----
From: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
To: "ciencialist" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Thursday, February 28, 2008 5:50 PM
Subject: [ciencialist] Fw: Pergunta de Fisico


Que respondo ao Rodrigo?
A verdade?
[]'
===========================
Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
===========================
-----Mensagem Original-----
De: Rodrigo alessandro de Souza (MG)
Para: 'leobarretos@uol.com.br'
Enviada em: terça-feira, 26 de fevereiro de 2008 12:36
Assunto: Pergunta


Sou formado em Física já faz 1 ano e não consigo pegar aulas para dar.Estou
decepcionado com o curso que fiz pois não consigo me encaixar no mercado de
trabalho.Você saberia me dizer o que posso fazer alem de dar aulas com um
curso de física nas mãos?


--------------------------------------------------------------------------------



SUBJECT: Re: Encontro cético - 15/03
FROM: "rmtakata" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 29/02/2008 11:28

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Kentaro Mori"
> O ceticismo que baseia o movimento cético não é o ceticismo
> filosófico.

Acho q o Bulcão sabe disso. Ele pelo menos convive com o meio. De
resto, a maior parte da "crítica" externa (Bulcão não é externo) ao
"movimento" cético é equivalente à crítica dos criacionistas sobre a
evolução: não têm a menor idéia do que estão criticando.

A outra parte apenas repete o que a crítica interna diz. Aliás, uma
coisa que não se pode acusar o "movimento" cético brasileiro é de não
ser autocrítico - parece que um dos motivos de jamais ter decolado é o
excesso de autocriticismo. (Meio como um artista obsessivo-compulsivo
perfeccionista que jamais consegue terminar uma obra porque sempre
acha que precisa burilar mais.) Não é exatamente o principal motivo -
o principal é que o pessoal ou é curto da grana ou tem escorpião no
bolso -, e há outros tb importantes.

Uma diferença grande do "movimento" cético brazuca (Sr. Houaiss, eu
ainda não me dobrei ao brasuca - gramaticamente correto,
expressivamente insosso) em relação, por exemplo, ao movimento
americano (ou estadunidense) é que lá há uma forte base acadêmica.
Aqui tem vários participantes com os pés das universidades (embora a
maioria seja de alunos), mas há um forte viés para participantes de
outra natureza. Isso traz muitas limitações, mas tb muitas
potencialidades.

Há quem diga q a baixa presença acadêmica no "movimento" cético
tupiniquim se deva à excessiva penetração de pensamento pós-moderno e
relativista nas universidades nativas.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: [RN] Mostra internacional sobre genética começa em SP nesta sexta
FROM: "rmtakata" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 29/02/2008 11:44

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u377246.shtml
-----------------

www.revolucaogenomica.com.br
------------------

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: [RN] Cooking Up Bigger Brains
FROM: "rmtakata" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 29/02/2008 16:41

"Our hominid ancestors could never have eaten enough raw food to
support our large, calorie-hungry brains, Richard Wrangham claims. The
secret to our evolution, he says, is cooking"
http://www.sciam.com/article.cfm?id=cooking-up-bigger-brains
--------------------
[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Brasileiro é tolerante à tortura
FROM: Marcelo Pinto <Marcelop2007@aol.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 29/02/2008 18:07

Depois que vi a reação de regozijo com as torturas do filme Tropa de
Elite, esse estudo não me espanta em nada.

NOTÍCIAS :: SOCIOLOGIA

Brasileiro é tolerante à tortura
Seminário internacional promovido na USP discute papel do Estado no
combate a essa prática


A população brasileira tem manifestado uma constante tolerância com
relação à prática da tortura. A constatação é de uma pesquisa feita pelo
Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP),
que promoveu esta semana o 1º Seminário Internacional sobre a Tortura. A
tolerância no Brasil se opõe ao que se verifica nos Estados Unidos: uma
pesquisa da Gallup feita em 2005 aponta que mais de 60% dos cidadãos
daquele país condenam a prática de tortura, sob qualquer justificativa.

Os dados apresentados no seminário caracterizam a tortura como uma
prática sistêmica no Brasil, empregada por agentes do Estado sobre
indivíduos sob sua guarda. Essa prática seria o método de investigação
por excelência, em detrimento de qualquer outra forma de se obter
provas, confissões ou informações. Muito poucos casos de tortura viram
inquérito e chegam a julgamento. Entre estes, quando o torturador é um
agente público, ele é absolvido em 76% dos casos; se a prática é
efetuada por um agente privado, a condenação é praticamente certa.

Esses dados preliminares, apresentados no seminário pelo sociólogo
Fernando Salla, foram obtidos em uma pesquisa de Gorete Marques,
mestranda em sociologia pelo NEV. Salla ressalta a necessidade de que a
discussão de questões relacionadas aos direitos humanos seja
implementada efetivamente na escola pública, como prevê a legislação.
“Na prática, falta vontade política”, avalia. “Quando [o governador
Mario] Covas determinou que era preciso baixar os índices de homicídio
em São Paulo, isso foi feito.”

O seminário reuniu 12 palestrantes estrangeiros e dois brasileiros nos
diferentes painéis temáticos, que tinham por objetivo “promover um
debate esclarecido sobre a tortura e o impacto que a diminuição das
restrições contra a mesma possam ter sobre a democracia”. Sete países
estavam representados: África do Sul, Angola, Austrália, Brasil, Estados
Unidos, Reino Unido e Suíça.

Bomba-relógio armada

Presos chegam ao centro de detenção que os EUA mantêm em Guantánamo,
Cuba. Segundo um participante do seminário, as denúncias de tortura e
humilhação que teriam sido cometidas contra detentos em Guantánamo
deixam esse país em posição delicada (foto: Wikimedia Commons).



Um tema que emergiu na maioria das mesas temáticas foi a questão da
“bomba-relógio armada”. Esse termo (ou ticking bomb, em inglês) é usado
pelos especialistas para se referir a situações em que um risco
iminente, capaz de causar danos a muitas pessoas, justificaria
supostamente a tortura de um preso para conseguir informações que
pudessem eliminar o perigo.

Não se deve, no entanto, construir uma teoria baseada na exceção e na
emergência, segundo apontou o cientista político William Scheurman,
professor da Universidade de Indiana (EUA). “Casos ruins não nos levam a
boas leis”, avalia o pesquisador. “Trata-se de um argumento de ordem
moral e há muitas limitações a esse tipo de raciocínio”.

De toda forma, o uso da tortura como prática regular pelo Estado foi
sempre rejeitado pelos pesquisadores, como lembrou o filósofo Fritz
Allhof, da Universidade do Oeste do Michigan. Segundo ele, depois dos
episódios de Abu Ghraib e Guantánamo, “vai ser muito difícil os Estados
Unidos dizerem na cara de outro país que o que esse país está fazendo é
inaceitável”.

David Debatto, ex-agente do Departamento Contra Terrorismo do Exército
Americano, lembra que “as coisas começaram a piorar na primavera de 2003
quando começaram a jogar sobre nós paus, latas e pedras e a nos chamar
de invasores”. Ele atribui essa mudança de postura dos iraquianos não só
à falta de energia elétrica, de água e de saneamento, mas principalmente
ao uso de práticas abusivas de interrogatórios por outras equipes. “Eles
viam seus parentes desaparecerem à noite e, quando voltavam, dias
depois, estavam machucados”. Em toda a sua vida profissional Debatto
afirma que jamais foi necessário “encostar a mão num preso”.

A seqüência
Para agosto está prevista a realização da segunda edição do seminário,
com o tema "A prevenção da tortura e outras formas de violência: agindo
sobre as causas econômicas, sociais e culturais", mais voltado para as
questões práticas. Ao contrário da primeira edição, orientada para o
trabalho acadêmico, o foco do próximo seminário será as atividades da
sociedade civil organizada na busca de soluções para esse problema.


Mário Rolim Cândido
Especial para a CH On-line
29/02/2008

--
Marcelo C. Pinto -
Linux Registered User: 189215

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto". - -Rui Barbosa



SUBJECT: livro do Bulcão
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 29/02/2008 18:43

Olá Bulcão

Parabéns atrasado pelo lançamento de seu livro "Ponto de Vista"

[],s

Belmiro Wolski


---------------------------------
Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Brasileiro é tolerante à tortura
FROM: Gil <nanolink01@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 29/02/2008 21:11

Bem, esse tema é bem complicado. Mas o capitão nascimento perto do Jack
Bauer é quase um Mahatma Gandi.

Gostaria de saber qual seria a resposta dos americanos a essas perguntas
em épocas em que é pressionado o botão pânico ("timming bombs", "sleeper
cells", etc).


Gil

Em Fri, 29 Feb 2008 18:07:30 -0300, Marcelo Pinto <Marcelop2007@aol.com>
escreveu:

> Depois que vi a reação de regozijo com as torturas do filme Tropa de
> Elite, esse estudo não me espanta em nada.
>
> NOTÍCIAS :: SOCIOLOGIA
>
> Brasileiro é tolerante à tortura
> Seminário internacional promovido na USP discute papel do Estado no
> combate a essa prática
>
>
> A população brasileira tem manifestado uma constante tolerância com
> relação à prática da tortura. A constatação é de uma pesquisa feita pelo
> Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP),
> que promoveu esta semana o 1º Seminário Internacional sobre a Tortura. A
> tolerância no Brasil se opõe ao que se verifica nos Estados Unidos: uma
> pesquisa da Gallup feita em 2005 aponta que mais de 60% dos cidadãos
> daquele país condenam a prática de tortura, sob qualquer justificativa.
>
> Os dados apresentados no seminário caracterizam a tortura como uma
> prática sistêmica no Brasil, empregada por agentes do Estado sobre
> indivíduos sob sua guarda. Essa prática seria o método de investigação
> por excelência, em detrimento de qualquer outra forma de se obter
> provas, confissões ou informações. Muito poucos casos de tortura viram
> inquérito e chegam a julgamento. Entre estes, quando o torturador é um
> agente público, ele é absolvido em 76% dos casos; se a prática é
> efetuada por um agente privado, a condenação é praticamente certa.
>
> Esses dados preliminares, apresentados no seminário pelo sociólogo
> Fernando Salla, foram obtidos em uma pesquisa de Gorete Marques,
> mestranda em sociologia pelo NEV. Salla ressalta a necessidade de que a
> discussão de questões relacionadas aos direitos humanos seja
> implementada efetivamente na escola pública, como prevê a legislação.
> “Na prática, falta vontade política”, avalia. “Quando [o governador
> Mario] Covas determinou que era preciso baixar os índices de homicídio
> em São Paulo, isso foi feito.”
>
> O seminário reuniu 12 palestrantes estrangeiros e dois brasileiros nos
> diferentes painéis temáticos, que tinham por objetivo “promover um
> debate esclarecido sobre a tortura e o impacto que a diminuição das
> restrições contra a mesma possam ter sobre a democracia”. Sete países
> estavam representados: África do Sul, Angola, Austrália, Brasil, Estados
> Unidos, Reino Unido e Suíça.
>
> Bomba-relógio armada
>
> Presos chegam ao centro de detenção que os EUA mantêm em Guantánamo,
> Cuba. Segundo um participante do seminário, as denúncias de tortura e
> humilhação que teriam sido cometidas contra detentos em Guantánamo
> deixam esse país em posição delicada (foto: Wikimedia Commons).
>
>
>
> Um tema que emergiu na maioria das mesas temáticas foi a questão da
> “bomba-relógio armada”. Esse termo (ou ticking bomb, em inglês) é usado
> pelos especialistas para se referir a situações em que um risco
> iminente, capaz de causar danos a muitas pessoas, justificaria
> supostamente a tortura de um preso para conseguir informações que
> pudessem eliminar o perigo.
>
> Não se deve, no entanto, construir uma teoria baseada na exceção e na
> emergência, segundo apontou o cientista político William Scheurman,
> professor da Universidade de Indiana (EUA). “Casos ruins não nos levam a
> boas leis”, avalia o pesquisador. “Trata-se de um argumento de ordem
> moral e há muitas limitações a esse tipo de raciocínio”.
>
> De toda forma, o uso da tortura como prática regular pelo Estado foi
> sempre rejeitado pelos pesquisadores, como lembrou o filósofo Fritz
> Allhof, da Universidade do Oeste do Michigan. Segundo ele, depois dos
> episódios de Abu Ghraib e Guantánamo, “vai ser muito difícil os Estados
> Unidos dizerem na cara de outro país que o que esse país está fazendo é
> inaceitável”.
>
> David Debatto, ex-agente do Departamento Contra Terrorismo do Exército
> Americano, lembra que “as coisas começaram a piorar na primavera de 2003
> quando começaram a jogar sobre nós paus, latas e pedras e a nos chamar
> de invasores”. Ele atribui essa mudança de postura dos iraquianos não só
> à falta de energia elétrica, de água e de saneamento, mas principalmente
> ao uso de práticas abusivas de interrogatórios por outras equipes. “Eles
> viam seus parentes desaparecerem à noite e, quando voltavam, dias
> depois, estavam machucados”. Em toda a sua vida profissional Debatto
> afirma que jamais foi necessário “encostar a mão num preso”.
>
> A seqüência
> Para agosto está prevista a realização da segunda edição do seminário,
> com o tema "A prevenção da tortura e outras formas de violência: agindo
> sobre as causas econômicas, sociais e culturais", mais voltado para as
> questões práticas. Ao contrário da primeira edição, orientada para o
> trabalho acadêmico, o foco do próximo seminário será as atividades da
> sociedade civil organizada na busca de soluções para esse problema.
>
>
> Mário Rolim Cândido
> Especial para a CH On-line
> 29/02/2008
>



SUBJECT: Lembrete: Bate-Papo com Tasso Napoleão
FROM: Hemerson Brandão <hemersonbrandao@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 29/02/2008 23:00

Tasso Napoleão, organizador oficial do Ano Internacional da Astronomia
para o Brasil realizará um bate-papo especial com os leitores da
Revista MACROCOSMO.com a partir das 20h (horário de Brasília) no
próximo domingo, dia 2 de março.

Tasso Napoleão é Engenheiro Químico (Poli-USP), Mestre em
Administração (FGV) e Astrônomo Amador com formação em astronomia e
astrofísica pelo IAG-USP. Fundador da REA em 1988 e posteriormente seu
Diretor Geral e Diretor Científico. Membro da SAB e sócio honorário do
CASP e CEAMIG. Co-descobridor de 12 supernova pelo projeto BRASS
(Brazilian Supernovae Search), dedica-se também à fotometria CCD de
estrelas variáveis de período ultracurto e à espectroscopia de
estrelas B de emissão. Autor de dezenas de artigos técnicos e de
divulgação publicados em revistas especializadas e professor de
Fundamentos de Astrofísica, de Evolução Estelar e de Técnicas de
Observação nos cursos abertos promovidos pelo CASP no IAG-USP, Tasso é
o representante da astronomia amadora brasileira no Comitê Organizador
oficial do Ano Internacional da Astronomia (IYA 2009) para o Brasil.

Você é nosso convidado! Para participar clique aqui:
http://www.revistamacrocosmo.com


Hemerson Brandão
REVISTA MACROCOSMO.com
http://www.revistamacrocosmo.com
Diversificando a Astronomia!



SUBJECT: Brasileiros têm pouco interesse em ciência e tecnologia
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <Undisclosed-Recipient:;>
DATE: 01/03/2008 10:03

transcrevo:

Brasileiros têm pouco interesse em ciência e tecnologia
Sabine Righetti
Agência FAPESP
29/02/2008

Ciência e democracia

Cientistas e gestores cada vez mais se dão conta da importância da sociedade nas tomadas de decisão sobre ciência e tecnologia, o que representa um ganho significativo para o funcionamento da democracia. E o Brasil tem concedido importantes contribuições com trabalhos de percepção e de participação pública da ciência e da tecnologia desde o início desta década.

A contextualização desses trabalhos em um cenário mais amplo, em que o país se insere em pesquisas com outros países ibero-americanos, foi o fio condutor da sessão de encerramento do congresso Cidadania e Políticas Públicas em Ciência e Tecnologia, em Madri, Espanha, coordenada por Carlos Vogt, secretário de Ensino Superior do Estado de São Paulo.

O evento, que reuniu especialistas de diversos países, foi promovido pela Fundação Espanhola para Ciência e Tecnologia (Fecyt) e pela Organização dos Estados Iberoamericanos (OEI).

Interesse público pela ciência

Em sua conferência, Vogt destacou que a falta de interesse do público pela ciência ou a falta de confiança na ciência e na tecnologia, ou nos cientistas, estão inseridas em um contexto mais amplo, "que envolve outras variáveis além do ensino formal e do ambiente, como a cultura geral do indivíduo e os estímulos que recebe, por exemplo, pelos meios de comunicação".

"Hoje, a percepção pública da ciência é entendida por muitos como algo integrante de um sistema cultural, que denomino de cultura científica", afirmou. Segundo ele, iniciativas como a divulgação científica e a capacitação de cientistas e de jornalistas para tal atividade são importantes para se consolidar a cultura científica de um país.

Atividades de divulgação científica

A importância de atividades de divulgação científica foi bastante enfatizada durante todo o congresso, que contou com trabalhos sobre percepção pública da ciência, comunicação de ciência, comunicação de risco, divulgação e educação, política científica e tecnológica, entre outros temas. Uma parte significativa foi apresentada por pesquisadores brasileiros.

A importância da preocupação com a divulgação científica foi ressaltada nos dados apresentados por Carmelo Polino, pesquisador da Rede Iberoamericana de Ciência e Tecnologia (Ricyt), da Argentina, segundo os quais o Brasil tem o pior índice de interesse por ciência entre os países ibero-americanos.

Segundo Polino, pesquisa realizada recentemente em sete grandes cidades do Brasil, além de Colômbia, Argentina, Venezuela, Espanha, Panamá e Chile, com apoio da Ricyt, OEI, FAPESP e Fecyt, mostrou que no caso brasileiro (na cidade de São Paulo) 35% dos entrevistados revelaram não se interessar por ciência por não compreender os textos de conteúdo científico (em uma amostra de 1.076 habitantes). Os resultados da pesquisa serão publicados no Brasil em breve.

Percepção pública da ciência

As pesquisas de percepção pública datam da década de 1970 nos países desenvolvidos. Os ibero-americanos iniciaram trabalhos na área bem depois. No Brasil, a primeira pesquisa nacional de percepção pública da ciência data de 1987 e, posteriormente, foram realizadas mais duas: em 1992 e, mais recentemente, em 2006.

Em São Paulo, os trabalhos de percepção pública da ciência tiveram início em 2003, em uma pesquisa pioneira e internacional, conduzida pela Ricyt, OEI e FAPESP. Os dados deram base para um trabalho contido nos Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação em São Paulo - 2004, publicado pela FAPESP.

Percepção social da ciência

Os trabalhos de percepção social da ciência são, em geral, realizados por meio de uma amostra da população consultada em pesquisas com questionários (surveys). "Ainda que existam dúvidas sobre a interpretação dos dados encontrados e que a metodologia de coleta dos dados e preparação do questionário esteja se consolidando, os resultados de um survey sobre percepção pública da ciência são um valioso insumo para a formulação de políticas públicas para ciência e tecnologia", disse Vogt.

Atualmente, os especialistas discutem a necessidade de se formular instrumentos de análise adequados e, mais do que isso, metodologicamente integrados para permitir uma análise mais profunda, que inclua comparações em nível nacional e internacional, conforme destacou Vogt na conferência de


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Como funciona a Wikipedia
FROM: LECarvalho <lecarvalho@infolink.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 01/03/2008 14:23


>
>
>
>
>Como funciona a Wikipedia
>
>
>
>
>
>Fevereiro 28th, 2008 · ·
><http://pedrodoria.com.br/2008/02/28/como-funciona-a-wikipedia/#comments>59
>Comentários
>
>
>
>
>
>O estudo mais interessante já feito a respeito
>da Wikipedia saiu. É obra da equipe do cientista
>Ed Chi, do respeitado Palo Alto Research Center, da Xerox.
>
>Analisando o conteúdo da enciclopédia livre,
>descobriu que 1% dos editores são
><http://www.slate.com/id/2184487/>autores de
>metade da informação disponível nos verbetes.
>
>O interesse de Chi é descobrir qual o mecanismo
>que mantém uma razoável qualidade na
>enciclopédia. O discurso popular é que quem
>entende de um assunto escreve um verbete. A
>colaboração de todos produz uma Wikipedia
>melhor. O discurso oficial é um pouco mais
>complexo. Há uma série de ‘robôs’, programas que
>vasculham a enciclopédia em busca de vandalismo,
>obscenidades e mesmo verbetes fora do padrão.
>Tais robôs alertam editores especiais, que mantém o site funcionando.
>
>Nem o discurso popular, nem o oficial, explicam
>como a Wikipedia realmente funciona. Se 1% dos
>autores são responsáveis por metade do conteúdo,
>o resultado é um site profundamente
>hierarquizado. A hierarquia é nítida também no
>processo de edição. Aqueles que editaram mais de
>10.000 vezes verbetes na enciclopédia incluem
>nela duas vezes mais palavras do que tiram dela;
>apenas os que editaram menos de 100 vezes tiram mais palavras do que põem.
>
>A pesquisa de Chi procura compreender o processo
>colaborativo de produção de conteúdo na
>Internet. Ele entrou um cético na pesquisa. Ficou mais.


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03 (corrigido)
FROM: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 01/03/2008 18:10

----- Original Message -----
From: "Manuel Bulcão"
Sent: Thursday, February 28, 2008 4:10 PM
Subject: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03 (corrigido)

> Oi Kentaro, Murilo e Mesquita:

Olá Bulcão

Em nome de nossa net-amizade não poderia deixar de responder a sua
msg. Como a sua saudação foi em público, creio que assim também deva
ser a minha resposta. Não obstante, é bom que saiba que de uns tempos
para cá eu não me sinto muito à vontade ao escrever para a
Ciencialist. Estamos próximos de completar dez anos de existência, mas
creio que aquela Ciencialist onde nos acostumamos a debater com a
agressividade popperiana, mas acima de tudo com respeito mútuo, não
existe mais.

Responderei acrescentanto comentários a alguns tópicos do seu texto.

> Lênin, que era "de esquerda", escreveu o opúsculo "esquerdismo:
> doença infantil do comunismo" (atualmente, alguns teóricos
> liberal-socialistas, com os quais me afino, afirmam que o comunismo
> também foi uma doença infantil "da esquerda").

Perceba que neste intróito você está preparando o leitor para uma
caracterização ideológica da sua fala. Isso é sempre possível, mas
ceticismo é mais do que uma pura ideologia, é também norma de conduta.
O cientista, enquanto tal, deve sempre postar-se ceticamente,
indiferentemente à existência ou não de uma ideologia associada a essa
postura cética. Da mesma forma que os planetas giram ao redor do Sol,
indiferentes à existência ou não de uma "ideologia gravitacional".

> O movimento cético-racionalista é algo novo e, a meu ver,
> alvissareiro. Mas, por ser novo, está suscetível aos germes das
> doenças infantis (alguns desses são velhos bacilos que já causaram
> muitos estragos, como é o caso da espiroqueta do cientificismo).

Perfeito, você realmente está encarando a discussão sob o prisma
ideológico. Direi, no entanto, que talvez fosse o caso de recorrer
àquele discutível texto (discutível sob o aspecto de tradução) de
Shakespeare: "Há mais mistérios entre o céu e a Terra do que supõe a
nossa vã filosofia." Nada contra os movimentos ideológicos em geral,
desde que essa ideologia não dê margens a confusões, a falsas
interpretações. Arcar com o ônus de ser petista, por exemplo, não é
coisa fácil, principalmente nos dias atuais; assim como, arcar com o
ônus de ser cético sob o ponto de vista ideológico também não é fácil,
e é exatamente isso o que se capta lendo-se a obra de Sagan, um
ideólogo do ceticismo. Mas não é isto o que vejo no que tenho chamado
por "movimento séptico que impregna a Internet brasileira".
Honestidade, a meu ver, é algo fundamental. Vou citar apenas um
exemplo, mas poderia chegar às dezenas ou centenas. Vá a um dos
quarteis generais do movimento que você está citando e veja o título
da convocação para aquilo que, aqui na Ciencialist, foi chamado como
"Encontro cético" (origem desta thread). Afinal, seria este um
"encontro cético" ou um "encontro de ateus"? E porque ocultar esta
verdade? Seria pecado ser ateu? Um cético(seja sob o ponto de vista
ideológico ou sob o caráter mais light, qual seja, científico) precisa
necessariamente ser ateu? Ele não poderia ser agnóstico, ou até mesmo
religioso? É essa a ideologia que você defende? A da enganação? Pelo
que o conheço, acredito que não, mas pelo que conheço desse grupinho
de arrogantes, não consigo perceber ligação nenhuma entre o
ideologismo que você defende e este suposto movimento ideológico.
[Sequer os enganados percebem estar adentrando num terreno de natureza
ideológica e que provavelmente não os ajudará em nada frente à postura
cética que devem ostentar como cientistas. Muitos jovens adentram
nesse movimento sob a égide dessa enganação, como se eles pudessem vir
a ser melhores cientistas pelo fato de ostentarem o estandarte desse
falso ceticismo.]

Alguém respondeu a sua msg, aqui na Ciencialist, com as seguintes
palavras: "Acho q o Bulcão sabe disso. Ele pelo menos convive com o
meio. De resto, a maior parte da "crítica" externa (Bulcão não é
externo) ao "movimento" cético é equivalente à crítica dos
criacionistas sobre a evolução: não têm a menor idéia do que estão
criticando."

Note o caráter preconceituoso do autor desse texto. Você está sendo
considerado como um membro honoris causa da "raça pura" a compor os
membros dessa seita, digo, movimento. Como apenas eu e o Murilo
criticamos, aqui na Ciencialist, este movimento, quero crer que o
comentário que se segue seja dirigido a um de nós dois, quiçá os
dois. É bem verdade que o comentário é sem pé nem cabeça, como aliás
muitos outros comentários feitos pelo infeliz. É apenas um chavão,
próprio de quem não segue ideologia nenhuma a não ser aquela própria
dos gurus e donos absolutos da verdade. É essa a ideologia que você
defende? Pelo que o conheço, acredito que não.

> Esses vieses, entretanto, não são fatais e muito menos insuperáveis.
> O movimento cético-racionalista (organizado) tem uma importância
> histórica e um grande valor civilizatório nessa época de
> fundamentalismos de todos os tipos. Colaborarei para que ele
> frutifique e para que os seus frutos sejam doces ou agridoces ou
> mesmo ácidos como o tamarindo - de qualquer forma, saborosos e
> nutritivos.

Pois então que se crie um movimento cético (ou até mesmo um movimento
ateu) pautado na honestidade, e eu também colaborarei, dentro do
possível, para que ele frutifique e gere seus frutos. Ainda que
provavelmente não venha a engrossar suas fileiras, unicamente pelo
fato de ser apenas um utilizador do produto e não um estudioso
(filósofo) e nem um ideólogo (político) do ceticismo (e muito menos do
ateísmo, pois a esse respeito sou agnóstico).

> O meu amigo Murilo escreveu: "O ceticismo legítimo é algo aflitivo,
> solitário, angustiante e insatisfatório para o cético... fica tudo
> melado e engororobado do ponto de vista intelectual, emocional,
> filosófico e espiritual". Permita-me, Murilo, discordar de você.

Como utilizador do produto entendo e assino embaixo do que o Murilo
escreveu.

> Por muito tempo, fui um prisioneiro de esquemas teóricos abstratos,
> capaz de sacrificar, pela minha grande "Idéia" de Justiça e
> Igualdade (de cuja verdade eu estava "certo"), tudo "e todos". Isso
> me afligia. Meu cérebro e coração estavam em descompasso.

> Pois bem, depois de ler Montaigne, o grande filósofo cético, tudo
> ficou claro: "Oh my love for the first time in my life, my eyes are
> wide open... (John Lennon)". Suavizaram-se a minha aflição moral, o
> meu sentimento de solidão - reconciliei-me com meus contemporâneos
> "imperfeitos" -, minha angústia de ser-no-mundo...

> O ceticismo filosófico, ao contrário do relativismo, não nega a
> existência de uma verdade "objetiva": o que ele nega é a certeza
> absoluta. Ao assimilar o princípio da dúvida radical, ao me
> converter ao ceticismo, tornei-me mais deferente com as opiniões
> contrárias (menos, porém, com a burrice arrogante e com a
> desonestidade intelectual) e mais tolerante não só com os outros mas
> também comigo mesmo - pois, como os outros, sou capaz de errar.

> A partir de então - i.e., depois de me tornar um ceticista -,
> submeti as idéias à vida: deixei de ser um servo de abstrações
> intelectuais.

Não vejo em que isso tudo vá contra ao que o Murilo escreveu. Você
simplesmente aprendeu a conviver com a característica aflitiva
apontada, logo ela deixou de ter características patológicas (o
aprisionamento a que você se referiu inicialmente).

> Diga-se, ainda, que o meu ceticismo não me deixou confuso
> intelectualmente. Pois, como antes, continuo "crendo" em idéias e
> defendendo-as com o cérebro e o coração. Apenas não tenho mais
> certeza, ou seja, não as considero mais indubitáveis ao ponto de,
> sobranceiramente, recusar o diálogo com quem discorda de mim.

> Ademais, por incrível que pareça, o ceticismo - que não é niilismo
> nem relativismo - me revelou uma sólida moral de convivência. Como
> escrevi em meu ensaio "Conseqüências Práticas do Ceticismo
> Filosófico" (M. Bulcão, "As Esquisitices do Óbvio", APEX Gráfica e
> Editora, Fortaleza - Ce, 2005, p. 70):

> <<Ao admitir que nem eu nem você detemos o monopólio do conhecimento
> certo e indubitável, não estou senão aceitando como razoável a
> atitude de considerar seus contra-argumentos e, por extensão, de
> reputar como legítimas todas as opiniões diferentes. Essa incerteza
> que está na margem tanto da minha quanto da sua crença é o que torna
> nossos pontos de vista iguais, malgrado as dessemelhanças. Também é
> a incerteza a justificação racional da minha e da sua liberdade de
> questionar, concordar, discordar. Ora, a aceitação do outro (do
> diferente), a igualdade entre os interlocutores e a liberdade de
> questionar são tanto os princípios da razão quanto da democracia.

Perceba quão diferente é essa sua maneira de pensar daquela adotada
pelo pretenso cético defensor da "raça pura" a que me referi acima.

> <<E nem é preciso ter certeza da verdade desses preceitos para
> defendê-los firmemente, pois o que os sustenta e o que lhes dá
> firmeza não é outra coisa que a incerteza intrínseca do
> conhecimento: o princípio fundamental de que tudo é incerto,
> inclusive esta afirmação.>>

Falou e disse.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com/indice.htm
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.



SUBJECT: Re: livro do Bulcão
FROM: Manuel Bulcão <manuelbulcao@uol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 01/03/2008 21:05

Oi Belmiro,

Esse "Manuel Bulcão" é outro. Os meus livrinhos são: Sombras do
Iluminismo" (Ed. 7Letras, Rio de Janeiro) e "As Esquisitices do
Óbvio" (Ed. APEX, Fortaleza). Para não confundir, coloquei o meu
nome todo na capa: Manuel Soares Bulcão Neto.

Abraços,
Manuel Bulcão

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Belmiro Wolski <belmirow@...>
escreveu
>
> Olá Bulcão
>
> Parabéns atrasado pelo lançamento de seu livro "Ponto de
Vista"
>
> [],s
>
> Belmiro Wolski



SUBJECT: Re: Encontro cético - 15/03 (corrigido)
FROM: "rmtakata" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/03/2008 00:15

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Alberto Mesquita Filho"
> Honestidade, a meu ver, é algo fundamental. Vou citar apenas um
> exemplo, mas poderia chegar às dezenas ou centenas. Vá a um dos
> quarteis generais do movimento que você está citando e veja o título
> da convocação para aquilo que, aqui na Ciencialist, foi chamado como
> "Encontro cético" (origem desta thread). Afinal, seria este um
> "encontro cético" ou um "encontro de ateus"? E porque ocultar esta
> verdade? Seria pecado ser ateu? Um cético(seja sob o ponto de vista
> ideológico ou sob o caráter mais light, qual seja, científico)
> precisa necessariamente ser ateu? Ele não poderia ser agnóstico, ou
> até mesmo religioso? É essa a ideologia que você defende? A da
> enganação?

É isso que falo da "crítica" externa - falar sem ter a mínima idéia do
que se está criticando.

Dia 19/02/2007 - perguntei eu quando divulgaram (tinham colocado na
linha de mensagens: "Encontro ateu" - na SBCR:

"Só ateus?"
http://br.groups.yahoo.com/group/sbcr/message/30976

Respondeu-se em seguida:

"Takata,

Claro que não ! Todos os céticos e racionalistas, independentemente de
suas convicções de foro íntimo."
http://br.groups.yahoo.com/group/sbcr/message/30977

Repara-se que o "crítico" não usou de seu ceticismo. Usou sua certeza
interna de que era um encontro ateu e que essa era a verdade: "E
porque ocultar esta verdade?" (O que naturalmente torna a pergunta
anterior: "Afinal, seria este um 'encontro cético' ou um 'encontro de
ateus'?" - puramente retórica, já que a pergunta seguinte assume q a
verdade é que é um encontro ateu - e as outras tb assumem isso.)

Repara-se também que a crítica interna mais uma vez se antecipou - e
com mais de uma semana - a eventuais questionamentos externos.

Não que críticas (sem aspas) externas não possam contribuir no
aperfeiçoamento do "movimento" (entre aspas, já que não é
verdadeiramente um movimento no Brasil) cético - embora eu não me
lembre de nenhuma crítica (sem aspas) que tenha contribuído (mais
provavelmente por uma limitação minha de memória).

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Novo blog
FROM: José Carlos Antonio <profjc2003@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/03/2008 05:58

Olá pessoas,

Estou com um novo blog de Física para atender meus queridos pequeninos
do Ensino Médio.

Quem puder dar uma passadinha por lá o endereço é
http://fisicacomsabor.blogspot.com

Abraços,
JC




SUBJECT: Re: [ciencialist] Brasileiro é tolerante à tortura
FROM: Marcelo C Pinto <Marcelop2007@aol.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/03/2008 15:50

Aí que está a diferença. O americano tortura. Basta ver os prisioneiros
em Guantanamo
(http://www.guardian.co.uk/world/2007/jan/03/guantanamo.usa). Mas isso
causa repulsa no povo americano. A reportagem enfatiza a nossa situação
esdrúxula em que o povo além de não condenar a tortura, é tolerante e
até aplaude.

Marcelo

> Gil escreveu:

> Bem, esse tema é bem complicado. Mas o capitão nascimento perto do Jack
> Bauer é quase um Mahatma Gandi.
>
> Gostaria de saber qual seria a resposta dos americanos a essas perguntas
> em épocas em que é pressionado o botão pânico ("timming bombs", "sleeper
> cells", etc).
>
>
> Gil
>
> Em Fri, 29 Feb 2008 18:07:30 -0300, Marcelo Pinto <Marcelop2007@aol.com>
> escreveu:
>
>
>> Depois que vi a reação de regozijo com as torturas do filme Tropa de
>> Elite, esse estudo não me espanta em nada.
>>
>> NOTÍCIAS :: SOCIOLOGIA
>>
>> Brasileiro é tolerante à tortura
>> Seminário internacional promovido na USP discute papel do Estado no
>> combate a essa prática
>>
>>


--
Marcelo C. Pinto

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto". -- Rui Barbosa





SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: livro do Bulcão
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/03/2008 16:04

Quem diria? Se teu nome fosse José Silva ainda vá...

[],s

Belmiro

Manuel Bulcão <manuelbulcao@uol.com.br> escreveu:
Oi Belmiro,

Esse "Manuel Bulcão" é outro. Os meus livrinhos são: Sombras do
Iluminismo" (Ed. 7Letras, Rio de Janeiro) e "As Esquisitices do
Óbvio" (Ed. APEX, Fortaleza). Para não confundir, coloquei o meu
nome todo na capa: Manuel Soares Bulcão Neto.

Abraços,
Manuel Bulcão

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Belmiro Wolski <belmirow@...>
escreveu
>
> Olá Bulcão
>
> Parabéns atrasado pelo lançamento de seu livro "Ponto de
Vista"
>
> [],s
>
> Belmiro Wolski






---------------------------------
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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03 (corrigido)
FROM: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 02/03/2008 17:40

----- Original Message -----
From: "rmtakata"
Sent: Sunday, March 02, 2008 12:15 AM
Subject: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03 (corrigido)


> Dia 19/02/2007 - perguntei eu quando divulgaram (tinham colocado na
> linha de mensagens: "Encontro ateu" - na SBCR: "Só ateus?"

Isso serve apenas para confirmar o que eu disse. O mais é retórica do
tipo daquela comumente utilizada pelos membros da "raça pura".

PS aos demais: Minha estranheza não se deveu ao que foi postado na
sbcr (esse é um problema a ser resolvido entre os membros da "raça
pura" e não me diz respeito) mas sim à maneira como o convite chegou
aqui na Ciencialist, e ainda me considero elemento não extranho à
Ciencialist.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com/indice.htm
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.



SUBJECT: Re: Penso, Logo Desisto
FROM: Manuel Bulcão <manuelbulcao@uol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/03/2008 21:37

Oi Belmiro,

Belmiro: Pois é meu caro Manuel. Você está citando demais Brian
Greene.

Manuel: E vou citar mais uma vez, apenas para demonstrar que não
há "ousada discordância" da sua parte em relação ao B. Greene:

<<Para vermos um exemplo concreto, imagine que Chewie está em um
planeta em uma galáxia muito distante - a 10 bilhões de anos-luz da
Terra - sentado e quieto na sala de estar. Imagine também que você
(sentado e quieto, lendo estas palavras) e Chewie não estejam em
movimento relativo um em relação ao outro (PARA SIMPLIFICAR,
IGNOREMOS OS MOVIMENTOS DOS PLANETAS, A EXPANSÃO DO UNIVERSO, OS
EFEITOS GRAVITACIONAIS, E ASSIM POR DIANTE)... (Op. cit., p. 164).

Se abrirmos os parênteses e soltarmos os demônios, isso não afetará
o que o autor tenta demonstrar: apenas complicará os cálculos.

Belmiro: Acho que devemos filtrar tudo que lemos, mesmo vindo de
Brian Greene.

Manuel: Não precisa me lembrar de algo tão elementar, pois não sou
uma sabrina sato, e vc não é um mestre com autoridade para me dar
lição de leitura.

A propósito, "cito" com gosto, adoro citações e não tenho vergonha
de citar autores em defesa do meu ponto de vista (nessa thread, não
citei apenas B. Greene, mas também Paul Davies, Roger Penrose e
Stephen Hauking). No meio acadêmico, todo mundo cita todo mundo em
suas teses e monografias, até por respeito, deferência e
reconhecimento ao trabalho dos outros. Tal atitude é científica.

Belmiro: Ademais, Bulcão, nosso embate não está sendo profícuo.
Apenas opiniões...

Manuel: Discordo. Nosso entrevero não é apenas um choque de opiniões
(doxa), mas também um embate de conjeturas científicas (episteme). E
está sendo muito profícuo, mormente no que diz respeito ao problema
de como devemos tratar o "outro", o interlocutor adverso.

Abraços,
Manuel Bulcão
PS: Preservo o texto abaixo, para quem quiser se familiarizar com a
discussão.

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Belmiro Wolski <belmirow@...>
escreveu

> Manuel Bulcão <manuelbulcao@...> escreveu: Olá
Bulcão!
>
> Bulcão - Demais, o seu raciocínio é muito terráqueo: não leva em
conta o
> ponto de vista de um observador - o Chewie, denominemo-lo assim -
> situado, digamos, a dez bilhões de anos-luz da Terra. A respeito
> desse remoto observador, Brian Greene escreveu:
>
> <<Há coisas relativas ao nosso futuro, como quem vencerá as
eleições
> de 2100, que parecem estar completamente em aberto (...). Mas se
> Chewie se levantar da cadeira e andar a cerca de 10,2 quilômetros
> por hora em direção à Terra, a sua fatia de agora - o seu conceito
> do que existe, o seu conceito do que aconteceu - incluirá a
escolha
> do primeiro presidente do século XXII. Algo que para nós parece
> estar ainda completamente indefinido, para ele já terá acontecido.
> Veja que Chewie não saberá o resultado da eleição por bilhões de
> anos, pois esse é o tempo que os nossos sinais de televisão levam
> para chegar até ele. Mas quando a notícia dos resultados
eleitorais
> chegarem aos descendentes de Chewie e eles a usarem para atualizar
a
> coleção de listas de agora do passado de Chewie, verificarão que
os
> resultados eleitorais pertencem à mesma lista de agoras em que ele
> se levantou e começou a andar na direção da Terra - uma lista de
> agoras que ocorre, como os descendentes de Chewie observarão, um
> momento depois de outra que contém você, no início do século XXI
da
> Terra, terminando de ler este parágrafo.>> (Brian Greene, "O
Tecido
> do Cosmo", Companhia das Letras, São Paulo, 2005, pp. 166/167).
>
> Pois é meu caro Manuel. Você está citando demais
Brian Greene. Acho que devemos filtrar tudo que lemos, mesmo vindo
de Brian Greene. Veja só. Primeiro, Chewie deve morar em um planeta
imóvel em relação ao nosso, algo extremamente improvável quase nos
limites do universo observável. Inclusive, este planeta não deve
sofrer rotação pois aí certamente a velocidade relativa em relação
ao nosso seria muito diferente dos 10 km/h. Inclusive a Terra não
deveria estar girando, pois aí este ballet do tempo viraria uma
confusão. Certamente Greene está se referindo à relatividade do
tempo com a velocidade, pois senão não teria citado a específica
velocidade de 10,2 km/h. Vamos então contar com a suposta
imobilidade universal e fazer algumas contas. Peguei minha
calculadora (coisa que você também deveria fazer) e determinei o
tempo necessário para a luz chegar à Terra do ponto de vista de
Chewie, considerando a velocidade da luz igual a 299996km/s. A
diferença entre o
> tempo decorrido na Terra para este mesmo evento é de 100 anos!
Isto quer dizer que se nada mais interferir e Chewie continuar se
aproximando da Terra com velocidade de 10,2 km/h, ao longo de 10
bilhões de anos, na Terra terão se passado 10 bilhões e 100 anos.
Repare que Greene esqueceu de dizer o quanto tempo Chewie deveria
caminhar nesta velocidade, como se apenas a velocidade bastasse para
afetar o transcurso do tempo.
> Outro pensamento crítico. Se com apenas um breve
caminhar com velocidade 10,2 km/h ( vamos supor 5s, uma vez que
Greene não cita), no sentido de aproximação com a Terra, o tempo se
adianta na Terra em 100 anos, é de se supor que se o planeta de
Chewie se afastar, o tempo em seu planeta se adianta em 100 anos.
Vamos agora ser realistas mas levando em conta que o tempo sofre
estas variações. Suponha uma estrela recém detectada a 10 bilhões de
anos-luz por um astrônomo. Por estar localizada nos confins do
universo, é de se esperar que se afaste da Terra com uma velocidade
razoável. Vamos admitir apenas 30 km/s. Isto é mais de 10.000 vezes
a velocidade de Chewie. Sendo assim, o tempo deve transcorrer 10.000
vezes mais rápido nesta estrela do ponto de vista de nós aqui na
Terra. Assim, considerando que 5 segundos correspondem a 100 anos
para o caso de Chewie e seus 10 km/h, uma regra de três simples nos
diz que 5 segundos na Terra correspondem a um milhão de anos
> na estrela. Considerando ainda que as estrelas mais brilhantes
são as mais fáceis de detectar e são as que consomem seu combustível
mais rapidamente, algumas delas esgotando-o em apenas 100 milhões de
anos, o que os astrônomos deveriam ver seguidamente é o nascimento e
a morte das estrelas alguns minutos depois. Algo inconsistente não
acha?
> Se fui muito ousado em discordar de Brian Greene,
ele que me desculpe mas não foi a primeira vez. E se eu estiver
errado e alguém me apontar o erro de forma clara e objetiva,
humildemente vou me desculpar. Não tenho vergonha de voltar atrás
quando erro. Além do mais, não sou físico e como tal tenho direito
em falar bobagens de vez em quando.
> Ademais, Bulcão, nosso embate não está sendo
profícuo. Apenas opiniões, é determinista, não é. Por falar nisso,
Stephen Hacwking citou aquele caso particular como exemplo, mas
deixou bem claro que a equação de Schrodinger não é determinista
para um universo onde o tempo é curvo, que é o caso do nosso. Viu?
Estou argumentando de novo.
> E não te comparei em nenhum momento a ninguém, tá? E
quanto a ótima oportunidade que você disse que eu perdi de ficar
calado, digo-lhe que nada falei. Apenas usei o teclado do meu
computador para expressar meu pensamento.
>
> Aquele abraço.
>
> Belmiro Wolski



SUBJECT: Re: Encontro cético - 15/03 (corrigido)
FROM: "rmtakata" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/03/2008 22:34

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Alberto Mesquita Filho"
> Isso serve apenas para confirmar o que eu disse. O mais é retórica
> do tipo daquela comumente utilizada pelos membros da "raça pura".

Tsc, tsc, tsc. Pego em flagrante delito de falta de ceticismo, ao
"crítico" resta apenas tergiversar. E, claro, ignorar o que em seguida
foi dito/escrito:

"Takata,

Claro que não ! Todos os céticos e racionalistas, independentemente de
suas convicções de foro íntimo."
http://br.groups.yahoo.com/group/sbcr/message/30977
http://br.groups.yahoo.com/group/ciencialist/message/67491

Assim é o mais da "crítica" externa: preconceituosa, vazia,
preconceituosa, desinformada e... preconceituosa.

Que se formulem fantasias baseadas na própria ignorância é algo
natural - um quê de condenável nos tempos modernos, mas ainda assim
algo arraigado à cultura humana. Mas, uma vez devidamente informado a
respeito do tema, com informação que desmonta o devaneio elaborado,
continuar-se preso a tal criação mitômana, revela em muito o q
realmente se entende por "honestidade intelectual".

Compreensível. Chata, patética e triste a situação, de fato, porém
absolutamente compreensível. Humana e pouco mais que é.

[]s,

Roberto Takata



SUBJECT: Re: [ciencialist] Brasileiro é tolerante à tortura
FROM: Gil <nanolink01@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 02/03/2008 23:07

Marcelo;

O seriado 24 horas é um sucesso, e deve estar na 5ª ou 6ª temporada. Não
acho que cause tanta repulsa assim, mesmo depois de Abu Graib (As minhas
séries preferidas, como Brimstone, Early edition, não duram mais que 2 ou
3 temporadas!). Mas repare que são coisas distintas, a aprovação de
tortura idealizada no cinema, e de cenários de tortura reais.

Estou comparando recepção a produtos similares (Jack Bauer e capitão
nascimento, como obras audiovisuais), e não a recepção do público à
episódios de torturas reais e sistemáticas.

Dizer para um repórter que apóia a tortura, sem maiores reflexões
políticas, pensando num filme , ou numa pergunta formulada
convenientemente ("você permitiria a tortura para impedir que um
terrorista detone uma bomba atômica?")é uma coisa.

Dizer que aprova um cenário de tortura horroroso , covarde (e verdadeiro),
é outra.


Estatísticas são escorregadias, se não soubermos leva-las com cuidado.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/10/061019_tortura_crg.shtml
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/05/070505_iraqueeuatortura_ac.shtml

Tem gente mais qualificada do que eu aqui, para analisar estatísticas. Por
isso mesmo, fico por aqui. Particularmente, olho com desconfiança esse
tipo de generalizações.

Gil


Em Sun, 02 Mar 2008 15:50:37 -0300, Marcelo C Pinto <Marcelop2007@aol.com>
escreveu:

> Aí que está a diferença. O americano tortura. Basta ver os prisioneiros
> em Guantanamo
> (http://www.guardian.co.uk/world/2007/jan/03/guantanamo.usa). Mas isso
> causa repulsa no povo americano. A reportagem enfatiza a nossa situação
> esdrúxula em que o povo além de não condenar a tortura, é tolerante e
> até aplaude.
> Marcelo
>
>> Gil escreveu:
>
>> Bem, esse tema é bem complicado. Mas o capitão nascimento perto do Jack
>> Bauer é quase um Mahatma Gandi.
>>
>> Gostaria de saber qual seria a resposta dos americanos a essas perguntas
>> em épocas em que é pressionado o botão pânico ("timming bombs", "sleeper
>> cells", etc).
>>
>>
>> Gil
>>
>> Em Fri, 29 Feb 2008 18:07:30 -0300, Marcelo Pinto <Marcelop2007@aol.com>
>> escreveu:
>>
>>
>>> Depois que vi a reação de regozijo com as torturas do filme Tropa de
>>> Elite, esse estudo não me espanta em nada.
>>>
>>> NOTÍCIAS :: SOCIOLOGIA
>>>
>>> Brasileiro é tolerante à tortura
>>> Seminário internacional promovido na USP discute papel do Estado no
>>> combate a essa prática
>>>
>>>
>
>




SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03
FROM: José Renato Terra <jrma@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 02/03/2008 23:24

Manuel Bulcão escreveu: [ ...o meu ceticismo não me deixou confuso
intelectualmente. Pois, como antes, continuo "crendo" em idéias e
defendendo-as com o cérebro e o coração. Apenas *não tenho mais
certezas*, ou seja, não as considero mais indubitáveis ao ponto de,
sobranceiramente, recursar o diálogo com quem discorda de mim. ]
...........................................

Caro, Manuel! Essa sabedoria que vc adquiriu está presente em seus dois
instigantes livros, que li com grata satisfação: Sombras do Iluminismo e As
Esquisitices do Óbvio. Certamente que não posso ter certezas se ainda não
detenho o pleno conhecimento das coisas. Provavelmente, esse foi o principal
pecado do cientificismo iluminista: a recaída na recorrente presunção
aristotélica de que tudo já é conhecido, explicável, reconstruível e
utilizável à nossa vontade sob pleno domínio.

Abraços

José Renato
..........................................

----- Original Message -----
From: "Manuel Bulcão" <manuelbulcao@uol.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Thursday, February 28, 2008 3:33 PM
Subject: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03


Oi Kentaro, Murilo e Mesquita:

Lênin, que era "de esquerda", escreveu o opúsculo "esquerdismo:
doença infantil do comunismo" (atualmente, alguns teóricos liberal-
socialistas, com os quais me afino, afirmam que o comunismo também
foi uma doença infantil "da esquerda").

O movimento cético-racionalista é algo novo e, ao meu ver,
alvissareiro. Mas, por ser novo, está suscetível aos germes das
doenças infantis (alguns desses são velhos bacilos que já causaram
muitos estragos, como é o caso da espiroqueta do cientificismo).

Esses vieses, entretanto, não são fatais e muito menos insuperáveis.
O movimento cético-racionalista (organizado) tem uma importância
histórica e um grande valor civilizatório nessa época de
fundamentalismos de todos os tipos. Colaborarei para que ele
frutifique e para que os seus frutos sejam doces ou agridoces ou
mesmo ácidos como o tamarindo - de qualquer forma, saborosos e
nutritivos.

O meu amigo Murilo escreveu: "O ceticismo legítimo é algo aflitivo,
solitário, angustiante e insatisfatório para o cético... fica tudo
melado e engororobado do ponto de vista intelectual, emocional,
filosófico e espiritual". Permita-me, Murilo, discordar de você.

Por muito tempo, fui um prisioneiro de esquemas teóricos abstratos,
capaz de sacrificar, pela minha grande "Idéia" de Justiça e
Igualdade (de cuja verdade eu estava "certo"), tudo "e todos". Isso
me afligia. Meu cérebro e coração estavam em descompasso.

Pois bem, depois de ler Montaigne, o grande filósofo cético, tudo
ficou claro: "Oh my love for the first time in my life, my eyes are
wide open... (John Lennon)". Suavizaram-se a minha aflição moral, o
meu sentimento de solidão - reconciliei-me com meus
contemporâneos "imperfeitos" -, minha angústia de ser-no-mundo...

O ceticismo filosófico, ao contrário do relativismo, não nega a
existência de uma verdade "objetiva": o que ele nega é a certeza
absoluta. Ao assimilar o princípio da dúvida radical, ao me
converter ao ceticismo, tornei-me mais deferente com as opiniões
contrárias (menos, porém, não com a burrice arrogante e com a
desonestidade intelectual) e mais tolerante não só com os outros mas
também comigo mesmo - pois, como os outros, sou capaz de errar.

A partir de então - i.e., depois de me tornar um ceticista -,
submeti as idéias à vida: deixei de ser um servo de abstrações
intelectuais.

Diga-se, ainda, que o meu ceticismo não me deixou confuso
intelectualmente. Pois, como antes, continuo "crendo" em idéias e
defendendo-as com o cérebro e o coração. Apenas não tenho mais
certeza, ou seja, não as considero mais indubitáveis ao ponto de,
sobranceiramente, recursar o diálogo com quem discorda de mim.

Ademais, por incrível que pareça, o ceticismo - que não é niilismo
nem relativismo - me revelou uma sólida moral de convivência. Como
escrevi em meu ensaio "Conseqüências Práticas do Ceticismo
Filosófico" (M. Bulcão, "As Esquisitices do Óbvio", APEX Gráfica e
Editora, Fortaleza - Ce, 2005, p. 70):

<<Ao admitir que nem eu nem você detemos o monopólio do conhecimento
certo e indubitável, não estou senão aceitando como razoável a
atitude de considerar seus contra-argumentos e, por extensão, de
reputar como legítimas todas as opiniões diferentes. Essa incerteza
que está na margem tanto da minha quanto da sua crença é o que torna
nossos pontos de vista iguais, malgrado as dessemelhanças. Também é
a incerteza a justificação racional da minha e da sua liberdade de
questionar, concordar, discordar. Ora, a aceitação do outro (do
diferente), a igualdade entre os interlocutores e a liberdade de
questionar são tanto os princípios da razão quanto da democracia."

<<E nem é preciso ter certeza da verdade desses preceitos para
defendê-los firmemente, pois o que os sustenta e o que lhes dá
firmeza não é outra coisa que a incerteza intrínseca do
conhecimento: o princípio fundamental de que tudo é incerto,
inclusive esta afirmação.>>

Abraços,
Manuel Bulcão



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SUBJECT: Mais anomalias em espaçonaves
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 03/03/2008 00:04

Mais anomalias em espaçonaves <http://www.ceticismoaberto.com/news/?p=1150>

[image: 20070425-152502-1]

Uma nova análise das trajetórias de várias espaçonaves viajando pelo espaço
constatou que em cada caso há um pequeno valor de velocidade em excesso.
Para naves que seguem uma trajetória em sua maior parte simétrica com
relação ao equador, o efeito é mínimo. Para naves com trajetórias
assimétricas, o efeito é maior.

No caso da nave NEAR <http://near.jhuapl.edu/>, por exemplo, a anomalia de
velocidade equivale a 13 mm/seg. Embora seja um milionésimo da velocidade
total, a precisão das medidas de velocidade, conduzidas pela verificação do
desvio Doppler de ondas de rádio refletidas pela nave, é de 0,1 mm/seg, e
isto sugere que a anomalia representa um efeito real, um que precisa de uma
explicação.

Há dez anos outra anomalia foi identificada para a espaçonave Pioneer 10
(ver http://www.aip.org/pnu/1998/split/pnu391-1.htm) e uma certa
controvérsia surgiu sobre o tema desde então. Um dos pesquisadores daquelas
medições anteriores é parte do novo estudo, conduzido pelos cientistas do
JPL.

John D. Anderson diz que os cientistas do JPL estão trabalhando agora com
colegas alemães para buscar por possíveis anomalias de velocidade no vôo
próximo recente da espaçonave Rosetta.

(Anderson et al., Physical Review Letters, upcoming article; designated as
an editor's suggested article Physical Review Letters <http://prl.aps.org/>)

Physics News Update, Number 857 #2, February 28, 2008 by Phil
Schewe<http://www.aip.org/pnu/2008/split/857-2.html>
Veja também

- Carl Sagan sobre visitas
extraterrestres<http://www.ceticismoaberto.com/news/?p=1058>"Se nós
mesmos estamos explorando nosso sistema solar, se somos cap...
- NASA cria "disco
voador"<http://www.ceticismoaberto.com/news/?p=1066>Imagem 100%
autêntica de um projeto da NASA. O disco de cinco metros...
- Anomalias Arqueológicas
<http://www.ceticismoaberto.com/news/?p=645>Simplesmente
genial. Menções honrosas ao gnomo de jardim na i...
- Paradoxo de Fermi? Que
paradoxo?<http://www.ceticismoaberto.com/news/?p=659>Segundo
Robert A. Freitas Jr., Não há Paradoxo de Fermi. Como...
- <$BlogItemSubject$> <http://www.ceticismoaberto.com/news/?p=213> Que
Júpiter exploda se a NASA estiver mentindo! No final de setembro, a N...

Postado em Ciência <http://www.ceticismoaberto.com/news/?cat=11>,
Curiosidades <http://www.ceticismoaberto.com/news/?cat=7>,
Fortianismo<http://www.ceticismoaberto.com/news/?cat=4>| Por Mori
Comente!
» <http://www.ceticismoaberto.com/news/?p=1150#respond>


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Visão Bayesiana do Método Científico
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 03/03/2008 00:06

Viso Bayesiana do Mtodo Cientfico <http://100nexos.com/arquivo/489>

[image: letsmakeadeal]<http://www.entropicando.com/2008/03/viso-bayesiana-do-mtodo-cientfico.html>

O problema fundamental da cincia que estamos tentando formular princpios
e leis, generalizaes de fenmenos que regem a natureza a partir de um
nmero necessariamente finito de observaes - sempre crescente, mas sempre
finito.

A partir da lgica pura isso no possvel, pois recai no problema clssico
de induo finita sobre uma natureza infinita, e portanto maior. Em bom
portugus, isso quer dizer que toda lei geral construida por um nmero
limitado de observaes e que uma nova observao tem sempre um potencial de
desconstruir a toria anterior. Por exemplo, a idia extremamente genial e
interessante de que somos completamente determinados pelo DNA
desconstruda pela simples observao de que gmios univitelinos so
diferentes. Se algum dia, um desses malucos conseguir gerar um motor que no
precise de energia, o princpio da conservao de energia ter que ser
revisto. por isso que no mtodo cientfico, a observao mais importante
que a teoria!

Mas isso no quer dizer que a elaborao de um princpio por si s intil.
E a que idia de probabilidade bayesiana bastante til.

Continue lendo no *Entropicando
Cincia<http://www.entropicando.com/2008/03/viso-bayesiana-do-mtodo-cientfico.html>
*.

*Veja tambm:*
SciVee: mtodo cientfico na Web 2.0 <http://100nexos.com/arquivo/277> O
novo stio SciVee est sendo desc...
A persistncia da viso em 3D <http://100nexos.com/arquivo/273> Um pouco
assustador, mas o efeito muito ...


[As partes desta mensagem que no continham texto foram removidas]



SUBJECT: Top 10: reações em laboratório
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 03/03/2008 00:07

Top 10: reações em laboratório <http://100nexos.com/arquivo/490>

*1. Reação oscilante de Briggs-Rauscher*

*Assista ao vídeo* <http://100nexos.com/arquivo/490>

A reação de Briggs-Rauscher é um dos experimentos mais singelos e mais
impressionantes que se podem realizar em um laboratório. Denomina-se reação
oscilante<http://pt.wikipedia.org/wiki/Rea%C3%A7%C3%A3o_de_Belousov-Zhabotinsky>aquela
em que os produtos mudam e voltam para o estado inicial de maneira
cíclica. Neste experimento se mesclam três soluções incolores em um béquer e
estas atravessam vários ciclos desde incolor a âmbar e de âmbar a
azul-escuro. Mais
aqui<http://www.uclm.es/profesorado/afantinolo/proyecto/practicas/demostraciones/d6.htm>.


*2. Sódio e cloro*

*Assista ao vídeo <http://100nexos.com/arquivo/490>*

Para ver a reação que se produz entre estes dois elementos, basta
acrescentar uma gota de água. Como verão ao final do vídeo, este é um
daqueles experimentos que não convém fazer em casa.

Continue lendo: 'Top 10: reações em
laboratório'<http://100nexos.com/arquivo/490#more-490>


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: Encontro cético - 15/03
FROM: "oraculo333" <oraculo@atibaia.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/03/2008 00:27

Olá Jose Renato

J Renato: "Certamente que não posso ter certezas se ainda não
> detenho o pleno conhecimento das coisas. Provavelmente, esse foi o
principal
> pecado do cientificismo iluminista: a recaída na recorrente
presunção
> aristotélica de que tudo já é conhecido, explicável,
reconstruível e
> utilizável à nossa vontade sob pleno domínio."

Essa é uma acusação recorrente contra a ciência, contra a
razão iluminista. Recorrente e falsa, profundamente falsa.

Primeiro porque a arrogância de "saber" tudo não é, nunca foi,
da ciência ou mesmo do cientificismo (que é mais um espantalho
para atacar a ciência real do que algo concreto, real), sendo muito
mais uma característica da fé, das religiões e das
superstições.

Quem tem todas as respostas, ou pretende ter (uma arrogância impar)
é a fé. Mesmo que parte das respostas seja infantil ou francamente
sem sentido como "deus quis" ou "são mistérios de deus" e coisas
do tipo.

A ciência, mesmo em Aristoteles, nunca pretende saber 'tudo", toda a
"verdade", pelo contrário. Se a ciência, em qualquer momento,
considerasse que "tudo JÁ é conhecido, explicável,
reconstruível", ou coisa do tipo, não haveria mais porque
continuar a pesquisar, estudar, aprender (nem haveria porque insistir em
estudar células tronco, por exemplo). É uma acusação-espantalho
apenas.

A confusão pode ser causada pela alegação da razão sobre a
possibilidade de se compreender algo. Aristoteles não diz que tudo
é compreensível pela razão, mas sim que, se algo é
passível de ser compreendido, de forma confiável (o que significa
o mais próximo da verdade possível para seres humanos), o será
através da razão e não de outra forma. Diz que, ainda que se
considere um motor primeiro, este não tem NADA a ver com os problemas
humanos, com a ética humana, que deve ser definida por parâmetros
humanos e pela razão.

Ou seja, a ciência não diz nem que JÁ sabe tudo, ou mesmo que
PODE saber tudo. Diz que o que podemos saber, o que sabemos, só é
possível pela razão. Isso deixa de fora bobagens como
"iluminação", "revelação", livros sagrados de qualquer tipo,
conhecimento que surge "no coração" e o famigerado "ser tocado por
Cristo". Devemos decidir, por exemplo, se é permitido abortar por
razões e conceitos humanos, não por determinação divina sobre o
sagrado óvulo fecundado.

Sempre existirão coisas desconhecidas e, possivelmente, coisas que
mesmo a ciência do futuro não pode descobrir. Mas isso NÃO
significa que exista qualquer outra forma confiável de descobrir
essas coisas desconhecidas, e certamente NÃO significa que são
mistérios de jesus, Zeus ou Jeová (ou do Monstro Espaguete
Voador).

Em segundo lugar, inserida de forma toalmente não relacionada a
questão do iluminismo e da razão versus fé, está a
questão de pensarmos que "tudo é utilizável a nossa vontade em
pleno domínio". Quem, mais que a religião, pensa ser o universo um
parque de diversões ou propriedade dos "superiores" seres humanos,
filhos do "dono" do negócio? Quem mais tem a pretensão e a
arrogância de afirmar que somos todos especiais, filhos de deus, e a
parte mais importante da criação???

Por exemplo, a superstição católica, cristã, derivada de lendas
de povos bárbaros, dá como sendo o mundo algo criado por deus
"para" usufruto dos seres humanos. Embora fosse razoável (ou quase)
afirmar isso em um mundo em que haviam apenas um planeta, Sol e Lua, e
algumas luzes no céu, hoje, frente ao conhecimento do universo,
bilhões de galáxias, cada uma com bilhões de estrelas,
planetas, estrelas super massivas, nuvens cósmicas, buracos negros,
etc, soa completamente idiota.

Se há algo que a ciência e o conhecimento científico, o
iluminismo, deveria ter ensinado a religião e a fé, era humildade
frente a imensidão do cosmos. E a deixar de lado a tolice de achar
que este universo foi "criado" com o objetivo de produzir seres humanos
(e seu criador estar interessado, pessoalmente, na vida destes
micróbios de planeta).

Sim, não temos o total conhecimento de todas as coisas. Mas não
preciso do total conhecimento de todas as coisas para descartar Papai
Noel, Jeova ou as alegações sem sentido do Vaticano (que, alias,
não em nem o apoio da maioria dos católicos na questão das
células tronco, como demonstra pesquisa recente). Nem preciso de
total conhecimento para reconhecer que o produto da ciência é mais
confiável que as superstições das religiões.

E as lacunas do conhecimento não servem de esconderijo para
superstições, e o deus-das-lacunas tem o péssimo hábito de ser
despejado a cada avanço da ciência e do conhecimento
científico. Foi despejado dos vulcões, foi despejado do Sol e foi
despejado do sétimo circulo de cristal, depois da esfera das
estrelas, onde habitavam os anjos e querubins. Isso é meio
ridículo, na verdade.

No final, o que resta a fé e a religião é construir espantalhos
como esse para acusar a ciência de coisas que ela nunca defendeu ou
propôs. A ciência não defende verdades absolutas nem certezas
absolutas, mas sim a confiabilidade do conhecimento produzido por seu
método. E, mais importante, demonstra a tolice de se fiar em outro
tipo de "conhecimento", baseado em superstições e crendices.

Um abraço.

Homero



--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, José Renato Terra <jrma@...>
escreveu
>
> Manuel Bulcão escreveu: [ ...o meu ceticismo não me deixou
confuso
> intelectualmente. Pois, como antes, continuo "crendo" em idéias e
> defendendo-as com o cérebro e o coração. Apenas *não tenho
mais
> certezas*, ou seja, não as considero mais indubitáveis ao ponto
de,
> sobranceiramente, recursar o diálogo com quem discorda de mim. ]
> ...........................................
>
> Caro, Manuel! Essa sabedoria que vc adquiriu está presente em seus
dois
> instigantes livros, que li com grata satisfação: Sombras do
Iluminismo e As
> Esquisitices do Óbvio. Certamente que não posso ter certezas se
ainda não
> detenho o pleno conhecimento das coisas. Provavelmente, esse foi o
principal
> pecado do cientificismo iluminista: a recaída na recorrente
presunção
> aristotélica de que tudo já é conhecido, explicável,
reconstruível e
> utilizável à nossa vontade sob pleno domínio.
>
> Abraços
>
> José Renato
> ..........................................
>
> ----- Original Message -----
> From: "Manuel Bulcão" manuelbulcao@...
> To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Sent: Thursday, February 28, 2008 3:33 PM
> Subject: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03
>
>
> Oi Kentaro, Murilo e Mesquita:
>
> Lênin, que era "de esquerda", escreveu o opúsculo "esquerdismo:
> doença infantil do comunismo" (atualmente, alguns teóricos
liberal-
> socialistas, com os quais me afino, afirmam que o comunismo também
> foi uma doença infantil "da esquerda").
>
> O movimento cético-racionalista é algo novo e, ao meu ver,
> alvissareiro. Mas, por ser novo, está suscetível aos germes das
> doenças infantis (alguns desses são velhos bacilos que já
causaram
> muitos estragos, como é o caso da espiroqueta do cientificismo).
>
> Esses vieses, entretanto, não são fatais e muito menos
insuperáveis.
> O movimento cético-racionalista (organizado) tem uma importância
> histórica e um grande valor civilizatório nessa época de
> fundamentalismos de todos os tipos. Colaborarei para que ele
> frutifique e para que os seus frutos sejam doces ou agridoces ou
> mesmo ácidos como o tamarindo - de qualquer forma, saborosos e
> nutritivos.
>
> O meu amigo Murilo escreveu: "O ceticismo legítimo é algo
aflitivo,
> solitário, angustiante e insatisfatório para o cético... fica
tudo
> melado e engororobado do ponto de vista intelectual, emocional,
> filosófico e espiritual". Permita-me, Murilo, discordar de você.
>
> Por muito tempo, fui um prisioneiro de esquemas teóricos abstratos,
> capaz de sacrificar, pela minha grande "Idéia" de Justiça e
> Igualdade (de cuja verdade eu estava "certo"), tudo "e todos". Isso
> me afligia. Meu cérebro e coração estavam em descompasso.
>
> Pois bem, depois de ler Montaigne, o grande filósofo cético,
tudo
> ficou claro: "Oh my love for the first time in my life, my eyes are
> wide open... (John Lennon)". Suavizaram-se a minha aflição moral, o
> meu sentimento de solidão - reconciliei-me com meus
> contemporâneos "imperfeitos" -, minha angústia de
ser-no-mundo...
>
> O ceticismo filosófico, ao contrário do relativismo, não nega
a
> existência de uma verdade "objetiva": o que ele nega é a certeza
> absoluta. Ao assimilar o princípio da dúvida radical, ao me
> converter ao ceticismo, tornei-me mais deferente com as opiniões
> contrárias (menos, porém, não com a burrice arrogante e com a
> desonestidade intelectual) e mais tolerante não só com os outros
mas
> também comigo mesmo - pois, como os outros, sou capaz de errar.
>
> A partir de então - i.e., depois de me tornar um ceticista -,
> submeti as idéias à vida: deixei de ser um servo de
abstrações
> intelectuais.
>
> Diga-se, ainda, que o meu ceticismo não me deixou confuso
> intelectualmente. Pois, como antes, continuo "crendo" em idéias e
> defendendo-as com o cérebro e o coração. Apenas não tenho
mais
> certeza, ou seja, não as considero mais indubitáveis ao ponto
de,
> sobranceiramente, recursar o diálogo com quem discorda de mim.
>
> Ademais, por incrível que pareça, o ceticismo - que não é
niilismo
> nem relativismo - me revelou uma sólida moral de convivência.
Como
> escrevi em meu ensaio "Conseqüências Práticas do Ceticismo
> Filosófico" (M. Bulcão, "As Esquisitices do Óbvio", APEX
Gráfica e
> Editora, Fortaleza - Ce, 2005, p. 70):
>
> <<Ao admitir que nem eu nem você detemos o monopólio do
conhecimento
> certo e indubitável, não estou senão aceitando como
razoável a
> atitude de considerar seus contra-argumentos e, por extensão, de
> reputar como legítimas todas as opiniões diferentes. Essa
incerteza
> que está na margem tanto da minha quanto da sua crença é o
que torna
> nossos pontos de vista iguais, malgrado as dessemelhanças.
Também é
> a incerteza a justificação racional da minha e da sua liberdade de
> questionar, concordar, discordar. Ora, a aceitação do outro (do
> diferente), a igualdade entre os interlocutores e a liberdade de
> questionar são tanto os princípios da razão quanto da
democracia."
>
> <<E nem é preciso ter certeza da verdade desses preceitos para
> defendê-los firmemente, pois o que os sustenta e o que lhes dá
> firmeza não é outra coisa que a incerteza intrínseca do
> conhecimento: o princípio fundamental de que tudo é incerto,
> inclusive esta afirmação.>>
>
> Abraços,
> Manuel Bulcão
>
>
>
> ##### ##### #####
>
> Página de apoio
> http://www.ciencialist.com
>
>
> ##### ##### ##### #####
> Links do Yahoo! Grupos
>



[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: Brasileiro é tolerante à tortura
FROM: Manuel Bulcão <manuelbulcao@uol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/03/2008 00:33

Oi,

Minha modesta opinião sobre "Tropa de Elite".

Não há dúvidas que é um filme divertido, tanto como aqueles
blockbusters hollywoodianos que glamourizam mafiosos não psicopatas,
como Dom Corleoni e quetais (adoro Coppola).

O Padilha até trata com profundidade psicológica alguns de seus
personagens, como o Capitão Nascimento e aquele policial negro que o
substituiu: o precipício da sua deterioração moral quase nos arrasta.

Os consumidores de drogas da classe média, porém, figuram no filme
de um modo estereotipado, chapado, unidimensional, sem fundo
psicológico, quase como vilões de gibi "noir". Naquela cena em que o
policial universitário defende na sala de aula a ação da polícia,
todos os alunos contestam-no em uníssono (frise-se, em uníssono). A
idéia que fica é a de que todos os estudantes - brancos, belos, bem-
nascidos -, hipnotizados por um professor esquerdista arquetípico e
pelo espectro de M. Foucault (um anarquista de esquerda) são pessoas
moralmente desprezíveis.

O filme é narrado na primeira pessoa (a do Capitão Nascimento) e
gerou um tsunami de simpatia por essa pessoa moralmente arruinada.
Padilha não conseguiu sobrepor sua visão de diretor à visão do
personagem - vive, hoje, à sombra do C. Nascimento,
tentando "explicar" o filme. Costa-Grava e o Urso de Ouro lhe deram
fôlego por dois, três anos. Estou certo que, nesse período, ele fará
um filme melhor.

[]s
Manuel Bulcão
_______________

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Marcelo C Pinto
<Marcelop2007@...> escreveu
>
> Aí que está a diferença. O americano tortura. Basta ver os
prisioneiros
> em Guantanamo
> (http://www.guardian.co.uk/world/2007/jan/03/guantanamo.usa). Mas
isso
> causa repulsa no povo americano. A reportagem enfatiza a nossa
situação
> esdrúxula em que o povo além de não condenar a tortura, é
tolerante e
> até aplaude.
>
> Marcelo
>
> > Gil escreveu:
>
> > Bem, esse tema é bem complicado. Mas o capitão nascimento perto
do Jack
> > Bauer é quase um Mahatma Gandi.
> >
> > Gostaria de saber qual seria a resposta dos americanos a essas
perguntas
> > em épocas em que é pressionado o botão pânico ("timming
bombs", "sleeper
> > cells", etc).
> >
> >
> > Gil
> >
> > Em Fri, 29 Feb 2008 18:07:30 -0300, Marcelo Pinto
<Marcelop2007@...>
> > escreveu:
> >
> >
> >> Depois que vi a reação de regozijo com as torturas do filme
Tropa de
> >> Elite, esse estudo não me espanta em nada.
> >>
> >> NOTÍCIAS :: SOCIOLOGIA
> >>
> >> Brasileiro é tolerante à tortura
> >> Seminário internacional promovido na USP discute papel do
Estado no
> >> combate a essa prática




SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03 (corrigido)
FROM: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 03/03/2008 00:33

----- Original Message -----
From: "rmtakata" Sent: Sunday, March 02, 2008 10:34 PM
Subject: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03 (corrigido)

> Tsc, tsc, tsc. Pego em flagrante delito de falta de ceticismo, ao
> "crítico" resta apenas tergiversar. E, claro, ignorar o que em
> seguida foi dito/escrito:

Neste caso vou lhe pedir um favor. Se porventura chegar a ler alguma
msg minha, deixe de lado aquele ceticismo que aprendeu no catecismo da
sua seita e, se possível, procure ignorar tudo o que eu tiver dito,
mesmo porque eu não estou a espera de nenhuma resposta sua, como
também não estou preocupado em vencer nenhuma batalha. Caso se sinta
ofendido, defenda-se como quiser ou como puder, mas não procure pelo
diálogo pois não temos nada o que dialogar. Se achar que sou vazio,
preconceituoso ou desinformado, não tente me modificar, mesmo porque
eu não conseguiria conviver carregando dentro de mim alguém formado
segundo os seus métodos, por mais nobres que eles possam parecer para
a galera desinformada.

Escreva o que quiser mas não aguarde por novas respostas.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com/indice.htm
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.





SUBJECT: frase do "Migalhas".
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <Undisclosed-Recipient:;>
DATE: 03/03/2008 02:12

"A ciência surge da tendência para saber e em particular da necessidade de conhecer as conexões profundas dos fenômenos da vida natural e humana, de transformar o conhecer em conhecimentos."


W. A. Cruz




[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Espermas voláteis
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <Undisclosed-Recipient:;>
DATE: 03/03/2008 02:31

transcrevo do "Migalhas'.

Espermas voláteis

Eudes Quintino de Oliveira Júnior*

A evolução da engenharia genética, os progressos científicos na área da reprodução humana criando várias formas de reprodução assistida, levam a crer que a prática sexual seja desnecessária. As tecnologias conceptivas recolhem o material genético do homem e da mulher e, após a fertilização in vitro, transfere o embrião para o útero da mulher que cedeu os óvulos ou de outra, ou ainda, congela o embrião para utilização posterior.

Tem-se a impressão que se cria uma banalização em tema de tamanha importância, coisificando-o. O desenvolvimento das pesquisas na área da embriologia tem que ser visto com muita cautela, buscando sempre o respeito à dignidade humana para que não se corra o risco de ingressar na procriação artificial, afastando todos os valores humanos do casal que desejou a procriação. Enquanto as técnicas são direcionadas para a solução dos problemas de infertilidade, tem sua aceitação e aprovação popular. Quando se distancia das metas optadas pela sociedade, como, por exemplo, a programação para fazer nascer somente homens durante um certo tempo, com características previamente selecionadas, a rejeição é total.

Fato interessante ocorreu recentemente e foi julgado pela justiça americana. Um casal mantinha um relacionamento há seis anos e a mulher, que é médica, após fazer sexo oral, guardou o sêmen do companheiro e o utilizou posteriormente para engravidar. Com o nascimento da criança e o desfazimento do relacionamento, ingressou com ação exigindo alimentos, que lhe foram conferidos após os testes de DNA. O colegiado do tribunal entendeu que "houve uma transferência absoluta e irrevogável de título de propriedade e não houve acordo para que o depósito fosse devolvido quando solicitado". Desta forma, para a justiça americana, não ocorreu fraude e muito menos furto da célula germinal. Quer dizer, o sêmen, quando inoculado, não pertence mais ao homem e sim quem dele fizer uso, sem, inclusive, sua autorização. É, guardadas as proporções, como dizia Neruda: a poesia, depois de feita, não pertence mais ao poeta e sim a quem ela servir.

A nossa legislação, que permite a doação de partes renováveis do corpo humano, consente na disposição do sangue, esperma, óvulos, leite, desde que seja feita de forma consciente, tendo em vista o caráter de solidariedade. Não terá valor, no entanto, se for obtida mediante coação ou por qualquer forma de induzimento, levando o doador a erro. Se determinada pessoa cede seu material fertilizante para finalidade certa e ocorreu o desvio da mesma com a fertilização de um óvulo, apesar de ser o pai biológico da criança que vai nascer, não aderiu e nem consentiu na paternidade.

No caso relatado e decidido pela justiça americana demonstra a utilização indevida do sêmen do companheiro, que não consentiu na prática ardilosa para obter o material fertilizante, e, além de se responsabilizar pelo pagamento da pensão alimentar, vai registrar o filho em seu nome, sabendo que será criado e educado somente pela mãe. Poderia, pelo menos, no caso, cogitar de uma autorização do companheiro para a utilização de seu sêmen, que foi obtido por via escusa. Afinal de contas, trata-se de um patrimônio genético cuja propriedade é transferida nos limites da conveniência de seu titular.

Será que na era do homo digitas deixará de existir a relação sexual e far-se-á somente o aproveitamento dos gametas masculino e feminino? Na era do homo sapiens era bem melhor...


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03 (corrigido)
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/03/2008 03:19

Lamentável, Mesquita. Clama por honestidade, mas é uma lástima ver
algo como isto:

2008/3/1 Alberto Mesquita Filho <albmesq@uol.com.br>:
> Alguém respondeu a sua msg, aqui na Ciencialist, com as seguintes
> palavras: "Acho q o Bulcão sabe disso. Ele pelo menos convive com o
> meio. De resto, a maior parte da "crítica" externa (Bulcão não é
> externo) ao "movimento" cético é equivalente à crítica dos
> criacionistas sobre a evolução: não têm a menor idéia do que estão
> criticando."
> Note o caráter preconceituoso do autor desse texto.
>>>

"Alguém"? Por que evitar mencionar seu nome? É inconcebível que você
não tenha identificado o autor das palavras. Manifesta aqui não apenas
a natureza de fato pessoal de seu descontentamento, como a incoerência
de clamar por "honestidade".

E mais, critica-se que eu tenha me referido a um "encontro cético" e
não a um "encontro ateu"! Sem nem mesmo se importar em saber mais
sobre o encontro em si. Além do já esclarecido pelo Takata, o nome que
não pode ser mencionado, vale notar que quem propôs e organiza tal
encontro, de forma espontânea, são membros da _lista_ da SBCR. Não
membros "oficiais" da SBCR, que, aliás, é um grupo informal.

Até onde sei, nenhum cético que tenha participado tempo suficiente em
listas para criar "inimigos mortais" tem alguma parte na organização
desse encontro. São nomes novos e empolgados em oficializar um grupo,
organizar encontros. Duvido que você os conheça, Mesquita.

Enfim, totalmente desnecessárias essas picuinhas. O "movimento cético"
brasileiro é quase inexistente, parabéns aos ilibados críticos de um
movimento que jamais nasceu no país.

O lamentável é ter que discutir com você, Mesquita, e imaginar que
desse conflito, que se relaciona com outras discussões nesta lista,
surjam ainda mais motivos para nublar seu julgamento e participação,
que admirei literalmente por anos aqui na ciencialist.

Infelizmente, preferimos nos ater às nossas diferenças.

Mori


SUBJECT: Nano-papos da semana: nanobioeletroquímica, humor na ciência (com Luís Brudna) e encapsulação
FROM: "Maurício Kanno" <mpk.listas@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/03/2008 03:46

Olá, turma!

Iniciando os nano-papos de março de 2008, o projeto Engajamento Público em
Nanotecnologia apresenta diferentes pesquisadores e temas (incluindo o
responsável por esta lista, o prof. Brudna), veja abaixo. Para participar
dos bate-papos do projeto, entre em
http://www.meebo.com/room/nanotecnologia/ .
Nanobioeletroquímica, com o prof. Frank Nelson Crespilho.

*Hoje, nesta segunda-feira, 3 de março, às 14 horas*, estará presente o
prof. Frank Crespilho. Ele se dedica especialmente aos seguintes temas:
Síntese e Caracterização de Materiais Nanoestruturados, Automontagem,
Bioeletroquímica e Eletroquímica de Sistemas Nanoestrurados.

Suas últimas qualificações foram o doutorado em Físico-Química pela
Universidade de São Paulo (2007), com doutorado sanduíche em Portugal, na
Universidade de Coimbra (2005-2006) e pós-doutorado (2007-2008) no Instituto
de Física de São Carlos-USP.

========================================
Humor na ciência e nano, com prof. Luis Brudna

Na quarta-feira, 5 de março de 2008, às 14 horas (horário de SP), participa
o professor *Luis Roberto Brudna Hölzle*, da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, dedicado à Físico-Química, especialmente com alumínio,
capacitores e etilenoglicol.

É responsável pelo site Humor na Ciência
(www.humornaciencia.com.br/)<http://www.humornaciencia.com.br/>,
com o qual busca atrair o interesse por ela e "mostrar que nem tudo que você
aprende na escola é chato", e fazer "rir com a ciência, e não da
ciência". Também
é responsável pelo blog Glúon <http://www.gluon.com.br/blog/>, com um setor
específico para nano <http://www.gluon.com.br/blog/category/nanotecnologia/>;
e pela lista de discussão Ciência List:
http://www.ciencialist.com/

Brudna fez pós-doutorado na Universite de Paris XI em Eletroquímica,
doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, analisando o
comportamento eletroquímico do alumínio em misturas etilenoglicol-água.

________________________________________________________
Encapsulações de liposomas de mel, com Vanessa Rescia

Nesta sexta-feira, 7 de março de 2008, às 10 horas (horário de SP), a
mestranda *Vanessa Cristina Rescia*, do Laboratório de Lipossomas e
Microesferas do Instituto Butantan, apresentará seus trabalhos na ára de
encapsulações. Estuda o mecanismo de interação de melitina com fosfolipídeos
no contexto de microencapsulações em lipossomas, orientada pela
professora Maria
Helena Bueno da Costa.

Farmacêutica com experiência de doze anos em Análises Clínicas, Vanessa é
voltada às áreas de Bioquímica, Imunologia e Cromatografia Líquida, em
Desenvolvimento e Validação de Técnicas.

=================================

*Saiba mais*

A Renanosoma, por meio de projeto aprovado em edital do CNPq, realiza
bate-papos semanais sobre nanotecnologia, com diferentes pesquisadores
convidados! Os chats são normalmente nas segundas e quartas-feiras às 14
horas, e nas sextas-feiras às 10 horas.

- Saiba como foram os *chats
anteriores<http://chatlogs.meebo.com/room/nanotecnologia/logs/>
*! Ou ainda em http://chat.ipt.br/renanosoma/index.php?resumo .

- Esclareça suas dúvidas para usar o sistema de
chat!<http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/portal/guia/>

- Saiba mais sobre a Renanosoma e o projeto Engajamento Público em
Nanotecnologia: *http://nanotecnologia
.incubadora.fapesp.br/portal/sobre-a-renanosoma/*

Abraço,

Maurício Kanno


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Pesquisa barrada
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <redeliberal@yahoogrupos.com.br>, <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 03/03/2008 04:32

Será que o Sr. Embaixador respondeu?
Ser do 10° mundo...

silvio.



Pesquisa barrada

03/03/2008

Agência FAPESP - Celso Lafer, presidente da FAPESP, encaminhou ofício ao embaixador da Espanha no Brasil, Ricardo Peidró Conde, a respeito da deportação da física brasileira Patrícia Camargo Magalhães, ocorrida no dia 12 deste mês, na Espanha.

A aluna do curso de mestrado em física na Universidade de São Paulo e bolsista da FAPESP ficou presa por mais de 50 horas no aeroporto de Madri, quando se dirigia a Lisboa. Na capital portuguesa, Patrícia participaria do Workshop on Scalar Mesons and Related Topics (Scadron 70) com a apresentação do pôster intitulado Study of the unitarized amplitude of two scalar ressonances.

"Além de ter sofrido grave constrangimento pessoal e significativa dor moral, [Patrícia] viu-se privada de contribuir para um evento cujo sentido, em evidente contraste com a decisão de sua inadmissão, é aproximar pessoas de diversas nacionalidades em favor do avanço do conhecimento humano", destacou Lafer no ofício cujo texto está replicado a seguir.




Of. 33/2008-DP
Iv
São Paulo, 29 de fevereiro de 2008
Senhor Embaixador,


Como Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP, órgão responsável pelo fomento à pesquisa científica e tecnológica nesse Estado, venho, em nome da instituição que presido e da comunidade científica a ela associada, externar a indignação com a situação vivida em Madri, entre os dias 10 e 12 do corrente mês, por Patrícia Camargo Magalhães, como seguramente é de seu conhecimento e foi amplamente divulgado pela imprensa.

Não se trata de questionar as competências legais próprias de um Estado soberano em matéria do ingresso de estrangeiros em seu território, mas sim de apontar a inadequação, no caso concreto, dos critérios de decisão que levaram a uma solução contrária à justiça e ao respeito à pessoa.

Com efeito, Patrícia, aluna do curso de mestrado em Física na Universidade de São Paulo - instituição parceira de diversas universidades européias e particularmente espanholas - e cujos méritos pessoais ressaltam-se ainda pelo fato de ter feito jus a bolsa de estudos concedida pela FAPESP, em que pesem sua gestão pessoal e as medidas tomadas pelo Consulado Brasileiro em Madri, que também foram divulgadas pela imprensa brasileira, restou impedida de chegar ao seu destino em Lisboa e de participar de importante momento de intercâmbio científico e cultural (Conferência Scadron 70).

Desse modo, além de ter sofrido grave constrangimento pessoal e significativa dor moral, viu-se privada de contribuir para um evento cujo sentido, em evidente contraste com a decisão de sua inadmissão, é aproximar pessoas de diversas nacionalidades em favor do avanço do conhecimento humano.

Atenciosamente

Celso Lafer
Presidente


Excelentíssimo Senhor
Embaixador Ricardo Peidró Conde
Embaixada da Espanha no Brasil
Brasília - DF


03/03/2008

Agência FAPESP - Celso Lafer, presidente da FAPESP, encaminhou ofício ao embaixador da Espanha no Brasil, Ricardo Peidró Conde, a respeito da deportação da física brasileira Patrícia Camargo Magalhães, ocorrida no dia 12 deste mês, na Espanha.

A aluna do curso de mestrado em física na Universidade de São Paulo e bolsista da FAPESP ficou presa por mais de 50 horas no aeroporto de Madri, quando se dirigia a Lisboa. Na capital portuguesa, Patrícia participaria do Workshop on Scalar Mesons and Related Topics (Scadron 70) com a apresentação do pôster intitulado Study of the unitarized amplitude of two scalar ressonances.

"Além de ter sofrido grave constrangimento pessoal e significativa dor moral, [Patrícia] viu-se privada de contribuir para um evento cujo sentido, em evidente contraste com a decisão de sua inadmissão, é aproximar pessoas de diversas nacionalidades em favor do avanço do conhecimento humano", destacou Lafer no ofício cujo texto está replicado a seguir.




Of. 33/2008-DP
Iv
São Paulo, 29 de fevereiro de 2008
Senhor Embaixador,


Como Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP, órgão responsável pelo fomento à pesquisa científica e tecnológica nesse Estado, venho, em nome da instituição que presido e da comunidade científica a ela associada, externar a indignação com a situação vivida em Madri, entre os dias 10 e 12 do corrente mês, por Patrícia Camargo Magalhães, como seguramente é de seu conhecimento e foi amplamente divulgado pela imprensa.

Não se trata de questionar as competências legais próprias de um Estado soberano em matéria do ingresso de estrangeiros em seu território, mas sim de apontar a inadequação, no caso concreto, dos critérios de decisão que levaram a uma solução contrária à justiça e ao respeito à pessoa.

Com efeito, Patrícia, aluna do curso de mestrado em Física na Universidade de São Paulo - instituição parceira de diversas universidades européias e particularmente espanholas - e cujos méritos pessoais ressaltam-se ainda pelo fato de ter feito jus a bolsa de estudos concedida pela FAPESP, em que pesem sua gestão pessoal e as medidas tomadas pelo Consulado Brasileiro em Madri, que também foram divulgadas pela imprensa brasileira, restou impedida de chegar ao seu destino em Lisboa e de participar de importante momento de intercâmbio científico e cultural (Conferência Scadron 70).

Desse modo, além de ter sofrido grave constrangimento pessoal e significativa dor moral, viu-se privada de contribuir para um evento cujo sentido, em evidente contraste com a decisão de sua inadmissão, é aproximar pessoas de diversas nacionalidades em favor do avanço do conhecimento humano.

Atenciosamente

Celso Lafer
Presidente


Excelentíssimo Senhor
Embaixador Ricardo Peidró Conde
Embaixada da Espanha no Brasil
Brasília - DF


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Clandestinidade genética
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <redeliberal@yahoogrupos.com.br>, <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 03/03/2008 05:03

transcrevo:



Temendo discriminação por planos de saúde e empregadores, americanos deixam de fazer testes de DNA


AMY HARMON
DO "NEW YORK TIMES"

Victoria Grove, de Woodbury, Minnesota, queria descobrir se estava predestinada a sofrer do tipo de enfisema que afetava várias pessoas de sua família, mas não queria pedir a seu médico o exame de DNA que lhe daria a resposta.
Ela temia não conseguir plano de saúde ou emprego se a predisposição genética à doença aparecesse em seus arquivos médicos, especialmente porque o tratamento da doença, a deficiência de alfa-1 antitripsina, custaria mais de US$100 mil por ano. Em vez disso, procurou um serviço que enviou a sua casa um kit para ela própria colher o material para o exame.
Quando o exame revelou que era virtualmente certo que ela desenvolveria a doença, Grove não informou seu médico sobre o fato. Como estava ciente de que poderia sofrer danos pulmonares se seus episódios de pneumonia não fossem tratados imediatamente, ela procurava a clínica médica ao primeiro sinal de infecção.
Os primeiros e ansiosamente aguardados benefícios da medicina personalizada estão sendo perdidos ou diluídos para muitos americanos que, por temer que informações genéticas possam ser usadas contra eles, deixam de aproveitar sua disponibilidade crescente.
Médicos dizem que, em alguns casos, pacientes que poderiam tomar decisões de saúde mais bem fundamentadas se descobrissem se possuem ou não um risco elevado de sofrer doenças como câncer se negam a fazê-lo devido às conseqüências potencialmente negativas.
Outros ingressam numa espécie de clandestinidade genética, gastando centenas ou milhares de dólares do bolso para fazer exames de DNA que seriam cobertos por seus planos de saúde, para evitar serem sujeitos a escrutínio. Aqueles que descobrem que têm certeza ou alta probabilidade de apresentar uma doença genética freqüentemente imploram aos médicos que não mencionem o fato em seus arquivos.
Alguns pacientes procuram não revelar suas informações aos médicos. E até mesmo médicos que recomendam que seus pacientes façam exames de DNA lhes avisam que eles podem enfrentar discriminação genética por empregadores ou convênios médicos.
Esse tipo de discriminação parece ser raro. Mas as pessoas acostumadas a um sistema de seguro-saúde em que riscos conhecidos implicam em penalidades financeiras estão tirando as próprias conclusões quanto à provável reação suscitada por uma predisposição genética conhecida a uma doença.
Em conseqüência disso, a capacidade de prevenir e tratar doenças genéticas com mais eficácia está diminuindo.
"Está bastante claro que o público teme fazer uso dos exames genéticos", disse Francis S. Collins, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas do Genoma Humano. "Se essa situação continuar, o futuro da medicina que todos gostaríamos de ver acontecer corre o risco de morrer antes de decolar."
Para Grove, 59 anos, foi impossível manter sua doença em segredo. Quando seus sintomas se agravaram, ela foi instruída a voltar à clínica antes que lhe fossem receitados antibióticos. Mas naquele dia tinha ocorrido uma nevasca e ela não estava se sentindo apta a dirigir até a clínica.
Ela se recorda de chorar ao telefone: "Tenho alfa-1. Preciso desse antibiótico"!
Grove se deixou identificar nesta reportagem porque, para o bem de outras pessoas, sentiu-se na obrigação de chamar a atenção da opinião pública para a situação em que se encontra. "Alguma coisa precisa ser feita para que as pessoas não possam ser discriminadas quando tomam conhecimento desses riscos", afirmou.
Os empregadores dizem que a discriminação no local de trabalho já é proibida e que as leis já existentes regem a privacidade dos registros médicos. Mas os defensores dos direitos dos empregados dizem que não há nada nessas leis que impeça explicitamente que empresas que têm custos médicos crescentes evitem contratar funcionários que elas sabem que têm probabilidades maiores de adoecer no futuro.
Os tribunais ainda não assumiram posição sobre o assunto. Quando, em 2002, a Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego processou a ferrovia Burlington Northern Santa Fe por fazer exames sangüíneos secretos de funcionários que tinham movido ações indenizatórias por síndrome de túnel do carpo, numa tentativa de descobrir uma causa genética dos sintomas, o caso foi resolvido extrajudicialmente.
Os convênios médicos dizem que não pedem a seus potenciais clientes os resultados de exames genéticos, nem exigem que eles façam esses exames. "É um receio infundado", disse Mohit Ghose, porta-voz da America's Health Insurance Plans. "Nosso setor não tem interesse em praticar discriminação com base genética."
Um estudo recente do Instituto de Política de Saúde da Universidade Georgetown chegou a uma conclusão diferente. Em sete de 92 decisões relativas à aceitação de clientes, os convênios disseram que negariam cobertura, cobrariam mais pelos planos médicos ou excluiriam certas condições da cobertura, com base em resultados de exames genéticos.

O custo médico
Muitos profissionais da saúde dizem que, independentemente de a discriminação ocorrer ou não de fato, a ansiedade que ela suscita exige medidas legislativas. Os geneticistas reclamam que o medo da discriminação os impede de recrutar participantes em pesquisas, atrasando o descobrimento de tratamentos de doenças. No Centro de Tratamento de Câncer Memorial Sloan-Kettering, em Nova York, a mesma preocupação é uma das principais razões que levam pacientes a cancelar exames que poderiam detectar riscos de câncer.
"Estamos falando de intervenções com potencial de salvar vidas", disse Kenneth Offit, chefe do serviço de genética clínica do centro. "É uma tragédia que as pessoas estejam assustadas pela possibilidade de sofrerem discriminação."


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Tradução de Clara Allain


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: CERN.
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 03/03/2008 05:32

3/3/2008

Catorze anos depois o mais poderoso acelerador de partículas do mundo está pronto. E pretende desvendar alguns dos maiores enigmas da ciência.


São proporções que parecem vindas da ficção científica

Com proporções e localização dignas dos mais terríveis vilões de James Bond, está finalmente concluído o maior quebra cabeças que o mundo já viu. A última peça sozinha pesava cem toneladas e teve que descer um poço de cem metros de profundidade para ser instalada.

É o ponto final na construção do detector de partículas múons, um dos quatro que se conectará ao colossal acelerador de partículas da European Organisation for Nuclear Research (CERN), que irá começar suas operações na metade deste ano entre a fronteira da França e a Suíça. Cientistas ultrapassam a velocidade da luz

O acelerador de partículas chamado de Grande Colisor de Hádrons (LHC) irá simular as mesmas condições que ocorreram logo após o Big Bang através da colisão de feixes de partículas próximas à velocidade da luz.

O LHC, um túnel circular com o perímetro de 27 quilômetros, deverá possibilitar aos cientistas um salto na ciência iniciada por Isaac Newton, de acordo com o CERN.

Alguns detalhes fundamentais que serão pesquisados ainda não são explicados pela ciência: Como as partículas possuem massa; a matéria-escura, que forma a maior parte do universo, mas nunca foi observada; a causa pela qual o universo possui mais matéria do que antimatéria; como funcionam os grávitons, partículas que permitem a existência da gravidade. Nasa anuncia prova direta da existência de matéria escura


O imãs do LHC terõ que ser resfriados a -271º Celsius

"Os primeiros prótons colidirão em breve, e os segredos de nosso Universo começarão a ser desvendados", afirmou o James Gillies, porta-voz do CERN. "Nós conhecemos cerca de quatro por cento do Universo. O LHC pode nos ensinar sobre os 96 por cento restantes, que os cosmologistas chamam de matéria escura."

Logo que o LHC começar a operar, deverá levar possivelmente um ano para que uma "nova física" apareça, disse ele. Como sabemos que o universo está se expandindo?

Aproximadamente 10 mil cientistas de todo o globo trabalharam no projeto desde 1994, incluindo brasileiros.

Algo próximo de 38 mil toneladas de equipamentos irão resfriar para que o aparelho possa funcionar a 271º Celsius negativos. Assim os gigantescos magnetos passarão a operar como supercondutores. Para isso serão utilizadas muitas toneladas de nitrogênio e hélio no estado líquido.

"Isso realmente é mais frio que o espaço sideral. É uma tarefa muito grande", disse James. "É essencialmente como funciona uma geladeira, mas é extraordinariamente grande e a temperatura é incrivelmente fria."

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03
FROM: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 03/03/2008 10:13

Grande Manoel,

Voltando, de leve.
Sempre tive vontade de dizer o que você chicoteou abaixo. Muito bem dito,
aliás. Para mim, Rui falava bonito, uma retórica de dar gosto. Mas tudo vazio,
como o bolso de nossa classe media. Rui, enfim, torvejava muito e chovia
bem pouqinho. Que ninguém é de ferro.
Ainda bem que perdeu eleições para o cargo maior. Se não, quem iria falir era o
próprio Brasil e não o seu Banco...

Aproveito o ensejo para dizer que, outro dia, lí um e-mail em que você falava que estaria fazendo um curso de
cálculo diferencial. Esse é o caminho para melhor embasar seus raciocínios e
comentários. Parabéns.
Se precisar de alguma indicação, das que gosto, para tornar leve e suave esse caminho, é só dizer.

Sds,
Victor.


--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Kentaro Mori"
<kentaro.mori@...> escreveu

> Há erros e limitações, claro. Mas é a primeira vez em que vejo
citarem essa do Rui Barbosa com relação a "céticos".

Manuel: Que o Mesquita me perdoe, mas o Rui Barbosa, sinceramente, é
o emblema acabado da erudição superficial afetada, bacharelesca,
rica em retórica (no mau sentido do termo) e paupérrima
em "sustança".

No período em que esteve no poder (ministro da fazenda no governo de
Deodoro da Fonseca), distribuiu sinecuras a granel (1.251 nomeações
de próprio punho) e levou à falência o Banco da República do Brasil.
Entretanto, como exímio tagarela de salão, afirmou: "É um animal
multimâmico de mil tetas, este a que se chama nação. De cujos peitos
se dependuram, aos milhares, as crias vorazes da mamadura, mamões e
mamadores para cuja gana insaciável não há desmame."

[]s
Manuel Bulcão






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SUBJECT: Re: Brasileiro é tolerante à tortura
FROM: "rmtakata" <roberto.takata@bol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 03/03/2008 11:18

Uou, "demorô" para a polêmica aportar por estas bandas...

Bem, não sou certamente um connoisseur - nem de cinema, nem de
sociologia e muito menos de drogas ilegais (nem mesmo das legais) -,
falo como espectador.

Gostei do filme e não acho que ele tenha obrigação de ser uma peça
sociológica - muito menos uma profunda. Não é um documentário - ainda
que Padilha tenha um background de documentarista (como a respeito da
ação da polícia no seqüestro do ônibus da linha 174 no Rio de Janeiro,
que culminou com a morte de uma professora - Geísa Gonçalves - qdo o
seqüestrador estava para se entregar, em uma intervenção desastrada da
polícia especial - por ironia, com esse documentário, Padilha foi
acusado de ser "esquerdista" e tentar justificar a ação do
seqüestrador). A peça sociológica é o "companion book": "A elite da
tropa". O filme, como diz o diretor, tem a pretensão apenas de chamar
a atenção ao tema, de provocar uma discussão - e nisso a película foi
relativamente bem sucedida.

Pena que a qualidade da discussão - e aqui falo como leitor - tenha
ficado muito aquém do que poderia. Prendeu-se a classificar o filme
como fascista ou um tapa na cara da classemédia. Deveria debater a
questão do papel das forças policiais - e das chamadas forças de elite
- e da própria elite (representada pela classemédia). "Tropa de elite"
ou "tropa dA elite"? A questão das drogas. Da violência urbana...

[]s,

Roberto Takata

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Manuel Bulcão
> Oi,
>
> Minha modesta opinião sobre "Tropa de Elite".
>
> Não há dúvidas que é um filme divertido, tanto como aqueles
> blockbusters hollywoodianos que glamourizam mafiosos não psicopatas,
> como Dom Corleoni e quetais (adoro Coppola).
>
> O Padilha até trata com profundidade psicológica alguns de seus
> personagens, como o Capitão Nascimento e aquele policial negro que o
> substituiu: o precipício da sua deterioração moral quase nos arrasta.
>
> Os consumidores de drogas da classe média, porém, figuram no filme
> de um modo estereotipado, chapado, unidimensional, sem fundo
> psicológico, quase como vilões de gibi "noir". Naquela cena em que o
> policial universitário defende na sala de aula a ação da polícia,
> todos os alunos contestam-no em uníssono (frise-se, em uníssono). A
> idéia que fica é a de que todos os estudantes - brancos, belos, bem-
> nascidos -, hipnotizados por um professor esquerdista arquetípico e
> pelo espectro de M. Foucault (um anarquista de esquerda) são pessoas
> moralmente desprezíveis.
>
> O filme é narrado na primeira pessoa (a do Capitão Nascimento) e
> gerou um tsunami de simpatia por essa pessoa moralmente arruinada.
> Padilha não conseguiu sobrepor sua visão de diretor à visão do
> personagem - vive, hoje, à sombra do C. Nascimento,
> tentando "explicar" o filme. Costa-Grava e o Urso de Ouro lhe deram
> fôlego por dois, três anos. Estou certo que, nesse período, ele fará
> um filme melhor.
>
> []s
> Manuel Bulcão
> _______________
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Marcelo C Pinto
> <Marcelop2007@> escreveu
> >
> > Aí que está a diferença. O americano tortura. Basta ver os
> prisioneiros
> > em Guantanamo
> > (http://www.guardian.co.uk/world/2007/jan/03/guantanamo.usa). Mas
> isso
> > causa repulsa no povo americano. A reportagem enfatiza a nossa
> situação
> > esdrúxula em que o povo além de não condenar a tortura, é
> tolerante e
> > até aplaude.
> >
> > Marcelo
> >
> > > Gil escreveu:
> >
> > > Bem, esse tema é bem complicado. Mas o capitão nascimento perto
> do Jack
> > > Bauer é quase um Mahatma Gandi.
> > >
> > > Gostaria de saber qual seria a resposta dos americanos a essas
> perguntas
> > > em épocas em que é pressionado o botão pânico ("timming
> bombs", "sleeper
> > > cells", etc).
> > >
> > >
> > > Gil
> > >
> > > Em Fri, 29 Feb 2008 18:07:30 -0300, Marcelo Pinto
> <Marcelop2007@>
> > > escreveu:
> > >
> > >
> > >> Depois que vi a reação de regozijo com as torturas do filme
> Tropa de
> > >> Elite, esse estudo não me espanta em nada.
> > >>
> > >> NOTÍCIAS :: SOCIOLOGIA
> > >>
> > >> Brasileiro é tolerante à tortura
> > >> Seminário internacional promovido na USP discute papel do
> Estado no
> > >> combate a essa prática
>




SUBJECT: Fw: [ciencialist] Fw: feira de ciencias
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: "ciencialist" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 03/03/2008 12:20

-----Mensagem Original-----
De: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
Para: "ciencialist" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Enviada em: domingo, 24 de fevereiro de 2008 21:16
Assunto: [ciencialist] Fw: feira de ciencias


Olá pessoal,

eu perdi a referência da lei citada pela consulente (foi dada por um promotor ... e eu não anotei o 'número', apenas citei o 'recheio da lei'.).
O recheio da lei, simplificando, foi-me passado assim: "não é permitido 'premiar' com acréscimo de notas mensais ou semestrais, os trabalhos apresentados em Feiras de Ciências.".
Havia mais detalhes nos ditos da lei ... mas, eu os perdi!

Quem pode me achar algo sobre isso?
===========================
Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
===========================
-----Mensagem Original-----
De: Cristiane de Pauli
Para: leobarretos@uol.com.br
Enviada em: quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008 16:46
Assunto: feira de ciencias


Olá
Sou professora de ciências e a responsável pela organização da feira de ciências da escola onde trabalho. Gostei muito de algumas informações que encontrei em sua página e pretendo implantar algumas delas, já neste ano, mas chmou minha atenção a referência à lei que proíbe mensurar notas pela participação na feira. Gostaria de saber qual é a lei. Obrigada.
Cristiane



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03 (corrigido)
FROM: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 03/03/2008 17:33

----- Original Message -----
From: "Kentaro Mori"
Sent: Monday, March 03, 2008 3:19 AM
Subject: Re: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03 (corrigido)

> Lamentável, Mesquita. Clama por honestidade, mas é uma lástima ver
> algo como isto: [...]
> "Alguém"? Por que evitar mencionar seu nome? É inconcebível que você
> não tenha identificado o autor das palavras. Manifesta aqui não
> apenas a natureza de fato pessoal de seu descontentamento, como a
> incoerência de clamar por "honestidade".

Caro Mori

Desculpe-me dizer, mas acho que você está um tanto quanto fora do
contexto, não sei se conscientemente ou inconscientemente, pois hoje
nada mais me surpreenderia acontecer aqui na Ciencialist (apesar de
ainda nutrir uma certa admiração e respeito por você, pela Ciencialist
e por muitos daqueles que aqui escrevem).

Todo mundo sabe a quem estou me referindo, haja vista que as msgs são
todas recentes, a thread é a mesma, e não vejo porque eu deveria
repetir o nome de uma pessoa pela qual não sinto a menor simpatia. O
próprio autor reconheceu-se como alvo da crítica, expôs as suas razões
e recebeu a resposta devida, tudo isso em público e sem evasivas de
minha parte, a não ser pela manifesta determinação em não dialogar com
quem não demonstra o mínimo respeito por seu parceiro de diálogo.
Tenho meus motivos para isto e estão todos registrados aqui mesmo na
Ciencialist. Desonesto eu seria se viesse a simular uma falsa simpatia
por alguém que, na minha maneira de pensar, não merece a menor
consideração, para não dizer desprezo.

> E mais, critica-se que eu tenha me referido a um "encontro cético" e
> não a um "encontro ateu"!

Sem dúvida, e numa análise feita agora, a posteriori, diria que sob
esse aspecto você pisou feio na bola. Não me importei na época em
verificar quem tinha sido o inaugurador da thread, Isto pareceu-me
pouco relevante, haja vista que eu estava apenas dando um exemplo que
se seguiu a este comentário: "Vou citar apenas um exemplo, mas poderia
chegar às dezenas ou centenas."

Estranho (e não extranho como escrevi em msg anterior) e até mesmo, a
meu ver, sob certos aspectos implicitamente desonesto, foi não terem
dado a mínima importância ao que pretendi dizer com "dezenas ou
centenas". Nem mesmo tentaram me sondar sobre o que pretendi dizer com
isso. Não!!! O seu amigo preocupou-se tão somente com o exemplo, com o
próprio umbigo ou, então, com a escorregadela do amigo Mori, a cometer
um erro que, sob sua visão egocêntrica, ele estava isento (pois que
havia feito um questionamento paralelo na lista original). Mas não se
preocupou com mais nada do que eu houvesse dito e que pudesse vir a
macular o movimento em si e, em decorrência, a manchar o seu umbigo.
Sinceramente, quem tem um membro desses nas suas hostes não precisa
ter inimigos. Pense bem nisso!

> Sem nem mesmo se importar em saber mais sobre o encontro em si. Além
> do já esclarecido pelo Takata, o nome que não pode ser mencionado,
> vale notar que quem propôs e organiza tal encontro, de forma
> espontânea, são membros da _lista_ da SBCR. Não membros "oficiais"
> da SBCR, que, aliás, é um grupo informal.

Mas este tópico da minha crítica não se dirigiu ao encontro, e sim à
maneira como ele foi divulgado aqui na Ciencialist. E deixei isso
bastante claro, não só na msg original como também, e para os maus
entendedores (e, pelo visto, existem muitos maus entendedores, a
começar por você), nas msgs que se seguiram. Quanto ao fato de eu me
importar ou não em saber mais sobre o encontro, eu diria que você está
me acusando sem conhecimento de causa, a exemplo do que fez o seu
amigo acima citado (espero que não me chame de desonesto por não
repetir aqui o nome do dito cujo). Baseado em que você afirma isso?
Afinal a sbcr é uma lista aberta e acompanho muitos de seus temas,
desde que o Álvaro me convidou, há muitos anos, para me filiar à
mesma. Você está, talvez inconscientemente, assumindo para si a
desonestidade intelectual do seu amigo, que chegou a me fazer
acusações sem sequer sondar sobre meus motivos e, em virtude disso,
deixei-o sem respostas explícitas, pois foi isso o que ele mereceu,
dada a sua postura. Antes de emitir minha opinião eu já havia lido
todas as msgs da thread "Encontro ateu" da sbcr, inclusive os
comentários chochos do seu amigo, e que ele assume como se eu não
tivesse lido. Aliás, cheguei a pesquisar em outros sites aparentados
para verificar se e como estava sendo divulgado o evento.

> Até onde sei, nenhum cético que tenha participado tempo suficiente
> em listas para criar "inimigos mortais" tem alguma parte na
> organização desse encontro. São nomes novos e empolgados em
> oficializar um grupo, organizar encontros. Duvido que você os
> conheça, Mesquita.

Talvez sim, talvez não. Com respeito aos nomes antigos já me
decepcionei com muitos deles e por várias vezes. Não obstante tenho
admiração por outros tantos, ainda que não goste de encarar o
ceticismo sob o ponto de vista ideológico, mas isso é algo de natureza
pessoal. Meu ceticismo é puramente postural e ligado exclusivamente à
ciência e/ou à minha atividade como educador, e pouco ou quase nada
ligado à política. O que estou chamando por ceticismo postural
limita-se àquele que discuti na coletânea de msgs intitulada "Ciência,
materialismo e espiritualismo" e que pode ser lido em
http://ecientificocultural.com/ECC2/Dialogos/cmee.htm . Sinceramente,
creio que esse é o aspecto do ceticismo que deveria ser discutido aqui
na Ciencialist, e não obstante praticamente nada é comentado aqui a
esse respeito. Note que essas mensagens foram todas escritas em outra
lista (Livre Pensadores) que não existe mais.

> Enfim, totalmente desnecessárias essas picuinhas. O "movimento
> cético" brasileiro é quase inexistente, parabéns aos ilibados
> críticos de um movimento que jamais nasceu no país.

Pois então que deixe de ser inexistente mas, acima de tudo, que se
paute na honestidade de seus componentes, e é exatamente em busca
dessa honestidade que tenho pautado minhas críticas. No mais, que
sejam felizes dentro de suas ideologias.

> O lamentável é ter que discutir com você, Mesquita, e imaginar que
> desse conflito, que se relaciona com outras discussões nesta lista,
> surjam ainda mais motivos para nublar seu julgamento e participação,
> que admirei literalmente por anos aqui na ciencialist.

De minha parte diria que admiro o seu trabalho e continuarei
admirando, apesar disso contrariar a sabedoria popular a dizer
"Diga-me com quem andas e eu te direi quem és".

> Infelizmente, preferimos nos ater às nossas diferenças.

Mas porque infelizmente? São as diferenças que tornam o mundo mais
belo, e talvez seja isso o que me faça sentir uma certa repugnância
pela adoção de posturas ideológicas. Nada contra a ideologia em si e
muito menos contra os ideólogos. Aliás, você deve ter lido a beleza de
msg escrita pelo Bulcão a esse respeito, e quero crer que meu diálogo
com ele poderia ter caminhado para os contrastes em nossas linhas de
pensar, aquela a defender um ceticismo postural (a ser adotado pelo
cientista, quer queira, quer não queira) e a do ceticismo ideológico.
E porquê o diálogo não caminhou nessa direção? De minha parte por algo
relacionado ao que comentei na msg ao Bulcão ("é bom que saiba que de
uns tempos para cá eu não me sinto muito à vontade ao escrever para a
Ciencialist.") e a evolução da thread demonstrou que eu estava com a
razão. Dizem que para bom entendedor meia palavra basta mas, como
disse acima, é possível que esta não seja uma de suas qualidades. Se
for este o caso, deixe o dito pelo não dito pois não convém persistir
nessa linha.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com/indice.htm
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.



SUBJECT: Re: [ciencialist] Encontro cético - 15/03
FROM: José Renato Terra <jrma@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 03/03/2008 23:38

Olá, Homero! Percebo que vc já está consciente da presunção dos iluministas
e toma uma posição racional mais cuidadosa. Entretanto, apesar de ser uma
atitude recorrente aos estudiosos e cientistas menos experientes, ela não é
falsa como vc afirma, visto que ainda hoje observamos comentários de pessoas
que se dizem a serviço da humanidade, querendo fazer da Ciência seu
brinquedo particular, independente do que isso possa causar a outros seres
viventes ou não. Isso comprova o recorrente pecado cometido pelos
iluministas: o voluntarismo e a presunção de deter conhecimento suficiente
para decidir o que é ou não adequado à humanidade e ao mundo em que vivemos.
Constatamos na história da humanidade que esse mesmo erro é cometido por
todos aqueles que têm conhecimento e poder, mas não possuem sabedoria,
inclusive aqueles que vc denomina de "religiosos".

Abraços

José Renato
...........................................

----- Original Message -----
From: "oraculo333" <oraculo@atibaia.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Monday, March 03, 2008 12:27 AM
Subject: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03


Olá Jose Renato

J Renato: "Certamente que não posso ter certezas se ainda não
detenho o pleno conhecimento das coisas. Provavelmente, esse foi o
principal pecado do cientificismo iluminista: a recaída na recorrente
presunção aristotélica de que tudo já é conhecido, explicável,
reconstruível e utilizável à nossa vontade sob pleno domínio."

Essa é uma acusação recorrente contra a ciência, contra a
razão iluminista. Recorrente e falsa, profundamente falsa.

Primeiro porque a arrogância de "saber" tudo não é, nunca foi,
da ciência ou mesmo do cientificismo (que é mais um espantalho
para atacar a ciência real do que algo concreto, real), sendo muito
mais uma característica da fé, das religiões e das superstições.

Quem tem todas as respostas, ou pretende ter (uma arrogância impar)
é a fé. Mesmo que parte das respostas seja infantil ou francamente
sem sentido como "deus quis" ou "são mistérios de deus" e coisas
do tipo.

A ciência, mesmo em Aristoteles, nunca pretende saber 'tudo", toda a
"verdade", pelo contrário. Se a ciência, em qualquer momento,
considerasse que "tudo JÁ é conhecido, explicável, reconstruível",
ou coisa do tipo, não haveria mais porque continuar a pesquisar,
estudar, aprender (nem haveria porque insistir em estudar células
tronco, por exemplo). É uma acusação-espantalho apenas.

A confusão pode ser causada pela alegação da razão sobre a
possibilidade de se compreender algo. Aristoteles não diz que tudo
é compreensível pela razão, mas sim que, se algo é
passível de ser compreendido, de forma confiável (o que significa
o mais próximo da verdade possível para seres humanos), o será
através da razão e não de outra forma. Diz que, ainda que se
considere um motor primeiro, este não tem NADA a ver com os problemas
humanos, com a ética humana, que deve ser definida por parâmetros
humanos e pela razão.

Ou seja, a ciência não diz nem que JÁ sabe tudo, ou mesmo que
PODE saber tudo. Diz que o que podemos saber, o que sabemos, só é
possível pela razão. Isso deixa de fora bobagens como
"iluminação", "revelação", livros sagrados de qualquer tipo,
conhecimento que surge "no coração" e o famigerado "ser tocado por
Cristo". Devemos decidir, por exemplo, se é permitido abortar por
razões e conceitos humanos, não por determinação divina sobre o
sagrado óvulo fecundado.

Sempre existirão coisas desconhecidas e, possivelmente, coisas que
mesmo a ciência do futuro não pode descobrir. Mas isso NÃO
significa que exista qualquer outra forma confiável de descobrir
essas coisas desconhecidas, e certamente NÃO significa que são
mistérios de jesus, Zeus ou Jeová (ou do Monstro Espaguete
Voador).

Em segundo lugar, inserida de forma toalmente não relacionada a
questão do iluminismo e da razão versus fé, está a
questão de pensarmos que "tudo é utilizável a nossa vontade em
pleno domínio". Quem, mais que a religião, pensa ser o universo um
parque de diversões ou propriedade dos "superiores" seres humanos,
filhos do "dono" do negócio? Quem mais tem a pretensão e a
arrogância de afirmar que somos todos especiais, filhos de deus, e a
parte mais importante da criação???

Por exemplo, a superstição católica, cristã, derivada de lendas
de povos bárbaros, dá como sendo o mundo algo criado por deus
"para" usufruto dos seres humanos. Embora fosse razoável (ou quase)
afirmar isso em um mundo em que haviam apenas um planeta, Sol e Lua, e
algumas luzes no céu, hoje, frente ao conhecimento do universo,
bilhões de galáxias, cada uma com bilhões de estrelas,
planetas, estrelas super massivas, nuvens cósmicas, buracos negros,
etc, soa completamente idiota.

Se há algo que a ciência e o conhecimento científico, o
iluminismo, deveria ter ensinado a religião e a fé, era humildade
frente a imensidão do cosmos. E a deixar de lado a tolice de achar
que este universo foi "criado" com o objetivo de produzir seres humanos
(e seu criador estar interessado, pessoalmente, na vida destes
micróbios de planeta).

Sim, não temos o total conhecimento de todas as coisas. Mas não
preciso do total conhecimento de todas as coisas para descartar Papai
Noel, Jeova ou as alegações sem sentido do Vaticano (que, alias,
não em nem o apoio da maioria dos católicos na questão das
células tronco, como demonstra pesquisa recente). Nem preciso de
total conhecimento para reconhecer que o produto da ciência é mais
confiável que as superstições das religiões.

E as lacunas do conhecimento não servem de esconderijo para
superstições, e o deus-das-lacunas tem o péssimo hábito de ser
despejado a cada avanço da ciência e do conhecimento
científico. Foi despejado dos vulcões, foi despejado do Sol e foi
despejado do sétimo circulo de cristal, depois da esfera das
estrelas, onde habitavam os anjos e querubins. Isso é meio
ridículo, na verdade.

No final, o que resta a fé e a religião é construir espantalhos
como esse para acusar a ciência de coisas que ela nunca defendeu ou
propôs. A ciência não defende verdades absolutas nem certezas
absolutas, mas sim a confiabilidade do conhecimento produzido por seu
método. E, mais importante, demonstra a tolice de se fiar em outro
tipo de "conhecimento", baseado em superstições e crendices.

Um abraço.

Homero



--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, José Renato Terra <jrma@...>
escreveu
>
> Manuel Bulcão escreveu: [ ...o meu ceticismo não me deixou
confuso
> intelectualmente. Pois, como antes, continuo "crendo" em idéias e
> defendendo-as com o cérebro e o coração. Apenas *não tenho
mais
> certezas*, ou seja, não as considero mais indubitáveis ao ponto
de,
> sobranceiramente, recursar o diálogo com quem discorda de mim. ]
> ...........................................
>
> Caro, Manuel! Essa sabedoria que vc adquiriu está presente em seus
dois
> instigantes livros, que li com grata satisfação: Sombras do
Iluminismo e As
> Esquisitices do Óbvio. Certamente que não posso ter certezas se
ainda não
> detenho o pleno conhecimento das coisas. Provavelmente, esse foi o
principal
> pecado do cientificismo iluminista: a recaída na recorrente
presunção
> aristotélica de que tudo já é conhecido, explicável,
reconstruível e
> utilizável à nossa vontade sob pleno domínio.
>
> Abraços
>
> José Renato
> ..........................................
>
> ----- Original Message -----
> From: "Manuel Bulcão" manuelbulcao@...
> To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Sent: Thursday, February 28, 2008 3:33 PM
> Subject: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03
>
>
> Oi Kentaro, Murilo e Mesquita:
>
> Lênin, que era "de esquerda", escreveu o opúsculo "esquerdismo:
> doença infantil do comunismo" (atualmente, alguns teóricos
liberal-
> socialistas, com os quais me afino, afirmam que o comunismo também
> foi uma doença infantil "da esquerda").
>
> O movimento cético-racionalista é algo novo e, ao meu ver,
> alvissareiro. Mas, por ser novo, está suscetível aos germes das
> doenças infantis (alguns desses são velhos bacilos que já
causaram
> muitos estragos, como é o caso da espiroqueta do cientificismo).
>
> Esses vieses, entretanto, não são fatais e muito menos
insuperáveis.
> O movimento cético-racionalista (organizado) tem uma importância
> histórica e um grande valor civilizatório nessa época de
> fundamentalismos de todos os tipos. Colaborarei para que ele
> frutifique e para que os seus frutos sejam doces ou agridoces ou
> mesmo ácidos como o tamarindo - de qualquer forma, saborosos e
> nutritivos.
>
> O meu amigo Murilo escreveu: "O ceticismo legítimo é algo
aflitivo,
> solitário, angustiante e insatisfatório para o cético... fica
tudo
> melado e engororobado do ponto de vista intelectual, emocional,
> filosófico e espiritual". Permita-me, Murilo, discordar de você.
>
> Por muito tempo, fui um prisioneiro de esquemas teóricos abstratos,
> capaz de sacrificar, pela minha grande "Idéia" de Justiça e
> Igualdade (de cuja verdade eu estava "certo"), tudo "e todos". Isso
> me afligia. Meu cérebro e coração estavam em descompasso.
>
> Pois bem, depois de ler Montaigne, o grande filósofo cético,
tudo
> ficou claro: "Oh my love for the first time in my life, my eyes are
> wide open... (John Lennon)". Suavizaram-se a minha aflição moral, o
> meu sentimento de solidão - reconciliei-me com meus
> contemporâneos "imperfeitos" -, minha angústia de
ser-no-mundo...
>
> O ceticismo filosófico, ao contrário do relativismo, não nega
a
> existência de uma verdade "objetiva": o que ele nega é a certeza
> absoluta. Ao assimilar o princípio da dúvida radical, ao me
> converter ao ceticismo, tornei-me mais deferente com as opiniões
> contrárias (menos, porém, não com a burrice arrogante e com a
> desonestidade intelectual) e mais tolerante não só com os outros
mas
> também comigo mesmo - pois, como os outros, sou capaz de errar.
>
> A partir de então - i.e., depois de me tornar um ceticista -,
> submeti as idéias à vida: deixei de ser um servo de
abstrações
> intelectuais.
>
> Diga-se, ainda, que o meu ceticismo não me deixou confuso
> intelectualmente. Pois, como antes, continuo "crendo" em idéias e
> defendendo-as com o cérebro e o coração. Apenas não tenho
mais
> certeza, ou seja, não as considero mais indubitáveis ao ponto
de,
> sobranceiramente, recursar o diálogo com quem discorda de mim.
>
> Ademais, por incrível que pareça, o ceticismo - que não é
niilismo
> nem relativismo - me revelou uma sólida moral de convivência.
Como
> escrevi em meu ensaio "Conseqüências Práticas do Ceticismo
> Filosófico" (M. Bulcão, "As Esquisitices do Óbvio", APEX
Gráfica e
> Editora, Fortaleza - Ce, 2005, p. 70):
>
> <<Ao admitir que nem eu nem você detemos o monopólio do
conhecimento
> certo e indubitável, não estou senão aceitando como
razoável a
> atitude de considerar seus contra-argumentos e, por extensão, de
> reputar como legítimas todas as opiniões diferentes. Essa
incerteza
> que está na margem tanto da minha quanto da sua crença é o
que torna
> nossos pontos de vista iguais, malgrado as dessemelhanças.
Também é
> a incerteza a justificação racional da minha e da sua liberdade de
> questionar, concordar, discordar. Ora, a aceitação do outro (do
> diferente), a igualdade entre os interlocutores e a liberdade de
> questionar são tanto os princípios da razão quanto da
democracia."
>
> <<E nem é preciso ter certeza da verdade desses preceitos para
> defendê-los firmemente, pois o que os sustenta e o que lhes dá
> firmeza não é outra coisa que a incerteza intrínseca do
> conhecimento: o princípio fundamental de que tudo é incerto,
> inclusive esta afirmação.>>
>
> Abraços,
> Manuel Bulcão
>
>
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SUBJECT: Entrevista com o Edgar Morin
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <Undisclosed-Recipient:;>
DATE: 04/03/2008 10:50

transcrevo:

Entrevista com o Edgar Morin

O papel da educação é de nos ensinar a enfrentar a incerteza da vida; é de nos ensinar o que é o conhecimento, porque nos passam o conhecimento mas jamais dizem o que é o conhecimento. E o conhecimento pode nos induzir ao erro. Todo conhecimento do passado, para nós, são as ilusões. Logo, é preciso saber estudar o problema do conhecimento. Em outras palavras, o papel da educação é de instruir o espírito a viver e a enfrentar as dificuldades do mundo.

Salto: O senhor tem afirmado que a ciência é, e sempre será, uma aventura e que o conceito de ciência está se modificando. Como poderíamos conceituar a ciência hoje?

Edgar Morin: A ciência é uma aventura, pois não podemos prever o futuro, por isso esta concepção é verdadeira. Nós não podemos unificar o mundo da ciência. Hoje, por exemplo, a ciência não é somente a experiência, não é somente a verificação. A ciência necessita, ao mesmo tempo, de imaginação criadora, de verificação, de rigor e de atividade crítica. Se não há atividade crítica, não há ciência. É preciso diversidade de opiniões. Mas a ciência também necessita ter a regra do jogo, ou seja, certas teorias podem ser abandonadas quando percebemos que são insuficientes. Então, a ciência é uma realidade complexa e podemos dizer que é muito difícil definir as fronteiras da ciência. Digamos que, em geral, ela é alimentada pela preocupação de experimentar, de verificar todas as teorias que ela expressa. Mesmo que a teoria não possa ser definida de imediato, é preciso pelo menos ver a possibilidade de definí-la no futuro. Mas não há só a verificação, eu repito, porque é preciso criar a teoria ; é preciso aplicar as construções expressas sobre a realidade e ver se a realidade as aceita. Eu acredito que, hoje, quando vemos as diferentes transformações na ciência física, na ciência biológica, nas ciências da Terra, na Cosmologia, temos a impressão que a ciência, de agora em diante, reconhece que seu problema é a complexidade. A ciência do passado pensou ter encontrado uma verdade simples, uma verdade determinista, uma verdade que reduz o Universo a algumas fórmulas. Hoje, nós sabemos que o desafio do mundo e da realidade é a complexidade. E, a meu ver, a ciência que vai se desenvolver no futuro é a ciência da complexidade.

Salto: O século XX pode ser caracterizado como o século da imagem. Em que medida esse fato mudou o imaginário dos seres humanos?

Edgar Morin : Todos sabemos que a imagem sempre esteve presente, sobretudo na antigüidade. Mas é verdade que, hoje, com os meios audiovisuais, com o cinema, ela se estabeleceu. O que eu acredito, a grande diferença, é que o cinema, por exemplo, dá o sonho coletivo. Ao invés de termos somente um sonho individual, nós vivemos um sonho coletivo. Por outro lado, nós nos reencontramos com as grandes tendências do imaginário ; nos reencontramos com as grandes lendas, com os romances... Nos deparamos com os grandes problemas que vêm de encontro ao imaginário. O imaginário é a maneira de traduzir as aspirações das tragédias dos seres humanos. Mas nós o reencontramos sob uma nova forma.

Salto: Vivemos em uma época em que as tecnologias, que dão suporte à linguagem, estão reestruturando nossos modos de comunicação. Muitos vêem nessa mudança uma ameaça à subjetividade. Como o senhor vê essa questão?

Edgar Morin: Eu acredito que a subjetividade é uma questão que foi, por muito tempo, negada pela ciência. Mas hoje, cada vez mais, ela é reconhecida. E acho que todo questionamento é se as técnicas vão servir às subjetividades ou se as subjetividades vão se utilizar das técnicas. Isso é uma luta permanente que vai continuar. E nós esperamos que as subjetividades possam se utilizar das técnicas.

Salto: O senhor afirma que a cultura e a educação emergem das interações entre os seres humanos. Qual o papel da escola diante desta complexidade?

Edgar Morin: O papel da escola passa pela porta do conhecimento. É ajudar o ser que está em formação a viver, a encarar a vida. Eu acho que o papel da escola é nos ensinar quem somos nós; nos situar como seres humanos ; nos situar na condição humana diante do mundo, diante da vida; nos situar na sociedade ; é fazer conhecermos a nós mesmos. E eu acho que a literatura tem o seu papel. O papel da educação é de nos ensinar a enfrentar a incerteza da vida; é de nos ensinar o que é o conhecimento, porque nos passam o conhecimento mas jamais dizem o que é o conhecimento. E o conhecimento pode nos induzir ao erro. Todo conhecimento do passado, para nós, são as ilusões. Logo, é preciso saber estudar o problema do conhecimento. Em outras palavras, o papel da educação é de instruir o espírito a viver e a enfrentar as dificuldades do mundo.

Salto: Como o senhor vê a relação ciência, imaginário e educação?

Edgar Morin: A ciência das descobertas científicas muitas vezes puderam realizar os mitos que a humanidade consagrou, como o mito de voar. Nós passamos a ter o avião, suas técnicas, e a ciência ajudou a desenvolvê-lo. A ciência, seja qual for, necessita da imaginação. Então, frequentemente essa imaginação é alimentada pelo nosso imaginário. Não podemos separar. Não existe uma inteligência fria e pura, unicamente lógica. A inteligência inclui as paixões, as emoções e também o imaginário. Conseqüentemente, quando pensamos em educação, se você não busca o imaginário na pintura, o imaginário no romance, o imaginário na poesia, você tem uma educação muito pobre. O imaginário se comunica com a realidade e a realidade se comunica com o imaginário. A educação deve garantir essa comunicação permanente.

Salto: Qual a impressão que o senhor tem da educação no Brasil ou na América do Sul?

Edgar Morin: E suponho que existam mais ou menos os mesmos problemas que encontramos nos países europeus. Vocês têm um sistema de educação que se baseia em antigas disciplinas, que são separadas. O que é preciso mudar é reunir essas disciplinas e conceber as novas ciências que são muito mais de agrupamento de disciplinas, como a Ecologia, como a Cosmologia, como a ciência da Terra. Mas eu acho que é um sistema que precisa ser profundamente reformulado, tanto na América Latina quanto na Europa.

Edgar Morin, março de 2000
Tradução : José Roberto Mendes

(Entrevista concedida em 02 de dezembro de 2002)

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: ] Mapa genetico se torna item de luxo
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <redeliberal@yahoogrupos.com.br>, <ciencialist@yahoogrupos.com.br>, <ceticismoaberto@yahoogrupos.com.br>
DATE: 04/03/2008 11:57

Transcrevo de Jocax in Genismo




04/03/2008
Mapa genético se torna item de luxo

Nicholas Bakalar

Em um dia frio de janeiro, Dan Stoicescu, um milionário vivendo na Suíça, se tornou a segunda pessoa no mundo a comprar uma seqüência inteira de seu próprio código genético.

Ele também está entre o grupo relativamente pequeno de indivíduos que podem pagar o preço de US$ 350 mil.

Stoicescu é o primeiro cliente da Knome, uma empresa com sede em Cambridge, Massachusetts, que prometeu analisar seu mapa genético até o final do primeiro semestre. Um executivo chinês contratou o mesmo serviço junto a uma parceira da Knome, o Instituto de Genômica de Pequim, disse a empresa.


Stoicescu é a segunda pessoa a comprar uma seqüência inteira de seu código genético

Os cientistas decifraram até o momento apenas um punhado de genomas humanos completos, todos financiados por governos, fundações e corporações em nome da pesquisa médica. Mas à medida que o custo do sequenciamento do genoma passa de estratosférico a apenas muito caro, ele está atraindo o interesse de uma nova clientela.

"Eu prefiro gastar meu dinheiro no meu genoma do que em um Bentley ou um avião", disse Stoicescu, 56 anos, um empreendedor de biotecnologia que se aposentou há dois anos, após vender sua empresa. Ele disse que checará diariamente sua seqüência de genoma à procura de descobertas sobre risco de doença genética, "como um portfólio de ações".

Mas apesar do dinheiro poder comprar uma leitura plena das 6 bilhões de unidades químicas do genoma de um indivíduo, os biólogos dizem que os super-ricos terão que esperar como todo mundo para descobrir como as pequenas variações em sua seqüência influenciam a aparência, comportamento, habilidades, suscetibilidade a doenças e outras características.

"Eu já andei no Bentley de outra pessoa -um belo carro", disse James D. Watson, co-descobridor da estrutura do DNA, cujo genoma foi seqüenciado no ano passado por uma empresa que doou US$ 1,5 milhão para os custos de demonstração de sua tecnologia. "Eu preferiria ter meu genoma seqüenciado ou um Bentley? A decisão vai ser no cara ou coroa."

Ele provavelmente escolheria o genoma, disse Watson, porque poderia revelar um gene de risco de doença herdado. Nenhum foi encontrado até agora. Mas o que é preciso, ele disse, é um "genoma Chevrolet", que seja acessível a todos.

Os biólogos têm sentimentos ambíguos em relação à ascensão do genoma como item de luxo. Alguns temem que uma fama de "elitismo genômico" possa azedar o sentimento do público em relação à pesquisa genética, que há muito promete um atendimento de saúde melhor, individualizado, para todos. Mas outros vêem o genoma de butique como algo como o turismo espacial de US$ 20 milhões -um rito de passagem necessário para uma tecnologia que poderá em breve estar ao alcance de todos.

"Nós certamente não queremos um mundo no qual haja um grande desequilíbrio de acesso a testes genéticos abrangentes", disse Richard A. Gibbs, diretor do centro de sequenciamento do genoma humano da Faculdade de Medicina Baylor. "Mas a ponto disto poder ser visto como um exercício idiossincrático de indivíduos curiosos que podem bancá-lo, isto poderia ser um fenômeno positivo."

Foi uma série de ofertas de indivíduos ricos ao laboratório de George M. Church, em Harvard, dispostos a papar por suas seqüências pessoais de genoma, que levou Church a fundar a Knome no ano passado (a maioria das pessoas pronunciam "nome", apesar dele preferir "know-me" -"me conheça").

"Era uma coisa que causava distração em um laboratório acadêmico", disse Church. "Mas me fez pensar que poderia ser um negócio."

Os cientistas dizem que precisam que dezenas que milhares de seqüências de genoma se tornem publicamente disponíveis para que se possa começar a compreender a variação humana.

Mas a Knome espera que muitos de seus clientes insistirão em manter privados seus genomas comprados a um preço bem caro, fornecendo um sistema de banco de dados descentralizado para esse fim.

Stoicescu disse se preocupar em ser visto como auto-indulgente (apesar de doar muito mais a cada ano para causas filantrópicas), egoísta (por motivos óbvios) ou estúpido (o custo da tecnologia, ele sabe, está caindo tão rapidamente que ele certamente pagaria menos se aguardasse alguns meses).

Mas ele concordou em ser identificado para ajudar a persuadir outros a participar. Com apenas quatro seqüências de genoma humano completas anunciadas por cientistas ao redor do mundo -juntamente com o Projeto Genoma Humano, que concluiu a montagem de um genoma obtido de vários indivíduos ao custo de cerca de US$ 300 milhões em 2003- cada um dos novos aumentará consideravelmente o conhecimento coletivo.

"Eu vejo como uma espécie de patrocínio", ele disse. "De certa forma você também pode participar desta aventura, que acredito que mudará muitas coisas."

Stoicescu, que tem PhD em química medicinal, nasceu na Romênia e viveu nos Estados Unidos no início dos anos 90, antes de fundar a Sindan, uma empresa de produtos oncológicos que ele dirigiu por 15 anos. Atualmente vivendo com sua esposa e filho de 12 anos em uma aldeia próxima de Genebra, ele descreve a si mesmo como um "transumanista" que acredita que a vida pode ser prolongada por meio de nanotecnologia e inteligência artificial, assim como por meio de adaptações na dieta e estilo de vida. Sua seqüência de genoma, ele argumenta, poderá lhe dar um melhor indício de quais elas devem ser. No ano passado, Stoicescu pagou US$ 1 mil por um vislumbre de seu código genético pela deCODE Genetics. Este serviço, e um semelhante oferecido pela 23andMe, olha aproximadamente um milhão de nucleotídeos do genoma humano onde é de conhecimento que o DNA difere de uma pessoa para outra.

Mas Stoicescu ficou intrigado com a idéia de um quadro mais completo. "É apenas uma parte da verdade", ele disse. "Ter uma seqüência plena decodificada pode deixar você mais perto da realidade."

Quão perto é motivo de muito debate. A Knome está usando uma tecnologia que lê o genoma em fragmentos curtos que podem ser difíceis de montar. Todos os métodos existentes de sequenciamento apresentam margem de erro, e a jovem indústria ainda não possui padrões de qualidade reconhecidos.

A Knome não é a única firma no ramo de genoma privado. A Illumina, uma firma de sequenciamento em San Diego, planeja vender a seqüência integral do genoma para o "mercado dos ricos e famosos" neste ano, disse seu executivo-chefe, Jay Flatley. Se a concorrência derrubar os preços, o genoma pessoal poderá perder rapidamente sua exclusividade. A X Prize Foundation sem fins lucrativos está oferecendo US$ 10 milhões para o primeiro grupo que sequenciar 100 genomas humanos em 10 dias, por US$ 10 mil ou menos por genoma. O governo federal está apoiando o desenvolvimento de tecnologia visando um genoma por US$ 1 mil na próxima década.

Mas por ora, os clientes potenciais da Knome são decididamente de alta renda. A empresa foi abordada por administradores de fundos hedge, executivos de Hollywood e um indivíduo do Oriente Médio que só podia ser contatado por intermédio de um terceiro, disse Jorge Conde, o presidente-executivo da Knome.

"Eu sinto que todo mundo terá o seu seqüenciado a certa altura, então por que não ser o primeiro?", disse Eugene Katchalov, 27 anos, um administrador de capital em Manhattan que se encontrou duas vezes com Conde.

Stoicescu, que deseja criar um banco de dados aberto sobre a informação genômica alimentado por sua própria seqüência, espera que outros em breve se juntem a ele.

Poucos dias depois de ter feito seu depósito de US$ 175 mil para a empresa, uma associada da Knome pegou um vôo em Cambridge para se encontrar com ele em uma clínica local.

"O que raios estou fazendo?", Stoicescu lembrou de ter se perguntado. "E quantas crianças na África poderiam ter sido alimentadas?"

Então ele estendeu seu braço e ela colheu três tubos de ensaio de seu sangue.

Tradução: George El Khouri Andolfato

Visite o site do The New York Times

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03 (corrigido)
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 04/03/2008 12:21

Mesquita, sobre sua crítica central: o Takata já citou mensagens em
que os que sugeriram o encontro deixaram claro que não é um encontro
exclusivo a ateus. Logo, não é um "encontro ateu", e não penso que
errei ao classificá-lo como um "encontro cético".

Como se isso não bastasse para esclarecer o ponto, a própria SBCR,
aliás, não é um grupo ateu, ao menos em nome e de acordo com seu
criador. Os organizadores do encontro são novoes e entusiasmados
"céticos", como já expus. Nem mesmo eu sou um "ativista ateu", e
centro meus esforços na promoção do ceticismo não necessariamente
vinculado ao ateísmo -- o projeto "HAAAN", por exemplo, dá apoio ao
projeto de um espírita.

Não há nada escuso assim em classificar o encontro como "cético", ao
menos em intenções. A crítica do Murilo foi injustificada e
contra-producente, o seu endosso tão mal ou pior.

Não acompanho todas as discussões na clist, infelizmente, e assim
desconheço se o Takata subitamente surtou e assassinou alguém ou
estuprou algum ideal. Do que acompanho de sua participação na clist,
jamais vi algo tão grave que justifique uma repulsa tão grande de sua
parte -- as ações no episódio Ferrari e a moderação, por exemplo,
contaram com o apoio do criador e responsável pela lista, o Brudna.

E enquanto se discute literalmente o sexo dos an... digo, ceticismo,
lembro-me de ter visto no ano passado um Takata que praticamente
sozinho viabilizou um simpósio cético na USP, acordando de madrugada e
passando o dia inteiro trabalhando arduamente para realizar o que foi
o primeiro "congresso cético" do país, com a participação de
acadêmicos oferecendo palestras fenomenais. Sem desmerecer a
participação de várias outras pessoas na realização da I Jornada
Reflexões, todos reconheceram os esforços sobre-humanos do Takata.

Mas, como repito, ao invés de nos centrarmos no que concordamos, no
que fazemos de melhor, preferimos nos centrar nos pequenos erros e
falhas, em nossas discordâncias menores. Quando entrei para a STR, um
grupo centrado mais no ateísmo que no ceticismo, não me centrei nestas
diferenças: ao invés de criticar de forma vazia, de falar em
"septicismo", pensei em colaborar e fazer com que minha participação
aumentasse a ênfase no ceticismo no grupo. Construir algo melhor, de
dentro para fora. Ingênuo, idealista, claro, e no final a STR acabou
de forma terrível, o que lamento muito, mas não lamento ter tentado.

Sei que você, Mesquita, desenvolve atividades louváveis e não fica de
braços cruzados. Ótimo. Contudo, repito que centrar-se em diferenças e
não em semelhanças, quando temos sim muito em comum, só prejudica tais
ideais.

Mori


2008/3/3 Alberto Mesquita Filho <albmesq@uol.com.br>:
>
>
>
>
>
>
> ----- Original Message -----
> From: "Kentaro Mori"
> Sent: Monday, March 03, 2008 3:19 AM
> Subject: Re: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03 (corrigido)
>
> > Lamentável, Mesquita. Clama por honestidade, mas é uma lástima ver
> > algo como isto: [...]
> > "Alguém"? Por que evitar mencionar seu nome? É inconcebível que você
> > não tenha identificado o autor das palavras. Manifesta aqui não
> > apenas a natureza de fato pessoal de seu descontentamento, como a
> > incoerência de clamar por "honestidade".
>
> Caro Mori
>
> Desculpe-me dizer, mas acho que você está um tanto quanto fora do
> contexto, não sei se conscientemente ou inconscientemente, pois hoje
> nada mais me surpreenderia acontecer aqui na Ciencialist (apesar de
> ainda nutrir uma certa admiração e respeito por você, pela Ciencialist
> e por muitos daqueles que aqui escrevem).
>
> Todo mundo sabe a quem estou me referindo, haja vista que as msgs são
> todas recentes, a thread é a mesma, e não vejo porque eu deveria
> repetir o nome de uma pessoa pela qual não sinto a menor simpatia. O
> próprio autor reconheceu-se como alvo da crítica, expôs as suas razões
> e recebeu a resposta devida, tudo isso em público e sem evasivas de
> minha parte, a não ser pela manifesta determinação em não dialogar com
> quem não demonstra o mínimo respeito por seu parceiro de diálogo.
> Tenho meus motivos para isto e estão todos registrados aqui mesmo na
> Ciencialist. Desonesto eu seria se viesse a simular uma falsa simpatia
> por alguém que, na minha maneira de pensar, não merece a menor
> consideração, para não dizer desprezo.
>
>
> > E mais, critica-se que eu tenha me referido a um "encontro cético" e
> > não a um "encontro ateu"!
>
> Sem dúvida, e numa análise feita agora, a posteriori, diria que sob
> esse aspecto você pisou feio na bola. Não me importei na época em
> verificar quem tinha sido o inaugurador da thread, Isto pareceu-me
> pouco relevante, haja vista que eu estava apenas dando um exemplo que
> se seguiu a este comentário: "Vou citar apenas um exemplo, mas poderia
>
> chegar às dezenas ou centenas."
>
> Estranho (e não extranho como escrevi em msg anterior) e até mesmo, a
> meu ver, sob certos aspectos implicitamente desonesto, foi não terem
> dado a mínima importância ao que pretendi dizer com "dezenas ou
> centenas". Nem mesmo tentaram me sondar sobre o que pretendi dizer com
> isso. Não!!! O seu amigo preocupou-se tão somente com o exemplo, com o
> próprio umbigo ou, então, com a escorregadela do amigo Mori, a cometer
> um erro que, sob sua visão egocêntrica, ele estava isento (pois que
> havia feito um questionamento paralelo na lista original). Mas não se
> preocupou com mais nada do que eu houvesse dito e que pudesse vir a
> macular o movimento em si e, em decorrência, a manchar o seu umbigo.
> Sinceramente, quem tem um membro desses nas suas hostes não precisa
> ter inimigos. Pense bem nisso!
>
>
> > Sem nem mesmo se importar em saber mais sobre o encontro em si. Além
> > do já esclarecido pelo Takata, o nome que não pode ser mencionado,
> > vale notar que quem propôs e organiza tal encontro, de forma
> > espontânea, são membros da _lista_ da SBCR. Não membros "oficiais"
> > da SBCR, que, aliás, é um grupo informal.
>
> Mas este tópico da minha crítica não se dirigiu ao encontro, e sim à
> maneira como ele foi divulgado aqui na Ciencialist. E deixei isso
> bastante claro, não só na msg original como também, e para os maus
> entendedores (e, pelo visto, existem muitos maus entendedores, a
> começar por você), nas msgs que se seguiram. Quanto ao fato de eu me
> importar ou não em saber mais sobre o encontro, eu diria que você está
> me acusando sem conhecimento de causa, a exemplo do que fez o seu
> amigo acima citado (espero que não me chame de desonesto por não
> repetir aqui o nome do dito cujo). Baseado em que você afirma isso?
> Afinal a sbcr é uma lista aberta e acompanho muitos de seus temas,
> desde que o Álvaro me convidou, há muitos anos, para me filiar à
> mesma. Você está, talvez inconscientemente, assumindo para si a
> desonestidade intelectual do seu amigo, que chegou a me fazer
> acusações sem sequer sondar sobre meus motivos e, em virtude disso,
> deixei-o sem respostas explícitas, pois foi isso o que ele mereceu,
> dada a sua postura. Antes de emitir minha opinião eu já havia lido
> todas as msgs da thread "Encontro ateu" da sbcr, inclusive os
> comentários chochos do seu amigo, e que ele assume como se eu não
> tivesse lido. Aliás, cheguei a pesquisar em outros sites aparentados
> para verificar se e como estava sendo divulgado o evento.
>
>
> > Até onde sei, nenhum cético que tenha participado tempo suficiente
> > em listas para criar "inimigos mortais" tem alguma parte na
> > organização desse encontro. São nomes novos e empolgados em
> > oficializar um grupo, organizar encontros. Duvido que você os
> > conheça, Mesquita.
>
> Talvez sim, talvez não. Com respeito aos nomes antigos já me
> decepcionei com muitos deles e por várias vezes. Não obstante tenho
> admiração por outros tantos, ainda que não goste de encarar o
> ceticismo sob o ponto de vista ideológico, mas isso é algo de natureza
> pessoal. Meu ceticismo é puramente postural e ligado exclusivamente à
> ciência e/ou à minha atividade como educador, e pouco ou quase nada
> ligado à política. O que estou chamando por ceticismo postural
> limita-se àquele que discuti na coletânea de msgs intitulada "Ciência,
> materialismo e espiritualismo" e que pode ser lido em
> http://ecientificocultural.com/ECC2/Dialogos/cmee.htm . Sinceramente,
> creio que esse é o aspecto do ceticismo que deveria ser discutido aqui
> na Ciencialist, e não obstante praticamente nada é comentado aqui a
> esse respeito. Note que essas mensagens foram todas escritas em outra
> lista (Livre Pensadores) que não existe mais.
>
>
> > Enfim, totalmente desnecessárias essas picuinhas. O "movimento
> > cético" brasileiro é quase inexistente, parabéns aos ilibados
> > críticos de um movimento que jamais nasceu no país.
>
> Pois então que deixe de ser inexistente mas, acima de tudo, que se
> paute na honestidade de seus componentes, e é exatamente em busca
> dessa honestidade que tenho pautado minhas críticas. No mais, que
> sejam felizes dentro de suas ideologias.
>
>
> > O lamentável é ter que discutir com você, Mesquita, e imaginar que
> > desse conflito, que se relaciona com outras discussões nesta lista,
> > surjam ainda mais motivos para nublar seu julgamento e participação,
> > que admirei literalmente por anos aqui na ciencialist.
>
> De minha parte diria que admiro o seu trabalho e continuarei
> admirando, apesar disso contrariar a sabedoria popular a dizer
> "Diga-me com quem andas e eu te direi quem és".
>
>
> > Infelizmente, preferimos nos ater às nossas diferenças.
>
> Mas porque infelizmente? São as diferenças que tornam o mundo mais
> belo, e talvez seja isso o que me faça sentir uma certa repugnância
> pela adoção de posturas ideológicas. Nada contra a ideologia em si e
> muito menos contra os ideólogos. Aliás, você deve ter lido a beleza de
> msg escrita pelo Bulcão a esse respeito, e quero crer que meu diálogo
> com ele poderia ter caminhado para os contrastes em nossas linhas de
> pensar, aquela a defender um ceticismo postural (a ser adotado pelo
> cientista, quer queira, quer não queira) e a do ceticismo ideológico.
> E porquê o diálogo não caminhou nessa direção? De minha parte por algo
> relacionado ao que comentei na msg ao Bulcão ("é bom que saiba que de
> uns tempos para cá eu não me sinto muito à vontade ao escrever para a
> Ciencialist.") e a evolução da thread demonstrou que eu estava com a
> razão. Dizem que para bom entendedor meia palavra basta mas, como
> disse acima, é possível que esta não seja uma de suas qualidades. Se
> for este o caso, deixe o dito pelo não dito pois não convém persistir
> nessa linha.
>
>
> [ ]´s
> Alberto
> http://ecientificocultural.com/indice.htm
> Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
> coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.


SUBJECT: Fw: Tubo de ensaio
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: "ciencialist" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 04/03/2008 12:26

Químicos .......

[]'
===========================
Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
===========================
-----Mensagem Original-----
De: camila pedregal de castro lima
Para: leobarretos@uol.com.br
Enviada em: quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008 08:17
Assunto: Tubo de ensaio


Bom Dia Professor,

Estou prcurando tubo de ensaio de 15 cm de comprimento e não estou encontrando onde adquiri-lo, moro em São Paulo; O senhor poderia me ajudar?

Aguardo resposta.

Abraço

Camila Pedregal


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No virus found in this incoming message.
Checked by AVG Free Edition.
Version: 7.5.516 / Virus Database: 269.21.4/1310 - Release Date: 04/03/2008 08:35


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Deja-Vu
FROM: Gil <nanolink01@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 04/03/2008 17:13

Após um ataque em território alheio, um discurso manjado:

"Farc tentavam obter material radioativo"

www.estadao.com.br/internacional/not_int134461,0.htm

As farc estariam querendo comprar dezenas de quilos de urânio
(provavelmente para fazer bombas atômicas usando duas folhas de erva
cidreira, meio quilo de argila e uma casca de jabuti).

difícil levar a sério, não acham?

Gil


SUBJECT: Sobre diferenças, semelhanças e o diálogo
FROM: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 04/03/2008 20:26

Prezado Mori

Você concluiu uma de suas msgs da thread "Encontro cético" com as
seguintes palavras: "Contudo, repito que centrar-se em diferenças e
não em semelhanças, quando temos sim muito em comum, só prejudica tais
ideais."

Sob certos aspectos concordo com o seu posicionamento e, em virtude
disso, estou deixando de lado os cinco primeiros parágrafos de sua
msg. Digamos que divergimos bastante em nossa maneira de pensar sobre
certos assuntos particulares ou pessoais, e não convém persistir muito
nessa linha. Já expusemos nossas convicções, já debatemos bastante e,
ao que parece, o diálogo pouco ou quase nada evoluiu a não ser no
sentido ora de ferir, ora de massagear o ego de terceiros.

Num sentido mais abrangente, discordo frontalmente dessa sua maneira
de pensar. Acho mesmo que uma discordância saudável, e que nem por
isso deixa de ser aguerrida, é inerente ao ceticismo que tanto
defendemos, ainda que o defendamos sob prismas um tanto quanto
diversos. A antinomia não se restinge à luta do bem contra o mal, nem
do certo contra o errado. Ela é a base da dialética, e em decorrência,
algo a fomentar um diálogo produtivo, onde o importante não é vencer
mas sim aprender.

É importante perceber um detalhe desse "aprender pelo diálogo" e que
difere bastante daquele "aprender na escola" com o auxílio de um
professor, a que estamos tão acostumados. O diálogo nem sempre se dá
entre professores e alunos, e nem chega a ser fundamental a existência
de professores e alunos. As discordâncias relacionam-se a
posicionamentos diferentes e que desempenham o mero papel de objetos,
aos quais você pode se apegar ou não, simpatizar ou não; mas ainda que
você se apegue ou que se simpatize com este ou aquele objeto, o apego,
ou a simpatia, não pode ou não deve ser absoluto, pois do contrário o
diálogo será infrutífero, pelo menos para você. Há de se notar também
que embora possamos aprender com o debatedor, assimilando o que ele
tem a nos passar (a semelhança do aprendizado professor-aluno), quase
sempre aprendemos conosco mesmo. É um aprendizado que vem do interior,
quando estamos montando uma estratégia argumentativa e, de súbito, nos
deparamos com coisas novas, às vezes mesmo a derrubarem toda a nossa
argumentação anterior. Não é raro "vencermos" um debate no exato
momento em que percebemos que o nosso debatedor estava "certo". Ou
então quando percebemos que nós dois estávamos errados. E porque eu
digo que "vencemos", senão o debate, pelo menos uma etapa do debate?
No sentido em que aprendemos coisas novas, e não é sempre que este
aprendizado acaba sendo compartilhado, ou até mesmo aceito, pelo
debatedor. Ou porque ele já sabia, ou porque ele nem chega a perceber
que estava "certo" (esse entre aspas é fundamental) ou então errado, e
portanto nada de novo chega a ser acrescentado ao seu cabedal de
conhecimentos (às vezes chega a ser difícil fazer com que ele entenda
aquilo que captamos e que nos fez mudar de idéia).

Pois bem, isso diz respeito a um diálogo sadio, onde as discordâncias
(diferenças) são fundamentais. Do contrário não haverá diálogo, mas
apenas uma concordância fugaz associada a uma troca de elogios
(antidialética). No outro extremo, mas ainda no terreno da
antidialética, estariam as discordâncias extremas e associadas à
disposição em persistirmos com nossa maneira de pensar, seja por um
motivo de fé, de ignorância, de arrogância etc. Neste caso também não
haverá diálogo, mas apenas uma discordância que algumas vezes se
acompanha da troca de insultos, de maior ou menor intensidade.

Não é impossível que a sua repugnância pelas diferenças provenha da
observação deste segundo tipo de antidialética, mas a bem da verdade
creio que o assunto é bem mais complexo, devendo ser abordado também
sob outros prismas. Vejamos então mais um trecho de sua msg.

> Mas, como repito, ao invés de nos centrarmos no que concordamos, no
> que fazemos de melhor, preferimos nos centrar nos pequenos erros e
> falhas, em nossas discordâncias menores. Quando entrei para a STR,
> um grupo centrado mais no ateísmo que no ceticismo, não me centrei
> nestas diferenças: ao invés de criticar de forma vazia, de falar em
> "septicismo", pensei em colaborar e fazer com que minha participação
> aumentasse a ênfase no ceticismo no grupo. Construir algo melhor, de
> dentro para fora. Ingênuo, idealista, claro, e no final a STR acabou
> de forma terrível, o que lamento muito, mas não lamento ter tentado.

Veja que você não estava, neste caso, se propondo a dialogar e/ou a
aprender pelo diálogo. A situação aqui é totalmente outra. Trata-se de
encontrar a melhor maneira de conviver em grupo. Não deixa de ser
também uma experiência a nos levar a um aprendizado, mas as regras são
outras, e neste caso eu diria que o posicionamento que você adotou é
talvez o mais correto. Não queira comparar a sua maneira de agir com
as minhas críticas ao movimento. Sob esse aspecto eu até concordaria
com o Takata quando ele subdividiu a crítica em externa e interna,
ainda que ele tenha sido extremamente infeliz ao tentar "definir"
esses termos ["crítica" externa = falar sem ter a mínima idéia do que
se está criticando]. É bem verdade que ele colocou crítica entre
aspas, mas isso, segundo diria o meu avô, "tornou a emenda pior do que
o soneto", pois que serviu tão somente para dar a conotação de uma
agressividade gratuita.

Vou parar por aqui pois esse "aprender pela militância" é um assunto
importante mas sobre o qual eu não tenho muito a dizer além do que já
disse. Quem sabe alguém aqui possa estabelecer uma ponte com a
finalidade de que eu possa vir a "aprender pelo diálogo" o significado
do "aprender pela militância".

> Sei que você, Mesquita, desenvolve atividades louváveis e não fica
> de braços cruzados. Ótimo. Contudo, repito que centrar-se em
> diferenças e não em semelhanças, quando temos sim muito em comum, só
> prejudica tais ideais.

Sem dúvida, temos muito em comum, e quero crer que o que mais temos em
comum é a vontade de aprender. Perceba que durante toda a mensagem eu
procurei me centrar em nossas diferenças de pensar e nem por isso
acredito ter prejudicado nenhum ideal. Pode ser que eu esteja errado
em tudo ou quase tudo o que disse, mas ainda assim acho que valorizar
as diferenças, dentro de um clima de respeito mútuo, é fundamental
para o aprendizado, em especial aquele que vem do nosso interior. No
mais, se eu quiser aprender de fora para dentro (e isso também é
importante), creio que tenho muito mais a lucrar consultando a
pesquisa Google do que participando de uma lista de discussão.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com/indice.htm
Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.



SUBJECT: Re: Encontro cético - 15/03
FROM: "oraculo333" <oraculo@atibaia.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 04/03/2008 21:09

Olá Jose Renato

J Renato: " Isso comprova o recorrente pecado cometido pelos
iluministas: o voluntarismo e a presunção de deter conhecimento
suficiente para decidir o que é ou não adequado à humanidade e
ao mundo em que vivemos."

Não era presunção, mas assunção. Os Iluministas tinham motivos
para pensar dessa forma, para considerar que seria possível continuar
a descobrir e explicar de forma racional e confiável o mundo e o
universo. Afinal, depois de MILHARES de anos de superstições,
explicações incorretas ou absurdas produzidas por diversos modos de
produzir "conhecimento", que nada produziam a não ser mais erros e
enganos, o novo sistema parecia ser quase perfeito..:-)

Milhares de absurdos e explicações falsas da religião, por
exemplo, das diversas e contraditórias religiões, estavam sendo
substituídos um a um por explicações racionais mais eficazes, mais
confiáveis, mais corretas. Era quase natural pensar que isso seguiria
adiante até a explicação total.

E embora isso não tenha ocorrido, e ssabemos agora não ocorrerá
devido a própria natureza do universo, isso não muda o fato de que
um pouco de ciência e razão é MUITO melhor que um monte de
fé e religião.

Aprendemos muito desde o iluminismo, inclusive a sermos mais cuidadosos
com qualquer alegação ou conclusão. Mas nada encontramos que desse
qualquer suporte a qualquer fé ou superstição. Isso não mudou
um milímetro.

Na verdade, sua frase ainda se aplica mais a religião, a fé, do
que a ciência, a razão ou mesmo ao que chama de Iluminismo: "o
voluntarismo e a presunção de deter conhecimento suficiente para
decidir o que é ou não adequado à humanidade e ao mundo em que
vivemos." Conhecimento sagrado, divino, derivado de iluminação ou
coisa do gênero.

São as religiões que tem certeza, continuam tendo certezas, não
a ciência. Por exemplo, religiões pensam "saber" quando a vida
começa, quando a vida humana começa, sem erro ou dificuldade.
Não concordam, é claro, com relação a quando isso ocorre, mas
todas alegam saber a "verdade".

Já a ciência pensa apenas que precisamos ser prágmaticos,
práticos, e decidir dentro da margem de segurança e com a maior
eficácia possível, a partir de razões humanas, necessidades
humanas.

Por isso o aborto deve ser permitido até 3 meses, por isso estudos
com células tronco devem ser liberados, não porque a ciência e
a razão "sabem a verdade" sobre seres humanos, mas porque, baseado em
dados concretos, escolhemos atos e ações capazes de melhorar a vida
das pessoas que "sabemos" são seres humanos e se beneficiariam com
esses atos e conhecimentos.

Renato: "Constatamos na história da humanidade que esse mesmo erro
é cometido por todos aqueles que têm conhecimento e poder, mas
não possuem sabedoria, inclusive aqueles que vc denomina de
"religiosos"."

O problema é que o que você vê como "erros", a permissão de
abortar por exemplo, eu vejo como acertos. E a diferença é que
escolho minhas conclusões a partir de razões e necessidades
humanas, e você pela crença que deus já definiu "a verdade" a
respeito desse ato.

Quando a razão erra, ela pode ser convencido do erro, por argumentos
e evidências, e pode mudar sua posição, sem muita dor ou
fanatismo. Quando a fé erra, não é possível fazer NADA para
alterar isso, uma vez que foi deus,a divindade imaginária, que
decidiu que é assim (posso fazer algo para convencer você que
não há alma inserida na concepção, e que é seguro e
razoável definir um ser humano pela mente e por suas capacidades
cognitivas, que só surgem bem depois dos 3 meses de gestação?).

A ciência e a razão, imperfeitas como sabemos que são, ainda
são a melhor escolha, mais segura e mais confiável, para analisar
e para escolher os rumos e ações humanas. Muito, mas muito melhor que
a fé e as religiões.

Um abraço.

Homero



--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, José Renato Terra <jrma@...>
escreveu
>
> Olá, Homero! Percebo que vc já está consciente da
presunção dos iluministas
> e toma uma posição racional mais cuidadosa. Entretanto, apesar de
ser uma
> atitude recorrente aos estudiosos e cientistas menos experientes, ela
não é
> falsa como vc afirma, visto que ainda hoje observamos comentários
de pessoas
> que se dizem a serviço da humanidade, querendo fazer da Ciência
seu
> brinquedo particular, independente do que isso possa causar a outros
seres
> viventes ou não. Isso comprova o recorrente pecado cometido pelos
> iluministas: o voluntarismo e a presunção de deter conhecimento
suficiente
> para decidir o que é ou não adequado à humanidade e ao mundo
em que vivemos.
> Constatamos na história da humanidade que esse mesmo erro é
cometido por
> todos aqueles que têm conhecimento e poder, mas não possuem
sabedoria,
> inclusive aqueles que vc denomina de "religiosos".
>
> Abraços
>
> José Renato
> ...........................................
>
> ----- Original Message -----
> From: "oraculo333" oraculo@...
> To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Sent: Monday, March 03, 2008 12:27 AM
> Subject: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03
>
>
> Olá Jose Renato
>
> J Renato: "Certamente que não posso ter certezas se ainda não
> detenho o pleno conhecimento das coisas. Provavelmente, esse foi o
> principal pecado do cientificismo iluminista: a recaída na
recorrente
> presunção aristotélica de que tudo já é conhecido,
explicável,
> reconstruível e utilizável à nossa vontade sob pleno
domínio."
>
> Essa é uma acusação recorrente contra a ciência, contra a
> razão iluminista. Recorrente e falsa, profundamente falsa.
>
> Primeiro porque a arrogância de "saber" tudo não é, nunca
foi,
> da ciência ou mesmo do cientificismo (que é mais um espantalho
> para atacar a ciência real do que algo concreto, real), sendo muito
> mais uma característica da fé, das religiões e das
superstições.
>
> Quem tem todas as respostas, ou pretende ter (uma arrogância impar)
> é a fé. Mesmo que parte das respostas seja infantil ou
francamente
> sem sentido como "deus quis" ou "são mistérios de deus" e coisas
> do tipo.
>
> A ciência, mesmo em Aristoteles, nunca pretende saber 'tudo", toda
a
> "verdade", pelo contrário. Se a ciência, em qualquer momento,
> considerasse que "tudo JÁ é conhecido, explicável,
reconstruível",
> ou coisa do tipo, não haveria mais porque continuar a pesquisar,
> estudar, aprender (nem haveria porque insistir em estudar células
> tronco, por exemplo). É uma acusação-espantalho apenas.
>
> A confusão pode ser causada pela alegação da razão sobre a
> possibilidade de se compreender algo. Aristoteles não diz que tudo
> é compreensível pela razão, mas sim que, se algo é
> passível de ser compreendido, de forma confiável (o que
significa
> o mais próximo da verdade possível para seres humanos), o
será
> através da razão e não de outra forma. Diz que, ainda que se
> considere um motor primeiro, este não tem NADA a ver com os
problemas
> humanos, com a ética humana, que deve ser definida por
parâmetros
> humanos e pela razão.
>
> Ou seja, a ciência não diz nem que JÁ sabe tudo, ou mesmo que
> PODE saber tudo. Diz que o que podemos saber, o que sabemos, só
é
> possível pela razão. Isso deixa de fora bobagens como
> "iluminação", "revelação", livros sagrados de qualquer tipo,
> conhecimento que surge "no coração" e o famigerado "ser tocado por
> Cristo". Devemos decidir, por exemplo, se é permitido abortar por
> razões e conceitos humanos, não por determinação divina sobre
o
> sagrado óvulo fecundado.
>
> Sempre existirão coisas desconhecidas e, possivelmente, coisas que
> mesmo a ciência do futuro não pode descobrir. Mas isso NÃO
> significa que exista qualquer outra forma confiável de descobrir
> essas coisas desconhecidas, e certamente NÃO significa que são
> mistérios de jesus, Zeus ou Jeová (ou do Monstro Espaguete
> Voador).
>
> Em segundo lugar, inserida de forma toalmente não relacionada a
> questão do iluminismo e da razão versus fé, está a
> questão de pensarmos que "tudo é utilizável a nossa vontade
em
> pleno domínio". Quem, mais que a religião, pensa ser o universo
um
> parque de diversões ou propriedade dos "superiores" seres humanos,
> filhos do "dono" do negócio? Quem mais tem a pretensão e a
> arrogância de afirmar que somos todos especiais, filhos de deus, e
a
> parte mais importante da criação???
>
> Por exemplo, a superstição católica, cristã, derivada de
lendas
> de povos bárbaros, dá como sendo o mundo algo criado por deus
> "para" usufruto dos seres humanos. Embora fosse razoável (ou quase)
> afirmar isso em um mundo em que haviam apenas um planeta, Sol e Lua, e
> algumas luzes no céu, hoje, frente ao conhecimento do universo,
> bilhões de galáxias, cada uma com bilhões de estrelas,
> planetas, estrelas super massivas, nuvens cósmicas, buracos negros,
> etc, soa completamente idiota.
>
> Se há algo que a ciência e o conhecimento científico, o
> iluminismo, deveria ter ensinado a religião e a fé, era
humildade
> frente a imensidão do cosmos. E a deixar de lado a tolice de achar
> que este universo foi "criado" com o objetivo de produzir seres
humanos
> (e seu criador estar interessado, pessoalmente, na vida destes
> micróbios de planeta).
>
> Sim, não temos o total conhecimento de todas as coisas. Mas não
> preciso do total conhecimento de todas as coisas para descartar Papai
> Noel, Jeova ou as alegações sem sentido do Vaticano (que, alias,
> não em nem o apoio da maioria dos católicos na questão das
> células tronco, como demonstra pesquisa recente). Nem preciso de
> total conhecimento para reconhecer que o produto da ciência é
mais
> confiável que as superstições das religiões.
>
> E as lacunas do conhecimento não servem de esconderijo para
> superstições, e o deus-das-lacunas tem o péssimo hábito de
ser
> despejado a cada avanço da ciência e do conhecimento
> científico. Foi despejado dos vulcões, foi despejado do Sol e
foi
> despejado do sétimo circulo de cristal, depois da esfera das
> estrelas, onde habitavam os anjos e querubins. Isso é meio
> ridículo, na verdade.
>
> No final, o que resta a fé e a religião é construir
espantalhos
> como esse para acusar a ciência de coisas que ela nunca defendeu ou
> propôs. A ciência não defende verdades absolutas nem certezas
> absolutas, mas sim a confiabilidade do conhecimento produzido por seu
> método. E, mais importante, demonstra a tolice de se fiar em outro
> tipo de "conhecimento", baseado em superstições e crendices.
>
> Um abraço.
>
> Homero
>
>
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, José Renato Terra jrma@
> escreveu
> >
> > Manuel Bulcão escreveu: [ ...o meu ceticismo não me deixou
> confuso
> > intelectualmente. Pois, como antes, continuo "crendo" em idéias e
> > defendendo-as com o cérebro e o coração. Apenas *não tenho
> mais
> > certezas*, ou seja, não as considero mais indubitáveis ao
ponto
> de,
> > sobranceiramente, recursar o diálogo com quem discorda de mim. ]
> > ...........................................
> >
> > Caro, Manuel! Essa sabedoria que vc adquiriu está presente em
seus
> dois
> > instigantes livros, que li com grata satisfação: Sombras do
> Iluminismo e As
> > Esquisitices do Óbvio. Certamente que não posso ter certezas
se
> ainda não
> > detenho o pleno conhecimento das coisas. Provavelmente, esse foi o
> principal
> > pecado do cientificismo iluminista: a recaída na recorrente
> presunção
> > aristotélica de que tudo já é conhecido, explicável,
> reconstruível e
> > utilizável à nossa vontade sob pleno domínio.
> >
> > Abraços
> >
> > José Renato
> > ..........................................
> >
> > ----- Original Message -----
> > From: "Manuel Bulcão" manuelbulcao@
> > To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> > Sent: Thursday, February 28, 2008 3:33 PM
> > Subject: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03
> >
> >
> > Oi Kentaro, Murilo e Mesquita:
> >
> > Lênin, que era "de esquerda", escreveu o opúsculo
"esquerdismo:
> > doença infantil do comunismo" (atualmente, alguns teóricos
> liberal-
> > socialistas, com os quais me afino, afirmam que o comunismo
também
> > foi uma doença infantil "da esquerda").
> >
> > O movimento cético-racionalista é algo novo e, ao meu ver,
> > alvissareiro. Mas, por ser novo, está suscetível aos germes
das
> > doenças infantis (alguns desses são velhos bacilos que já
> causaram
> > muitos estragos, como é o caso da espiroqueta do cientificismo).
> >
> > Esses vieses, entretanto, não são fatais e muito menos
> insuperáveis.
> > O movimento cético-racionalista (organizado) tem uma
importância
> > histórica e um grande valor civilizatório nessa época de
> > fundamentalismos de todos os tipos. Colaborarei para que ele
> > frutifique e para que os seus frutos sejam doces ou agridoces ou
> > mesmo ácidos como o tamarindo - de qualquer forma, saborosos e
> > nutritivos.
> >
> > O meu amigo Murilo escreveu: "O ceticismo legítimo é algo
> aflitivo,
> > solitário, angustiante e insatisfatório para o cético...
fica
> tudo
> > melado e engororobado do ponto de vista intelectual, emocional,
> > filosófico e espiritual". Permita-me, Murilo, discordar de
você.
> >
> > Por muito tempo, fui um prisioneiro de esquemas teóricos
abstratos,
> > capaz de sacrificar, pela minha grande "Idéia" de Justiça e
> > Igualdade (de cuja verdade eu estava "certo"), tudo "e todos". Isso
> > me afligia. Meu cérebro e coração estavam em descompasso.
> >
> > Pois bem, depois de ler Montaigne, o grande filósofo cético,
> tudo
> > ficou claro: "Oh my love for the first time in my life, my eyes are
> > wide open... (John Lennon)". Suavizaram-se a minha aflição moral,
o
> > meu sentimento de solidão - reconciliei-me com meus
> > contemporâneos "imperfeitos" -, minha angústia de
> ser-no-mundo...
> >
> > O ceticismo filosófico, ao contrário do relativismo, não
nega
> a
> > existência de uma verdade "objetiva": o que ele nega é a
certeza
> > absoluta. Ao assimilar o princípio da dúvida radical, ao me
> > converter ao ceticismo, tornei-me mais deferente com as opiniões
> > contrárias (menos, porém, não com a burrice arrogante e com
a
> > desonestidade intelectual) e mais tolerante não só com os
outros
> mas
> > também comigo mesmo - pois, como os outros, sou capaz de errar.
> >
> > A partir de então - i.e., depois de me tornar um ceticista -,
> > submeti as idéias à vida: deixei de ser um servo de
> abstrações
> > intelectuais.
> >
> > Diga-se, ainda, que o meu ceticismo não me deixou confuso
> > intelectualmente. Pois, como antes, continuo "crendo" em idéias e
> > defendendo-as com o cérebro e o coração. Apenas não tenho
> mais
> > certeza, ou seja, não as considero mais indubitáveis ao ponto
> de,
> > sobranceiramente, recursar o diálogo com quem discorda de mim.
> >
> > Ademais, por incrível que pareça, o ceticismo - que não
é
> niilismo
> > nem relativismo - me revelou uma sólida moral de convivência.
> Como
> > escrevi em meu ensaio "Conseqüências Práticas do Ceticismo
> > Filosófico" (M. Bulcão, "As Esquisitices do Óbvio", APEX
> Gráfica e
> > Editora, Fortaleza - Ce, 2005, p. 70):
> >
> > <<Ao admitir que nem eu nem você detemos o monopólio do
> conhecimento
> > certo e indubitável, não estou senão aceitando como
> razoável a
> > atitude de considerar seus contra-argumentos e, por extensão, de
> > reputar como legítimas todas as opiniões diferentes. Essa
> incerteza
> > que está na margem tanto da minha quanto da sua crença é o
> que torna
> > nossos pontos de vista iguais, malgrado as dessemelhanças.
> Também é
> > a incerteza a justificação racional da minha e da sua liberdade
de
> > questionar, concordar, discordar. Ora, a aceitação do outro (do
> > diferente), a igualdade entre os interlocutores e a liberdade de
> > questionar são tanto os princípios da razão quanto da
> democracia."
> >
> > <<E nem é preciso ter certeza da verdade desses preceitos para
> > defendê-los firmemente, pois o que os sustenta e o que lhes dá
> > firmeza não é outra coisa que a incerteza intrínseca do
> > conhecimento: o princípio fundamental de que tudo é incerto,
> > inclusive esta afirmação.>>
> >
> > Abraços,
> > Manuel Bulcão
> >
> >
> >
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> >
> > Página de apoio
> > http://www.ciencialist.com
> >
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> > Links do Yahoo! Grupos
> >
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> Página de apoio
> http://www.ciencialist.com
>
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> Links do Yahoo! Grupos
>



[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Rocha levemente úmida
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 04/03/2008 21:35

Rocha levemente mida <http://100nexos.com/arquivo/497>

[image: aguaarterra32hjk] <http://blog.phiffer.org/post/27344630>

Fabulosa imagem representando *toda a gua no planeta* (1.4087 bilhes de
quilmetros cbicos dela), incluindo gua do mar, gelo, lagos, rios, nuvens
em *uma nica esfera*.

Na mesma escala, *todo o ar na atmosfera* (5140 trilhes de toneladas) em
uma esfera com a densidade do ar ao nvel do mar.

Grfico criado por *Dan Phiffer* (clique para o
original)<http://blog.phiffer.org/post/27344630>,
via *Fogonazos*<http://fogonazos.blogspot.com/2008/02/toda-el-agua-y-todo-el-aire-de-la.html>
.

*Veja tambm:*
Isto incrvel! Terrvel dor-de-cabea <http://100nexos.com/arquivo/148>Antes
de mais nada, o duplamente incrvel: ...
Asteride em rota de coliso com seu
crebro<http://100nexos.com/arquivo/276>Preciso colar aqui a nota
inteira publicada pelo ...
Michel Gondry: Videografia (quase)
completa<http://100nexos.com/arquivo/383>J mencionei o trabalho do
diretor franc&e...


[As partes desta mensagem que no continham texto foram removidas]



SUBJECT: Difração de Raios-X
FROM: "fiaskento" <fiaskento@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 05/03/2008 08:54

Bom Dia pessoal da lista

Tarbalho com difração de raios-x, pelo método de rietveld, gostaria de
saber de alguem tem uma base de dados para me ceder(com parametros de
rede e ajustes) para o tarbalho com metais e ligas metalicas. possuo
uma bse de dados mais ela e muito antiga. talbvez alguem tenha um site
para me indicar ou um paper ao qual eu possa acessar

agradeço a atençao

Felipe



SUBJECT: Mello: ministro católico deve pedir vista
FROM: Marcelo Pinto <Marcelop2007@aol.com>
TO: ciencialist <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 05/03/2008 11:21


http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2655243-EI6578,00.html



Mello: ministro católico deve pedir vista

José Cruz/Agência Brasil
O ministro Marco Aurélio Mello imagina que o colega Carlos Alberto
Menezes Direito, membro dos Juristas Católicos, pedirá vistas do
processo, o que adiará a votação

Raphael Prado

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda
não decidiu seu voto, mas tende a ser favorável à liberação das
pesquisas com células embrionárias. O tema será votado nesta
quarta-feira pela suprema Corte brasileira, em julgamento que começa às 14h.

*Veja também:
» Para geneticista, postura da Igreja é 'absurda'
<http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2652553-EI6578,00.html>
» Jurista: decisão deve envolver embriões congelados
<http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2654118-EI306,00.html>
» Entidades protestam contra uso de células-tronco
<http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2655786-EI306,00.html>*

Marco Aurélio Mello desconfia que seu colega Carlos Alberto Menezes
Direito, recém-empossado no STF no lugar de Sepúlveda Pertence, pode
pedir vista do processo. E com isso, atrasar a decisão da Corte.

- Ele é o segundo a votar, depois do ministro-relator. E, pelo que
dizem, pertence àquela organização dos Juristas Católicos, o que pode
fazer com que peça vistas para refletir melhor.

O ministro diz que ainda não está totalmente certo sobre seu voto. Mas
deixa claro que deve ter posição favorável à liberação das pesquisas:

- A mídia mesmo sabe que eu tenho uma visão mais progressista, em outros
casos polêmicos, então deduz que meu voto será pela liberação (das
pesquisas). Mas eu preciso primeiro ouvir o voto do relator.

Marco Aurélio Mello acredita que a proibição das pesquisas com
células-tronco pode atrasar a Ciência brasileira. E alerta para a
possibilidade de uma ampliação das diferenças sociais no País, caso isso
aconteça:

- É claro que os ministros irão considerar essa situação. Mas realmente
poderá ocorrer. Os ricos podem ir se tratar no exterior (/em países onde
a pesquisa é liberada/). Agora, os pobres...

O julgamento no STF começa nesta quarta-feira e deve durar dois dias,
caso nenhum ministro peça vistas do processo. Nesse caso, ele fica
parado até que o solicitante o devolva, num prazo máximo de 30 dias. E
então entra novamente na pauta, obedecendo a fila do que já espera para
ser votado.

A ação direta de inconstitucionalidade foi impetrada no STF pelo
ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles. Ele entende que os
embriões humanos já são vidas em formação e, por isso, devem ser
protegidos pela Constituição e não tratados pela Lei de Biossegurança -
texto de 2005 que também se refere aos transgênicos.



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Encontro ctico - 15/03
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 05/03/2008 12:55

Resumindo um oráculo:

"Ciência e razão utilizam o passado como trampolim; a religião e a fé o usam como sofá." [Léo]

[]'
===========================
Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
===========================
-----Mensagem Original-----
De: oraculo333
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviada em: terça-feira, 4 de março de 2008 21:09
Assunto: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03


Olá Jose Renato

J Renato: " Isso comprova o recorrente pecado cometido pelos
iluministas: o voluntarismo e a presunção de deter conhecimento
suficiente para decidir o que é ou não adequado à humanidade e
ao mundo em que vivemos."

Não era presunção, mas assunção. Os Iluministas tinham motivos
para pensar dessa forma, para considerar que seria possível continuar
a descobrir e explicar de forma racional e confiável o mundo e o
universo. Afinal, depois de MILHARES de anos de superstições,
explicações incorretas ou absurdas produzidas por diversos modos de
produzir "conhecimento", que nada produziam a não ser mais erros e
enganos, o novo sistema parecia ser quase perfeito..:-)

Milhares de absurdos e explicações falsas da religião, por
exemplo, das diversas e contraditórias religiões, estavam sendo
substituídos um a um por explicações racionais mais eficazes, mais
confiáveis, mais corretas. Era quase natural pensar que isso seguiria
adiante até a explicação total.

E embora isso não tenha ocorrido, e ssabemos agora não ocorrerá
devido a própria natureza do universo, isso não muda o fato de que
um pouco de ciência e razão é MUITO melhor que um monte de
fé e religião.

Aprendemos muito desde o iluminismo, inclusive a sermos mais cuidadosos
com qualquer alegação ou conclusão. Mas nada encontramos que desse
qualquer suporte a qualquer fé ou superstição. Isso não mudou
um milímetro.

Na verdade, sua frase ainda se aplica mais a religião, a fé, do
que a ciência, a razão ou mesmo ao que chama de Iluminismo: "o
voluntarismo e a presunção de deter conhecimento suficiente para
decidir o que é ou não adequado à humanidade e ao mundo em que
vivemos." Conhecimento sagrado, divino, derivado de iluminação ou
coisa do gênero.

São as religiões que tem certeza, continuam tendo certezas, não
a ciência. Por exemplo, religiões pensam "saber" quando a vida
começa, quando a vida humana começa, sem erro ou dificuldade.
Não concordam, é claro, com relação a quando isso ocorre, mas
todas alegam saber a "verdade".

Já a ciência pensa apenas que precisamos ser prágmaticos,
práticos, e decidir dentro da margem de segurança e com a maior
eficácia possível, a partir de razões humanas, necessidades
humanas.

Por isso o aborto deve ser permitido até 3 meses, por isso estudos
com células tronco devem ser liberados, não porque a ciência e
a razão "sabem a verdade" sobre seres humanos, mas porque, baseado em
dados concretos, escolhemos atos e ações capazes de melhorar a vida
das pessoas que "sabemos" são seres humanos e se beneficiariam com
esses atos e conhecimentos.

Renato: "Constatamos na história da humanidade que esse mesmo erro
é cometido por todos aqueles que têm conhecimento e poder, mas
não possuem sabedoria, inclusive aqueles que vc denomina de
"religiosos"."

O problema é que o que você vê como "erros", a permissão de
abortar por exemplo, eu vejo como acertos. E a diferença é que
escolho minhas conclusões a partir de razões e necessidades
humanas, e você pela crença que deus já definiu "a verdade" a
respeito desse ato.

Quando a razão erra, ela pode ser convencido do erro, por argumentos
e evidências, e pode mudar sua posição, sem muita dor ou
fanatismo. Quando a fé erra, não é possível fazer NADA para
alterar isso, uma vez que foi deus,a divindade imaginária, que
decidiu que é assim (posso fazer algo para convencer você que
não há alma inserida na concepção, e que é seguro e
razoável definir um ser humano pela mente e por suas capacidades
cognitivas, que só surgem bem depois dos 3 meses de gestação?).

A ciência e a razão, imperfeitas como sabemos que são, ainda
são a melhor escolha, mais segura e mais confiável, para analisar
e para escolher os rumos e ações humanas. Muito, mas muito melhor que
a fé e as religiões.

Um abraço.

Homero

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, José Renato Terra <jrma@...>
escreveu
>
> Olá, Homero! Percebo que vc já está consciente da
presunção dos iluministas
> e toma uma posição racional mais cuidadosa. Entretanto, apesar de
ser uma
> atitude recorrente aos estudiosos e cientistas menos experientes, ela
não é
> falsa como vc afirma, visto que ainda hoje observamos comentários
de pessoas
> que se dizem a serviço da humanidade, querendo fazer da Ciência
seu
> brinquedo particular, independente do que isso possa causar a outros
seres
> viventes ou não. Isso comprova o recorrente pecado cometido pelos
> iluministas: o voluntarismo e a presunção de deter conhecimento
suficiente
> para decidir o que é ou não adequado à humanidade e ao mundo
em que vivemos.
> Constatamos na história da humanidade que esse mesmo erro é
cometido por
> todos aqueles que têm conhecimento e poder, mas não possuem
sabedoria,
> inclusive aqueles que vc denomina de "religiosos".
>
> Abraços
>
> José Renato
> ...........................................
>
> ----- Original Message -----
> From: "oraculo333" oraculo@...
> To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Sent: Monday, March 03, 2008 12:27 AM
> Subject: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03
>
>
> Olá Jose Renato
>
> J Renato: "Certamente que não posso ter certezas se ainda não
> detenho o pleno conhecimento das coisas. Provavelmente, esse foi o
> principal pecado do cientificismo iluminista: a recaída na
recorrente
> presunção aristotélica de que tudo já é conhecido,
explicável,
> reconstruível e utilizável à nossa vontade sob pleno
domínio."
>
> Essa é uma acusação recorrente contra a ciência, contra a
> razão iluminista. Recorrente e falsa, profundamente falsa.
>
> Primeiro porque a arrogância de "saber" tudo não é, nunca
foi,
> da ciência ou mesmo do cientificismo (que é mais um espantalho
> para atacar a ciência real do que algo concreto, real), sendo muito
> mais uma característica da fé, das religiões e das
superstições.
>
> Quem tem todas as respostas, ou pretende ter (uma arrogância impar)
> é a fé. Mesmo que parte das respostas seja infantil ou
francamente
> sem sentido como "deus quis" ou "são mistérios de deus" e coisas
> do tipo.
>
> A ciência, mesmo em Aristoteles, nunca pretende saber 'tudo", toda
a
> "verdade", pelo contrário. Se a ciência, em qualquer momento,
> considerasse que "tudo JÁ é conhecido, explicável,
reconstruível",
> ou coisa do tipo, não haveria mais porque continuar a pesquisar,
> estudar, aprender (nem haveria porque insistir em estudar células
> tronco, por exemplo). É uma acusação-espantalho apenas.
>
> A confusão pode ser causada pela alegação da razão sobre a
> possibilidade de se compreender algo. Aristoteles não diz que tudo
> é compreensível pela razão, mas sim que, se algo é
> passível de ser compreendido, de forma confiável (o que
significa
> o mais próximo da verdade possível para seres humanos), o
será
> através da razão e não de outra forma. Diz que, ainda que se
> considere um motor primeiro, este não tem NADA a ver com os
problemas
> humanos, com a ética humana, que deve ser definida por
parâmetros
> humanos e pela razão.
>
> Ou seja, a ciência não diz nem que JÁ sabe tudo, ou mesmo que
> PODE saber tudo. Diz que o que podemos saber, o que sabemos, só
é
> possível pela razão. Isso deixa de fora bobagens como
> "iluminação", "revelação", livros sagrados de qualquer tipo,
> conhecimento que surge "no coração" e o famigerado "ser tocado por
> Cristo". Devemos decidir, por exemplo, se é permitido abortar por
> razões e conceitos humanos, não por determinação divina sobre
o
> sagrado óvulo fecundado.
>
> Sempre existirão coisas desconhecidas e, possivelmente, coisas que
> mesmo a ciência do futuro não pode descobrir. Mas isso NÃO
> significa que exista qualquer outra forma confiável de descobrir
> essas coisas desconhecidas, e certamente NÃO significa que são
> mistérios de jesus, Zeus ou Jeová (ou do Monstro Espaguete
> Voador).
>
> Em segundo lugar, inserida de forma toalmente não relacionada a
> questão do iluminismo e da razão versus fé, está a
> questão de pensarmos que "tudo é utilizável a nossa vontade
em
> pleno domínio". Quem, mais que a religião, pensa ser o universo
um
> parque de diversões ou propriedade dos "superiores" seres humanos,
> filhos do "dono" do negócio? Quem mais tem a pretensão e a
> arrogância de afirmar que somos todos especiais, filhos de deus, e
a
> parte mais importante da criação???
>
> Por exemplo, a superstição católica, cristã, derivada de
lendas
> de povos bárbaros, dá como sendo o mundo algo criado por deus
> "para" usufruto dos seres humanos. Embora fosse razoável (ou quase)
> afirmar isso em um mundo em que haviam apenas um planeta, Sol e Lua, e
> algumas luzes no céu, hoje, frente ao conhecimento do universo,
> bilhões de galáxias, cada uma com bilhões de estrelas,
> planetas, estrelas super massivas, nuvens cósmicas, buracos negros,
> etc, soa completamente idiota.
>
> Se há algo que a ciência e o conhecimento científico, o
> iluminismo, deveria ter ensinado a religião e a fé, era
humildade
> frente a imensidão do cosmos. E a deixar de lado a tolice de achar
> que este universo foi "criado" com o objetivo de produzir seres
humanos
> (e seu criador estar interessado, pessoalmente, na vida destes
> micróbios de planeta).
>
> Sim, não temos o total conhecimento de todas as coisas. Mas não
> preciso do total conhecimento de todas as coisas para descartar Papai
> Noel, Jeova ou as alegações sem sentido do Vaticano (que, alias,
> não em nem o apoio da maioria dos católicos na questão das
> células tronco, como demonstra pesquisa recente). Nem preciso de
> total conhecimento para reconhecer que o produto da ciência é
mais
> confiável que as superstições das religiões.
>
> E as lacunas do conhecimento não servem de esconderijo para
> superstições, e o deus-das-lacunas tem o péssimo hábito de
ser
> despejado a cada avanço da ciência e do conhecimento
> científico. Foi despejado dos vulcões, foi despejado do Sol e
foi
> despejado do sétimo circulo de cristal, depois da esfera das
> estrelas, onde habitavam os anjos e querubins. Isso é meio
> ridículo, na verdade.
>
> No final, o que resta a fé e a religião é construir
espantalhos
> como esse para acusar a ciência de coisas que ela nunca defendeu ou
> propôs. A ciência não defende verdades absolutas nem certezas
> absolutas, mas sim a confiabilidade do conhecimento produzido por seu
> método. E, mais importante, demonstra a tolice de se fiar em outro
> tipo de "conhecimento", baseado em superstições e crendices.
>
> Um abraço.
>
> Homero
>
>
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, José Renato Terra jrma@
> escreveu
> >
> > Manuel Bulcão escreveu: [ ...o meu ceticismo não me deixou
> confuso
> > intelectualmente. Pois, como antes, continuo "crendo" em idéias e
> > defendendo-as com o cérebro e o coração. Apenas *não tenho
> mais
> > certezas*, ou seja, não as considero mais indubitáveis ao
ponto
> de,
> > sobranceiramente, recursar o diálogo com quem discorda de mim. ]
> > ...........................................
> >
> > Caro, Manuel! Essa sabedoria que vc adquiriu está presente em
seus
> dois
> > instigantes livros, que li com grata satisfação: Sombras do
> Iluminismo e As
> > Esquisitices do Óbvio. Certamente que não posso ter certezas
se
> ainda não
> > detenho o pleno conhecimento das coisas. Provavelmente, esse foi o
> principal
> > pecado do cientificismo iluminista: a recaída na recorrente
> presunção
> > aristotélica de que tudo já é conhecido, explicável,
> reconstruível e
> > utilizável à nossa vontade sob pleno domínio.
> >
> > Abraços
> >
> > José Renato
> > ..........................................
> >
> > ----- Original Message -----
> > From: "Manuel Bulcão" manuelbulcao@
> > To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> > Sent: Thursday, February 28, 2008 3:33 PM
> > Subject: [ciencialist] Re: Encontro cético - 15/03
> >
> >
> > Oi Kentaro, Murilo e Mesquita:
> >
> > Lênin, que era "de esquerda", escreveu o opúsculo
"esquerdismo:
> > doença infantil do comunismo" (atualmente, alguns teóricos
> liberal-
> > socialistas, com os quais me afino, afirmam que o comunismo
também
> > foi uma doença infantil "da esquerda").
> >
> > O movimento cético-racionalista é algo novo e, ao meu ver,
> > alvissareiro. Mas, por ser novo, está suscetível aos germes
das
> > doenças infantis (alguns desses são velhos bacilos que já
> causaram
> > muitos estragos, como é o caso da espiroqueta do cientificismo).
> >
> > Esses vieses, entretanto, não são fatais e muito menos
> insuperáveis.
> > O movimento cético-racionalista (organizado) tem uma
importância
> > histórica e um grande valor civilizatório nessa época de
> > fundamentalismos de todos os tipos. Colaborarei para que ele
> > frutifique e para que os seus frutos sejam doces ou agridoces ou
> > mesmo ácidos como o tamarindo - de qualquer forma, saborosos e
> > nutritivos.
> >
> > O meu amigo Murilo escreveu: "O ceticismo legítimo é algo
> aflitivo,
> > solitário, angustiante e insatisfatório para o cético...
fica
> tudo
> > melado e engororobado do ponto de vista intelectual, emocional,
> > filosófico e espiritual". Permita-me, Murilo, discordar de
você.
> >
> > Por muito tempo, fui um prisioneiro de esquemas teóricos
abstratos,
> > capaz de sacrificar, pela minha grande "Idéia" de Justiça e
> > Igualdade (de cuja verdade eu estava "certo"), tudo "e todos". Isso
> > me afligia. Meu cérebro e coração estavam em descompasso.
> >
> > Pois bem, depois de ler Montaigne, o grande filósofo cético,
> tudo
> > ficou claro: "Oh my love for the first time in my life, my eyes are
> > wide open... (John Lennon)". Suavizaram-se a minha aflição moral,
o
> > meu sentimento de solidão - reconciliei-me com meus
> > contemporâneos "imperfeitos" -, minha angústia de
> ser-no-mundo...
> >
> > O ceticismo filosófico, ao contrário do relativismo, não
nega
> a
> > existência de uma verdade "objetiva": o que ele nega é a
certeza
> > absoluta. Ao assimilar o princípio da dúvida radical, ao me
> > converter ao ceticismo, tornei-me mais deferente com as opiniões
> > contrárias (menos, porém, não com a burrice arrogante e com
a
> > desonestidade intelectual) e mais tolerante não só com os
outros
> mas
> > também comigo mesmo - pois, como os outros, sou capaz de errar.
> >
> > A partir de então - i.e., depois de me tornar um ceticista -,
> > submeti as idéias à vida: deixei de ser um servo de
> abstrações
> > intelectuais.
> >
> > Diga-se, ainda, que o meu ceticismo não me deixou confuso
> > intelectualmente. Pois, como antes, continuo "crendo" em idéias e
> > defendendo-as com o cérebro e o coração. Apenas não tenho
> mais
> > certeza, ou seja, não as considero mais indubitáveis ao ponto
> de,
> > sobranceiramente, recursar o diálogo com quem discorda de mim.
> >
> > Ademais, por incrível que pareça, o ceticismo - que não
é
> niilismo
> > nem relativismo - me revelou uma sólida moral de convivência.
> Como
> > escrevi em meu ensaio "Conseqüências Práticas do Ceticismo
> > Filosófico" (M. Bulcão, "As Esquisitices do Óbvio", APEX
> Gráfica e
> > Editora, Fortaleza - Ce, 2005, p. 70):
> >
> > <<Ao admitir que nem eu nem você detemos o monopólio do
> conhecimento
> > certo e indubitável, não estou senão aceitando como
> razoável a
> > atitude de considerar seus contra-argumentos e, por extensão, de
> > reputar como legítimas todas as opiniões diferentes. Essa
> incerteza
> > que está na margem tanto da minha quanto da sua crença é o
> que torna
> > nossos pontos de vista iguais, malgrado as dessemelhanças.
> Também é
> > a incerteza a justificação racional da minha e da sua liberdade
de
> > questionar, concordar, discordar. Ora, a aceitação do outro (do
> > diferente), a igualdade entre os interlocutores e a liberdade de
> > questionar são tanto os princípios da razão quanto da
> democracia."
> >
> > <<E nem é preciso ter certeza da verdade desses preceitos para
> > defendê-los firmemente, pois o que os sustenta e o que lhes dá
> > firmeza não é outra coisa que a incerteza intrínseca do
> > conhecimento: o princípio fundamental de que tudo é incerto,
> > inclusive esta afirmação.>>
> >
> > Abraços,
> > Manuel Bulcão
> >
> >
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> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]






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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Rocha levemente úmida
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 05/03/2008 13:06

Mori,

no blog, troque "Câmera" por Câmara.

Câmera Fantástica,
Câmera lenta,
...

[]'
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Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
===========================
-----Mensagem Original-----
De: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
Para: <undisclosed-recipients:>
Enviada em: terça-feira, 4 de março de 2008 21:35
Assunto: [ciencialist] Rocha levemente úmida


Rocha levemente úmida <http://100nexos.com/arquivo/497>

[image: aguaarterra32hjk] <http://blog.phiffer.org/post/27344630>

Fabulosa imagem representando *toda a água no planeta* (1.4087 bilhões de
quilômetros cúbicos dela), incluindo água do mar, gelo, lagos, rios, nuvens.
em *uma única esfera*.

Na mesma escala, *todo o ar na atmosfera* (5140 trilhões de toneladas) em
uma esfera com a densidade do ar ao nível do mar.

Gráfico criado por *Dan Phiffer* (clique para o
original)<http://blog.phiffer.org/post/27344630>,
via *Fogonazos*<http://fogonazos.blogspot.com/2008/02/toda-el-agua-y-todo-el-aire-de-la.html>
.

*Veja também:*
Isto é. incrível! Terrível dor-de-cabeça <http://100nexos.com/arquivo/148>Antes
de mais nada, o duplamente incrível: ...
Asteróide em rota de colisão com seu
cérebro<http://100nexos.com/arquivo/276>Preciso colar aqui a nota
inteira publicada pelo ...
Michel Gondry: Videografia (quase)
completa<http://100nexos.com/arquivo/383>Já mencionei o trabalho do
diretor franc&e...


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SUBJECT: Chat Nanotecnologia e Humor
FROM: "brudna" <lrb@iq.ufrgs.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 05/03/2008 13:30

Estarei agora (quarta-feira), as 14 horas, em um chat sobre
Nanotecnologia e Humor.

No link
http://www.meebo.com/room/nanotecnologia/

Até
Luis Brudna





SUBJECT: Re: [ciencialist] Chat Nanotecnologia e Humor
FROM: "Maurício Kanno" <mpk.listas@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 05/03/2008 16:06

pra quem perdeu, fica o link do histórico do dia de hoje:
http://chatlogs.meebo.com/room/nanotecnologia/logs/today

ou posteriormente pode consultar em:
http://chatlogs.meebo.com/room/nanotecnologia/logs/

esta foi a apresentação detalhada do evento:
http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/portal/eng/humor-na-ciencia-e-nano-com-prof-luis-brudna/

abs
maurício kanno
http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/ (aqui temos programação dos
próximos chats...)

Em 05/03/08, brudna <lrb@iq.ufrgs.br> escreveu:
>
> Estarei agora (quarta-feira), as 14 horas, em um chat sobre
> Nanotecnologia e Humor.
>
> No link
> http://www.meebo.com/room/nanotecnologia/
>
> Até
> Luis Brudna
>
>
>


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SUBJECT: Re: [ciencialist] Deja-Vu
FROM: "psdias2 \(Yahoo\)" <psdias2@yahoo.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 05/03/2008 17:44

>As farc estariam querendo comprar dezenas de quilos de urânio
>(provavelmente para fazer bombas atômicas usando duas folhas de erva
>cidreira, meio quilo de argila e uma casca de jabuti).
>difícil levar a sério, não acham ?

Apenas um dados a mais:

No "Jornal das 10", na Globo News, foi mencionado que a intenção
deles era construir bombas com explosivos "convencionais", contendo
material radioativo (para causar contaminação nos locais/pessoas atingidas).

(é claro que essa notícia também precisaria ser confirmada).

Paulo

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Rocha levemente úmida
FROM: "Ricardo D. Kossatz" <ricardodk@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 05/03/2008 17:46

Oi Ferraz

>> Mori, no blog, troque "Câmera" por Câmara.

Ué, não são sinônimos?

Abraços do Ricardo


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Estudioso compara aquecimento global à escravidão nos EUA
FROM: Marcelo Pinto <Marcelop2007@aol.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 05/03/2008 18:40


Estudioso compara aquecimento global à escravidão nos EUA

Publicada em *03/03/2008* às 17h45m

Catharina Epprecht - O Globo Online Fábricas emitem gases estufa, na
Alemanha
<http://oglobo.globo.com/fotos/2008/03/03/03_MHG_Salve_Poluicao.jpg>

RIO - O que é que o aquecimento global tem em comum com a escravidão?
Pode parecer uma charada boba, mas resposta é séria e não tem muita
graça. A argumentação a evitar um posicionamento mais ético dos EUA em
relação aos dois problemas mostrou-se a mesma. É o que defende o
pesquisador da Universidade de Amsterdã Marc D. Davidson, doutor em
Filosofia, e que tem se especializado em questões que envolvem ética,
economia e ambientalismo.

Davidson publicou um artigo em que afirma que a mão-de-obra escrava era
tão importante para os Estados Unidos sulistas do século XIX quanto os
combustíveis fósseis no século XXI. E mais: mantem-se o mesmo tipo de
argumentação a refutar tanto o fim da escravidão no passado, quanto o
Protocolo de Kioto hoje.

- Muitos economistas e estudiosos acham que seu trabalho é objetivo ou
livre de valores. A maior parte, entretanto, pode apontar escolhas que
são dúbias do ponto de vista moral - explica o acadêmico holandês, em
entrevista, por email, ao GLOBO ONLINE.

Ele defende que o aquecimento global envolve questões éticas porque
aqueles que geram os riscos não são os mesmos a lidar com eles, tanto no
curto quanto no longo prazo.

Marc D. Davidson diz que sua pesquisa não tem um argumento científico
"típico" e que, de alguma maneira, é até político:

- Mas meu ponto principal é o de que não há medida independente,
objetiva, para se julgar moralmente abordagem dos riscos climáticos. A
única maneira é comparar as atitudes em outros casos.

E essa comparação, diz ele, pode revelar a proteção de interesses.

- Acredito que o Congresso norte-americano esteja hoje protegendo os
interesses dos EUA. Por vezes, isso é feito abertamente, como quando os
congressistas dizem que não será assinado nenhum tratado sobre o clima
que agrida sua economia. Mas na maior parte das vezes, é feito de
maneira escamoteada, dizendo que há dúvidas em relação à cientificidade,
exagerando os impactos econômicos etc - afirma.

E são esses subterfúgios (ou essa retórica) que ele expõe no artigo
"Paralelos entre a argumentação reacionária dos debates congressistas
dos EUA sobre a abolição da escravatura e o Protocolo de Kioto",
publicado no periódico /Climatic Change/.

*Retórica*

A primeira "estratégia" identificada é inverter as reivindicações de
mudança. "O que se advoga que seja ruim, na verdade é bom." Uma das
citações que usa, do senador e vice-presidente John Caldwell Calhoun,
para ilustrar o posicionamento do passado, é de dar vergonha: "A raça
africana central (...) nunca existiu em condição tão confortável,
respeitável ou civilizada, como a que desfruta nos Estados Sulistas."

" Kioto é uma arma econômica designada a destruir a competitividade
e a superioridade econômica dos EUA "

------------------------------------------------------------------------

Para os dias de hoje, a voz é dada ao senador Inhofe, chefe do Comitê de
Trabalhos Públicos e Meio Ambiente (em 2003):

"Até agora, ninguém demostrou nenhuma prova científica de que a elevação
da temperatura global chegará às previsões catastróficas dos alarmistas.
Na verdade, parece que o oposto é a verdade, que o aumento da
temperatura do globo tem efeitos benéficos em nossas vidas. (...)
Numerosos estudos mostraram que o aquecimento global pode, na verdade,
ser benéficos para a humanidade, (...) para o meio ambiente e para a
economia."

Esse raciocínio abre espaço para o segundo. O de que os benefícios
propostos pela nova política são duvidosos, de que a ciência (no caso do
Protocolo de Kioto) ou a compreensão humana (no caso da abolição) ainda
não alcançaram entendimento suficiente para garantir os resultados
propostos por quem pede mudanças.

O pesquisador lembra, entretanto, que nem sempre há coerência nessa
busca pelas provas: "O mesmo senador Inhofe que insistiu (...) numa
completa certeza científica antes de aprovar fundos para combater o
aquecimento do clima, encontrou justitificação suficiente em informações
inconclusivas do serviço de inteligência dos EUA, contradizendo o
inspetor chefe de armas da ONU, para começar a guerra no Iraque."

Por outro lado (argumento 3), defende-se que a mudança de parâmetros
seria a ruína da economia e da segurança nacional. Nesse caso, as
citações são cheias de números, cifrões e palavras negativistas (ruína,
devastação, desemprego, escuridão...) De novo, o senador Inhofe chega a
afirmar que "Kioto é uma arma econômica designada a destruir a
competitividade e a superioridade econômica dos EUA."

Há ainda a discussão de que a mudança seria injusta com os EUA (ou com
os Estados Sulistas, no caso da escravidão). Ao que Davidson cita a
sugestão do Brasil de que no cálculo para futuras emissões fossem
consideradas as emissões do passado. Nada mais justo? Para os países
emergentes com certeza.

- Mas os EUA tem todo um conjunto de idéias e discursos a provar o
contrário - aponta o pesquisador.

" Não vou abrir mão da minha liberdade para uma cambada de
funcionários desqualificados de outros países "

------------------------------------------------------------------------

A quinta semelhança entre as discussões é a da soberania. A escravidão
era tida como assunto doméstico, assim como "muitos congressistas
americanos se horrorizaram com a idéia de órgãos supranacionais tenham
voz em assuntos internos dos EUA, como o consumo de energia". E cita os
senadores Hagel ("Corta o coração de nossa soberania nacional colocar
uma autoridade internacional que sujeitaria os negócios e indústria
americanos a sua autoridade. Nunca antes na história dessa nação livre
isso aconteceu."); e Craig ("Nunca antes, permitiu-se que interesses
estrangeiros ditassem on tanto de energia que os americanos podem
usar."), além do enfático deputado Rohrabacher ("Não vou abrir mão da
minha liberdade para uma cambada de funcionários desqualificados de
outros países (...) Em 10 anos, todos esses órgãos serão liderados por
povos corruptos do Terceiro Mundo que provavelmente serão subornados
pela China Comunista.")

Por fim, argumenta-se que "ao se tentar beneficiar um grupo vulnerável,
pode-se fazer mal a outros grupos vulneráveis", como as mulheres, que
teriam de fazer trabalhos domésticos com o fim da escravidão e que, se
comparadas aos escravos homens livres, teriam menos direitos na sociedade.

--
Marcelo C. Pinto -
Linux Registered User: 189215

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto". - -Rui Barbosa



SUBJECT: Fwd: Informações e dúvidas
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 05/03/2008 19:51

Arriscando uma de "imperdível" (talvez esteja mais para "imprestável),
repasso abaixo a mensagem recebida de um "consulente" do site
CeticismoAberto.

È bem-intencionado, educado e escreve bem, assim ainda que suas
dúvidas sejam um tanto elementares, penso que vale muito a pena enviar
uma resposta caprichada... Léo? :-)

Se alguém se dedicar à tarefa, por certo repasso ao consulente. E
indico aqui a ciencialist, também.

Abraços,

Mori

---------- Forwarded message ----------
From: Alexandre ***@gmail.com>
Date: 2008/3/4
Subject: Informações e dúvidas
To: kentaro.mori@gmail.com


Prezado Sr.

Estive navegando em seu site, pois há mto tenho sido mais um estudioso
sobre moto-perpetuo e meios alternativos de energia.

Minha pergunta pode ser bastante amadora, mas gostaria de entender
melhor um conceito.

Não atingimos até hoje nenhuma forma de gerar energia utilizando o
sistema moto-perpétuo, se isso puder ser realizado com o uso de água
da natureza ou até mesmo reaproveitada do próprio ciclo estive
pensando no princípio do monjolo, uma vez que em qualquer local da
antiguidade que se vá por mais que os anos passem lá está ele,
construído em madeira (100% natural) e funcionando, em alguns casos
até mais de uma centena de anos depois. É um princípio simples e
funcional. Uma vez que de longa durabilidade não seria o caso de
tentarmos aperfeiçoar esse conceito?

Outra dúvida que possuo ( se não for pedir demais), o sistema de
extração de petróleo no deserto, não há como a energia chegar lá, mas
as bombas utilizam rodas descentralizadas onde o peso faz com que
funcionem ininterruptamente. Não serve de ponto de parida também?

Enfim, agradeço pelo espaço e por qualquer resposta que venha a obter.

Sem mais,

A****
Mais um visionário (ainda) sem sucesso.


SUBJECT: Re: [ciencialist] Deja-Vu
FROM: Gil <nanolink01@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 05/03/2008 21:42

Paulo, Nem precisa confirmar essa notícia. É prosopopéia para acalentar
bovinos.

Minha pirraça com a mídia é justamente essa. Trata-se de uma volta do mito
da "bomba suja", um velho espantalho que é exibido para o público pelos
governos interessados em declarar guerras. Muito espetáculo e pouca
verossimilhança, a meu ver.

Sugiro que você dê uma olhada nesse vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=gYgF3i3Te1o

Há um breve relato de cientistas sobre esse mito (avançe até os 3 minutos
do video) que bem merecia um episódio dos "mythbusters".



Gil

Em Wed, 05 Mar 2008 17:44:33 -0300, psdias2 (Yahoo) <psdias2@yahoo.com.br>
escreveu:

>> As farc estariam querendo comprar dezenas de quilos de urânio
>> (provavelmente para fazer bombas atômicas usando duas folhas de erva
>> cidreira, meio quilo de argila e uma casca de jabuti).
>> difícil levar a sério, não acham ?
>
> Apenas um dados a mais:
>
> No "Jornal das 10", na Globo News, foi mencionado que a intenção
> deles era construir bombas com explosivos "convencionais", contendo
> material radioativo (para causar contaminação nos locais/pessoas
> atingidas).
>
> (é claro que essa notícia também precisaria ser confirmada).
>
> Paulo
>
> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
>
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SUBJECT: Re: [ciencialist] Deja-Vu
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 05/03/2008 22:24

Gil:
É realmente uma falta do que fazer dar a notícia de ques Farc querem fazer
uma bomba suja. Apenas impossível.
Entretanto é factível que eles comprem urânio para trocar por armas com
alguns governos como o Irã e outros que têem êsse sonho.
Há dias prenderam um cara na amazônia com uns sacos com "uranita". Não
informaram mais nada. O que esse cidadão iria fazer com esse material, caro,
raro e perigoso?

sds.,

silvio.

----- Original Message -----
From: "Gil" <nanolink01@gmail.com>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Wednesday, March 05, 2008 9:42 PM
Subject: Re: [ciencialist] Deja-Vu


> Paulo, Nem precisa confirmar essa notícia. É prosopopéia para acalentar
> bovinos.
>
> Minha pirraça com a mídia é justamente essa. Trata-se de uma volta do mito
> da "bomba suja", um velho espantalho que é exibido para o público pelos
> governos interessados em declarar guerras. Muito espetáculo e pouca
> verossimilhança, a meu ver.
>
> Sugiro que você dê uma olhada nesse vídeo:
> http://www.youtube.com/watch?v=gYgF3i3Te1o
>
> Há um breve relato de cientistas sobre esse mito (avançe até os 3 minutos
> do video) que bem merecia um episódio dos "mythbusters".
>
>
>
> Gil
>
> Em Wed, 05 Mar 2008 17:44:33 -0300, psdias2 (Yahoo) <psdias2@yahoo.com.br>
> escreveu:
>
>>> As farc estariam querendo comprar dezenas de quilos de urânio
>>> (provavelmente para fazer bombas atômicas usando duas folhas de erva
>>> cidreira, meio quilo de argila e uma casca de jabuti).
>>> difícil levar a sério, não acham ?
>>
>> Apenas um dados a mais:
>>
>> No "Jornal das 10", na Globo News, foi mencionado que a intenção
>> deles era construir bombas com explosivos "convencionais", contendo
>> material radioativo (para causar contaminação nos locais/pessoas
>> atingidas).
>>
>> (é claro que essa notícia também precisaria ser confirmada).
>>
>> Paulo
>>
>> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
>>
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SUBJECT: Re: [ciencialist] Deja-Vu
FROM: Lourenço <listaslou@yahoo.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 05/03/2008 22:25

É, e pensar que em Goiania, nem de explosivos precisaram para matar e
contaminar um monte de gente. Só um homem com um saquinho de césio,
espalhando ao vento deve fazer um estrago enorme.

Mas tudo bem, era impossível jogar um avião contra um prédio tb.


Até.

Lourenço.

listaslou@yahoo.com.br

O Brasil é tão bom quanto o voto que você colocou na urna.

POR GENTILEZA, AO REENVIAR SUAS MENSAGENS APAGUE ANTES O NOME DO REMETENTE
E REENVIE COM CÓPIA OCULTA (CCO). SEUS CONTATOS AGRADECEM POR SEUS NOMES NÃO
FICAREM EXPOSTOS NA INTERNET .



----- Original Message -----
From: "Gil" <nanolink01@gmail.com>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Wednesday, March 05, 2008 9:42 PM
Subject: Re: [ciencialist] Deja-Vu


> Paulo, Nem precisa confirmar essa notícia. É prosopopéia para acalentar
> bovinos.
>
> Minha pirraça com a mídia é justamente essa. Trata-se de uma volta do mito
> da "bomba suja", um velho espantalho que é exibido para o público pelos
> governos interessados em declarar guerras. Muito espetáculo e pouca
> verossimilhança, a meu ver.
>
> Sugiro que você dê uma olhada nesse vídeo:
> http://www.youtube.com/watch?v=gYgF3i3Te1o
>
> Há um breve relato de cientistas sobre esse mito (avançe até os 3 minutos
> do video) que bem merecia um episódio dos "mythbusters".
>
>
>
> Gil
>
> Em Wed, 05 Mar 2008 17:44:33 -0300, psdias2 (Yahoo) <psdias2@yahoo.com.br>
> escreveu:
>
>>> As farc estariam querendo comprar dezenas de quilos de urânio
>>> (provavelmente para fazer bombas atômicas usando duas folhas de erva
>>> cidreira, meio quilo de argila e uma casca de jabuti).
>>> difícil levar a sério, não acham ?
>>
>> Apenas um dados a mais:
>>
>> No "Jornal das 10", na Globo News, foi mencionado que a intenção
>> deles era construir bombas com explosivos "convencionais", contendo
>> material radioativo (para causar contaminação nos locais/pessoas
>> atingidas).
>>
>> (é claro que essa notícia também precisaria ser confirmada).
>>
>> Paulo
>>
>> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
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SUBJECT: Prêmio "Candela" concedido ao boletim "Magonia"
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 05/03/2008 22:28

Prmio Candela <http://www.haaan.com/candela/> [image: Prmio Candela]
http://haaan.com/candela/

*" melhor acender uma vela do que praguejar contra a escurido"* Adgio
------------------------------

*PREMIADOS*
Maro de 2008

O boletim britnico
*Magonia*<http://www.users.waitrose.com/%7Emagonia/index.htm>,
mantido por *John Rimmer*, *John Harney* e *Peter Rogerson*. "*Interpretando
vises e crenas contemporneas*" h mais de quatro dcadas,
*Magonia*oferece ensaios e pesquisas com um estilo nico, provando que
a abordagem
crtica a temas fortianos pode ser fascinante e verdadeiramente profunda e
produtiva. *Magonia* foi e permanece sendo uma inspirao.

O arquivo online principal do boletim est fora do ar, mas ainda pode ser
acessado no Internet
Archive<http://web.archive.org/web/*/http://magonia.demon.co.uk>
.
------------------------------

*Sobre o prmio Candela*

Durante a febre da caa s bruxas na Europa, em que a nica forma de provar
sua inocncia poderia ser afogando-se no fundo de um lago, poucas vozes
ousaram se levantar contra as atrocidades cometidas em nome do sobrenatural.

Foi especialmente neste contexto que o ingls *Thomas Ady* corajosamente
publicou em 1656 o tratado "*Uma Vela no Escuro*" advertindo que "*o grande
erro destes tempos atribuir poder a bruxas, e pela tola imaginao dos
crebros dos homens, promover a matana de inocentes*". Escrito como
conselho aos tribunais, seu tratado expunha as incoerncias e injustias de
um dos extremos histricos mais conhecidos da irracionalidade.

Em alguns pases da frica, no Paquisto e na ndia, pessoas inocentes
continuam sendo assassinadas como bruxas, embora esta loucura em particular
tenha se extinguido em grande parte do mundo. Mas ela deu lugar a muitas
outras.

Estas novas loucuras no costumam ser to explcitas em suas atrocidades,
porm seu impacto sobre a sociedade continua sendo to nocivo quanto quando
Ady advertiu sobre o perigo das "*naes perecerem pela falta de
conhecimento*".

O astrnomo *Carl Sagan *referiu-se a Ady no subttulo de sua ltima obra
publicada trezentos e quarenta anos depois, em 1996. "*O Mundo Assombrado
pelos Demnios A cincia vista como uma vela no escuro*" um livro
escrito como conselho ao pblico sobre as incoerncias e perigos das
pseudocincias.

O prmio "*Candela*" do projeto *HAAAN*, assim uma reverncia a Ady, a
Sagan, e a todos os premiados pelo seu trabalho em ajudar a iluminar o
mundo.
------------------------------


[As partes desta mensagem que no continham texto foram removidas]



SUBJECT: Basilisco?
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 05/03/2008 22:42

Basilisco? <http://www.ceticismoaberto.com/news/?p=1155>

[image: Lizard1] <http://10e.org/mt2/archives/200802/260252.php>

Alguém saberia identificar a espécie exata deste curioso lagarto? Clique
para mais imagens.


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Fw: Tabela de umidade
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: "ciencialist" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 06/03/2008 06:42

Quem pode ajudar?

[]'
===========================
Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
===========================
-----Mensagem Original-----
De: Helsom Cunha
Para: leobarretos@uol.com.br
Enviada em: quarta-feira, 5 de março de 2008 11:07
Assunto: Tabela de umidade


Olá professor,
Sou profissional de nível médio da área de meteorologia e trabalho no aeroporto de Vitória-ES. Muito interessante vossa contribuição ao site feira de ciências, aonde se pode ter uma boa noção de meteorologia, principalmente para quem deseja ingressar nessa carreira.

Eu trabalho no registro do tempo, através de parâmetros instrumentais e visuais. No caso da temperatura, ponto de orvalho e umidade, através de instrumentos e computador, aonde obtenho os dados que outrora eram adquiridos através de uma tabela específica. Atualmente não possuimos essas tabelas de umidade e ponto de orvalho. Sendo assim, gostaria de saber aonde adquirir tais tabelas, já que a Aeronáutica não dispõe das mesmas, pois obtemos os dados automaticamente.

Parabéns pelo vosso esforço e aguardo informação a respeito do assunto. Grato,



HELSOM CUNHA


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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Deja-Vu
FROM: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 06/03/2008 06:54

Bobagem. As farcs não precisam se preocupar em fabricar armas ou esses aparatos atômicos.
Os países que o toleram(e não descarto os EEUU. Hugo Chaves e o Equador, entre eles) fornecem o que quiserem, ora.
É só traficarem o suficiente, para arranjarem o suficiente, que as indústrias do entorno, e mais além, os alimentam
sem problemas. Afinal, quem mantém poderosas indústrias bélicas se não tem quem compre?

Alimentar guerras e guerrilhas dá faturamento: é preciso, pois. Viver não é preciso. Disse o poeta.

Realmente, a informação "No "Jornal das 10", na Globo News, foi mencionado que a intenção
deles era construir bombas com explosivos "convencionais", contendo
material radioativo (para causar contaminação nos locais/pessoas atingidas)."
carece de confirmação.

Particularmente, acho improvável que eles sejam tão burros a ponto de contamirem seu próprio "habitat".

Sds,
Victor.





----- Original Message -----
From: psdias2 (Yahoo)
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Wednesday, March 05, 2008 5:44 PM
Subject: Re: [ciencialist] Deja-Vu


>As farc estariam querendo comprar dezenas de quilos de urânio
>(provavelmente para fazer bombas atômicas usando duas folhas de erva
>cidreira, meio quilo de argila e uma casca de jabuti).
>difícil levar a sério, não acham ?

Apenas um dados a mais:

No "Jornal das 10", na Globo News, foi mencionado que a intenção
deles era construir bombas com explosivos "convencionais", contendo
material radioativo (para causar contaminação nos locais/pessoas atingidas).

(é claro que essa notícia também precisaria ser confirmada).

Paulo

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]






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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Rocha levemente mida
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 06/03/2008 07:15

Olá Ricardo,

os verbetes da língua portuguesa não pertencem à terminologia científica. Aurélio e que tais não devem ser consultados em temas e posturas da Ciência. O linguajar científico deve ser preciso a ponto de não suportar 'sinônimos'.
Observe, por exemplo, os verbos "exercer" e "aplicar". Podem parecer sinônimos, mas não o são, e alteram substancialmente o teor da questão.
A idéias "pressão aplicada numa parede" e "força exercida numa mola", por exemplo, pecam em conceituação. Uma pressão não pode ser 'aplicada' pois a grandeza não tem caráter vetorial (deve-se usar 'exercer') e, não se exerce força numa mola, pois os efeitos ficam duvidosos (comprimindo-a ou distendendo-a); o correto para força é 'aplicar'.
Correto: "pressão exercida numa parede" e "força aplicada numa mola".

Ao fim e ao cabo, não sei de onde saiu esse "câmera" para identificar um recinto fechado com propriedades definidas (câmara de pressão, câmara de explosão, câmara escura, câmara de vácuo, câmara de bicicleta, câmara de vereadores, ...).

Insistir no erro é usar voltímetro e amperímetro no lugar de voltômetro e amperômetro. Por que não 'cronímetro' ?

Sim, sei que são filigranas ... mas, a idéia científica tb é filigrana!
Veja-se o misticismo do mau emprego das palavras: energia, influência, vibrações, forças, atração, ...

aquele abraço,
===========================
Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
===========================
-----Mensagem Original-----
De: Ricardo D. Kossatz
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviada em: quarta-feira, 5 de março de 2008 17:46
Assunto: Re: [ciencialist] Rocha levemente úmida


Oi Ferraz

>> Mori, no blog, troque "Câmera" por Câmara.

Ué, não são sinônimos?

Abraços do Ricardo

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SUBJECT: Como se construíram as Pirâmides?
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 06/03/2008 10:36

Como se construram as Pirmides?<http://www.ceticismoaberto.com/news/?p=1158>

<http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/como-se-construiram-as-piramides-4564/#more-4564>

[image: piramidepipaclemmons21hj] A construo das pirmides parece ser um
mistrio ao inverso. Sabemos quem, quando e onde, embora *no exatamente
como*. E no sabemos justamente por haver um nmero sem fim de idias e
teorias propostas at hoje. No faltam formas pelas quais os antigos
egpcios, h 4.500 anos, no planalto de Giz, poderiam ter erigido as
maravilhas do mundo antigo. Ainda que algumas sejam bem menos plausveis que
outras.

*Bem* menos plausveis.

Tome como exemplo a teoria da californiana *Maureen Clemmons*. Segundo ela,
os egpcios dominaram a sofisticada tecnologia das *pipas*. Papagaios,
pandorgas mesmo, levantando blocos de toneladas ao ar. Inacreditvel? *Abra
sua mente para uma breve reviso de algumas das mais tresloucadas propostas
piramidais*. Leia o restante de 'Como se construram as
Pirmides?'<http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/como-se-construiram-as-piramides-4564/#more-4564>


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SUBJECT: RE: [ciencialist] Fwd: Informações e dúvidas
FROM: murilo filo <avalanchedrive@hotmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 06/03/2008 15:24

Mori,
oi.
Outros iraum responder com maestria, mas talvez o meu ponto de vista naum exatamente cientifico possa tambeim ser do seu agradoo, certo??t
Alexandre***@gmail.com eh o e-mail dele???
( estou num ambiente naum latino, desculpe a grafia. ))
Thanks!
Murilo Atl. 05/march



> To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> From: kentaro.mori@gmail.com
> Date: Wed, 5 Mar 2008 19:51:39 -0300
> Subject: [ciencialist] Fwd: Informações e dúvidas
>
> Arriscando uma de "imperdível" (talvez esteja mais para "imprestável),
> repasso abaixo a mensagem recebida de um "consulente" do site
> CeticismoAberto.
>
> È bem-intencionado, educado e escreve bem, assim ainda que suas
> dúvidas sejam um tanto elementares, penso que vale muito a pena enviar
> uma resposta caprichada... Léo? :-)
>
> Se alguém se dedicar à tarefa, por certo repasso ao consulente. E
> indico aqui a ciencialist, também.
>
> Abraços,
>
> Mori
>
> ---------- Forwarded message ----------
> From: Alexandre ***@gmail.com>
> Date: 2008/3/4
> Subject: Informações e dúvidas
> To: kentaro.mori@gmail.com
>
>
> Prezado Sr.
>
> Estive navegando em seu site, pois há mto tenho sido mais um estudioso
> sobre moto-perpetuo e meios alternativos de energia.
>
> Minha pergunta pode ser bastante amadora, mas gostaria de entender
> melhor um conceito.
>
> Não atingimos até hoje nenhuma forma de gerar energia utilizando o
> sistema moto-perpétuo, se isso puder ser realizado com o uso de água
> da natureza ou até mesmo reaproveitada do próprio ciclo estive
> pensando no princípio do monjolo, uma vez que em qualquer local da
> antiguidade que se vá por mais que os anos passem lá está ele,
> construído em madeira (100% natural) e funcionando, em alguns casos
> até mais de uma centena de anos depois. É um princípio simples e
> funcional. Uma vez que de longa durabilidade não seria o caso de
> tentarmos aperfeiçoar esse conceito?
>
> Outra dúvida que possuo ( se não for pedir demais), o sistema de
> extração de petróleo no deserto, não há como a energia chegar lá, mas
> as bombas utilizam rodas descentralizadas onde o peso faz com que
> funcionem ininterruptamente. Não serve de ponto de parida também?
>
> Enfim, agradeço pelo espaço e por qualquer resposta que venha a obter.
>
> Sem mais,
>
> A****
> Mais um visionário (ainda) sem sucesso.
>
>
> ##### ##### #####
>
> Página de apoio
> http://www.ciencialist.com
>
>
> ##### ##### ##### #####
> Links do Yahoo! Grupos
>
>


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SUBJECT: Re: [ciencialist] Fw: Tabela de umidade
FROM: LECarvalho <lecarvalho@infolink.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 07/03/2008 02:37


Quadros de psicrometria, em handbooks de
engenharia química, certamente fornecem esses dados.

L.E.




At 06:42 6/3/2008, you wrote:

>Quem pode ajudar?
>
>[]'
>===========================
>Luiz Ferraz Netto [Léo]
><mailto:leobarretos%40uol.com.br>leobarretos@uol.com.br
>http://www.feiradeciencias.com.br
>===========================
>-----Mensagem Original-----
>De: Helsom Cunha
>Para: <mailto:leobarretos%40uol.com.br>leobarretos@uol.com.br
>Enviada em: quarta-feira, 5 de março de 2008 11:07
>Assunto: Tabela de umidade
>
>Olá professor,
>Sou profissional de nível médio da área de
>meteorologia e trabalho no aeroporto de
>Vitória-ES. Muito interessante vossa
>contribuição ao site feira de ciências, aonde se
>pode ter uma boa noção de meteorologia,
>principalmente para quem deseja ingressar nessa carreira.
>
>Eu trabalho no registro do tempo, através de
>parâmetros instrumentais e visuais. No caso da
>temperatura, ponto de orvalho e umidade, através
>de instrumentos e computador, aonde obtenho os
>dados que outrora eram adquiridos através de uma
>tabela específica. Atualmente não possuimos
>essas tabelas de umidade e ponto de orvalho.
>Sendo assim, gostaria de saber aonde adquirir
>tais tabelas, já que a Aeronáutica não dispõe
>das mesmas, pois obtemos os dados automaticamente.
>
>Parabéns pelo vosso esforço e aguardo informação a respeito do assunto. Grato,
>
>HELSOM CUNHA
>
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>Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem
>limite de espaço para armazenamento!
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SUBJECT: Re: [ciencialist] Rocha levemente úmida
FROM: "Alvaro Augusto \(U\)" <alvaro@daelt.sh06.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 07/03/2008 17:44

Caro Léo,

Concordo com a idéia de que dicionários não devem ser usados como fonte de
terminologia científica, mas preciosismo demais conduz ao rigor, e o rigor
mata. Por exemplo, todos os exemplos que você citou valem para a língua
portuguesa, mas, dentre as três mil línguas atualmente gramaticalizadas, é
provável que existe pelo menos uma na qual não existe diferença entre os
verbos "exercer" e "aplicar". E daí, como faremos? Diremos ao nobre falante
de javanês que ele deve antes aprender uma língua decente para somente
depois aprender ciências?

Enquanto isso, os engenheiros elétricos de todos os lugares continuarão
usando um voltímetro para medir tensões elétricas e, de vez em quando, até
mesmo para medir voltagens!

[ ]s

Alvaro Augusto de Almeida
http://www.alvaroaugusto.com.br
alvaro@lunabay.com.br


----- Original Message -----
From: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Thursday, March 06, 2008 7:15 AM
Subject: Re: [ciencialist] Rocha levemente úmida


Olá Ricardo,

os verbetes da língua portuguesa não pertencem à terminologia científica.
Aurélio e que tais não devem ser consultados em temas e posturas da Ciência.
O linguajar científico deve ser preciso a ponto de não suportar 'sinônimos'.
Observe, por exemplo, os verbos "exercer" e "aplicar". Podem parecer
sinônimos, mas não o são, e alteram substancialmente o teor da questão.
A idéias "pressão aplicada numa parede" e "força exercida numa mola", por
exemplo, pecam em conceituação. Uma pressão não pode ser 'aplicada' pois a
grandeza não tem caráter vetorial (deve-se usar 'exercer') e, não se exerce
força numa mola, pois os efeitos ficam duvidosos (comprimindo-a ou
distendendo-a); o correto para força é 'aplicar'.
Correto: "pressão exercida numa parede" e "força aplicada numa mola".

Ao fim e ao cabo, não sei de onde saiu esse "câmera" para identificar um
recinto fechado com propriedades definidas (câmara de pressão, câmara de
explosão, câmara escura, câmara de vácuo, câmara de bicicleta, câmara de
vereadores, ...).

Insistir no erro é usar voltímetro e amperímetro no lugar de voltômetro e
amperômetro. Por que não 'cronímetro' ?

Sim, sei que são filigranas ... mas, a idéia científica tb é filigrana!
Veja-se o misticismo do mau emprego das palavras: energia, influência,
vibrações, forças, atração, ...

aquele abraço,
===========================
Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
===========================
-----Mensagem Original-----
De: Ricardo D. Kossatz
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviada em: quarta-feira, 5 de março de 2008 17:46
Assunto: Re: [ciencialist] Rocha levemente úmida


Oi Ferraz

>> Mori, no blog, troque "Câmera" por Câmara.

Ué, não são sinônimos?

Abraços do Ricardo

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Rocha levemente úmida
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 07/03/2008 17:51



Luiz Ferraz Netto <leobarretos@uol.com.br> escreveu:

>Insistir no erro é usar voltímetro e amperímetro no lugar de voltômetro e >amperômetro. Por que não 'cronímetro' ?
Péra aí! Agora eu que fiquei vendido. Explica melhor Léo!
[],s
Belmiro




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SUBJECT: Re: [ciencialist] Fw: feira de ciencias
FROM: Franco <interfisica@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 08/03/2008 01:35

Olá, Léo.
Há dias que não leio os e-mails e, por isso, não sei se sua questão já foi
respondida. Achei o tema interessante, mas não encontrei nada em pesquisas
na web. Caso vc já tenha se lembrado, poste aqui para nós essa tal lei. No
entanto, porque não tenta enviar uma mensagem para o portal do MEC?
Indo em http://portal.mec.gov.br , no menu à esquerda há o link FALE
CONOSCO. E há os tópicos para qual seção enviar sua dúvida. Por exemplo:
Ensino Médio > Legislação do Ensino Médio.

Agora, na opinião dos professores dessa lista. Não acham que, se houvesse
uma premiação, também nas notas, tais alunos não se sentiriam mais motivados
em sala de aula quanto em prosseguir com novos projetos para outras feiras
de ciências?

Abs.
Franco.


Em 24/02/08, Luiz Ferraz Netto <leobarretos@uol.com.br> escreveu:
>
> Olá pessoal,
>
> eu perdi a referência da lei citada pela consulente (foi dada por um
> promotor ... e eu não anotei o 'número', apenas citei o 'recheio da lei'.).
> O recheio da lei, simplificando, foi-me passado assim: "não é permitido
> 'premiar' com acréscimo de notas mensais ou semestrais, os trabalhos
> apresentados em Feiras de Ciências.".
> Havia mais detalhes nos ditos da lei ... mas, eu os perdi!
>
> Quem pode me achar algo sobre isso?


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Deja-Vu
FROM: Gil <nanolink01@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 08/03/2008 08:27

Sílvio;

Neste caso, como vc mesmo disse, é factível. Não digo que apostaria nisso,
mas pelo menos já se pode esperar algum tipo de comprovação, ou buscar
indícios que justifiquem a suposição.

Lourenço;
De fato, pode até ser que algum terrorista tenha a idéia de ficar andando
por aí com saquinho de material radiativo, mas é provável que a primeira
vítima (e talvez única) seja o próprio.

Gil


Em Wed, 05 Mar 2008 22:24:49 -0300, SILVIO CORDEIRO
<scordeiroes@superig.com.br> escreveu:

> Gil:
> É realmente uma falta do que fazer dar a notícia de ques Farc querem
> fazer
> uma bomba suja. Apenas impossível.
> Entretanto é factível que eles comprem urânio para trocar por armas com
> alguns governos como o Irã e outros que têem êsse sonho.
> Há dias prenderam um cara na amazônia com uns sacos com "uranita". Não
> informaram mais nada. O que esse cidadão iria fazer com esse material,
> caro,
> raro e perigoso?
>
> sds.,
>
> silvio.
>
> ----- Original Message -----
> From: "Gil" <nanolink01@gmail.com>
> To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
> Sent: Wednesday, March 05, 2008 9:42 PM
> Subject: Re: [ciencialist] Deja-Vu
>
>
>> Paulo, Nem precisa confirmar essa notícia. É prosopopéia para acalentar
>> bovinos.
>>
>> Minha pirraça com a mídia é justamente essa. Trata-se de uma volta do
>> mito
>> da "bomba suja", um velho espantalho que é exibido para o público pelos
>> governos interessados em declarar guerras. Muito espetáculo e pouca
>> verossimilhança, a meu ver.
>>
>> Sugiro que você dê uma olhada nesse vídeo:
>> http://www.youtube.com/watch?v=gYgF3i3Te1o
>>
>> Há um breve relato de cientistas sobre esse mito (avançe até os 3
>> minutos
>> do video) que bem merecia um episódio dos "mythbusters".
>>
>>
>>
>> Gil
>>
>> Em Wed, 05 Mar 2008 17:44:33 -0300, psdias2 (Yahoo)
>> <psdias2@yahoo.com.br>
>> escreveu:
>>
>>>> As farc estariam querendo comprar dezenas de quilos de urânio
>>>> (provavelmente para fazer bombas atômicas usando duas folhas de erva
>>>> cidreira, meio quilo de argila e uma casca de jabuti).
>>>> difícil levar a sério, não acham ?
>>>
>>> Apenas um dados a mais:
>>>
>>> No "Jornal das 10", na Globo News, foi mencionado que a intenção
>>> deles era construir bombas com explosivos "convencionais", contendo
>>> material radioativo (para causar contaminação nos locais/pessoas
>>> atingidas).
>>>
>>> (é claro que essa notícia também precisaria ser confirmada).
>>>
>>> Paulo
>>>
>>> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
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>>
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>



SUBJECT: Que acham dessa iniciativa da FAPESP
FROM: "psdias2 \(Yahoo\)" <psdias2@yahoo.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 08/03/2008 09:41

Fiquei curioso sobre que tipo de impacto poderia efetivamente
causar no ensino de Física, a iniciativa da FAPESP,
de distribuir para escolas um cartaz sobre a "Estrutura da Matéria"
(http://www.agencia.fapesp.br:80/boletim_dentro.php?id=8523).

Obs.: Não estou criticando (nem a favor, nem contra), pois meus
conhecimentos (tanto de ciências como de educação), são bastante
limitados. Apenas gostaria de saber a opinião de vocês - especialmente
de quem dá aulas nas escolas.

Paulo




SUBJECT: Re: [ciencialist] Fwd: Informações e dúvidas
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 08/03/2008 14:05

Interessante que os coordenadores aceitem um e-mail vazio e com uma ortografia propositalmente irresponsável e própria para moleques e crianças: esse, passa incólune pela censura.... será que essa observação passa?

silvio.

----- Original Message -----
From: murilo filo
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Thursday, March 06, 2008 3:24 PM
Subject: RE: [ciencialist] Fwd: Informações e dúvidas


Mori,
oi.
Outros iraum responder com maestria, mas talvez o meu ponto de vista naum exatamente cientifico possa tambeim ser do seu agradoo, certo??t
Alexandre***@gmail.com eh o e-mail dele???
( estou num ambiente naum latino, desculpe a grafia. ))
Thanks!
Murilo Atl. 05/march

> To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> From: kentaro.mori@gmail.com
> Date: Wed, 5 Mar 2008 19:51:39 -0300
> Subject: [ciencialist] Fwd: Informações e dúvidas
>
> Arriscando uma de "imperdível" (talvez esteja mais para "imprestável),
> repasso abaixo a mensagem recebida de um "consulente" do site
> CeticismoAberto.
>
> È bem-intencionado, educado e escreve bem, assim ainda que suas
> dúvidas sejam um tanto elementares, penso que vale muito a pena enviar
> uma resposta caprichada... Léo? :-)
>
> Se alguém se dedicar à tarefa, por certo repasso ao consulente. E
> indico aqui a ciencialist, também.
>
> Abraços,
>
> Mori
>
> ---------- Forwarded message ----------
> From: Alexandre ***@gmail.com>
> Date: 2008/3/4
> Subject: Informações e dúvidas
> To: kentaro.mori@gmail.com
>
>
> Prezado Sr.
>
> Estive navegando em seu site, pois há mto tenho sido mais um estudioso
> sobre moto-perpetuo e meios alternativos de energia.
>
> Minha pergunta pode ser bastante amadora, mas gostaria de entender
> melhor um conceito.
>
> Não atingimos até hoje nenhuma forma de gerar energia utilizando o
> sistema moto-perpétuo, se isso puder ser realizado com o uso de água
> da natureza ou até mesmo reaproveitada do próprio ciclo estive
> pensando no princípio do monjolo, uma vez que em qualquer local da
> antiguidade que se vá por mais que os anos passem lá está ele,
> construído em madeira (100% natural) e funcionando, em alguns casos
> até mais de uma centena de anos depois. É um princípio simples e
> funcional. Uma vez que de longa durabilidade não seria o caso de
> tentarmos aperfeiçoar esse conceito?
>
> Outra dúvida que possuo ( se não for pedir demais), o sistema de
> extração de petróleo no deserto, não há como a energia chegar lá, mas
> as bombas utilizam rodas descentralizadas onde o peso faz com que
> funcionem ininterruptamente. Não serve de ponto de parida também?
>
> Enfim, agradeço pelo espaço e por qualquer resposta que venha a obter.
>
> Sem mais,
>
> A****
> Mais um visionário (ainda) sem sucesso.
>
>
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> Página de apoio
> http://www.ciencialist.com
>
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> Links do Yahoo! Grupos
>
>

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SUBJECT: Re: [ciencialist] Que acham dessa iniciativa da FAPESP
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 08/03/2008 14:13

Paulo:

Achei de grande importância, mais que didática, motivadora, para que nossa juventude desperte para coisas realmente importantes como a física.
Agora, com a inauguração do CERN francês, teremos muitas novidades nas pesquisas sobre o que é a matéria e quando começarem a abrir as partículas sub-atõmicas informações extremamente valiosas serão verificadas. O atrazo, o vazio da juventude é exatamente a falta de desconhecimento das ciências físicas e químicas que são a base da cadeia da vida. A maioria prefere teatrinhos e danças, pois é matéria mais fácil de ensinar: e continuamos na inexorával caminhada para o brejo.

sds.,
silvio.

----- Original Message -----
From: psdias2 (Yahoo)
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Saturday, March 08, 2008 9:41 AM
Subject: [ciencialist] Que acham dessa iniciativa da FAPESP


Fiquei curioso sobre que tipo de impacto poderia efetivamente
causar no ensino de Física, a iniciativa da FAPESP,
de distribuir para escolas um cartaz sobre a "Estrutura da Matéria"
(http://www.agencia.fapesp.br:80/boletim_dentro.php?id=8523).

Obs.: Não estou criticando (nem a favor, nem contra), pois meus
conhecimentos (tanto de ciências como de educação), são bastante
limitados. Apenas gostaria de saber a opinião de vocês - especialmente
de quem dá aulas nas escolas.

Paulo





[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Rocha levemente úmida
FROM: "Alvaro Augusto \(U\)" <alvaro@daelt.sh06.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 08/03/2008 14:39

Belmiro,

Alguns físicos insistem que o sufixo "ímetro" deve ser usado para
instrumentos de medida direta, enquanto o sufixo "ômetro" deve ser usado
para instrumentos de medida indireta. Assim, aqueles instrumentos que usamos
todos os dias para medir tensão e corrente seriam, respectivamente, o
"voltômetro" e o "amperômetro" ... Naturalmente, nenhum engenheiro jamais
irá adotar essa terminologia.

[ ]s

Alvaro Augusto de Almeida
http://www.alvaroaugusto.com.br
alvaro@lunabay.com.br


----- Original Message -----
From: "Belmiro Wolski" <belmirow@yahoo.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Friday, March 07, 2008 5:51 PM
Subject: Re: [ciencialist] Rocha levemente úmida




Luiz Ferraz Netto <leobarretos@uol.com.br> escreveu:

>Insistir no erro é usar voltímetro e amperímetro no lugar de voltômetro e
> >amperômetro. Por que não 'cronímetro' ?
Péra aí! Agora eu que fiquei vendido. Explica melhor Léo!
[],s
Belmiro







SUBJECT: Re: [ciencialist] Fwd: Informações e dúvidas
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 08/03/2008 16:54

Olá Murilo,

O e-mail do "consulente" não é esse... como recebi o email de forma
privada, preferiria repassar a resposta de outras pessoas a ele.
Assim, se você ou qualquer pessoa responder aqui na clist mesmo, eu
copiaria e repassaria, indicando o autor da resposta e a lista...

Todos ganham. Aliás, vendo seu endereço de email agora me lembrei de q
vc é um interessado pelos motos perpétuos, com aquela idéia
interessante. Estou repassando o email do "consulente" a você em
privado, imagino que ele gostará de conversar com você. Mas se puder
partilhe seus intercâmbios e traga para a lista, acredito que será
interessante a todos.

Cordial abraço,

Mori
PS.: Continuo discordando de sua mensagem sobre o "encontro cético".
Sou eu o mesmo "séptico"... promovendo o contato entre dois
interessados por motos perpétuos.

2008/3/6 murilo filo <avalanchedrive@hotmail.com>:
> Mori,
> oi.
> Outros iraum responder com maestria, mas talvez o meu ponto de vista naum
> exatamente cientifico possa tambeim ser do seu agradoo, certo??t
> Alexandre***@gmail.com eh o e-mail dele???
> ( estou num ambiente naum latino, desculpe a grafia. ))
> Thanks!
> Murilo Atl. 05/march
>
> > To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> > From: kentaro.mori@gmail.com
> > Date: Wed, 5 Mar 2008 19:51:39 -0300
> > Subject: [ciencialist] Fwd: Informações e dúvidas
>
>
> >
> > Arriscando uma de "imperdível" (talvez esteja mais para "imprestável),
> > repasso abaixo a mensagem recebida de um "consulente" do site
> > CeticismoAberto.
> >
> > È bem-intencionado, educado e escreve bem, assim ainda que suas
> > dúvidas sejam um tanto elementares, penso que vale muito a pena enviar
> > uma resposta caprichada... Léo? :-)
> >
> > Se alguém se dedicar à tarefa, por certo repasso ao consulente. E
> > indico aqui a ciencialist, também.
> >
> > Abraços,
> >
> > Mori
> >
> > ---------- Forwarded message ----------
> > From: Alexandre ***@gmail.com>
> > Date: 2008/3/4
> > Subject: Informações e dúvidas
> > To: kentaro.mori@gmail.com
> >
> >
> > Prezado Sr.
> >
> > Estive navegando em seu site, pois há mto tenho sido mais um estudioso
> > sobre moto-perpetuo e meios alternativos de energia.
> >
> > Minha pergunta pode ser bastante amadora, mas gostaria de entender
> > melhor um conceito.
> >
> > Não atingimos até hoje nenhuma forma de gerar energia utilizando o
> > sistema moto-perpétuo, se isso puder ser realizado com o uso de água
> > da natureza ou até mesmo reaproveitada do próprio ciclo estive
> > pensando no princípio do monjolo, uma vez que em qualquer local da
> > antiguidade que se vá por mais que os anos passem lá está ele,
> > construído em madeira (100% natural) e funcionando, em alguns casos
> > até mais de uma centena de anos depois. É um princípio simples e
> > funcional. Uma vez que de longa durabilidade não seria o caso de
> > tentarmos aperfeiçoar esse conceito?
> >
> > Outra dúvida que possuo ( se não for pedir demais), o sistema de
> > extração de petróleo no deserto, não há como a energia chegar lá, mas
> > as bombas utilizam rodas descentralizadas onde o peso faz com que
> > funcionem ininterruptamente. Não serve de ponto de parida também?
> >
> > Enfim, agradeço pelo espaço e por qualquer resposta que venha a obter.
> >
> > Sem mais,
> >
> > A****
> > Mais um visionário (ainda) sem sucesso.
> >
> >
> > ##### ##### #####
> >
> > Página de apoio
> > http://www.ciencialist.com
> >
> >
> > ##### ##### ##### #####
> > Links do Yahoo! Grupos
> >
> >
>
> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
>
>


SUBJECT: Re: [ciencialist] Rocha levemente úmida
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 09/03/2008 14:31



"Alvaro Augusto (U)" <alvaro@daelt.sh06.com> escreveu: Belmiro,

Alguns físicos insistem que o sufixo "ímetro" deve ser usado para
instrumentos de medida direta, enquanto o sufixo "ômetro" deve ser usado
para instrumentos de medida indireta. Assim, aqueles instrumentos que usamos
todos os dias para medir tensão e corrente seriam, respectivamente, o
"voltômetro" e o "amperômetro" ... Naturalmente, nenhum engenheiro jamais
irá adotar essa terminologia.

[ ]s

Alvaro Augusto de Almeida

Não me parece que isto seja competência de físicos ou de qualquer outra classe. Se houver padronização, esta deve partir de um órgão oficial. E, se algum dia houver esta padronização, em nome de um preciosismo tolo, nos veremos forçados a falar errado, ainda mais. Pois, se é voltímetro ou voltômetro (um velho professor meu insistia que o correto é voltmetro, amperemetro e assim por diante), ambos os nomes derivam da unidade da grandeza. Porém, cronômetro ( e por que não tempômetro?) não se refere a unidade mas sim à grandeza. Como seria o correto então? Segundômetro? minutômetro? horômetro? Pelo raciocínio inverso, não seria amperímetro e nem amperômetro mas sim, correntímetro. E como seria o correto para tacômetro? rotações por minutômetro? E o velocímetro? É de medida indireta. Deveria ser ... veloçômetro? Não dá mesmo, não é? Melhor deixar as coisas como estão.

[],s
Belmiro



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SUBJECT: Pensamento físico
FROM: "bravo_humbrera" <hamletsmx@hotmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 09/03/2008 18:56

Como um físico pensa? Como ele faz deduções até chegar as suas
conclusões? Pensar fisicamente é algo individual, algo que se
desenvolve por conta própria, ou pode existir alguma metodologia
unificada de trabalho?



SUBJECT: Nanotecnologia.
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 09/03/2008 18:57

Acessem êsse site:

La Nanotecnología - Nociones fundamentales. Tipos.
http://www.monografias.com/cgi-bin/jump.cgi?ID=127078


sds.,

silvio.

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Erro fractal
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 10/03/2008 00:40

Erro fractal <http://100nexos.com/arquivo/506>

[image: fractalwrongness]

*Erro Fractal*: o estado de estar errado em toda escala concebvel de
resoluo. Isto , distncia, a viso de mundo de uma pessoa fractalmente
errada parece incorreta; e se voc se aproximar e aumentar qualquer parte
dessa viso de mundo, ela ser to errada quanto o todo.

Debater com uma pessoa fractalmente errada leva a um regresso infinito, j
que cada refutao que se faa das opinies de uma pessoa leva a outra
falcia, cheia de meias-verdades, incoerncias e simplesmente mentiras, que
requerem tanta refutao quanto a inicial. impossvel convencer uma pessoa
fractalmente errada de qualquer coisa, assim como impossvel caminhar
pelas bordas de um conjunto de Mandelbrot em tempo finito.

Se voc se envolver em uma discusso com uma pessoa fractalmente errada, seu
melhor plano de ao ser declarar sua idia uma vez e ignorar quaisquer
respostas, sem desperdiar tempo.

[via Imposturas <http://imposturascientificas.wordpress.com/>, Keunwoo
Lee<http://www.cs.washington.edu/homes/klee/misc/lexicon.html>
]
*Veja tambm:*

Fractais premiados <http://100nexos.com/arquivo/429> Confira os ganhadores
do "Benoit Mandelbrot Fract...
Nove milhes de bicicletas (e o Universo
observvel)<http://100nexos.com/arquivo/440>Katie Melua fez enorme
sucesso no Reino Unido h&a...
Confira: a praia em zoom infinito <http://100nexos.com/arquivo/341> Lembra
de quando aprendeu que os contornos das co...
Crie um fractal com massinha <http://100nexos.com/arquivo/397> O stio
"Evil Mad Scientist Laboratories" ...
O Incrvel Telefone Paranormal <http://100nexos.com/arquivo/376> Por que
nunca d ocupado quando ligamos pa..


[As partes desta mensagem que no continham texto foram removidas]



SUBJECT: Russian blues
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 10/03/2008 00:41

Russian blues <http://100nexos.com/arquivo/508>

[image: bluemanazulda]

*Bebês *processam cores primariamente com o *hemisfério direito do cérebro*,
de forma "pura", enquanto *adultos *o fazem com o *lado esquerdo*, nos *centros
de linguagem*, segundo o trabalho: Categorical perception of color is
lateralized to the right hemisphere in infants, but to the left hemisphere
in adults <http://www.pnas.org/cgi/content/full/105/9/3221>.

Como *a Wired comenta<http://blog.wired.com/wiredscience/2008/03/babies-see-pure.html>
*, o estudo é especialmente interessante frente a outros achados, como de
que a linguagem de fato parece influenciar nossa percepção das cores. Estudos
indicam<http://209.85.165.104/search?q=cache:Tqrf9tXFRGQJ:tedlab.mit.edu/%7Emcfrank/papers/witthoft2003.pdf+russians+perceive+colors+differently&hl=en&ct=clnk&cd=1&gl=us>,
por exemplo, que aqueles que falam russo possuem maior capacidade de
distinguir tons de azul que, aos falantes de outras línguas, são designados
pela mesma cor.

Por outro lado, em *japonês* azul e verde ainda hoje podem ser classificados
como a cor "*aoi*" <http://en.wikipedia.org/wiki/Ao_%28color%29>.

Cores não são nada
simples<http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/molho-especial-2682/>
.

*Veja também:*
Summer Time Machine Blues <http://100nexos.com/arquivo/300> Você também
considera "De Volta para...
Save the Russian guy, save the world <http://100nexos.com/arquivo/475> Vídeo
filmado com um celular na Rú...
Na União Soviética, os discos voadores fazem
VOCÊ!!<http://100nexos.com/arquivo/427>Clique na imagem acima para
assistir ao document&...


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SUBJECT: Re: [ciencialist] Rocha levemente úmida
FROM: "Ricardo D. Kossatz" <ricardodk@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 10/03/2008 04:53

Oi Lo

Concordo com voc quanto a necessidade de preciso dos termos e a correta
identificao dos significados, mas discordo de quem tem a competncia para
isso. Porm "cmera" (1712*) o mesmo que "cmara" (1278*); "cmera" uma
variao de "cmara" (do latim, camera ou camara e grego kamra). So duas
palavras com o mesmo significado e no palavras com alguns significados em
comum ou com significao prxima. Qualquer uma delas pode ser usada a
qualquer tempo, independente do contexto, apesar de "cmera" ser mais
utilizada (usual) quando relacionada a fotografia, cinema e televiso e
"cmara" quando relacionada a recinto. No penso que neste caso caiba ao
menos a justificativa de preciosismo.

Isso difere do teu exemplo de "exercer" e "aplicar", que, como voc bem
explicou, no so, ao menos, sinnimos.

Quanto a questo dos "voltmetro"(1899*) versus "voltmetro"(???) e
"ampermetro" (1899*) versus "ampermetro" (1913*), a diferena est apenas
na vogal de ligao (-i- para o latim e -o- para o grego).... o ideal seria
usar o -i- quando as palavras ligadas tivessem origem no latim e -o- quando
no grego. metro do grego (mtron), mas "volt" e "ampere" vm do francs
(ramo itlico do latim vulgar?) , o que complica um pouco as coisas... ( o
tal do hibridismo) pior ainda quando ligssemos latim com grego
[polar-(i/o)-metro] ou grego com latim.... qual seria o uso correto, -i- ou
-o- ?

Abraos do Ricardo.

*Datao: Houaiss


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SUBJECT: Nano-papos pelo Dia Internacional da Mulher: Bioquímica, Nanoglicobiotecnologia e Física Nuclear
FROM: "Maurício Kanno" <mpk.listas@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br, blogs_educativos@yahoogrupos.com.br
DATE: 10/03/2008 05:25

[image: Trio pesquisadoras Shreier, Petri e Rizzuto]

Olá, turma que curte ciência e internet! Esta semana, em homenagem ao Dia
Internacional da Mulher (8 de março), estão participando três pesquisadoras
convidadas nos bate-papos virtuais do projeto Engajamento Público em
Nanotecnologia da
Renanosoma<http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/sobre-a-renanosoma/>.
Para participar deles, entre em http://www.meebo.com/room/nanotecnologia/ ,
nos horários indicados abaixo.
Bioquímica e membranas com profa. Shirley Shreier

Nesta segunda-feira, 10 de março de 2008, às 14 horas (horário de SP),
participa a professora *Shirley Schreier*, professora do Instituto de
Química da Universidade de São Paulo. É dedicada à área de Bioquímica,
especialmente membranas modelo, peptídeos biologicamente /
farmacologicamente ativos, interações entre membranas e compostos
farmacologicamente ativos (anestésicos locais, antibióticos poliênicos),
etc. Sua livre-docência na USP tratou de Estudos Estruturais e Dinâmicos de
Membranas pelo Método de Marcador de Spin.
Rede Nanoglicobiotecnologia, com profa. Denise Petri

Na quarta-feira, 12 de março de 2008, às 14 horas (horário de SP), participa
a professora *Denise Freitas Siqueira Petri*, do Departamento de Química
Fundamental do Instituto de Química da Universidade de São Paulo. É a
coordenadora em São Paulo/USP da rede Nanoglicobiotecnologia, rede nacional
que tem por objetivo desenvolver novos materiais baseados em produtos
formados por polissacarídeos e carboidratos nativos. A coordenação nacional
da rede é feita pela professora Maria Rita Sierakowskina, na Universidade
Federal do Paraná.
Nano e Física Nuclear com profa. Márcia Rizzutto

Na sexta-feira, 14 de março de 2008, às 10 horas (horário de SP), participa
a professora *Márcia de Almeida Rizzutto*, da Universidade de São Paulo,
atuando principalmente na área de Física Aplicada com Aceleradores nos
seguintes temas: PIXE-PIGE, caracterização de materiais biológicos,
materiais metálicos e obras de arte com feixes iônicos. Tem desenvolvido
trabalhos também na área de implantação iônica. Realizou pós-doutorado na
área de Física Nuclear Experimental no Istituto Nazionale de Fisica Nucleare
(Sezione di Padova/Itália) e em Física Nuclear Aplicada com Aceleradores na
Universidade de São Paulo.


=================================

*Saiba mais*

A Renanosoma, por meio de projeto aprovado em edital do CNPq, realiza
bate-papos semanais sobre nanotecnologia, com diferentes pesquisadores
convidados! Os chats são normalmente nas segundas e quartas-feiras às 14
horas, e nas sextas-feiras às 10 horas.

- Saiba como foram os *chats
anteriores<http://chatlogs.meebo.com/room/nanotecnologia/logs/>
*! Ou ainda em http://chat.ipt.br/renanosoma/index.php?resumo .

- Esclareça suas dúvidas para usar o sistema de
chat!<http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/portal/guia/>

- Saiba mais sobre a Renanosoma e o projeto Engajamento Público em
Nanotecnologia: *http://nanotecnologia
.incubadora.fapesp.br/portal/sobre-a-renanosoma/*

http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br
Para esclarecer outras dúvidas, responda o e-mail ou telefone: (11)
9564-4568

Abs,
Maurício Kanno
Jornalista e bolsista do Projeto Engajamento Público em Nanotecnologia


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SUBJECT: Re: [ciencialist] Rocha levemente úmida
FROM: "Alvaro Augusto \(U\)" <alvaro@daelt.sh06.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 10/03/2008 12:03

A esse respeito, vale lembrar Fernando de Oliveira, primeiro gramático do
português brasileiro: "a língua é o que os falantes fazem dela". Os
engenheiros brasileiros vão continuar usando "voltímetro" até que o sol de
apague, pois essa e várias outras expressões foram consagradas pelo uso.
Mistura de latim com grego? Existe uma dessas palavras que todos usam sem
problemas: televisão.

[ ]s

Alvaro Augusto de Almeida
http://www.alvaroaugusto.com.br
alvaro@lunabay.com.br



----- Original Message -----
From: "Ricardo D. Kossatz" <ricardodk@gmail.com>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Monday, March 10, 2008 4:53 AM
Subject: Re: [ciencialist] Rocha levemente úmida


Oi Léo

Concordo com você quanto a necessidade de precisão dos termos e a correta
identificação dos significados, mas discordo de quem tem a competência para
isso. Porém "câmera" (1712*) é o mesmo que "câmara" (1278*); "câmera" é uma
variação de "câmara" (do latim, camera ou camara e grego kamára). São duas
palavras com o mesmo significado e não palavras com alguns significados em
comum ou com significação próxima. Qualquer uma delas pode ser usada a
qualquer tempo, independente do contexto, apesar de "câmera" ser mais
utilizada (usual) quando relacionada a fotografia, cinema e televisão e
"câmara" quando relacionada a recinto. Não penso que neste caso caiba ao
menos a justificativa de preciosismo.

Isso difere do teu exemplo de "exercer" e "aplicar", que, como você bem
explicou, não são, ao menos, sinônimos.

Quanto a questão dos "voltímetro"(1899*) versus "voltômetro"(???) e
"amperímetro" (1899*) versus "amperômetro" (1913*), a diferença está apenas
na vogal de ligação (-i- para o latim e -o- para o grego).... o ideal seria
usar o -i- quando as palavras ligadas tivessem origem no latim e -o- quando
no grego. -metro é do grego (métron), mas "volt" e "ampere" vêm do francês
(ramo itálico do latim vulgar?) , o que complica um pouco as coisas... (é o
tal do hibridismo) pior ainda quando ligássemos latim com grego
[polar-(i/o)-metro] ou grego com latim.... qual seria o uso correto, -i- ou
-o- ?

Abraços do Ricardo.

*Datação: Houaiss




SUBJECT: Re: [ciencialist] Rocha levemente úmida
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 10/03/2008 17:36

Belmiro:

Interessante que nos manuais de serviço como os da Marinha (meu filho acaba de estudar), não consta os "ômetros" citados mas tem os micrômetro, o densitômetro e outros.
Seria atribuição do Instituto Nacional de Pesos e medidas do MIC regulamentar a matéria. No meu SI que é velho nada consta a respeito.

Seria interessante que se fizesse uma consulta formal pois, sendo aceita, passaria a integrar o vernáculo.

Também necessário saber se essa modificação ortográfica tem cabida nas normas da gramática e principalmente no uso continuado entre os especialistas e profissionais (pois assim, como neologismo passaria a ser aceita).

sds.,

silvio.


----- Original Message -----
From: Belmiro Wolski
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Sunday, March 09, 2008 2:31 PM
Subject: Re: [ciencialist] Rocha levemente úmida




"Alvaro Augusto (U)" <alvaro@daelt.sh06.com> escreveu: Belmiro,

Alguns físicos insistem que o sufixo "ímetro" deve ser usado para
instrumentos de medida direta, enquanto o sufixo "ômetro" deve ser usado
para instrumentos de medida indireta. Assim, aqueles instrumentos que usamos
todos os dias para medir tensão e corrente seriam, respectivamente, o
"voltômetro" e o "amperômetro" ... Naturalmente, nenhum engenheiro jamais
irá adotar essa terminologia.

[ ]s

Alvaro Augusto de Almeida

Não me parece que isto seja competência de físicos ou de qualquer outra classe. Se houver padronização, esta deve partir de um órgão oficial. E, se algum dia houver esta padronização, em nome de um preciosismo tolo, nos veremos forçados a falar errado, ainda mais. Pois, se é voltímetro ou voltômetro (um velho professor meu insistia que o correto é voltmetro, amperemetro e assim por diante), ambos os nomes derivam da unidade da grandeza. Porém, cronômetro ( e por que não tempômetro?) não se refere a unidade mas sim à grandeza. Como seria o correto então? Segundômetro? minutômetro? horômetro? Pelo raciocínio inverso, não seria amperímetro e nem amperômetro mas sim, correntímetro. E como seria o correto para tacômetro? rotações por minutômetro? E o velocímetro? É de medida indireta. Deveria ser ... veloçômetro? Não dá mesmo, não é? Melhor deixar as coisas como estão.

[],s
Belmiro

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SUBJECT: Re: [ciencialist] Pensamento físico
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 10/03/2008 17:41

Ler a biografia dos Curie ajuda a compreender essa questão: qualquer cientista usa o passado como base para pesquisar, com seu pensamento e a ajuda de equipamentos atualizados, a busca de respostas...
Veja que existem teorias diversas sobre as partículas sub-atômicas; agora o CERN francês vai mostrar o que realmente existe: e certamente haverá até contestadores, como sempre: felizmente estamos livres de uma bula papal impedindo o uso do cicloton...

sds.,

silvio.
----- Original Message -----
From: bravo_humbrera
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Sunday, March 09, 2008 6:56 PM
Subject: [ciencialist] Pensamento físico


Como um físico pensa? Como ele faz deduções até chegar as suas
conclusões? Pensar fisicamente é algo individual, algo que se
desenvolve por conta própria, ou pode existir alguma metodologia
unificada de trabalho?





[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Fw: extrema importancia
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: "ciencialist" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 11/03/2008 08:02

Tô entupido de e-mails. Hoje mandarei mais alguns caso queiram participar .......

[]'
===========================
Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
===========================
-----Mensagem Original-----
De: jessica dos santos
Para: leobarretos@uol.com.br
Enviada em: segunda-feira, 10 de março de 2008 13:53
Assunto: extrema importancia


por que os austronaltas precisam usar roupas especiais nos lugares onde a pressao atmosférica é nula?

porque as laminas de barbear, facas e tesouras vao perdendo o corte ao serem utilizadas







obnrigada, Jéssica



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SUBJECT: Fw: Informaes sobre Feira de Cincias
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: "ciencialist" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 11/03/2008 08:24

Quem tem algo dessas feiras nos U.S.A. ?

[]'
===========================
Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
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-----Mensagem Original-----
De: Rosana Candida
Para: leobarretos@uol.com.br
Enviada em: domingo, 9 de março de 2008 12:15
Assunto: Informações sobre Feira de Ciências


Prezado Professor Luiz Ferraz,

Visitei recentemente o seu site sobre Feira de Ciências, e verifiquei que ao indicar a normas para o julgamento dos trabalhos é feita uma referência a "Feira Científica Internacional". Procurei me informar e não encontrei nada a respeito. Seria possível que me auxiliasse nessa pesquisa? Gostaria de obter as referências onde eu pudesse me informar mais sobre esta "Feira Científica Internacional".
Sou Licenciada em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e estou procurando pesquisar sobre o assunto.

Desde já agradeço pela atenção,

Rosana


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SUBJECT: Fw: Professor Lo.
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: "ciencialist" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 11/03/2008 08:25

Help histórico .......

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Luiz Ferraz Netto [Léo]
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-----Mensagem Original-----
De: Ana Luz Lemes
Para: leobarretos@uol.com.br
Enviada em: sábado, 8 de março de 2008 18:25
Assunto: Professor Léo.


Professor Léo,

Por favor, gostaria de pedir a sua ajuda.
Preciso fazer um experimento para entregar nessa quinta-feira, sobre o físico "Boyle", o problema é que a aula é sobre "circuitos elétricos" e só encontrei coisas relacionadas a química nos experimentos de Boyle.
Gostaria de saber o que ele fez, se há algum experimento relacionado a eletricidade.
Se não, posso fazer também sobre Hertz, mas tudo que encontrei sobre ele são experimentos muito dificies.

Muito obrigada pela ajuda.

Um abraço.


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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Fw: Produtos quimicos nomes populares
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: "ciencialist" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 11/03/2008 09:05

Olá Químicos .... help!

[]'
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Luiz Ferraz Netto [Léo]
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===========================
-----Mensagem Original-----
De: Uicaa
Para: leobarretos@uol.com.br
Enviada em: sexta-feira, 7 de março de 2008 19:01
Assunto: Produtos quimicos nomes populares


Prezado Senhor Luiz,

Antes de mais nada desculpa incomoda-lo é porque estou tentando elaborar uma formulação quimica, pois trabalho com produtos cerâmicos e com sublimação, consegui esse composto químico numa página americana, e não estou conseguindo achar os produtos, por falta de conhecimentos nos componentes, gostaria de saber se o sr. poderia ajudar-me. Segue lista abaixo:

Propilenoglicol acetato de éter metil
Caprolactam-bloqueado polyisocyanate
Fluoropolymer surfactante
Aminopropyl trimethoxy silane
Dibutyltin dilaurate





Desde já agradeço,





Uicaa Paiva



msn: aiteartes@hotmail.com









____________________________________________________
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Version: 7.5.516 / Virus Database: 269.21.6/1317 - Release Date: 07/03/2008 08:15


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Fw: Pedido de apostila.
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: "ciencialist" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 11/03/2008 09:08

Para os Elétricos da C-List ......... help!

[]'
===========================
Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
===========================
-----Mensagem Original-----
De: PAULO HENRIQUE
Para: leobarretos@uol.com.br
Enviada em: sexta-feira, 7 de março de 2008 14:36
Assunto: Pedido de apostila.


Prezado,

Boa tarde.

Venho através deste e-mail solicitar apostilas com todas informações possíveis sobre, transformador, auto-trafo, etc...

Conto com vossa colaboração.


Atenciosamente,
Paulo Henrique Motta Moreira
Téc. em Eletrotécnica
Isolux Energia e Participações Ltda
paulo.motta@isolux.com.br
Tel.: (21) 2289-9704 - Ramal: 202
Cel.: (21) 9529-3586


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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Fw: Im - mecanica
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: "ciencialist" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 11/03/2008 09:48

mais help ... mas, já respondi mais de 50 e-mails! Faltam apenas 150!

[]'
===========================
Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
===========================
-----Mensagem Original-----
De: Ederson Gonçalves Oliveira
Para: Leobarretos@uol.com.br
Enviada em: quinta-feira, 6 de março de 2008 13:59
Assunto: Imã - mecanica



Boa tarde.



Eu tenho que fazer um trabalho que tem por tema;

-onde é utilizado o imã na mecânica.



Queria saber se o senhor pode me ajudar nesse trabalho



Desde já agradeço.



ATT:

Ederson Gonçalves de Oliveira

Aprendiz Auxiliar Adiministrativo

Célula Produção de Celulose

Tel: (12) 39541273

Fax:(12) 39541382

E-mail: ederson.oliveira@vcp.com.br




DISCLAIMER:
Esta mensagem e seus anexos são destinados exclusivamente ao(s) destinatário(s) identificado(s) acima e contêm informações confidenciais ou privilegiadas. Se você não é o destinatário destes materiais, não está autorizado a utilizá-los para nenhum fim. Solicitamos que você apague a mensagem e seus anexos e avise imediatamente o remetente. O conteúdo desta mensagem e de seus anexos não representa necessariamente a opinião e a intenção da empresa, não implicando em qualquer obrigação ou responsabilidade adicionais.
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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Fw: Pedido de apostila.
FROM: "Alvaro Augusto \(U\)" <alvaro@daelt.sh06.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 11/03/2008 10:30

Recomendo o "J&P Transformer Book", de Martin J. Heathcote, um
super-hiper-mega-livro sobre o assunto.

Mas se o consulente quer moleza, recomendo
http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=transformador

[ ]s

Alvaro Augusto de Almeida
http://www.alvaroaugusto.com.br
alvaro@lunabay.com.br




----- Original Message -----
From: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
To: "ciencialist" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Tuesday, March 11, 2008 9:08 AM
Subject: [ciencialist] Fw: Pedido de apostila.


Para os Elétricos da C-List ......... help!

[]'
===========================
Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
===========================
-----Mensagem Original-----
De: PAULO HENRIQUE
Para: leobarretos@uol.com.br
Enviada em: sexta-feira, 7 de março de 2008 14:36
Assunto: Pedido de apostila.


Prezado,

Boa tarde.

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possíveis sobre, transformador, auto-trafo, etc...

Conto com vossa colaboração.


Atenciosamente,
Paulo Henrique Motta Moreira
Téc. em Eletrotécnica
Isolux Energia e Participações Ltda
paulo.motta@isolux.com.br
Tel.: (21) 2289-9704 - Ramal: 202
Cel.: (21) 9529-3586




SUBJECT: idade do Universo
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <Undisclosed-Recipient:;>
DATE: 11/03/2008 14:46

precisão da medida da idade do Universo

São 13,73 bilhões de anos, com margem de erro de 120 milhões de anos para mais ou para menos

O Universo possui 13,73 bilhões de anos, com margem de erro de 120 milhões de anos para mais ou para menos. Essa medida, a mais precisa já obtida da idade do cosmo, foi divulgada na semana passada para a comunidade científica.

O número é baseado em medidas precisas da luz mais antiga da história do Universo e está de acordo com dados menos detalhados que haviam sido divulgados em 2006. A margem de erro, porém, foi reduzida em dezenas de milhões de anos após mais acúmulo de informação do satélite WMAP, da Nasa (agência espacial dos EUA), que tem feito a medida.

"Tudo está se estreitando e nos dando precisão cada vez melhor a cada vez", afirma Charles Bennet, astrofísico da Universidade Johns Hopkins e líder do grupo que analisa os dados. "Na verdade, [os resultados atuais] são significativamente melhores do que os anteriores. Há toda uma variedade de riqueza nos dados."

Cerca de 380 mil anos após o Big Bang (explosão que deu origem ao Universo), as partículas que existiam então esfriaram o suficiente para formar o tipo de matéria que conhecemos hoje.

Antes, a enorme concentração de energia impedia que elétrons pudessem se unir aos prótons e nêutrons para formar átomos. Essa condição liberava uma luz que foi resfriada desde então e hoje existe na forma de microondas que permeiam todo o cosmo.

Esse fenômeno, conhecido como radiação cósmica de fundo de microondas, está sendo mapeado em todas as direções do Universo pelo WMAP desde 2001. Dependendo da direção observada, há variações, e isso sugere que houve uma aceleração da expansão nos primeiros momentos de existência do universo -trilionésimos de trilionésimos de segundo.

Os modelos teóricos que tentam explicar esse universo "inflacionário" poderão agora ser analisados com mais precisão, usando os dados do satélite da Nasa.

"Algumas [das teorias] já estão totalmente descartadas, algumas estão na beira do precipício e algumas estão perfeitamente bem", diz Bennet. "Nós estamos fazendo uma triagem entre elas." (Do "New York Times")


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Como se construíram as pirâmides? Créu Nível 2
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 11/03/2008 18:50

Como se construíram as pirâmides? Créu Nível
2<http://www.ceticismoaberto.com/news/?p=1163>

<http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/como-se-construiram-as-piramides-creu-nivel-2-4614/#more-4614>

Conhecido como o "Heródoto dos árabes", o historiador *Abu al-Hasan 'Ali-
al-Mas'u-di* descreveu no século 10 a forma como as pirâmides foram
construídas. Segundo a lenda, um "*papiro mágico*" era usado para fazer os
blocos de pedra *levitar*. Mas calma, *não era magia, era tecnologia!*

[image: levitarpedradas] O papiro era colocado abaixo do bloco a ser movido,
e a pedra era então golpeada com um cetro de metal como o que as divindades
egípcias são comumente representadas portando. Aqui estava o segredo. Isto
criava uma *ressonância acústica* que fazia a pedra levantar e se mover ao
longo de outros postes de metal, amplificando a ressonância. O procedimento
era repetido toda vez que a ressonância começava a se dispersar. O "papiro
mágico" talvez atuasse como um isolante entre a pedra e o solo, facilitando
a ressonância.

Som. As pedras levitavam com som. Abra sua mente, porque dizem que este
conhecimento oculto foi preservado, sendo aplicado por monges tibetanos em
anos recentes, e há mesmo registros filmográficos do fenômeno. Filmes,
criançada.

Leia o restante de '*Como se construíram as pirâmides? Créu Nível
2*′<http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/como-se-construiram-as-piramides-creu-nivel-2-4614/#more-4614>


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Inversor Trifásico Mínimo versão 1.7
FROM: "Tipoalgo" <tipoalgo@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 11/03/2008 21:41

Olá a todos.

Coloquei na área de arquivos do grupo o esquema da versão 1.7 do ITM.

Está ocorrendo aquecimento moderado quando se reduz muito a largura de
pulso, vou trabalhar para melhorar o chaveamento e evitar este
inconveniente. Dicas dos Mestres serão bem vindas. Vou solicitar
ajuda também no grupo eletronicabr.

Nesta versão é possível variar a freqüência e/ou a relação cíclica
(largura de pulso), pela variação dos respectivos cursores dos
potenciômetros. O controle de freqüência exigiu um potenciômetro de 3
seções, nada "elegante", mas funcional.

Apenas os 3 transístores ligados ao positivo recebem o sinal do
controle de largura de pulso. Os transístores ligados ao negativo não
necessitam porque sempre que estes estivem conduzindo haverá pelo
menos um transístor ligado ao positivo conduzindo, evitando a
necessidade de 6 controladores de largura de pulso.

A pesquisa continua!

Abraços
Tipoalgo



SUBJECT: Re: Como se construíram as pirâmides? Créu Nível 2
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br, sbcr@yahoogroups.com, "lista CA" <ceticismoaberto@yahoogrupos.com.br>
DATE: 11/03/2008 23:38

2008/3/11 Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com>:
> Como se construíram as pirâmides? Créu Nível 2
http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/como-se-construiram-as-piramides-creu-nivel-2-4614/#more-4614
>>>

No texto acima, ofereci a "teoria" de que as pirâmides e outros feitos
de engenharia teriam sido feitos com levitação acústica. Faz parte da
abordagem radical que ando tomando de oferecer tantas "teorias"
heterodoxas e malucas quanto possível.

Contudo, é evidente que não irei ficar apenas nisso, e apresentarei em
breve contra-argumentos e mesmo evidências de que todas essas
"teorias" são furadas.

No caso da levitação acústica de objetos mais pesados, pelo pouco que
sei o argumento é bem simples pelo fato de que o ar não seria capaz de
transmitir tanta energia em uma área tão pequena, devido à formação de
ondas de choque e a dissipação de energia por calor (ignorando-se aí
se a energia produzida pelo rufar de tambores e trompetes seria em
qualquer ordem próxima da necessária para mover toneladas por centenas
de metros).

Mas como sou um simplório sujeito que fugiu da faculdade e só agora
meio que retorna às torres de marfim, bem pelos fundos, agredeceria
muito se alguém pudesse detalhar melhor, ou mesmo corrigir, os
argumentos acima. Isto é, se pudesse oferecer mais detalhes sobre a
impossibilidade física de mover blocos de toneladas com ondas sonoras
(no ar). Seria especialmente ótimo se se pudessem oferecer cálculos
suscintos demonstrando a quantidade máxima de energia capaz de ser
transmitida por ondas sonoras em uma área de, digamos, um metro
quadrado.

Vale indicar links que seriam reproduzidos na coluna contendo tais
refutações. O blog S&H que publica essas colunas é um dos mais
visitados blogs do país, e isso significa no mínimo algumas centenas
de cliques.

Paz e Luz,

Mori


SUBJECT: Coordenadora de rede debate em chat hoje novos nano produtos com polissacarídeos e carboidratos
FROM: "Maurício Kanno" <mpk.listas@gmail.com>
TO: blogs_educativos@yahoogrupos.com.br, ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 12/03/2008 02:21

Hoje, nesta quarta-feira, 12 de março de 2008, às 14 horas (horário de SP),
estará disponível para conversar sobre seu trabalho na Rede
Nanoglicobiotecnologia sua coordenadora em São Paulo, a professora *Denise
Freitas Siqueira Petri*, do Departamento de Química Fundamental do Instituto
de Química da Universidade de São Paulo.

Esta rede nacional tem por objetivo desenvolver novos materiais baseados em
produtos formados por polissacarídeos e carboidratos nativos. Para
participar, entre em http://www.meebo.com/room/nanotecnologia/ , no horário
indicado.

A coordenação nacional da rede é feita pela professora Maria Rita
Sierakowskina, na Universidade Federal do Paraná.

=================================

*Dia Internacional da Mulher*

[image: Trio pesquisadoras Shreier, Petri e Rizzuto]

Esta semana, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher (8 de março), estão
participando três pesquisadoras convidadas nos bate-papos virtuais do
projeto Engajamento Público em Nanotecnologia da
Renanosoma<http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/sobre-a-renanosoma/>.


*Saiba mais*

A Renanosoma, por meio de projeto aprovado em edital do CNPq, realiza
bate-papos semanais sobre nanotecnologia, com diferentes pesquisadores
convidados! Os chats são normalmente nas segundas e quartas-feiras às 14
horas, e nas sextas-feiras às 10 horas.

- Saiba como foram os *chats
anteriores<http://chatlogs.meebo.com/room/nanotecnologia/logs/>
*! Ou ainda em http://chat.ipt.br/renanosoma/index.php?resumo .

- Esclareça suas dúvidas para usar o sistema de
chat!<http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/portal/guia/>

- Saiba mais sobre a Renanosoma e o projeto Engajamento Público em
Nanotecnologia: *http://nanotecnologia
.incubadora.fapesp.br/portal/sobre-a-renanosoma/*

http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br
Para esclarecer outras dúvidas, responda o e-mail ou telefone: (11)
9564-4568


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Fw: Please update feiradeciencias.com.br listing by Friday, March 14 in the Web's Biggest directory. There is no charge.
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: "ciencialist" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 12/03/2008 07:13

Oi todos,

como faço para atualizar isso? O Takata poderia quebrar essa né!
Pode deixar o mesmo texto (ou melhorá-lo); fique à vontade.

agradeço,
===========================
Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
===========================
-----Mensagem Original-----
De: The Editor
Para: leobarretos@uol.com.br
Enviada em: quarta-feira, 12 de março de 2008 02:27
Assunto: Please update feiradeciencias.com.br listing by Friday, March 14 in the Web's Biggest directory. There is no charge.


Could you please be so kind as to update the description of your website (feiradeciencias.com.br) in the Web's Biggest directory by Monday so we can continue to list you, if you don't mind? Updating your listing is absolutely free and stops further reminder emails.

Update your listing at: http://www.websbiggest.net/update.cfm?d=feiradeciencias.com.br

Your listing reads:

Feira de Ciências
Feira de Ciências organizada pelo professor Luiz Ferraz Netto já é ícone de educação no Brasil. Projetos experimentais, leituras obrigatórias, dicas e históricos. São 25 Salas de Exposições contendo toda grade curricular em Física do Ensino Fundamental e Médio; mais de 2 800 experimentos, textos e sugestões. O Imperdível!
http://www.feiradeciencias.com.br

Thanks,

The Editor

On August 16 2006 you asked us to remind you to update your listing from IP 200.153.139.245. To cancel reminders click unsubscribe or write: WebsBiggest, PO Box 7334 - 101591, San Francisco, CA 94120-7334 USA


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SUBJECT: Curso de Física de Berkeley
FROM: "psdias2 \(Yahoo\)" <psdias2@yahoo.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 12/03/2008 12:24

Pessoal:

Em um sebo, dei sorte de encontrar o volume 2 (Eletromagnetismo) do
"Curso de Física de Berkeley".

Já procurei os demais volumes em sebos na Internet, mas não encontrei.

Alguém sabe dizer se há edições relativamente recentes ? Também não
encontrei em livrarias comuns (ou seja, em "não-sebos").

Grato pela atenção de todos
Paulo

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] idade do Universo
FROM: vernerstranz@click21.com.br
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 13/03/2008 05:48

Como sou leigo em física, permito-me uma pergunta aos que entendem: e antes
desse evento inicial, o que havia? O nada? Como o nada pode tornar-se, de
repente, algo? Sempre imaginei que que essa questão estivesse além de nosso
entendimento, assim como a de fronteiras, limites do universo. Aí chegamos em
tempo e espaço...
A filosofia esbarra nessas questões, e as resolve com especulações, enquanto as
religiões as resolvem com mitos. Por favor, não entendam essa minha indagação
como provocativa, ferrariana... Realmente o assunto é por demais interessante.
[ ] verner.






Citando SILVIO CORDEIRO <scordeiroes@superig.com.br>:

> precisão da medida da idade do Universo
>
> São 13,73 bilhões de anos, com margem de erro de 120 milhões de anos
> para mais ou para menos
>
> O Universo possui 13,73 bilhões de anos, com margem de erro de 120
> milhões de anos para mais ou para menos. Essa medida, a mais precisa já
> obtida da idade do cosmo, foi divulgada na semana passada para a comunidade
> científica.
>
> O número é baseado em medidas precisas da luz mais antiga da história
> do Universo e está de acordo com dados menos detalhados que haviam sido
> divulgados em 2006. A margem de erro, porém, foi reduzida em dezenas de
> milhões de anos após mais acúmulo de informação do satélite WMAP, da Nasa
> (agência espacial dos EUA), que tem feito a medida.
>
> "Tudo está se estreitando e nos dando precisão cada vez melhor a cada
> vez", afirma Charles Bennet, astrofísico da Universidade Johns Hopkins e
> líder do grupo que analisa os dados. "Na verdade, [os resultados atuais] são
> significativamente melhores do que os anteriores. Há toda uma variedade de
> riqueza nos dados."
>
> Cerca de 380 mil anos após o Big Bang (explosão que deu origem ao
> Universo), as partículas que existiam então esfriaram o suficiente para
> formar o tipo de matéria que conhecemos hoje.
>
> Antes, a enorme concentração de energia impedia que elétrons pudessem
> se unir aos prótons e nêutrons para formar átomos. Essa condição liberava uma
> luz que foi resfriada desde então e hoje existe na forma de microondas que
> permeiam todo o cosmo.
>
> Esse fenômeno, conhecido como radiação cósmica de fundo de microondas,
> está sendo mapeado em todas as direções do Universo pelo WMAP desde 2001.
> Dependendo da direção observada, há variações, e isso sugere que houve uma
> aceleração da expansão nos primeiros momentos de existência do universo
> -trilionésimos de trilionésimos de segundo.
>
> Os modelos teóricos que tentam explicar esse universo "inflacionário"
> poderão agora ser analisados com mais precisão, usando os dados do satélite
> da Nasa.
>
> "Algumas [das teorias] já estão totalmente descartadas, algumas estão
> na beira do precipício e algumas estão perfeitamente bem", diz Bennet. "Nós
> estamos fazendo uma triagem entre elas." (Do "New York Times")
>
>
> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
>
>



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SUBJECT: Re: [ciencialist] idade do Universo
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 13/03/2008 09:49

Verner:

Observe que transcrevi um artigo recente no NYT: é o que a ciência, hoje, pode informar e que certamente será modificada com o tempo.

Já com respeito à filosofia, por sua própria etmologia, busca o porquê das coisas, o porquê da própria vida: serve como base para que as pessoas pensem de forma racional, sem as peias da irracionalidade dos mitos e dogmas.

Sds.,

silvio.


----- Original Message -----
From: vernerstranz@click21.com.br
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Thursday, March 13, 2008 5:48 AM
Subject: Re: [ciencialist] idade do Universo


Como sou leigo em física, permito-me uma pergunta aos que entendem: e antes
desse evento inicial, o que havia? O nada? Como o nada pode tornar-se, de
repente, algo? Sempre imaginei que que essa questão estivesse além de nosso
entendimento, assim como a de fronteiras, limites do universo. Aí chegamos em
tempo e espaço...
A filosofia esbarra nessas questões, e as resolve com especulações, enquanto as
religiões as resolvem com mitos. Por favor, não entendam essa minha indagação
como provocativa, ferrariana... Realmente o assunto é por demais interessante.
[ ] verner.

Citando SILVIO CORDEIRO <scordeiroes@superig.com.br>:

> precisão da medida da idade do Universo
>
> São 13,73 bilhões de anos, com margem de erro de 120 milhões de anos
> para mais ou para menos
>
> O Universo possui 13,73 bilhões de anos, com margem de erro de 120
> milhões de anos para mais ou para menos. Essa medida, a mais precisa já
> obtida da idade do cosmo, foi divulgada na semana passada para a comunidade
> científica.
>
> O número é baseado em medidas precisas da luz mais antiga da história
> do Universo e está de acordo com dados menos detalhados que haviam sido
> divulgados em 2006. A margem de erro, porém, foi reduzida em dezenas de
> milhões de anos após mais acúmulo de informação do satélite WMAP, da Nasa
> (agência espacial dos EUA), que tem feito a medida.
>
> "Tudo está se estreitando e nos dando precisão cada vez melhor a cada
> vez", afirma Charles Bennet, astrofísico da Universidade Johns Hopkins e
> líder do grupo que analisa os dados. "Na verdade, [os resultados atuais] são
> significativamente melhores do que os anteriores. Há toda uma variedade de
> riqueza nos dados."
>
> Cerca de 380 mil anos após o Big Bang (explosão que deu origem ao
> Universo), as partículas que existiam então esfriaram o suficiente para
> formar o tipo de matéria que conhecemos hoje.
>
> Antes, a enorme concentração de energia impedia que elétrons pudessem
> se unir aos prótons e nêutrons para formar átomos. Essa condição liberava uma
> luz que foi resfriada desde então e hoje existe na forma de microondas que
> permeiam todo o cosmo.
>
> Esse fenômeno, conhecido como radiação cósmica de fundo de microondas,
> está sendo mapeado em todas as direções do Universo pelo WMAP desde 2001.
> Dependendo da direção observada, há variações, e isso sugere que houve uma
> aceleração da expansão nos primeiros momentos de existência do universo
> -trilionésimos de trilionésimos de segundo.
>
> Os modelos teóricos que tentam explicar esse universo "inflacionário"
> poderão agora ser analisados com mais precisão, usando os dados do satélite
> da Nasa.
>
> "Algumas [das teorias] já estão totalmente descartadas, algumas estão
> na beira do precipício e algumas estão perfeitamente bem", diz Bennet. "Nós
> estamos fazendo uma triagem entre elas." (Do "New York Times")
>
>
> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
>
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SUBJECT: Re: [ciencialist] idade do Universo
FROM: "Alvaro Augusto \(U\)" <alvaro@daelt.sh06.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 13/03/2008 10:10

Antes do início havia um emaranhado superdenso e superquente de supercordas
em um ínico estado quântico. O Big Bang nada mais é do que o
colapso desse emaranhado. Assim, nunca existiu o "nada" (a não ser quando
"Seinfeld" era exibido) e, de certa forma, o universo sempre
existiu.

[ ]s

Alvaro Augusto de Almeida
http://www.alvaroaugusto.com.br
alvaro@lunabay.com.br


----- Original Message -----
From: <vernerstranz@click21.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Thursday, March 13, 2008 5:48 AM
Subject: Re: [ciencialist] idade do Universo


> Como sou leigo em física, permito-me uma pergunta aos que entendem: e
> antes
> desse evento inicial, o que havia? O nada? Como o nada pode tornar-se, de
> repente, algo? Sempre imaginei que que essa questão estivesse além de
> nosso
> entendimento, assim como a de fronteiras, limites do universo. Aí chegamos
> em
> tempo e espaço...
> A filosofia esbarra nessas questões, e as resolve com especulações,
> enquanto as
> religiões as resolvem com mitos. Por favor, não entendam essa minha
> indagação
> como provocativa, ferrariana... Realmente o assunto é por demais
> interessante.
> [ ] verner.
>
>
>
>
>
>
> Citando SILVIO CORDEIRO <scordeiroes@superig.com.br>:
>
>> precisão da medida da idade do Universo
>>
>> São 13,73 bilhões de anos, com margem de erro de 120 milhões de
>> anos
>> para mais ou para menos
>>
>> O Universo possui 13,73 bilhões de anos, com margem de erro de 120
>> milhões de anos para mais ou para menos. Essa medida, a mais precisa já
>> obtida da idade do cosmo, foi divulgada na semana passada para a
>> comunidade
>> científica.
>>
>> O número é baseado em medidas precisas da luz mais antiga da
>> história
>> do Universo e está de acordo com dados menos detalhados que haviam sido
>> divulgados em 2006. A margem de erro, porém, foi reduzida em dezenas de
>> milhões de anos após mais acúmulo de informação do satélite WMAP, da Nasa
>> (agência espacial dos EUA), que tem feito a medida.
>>
>> "Tudo está se estreitando e nos dando precisão cada vez melhor a
>> cada
>> vez", afirma Charles Bennet, astrofísico da Universidade Johns Hopkins e
>> líder do grupo que analisa os dados. "Na verdade, [os resultados atuais]
>> são
>> significativamente melhores do que os anteriores. Há toda uma variedade
>> de
>> riqueza nos dados."
>>
>> Cerca de 380 mil anos após o Big Bang (explosão que deu origem ao
>> Universo), as partículas que existiam então esfriaram o suficiente para
>> formar o tipo de matéria que conhecemos hoje.
>>
>> Antes, a enorme concentração de energia impedia que elétrons
>> pudessem
>> se unir aos prótons e nêutrons para formar átomos. Essa condição liberava
>> uma
>> luz que foi resfriada desde então e hoje existe na forma de microondas
>> que
>> permeiam todo o cosmo.
>>
>> Esse fenômeno, conhecido como radiação cósmica de fundo de
>> microondas,
>> está sendo mapeado em todas as direções do Universo pelo WMAP desde 2001.
>> Dependendo da direção observada, há variações, e isso sugere que houve
>> uma
>> aceleração da expansão nos primeiros momentos de existência do universo
>> -trilionésimos de trilionésimos de segundo.
>>
>> Os modelos teóricos que tentam explicar esse universo
>> "inflacionário"
>> poderão agora ser analisados com mais precisão, usando os dados do
>> satélite
>> da Nasa.
>>
>> "Algumas [das teorias] já estão totalmente descartadas, algumas
>> estão
>> na beira do precipício e algumas estão perfeitamente bem", diz Bennet.
>> "Nós
>> estamos fazendo uma triagem entre elas." (Do "New York Times")
>>
>>
>> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
>>
>>
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SUBJECT: O mosquito pesado...
FROM: César A. K. Grossmann <cesarakg@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 13/03/2008 10:10

Oi

Não vi esta pergunta no histórico, mas aqui vai, parece mais uma
pegadinha que qualquer outra coisa:

Um vidro com mosquitos voando pesa mais que o mesmo vidro sem os
mosquitos?

Meu primeiro impulso é achar que não, que os dois vidros tem o mesmo
peso, já que os mosquitos estão voando. Da mesma forma, se as duas
janelas de uma balança de precisão estiverem abertas, e um mosquito
passar voando sobre o prato da mesma, a balança não deve registrar nada.

E aí, é isto mesmo?

[]s
--
César A. K. Grossmann



SUBJECT: Re: idade do Universo
FROM: César A. K. Grossmann <cesarakg@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 13/03/2008 11:32

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, vernerstranz@... escreveu
>
> Como sou leigo em física, permito-me uma pergunta aos que entendem:
e antes
> desse evento inicial, o que havia? O nada? Como o nada pode
tornar-se, de
> repente, algo?

Havia um antes? Até onde eu sei, tempo, espaço, matéria e energia tem
sua origem no Big Bang. Então não faz sentido perguntar o que havia
"antes", nem o que há "fora" do Universo...

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010130070719
O que aconteceu na noite anterior ao Big Bang?
Da redação
19/07/2007

O que aconteceu na noite anterior ao Big Bang? O que deixou de existir
para que o novo universo-bebê pudesse vir à luz? Questões como essas
poderiam ser rapidamente catalogadas como filosofia ou até como
metafísica. Não para o Dr. Martin Bojowald, da Universidade da
Pensilvânia, Estados Unidos. Para ele essas são algumas das questões
mais importantes a serem respondidas pela Física.

Grande Salto

E ele está tentando fazer sua parte. Bojowald acaba de apresentar uma
teoria que simplesmente elimina a idéia do Big Bang: para ele, o que
houve foi um Big Bounce, um Grande Salto. "Meu artigo introduz um novo
modelo matemático que nós podemos usar para derivar novos detalhes
acerca das propriedades de um estado quântico à medida em que ele
viaja através do Big Bounce, que substitui a idéia clássica de um Big
Bang como o início do nosso universo," diz ele.

A nova teoria também sugere que, embora seja possível descobrir muitas
propriedades dos momentos iniciais do universo, haverá sempre uma
incerteza sobre algumas dessas propriedades. Seus cálculos demonstram
que existe uma espécie de "esquecimento cósmico", que resulta das
extremas forças quânticas existentes durante o Big Bounce.

Big Bang absurdo

O conceito de um Big Bang nada tem de intuitivo. Como também parece ir
contra todos os sentidos a idéia de uma velocidade constante e
imutável da luz. Mas os físicos sabem que esse é o melhor modelo
existente hoje e que esse modelo permitiu avanços científicos cuja
comprovação independe da intuição ou da avaliação pelos sentidos. Eles
sabem também que um modelo é menos do que uma teoria, que por sua vez
é menos do que a realidade.

O que aconteceu na noite anterior ao Big Bang?Einstein descreveu o Big
Bang como uma "singularidade" - um termo do jargão científico para
absurdo. Essa singularidade teria um volume zero com uma densidade
infinita, contendo uma energia também infinita. Essa "sujeira varrida
para debaixo do tapete" da Física reapareceu quando surgiu a Mecânica
Quântica, que não existia nos tempos de Einstein. A Teoria da
Relatividade é muito boa para as grandezas estelares, mas não consegue
dar conta das grandezas atômicas - este é o reino da Mecânica Quântica.

Universo anterior

Estas duas teorias parecem irreconciliáveis, sendo a busca de uma
forma de compatibilizá-las o maior desafio para os físicos da
atualidade. No caso do Big Bang, quando utilizaram as equações da
Teoria Quântica para estudar o nascimento do nosso universo, os
cientistas descobriram que os resultados apontam para um "átomo
primordial" cujo volume não é zero e cuja energia contida não é
infinita. Sendo assim, é possível continuar os cálculos para antes da
ocorrência do Big Bang. Ou seja, a teoria revela a existência de um
universo anterior ao Big Bang, rompendo os limites que a grande
explosão primordial representava para os físicos.

Ainda não existe uma nova teoria que possa unificar a Teoria Quântica
e a Teoria da Relatividade. Mas existem teorias que se colocam como
candidatas a esse posto. Uma das mais fortes candidatas é a Teoria da
Gravidade Quântica em Circuito Fechado ("Loop Quantum Gravity"). Foi
esta teoria que lançou pela primeira vez a idéia de um Grande Salto -
um acontecimento cósmico que representa simultaneamente o fim de um
universo e, partir de seus despojos, o nascimento de um novo, -
apresentando uma descrição matemática que permite deduzir as
propriedades de um universo anterior, cujo colapso fez surgir o nosso.

"A Teoria da Relatividade Geral de Einstein não inclui a física
quântica com a qual você deve contar a fim de descrever as energias
extremamente altas que dominaram nosso universo durante os primeiros
momentos de sua evolução," explica o Dr. Bojowald.

Os fios quânticos do tecido do espaço-tempo

Essa é justamente a pretensão da Teoria da Gravidade Quântica em
Circuito Fechado. Ela estabelece que o tecido do espaço-tempo tem uma
geometria atômica construída com "fios" quânticos unidimensionais. As
leis da física quântica, que dominam as condições extremas nos
instantes imediatamente anteriores ao colapso do universo que precedeu
o nosso, faz com que esse tecido de espaço-tempo seja violentamente
rasgado. A gravidade então se torna fortemente repulsiva e aí se dá o
Grande Salto. E nasce o nosso universo.

Nesse acontecimento dramático é possível tirar pelo menos duas
conclusões importantes sobre esse universo anterior. A primeira é que
ele apresentava um comportamento de contração, contrariamente ao que
agora acontece com o nosso, que está em expansão. A segunda é que ele
possuía uma geometria do espaço-tempo similar à apresentada pelo nosso
universo.

Universos diferentes

O novo modelo matemático que Bojowald acaba de criar dá ferramentas
para que se saiba mais a respeito desse universo anterior. Até agora a
Teoria da Gravidade Quântica em Circuito Fechado contava apenas com
método numéricos, que exigem sucessivas aproximações para se chegar às
soluções. O novo modelo matemático resulta em soluções analíticas
precisas por meio da solução de uma série de equações matemáticas. E
tudo de maneira mais simples, porque o modelo agora é menor.

O que aconteceu na noite anterior ao Big Bang?

As equações diferenciais da gravitação quântica do modelo original
exigiam sucessivos cálculos que incluíam pequenos incrementos de
tempo. O modelo de Bojowald consiste em um modelo integrável, no qual
se pode especificar um período cumulativo de tempo para comportar
todas as pequenas mudanças incrementais.

As equações do novo modelo necessitam de parâmetros que descrevem o
estado do nosso universo de forma precisa, o que significa que os
cientistas podem usar o modelo para viajar matematicamente de volta no
tempo, dando uma marcha-a-ré na evolução do universo e descobrindo
como ele era em seus momentos iniciais. As equações também contêm
alguns parâmetros "livres" que não são ainda conhecidos com precisão.

A nova teoria joga por terra um comportamento já levantado por outros
cientistas: o de que o universo "renasceria" seguidas vezes,
contraindo-se e renascendo sempre com as mesmas características. Pelo
menos um dos parâmetros que se referem ao universo anterior não
sobrevive à viagem através do Grande Salto - este é o "esquecimento
cósmico" a que se refere o cientista. "A eterna recorrência de
universos absolutamente idênticos parece ser uma impossibilidade
devido à aparente existência de um esquecimento cósmico intrínseco,"
diz ele.

Bibliografia:
What happened before the Big Bang?
Martin Bojowald
Nature Physics
01 Jul 2007
Vol.: Online - Letters

-o=O=o-

http://terraviva.weblog.com.pt/arquivo/2005/07/sete_perguntas_1.html

Sete perguntas sobre o Big Bang

[]s
--
César A. K. Grossmann



SUBJECT: Re: [ciencialist] O mosquito pesado...
FROM: "Alberto Mesquita Filho" <albmesq@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 13/03/2008 15:11

----- Original Message -----
From: "César A. K. Grossmann"
Sent: Thursday, March 13, 2008 10:10 AM
Subject: [ciencialist] O mosquito pesado...

> Um vidro com mosquitos voando pesa mais que o mesmo vidro sem os
> mosquitos?

Pensando em termos do "princípio da equivalência", quero crer que sim.
Se este vidro estiver sendo acelerado no espaço sideral, os mosquitos
irão se adaptar a essa aceleração (do contrário se chocarão com as
paredes do vidro) e irão voar como se o vidro estivesse em repouso na
superfície de um planeta com g igual à aceleração considerada. Ora, se
os mosquitos estão também, de alguma forma, sendo acelerados, esta
aceleração deve implicar num peso; e como eles estão dentro do vidro,
este peso irá se agregar ao conjunto. A reação imediata está no ar,
mas o ar está dentro do vidro.

Creio que Galileu chegou a fazer alguma consideração a esse respeito,
mas estou com preguiça de consultar os originais (não é fácil ler
nenhum dos dois Diálogos).

> Meu primeiro impulso é achar que não, que os dois vidros tem o mesmo
> peso, já que os mosquitos estão voando. Da mesma forma, se as duas
> janelas de uma balança de precisão estiverem abertas, e um mosquito
> passar voando sobre o prato da mesma, a balança não deve registrar
> nada.

Creio que neste caso a reação acima referida se dilui em toda a sala e
pouco irá "sobrar" para a balança. De qualquer forma, ainda acredito
que Galileu iria considerar este pequeno efeito, pelo que li (há muito
tempo) a respeito de uma análise que ele fez sobre o vôo de pequenos
animais no interior de navios.

[ ]´s
Alberto
http://ecientificocultural.com/indice.htm



SUBJECT: Re: [ciencialist] O mosquito pesado...
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 13/03/2008 19:28

Não, um frasco com mosquito voando pesa mais que o frasco sem mosquito; aliás, pesa tanto mais quanto o peso do mosquito.
Perceba que para voar o mosquito deve bater as asas e ao fim e ao cabo jogar ar para baixo para adquirir empuxo para cima. Essa variação de pressão transfere-se para a base do frasco e deve ser compensada pelo apoio (sua mão, balança etc.). Isso, até ser contar com o empuxo de Arquimedes sobre o volume de ar deslocado pelo mosquito.
Assim, voando, há na vertical pelo menos três forças: peso do mosquito para baixo, empuxo de Arquimedes para cima e Impulsão do bater de asas para cima. Tanto a reação do empuxo como da impulsão estão aplicados no frasco que contém o ar. A soma desses dois 'impulsos' equilibra o peso da mosca e será portanto a reação total do frasco: O peso do frasco aumento exatamente do peso da mosca!

Mesmo na balança de pecisão, com ambas as janelas abertas, o voo da mosca deve ser acusado pela balanca. Tudo na base da terceira lei.

[]'
===========================
Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
===========================
-----Mensagem Original-----
De: César A. K. Grossmann
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviada em: quinta-feira, 13 de março de 2008 10:10
Assunto: [ciencialist] O mosquito pesado...


Oi

Não vi esta pergunta no histórico, mas aqui vai, parece mais uma
pegadinha que qualquer outra coisa:

Um vidro com mosquitos voando pesa mais que o mesmo vidro sem os
mosquitos?

Meu primeiro impulso é achar que não, que os dois vidros tem o mesmo
peso, já que os mosquitos estão voando. Da mesma forma, se as duas
janelas de uma balança de precisão estiverem abertas, e um mosquito
passar voando sobre o prato da mesma, a balança não deve registrar nada.

E aí, é isto mesmo?

[]s
--
César A. K. Grossmann






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SUBJECT: Re: [ciencialist] Curso de Física de Berkeley
FROM: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 13/03/2008 19:38

Psdias,
As bibliotecas das UF´s costumam ter toda a coleção.
É verdadeiramente uma das melhores obras de física.
Na UFPE, por exemplo, tem.
Sds,
Victor.



----- Original Message -----
From: psdias2 (Yahoo)
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Wednesday, March 12, 2008 12:24 PM
Subject: [ciencialist] Curso de Física de Berkeley


Pessoal:

Em um sebo, dei sorte de encontrar o volume 2 (Eletromagnetismo) do
"Curso de Física de Berkeley".

Já procurei os demais volumes em sebos na Internet, mas não encontrei.

Alguém sabe dizer se há edições relativamente recentes ? Também não
encontrei em livrarias comuns (ou seja, em "não-sebos").

Grato pela atenção de todos
Paulo

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]






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SUBJECT: Ciências e valores humanos
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <Undisclosed-Recipient:;>
DATE: 13/03/2008 20:26

Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes





"O que é inaceitável é questionar a pesquisa de células-tronco com base nos mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à humanidade"

Luís Carlos Lopes é professor do programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense. Artigo enviado pelo autor ao "JC e-mail":

Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da humanidade. Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a maioria dos mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os 'mistérios' da vida e do universo. Considerar a natureza e a vida humana como 'mistérios' sustentou e ainda sustenta os que querem que a maioria viva na obscuridade; que jamais saiam da caverna, enxergando a luz do sol. Para existir escravos, dominados e dominadas é preciso que lhes sejam sonegados o saber; que este não seja democratizado e acessível às maiorias.

Na época do renascimento europeu, discutia-se o cosmos e a posição dos homens frente ao universo. Galileu foi condenado a abjurar, isto é negar o que disse, porque tinha provas que a Terra se movia. Seus juízes, como outros de outras épocas, quase nada entendiam das idéias do célebre cientista. O julgaram com base na religião, nos sensos comuns e na retórica de seus pseudos-conhecimentos.

O destino de Giordano Bruno foi mais cruel. Foi executado (1600), na fogueira do Vaticano, por acreditar que existiriam 'múltiplos mundos' e que se poderia ser 'radicalmente acadêmico de nenhuma academia'. Pensar contra a ordem, mesmo que poucos compreendessem o que brilhantes intelectuais produziam, podia ser fatal. Muitos foram perseguidos, humilhados, presos, deportados, torturados, executados simplesmente por terem idéias originais e imensa paixão pelo conhecimento.

As revoluções industriais, liberais e a primeira descolonização (século XVIII e XIX) mudaram este procedimento. Os cientistas desta época não deixaram de ser perseguidos, mas dificilmente eram mortos, apenas por pensarem diferentemente do que estava estabelecido consensualmente pelo poder político e social. Obviamente, eles sobreviveram por estarem em locais que os protegiam. Se estivessem em outros, a história seria diferente. Grandes nomes, tais como Darwin, com sua teoria sobre a evolução das espécies e dos seres humanos, Marx, com sua teoria sobre o capitalismo, seu método filosófico e sua crítica política, Pasteur com sua nova biologia, tiveram imensos problemas.

Foram admoestados, principalmente Marx, por ousar discutir a natureza da nova ordem estabelecida na Europa e no mundo de seu tempo. Apesar disto, puderam trabalhar e deixar uma herança que ainda hoje, mesmo com revisões e atualizações, nutre a imaginação científica, em seus domínios específicos.

Ao longo do século passado, o legado das ciências matemáticas, naturais e humanas foi desdobrado ao infinito. O cientista, agora um proletário especial, passou a produzir cada vez mais em equipe, atuando em laboratórios, universidades, governos e, até mesmo, em empresas.

A partir das origens e da maior universalização da ciência, as conquistas foram inúmeras. Muitas delas serviram para a expansão do poder de quem já o tinha. Outras aumentaram as possibilidades de vida das maiorias. Ainda outras, permitiram que se compreendessem melhor os problemas da natureza e da vida social. As ciências não servem a um único senhor, podem estar a serviço da humanidade ou militar contra a sobrevivência da espécie.

O cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores de mais de um século atrás. Tanto podem estar querendo tirar os homens da caverna, como podem estar desenvolvendo artefatos que mantenham as sociedades na maior ignorância ou mesmo as destruam.

O paradoxo da ciência foi claramente exposto nos acontecimentos de 1945. A explosão da bomba atômica, na verdade um experimento científico-político e militar, pôs a nu esta contradição. É preciso aplicar o princípio da vigilância democrática e humanista ao campo das teorias e das práticas científicas.

O mais grave é sem dúvida o das práticas, pois nelas é que se podem desenvolver monstruosidades ou se operar 'milagres' humanistas. A própria experiência da bomba revelou que os cientistas, em sua maioria, reconhecem os seus erros e são capazes de fazer o possível, dentro de seus limites, para evitar outras catástrofes baseadas em seu saber.

A ciência e os cientistas não estão acima do bem e do mal. É possível discutir seus empreendimentos e verificar a pertinência dos mesmos no que se refere aos interesses da humanidade. Até aí, não há o que objetar.

O que é inaceitável é, por exemplo, impedir o ensino da teoria da evolução nas escolas, sob o pretexto da ofensa à tradição religiosa. Interditar o avanço para as mulheres que o aborto provocou comprovadamente pelo mundo afora. Questionar a pesquisa de células-tronco com base nos mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à humanidade.

Obviamente, os religiosos têm o direito a ter suas idéias, mas elas não podem ser impostas ao conjunto da sociedade e a domínios que as religiões não compreendem. A argumentação religiosa deve ser respeitada, como qualquer outro tipo de argumentação, dentro dos seus limites. Imagine-se, se vamos voltar ao passado, quando a última palavra 'científica' era da autoridade eclesiástica. Qualquer hora se estará reacendendo as fogueiras da Inquisição. Todos têm o direito à palavra, porém é preciso delimitar espaços e privilegiar a inteligência frente ao monstro da ignorância.

Os que julgaram Galileu e Bruno quase nada entendiam de suas ciências. Os julgaram a partir da tradição e dos sensos comuns. Fizeram a mesma coisa, os que condenaram e ainda condenam radicalmente, Darwin, Pasteur, Marx e muitos outros.

Os que julgam e repelem os que pensam na atual fase da modernidade, não procedem de modo diverso. A luta argumentativa para se validar tem que ir além dos limites da tradição e dos sensos comuns.

As idéias precisam ser debatidas para avançarem e não impedidas de circular. A pesquisa só funciona se tiver liberdade de ação e profundo sentido ético. A ética da pesquisa não pode se fundamentar em dogmas das tradições e, sim, na validade social do experimento. Se a pesquisa sobre as células-tronco pode salvar vidas é ridículo tentar objetar o seu caminho.


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: SONDA VAI A sATURNO.
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <Undisclosed-Recipient:;>
DATE: 13/03/2008 20:29

Sonda passa de raspão por lua de Saturno para estudar gêiseres

Cassini chegou ontem a apenas 50 quilômetros da superfície de Encélado

Claudio Angelo escreve para a "Folha de SP":

A sonda Cassini passa bem após o sobrevôo mais próximo já feito de uma lua: na tarde de ontem, ela esteve a apenas 52 quilômetros da superfície de Encélado, o satélite mais temperamental de Saturno.

O objetivo da aproximação foi justamente observar de perto o mau humor desse astro. Ele se manifesta na forma de jatos de gás e gelo que saem do pólo Sul de Encélado e se estendem por mais de 700 quilômetros espaço afora.

Os chamados gêiseres de Encélado têm sido um mistério para os cientistas desde que foram detectados pela primeira vez, há dois anos e meio. Eles são um sinal de que aquela lua está geologicamente ativa, cuspindo parte do material que forma um dos anéis de Saturno.

Só que, segundo as teorias correntes de formação de planetas, Encélado não deveria ter atividade nenhuma. "Seu diâmetro é um pouco maior que a distância do Rio a São Paulo", conta a vulcanóloga Rosaly Lopes, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (agência espacial dos EUA).

Com esse tamanho, mesmo que tivesse um núcleo radioativo, essa radiação já teria se dissipado há muito tempo, deixando o interior da lua tão frio quanto sua superfície. Algo mantém o interior suficientemente quente para produzir essa atividade, diz Lopes.

Para tentar entender melhor o que acontece dentro da lua, cientistas da Nasa e da ESA (agência espacial européia) tomaram uma decisão radical: voar com a Cassini literalmente dentro da pluma de partículas e gás expelida por Encélado.

Com isso, instrumentos a bordo da sonda poderiam captar diretamente os respingos e analisar sua composição. Assim seria possível ter pistas da origem da atividade na lua.

O problema é que há risco nesse tipo de mergulho. "À velocidade que a Cassini viaja, partículas de um milímetro de diâmetro poderiam causar danos sérios à espaçonave", escreveu John Spencer, outro cientista da missão.

Cálculos feitos pelos cientistas indicavam que o risco era relativamente baixo. Mesmo assim, os responsáveis pela Cassini resolveram apenas "molhar os pés" no jato gelado: a entrada na pluma ocorreu à altitude de 200 km.

"Parece que tudo deu certo com o sobrevôo", disse Lopes à Folha. Os primeiros resultados científicos, no entanto, só saem na semana que vem.
(Folha de SP, 13/3)



[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Células-tronco embrionárias e o STF
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <Undisclosed-Recipient:;>
DATE: 13/03/2008 20:59


Células-tronco embrionárias e o STF

Francisco Cesar Pinheiro Rodrigues*

O tema jurídico mais em evidência, hoje é o julgamento, em tramitação no STF, da constitucionalidade da Lei de Biossegurança, aprovada em 2005. Pelo que diz a mídia, alguns ministros julgadores - que defendem, em tese, a pesquisa utilizando as células-tronco embrionárias -, estão acenando com deficiências na lei ordinária. Fala-se - em "off", sem menção de nomes -, em falhas na fiscalização das clínicas de fertilização in vitro; falta de menção, na lei, quanto ao destino dos embriões vetados para pesquisa e não usados para a reprodução; necessidade de submissão dos comitês de ética dos institutos a um "conselho único"; falta de estrutura da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e outros tópicos de natureza mais fiscalizatória, secundários no que se refere ao núcleo da discórdia: é, ou não, inconstitucional a Lei de Biossegurança (clique aqui) ao permitir tais pesquisas? Note-se que a referida lei autoriza experimentos apenas naqueles fetos recentíssimos, praticamente de horas, que, de qualquer forma, seriam eliminados depois de certo prazo de congelamento.

O perigo, hoje, na solução da magna questão, está na improvável, mas em tese possível timidez de algum eventual julgador - com voto decisivo - em definir posição no problema básico. O receio de um voto "politicamente incorreto" que possa gerar antipatia de influentes setores espirituais, com milhões de seguidores aferrados a convicções muito mais religiosas que científicas. Para não dizer nem "sim" nem "não" a esse contingente milhões - milhões, mas conduzidos por umas poucas centenas -, a "saída pela tangente" seria escapar de uma definição quanto à constitucionalidade. Com isso, seria necessário uma nova lei, com novos percalços críticos e demoras que adiariam, por cinco ou dez anos, o progresso das pesquisas com as referidas células. Qualquer nova lei ordinária esbarraria em arrastadas polêmicas porque o que está por detrás das críticas redacionais é uma questão muito mais profunda, filosófica e religiosa: o que é vida?

Considerando o que foi dito acima, cabe aqui um parêntese de elogio ao voto da Ministra Helen Gracie, dando logo sua posição. Jurista corajosa, a merecer disputar com um dos maiores sabedores do Direito Internacional Público - A. A. Cançado Trindade - um lugar na Corte Internacional de Haia. Pena que não haja permissão de duas vagas para um único país.

O conceito de "valor da vida humana" pode ser examinado sob diferentes enfoques, alguns mais largos, outros, mais estreitos. Quando a China, por exemplo, com sua imensa população, executa, em público, criminosos especialmente temidos ou perniciosos, ela o faz supondo que assim agindo está, de forma indireta, mas eficaz, "valorizando a vida", no seu sentido mais abrangente. Estaria agindo preventivamente, poupando dezenas ou milhares de pessoas inocentes que seriam futuramente vitimadas por condutas similares a do réu executado, caso a justiça fosse mais frouxa. Presumem que o exemplo visual, contundente, da morte no estádio estimulará a inibição de centenas de potenciais assassinos. Se pune, também, com a morte, os grandes ladrões do dinheiro público, é porque considera que quem rouba milhões, por ganância, não merece ser melhor tratado que aquele que rouba em mínima escala, talvez impulsionado pela necessidade de sobreviver.

É claro que a nossa Constituição (clique aqui) valoriza a vida - seria risível se dissesse o contrário. Quando, porém, os cientistas favoráveis às experiências com células tronco embrionárias insistem nesse novo campo de pesquisa, assim o fazem não porque sejam, em sua vasta maioria, excêntricos "Mengeles" nazistas, adeptos de teratologias, "fazedores de monstros". Pensa nos benefícios que tal pesquisa pode trazer para a humanidade.

Mesmo quando a intenção de lucro também está presente, é preciso lembrar que sem boas curas não há lucro. A cura também interessa. Não pretendem imitar o Dr.Frankenstein do livro de ficção. Reconhecem que num embrião de cinco ou dez células há, de fato, uma "vida", embora incipientíssima, sem sistema nervoso, sem dor, algo assim como a primeira página de um livro de muitos bilhões de folhas (alguns escritos dizem que um humano adulto é composto de aproximadamente um trilhão de células - todas elas vivas! - vivas e por isso também merecedoras de proteção.

Pessoas atacadas de diabetes (algumas ficam cegas e/ou são obrigadas a amputar seus membros), Alzheimer, Parkinson e inúmeras outras doenças, hoje incuráveis - bem como vítimas paraplégicas ou tetraplégicas de acidentes ou atos criminosos - estão vivas também. Sofrem e merecem maior proteção e alívio. Mais que aquelas cinco ou dez células do embrião que será sacrificado e de nada ficarão sabendo porque nunca terão um cérebro. É uma questão de pesar o mal menor: "Mato cinco ou dez células, ou permito, por omissão, a morte de bilhões delas"? Se à célula embrionária fosse possível perguntar: "Você aceita sacrificar-se para salvar a vida de outras pessoas, cada uma delas com bilhões de células adultas?", a célula tronco embrionária, se altruísta fosse, diria: "Aceito!". Se ela estivesse destinada a ser um "serial killer", e soubesse disso, diria: "De modo algum! Que morram essas outras células, aos milhões, mesmo integrando corpos de crianças".

Não se argumente que as células tronco adultas podem exercer exatamente a mesma função que as adultas. Isso não está ainda comprovado, exceto em algumas cabeças, por mais respeitáveis que sejam na área científica. As pesquisas ainda estão em seu início. Somente daqui a alguns anos é que será possível, à comunidade científica dizer, com segurança, qual o potencial dos dois tipos de célula. É mais provável que as células tronco embrionárias tenham maior vigor que as adultas, já envelhecidas. Trancar, hoje, a possibilidade de fazer essas experiências, apenas por considerações religiosas, ou semânticas jurídicas, é um atentado ao progresso científico do país.

A proibição das experiências atrasará o Brasil, em relação a vários países, mais ousados nessa área. Se, porém, daqui a alguns anos, se verificar, sem sombra de dúvida, que as células tronco adultas têm o mesmo potencial que as embrionárias, as experiências com estas últimas poderiam ser proibidas em definitivo. E ninguém reclamará. Nem mesmo será necessário proibi-las porque as células tronco adultas são abundantes e praticamente de graça. Outros países não darão a mínima importâncias para nossa declaração de inconstitucionalidade, pelo Supremo. Até aplaudirão a inércia de um possível concorrente nas pesquisas e grandes descobertas. Continuarão com suas experiências e depois nos alugarão, por altíssimo preço, a tecnologia que, por Teologia, recusamos a nossos cientistas.

É claro que, futuramente, conhecido melhor o terreno, os perigos e vantagens dessas manipulações, será preciso legislar sobre o que pode, ou não, ser criado nos laboratórios. Conheço o alerta de que "A Natureza não precisa ser legislada. Mas quem pretende bancar Deus, precisa", conforme as palavras de um microbiologista, em 1975. Só que a legislação deve atuar depois da experimentação. Como legislar, regrar, já o que se desconhece? Nossos legisladores são sumidades na Biologia?

Aviões, vez por outra, caem, matando dezenas de passageiros, mas nem por isso pensa-se em proibir o transporte aéreo. Todo progresso encerra algum risco. Como afirma uma escritora, dizia-se, antigamente, que a Ciência conforta e a Arte perturba. Hoje é o contrário: é a Ciência que perturba. Deixemos, nós, da área do Direito, os cientistas trabalharem em paz e depois verificaremos a necessidade de corrigir eventuais desvios.

Observe-se, finalmente, que se a atual Lei de Biossegurança não prevê tudo - e isso é comum em assuntos complexos -, havendo, em tese, possibilidade de abusos por deficiente fiscalização -, que se regulamente a lei, depois de reconhecida sua constitucionalidade. Ou até se estude, mais adiante, algum aperfeiçoamento legislativo relacionado com a fiscalização. Uma coisa é permissão de pesquisas; outra, as providências práticas para evitar abusos de seus praticantes.

Esperar, hoje, que os inimigos das experiências em exame concordem com algum texto - qualquer texto - que as aceite é jogar para o "nunca, jamais!" uma abertura científica que não deve ser postergada. O Brasil só confirmará sua posição de retardatário científico se a definição legal for adiada. Certos doentes brasileiros - aos milhares - terão que comprar seus remédios, descobertos graças às pesquisas, após importados dos países com maior sabedoria e senso prático.

Desembargador aposentado do TJ/SP e Associado Efetivo do IASP - Instituto dos Advogados de São Paulo




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SUBJECT: América teve seis "Evas"
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <Undisclosed-Recipient:;>
DATE: 14/03/2008 09:21









América teve seis "Evas" que viveram há 20 mil anos, dizem cientistas

Antonio Scorza - 20.set.1999/France Presse






DA ASSOCIATED PRESS

Apenas seis mulheres, que viveram há cerca de 20 mil anos, são as ancestrais de cerca de 95% dos índios vivos hoje, desde o Alasca até a Patagônia. Essa é a conclusão de cientistas da Fundação Sorenson de Genealogia Molecular, de Salt Lake City (EUA), e da Universidade de Pavia (Itália), que publicaram ontem um estudo na revista científica "PLoS One" (www.plosone.org).
O estudo foi feito com base em DNA mitocondrial - material genético que fica dentro da mitocôndria, estrutura que processa energia nas células. Ele é adequado para investigar linhagens maternas porque cada pessoa herda DNA mitocondrial apenas de sua mãe.
Segundo o estudo, apesar de quase todos os índios descenderem de seis linhagens, isso não indica que houvesse apenas seis mulheres no grupo que chegou à América.
Os cientistas chegaram às seis ancestrais montando uma árvore genealógica que rastreia as diferentes linhagens de DNA mitocontrial achadas hoje em nativos americanos. Ao mapearem as mutações em cada uma das linhagens, e sabendo com que freqüência elas ocorrem no DNA, eles calcularam quão antigo cada um dos seis ramos maternos era. Todos estão situados entre 18 mil e 21 mil anos atrás.
As seis "mães fundadoras" provavelmente não chegaram a viver na Ásia porque nenhum rastro do DNA mitocondrial delas foi encontrado lá. Segundo os cientistas, é possível que tenham vivido na Beríngia, região entre o Alasca e a Sibéria, hoje submersa.
Geneticistas independentes que comentaram o estudo, porém, dizem que é cedo para especular onde e quando essas mulheres viveram, já que a taxa com que as mutações ocorrem pode variar


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros
FROM: José Renato Terra <jrma@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/03/2008 09:49

Caro, Sílvio!

O artigo de Luís Carlos Lopes, Ciências e valores humanos, e o de Francisco
Cesar Pinheiro Rodrigues, Células-tronco embrionárias e o STF, têm os mesmos
ingredientes dos argumento falaciosos pró-uso de embriões congelados
existentes no Brasil. Todos são possuidores da característica básica de -
sob um véu de pseudo eruditismo histórico - "forçar a barra" no objetivo de
convencer os leitores de qualquer maneira com uso de recursos aéticos.
Parecem feitos em série. Outro exemplo claro é o artigo "Células-tronco:
será a ciência ajuizada?", veiculado em A TARDE - Opinião, 12.03.08, o Dr.
Marcos Luna ressalta, entre hífens, uma informação que induz os leitores
menos atentos a concordarem com a destruição e uso em pesquisas dos embriões
preservados em sistema criogênico nas clínicas de inseminação artificial.

Transcrevo aqui o parágrafo para melhor entendimento:
"A questão remete ao projeto acadêmico/científico de manipulação genética
usando embriões congelados há três anos - a serem descartados em lixo
hospitalar -, mas ainda aos portadores de células-tronco regenerativas e à
pregação religiosa-dogmática sobre o conceito do início e fim da vida."
Perceber que as células, o espermatozóide e o óvulo humano estão vivos.
Entretanto, somente após a fecundação é que a estrutura genética, resultante
dessa "fusão", detém no seu DNA todos os elementos de um ser humano, único,
pessoal, até o fim da vida desse sistema psico-biológico chamado de ser
humano.

Vale esclarecer que os embriões mantidos congelados nessas clínicas não são
"descartados em lixo hospitalar". Está aí a principal questão que movimenta
os lobbyes dos que desejam se livrar desses embriões e, por tabela, àqueles
que aproveitam a oportunidade para fustigar a Igreja Católica.
Basta conhecer a declaração do dono do maior estoque de embriões no País -
4.657 acumulados nos últimos 18 anos* - que representam 90% dos registrados
em levantamento recente, Sr. José Gonçalves Franco Júnior, diretor do Centro
de Reprodução Humana Franco Júnior, de Ribeirão Preto-SP: "Isso aqui [banco
de embriões congelados] é uma bomba atômica." E explica porque: "Como a
maioria dos casais não formalizou a doação para pesquisa e nem se decide o
que fazer com eles, [os embriões] vão ficando por aí. A qualquer momento
pode aparecer um casal querendo seu embrião de volta."(FSP-Ciência,
04.03.08)

O Dr. Marcos Luna certamente não desconhece que o Conselho Federal de
Medicina-CFM proíbe o descarte de embriões e determina que eles só podem
sair do laboratório onde foram produzidos com autorização assinada pelo
casal doador e registrada em cartório. Não desconhece também que estão
disponíveis para pesquisas, diversas linhagens de células-tronco
embrionárias em quantidade suficiente para *todas* as pesquisas a serem
realizadas no mundo e que não há necessidade de destruir novos embriões.

Abraços

José Renato

* De acordo com levantamento feito há três anos pela SBRA, havia 9914
embriões congelados, dos quais 3210 estariam em condições de serem
utilizados em pesquisas de células-tronco. Já por esse percentual existiria
um total de apenas 5174 embriões congelados.
.................................................................

----- Original Message -----
From: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
To: <Undisclosed-Recipient:;>
Sent: Thursday, March 13, 2008 8:26 PM
Subject: [ciencialist] Ciências e valores humanos


Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes

"O que é inaceitável é questionar a pesquisa de células-tronco com base nos
mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à
humanidade"

Luís Carlos Lopes é professor do programa de Pós-graduação em Comunicação da
Universidade Federal Fluminense. Artigo enviado pelo autor ao "JC e-mail":

Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da humanidade.
Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a maioria dos
mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os 'mistérios' da vida e do
universo. Considerar a natureza e a vida humana como 'mistérios' sustentou e
ainda sustenta os que querem que a maioria viva na obscuridade; que jamais
saiam da caverna, enxergando a luz do sol. Para existir escravos, dominados
e dominadas é preciso que lhes sejam sonegados o saber; que este não seja
democratizado e acessível às maiorias.

Na época do renascimento europeu, discutia-se o cosmos e a posição dos
homens frente ao universo. Galileu foi condenado a abjurar, isto é negar o
que disse, porque tinha provas que a Terra se movia. Seus juízes, como
outros de outras épocas, quase nada entendiam das idéias do célebre
cientista. O julgaram com base na religião, nos sensos comuns e na retórica
de seus pseudos-conhecimentos.

O destino de Giordano Bruno foi mais cruel. Foi executado (1600), na
fogueira do Vaticano, por acreditar que existiriam 'múltiplos mundos' e que
se poderia ser 'radicalmente acadêmico de nenhuma academia'. Pensar contra a
ordem, mesmo que poucos compreendessem o que brilhantes intelectuais
produziam, podia ser fatal. Muitos foram perseguidos, humilhados, presos,
deportados, torturados, executados simplesmente por terem idéias originais e
imensa paixão pelo conhecimento.

As revoluções industriais, liberais e a primeira descolonização (século
XVIII e XIX) mudaram este procedimento. Os cientistas desta época não
deixaram de ser perseguidos, mas dificilmente eram mortos, apenas por
pensarem diferentemente do que estava estabelecido consensualmente pelo
poder político e social. Obviamente, eles sobreviveram por estarem em locais
que os protegiam. Se estivessem em outros, a história seria diferente.
Grandes nomes, tais como Darwin, com sua teoria sobre a evolução das
espécies e dos seres humanos, Marx, com sua teoria sobre o capitalismo, seu
método filosófico e sua crítica política, Pasteur com sua nova biologia,
tiveram imensos problemas.

Foram admoestados, principalmente Marx, por ousar discutir a natureza da
nova ordem estabelecida na Europa e no mundo de seu tempo. Apesar disto,
puderam trabalhar e deixar uma herança que ainda hoje, mesmo com revisões e
atualizações, nutre a imaginação científica, em seus domínios específicos.

Ao longo do século passado, o legado das ciências matemáticas, naturais e
humanas foi desdobrado ao infinito. O cientista, agora um proletário
especial, passou a produzir cada vez mais em equipe, atuando em
laboratórios, universidades, governos e, até mesmo, em empresas.

A partir das origens e da maior universalização da ciência, as conquistas
foram inúmeras. Muitas delas serviram para a expansão do poder de quem já o
tinha. Outras aumentaram as possibilidades de vida das maiorias. Ainda
outras, permitiram que se compreendessem melhor os problemas da natureza e
da vida social. As ciências não servem a um único senhor, podem estar a
serviço da humanidade ou militar contra a sobrevivência da espécie.

O cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores de mais de um
século atrás. Tanto podem estar querendo tirar os homens da caverna, como
podem estar desenvolvendo artefatos que mantenham as sociedades na maior
ignorância ou mesmo as destruam.

O paradoxo da ciência foi claramente exposto nos acontecimentos de 1945. A
explosão da bomba atômica, na verdade um experimento científico-político e
militar, pôs a nu esta contradição. É preciso aplicar o princípio da
vigilância democrática e humanista ao campo das teorias e das práticas
científicas.

O mais grave é sem dúvida o das práticas, pois nelas é que se podem
desenvolver monstruosidades ou se operar 'milagres' humanistas. A própria
experiência da bomba revelou que os cientistas, em sua maioria, reconhecem
os seus erros e são capazes de fazer o possível, dentro de seus limites,
para evitar outras catástrofes baseadas em seu saber.

A ciência e os cientistas não estão acima do bem e do mal. É possível
discutir seus empreendimentos e verificar a pertinência dos mesmos no que se
refere aos interesses da humanidade. Até aí, não há o que objetar.

O que é inaceitável é, por exemplo, impedir o ensino da teoria da evolução
nas escolas, sob o pretexto da ofensa à tradição religiosa. Interditar o
avanço para as mulheres que o aborto provocou comprovadamente pelo mundo
afora. Questionar a pesquisa de células-tronco com base nos mesmos velhos
preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à humanidade.

Obviamente, os religiosos têm o direito a ter suas idéias, mas elas não
podem ser impostas ao conjunto da sociedade e a domínios que as religiões
não compreendem. A argumentação religiosa deve ser respeitada, como qualquer
outro tipo de argumentação, dentro dos seus limites. Imagine-se, se vamos
voltar ao passado, quando a última palavra 'científica' era da autoridade
eclesiástica. Qualquer hora se estará reacendendo as fogueiras da
Inquisição. Todos têm o direito à palavra, porém é preciso delimitar espaços
e privilegiar a inteligência frente ao monstro da ignorância.

Os que julgaram Galileu e Bruno quase nada entendiam de suas ciências. Os
julgaram a partir da tradição e dos sensos comuns. Fizeram a mesma coisa, os
que condenaram e ainda condenam radicalmente, Darwin, Pasteur, Marx e muitos
outros.

Os que julgam e repelem os que pensam na atual fase da modernidade, não
procedem de modo diverso. A luta argumentativa para se validar tem que ir
além dos limites da tradição e dos sensos comuns.

As idéias precisam ser debatidas para avançarem e não impedidas de circular.
A pesquisa só funciona se tiver liberdade de ação e profundo sentido ético.
A ética da pesquisa não pode se fundamentar em dogmas das tradições e, sim,
na validade social do experimento. Se a pesquisa sobre as células-tronco
pode salvar vidas é ridículo tentar objetar o seu caminho.



SUBJECT: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos
FROM: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/03/2008 09:52

O Prof. L.C.Lopes simplesmente rearfirma o seguinte fato: a história se repete!
Ainda que com outras roupagens e motivações.
Experiências do passado, negras e danosas para a humanidade, em nadinha serviram de
lição para nós. E o de lascar é que dentro de + mil anos haverá um outro L.Carlos Lopes para discernir sobre
a mesma coisa, registrar seu espanto, ficar de boca escancarada e olhos esbugalhados,
esperando a vida passar e coisas imbecis do tipo acontecerem. É toddy, com ph de farmácia!
E o pior é que ele, eu e outros de nossa laia, podemos fazer exatamente o seguinte: nada!.

Sds,
Victor.



----- Original Message -----
From: SILVIO CORDEIRO
To: "Undisclosed-Recipient:;"@mx.uol.com.br
Sent: Thursday, March 13, 2008 8:26 PM
Subject: [ciencialist] Ciências e valores humanos


Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes

"O que é inaceitável é questionar a pesquisa de células-tronco com base nos mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à humanidade"

Luís Carlos Lopes é professor do programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense. Artigo enviado pelo autor ao "JC e-mail":

Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da humanidade. Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a maioria dos mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os 'mistérios' da vida e do universo. Considerar a natureza e a vida humana como 'mistérios' sustentou e ainda sustenta os que querem que a maioria viva na obscuridade; que jamais saiam da caverna, enxergando a luz do sol. Para existir escravos, dominados e dominadas é preciso que lhes sejam sonegados o saber; que este não seja democratizado e acessível às maiorias.

Na época do renascimento europeu, discutia-se o cosmos e a posição dos homens frente ao universo. Galileu foi condenado a abjurar, isto é negar o que disse, porque tinha provas que a Terra se movia. Seus juízes, como outros de outras épocas, quase nada entendiam das idéias do célebre cientista. O julgaram com base na religião, nos sensos comuns e na retórica de seus pseudos-conhecimentos.

O destino de Giordano Bruno foi mais cruel. Foi executado (1600), na fogueira do Vaticano, por acreditar que existiriam 'múltiplos mundos' e que se poderia ser 'radicalmente acadêmico de nenhuma academia'. Pensar contra a ordem, mesmo que poucos compreendessem o que brilhantes intelectuais produziam, podia ser fatal. Muitos foram perseguidos, humilhados, presos, deportados, torturados, executados simplesmente por terem idéias originais e imensa paixão pelo conhecimento.

As revoluções industriais, liberais e a primeira descolonização (século XVIII e XIX) mudaram este procedimento. Os cientistas desta época não deixaram de ser perseguidos, mas dificilmente eram mortos, apenas por pensarem diferentemente do que estava estabelecido consensualmente pelo poder político e social. Obviamente, eles sobreviveram por estarem em locais que os protegiam. Se estivessem em outros, a história seria diferente. Grandes nomes, tais como Darwin, com sua teoria sobre a evolução das espécies e dos seres humanos, Marx, com sua teoria sobre o capitalismo, seu método filosófico e sua crítica política, Pasteur com sua nova biologia, tiveram imensos problemas.

Foram admoestados, principalmente Marx, por ousar discutir a natureza da nova ordem estabelecida na Europa e no mundo de seu tempo. Apesar disto, puderam trabalhar e deixar uma herança que ainda hoje, mesmo com revisões e atualizações, nutre a imaginação científica, em seus domínios específicos.

Ao longo do século passado, o legado das ciências matemáticas, naturais e humanas foi desdobrado ao infinito. O cientista, agora um proletário especial, passou a produzir cada vez mais em equipe, atuando em laboratórios, universidades, governos e, até mesmo, em empresas.

A partir das origens e da maior universalização da ciência, as conquistas foram inúmeras. Muitas delas serviram para a expansão do poder de quem já o tinha. Outras aumentaram as possibilidades de vida das maiorias. Ainda outras, permitiram que se compreendessem melhor os problemas da natureza e da vida social. As ciências não servem a um único senhor, podem estar a serviço da humanidade ou militar contra a sobrevivência da espécie.

O cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores de mais de um século atrás. Tanto podem estar querendo tirar os homens da caverna, como podem estar desenvolvendo artefatos que mantenham as sociedades na maior ignorância ou mesmo as destruam.

O paradoxo da ciência foi claramente exposto nos acontecimentos de 1945. A explosão da bomba atômica, na verdade um experimento científico-político e militar, pôs a nu esta contradição. É preciso aplicar o princípio da vigilância democrática e humanista ao campo das teorias e das práticas científicas.

O mais grave é sem dúvida o das práticas, pois nelas é que se podem desenvolver monstruosidades ou se operar 'milagres' humanistas. A própria experiência da bomba revelou que os cientistas, em sua maioria, reconhecem os seus erros e são capazes de fazer o possível, dentro de seus limites, para evitar outras catástrofes baseadas em seu saber.

A ciência e os cientistas não estão acima do bem e do mal. É possível discutir seus empreendimentos e verificar a pertinência dos mesmos no que se refere aos interesses da humanidade. Até aí, não há o que objetar.

O que é inaceitável é, por exemplo, impedir o ensino da teoria da evolução nas escolas, sob o pretexto da ofensa à tradição religiosa. Interditar o avanço para as mulheres que o aborto provocou comprovadamente pelo mundo afora. Questionar a pesquisa de células-tronco com base nos mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à humanidade.

Obviamente, os religiosos têm o direito a ter suas idéias, mas elas não podem ser impostas ao conjunto da sociedade e a domínios que as religiões não compreendem. A argumentação religiosa deve ser respeitada, como qualquer outro tipo de argumentação, dentro dos seus limites. Imagine-se, se vamos voltar ao passado, quando a última palavra 'científica' era da autoridade eclesiástica. Qualquer hora se estará reacendendo as fogueiras da Inquisição. Todos têm o direito à palavra, porém é preciso delimitar espaços e privilegiar a inteligência frente ao monstro da ignorância.

Os que julgaram Galileu e Bruno quase nada entendiam de suas ciências. Os julgaram a partir da tradição e dos sensos comuns. Fizeram a mesma coisa, os que condenaram e ainda condenam radicalmente, Darwin, Pasteur, Marx e muitos outros.

Os que julgam e repelem os que pensam na atual fase da modernidade, não procedem de modo diverso. A luta argumentativa para se validar tem que ir além dos limites da tradição e dos sensos comuns.

As idéias precisam ser debatidas para avançarem e não impedidas de circular. A pesquisa só funciona se tiver liberdade de ação e profundo sentido ético. A ética da pesquisa não pode se fundamentar em dogmas das tradições e, sim, na validade social do experimento. Se a pesquisa sobre as células-tronco pode salvar vidas é ridículo tentar objetar o seu caminho.

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]






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SUBJECT: Cardeais em órbita
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 14/03/2008 10:50

Cardeais em rbita <http://100nexos.com/arquivo/515>

[image: jornadaigreja21k] <http://diplo.uol.com.br/2008-02,a2242>

Cinco senhores venerveis flutuam, em meio iluso de azul infinito criada
pelos geradores hologrficos de So Pedro Extra-Mundos, a principal baslica
de Novo Vaticano, em rbita polar, neste momento passando sobre o Oceano
Pacfico, rumo Antrtida e a mais uma volta pelos extremos da Terra.

Cardeal Mondego sente, agradecido, o relaxar dos msculos ao redor dos olhos
e nos cantos da boca. O azul, mesmo com sua implicao de cu ilimitado, de
queda iminente numa esfera sem fim, reconforta. Intimida menos que a
decorao usual da baslica, as grandes esculturas de luz que reproduzem, em
escala monumental e nas trs dimenses, o teto da Capela Sistina como
algum no se sentiria inconveniente ao flutuar bem entre o dedo de Deus e a
mo suplicante de Ado? e nem de longe to assustador quanto as imagens,
ou o significado das imagens, que haviam antecedido o fundo cerleo abismal.

Nmeros. Grficos. Estatsticas. Projees.

No h dvida diz o papa Paulo XII, que preside a reunio. Hoje,
completam-se dez anos desde que ocorreu a ltima canonizao. Oito, desde a
ltima beatificao. No h mais santos. Os milagres simplesmente
desapareceram do mundo.

Continue lendo o conto de Carlos Orsi Martinho no *Le Monde
diplomatique*<http://diplo.uol.com.br/2008-02,a2242>


[As partes desta mensagem que no continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Curso de Física de Berkele y?=
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 14/03/2008 14:21

Felizardo!

Quer vender?

[],s

Belmiro

"psdias2 (Yahoo)" <psdias2@yahoo.com.br> escreveu:
Pessoal:

Em um sebo, dei sorte de encontrar o volume 2 (Eletromagnetismo) do
"Curso de Física de Berkeley".

Já procurei os demais volumes em sebos na Internet, mas não encontrei.

Alguém sabe dizer se há edições relativamente recentes ? Também não
encontrei em livrarias comuns (ou seja, em "não-sebos").

Grato pela atenção de todos
Paulo

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]






---------------------------------
Abra sua conta no Yahoo! Mail, o único sem limite de espaço para armazenamento!

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] idade do Universo
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 14/03/2008 14:25

Há que se considerar também que algumas teorias apontam para um universo cíclico, com big bang's e big crunch's infindáveis. Neste caso, tudo indica que o universo sempre existiu.

[]'s

Belmiro

"Alvaro Augusto (U)" <alvaro@daelt.sh06.com> escreveu:
Antes do início havia um emaranhado superdenso e superquente de supercordas
em um ínico estado quântico. O Big Bang nada mais é do que o
colapso desse emaranhado. Assim, nunca existiu o "nada" (a não ser quando
"Seinfeld" era exibido) e, de certa forma, o universo sempre
existiu.

[ ]s

Alvaro Augusto de Almeida
http://www.alvaroaugusto.com.br
alvaro@lunabay.com.br

----- Original Message -----
From: <vernerstranz@click21.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Thursday, March 13, 2008 5:48 AM
Subject: Re: [ciencialist] idade do Universo

> Como sou leigo em física, permito-me uma pergunta aos que entendem: e
> antes
> desse evento inicial, o que havia? O nada? Como o nada pode tornar-se, de
> repente, algo? Sempre imaginei que que essa questão estivesse além de
> nosso
> entendimento, assim como a de fronteiras, limites do universo. Aí chegamos
> em
> tempo e espaço...
> A filosofia esbarra nessas questões, e as resolve com especulações,
> enquanto as
> religiões as resolvem com mitos. Por favor, não entendam essa minha
> indagação
> como provocativa, ferrariana... Realmente o assunto é por demais
> interessante.
> [ ] verner.
>
>
>
>
>
>
> Citando SILVIO CORDEIRO <scordeiroes@superig.com.br>:
>
>> precisão da medida da idade do Universo
>>
>> São 13,73 bilhões de anos, com margem de erro de 120 milhões de
>> anos
>> para mais ou para menos
>>
>> O Universo possui 13,73 bilhões de anos, com margem de erro de 120
>> milhões de anos para mais ou para menos. Essa medida, a mais precisa já
>> obtida da idade do cosmo, foi divulgada na semana passada para a
>> comunidade
>> científica.
>>
>> O número é baseado em medidas precisas da luz mais antiga da
>> história
>> do Universo e está de acordo com dados menos detalhados que haviam sido
>> divulgados em 2006. A margem de erro, porém, foi reduzida em dezenas de
>> milhões de anos após mais acúmulo de informação do satélite WMAP, da Nasa
>> (agência espacial dos EUA), que tem feito a medida.
>>
>> "Tudo está se estreitando e nos dando precisão cada vez melhor a
>> cada
>> vez", afirma Charles Bennet, astrofísico da Universidade Johns Hopkins e
>> líder do grupo que analisa os dados. "Na verdade, [os resultados atuais]
>> são
>> significativamente melhores do que os anteriores. Há toda uma variedade
>> de
>> riqueza nos dados."
>>
>> Cerca de 380 mil anos após o Big Bang (explosão que deu origem ao
>> Universo), as partículas que existiam então esfriaram o suficiente para
>> formar o tipo de matéria que conhecemos hoje.
>>
>> Antes, a enorme concentração de energia impedia que elétrons
>> pudessem
>> se unir aos prótons e nêutrons para formar átomos. Essa condição liberava
>> uma
>> luz que foi resfriada desde então e hoje existe na forma de microondas
>> que
>> permeiam todo o cosmo.
>>
>> Esse fenômeno, conhecido como radiação cósmica de fundo de
>> microondas,
>> está sendo mapeado em todas as direções do Universo pelo WMAP desde 2001.
>> Dependendo da direção observada, há variações, e isso sugere que houve
>> uma
>> aceleração da expansão nos primeiros momentos de existência do universo
>> -trilionésimos de trilionésimos de segundo.
>>
>> Os modelos teóricos que tentam explicar esse universo
>> "inflacionário"
>> poderão agora ser analisados com mais precisão, usando os dados do
>> satélite
>> da Nasa.
>>
>> "Algumas [das teorias] já estão totalmente descartadas, algumas
>> estão
>> na beira do precipício e algumas estão perfeitamente bem", diz Bennet.
>> "Nós
>> estamos fazendo uma triagem entre elas." (Do "New York Times")
>>
>>
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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/03/2008 14:48

Prezado amigo Zé Renato:

Pessoalmente não vejo nenhum impecilho para uso das células embrionárias a não ser por convicções religiosas: até hoje não se determinou de corma científica quando é o ínício da vida.
E, se materiais, quaisquer que sejam e que constituem a natureza possam ser processados e transformados em benefício de nossos semelhantes, é muito mais razoável endossar o processamento.

e, aproveitando o embalo, apresento uma questão:
se o espermatozóide se movimenta de forma lógica, no encalço de um determinado objetivo (o óvulo), se movimentando por intermédio de seu rabinho, seu flagelo, óbviamente que ele tem vida: ou o que provoca o movimento?

Uma boa tarde,

silvio.
----- Original Message -----
From: José Renato Terra
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Friday, March 14, 2008 9:49 AM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros


Caro, Sílvio!

O artigo de Luís Carlos Lopes, Ciências e valores humanos, e o de Francisco
Cesar Pinheiro Rodrigues, Células-tronco embrionárias e o STF, têm os mesmos
ingredientes dos argumento falaciosos pró-uso de embriões congelados
existentes no Brasil. Todos são possuidores da característica básica de -
sob um véu de pseudo eruditismo histórico - "forçar a barra" no objetivo de
convencer os leitores de qualquer maneira com uso de recursos aéticos.
Parecem feitos em série. Outro exemplo claro é o artigo "Células-tronco:
será a ciência ajuizada?", veiculado em A TARDE - Opinião, 12.03.08, o Dr.
Marcos Luna ressalta, entre hífens, uma informação que induz os leitores
menos atentos a concordarem com a destruição e uso em pesquisas dos embriões
preservados em sistema criogênico nas clínicas de inseminação artificial.

Transcrevo aqui o parágrafo para melhor entendimento:
"A questão remete ao projeto acadêmico/científico de manipulação genética
usando embriões congelados há três anos - a serem descartados em lixo
hospitalar -, mas ainda aos portadores de células-tronco regenerativas e à
pregação religiosa-dogmática sobre o conceito do início e fim da vida."
Perceber que as células, o espermatozóide e o óvulo humano estão vivos.
Entretanto, somente após a fecundação é que a estrutura genética, resultante
dessa "fusão", detém no seu DNA todos os elementos de um ser humano, único,
pessoal, até o fim da vida desse sistema psico-biológico chamado de ser
humano.

Vale esclarecer que os embriões mantidos congelados nessas clínicas não são
"descartados em lixo hospitalar". Está aí a principal questão que movimenta
os lobbyes dos que desejam se livrar desses embriões e, por tabela, àqueles
que aproveitam a oportunidade para fustigar a Igreja Católica.
Basta conhecer a declaração do dono do maior estoque de embriões no País -
4.657 acumulados nos últimos 18 anos* - que representam 90% dos registrados
em levantamento recente, Sr. José Gonçalves Franco Júnior, diretor do Centro
de Reprodução Humana Franco Júnior, de Ribeirão Preto-SP: "Isso aqui [banco
de embriões congelados] é uma bomba atômica." E explica porque: "Como a
maioria dos casais não formalizou a doação para pesquisa e nem se decide o
que fazer com eles, [os embriões] vão ficando por aí. A qualquer momento
pode aparecer um casal querendo seu embrião de volta."(FSP-Ciência,
04.03.08)

O Dr. Marcos Luna certamente não desconhece que o Conselho Federal de
Medicina-CFM proíbe o descarte de embriões e determina que eles só podem
sair do laboratório onde foram produzidos com autorização assinada pelo
casal doador e registrada em cartório. Não desconhece também que estão
disponíveis para pesquisas, diversas linhagens de células-tronco
embrionárias em quantidade suficiente para *todas* as pesquisas a serem
realizadas no mundo e que não há necessidade de destruir novos embriões.

Abraços

José Renato

* De acordo com levantamento feito há três anos pela SBRA, havia 9914
embriões congelados, dos quais 3210 estariam em condições de serem
utilizados em pesquisas de células-tronco. Já por esse percentual existiria
um total de apenas 5174 embriões congelados.
.................................................................

----- Original Message -----
From: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
To: <Undisclosed-Recipient:;>
Sent: Thursday, March 13, 2008 8:26 PM
Subject: [ciencialist] Ciências e valores humanos

Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes

"O que é inaceitável é questionar a pesquisa de células-tronco com base nos
mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à
humanidade"

Luís Carlos Lopes é professor do programa de Pós-graduação em Comunicação da
Universidade Federal Fluminense. Artigo enviado pelo autor ao "JC e-mail":

Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da humanidade.
Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a maioria dos
mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os 'mistérios' da vida e do
universo. Considerar a natureza e a vida humana como 'mistérios' sustentou e
ainda sustenta os que querem que a maioria viva na obscuridade; que jamais
saiam da caverna, enxergando a luz do sol. Para existir escravos, dominados
e dominadas é preciso que lhes sejam sonegados o saber; que este não seja
democratizado e acessível às maiorias.

Na época do renascimento europeu, discutia-se o cosmos e a posição dos
homens frente ao universo. Galileu foi condenado a abjurar, isto é negar o
que disse, porque tinha provas que a Terra se movia. Seus juízes, como
outros de outras épocas, quase nada entendiam das idéias do célebre
cientista. O julgaram com base na religião, nos sensos comuns e na retórica
de seus pseudos-conhecimentos.

O destino de Giordano Bruno foi mais cruel. Foi executado (1600), na
fogueira do Vaticano, por acreditar que existiriam 'múltiplos mundos' e que
se poderia ser 'radicalmente acadêmico de nenhuma academia'. Pensar contra a
ordem, mesmo que poucos compreendessem o que brilhantes intelectuais
produziam, podia ser fatal. Muitos foram perseguidos, humilhados, presos,
deportados, torturados, executados simplesmente por terem idéias originais e
imensa paixão pelo conhecimento.

As revoluções industriais, liberais e a primeira descolonização (século
XVIII e XIX) mudaram este procedimento. Os cientistas desta época não
deixaram de ser perseguidos, mas dificilmente eram mortos, apenas por
pensarem diferentemente do que estava estabelecido consensualmente pelo
poder político e social. Obviamente, eles sobreviveram por estarem em locais
que os protegiam. Se estivessem em outros, a história seria diferente.
Grandes nomes, tais como Darwin, com sua teoria sobre a evolução das
espécies e dos seres humanos, Marx, com sua teoria sobre o capitalismo, seu
método filosófico e sua crítica política, Pasteur com sua nova biologia,
tiveram imensos problemas.

Foram admoestados, principalmente Marx, por ousar discutir a natureza da
nova ordem estabelecida na Europa e no mundo de seu tempo. Apesar disto,
puderam trabalhar e deixar uma herança que ainda hoje, mesmo com revisões e
atualizações, nutre a imaginação científica, em seus domínios específicos.

Ao longo do século passado, o legado das ciências matemáticas, naturais e
humanas foi desdobrado ao infinito. O cientista, agora um proletário
especial, passou a produzir cada vez mais em equipe, atuando em
laboratórios, universidades, governos e, até mesmo, em empresas.

A partir das origens e da maior universalização da ciência, as conquistas
foram inúmeras. Muitas delas serviram para a expansão do poder de quem já o
tinha. Outras aumentaram as possibilidades de vida das maiorias. Ainda
outras, permitiram que se compreendessem melhor os problemas da natureza e
da vida social. As ciências não servem a um único senhor, podem estar a
serviço da humanidade ou militar contra a sobrevivência da espécie.

O cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores de mais de um
século atrás. Tanto podem estar querendo tirar os homens da caverna, como
podem estar desenvolvendo artefatos que mantenham as sociedades na maior
ignorância ou mesmo as destruam.

O paradoxo da ciência foi claramente exposto nos acontecimentos de 1945. A
explosão da bomba atômica, na verdade um experimento científico-político e
militar, pôs a nu esta contradição. É preciso aplicar o princípio da
vigilância democrática e humanista ao campo das teorias e das práticas
científicas.

O mais grave é sem dúvida o das práticas, pois nelas é que se podem
desenvolver monstruosidades ou se operar 'milagres' humanistas. A própria
experiência da bomba revelou que os cientistas, em sua maioria, reconhecem
os seus erros e são capazes de fazer o possível, dentro de seus limites,
para evitar outras catástrofes baseadas em seu saber.

A ciência e os cientistas não estão acima do bem e do mal. É possível
discutir seus empreendimentos e verificar a pertinência dos mesmos no que se
refere aos interesses da humanidade. Até aí, não há o que objetar.

O que é inaceitável é, por exemplo, impedir o ensino da teoria da evolução
nas escolas, sob o pretexto da ofensa à tradição religiosa. Interditar o
avanço para as mulheres que o aborto provocou comprovadamente pelo mundo
afora. Questionar a pesquisa de células-tronco com base nos mesmos velhos
preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à humanidade.

Obviamente, os religiosos têm o direito a ter suas idéias, mas elas não
podem ser impostas ao conjunto da sociedade e a domínios que as religiões
não compreendem. A argumentação religiosa deve ser respeitada, como qualquer
outro tipo de argumentação, dentro dos seus limites. Imagine-se, se vamos
voltar ao passado, quando a última palavra 'científica' era da autoridade
eclesiástica. Qualquer hora se estará reacendendo as fogueiras da
Inquisição. Todos têm o direito à palavra, porém é preciso delimitar espaços
e privilegiar a inteligência frente ao monstro da ignorância.

Os que julgaram Galileu e Bruno quase nada entendiam de suas ciências. Os
julgaram a partir da tradição e dos sensos comuns. Fizeram a mesma coisa, os
que condenaram e ainda condenam radicalmente, Darwin, Pasteur, Marx e muitos
outros.

Os que julgam e repelem os que pensam na atual fase da modernidade, não
procedem de modo diverso. A luta argumentativa para se validar tem que ir
além dos limites da tradição e dos sensos comuns.

As idéias precisam ser debatidas para avançarem e não impedidas de circular.
A pesquisa só funciona se tiver liberdade de ação e profundo sentido ético.
A ética da pesquisa não pode se fundamentar em dogmas das tradições e, sim,
na validade social do experimento. Se a pesquisa sobre as células-tronco
pode salvar vidas é ridículo tentar objetar o seu caminho.





[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: Ciências e valores humanos e outros
FROM: "oraculo333" <oraculo@atibaia.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 14/03/2008 15:34

Olá Jose Renato

J Renato: " O artigo de Luís Carlos Lopes, Ciências e valores humanos,
e o de Francisco Cesar Pinheiro Rodrigues, Células-tronco embrionárias
e o STF, têm os mesmos ingredientes dos argumento falaciosos pró-uso
de embriões congelados existentes no Brasil. "

De forma alguma! Se há falácias, e muitas, é no discurso religioso
disfarçado de "científico" que você, e outros religiosos, apresentam,
tentando impor seu ponto de vista a todos.

O argumento é claro, embriões congelados, mórulas, óvulos fecundados,
etc, não são seres humanos e não recebem proteção legal "à vida". Ponto.

Este é, graças a deus (piadinha..:-), um estado laico, e se seu amigo
imaginário deseja condenar todos os que assim procedem ao inferno
eterno, pelo "pecado" de tentar melhorar a vida de pessoas doentes
(pessoas de verdade, não agrupamentos de células) ou por tentar
entender e estudar o universo em que vivemos, inclusive os primatas da
espécie homo sapiens, por mim tudo bem. Mas deixe que ele se vire, ele
não precisa de sua ajuda para "lutar contra ateus infiéis" de toda
forma..:-=)

Quer uma falácia? Tente esta:

J Renato: "Vale esclarecer que os embriões mantidos congelados nessas
clínicas não são "descartados em lixo hospitalar"."

Irrelevante. Descartados ou mantidos indefinidamente em suspensão
criogência, não servem para NADA e não estão "vivendo" como seres
humanos. Inclusive, se há uma "alma" enfiada nesses grupamentos de
células por uma divindade imaginária, não consigo imaginar tormento
pior que passar a eternidade congelado, sem chance de escapar.

Se fosse coerente com suas crenças, deveria lutar para que sua
existências fossem finalizadas, com doação de suas células, ou com o
descarte imediato!

Mas não, parece preferir que sejam mantidos presos nesse limbo criogênico.

Ou talvez esteja esperando que, proibido o uso, e proibido o descarte,
consiga finalmente proibir a fertilização in vitro, que produz
embriões excedentes, e proibir toda e qualquer pesquisa que,
aumentando nosso conhecimento sobre biologia e sobre seres humanos,
nos de mais evidências de que NÃO somos filhos de uma deus maluco e
imaginário, e sim primatas que evoluiram como qualquer outro primata
(que medo vocês tem disso, não?).

Fertilizações in vitro produzem embriões. Excedentes não são
implantados. Ser descartado ou ser usado em pesquisas, é a mesma
coisa. Ser mantido eternamente em criogenia, idem.

A questão, bem esplanada nesses artigos todos que você combate, é, não
há motivo que impeça o uso de embriões para pesquisa, para descarte ou
para o que for. Nenhum, pois não são seres humanos, embora tenham
potencial de vir a ser, como, aliás, toda célula de nosso corpo (cuspa
na rua, JR, e as células de pele em sua saliva poderiam, em um bom
laboratório, ser clonadas e se transformar em um ser humano, ou seja,
tem potencial de vir a ser).

Religiosos deveriam agir conforme sua consciência e se abster de
tentar impor essas superstições as pessoas que não comungam delas. Por
exemplo, se você mudar de religião, se se tornar judeu (ou se tivesse
nascido judeu) , não oporia mais objeção a aborto ou pesquisas de
células tronco.

Se deixarmos malucos de uma religião controlar o "certo e errado",
cada religião exigiria que fosse o "seu" certo e errado o padrão e modelo.

E se há algo que a história deveria ter nos ensinado, é que padrões de
certo e errado de religiões em geral dão em burradas enormes e grandes
injustiças. Além de um atraso gigantesco no processo civilizatório.

Em algum momento futuro, agora ou mais tarde, essas superstições serão
vencidas, como vem sendo vencidas em países mais civilizados. O
esforço que a religião faz tentando impedir o inevitável apenas causa
mais dor e sofrimento as pessoas, mais abortos clandestinos, mais
demora para estudos científicos, etc.

Um abraço.

Homero




--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, José Renato Terra <jrma@...>
escreveu
>
> Caro, Sílvio!
>
> O artigo de Luís Carlos Lopes, Ciências e valores humanos, e o de
Francisco
> Cesar Pinheiro Rodrigues, Células-tronco embrionárias e o STF, têm
os mesmos
> ingredientes dos argumento falaciosos pró-uso de embriões congelados
> existentes no Brasil. Todos são possuidores da característica básica
de -
> sob um véu de pseudo eruditismo histórico - "forçar a barra" no
objetivo de
> convencer os leitores de qualquer maneira com uso de recursos aéticos.
> Parecem feitos em série. Outro exemplo claro é o artigo
"Células-tronco:
> será a ciência ajuizada?", veiculado em A TARDE - Opinião, 12.03.08,
o Dr.
> Marcos Luna ressalta, entre hífens, uma informação que induz os
leitores
> menos atentos a concordarem com a destruição e uso em pesquisas dos
embriões
> preservados em sistema criogênico nas clínicas de inseminação
artificial.
>
> Transcrevo aqui o parágrafo para melhor entendimento:
> "A questão remete ao projeto acadêmico/científico de manipulação
genética
> usando embriões congelados há três anos - a serem descartados em lixo
> hospitalar -, mas ainda aos portadores de células-tronco
regenerativas e à
> pregação religiosa-dogmática sobre o conceito do início e fim da vida."
> Perceber que as células, o espermatozóide e o óvulo humano estão vivos.
> Entretanto, somente após a fecundação é que a estrutura genética,
resultante
> dessa "fusão", detém no seu DNA todos os elementos de um ser humano,
único,
> pessoal, até o fim da vida desse sistema psico-biológico chamado de ser
> humano.
>
> Vale esclarecer que os embriões mantidos congelados nessas clínicas
não são
> "descartados em lixo hospitalar". Está aí a principal questão que
movimenta
> os lobbyes dos que desejam se livrar desses embriões e, por tabela,
àqueles
> que aproveitam a oportunidade para fustigar a Igreja Católica.
> Basta conhecer a declaração do dono do maior estoque de embriões no
País -
> 4.657 acumulados nos últimos 18 anos* - que representam 90% dos
registrados
> em levantamento recente, Sr. José Gonçalves Franco Júnior, diretor
do Centro
> de Reprodução Humana Franco Júnior, de Ribeirão Preto-SP: "Isso aqui
[banco
> de embriões congelados] é uma bomba atômica." E explica porque: "Como a
> maioria dos casais não formalizou a doação para pesquisa e nem se
decide o
> que fazer com eles, [os embriões] vão ficando por aí. A qualquer
momento
> pode aparecer um casal querendo seu embrião de volta."(FSP-Ciência,
> 04.03.08)
>
> O Dr. Marcos Luna certamente não desconhece que o Conselho Federal de
> Medicina-CFM proíbe o descarte de embriões e determina que eles só
podem
> sair do laboratório onde foram produzidos com autorização assinada pelo
> casal doador e registrada em cartório. Não desconhece também que estão
> disponíveis para pesquisas, diversas linhagens de células-tronco
> embrionárias em quantidade suficiente para *todas* as pesquisas a serem
> realizadas no mundo e que não há necessidade de destruir novos embriões.
>
> Abraços
>
> José Renato
>
> * De acordo com levantamento feito há três anos pela SBRA, havia 9914
> embriões congelados, dos quais 3210 estariam em condições de serem
> utilizados em pesquisas de células-tronco. Já por esse percentual
existiria
> um total de apenas 5174 embriões congelados.
> .................................................................
>
> ----- Original Message -----
> From: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@...>
> To: <Undisclosed-Recipient:;>
> Sent: Thursday, March 13, 2008 8:26 PM
> Subject: [ciencialist] Ciências e valores humanos
>
>
> Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes
>
> "O que é inaceitável é questionar a pesquisa de células-tronco com
base nos
> mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à
> humanidade"
>
> Luís Carlos Lopes é professor do programa de Pós-graduação em
Comunicação da
> Universidade Federal Fluminense. Artigo enviado pelo autor ao "JC
e-mail":
>
> Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da
humanidade.
> Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a maioria dos
> mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os 'mistérios' da
vida e do
> universo. Considerar a natureza e a vida humana como 'mistérios'
sustentou e
> ainda sustenta os que querem que a maioria viva na obscuridade; que
jamais
> saiam da caverna, enxergando a luz do sol. Para existir escravos,
dominados
> e dominadas é preciso que lhes sejam sonegados o saber; que este não
seja
> democratizado e acessível às maiorias.
>
> Na época do renascimento europeu, discutia-se o cosmos e a posição dos
> homens frente ao universo. Galileu foi condenado a abjurar, isto é
negar o
> que disse, porque tinha provas que a Terra se movia. Seus juízes, como
> outros de outras épocas, quase nada entendiam das idéias do célebre
> cientista. O julgaram com base na religião, nos sensos comuns e na
retórica
> de seus pseudos-conhecimentos.
>
> O destino de Giordano Bruno foi mais cruel. Foi executado (1600), na
> fogueira do Vaticano, por acreditar que existiriam 'múltiplos
mundos' e que
> se poderia ser 'radicalmente acadêmico de nenhuma academia'. Pensar
contra a
> ordem, mesmo que poucos compreendessem o que brilhantes intelectuais
> produziam, podia ser fatal. Muitos foram perseguidos, humilhados,
presos,
> deportados, torturados, executados simplesmente por terem idéias
originais e
> imensa paixão pelo conhecimento.
>
> As revoluções industriais, liberais e a primeira descolonização (século
> XVIII e XIX) mudaram este procedimento. Os cientistas desta época não
> deixaram de ser perseguidos, mas dificilmente eram mortos, apenas por
> pensarem diferentemente do que estava estabelecido consensualmente pelo
> poder político e social. Obviamente, eles sobreviveram por estarem
em locais
> que os protegiam. Se estivessem em outros, a história seria diferente.
> Grandes nomes, tais como Darwin, com sua teoria sobre a evolução das
> espécies e dos seres humanos, Marx, com sua teoria sobre o
capitalismo, seu
> método filosófico e sua crítica política, Pasteur com sua nova
biologia,
> tiveram imensos problemas.
>
> Foram admoestados, principalmente Marx, por ousar discutir a
natureza da
> nova ordem estabelecida na Europa e no mundo de seu tempo. Apesar
disto,
> puderam trabalhar e deixar uma herança que ainda hoje, mesmo com
revisões e
> atualizações, nutre a imaginação científica, em seus domínios
específicos.
>
> Ao longo do século passado, o legado das ciências matemáticas,
naturais e
> humanas foi desdobrado ao infinito. O cientista, agora um proletário
> especial, passou a produzir cada vez mais em equipe, atuando em
> laboratórios, universidades, governos e, até mesmo, em empresas.
>
> A partir das origens e da maior universalização da ciência, as
conquistas
> foram inúmeras. Muitas delas serviram para a expansão do poder de
quem já o
> tinha. Outras aumentaram as possibilidades de vida das maiorias. Ainda
> outras, permitiram que se compreendessem melhor os problemas da
natureza e
> da vida social. As ciências não servem a um único senhor, podem estar a
> serviço da humanidade ou militar contra a sobrevivência da espécie.
>
> O cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores de
mais de um
> século atrás. Tanto podem estar querendo tirar os homens da caverna,
como
> podem estar desenvolvendo artefatos que mantenham as sociedades na
maior
> ignorância ou mesmo as destruam.
>
> O paradoxo da ciência foi claramente exposto nos acontecimentos de
1945. A
> explosão da bomba atômica, na verdade um experimento
científico-político e
> militar, pôs a nu esta contradição. É preciso aplicar o princípio da
> vigilância democrática e humanista ao campo das teorias e das práticas
> científicas.
>
> O mais grave é sem dúvida o das práticas, pois nelas é que se podem
> desenvolver monstruosidades ou se operar 'milagres' humanistas. A
própria
> experiência da bomba revelou que os cientistas, em sua maioria,
reconhecem
> os seus erros e são capazes de fazer o possível, dentro de seus
limites,
> para evitar outras catástrofes baseadas em seu saber.
>
> A ciência e os cientistas não estão acima do bem e do mal. É possível
> discutir seus empreendimentos e verificar a pertinência dos mesmos
no que se
> refere aos interesses da humanidade. Até aí, não há o que objetar.
>
> O que é inaceitável é, por exemplo, impedir o ensino da teoria da
evolução
> nas escolas, sob o pretexto da ofensa à tradição religiosa.
Interditar o
> avanço para as mulheres que o aborto provocou comprovadamente pelo
mundo
> afora. Questionar a pesquisa de células-tronco com base nos mesmos
velhos
> preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à humanidade.
>
> Obviamente, os religiosos têm o direito a ter suas idéias, mas elas não
> podem ser impostas ao conjunto da sociedade e a domínios que as
religiões
> não compreendem. A argumentação religiosa deve ser respeitada, como
qualquer
> outro tipo de argumentação, dentro dos seus limites. Imagine-se, se
vamos
> voltar ao passado, quando a última palavra 'científica' era da
autoridade
> eclesiástica. Qualquer hora se estará reacendendo as fogueiras da
> Inquisição. Todos têm o direito à palavra, porém é preciso delimitar
espaços
> e privilegiar a inteligência frente ao monstro da ignorância.
>
> Os que julgaram Galileu e Bruno quase nada entendiam de suas
ciências. Os
> julgaram a partir da tradição e dos sensos comuns. Fizeram a mesma
coisa, os
> que condenaram e ainda condenam radicalmente, Darwin, Pasteur, Marx
e muitos
> outros.
>
> Os que julgam e repelem os que pensam na atual fase da modernidade, não
> procedem de modo diverso. A luta argumentativa para se validar tem
que ir
> além dos limites da tradição e dos sensos comuns.
>
> As idéias precisam ser debatidas para avançarem e não impedidas de
circular.
> A pesquisa só funciona se tiver liberdade de ação e profundo sentido
ético.
> A ética da pesquisa não pode se fundamentar em dogmas das tradições
e, sim,
> na validade social do experimento. Se a pesquisa sobre as
células-tronco
> pode salvar vidas é ridículo tentar objetar o seu caminho.
>




SUBJECT: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros
FROM: "Amauri N. Sanches Jr " <amaurij@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 14/03/2008 16:52

eu sou a favor, muito porém sei que a industria farmacêutica ganhará
muito...

Em 14/03/08, José Renato Terra <jrma@terra.com.br> escreveu:
>
> Caro, Sílvio!
>
> O artigo de Luís Carlos Lopes, Ciências e valores humanos, e o de
> Francisco
> Cesar Pinheiro Rodrigues, Células-tronco embrionárias e o STF, têm os
> mesmos
> ingredientes dos argumento falaciosos pró-uso de embriões congelados
> existentes no Brasil. Todos são possuidores da característica básica de -
> sob um véu de pseudo eruditismo histórico - "forçar a barra" no objetivo
> de
> convencer os leitores de qualquer maneira com uso de recursos aéticos.
> Parecem feitos em série. Outro exemplo claro é o artigo "Células-tronco:
> será a ciência ajuizada?", veiculado em A TARDE - Opinião, 12.03.08, o Dr.
>
> Marcos Luna ressalta, entre hífens, uma informação que induz os leitores
> menos atentos a concordarem com a destruição e uso em pesquisas dos
> embriões
> preservados em sistema criogênico nas clínicas de inseminação artificial.
>
> Transcrevo aqui o parágrafo para melhor entendimento:
> "A questão remete ao projeto acadêmico/científico de manipulação genética
> usando embriões congelados há três anos - a serem descartados em lixo
> hospitalar -, mas ainda aos portadores de células-tronco regenerativas e à
>
> pregação religiosa-dogmática sobre o conceito do início e fim da vida."
> Perceber que as células, o espermatozóide e o óvulo humano estão vivos.
> Entretanto, somente após a fecundação é que a estrutura genética,
> resultante
> dessa "fusão", detém no seu DNA todos os elementos de um ser humano,
> único,
> pessoal, até o fim da vida desse sistema psico-biológico chamado de ser
> humano.
>
> Vale esclarecer que os embriões mantidos congelados nessas clínicas não
> são
> "descartados em lixo hospitalar". Está aí a principal questão que
> movimenta
> os lobbyes dos que desejam se livrar desses embriões e, por tabela,
> àqueles
> que aproveitam a oportunidade para fustigar a Igreja Católica.
> Basta conhecer a declaração do dono do maior estoque de embriões no País -
>
> 4.657 acumulados nos últimos 18 anos* - que representam 90% dos
> registrados
> em levantamento recente, Sr. José Gonçalves Franco Júnior, diretor do
> Centro
> de Reprodução Humana Franco Júnior, de Ribeirão Preto-SP: "Isso aqui
> [banco
> de embriões congelados] é uma bomba atômica." E explica porque: "Como a
> maioria dos casais não formalizou a doação para pesquisa e nem se decide o
>
> que fazer com eles, [os embriões] vão ficando por aí. A qualquer momento
> pode aparecer um casal querendo seu embrião de volta."(FSP-Ciência,
> 04.03.08)
>
> O Dr. Marcos Luna certamente não desconhece que o Conselho Federal de
> Medicina-CFM proíbe o descarte de embriões e determina que eles só podem
> sair do laboratório onde foram produzidos com autorização assinada pelo
> casal doador e registrada em cartório. Não desconhece também que estão
> disponíveis para pesquisas, diversas linhagens de células-tronco
> embrionárias em quantidade suficiente para *todas* as pesquisas a serem
> realizadas no mundo e que não há necessidade de destruir novos embriões.
>
> Abraços
>
> José Renato
>
> * De acordo com levantamento feito há três anos pela SBRA, havia 9914
> embriões congelados, dos quais 3210 estariam em condições de serem
> utilizados em pesquisas de células-tronco. Já por esse percentual
> existiria
> um total de apenas 5174 embriões congelados.
> .................................................................
>
> ----- Original Message -----
> From: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br<scordeiroes%40superig.com.br>
> >
> To: <Undisclosed-Recipient:;>
> Sent: Thursday, March 13, 2008 8:26 PM
> Subject: [ciencialist] Ciências e valores humanos
>
> Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes
>
> "O que é inaceitável é questionar a pesquisa de células-tronco com base
> nos
> mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à
> humanidade"
>
> Luís Carlos Lopes é professor do programa de Pós-graduação em Comunicação
> da
> Universidade Federal Fluminense. Artigo enviado pelo autor ao "JC e-mail":
>
> Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da humanidade.
> Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a maioria dos
> mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os 'mistérios' da vida e do
>
> universo. Considerar a natureza e a vida humana como 'mistérios' sustentou
> e
> ainda sustenta os que querem que a maioria viva na obscuridade; que jamais
>
> saiam da caverna, enxergando a luz do sol. Para existir escravos,
> dominados
> e dominadas é preciso que lhes sejam sonegados o saber; que este não seja
> democratizado e acessível às maiorias.
>
> Na época do renascimento europeu, discutia-se o cosmos e a posição dos
> homens frente ao universo. Galileu foi condenado a abjurar, isto é negar o
>
> que disse, porque tinha provas que a Terra se movia. Seus juízes, como
> outros de outras épocas, quase nada entendiam das idéias do célebre
> cientista. O julgaram com base na religião, nos sensos comuns e na
> retórica
> de seus pseudos-conhecimentos.
>
> O destino de Giordano Bruno foi mais cruel. Foi executado (1600), na
> fogueira do Vaticano, por acreditar que existiriam 'múltiplos mundos' e
> que
> se poderia ser 'radicalmente acadêmico de nenhuma academia'. Pensar contra
> a
> ordem, mesmo que poucos compreendessem o que brilhantes intelectuais
> produziam, podia ser fatal. Muitos foram perseguidos, humilhados, presos,
> deportados, torturados, executados simplesmente por terem idéias originais
> e
> imensa paixão pelo conhecimento.
>
> As revoluções industriais, liberais e a primeira descolonização (século
> XVIII e XIX) mudaram este procedimento. Os cientistas desta época não
> deixaram de ser perseguidos, mas dificilmente eram mortos, apenas por
> pensarem diferentemente do que estava estabelecido consensualmente pelo
> poder político e social. Obviamente, eles sobreviveram por estarem em
> locais
> que os protegiam. Se estivessem em outros, a história seria diferente.
> Grandes nomes, tais como Darwin, com sua teoria sobre a evolução das
> espécies e dos seres humanos, Marx, com sua teoria sobre o capitalismo,
> seu
> método filosófico e sua crítica política, Pasteur com sua nova biologia,
> tiveram imensos problemas.
>
> Foram admoestados, principalmente Marx, por ousar discutir a natureza da
> nova ordem estabelecida na Europa e no mundo de seu tempo. Apesar disto,
> puderam trabalhar e deixar uma herança que ainda hoje, mesmo com revisões
> e
> atualizações, nutre a imaginação científica, em seus domínios específicos.
>
> Ao longo do século passado, o legado das ciências matemáticas, naturais e
> humanas foi desdobrado ao infinito. O cientista, agora um proletário
> especial, passou a produzir cada vez mais em equipe, atuando em
> laboratórios, universidades, governos e, até mesmo, em empresas.
>
> A partir das origens e da maior universalização da ciência, as conquistas
> foram inúmeras. Muitas delas serviram para a expansão do poder de quem já
> o
> tinha. Outras aumentaram as possibilidades de vida das maiorias. Ainda
> outras, permitiram que se compreendessem melhor os problemas da natureza e
>
> da vida social. As ciências não servem a um único senhor, podem estar a
> serviço da humanidade ou militar contra a sobrevivência da espécie.
>
> O cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores de mais de
> um
> século atrás. Tanto podem estar querendo tirar os homens da caverna, como
> podem estar desenvolvendo artefatos que mantenham as sociedades na maior
> ignorância ou mesmo as destruam.
>
> O paradoxo da ciência foi claramente exposto nos acontecimentos de 1945. A
>
> explosão da bomba atômica, na verdade um experimento científico-político e
>
> militar, pôs a nu esta contradição. É preciso aplicar o princípio da
> vigilância democrática e humanista ao campo das teorias e das práticas
> científicas.
>
> O mais grave é sem dúvida o das práticas, pois nelas é que se podem
> desenvolver monstruosidades ou se operar 'milagres' humanistas. A própria
> experiência da bomba revelou que os cientistas, em sua maioria, reconhecem
>
> os seus erros e são capazes de fazer o possível, dentro de seus limites,
> para evitar outras catástrofes baseadas em seu saber.
>
> A ciência e os cientistas não estão acima do bem e do mal. É possível
> discutir seus empreendimentos e verificar a pertinência dos mesmos no que
> se
> refere aos interesses da humanidade. Até aí, não há o que objetar.
>
> O que é inaceitável é, por exemplo, impedir o ensino da teoria da evolução
>
> nas escolas, sob o pretexto da ofensa à tradição religiosa. Interditar o
> avanço para as mulheres que o aborto provocou comprovadamente pelo mundo
> afora. Questionar a pesquisa de células-tronco com base nos mesmos velhos
> preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à humanidade.
>
> Obviamente, os religiosos têm o direito a ter suas idéias, mas elas não
> podem ser impostas ao conjunto da sociedade e a domínios que as religiões
> não compreendem. A argumentação religiosa deve ser respeitada, como
> qualquer
> outro tipo de argumentação, dentro dos seus limites. Imagine-se, se vamos
> voltar ao passado, quando a última palavra 'científica' era da autoridade
> eclesiástica. Qualquer hora se estará reacendendo as fogueiras da
> Inquisição. Todos têm o direito à palavra, porém é preciso delimitar
> espaços
> e privilegiar a inteligência frente ao monstro da ignorância.
>
> Os que julgaram Galileu e Bruno quase nada entendiam de suas ciências. Os
> julgaram a partir da tradição e dos sensos comuns. Fizeram a mesma coisa,
> os
> que condenaram e ainda condenam radicalmente, Darwin, Pasteur, Marx e
> muitos
> outros.
>
> Os que julgam e repelem os que pensam na atual fase da modernidade, não
> procedem de modo diverso. A luta argumentativa para se validar tem que ir
> além dos limites da tradição e dos sensos comuns.
>
> As idéias precisam ser debatidas para avançarem e não impedidas de
> circular.
> A pesquisa só funciona se tiver liberdade de ação e profundo sentido
> ético.
> A ética da pesquisa não pode se fundamentar em dogmas das tradições e,
> sim,
> na validade social do experimento. Se a pesquisa sobre as células-tronco
> pode salvar vidas é ridículo tentar objetar o seu caminho.
>
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"Se vc não tem atitude, mantenha pelo menos a palavra!"

("Quem quer que haja construído um novo céu, só no seu próprio inferno
encontrou energia para fazê-lo!" Nietszche)

"Não importa o que fizeram a você.
O que importa é o que você faz com
aquilo que fizeram para você".

Jean-Paul Sartre (1905-1980)
Filósofo francês


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: O PRÉ-SAL E O ENIGMÁTICO FUTURO BRASILEIRO
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <Undisclosed-Recipient:;>
DATE: 14/03/2008 22:51

O PRÉ-SAL E O ENIGMÁTICO FUTURO BRASILEIRO

Carlos Lessa (economista)

Toda profissão tem cacoetes lingüísticos. O geólogo brasileiro denomina os campos submarinos de petróleo existentes abaixo de um enorme e espesso lençol de sal de pré-sal. O geólogo ordena o mundo de baixo para cima. O sal dificulta e encarece a extração, porém preserva um óleo leve e de ótima qualidade.

Fortes evidências levam a crer que há 130 milhões de anos começou o desquite entre África e América do Sul. No meio, surgiu um lago que, crescendo, dá origem ao Atlântico Sul. O material orgânico foi sepultado debaixo do sal; posteriormente, outros elementos se depositaram. A combinação de temperatura e pressão converteu a matéria orgânica em petróleo. Movimentos tectônicos deslocaram o sal; parte do petróleo migrou para cima das `janelas` de sal. A Petrobrás localizou campos submarinos nestas janelas: Namorado, Marlin, Roncador e toda uma peixaria permitiram a auto-suficiência deste combustível. O óleo dessas jazidas não é o melhor - é pesado - porém é nosso; está em nossa fronteira marítima, pertence à Petrobrás, e o Brasil é líder em tecnologia e ambições em águas profundas.

A Petrobrás foi em frente. Perfurou ao longo do mar, desde Espírito Santo até a Bacia de Santos, em busca do pré-sal. Tudo leva a crer que existam campos no mar em uma área de até 800 quilômetros de extensão por 200 quilômetros de largura. As estimativas oscilam entre 30 e 50 bilhões de barris no pré-sal - não é um delírio nacional, esta é a avaliação do Credit Suisse. Hoje temos 14 bilhões de barris provados. Com Tupi, Carioca, Júpiter e seus `compadres`, chegaríamos às reservas atuais da Rússia e da Venezuela.

O óleo do pré-sal é leve. O Brasil pode confiar nos geólogos, cientistas, engenheiros e tecnólogos que desenvolveremos a tecnologia para estes campos muito profundos e com espessas camadas de sal. Ao Eldorado Verde da Amazônia, descobrimos um Azul, no pré-sal; um novo Eldorado pelo brasileiro e para o brasileiro. Este é o sonho. Pode-se converter em um pesadelo.

Os EUA consomem 25% do petróleo do mundo. O grande poluidor bebe, todos os anos, sete bilhões de barris. Tem reservas pequenas, apenas para quatro anos. Por isto, tem tropas na Arábia Saudita (260 bilhões de barris de reservas), e frotas navais no Oceano Índico; estimulou o conflito latente entre sunitas e xiitas, promoveu Saddam Hussein e deu fôlego a Bin Laden. Com o primeiro, alimentou o ódio ao Irã (100 bilhões de barris); com o segundo, sustentou a rebelião dos afegãos contra a URSS. Após o 11 de setembro, destruiu os talibãs e, desde então, acusou o Iraque (100 bilhões de barris) de dispor de armas nucleares. Destruído Saddam, não se descobriu nenhum armamento não convencional. Transferiu, imediatamente, para o Irã a acusação de estar se nuclearizando. Os EUA mergulharam de ponta-cabeça no Oriente Médio, pois têm sede de petróleo - aliás, a China e a Índia também.

Até o pré-sal brasileiro, o Novo Mundo não poderia saciar os EUA; o México já foi depredado (tinha 52 bilhões de reservas e hoje está com 17). O Canadá tem muita areia betuminosa (custos extremamente elevados de extração). A Venezuela tem reservas insuficientes para a sede norte-americana. Alguns países ficaram sem petróleo: a Indonésia exportou, participou da Opep e vendeu seu óleo a US$ 3 o barril, hoje importa a US$100 o barril. O Reino Unido não é mais exportador de petróleo no Mar do Norte; bebeu e vendeu demais. Este é o pano de fundo de um possível pesadelo geopolítico. Não interessa ao Brasil que o Atlântico Sul se converta num Oriente Médio.

A primeira pergunta que ocorre é: o petróleo do pré-sal é nosso? Logo depois: até quando? O neoliberalismo já promoveu nove rodadas de leilões.

A ANP - instituição que no passado seria denominada de `entreguista` - pretendeu acelerar uma nova rodada nos blocos do pré-sal. Com clarividência, o presidente Lula suspendeu a rodada e solicitou à ministra Chefe da Casa Civil que estudasse uma nova legislação de regulamentação da economia do petróleo. Creio que Lula anteviu um possível `Iraque` em nosso território. O presidente sabe que a Petrobrás pode, técnica e financeiramente, desenvolver Tupi e outros campos do pré-sal. Sabe que não se brinca com soberania na `Amazônia azul`. Nossa Marinha de Guerra precisa do submarino nuclear; nossa Aeronáutica precisa de mísseis e da Base de Alcântara, porém quem garante que não seremos acusados de belicismo?

Conheço a ministra Dilma desde os tempos da Unicamp. Sei que é nacionalista e bem preparada; ela sabe que o preço do barril irá subir tendencialmente. É uma boa `aplicação financeira` manter petróleo conhecido e cubado como uma reserva estratégica; rende mais que os Títulos de Dívida Pública norte-americanos. Um fundo soberano, alimentado com uma parcela das reservas cambiais de nosso Banco Central, poderia subscrever ações e financiar a Petrobrás. É mais estratégica esta `aplicação` do que apoiar o Tesouro dos EUA. Dilma sabe que a China fura poços e os mantém lacrados, preferindo beber petróleo importado em troca de suas exportações. Certamente, a regulamentação não será elevar royalties e contribuições especiais sobre o petróleo extraído do pré-sal por companhias estrangeiras.

A premissa maior é reassumir a Petrobrás como empresa estratégica para o futuro desenvolvimento brasileiro e escudo protetor de uma geopolítica potencialmente ameaçadora. Para tal, é necessário retirar da companhia sua medíocre missão atual: `honrar seus acionistas`. Aliás, o Dr. Meirelles, com o desejado fundo soberano, poderia converter o Banco Central em `acionista`, recomprando as ações que os governos liberalizantes venderam para estrangeiros.

A diretoria da Petrobrás, em vez de saber a cotação da ação em Wall Street, deveria estar articulada com o presidente da República, expondo ao Brasil o modo de manter o Eldorado em nossas mãos.

Extraído do jornal `Valor Econômico` de 12.03.08

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros
FROM: José Renato Terra <jrma@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 14/03/2008 22:54

Caro Sílvio, faço comentários no texto do seu e-mail abaixo, OK?
.............................................
From: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Friday, March 14, 2008 2:48 PM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros


Prezado amigo Zé Renato:

Sílvio - Pessoalmente não vejo nenhum impecilho para uso das células
embrionárias a não ser por convicções religiosas: [ ... ]
JR - Pessoalmente, vc optaria em ser destruído - sem necessidade - para ser
utilizado como aterro sanitário em benefício da população dos Alagados,
enquanto há tantos outros materiais disponíveis para serem utilizados como
aterro? Ocorre algo semelhante com as células-tronco. Já existe nos
laboratórios do mundo quantidade suficiente disponível para realizar *todas*
as pesquisas que se fizerem necessárias, entretanto, os do contra preferem
exterminar mais cerca de nove mil embriões existentes no Brasil, preservados
para fertilização, e todos os demais que forem produzidos por aqui nas
clínicas de especializadas em inseminação, evitando assim o beco-sem-saída
em que se meteram ao contratarem, cobrarem caro dos clientes e se
responsabilizarem pela guarda-preservação dos embriões.

Sílvio - [ ... ] até hoje não se determinou de forma científica quando é o
ínício da vida.
JR - Parece-me que essa é uma questão que confunde *vida* com *ser humano
vivo*. Vida, como normalmente entendemos como tal, existe a milicentos anos,
desde os primeiros seres unicelulares. Alguns biólogos consideram "vivos"
formas não celulares bem mais rudimentares, como os cristais, por exemplo.
Já o ser humano começa quando há o fenômeno da fecundação natural ou
estimulada.

Sílvio - E, se materiais, quaisquer que sejam e que constituem a natureza
possam ser processados e transformados em benefício de nossos semelhantes, é
muito mais razoável endossar o processamento.
JR - Esse é o discurso enganoso utilizado pelos interessados em se livrarem
dos embriões congelados. Os maiores benefícios serão obtidos pelos donos das
clínicas de fertilização e pelos que desejam se contrapor à Igreja Católica.
Vc já se perguntou quais foram os benefícios já obtidos nos países em que as
pesquisas com células-tronco embrionárias já são permitidas há tempos?
Entretanto, as alternativas eticamente aceitáveis por não destruir
embriões - utilizando células do próprio paciente ou células do cordão
umbilical - já obtém resultados positivos em mais de 100 procedimentos só no
Brasil. O que ocorre é que as orientações da Igreja incomodam os que desejam
agir sem qualquer limite ético. Esse utilizam o velho e enganoso discurso do
tal de "progresso" só pra eles, lembra? Dá para imaginar o que os
laboratórios "secretos", mas nem tanto, sem qualquer fiscalização ou
cuidados éticos, estão fazendo com células embrionárias? Com seres humanos
já nascidos? Os transplantes de órgãos feitos sem princípios éticos também
vão beneficiar quem pode pagar, independente de quem foi mutilado e até
morto para que esses órgãos fossem obtidos! Basta pensar um pouco sobre a
questão e suas consequencias danosas a curto prazo.

Sílvio - e, aproveitando o embalo, apresento uma questão: se o
espermatozóide se movimenta de forma lógica, no encalço de um determinado
objetivo (o óvulo), se movimentando por intermédio de seu rabinho, seu
flagelo, óbviamente que ele tem vida: ou o que provoca o movimento?
JR - É a questão respondida em parte lá em cima... É fácil entender que o
espermatozóide, o óvulo ou qualquer célula do corpo humano são seres vivos,
têm vida, estão vivos. Mas, até o fim de suas vidas, eles se manterão
espermatozóide, óvulo, célula-tronco ou célula especializada. É diferente do
que ocorre com o embrião, ser vivo obtido da "fusão" ou estimulação de
zigotos ou células. Sua estrutura biogenética já não é a mesma de antes de
ocorrer o fenômeno da fecundação. Agora, sua vida têm um desdobramento,
desenvolvimento e crescimento, até o seu fim, extinção ou morte, de forma
totalmente diferente a que teria como zigotos ou células. Entender de forma
diferente é querer se enganar, cinismo e/ou má-fé.

Uma boa tarde,
silvio.

Abraços
José Renato
.............................................

----- Original Message -----
From: José Renato Terra
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Friday, March 14, 2008 9:49 AM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros


Caro, Sílvio!

O artigo de Luís Carlos Lopes, Ciências e valores humanos, e o de
Francisco
Cesar Pinheiro Rodrigues, Células-tronco embrionárias e o STF, têm os
mesmos
ingredientes dos argumento falaciosos pró-uso de embriões congelados
existentes no Brasil. Todos são possuidores da característica básica de -
sob um véu de pseudo eruditismo histórico - "forçar a barra" no objetivo
de
convencer os leitores de qualquer maneira com uso de recursos aéticos.
Parecem feitos em série. Outro exemplo claro é o artigo "Células-tronco:
será a ciência ajuizada?", veiculado em A TARDE - Opinião, 12.03.08, o Dr.
Marcos Luna ressalta, entre hífens, uma informação que induz os leitores
menos atentos a concordarem com a destruição e uso em pesquisas dos
embriões
preservados em sistema criogênico nas clínicas de inseminação artificial.

Transcrevo aqui o parágrafo para melhor entendimento:
"A questão remete ao projeto acadêmico/científico de manipulação genética
usando embriões congelados há três anos - a serem descartados em lixo
hospitalar -, mas ainda aos portadores de células-tronco regenerativas e à
pregação religiosa-dogmática sobre o conceito do início e fim da vida."
Perceber que as células, o espermatozóide e o óvulo humano estão vivos.
Entretanto, somente após a fecundação é que a estrutura genética,
resultante
dessa "fusão", detém no seu DNA todos os elementos de um ser humano,
único,
pessoal, até o fim da vida desse sistema psico-biológico chamado de ser
humano.

Vale esclarecer que os embriões mantidos congelados nessas clínicas não
são
"descartados em lixo hospitalar". Está aí a principal questão que
movimenta
os lobbyes dos que desejam se livrar desses embriões e, por tabela,
àqueles
que aproveitam a oportunidade para fustigar a Igreja Católica.
Basta conhecer a declaração do dono do maior estoque de embriões no País -
4.657 acumulados nos últimos 18 anos* - que representam 90% dos
registrados
em levantamento recente, Sr. José Gonçalves Franco Júnior, diretor do
Centro
de Reprodução Humana Franco Júnior, de Ribeirão Preto-SP: "Isso aqui
[banco
de embriões congelados] é uma bomba atômica." E explica porque: "Como a
maioria dos casais não formalizou a doação para pesquisa e nem se decide o
que fazer com eles, [os embriões] vão ficando por aí. A qualquer momento
pode aparecer um casal querendo seu embrião de volta."(FSP-Ciência,
04.03.08)

O Dr. Marcos Luna certamente não desconhece que o Conselho Federal de
Medicina-CFM proíbe o descarte de embriões e determina que eles só podem
sair do laboratório onde foram produzidos com autorização assinada pelo
casal doador e registrada em cartório. Não desconhece também que estão
disponíveis para pesquisas, diversas linhagens de células-tronco
embrionárias em quantidade suficiente para *todas* as pesquisas a serem
realizadas no mundo e que não há necessidade de destruir novos embriões.

Abraços

José Renato

* De acordo com levantamento feito há três anos pela SBRA, havia 9914
embriões congelados, dos quais 3210 estariam em condições de serem
utilizados em pesquisas de células-tronco. Já por esse percentual
existiria
um total de apenas 5174 embriões congelados.
.................................................................

----- Original Message -----
From: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
To: <Undisclosed-Recipient:;>
Sent: Thursday, March 13, 2008 8:26 PM
Subject: [ciencialist] Ciências e valores humanos

Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes

"O que é inaceitável é questionar a pesquisa de células-tronco com base
nos
mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à
humanidade"

Luís Carlos Lopes é professor do programa de Pós-graduação em Comunicação
da
Universidade Federal Fluminense. Artigo enviado pelo autor ao "JC e-mail":

Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da humanidade.
Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a maioria dos
mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os 'mistérios' da vida e do
universo. Considerar a natureza e a vida humana como 'mistérios' sustentou
e
ainda sustenta os que querem que a maioria viva na obscuridade; que jamais
saiam da caverna, enxergando a luz do sol. Para existir escravos,
dominados
e dominadas é preciso que lhes sejam sonegados o saber; que este não seja
democratizado e acessível às maiorias.

Na época do renascimento europeu, discutia-se o cosmos e a posição dos
homens frente ao universo. Galileu foi condenado a abjurar, isto é negar o
que disse, porque tinha provas que a Terra se movia. Seus juízes, como
outros de outras épocas, quase nada entendiam das idéias do célebre
cientista. O julgaram com base na religião, nos sensos comuns e na
retórica
de seus pseudos-conhecimentos.

O destino de Giordano Bruno foi mais cruel. Foi executado (1600), na
fogueira do Vaticano, por acreditar que existiriam 'múltiplos mundos' e
que
se poderia ser 'radicalmente acadêmico de nenhuma academia'. Pensar contra
a
ordem, mesmo que poucos compreendessem o que brilhantes intelectuais
produziam, podia ser fatal. Muitos foram perseguidos, humilhados, presos,
deportados, torturados, executados simplesmente por terem idéias originais
e
imensa paixão pelo conhecimento.

As revoluções industriais, liberais e a primeira descolonização (século
XVIII e XIX) mudaram este procedimento. Os cientistas desta época não
deixaram de ser perseguidos, mas dificilmente eram mortos, apenas por
pensarem diferentemente do que estava estabelecido consensualmente pelo
poder político e social. Obviamente, eles sobreviveram por estarem em
locais
que os protegiam. Se estivessem em outros, a história seria diferente.
Grandes nomes, tais como Darwin, com sua teoria sobre a evolução das
espécies e dos seres humanos, Marx, com sua teoria sobre o capitalismo,
seu
método filosófico e sua crítica política, Pasteur com sua nova biologia,
tiveram imensos problemas.

Foram admoestados, principalmente Marx, por ousar discutir a natureza da
nova ordem estabelecida na Europa e no mundo de seu tempo. Apesar disto,
puderam trabalhar e deixar uma herança que ainda hoje, mesmo com revisões
e
atualizações, nutre a imaginação científica, em seus domínios específicos.

Ao longo do século passado, o legado das ciências matemáticas, naturais e
humanas foi desdobrado ao infinito. O cientista, agora um proletário
especial, passou a produzir cada vez mais em equipe, atuando em
laboratórios, universidades, governos e, até mesmo, em empresas.

A partir das origens e da maior universalização da ciência, as conquistas
foram inúmeras. Muitas delas serviram para a expansão do poder de quem já
o
tinha. Outras aumentaram as possibilidades de vida das maiorias. Ainda
outras, permitiram que se compreendessem melhor os problemas da natureza e
da vida social. As ciências não servem a um único senhor, podem estar a
serviço da humanidade ou militar contra a sobrevivência da espécie.

O cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores de mais de
um
século atrás. Tanto podem estar querendo tirar os homens da caverna, como
podem estar desenvolvendo artefatos que mantenham as sociedades na maior
ignorância ou mesmo as destruam.

O paradoxo da ciência foi claramente exposto nos acontecimentos de 1945. A
explosão da bomba atômica, na verdade um experimento científico-político e
militar, pôs a nu esta contradição. É preciso aplicar o princípio da
vigilância democrática e humanista ao campo das teorias e das práticas
científicas.

O mais grave é sem dúvida o das práticas, pois nelas é que se podem
desenvolver monstruosidades ou se operar 'milagres' humanistas. A própria
experiência da bomba revelou que os cientistas, em sua maioria, reconhecem
os seus erros e são capazes de fazer o possível, dentro de seus limites,
para evitar outras catástrofes baseadas em seu saber.

A ciência e os cientistas não estão acima do bem e do mal. É possível
discutir seus empreendimentos e verificar a pertinência dos mesmos no que
se
refere aos interesses da humanidade. Até aí, não há o que objetar.

O que é inaceitável é, por exemplo, impedir o ensino da teoria da evolução
nas escolas, sob o pretexto da ofensa à tradição religiosa. Interditar o
avanço para as mulheres que o aborto provocou comprovadamente pelo mundo
afora. Questionar a pesquisa de células-tronco com base nos mesmos velhos
preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à humanidade.

Obviamente, os religiosos têm o direito a ter suas idéias, mas elas não
podem ser impostas ao conjunto da sociedade e a domínios que as religiões
não compreendem. A argumentação religiosa deve ser respeitada, como
qualquer
outro tipo de argumentação, dentro dos seus limites. Imagine-se, se vamos
voltar ao passado, quando a última palavra 'científica' era da autoridade
eclesiástica. Qualquer hora se estará reacendendo as fogueiras da
Inquisição. Todos têm o direito à palavra, porém é preciso delimitar
espaços
e privilegiar a inteligência frente ao monstro da ignorância.

Os que julgaram Galileu e Bruno quase nada entendiam de suas ciências. Os
julgaram a partir da tradição e dos sensos comuns. Fizeram a mesma coisa,
os
que condenaram e ainda condenam radicalmente, Darwin, Pasteur, Marx e
muitos
outros.

Os que julgam e repelem os que pensam na atual fase da modernidade, não
procedem de modo diverso. A luta argumentativa para se validar tem que ir
além dos limites da tradição e dos sensos comuns.

As idéias precisam ser debatidas para avançarem e não impedidas de
circular.
A pesquisa só funciona se tiver liberdade de ação e profundo sentido
ético.
A ética da pesquisa não pode se fundamentar em dogmas das tradições e,
sim,
na validade social do experimento. Se a pesquisa sobre as células-tronco
pode salvar vidas é ridículo tentar objetar o seu caminho.





[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]


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SUBJECT: Re: [ciencialist] Entulho de construção vira areia e...
FROM: Franco <interfisica@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 15/03/2008 02:17

Reciclagem é sempre um tema interessante.
Meses atrás foi feita uma reportagem na Globo News sobre reciclagem de
entulhos. A mesma pode ser vista no link seguinte:

http://globonews.globo.com/Jornalismo/Gnews/0,,7493-p-20052007,00.html


Franco.


Em 29/02/08, SILVIO CORDEIRO <scordeiroes@superig.com.br> escreveu:
>
> transcrevo:
>
> [
>
> http://inovabrasil.blogspot.com/2008/02/entulho-de-construo-vira-areia-e-rocha.html
> ]


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SUBJECT: Re: [ciencialist] idade do Universo
FROM: vernerstranz@click21.com.br
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 15/03/2008 18:48

>>Álvaro, aí é que a porca torce o rabo: se o universo sempre existiu, como pode
>>ter uma idade? Você diz que "havia um emaranhado...", então havia algo, e a
>>minha dúvida permanece. [ ] verner.





Citando "Alvaro Augusto (U)" <alvaro@daelt.sh06.com>:

> Antes do início havia um emaranhado superdenso e superquente de supercordas
> em um ínico estado quântico. O Big Bang nada mais é do que o
> colapso desse emaranhado. Assim, nunca existiu o "nada" (a não ser quando
> "Seinfeld" era exibido) e, de certa forma, o universo sempre
> existiu.
>
> [ ]s
>
> Alvaro Augusto de Almeida
> http://www.alvaroaugusto.com.br
> alvaro@lunabay.com.br
>
>
> ----- Original Message -----
> From: <vernerstranz@click21.com.br>
> To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
> Sent: Thursday, March 13, 2008 5:48 AM
> Subject: Re: [ciencialist] idade do Universo
>
>
> > Como sou leigo em física, permito-me uma pergunta aos que entendem: e
> > antes
> > desse evento inicial, o que havia? O nada? Como o nada pode tornar-se, de
> > repente, algo? Sempre imaginei que que essa questão estivesse além de
> > nosso
> > entendimento, assim como a de fronteiras, limites do universo. Aí chegamos
> > em
> > tempo e espaço...
> > A filosofia esbarra nessas questões, e as resolve com especulações,
> > enquanto as
> > religiões as resolvem com mitos. Por favor, não entendam essa minha
> > indagação
> > como provocativa, ferrariana... Realmente o assunto é por demais
> > interessante.
> > [ ] verner.
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> > Citando SILVIO CORDEIRO <scordeiroes@superig.com.br>:
> >
> >> precisão da medida da idade do Universo
> >>
> >> São 13,73 bilhões de anos, com margem de erro de 120 milhões de
> >> anos
> >> para mais ou para menos
> >>
> >> O Universo possui 13,73 bilhões de anos, com margem de erro de 120
> >> milhões de anos para mais ou para menos. Essa medida, a mais precisa já
> >> obtida da idade do cosmo, foi divulgada na semana passada para a
> >> comunidade
> >> científica.
> >>
> >> O número é baseado em medidas precisas da luz mais antiga da
> >> história
> >> do Universo e está de acordo com dados menos detalhados que haviam sido
> >> divulgados em 2006. A margem de erro, porém, foi reduzida em dezenas de
> >> milhões de anos após mais acúmulo de informação do satélite WMAP, da Nasa
> >> (agência espacial dos EUA), que tem feito a medida.
> >>
> >> "Tudo está se estreitando e nos dando precisão cada vez melhor a
> >> cada
> >> vez", afirma Charles Bennet, astrofísico da Universidade Johns Hopkins e
> >> líder do grupo que analisa os dados. "Na verdade, [os resultados atuais]
> >> são
> >> significativamente melhores do que os anteriores. Há toda uma variedade
> >> de
> >> riqueza nos dados."
> >>
> >> Cerca de 380 mil anos após o Big Bang (explosão que deu origem ao
> >> Universo), as partículas que existiam então esfriaram o suficiente para
> >> formar o tipo de matéria que conhecemos hoje.
> >>
> >> Antes, a enorme concentração de energia impedia que elétrons
> >> pudessem
> >> se unir aos prótons e nêutrons para formar átomos. Essa condição liberava
> >> uma
> >> luz que foi resfriada desde então e hoje existe na forma de microondas
> >> que
> >> permeiam todo o cosmo.
> >>
> >> Esse fenômeno, conhecido como radiação cósmica de fundo de
> >> microondas,
> >> está sendo mapeado em todas as direções do Universo pelo WMAP desde 2001.
> >> Dependendo da direção observada, há variações, e isso sugere que houve
> >> uma
> >> aceleração da expansão nos primeiros momentos de existência do universo
> >> -trilionésimos de trilionésimos de segundo.
> >>
> >> Os modelos teóricos que tentam explicar esse universo
> >> "inflacionário"
> >> poderão agora ser analisados com mais precisão, usando os dados do
> >> satélite
> >> da Nasa.
> >>
> >> "Algumas [das teorias] já estão totalmente descartadas, algumas
> >> estão
> >> na beira do precipício e algumas estão perfeitamente bem", diz Bennet.
> >> "Nós
> >> estamos fazendo uma triagem entre elas." (Do "New York Times")
> >>
> >>
> >> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
> >>
> >>
> >
> >
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> > tem
> > tarifas muito baratas esperando por você. Aproveite!
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> > http://www.ciencialist.com
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SUBJECT: Re: [ciencialist] A fé e as montanhas - Re: Fw: valor onda senoidal feira ciencias/
FROM: "Marcos Ludwig" <reinada@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 15/03/2008 22:49

Homero (oraculo333 <oraculo@atibaia.com.br> em 06/01/2008 00:48)
> Mas socos seriam demais, eu sempre penso que argumento bastam, pois
> são mais capazes e mais fortes que qualquer forma de violência. Na
> verdade, acho que é isso que o irrita mais, meus argumentos só podem
> ser respondidos com ataques verbais e tentativas de ofender (sou
> burro, não é?..:-).
>
> Não se preocupe, portanto, jamais agrediria alguém, por nenhum motivo..:-)

A forma como tu agride as pessoas é outra, e é bem mais perigosa do
que socos: tu agride com essa tua dialética de "bom moço equilibrado e
racional". Tu é um charlatão sem-vergonha.

--
Marcos Ludwig
[ www.meadiciona.com/marcosludwig/ ]
[ www.sentinelas.org/reinada ]


SUBJECT: traduções e Traduções
FROM: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 16/03/2008 15:39



Lista,

Não sei como alguém tem a coragem de postar uma tradução como a que vem abaixo. E mais, sobre um assunto que, por sí só, já é osso duro de roer!
Deve ter usado um desses tradutores eletrônicos de textos, dos tantos que pululam por aí. E nenhum é minimamente eficiente. Para palavras isoladas, e uma ou outra expressão idiomática, me aventuro a usar o Babylon. Ou o cara que ofereceu "tais facilidades" aproxima-se de um asno, ou imagina que todo mundo que lê a Wikipédia é idiota.
O estudante que não pode pesquisar em livros, por algum motivo, e quer obter uma noção do assunto(ou de outros), de maneira rápida e fácil, e recorre a um meio como esse, se não tiver bastante discernimento, estará, simplesmente, ferrado. Com um bônus adicional: nunca mais entenderá o assunto em questão. Uma loucura total!

Entre as muitas frases desconexas, destaco esta "pérola": "A torsão mede como próxima o suporte da mentira de campos do vetor pode ser recuperado da conexão afim". Está ótima, não? P.q.p!

Sds,
Victor.

Eis a obra prima de tradução:

"Uma conexão afim de esferas; a tangente afim têm origem em um plano de um ponto para o outro. Sendo assim, os pontos de contato traçam uma curva no plano: o desenvolvimento.
No campo matemático da geometria diferencial, uma conexão afim é um objeto geométrico em um distribuidor liso que conecte espaços próximos da tangente, e assim que os campos do vetor da tangente das licenças a ser diferenciados como se são funções no distribuidor com valores em um espaço fixo do vetor. Um distribuidor com uma conexão afim é chamado um distribuidor afim. A noção de uma conexão afim tem suas raizes no século XIX, com a geometria do século e cálculo do tensor, mas não foi tornada inteiramente até os anos 20 adiantados, por Élie Cartan (como parte de sua teoria geral das conexões) e por Hermann Weyl (quem usou a noção como uma parte de suas fundações para a relatividade geral). A terminologia é devido a Cartan e tem suas origens na identificação de espaços da tangente no espaço Euclideano R n pela tradução: a idéia é que uma escolha afim faz da conexão um olhar múltiplo infinitesimalmente como o espaço Euclideano não apenas lisamente, mas como um espaço afim.

Em todo o distribuidor da dimensão positiva há infinitas conexões afins. Se o distribuidor for dotado mais mais com um Riemanniana métrica então há uma escolha natural de conexão afim, a conexão chamada de Levi-Civita. A escolha de uma conexão afim gira para fora para ser equivalente a prescrever uma maneira de diferenciar campos do vetor que satisfazem a diversas propriedades razoáveis (linearidades e a régua de Leibniz). Isto rende uma definição possível de uma conexão afim como uma derivativa do covariante ou uma conexão (linear)no pacote da tangente. Uma escolha de conexão afim é também equivalente a uma noção do transporte paralelo, que é um método para transportar vetores do tangente ao longo das curvas. Isto define também um transporte paralelo no pacote do frame. O transporte paralelo Infinitesimal no pacote do frame rende uma outra descrição de uma conexão afim, como uma conexão de Cartan para o grupo do affine ou como uma conexão principal no pacote do frame.

Os invariantes principais de uma conexão afim são sua torsão e sua curvatura. A torsão mede como pròxima o suporte da mentira de campos do vetor pode ser recuperado da conexão afim. Afim conexões pode também ser usado definir (para affine) o geodesics em um distribuidor, generalizando as linhas retas do espaço Euclideano, embora a geometria daquelas linhas retas possa ser muito diferente da geometria Euclideana usual; estas diferenças encapsuladas essencialmente na curvatura da conexão."


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: A fé e as montanhas - Re: Fw: valor onda senoidal feira ciencias/
FROM: "oraculo333" <oraculo@atibaia.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 16/03/2008 19:41

Olá Marcos

Marcos: "A forma como tu agride as pessoas é outra, e é bem mais
perigosa do que socos: tu agride com essa tua dialética de "bom
moço equilibrado e racional". Tu é um charlatão sem-vergonha."

Bem, todos tem direito a opinião. Mas não entendo como ser "bom
moço e equilibrado" seria mais perigoso que atacar pessoas com
violência, socos e pontapés.

Na verdade, me parece que todo processo civilizatório que sofremos
foi justamente para substituir a agressão física pelo debate
racional, argumentos e lógica, ainda que intensos ou incisivos.
Melhor sofrer uma agressão em forma de argumento incisivo que um soco
ou tiro, não?

Por exemplo, me chamar de charlatão e sem-vergonha é uma
falácia "ad hominem" que não responde, nem refuta, nenhum de meus
argumentos. Demonstra claramente que não tem argumentos a opor,
perdendo ótima oportunidade de ficar calado..:-) Mas é melhor que
uma briga de socos, não?

E não me importo com as ofensas, e nem acho que são mais perigosas
que violência física (embora me pareça que você até
poderia chegar a esse ponto, pela fúria e pela ira demonstradas).

Em todo caso, pior seria se me elogiasse..:-)

Um abraço.

Homero

PS: Se tiver algum argumento, qualquer um, que pense ser relevante ao
debate, por favor, nos apresente, será um prazer analisar e comentar,
ok? E me desculpe por ser educado e um "bom moço equilibrado", não
sei agir de outra forma..:-)


--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Marcos Ludwig" <reinada@...>
escreveu
>
> Homero (oraculo333 oraculo@... em 06/01/2008 00:48)
> > Mas socos seriam demais, eu sempre penso que argumento bastam, pois
> > são mais capazes e mais fortes que qualquer forma de
violência. Na
> > verdade, acho que é isso que o irrita mais, meus argumentos só
podem
> > ser respondidos com ataques verbais e tentativas de ofender (sou
> > burro, não é?..:-).
> >
> > Não se preocupe, portanto, jamais agrediria alguém, por nenhum
motivo..:-)
>
> A forma como tu agride as pessoas é outra, e é bem mais perigosa
do
> que socos: tu agride com essa tua dialética de "bom moço
equilibrado e
> racional". Tu é um charlatão sem-vergonha.
>
> --
> Marcos Ludwig
> [ www.meadiciona.com/marcosludwig/ ]
> [ www.sentinelas.org/reinada ]
>



[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] A fé e as montanhas - Re: Fw: valor onda senoidal feira ciencias/
FROM: "Ricardo S." <ricardos@infolink.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 16/03/2008 22:38


> Homero (oraculo333 <oraculo@atibaia.com.br> em 06/01/2008 00:48)
>
>> Não se preocupe, portanto, jamais agrediria alguém, por nenhum motivo..:-)
>>
Marcos Ludwig escreveu:
> racional". Tu é um charlatão sem-vergonha.
>

Para mim, isso sim é agressão gratuita e desnecessária.

[]s

Ricardo S.


SUBJECT: A fé e as montanhas - Re: Fw: valor onda senoidal feira ciencias/
FROM: "brudna" <lrb@iq.ufrgs.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 17/03/2008 04:21

Homero, vc teve sorte. :-) Com o Bulcão o Marcos Ludwig foi ainda
mais agressivo. A mensagem foi moderada.
Só deixei passar essa para dar uma amostra da linhagem. :-)

Até
Luís Brudna




--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "oraculo333" <oraculo@...> escreveu
>
> Olá Marcos
>
> Marcos: "A forma como tu agride as pessoas é outra, e é bem mais
> perigosa do que socos: tu agride com essa tua dialética de "bom
> moço equilibrado e racional". Tu é um charlatão sem-vergonha."
>
> Bem, todos tem direito a opinião. Mas não entendo como ser "bom
> moço e equilibrado" seria mais perigoso que atacar pessoas com
> violência, socos e pontapés.
>
> Na verdade, me parece que todo processo civilizatório que sofremos
> foi justamente para substituir a agressão física pelo debate
> racional, argumentos e lógica, ainda que intensos ou incisivos.
> Melhor sofrer uma agressão em forma de argumento incisivo que um soco
> ou tiro, não?
>
> Por exemplo, me chamar de charlatão e sem-vergonha é uma
> falácia "ad hominem" que não responde, nem refuta, nenhum de meus
> argumentos. Demonstra claramente que não tem argumentos a opor,
> perdendo ótima oportunidade de ficar calado..:-) Mas é melhor que
> uma briga de socos, não?
>
> E não me importo com as ofensas, e nem acho que são mais perigosas
> que violência física (embora me pareça que você até
> poderia chegar a esse ponto, pela fúria e pela ira demonstradas).
>
> Em todo caso, pior seria se me elogiasse..:-)
>
> Um abraço.
>
> Homero
>
> PS: Se tiver algum argumento, qualquer um, que pense ser relevante ao
> debate, por favor, nos apresente, será um prazer analisar e comentar,
> ok? E me desculpe por ser educado e um "bom moço equilibrado", não
> sei agir de outra forma..:-)
>
>
> --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, "Marcos Ludwig" <reinada@>
> escreveu
> >
> > Homero (oraculo333 oraculo@ em 06/01/2008 00:48)
> > > Mas socos seriam demais, eu sempre penso que argumento bastam, pois
> > > são mais capazes e mais fortes que qualquer forma de
> violência. Na
> > > verdade, acho que é isso que o irrita mais, meus argumentos só
> podem
> > > ser respondidos com ataques verbais e tentativas de ofender (sou
> > > burro, não é?..:-).
> > >
> > > Não se preocupe, portanto, jamais agrediria alguém, por nenhum
> motivo..:-)
> >
> > A forma como tu agride as pessoas é outra, e é bem mais perigosa
> do
> > que socos: tu agride com essa tua dialética de "bom moço
> equilibrado e
> > racional". Tu é um charlatão sem-vergonha.
> >
> > --
> > Marcos Ludwig
> > [ www.meadiciona.com/marcosludwig/ ]
> > [ www.sentinelas.org/reinada ]
> >
>
>
>
> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
>




SUBJECT: Paulo Martins comenta trabalho da ong australiana Amigos da Terra sobre nano, agricultura e alimentos
FROM: "Maurício Kanno" <mpk.listas@gmail.com>
TO: justicaambiental@listas.rits.org.br, blogs_educativos@yahoogrupos.com.br, ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 17/03/2008 04:54

Olá, turma! Desta vez, quem estará à disposição para falar no Projeto
Engajamento Público em Nanotecnologia, nesta segunda-feira, 17 de março de
2008, às 14 horas (horário de SP), será o próprio coordenador do projeto,
o professor Paulo Martins. Seu tema será "Nanotecnologia, Agricultura e
Alimentos", comentando o trabalho "Out of the Laboratory and on to our
Plates", produzido pela ong Amigos da Terra, sediada na Austrália, mas com
membros distribuídos em mais de 72 países.

O site da ong é este: http://nano.foe.org.au . E o trabalho está disponível
neste link:

http://nano.foe.org.au/filestore2/download/219/nano_food_report.pdf

Martins, sociólogo com doutorado em Agricultura e Meio Ambiente, também
coordena a Renanosoma, a Rede de Pesquisa de Nanotecnologia, Sociedade e
Meio Ambiente. Ele estará disponível para conversar com os interessados
sobre o trabalho no seguinte endereço:
http://www.meebo.com/room/nanotecnologia/

Saiba mais

A Renanosoma, por meio de projeto aprovado em edital do CNPq, realiza
bate-papos semanais sobre nanotecnologia, com diferentes pesquisadores
convidados! Os chats são normalmente nas segundas e quartas-feiras às 14
horas, e nas sextas-feiras às 10 horas.

- Saiba como foram os chats anteriores em
http://chatlogs.meebo.com/room/nanotecnologia/logs/ e ainda em
http://chat.ipt.br/renanosoma/index.php?resumo .

- Esclareça suas dúvidas para usar o sistema de chat:
http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/portal/eng/guia/<http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/guia/>

- Saiba mais sobre a Renanosoma e o projeto Engajamento Público em
Nanotecnologia:
http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/portal/sobre-a-renanosoma/

Abs,

Maurício Kanno


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Lampada flutuante
FROM: "Luis Brudna" <luisbrudna@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 17/03/2008 05:06

A montagem utiliza transmissao de energia sem fio e ´levitacao magnetica´.

http://bea.st/sight/lightbulb/

Bem criativo.

Ateh
Luis Brudna


SUBJECT: Re: [ciencialist] idade do Universo
FROM: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 17/03/2008 09:18

Verner,

A idade a que a Cosmologia se refere, e avalia, é contada a partir do big-bang, que conta com inúmeras evidências.
A ciência só consegue vislumbrar essas coisas a partir daí. O evento big-bang não implica que antes nada havia.
Aliás, é incoerente e insustentável imaginar que algo do tipo tenha acontecido da partir do nada.
A conjectura posta pelo Álvaro, portanto, é perfeitamente plausível. Particularmente, não posso conceber de outra
maneira.

Sds,
Victor.


----- Original Message -----
From: vernerstranz@click21.com.br
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Saturday, March 15, 2008 6:48 PM
Subject: Re: [ciencialist] idade do Universo


>>Álvaro, aí é que a porca torce o rabo: se o universo sempre existiu, como pode
>>ter uma idade? Você diz que "havia um emaranhado...", então havia algo, e a
>>minha dúvida permanece. [ ] verner.

Citando "Alvaro Augusto (U)" <alvaro@daelt.sh06.com>:

> Antes do início havia um emaranhado superdenso e superquente de supercordas
> em um ínico estado quântico. O Big Bang nada mais é do que o
> colapso desse emaranhado. Assim, nunca existiu o "nada" (a não ser quando
> "Seinfeld" era exibido) e, de certa forma, o universo sempre
> existiu.
>
> [ ]s
>
> Alvaro Augusto de Almeida
> http://www.alvaroaugusto.com.br
> alvaro@lunabay.com.br
>
>
> ----- Original Message -----
> From: <vernerstranz@click21.com.br>
> To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
> Sent: Thursday, March 13, 2008 5:48 AM
> Subject: Re: [ciencialist] idade do Universo
>
>
> > Como sou leigo em física, permito-me uma pergunta aos que entendem: e
> > antes
> > desse evento inicial, o que havia? O nada? Como o nada pode tornar-se, de
> > repente, algo? Sempre imaginei que que essa questão estivesse além de
> > nosso
> > entendimento, assim como a de fronteiras, limites do universo. Aí chegamos
> > em
> > tempo e espaço...
> > A filosofia esbarra nessas questões, e as resolve com especulações,
> > enquanto as
> > religiões as resolvem com mitos. Por favor, não entendam essa minha
> > indagação
> > como provocativa, ferrariana... Realmente o assunto é por demais
> > interessante.
> > [ ] verner.
> >
> >
> >
> >
> >
> >
> > Citando SILVIO CORDEIRO <scordeiroes@superig.com.br>:
> >
> >> precisão da medida da idade do Universo
> >>
> >> São 13,73 bilhões de anos, com margem de erro de 120 milhões de
> >> anos
> >> para mais ou para menos
> >>
> >> O Universo possui 13,73 bilhões de anos, com margem de erro de 120
> >> milhões de anos para mais ou para menos. Essa medida, a mais precisa já
> >> obtida da idade do cosmo, foi divulgada na semana passada para a
> >> comunidade
> >> científica.
> >>
> >> O número é baseado em medidas precisas da luz mais antiga da
> >> história
> >> do Universo e está de acordo com dados menos detalhados que haviam sido
> >> divulgados em 2006. A margem de erro, porém, foi reduzida em dezenas de
> >> milhões de anos após mais acúmulo de informação do satélite WMAP, da Nasa
> >> (agência espacial dos EUA), que tem feito a medida.
> >>
> >> "Tudo está se estreitando e nos dando precisão cada vez melhor a
> >> cada
> >> vez", afirma Charles Bennet, astrofísico da Universidade Johns Hopkins e
> >> líder do grupo que analisa os dados. "Na verdade, [os resultados atuais]
> >> são
> >> significativamente melhores do que os anteriores. Há toda uma variedade
> >> de
> >> riqueza nos dados."
> >>
> >> Cerca de 380 mil anos após o Big Bang (explosão que deu origem ao
> >> Universo), as partículas que existiam então esfriaram o suficiente para
> >> formar o tipo de matéria que conhecemos hoje.
> >>
> >> Antes, a enorme concentração de energia impedia que elétrons
> >> pudessem
> >> se unir aos prótons e nêutrons para formar átomos. Essa condição liberava
> >> uma
> >> luz que foi resfriada desde então e hoje existe na forma de microondas
> >> que
> >> permeiam todo o cosmo.
> >>
> >> Esse fenômeno, conhecido como radiação cósmica de fundo de
> >> microondas,
> >> está sendo mapeado em todas as direções do Universo pelo WMAP desde 2001.
> >> Dependendo da direção observada, há variações, e isso sugere que houve
> >> uma
> >> aceleração da expansão nos primeiros momentos de existência do universo
> >> -trilionésimos de trilionésimos de segundo.
> >>
> >> Os modelos teóricos que tentam explicar esse universo
> >> "inflacionário"
> >> poderão agora ser analisados com mais precisão, usando os dados do
> >> satélite
> >> da Nasa.
> >>
> >> "Algumas [das teorias] já estão totalmente descartadas, algumas
> >> estão
> >> na beira do precipício e algumas estão perfeitamente bem", diz Bennet.
> >> "Nós
> >> estamos fazendo uma triagem entre elas." (Do "New York Times")
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> >> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
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SUBJECT: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos
FROM: José Renato Terra <jrma@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 17/03/2008 10:44

Victor, seu desabafo é típico dos que não suportam conviver com pessoas que
não pensam e agem como vc, pessoas com idéias e atitudes diferentes da sua.
Parece que seu ideal seria voltar aos bons tempos da lei da selva, da lei do
mais
forte, quando se podia exterminar impunemente o que ou quem nos incomodasse.
Ou vc nasceu tarde ou a humanidade cresceu mais rápido do que o desejado.
Abraços
José Renato
...........................................

----- Original Message -----
From: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Friday, March 14, 2008 9:52 AM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos


O Prof. L.C.Lopes simplesmente rearfirma o seguinte fato: a história se
repete! Ainda que com outras roupagens e motivações.
Experiências do passado, negras e danosas para a humanidade, em nadinha
serviram de lição para nós. E o de lascar é que dentro de + mil anos haverá
um outro L.Carlos Lopes para discernir sobre a mesma coisa, registrar seu
espanto, ficar de boca escancarada e olhos esbugalhados, esperando a vida
passar e coisas imbecis do tipo acontecerem. É toddy, com ph de farmácia!
E o pior é que ele, eu e outros de nossa laia, podemos fazer exatamente o
seguinte: nada!.

Sds,
Victor.


----- Original Message -----
From: SILVIO CORDEIRO
To: "Undisclosed-Recipient:;"@mx.uol.com.br
Sent: Thursday, March 13, 2008 8:26 PM
Subject: [ciencialist] Ciências e valores humanos


Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes

"O que é inaceitável é questionar a pesquisa de células-tronco com base
nos mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à
humanidade"

Luís Carlos Lopes é professor do programa de Pós-graduação em Comunicação
da Universidade Federal Fluminense. Artigo enviado pelo autor ao "JC
e-mail":

Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da humanidade.
Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a maioria dos
mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os 'mistérios' da vida e do
universo. Considerar a natureza e a vida humana como 'mistérios' sustentou e
ainda sustenta os que querem que a maioria viva na obscuridade; que jamais
saiam da caverna, enxergando a luz do sol. Para existir escravos, dominados
e dominadas é preciso que lhes sejam sonegados o saber; que este não seja
democratizado e acessível às maiorias.

Na época do renascimento europeu, discutia-se o cosmos e a posição dos
homens frente ao universo. Galileu foi condenado a abjurar, isto é negar o
que disse, porque tinha provas que a Terra se movia. Seus juízes, como
outros de outras épocas, quase nada entendiam das idéias do célebre
cientista. O julgaram com base na religião, nos sensos comuns e na retórica
de seus pseudos-conhecimentos.

O destino de Giordano Bruno foi mais cruel. Foi executado (1600), na
fogueira do Vaticano, por acreditar que existiriam 'múltiplos mundos' e que
se poderia ser 'radicalmente acadêmico de nenhuma academia'. Pensar contra a
ordem, mesmo que poucos compreendessem o que brilhantes intelectuais
produziam, podia ser fatal. Muitos foram perseguidos, humilhados, presos,
deportados, torturados, executados simplesmente por terem idéias originais e
imensa paixão pelo conhecimento.

As revoluções industriais, liberais e a primeira descolonização (século
XVIII e XIX) mudaram este procedimento. Os cientistas desta época não
deixaram de ser perseguidos, mas dificilmente eram mortos, apenas por
pensarem diferentemente do que estava estabelecido consensualmente pelo
poder político e social. Obviamente, eles sobreviveram por estarem em locais
que os protegiam. Se estivessem em outros, a história seria diferente.
Grandes nomes, tais como Darwin, com sua teoria sobre a evolução das
espécies e dos seres humanos, Marx, com sua teoria sobre o capitalismo, seu
método filosófico e sua crítica política, Pasteur com sua nova biologia,
tiveram imensos problemas.

Foram admoestados, principalmente Marx, por ousar discutir a natureza da
nova ordem estabelecida na Europa e no mundo de seu tempo. Apesar disto,
puderam trabalhar e deixar uma herança que ainda hoje, mesmo com revisões e
atualizações, nutre a imaginação científica, em seus domínios específicos.

Ao longo do século passado, o legado das ciências matemáticas, naturais e
humanas foi desdobrado ao infinito. O cientista, agora um proletário
especial, passou a produzir cada vez mais em equipe, atuando em
laboratórios, universidades, governos e, até mesmo, em empresas.

A partir das origens e da maior universalização da ciência, as conquistas
foram inúmeras. Muitas delas serviram para a expansão do poder de quem já o
tinha. Outras aumentaram as possibilidades de vida das maiorias. Ainda
outras, permitiram que se compreendessem melhor os problemas da natureza e
da vida social. As ciências não servem a um único senhor, podem estar a
serviço da humanidade ou militar contra a sobrevivência da espécie.

O cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores de mais de
um século atrás. Tanto podem estar querendo tirar os homens da caverna, como
podem estar desenvolvendo artefatos que mantenham as sociedades na maior
ignorância ou mesmo as destruam.

O paradoxo da ciência foi claramente exposto nos acontecimentos de 1945. A
explosão da bomba atômica, na verdade um experimento científico-político e
militar, pôs a nu esta contradição. É preciso aplicar o princípio da
vigilância democrática e humanista ao campo das teorias e das práticas
científicas.

O mais grave é sem dúvida o das práticas, pois nelas é que se podem
desenvolver monstruosidades ou se operar 'milagres' humanistas. A própria
experiência da bomba revelou que os cientistas, em sua maioria, reconhecem
os seus erros e são capazes de fazer o possível, dentro de seus limites,
para evitar outras catástrofes baseadas em seu saber.

A ciência e os cientistas não estão acima do bem e do mal. É possível
discutir seus empreendimentos e verificar a pertinência dos mesmos no que se
refere aos interesses da humanidade. Até aí, não há o que objetar.

O que é inaceitável é, por exemplo, impedir o ensino da teoria da evolução
nas escolas, sob o pretexto da ofensa à tradição religiosa. Interditar o
avanço para as mulheres que o aborto provocou comprovadamente pelo mundo
afora. Questionar a pesquisa de células-tronco com base nos mesmos velhos
preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à humanidade.

Obviamente, os religiosos têm o direito a ter suas idéias, mas elas não
podem ser impostas ao conjunto da sociedade e a domínios que as religiões
não compreendem. A argumentação religiosa deve ser respeitada, como qualquer
outro tipo de argumentação, dentro dos seus limites. Imagine-se, se vamos
voltar ao passado, quando a última palavra 'científica' era da autoridade
eclesiástica. Qualquer hora se estará reacendendo as fogueiras da
Inquisição. Todos têm o direito à palavra, porém é preciso delimitar espaços
e privilegiar a inteligência frente ao monstro da ignorância.

Os que julgaram Galileu e Bruno quase nada entendiam de suas ciências. Os
julgaram a partir da tradição e dos sensos comuns. Fizeram a mesma coisa, os
que condenaram e ainda condenam radicalmente, Darwin, Pasteur, Marx e muitos
outros.

Os que julgam e repelem os que pensam na atual fase da modernidade, não
procedem de modo diverso. A luta argumentativa para se validar tem que ir
além dos limites da tradição e dos sensos comuns.

As idéias precisam ser debatidas para avançarem e não impedidas de
circular. A pesquisa só funciona se tiver liberdade de ação e profundo
sentido ético. A ética da pesquisa não pode se fundamentar em dogmas das
tradições e, sim, na validade social do experimento. Se a pesquisa sobre as
células-tronco pode salvar vidas é ridículo tentar objetar o seu caminho.

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]






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SUBJECT: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos
FROM: "Alvaro Augusto \(U\)" <alvaro@daelt.sh06.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 17/03/2008 11:41

O professor Luís Carlos Lopes pode pensar da maneira como quiser. A ele é
reservada essa liberdade, que não existiu em nenhum outro lugar, em nenhuma
outra era, e que hoje mesmo inexiste em vários lugares do mundo. Contudo,
tenho dificuldades em levar a sério um texto que coloca Darwin, Pasteur e
... Marx no mesmo patamar, e que reduz o processo contra Galileu a um
conflito entre idéias científicas. Foi muito mais complicado do que isso,
como já discutido nessa lista em outros tempos.

Em tempo: "o cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores de
mais de um século atrás"? Bem, com poucas excessões, como Faraday, Einstein,
Marie Curie e outros, o cientista de um século atrás era frequentemente um
nobre, um bem-nascido, um herdeiro rico que podia gastar seu tempo e
dinheiro como bem quisesse. Alguns gastavam em cavalos, outros, em
"diversões científicas". Assim, a ciência não perdeu seu romantismo, mas
apenas deixou de ser um passatempo das elites para se tornar uma profissão.

[ ]s

Alvaro Augusto de Almeida
http://www.alvaroaugusto.com.br
alvaro@lunabay.com.br



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From: "José Renato Terra" <jrma@terra.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Monday, March 17, 2008 10:44 AM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos


> Victor, seu desabafo é típico dos que não suportam conviver com pessoas
> que
> não pensam e agem como vc, pessoas com idéias e atitudes diferentes da
> sua.
> Parece que seu ideal seria voltar aos bons tempos da lei da selva, da lei
> do
> mais
> forte, quando se podia exterminar impunemente o que ou quem nos
> incomodasse.
> Ou vc nasceu tarde ou a humanidade cresceu mais rápido do que o desejado.
> Abraços
> José Renato
> ...........................................
>
> ----- Original Message -----
> From: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
> To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
> Sent: Friday, March 14, 2008 9:52 AM
> Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos
>
>
> O Prof. L.C.Lopes simplesmente rearfirma o seguinte fato: a história se
> repete! Ainda que com outras roupagens e motivações.
> Experiências do passado, negras e danosas para a humanidade, em nadinha
> serviram de lição para nós. E o de lascar é que dentro de + mil anos
> haverá
> um outro L.Carlos Lopes para discernir sobre a mesma coisa, registrar seu
> espanto, ficar de boca escancarada e olhos esbugalhados, esperando a vida
> passar e coisas imbecis do tipo acontecerem. É toddy, com ph de farmácia!
> E o pior é que ele, eu e outros de nossa laia, podemos fazer exatamente o
> seguinte: nada!.
>
> Sds,
> Victor.
>
>
> ----- Original Message -----
> From: SILVIO CORDEIRO
> To: "Undisclosed-Recipient:;"@mx.uol.com.br
> Sent: Thursday, March 13, 2008 8:26 PM
> Subject: [ciencialist] Ciências e valores humanos
>
>
> Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes
>
> "O que é inaceitável é questionar a pesquisa de células-tronco com base
> nos mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à
> humanidade"
>
> Luís Carlos Lopes é professor do programa de Pós-graduação em Comunicação
> da Universidade Federal Fluminense. Artigo enviado pelo autor ao "JC
> e-mail":
>
> Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da humanidade.
> Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a maioria dos
> mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os 'mistérios' da vida e do
> universo. Considerar a natureza e a vida humana como 'mistérios' sustentou
> e
> ainda sustenta os que querem que a maioria viva na obscuridade; que jamais
> saiam da caverna, enxergando a luz do sol. Para existir escravos,
> dominados
> e dominadas é preciso que lhes sejam sonegados o saber; que este não seja
> democratizado e acessível às maiorias.
>
> Na época do renascimento europeu, discutia-se o cosmos e a posição dos
> homens frente ao universo. Galileu foi condenado a abjurar, isto é negar o
> que disse, porque tinha provas que a Terra se movia. Seus juízes, como
> outros de outras épocas, quase nada entendiam das idéias do célebre
> cientista. O julgaram com base na religião, nos sensos comuns e na
> retórica
> de seus pseudos-conhecimentos.
>
> O destino de Giordano Bruno foi mais cruel. Foi executado (1600), na
> fogueira do Vaticano, por acreditar que existiriam 'múltiplos mundos' e
> que
> se poderia ser 'radicalmente acadêmico de nenhuma academia'. Pensar contra
> a
> ordem, mesmo que poucos compreendessem o que brilhantes intelectuais
> produziam, podia ser fatal. Muitos foram perseguidos, humilhados, presos,
> deportados, torturados, executados simplesmente por terem idéias originais
> e
> imensa paixão pelo conhecimento.
>
> As revoluções industriais, liberais e a primeira descolonização (século
> XVIII e XIX) mudaram este procedimento. Os cientistas desta época não
> deixaram de ser perseguidos, mas dificilmente eram mortos, apenas por
> pensarem diferentemente do que estava estabelecido consensualmente pelo
> poder político e social. Obviamente, eles sobreviveram por estarem em
> locais
> que os protegiam. Se estivessem em outros, a história seria diferente.
> Grandes nomes, tais como Darwin, com sua teoria sobre a evolução das
> espécies e dos seres humanos, Marx, com sua teoria sobre o capitalismo,
> seu
> método filosófico e sua crítica política, Pasteur com sua nova biologia,
> tiveram imensos problemas.
>
> Foram admoestados, principalmente Marx, por ousar discutir a natureza da
> nova ordem estabelecida na Europa e no mundo de seu tempo. Apesar disto,
> puderam trabalhar e deixar uma herança que ainda hoje, mesmo com revisões
> e
> atualizações, nutre a imaginação científica, em seus domínios específicos.
>
> Ao longo do século passado, o legado das ciências matemáticas, naturais e
> humanas foi desdobrado ao infinito. O cientista, agora um proletário
> especial, passou a produzir cada vez mais em equipe, atuando em
> laboratórios, universidades, governos e, até mesmo, em empresas.
>
> A partir das origens e da maior universalização da ciência, as conquistas
> foram inúmeras. Muitas delas serviram para a expansão do poder de quem já
> o
> tinha. Outras aumentaram as possibilidades de vida das maiorias. Ainda
> outras, permitiram que se compreendessem melhor os problemas da natureza e
> da vida social. As ciências não servem a um único senhor, podem estar a
> serviço da humanidade ou militar contra a sobrevivência da espécie.
>
> O cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores de mais de
> um século atrás. Tanto podem estar querendo tirar os homens da caverna,
> como
> podem estar desenvolvendo artefatos que mantenham as sociedades na maior
> ignorância ou mesmo as destruam.
>
> O paradoxo da ciência foi claramente exposto nos acontecimentos de 1945.
> A
> explosão da bomba atômica, na verdade um experimento científico-político e
> militar, pôs a nu esta contradição. É preciso aplicar o princípio da
> vigilância democrática e humanista ao campo das teorias e das práticas
> científicas.
>
> O mais grave é sem dúvida o das práticas, pois nelas é que se podem
> desenvolver monstruosidades ou se operar 'milagres' humanistas. A própria
> experiência da bomba revelou que os cientistas, em sua maioria, reconhecem
> os seus erros e são capazes de fazer o possível, dentro de seus limites,
> para evitar outras catástrofes baseadas em seu saber.
>
> A ciência e os cientistas não estão acima do bem e do mal. É possível
> discutir seus empreendimentos e verificar a pertinência dos mesmos no que
> se
> refere aos interesses da humanidade. Até aí, não há o que objetar.
>
> O que é inaceitável é, por exemplo, impedir o ensino da teoria da
> evolução
> nas escolas, sob o pretexto da ofensa à tradição religiosa. Interditar o
> avanço para as mulheres que o aborto provocou comprovadamente pelo mundo
> afora. Questionar a pesquisa de células-tronco com base nos mesmos velhos
> preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à humanidade.
>
> Obviamente, os religiosos têm o direito a ter suas idéias, mas elas não
> podem ser impostas ao conjunto da sociedade e a domínios que as religiões
> não compreendem. A argumentação religiosa deve ser respeitada, como
> qualquer
> outro tipo de argumentação, dentro dos seus limites. Imagine-se, se vamos
> voltar ao passado, quando a última palavra 'científica' era da autoridade
> eclesiástica. Qualquer hora se estará reacendendo as fogueiras da
> Inquisição. Todos têm o direito à palavra, porém é preciso delimitar
> espaços
> e privilegiar a inteligência frente ao monstro da ignorância.
>
> Os que julgaram Galileu e Bruno quase nada entendiam de suas ciências. Os
> julgaram a partir da tradição e dos sensos comuns. Fizeram a mesma coisa,
> os
> que condenaram e ainda condenam radicalmente, Darwin, Pasteur, Marx e
> muitos
> outros.
>
> Os que julgam e repelem os que pensam na atual fase da modernidade, não
> procedem de modo diverso. A luta argumentativa para se validar tem que ir
> além dos limites da tradição e dos sensos comuns.
>
> As idéias precisam ser debatidas para avançarem e não impedidas de
> circular. A pesquisa só funciona se tiver liberdade de ação e profundo
> sentido ético. A ética da pesquisa não pode se fundamentar em dogmas das
> tradições e, sim, na validade social do experimento. Se a pesquisa sobre
> as
> células-tronco pode salvar vidas é ridículo tentar objetar o seu caminho.
>
> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos
FROM: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 17/03/2008 12:21

Caro Renato,

Cada um tem seus valores, seus referenciais. Eu tenho os meus, nos quais acredito.
Não ofendí ninguém, que este não é meu estilo. Apenas tenho minhas tradições e limitações
como todo mundo. Ou me pronuncio expressando aquilo no que acredito, ou fico calado; e ficar
calado dá câimbras no pé...
Queira me desculpar se se sentiu ofendido. Mas é como penso. E acho que não estou nadinha
equivocado. E me parece que o texto é uma conseguência da seguinte afirmação:
"a história se repete! Ainda que com outras roupagens e motivações", que você não pode
negar que é um fato. Ou não é um fato?
E o que eu afirmei logo depois parece-me continuar sendo pertinente.
Você olha isso com outros olhos. Tudo bem! É direito seu.
Como é meu olhar com os meus, segundo minha meu próprio quadro e referências.
No antigamente, tudo bem, isse era crime, e dava até munição para churrasco humano.
Será que hoje ainda é assim? Não totalmente, pois só falta o churrasco.
Seria de lascar se todos pensássemos iguais, se houvesse unanimidade.
Seria, por exemplo, como os anjos do céu, tudo de branco, com asinhas e
tocando horrosas trombetas por toda a eternidade. Deus que me livre!

Sds,
Victor.




----- Original Message -----
From: José Renato Terra
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Monday, March 17, 2008 10:44 AM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos


Victor, seu desabafo é típico dos que não suportam conviver com pessoas que
não pensam e agem como vc, pessoas com idéias e atitudes diferentes da sua.
Parece que seu ideal seria voltar aos bons tempos da lei da selva, da lei do
mais
forte, quando se podia exterminar impunemente o que ou quem nos incomodasse.
Ou vc nasceu tarde ou a humanidade cresceu mais rápido do que o desejado.
Abraços
José Renato
...........................................

----- Original Message -----
From: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Friday, March 14, 2008 9:52 AM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos

O Prof. L.C.Lopes simplesmente rearfirma o seguinte fato: a história se
repete! Ainda que com outras roupagens e motivações.
Experiências do passado, negras e danosas para a humanidade, em nadinha
serviram de lição para nós. E o de lascar é que dentro de + mil anos haverá
um outro L.Carlos Lopes para discernir sobre a mesma coisa, registrar seu
espanto, ficar de boca escancarada e olhos esbugalhados, esperando a vida
passar e coisas imbecis do tipo acontecerem. É toddy, com ph de farmácia!
E o pior é que ele, eu e outros de nossa laia, podemos fazer exatamente o
seguinte: nada!.

Sds,
Victor.

----- Original Message -----
From: SILVIO CORDEIRO
To: Undisclosed-Recipient:;@mx.uol.com.br
Sent: Thursday, March 13, 2008 8:26 PM
Subject: [ciencialist] Ciências e valores humanos

Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes

"O que é inaceitável é questionar a pesquisa de células-tronco com base
nos mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à
humanidade"

Luís Carlos Lopes é professor do programa de Pós-graduação em Comunicação
da Universidade Federal Fluminense. Artigo enviado pelo autor ao "JC
e-mail":

Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da humanidade.
Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a maioria dos
mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os 'mistérios' da vida e do
universo. Considerar a natureza e a vida humana como 'mistérios' sustentou e
ainda sustenta os que querem que a maioria viva na obscuridade; que jamais
saiam da caverna, enxergando a luz do sol. Para existir escravos, dominados
e dominadas é preciso que lhes sejam sonegados o saber; que este não seja
democratizado e acessível às maiorias.

Na época do renascimento europeu, discutia-se o cosmos e a posição dos
homens frente ao universo. Galileu foi condenado a abjurar, isto é negar o
que disse, porque tinha provas que a Terra se movia. Seus juízes, como
outros de outras épocas, quase nada entendiam das idéias do célebre
cientista. O julgaram com base na religião, nos sensos comuns e na retórica
de seus pseudos-conhecimentos.

O destino de Giordano Bruno foi mais cruel. Foi executado (1600), na
fogueira do Vaticano, por acreditar que existiriam 'múltiplos mundos' e que
se poderia ser 'radicalmente acadêmico de nenhuma academia'. Pensar contra a
ordem, mesmo que poucos compreendessem o que brilhantes intelectuais
produziam, podia ser fatal. Muitos foram perseguidos, humilhados, presos,
deportados, torturados, executados simplesmente por terem idéias originais e
imensa paixão pelo conhecimento.

As revoluções industriais, liberais e a primeira descolonização (século
XVIII e XIX) mudaram este procedimento. Os cientistas desta época não
deixaram de ser perseguidos, mas dificilmente eram mortos, apenas por
pensarem diferentemente do que estava estabelecido consensualmente pelo
poder político e social. Obviamente, eles sobreviveram por estarem em locais
que os protegiam. Se estivessem em outros, a história seria diferente.
Grandes nomes, tais como Darwin, com sua teoria sobre a evolução das
espécies e dos seres humanos, Marx, com sua teoria sobre o capitalismo, seu
método filosófico e sua crítica política, Pasteur com sua nova biologia,
tiveram imensos problemas.

Foram admoestados, principalmente Marx, por ousar discutir a natureza da
nova ordem estabelecida na Europa e no mundo de seu tempo. Apesar disto,
puderam trabalhar e deixar uma herança que ainda hoje, mesmo com revisões e
atualizações, nutre a imaginação científica, em seus domínios específicos.

Ao longo do século passado, o legado das ciências matemáticas, naturais e
humanas foi desdobrado ao infinito. O cientista, agora um proletário
especial, passou a produzir cada vez mais em equipe, atuando em
laboratórios, universidades, governos e, até mesmo, em empresas.

A partir das origens e da maior universalização da ciência, as conquistas
foram inúmeras. Muitas delas serviram para a expansão do poder de quem já o
tinha. Outras aumentaram as possibilidades de vida das maiorias. Ainda
outras, permitiram que se compreendessem melhor os problemas da natureza e
da vida social. As ciências não servem a um único senhor, podem estar a
serviço da humanidade ou militar contra a sobrevivência da espécie.

O cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores de mais de
um século atrás. Tanto podem estar querendo tirar os homens da caverna, como
podem estar desenvolvendo artefatos que mantenham as sociedades na maior
ignorância ou mesmo as destruam.

O paradoxo da ciência foi claramente exposto nos acontecimentos de 1945. A
explosão da bomba atômica, na verdade um experimento científico-político e
militar, pôs a nu esta contradição. É preciso aplicar o princípio da
vigilância democrática e humanista ao campo das teorias e das práticas
científicas.

O mais grave é sem dúvida o das práticas, pois nelas é que se podem
desenvolver monstruosidades ou se operar 'milagres' humanistas. A própria
experiência da bomba revelou que os cientistas, em sua maioria, reconhecem
os seus erros e são capazes de fazer o possível, dentro de seus limites,
para evitar outras catástrofes baseadas em seu saber.

A ciência e os cientistas não estão acima do bem e do mal. É possível
discutir seus empreendimentos e verificar a pertinência dos mesmos no que se
refere aos interesses da humanidade. Até aí, não há o que objetar.

O que é inaceitável é, por exemplo, impedir o ensino da teoria da evolução
nas escolas, sob o pretexto da ofensa à tradição religiosa. Interditar o
avanço para as mulheres que o aborto provocou comprovadamente pelo mundo
afora. Questionar a pesquisa de células-tronco com base nos mesmos velhos
preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à humanidade.

Obviamente, os religiosos têm o direito a ter suas idéias, mas elas não
podem ser impostas ao conjunto da sociedade e a domínios que as religiões
não compreendem. A argumentação religiosa deve ser respeitada, como qualquer
outro tipo de argumentação, dentro dos seus limites. Imagine-se, se vamos
voltar ao passado, quando a última palavra 'científica' era da autoridade
eclesiástica. Qualquer hora se estará reacendendo as fogueiras da
Inquisição. Todos têm o direito à palavra, porém é preciso delimitar espaços
e privilegiar a inteligência frente ao monstro da ignorância.

Os que julgaram Galileu e Bruno quase nada entendiam de suas ciências. Os
julgaram a partir da tradição e dos sensos comuns. Fizeram a mesma coisa, os
que condenaram e ainda condenam radicalmente, Darwin, Pasteur, Marx e muitos
outros.

Os que julgam e repelem os que pensam na atual fase da modernidade, não
procedem de modo diverso. A luta argumentativa para se validar tem que ir
além dos limites da tradição e dos sensos comuns.

As idéias precisam ser debatidas para avançarem e não impedidas de
circular. A pesquisa só funciona se tiver liberdade de ação e profundo
sentido ético. A ética da pesquisa não pode se fundamentar em dogmas das
tradições e, sim, na validade social do experimento. Se a pesquisa sobre as
células-tronco pode salvar vidas é ridículo tentar objetar o seu caminho.

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SUBJECT: Hoje: Debate sobre ufologia na MTV
FROM: "Kentaro Mori" <kentaro.mori@gmail.com>
TO:
DATE: 17/03/2008 13:23

Dúvida Razoável sobre ETs em Debate

O programa *MTV Debate *que irá ao ar *hoje (17/3) a partir das 22 horas *deve
abordar o tema de *extraterrestres*, OVNIs, discos voadores e tudo mais, com
participantes indo de *ufólogos*, passando por *cientistas*, e até o *cético
* que vos escreve aqui. Afinal, existem extraterrestres? Eles nos visitam?

Apresentado pelo Lobão, e abordando um tema que é a minha dedicação não tão
secreta, o programa promete! Não percam!


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SUBJECT: Re: Ciências e valores humanos e outros
FROM: "oraculo333" <oraculo@atibaia.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 17/03/2008 13:25

Olá Jose Renato

J Renato: "Entender de forma diferente é querer se enganar, cinismo
e/ou má-fé."

Parece que você não suporta conviver com opiniões e argumentos
contrário, não?..:-) E eu penso que se enganar, cinismo e/ou
má-fé é colocar uma mórula no mesmo patamar de
igualdade/identidade de um bebê recém-nascido, e fugir de
responder a questão: quem você salvaria de um incêndio, um
único bebê recém-nascido ou 200 (ou mil) mórulas do
laboratório.

É evidente que, fugindo a responder essa interessante questão
prática, você sabe perfeitamente que a única resposta
lógico-racional é salvar o bebê, que é, em qualquer modo de
análise, um ser humano, enquanto mórulas NÃO são.

Mórulas, óvulos fecundados, só são seres humanos plenos para
religiosos, que entendem que seu amigo imaginário colocou uma "alma"
neles nesse momento. Como não há provas ou evidências de almas,
tem de disfarçar o engodo em pretensas alegações "científicas".

Mas, basta um incêndio, basta ter de considerar os direitos de um
bebê frente aos de uma mórula, e tudo fica mais claro. Por isso
salvar uma mãe, de risco de vida ou de uma gestação não
desejada, é um direito de todo ser humano, e não do embrião.

Se poso deixar 200 mórulas para salvar um bebê, posso usar UMA
mórula para salvar um bebê. Mais claro que isso, não sei como
seria.

Eu não considero uma mórula ou embrião sem cérebro ou mente
um ser humano. Não estou "enganado", não sou cínico nem tenho
má-fé nessa questão. É minha opinião legítima,
derivada de dados concretos, fatos materiais e conhecimento
científico. Nem mulheres que perdem mórulas e embriões
naturalmente devem ficar de "luto", nem o aborto ou pesquisas com
embriões devem ser proibidos.

Seres humanos tem uma mente que os define e caracteriza. Teratomas tem
tudo que um ser humano tem, mas NÃO tem mente e Não são seres
humanos. Gêmeos, como xifopagos de duas cabeças, tem duas mentes,
e são DOIS seres humanos. Xifopagos com DOIS corpos e UMA cabeça,
é apenas UM ser humano. Se um óvulo já É um ser humano,
quando o SEGUNDO ser humano surje, 14 dias depois quando se divide para
formar gêmeos ou xifopagos?

Um óvulo pode, PODE, se tornar um ser humano, mas também pode sair
na mesntruação, pode gerar diversos seres humanos, e pode se
transformar em um teratoma, com órgãos, pele, pelos, e até
sistema nervoso, mas sem cérebro. E ninguém chamaria um teratoma
de "ser humano". Nem um corpo sem cabeça (bem, deve ter quem chame,
pois não dá para subestimar a loucura religiosa..:-).

Uma mórula é uma CÉLULA sem cabeça, tanto quanto um paciente
em morte cerebral.

Se acha que a divindade imaginária que adora vai me enviar para o
inferno por isso, tudo bem, eu não me importo..:-) Mas a sociedade,
laica, deve seguir o processo civilizatório (comum a países
civilizados) e legislar sem a interferência de superstições.

Um abraço.

Homero




[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 17/03/2008 15:01

Zé Renato:

Considerando "cinismo e/ou má fé", dou por encerrada a discussão: não são temas para se titular quem vs. não conhece, apenas temos opiniões diferentes e que permanecerão até que a "sofia" consiga sobrepujar, em cérebros tacanhos, os mitos e os tabus.

sds.,

silvio.


----- Original Message -----
From: José Renato Terra
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Friday, March 14, 2008 10:54 PM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros


Caro Sílvio, faço comentários no texto do seu e-mail abaixo, OK?
.............................................
From: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Friday, March 14, 2008 2:48 PM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros

Prezado amigo Zé Renato:

Sílvio - Pessoalmente não vejo nenhum impecilho para uso das células
embrionárias a não ser por convicções religiosas: [ ... ]
JR - Pessoalmente, vc optaria em ser destruído - sem necessidade - para ser
utilizado como aterro sanitário em benefício da população dos Alagados,
enquanto há tantos outros materiais disponíveis para serem utilizados como
aterro? Ocorre algo semelhante com as células-tronco. Já existe nos
laboratórios do mundo quantidade suficiente disponível para realizar *todas*
as pesquisas que se fizerem necessárias, entretanto, os do contra preferem
exterminar mais cerca de nove mil embriões existentes no Brasil, preservados
para fertilização, e todos os demais que forem produzidos por aqui nas
clínicas de especializadas em inseminação, evitando assim o beco-sem-saída
em que se meteram ao contratarem, cobrarem caro dos clientes e se
responsabilizarem pela guarda-preservação dos embriões.

Sílvio - [ ... ] até hoje não se determinou de forma científica quando é o
ínício da vida.
JR - Parece-me que essa é uma questão que confunde *vida* com *ser humano
vivo*. Vida, como normalmente entendemos como tal, existe a milicentos anos,
desde os primeiros seres unicelulares. Alguns biólogos consideram "vivos"
formas não celulares bem mais rudimentares, como os cristais, por exemplo.
Já o ser humano começa quando há o fenômeno da fecundação natural ou
estimulada.

Sílvio - E, se materiais, quaisquer que sejam e que constituem a natureza
possam ser processados e transformados em benefício de nossos semelhantes, é
muito mais razoável endossar o processamento.
JR - Esse é o discurso enganoso utilizado pelos interessados em se livrarem
dos embriões congelados. Os maiores benefícios serão obtidos pelos donos das
clínicas de fertilização e pelos que desejam se contrapor à Igreja Católica.
Vc já se perguntou quais foram os benefícios já obtidos nos países em que as
pesquisas com células-tronco embrionárias já são permitidas há tempos?
Entretanto, as alternativas eticamente aceitáveis por não destruir
embriões - utilizando células do próprio paciente ou células do cordão
umbilical - já obtém resultados positivos em mais de 100 procedimentos só no
Brasil. O que ocorre é que as orientações da Igreja incomodam os que desejam
agir sem qualquer limite ético. Esse utilizam o velho e enganoso discurso do
tal de "progresso" só pra eles, lembra? Dá para imaginar o que os
laboratórios "secretos", mas nem tanto, sem qualquer fiscalização ou
cuidados éticos, estão fazendo com células embrionárias? Com seres humanos
já nascidos? Os transplantes de órgãos feitos sem princípios éticos também
vão beneficiar quem pode pagar, independente de quem foi mutilado e até
morto para que esses órgãos fossem obtidos! Basta pensar um pouco sobre a
questão e suas consequencias danosas a curto prazo.

Sílvio - e, aproveitando o embalo, apresento uma questão: se o
espermatozóide se movimenta de forma lógica, no encalço de um determinado
objetivo (o óvulo), se movimentando por intermédio de seu rabinho, seu
flagelo, óbviamente que ele tem vida: ou o que provoca o movimento?
JR - É a questão respondida em parte lá em cima... É fácil entender que o
espermatozóide, o óvulo ou qualquer célula do corpo humano são seres vivos,
têm vida, estão vivos. Mas, até o fim de suas vidas, eles se manterão
espermatozóide, óvulo, célula-tronco ou célula especializada. É diferente do
que ocorre com o embrião, ser vivo obtido da "fusão" ou estimulação de
zigotos ou células. Sua estrutura biogenética já não é a mesma de antes de
ocorrer o fenômeno da fecundação. Agora, sua vida têm um desdobramento,
desenvolvimento e crescimento, até o seu fim, extinção ou morte, de forma
totalmente diferente a que teria como zigotos ou células. Entender de forma
diferente é querer se enganar, cinismo e/ou má-fé.

Uma boa tarde,
silvio.

Abraços
José Renato
.............................................

----- Original Message -----
From: José Renato Terra
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Friday, March 14, 2008 9:49 AM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros

Caro, Sílvio!

O artigo de Luís Carlos Lopes, Ciências e valores humanos, e o de
Francisco
Cesar Pinheiro Rodrigues, Células-tronco embrionárias e o STF, têm os
mesmos
ingredientes dos argumento falaciosos pró-uso de embriões congelados
existentes no Brasil. Todos são possuidores da característica básica de -
sob um véu de pseudo eruditismo histórico - "forçar a barra" no objetivo
de
convencer os leitores de qualquer maneira com uso de recursos aéticos.
Parecem feitos em série. Outro exemplo claro é o artigo "Células-tronco:
será a ciência ajuizada?", veiculado em A TARDE - Opinião, 12.03.08, o Dr.
Marcos Luna ressalta, entre hífens, uma informação que induz os leitores
menos atentos a concordarem com a destruição e uso em pesquisas dos
embriões
preservados em sistema criogênico nas clínicas de inseminação artificial.

Transcrevo aqui o parágrafo para melhor entendimento:
"A questão remete ao projeto acadêmico/científico de manipulação genética
usando embriões congelados há três anos - a serem descartados em lixo
hospitalar -, mas ainda aos portadores de células-tronco regenerativas e à
pregação religiosa-dogmática sobre o conceito do início e fim da vida."
Perceber que as células, o espermatozóide e o óvulo humano estão vivos.
Entretanto, somente após a fecundação é que a estrutura genética,
resultante
dessa "fusão", detém no seu DNA todos os elementos de um ser humano,
único,
pessoal, até o fim da vida desse sistema psico-biológico chamado de ser
humano.

Vale esclarecer que os embriões mantidos congelados nessas clínicas não
são
"descartados em lixo hospitalar". Está aí a principal questão que
movimenta
os lobbyes dos que desejam se livrar desses embriões e, por tabela,
àqueles
que aproveitam a oportunidade para fustigar a Igreja Católica.
Basta conhecer a declaração do dono do maior estoque de embriões no País -
4.657 acumulados nos últimos 18 anos* - que representam 90% dos
registrados
em levantamento recente, Sr. José Gonçalves Franco Júnior, diretor do
Centro
de Reprodução Humana Franco Júnior, de Ribeirão Preto-SP: "Isso aqui
[banco
de embriões congelados] é uma bomba atômica." E explica porque: "Como a
maioria dos casais não formalizou a doação para pesquisa e nem se decide o
que fazer com eles, [os embriões] vão ficando por aí. A qualquer momento
pode aparecer um casal querendo seu embrião de volta."(FSP-Ciência,
04.03.08)

O Dr. Marcos Luna certamente não desconhece que o Conselho Federal de
Medicina-CFM proíbe o descarte de embriões e determina que eles só podem
sair do laboratório onde foram produzidos com autorização assinada pelo
casal doador e registrada em cartório. Não desconhece também que estão
disponíveis para pesquisas, diversas linhagens de células-tronco
embrionárias em quantidade suficiente para *todas* as pesquisas a serem
realizadas no mundo e que não há necessidade de destruir novos embriões.

Abraços

José Renato

* De acordo com levantamento feito há três anos pela SBRA, havia 9914
embriões congelados, dos quais 3210 estariam em condições de serem
utilizados em pesquisas de células-tronco. Já por esse percentual
existiria
um total de apenas 5174 embriões congelados.
.................................................................

----- Original Message -----
From: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
To: <Undisclosed-Recipient:;>
Sent: Thursday, March 13, 2008 8:26 PM
Subject: [ciencialist] Ciências e valores humanos

Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes

"O que é inaceitável é questionar a pesquisa de células-tronco com base
nos
mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à
humanidade"

Luís Carlos Lopes é professor do programa de Pós-graduação em Comunicação
da
Universidade Federal Fluminense. Artigo enviado pelo autor ao "JC e-mail":

Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da humanidade.
Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a maioria dos
mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os 'mistérios' da vida e do
universo. Considerar a natureza e a vida humana como 'mistérios' sustentou
e
ainda sustenta os que querem que a maioria viva na obscuridade; que jamais
saiam da caverna, enxergando a luz do sol. Para existir escravos,
dominados
e dominadas é preciso que lhes sejam sonegados o saber; que este não seja
democratizado e acessível às maiorias.

Na época do renascimento europeu, discutia-se o cosmos e a posição dos
homens frente ao universo. Galileu foi condenado a abjurar, isto é negar o
que disse, porque tinha provas que a Terra se movia. Seus juízes, como
outros de outras épocas, quase nada entendiam das idéias do célebre
cientista. O julgaram com base na religião, nos sensos comuns e na
retórica
de seus pseudos-conhecimentos.

O destino de Giordano Bruno foi mais cruel. Foi executado (1600), na
fogueira do Vaticano, por acreditar que existiriam 'múltiplos mundos' e
que
se poderia ser 'radicalmente acadêmico de nenhuma academia'. Pensar contra
a
ordem, mesmo que poucos compreendessem o que brilhantes intelectuais
produziam, podia ser fatal. Muitos foram perseguidos, humilhados, presos,
deportados, torturados, executados simplesmente por terem idéias originais
e
imensa paixão pelo conhecimento.

As revoluções industriais, liberais e a primeira descolonização (século
XVIII e XIX) mudaram este procedimento. Os cientistas desta época não
deixaram de ser perseguidos, mas dificilmente eram mortos, apenas por
pensarem diferentemente do que estava estabelecido consensualmente pelo
poder político e social. Obviamente, eles sobreviveram por estarem em
locais
que os protegiam. Se estivessem em outros, a história seria diferente.
Grandes nomes, tais como Darwin, com sua teoria sobre a evolução das
espécies e dos seres humanos, Marx, com sua teoria sobre o capitalismo,
seu
método filosófico e sua crítica política, Pasteur com sua nova biologia,
tiveram imensos problemas.

Foram admoestados, principalmente Marx, por ousar discutir a natureza da
nova ordem estabelecida na Europa e no mundo de seu tempo. Apesar disto,
puderam trabalhar e deixar uma herança que ainda hoje, mesmo com revisões
e
atualizações, nutre a imaginação científica, em seus domínios específicos.

Ao longo do século passado, o legado das ciências matemáticas, naturais e
humanas foi desdobrado ao infinito. O cientista, agora um proletário
especial, passou a produzir cada vez mais em equipe, atuando em
laboratórios, universidades, governos e, até mesmo, em empresas.

A partir das origens e da maior universalização da ciência, as conquistas
foram inúmeras. Muitas delas serviram para a expansão do poder de quem já
o
tinha. Outras aumentaram as possibilidades de vida das maiorias. Ainda
outras, permitiram que se compreendessem melhor os problemas da natureza e
da vida social. As ciências não servem a um único senhor, podem estar a
serviço da humanidade ou militar contra a sobrevivência da espécie.

O cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores de mais de
um
século atrás. Tanto podem estar querendo tirar os homens da caverna, como
podem estar desenvolvendo artefatos que mantenham as sociedades na maior
ignorância ou mesmo as destruam.

O paradoxo da ciência foi claramente exposto nos acontecimentos de 1945. A
explosão da bomba atômica, na verdade um experimento científico-político e
militar, pôs a nu esta contradição. É preciso aplicar o princípio da
vigilância democrática e humanista ao campo das teorias e das práticas
científicas.

O mais grave é sem dúvida o das práticas, pois nelas é que se podem
desenvolver monstruosidades ou se operar 'milagres' humanistas. A própria
experiência da bomba revelou que os cientistas, em sua maioria, reconhecem
os seus erros e são capazes de fazer o possível, dentro de seus limites,
para evitar outras catástrofes baseadas em seu saber.

A ciência e os cientistas não estão acima do bem e do mal. É possível
discutir seus empreendimentos e verificar a pertinência dos mesmos no que
se
refere aos interesses da humanidade. Até aí, não há o que objetar.

O que é inaceitável é, por exemplo, impedir o ensino da teoria da evolução
nas escolas, sob o pretexto da ofensa à tradição religiosa. Interditar o
avanço para as mulheres que o aborto provocou comprovadamente pelo mundo
afora. Questionar a pesquisa de células-tronco com base nos mesmos velhos
preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à humanidade.

Obviamente, os religiosos têm o direito a ter suas idéias, mas elas não
podem ser impostas ao conjunto da sociedade e a domínios que as religiões
não compreendem. A argumentação religiosa deve ser respeitada, como
qualquer
outro tipo de argumentação, dentro dos seus limites. Imagine-se, se vamos
voltar ao passado, quando a última palavra 'científica' era da autoridade
eclesiástica. Qualquer hora se estará reacendendo as fogueiras da
Inquisição. Todos têm o direito à palavra, porém é preciso delimitar
espaços
e privilegiar a inteligência frente ao monstro da ignorância.

Os que julgaram Galileu e Bruno quase nada entendiam de suas ciências. Os
julgaram a partir da tradição e dos sensos comuns. Fizeram a mesma coisa,
os
que condenaram e ainda condenam radicalmente, Darwin, Pasteur, Marx e
muitos
outros.

Os que julgam e repelem os que pensam na atual fase da modernidade, não
procedem de modo diverso. A luta argumentativa para se validar tem que ir
além dos limites da tradição e dos sensos comuns.

As idéias precisam ser debatidas para avançarem e não impedidas de
circular.
A pesquisa só funciona se tiver liberdade de ação e profundo sentido
ético.
A ética da pesquisa não pode se fundamentar em dogmas das tradições e,
sim,
na validade social do experimento. Se a pesquisa sobre as células-tronco
pode salvar vidas é ridículo tentar objetar o seu caminho.

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] idade do Universo
FROM: José Renato Terra <jrma@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 17/03/2008 15:29

Verner, traduzindo para o popular, o comentário de Alvaro teria a seguinte
redação: apesar das inúmeras conjecturas, teses, teorias e modelos o que se
sabe mesmo é que não se sabe como "iniciou" a existência do universo
cósmico.
[]s
JR
.......................................................................................

----- Original Message -----
From: "Alvaro Augusto (U)" <alvaro@daelt.sh06.com>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Thursday, March 13, 2008 10:10 AM
Subject: Re: [ciencialist] idade do Universo

> Antes do início havia um emaranhado superdenso e superquente de
> supercordas em um ínico estado quântico. O Big Bang nada mais é do
> que o colapso desse emaranhado. Assim, nunca existiu o "nada" (a não
> ser quando "Seinfeld" era exibido) e, de certa forma, o universo
> sempre existiu.
>
> [ ]s
>
> Álvaro Augusto de Almeida
> http://www.alvaroaugusto.com.br
> alvaro@lunabay.com.br
>
>
> ----- Original Message -----
> From: <vernerstranz@click21.com.br>
> To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
> Sent: Thursday, March 13, 2008 5:48 AM
> Subject: Re: [ciencialist] idade do Universo
>
>
>> Como sou leigo em física, permito-me uma pergunta aos que entendem: e
>> antes
>> desse evento inicial, o que havia? O nada? Como o nada pode tornar-se, de
>> repente, algo? Sempre imaginei que que essa questão estivesse além de
>> nosso
>> entendimento, assim como a de fronteiras, limites do universo. Aí
>> chegamos
>> em
>> tempo e espaço...
>> A filosofia esbarra nessas questões, e as resolve com especulações,
>> enquanto as
>> religiões as resolvem com mitos. Por favor, não entendam essa minha
>> indagação
>> como provocativa, ferrariana... Realmente o assunto é por demais
>> interessante.
>> [ ] verner.
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>> Citando SILVIO CORDEIRO <scordeiroes@superig.com.br>:
>>
>>> precisão da medida da idade do Universo
>>>
>>> São 13,73 bilhões de anos, com margem de erro de 120 milhões de
>>> anos
>>> para mais ou para menos
>>>
>>> O Universo possui 13,73 bilhões de anos, com margem de erro de 120
>>> milhões de anos para mais ou para menos. Essa medida, a mais precisa já
>>> obtida da idade do cosmo, foi divulgada na semana passada para a
>>> comunidade
>>> científica.
>>>
>>> O número é baseado em medidas precisas da luz mais antiga da
>>> história
>>> do Universo e está de acordo com dados menos detalhados que haviam sido
>>> divulgados em 2006. A margem de erro, porém, foi reduzida em dezenas de
>>> milhões de anos após mais acúmulo de informação do satélite WMAP, da
>>> Nasa
>>> (agência espacial dos EUA), que tem feito a medida.
>>>
>>> "Tudo está se estreitando e nos dando precisão cada vez melhor a
>>> cada
>>> vez", afirma Charles Bennet, astrofísico da Universidade Johns Hopkins e
>>> líder do grupo que analisa os dados. "Na verdade, [os resultados atuais]
>>> são
>>> significativamente melhores do que os anteriores. Há toda uma variedade
>>> de
>>> riqueza nos dados."
>>>
>>> Cerca de 380 mil anos após o Big Bang (explosão que deu origem ao
>>> Universo), as partículas que existiam então esfriaram o suficiente para
>>> formar o tipo de matéria que conhecemos hoje.
>>>
>>> Antes, a enorme concentração de energia impedia que elétrons
>>> pudessem
>>> se unir aos prótons e nêutrons para formar átomos. Essa condição
>>> liberava
>>> uma
>>> luz que foi resfriada desde então e hoje existe na forma de microondas
>>> que
>>> permeiam todo o cosmo.
>>>
>>> Esse fenômeno, conhecido como radiação cósmica de fundo de
>>> microondas,
>>> está sendo mapeado em todas as direções do Universo pelo WMAP desde
>>> 2001.
>>> Dependendo da direção observada, há variações, e isso sugere que houve
>>> uma
>>> aceleração da expansão nos primeiros momentos de existência do universo
>>> -trilionésimos de trilionésimos de segundo.
>>>
>>> Os modelos teóricos que tentam explicar esse universo
>>> "inflacionário"
>>> poderão agora ser analisados com mais precisão, usando os dados do
>>> satélite
>>> da Nasa.
>>>
>>> "Algumas [das teorias] já estão totalmente descartadas, algumas
>>> estão
>>> na beira do precipício e algumas estão perfeitamente bem", diz Bennet.
>>> "Nós
>>> estamos fazendo uma triagem entre elas." (Do "New York Times")
>>>
>>>
>>> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
>>>
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SUBJECT: Células-tronco e medicina regenerativa.
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <Undisclosed-Recipient:;>
DATE: 17/03/2008 17:24

Células-tronco e medicina regenerativa, artigo de Reinaldo Guimarães





Acreditamos que, após a decisão do STF, a atividade de pesquisa vai aumentar e estamos nos preparando para que o nosso apoio [do Ministério da Saúde] acompanhe o crescimento

Reinaldo Guimarães é médico e secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde. Artigo enviado pelo autor ao "JC e-mail":

A julgar pelas declarações de alguns ministros e da Presidente do STF durante e após a sessão do último dia cinco de março, bem como por notícias veiculadas pela imprensa, tudo indica que a ação direta de inconstitucionalidade impetrada naquela corte será rejeitada.

Nesse caso, a Lei de Biossegurança prosseguirá tendo vigência integral e o STF terá atendido as expectativas da maioria da população do país e da imensa maioria da comunidade científica e tecnológica do campo da saúde.

A utilização experimental de células-tronco humanas adultas, extraídas do cordão umbilical ou embrionárias é um capítulo de um conjunto maior de tecnologias denominadas terapias celulares. Essas, por sua vez, são parte de um novo e promissor campo da medicina denominado medicina regenerativa, que ainda engatinha em suas potencialidades.

Caso essas se confirmem, talvez se possa falar no estabelecimento de um novo paradigma no cuidado à saúde humana.

A modernidade instituiu um paradigma crescentemente intervencionista sobre os corpos dos indivíduos cujo epítome são as grandes e heróicas contribuições da cirurgia e o crescente número de dispositivos mecânicos e eletro-eletrônicos introduzidos nesses corpos. Foi desse paradigma que derivaram os mitos do robô-humano, dos andróides e do homem biônico.

A medicina regenerativa caminha em sentido oposto. A regeneração do corpo pela utilização de sua matéria original. A recuperação do princípio hipocrático do "Vis Medicatrix Naturae" - o viés curativo da natureza, agora num enquadramento molecular e conduzido para alvos determinados e previamente estabelecidos.

Quando colocamos a questão das células-tronco nessa perspectiva mais ampla, vê-se que as possibilidades são imensas.



[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Fw: Pedras Galena
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: "ciencialist" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 18/03/2008 05:51

Quem quer explicar isso?

[]'
===========================
Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
===========================
-----Mensagem Original-----
De: Wagner Graff
Para: leobarretos@uol.com.br
Enviada em: terça-feira, 18 de março de 2008 11:51
Assunto: RE: Pedras Galena




Ola,Professor eu gostaria de tirar uma duvida sobre fisica com o senhor,sobre o calculo de einstein E=MC²,NO CASO ENERGIA É IGUAL A MASSA MULTIPLICADO PELO QUADRADO DA VELOCIDADE DA LUZ,OU SEJA: exemplo:Energia E,é igual a ,2 gramas de uma serta massa M,multiplicado por 90000000000 o quadrado da velocidade da luz,isso vai dar 90000000000x2 que é 180000000000,esse numero é a quantidade de energia que 2 gramas de massa darao mas essa quantidade de enrgia é medida em que joules,watts ou o que ?????



[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Fw: experimento
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: "ciencialist" <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 18/03/2008 06:04

Help .....

[]'
===========================
Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
===========================
-----Mensagem Original-----
De: emanoel thiago
Para: leobarretos@uol.com.br
Enviada em: quinta-feira, 13 de março de 2008 19:50
Assunto: experimento


Oi, Boa noite!!

Queria saber qual o nome do cientista q' provou q' o ar ocupa os lugares vazios ou algum cientista q' tenha a ver com esse experimento!


Muito obrigado pela atenção!

By: Emanoel Thiago


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Notícias direto do New York Times, gols do Lance, videocassetadas e muitos outros vídeos no MSN Videos! Confira já!


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No virus found in this incoming message.
Checked by AVG.
Version: 7.5.519 / Virus Database: 269.21.7/1327 - Release Date: 12/03/2008 13:27


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: idade do Universo
FROM: César A. K. Grossmann <cesarakg@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 18/03/2008 10:39

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Belmiro Wolski <belmirow@...>
escreveu
>
> Há que se considerar também que algumas teorias apontam para um
universo cíclico, com big bang's e big crunch's infindáveis. Neste
caso, tudo indica que o universo sempre existiu.

Até onde eu sei, a expansão acelerada do Universo descarta o Big
Crunch, então o Universo "iô-iô" foi descartado pelas evidências.

Há uma outra hipótese que eu li por alto e sequer lembro o nome que
diz que quando o Universo atinge uma certa concentração mínima, outro
Big Bang acontece. Neste caso, o Universo seria infinito e eterno, mas
não sei se esta hipótese já foi testada de alguma forma, ou mesmo se
há alguma forma de testá-la (ela meio que lembra a teoria do Universo
"Quasi-Steady State").

The quasi-steady state cosmology: Theory and
observations
http://www.ias.ac.in/pramana/dec1999/c3.html

Minha fonte principal de informação sobre cosmologia é o tutorial do
Ned Wright: http://www.astro.ucla.edu/~wright/cosmolog.htm

[]s
--
César A. K. Grossmann



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: idade do Universo
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 18/03/2008 17:53



"César A. K. Grossmann" <cesarakg@gmail.com> escreveu: --- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, Belmiro Wolski <belmirow@...>
escreveu
>
> Há que se considerar também que algumas teorias apontam para um
universo cíclico, com big bang's e big crunch's infindáveis. Neste
caso, tudo indica que o universo sempre existiu.

Até onde eu sei, a expansão acelerada do Universo descarta o Big
Crunch, então o Universo "iô-iô" foi descartado pelas evidências.

Há uma outra hipótese que eu li por alto e sequer lembro o nome que
diz que quando o Universo atinge uma certa concentração mínima, outro
Big Bang acontece. Neste caso, o Universo seria infinito e eterno, mas
não sei se esta hipótese já foi testada de alguma forma, ou mesmo se
há alguma forma de testá-la (ela meio que lembra a teoria do Universo
"Quasi-Steady State").

The quasi-steady state cosmology: Theory and
observations
http://www.ias.ac.in/pramana/dec1999/c3.html

Minha fonte principal de informação sobre cosmologia é o tutorial do
Ned Wright: http://www.astro.ucla.edu/~wright/cosmolog.htm

[]s
--
César A. K. Grossmann

Veja que para atingir o estado de concentração mínima, ele deve se contrair. Além do mais, o fato do universo estar em expansão acelerada, não descarta a possibilidade de um futuro big crunch. Não está provado que a constante cosmológica é realmente uma "constante". Ela pode evoluir para um valor que detenha a expansão.
[],s
Belmiro






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SUBJECT: Criando formulas matemáticas
FROM: "bravo_humbrera" <hamletsmx@hotmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 18/03/2008 18:05

Como cientistas criam formulas matemáticas?



SUBJECT: Re: [ciencialist] Hoje: Debate sobre ufologia na MTV
FROM: Belmiro Wolski <belmirow@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 18/03/2008 18:08

Olá Kentaro e demais!

Assisti o programa e lamento ter ocorrido um desperdício de tempo e talento. O que poderia ser um interessante debate entre os defensores dos UFOs e os céticos tornou-se um festival de besteiras disparadas sem parar pela boca do Sr. Lobão, que não deu espaço para ninguém. Como se fosse o rei da cocada preta, o apresentador não parava de pronunciar frases inócuas, sem sentido e incompletas, como que lançando o tema, mas sem deixar ninguém se manifestar. Quando alguém conseguia tomar a palavra, não conseguia completar o raciocínio, sendo interrompido sem piedade pelo apresentador. Uma falta de respeito enorme para com os convidados e telespectadores. Uma lástima.

[],s

Belmiro

Kentaro Mori <kentaro.mori@gmail.com> escreveu:
Dúvida Razoável sobre ETs em Debate

O programa *MTV Debate *que irá ao ar *hoje (17/3) a partir das 22 horas *deve
abordar o tema de *extraterrestres*, OVNIs, discos voadores e tudo mais, com
participantes indo de *ufólogos*, passando por *cientistas*, e até o *cético
* que vos escreve aqui. Afinal, existem extraterrestres? Eles nos visitam?

Apresentado pelo Lobão, e abordando um tema que é a minha dedicação não tão
secreta, o programa promete! Não percam!

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SUBJECT: Re: [ciencialist] idade do Universo
FROM: vernerstranz@click21.com.br
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 19/03/2008 05:35

>>Victor, tua explicação me tranqüiliza. Pensava e quebrava a cabeça tentando
>>entender a história do "tempo antes do tempo".
>> grato, verner.





Citando "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>:

> Verner,
>
> A idade a que a Cosmologia se refere, e avalia, é contada a partir do
> big-bang, que conta com inúmeras evidências.
> A ciência só consegue vislumbrar essas coisas a partir daí. O evento big-bang
> não implica que antes nada havia.
> Aliás, é incoerente e insustentável imaginar que algo do tipo tenha
> acontecido da partir do nada.
> A conjectura posta pelo Álvaro, portanto, é perfeitamente plausível.
> Particularmente, não posso conceber de outra
> maneira.
>
> Sds,
> Victor.
>
>
> ----- Original Message -----
> From: vernerstranz@click21.com.br
> To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
> Sent: Saturday, March 15, 2008 6:48 PM
> Subject: Re: [ciencialist] idade do Universo
>
>
> >>Álvaro, aí é que a porca torce o rabo: se o universo sempre existiu, como
> pode
> >>ter uma idade? Você diz que "havia um emaranhado...", então havia algo, e
> a
> >>minha dúvida permanece. [ ] verner.
>
> Citando "Alvaro Augusto (U)" <alvaro@daelt.sh06.com>:
>
> > Antes do início havia um emaranhado superdenso e superquente de
> supercordas
> > em um ínico estado quântico. O Big Bang nada mais é do que o
> > colapso desse emaranhado. Assim, nunca existiu o "nada" (a não ser quando
> > "Seinfeld" era exibido) e, de certa forma, o universo sempre
> > existiu.
> >
> > [ ]s
> >
> > Alvaro Augusto de Almeida
> > http://www.alvaroaugusto.com.br
> > alvaro@lunabay.com.br
> >
> >
> > ----- Original Message -----
> > From: <vernerstranz@click21.com.br>
> > To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
> > Sent: Thursday, March 13, 2008 5:48 AM
> > Subject: Re: [ciencialist] idade do Universo
> >
> >
> > > Como sou leigo em física, permito-me uma pergunta aos que entendem: e
> > > antes
> > > desse evento inicial, o que havia? O nada? Como o nada pode tornar-se,
> de
> > > repente, algo? Sempre imaginei que que essa questão estivesse além de
> > > nosso
> > > entendimento, assim como a de fronteiras, limites do universo. Aí
> chegamos
> > > em
> > > tempo e espaço...
> > > A filosofia esbarra nessas questões, e as resolve com especulações,
> > > enquanto as
> > > religiões as resolvem com mitos. Por favor, não entendam essa minha
> > > indagação
> > > como provocativa, ferrariana... Realmente o assunto é por demais
> > > interessante.
> > > [ ] verner.
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > Citando SILVIO CORDEIRO <scordeiroes@superig.com.br>:
> > >
> > >> precisão da medida da idade do Universo
> > >>
> > >> São 13,73 bilhões de anos, com margem de erro de 120 milhões de
> > >> anos
> > >> para mais ou para menos
> > >>
> > >> O Universo possui 13,73 bilhões de anos, com margem de erro de 120
> > >> milhões de anos para mais ou para menos. Essa medida, a mais precisa
> já
> > >> obtida da idade do cosmo, foi divulgada na semana passada para a
> > >> comunidade
> > >> científica.
> > >>
> > >> O número é baseado em medidas precisas da luz mais antiga da
> > >> história
> > >> do Universo e está de acordo com dados menos detalhados que haviam
> sido
> > >> divulgados em 2006. A margem de erro, porém, foi reduzida em dezenas
> de
> > >> milhões de anos após mais acúmulo de informação do satélite WMAP, da
> Nasa
> > >> (agência espacial dos EUA), que tem feito a medida.
> > >>
> > >> "Tudo está se estreitando e nos dando precisão cada vez melhor a
> > >> cada
> > >> vez", afirma Charles Bennet, astrofísico da Universidade Johns Hopkins
> e
> > >> líder do grupo que analisa os dados. "Na verdade, [os resultados
> atuais]
> > >> são
> > >> significativamente melhores do que os anteriores. Há toda uma
> variedade
> > >> de
> > >> riqueza nos dados."
> > >>
> > >> Cerca de 380 mil anos após o Big Bang (explosão que deu origem ao
> > >> Universo), as partículas que existiam então esfriaram o suficiente
> para
> > >> formar o tipo de matéria que conhecemos hoje.
> > >>
> > >> Antes, a enorme concentração de energia impedia que elétrons
> > >> pudessem
> > >> se unir aos prótons e nêutrons para formar átomos. Essa condição
> liberava
> > >> uma
> > >> luz que foi resfriada desde então e hoje existe na forma de microondas
> > >> que
> > >> permeiam todo o cosmo.
> > >>
> > >> Esse fenômeno, conhecido como radiação cósmica de fundo de
> > >> microondas,
> > >> está sendo mapeado em todas as direções do Universo pelo WMAP desde
> 2001.
> > >> Dependendo da direção observada, há variações, e isso sugere que houve
> > >> uma
> > >> aceleração da expansão nos primeiros momentos de existência do
> universo
> > >> -trilionésimos de trilionésimos de segundo.
> > >>
> > >> Os modelos teóricos que tentam explicar esse universo
> > >> "inflacionário"
> > >> poderão agora ser analisados com mais precisão, usando os dados do
> > >> satélite
> > >> da Nasa.
> > >>
> > >> "Algumas [das teorias] já estão totalmente descartadas, algumas
> > >> estão
> > >> na beira do precipício e algumas estão perfeitamente bem", diz Bennet.
> > >> "Nós
> > >> estamos fazendo uma triagem entre elas." (Do "New York Times")
> > >>
> > >>
> > >> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
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SUBJECT: Melhor do que a natureza - Ludwig Gauckler, André Studart e Lorenz Bonderrer
FROM: José Renato Terra <jrma@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 19/03/2008 09:47

JORNAL DA CIÊNCIA - Notícias


JC e-mail 3472, de 18 de Março de 2008.
15. Melhor do que a natureza

Ao adaptar estrutura que forma conchas marinhas, grupo de cientistas com participação brasileira desenvolve plástico da espessura de um quinto de fio de cabelo que pode esticar mais e é duas vezes mais resistente do que as conchas de moluscos

Fábio de Castro escreve para a "Agência Fapesp":

A estrutura em camadas das conchas de ostras e mariscos é responsável por um dos mais duros materiais naturais com base mineral. Um grupo de pesquisadores do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, com participação de um brasileiro, seguiu o mesmo princípio para desenvolver um novo compósito de alta flexibilidade e resistência.

Os autores do trabalho utilizaram minúsculas placas cerâmicas artificiais e um biopolímero para montar a estrutura em lâminas do novo material. O resultado foi uma película com a espessura de um quinto de fio de cabelo, mas com resistência mecânica duas vezes maior do que a das conchas.

A película pode ainda ser esticada para aumentar em 25% de seu tamanho original, enquanto a estrutura da concha se deforma no máximo 2% antes de romper. Com alta capacidade de deformação, o composto artificial absorve cerca de dez vezes mais energia durante a fratura do que as conchas, tornando o material extremamente forte.

O trabalho, realizado por Ludwig Gauckler, André Studart e Lorenz Bonderrer, foi publicado em fevereiro na revista Science. O estudo também foi divulgado pela Chemistry World, da Sociedade Real de Química do Reino Unido, e terá destaque na edição de abril da Materials Today.

De acordo com Studart, que depois de cinco anos em Zurique mudou-se há oito meses para Cambridge, nos Estados Unidos, onde é pesquisador na Universidade Harvard, o novo material é visualmente semelhante a um filme plástico comum. Mas as plaquetas de cerâmica, que correspondem a até 15% de sua composição, dão as características especiais.

"Pelo fato de integrar materiais tão diferentes, o compósito combina as melhores propriedades de cada um: a alta resistência mecânica da cerâmica e a grande plasticidade dos polímeros", disse à "Agência Fapesp".

O pesquisador se formou no Departamento de Engenharia de Materiais do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde estudou até o doutorado no grupo coordenado pelo professor Victor Pandolfelli.

Studart explica que, ao estudar as possibilidades de interações entre polímeros e materiais cerâmicos, o grupo de que fez parte procurou aprender as lições da natureza para harmonizar dois mundos aparentemente excludentes.

"Os polímeros têm uma temperatura de fusão muito baixa e são processados a cerca de 200º C. As cerâmicas são processadas a pelo menos 1.000ºC. No entanto, a natureza consegue conciliar esses dois materiais. Procuramos observar que ferramentas ela utiliza para, depois, adaptar ao nosso processo de trabalho", disse.

O pesquisador lembra, porém, que a ciência tem à sua disposição composições químicas muito mais abrangentes do que a própria natureza. Exemplo disso são os materiais híbridos (que misturam estruturas orgânicas e inorgânicas) como os que compõem dentes, ossos e conchas.

"O arsenal de opções químicas disponíveis na natureza para formação desses materiais é bastante limitado. Enquanto isso, nós temos toda a tabela periódica para utilizar. A natureza, no entanto, justamente por dispor de tão poucos elementos, teve necessidade de criar estruturas muito evoluídas para conseguir propriedades específicas. Tentamos observar esses caminhos e aplicar o imenso leque de composições químicas que temos à disposição", destacou.

Os pesquisadores não tentaram reproduzir o processo de formação da concha, mas apenas seus resultados. De acordo com Studart, a estrutura das conchas é formada pelo processo de biomineralização, que tem uma participação fundamental na liberação de determinadas proteínas pelas células do animal.

"Essas proteínas favorecem a precipitação de íons que estão na água do mar - no caso, cálcio e carbonato. Há grupos de pesquisa cuja abordagem adapta esse processo. Nós fomos por um caminho totalmente diferente, utilizando a tecnologia à disposição para conseguir resultados semelhantes", apontou.

Mesmo com um processo menos elaborado, os autores do estudo conseguiram atingir os resultados desejados. O "truque", segundo Studart, é utilizar composições químicas melhores do que as naturais.

"Enquanto o nosso compósito tem até 15% de plaquetas em sua composição, as cascas dos moluscos podem ter mais de 95% de plaquetas. Mas, pelo fato de as nossas plaquetas serem quatro vezes mais fortes do que as naturais, conseguimos propriedades mecânicas duas vezes maiores do que a das conchas", afirmou.

Questão de geometria

As plaquetas das conchas, diz André Studart, são feitas de carbonato de cálcio - mesmo material extremamente frágil que compõe o giz. Por isso sua concentração precisa ser tão alta, garantindo a dureza do material, mas diminuindo a sua plasticidade.

"O material que desenvolvemos é maleável. No entanto, usamos plaquetas de óxido de alumínio, o terceiro material mais duro conhecido, perdendo apenas para o diamante e o carboneto de silício. O que garante a combinação de alta resistência mecânica e plasticidade é a geometria específica das plaquetas", explicou.

A geometria a que Studart se refere é a razão entre o comprimento e a espessura das plaquetas inseridas na matriz plástica. Se elas são muito alongadas e finas, adquirem a estrutura frágil de vidro, rompendo-se sob tensão. Se forem muito curtas e espessas, não dão o reforço necessário.

"Elas precisam ser longas o suficiente para reforçar o material, mas não tanto a ponto de criar fraturas. A natureza precisa de plaquetas com comprimento equivalente a dez vezes a espessura. Como nossas plaquetas são mais resistentes, conseguimos uma geometria com comprimento 50 vezes maior do que a espessura. Com isso, o reforço é muito maior e as propriedades se mantêm", afirmou.

Para tornar a aplicação do novo material viável, será preciso adaptar as técnicas à produção em larga escala, utilizando processos mais rápidos de fabricação. "Por enquanto ainda temos problemas a serem resolvidos em escala laboratorial. Será preciso melhorar a adesão entre plaquetas e plástico. Esse processo tem que ser melhor controlado para que os materiais mantenham sempre as mesmas propriedades", disse.

Em Harvard, Studart integra suas especialidades em materiais inorgânicos à linha de pesquisa local, voltada para a área de fluidos complexos, que envolve cristais líquidos e emulsões.

"Nessa área, a preocupação é descrever a física dos fenômenos globais que envolvem os fluidos complexos. Em materiais inorgânicos, a ênfase está na engenharia e o interesse é produzir materiais inorgânicos com novas propriedades. A interface existe porque os fluidos complexos, como as suspensões, são muito utilizados na produção dos materiais inorgânicos, cuja estrutura será mais bem compreendida se soubermos mais sobre aqueles fenômenos físicos", disse Studart.

O artigo Bioinspired Design and Assembly of Platelet Reinforced Polymer Films, de Ludwig Gauckler e outros, pode ser lido por assinantes da Science em http://www.sciencemag.org

(Agência Fapesp, 18/3)



[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: idade do Universo
FROM: Manuel Bulcão <manuelbulcao@uol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 19/03/2008 13:03

Oi pessoal,

César: Até onde eu sei, a expansão acelerada do Universo descarta o
Big Crunch, então o Universo "iô-iô" foi descartado pelas evidências.

Manuel: Mesmo admitindo-se o Big Crunch, a hipótese do universo
cíclico apresenta um sério problema. Como demonstrou Tolman, na
história do universo há uma contínua transferência líquida de
energia de matéria para radiação. Essa radiação extra faz com que o
universo colapse num ritmo mais acelerado, o que produz um efeito
ricochete, ou seja, cada Big Bang será maior que o anterior, de modo
que os ciclos seriam cada vez maiores e mais longos. Demais, os
ciclos seguintes começariam sempre com mais buracos negros. Disso,
Tolman conclui que o universo cíclico é um processo irreversível que
não escapa da influência degenerativa da 2a. lei da termodinâmica,
pelo que também culminaria na morte térmica.

Todavia, se as condições do colapso forem muito extremas ao ponto de
nenhuma informação passar de um ciclo para outro, cada novo ciclo
começaria do zero, o que evitaria a morte térmica. Ocorre que, se
cada ciclo é fisicamente desconectado dos demais, então não faz
sentido dizer que um sucede - ou é anterior a - o outro: não
existiria um metatempo interligando-os.

César: Há uma outra hipótese que eu li por alto e sequer lembro o
nome que diz que quando o Universo atinge uma certa concentração
mínima, outro Big Bang acontece. Neste caso, o Universo seria
infinito e eterno...

Manuel: É o modelo cosmológico defendido pelos físicos da Escola de
Bruxelas (Ilya Prigogine 'et alii'). Segundo esses físicos, a
história do universo seria como uma reação química explosiva cujos
produtos de eliminação impedem a sua continuação até ao momento em
que forem eliminados e, por isso, uma nova explosão se torna
possível.

[]s
Manuel Bulcão



SUBJECT: Re: [ciencialist] Re: Ciências e valores humanos e outros
FROM: José Renato Terra <jrma@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 19/03/2008 22:15

Caro Homero, faço alguns reparos em seus argumentos, após JR...
...........................................
----- Original Message -----
From: "oraculo333" <oraculo@atibaia.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Friday, March 14, 2008 3:34 PM
Subject: [ciencialist] Re: Ciências e valores humanos e outros


Olá Jose Renato

J Renato: " O artigo de Luís Carlos Lopes, Ciências e valores humanos,
e o de Francisco Cesar Pinheiro Rodrigues, Células-tronco embrionárias
e o STF, têm os mesmos ingredientes dos argumento falaciosos pró-uso
de embriões congelados existentes no Brasil. "

De forma alguma! Se há falácias, e muitas, é no discurso religioso
disfarçado de "científico" que você, e outros religiosos, apresentam,
tentando impor seu ponto de vista a todos.

O argumento é claro, embriões congelados, mórulas, óvulos fecundados,
etc, não são seres humanos e não recebem proteção legal "à vida". Ponto.
JR - Isto é o que vc imagina ser - e parece acreditar que é - apesar de
saber que nada, repito, nada é inserido na estrutura genética do embrião
humano para "torná-lo" um ser humano, com DNA único, até o fim da vida.

Este é, graças a deus (piadinha..:-), um estado laico, e se seu amigo
imaginário deseja condenar todos os que assim procedem ao inferno
eterno, pelo "pecado" de tentar melhorar a vida de pessoas doentes
(pessoas de verdade, não agrupamentos de células) ou por tentar
entender e estudar o universo em que vivemos, inclusive os primatas da
espécie homo sapiens, por mim tudo bem. Mas deixe que ele se vire, ele
não precisa de sua ajuda para "lutar contra ateus infiéis" de toda
forma..:-=)
JR - Blá, blá, blá... Melhorar a vida de pessoas doentes esterminando seres
humanos! Como é mesmo que se chama isso?

Quer uma falácia? Tente esta:

J Renato: "Vale esclarecer que os embriões mantidos congelados nessas
clínicas não são "descartados em lixo hospitalar"."

Irrelevante. Descartados ou mantidos indefinidamente em suspensão
criogência, não servem para NADA e não estão "vivendo" como seres
humanos. Inclusive, se há uma "alma" enfiada nesses grupamentos de
células por uma divindade imaginária, não consigo imaginar tormento
pior que passar a eternidade congelado, sem chance de escapar.
JR - Vc acredita que seja isso, apesar de saber que há um contrato assinado
e registrado para manutenção dos embriões congelados para uma futura
inseminação.

Se fosse coerente com suas crenças, deveria lutar para que sua
existências fossem finalizadas, com doação de suas células, ou com o
descarte imediato!
JR - Tentamos conscientizar as pessoas que a inseminação in vitro e o
congelamento de embriões é o início desse absurdo que hoje se deseja
corrigir com uma solução que livre os custos das clínicas e acabe com os
filhos congelados dos clientes.

Mas não, parece preferir que sejam mantidos presos nesse limbo criogênico.
JR - Vc é tão caridoso! Por que não usou sua inteligência para se evitar
chegar a essa situação?

Ou talvez esteja esperando que, proibido o uso, e proibido o descarte,
consiga finalmente proibir a fertilização in vitro, que produz
embriões excedentes, e proibir toda e qualquer pesquisa que,
aumentando nosso conhecimento sobre biologia e sobre seres humanos,
nos de mais evidências de que NÃO somos filhos de uma deus maluco e
imaginário, e sim primatas que evoluiram como qualquer outro primata
(que medo vocês tem disso, não?).
JR - Mas nisso eu também creio, não somos filhos de um maluco imaginário e
sim de um milagre concreto, vida e existências reais.

Fertilizações in vitro produzem embriões. Excedentes não são
implantados. Ser descartado ou ser usado em pesquisas, é a mesma
coisa. Ser mantido eternamente em criogenia, idem.
JR - Simples assim? Agora imagine que um oméro da vida, desses que pensam e
decidem voluntariosamente como você, ache que vc deve ser congelado e/ou
usado para pesquisas. Vc concordaria?

A questão, bem esplanada nesses artigos todos que você combate, é, não
há motivo que impeça o uso de embriões para pesquisa, para descarte ou
para o que for. Nenhum, pois não são seres humanos, embora tenham
potencial de vir a ser, como, aliás, toda célula de nosso corpo (cuspa
na rua, JR, e as células de pele em sua saliva poderiam, em um bom
laboratório, ser clonadas e se transformar em um ser humano, ou seja,
tem potencial de vir a ser).
JR - Vejo que vc sabe que uma célula humana estimulada em laboratório
estrutura um embrião humano que se parecerá conosco após algum tempo. Sabe
também que a célula não é um ser humano, nem tem a estrutura genética de um
embrião. Suas viseiras estão fora do lugar e, por mais que negue, estão lhe
deixando ver a realidade do que é um embrião.

Religiosos deveriam agir conforme sua consciência e se abster de
tentar impor essas superstições as pessoas que não comungam delas. Por
exemplo, se você mudar de religião, se se tornar judeu (ou se tivesse
nascido judeu) , não oporia mais objeção a aborto ou pesquisas de
células tronco.
JR - Leia isso ante um espelho, Homero, trocando as palavras religiosos, etc
por outras que lhe são pertinentes.

Se deixarmos malucos de uma religião controlar o "certo e errado",
cada religião exigiria que fosse o "seu" certo e errado o padrão e modelo.
JR - Vc prefere deixar que tipo de maluco controlar o "certo e errado"?

E se há algo que a história deveria ter nos ensinado, é que padrões de
certo e errado de religiões em geral dão em burradas enormes e grandes
injustiças. Além de um atraso gigantesco no processo civilizatório.
Em algum momento futuro, agora ou mais tarde, essas superstições serão
vencidas, como vem sendo vencidas em países mais civilizados. O
esforço que a religião faz tentando impedir o inevitável apenas causa
mais dor e sofrimento as pessoas, mais abortos clandestinos, mais
demora para estudos científicos, etc.
JR - As supertições já estão em desuso, inclusive uma que vc preza e cultua:
a crença que considera que a Ciência sabe tudo e faz melhor o que já existe.

Um abraço.
Homero

Abraços
José Renato
..............................................................................................................

--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, José Renato Terra <jrma@...>
escreveu
>
> Caro, Sílvio!
>
> O artigo de Luís Carlos Lopes, Ciências e valores humanos, e o de
Francisco
> Cesar Pinheiro Rodrigues, Células-tronco embrionárias e o STF, têm
os mesmos
> ingredientes dos argumento falaciosos pró-uso de embriões congelados
> existentes no Brasil. Todos são possuidores da característica básica
de -
> sob um véu de pseudo eruditismo histórico - "forçar a barra" no
objetivo de
> convencer os leitores de qualquer maneira com uso de recursos aéticos.
> Parecem feitos em série. Outro exemplo claro é o artigo
"Células-tronco:
> será a ciência ajuizada?", veiculado em A TARDE - Opinião, 12.03.08,
o Dr.
> Marcos Luna ressalta, entre hífens, uma informação que induz os
leitores
> menos atentos a concordarem com a destruição e uso em pesquisas dos
embriões
> preservados em sistema criogênico nas clínicas de inseminação
artificial.
>
> Transcrevo aqui o parágrafo para melhor entendimento:
> "A questão remete ao projeto acadêmico/científico de manipulação
genética
> usando embriões congelados há três anos - a serem descartados em lixo
> hospitalar -, mas ainda aos portadores de células-tronco
regenerativas e à
> pregação religiosa-dogmática sobre o conceito do início e fim da vida."
> Perceber que as células, o espermatozóide e o óvulo humano estão vivos.
> Entretanto, somente após a fecundação é que a estrutura genética,
resultante
> dessa "fusão", detém no seu DNA todos os elementos de um ser humano,
único,
> pessoal, até o fim da vida desse sistema psico-biológico chamado de ser
> humano.
>
> Vale esclarecer que os embriões mantidos congelados nessas clínicas
não são
> "descartados em lixo hospitalar". Está aí a principal questão que
movimenta
> os lobbyes dos que desejam se livrar desses embriões e, por tabela,
àqueles
> que aproveitam a oportunidade para fustigar a Igreja Católica.
> Basta conhecer a declaração do dono do maior estoque de embriões no
País -
> 4.657 acumulados nos últimos 18 anos* - que representam 90% dos
registrados
> em levantamento recente, Sr. José Gonçalves Franco Júnior, diretor
do Centro
> de Reprodução Humana Franco Júnior, de Ribeirão Preto-SP: "Isso aqui
[banco
> de embriões congelados] é uma bomba atômica." E explica porque: "Como a
> maioria dos casais não formalizou a doação para pesquisa e nem se
decide o
> que fazer com eles, [os embriões] vão ficando por aí. A qualquer
momento
> pode aparecer um casal querendo seu embrião de volta."(FSP-Ciência,
> 04.03.08)
>
> O Dr. Marcos Luna certamente não desconhece que o Conselho Federal de
> Medicina-CFM proíbe o descarte de embriões e determina que eles só
podem
> sair do laboratório onde foram produzidos com autorização assinada pelo
> casal doador e registrada em cartório. Não desconhece também que estão
> disponíveis para pesquisas, diversas linhagens de células-tronco
> embrionárias em quantidade suficiente para *todas* as pesquisas a serem
> realizadas no mundo e que não há necessidade de destruir novos embriões.
>
> Abraços
>
> José Renato
>
> * De acordo com levantamento feito há três anos pela SBRA, havia 9914
> embriões congelados, dos quais 3210 estariam em condições de serem
> utilizados em pesquisas de células-tronco. Já por esse percentual
existiria
> um total de apenas 5174 embriões congelados.
> .................................................................
>
> ----- Original Message -----
> From: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@...>
> To: <Undisclosed-Recipient:;>
> Sent: Thursday, March 13, 2008 8:26 PM
> Subject: [ciencialist] Ciências e valores humanos
>
>
> Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes
>
> "O que é inaceitável é questionar a pesquisa de células-tronco com
base nos
> mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à
> humanidade"
>
> Luís Carlos Lopes é professor do programa de Pós-graduação em
Comunicação da
> Universidade Federal Fluminense. Artigo enviado pelo autor ao "JC
e-mail":
>
> Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da
humanidade.
> Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a maioria dos
> mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os 'mistérios' da
vida e do
> universo. Considerar a natureza e a vida humana como 'mistérios'
sustentou e
> ainda sustenta os que querem que a maioria viva na obscuridade; que
jamais
> saiam da caverna, enxergando a luz do sol. Para existir escravos,
dominados
> e dominadas é preciso que lhes sejam sonegados o saber; que este não
seja
> democratizado e acessível às maiorias.
>
> Na época do renascimento europeu, discutia-se o cosmos e a posição dos
> homens frente ao universo. Galileu foi condenado a abjurar, isto é
negar o
> que disse, porque tinha provas que a Terra se movia. Seus juízes, como
> outros de outras épocas, quase nada entendiam das idéias do célebre
> cientista. O julgaram com base na religião, nos sensos comuns e na
retórica
> de seus pseudos-conhecimentos.
>
> O destino de Giordano Bruno foi mais cruel. Foi executado (1600), na
> fogueira do Vaticano, por acreditar que existiriam 'múltiplos
mundos' e que
> se poderia ser 'radicalmente acadêmico de nenhuma academia'. Pensar
contra a
> ordem, mesmo que poucos compreendessem o que brilhantes intelectuais
> produziam, podia ser fatal. Muitos foram perseguidos, humilhados,
presos,
> deportados, torturados, executados simplesmente por terem idéias
originais e
> imensa paixão pelo conhecimento.
>
> As revoluções industriais, liberais e a primeira descolonização (século
> XVIII e XIX) mudaram este procedimento. Os cientistas desta época não
> deixaram de ser perseguidos, mas dificilmente eram mortos, apenas por
> pensarem diferentemente do que estava estabelecido consensualmente pelo
> poder político e social. Obviamente, eles sobreviveram por estarem
em locais
> que os protegiam. Se estivessem em outros, a história seria diferente.
> Grandes nomes, tais como Darwin, com sua teoria sobre a evolução das
> espécies e dos seres humanos, Marx, com sua teoria sobre o
capitalismo, seu
> método filosófico e sua crítica política, Pasteur com sua nova
biologia,
> tiveram imensos problemas.
>
> Foram admoestados, principalmente Marx, por ousar discutir a
natureza da
> nova ordem estabelecida na Europa e no mundo de seu tempo. Apesar
disto,
> puderam trabalhar e deixar uma herança que ainda hoje, mesmo com
revisões e
> atualizações, nutre a imaginação científica, em seus domínios
específicos.
>
> Ao longo do século passado, o legado das ciências matemáticas,
naturais e
> humanas foi desdobrado ao infinito. O cientista, agora um proletário
> especial, passou a produzir cada vez mais em equipe, atuando em
> laboratórios, universidades, governos e, até mesmo, em empresas.
>
> A partir das origens e da maior universalização da ciência, as
conquistas
> foram inúmeras. Muitas delas serviram para a expansão do poder de
quem já o
> tinha. Outras aumentaram as possibilidades de vida das maiorias. Ainda
> outras, permitiram que se compreendessem melhor os problemas da
natureza e
> da vida social. As ciências não servem a um único senhor, podem estar a
> serviço da humanidade ou militar contra a sobrevivência da espécie.
>
> O cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores de
mais de um
> século atrás. Tanto podem estar querendo tirar os homens da caverna,
como
> podem estar desenvolvendo artefatos que mantenham as sociedades na
maior
> ignorância ou mesmo as destruam.
>
> O paradoxo da ciência foi claramente exposto nos acontecimentos de
1945. A
> explosão da bomba atômica, na verdade um experimento
científico-político e
> militar, pôs a nu esta contradição. É preciso aplicar o princípio da
> vigilância democrática e humanista ao campo das teorias e das práticas
> científicas.
>
> O mais grave é sem dúvida o das práticas, pois nelas é que se podem
> desenvolver monstruosidades ou se operar 'milagres' humanistas. A
própria
> experiência da bomba revelou que os cientistas, em sua maioria,
reconhecem
> os seus erros e são capazes de fazer o possível, dentro de seus
limites,
> para evitar outras catástrofes baseadas em seu saber.
>
> A ciência e os cientistas não estão acima do bem e do mal. É possível
> discutir seus empreendimentos e verificar a pertinência dos mesmos
no que se
> refere aos interesses da humanidade. Até aí, não há o que objetar.
>
> O que é inaceitável é, por exemplo, impedir o ensino da teoria da
evolução
> nas escolas, sob o pretexto da ofensa à tradição religiosa.
Interditar o
> avanço para as mulheres que o aborto provocou comprovadamente pelo
mundo
> afora. Questionar a pesquisa de células-tronco com base nos mesmos
velhos
> preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à humanidade.
>
> Obviamente, os religiosos têm o direito a ter suas idéias, mas elas não
> podem ser impostas ao conjunto da sociedade e a domínios que as
religiões
> não compreendem. A argumentação religiosa deve ser respeitada, como
qualquer
> outro tipo de argumentação, dentro dos seus limites. Imagine-se, se
vamos
> voltar ao passado, quando a última palavra 'científica' era da
autoridade
> eclesiástica. Qualquer hora se estará reacendendo as fogueiras da
> Inquisição. Todos têm o direito à palavra, porém é preciso delimitar
espaços
> e privilegiar a inteligência frente ao monstro da ignorância.
>
> Os que julgaram Galileu e Bruno quase nada entendiam de suas
ciências. Os
> julgaram a partir da tradição e dos sensos comuns. Fizeram a mesma
coisa, os
> que condenaram e ainda condenam radicalmente, Darwin, Pasteur, Marx
e muitos
> outros.
>
> Os que julgam e repelem os que pensam na atual fase da modernidade, não
> procedem de modo diverso. A luta argumentativa para se validar tem
que ir
> além dos limites da tradição e dos sensos comuns.
>
> As idéias precisam ser debatidas para avançarem e não impedidas de
circular.
> A pesquisa só funciona se tiver liberdade de ação e profundo sentido
ético.
> A ética da pesquisa não pode se fundamentar em dogmas das tradições
e, sim,
> na validade social do experimento. Se a pesquisa sobre as
células-tronco
> pode salvar vidas é ridículo tentar objetar o seu caminho.
>



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SUBJECT: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros
FROM: José Renato Terra <jrma@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 19/03/2008 22:32

É fácil ser a favor, Amauri, quando não é vc quem sofre o extermínio. Esse
raciocínio de usar os embriões para pesquisar a cura de doenças que fazem
tantos sofrerem nos leva a utilizar, populações carentes para testar
medicamentos e/ou procedimentos experimentais; criar clones ou seres humanos
para servirem de doadores de órgãos a que puder custear; e todas as
facilidades que o que pagam teriam em detrimento daqueles que não têm como
se defender desse absurdo. Depois não sabemos porque a violência cresce a
cada dia em nosso meio. Por mais argumentos "caridosos" que vc tenha- desde
que utilize a dor dos outros, claro - não podemos fechar os olhos para os
valores que já existem em nossos códigos de justiça: é considerado um
assassinato qualificado quando existem três condições em sua execução: a
vítima não teve qualquer chance de defesa, a vítima estava sob a tutela do
assassino e o crime foi cometido por motivo fútil.
Abraços
José Renato
.................................................................................

From: "Amauri N. Sanches Jr " <amaurij@gmail.com>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Friday, March 14, 2008 4:52 PM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros


eu sou a favor, muito porém sei que a industria farmacêutica ganhará
muito...

Em 14/03/08, José Renato Terra <jrma@terra.com.br> escreveu:
>
> Caro, Sílvio!
>
> O artigo de Luís Carlos Lopes, Ciências e valores humanos, e o de
> Francisco
> Cesar Pinheiro Rodrigues, Células-tronco embrionárias e o STF, têm os
> mesmos
> ingredientes dos argumento falaciosos pró-uso de embriões congelados
> existentes no Brasil. Todos são possuidores da característica básica de -
> sob um véu de pseudo eruditismo histórico - "forçar a barra" no objetivo
> de
> convencer os leitores de qualquer maneira com uso de recursos aéticos.
> Parecem feitos em série. Outro exemplo claro é o artigo "Células-tronco:
> será a ciência ajuizada?", veiculado em A TARDE - Opinião, 12.03.08, o Dr.
>
> Marcos Luna ressalta, entre hífens, uma informação que induz os leitores
> menos atentos a concordarem com a destruição e uso em pesquisas dos
> embriões
> preservados em sistema criogênico nas clínicas de inseminação artificial.
>
> Transcrevo aqui o parágrafo para melhor entendimento:
> "A questão remete ao projeto acadêmico/científico de manipulação genética
> usando embriões congelados há três anos - a serem descartados em lixo
> hospitalar -, mas ainda aos portadores de células-tronco regenerativas e à
>
> pregação religiosa-dogmática sobre o conceito do início e fim da vida."
> Perceber que as células, o espermatozóide e o óvulo humano estão vivos.
> Entretanto, somente após a fecundação é que a estrutura genética,
> resultante
> dessa "fusão", detém no seu DNA todos os elementos de um ser humano,
> único,
> pessoal, até o fim da vida desse sistema psico-biológico chamado de ser
> humano.
>
> Vale esclarecer que os embriões mantidos congelados nessas clínicas não
> são
> "descartados em lixo hospitalar". Está aí a principal questão que
> movimenta
> os lobbyes dos que desejam se livrar desses embriões e, por tabela,
> àqueles
> que aproveitam a oportunidade para fustigar a Igreja Católica.
> Basta conhecer a declaração do dono do maior estoque de embriões no País -
>
> 4.657 acumulados nos últimos 18 anos* - que representam 90% dos
> registrados
> em levantamento recente, Sr. José Gonçalves Franco Júnior, diretor do
> Centro
> de Reprodução Humana Franco Júnior, de Ribeirão Preto-SP: "Isso aqui
> [banco
> de embriões congelados] é uma bomba atômica." E explica porque: "Como a
> maioria dos casais não formalizou a doação para pesquisa e nem se decide o
>
> que fazer com eles, [os embriões] vão ficando por aí. A qualquer momento
> pode aparecer um casal querendo seu embrião de volta."(FSP-Ciência,
> 04.03.08)
>
> O Dr. Marcos Luna certamente não desconhece que o Conselho Federal de
> Medicina-CFM proíbe o descarte de embriões e determina que eles só podem
> sair do laboratório onde foram produzidos com autorização assinada pelo
> casal doador e registrada em cartório. Não desconhece também que estão
> disponíveis para pesquisas, diversas linhagens de células-tronco
> embrionárias em quantidade suficiente para *todas* as pesquisas a serem
> realizadas no mundo e que não há necessidade de destruir novos embriões.
>
> Abraços
>
> José Renato
>
> * De acordo com levantamento feito há três anos pela SBRA, havia 9914
> embriões congelados, dos quais 3210 estariam em condições de serem
> utilizados em pesquisas de células-tronco. Já por esse percentual
> existiria
> um total de apenas 5174 embriões congelados.
> .................................................................
>
> ----- Original Message -----
> From: "SILVIO CORDEIRO"
> <scordeiroes@superig.com.br<scordeiroes%40superig.com.br>
> >
> To: <Undisclosed-Recipient:;>
> Sent: Thursday, March 13, 2008 8:26 PM
> Subject: [ciencialist] Ciências e valores humanos
>
> Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes
>
> "O que é inaceitável é questionar a pesquisa de células-tronco com base
> nos
> mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à
> humanidade"
>
> Luís Carlos Lopes é professor do programa de Pós-graduação em Comunicação
> da
> Universidade Federal Fluminense. Artigo enviado pelo autor ao "JC e-mail":
>
> Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da humanidade.
> Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a maioria dos
> mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os 'mistérios' da vida e do
>
> universo. Considerar a natureza e a vida humana como 'mistérios' sustentou
> e
> ainda sustenta os que querem que a maioria viva na obscuridade; que jamais
>
> saiam da caverna, enxergando a luz do sol. Para existir escravos,
> dominados
> e dominadas é preciso que lhes sejam sonegados o saber; que este não seja
> democratizado e acessível às maiorias.
>
> Na época do renascimento europeu, discutia-se o cosmos e a posição dos
> homens frente ao universo. Galileu foi condenado a abjurar, isto é negar o
>
> que disse, porque tinha provas que a Terra se movia. Seus juízes, como
> outros de outras épocas, quase nada entendiam das idéias do célebre
> cientista. O julgaram com base na religião, nos sensos comuns e na
> retórica
> de seus pseudos-conhecimentos.
>
> O destino de Giordano Bruno foi mais cruel. Foi executado (1600), na
> fogueira do Vaticano, por acreditar que existiriam 'múltiplos mundos' e
> que
> se poderia ser 'radicalmente acadêmico de nenhuma academia'. Pensar contra
> a
> ordem, mesmo que poucos compreendessem o que brilhantes intelectuais
> produziam, podia ser fatal. Muitos foram perseguidos, humilhados, presos,
> deportados, torturados, executados simplesmente por terem idéias originais
> e
> imensa paixão pelo conhecimento.
>
> As revoluções industriais, liberais e a primeira descolonização (século
> XVIII e XIX) mudaram este procedimento. Os cientistas desta época não
> deixaram de ser perseguidos, mas dificilmente eram mortos, apenas por
> pensarem diferentemente do que estava estabelecido consensualmente pelo
> poder político e social. Obviamente, eles sobreviveram por estarem em
> locais
> que os protegiam. Se estivessem em outros, a história seria diferente.
> Grandes nomes, tais como Darwin, com sua teoria sobre a evolução das
> espécies e dos seres humanos, Marx, com sua teoria sobre o capitalismo,
> seu
> método filosófico e sua crítica política, Pasteur com sua nova biologia,
> tiveram imensos problemas.
>
> Foram admoestados, principalmente Marx, por ousar discutir a natureza da
> nova ordem estabelecida na Europa e no mundo de seu tempo. Apesar disto,
> puderam trabalhar e deixar uma herança que ainda hoje, mesmo com revisões
> e
> atualizações, nutre a imaginação científica, em seus domínios específicos.
>
> Ao longo do século passado, o legado das ciências matemáticas, naturais e
> humanas foi desdobrado ao infinito. O cientista, agora um proletário
> especial, passou a produzir cada vez mais em equipe, atuando em
> laboratórios, universidades, governos e, até mesmo, em empresas.
>
> A partir das origens e da maior universalização da ciência, as conquistas
> foram inúmeras. Muitas delas serviram para a expansão do poder de quem já
> o
> tinha. Outras aumentaram as possibilidades de vida das maiorias. Ainda
> outras, permitiram que se compreendessem melhor os problemas da natureza e
>
> da vida social. As ciências não servem a um único senhor, podem estar a
> serviço da humanidade ou militar contra a sobrevivência da espécie.
>
> O cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores de mais de
> um
> século atrás. Tanto podem estar querendo tirar os homens da caverna, como
> podem estar desenvolvendo artefatos que mantenham as sociedades na maior
> ignorância ou mesmo as destruam.
>
> O paradoxo da ciência foi claramente exposto nos acontecimentos de 1945. A
>
> explosão da bomba atômica, na verdade um experimento científico-político e
>
> militar, pôs a nu esta contradição. É preciso aplicar o princípio da
> vigilância democrática e humanista ao campo das teorias e das práticas
> científicas.
>
> O mais grave é sem dúvida o das práticas, pois nelas é que se podem
> desenvolver monstruosidades ou se operar 'milagres' humanistas. A própria
> experiência da bomba revelou que os cientistas, em sua maioria, reconhecem
>
> os seus erros e são capazes de fazer o possível, dentro de seus limites,
> para evitar outras catástrofes baseadas em seu saber.
>
> A ciência e os cientistas não estão acima do bem e do mal. É possível
> discutir seus empreendimentos e verificar a pertinência dos mesmos no que
> se
> refere aos interesses da humanidade. Até aí, não há o que objetar.
>
> O que é inaceitável é, por exemplo, impedir o ensino da teoria da evolução
>
> nas escolas, sob o pretexto da ofensa à tradição religiosa. Interditar o
> avanço para as mulheres que o aborto provocou comprovadamente pelo mundo
> afora. Questionar a pesquisa de células-tronco com base nos mesmos velhos
> preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à humanidade.
>
> Obviamente, os religiosos têm o direito a ter suas idéias, mas elas não
> podem ser impostas ao conjunto da sociedade e a domínios que as religiões
> não compreendem. A argumentação religiosa deve ser respeitada, como
> qualquer
> outro tipo de argumentação, dentro dos seus limites. Imagine-se, se vamos
> voltar ao passado, quando a última palavra 'científica' era da autoridade
> eclesiástica. Qualquer hora se estará reacendendo as fogueiras da
> Inquisição. Todos têm o direito à palavra, porém é preciso delimitar
> espaços
> e privilegiar a inteligência frente ao monstro da ignorância.
>
> Os que julgaram Galileu e Bruno quase nada entendiam de suas ciências. Os
> julgaram a partir da tradição e dos sensos comuns. Fizeram a mesma coisa,
> os
> que condenaram e ainda condenam radicalmente, Darwin, Pasteur, Marx e
> muitos
> outros.
>
> Os que julgam e repelem os que pensam na atual fase da modernidade, não
> procedem de modo diverso. A luta argumentativa para se validar tem que ir
> além dos limites da tradição e dos sensos comuns.
>
> As idéias precisam ser debatidas para avançarem e não impedidas de
> circular.
> A pesquisa só funciona se tiver liberdade de ação e profundo sentido
> ético.
> A ética da pesquisa não pode se fundamentar em dogmas das tradições e,
> sim,
> na validade social do experimento. Se a pesquisa sobre as células-tronco
> pode salvar vidas é ridículo tentar objetar o seu caminho.
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"Se vc não tem atitude, mantenha pelo menos a palavra!"

("Quem quer que haja construído um novo céu, só no seu próprio inferno
encontrou energia para fazê-lo!" Nietszche)

"Não importa o que fizeram a você.
O que importa é o que você faz com
aquilo que fizeram para você".

Jean-Paul Sartre (1905-1980)
Filósofo francês


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SUBJECT: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos
FROM: José Renato Terra <jrma@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 19/03/2008 22:50

Caro, Álvaro!
Certamente vc não conhece a obra de Marx e sua influência na cultura do
nosso mundo atual.
Não é uma questão de simpatia, mas sim de conhecimento e discernimento.
Abraços
José Renato
...........................................

----- Original Message -----
From: "Alvaro Augusto (U)" <alvaro@daelt.sh06.com>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Monday, March 17, 2008 11:41 AM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos


>O professor Luís Carlos Lopes pode pensar da maneira como quiser. A ele é
> reservada essa liberdade, que não existiu em nenhum outro lugar, em
> nenhuma
> outra era, e que hoje mesmo inexiste em vários lugares do mundo. Contudo,
> tenho dificuldades em levar a sério um texto que coloca Darwin, Pasteur e
> ... Marx no mesmo patamar, e que reduz o processo contra Galileu a um
> conflito entre idéias científicas. Foi muito mais complicado do que isso,
> como já discutido nessa lista em outros tempos.
>
> Em tempo: "o cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores
> de
> mais de um século atrás"? Bem, com poucas excessões, como Faraday,
> Einstein,
> Marie Curie e outros, o cientista de um século atrás era frequentemente um
> nobre, um bem-nascido, um herdeiro rico que podia gastar seu tempo e
> dinheiro como bem quisesse. Alguns gastavam em cavalos, outros, em
> "diversões científicas". Assim, a ciência não perdeu seu romantismo, mas
> apenas deixou de ser um passatempo das elites para se tornar uma
> profissão.
>
> [ ]s
>
> Alvaro Augusto de Almeida
> http://www.alvaroaugusto.com.br
> alvaro@lunabay.com.br
>
>
>
> ----- Original Message -----
> From: "José Renato Terra" <jrma@terra.com.br>
> To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
> Sent: Monday, March 17, 2008 10:44 AM
> Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos
>
>
>> Victor, seu desabafo é típico dos que não suportam conviver com pessoas
>> que
>> não pensam e agem como vc, pessoas com idéias e atitudes diferentes da
>> sua.
>> Parece que seu ideal seria voltar aos bons tempos da lei da selva, da lei
>> do
>> mais
>> forte, quando se podia exterminar impunemente o que ou quem nos
>> incomodasse.
>> Ou vc nasceu tarde ou a humanidade cresceu mais rápido do que o desejado.
>> Abraços
>> José Renato
>> ...........................................
>>
>> ----- Original Message -----
>> From: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
>> To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
>> Sent: Friday, March 14, 2008 9:52 AM
>> Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos
>>
>>
>> O Prof. L.C.Lopes simplesmente rearfirma o seguinte fato: a história se
>> repete! Ainda que com outras roupagens e motivações.
>> Experiências do passado, negras e danosas para a humanidade, em nadinha
>> serviram de lição para nós. E o de lascar é que dentro de + mil anos
>> haverá
>> um outro L.Carlos Lopes para discernir sobre a mesma coisa, registrar
>> seu
>> espanto, ficar de boca escancarada e olhos esbugalhados, esperando a vida
>> passar e coisas imbecis do tipo acontecerem. É toddy, com ph de farmácia!
>> E o pior é que ele, eu e outros de nossa laia, podemos fazer exatamente o
>> seguinte: nada!.
>>
>> Sds,
>> Victor.
>>
>>
>> ----- Original Message -----
>> From: SILVIO CORDEIRO
>> To: "Undisclosed-Recipient:;"@mx.uol.com.br
>> Sent: Thursday, March 13, 2008 8:26 PM
>> Subject: [ciencialist] Ciências e valores humanos
>>
>>
>> Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes
>>
>> "O que é inaceitável é questionar a pesquisa de células-tronco com base
>> nos mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram
>> à
>> humanidade"
>>
>> Luís Carlos Lopes é professor do programa de Pós-graduação em
>> Comunicação
>> da Universidade Federal Fluminense. Artigo enviado pelo autor ao "JC
>> e-mail":
>>
>> Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da
>> humanidade.
>> Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a maioria dos
>> mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os 'mistérios' da vida e
>> do
>> universo. Considerar a natureza e a vida humana como 'mistérios'
>> sustentou
>> e
>> ainda sustenta os que querem que a maioria viva na obscuridade; que
>> jamais
>> saiam da caverna, enxergando a luz do sol. Para existir escravos,
>> dominados
>> e dominadas é preciso que lhes sejam sonegados o saber; que este não seja
>> democratizado e acessível às maiorias.
>>
>> Na época do renascimento europeu, discutia-se o cosmos e a posição dos
>> homens frente ao universo. Galileu foi condenado a abjurar, isto é negar
>> o
>> que disse, porque tinha provas que a Terra se movia. Seus juízes, como
>> outros de outras épocas, quase nada entendiam das idéias do célebre
>> cientista. O julgaram com base na religião, nos sensos comuns e na
>> retórica
>> de seus pseudos-conhecimentos.
>>
>> O destino de Giordano Bruno foi mais cruel. Foi executado (1600), na
>> fogueira do Vaticano, por acreditar que existiriam 'múltiplos mundos' e
>> que
>> se poderia ser 'radicalmente acadêmico de nenhuma academia'. Pensar
>> contra
>> a
>> ordem, mesmo que poucos compreendessem o que brilhantes intelectuais
>> produziam, podia ser fatal. Muitos foram perseguidos, humilhados, presos,
>> deportados, torturados, executados simplesmente por terem idéias
>> originais
>> e
>> imensa paixão pelo conhecimento.
>>
>> As revoluções industriais, liberais e a primeira descolonização (século
>> XVIII e XIX) mudaram este procedimento. Os cientistas desta época não
>> deixaram de ser perseguidos, mas dificilmente eram mortos, apenas por
>> pensarem diferentemente do que estava estabelecido consensualmente pelo
>> poder político e social. Obviamente, eles sobreviveram por estarem em
>> locais
>> que os protegiam. Se estivessem em outros, a história seria diferente.
>> Grandes nomes, tais como Darwin, com sua teoria sobre a evolução das
>> espécies e dos seres humanos, Marx, com sua teoria sobre o capitalismo,
>> seu
>> método filosófico e sua crítica política, Pasteur com sua nova biologia,
>> tiveram imensos problemas.
>>
>> Foram admoestados, principalmente Marx, por ousar discutir a natureza da
>> nova ordem estabelecida na Europa e no mundo de seu tempo. Apesar disto,
>> puderam trabalhar e deixar uma herança que ainda hoje, mesmo com revisões
>> e
>> atualizações, nutre a imaginação científica, em seus domínios
>> específicos.
>>
>> Ao longo do século passado, o legado das ciências matemáticas, naturais
>> e
>> humanas foi desdobrado ao infinito. O cientista, agora um proletário
>> especial, passou a produzir cada vez mais em equipe, atuando em
>> laboratórios, universidades, governos e, até mesmo, em empresas.
>>
>> A partir das origens e da maior universalização da ciência, as
>> conquistas
>> foram inúmeras. Muitas delas serviram para a expansão do poder de quem já
>> o
>> tinha. Outras aumentaram as possibilidades de vida das maiorias. Ainda
>> outras, permitiram que se compreendessem melhor os problemas da natureza
>> e
>> da vida social. As ciências não servem a um único senhor, podem estar a
>> serviço da humanidade ou militar contra a sobrevivência da espécie.
>>
>> O cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores de mais de
>> um século atrás. Tanto podem estar querendo tirar os homens da caverna,
>> como
>> podem estar desenvolvendo artefatos que mantenham as sociedades na maior
>> ignorância ou mesmo as destruam.
>>
>> O paradoxo da ciência foi claramente exposto nos acontecimentos de 1945.
>> A
>> explosão da bomba atômica, na verdade um experimento científico-político
>> e
>> militar, pôs a nu esta contradição. É preciso aplicar o princípio da
>> vigilância democrática e humanista ao campo das teorias e das práticas
>> científicas.
>>
>> O mais grave é sem dúvida o das práticas, pois nelas é que se podem
>> desenvolver monstruosidades ou se operar 'milagres' humanistas. A própria
>> experiência da bomba revelou que os cientistas, em sua maioria,
>> reconhecem
>> os seus erros e são capazes de fazer o possível, dentro de seus limites,
>> para evitar outras catástrofes baseadas em seu saber.
>>
>> A ciência e os cientistas não estão acima do bem e do mal. É possível
>> discutir seus empreendimentos e verificar a pertinência dos mesmos no que
>> se
>> refere aos interesses da humanidade. Até aí, não há o que objetar.
>>
>> O que é inaceitável é, por exemplo, impedir o ensino da teoria da
>> evolução
>> nas escolas, sob o pretexto da ofensa à tradição religiosa. Interditar o
>> avanço para as mulheres que o aborto provocou comprovadamente pelo mundo
>> afora. Questionar a pesquisa de células-tronco com base nos mesmos velhos
>> preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à humanidade.
>>
>> Obviamente, os religiosos têm o direito a ter suas idéias, mas elas não
>> podem ser impostas ao conjunto da sociedade e a domínios que as religiões
>> não compreendem. A argumentação religiosa deve ser respeitada, como
>> qualquer
>> outro tipo de argumentação, dentro dos seus limites. Imagine-se, se vamos
>> voltar ao passado, quando a última palavra 'científica' era da autoridade
>> eclesiástica. Qualquer hora se estará reacendendo as fogueiras da
>> Inquisição. Todos têm o direito à palavra, porém é preciso delimitar
>> espaços
>> e privilegiar a inteligência frente ao monstro da ignorância.
>>
>> Os que julgaram Galileu e Bruno quase nada entendiam de suas ciências.
>> Os
>> julgaram a partir da tradição e dos sensos comuns. Fizeram a mesma coisa,
>> os
>> que condenaram e ainda condenam radicalmente, Darwin, Pasteur, Marx e
>> muitos
>> outros.
>>
>> Os que julgam e repelem os que pensam na atual fase da modernidade, não
>> procedem de modo diverso. A luta argumentativa para se validar tem que ir
>> além dos limites da tradição e dos sensos comuns.
>>
>> As idéias precisam ser debatidas para avançarem e não impedidas de
>> circular. A pesquisa só funciona se tiver liberdade de ação e profundo
>> sentido ético. A ética da pesquisa não pode se fundamentar em dogmas das
>> tradições e, sim, na validade social do experimento. Se a pesquisa sobre
>> as
>> células-tronco pode salvar vidas é ridículo tentar objetar o seu caminho.
>>
>> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
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SUBJECT: Phun - 2D Physics Sandbox - Um programa muito legal e instrutivo..:-)
FROM: "oraculo333" <oraculo@atibaia.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 20/03/2008 02:13

Olá pessoal

Este programa, pequeno e fácil de instalar e usar, é muito
interessante, para aprender leis da física e para diversão (ele
vicia..:-).

http://www.phun.at/

O Phun permite criar "coisas" como planos, correntes, círculos, boxes,
linhas, etc, e ligar uma nas outras, apoiar, modificar o atrito, a
densidade, e aspectos do ambiente como a gravidade.

No link acima tem um vídeo de demonstração, em que o autor vai
construindo elementos enquanto eles interagem. Por exemplo, ele criar
uma seqüencia de "tábuas" empilhadas em inclinação, e depois muda o
atrito dos objetos, de modo que estas "escorregem" umas sobre as outras.

Tem até uma comunidade no YouTube que filma as experiências e coloca
no site. http://www.youtube.com/group/phun

Um abraço.

Homero






SUBJECT: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros
FROM: "Luis Brudna" <luisbrudna@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 20/03/2008 10:34

Perai... não entendi esse argumento de ´criar clones ou seres
humanos para servirem de doadores de órgãos´.

Poderia explicar de onde tirou essa idéia?

Até
Luís Brudna


2008/3/19 José Renato Terra <jrma@terra.com.br>:
...ara testar
> medicamentos e/ou procedimentos experimentais; criar clones ou seres
> humanos
> para servirem de doadores de órgãos a que puder custear; e todas as
> facilidades que o que pagam teriam em detrimento daqueles que não têm como
> se defender desse absurdo. Depois não sabemos porque a violência cresce a
> cada dia em nosso meio. Por mais argum......
> Abraços
> José Renato
>


SUBJECT: transcrevo in Fapesp:
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <Undisclosed-Recipient:;>
DATE: 20/03/2008 11:21




Sinais orgânicos distantes



Agência FAPESP - Cientistas registraram, pela primeira vez, a presença de moléculas orgânicas em um planeta fora do Sistema Solar. Com ajuda do telescópio espacial Hubble, eles detectaram a assinatura espectroscópica do metano em um planeta com as dimensões de Júpiter e localizado a 63 anos-luz da Terra.

De acordo com os pequisadores, sob circunstâncias específicas o metano pode ter um papel-chave na química prebiótica - as reações químicas consideradas necessárias para formar vida na forma conhecida.

Embora metano tenha sido detectado na maior parte dos planetas do Sistema Solar, essa é a primeira vez que uma molécula orgânica foi registrada em planeta que orbita em torno de outra estrela. A descoberta foi publicada na edição desta quinta-feira (20/3) da revista Nature.

A descoberta comprova que o Hubble e as missões espaciais que deverão substituí-lo - como o telescópio espacial James Webb, das agências espaciais norte-americana (Nasa) e européia (ESA) - são capazes de detectar moléculas orgânicas em exoplanetas utilizando a espectroscopia, que separa a luz em seus componentes para revelar as "impressões digitais" de diversos elementos químicos.

"É um marco fundamental para eventualmente caracterizar moléculas prebióticas em planetas onde a vida possa existir", disse o autor principal da pesquisa, Mark Swain, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.

A descoberta ocorreu depois de extensas observações realizadas em maio de 2007 com a câmera de infravermelho próximo e espectrômetro de multiobjetos do Hubble. Ela também confirma a existência de moléculas de água na atmosfera do planeta, identificada pelo telescópio Spitzer. "Com essa observação, não há mais qualquer dúvida sobre a presença de água", disse Swain.

O planeta com metano e vapor d'água, conhecido como HD 189733b, está a 63 anos-luz da Terra na constelação Vulpecula ("pequena raposa"). Ele tem proporções semelhantes às de Júpiter, mas é muito mais quente.

A distância do exoplaneta em relação à sua estrela é tão pequena que ele leva pouco mais de dois dias para completar sua órbita. Sua atmosfera chega a 900 graus centígrados, o que equivale aproximadamente à temperatura de fusão da prata.

As observações foram feitas no momento em que o HD 189733b passava diante de sua estrela, no movimento conhecido pelos astrônomos como trânsito. Com a luz da estrela passando brevemente pela atmosfera ao longo do contorno do planeta, os gases atmosféricos imprimiram suas assinaturas únicas na luz estelar.

De acordo com outra autora do estudo, Giovanna Tinetti, da University College de Londres e da ESA, "a água, isoladamente, não poderia explicar as características espectrais observadas. A contribuição adicional do metano é necessária para explicar os dados obtidos pelo Hubble."


Quente demais para ter vida

O metano, composto de carbono e hidrogênio, é um dos principais componentes do gás natural. Na Terra, é produzido por uma variedade de fontes, como cupins, gado, oceanos e ambientes alagadiços, além de atividades humanas como aterros de lixo e subprodutos da geração de energia.

Giovanna, no entanto, descarta qualquer origem biológica para o metano encontrado no HD 189733b. "A atmosfera do planeta é quente demais mesmo para o mais resistente tipo de vida - pelo menos do tipo que conhecemos na Terra", afirmou.

Os astrônomos se surpreenderam ao descobrir que o planeta tinha mais metano do que o previsto por modelos convencionais para planetas do tipo "Júpiter quente". Esse tipo de planeta deveria ter muito mais monóxido de carbono que metano, mas não é o que ocorre no HD 189733b.

Segundo Giovanna, uma explicação possível é que "as observações do Hubble eram mais sensíveis do lado escuro desse planeta, onde a atmosfera é ligeiramente mais fria e os mecanismos fotomecânicos responsáveis pela destruição do metano são menos eficientes que do lado claro".

Embora o planeta, extremamente próximo da estrela, seja quente demais para abrigar vida na forma conhecida, "essa observação é a prova de que a espectroscopia pode eventualmente ser feita em um planeta potencialmente habitável, com tamanho mais próximo ao da Terra, mais frio e que orbite uma estrela do tipo anã-vermelha", disse Swain.

O objetivo principal dos estudos do gênero é identificar moléculas prebióticas na atmosfera de planetas nas "zonas habitáveis" em torno das estrelas, onde as temperaturas são ideais para a existência de água em estado líquido.

"Essa mensuração é um passo importante para determinar as condições em que a vida poderia existir, como temperatura, pressão, ventos, nuvens e a química dos planetas. A espectroscopia infravermelha é realmente a chave para esses estudos, por ser a forma mais adequada para detectar moléculas", destacou Swain.

O artigo The presence of methane in the atmosphere of an extrasolar planet, de Mark Swain e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.


20/03/2008

Agência FAPESP - Cientistas registraram, pela primeira vez, a presença de moléculas orgânicas em um planeta fora do Sistema Solar. Com ajuda do telescópio espacial Hubble, eles detectaram a assinatura espectroscópica do metano em um planeta com as dimensões de Júpiter e localizado a 63 anos-luz da Terra.

De acordo com os pequisadores, sob circunstâncias específicas o metano pode ter um papel-chave na química prebiótica - as reações químicas consideradas necessárias para formar vida na forma conhecida.

Embora metano tenha sido detectado na maior parte dos planetas do Sistema Solar, essa é a primeira vez que uma molécula orgânica foi registrada em planeta que orbita em torno de outra estrela. A descoberta foi publicada na edição desta quinta-feira (20/3) da revista Nature.

A descoberta comprova que o Hubble e as missões espaciais que deverão substituí-lo - como o telescópio espacial James Webb, das agências espaciais norte-americana (Nasa) e européia (ESA) - são capazes de detectar moléculas orgânicas em exoplanetas utilizando a espectroscopia, que separa a luz em seus componentes para revelar as "impressões digitais" de diversos elementos químicos.

"É um marco fundamental para eventualmente caracterizar moléculas prebióticas em planetas onde a vida possa existir", disse o autor principal da pesquisa, Mark Swain, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.

A descoberta ocorreu depois de extensas observações realizadas em maio de 2007 com a câmera de infravermelho próximo e espectrômetro de multiobjetos do Hubble. Ela também confirma a existência de moléculas de água na atmosfera do planeta, identificada pelo telescópio Spitzer. "Com essa observação, não há mais qualquer dúvida sobre a presença de água", disse Swain.

O planeta com metano e vapor d'água, conhecido como HD 189733b, está a 63 anos-luz da Terra na constelação Vulpecula ("pequena raposa"). Ele tem proporções semelhantes às de Júpiter, mas é muito mais quente.

A distância do exoplaneta em relação à sua estrela é tão pequena que ele leva pouco mais de dois dias para completar sua órbita. Sua atmosfera chega a 900 graus centígrados, o que equivale aproximadamente à temperatura de fusão da prata.

As observações foram feitas no momento em que o HD 189733b passava diante de sua estrela, no movimento conhecido pelos astrônomos como trânsito. Com a luz da estrela passando brevemente pela atmosfera ao longo do contorno do planeta, os gases atmosféricos imprimiram suas assinaturas únicas na luz estelar.

De acordo com outra autora do estudo, Giovanna Tinetti, da University College de Londres e da ESA, "a água, isoladamente, não poderia explicar as características espectrais observadas. A contribuição adicional do metano é necessária para explicar os dados obtidos pelo Hubble."


Quente demais para ter vida

O metano, composto de carbono e hidrogênio, é um dos principais componentes do gás natural. Na Terra, é produzido por uma variedade de fontes, como cupins, gado, oceanos e ambientes alagadiços, além de atividades humanas como aterros de lixo e subprodutos da geração de energia.

Giovanna, no entanto, descarta qualquer origem biológica para o metano encontrado no HD 189733b. "A atmosfera do planeta é quente demais mesmo para o mais resistente tipo de vida - pelo menos do tipo que conhecemos na Terra", afirmou.

Os astrônomos se surpreenderam ao descobrir que o planeta tinha mais metano do que o previsto por modelos convencionais para planetas do tipo "Júpiter quente". Esse tipo de planeta deveria ter muito mais monóxido de carbono que metano, mas não é o que ocorre no HD 189733b.

Segundo Giovanna, uma explicação possível é que "as observações do Hubble eram mais sensíveis do lado escuro desse planeta, onde a atmosfera é ligeiramente mais fria e os mecanismos fotomecânicos responsáveis pela destruição do metano são menos eficientes que do lado claro".

Embora o planeta, extremamente próximo da estrela, seja quente demais para abrigar vida na forma conhecida, "essa observação é a prova de que a espectroscopia pode eventualmente ser feita em um planeta potencialmente habitável, com tamanho mais próximo ao da Terra, mais frio e que orbite uma estrela do tipo anã-vermelha", disse Swain.

O objetivo principal dos estudos do gênero é identificar moléculas prebióticas na atmosfera de planetas nas "zonas habitáveis" em torno das estrelas, onde as temperaturas são ideais para a existência de água em estado líquido.

"Essa mensuração é um passo importante para determinar as condições em que a vida poderia existir, como temperatura, pressão, ventos, nuvens e a química dos planetas. A espectroscopia infravermelha é realmente a chave para esses estudos, por ser a forma mais adequada para detectar moléculas", destacou Swain.

O artigo The presence of methane in the atmosphere of an extrasolar planet, de Mark Swain e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.




[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Phun - 2D Physics Sandbox - Um programa muito legal e instrutivo..:-)
FROM: "Fabricio Braga" <fabribraga@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 20/03/2008 13:55

Já conhecia esse jogo, a algumas semanas atrás ele virou febre aqui na
empresa ehehe... E tem a versão pra Linux também (eu uso Linux), que
funciona muito bem.

Aqui tem um outro na mesma linha, só que com objetivo, mas esse só roda em
Windows:
http://www.experimentalgameplay.com/game.php?g=456

[]s
Fabricio Braga



2008/3/20 oraculo333 <oraculo@atibaia.com.br>:

> Olá pessoal
>
> Este programa, pequeno e fácil de instalar e usar, é muito
> interessante, para aprender leis da física e para diversão (ele
> vicia..:-).
>
> http://www.phun.at/
>
> O Phun permite criar "coisas" como planos, correntes, círculos, boxes,
> linhas, etc, e ligar uma nas outras, apoiar, modificar o atrito, a
> densidade, e aspectos do ambiente como a gravidade.
>
> No link acima tem um vídeo de demonstração, em que o autor vai
> construindo elementos enquanto eles interagem. Por exemplo, ele criar
> uma seqüencia de "tábuas" empilhadas em inclinação, e depois muda o
> atrito dos objetos, de modo que estas "escorregem" umas sobre as outras.
>
> Tem até uma comunidade no YouTube que filma as experiências e coloca
> no site. http://www.youtube.com/group/phun
>
> Um abraço.
>
> Homero
>
>
>


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros
FROM: "Oraculo" <oraculo@atibaia.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 20/03/2008 15:17

Olá Jose Renato

Seus argumentos, sempre os mesmos, não se sustentam sob um olhar crítico e minimamente racional. E mesmo fático. É a constante doutrinação religiosa que o leva a disparar esses absurdos.

J Renato: "Esse
raciocínio de usar os embriões para pesquisar a cura de doenças que fazem
tantos sofrerem nos leva a utilizar, populações carentes para testar
medicamentos e/ou procedimentos experimentais; criar clones ou seres humanos
para servirem de doadores de órgãos a que puder custear; e todas as
facilidades que o que pagam teriam em detrimento daqueles que não têm como
se defender desse absurdo. Depois não sabemos porque a violência cresce a
cada dia em nosso meio."

O resto do discurso é o mesmo e ninguém aguenta mais, então me abstenho de repetir tudo de novo, todas as refutações. Mas estes dois novos erros (bem, parcialmetne novos..:-) precisam de reparos. Primeiro, se um clone se torna adulto, ou melhor, se desenvolve até ter um cérebro, então todos nós, mesmo os defensores das pequisas, e MESMO os defensores do aborto, concordam que é um ser humano e tem proteção lega. Ous eja, sua falácia da ladeira escorregadia não "cola", pois ninguém pretende criar clones para retirar órgãos, EMBORA existam pesqusias que apontem para a clonagem de "PARTES" do corpo, como por exemplo criar um coração, APENAS um coração, a partir de suas células de pele, e permitir um transplante sem rejeição.

O que é BEM diferente de clonar um ser humano completo e retirar seu coração.

O "medo" que religosos tem da clonagem é espantoso, mas compreens[ível, pois esta demonstra de forma cabal que NÃO é necessário inserir um alma no ser humano, e demonstra cabalmetne que um embrião e uma célula de pele tem o mesmo potencial de vir a ser, sem ser preciso introduzir NADA em nenhum dos dois para gerar um ser humano.

O outro erro é a acusação, ingenua e pouco informada, sobre o "aumento da violência". Nosso passado histórico é bem claro, a violência foi sempre MAIOR do que a atual, e tem decrescido sempre, embora, é EVIDENTE, sempre seja possível encontrar locais específicos onde a violência grassa. Mas no passdo a violência era MUITO maior, e a civilização a tem reduzido de forma espantosa.

Povos pré agricultura, povos indigenas, povos pré escrita, etc, apresentam um ídice de violência maior do que o "século das guerras", o século XX. E paises onde o aborto é permitido, por exemplo a Finlandia, a Inglaterra, etc, tem os MENORES indices de violência de todo planeta. E as culturas mais apegadas e religião tem os MAIORES índices de violência do planeta. Isso deveria dizer algo para você.

Alguns dados concretos, para análise:

Como a lista não aceita imagens, vou tentar apresentar os dados com caracteres, da forma mais parecida com o gra´fico original.

O gráfico apresenta, no eixo Y, as culturas, no eixo X as porcentagens, que variam de 1 a 60%.É uma visão muito interessante.

Jivaro __________________________
Ianomani (Shamatari) __________________
Mae Enga ________________
Dugun Dani _____________
Murngin _____________
Ianomani (Namowei) ___________
Huli _________
Gebusi _____
EUA, Europa, Século XX _
1% 20% 40% 60%


Se o gráfico acima não ficar claro, está é a listagem: Jivaro, quase 60%, Ianomani (Shamatari) 40 e poucos por cento, Mae Enga quase 40%, Dugun Dani quase 25%, Murngin quase 25%, Ianomani (Namovei) quase 22%, Huli quase 20%, Gebusi quase 10%, EUA, Europa, seculo XX, 2%. Os povos listados, fora os EUA e Europa, são povos indigenas das americas e da Nova Guiné. Estes são dados coletados pelo arqueologo Lawrence Keeley, para sociedades que tem dados disponíveis.

As estatísticas incluem as duas guerras mundiais.

Que tipo de análise poderia ser feita a partir desses dados? Em que sociedade você teria menos chances de ser morto em guerras ou devido a violência, mesmo contando as duas guerras mundiais?

Mais alguns dados, coletados por antropologos. W.T. Divale investigou 99 grupos de caçadores coletores, e destes 68 estavam em guerra no momento do estudo, e todos declararam ter estado em guerra em algum momento do passado recente. Se isso se repetisse nos paises ocidentais, 68% deles estaria em guerra no momento, incluindo a maior parte dos paises da America Latina.

A violência, que vemos crescer, é a que nos atinge diretametne, devido ao aumento do número da população, e das condições de vida, que variam em relação a paises de primeiro mundo, terceiro mundo, crises mundiais, melhoras econômicas, etc. Mas são pontuais, e o índice de violência NÃO TEM NADA A VER com o abandono sistemático das idéias religiosas, cristãs ou católicas, pelo contrário. Esse abandono é um dos motivos da melhoria da qualidade de vida das pessoas e sociedades, claramente demonstrada em paises bem mais civilizados que o nosso.

Menos religião e fé, mais razão e mais civilização. É uma equação bem evidente hoje em dia..:-)

Um abraço.

Homero





----- Original Message -----
From: José Renato Terra
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Wednesday, March 19, 2008 10:32 PM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros


É fácil ser a favor, Amauri, quando não é vc quem sofre o extermínio. Esse
raciocínio de usar os embriões para pesquisar a cura de doenças que fazem
tantos sofrerem nos leva a utilizar, populações carentes para testar
medicamentos e/ou procedimentos experimentais; criar clones ou seres humanos
para servirem de doadores de órgãos a que puder custear; e todas as
facilidades que o que pagam teriam em detrimento daqueles que não têm como
se defender desse absurdo. Depois não sabemos porque a violência cresce a
cada dia em nosso meio. Por mais argumentos "caridosos" que vc tenha- desde
que utilize a dor dos outros, claro - não podemos fechar os olhos para os
valores que já existem em nossos códigos de justiça: é considerado um
assassinato qualificado quando existem três condições em sua execução: a
vítima não teve qualquer chance de defesa, a vítima estava sob a tutela do
assassino e o crime foi cometido por motivo fútil.
Abraços
José Renato
.................................................................................

From: "Amauri N. Sanches Jr " <amaurij@gmail.com>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Friday, March 14, 2008 4:52 PM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros

eu sou a favor, muito porém sei que a industria farmacêutica ganhará
muito...

Em 14/03/08, José Renato Terra <jrma@terra.com.br> escreveu:
>
> Caro, Sílvio!
>
> O artigo de Luís Carlos Lopes, Ciências e valores humanos, e o de
> Francisco
> Cesar Pinheiro Rodrigues, Células-tronco embrionárias e o STF, têm os
> mesmos
> ingredientes dos argumento falaciosos pró-uso de embriões congelados
> existentes no Brasil. Todos são possuidores da característica básica de -
> sob um véu de pseudo eruditismo histórico - "forçar a barra" no objetivo
> de
> convencer os leitores de qualquer maneira com uso de recursos aéticos.
> Parecem feitos em série. Outro exemplo claro é o artigo "Células-tronco:
> será a ciência ajuizada?", veiculado em A TARDE - Opinião, 12.03.08, o Dr.
>
> Marcos Luna ressalta, entre hífens, uma informação que induz os leitores
> menos atentos a concordarem com a destruição e uso em pesquisas dos
> embriões
> preservados em sistema criogênico nas clínicas de inseminação artificial.
>
> Transcrevo aqui o parágrafo para melhor entendimento:
> "A questão remete ao projeto acadêmico/científico de manipulação genética
> usando embriões congelados há três anos - a serem descartados em lixo
> hospitalar -, mas ainda aos portadores de células-tronco regenerativas e à
>
> pregação religiosa-dogmática sobre o conceito do início e fim da vida."
> Perceber que as células, o espermatozóide e o óvulo humano estão vivos.
> Entretanto, somente após a fecundação é que a estrutura genética,
> resultante
> dessa "fusão", detém no seu DNA todos os elementos de um ser humano,
> único,
> pessoal, até o fim da vida desse sistema psico-biológico chamado de ser
> humano.
>
> Vale esclarecer que os embriões mantidos congelados nessas clínicas não
> são
> "descartados em lixo hospitalar". Está aí a principal questão que
> movimenta
> os lobbyes dos que desejam se livrar desses embriões e, por tabela,
> àqueles
> que aproveitam a oportunidade para fustigar a Igreja Católica.
> Basta conhecer a declaração do dono do maior estoque de embriões no País -
>
> 4.657 acumulados nos últimos 18 anos* - que representam 90% dos
> registrados
> em levantamento recente, Sr. José Gonçalves Franco Júnior, diretor do
> Centro
> de Reprodução Humana Franco Júnior, de Ribeirão Preto-SP: "Isso aqui
> [banco
> de embriões congelados] é uma bomba atômica." E explica porque: "Como a
> maioria dos casais não formalizou a doação para pesquisa e nem se decide o
>
> que fazer com eles, [os embriões] vão ficando por aí. A qualquer momento
> pode aparecer um casal querendo seu embrião de volta."(FSP-Ciência,
> 04.03.08)
>
> O Dr. Marcos Luna certamente não desconhece que o Conselho Federal de
> Medicina-CFM proíbe o descarte de embriões e determina que eles só podem
> sair do laboratório onde foram produzidos com autorização assinada pelo
> casal doador e registrada em cartório. Não desconhece também que estão
> disponíveis para pesquisas, diversas linhagens de células-tronco
> embrionárias em quantidade suficiente para *todas* as pesquisas a serem
> realizadas no mundo e que não há necessidade de destruir novos embriões.
>
> Abraços
>
> José Renato
>
> * De acordo com levantamento feito há três anos pela SBRA, havia 9914
> embriões congelados, dos quais 3210 estariam em condições de serem
> utilizados em pesquisas de células-tronco. Já por esse percentual
> existiria
> um total de apenas 5174 embriões congelados.
> .................................................................
>
> ----- Original Message -----
> From: "SILVIO CORDEIRO"
> <scordeiroes@superig.com.br<scordeiroes%40superig.com.br>
> >
> To: <Undisclosed-Recipient:;>
> Sent: Thursday, March 13, 2008 8:26 PM
> Subject: [ciencialist] Ciências e valores humanos
>
> Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes
>
> "O que é inaceitável é questionar a pesquisa de células-tronco com base
> nos
> mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à
> humanidade"
>
> Luís Carlos Lopes é professor do programa de Pós-graduação em Comunicação
> da
> Universidade Federal Fluminense. Artigo enviado pelo autor ao "JC e-mail":
>
> Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da humanidade.
> Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a maioria dos
> mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os 'mistérios' da vida e do
>
> universo. Considerar a natureza e a vida humana como 'mistérios' sustentou
> e
> ainda sustenta os que querem que a maioria viva na obscuridade; que jamais
>
> saiam da caverna, enxergando a luz do sol. Para existir escravos,
> dominados
> e dominadas é preciso que lhes sejam sonegados o saber; que este não seja
> democratizado e acessível às maiorias.
>
> Na época do renascimento europeu, discutia-se o cosmos e a posição dos
> homens frente ao universo. Galileu foi condenado a abjurar, isto é negar o
>
> que disse, porque tinha provas que a Terra se movia. Seus juízes, como
> outros de outras épocas, quase nada entendiam das idéias do célebre
> cientista. O julgaram com base na religião, nos sensos comuns e na
> retórica
> de seus pseudos-conhecimentos.
>
> O destino de Giordano Bruno foi mais cruel. Foi executado (1600), na
> fogueira do Vaticano, por acreditar que existiriam 'múltiplos mundos' e
> que
> se poderia ser 'radicalmente acadêmico de nenhuma academia'. Pensar contra
> a
> ordem, mesmo que poucos compreendessem o que brilhantes intelectuais
> produziam, podia ser fatal. Muitos foram perseguidos, humilhados, presos,
> deportados, torturados, executados simplesmente por terem idéias originais
> e
> imensa paixão pelo conhecimento.
>
> As revoluções industriais, liberais e a primeira descolonização (século
> XVIII e XIX) mudaram este procedimento. Os cientistas desta época não
> deixaram de ser perseguidos, mas dificilmente eram mortos, apenas por
> pensarem diferentemente do que estava estabelecido consensualmente pelo
> poder político e social. Obviamente, eles sobreviveram por estarem em
> locais
> que os protegiam. Se estivessem em outros, a história seria diferente.
> Grandes nomes, tais como Darwin, com sua teoria sobre a evolução das
> espécies e dos seres humanos, Marx, com sua teoria sobre o capitalismo,
> seu
> método filosófico e sua crítica política, Pasteur com sua nova biologia,
> tiveram imensos problemas.
>
> Foram admoestados, principalmente Marx, por ousar discutir a natureza da
> nova ordem estabelecida na Europa e no mundo de seu tempo. Apesar disto,
> puderam trabalhar e deixar uma herança que ainda hoje, mesmo com revisões
> e
> atualizações, nutre a imaginação científica, em seus domínios específicos.
>
> Ao longo do século passado, o legado das ciências matemáticas, naturais e
> humanas foi desdobrado ao infinito. O cientista, agora um proletário
> especial, passou a produzir cada vez mais em equipe, atuando em
> laboratórios, universidades, governos e, até mesmo, em empresas.
>
> A partir das origens e da maior universalização da ciência, as conquistas
> foram inúmeras. Muitas delas serviram para a expansão do poder de quem já
> o
> tinha. Outras aumentaram as possibilidades de vida das maiorias. Ainda
> outras, permitiram que se compreendessem melhor os problemas da natureza e
>
> da vida social. As ciências não servem a um único senhor, podem estar a
> serviço da humanidade ou militar contra a sobrevivência da espécie.
>
> O cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores de mais de
> um
> século atrás. Tanto podem estar querendo tirar os homens da caverna, como
> podem estar desenvolvendo artefatos que mantenham as sociedades na maior
> ignorância ou mesmo as destruam.
>
> O paradoxo da ciência foi claramente exposto nos acontecimentos de 1945. A
>
> explosão da bomba atômica, na verdade um experimento científico-político e
>
> militar, pôs a nu esta contradição. É preciso aplicar o princípio da
> vigilância democrática e humanista ao campo das teorias e das práticas
> científicas.
>
> O mais grave é sem dúvida o das práticas, pois nelas é que se podem
> desenvolver monstruosidades ou se operar 'milagres' humanistas. A própria
> experiência da bomba revelou que os cientistas, em sua maioria, reconhecem
>
> os seus erros e são capazes de fazer o possível, dentro de seus limites,
> para evitar outras catástrofes baseadas em seu saber.
>
> A ciência e os cientistas não estão acima do bem e do mal. É possível
> discutir seus empreendimentos e verificar a pertinência dos mesmos no que
> se
> refere aos interesses da humanidade. Até aí, não há o que objetar.
>
> O que é inaceitável é, por exemplo, impedir o ensino da teoria da evolução
>
> nas escolas, sob o pretexto da ofensa à tradição religiosa. Interditar o
> avanço para as mulheres que o aborto provocou comprovadamente pelo mundo
> afora. Questionar a pesquisa de células-tronco com base nos mesmos velhos
> preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à humanidade.
>
> Obviamente, os religiosos têm o direito a ter suas idéias, mas elas não
> podem ser impostas ao conjunto da sociedade e a domínios que as religiões
> não compreendem. A argumentação religiosa deve ser respeitada, como
> qualquer
> outro tipo de argumentação, dentro dos seus limites. Imagine-se, se vamos
> voltar ao passado, quando a última palavra 'científica' era da autoridade
> eclesiástica. Qualquer hora se estará reacendendo as fogueiras da
> Inquisição. Todos têm o direito à palavra, porém é preciso delimitar
> espaços
> e privilegiar a inteligência frente ao monstro da ignorância.
>
> Os que julgaram Galileu e Bruno quase nada entendiam de suas ciências. Os
> julgaram a partir da tradição e dos sensos comuns. Fizeram a mesma coisa,
> os
> que condenaram e ainda condenam radicalmente, Darwin, Pasteur, Marx e
> muitos
> outros.
>
> Os que julgam e repelem os que pensam na atual fase da modernidade, não
> procedem de modo diverso. A luta argumentativa para se validar tem que ir
> além dos limites da tradição e dos sensos comuns.
>
> As idéias precisam ser debatidas para avançarem e não impedidas de
> circular.
> A pesquisa só funciona se tiver liberdade de ação e profundo sentido
> ético.
> A ética da pesquisa não pode se fundamentar em dogmas das tradições e,
> sim,
> na validade social do experimento. Se a pesquisa sobre as células-tronco
> pode salvar vidas é ridículo tentar objetar o seu caminho.
>
>
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("Quem quer que haja construído um novo céu, só no seu próprio inferno
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"Não importa o que fizeram a você.
O que importa é o que você faz com
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Jean-Paul Sartre (1905-1980)
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SUBJECT: Sir Arthur C. Clarke (1917 - 2008)
FROM: "Alvaro Augusto \(U\)" <alvaro@daelt.sh06.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 20/03/2008 16:22

Minha pequena homenagem a Arthur C. Clarke, ainda um tantinho tarde:
http://alvaroaugusto.blogspot.com/2008/03/sir-arthur-c-clarke-1917-2008.html

[ ]s

Alvaro Augusto de Almeida
http://www.alvaroaugusto.com.br
alvaro@lunabay.com.br



SUBJECT: O potencial das células-tronco
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <Undisclosed-Recipient:;>
DATE: 20/03/2008 16:45

O potencial das células-tronco, artigo de Fernando Reinach

"A grande novidade da última década é que os cientistas estão avançando muito na capacidade de controlar o comportamento das células-tronco. Elas têm sido obtidas de embriões descartados pelas clínicas de fertilização in vitro"

Fernando Reinach é biólogo. Artigo publicado no "Estado de SP":

Existe um truque de retórica que combina conquista científica e otimismo dos cientistas para justificar proposições éticas duvidosas. Exemplo: em julho de 1969 a Apollo 11 pousou na Lua.

Quando perguntados se isso iria permitir que o homem conquistasse outros planetas, os cientistas afirmaram que era possível. Colônias humanas habitando outros planetas? Talvez. Nesse momento, os adeptos do truque de retórica concluíram: se o destino da humanidade não está atrelado ao planeta Terra, será que é tão importante defender o meio ambiente? Em um salto, pousar na Lua justifica o desmatamento da Amazônia.

O ridículo desse tipo de argumento é óbvio, mas infelizmente é exatamente esse truque de retórica que tem sido usado para tentar bloquear as pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil.

Faz quase um século que se sabe que os animais têm células capazes de regenerar diferentes partes do corpo. As salamandras regeneram pernas amputadas e nós regeneramos nosso fígado se uma parte for removida.

Os processos de regeneração ocorrem a partir de algumas células que têm a capacidade de originar diversos tecidos, como músculos, ossos, pele etc. São as células-tronco. Na realidade, a célula-tronco por excelência é o óvulo fecundado, pois é a partir dele que o corpo de cada um de nós se formou. Sem dúvida, o segredo está nas células dos embriões.

A grande novidade da última década é que os cientistas estão avançando muito na capacidade de controlar o comportamento das células-tronco. Elas têm sido obtidas de embriões descartados pelas clínicas de fertilização in vitro. Os cientistas estão começando a "convencer" células-tronco a formar tecidos específicos.

É claro que o potencial para a medicina é enorme. Os cientistas vislumbram a regeneração de corações enfartados, de pernas amputadas e de órgãos doentes. Já estamos lá? Não. É possível? Sim, mas ainda é necessária muita pesquisa. Apesar da oposição de grupos religiosos, um número crescente de países vem progredindo nas pesquisas com células-tronco embrionárias.

Em novembro de 2007, cientistas japoneses demonstraram que é possível converter células comuns em semelhantes às células-tronco por meio da inserção de três genes distintos. Uma descoberta simples e objetiva. Quando perguntados se essas células poderiam substituir as células-tronco embrionárias, os cientistas, sempre otimistas, afirmaram que era possível... Elas poderiam ser usadas para reconstituir órgãos e tratar pessoas? Talvez.

Nesse momento, os adeptos do truque de retórica concluíram: se essas células são idênticas às células-tronco embrionárias, podemos proibir as pesquisas com as embrionárias e permitir somente os estudos com as modificadas. De um salto, uma descoberta preliminar e o otimismo dos cientistas justifica a proibição de pesquisas em um dos campos mais promissores da medicina.

Infelizmente esse é um dos argumentos apresentados perante o Supremo Tribunal Federal pelos grupos que pretendem proibir esse tipo de pesquisa no Brasil.

O lado patético do argumento fica evidente se admitirmos a hipótese de que essas células adultas realmente podem ser transformadas em células-tronco. Nesse caso, se forem implantadas em um útero, elas deverão ser capazes de gerar um ser humano completo. Caso isso ocorra, as células criadas em laboratório deixarão de ser moralmente diferentes de uma legítima célula-tronco embrionária.

Mais informações em: A seismic shift for stem cell research. Science, vol.319, pág.560, 2008.
(O Estado de SP, 20/3)



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SUBJECT: Luzes e sombras, artigo de Demétrio Magnoli
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <Undisclosed-Recipient:;>
DATE: 20/03/2008 16:57

transcrevo:



Luzes e sombras, artigo de Demétrio Magnoli





"A narrativa do confronto prometéico entre a ciência, que é progresso e luz, e a religião, que é retrocesso e sombras, está inscrita na nossa mente como uma tinta indelével"

Demétrio Magnoli é sociólogo e doutor em Geografia Humana pela USP. Artigo publicado no "Estado de SP":

O processo inquisitorial de Galileu é uma chave crucial de nossa interpretação da modernidade. A narrativa do confronto prometéico entre a ciência, que é progresso e luz, e a religião, que é retrocesso e sombras, está inscrita na nossa mente como uma tinta indelével.

É por isso que nos surpreendemos diante da informação de que Charles Darwin consolidou seu interesse pela história natural enquanto estudava teologia em Cambridge - e mais ainda ao sabermos que escreveu A Origem das Espécies como um crente em Deus.

Todos nós, e não só os comunistas, encaramos com certa naturalidade a curiosa metáfora de Karl Marx, que identificou a revolução como "locomotiva da História", porque tendemos a admitir que há uma História, assim, com maiúscula, cuja trajetória se acomoda aos trilhos da ferrovia do futuro. O culto ao progresso, que é antes de tudo um culto à razão científica, configura a religião pagã da modernidade.

Os pólos da narrativa caricatural da modernidade emergiram na forma dos dois inquisidores da polêmica sobre as pesquisas com células-tronco embrionárias. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, alertou para a inauguração de uma "época do obscurantismo e do atraso" caso o STF venha a julgar inconstitucionais as pesquisas.

Já o ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles reiterou a tese da Igreja segundo a qual a vida está presente na "célula autônoma" que "surge, por movimento de dinamismo próprio, independente de qualquer interferência da mãe ou do pai". Atrás das posições polares se adivinham os contornos da próxima guerra de valores, que será sobre o aborto.

Será uma lástima se o debate público cair prisioneiro na armadilha de dois fundamentalismos. O articulista Reinaldo Azevedo, um católico, sugere que há espaço para nuances. Ele aceita, com relutância, a permissão das pesquisas com células embrionárias, mas se opõe por princípio à legalização do aborto.

No seu blog, chama a atenção para a intervenção da bióloga Mayana Zatz, que estabelece uma distinção essencial. "No aborto, há uma vida dentro do útero de uma mulher. Se não houver intervenção humana, essa vida continuará. Já na reprodução assistida, é exatamente o contrário: não houve fertilização natural. Só há junção do espermatozóide com o óvulo por intervenção humana. E, novamente, não haverá vida se não houver uma intervenção humana para colocar o embrião no útero."

A CNBB elevou o combate ao aborto à condição de eixo de sua Campanha da Fraternidade. Sob o sistema político que a separa do Estado, a Igreja fala legitimamente para os seus fiéis - e exprime um fundamentalismo que concerne à sua própria natureza.

O ministro Temporão, por outro lado, é um agente do Estado, do qual se espera alguma coisa diferente da militância política fundamentalista. Quando ele se veste com a fantasia de porta-voz da ciência e, em nome da saúde pública, afasta liminarmente as objeções éticas levantadas pelos religiosos, revela apenas a estupidez da razão.

Sob Temporão, a esfera da saúde pública foi isolada, por uma muralha de insensatez, das esferas da moral e da cultura. Um experimento do programa de DST/aids instalou em escolas públicas máquinas de distribuição de preservativos para adolescentes a partir dos 13 anos, enquanto os postos de saúde oferecem pílulas do dia seguinte a jovens da mesma faixa etária. As iniciativas passam por cima de prerrogativas das famílias, mas as críticas dirigidas a elas são fulminadas pelo ministro como meras expressões de moralismo anacrônico.

Os totalitarismos do século 20 se engajaram no culto à ciência e, paralelamente, nos projetos de abolição ou estatização da religião. Na URSS, a psiquiatria oficial definiu como distúrbio paranóico as idéias de luta pela verdade e pela justiça e os dissidentes foram internados em hospitais para doentes mentais.

Na Alemanha, o teísta Hitler deflagrou o empreendimento eugênico de fabricação da raça pura. As sociedades democráticas separam a política da religião, mas não convertem a ciência num imperativo absoluto, incorporam ao debate público os valores de ordem ética e refletem sobre o sentido moral dos princípios religiosos.

A tentação da eugenia se esconde atrás da manipulação de células embrionárias e, por isso, há um nítido interesse público na regulamentação dessa esfera da atividade médico-científica.

A crítica ética ao aborto não é uma manifestação medieval de "homens conservadores que prescrevem como a sociedade deve controlar o corpo das mulheres", na frase do ministro-militante, mas um componente da indagação existencial dos seres humanos. Temporão parece incapaz de entender isso - que, no entanto, é claro não apenas para religiosos, mas também para agnósticos.

O ministro da Saúde se distingue positivamente sobre o pano de fundo de um Ministério nascido no caldo do fisiologismo. O médico sanitarista e planejador de saúde pública declarou, na hora da posse: "O Ministério da Saúde vai fazer política de Saúde; não fará política na Saúde." A sua cruzada pelo aborto, contudo, é exatamente "política na Saúde" - e má política.

Há argumentos ponderáveis para sustentar uma flexibilização da legislação sobre o aborto e o próprio Temporão apresenta alguns deles. Mas não é seu papel atuar como ideólogo hipnotizado por certezas absolutas, que desqualifica sem cessar a opinião divergente.

Desconectado da realidade cultural brasileira, Temporão declarou que a descriminalização do aborto, um fenômeno essencialmente europeu, é "uma tendência mundial".

Em novembro, seu Ministério se articulou às ONGs feministas para fazer aprovar um relatório pró-aborto na 13ª Conferência Nacional de Saúde, mas uma ampla maioria de participantes derrotou a proposta oficial. Agora, sua cruzada pode arrastar o país para um plebiscito cheio de som e fúria, cujo desenlace só o ministro não adivinha.
(O Estado de SP, 20/3)


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SUBJECT: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos
FROM: "Alvaro Augusto \(U\)" <alvaro@daelt.sh06.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 20/03/2008 17:13

Caro José Renato,

As teorias de Darwin e Pasteur são científicas e podem ser verificadas
experimentalmente. Também não se trata de questão de influência, pois Hitler
teve mais influência no mundo ocidental do que Marx. Trata-se apenas de que
não procede colocar Marx ao lado de Darwin e Pasteur.

[ ]s

Alvaro Augusto de Almeida
http://www.alvaroaugusto.com.br
alvaro@lunabay.com.br


----- Original Message -----
From: "José Renato Terra" <jrma@terra.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Wednesday, March 19, 2008 10:50 PM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos


> Caro, Álvaro!
> Certamente vc não conhece a obra de Marx e sua influência na cultura do
> nosso mundo atual.
> Não é uma questão de simpatia, mas sim de conhecimento e discernimento.
> Abraços
> José Renato
> ...........................................
>
> ----- Original Message -----
> From: "Alvaro Augusto (U)" <alvaro@daelt.sh06.com>
> To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
> Sent: Monday, March 17, 2008 11:41 AM
> Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos
>
>
>>O professor Luís Carlos Lopes pode pensar da maneira como quiser. A ele é
>> reservada essa liberdade, que não existiu em nenhum outro lugar, em
>> nenhuma
>> outra era, e que hoje mesmo inexiste em vários lugares do mundo. Contudo,
>> tenho dificuldades em levar a sério um texto que coloca Darwin, Pasteur e
>> ... Marx no mesmo patamar, e que reduz o processo contra Galileu a um
>> conflito entre idéias científicas. Foi muito mais complicado do que isso,
>> como já discutido nessa lista em outros tempos.
>>
>> Em tempo: "o cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores
>> de
>> mais de um século atrás"? Bem, com poucas excessões, como Faraday,
>> Einstein,
>> Marie Curie e outros, o cientista de um século atrás era frequentemente
>> um
>> nobre, um bem-nascido, um herdeiro rico que podia gastar seu tempo e
>> dinheiro como bem quisesse. Alguns gastavam em cavalos, outros, em
>> "diversões científicas". Assim, a ciência não perdeu seu romantismo, mas
>> apenas deixou de ser um passatempo das elites para se tornar uma
>> profissão.
>>
>> [ ]s
>>
>> Alvaro Augusto de Almeida
>> http://www.alvaroaugusto.com.br
>> alvaro@lunabay.com.br
>>
>>
>>
>> ----- Original Message -----
>> From: "José Renato Terra" <jrma@terra.com.br>
>> To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
>> Sent: Monday, March 17, 2008 10:44 AM
>> Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos
>>
>>
>>> Victor, seu desabafo é típico dos que não suportam conviver com pessoas
>>> que
>>> não pensam e agem como vc, pessoas com idéias e atitudes diferentes da
>>> sua.
>>> Parece que seu ideal seria voltar aos bons tempos da lei da selva, da
>>> lei
>>> do
>>> mais
>>> forte, quando se podia exterminar impunemente o que ou quem nos
>>> incomodasse.
>>> Ou vc nasceu tarde ou a humanidade cresceu mais rápido do que o
>>> desejado.
>>> Abraços
>>> José Renato
>>> ...........................................
>>>
>>> ----- Original Message -----
>>> From: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
>>> To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
>>> Sent: Friday, March 14, 2008 9:52 AM
>>> Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos
>>>
>>>
>>> O Prof. L.C.Lopes simplesmente rearfirma o seguinte fato: a história se
>>> repete! Ainda que com outras roupagens e motivações.
>>> Experiências do passado, negras e danosas para a humanidade, em nadinha
>>> serviram de lição para nós. E o de lascar é que dentro de + mil anos
>>> haverá
>>> um outro L.Carlos Lopes para discernir sobre a mesma coisa, registrar
>>> seu
>>> espanto, ficar de boca escancarada e olhos esbugalhados, esperando a
>>> vida
>>> passar e coisas imbecis do tipo acontecerem. É toddy, com ph de
>>> farmácia!
>>> E o pior é que ele, eu e outros de nossa laia, podemos fazer exatamente
>>> o
>>> seguinte: nada!.
>>>
>>> Sds,
>>> Victor.
>>>
>>>
>>> ----- Original Message -----
>>> From: SILVIO CORDEIRO
>>> To: "Undisclosed-Recipient:;"@mx.uol.com.br
>>> Sent: Thursday, March 13, 2008 8:26 PM
>>> Subject: [ciencialist] Ciências e valores humanos
>>>
>>>
>>> Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes
>>>
>>> "O que é inaceitável é questionar a pesquisa de células-tronco com base
>>> nos mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram
>>> à
>>> humanidade"
>>>
>>> Luís Carlos Lopes é professor do programa de Pós-graduação em
>>> Comunicação
>>> da Universidade Federal Fluminense. Artigo enviado pelo autor ao "JC
>>> e-mail":
>>>
>>> Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da
>>> humanidade.
>>> Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a maioria dos
>>> mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os 'mistérios' da vida e
>>> do
>>> universo. Considerar a natureza e a vida humana como 'mistérios'
>>> sustentou
>>> e
>>> ainda sustenta os que querem que a maioria viva na obscuridade; que
>>> jamais
>>> saiam da caverna, enxergando a luz do sol. Para existir escravos,
>>> dominados
>>> e dominadas é preciso que lhes sejam sonegados o saber; que este não
>>> seja
>>> democratizado e acessível às maiorias.
>>>
>>> Na época do renascimento europeu, discutia-se o cosmos e a posição dos
>>> homens frente ao universo. Galileu foi condenado a abjurar, isto é negar
>>> o
>>> que disse, porque tinha provas que a Terra se movia. Seus juízes, como
>>> outros de outras épocas, quase nada entendiam das idéias do célebre
>>> cientista. O julgaram com base na religião, nos sensos comuns e na
>>> retórica
>>> de seus pseudos-conhecimentos.
>>>
>>> O destino de Giordano Bruno foi mais cruel. Foi executado (1600), na
>>> fogueira do Vaticano, por acreditar que existiriam 'múltiplos mundos' e
>>> que
>>> se poderia ser 'radicalmente acadêmico de nenhuma academia'. Pensar
>>> contra
>>> a
>>> ordem, mesmo que poucos compreendessem o que brilhantes intelectuais
>>> produziam, podia ser fatal. Muitos foram perseguidos, humilhados,
>>> presos,
>>> deportados, torturados, executados simplesmente por terem idéias
>>> originais
>>> e
>>> imensa paixão pelo conhecimento.
>>>
>>> As revoluções industriais, liberais e a primeira descolonização (século
>>> XVIII e XIX) mudaram este procedimento. Os cientistas desta época não
>>> deixaram de ser perseguidos, mas dificilmente eram mortos, apenas por
>>> pensarem diferentemente do que estava estabelecido consensualmente pelo
>>> poder político e social. Obviamente, eles sobreviveram por estarem em
>>> locais
>>> que os protegiam. Se estivessem em outros, a história seria diferente.
>>> Grandes nomes, tais como Darwin, com sua teoria sobre a evolução das
>>> espécies e dos seres humanos, Marx, com sua teoria sobre o capitalismo,
>>> seu
>>> método filosófico e sua crítica política, Pasteur com sua nova biologia,
>>> tiveram imensos problemas.
>>>
>>> Foram admoestados, principalmente Marx, por ousar discutir a natureza
>>> da
>>> nova ordem estabelecida na Europa e no mundo de seu tempo. Apesar disto,
>>> puderam trabalhar e deixar uma herança que ainda hoje, mesmo com
>>> revisões
>>> e
>>> atualizações, nutre a imaginação científica, em seus domínios
>>> específicos.
>>>
>>> Ao longo do século passado, o legado das ciências matemáticas, naturais
>>> e
>>> humanas foi desdobrado ao infinito. O cientista, agora um proletário
>>> especial, passou a produzir cada vez mais em equipe, atuando em
>>> laboratórios, universidades, governos e, até mesmo, em empresas.
>>>
>>> A partir das origens e da maior universalização da ciência, as
>>> conquistas
>>> foram inúmeras. Muitas delas serviram para a expansão do poder de quem
>>> já
>>> o
>>> tinha. Outras aumentaram as possibilidades de vida das maiorias. Ainda
>>> outras, permitiram que se compreendessem melhor os problemas da natureza
>>> e
>>> da vida social. As ciências não servem a um único senhor, podem estar a
>>> serviço da humanidade ou militar contra a sobrevivência da espécie.
>>>
>>> O cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores de mais
>>> de
>>> um século atrás. Tanto podem estar querendo tirar os homens da caverna,
>>> como
>>> podem estar desenvolvendo artefatos que mantenham as sociedades na maior
>>> ignorância ou mesmo as destruam.
>>>
>>> O paradoxo da ciência foi claramente exposto nos acontecimentos de
>>> 1945.
>>> A
>>> explosão da bomba atômica, na verdade um experimento científico-político
>>> e
>>> militar, pôs a nu esta contradição. É preciso aplicar o princípio da
>>> vigilância democrática e humanista ao campo das teorias e das práticas
>>> científicas.
>>>
>>> O mais grave é sem dúvida o das práticas, pois nelas é que se podem
>>> desenvolver monstruosidades ou se operar 'milagres' humanistas. A
>>> própria
>>> experiência da bomba revelou que os cientistas, em sua maioria,
>>> reconhecem
>>> os seus erros e são capazes de fazer o possível, dentro de seus limites,
>>> para evitar outras catástrofes baseadas em seu saber.
>>>
>>> A ciência e os cientistas não estão acima do bem e do mal. É possível
>>> discutir seus empreendimentos e verificar a pertinência dos mesmos no
>>> que
>>> se
>>> refere aos interesses da humanidade. Até aí, não há o que objetar.
>>>
>>> O que é inaceitável é, por exemplo, impedir o ensino da teoria da
>>> evolução
>>> nas escolas, sob o pretexto da ofensa à tradição religiosa. Interditar o
>>> avanço para as mulheres que o aborto provocou comprovadamente pelo mundo
>>> afora. Questionar a pesquisa de células-tronco com base nos mesmos
>>> velhos
>>> preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à humanidade.
>>>
>>> Obviamente, os religiosos têm o direito a ter suas idéias, mas elas não
>>> podem ser impostas ao conjunto da sociedade e a domínios que as
>>> religiões
>>> não compreendem. A argumentação religiosa deve ser respeitada, como
>>> qualquer
>>> outro tipo de argumentação, dentro dos seus limites. Imagine-se, se
>>> vamos
>>> voltar ao passado, quando a última palavra 'científica' era da
>>> autoridade
>>> eclesiástica. Qualquer hora se estará reacendendo as fogueiras da
>>> Inquisição. Todos têm o direito à palavra, porém é preciso delimitar
>>> espaços
>>> e privilegiar a inteligência frente ao monstro da ignorância.
>>>
>>> Os que julgaram Galileu e Bruno quase nada entendiam de suas ciências.
>>> Os
>>> julgaram a partir da tradição e dos sensos comuns. Fizeram a mesma
>>> coisa,
>>> os
>>> que condenaram e ainda condenam radicalmente, Darwin, Pasteur, Marx e
>>> muitos
>>> outros.
>>>
>>> Os que julgam e repelem os que pensam na atual fase da modernidade, não
>>> procedem de modo diverso. A luta argumentativa para se validar tem que
>>> ir
>>> além dos limites da tradição e dos sensos comuns.
>>>
>>> As idéias precisam ser debatidas para avançarem e não impedidas de
>>> circular. A pesquisa só funciona se tiver liberdade de ação e profundo
>>> sentido ético. A ética da pesquisa não pode se fundamentar em dogmas das
>>> tradições e, sim, na validade social do experimento. Se a pesquisa sobre
>>> as
>>> células-tronco pode salvar vidas é ridículo tentar objetar o seu
>>> caminho.
>>>
>>> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
>>
>>
>> ========================================================================
>> Grupos relacionados a ciencialist
>> ========================================================================



SUBJECT: RE: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros
FROM: murilo filo <avalanchedrive@hotmail.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 20/03/2008 23:59


O perigo maior será o José Renato se cortar com os bisturís e outros instrumentos, na hora de distribuir os retalhos dos seres clones p/os transplantes.
Isso tem nome... isso se chama, SOCIOPATIA...
Um abracinho bem de longe, Renatão.
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Pesquisa
FROM: "bravo_humbrera" <hamletsmx@hotmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 21/03/2008 07:46

Como é feita a pesquisa em física teórica? Por acaso ela começa com o
desenvolvimento de uma questão?



SUBJECT: Viagem e moderadores
FROM: "brudna" <lrb@iq.ufrgs.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 21/03/2008 08:59

Vou viajar e na proxima semana terei dificuldades para acessar a
internet.

Para continuar com a lista ativa dei poderes de moderador para o
Luiz Ferraz e para o Homero.

Retorno no inicio de abril.

Bons debates.

Ateh
Luis Brudna

=-=-=-



SUBJECT: Re: Luzes e sombras, artigo de Demétrio Magnoli
FROM: Manuel Bulcão <manuelbulcao@uol.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 21/03/2008 23:30

O Magnoli lamenta que questões tais como o aborto e a pesquisa com
células embrionárias estejam a cair na armadilha de dois
fundamentalismos: o científico e o religioso. Curiosamente, ele
concentra o seu foguinho no Temporão, grão-sacerdote
do "neopaganismo cientificista", ao tempo que demonstra grande
complacência com o fundamentalismo oposto. Ipsis litteris: "a Igreja
fala legitimamente para os seus fiéis - e exprime um fundamentalismo
que concerne à sua própria natureza"

Fundamentalismo cristão que concerne à sua própria natureza? Bem,
vamos à letra: "Se alguns homens brigarem, e um ferir uma mulher
grávida, e for causa de que aborte, não resultando, porém, outro
dano, este certamente será multado, conforme o que lhe impuser o
marido da mulher, e pagará segundo o arbítrio dos juízes; mas se
resultar dano, então darás [como pena] vida por vida, olho por olho,
dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura,
ferida por ferida, golpe por golpe". (Êxodo 21:22-25).

Como se vê, de acordo com a Bíblia a "vida" do feto não é
tão "fundamental" assim.

Ademais, a Igreja não fala apenas para os seus fiéis: a política do
Bento 16 é de estabelecer um dos seus dogmas - que, diga-se, carece
de "fundamentação" sólida nas próprias escrituras sagradas - em
norma de Estado cuja coerção recai sobre todos, sejam católicos,
cristãos de outras cepas, budistas, hinduístas, animistas,
agnósticos, ateus, pagãos cientificistas etc.

Ainda segundo o Magnoli, "os totalitarismos do século 20 se
engajaram no culto à ciência". Foi mesmo? E quanto aos
totalitarismos cristãos fascista, salazarista e franquista? E o que
dizer do misticismo cristão-gnóstico de Himmler e do
cristianismo "positivo" (católico) de Hitler e sua corriola? E da
gritaria dessa turba contra a "ciência judaica"? Muito cuidado,
senhor Magnoli, com as generalizações.

[]s
Manuel Bulcão



SUBJECT: Re: [ciencialist] Que acham dessa iniciativa da FAPESP
FROM: Dirceu Dias <hymboldt2005@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 22/03/2008 19:33

Para aqueles que querem ensinar e para aqueles que querem aprender este material (assim como outros, que não dispomos) é riquíssimo, independente de eventuais problemas de linguagem.
Desenhar toda vez que for necessário expor o modelo, ninguém merece nos dias de hoje.
Fica aí o recado de apoio para este tipo de material

sds

DDias

"psdias2 (Yahoo)" <psdias2@yahoo.com.br> escreveu:
Fiquei curioso sobre que tipo de impacto poderia efetivamente
causar no ensino de Física, a iniciativa da FAPESP,
de distribuir para escolas um cartaz sobre a "Estrutura da Matéria"
(http://www.agencia.fapesp.br:80/boletim_dentro.php?id=8523).

Obs.: Não estou criticando (nem a favor, nem contra), pois meus
conhecimentos (tanto de ciências como de educação), são bastante
limitados. Apenas gostaria de saber a opinião de vocês - especialmente
de quem dá aulas nas escolas.

Paulo








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SUBJECT: Re: [ciencialist] Fw: Produtos quimicos nomes populares
FROM: Dirceu Dias <hymboldt2005@yahoo.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 22/03/2008 19:36

Olá

Este guia vai minimizar os seus problemas

http://www.guiaquimico.com.br/index_22.php?id_empresa=504

Espero

sds

DDias

Luiz Ferraz Netto <leobarretos@uol.com.br> escreveu:
Olá Químicos .... help!

[]'
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Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
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-----Mensagem Original-----
De: Uicaa
Para: leobarretos@uol.com.br
Enviada em: sexta-feira, 7 de março de 2008 19:01
Assunto: Produtos quimicos nomes populares

Prezado Senhor Luiz,

Antes de mais nada desculpa incomoda-lo é porque estou tentando elaborar uma formulação quimica, pois trabalho com produtos cerâmicos e com sublimação, consegui esse composto químico numa página americana, e não estou conseguindo achar os produtos, por falta de conhecimentos nos componentes, gostaria de saber se o sr. poderia ajudar-me. Segue lista abaixo:

Propilenoglicol acetato de éter metil
Caprolactam-bloqueado polyisocyanate
Fluoropolymer surfactante
Aminopropyl trimethoxy silane
Dibutyltin dilaurate

Desde já agradeço,

Uicaa Paiva

msn: aiteartes@hotmail.com

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SUBJECT: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos
FROM: José Renato Terra <jrma@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 22/03/2008 23:06

Victor, é importante ter essa consciência de que somos induzidos pelas
tradições e que também somos limitados no conhecimento. A partir dessa
constatação tomamos os cuidados para não cometer injustiças, mesmo que de
passagem. Veja o que vc escreveu, certamente se referindo de passagem à
cultura ocidental: [Experiências do passado, negras e danosas para a
humanidade, em nadinha serviram de lição para nós. ] Essa é mais uma
generalização tola, como todas são. Nesse raciocínio, em que os males da
civilização ocidental se deve tão somente à Igreja, podemos concluir que o
outro lado do mundo, que não sofreu as influências danosas às quais vc se
refere, viveu durante séculos no paraíso. Conhecendo a milenar história da
China, Japão, etc. concluímos que não foi e nem é assim. Seria a mesma
tolice que alguém pode proferir contra a Ciência, afirmando que ela causa
mais mal do que bem à humanidade. Tanto a Ciência como os ensinamentos
éticos-morais-religiosos dependem do discernimento de quem os utiliza, com o
reto propósito de gerar o bem a todos ou apenas aos "eleitos".
Abraços
José Renato
...........................................

----- Original Message -----
From: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Monday, March 17, 2008 12:21 PM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos


Caro Renato,

Cada um tem seus valores, seus referenciais. Eu tenho os meus, nos quais
acredito.
Não ofendi ninguém, que este não é meu estilo. Apenas tenho minhas tradições
e limitações como todo mundo. Ou me pronuncio expressando aquilo no que
acredito, ou fico calado; e ficar calado dá câimbras no pé...
Queira me desculpar se se sentiu ofendido. Mas é como penso. E acho que
não estou nadinha equivocado. E me parece que o texto é uma conseguência
da seguinte afirmação: "a história se repete! Ainda que com outras roupagens
e motivações", que você não pode negar que é um fato. Ou não é um fato?
E o que eu afirmei logo depois parece-me continuar sendo pertinente.
Você olha isso com outros olhos. Tudo bem! É direito seu.
Como é meu olhar com os meus, segundo minha meu próprio quadro e
referências.
No antigamente, tudo bem, isso era crime, e dava até munição para churrasco
humano.
Será que hoje ainda é assim? Não totalmente, pois só falta o churrasco.
Seria de lascar se todos pensássemos iguais, se houvesse unanimidade.
Seria, por exemplo, como os anjos do céu, tudo de branco, com asinhas e
tocando horrosas trombetas por toda a eternidade. Deus que me livre!

Sds,
Victor.


----- Original Message -----
From: José Renato Terra
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Monday, March 17, 2008 10:44 AM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos

Victor, seu desabafo é típico dos que não suportam conviver com pessoas
que não pensam e agem como vc, pessoas com idéias e atitudes diferentes
da sua.
Parece que seu ideal seria voltar aos bons tempos da lei da selva, da lei
do mais forte, quando se podia exterminar impunemente o que ou quem nos
incomodasse.
Ou vc nasceu tarde ou a humanidade cresceu mais rápido do que o desejado.
Abraços
José Renato
...........................................

----- Original Message -----
From: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Friday, March 14, 2008 9:52 AM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos

O Prof. L.C.Lopes simplesmente rearfirma o seguinte fato: a história se
repete! Ainda que com outras roupagens e motivações.
Experiências do passado, negras e danosas para a humanidade, em nadinha
serviram de lição para nós. E o de lascar é que dentro de + mil anos
haverá
um outro L.Carlos Lopes para discernir sobre a mesma coisa, registrar seu
espanto, ficar de boca escancarada e olhos esbugalhados, esperando a vida
passar e coisas imbecis do tipo acontecerem. É toddy, com ph de farmácia!
E o pior é que ele, eu e outros de nossa laia, podemos fazer exatamente o
seguinte: nada!.

Sds,
Victor.

----- Original Message -----
From: SILVIO CORDEIRO
To: Undisclosed-Recipient:;@mx.uol.com.br
Sent: Thursday, March 13, 2008 8:26 PM
Subject: [ciencialist] Ciências e valores humanos

Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes

"O que é inaceitável é questionar a pesquisa de células-tronco com base
nos mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à
humanidade"

Luís Carlos Lopes é professor do programa de Pós-graduação em Comunicação
da Universidade Federal Fluminense. Artigo enviado pelo autor ao "JC
e-mail":
Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da humanidade.
Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a maioria dos
mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os 'mistérios' da vida e do
universo. Considerar a natureza e a vida humana como 'mistérios' sustentou
(apaguei o restante)



SUBJECT: Re: [ciencialist] Fw: Produtos quimicos nomes populares
FROM: "Luiz Ferraz Netto" <leobarretos@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 23/03/2008 12:33

Já experimentou clicar em um desses 'nomes populares' para ver de que se trata? :-))

[]'
===========================
Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
http://www.feiradeciencias.com.br
===========================
-----Mensagem Original-----
De: Dirceu Dias
Para: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Enviada em: sábado, 22 de março de 2008 19:36
Assunto: Re: [ciencialist] Fw: Produtos quimicos nomes populares


Olá

Este guia vai minimizar os seus problemas

http://www.guiaquimico.com.br/index_22.php?id_empresa=504

Espero

sds

DDias

Luiz Ferraz Netto <leobarretos@uol.com.br> escreveu:
Olá Químicos .... help!

[]'
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Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
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-----Mensagem Original-----
De: Uicaa
Para: leobarretos@uol.com.br
Enviada em: sexta-feira, 7 de março de 2008 19:01
Assunto: Produtos quimicos nomes populares

Prezado Senhor Luiz,

Antes de mais nada desculpa incomoda-lo é porque estou tentando elaborar uma formulação quimica, pois trabalho com produtos cerâmicos e com sublimação, consegui esse composto químico numa página americana, e não estou conseguindo achar os produtos, por falta de conhecimentos nos componentes, gostaria de saber se o sr. poderia ajudar-me. Segue lista abaixo:

Propilenoglicol acetato de éter metil
Caprolactam-bloqueado polyisocyanate
Fluoropolymer surfactante
Aminopropyl trimethoxy silane
Dibutyltin dilaurate

Desde já agradeço,

Uicaa Paiva

msn: aiteartes@hotmail.com

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SUBJECT: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos
FROM: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 23/03/2008 15:13

Renato,

----- Original Message -----
From: José Renato Terra
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Saturday, March 22, 2008 11:06 PM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos


Renato:Victor, é importante ter essa consciência de que somos induzidos pelas
tradições e que também somos limitados no conhecimento. A partir dessa
constatação tomamos os cuidados para não cometer injustiças, mesmo que de
passagem.

Victor: Claro. Mas é exatamente isso que tenho tentado enfatizar. Somos limitados por nossas limitações e tradições, verdadeiramente!. Contudo, isto não significa que devamos cegar ante elas. Pois a história e os fatos estão aí, à disposição. É só tentarmos olhar isso com olhos críticos, sem se importar com o que vai lá por esse nosso quadro de referências. É só olhar em volta e, atento aos fatos, ter a coragem de admitir os furos em nossos quadros de referências. Infelizmente, nem todas as mentes conseguem escapar ao finalismo dos dogmas religiosos e/ou políticos. Que obnubilam as mentes, castram o "semancol", pelo que os seguidores seguem adiante, num fanatismo que dá gosto. E fazem disso um arma, pois nisso acreditam cegamente. O que está em volta, a história, as coletas de informações do passado, nada disso significa algo: ou estão equivocadas, ou os ateus e adeptos de satanás manipularam as tais, para enganar a boa fé dos crentes das ordens religiosas. Mas tudo está na história. Só que muitos não querem ver. Veja só o que aconteceu com a ciência, a física em particular. Apenas uma parte dos cientistas, profissionais das atividades de pesquisas científicas e produtores de conhecimento científico aceitou os novos conceitos de espaço e tempo, como proposto por Einstein, e que acabou resultando numa revolução científica e num avanço do conhecimento sem precedentes. E mais: ainda hoje, alguns, felizmente poucos, ainda questionam, por exemplo, se o éter não existirua mesmo, se o espaço e tempo são ou não absolutos, se Einstein e os que lhe seguiram estão errados. E isto apesar do extraordinário progresso científico e tecnológico a que tudo isso deu causa, e continua firme, mostrando as trilhas científicas a serem seguidas. Cento e tantos anos depois!

E o curioso e sintomático do que expressei mais acima é que até mesmo gente de grande capacidade intelectual não conseguiu escapar das influências de sua formação e das lavagens cerebrais compulsárias. Nem Einstein. Um dos que conseguiram ser cientista e independente de qualquer coisa, no momento de emitir suas conclusões científicas a respeito da evolução(e não importa aquí se ele estava certo ou não) foi T.Chardin. Não hesitou em admitir, em face de suas pesquisas, que a evolução humana não se deu conforme a bíblia lasca prá todo mundo! E sabia que sua cabeça poderia voar. Não rolou sua cabeça, mas sua condição de sacerdote. E o fato de esse pensador pensar do jeito que expressou em muitas partes de o seu O Fenômeno Humano, e ainda continuar "magoadinho" por ter sido proibido de rezar missas, é outro aspecto que tenho procurado entender. Pois nele, o Chardin, você encontra conflitos mentais e antagônicos prá ninguém botar defeito. Poderia citar outros casos, mas este, para mim, é o mais sintomático.

Penso que devemos nos pautar pela história, que trás licções claras, e pela experimentação, que nos dá o norte de como se comporta a natureza. Coisas que vêm do subjetivo, do eu penso do eu acho, de tal ou qual livro, que não tenha um respaldo científico, passível de experimentação e testes, para mim não tem qualquer valor. Ao menos aqueles que tentam pautar o comportamento por dogmas religiosos. Mas não desprezo nem desrespeito quem não pensa assim. A menos que a recíproca não seja verdadeira.

Nessa mesma linha de pensamento, entendo também que experiências pessoais só dizem respeito a quem as tem, e a ninguém mais. E não se deve impor aos outros as "certezas" religiosas que ninguém jamais logrou obter, em qualquer tempo e lugar. Refiro-me a todas as vertentes religiosas.

Rentato: Veja o que vc escreveu, certamente se referindo de passagem à
cultura ocidental: [Experiências do passado, negras e danosas para a
humanidade, em nadinha serviram de lição para nós. ] Essa é mais uma
generalização tola, como todas são.

Victor: Queira desculpar, mas esta não é uma generalização tola ou leviana.

E isto é elementar e está muito bem, e fartamente, documentado.

Renato: Nesse raciocínio, em que os males da
civilização ocidental se deve tão somente à Igreja, podemos concluir que o
outro lado do mundo, que não sofreu as influências danosas às quais vc se
refere, viveu durante séculos no paraíso. Conhecendo a milenar história da
China, Japão, etc. concluímos que não foi e nem é assim.

Victor: Não importa, nesse levantamento, o que outros países, como os que citou, tenham feito ou deixado de fazer, em nome disso ou daquilo. Isto não é argumento que sirva, minimamente, para validar o que, sob domínio de igrejas, as civilizações tenham sofrido os efeitos das políticas religiosas. Isto, me parece, é o mesmo que tentar justificar um delito cometido por autoridades tendo em conta que outras, anteriores, cometeram o mesmo e não houve punição, seja lá por qual motivo seja.

Renato: Seia a mesma
tolice que alguém pode proferir contra a Ciência, afirmando que ela causa
mais mal do que bem à humanidade. Tanto a Ciência como os ensinamentos
éticos-morais-religiosos dependem do discernimento de quem os utiliza, com o reto propósito de gerar o bem a todos ou apenas aos "eleitos".

Victor. Está certo! Contudo, não é nisto em que baseio meus argumentos. Por outro lado, para mim, sempre foi claro que ensinamentos éticos e morais não têm qualquer vinculação com religião. O link estabelecido, conforme você escreveu, é artificial. E é claro que onde não há a influência da religião, religião em seu sentido mais genérico, não esta ou aquela em particular, há, também, ética e moral.



Sds,

Victor.

Abraços
José Renato
...........................................

----- Original Message -----
From: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Monday, March 17, 2008 12:21 PM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos

Caro Renato,

Cada um tem seus valores, seus referenciais. Eu tenho os meus, nos quais
acredito.
Não ofendi ninguém, que este não é meu estilo. Apenas tenho minhas tradições
e limitações como todo mundo. Ou me pronuncio expressando aquilo no que
acredito, ou fico calado; e ficar calado dá câimbras no pé...
Queira me desculpar se se sentiu ofendido. Mas é como penso. E acho que
não estou nadinha equivocado. E me parece que o texto é uma conseguência
da seguinte afirmação: "a história se repete! Ainda que com outras roupagens
e motivações", que você não pode negar que é um fato. Ou não é um fato?
E o que eu afirmei logo depois parece-me continuar sendo pertinente.
Você olha isso com outros olhos. Tudo bem! É direito seu.
Como é meu olhar com os meus, segundo minha meu próprio quadro e
referências.
No antigamente, tudo bem, isso era crime, e dava até munição para churrasco
humano.
Será que hoje ainda é assim? Não totalmente, pois só falta o churrasco.
Seria de lascar se todos pensássemos iguais, se houvesse unanimidade.
Seria, por exemplo, como os anjos do céu, tudo de branco, com asinhas e
tocando horrosas trombetas por toda a eternidade. Deus que me livre!

Sds,
Victor.

----- Original Message -----
From: José Renato Terra
To: ciencialist@yahoogrupos.com.br
Sent: Monday, March 17, 2008 10:44 AM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos

Victor, seu desabafo é típico dos que não suportam conviver com pessoas
que não pensam e agem como vc, pessoas com idéias e atitudes diferentes
da sua.
Parece que seu ideal seria voltar aos bons tempos da lei da selva, da lei
do mais forte, quando se podia exterminar impunemente o que ou quem nos
incomodasse.
Ou vc nasceu tarde ou a humanidade cresceu mais rápido do que o desejado.
Abraços
José Renato
...........................................

----- Original Message -----
From: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Friday, March 14, 2008 9:52 AM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos

O Prof. L.C.Lopes simplesmente rearfirma o seguinte fato: a história se
repete! Ainda que com outras roupagens e motivações.
Experiências do passado, negras e danosas para a humanidade, em nadinha
serviram de lição para nós. E o de lascar é que dentro de + mil anos
haverá
um outro L.Carlos Lopes para discernir sobre a mesma coisa, registrar seu
espanto, ficar de boca escancarada e olhos esbugalhados, esperando a vida
passar e coisas imbecis do tipo acontecerem. É toddy, com ph de farmácia!
E o pior é que ele, eu e outros de nossa laia, podemos fazer exatamente o
seguinte: nada!.

Sds,
Victor.

----- Original Message -----
From: SILVIO CORDEIRO
To: Undisclosed-Recipient:;@mx.uol.com.br
Sent: Thursday, March 13, 2008 8:26 PM
Subject: [ciencialist] Ciências e valores humanos

Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes

"O que é inaceitável é questionar a pesquisa de células-tronco com base
nos mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à
humanidade"

Luís Carlos Lopes é professor do programa de Pós-graduação em Comunicação
da Universidade Federal Fluminense. Artigo enviado pelo autor ao "JC
e-mail":
Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da humanidade.
Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a maioria dos
mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os 'mistérios' da vida e do
universo. Considerar a natureza e a vida humana como 'mistérios' sustentou
(apaguei o restante)






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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros
FROM: José Renato Terra <jrma@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 23/03/2008 23:00

Luis Brudna escreveu a José Renato:
[ Perai... não entendi esse argumento de ´criar clones ou seres humanos
para servirem de doadores de órgãos´.
Poderia explicar de onde tirou essa idéia? ]
................................................................

Brudna, não somos ingênuos, nem estúpidos! Considerando o que o oligopólio
dos laboratórios e indústrias farmacêuticas já realizaram em pretensa
surdina,
sem maiores escrúpulos, podemos imaginar o que farão - se é que já não estão
fazendo - para aumentar seus ganhos em seus direitos autorais quanto as
descobertas realizadas sob seus capitais, oferecendo serviços especiais
àqueles
que podem pagar. O mercado de órgãos de reposição e juventude eterna
poderá demandar órgãos a partir de embriões clonados compatíveis com
cada doador. Ou, em extremo, produzir ser humano com as características
mais requisitadas, para obter órgãos compatíveis com os clientes.
É o tal admirável mundo novo, previsível para quem tem olhos de ver.
Vc já procurou saber aonde vão as placentas obtidas em cesarianas em
determinados hospitais-maternidades? Conhece o infanticídio generalizado
promovido pela maior produtora mundial de leite em pó, na África? E os teste
de vacinas e de medicamentos realizados de forma irregular e criminosa em
população de países pobres? São os mesmos grupos que aí estão, cada vez
mais poderosos à medida que monopolizam o setor através de aquisições e
sabotagem contra seus possíveis concorrentes, mesmo que pequenos.
Como aconteceu aqui na Bahia, com o fechamento do laboratório
farmacêutico estatal existente em Salvador (Bahiafarma), que produzia cerca
de oitenta medicamentos mais utilizados pela população de baixa-renda,
os quais eram distribuídos gratuitamente nos postos de saúde! Fecharam.
Aliás, nos governos de Collor e FHC, esse tipo de expediente ocorria em
todos os segmentos produtivos no Brasil e nos países em desenvolvimento.
Desqualificava-se, através de vários expedientes, os serviços e as
indústrias
nacionais competitivas e depois se apresentava a solução com extinção ou
venda das mesmas aos amigos do rei. Dá para perceber porque se enfatiza
tanto na discussão sobre o uso das células-tronco embrionárias em pesquisas
que o Brasil é um país laico? Usa-se laico com a conotação de que nesse
estado não é necessário manter qualquer tipo de limite moral, impedimento
ético, ou cuidados com os mais desvalidos, os quais podem atrasar o tal
progresso e a cura dos que podem pagar.

[]s

José Renato
....................................................................

From: "Luis Brudna" <luisbrudna@gmail.com>
Sent: Thursday, March 20, 2008 10:34 AM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros


Perai... não entendi esse argumento de ´criar clones ou seres
humanos para servirem de doadores de órgãos´.

Poderia explicar de onde tirou essa idéia?

Até
Luís Brudna
.............................................
2008/3/19 José Renato Terra <jrma@terra.com.br>:
> ...para testar medicamentos e/ou procedimentos experimentais; criar
> clones
> ou seres humanos para servirem de doadores de órgãos a que puder custear;
> e todas as facilidades que o que pagam teriam em detrimento daqueles que
> não têm como se defender desse absurdo. Depois não sabemos porque a
> violência cresce a cada dia em nosso meio. Por mais argumentos......
> Abraços
> José Renato
..........................................................................................

----- Original Message -----
From: "José Renato Terra" <jrma@terra.com.br>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Wednesday, March 19, 2008 10:32 PM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros


>É fácil ser a favor, Amauri, quando não é vc quem sofre o extermínio. Esse
> raciocínio de usar os embriões para pesquisar a cura de doenças que fazem
> tantos sofrerem nos leva a utilizar, populações carentes para testar
> medicamentos e/ou procedimentos experimentais; criar clones ou seres
> humanos
> para servirem de doadores de órgãos a que puder custear; e todas as
> facilidades que o que pagam teriam em detrimento daqueles que não têm como
> se defender desse absurdo. Depois não sabemos porque a violência cresce a
> cada dia em nosso meio. Por mais argumentos "caridosos" que vc tenha-
> desde
> que utilize a dor dos outros, claro - não podemos fechar os olhos para os
> valores que já existem em nossos códigos de justiça: é considerado um
> assassinato qualificado quando existem três condições em sua execução: a
> vítima não teve qualquer chance de defesa, a vítima estava sob a tutela do
> assassino e o crime foi cometido por motivo fútil.
> Abraços
> José Renato
> .................................................................................
>
> From: "Amauri N. Sanches Jr " <amaurij@gmail.com>
> To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
> Sent: Friday, March 14, 2008 4:52 PM
> Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros
>
>
> eu sou a favor, muito porém sei que a industria farmacêutica ganhará
> muito...
>
> Em 14/03/08, José Renato Terra <jrma@terra.com.br> escreveu:
>>
>> Caro, Sílvio!
>>
>> O artigo de Luís Carlos Lopes, Ciências e valores humanos, e o de
>> Francisco Cesar Pinheiro Rodrigues, Células-tronco embrionárias e
>> o STF, têm os mesmos ingredientes dos argumento falaciosos pró-uso
>> de embriões congelados existentes no Brasil. Todos são possuidores
>> da característica básica de - sob um véu de pseudo eruditismo histórico
>> - "forçar a barra" no objetivo de convencer os leitores de qualquer
>> maneira com uso de recursos aéticos.
>> Parecem feitos em série. Outro exemplo claro é o artigo "Células-tronco:
>> será a ciência ajuizada?", veiculado em A TARDE - Opinião, 12.03.08,
>> o Dr. Marcos Luna ressalta, entre hífens, uma informação que induz os
>> leitores menos atentos a concordarem com a destruição e uso em
>> pesquisas dos embriões preservados em sistema criogênico nas clínicas
>> de inseminação artificial.
>>
>> Transcrevo aqui o parágrafo para melhor entendimento:
>> "A questão remete ao projeto acadêmico/científico de manipulação
>> genética usando embriões congelados há três anos - a serem
>> descartados em lixo hospitalar -, mas ainda aos portadores de células-
>> tronco regenerativas e à pregação religiosa-dogmática sobre o conceito
>> do início e fim da vida."
>> Perceber que as células, o espermatozóide e o óvulo humano estão vivos.
>> Entretanto, somente após a fecundação é que a estrutura genética,
>> resultante dessa "fusão", detém no seu DNA todos os elementos de
>> um ser humano, único, pessoal, até o fim da vida desse sistema psico-
>> biológico chamado de ser humano.
>>
>> Vale esclarecer que os embriões mantidos congelados nessas clínicas não
>> são "descartados em lixo hospitalar". Está aí a principal questão que
>> movimenta os lobbyes dos que desejam se livrar desses embriões e,
>> por tabela, àqueles que aproveitam a oportunidade para fustigar a Igreja
>> Católica.
>> Basta conhecer a declaração do dono do maior estoque de embriões no
>> País -
>> 4.657 acumulados nos últimos 18 anos* - que representam 90% dos
>> registrados em levantamento recente, Sr. José Gonçalves Franco Júnior,
>> diretor do Centro de Reprodução Humana Franco Júnior, de Ribeirão
>> Preto-SP: "Isso aqui [banco de embriões congelados] é uma bomba atômica."
>> E explica porque: "Como a maioria dos casais não formalizou a doação para
>> pesquisa e nem se decide o que fazer com eles, [os embriões] vão ficando
>> por aí. A qualquer momento pode aparecer um casal querendo seu embrião
>> de volta."(FSP-Ciência, 04.03.08)
>>
>> O Dr. Marcos Luna certamente não desconhece que o Conselho Federal de
>> Medicina-CFM proíbe o descarte de embriões e determina que eles só podem
>> sair do laboratório onde foram produzidos com autorização assinada pelo
>> casal doador e registrada em cartório. Não desconhece também que estão
>> disponíveis para pesquisas, diversas linhagens de células-tronco
>> embrionárias em quantidade suficiente para *todas* as pesquisas a serem
>> realizadas no mundo e que não há necessidade de destruir novos embriões.
>>
>> Abraços
>>
>> José Renato
>>
>> * De acordo com levantamento feito há três anos pela SBRA, havia 9914
>> embriões congelados, dos quais 3210 estariam em condições de serem
>> utilizados em pesquisas de células-tronco. Já por esse percentual
>> existiria um total de apenas 5174 embriões congelados.
>>
>> .................................................................
>>
>> ----- Original Message -----
>> From: "SILVIO CORDEIRO"
>> <scordeiroes@superig.com.br<scordeiroes%40superig.com.br>
>> >
>> To: <Undisclosed-Recipient:;>
>> Sent: Thursday, March 13, 2008 8:26 PM
>> Subject: [ciencialist] Ciências e valores humanos
>>
>> Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes
>>
>> "O que é inaceitável é questionar a pesquisa de células-tronco com base
>> nos
>> mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à
>> humanidade"
>>
>> Luís Carlos Lopes é professor do programa de Pós-graduação em Comunicação
>> da
>> Universidade Federal Fluminense. Artigo enviado pelo autor ao "JC
>> e-mail":
>>
>> Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da humanidade.
>> Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a maioria dos
>> mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os 'mistérios' da vida e
>> do
>>
>> universo. Considerar a natureza e a vida humana como 'mistérios'
>> sustentou
>> e
>> ainda sustenta os que querem que a maioria viva na obscuridade; que
>> jamais
>>
>> saiam da caverna, enxergando a luz do sol. Para existir escravos,
>> dominados
>> e dominadas é preciso que lhes sejam sonegados o saber; que este não seja
>> democratizado e acessível às maiorias.
>>
(apaguei o restante)



SUBJECT: Re: Ciências e valores humanos e outros
FROM: "oraculo333" <oraculo@atibaia.com.br>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 23/03/2008 23:58

Olá Jose Renato

Todo conhecimento científico, todo conhecimento real e verdadeiro que
a ciência produz, pode ser usado de forma criminosa ou daninha. Sua
eficácia, a maior que qualquer outra atividade humana já produziu, não
está limitada a benefícios, mas afeta qualquer ação humana.

Mas tentar impedir a pesquisa por isso é tolo ou francamente ingênuo.
Sem o conhecimento sobre o átomo não se pode construir bombas
atômicas, mas também não se pode criar aparelhos que curam câncer.

Suas alegações, que beiram a paranóia, e parecem inspiradas em teorias
da conspiração das mais simplórias, não seriam óbice a pesquisas com
células-tronco embrionárias nem se fossem reais, coisa mais que
discutível.

Se empresas farmacêuticas usam mal o conhecimento científico, devem
ser processadas e punidas. Mas usar um argumento, se é que se pode
chamar assim, desse calibre para tentar impedir a pesquisa científica,
que nos trará INFORMAÇÃO e CONHECIMENTO, mais que novas drogas ou
tratamentos, não é racional.

Como não é racional essa tentativa de ligar a fé supersticiosa da
religião com os valores éticos de uma sociedade. O estado é laico, não
por ser "sem moral ou ética", mas por não coadunar com as tolices da
fé e as superstições que, essas sim, são capazes das maiores
barbaridades em termos de falta de ética e dissolução moral.

Dissolução moral que poucos seres humanos já alcançaram, em toda
história humana.

Não somos ingênuos nem estúpidos, e por isso mesmo sabemos que todo
esse discurso moralista da religião quanto a problemas com pesquisas
de células-tronco são apenas disfarces, na tentativa de impor sua
superstição ancestral e manter o poder sobre as sociedades. Sabemos
que, não tendo condições de acender fogueiras e impor sua visão
distorcida a partir da força, como no passado, precisam distorcer
alegações pretensamente científicas para justificar a superstição.

As pesquisas devem ser permitidas para aumentar nosso conhecimento
sobre o mundo, sobre seres humanos, conhecimento esse que ameaça a
crendice religiosa, ao demonstrar além de qualquer dúvida, que não
somos mais que primatas arrogantes, que pensam ser "filhos de deus", e
que o universo, esse gigantesco cosmo, foi feito para nos abrigar, por
um amigo imaginário vingativo dado a chiliques e arroubos.

Ética, sim, mas ética baseada em conceitos e em questões humanas,
baseada na razão, não em crendices e superstições.

Um abraço.

Homero





--- Em ciencialist@yahoogrupos.com.br, José Renato Terra <jrma@...>
escreveu
>
> Luis Brudna escreveu a José Renato:
> [ Perai... não entendi esse argumento de ´criar clones ou seres humanos
> para servirem de doadores de órgãos´.
> Poderia explicar de onde tirou essa idéia? ]
> ................................................................
>
> Brudna, não somos ingênuos, nem estúpidos! Considerando o que o
oligopólio
> dos laboratórios e indústrias farmacêuticas já realizaram em pretensa
> surdina,
> sem maiores escrúpulos, podemos imaginar o que farão - se é que já
não estão
> fazendo - para aumentar seus ganhos em seus direitos autorais quanto as
> descobertas realizadas sob seus capitais, oferecendo serviços especiais
> àqueles
> que podem pagar. O mercado de órgãos de reposição e juventude eterna
> poderá demandar órgãos a partir de embriões clonados compatíveis com
> cada doador. Ou, em extremo, produzir ser humano com as características
> mais requisitadas, para obter órgãos compatíveis com os clientes.
> É o tal admirável mundo novo, previsível para quem tem olhos de ver.
> Vc já procurou saber aonde vão as placentas obtidas em cesarianas em
> determinados hospitais-maternidades? Conhece o infanticídio generalizado
> promovido pela maior produtora mundial de leite em pó, na África? E
os teste
> de vacinas e de medicamentos realizados de forma irregular e
criminosa em
> população de países pobres? São os mesmos grupos que aí estão, cada vez
> mais poderosos à medida que monopolizam o setor através de aquisições e
> sabotagem contra seus possíveis concorrentes, mesmo que pequenos.
> Como aconteceu aqui na Bahia, com o fechamento do laboratório
> farmacêutico estatal existente em Salvador (Bahiafarma), que
produzia cerca
> de oitenta medicamentos mais utilizados pela população de baixa-renda,
> os quais eram distribuídos gratuitamente nos postos de saúde! Fecharam.
> Aliás, nos governos de Collor e FHC, esse tipo de expediente ocorria em
> todos os segmentos produtivos no Brasil e nos países em desenvolvimento.
> Desqualificava-se, através de vários expedientes, os serviços e as
> indústrias
> nacionais competitivas e depois se apresentava a solução com extinção ou
> venda das mesmas aos amigos do rei. Dá para perceber porque se enfatiza
> tanto na discussão sobre o uso das células-tronco embrionárias em
pesquisas
> que o Brasil é um país laico? Usa-se laico com a conotação de que nesse
> estado não é necessário manter qualquer tipo de limite moral,
impedimento
> ético, ou cuidados com os mais desvalidos, os quais podem atrasar o tal
> progresso e a cura dos que podem pagar.
>
> []s
>
> José Renato
> ....................................................................
>
> From: "Luis Brudna" <luisbrudna@...>
> Sent: Thursday, March 20, 2008 10:34 AM
> Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros
>
>
> Perai... não entendi esse argumento de ´criar clones ou seres
> humanos para servirem de doadores de órgãos´.
>
> Poderia explicar de onde tirou essa idéia?
>
> Até
> Luís Brudna
> .............................................
> 2008/3/19 José Renato Terra <jrma@...>:
> > ...para testar medicamentos e/ou procedimentos experimentais; criar
> > clones
> > ou seres humanos para servirem de doadores de órgãos a que puder
custear;
> > e todas as facilidades que o que pagam teriam em detrimento
daqueles que
> > não têm como se defender desse absurdo. Depois não sabemos porque a
> > violência cresce a cada dia em nosso meio. Por mais argumentos......
> > Abraços
> > José Renato
>
..........................................................................................
>
> ----- Original Message -----
> From: "José Renato Terra" <jrma@...>
> To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
> Sent: Wednesday, March 19, 2008 10:32 PM
> Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros
>
>
> >É fácil ser a favor, Amauri, quando não é vc quem sofre o
extermínio. Esse
> > raciocínio de usar os embriões para pesquisar a cura de doenças
que fazem
> > tantos sofrerem nos leva a utilizar, populações carentes para testar
> > medicamentos e/ou procedimentos experimentais; criar clones ou seres
> > humanos
> > para servirem de doadores de órgãos a que puder custear; e todas as
> > facilidades que o que pagam teriam em detrimento daqueles que não
têm como
> > se defender desse absurdo. Depois não sabemos porque a violência
cresce a
> > cada dia em nosso meio. Por mais argumentos "caridosos" que vc tenha-
> > desde
> > que utilize a dor dos outros, claro - não podemos fechar os olhos
para os
> > valores que já existem em nossos códigos de justiça: é considerado um
> > assassinato qualificado quando existem três condições em sua
execução: a
> > vítima não teve qualquer chance de defesa, a vítima estava sob a
tutela do
> > assassino e o crime foi cometido por motivo fútil.
> > Abraços
> > José Renato
> >
.................................................................................
> >
> > From: "Amauri N. Sanches Jr " <amaurij@...>
> > To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
> > Sent: Friday, March 14, 2008 4:52 PM
> > Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos e outros
> >
> >
> > eu sou a favor, muito porém sei que a industria farmacêutica ganhará
> > muito...
> >
> > Em 14/03/08, José Renato Terra <jrma@...> escreveu:
> >>
> >> Caro, Sílvio!
> >>
> >> O artigo de Luís Carlos Lopes, Ciências e valores humanos, e o de
> >> Francisco Cesar Pinheiro Rodrigues, Células-tronco embrionárias e
> >> o STF, têm os mesmos ingredientes dos argumento falaciosos pró-uso
> >> de embriões congelados existentes no Brasil. Todos são possuidores
> >> da característica básica de - sob um véu de pseudo eruditismo
histórico
> >> - "forçar a barra" no objetivo de convencer os leitores de qualquer
> >> maneira com uso de recursos aéticos.
> >> Parecem feitos em série. Outro exemplo claro é o artigo
"Células-tronco:
> >> será a ciência ajuizada?", veiculado em A TARDE - Opinião, 12.03.08,
> >> o Dr. Marcos Luna ressalta, entre hífens, uma informação que induz os
> >> leitores menos atentos a concordarem com a destruição e uso em
> >> pesquisas dos embriões preservados em sistema criogênico nas clínicas
> >> de inseminação artificial.
> >>
> >> Transcrevo aqui o parágrafo para melhor entendimento:
> >> "A questão remete ao projeto acadêmico/científico de manipulação
> >> genética usando embriões congelados há três anos - a serem
> >> descartados em lixo hospitalar -, mas ainda aos portadores de
células-
> >> tronco regenerativas e à pregação religiosa-dogmática sobre o
conceito
> >> do início e fim da vida."
> >> Perceber que as células, o espermatozóide e o óvulo humano estão
vivos.
> >> Entretanto, somente após a fecundação é que a estrutura genética,
> >> resultante dessa "fusão", detém no seu DNA todos os elementos de
> >> um ser humano, único, pessoal, até o fim da vida desse sistema psico-
> >> biológico chamado de ser humano.
> >>
> >> Vale esclarecer que os embriões mantidos congelados nessas
clínicas não
> >> são "descartados em lixo hospitalar". Está aí a principal questão que
> >> movimenta os lobbyes dos que desejam se livrar desses embriões e,
> >> por tabela, àqueles que aproveitam a oportunidade para fustigar a
Igreja
> >> Católica.
> >> Basta conhecer a declaração do dono do maior estoque de embriões no
> >> País -
> >> 4.657 acumulados nos últimos 18 anos* - que representam 90% dos
> >> registrados em levantamento recente, Sr. José Gonçalves Franco
Júnior,
> >> diretor do Centro de Reprodução Humana Franco Júnior, de Ribeirão
> >> Preto-SP: "Isso aqui [banco de embriões congelados] é uma bomba
atômica."
> >> E explica porque: "Como a maioria dos casais não formalizou a
doação para
> >> pesquisa e nem se decide o que fazer com eles, [os embriões] vão
ficando
> >> por aí. A qualquer momento pode aparecer um casal querendo seu
embrião
> >> de volta."(FSP-Ciência, 04.03.08)
> >>
> >> O Dr. Marcos Luna certamente não desconhece que o Conselho Federal de
> >> Medicina-CFM proíbe o descarte de embriões e determina que eles
só podem
> >> sair do laboratório onde foram produzidos com autorização
assinada pelo
> >> casal doador e registrada em cartório. Não desconhece também que
estão
> >> disponíveis para pesquisas, diversas linhagens de células-tronco
> >> embrionárias em quantidade suficiente para *todas* as pesquisas a
serem
> >> realizadas no mundo e que não há necessidade de destruir novos
embriões.
> >>
> >> Abraços
> >>
> >> José Renato
> >>
> >> * De acordo com levantamento feito há três anos pela SBRA, havia 9914
> >> embriões congelados, dos quais 3210 estariam em condições de serem
> >> utilizados em pesquisas de células-tronco. Já por esse percentual
> >> existiria um total de apenas 5174 embriões congelados.
> >>
> >> .................................................................
> >>
> >> ----- Original Message -----
> >> From: "SILVIO CORDEIRO"
> >> <scordeiroes@...<scordeiroes%40superig.com.br>
> >> >
> >> To: <Undisclosed-Recipient:;>
> >> Sent: Thursday, March 13, 2008 8:26 PM
> >> Subject: [ciencialist] Ciências e valores humanos
> >>
> >> Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes
> >>
> >> "O que é inaceitável é questionar a pesquisa de células-tronco
com base
> >> nos
> >> mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos
trouxeram à
> >> humanidade"
> >>
> >> Luís Carlos Lopes é professor do programa de Pós-graduação em
Comunicação
> >> da
> >> Universidade Federal Fluminense. Artigo enviado pelo autor ao "JC
> >> e-mail":
> >>
> >> Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da
humanidade.
> >> Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a
maioria dos
> >> mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os 'mistérios' da
vida e
> >> do
> >>
> >> universo. Considerar a natureza e a vida humana como 'mistérios'
> >> sustentou
> >> e
> >> ainda sustenta os que querem que a maioria viva na obscuridade; que
> >> jamais
> >>
> >> saiam da caverna, enxergando a luz do sol. Para existir escravos,
> >> dominados
> >> e dominadas é preciso que lhes sejam sonegados o saber; que este
não seja
> >> democratizado e acessível às maiorias.
> >>
> (apaguei o restante)
>




SUBJECT: Nano: 3 seminários em Curitiba e 3 chats sobre soja, farmácia e quântica
FROM: "Maurício Kanno" <mpk.listas@gmail.com>
TO: justicaambiental@listas.rits.org.br, blogs_educativos@yahoogrupos.com.br, ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 24/03/2008 03:35

Neste final de março, o projeto Engajamento Público em Nanotecnologia da
Renanosoma realiza três seminários presenciais em Curitiba, Paraná, e três
bate-papos virtuais com pesquisadores, no endereço
http://www.meebo.com/room/nanotecnologia/ . Leia detalhes abaixo.

*Bate-papos virtuais:*
Nanotecnologia na cadeia da soja, com Richard
Dulley<http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/portal/eng/nanotecnologia-na-cadeia-da-soja-com-richard-dulley>

Na segunda-feira, 24 de março de 2008, às 14 horas (horário de SP), *Richard
Dulley* fala sobre o projeto Impacto da nanotecnologia na cadeia da soja.

Mestre em Desenvolvimento Agrícola e doutor em Ciências Sociais, Dulley
publicou a obra "Políticas estaduais para a agricultura: São Paulo,
1930-80", e também os artigos: "Nanotecnologia no agronegócio: explorando o
futuro (2004)" e "Nanotecnologia e agricultura inteligente (2005)".
Nanotecnologia Farmacêutica e Microbiologia Industrial, com doutorando
Agenor Tavares<http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/portal/eng/nanotecnologia-farmaceutica-e-microbiologia-industrial-com-doutorando-agenor-tavares>

Na quarta-feira, 26 de março de 2008, às 14 horas, o doutorando *Agenor
Tavares Jácome Júnior*, do Departamento de Química Fundamental da
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) apresentará sua pesquisa de
doutorado em andamento, com o título de Emprego Biotecnológico da Levana e
seus Derivados. É um trabalho em Nanotecnologia Farmacêutica, Biotecnologia
Industrial e Desenvolvimento de Nanoprodutos. Leia
mais<http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/portal/eng/nanotecnologia-farmaceutica-e-microbiologia-industrial-com-doutorando-agenor-tavares>
.
Fotodetectores, Pontos Quânticos e Nanotecnologia, com Álvaro
Maia<http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/portal/eng/fotodetectores-pontos-quanticos-e-nanotecnologia-com-alvaro-maia>

Na sexta-feira, 28 de março de 2008, às 10 horas, o doutorando *Álvaro Diego
Bernardino Maia*, do Departamento de Física dos Materiais e Mecânica da
Universidade de São Paulo (USP), apresentará sua pesquisa de doutorado em
andamento, com o título de Crescimento, fabricação e teste de fotodetectores
infravermelhos de alto desempenho baseados em pontos quânticos. É um
trabalho em Propriedades Óticas e Espectroscópicas da Matéria Condensada e
Interações da Matéria com Radiação e Partículas, além de Nanotecnologia. Leia
mais<http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/portal/eng/fotodetectores-pontos-quanticos-e-nanotecnologia-com-alvaro-maia>
.

=========================================
Seminários presenciais em Curitiba Dia 27 de março, na
Fundacentro<http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/portal/eng/debate-em-curitiba-engajamento-publico-em-ciencia-e-nanotecnologia>

Entre 14 e 17 horas, estarão presentes o debatedor professor Daniel Alves de
Melo, da Universidade Federal do Paraná, e os expositores professores Paulo
Roberto Martins (pesquisador IPT e coord. Renanosoma) e Guillermo
Foladori (Universidade Zacatecas do México). Leia
mais<http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/portal/eng/debate-em-curitiba-engajamento-publico-em-ciencia-e-nanotecnologia>
.
Dia 28 de março, na UTFPR e
UFPR<http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/portal/eventos-realizados/seminarios-sobre-nanotecnologia-em-curitiba>

Paulo Martins e Marlene Lucas organizam dois seminários:
Às 9 horas, na UTFPR, acontecerá o seminário Nanotecnologia: O Futuro é
Agora, com o prof. Paulo Martins, profa. Noela Invernizzi (da Universidade
Tecnológica Federal do Paraná e membro da Renanosoma) e prof. Daniel Alves
de Melo (Universidade Federal do Paraná / UFPR).
Às 17h30, na UFPR, acontecerá o seminário Nanotecnologia, Sociedade e Meio
Ambiente, tendo como expositores Paulo Martins, Noela Invernizzi e como
debatedor o prof. Alfio Brandenburg.
Leia mais<http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/portal/eventos-realizados/seminarios-sobre-nanotecnologia-em-curitiba>
.

______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
Bate-papos NanotecnológicosA Renanosoma, por meio de projeto aprovado em
edital do CNPq, realiza bate-papos semanais sobre nanotecnologia, com
diferentes pesquisadores convidados! Os chats são normalmente nas segundas e
quartas-feiras às 14 horas, e nas sextas-feiras às 10 horas, neste endereço:
http://meebo.com/room/nanotecnologia

- Saiba como foram os chats anteriores, no sistema
Meebo<http://chatlogs.meebo.com/room/nanotecnologia/logs/>e sistema
IPT <http://chat.ipt.br/renanosoma/index.php?resumo>!
- Esclareça suas dúvidas para usar o sistema de
chat!<http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/eng/guia/>

- Saiba sobre a Renanosoma e o projeto Engajamento Público em Nanotecnologia
aqui: http://nanotecnologia.incubadora.fapesp.br/portal/sobre-a-renanosoma/

Atenciosamente,
Maurício Kanno
Jornalista e bolsista do projeto Engajamento Público em Nanotecnologia da
Renanosoma
(11) 9564-4568


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos
FROM: José Renato Terra <jrma@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 24/03/2008 11:12

Caro, Álvaro, entendi seu enfoque!

Abraços.

José Renato
...........................................

----- Original Message -----
From: "Alvaro Augusto (U)" <alvaro@daelt.sh06.com>
To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
Sent: Thursday, March 20, 2008 5:13 PM
Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos


> Caro José Renato,
>
> As teorias de Darwin e Pasteur são científicas e podem ser verificadas
> experimentalmente. Também não se trata de questão de influência, pois
> Hitler
> teve mais influência no mundo ocidental do que Marx. Trata-se apenas de
> que
> não procede colocar Marx ao lado de Darwin e Pasteur.
>
> [ ]s
>
> Alvaro Augusto de Almeida
> http://www.alvaroaugusto.com.br
> alvaro@lunabay.com.br
>
>
> ----- Original Message -----
> From: "José Renato Terra" <jrma@terra.com.br>
> To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
> Sent: Wednesday, March 19, 2008 10:50 PM
> Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos
>
>
>> Caro, Álvaro!
>> Certamente vc não conhece a obra de Marx e sua influência na cultura do
>> nosso mundo atual.
>> Não é uma questão de simpatia, mas sim de conhecimento e discernimento.
>> Abraços
>> José Renato
>> ...........................................
>>
>> ----- Original Message -----
>> From: "Alvaro Augusto (U)" <alvaro@daelt.sh06.com>
>> To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
>> Sent: Monday, March 17, 2008 11:41 AM
>> Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos
>>
>>
>>>O professor Luís Carlos Lopes pode pensar da maneira como quiser. A ele é
>>> reservada essa liberdade, que não existiu em nenhum outro lugar, em
>>> nenhuma
>>> outra era, e que hoje mesmo inexiste em vários lugares do mundo.
>>> Contudo,
>>> tenho dificuldades em levar a sério um texto que coloca Darwin, Pasteur
>>> e
>>> ... Marx no mesmo patamar, e que reduz o processo contra Galileu a um
>>> conflito entre idéias científicas. Foi muito mais complicado do que
>>> isso,
>>> como já discutido nessa lista em outros tempos.
>>>
>>> Em tempo: "o cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores
>>> de
>>> mais de um século atrás"? Bem, com poucas excessões, como Faraday,
>>> Einstein,
>>> Marie Curie e outros, o cientista de um século atrás era frequentemente
>>> um
>>> nobre, um bem-nascido, um herdeiro rico que podia gastar seu tempo e
>>> dinheiro como bem quisesse. Alguns gastavam em cavalos, outros, em
>>> "diversões científicas". Assim, a ciência não perdeu seu romantismo, mas
>>> apenas deixou de ser um passatempo das elites para se tornar uma
>>> profissão.
>>>
>>> [ ]s
>>>
>>> Alvaro Augusto de Almeida
>>> http://www.alvaroaugusto.com.br
>>> alvaro@lunabay.com.br
>>>
>>>
>>>
>>> ----- Original Message -----
>>> From: "José Renato Terra" <jrma@terra.com.br>
>>> To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
>>> Sent: Monday, March 17, 2008 10:44 AM
>>> Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos
>>>
>>>
>>>> Victor, seu desabafo é típico dos que não suportam conviver com pessoas
>>>> que
>>>> não pensam e agem como vc, pessoas com idéias e atitudes diferentes da
>>>> sua.
>>>> Parece que seu ideal seria voltar aos bons tempos da lei da selva, da
>>>> lei
>>>> do
>>>> mais
>>>> forte, quando se podia exterminar impunemente o que ou quem nos
>>>> incomodasse.
>>>> Ou vc nasceu tarde ou a humanidade cresceu mais rápido do que o
>>>> desejado.
>>>> Abraços
>>>> José Renato
>>>> ...........................................
>>>>
>>>> ----- Original Message -----
>>>> From: "J.Victor" <j.victor.neto@uol.com.br>
>>>> To: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
>>>> Sent: Friday, March 14, 2008 9:52 AM
>>>> Subject: Re: [ciencialist] Ciências e valores humanos
>>>>
>>>>
>>>> O Prof. L.C.Lopes simplesmente rearfirma o seguinte fato: a história
>>>> se
>>>> repete! Ainda que com outras roupagens e motivações.
>>>> Experiências do passado, negras e danosas para a humanidade, em nadinha
>>>> serviram de lição para nós. E o de lascar é que dentro de + mil anos
>>>> haverá
>>>> um outro L.Carlos Lopes para discernir sobre a mesma coisa, registrar
>>>> seu
>>>> espanto, ficar de boca escancarada e olhos esbugalhados, esperando a
>>>> vida
>>>> passar e coisas imbecis do tipo acontecerem. É toddy, com ph de
>>>> farmácia!
>>>> E o pior é que ele, eu e outros de nossa laia, podemos fazer exatamente
>>>> o
>>>> seguinte: nada!.
>>>>
>>>> Sds,
>>>> Victor.
>>>>
>>>>
>>>> ----- Original Message -----
>>>> From: SILVIO CORDEIRO
>>>> To: "Undisclosed-Recipient:;"@mx.uol.com.br
>>>> Sent: Thursday, March 13, 2008 8:26 PM
>>>> Subject: [ciencialist] Ciências e valores humanos
>>>>
>>>>
>>>> Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes
>>>>
>>>> "O que é inaceitável é questionar a pesquisa de células-tronco com
>>>> base
>>>> nos mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos
>>>> trouxeram
>>>> à
>>>> humanidade"
>>>>
>>>> Luís Carlos Lopes é professor do programa de Pós-graduação em
>>>> Comunicação
>>>> da Universidade Federal Fluminense. Artigo enviado pelo autor ao "JC
>>>> e-mail":
>>>>
>>>> Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da
>>>> humanidade.
>>>> Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a maioria dos
>>>> mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os 'mistérios' da vida e
>>>> do
>>>> universo. Considerar a natureza e a vida humana como 'mistérios'
>>>> sustentou
>>>> e
>>>> ainda sustenta os que querem que a maioria viva na obscuridade; que
>>>> jamais
>>>> saiam da caverna, enxergando a luz do sol. Para existir escravos,
>>>> dominados
>>>> e dominadas é preciso que lhes sejam sonegados o saber; que este não
>>>> seja
>>>> democratizado e acessível às maiorias.
>>>>
>>>> Na época do renascimento europeu, discutia-se o cosmos e a posição dos
>>>> homens frente ao universo. Galileu foi condenado a abjurar, isto é
>>>> negar
>>>> o
>>>> que disse, porque tinha provas que a Terra se movia. Seus juízes, como
>>>> outros de outras épocas, quase nada entendiam das idéias do célebre
>>>> cientista. O julgaram com base na religião, nos sensos comuns e na
>>>> retórica
>>>> de seus pseudos-conhecimentos.
>>>>
>>>> O destino de Giordano Bruno foi mais cruel. Foi executado (1600), na
>>>> fogueira do Vaticano, por acreditar que existiriam 'múltiplos mundos' e
>>>> que
>>>> se poderia ser 'radicalmente acadêmico de nenhuma academia'. Pensar
>>>> contra
>>>> a
>>>> ordem, mesmo que poucos compreendessem o que brilhantes intelectuais
>>>> produziam, podia ser fatal. Muitos foram perseguidos, humilhados,
>>>> presos,
>>>> deportados, torturados, executados simplesmente por terem idéias
>>>> originais
>>>> e
>>>> imensa paixão pelo conhecimento.
>>>>
>>>> As revoluções industriais, liberais e a primeira descolonização
>>>> (século
>>>> XVIII e XIX) mudaram este procedimento. Os cientistas desta época não
>>>> deixaram de ser perseguidos, mas dificilmente eram mortos, apenas por
>>>> pensarem diferentemente do que estava estabelecido consensualmente pelo
>>>> poder político e social. Obviamente, eles sobreviveram por estarem em
>>>> locais
>>>> que os protegiam. Se estivessem em outros, a história seria diferente.
>>>> Grandes nomes, tais como Darwin, com sua teoria sobre a evolução das
>>>> espécies e dos seres humanos, Marx, com sua teoria sobre o capitalismo,
>>>> seu
>>>> método filosófico e sua crítica política, Pasteur com sua nova
>>>> biologia,
>>>> tiveram imensos problemas.
>>>>
>>>> Foram admoestados, principalmente Marx, por ousar discutir a natureza
>>>> da
>>>> nova ordem estabelecida na Europa e no mundo de seu tempo. Apesar
>>>> disto,
>>>> puderam trabalhar e deixar uma herança que ainda hoje, mesmo com
>>>> revisões
>>>> e
>>>> atualizações, nutre a imaginação científica, em seus domínios
>>>> específicos.
>>>>
>>>> Ao longo do século passado, o legado das ciências matemáticas,
>>>> naturais
>>>> e
>>>> humanas foi desdobrado ao infinito. O cientista, agora um proletário
>>>> especial, passou a produzir cada vez mais em equipe, atuando em
>>>> laboratórios, universidades, governos e, até mesmo, em empresas.
>>>>
>>>> A partir das origens e da maior universalização da ciência, as
>>>> conquistas
>>>> foram inúmeras. Muitas delas serviram para a expansão do poder de quem
>>>> já
>>>> o
>>>> tinha. Outras aumentaram as possibilidades de vida das maiorias. Ainda
>>>> outras, permitiram que se compreendessem melhor os problemas da
>>>> natureza
>>>> e
>>>> da vida social. As ciências não servem a um único senhor, podem estar a
>>>> serviço da humanidade ou militar contra a sobrevivência da espécie.
>>>>
>>>> O cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores de mais
>>>> de
>>>> um século atrás. Tanto podem estar querendo tirar os homens da caverna,
>>>> como
>>>> podem estar desenvolvendo artefatos que mantenham as sociedades na
>>>> maior
>>>> ignorância ou mesmo as destruam.
>>>>
>>>> O paradoxo da ciência foi claramente exposto nos acontecimentos de
>>>> 1945.
>>>> A
>>>> explosão da bomba atômica, na verdade um experimento
>>>> científico-político
>>>> e
>>>> militar, pôs a nu esta contradição. É preciso aplicar o princípio da
>>>> vigilância democrática e humanista ao campo das teorias e das práticas
>>>> científicas.
>>>>
>>>> O mais grave é sem dúvida o das práticas, pois nelas é que se podem
>>>> desenvolver monstruosidades ou se operar 'milagres' humanistas. A
>>>> própria
>>>> experiência da bomba revelou que os cientistas, em sua maioria,
>>>> reconhecem
>>>> os seus erros e são capazes de fazer o possível, dentro de seus
>>>> limites,
>>>> para evitar outras catástrofes baseadas em seu saber.
>>>>
>>>> A ciência e os cientistas não estão acima do bem e do mal. É possível
>>>> discutir seus empreendimentos e verificar a pertinência dos mesmos no
>>>> que
>>>> se
>>>> refere aos interesses da humanidade. Até aí, não há o que objetar.
>>>>
>>>> O que é inaceitável é, por exemplo, impedir o ensino da teoria da
>>>> evolução
>>>> nas escolas, sob o pretexto da ofensa à tradição religiosa. Interditar
>>>> o
>>>> avanço para as mulheres que o aborto provocou comprovadamente pelo
>>>> mundo
>>>> afora. Questionar a pesquisa de células-tronco com base nos mesmos
>>>> velhos
>>>> preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à humanidade.
>>>>
>>>> Obviamente, os religiosos têm o direito a ter suas idéias, mas elas
>>>> não
>>>> podem ser impostas ao conjunto da sociedade e a domínios que as
>>>> religiões
>>>> não compreendem. A argumentação religiosa deve ser respeitada, como
>>>> qualquer
>>>> outro tipo de argumentação, dentro dos seus limites. Imagine-se, se
>>>> vamos
>>>> voltar ao passado, quando a última palavra 'científica' era da
>>>> autoridade
>>>> eclesiástica. Qualquer hora se estará reacendendo as fogueiras da
>>>> Inquisição. Todos têm o direito à palavra, porém é preciso delimitar
>>>> espaços
>>>> e privilegiar a inteligência frente ao monstro da ignorância.
>>>>
>>>> Os que julgaram Galileu e Bruno quase nada entendiam de suas ciências.
>>>> Os
>>>> julgaram a partir da tradição e dos sensos comuns. Fizeram a mesma
>>>> coisa,
>>>> os
>>>> que condenaram e ainda condenam radicalmente, Darwin, Pasteur, Marx e
>>>> muitos
>>>> outros.
>>>>
>>>> Os que julgam e repelem os que pensam na atual fase da modernidade,
>>>> não
>>>> procedem de modo diverso. A luta argumentativa para se validar tem que
>>>> ir
>>>> além dos limites da tradição e dos sensos comuns.
>>>>
>>>> As idéias precisam ser debatidas para avançarem e não impedidas de
>>>> circular. A pesquisa só funciona se tiver liberdade de ação e profundo
>>>> sentido ético. A ética da pesquisa não pode se fundamentar em dogmas
>>>> das
>>>> tradições e, sim, na validade social do experimento. Se a pesquisa
>>>> sobre
>>>> as
>>>> células-tronco pode salvar vidas é ridículo tentar objetar o seu
>>>> caminho.
>>>>
>>>> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
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SUBJECT: Re: [ciencialist] Luzes e sombras - Demétrio Magnoli
FROM: José Renato Terra <jrma@terra.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 24/03/2008 11:17

Silvio, a frase destacada em sub-título pode confundir os mais afoitos
quanto a idéia principal do texto de Demétrio Magnoli, melhor resumido na
seguinte frase:

[ As sociedades democráticas separam a política da religião, mas não
convertem a ciência num imperativo absoluto, incorporam ao debate público os
valores de ordem ética e refletem sobre o sentido moral dos princípios
religiosos. ]

Abraços

José Renato
...........................................

----- Original Message -----
From: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
To: <Undisclosed-Recipient:;>
Sent: Thursday, March 20, 2008 4:57 PM
Subject: [ciencialist] Luzes e sombras, artigo de Demétrio Magnoli


transcrevo:

Luzes e sombras, artigo de Demétrio Magnoli

"A narrativa do confronto prometéico entre a ciência, que é progresso e luz,
e a religião, que é retrocesso e sombras, está inscrita na nossa mente como
uma tinta indelével"

Demétrio Magnoli é sociólogo e doutor em Geografia Humana pela USP. Artigo
publicado no "Estado de SP":

O processo inquisitorial de Galileu é uma chave crucial de nossa
interpretação da modernidade. A narrativa do confronto prometéico entre a
ciência, que é progresso e luz, e a religião, que é retrocesso e sombras,
está inscrita na nossa mente como uma tinta indelével.

É por isso que nos surpreendemos diante da informação de que Charles Darwin
consolidou seu interesse pela história natural enquanto estudava teologia em
Cambridge - e mais ainda ao sabermos que escreveu A Origem das Espécies como
um crente em Deus.

Todos nós, e não só os comunistas, encaramos com certa naturalidade a
curiosa metáfora de Karl Marx, que identificou a revolução como "locomotiva
da História", porque tendemos a admitir que há uma História, assim, com
maiúscula, cuja trajetória se acomoda aos trilhos da ferrovia do futuro. O
culto ao progresso, que é antes de tudo um culto à razão científica,
configura a religião pagã da modernidade.

Os pólos da narrativa caricatural da modernidade emergiram na forma dos dois
inquisidores da polêmica sobre as pesquisas com células-tronco embrionárias.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, alertou para a inauguração de uma
"época do obscurantismo e do atraso" caso o STF venha a julgar
inconstitucionais as pesquisas.

Já o ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles reiterou a tese da
Igreja segundo a qual a vida está presente na "célula autônoma" que "surge,
por movimento de dinamismo próprio, independente de qualquer interferência
da mãe ou do pai". Atrás das posições polares se adivinham os contornos da
próxima guerra de valores, que será sobre o aborto.

Será uma lástima se o debate público cair prisioneiro na armadilha de dois
fundamentalismos. O articulista Reinaldo Azevedo, um católico, sugere que há
espaço para nuances. Ele aceita, com relutância, a permissão das pesquisas
com células embrionárias, mas se opõe por princípio à legalização do aborto.

No seu blog, chama a atenção para a intervenção da bióloga Mayana Zatz, que
estabelece uma distinção essencial. "No aborto, há uma vida dentro do útero
de uma mulher. Se não houver intervenção humana, essa vida continuará. Já na
reprodução assistida, é exatamente o contrário: não houve fertilização
natural. Só há junção do espermatozóide com o óvulo por intervenção humana.
E, novamente, não haverá vida se não houver uma intervenção humana para
colocar o embrião no útero."

A CNBB elevou o combate ao aborto à condição de eixo de sua Campanha da
Fraternidade. Sob o sistema político que a separa do Estado, a Igreja fala
legitimamente para os seus fiéis - e exprime um fundamentalismo que concerne
à sua própria natureza.

O ministro Temporão, por outro lado, é um agente do Estado, do qual se
espera alguma coisa diferente da militância política fundamentalista. Quando
ele se veste com a fantasia de porta-voz da ciência e, em nome da saúde
pública, afasta liminarmente as objeções éticas levantadas pelos religiosos,
revela apenas a estupidez da razão.

Sob Temporão, a esfera da saúde pública foi isolada, por uma muralha de
insensatez, das esferas da moral e da cultura. Um experimento do programa de
DST/aids instalou em escolas públicas máquinas de distribuição de
preservativos para adolescentes a partir dos 13 anos, enquanto os postos de
saúde oferecem pílulas do dia seguinte a jovens da mesma faixa etária. As
iniciativas passam por cima de prerrogativas das famílias, mas as críticas
dirigidas a elas são fulminadas pelo ministro como meras expressões de
moralismo anacrônico.

Os totalitarismos do século 20 se engajaram no culto à ciência e,
paralelamente, nos projetos de abolição ou estatização da religião. Na URSS,
a psiquiatria oficial definiu como distúrbio paranóico as idéias de luta
pela verdade e pela justiça e os dissidentes foram internados em hospitais
para doentes mentais.

Na Alemanha, o teísta Hitler deflagrou o empreendimento eugênico de
fabricação da raça pura. As sociedades democráticas separam a política da
religião, mas não convertem a ciência num imperativo absoluto, incorporam ao
debate público os valores de ordem ética e refletem sobre o sentido moral
dos princípios religiosos.

A tentação da eugenia se esconde atrás da manipulação de células
embrionárias e, por isso, há um nítido interesse público na regulamentação
dessa esfera da atividade médico-científica.

A crítica ética ao aborto não é uma manifestação medieval de "homens
conservadores que prescrevem como a sociedade deve controlar o corpo das
mulheres", na frase do ministro-militante, mas um componente da indagação
existencial dos seres humanos. Temporão parece incapaz de entender isso -
que, no entanto, é claro não apenas para religiosos, mas também para
agnósticos.

O ministro da Saúde se distingue positivamente sobre o pano de fundo de um
Ministério nascido no caldo do fisiologismo. O médico sanitarista e
planejador de saúde pública declarou, na hora da posse: "O Ministério da
Saúde vai fazer política de Saúde; não fará política na Saúde." A sua
cruzada pelo aborto, contudo, é exatamente "política na Saúde" - e má
política.

Há argumentos ponderáveis para sustentar uma flexibilização da legislação
sobre o aborto e o próprio Temporão apresenta alguns deles. Mas não é seu
papel atuar como ideólogo hipnotizado por certezas absolutas, que
desqualifica sem cessar a opinião divergente.

Desconectado da realidade cultural brasileira, Temporão declarou que a
descriminalização do aborto, um fenômeno essencialmente europeu, é "uma
tendência mundial".

Em novembro, seu Ministério se articulou às ONGs feministas para fazer
aprovar um relatório pró-aborto na 13ª Conferência Nacional de Saúde, mas
uma ampla maioria de participantes derrotou a proposta oficial. Agora, sua
cruzada pode arrastar o país para um plebiscito cheio de som e fúria, cujo
desenlace só o ministro não adivinha.
(O Estado de SP, 20/3)



SUBJECT: Supermáquina chega à Unicamp
FROM: "SILVIO CORDEIRO" <scordeiroes@superig.com.br>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 24/03/2008 11:45


Supermáquina chega à Unicamp

24/03/2008

Por Thiago Romero

Agência FAPESP - O Centro Nacional de Processamento de Alto Desempenho em São Paulo (Cenapad), localizado no campus da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista, ganhou um novo sistema computacional com capacidade de processamento quase três vezes maior do que o anterior.

Os novos equipamentos foram adquiridos da empresa Silicon Graphics, com recursos de R$ 800 mil do Sistema Nacional de Alto Desempenho (Sinapad), ligado à Rede Nacional de Pesquisa (RNP) e ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

A supermáquina possui 172 processadores Intel Itanium 2 e 496 gigabytes de memória RAM, totalizando uma capacidade de processamento de cerca de 1,1 mil gigaflops. O equipamento anterior, inaugurado em 2005 no Cenapad, tinha capacidade de processamento de 420 gigaflops.

"Esta é a maior máquina usando arquitetura de memória distribuída, chamada numaflex, instalada no país. Com essa tecnologia é possível rodar programas pesados, que precisam, por exemplo, de 32 gigabytes de memória, sem a necessidade de fazer paralelismo, que é quando os processadores funcionam ao mesmo tempo", disse Edison Zacarias da Silva, coordenador executivo do Cenapad, à Agência FAPESP.

"Por outro lado, o pesquisador usuário também poderá usar o paralelismo se desejar rodar os mesmos 32 gigabytes de memória utilizando, por exemplo, oito processadores simultaneamente, de modo a aumentar ainda mais a velocidade dos projetos de pesquisa. Comparada com outras máquinas do Cenapad, o grande diferencial dessa que acaba de ser inaugurada é justamente a memória distribuída", complementou.

A nova estrutura contribuirá para a continuidade das simulações computacionais em áreas como física, química, biologia, engenharia, matemática e genômica.

"A maior parte do tempo hábil das máquinas do Cenapad está sendo utilizada por físicos, em particular para a resolução de problemas em nanociência. Temos atualmente, em nossas máquinas, 94 projetos sendo desenvolvidos por 240 usuários de todo o país", contou o também professor do Instituto de Física Gleb Wataghin da Unicamp.

Outra novidade é que junto com a supermáquina foi adquirido o software Gaussian, um dos mais conhecidos e utilizados pela comunidade mundial de químicos, o que deverá aumentar consideravelmente o tempo de uso do equipamento pelos pesquisadores da área. A capacidade instalada no Cenapad está disponível para atender a pesquisadores de todo o país, por meio da submissão de projetos de pesquisa.

"A demanda científica para cálculos de alto desempenho no Brasil é enorme. Com o equipamento anterior, os pesquisadores interessados enfrentavam filas de dois a três dias para usá-lo. Com a mudança do patamar de processamento da nova máquina, essa espera deve ser eliminada", disse Silva.

A inauguração do parque computacional na Unicamp foi a segunda de uma série de seis novos parques financiados pelo Sinapad. "Trata-se de um grande projeto do Sinapad que pretende revitalizar o sistema nacional de computação. Ao longo de 2008, podemos dizer que a capacidade computacional brasileira deverá ser multiplicada por sete", disse o coordenador.

Outra máquina semelhante à do Cenapad foi inaugurada no começo de março no Núcleo de Processamento de Alto Desempenho (NACAD) do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Mais informações: www.lncc.br/sinapad


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Blog do Marcelo Gleiser
FROM: "Alvaro Augusto \(U\)" <alvaro@daelt.sh06.com>
TO: <ciencialist@yahoogrupos.com.br>
DATE: 24/03/2008 14:58

Alguém sabe me dizer se o blog http://marcelogleiser.blogspot.com é mesmo do
Marcelo Gleiser? Aparentemente, todas as colunas "Micro/Macro" de 2008 estão
lá, mas não há comentários de leitores nem informações sobre o autor.

[ ]s

Alvaro Augusto de Almeida
http://www.alvaroaugusto.com.br
alvaro@lunabay.com.br



SUBJECT: Palestra no Ibirapuera / SP amanhã aborda impactos ambientais da produção de proteínas
FROM: "Maurício Kanno" <mpk.listas@gmail.com>
TO: grupo-oca@svb.org.br
DATE: 24/03/2008 16:02

Prezado colega de lista,

Amanhã, dia 25 de março de 2008, às 19h30, no Parque do Ibirapuera, acontece
a palestra gratuita "Nosso consumo de proteínas: desafio do século XXI?",
ministrada pelo consultor belga Luc Vankrunkelsven.

O palestrante abordará os problemas ambientais e sociais da pecuária e do
cultivo da soja, incluindo o fato de 80% dos grãos de soja do mundo se
destinarem para a ração animal, a febre do biodiesel, além de mostrar
alternativas, como pela criatividade de agricultores familiares no Brasil e
Europa.

Vankrunkelsven fundou o Wervel (grupo de trabalho belga para agricultura
justa e sustentável) e é consultor independente da Federação dos
Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf), para formação
de lideranças para a Organização Mundial do Comércio (OMC), com
especialidade na questão da soja.

O frei escreveu oito livros e centenas de artigos para jornais e revistas,
boa parte sobre a soja e o problema da carne no mundo. Os últimos quatro
livros na relação Brasil-Europa, dois deles traduzidos para o português.
Desde 2003, o trabalha parte do tempo no Brasil, parte na Europa.

A palestra, que será em português, é organizada pela Sociedade Vegetariana
Brasileira Nacional (SVB) e grupo Orientação para Conscientização Ambiental
(OCA), com apoio da Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura da Paz
(Umapaz), projeto da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da prefeitura de
São Paulo.

*Local*: prédio da Umapaz, no Parque Ibirapuera, São Paulo, próximo ao
portão 7-A, da Av. IV Centenário, 1268.

*Mais informações*: grupo-oca@svb.org.br , 5572-1004 (Umapaz) e site
http://www.svb.org.br/sp/Luc/

*Textos do palestrante disponíveis em*:
http://www.fetrafsul.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=318&Itemid=90

======

Maurício Kanno, jornalista colaborador SVB*OCA
(11) 9564-4568


[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



SUBJECT: Re: [ciencialist] Blog do Marcelo Gleiser
FROM: Nando <nando.str@gmail.com>
TO: ciencialist@yahoogrupos.com.br
DATE: 24/03/2008 16:26

Alvaro Augusto (U) wrote:
> Alguém sabe me dizer se o blog http://marcelogleiser.blogspot.com é mesmo do
> Marcelo Gleiser? Aparentemente, todas as colunas "Micro/Macro" de 2008 estão
> lá, mas não há comentários de leitore